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29.6.09

LEA & PERRINS


Um frasquinho bastante famoso pelo conteúdo negro cheio de segredos, aroma contagiante e sabor absolutamente único e cativante. Um inconfundível rótulo laranja com uma assinatura que a boa gastronomia reconhece de longe. É um intensificador de sabor utilizado em várias receitas de diferentes culturas. Mais de 180 anos de existência depois o tradicional molho de Worcestershire Lea & Perrins, conhecido popularmente como molho inglês, garantiu seu lugar de destaque nas melhores cozinhas, restaurantes, bares e banquetes palacianos do mundo todo. 

A história 
Conta a tradição que o lorde Marcus Sandys era um apreciador das coisas boas da vida. Nascido na região de Worcester, cidade inglesa conhecida pela indústria alimentícia e renomada porcelana, foi para a Índia no início do século 19, na época controlada pelo Império Britânico. Desembarcando ali, na província de Bengala, da qual viria se tornar governador, uma de suas primeiras iniciativas foi procurar um grande cozinheiro. Encontrou um mestre em forno e fogão que, além de preparar-lhe pratos elegantes, temperava-os com um molho escuro e condimentado. Esse cozinheiro se tornara conhecido por essa criação e não revelava a fórmula a ninguém. Antes de regressar à Inglaterra, porém, lorde Sandys conseguiu que ele lhe entregasse a receita do tal molho. Então, mandou comprar os ingredientes e especiarias, colocou-as na bagagem e voltou para casa.


Em 1835, chegando a Worcester, contratou dois químicos loais, John Wheeley Lea e William Henry Perrins, então proprietários de uma pequena farmácia de manipulações químico-farmacêutica fundada em 1823, e entregou uma série de ingredientes do mar e da terra: anchovas fermentadas, alho, cravo-da-índia, échalote (bulbo assemelhado à cebola), extrato de carne, melaço, molho de soja, pimenta-do-reino, essência de tamarindo e vinagre de malte. Confiou-lhes também a receita do cozinheiro indiano e encomendou alguns litros do molho. Algum tempo depois, lorde Sandys apareceu para provar o resultado. Nem ele nem Lea e Perrins gostaram, deparando-se com um molho desastroso e intragável. Como o cliente nunca mais apareceu, os donos da farmácia acabaram esquecendo o barril do condimento em uma prateleira empoeirada do porão. Quase dois anos depois, os proprietários precisaram de espaço e uma faxina se fez necessária. Foi quando lembraram do tal molho e resolveram experimentá-lo. Para surpresa, o líquido rejeitado no início, agora fermentado, havia amadurecido e se transformado em um molho divino de sabor especial. O molho era tão delicioso que eles decidiram colocá-lo à venda.


Em 1837 eles começaram a produzi-lo em grande escala. Nascia assim, com a marca Lea & Perrins, o agora cosmopolita Worcestershire Sauce (pronuncia-se “woost ur sháire sóce”), literalmente molho da região de Worcester, ou simplesmente molho inglês original como ficou conhecido no mundo inteiro. Rótulos originais alimentavam ainda mais fantasia sobre a história verdadeira do tal molho, pois não mencionavam a identidade do tal barão ou, para muitos, baronesa. Explicavam apenas que o molho procedia de “from the recipe of a nobleman in the county” (algo como “da receita de um nobre do condado”). Entretanto, inspirado por homem ou mulher, o molho worcestershire é hoje é uma das invenções britânicas mais conhecidas no mundo. Sem nenhum tipo de publicidade, em poucos anos, o molho se tornou presença constante nas cozinhas europeias e restaurantes.


O molho chegou aos Estados Unidos em 1839, quando um empreendedor da cidade de Nova York chamado John Duncan importou pequenas quantidades dos vidrinhos para vendê-los no mercado americano. Em um espaço curto de tempo, John estava importando grandes carregamentos do molho para atender a demanda americana. Nesta época, o molho inglês Lea & Perrins era o único condimento engarrafado do mercado americano e os consumidores pareciam adorá-lo. Em 1843 aproximadamente 14.500 vidros do tradicional molho eram produzidos e vendidos. Já em 1875 o molho começou a ser exportado para a Austrália e Nova Zelândia. No dia 16 de outubro de 1897, para atender a alta demanda pelo produto, foi construída uma nova fábrica, até hoje uma histórica edificação de tijolos vermelhos com portão de ferro laranja, onde o molho continua sendo produzido. Nesta época o icônico rótulo laranja já havia sido adicionado a todas as garrafas para garantir que se destacassem dos concorrentes imitadores. Sua popularidade e qualidade eram tão grandes que em 1904 a Lea & Perrins recebeu a Garantia Real concedida pela Rainha da Inglaterra, atestando sua excelência e qualidade.


Em 1921 um famoso drinque chamado Blood Mary foi revivido pelo barman Fernand Petiot do Harry’s New York Bar de Paris quando este misturou vodca, suco de tomate e algumas gotinhas do molho Lea & Perrins. E estas gotinhas foram o suficiente para que o molho Lea & Perrins se tornasse ainda mais famoso, agora em bares. Em 1930 a operação da empresa Lea & Perrins foi adquirida pela HP Foods. Com seu inconfundível sabor e utilizado em várias receitas de diferentes culturas, nas décadas seguintes o molho Lea & Perrins foi introduzido em inúmeros mercados pelo mundo afora, como no francês, onde Lea & Perrins foi lançado em 1941. E durante a Segunda Guerra Mundial, os bombardeios alemães contra a Inglaterra destruíram o local onde eram impressos os rótulos laranjas do molho, mas não as garrafinhas. Elas continuaram a acondicionar o molho. Etiquetas improvisadas, em preto e branco, explicavam aos consumidores: “Senhores, a empresa Lea & Perrins foi obrigada a usar este rótulo devido à destruição do estabelecimento de sua impressora pela ação inimiga”. Em 2005 a empresa americana H.J. Heinz Company comprou por US$ 820 milhões a marca que pertencia á francesa Danone.


Nos anos seguintes outras variações do famoso molho foram lançadas no mercado americano como, por exemplo, LEA & PERRINS MARINADE FOR CHICKEN (um molho especial para frangos feito com vinagre branco, alho e ervas selecionadas), LEA & PERRINS TRADITIONAL STEAK SAUCE (uma mistura de molho para carnes com o tradicional Worcestershire Sauce) e LEA & PERRINS THICK CLASSIC WORCESTERHIRE SAUCE (o clássico sabor tradicional em um molho mais grosso), além de uma versão com teor de sódio reduzido.


Em 2011 a marca lançou uma criativa campanha publicitária no Reino Unido, seu maior e mais importante mercado (possui mais de 90% de participação no segmento), para lembrar aos consumidores que o molho Lea & Perrins pode ser um ótimo complemento para uma variedade de receitas deliciosas. Ou seja, a adição de uma pitada do tradicional molho pode enriquecer instantaneamente as refeições. A campanha era composta por anúncios impressos com os dizeres: LEAsagne, Spaghetti BoLEAgnese e ChilLEA Con Carne. Tudo acompanhado pela frase “Enrich the flavour by adding a dash of Lea & Perrins Worcestershire Sauce while cooking” (algo como “Enriqueça o sabor adicionando uma pitada de molho Lea & Perrins Worcestershire enquanto cozinha”).


Atualmente, apesar da fórmula exata do molho ser secreta, guardada em um cofre pela Lea & Perrins, é sabido que consiste em: anchovas em salmoura, pimentas, pasta de tamarindos, alho, cebola, vinagre de malte de cevada, vinagre de aguardente, cravo-da-índia, échalote e açúcar. Alguns dos ingredientes adicionais podem incluir limões, molho de soja, picles e pimentões. Seu enorme sucesso no mundo inteiro é devido a sua versatilidade, podendo ser utilizado em sopas, molhos, marinados, ensopados, cozidos, grelhados, suco de tomate, saladas (como a famosa Caesar Salad), drinques como Bloody Mary, entradas como coquetel de camarões, além de ser um apreciado condimento de mesa para suculentos hambúrgueres e carnes. Pode ser usado ainda em peixes e frango, quando misturados a outros ingredientes.


A produção 
O molho Lea & Perrins é produzido desde 1897 em uma fábrica na cidade de Worcester, apesar de ter sido comandada pelo Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial e sofrer um incêndio em 1964. Já a subsidiária nos Estados Unidos fabrica a versão americana da receita do molho. A primeira parte do processo envolve a maturação dos principais ingredientes do molho em grandes barris no porão da fábrica por 18 meses. As cebolas inteiras e as cabeças de alho são embaladas em barris em vinagre de malte, enquanto as anchovas (provenientes da Espanha) são embaladas em salmoura, amadurecendo para obter o sabor delicioso e instantaneamente reconhecível que torna Lea & Perrins diferente de qualquer outro molho. Uma vez concluída a maturação dos ingredientes, eles são reunidos em um imenso recipiente de mistura, antes de serem transferidos para cubas ainda maiores para amadurecer mais ainda. Finalmente o molho concentrado é diluído, filtrado e esterilizado, pronto para ser engarrafado.


O famoso embrulho 
O molho Lea & Perrins começou a ser exportado para alguns países do mundo primeiramente de barco. Durante a viagem pelo mar algumas garrafas se quebravam. Foi então, que para protegê-las, a empresa teve a ideia de embrulhá-las individualmente em um papel grosso de cor bege para que não se quebrassem durante a viagem. Com o passar do tempo e a evolução do transporte de mercadorias, o papel já não era mais necessário para prevenir acidentes. Mas, mesmo assim, a empresa manteve-o em alguns mercados em suas garrafas como forma de simbolizar a rica história da marca e sua qualidade. Como por exemplo, nos Estados Unidos, onde as garrafas de 150 ml são embrulhadas em papel bege, que lhe dão charme com a expressão: “Unrwap the flavor” (desenrole/desembrulhe o sabor).


Já na imagem abaixo é possível acompanhar a evolução das embalagens com seu tradicional rótulo laranja (utilizado pela primeira vez no final dos anos de 1890). A última remodelação no tradicional rótulo laranja ocorreu em 2011.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações história da marca. Utilizando fontes de letra diferentes no decorrer dos tempos, o logotipo apresentou também diferentes disposições no posicionamento do nome Lea & Perrins.


Além do logotipo, a marca utiliza como reconhecimento visual em sua comunicação elementos de seu tradicional rótulo, como por exemplo, a assinatura de Lea & Perrins, como pode ser visto na imagem abaixo.


Já no mercado americano a marca Lea & Perrins utiliza uma identidade visual diferente, incluindo o rótulo.


Os slogans 
Unwrap the flavor. (2016) 
A dash makes all the difference. (2011) 
The taste of authenticity. 
The original and Genuine.
Unwrap the possibilities. 
What a Difference Lea & Perrins Makes! (2005) 
How did you discover it? 
Steak sauce only a cow could hate. 
Lea & Perrins. The burger booster.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Lançamento: 1837 
● Criador: John Wheeley Lea e William Henry Perrins 
● Sede mundial: Worcester, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Lea & Perrins Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da The Kraft Heinz Company) 
● CEO: Miguel Patricio 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Molhos e condimentos 
● Concorrentes diretos: A1® Steak Sauce, French’s Worcestershire Sauce, Bull-Dog Worcestershire Sauce e The Wizrd’s Sauce 
● Ícones: O rótulo laranja 
● Slogan: A dash makes all the difference. 
● Website: www.leaandperrins.co.uk 

A marca no mundo 
O famoso molho inglês Lea & Perrins pode ser encontrado em mais de 130 países ao redor do mundo e vende anualmente mais de 43 milhões de garrafas. Em cada país o molho é consumidor de um jeito, como por exemplo, na Inglaterra onde é muito utilizado em queijo quente, já na Espanha o molho vai muito bem com saladas e em Hong Kong é utilizado em cima de carnes e grelhados. A marca Lea & Perrins pertence á empresa The Kraft Heinz Company, proprietária do famoso ketchup Heinz e do cream cheese Philadelphia

Você sabia? 
Na época em que os navios de passageiros era o must do transporte mundial, John Lea e William Perrins fecharam um acordo com os comissários de bordo ingleses. Nele, as garrafinhas deveriam constar sobre todas as mesas de refeição. 
Em 1970 arqueólogos que escavavam as ruínas de Te Wairoa, na Nova Zelândia, encontraram uma garrafa do molho Lea & Perrins. A vila havia sido soterrada pela lava do vulcão Tarawera em 1886. 
Os molhos Lea & Perrins não tem colesterol, são livres de gordura e preservativos, além de conterem 80% menos sódio que os molhos de soja. 
Lea & Perrins é a única invenção inglesa que recebeu o direito de ostentar, por decisão da Câmara Alta, o honroso título de “Original e Genuíno”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Forbes, BusinessWeek e Exame), sites de notícias (BBC), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/8/2020

15.8.06

JELL-O


Poucos produtos no mundo fazem tanto sucesso que acabam se transformando em sinônimo de uma categoria. A marca americana JELL-O é um grande exemplo disso. Nos Estados Unidos e Canadá, ela se tornou sinônimo de gelatina, e faz parte, há mais de um século, da infância de milhões de crianças por diversas gerações. 

A história 
A marca JELL-O foi introduzida no mercado americano em 1897 quando o carpinteiro da região de LeRoy em Nova York, Pearle Bixby Wait, desenvolveu uma gelatina granulada com sabor de frutas, uma versão modificada da gelatina inventada no ano de 1845 por Peter Cooper. Sua esposa, May Davis Wait, colocou o nome do produto de JELL-O, que era vendida inicialmente em 4 sabores: Strawberry (morango), Raspberry (framboesa), Orange (laranja) e Lemon (limão). Pouco depois, em 1899, o negócio que decepcionava nas vendas foi vendido por apenas US$ 450 para Orator Francis Woodward, vizinho do casal. No começo do século a marca já era anunciada em pequenos jornais domésticos destinados ao público feminino, especialmente as donas de casa, com o slogan “America’s Most Famous Dessert” (em português “A sobremesa americana mais famosa”).


Até 1904 a marca JELL-O fez pouco sucesso. Foi quando, em uma estratégia inovadora para a época, a empresa decidiu colocar nas ruas representantes que distribuíam pequenos livros de receitas (Jell-O Recipe Book), cujo ingrediente principal era a gelatina. Tornou-se assim a primeira marca do mundo a lançar livros de receitas promocionais e pioneira em uma estratégia de marketing inédita até então. Ainda neste mesmo ano, utilizando outra grande estratégia de marketing, a personagem JELL-O GIRL fez sua primeira aparição como porta-voz do produto. A menina era representada por Elizabeth King, filha de Franklin King, artista de uma agência de publicidade, e aparecia com seu vestido, rodeada não por brinquedos, mas sim por caixinhas da gelatina JELL-O acompanhada do slogan “You can’t be a kid without it” (algo como “Você não pode ser criança sem isso”). Com essas ações a marca começou a se tornar extremamente popular entre as donas de casa e crianças, que queriam experimentar a deliciosa sobremesa, agora disponível em mais dois novos sabores (chocolate e cereja). No ano seguinte a gelatina foi introduzida no mercado canadense. Em 1907 o sabor pêssego se juntou a linha de sabores. No ano de 1918, o sabor café foi lançado no mercado por tempo limitado. No início da década de 1920, a empresa deu início ao lançamento de novidades, como a D-Zerta, primeira gelatina do mercado que utilizava adoçante, ao invés de açúcar, introduzida em 1923, ano em que a empresa passou a se chamar oficialmente JELL-O COMPANY.


Pouco depois, no dia 31 de dezembro de 1925, ocorreu a fusão das empresas JELL-O e Postum Cereal Company, que formaram um núcleo que viria a dar origem à empresa General Foods Company pouco tempo depois. Em 1930 foi introduzida a gelatina com sabor de lima para ser utilizada em tradicionais e populares pratos da época, como por exemplo, saladas, sobremesas, entradas e deliciosos aperitivos. No ano de 1934 a sobremesa a base de chocolate, uma espécie de pudim de leite, foi introduzida com o nome de Walter’s Baker Dessert, que viria a se chamar JELL-O CHOCOLATE PUDDING em 1936. A popularidade da marca aumentou ainda mais no período da Segunda Guerra Mundial devido à praticidade no preparo de suas gelatinas. No ano de 1948 a empresa lançou no mercado a JELL-O TAPIOCA PUDDING, uma espécie de pudim de tapioca, disponível em três deliciosos sabores (baunilha, chocolate e laranja com coco). Dois anos depois o sabor de maçã estreou no mercado, seguido por uva, black cherry e black raspberry.


Em 1953 foi introduzido no mercado o JELL-O INSTANT PUDDING (pudim instantâneo). Na década de 1960 mais de 20 sabores foram lançados, aumentando assim as opções que o consumidor tinha a sua disposição. Em 1963 foi introduzido no mercado a JELL-O NO BAKE DESSERT, um bolo de preparo rápido (15 minutos em média) que não precisava ser assado. No final da década, em 1969, a marca lançou mais um produto inovador: JELL-O 1,2,3, uma gelatina de três camadas diferentes, com a superior cremosa. No ano de 1973, o comediante Bill Cosby, se tornou porta-voz oficial da marca, e durante os próximos 30 anos seria responsável por transformar JELL-O em um dos produtos mais populares e consumidos entre as famílias americanas. Em 1979 a marca resolveu testar um novo produto no mercado que faria enorme sucesso: JELL-O PUDDING POPS, mistura para pudins para ser colocada no freezer e consumida como um delicioso sorvete. Na década de 1980, como a preocupação com a saúde era cada vez maior, a marca introduziu, em 1984, a SUGAR FREE JELL-O GELATIN, uma gelatina que não continha nada de açúcar, sendo adoçada com NutraSweet. Em 1985 a General Foods, empresa proprietária da marca JELL-O, passou a fazer parte da divisão de alimentos da Philip Morris, que pouco depois daria origem a Kraft Foods.


Nos anos seguintes novos sabores da gelatina continuaram a serem introduzidos: melancia, blueberry, cranberry, margarita, entre muitos outros. A década de 1990 foi marcada por grandes inovações e novidades na linha de produtos da marca: JELL-O JIGGLERS, pequenas balinhas de gelatina, introduzidas 1990; gelatinas sem açúcar, disponível em copinhos, prontas para o consumo (1991); pudins para micro-ondas; e pudins sem gordura. Outra grande novidade da década foi a inauguração, em 1996, do JELL-O® MUSEUM, localizado em LeRoy, Nova York (local de nascimento da marca), onde o visitante tem acesso a materiais que contam a história da tradicional marca de gelatina que virou sinônimo de uma categoria. Em 2016, a marca lançou no mercado a linha de gelatinas JELL-O SIMPLY GOOD, sem sabores artificiais, corantes ou conservantes, aromatizadas com suco de frutas e coloridas com extratos de vegetais e especiarias. Atualmente existem mais de 30 sabores da gelatina JELL-O disponíveis no mercado, entre os quais abricó, cereja, uva, maçã, maçã verde, chá verde, melancia, pêssego, menta, melão, limão, kiwi, laranja, abacaxi, morango e mistura de frutas.


A evolução visual 
Ao longo dos anos o logotipo da JELL-O sofreu pequenas alterações, mas sempre mantendo sua principal característica, a cor vermelha. Essas mudanças ocorreram na tipografia da letra e na inclinação da escrita. O atual logotipo, adotado em 2003, apresentava a letra O com um design estilizado de um redemoinho.


Os slogans 
Fun Things Up. (2013) 
Every diet needs a little wiggle room. (2006) 
Because it’s Magic. (2003) 
Jell-O always breaks the mold. (1997) 
It’s alive! J-E-L-L-OOOOOOO! (1995) 
Tempting desserts you can make in practically no time. (1984) 
Don’t forget - you have to remember to make it. (década de 1980) 
There’s always room for Jell-O. (1964) 
It sits as lightly on a heavy meal as it does on your conscience. (1963) 
You can’t be a kid without it. (1904) 
America’s Most Famous Dessert. (1902)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1897 
● Criador: Pearle B. Wait 
● Sede mundial: Chicago, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Kraft Heinz Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Bernardo Hees 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Estados Unidos, Canadá, México e Porto Rico 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Gelatinas, pudins e bolos em pó 
● Concorrentes diretos: Royal, Dr. Oetker, Jolly Rancher e Knox 
● Slogan: Fun Things Up. 
● Website: www.jello.com/products 

A marca no mundo 
Atualmente a marca JELL-O, comercializada em aproximadamente 10 países ao redor do mundo, é encontrada em mais de 110 produtos como gelatinas, pudins e bolos, vendendo aproximadamente 420 milhões de pacotinhos de gelatina todos os anos somente nos Estados Unidos. A marca, reconhecida por aproximadamente 95% dos norte-americanos e que fatura anualmente mais de US$ 1 bilhão, é uma das mais importantes do portfólio de produtos da The Kraft Heinz Company, especialmente na América do Norte. 

Você sabia? 
Em uma pesquisa recente feita nos Estados Unidos, o sabor preferido e mais popular da marca é o de cereja. 
Os habitantes de Salt Lake City consomem mais gelatina no sabor lima do que em qualquer outra cidade americana. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/6/2017

OSCAR MAYER


Experimente pedir um cachorro-quente em qualquer parte dos Estados Unidos. Dificilmente você não encontrará dentro do pão uma salsicha da OSCAR MAYER, marca que virou sinônimo de uma categoria, se transformando em um verdadeiro ícone da culinária americana, e também conhecida por seus bacons suculentos e embutidos de alta qualidade. 

A história 
Tudo começou em 1883 com o imigrante alemão Oscar Ferdinand Mayer e seu irmão Gottfried - um legítimo “wurstmacher” ou “mestre na arte de fazer salsichas” - que haviam aprendido o ofício trabalhando em açougues da cidade de Detroit, e resolveram passar a fabricar e vender suas próprias salsichas alemãs, em um pequeno estabelecimento localizado na vizinhança germânica na zona norte da cidade de Chicago, estado americano de Illinois. Desde o início, as especialidades da pequena empresa eram: Bratwurst (salsichas feitas com carnes de porco, vaca e, por vezes, vitela), Weißwurst (salsichas brancas) e Liverwurst (linguiças de fígado). No primeiro dia os irmãos venderam um total de US$ 59 (o equivalente a US$ 1.800 hoje em dia). Mais tarde vieram os bacons, as banhas e os presuntos. Os produtos fizeram um enorme sucesso na região e os irmãos Mayer assistiram seu pequeno negócio crescer, introduzindo ideias criativas que revolucionaram a indústria alimentícia americana.
   

O tino comercial dos irmãos ficou bem claro quando devido à alta demanda por seus produtos, em 1900, eles começaram a entregar encomendas em carroças puxadas a cavalo nas casas dos fregueses. Era o começo do sistema de entrega à domicílio. Pouco depois, em 1904, os irmãos começaram a comercializar seus produtos com um nome (inicialmente com a marca Edelweiss) devido às imitações por parte de seus concorrentes. No ano de 1906, o serviço de inspeção alimentício (conhecido na época como Food Safety Inspection Service), aprovou os produtos da empresa, fazendo com que a marca ganhasse ainda mais credibilidade perante seus consumidores. Em 1919 a empresa passou a se chamar oficialmente Oscar Mayer & Co. Foi nesta época que a empresa experimentou uma expansão significativa quando adquiriu uma planta de processamento em Madison, estado de Wisconsin.
   

Na década de 1920, a marca apresentou muitas novidades que mudariam os hábitos de consumo alimentício do consumidor americano: introduziu, em 1924, o bacon em pedaços (fatias), que passou a ser comercializado envolto em papel celofane; para distinguir suas salsichas das marcas concorrentes, em 1929, começou a embalá-las em papel com uma fita amarela e o nome OSCAR MAYER e o selo de aprovação do serviço de inspeção alimentício; além do revolucionário método de empacotamento de produtos em pedaços a vácuo, que seria criado trinta anos mais tarde. Outra grande novidade foi a inauguração em 1941, na cidade de Madison, de um avançado centro de pesquisa, que tinha como objetivo o desenvolvimento de novas embalagens e métodos de empacotamento.
  

A higiene e conservação dos alimentos nas embalagens parecia ser uma obsessão para a empresa, tanto é que, em 1944, os produtos passaram a ser embrulhados com o tradicional papel amarelo mecanicamente, ou seja, sem nenhum contato humano. Nos anos seguintes seus produtos conquistaram ainda mais credibilidade no mercado em virtude da introdução de algumas medidas importantes: as linguiças passaram a serem empacotadas a vácuo (1950) e o pioneirismo em colocar data de validade nas embalagens dos produtos feitos a base de carne (1971). Além disso, Oscar, que ficou conhecido como “O Rei da Salsicha”, foi pioneiro na arte de prolongar a vida útil da carne industrializada. Fato que abriu o mercado externo para os produtos da empresa.
  

Sua internacionalização teve início em 1972, quando a empresa adquiriu a Prima Meat Packers de Tóquio, com a finalidade de introduzir seus produtos no mercado japonês. Era o começo de uma grande escalada internacional. Por quase um século a OSCAR MAYER permaneceu como uma empresa independente controlada pelos descendentes dos irmãos Mayer. Somente em 1981 os acionistas da empresa resolveram vender a OSCAR MAYER para a General Foods Corporation, que tinha condições ainda mais de expandir a fábrica, estimular as vendas e o negócio em geral. Esta década foi marcada por inúmeros lançamentos, como por exemplo, em 1998 com o LUNCHABLES, uma conveniente linha de refeições prontas para consumo, voltada para o público infantil, que incluía oito diferentes combinações entre carne, queijo, pizzas, nachos, tacos e bolachas. No ano seguinte a empresa foi adquirida pelo então gigante Kraft Foods (conheça essa outra história aqui).
  

Utilizando-se da enorme infraestrutura e, principalmente do poderio financeiro de sua nova proprietária, a OSCAR MAYER ampliou rapidamente sua linha de produtos, iniciando em 1990 com o lançamento da salsicha com menos gordura (batizada de OSCAR MAYER LIGHT); e em 2003 com a introdução da linha OSCAR MAYER DELI FRESH MEATS, composta por frios, como peito de peru, presunto, salame e rosbife, embalados com três opções de corte - fatias grossa, fina e muito fina. Em 2012 ocorreu o lançamento da OSCAR MAYER SELECTS, uma linha de frios e salsichas sem nenhum conservante artificial e ingredientes mais puros e naturais. Além disso, a marca lançou no mercado uma deliciosa linha de sanduíches prontos, disponível em várias combinações de recheios.
   

Em 2015, com a fusão da Kraft Foods com a H.J. Heinz (conheça essa outra história aqui), a marca passou a fazer parte do portfólio da The Kraft Heinz Company. Nos anos seguintes a OSCAR MAYER acompanhou a mudança de hábitos de consumo e iniciou o lançamento de produtos mais naturais e saudáveis, como por exemplo, salsichas e embutidos com grande redução de sódio. E também inovou, como em 2023 quando ingressou na categoria de café da manhã refrigerado para viagem com a linha OSCAR MAYER SCRAMBLERS: produto que vinha com pequenas porções de ingredientes cortados e separados para serem misturados com dois ovos frescos (não inclusos) na própria embalagem e levados ao microondas, resultando assim em uma espécie de omelete ou ovo mexido (quando despedaçado com o garfo), disponível em três variedades, incluindo Bacon & Velveeta (bacon e queijo Velveeta), Ham & Colby Jack (presunto e queijo Colby Jack) e Wiener & Cheddar (salsicha e queijo Cheddar). A nova linha foi amparada por uma enorme campanha que apresentava o slogan “Scramble Your Morning”.
  

Mais recentemente, em 2024, a marca apresentou uma grande novidade: OSCAR MAYER STUFFED DOGS, uma linha de salsichas com três opções de recheio (queijo, queijo apimentado e queijo Cheddar com pedaços de Jalapeño). Além disso inovou ao lançar os primeiros produtos vegetais da centenária marca, batizados de NotHotDogs (salsichas) e NotSausages (linguiças), que foram desenvolvidos para atender ao paladar e às preferências em evolução dos consumidores diante de alternativas à carne. Conhecida tradicionalmente por seus produtos de carne processada, a iniciativa reflete uma crescente busca por opções veganas provenientes de marcas renomadas e confiáveis, apresentando uma oportunidade de revigorar o segmento com novas referências em sabor e textura.
   

O ícone sobre rodas 
Você sabe o que é o “Wienermobile”? Trata-se de uma frota de veículos motorizados em forma de cachorro-quente, usada para promover e anunciar os produtos da OSCAR MAYER pelos Estados Unidos. Com o objetivo de divulgar a marca pelos Estados Unidos em 1936 foi criado um automóvel contendo a carroceria em forma de cachorro-quente, cuja base representava um pão e a parte superior uma enorme salsicha, e pintado nas tradicionais cores da marca, vermelho e amarelo. Batizado de WIENERMOBILE, a ideia de sua concepção foi de Karl G. Mayer, sobrinho do fundador da empresa. O automóvel custou a fortuna de US$ 5 mil na época e logo era visto rodando pelas ruas da cidade de Chicago divulgando as salsichas alemãs vendidas pela OSCAR MAYER, incluindo a distribuição de amostras grátis. Uma estratégia de marketing bastante simplória, mas que daria muito certo.
  

Entre 1950 e 1954 mais cinco novos veículos foram construídos sob chassis Dodge (conheça essa outra história aqui) e Jeep Willys (saiba mais aqui). Nessa época os veículos eram pilotados pelo personagem “Little Oscar” (representado por pessoas de baixa estatura vestidas com uniforme branco e ostentando um chapéu de chef), que visitavam lojas, escolas, orfanatos e hospitais infantis e participava de desfiles e festivais pelo país. A mascote da marca acenava para multidões e distribuía apitos que as crianças podiam usar para alertar outras sobre a presença do veículo em seu bairro. A marca assistiu o interesse em seus veículos diminuir nas décadas de 1960 e 1970, à medida que as ideias antigas de marketing e comunicação deram lugar a campanhas publicitárias mais contemporâneas. Mas quando colocou um Wienermobile de volta nas ruas para celebrar seus 50 anos, em 1986, descobriu toda uma geração de consumidores que estavam nostálgicos e sentindo saudades do carro cachorro-quente.
   

Diante disso, a marca resolveu encomendar seis novos e modernos modelos em 1988, montados pelo famoso designer industrial Brooks Stevens, desta vez usando chassis de vans Chevrolet (conheça essa outra história aqui). E aproveitou para lançar o programa “Hotdogger”, no qual jovens recém-formados eram contratados para dirigir o veículo em diferentes partes do país e até no exterior. Para 1995, uma nova versão aumentou o tamanho do veículo para 8,2 metros de comprimento e uma altura de 3,4 metros. Já em 2004, o Wienermobile recebeu um upgrade tecnológico, que incluiu sistema de GPS acionado por voz, uma central de áudio com microfone sem fio e buzina que tocava o famoso jingle da marca em 21 gêneros diferentes.
  

Em junho de 2017, a marca apresentou novos veículos temáticos (como mostra a imagem abaixo), incluindo o WienerCycle (triciclo), WienerRover (carro de controle remoto que anda em todo terreno) e WienerDrone (um drone em forma de cachorro-quente). Além disso, a marca divulgou que estava rebatizando o veículo - por um período limitado - para Frankmobile, como forma de promover uma nova receita para seu produtos a base de carne bovina. Atualmente este ícone sob rodas, que faz parte da cultura pop americana, conta com uma frota composta por seis automóveis, que rodam aproximadamente mil milhas por semana, ou 50.000 milhas por ano, participando de eventos promocionais, feiras, atividades escolares e datas comemorativas importantes. O interior do Wienermobile também é temático, com direito a bancos nas cores que representam ketchup e mostarda (melhores companheiros de um bom hot-dog) e até “manchas” desses condimentos no chão.
  

O veículo se tornou tão marcante na cultura americana, que um modelo está em exposição no Museu Henry Ford em Dearborn, estado do Michigan. A lenda do automobilismo americano - Al Unser Jr. - chegou a pilotar um Wienermobile no tradicional circuito de Indianapolis em 1988, chegando a atingir impressionantes 150 km/h. Ícone da marca OSCAR MAYER, o veículo foi parar inclusive em filmes e chegou a aparecer como destaque em um episódio de Os Simpsons. E o Wienermobile ganhou até réplicas em miniaturas - conhecidas como Wienerwhistles - produzidas pela Hot Wheels (conheça essa outra história aqui), que eram como brindes ou vendidas ao público em geral.
  

A imagem abaixo mostra a evolução de design do icônico veículo promocional da OSCAR MAYER ao longo dos anos.
  

A comunicação 
A marca OSCAR MAYER investiu desde cedo na comunicação: em 1917 já veiculava seu primeiro anúncio impresso. Anos depois, em 1950, patrocinou seu primeiro show televisivo. Mas foi em 1963 que a OSCAR MAYER se tornou extremamente popular com o lançamento do jingle “The Oscar Mayer Wiener Jingle”, escrito por Richard Trantlage e cantado por Philip Bova, exaustivamente veiculado nas rádios e televisões americanas. Rapidamente o jingle se transformou em um dos maiores sucessos na história da publicidade americana. 


Oh, I wish I were an Oscar Mayer wiener 
That is what I truly want to be 
‘Cause if I were an Oscar Mayer wiener 
Everyone would be in love with me. 

Devido ao enorme sucesso da primeira versão, uma segunda, mais completa, foi lançada pouco depois, em 1965 com o primeiro comercial de TV da marca. 


Oh, I’d love to be an Oscar Mayer wiener. 
That is what I'd truly like to be. 
‘Cause if I were an Oscar Mayer wiener, 
Everyone would be in love with me. 
Oh, I’m glad I’m not an Oscar Mayer wiener. 
That is what I’d never want to be. 
Cause if I were an Oscar Mayer wiener. 
There would soon be nothing left of me!
  

Em 2014 a OSCAR MAYER resolveu inovar e surpreender para divulgar o seu bacon menos famoso e conhecido, feito de peru (Turkey Bacon), sempre à sombra de seu parente suíno. Para isso, a marca utilizou uma comparação entre a carreira e a vida do pouco conhecido Michael Bacon com a do irmão, o ator Kevin Bacon. Diferente do irmão, Michael não era famoso, apesar de ser um compositor vencedor do Emmy e membro da banda The Bacon Brothers, e, por isso, uma das metas da campanha - batizada The Unsung Bacon - era que a conta no Twitter (atual X) do até então pouco conhecido superasse os números de seguidores de Kevin. Apesar de Michael não ter ganho muitos seguidores (foram aproximadamente 8 mil) em um mês de campanha, The Unsung Bacon gerou enorme engajamento e a marca OSCAR MAYER ganhou grande visibilidade. Assista aqui ao comercial da campanha.
    

Com uma rica história de união de milhões de pessoas pelo amor à carne - especialmente salsichas e bacons - em 2022 a OSCAR MAYER resolveu causar polêmica ao apelar a todos os amantes de bacon para que assumissem o compromisso e se absterem da saborosa indulgência durante 24 horas no Dia Mundial Vegano, celebrado em 1º de novembro. E para mostrar solidariedade aos veganos de todo o mundo, a marca eliminou a tentação do bacon que sua publicidade cria removendo-a da mídia paga e censurando, desfocando e removendo o bacon de suas mídias sociais. Além disso, a marca prometia recompensar com um suprimento vitalício dessa iguaria suína um felizardo que topasse o desafio. Os consumidores podiam participar para ganhar o cobiçado prêmio marcando dois outros amantes de bacon nas postagens da OSCAR MAYER nas mídias sociais.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O logotipo, muito semelhante ao atual, foi adotado em 1948. Após passar por uma modernização ma década de 1950, em 1989 foi apresentado um novo logotipo nas cores amarela e vermelha, que se tornariam tão associadas à marca. Esse tradicional logotipo passou por uma pequena alteração em 2010, quando foi levemente afinado e adotou uma nova tipografia de letra. Em 2021 a OSCAR MAYER apresentou seu novo logotipo com nova tipografia de letra e inversão de posição das bordas vermelha e amarela.
  

O popular logotipo da marca, um dos mais reconhecidos pela população americana, também pode ser aplicado com um fundo amarelo, como mostra a imagem abaixo.
  
Os slogans 
Keep it Oscar. (2021) 
Make Every Sandwich Count. (2020) 
A Fresh Way to Deli. (2019) 
For the Love of Hot Dogs. (2017) 
It’s Natural. It’s Oscar Mayer. (2016) 
It’s Deli Quality Every Time. It’s Oscar Mayer. (2016) 
It’s Holiday, Any Day Food. It’s Oscar Mayer. (2014) 
It’s Freshness Every Time. It’s Oscar Mayer. (2014) 
It’s Grown Up Food. It’s Oscar Mayer. (2014) 
It’s not you Everday Food. It’s Oscar Mayer. (2013) 
It’s Unanimous Food. It’s Oscar Mayer. (2013) 
It’s Yes Food. It’s Oscar Mayer. (2013) 
It’s What You See is What You Get Food. It’s Oscar Mayer. (2013) 
It doesn’t get better than this. (2010) 
For the love of the dog. (2009) 
Feeds their day. (2009) 
For the love of lunch. (2007) 
You can count on Oscar. (2006) 
Nutrition disguised as fun. (2004) 
America’s #1 Hot Diggity Dog. (1978) 
The first name in Bologna. (1973)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1883 
● Fundador: Oscar Ferdinand e Gottfried Mayer 
● Sede mundial: Chicago, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Kraft Heinz Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Carlos Abrams-Rivera 
● Faturamento: US$ 2.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Salsichas, bacon, presunto e mortadela 
● Concorrentes diretos: Jennie O, Butterball, Ball Park, Hebrew National, SmithField, Nathan’s Famous, Hormel, Sara Lee, Bryan e Hillshire Farm 
● Ícones: O veículo Wienermobile 
● Slogan: Keep it Oscar. 
● Website: www.oscarmayer.com 

A marca no mundo 
A marca OSCAR MAYER, cujo faturamento anual é estimado em US$ 2.5 bilhões, produz uma completa linha de alimentos, incluindo salsichas, linguiças, bacons, embutidos fatiados - presuntos, salames, mortadelas, rosbifes e peito de peru - além de lanches prontos e carnes industrializadas, que são vendidos em 6 países ao redor do mundo, tendo a América do Norte como seu maior e mais importante mercado. A marca OSCAR MAYER domina o segmento de frios (embutidos) nos Estados Unidos com 33% das vendas no varejo, e é a segunda maior em vendas de bacon e salsichas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 22/5/2024 

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6.8.06

MAXWELL HOUSE COFFEE


A MAXWELL HOUSE é uma das mais poderosas marcas do bilionário mercado americano de café. Seus inúmeros blends de alta qualidade são presença constante nos lares americanos, e o tradicional slogan da marca “bom até a última gota” não é nenhum exagero. Basta experimentar uma única xícara de seus cafés para sentir a diferença, e, literalmente não deixar nenhuma gota. 

A história 
A história começou quando Joel Oswley Cheek, proprietário de uma firma especializada em comercialização de café, começou a desenvolver sua própria marca em 1882. Uma década mais tarde, em 1892, na cidade de Nashville, estado americano do Tennessee, esta marca de café recebeu sua primeira honra quando o proprietário de um hotel decretou que apenas a mistura especial de Joel Cheek poderia ser servida em seu estabelecimento. O hotel em questão era o Maxwell House Hotel e assim surgiu uma das marcas de cafés mais tradicionais do mercado americano. Em 1901, Joel, juntamente com seu sócio John Neal, formou a empresa Nashville Coffee & Manufacturing Company, que dois anos depois, passaria a se chamar Cheek & Neal Coffee Company.


Exatamente no dia 21 de outubro de 1907, durante uma visita a cidade de Nashville, o então presidente americano Theodore Roosevelt, experimentou uma xícara do MAXWELL HOUSE COFFEE, e comentou que o produto era “Bom até a última gota” (“Good to the last drop”, em inglês), surgindo assim à famosa frase, registrada oficialmente no dia 11 de maio de 1926, e que viria a se tornar slogan e ícone da marca anos mais tarde. No ano de 1928 a empresa Postum, comprou a Cheek-Neal Coffee Company, que passou a se chamar oficialmente Maxwell House Products Company. No ano seguinte a Postum se transformaria na General Foods Company. Em 1931 a empresa desenvolveu um importante sistema de embalagem de café a vácuo chamado “Vita-Fresh”, que foi utilizado nos produtos da marca MAXWELL HOUSE. Essa nova embalagem conservava por muito mais tempo o sabor e o aroma do café.


A década de 1940 começou com a empresa desenvolvendo o café instantâneo MAXWELL HOUSE para abastecer as tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial. Este café seria lançado no mercado em 1945. No ano de 1959, a célebre frase cunhada pelo presidente Theodore Roosevelt anos antes, “Good to the last drop”, foi adotada oficialmente como slogan da marca. As principais novidades da marca na década de 1970 foram a introdução no mercado, em 1972, dos filtros de papel para a preparação do café; e do café sem cafeína (descafeínado), lançado em 1973.


Quase uma década mais tarde, em 1981 a marca lançou no mercado o Blend Coffee, introduzindo dois anos depois o café em grãos descafeínado. No final desta década, em 1989 a MAXWELL HOUSE COFFEE passou a ser de propriedade da Kraft Foods, depois da fusão com a General Foods. Ainda neste mesmo ano a marca lançou vários novos produtos, entre os quais o café Colombian Supreme Ground (feito com os melhores grãos de cafés da Colômbia). Em 1992 introduziu o café Lite, com 50% menos cafeína, que foi lançado nacionalmente somente em 1993. No ano seguinte, mais uma novidade: o café em saquinhos. O café Italian espresso foi introduzido no mercado em 1996.


Nos anos seguintes a MAXWELL HOUSE lançou no mercado uma imensa variedade de cafés de diferentes torras e grãos, ingressando inclusive no mercado de chás. Neste período a marca também foi introduzida em outros países do mundo com enorme sucesso. Atualmente a MAXWELL HOUSE oferece mais de 15 diferentes blends de cafés em várias embalagens como latas, envelopes individuais e pequenos saquinhos, além de possuir sachês e cápsulas para máquinas de café espresso. O café instantâneo é comercializado em potes de vidro.


Mais recentemente a marca lançou novos produtos em porções individuais (cápsulas) de seus sabores mais populares. Outra novidade recente lançada, em 2015, é o MAXWELL HOUSE ICED COFFEE, um xarope de café adoçado para ser colocado na água ou leite e até mesmo derramado sobre o gelo para criar um café gelado. Neste mesmo ano, com a fusão da Kraft Foods com a Heinz, a marca MAXWELL HOUSE passou a fazer parte do portfólio da The Kraft Heinz Company, uma das maiores empresas de alimentos do mundo. A MAXWELL HOUSE também possui produtos especialmente direcionados para estabelecimentos comerciais (restaurantes, bares e hotéis) como as máquinas espressas de café.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Sempre utilizando a cor azul e o símbolo da xícara com uma última gota caindo, o logotipo foi sendo modernizado. A última alteração ocorreu em 2014, quando o logotipo foi simplificado.


Os slogans 
Say Good Morning to a Good Day. (2014) 
Good Just Got Great. (2008) 
It’s A New Morning. Brew Some Good. (2007) 
Good to the last drop. (1959)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1892 
● Criador: Joel Owsley Cheek 
● Sede mundial: Northfield, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Kraft Heinz Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Bernardo Hees 
● Faturamento: US$ 1.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 25 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Cafés 
● Principais produtos: Cafés e derivados 
● Concorrentes diretos: Nescafé, Melitta, Folgers, Starbucks, Dunkin’ Donuts, Green Mountain e Gevalia 
● Ícones: A xícara de café com uma última gota 
● Slogan: Good to the last drop. 

A marca no mundo 
A MAXWELL HOUSE, segunda marca com maior participação no mercado americano de café (em 2015 vendeu mais de US$ 625 milhões), é comercializada em mais de 25 países ao redor do mundo, tendo seus maiores mercados nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e China. MAXWELL HOUSE é uma das marcas mais importantes da The Kraft Heinz Company, faturando anualmente mais de US$ 1 bilhão com seus cafés. 

Você sabia? 
A MAXWELL HOUSE produz seus cafés em duas fábricas, localizadas nas cidades de Jacksonville (Flórida) e San Leandro (Califórnia). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 1/3/2016