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16.10.12

NADIR


Provavelmente o nome Nadir Figueiredo - agora apenas Nadir - possa não soar tão familiar. Mas essa centenária empresa, que literalmente redigiu parte da história do país, se transformou na principal fabricante de utensílios de vidro compondo assim a mesa de várias gerações de consumidores brasileiros. E tem mais, seu principal produto é um verdadeiro ícone e presença constante em padarias, bares e botecos espalhados pelo Brasil. Afinal, quem nunca tomou um café quentinho ou bebeu uma cerveja bem gelada em um autêntico Copo Americano®. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 30 de agosto de 1912 quando o jovem Nadir Dias de Figueiredo fundou uma modesta oficina de conserto e venda de máquinas de escrever e equipamentos elétricos no Largo da Liberdade, em São Paulo. No ano seguinte, já com seu irmão, Morvan, como sócio, a empresa então com seis funcionários passou a produzir artigos de iluminação e aparelhos elétricos. Na época, a energia elétrica começava a substituir a iluminação a gás e, em 1919, a empresa diversificou suas atividades, passando a produzir postes para iluminação pública e artigos de iluminação para a rede ferroviária. Em 1920, a empresa inaugurou a primeira fábrica, localizada na Vila Mariana, em São Paulo. Em 1932, com a Revolução Constitucionalista, a Nadir Figueiredo suspendeu suas atividades normais e passou a produzir munições para as Forças Armadas. No fim do conflito, a empresa ganhou mais um integrante em sua composição societária: Francisco Gregório Spino. Foi então que a empresa resolveu ingressar no segmento de produtos de vidro, com a compra de um fabricante de globos que estava falido.
   

O período da Segunda Guerra Mundial trouxe também a escassez de combustíveis e os modernos fornos de fundição da empresa precisaram ser substituídos por fornos a lenha. Mesmo com as dificuldades dessa época, a Nadir Figueiredo adquiriu, em 1944, uma fábrica de louças (que produzia aparelhos de jantar, vasos e baixelas), comprada do empresário Francisco Matarazzo. Com o fim do conflito mundial, em 1945, Nadir Dias de Figueiredo trouxe do exterior a mais avançada tecnologia de produção de vidro, até então inédita no Brasil. A fábrica, agora com uma linha de produção totalmente automatizada, passou então a produzir em 1946 utensílios domésticos de vidro, como copos, garrafas, xícaras e pratos, entre outros itens. Em 1947, a empresa desenvolveu e começou a fabricar seu produto de maior sucesso, o Copo Americano®, que se tornaria um verdadeiro ícone das padarias e bares espalhados pelo país.
   

Na década seguinte, a empresa deu demonstração de sua inovação ao introduzir em 1955 o conceito de copo como embalagem, inicialmente para geleias, que mais tarde faria enorme sucesso com requeijões. Em 1958, a empresa adquiriu uma nova fábrica, no Rio de Janeiro, passando a produzir, além de artigos de vidro de uso doméstico, blocos e venezianas do mesmo material. Na década de 60 a Nadir começou a inovar com artigos sofisticados de vidro, como taças e jogos de jantares. No início dos anos de 1970 a empresa passou a produzir também peças em vidro para forno e mesa, resistentes a choque térmico. Pouco depois, no ano de 1972, ampliou sua linha de produção instalando duas máquinas automáticas do tipo LS, o que possibilitou fabricar garrafas e potes. Já na década de 1980 as exportações da empresa atendiam a 70 países, número que nos anos de 1990 chegou a mais de 120, nos cinco continentes.
   

Em 2002 conquistou o “Prêmio Enaex - Empresa Destaque do Comércio Exterior”, vindo a participar das mais importantes feiras internacionais do setor, tais como as de Frankfurt e de Chicago. Neste período foi lançada a linha de mesa em vidro colorido “Amber”. Esta década também foi marcada por grandes inovações: a linha de refratários Sempre (lançada em 2005 e que trouxe mais praticidade a mesa, facilitando a limpeza e com muito mais resistência) e Nadir Cristal (cujo design clean e composição não prejudicavam o meio ambiente). Em 2011, a empresa adquiriu a divisão de utilidades domésticas (UD) do grupo francês Saint-Gobain Vidros, a Vidraria Santa Marina. Com isso, marcas tradicionais do mercado brasileiro como Marinex (assadeiras, formas e terrinas de vidro), Duralex (pratos e copos) e Colorex, além de uma linha de cerâmica e porcelana que compunham mais de 100 itens diferentes, se juntaram ao portfólio da Nadir. Pouco depois, em 2012, a empresa lançou a linha Opaline, que combinava a beleza e o brilho da porcelana, com a praticidade, resistência e leveza do vidro.
   

Em 2019, o grupo americano H.I.G. Capital adquiriu a Nadir por R$ 836.27 milhões, cujo processo transferiu o controle da empresa de 107 anos das mãos da terceira e quarta gerações dos Figueiredo para uma gestora de private equity especializada em encontrar oportunidades no middle market. Com a pandemia de COVID-19, a demanda por produtos para venda ao consumidor final compensou o impacto sofrido pelo fechamento de bares hotéis e restaurantes. Com isso, a Nadir investiu na expansão de capacidade produtiva e contratou serviço especializado para fortalecer sua presença em vendas online. Em 2022, com a aquisição da colombiana Cristar, a Nadir passou a contar com um dos mais completos portfólios de vidrarias para o lar e setor institucional do mundo. A aquisição da Cristar também acelerou a internacionalização da Nadir, fortalecendo sua presença na Região Andina, nos Estados Unidos e países europeus.
  

Da cozinha à mesa, Nadir acredita que cozinhar é um ato de amor. Líder no Brasil, a marca inaugura um novo momento, mais contemporâneo e digital, que se reflete em seu portfólio oferecendo uma experiência engajadora que permeia soluções completas de produtos para atender as necessidades específicas de cada pessoa - do mise en place ao voilà. 
  

Hoje em dia a Nadir tem a preocupação constante em aliar qualidade, criatividade, inovação e tecnologia de ponta em toda sua linha de produtos. E o resultado disso não poderia ser diferente: tanto no dia a dia quanto nas ocasiões especiais seus produtos estão presentes nas vidas e mesas de milhões de pessoas. Os utensílios de vidro possuem uma estética cuidadosamente trabalhada pelos designers da empresa. Outro item também importante, é a qualidade do material utilizado, além de conservar com muita eficiência os alimentos, ainda proporcionam praticidade e durabilidade.
  

O ícone dos bares e botecos 
Produzido com exclusividade pela Nadir desde 1947, o Copo Americano® é o  mais vendido no Brasil (com mais de 100 milhões de unidades por ano) e conquistou a preferência de padarias, bares e restaurantes de todo o país, devido ao excelente custo x benefício. O tradicional copo tem suas origens quando o empresário Nadir Dias de Figueiredo teve a ideia de produzir no Brasil copos de vidro, ainda nos anos 1940. Projetado para garantir resistência aos usuários mais atrapalhados, o modelo de copo era produzido por uma máquina que o Sr. Nadir havia acabado de trazer dos Estados Unidos, e por isso o batizou de Copo Americano®. O modelo foi completamente projetado e adaptado para os hábitos e necessidades dos consumidores: 9 cm de altura, 6.5 cm de diâmetro e capacidade para 190 ml. Este ícone também se tornaria popular por slogans marcantes como “O copo nosso de cada dia”, “Copo Americano®. No fundo você sabe que é Nadir.” e “Copo Americano®. Tem jeito de Brasil!”.
  

O copo se tornou parte integrante do dia a dia dos brasileiros que passou a ser utilizado como padrão de medida para receitas, bolos, soro caseiro e até medida de sabão em pó. A evolução da produção do Copo Americano® no decorrer dos tempos reflete o desenvolvimento da empresa ao longo dos anos. Em 1947, a empresa produzia 2 copos por minuto; em 1965 esse número saltou para 60 copos por minuto, e assim, sucessivamente, até atingir a atual marca de 480 copos por minuto. Vendido em supermercados, atacadistas e distribuidores, o copo já se tornou item indispensável para servir um bom “pingado”, uma dose de cachaça ou uma cerveja bem gelada. No mercado de atacadistas é conhecido simplesmente por “copo” ou “2010”, que é o seu código de referência interna na Nadir.
  

O desenho do Copo Americano® já lhe rendeu inúmeros prêmios de design e reconhecimento internacional: é considerado um dos ícones do design brasileiro pelo badalado MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), onde fez parte de uma mostra em 2009, chegando a ser vendido por US$ 3. Hoje em dia, o copo de formato simpático que caiu nas graças do povo, independente da classe social, é oferecido nas mais variadas cores e tamanhos: shot (45 ml, ideal para cachaças), multiuso (190 ml, medida perfeita para garantir que o café não esfrie e a cerveja não esquente), long drink 300 ml (ideal para caipirinhas e batidas), long drink 450 ml (ideal para sucos e refrigerantes) e rocks (300 ml, ideal para destilados).
   

Nos últimos anos, a Nadir assinou contratos de licenciamentos com populares marcas internacionais, como Coca-Cola (conheça essa história aqui) e Disney (conheça a história completa aqui) para estampar em seus tradicionais Copo Americano® logotipos, ícones e personagens famosos, e cujo objetivo é atrair um público mais jovem e descolado para seu produto mais icônico. Além de marca registrada, o Copo Americano®, agora empresta seu design, expressividade e charme a uma extensa linha de produtos como jarras, tigelas, xícaras e canecas, incluindo versões coloridas.
    

Curiosidades: nos anos de 1990 este ícone foi eleito o melhor copo para se tomar cerveja do Brasil. Já em 2010, a empresa comemorou a produção de 6 bilhões de copos do modelo denominado Copo Americano®. Para comemorar tal feito, a empresa chegou a lançar uma edição limitada do tradicional copo e uma série especial com selo comemorativo. Além disso, o copo do Brasil, pode ser encontrado ao redor do mundo, graças a turistas encantados com a peça e brasileiros que não vivem sem ele. Simplicidade que encanta, linhas elegantes que hipnotizam. Do boteco ao bistrô, da “padoca”, do restaurante e da cozinha também. Presente em memórias afetivas, útil da cerveja ao cafezinho, esse é o copo mais amado do Brasil.
  

A evolução visual 
Por mais de cem anos, Nadir Figueiredo se apresentava assim – com nome e sobrenome. Porém, em 2022, a marca, que traz em sua essência uma longa história de tradição no segmento de utilidades domésticas em vidro, realizou um intenso processo de rebranding e passou a se chamar apenas Nadir. Na nova identidade visual, o icônico “N” ganhou um novo desenho, honrando o legado visual da marca, e uma tipografia de letra mais geométrica e atemporal. O novo logotipo levou o ponto para o final, reforçando a posição de liderança da marca. Com novos tons de azul, Nadir expandiu seu universo visual a partir da criação de códigos que acompanham a marca - como a adoção do laranja, que aquece e aproxima ainda mais a marca das pessoas.
   

A nova identidade visual também se refletiu nas marcas que compõem seu portfólio: Nadir, Copo Americano, Marinex, Duralex e Sempre.
   

Os slogans 
Tem Nadir Aí. (2022) 
Sempre tem Nadir Figueiredo. (2020) 
Você bem servido. (2014) 
Nadir Figueiredo. Tin Tim. (2011) 
No fundo quase todo copo é NF. (1977)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 30 de agosto de 1912 
● Fundador: Nadir Dias de Figueiredo 
● Sede mundial: Suzano, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Nadir Figueiredo Indústria e Comércio S.A.  
● Capital aberto: Não (subsidiária da H.I.G. Capital) 
● CEO: Patricio Figueiredo 
● Faturamento: R$ 1.45 bilhões (2022) 
● Lucro: R$ 93.7 milhões (2022) 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.100 
● Segmento: Utensílios domésticos 
● Principais produtos: Copos, taças, jarras, pratos e formas de vidro 
● Concorrentes diretos: Santista, Pyrex, Wheaton, Ruvolo, Lyor, Tok&Stok e marcas chinesas 
● Ícones: O Copo Americano® 
● Slogan: Tem Nadir Aí. 
● Website: www.nadir.com.br 

A marca no mundo 
A Nadir, maior fabricante de glassware da América Latina e uma das maiores do mundo, que exporta 20% de sua produção para aproximadamente 120 países, possui um amplo portfólio composto por mais de 2.000 itens, entre copos, taças, formas, tigelas, assadeiras, saladeiras, pratos, jarras, xícaras, potes e garrafas de vidro. A empresa, que possui aproximadamente 1.200 clientes no país e no exterior, também está envolvida na produção de recipientes de vidros na indústria de bebidas e processamento de alimentos. Anualmente a empresa produz mais de 170 mil toneladas de vidro. 


Você sabia? 
Nadir Dias de Figueiredo foi um dos idealizadores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e um dos líderes industriais do Brasil dos anos de 1950 até a sua morte, em 1983. 
Durante décadas a empresa utilizou no fundo de seus produtos gravações com as iniciais NF Brazil, Nadir NF ou NF. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Veja, Embalagem Marca e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 28/10/2023 

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23.6.11

CHRISTOFLE

Dizem que para saborear uma refeição perfeita a apresentação do prato é fundamental. Mas para a francesa CHRISTOFLE, centenária marca de artigos para mesa, isto vai muito além, passando pelos talheres de prata, objetos pela qual se tornou famosa mundialmente, toalhas, pratos de porcelana e copos de cristais, que tornam qualquer refeição em um banquete digno da realeza. Por isso seus produtos são presença certa nas mesas mais requintadas e nos estabelecimentos mais luxuosos e de maior prestígio no mundo.

A história
A tradicional empresa foi fundada em 1830 quando o joalheiro francês Charles Christofle assumiu o comando da pequena joalheria pertencente à família de sua mulher, que desde 1793 atuava nesse ramo. Rapidamente ele utilizou seu talento e consagrou sua marca por dominar a técnica de transformar prata em objetos primorosos, revolucionando a ourivesaria francesa ao inventar a técnica de dourar e pratear metais. Devido à qualidade de seus produtos a CHRISTOFLE se tornou fornecedora oficial da corte francesa em 1855. Símbolo do luxo e elegância, graças à prata, sua matéria prima, e à ousadia e inovação de seus designers, nos anos seguintes a CHRISTOFLE se firmou como uma marca prestigiosa no mundo inteiro, sendo presença constante nas principais cortes européias. Até 1880, a CHRISTOFLE fabricou, sobretudo, peças sob encomenda real e imperial, pautadas por movimentos artísticos como o naturalista e oriental. No inicio do século, a produção foi orientada pelas tendências do art déco.


A partir de 1935, a marca passou a produzir também peças em prata para os luxuosos restaurantes de primeira classe dos transatlânticos, viagens muito em voga na época. Na década de 80 a tradicional marca iniciou uma diversificação em sua linha de produtos com o lançamento de uma pequena coleção de jóias e relógios. Foi preciso um economista italiano descendente de franceses para moldar o destino de uma das mais tradicionais grifes de luxo do mundo. Em 1993, a empresa vivia uma de suas maiores crises: as vendas estavam em forte declínio, os produtos não tinham foco e a distribuição era totalmente deficiente.


Naquela altura, a única saída para que a marca voltasse a ser sinônimo de requinte seria conseguir dinheiro para investir e sangue novo para assumir o comando da empresa. Mas com um requisito importantíssimo: deveria entender a cultura e as raízes da marca. O milanês Maurizio Borletti, de apenas 25 anos, preenchia todas as expectativas. Era herdeiro de um conglomerado italiano que faturava milhões de dólares, era jovem e descendia do joalheiro Charles Christofle. Seu primo que comandava a CHRISTOFLE na época o convidou para trabalhar com ele. O jovem investiu US$ 12 milhões e se tornou presidente quatro meses após seu ingresso na empresa.


A escolha foi mais do que acertada. Além de colocar as finanças da empresa no azul, ele reinventou a tradicional grife e colocou-a novamente no mapa mundial do luxo. O executivo imprimiu um conceito de arte na mesa e aumentou a variedade de produtos. Antes, quem entrasse em uma das lojas da grife francesa encontraria apenas objetos de prata. Hoje, há copos e vasos de cristais, pratos de porcelana e toalhas finas. Não é difícil ver nomes como os estilistas Christian Lacroix e Christian Dior, o diretor de cinema Jean Cocteau e os designers Andrée Putman, Ora Ito e Karim Rashid assinando os produtos da marca nos dias de hoje. Com tanta opulência, se engana quem pensa que o glamour dos velhos tempos esvaiu-se com a automação industrial. Vasos e peças que exigem mais arte continuam a ser produzidas a mão. Nos ateliês de Saint Denis, em Paris, concentra-se a chamada alta ourivesaria da empresa, onde poucos artesãos moldam a classe e o refinamento que darão às peças.


Além das linhas de talheres, a marca possui outros elegantes produtos que fazem parte da linha especial para mesa. Acessórios como saleiros, abridores de garrafas, taças de vinho, bandejas com diversos designs, bules e jarras são algumas das peças criadas para levar o requinte às refeições. A CHRISTOFLE desenvolve ainda uma variedade de peças para decoração, como castiçais de mesa, estojos para charutos, vasos de flores com desenho exclusivo, candelabros e bules de prata com réchaud. Ao todo, a empresa conta com 98 coleções, assinadas por 22 diferentes designers, evidenciando um extenso leque de produção. Entre as coleções estão a linha de louças e bandejas Vertigo, da designer francesa Andrée Putman, e as linhas de talheres Urban e Ténéré, assinadas pelo australiano Adam D. Tihany e pelo francês Martin Szekely.


A evolução visual
A identidade visual da marca francesa passou por algumas alterações ao longo dos anos. Na última delas o símbolo sumiu e uma tipologia de letra foi adotada.


Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1830
● Fundador: Charles Christofle
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Borletti Group
● Capital aberto: Não
● Chairman & CEO: Maurizio Borletti
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Fábricas: 3
● Lojas: 75
● Presença global: 126 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 900
● Segmento: Utilidades domésticas
● Principais produtos:
Faqueiros e objetos de prata e cristais
● Website: www.christofle.com

A marca no mundo
Atualmente a CHRISTOFLE, que fabrica seus produtos em três fábricas localizadas na França e no Brasil (inaugurada em 1974), está presente em mais de 126 países através de 75 lojas próprias (chamadas de “Pavillon Christofle”) e com pontos-de-venda dentro de 500 lojas de departamento e lojas especializadas. Sua luxuosa linha de produtos engloba desde os tradicionais talheres de prata, passando por vasos e copos de cristal, louças de porcelana, até porta retratos de prata e toalhas finas. No Brasil a empresa inaugurou sua primeira loja em 1996 na cidade de São Paulo, primeiro ponto-de-venda da marca na América do Sul.

Você sabia?
Vendidos por preços que oscilam entre R$ 6.900 e R$ 45.000, os faqueiros da grife francesa têm lugar garantido nas listas de casamento da alta sociedade mundial.
A tradição em forjar peças únicas ultrapassa o convencional, beirando a arte. Exemplo disso são as obras da CHRISTOFLE como estátuas da fachada da Ópera de Paris e a carruagem do Papa Pio IX. Entre as diversas criações da marca francesa, uma peça ganhou fama por sua história inusitada: a taça Jules Rimet. Confeccionada a pedido da FIFA, em 1928, foi conquistada em definitivo pela seleção brasileira de futebol na Copa de 70, no México. A taça tornou-se mais conhecida ao ser roubada dos cofres da CBF e derretida em 1983.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/6/2011

8.6.10

ZIPLOC®


Sempre haverá um produto ZIPLOC®, quer seja saquinhos plásticos ou recipientes, para manter alimentos sempre frescos, objetos secos e sempre organizados. Os produtos da tradicional marca americana podem ter inúmeras utilidades como armazenar e proteger alimentos, objetos de higiene pessoal, material escolar, remédios, cosméticos, ferramentas, brinquedos, e tudo o que você precisar! Organizar a sua vida e manter alimentos sempre frescos nunca foi tão fácil com a marca ZIPLOC®.  

A história  
Tudo começou no dia 18 de maio de 1954 quando Robert W. Vergobbi patenteou um saco plástico reutilizável para armazenamento com fechamento através de um zíper que serviria para guardar objetos. Pouco depois, a empresa Minigrip licenciou essa invenção com a intenção inicial de comercializá-la como saquinhos para guardar lápis, criando um modo conveniente para as crianças organizarem seus materiais escolares de escrita. Porém, algum tempo depois, foi descoberto que os saquinhos tinham muito mais utilidades. Foi então, que, em 1957, o aluno do quinto ano Robert Lejeune ganhou um prêmio na Feira Nacional de Ciência ao demonstrar a praticidade que os saquinhos tinham em retardar o apodrecimento de alimentos, mantendo-os frescos por muito mais tempo.
  

Com o aperfeiçoamento do produto, a Dow Chemical (saiba mais aqui), tradicional empresa química americana, garantiu a licença da invenção e lançou em 1968, inicialmente como teste de mercado, os saquinhos plásticos reutilizáveis com fechamento por zíper (que protegia contra vazamentos e a entrada de fungos e bactérias) com a marca ZIPLOC® BAGS, direcionados para acondicionar alimentos e mantê-los frescos por um período maior de tempo, reduzindo assim o desperdício. No início os sacos plásticos ZIPLOC® eram utilizados para acondicionar sanduíches, a principal característica do novo produto comunicada aos consumidores pela marca. Embora não tenha sido um sucesso imediato, em 1973 ZIPLOC® já era popular e apreciado como opção de armazenamento, especialmente de alimentos. Nessa época, o sucesso do produto era tamanho que a empresa resolveu lançá-lo em outros países nos anos seguintes.
  

Rapidamente os consumidores perceberam que os saquinhos plásticos da marca poderiam ter outras inúmeras utilidades além de manter o que sobrou do almoço de domingo fresquinho por mais tempo. Assim os consumidores começaram a utilizá-los para organizar objetos em casa, como joias (mantendo-as livres de oxidação e conservado-as com brilho por muito mais tempo) e até no escritório; manter objetos secos (isto porque seu fecho hermético impedia vazamentos ou entrada de água) e bem guardados, popularizando assim a utilização dos produtos ZIPLOC®. Com isso, a empresa percebeu que os saquinhos poderiam render muito mais dinheiro e lançou no mercado, a partir da década de 1990, inúmeros tamanhos (incluindo os com capacidade para 2 litros e até 4 litros) e tipos para uso específico, como os saquinhos que poderiam ir diretamente do freezer ao forno microondas. Além disso, a marca apresentou melhorias técnicas como os zíperes de clique em 1993 e variedades de cores (1997).
   

No ano de 1998 a tradicional empresa SC Johnson (conheça essa outra história aqui) comprou por US$ 1.7 bilhões a divisão de marcas da Dow Chemical, adicionando à sua linha de produtos importantes nomes como ZIPLOC®. Logo após a virada do milênio, em 2002, a empresa gastou milhões de dólares para expandir a marca ZIPLOC®, introduzindo no mercado novos produtos como uma extensa linha de recipientes e potes de plásticos e vidro (espécie de “Tupperware”) com tampa hermética (que impede a entrada do ar e da umidade), em vários tamanhos e formas, para acondicionamento de alimentos e objetos. A nova linha de produto, feita com material de última geração, que não deforma e pode ser levada direto do freezer ao forno microondas, fez com que o faturamento da marca ZIPLOC® aumentasse consideravelmente no mundo inteiro e seu uso ganhasse outras inúmeras utilidades.
  

A inovação contínua da marca resultou no desenvolvimento de fechos de correr compatíveis com polipropileno em 2003, o que ajudou a marca a manter o status de líder global em embalagens de alimentos. Nos anos seguintes a marca ampliou ainda mais sua gama de produtos com o lançamento de sacos específicos para cozinhar alimentos em fornos microondas e uma linha completa de utensílios para organizar roupas, calçados, entre outros itens, dentro dos armários, gavetas e closets, incluindo versões que podem ser penduradas. Em 2020, a marca apresentou ao mercado uma nova tecnologia para seus sacos: Grip ‘n Seal, que apresentou uma aba estendida, nova textura de fácil aderência e um zíper duplo, que oferece proteção imbatível contra queimaduras de congelamento, ajudando assim a reduzir o desperdício de alimentos.
  

Entre as mais recentes novidades da marca está o ZIPLOC® Paper Bags, sacos de papel que são uma ótima maneira de embalar, selar e armazenar alimentos com adesivos que tornam a vedação ainda melhor. Além disso, os sacos de papel são facilmente recicláveis quando limpos e secos. Mais recentemente, em 2022, a marca lançou a linha ZIPLOC® Endurables™, potes e sacos feitos com silicone platinado durável e reutilizável, e projetados para ir diretamente do freezer ao forno e à mesa. Os recipientes e sacos não racham ou quebram sob temperaturas extremas, permitindo uma ampla variedade de uso: fervura, vapor, microondas, congelamento em temperaturas abaixo de zero ou cozimento até 425°F. Após o uso, basta colocar na máquina de lavar louça e executar um ciclo normal.
   

Tenha mais benefício no seu dia-a-dia com os produtos ZIPLOC®, que são projetados de forma única para ajudar a economizar, armazenar e organizar. Transportar objetos de uso pessoal de maneira conveniente. Manter os lanches e alimentos frescos e crocantes por mais tempo. Levar a comida do freezer direto para o forno e depois para a mesa. Organizar bugigangas e proteger itens volumosos. E até mesmo organizar o closet. ZIPLOC® sempre facilita a vida.
  

A comunicação 
Foi a partir da década de 1980 que a marca iniciou maciços investimento em comunicação, principalmente com a contratação de Dom DeLuise - ator, comediante, diretor, produtor e chef - como garoto-propaganda. O carismático Dom DeLuise (imagem abaixo) estrelou vários comerciais (assista a um deles aqui) da ZIPLOC®, tornado a marca popular entre os americanos. Essa década ainda foi marcada por um comercial com participação especial do Pernalonga (Bugs Bunny, em inglês).
  

Mas a popularidade da marca explodiu realmente a partir da década de 1990, quando foi lançada a campanha “Ziploc® Finger”. A campanha, veiculada a partir de 1991 (assista ao primeiro comercial aqui), apresentava um personagem - chamado “Ziploc® FingerMan” - representado por um dedo indicador (com direito a olhos, nariz e boca, feitos com canetinha) que demonstrava a conveniência e facilidade de fechamento dos sacos ZIPLOC®, adivinhe, apenas com um dedo, e sua capacidade de manter os alimentos frescos. O personagem fez tanto sucesso que apareceu em uma série de comerciais vestido com chapéus ou fones de ouvido, e até ganhou a companhia de outros dedinhos.
  

A evolução visual  
A identidade visual da marca ZIPLOC® passou por diversas e radicais modificações ao longo dos anos. Inicialmente com o nome ZIPLOC® BAGS, a primeira remodelação ocorreu em 1981 com a eliminação da palavra “bags” e a adoção de uma nova topografia, mas com a manutenção das cores azul e vermelha. Em 1989, uma mudança mais radical: a inserção de um fundo triangular azul. Após passar por uma pequena modernização em 1998, o triângulo azul de fundo foi retirado e uma nova tipografia de letra adotada em 2000. Após passar por duas novas remodelações - em 2006 e 2011 - quando ocorreu à volta do triângulo azul de fundo, no mês de junho de 2015 a marca apresentou sua nova identidade visual com uma tipografia de letra mais descontraída e arredondada. A atual identidade visual foi adotada em 2022 e apresentou mudanças radicais: nova tipografia de letra e tonalidade de azul, além de um novo posicionamento do tradicional triângulo azul. Este logotipo também pode ser aplicado em um fundo azul.
  

Os slogans 
Unloc Life. (2022) 
Unbeatable Freshness. (2019) 
Use as Imagined. (2017) 
It’s More than a bag. (2017) 
Life Needs Ziploc®. (2014)  
Redesigning the Way You Store Food. (2013) 
Get more out of it! (2010)  
Designed with you in mind. (2003) 
All you ever wanted in a container. (1999) 
The zzzzip locks in freshness. (1998) 
Is all you need. (1995) 
There’s only one. Ziploc®. (1993)  
Ziploc® has the lock on freshness. (1992) 
The easiest closing bag there is. (1991) 
Put your trust in a Ziploc® Bag. (1990) 
We’ve got the lock on food protection. (1985)  
Organize sua vida. (Brasil)
  

Dados corporativos  
● Origem: Estados Unidos  
● Lançamento: 1968  
● Criador: Dow Chemical  
● Sede mundial: Racine, Wisconsin, Estados Unidos  
● Proprietário da marca: SC Johnson & Son Inc.  
● Capital aberto: Não  
● CEO: Herbert Fisk Johnson III  
● Faturamento: US$ 750 milhões (estimado)  
● Lucro: Não divulgado  
● Presença global: + 50 países  
● Presença no Brasil: Sim  
● Segmento: Utilidade doméstica  
● Principais produtos: Sacos plásticos e recipientes para armazenamento  
● Concorrentes diretos: Glad, Hefty, Zip Pak, Pactiv Evergreen, FoodSaver, Tupperware, Snapware, Glasslock e Pyrex  
● Slogan: Unloc Life.  
● Website: www.ziploc.com.br  

A marca no mundo  
Atualmente a completa e ampla linha de produtos da marca ZIPLOC®, que incluem sacos e recipientes plásticos para armazenamento doméstico, é comercializada em mais de 50 países ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Os produtos da marca possuem alta penetração e popularidade nos mercados americano (onde mais de 200 milhões de pessoas usam produtos da marca todos os anos), mexicano, venezuelano, argentino e coreano.  

Você sabia?  
O nome ZIPLOC® é uma junção das palavras em inglês zipper (zíper) e lock (trancar). 
 Os sacos e recipientes da marca ZIPLOC® são livres de BPA (Bisfenol A). Os produtos são extensivamente avaliados quanto à toxicidade e segurança e cumprem os regulamentos aplicáveis de qualidade e segurança. Além disso, os sacos são recicláveis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Embalagem Marca), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  

Última atualização em 14/5/2024 

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16.7.06

SINGER


A fabricação da primeira máquina de costura SINGER, há mais de 160 anos, representou o ponto de partida de uma evolução que proporcionou a todas as mulheres, em todos os pontos do globo, os meios para realizarem suas tarefas de costura de forma mais produtiva, reduzindo os custos e o tempo despendido na confecção de roupas. E não demorou muito para que a marca SINGER se tornasse líder de mercado e sinônimo de costura através de gerações e gerações. Além é claro, de um dos produtos que mais simbolizaram uma parte da independência financeira das mulheres. 

A história 
A ideia de se costurar através de uma máquina surgiu no ano de 1760 e passou muito tempo despercebida. Inúmeros inventores desenvolveram projetos e patentearam novos modelos de máquinas de costura, porém nenhum deles era prático. Mas essa história começou a mudar em 1850 na cidade de Boston, quando o senhor Isaac Merrit Singer, um americano que era mecânico, ator de teatro e inventor, conheceu, na oficina do Sr. Orson Phelps, uma máquina de costura. Ao observar algumas máquinas em funcionamento, ele propôs substituir a agulha curva por uma reta e fazer a laçadeira mover-se em vai-e-vem (e não em círculos). A grande vantagem da máquina do senhor Singer era permitir costuras em qualquer sentido, não só em linha reta. Em onze dias e ao custo de apenas US$ 40, estava pronta a primeira máquina de costura que era realmente eficiente para uso doméstico. O novo produto iria revolucionar o milenar processo de recortar, modelar, armar e unir pedaços de tecidos para confeccionar roupas. Singer solicitou uma patente em 1851, concedida no dia 12 de agosto, e continuou a aprimorar sua máquina até sua morte em 1875 aos 63 anos, incluindo o pedal de acionamento e uma contínua alimentação das rodas.


Ainda em 1851, o Sr. Isaac Singer, juntamente com Edward B. Clark, um advogado de Nova York, fundou a empresa I.M. Singer & Co., que inicialmente enfrentou sérios problemas para introduzir seu produto no mercado, pois o público não acreditava que a máquina funcionava corretamente. Mas, aos poucos, o produto foi ganhando credibilidade. Dois anos depois do início das vendas ao público, a marca já era líder do mercado americano e passou a produzir seus produtos em instalações na cidade de Nova York. Em 1855, a empresa ingressou no mercado francês, dando início a sua expansão internacional. Além disso, conquistou o primeiro prêmio na Exposição Universal de Paris. Visando facilitar a compra das máquinas, a SINGER foi pioneira na introdução do sistema de vendas a prazo neste mesmo ano. Com isso, deu crédito às mulheres sem a interferência do marido, uma atitude ousada para a época, pois era preciso solicitar. Pouco depois, em 1857 inaugurou seu primeiro showroom em plena Broadway, e no ano seguinte iniciou suas operações no Brasil.


Em 1861, pela primeira vez na história da empresa, suas vendas internacionais superaram as domésticas. A empresa crescia no mercado mundial e o nome SINGER se firmava cada vez mais como sinônimo de máquina de costura. Em 1867 a empresa inaugurou sua primeira fábrica fora dos Estados Unidos, na cidade de Glasgow na Escócia. Em 1890 a empresa atingiu a impressionante marca de 80% de liderança no mercado mundial, operando fábricas em vários países. Logo após a virada do século, em 1903, as vendas atingiram mais de 1.3 milhões de unidades, com a empresa oferecendo cerca de 40 modelos diferentes de máquinas de costura. Passada a Primeira Guerra Mundial, a SINGER adotou uma estratégia diferente na abordagem de seus clientes com a inauguração de seu primeiro SINGER SEWING CENTER (Centro de Costura Singer) na cidade de Nova York, um local onde as mulheres podiam fazer cursos de costura e ter um maior contato com os produtos da empresa. Até 1951 esses centros já haviam treinados mais de 400.000 mulheres.


No final desta década, existiam 9 fábricas da SINGER espalhadas pelo mundo, empregando 27.000 pessoas e produzindo mais de 3.000 modelos de máquinas de costura diferentes. Durante a Segunda Guerra Mundial, a SINGER praticamente paralisou todas as linhas de produção ao redor do mundo, voltando-se totalmente para suprir as necessidades do exército americano. Em 1951, enquanto a SINGER comemorava 100 anos de existência, iniciava-se a construção daquela que seria a primeira fábrica de máquinas de costura da América Latina, localizada no Brasil. No ano seguinte lançou a primeira máquina de costura em ziguezague chamada “Slant-O-Matic”.


Em 1963 a empresa adotou oficialmente o nome The Singer Company, e três anos depois, suas vendas romperam a barreira de US$ 1 bilhão pela primeira vez na história. As inovações não pararam nos anos seguintes com o lançamento da primeira máquina de costura eletrônica do mundo e da primeira máquina controlada por computador. No início da década de 1990, inaugurou sua fábrica na China, ingressando no imenso e inesgotável mercado chinês. Nos anos seguintes, com aperfeiçoamento da eletricidade e dos rolamentos, a SINGER conseguiu produzir novas máquinas que aumentaram a velocidade na costura. Uma máquina de costura de uso doméstico pode fazer até 1.500 pontos por minuto. Já algumas de uso industrial chegam a fazer 7.000 pontos por minuto.


No início do novo milênio, para atender às mudanças de hábito que sacudiram o mundo, a marca imprimiu um novo estilo à sua produção. A máquina ficou mais magra (chegava a pesar 5.5 quilos), adquiriu agilidade (portátil), modernizou-se (incorporando linhas curvas e cores, até um azul translúcido que remete aos micros modernos) e aderiu às facilidades, algumas impensáveis anos atrás, como o sistema automático para abastecer a agulha com linha. Foi assim, adaptando-se à realidade de suas clientes, que a SINGER sobreviveu. Além disso, expandiu-se para outros segmentos, por exemplo, com o lançamento de uma linha de cuidados com a roupa composta por ferros de passar e vaporizador. Em 2004 a SINGER foi adquirida pelo fundo de investimento Kohlberg & Company.


Hoje em dia com a evolução da mulher e a mudança no hábito de costurar, a marca tem trabalhado bastante para afastar do seu setor a imagem de ferramenta ultrapassada, investido na produção de modernas máquinas eletrônicas e na participação em importantes eventos de moda. Já nos Estados Unidos, por exemplo, o renascimento da máquina de costura tem sido induzido por uma tendência meio hippie na produção de roupas próprias a partir de retalhos, conhecida como patchwork. E a SINGER está sabendo aproveitar muito bem isso. Para fisgar essa nova consumidora, sem perder o contato com as tradicionais clientes, a marca investiu em novidades. Hoje, parte de seu portfólio é composto por máquinas com visor de LCD e componentes eletrônicos que permitem programar a sequência de pontos.


A linha do tempo 
1889 
Lançamento da primeira máquina de costura elétrica verdadeiramente prática. 
1921 
Lançamento da máquina de costura elétrica portátil. 
1929 
Em uma estratégia de diversificar sua linha de produtos, a SINGER lança no mercado seu primeiro aspirador de pó. 
1949 
Desenvolvimento de uma máquina de costura com capacidade para fazer até 4.000 pontos por minuto. 
1968 
Lançamento no mercado brasileiro da máquina doméstica MULTIPONTO, modelo inovador para a época, porque além de fazer os pontos retos e ziguezague, era possível também fazer vários pontos decorativos. 
1975 
Lançamento no mercado brasileiro da ATHENA 2000, primeira máquina de costura eletrônica do mundo. A máquina, que apresentava luz embutida e duas velocidades, facilitava a seleção dos pontos com desenhos circulares, flores e motivos infantis. 
1978 
Lançamento da primeira máquina de costura controlada por computador. 
1990 
Lançamento da QUANTUM, uma linha de máquinas de costura especificamente voltada para profissionais que necessitavam de alta performance e fácil manuseio. 
Lançamento no Brasil da primeira máquina overlock doméstica. 
Lançamento do MAGIC STEAM IRONING PRESS, um ferro de passar para uso doméstico com controle de temperatura e dispositivo de segurança para não queimar as roupas. O modelo, idêntico aos usados em lavanderias e alfaiatarias, reduzia pela metade o tempo de passar roupas. 
Lançamento de uma linha de máquinas de costura em overlock de alta performance. 
2010 
Lançamento de novos modelos de máquinas eletrônicas, que se destacavam pela facilidade de uso, ajustes e variedades dos pontos, além da costura sem a necessidade de pedal.


A evolução visual 
O símbolo batizado de “Red S Girl” (Garota do S vermelho) surgiu em 1879, como forma de melhor identificação da marca SINGER. Sinuoso tal com uma serpente, o S vermelho envolvia a figura feminina sentada à máquina de costura. Rapidamente se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do mundo, especialmente entre as mulheres. Durante mais de um século o símbolo foi sinônimo de máquina de costura. Há alguns anos atrás, a SINGER atualizou seu logotipo criando uma versão mais moderna, como forma de acompanhar a evolução dos dias atuais. Mas tenha certeza que o Red S Girl estará para sempre marcado em sua história.


Os slogans 
Singer is sewing made easy. 
Trusted Excellence. 
Trusted for generations. 
Sewing is an act of love.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1851 
● Fundador: Isaac Merrit Singer e Edward B. Clark 
● Sede mundial: La Vergne, Tennessee, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Singer Corporation 
● Capital aberto: Não (subsidiária da SVP Worldwide) 
● CEO: Katrina Helmkamp 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1.200 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Utilidades domésticas 
● Principais produtos: Máquinas de costura e acessórios, ferros e vaporizadores 
● Concorrentes diretos: Brother, Janome, Bernina, Pfaff e Elgin (Brasil) 
● Ícones: O símbolo “Red S Girl” (Garota do S vermelho) 
● Slogan: Singer is sewing made easy. 
● Website: www.singer.com.br 

A marca no Brasil 
A história da SINGER do Brasil se confunde com a própria história do país. Tudo começou em 1858 quando foi aberto na cidade do Rio de Janeiro, na rua Ouvidor nº 117, o primeiro ponto de vendas das máquinas de costura no Brasil. Trinta anos depois, pelo decreto 9.996, a Princesa Isabel concedeu autorização para a SINGER funcionar no Brasil. O escritório central continuaria no Rio de Janeiro e foram abertas novas filiais: Niterói, Campos, São Paulo, Salvador, Recife e Pelotas. Nesta época, a SINGER introduziu no Brasil o sistema de vendas a crédito, com pagamentos semanais de um mil réis, possibilitando assim que as consumidoras pagassem pela máquina com o rendimento mensal obtido com o produto. Já em 1894, a máquina de costura passou a ser um importante objeto nos lares brasileiros, tornando-se um item da lista de casamento de muitas mulheres, que além de fazer reparos domésticos e economizar, também costuravam para fora, e ajudavam a contribuir com a renda familiar. Finalmente em 22 de agosto de 1905, a empresa obteve o registro definitivo para operar no país. Nos anos seguintes, os vendedores não mediam esforços para introduzir os produtos e as filiais multiplicaram-se, gerando a decisão da instalação de uma fábrica de máquinas de costura no país. A SINGER então adquiriu, em meados de 1950, a tradicional Fazenda Palmeiras, com 300 alqueires de terra e localizada no bairro de Viracopos, município de Campinas, no interior de São Paulo.


Em 1951, enquanto a SINGER comemorava 100 anos de existência, iniciava-se a construção daquela que seria a primeira fábrica de máquinas de costura da América Latina. A construção foi rápida e, em 14 de maio de 1955, foi inaugurada, pelo então Presidente do Brasil, Café Filho, e pelo governador do Estado de São Paulo, Jânio Quadros, a Companhia Industrial Palmeiras de Máquinas e Móveis. Na época da inauguração, a SINGER empregava 548 pessoas. O crescimento foi tão rápido que, em 1958, a fábrica fazia a sua primeira exportação de 200 máquinas para o Chile. As vendas aumentavam e puxavam a produção. No início dos anos de 1960, foi lançada a máquina 15C, conhecida como Pretinha. Foi a primeira máquina de costura produzida em território brasileiro. Novos produtos foram desenvolvidos e lançados no mercado brasileiro, as exportações aumentaram e a fábrica foi se tornando pequena. Essa situação determinou um plano de expansão e a criação de outras duas unidades: a fábrica de Agulhas, em 1968, na cidade de Indaiatuba, e a Singer do Nordeste, localizada em Juazeiro do Norte/CE, inaugurada em 1997. Mais recentemente a SINGER lançou sua linha de cuidados com as roupas compostas por ferros e vaporizadores. A filial brasileira, adaptada às modernas técnicas de organização e avançados métodos operacionais, impôs sua tradição de qualidade, posicionando-se de maneira competitiva no mercado mundial.


A marca no mundo 
A SINGER, maior fabricante mundial de máquinas de costura doméstica, tem atualmente uma vasta rede de distribuição que atinge mais de 150 países. É formada por 1.200 lojas operadas pela própria empresa e suas afiliadas, 58.200 ponto de venda autorizados e 12.000 agentes de vendas diretas. No Brasil a marca é líder no segmento de máquinas de costura com 83% de participação. Atualmente a SINGER produz cerca de 300 modelos diferentes de máquinas de costura (domésticas e industriais) em todo o mundo, além de uma pequena linha de cuidados com as roupas como ferros de passar. Em alguns mercados (especialmente no sudeste asiático) a marca também comercializa (através de licença) alguns eletrodomésticos, como por exemplo, aspiradores, torradeiras, liquidificador, mixers, processadores de alimentos, refrigeradores, máquinas de lavar e até televisões. 

Você sabia? 
A história da SINGER tem elementos interessantes. Foi a primeira empresa americana de larga escala no setor de aparelhos domésticos a transformar-se em uma multinacional de sucesso. Também foi inovadora ao lançar a compra a crédito, atingindo todas as classes sociais interessadas em adquirir o produto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 17/3/2013

20.6.06

TRAMONTINA


Se alguém fala em TRAMONTINA, é provável que você pense em garfos, facas e panelas. Ok, justo. Afinal, boa parte do faturamento da empresa vem mesmo de utensílios domésticos. Mas a centenária marca gaúcha é muito mais que isso. O controle de qualidade é quase uma obsessão para a TRAMONTINA. O chão de fábrica é limpo, colorido, com robôs andando de um lado para outro. A maior parte das máquinas é fabricada pelo próprio grupo. Tudo para produzir os melhores produtos, e olha que são muitos, desde facas e talheres, passando por panelas até ferramentas, cubas, pias, móveis de piscina e até cortadores de grama elétricos, tendo como objetivo facilitar a vida de nós consumidores. 

A história 
Fundada na cidade de Carlos Barbosa, região serrana do Rio Grande do Sul, no dia 1 de maio de 1911, por Valentin Tramontina, a empresa começou como uma pequena ferraria, inicialmente em um terreno alugado. Valentin era um colono artesão, filho de imigrantes italianos, e veio a Carlos Barbosa porque a ferrovia significava perspectiva de expansão. Em 1919, ano em que o fundador prestou serviço militar no Tiro de Guerra 395, ele comprou um terreno de 300 m² na Rua Amapá, construindo um prédio de madeira para abrigar a ferraria, onde trabalhavam o fundador, seu irmão Luiz e mais duas pessoas. Até 1930, a produção da ferraria era modesta. Valentin prestava serviços à empresas, entre elas, Arthur Renner, proprietário de uma refinaria de banha; fazia conserto em indústrias locais, ferrava cavalos e fabricava canivetes, batizados de Santa Bárbara. Nesta época, havia cinco empregados trabalhando na ferraria, e seis trabalhando a domicílio.


O aço necessário para fabricar as lâminas era obtido batendo-se molas de caminhão usadas. Recorria-se aos malhos instalados em rodas d’água existentes na região para forjar o aço. Somente em 1932 teve início a fabricação de algumas facas com cabo de chifre. Os modelos foram inspirados em facas importadas que haviam sofrido danos durante um incêndio em um armazém de um importador na cidade de Porto Alegre. Coube à Ferraria Tramontina o trabalho de recuperá-las.


Quando morreu seu fundador no dia 29 de fevereiro de 1939 a produção da empresa era ainda artesanal e resumia-se a facas e canivetes feitos com cabo de chifre. A partir daí assumiu a ferraria dona Elisa Tramontina, esposa de Valentin, que despontou como uma empreendedora nata e arrojada. Era ela própria que ia vender a produção nos mercados regionais e na capital gaúcha. Durante a Segunda Guerra Mundial, caso não existisse a determinação e a coragem de Elisa, a ferraria teria sucumbido. Em 1944, a empresa comprou a sua primeira prensa excêntrica. Antes, todas as lâminas eram cortadas manualmente com o auxílio de talhadeiras. Depois passaram a ser cortadas com o uso de estampos.


O ano de 1949 pode ser considerado um marco na história da empresa. Trata-se da data em que Ruy José Scomazzon, um jovem de apenas 20 anos, cursando a faculdade de Ciências Econômicas da PUC de Porto Alegre, começou a prestar assessoria à TRAMONTINA. Ruy, com espírito de liderança, implantou planos ambiciosos, enfatizando a organização em todos os setores. Inaugurou-se uma nova etapa na empresa. O caráter artesanal cedeu lugar a uma produção manufatureira. Na década de 1950, a empresa contava com 30 empregados e alguns representantes comissionados, espalhados pelo estado do Rio Grande do Sul. Nesta época, os canivetes representavam 90% do faturamento. Vem justamente da Itália a tradição de ter no bolso um canivete, cuja denominação é “brítola”. Trata-se de um canivete com formato de pequena foice utilizado principalmente na poda da parreira, para cortar vime. A TRAMONTINA sempre se destacou na fabricação deste canivete. Em 1954, organizou-se a empresa V.a. Valentin Tramontina & Cia. Ltda., sendo sócios, Elisa e Ivo Tramontina, além de Ruy J. Scomazzon. No ano seguinte tem início a laminação do aço. Antes o aço era obtido forjando-se pedaço por pedaço, em um malho. A laminação abriu imensas possibilidades de crescimento para a TRAMONTINA. Foi justamente nesta década que foi veiculado o primeiro anúncio em jornais locais, o que marcou o início das ações de comunicação da TRAMONTINA.


No mês de dezembro de 1956, foi inaugurada a ampliação das instalações da empresa e com isso se intensificou a produção de facas e ferramentas agrícolas. Pouco depois, em 1958, a empresa participou de suas primeiras feiras e exposições, com o objetivo de divulgar a marca e apresentar seus produtos ao mercado. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pela instalação de empresas do grupo em Garibaldi, Farroupilha e no estado da Bahia, além do início de suas primeiras exportações, em 1966 para o Chile. Nestes anos a linha de produtos ganhou inúmeros itens como facas (cozinha, profissional, esportiva), tesouras, espetos, talheres, utensílios de cozinha e panelas, formas e travessas antiaderentes de alumínio; materiais elétricos como interruptores e tomadas, além de uma vasta linha de ferramentas como martelos, chaves de boca, chaves de fenda, alicates, formões, plainas, serras, serrotes, entre outras.


A década de 1980 foi de um enorme crescimento para empresa, tanto no mercado interno como externo, onde em 1986 a TRAMONTINA inaugurou uma subsidiária e Centro de Distribuição na cidade de Houston no Texas. Nos anos seguintes a empresa se tornou definitivamente um gigante em seu setor, ampliando ainda mais sua linha de produtos e ingressando em muitos mercados mundiais como Alemanha (1993), Chile (2000), Dubai (2004) e Peru (2005). Além disso, em 1997, a TRAMONTINA conquistou a condição de marca notória. E, mais do que isto, comprovou, através de pesquisas, a preferência de 94% dos consumidores brasileiros por seus produtos. No novo milênio a TRAMONTINA também decidiu que tinha chegado a hora de ir além da cozinha. A ordem partiu de Clóvis Tramontina, neto de Valentin e principal responsável pelas maiores mudanças da empresa nos últimos anos. A grande tacada do empresário foi aproveitar uma simples fábrica de cabos de madeira que revestem talheres para ingressar no mercado de móveis. Cadeiras e mesas com a marca TRAMONTINA começaram a aparecer nas lojas. O mesmo aconteceu com a unidade que fazia cabos de plástico: foi ampliada para fabricar móveis para piscina e jardim.


Em 2007, a TRAMONTINA, líder nacional nos segmentos de panelas, talheres e ferramentas, decidiu combater os importados com um apelo à “brasilidade” e uma política comercial mais agressiva. A empresa lançou uma coleção de panelas em aço inoxidável denominada “Linha Tropical”, com a bandeira do Brasil nas embalagens de cinco unidades e preço ao consumidor padronizado em R$ 199 para todo o país parcelado em até dez vezes. O resultado: em três meses foram vendidas 435 mil unidades. Além disso, sempre inovando para levar à casa muito mais charme e qualidade, a empresa criou a linha Tramontina Design Collection, composta por produtos exclusivos com design incrível para deixar um ar requintado e moderno na cozinha. A TRAMONTINA, que em 2011 completou 100 anos, tem acompanhado várias gerações de consumidores e construído, uma relação de qualidade e respeito, sempre oferecendo produtos da mais alta qualidade. Para marcar a data a TRAMONTINA lançou uma linha de facas especiais, denominada Damaski, em edição limitada, apenas 1.000, sendo 500 de peças de lâminas de 8 milímetros e 500 de 6 milímetros.


Em 2013, a empresa inaugurou sua primeira loja-conceito na cidade do Rio de Janeiro, batizada de Tstore. A loja carioca era uma espécie de laboratório onde os produtos eram oferecidos em primeira mão aos clientes. Ao todo eram 2.400 itens entre diferentes modelos de facas, conjuntos de talheres, baixelas, cooktops, fornos, coifas, pias, cubas, entre outros. O objetivo não era entrar no segmento de varejo, mas fortalecer a relação com os consumidores. E para isso a loja adotou uma ambientação moderna. Na parte de dentro, cada detalhe foi pensado para segurar o cliente. O que inclui um perfume desenvolvido especialmente para a loja. Em 2015 uma segunda unidade foi inaugurada em Salvador, e a primeira no exterior, em Santiago, no Chile. Além disso, em 2014, a marca iniciou as operações de venda via comércio eletrônico de sua linha de móveis de madeira, oferecendo um mix de mais de 200 produtos, entre mesas, cadeiras, bancos, espreguiçadeiras, etc. Já em 2016, a empresa ingressou em um novo mercado ao lançar um veículo 4x4, projetado para vencer a lama e a areia. O modelo Venture 750G, que parece um pequeno jipe, atende à demanda de produtores rurais e de passeios turísticos, por exemplo. Trata-se de um concorrente para os tradicionais bugues, muito utilizados nas dunas do Nordeste. Além disso, lançou também uma linha de carros elétricos para golfe.


A linha do tempo 
1959 
Fundação da Metalúrgica Forjasul Ltda., no bairro Passo do Feijó em Porto Alegre, onde hoje se produz: eletroferragens forjadas para linhas e transmissão elétrica até 1000 kV, peças forjadas sob encomenda até 100 kg (em matriz fechada) ou até 300 kg (peças parcialmente forjadas), ganchos haste conforme DIN15401 com capacidade de até 110 toneladas, ganchos olhal com capacidade de até 50 toneladas, tornos de banca forjados, ferramentas, machados e marretas. 
1961 
A empresa transforma-se em Sociedade Anônima e surge a Tramontina S.A. – Cutelaria e Ferramentas Agrícolas. Esta unidade da empresa produz: facas (cozinha, profissional, esportiva), canivetes, tesouras, espetos, talheres, utensílios de cozinha e panelas, formas e travessas antiaderentes de alumínio. 
1963 
Início das atividades da Tramontina Garibaldi S.A. (Garibaldi/RS), onde são fabricados martelos, machadinhas, chaves de boca, chaves de fenda, alicates, torques, formões, plainas, níveis, serras e serrotes. 
1971 
Início das atividades da Tramontina Farroupilha S.A. (Farroupilha/RS), inicialmente para produzir baixelas inox. Esta unidade produz panelas de aço inoxidável, baixelas, talheres finos e utensílios de cozinha de aço inoxidável. 
1976 
Início das atividades da Forjasul S.A. Materiais Elétricos (Carlos Barbosa/RS). Hoje transformada em Forjasul Eletrik S.A., produz acessórios para elétrodutos, interruptores e tomadas, caixas de derivação e acessórios de alumínio para redes de transmissão de energia elétrica. 
1982 
Início das atividades da Tramontina Ferramentas Agrícolas S.A. (Carlos Barbosa/RS). Hoje essa divisão produz carrinhos-de-mão, ancinhos, enxadas, picaretas, pás, foices, foicinhas, gadanhos, cavadeiras, cortadores de grama, jardinagem e tesouras de poda. 
1986 
Início das atividades da Tramontina Belém S.A., que fabrica nos dias de hoje móveis de madeira, tábuas de corte, utilidades de madeira e cabos de ferramentas. 
1988 
Instalação do primeiro robô em sua fábrica de panelas, que tinha como principal objetivo polir cabos de frigideiras. 
1990 
Início das atividades de Forjasul Encruzilhada Ind. de Madeiras Ltda. (Encruzilhada do Sul/RS). Hoje chamada Tramontina Madeiras S.A. produz painéis de pinus, prateleiras retas e de canto, estantes e utilidades domésticas. 
1996 
Criação do Tramontina TEEC S.A., onde são fabricadas pias e cubas de aço inoxidável, fazendo com que a empresa ingressasse em um novo mercado. 
Lançamento de cortadores de grama dirigíveis e elétricos. 
1998 
Criação da Tramontina Delta S.A. que fabrica mesas e cadeiras de polipropileno. 
2007 
Início da produção de fogões de mesa (chamados cooktops) e de vitro-grills, chapas de vitrocerâmica portáteis que podem ser usadas tanto como fogão como grelha. 
2008 
Lançamento da linha TRIX COBRE, composta por panelas com tripla camada (aço inox, alumínio e cobre), que facilita o aquecimento e distribui melhor o calor aos alimentos. 
2011 
Lançamento dos talheres de prata da linha Classic, que ganhou um banho de prata e vão para a mesa de jantar em versão ainda mais sofisticada. 
2013 
Lançamento de cozinhas profissionais para hotéis, restaurantes, bares, escolas e hospitais. 
2014 
Lançamento da DUO COLOR, uma linha de panelas de aço inox coloridas por fora. 
2015 
Lançamento de uma linha de eletroportáteis de alto padrão fabricados pela australiana Breville. A nova linha, batizada de Tramontina by Breville, tem 30 itens como batedeiras, liquidificador, sanduicheira, máquina de pão, máquina de café espresso, espremedor e multiprocessador. 
2016 
Lançamento da nova linha de panelas antiaderentes com tecnologia Starflon Tramontina (Tecnologia T) como uma solução para todas aquelas refeições que são arruinadas por culpa de antiaderentes que grudam a comida e deixam o consumidor na mão.


O churrasco e a Tramontina 
A marca tem uma ligação forte com o churrasco. Afinal de contas, é uma empresa tipicamente gaúcha. A origem do churrasco remonta ao tempo das cavernas quando o homem, ao dominar as técnicas de fazer fogo, percebeu que sua comida (a caça) ficava mais saborosa e durava por mais tempo quando assada. Já o churrasco como conhecemos no Brasil, é oriundo do Pampa, região no sudeste da América do Sul. Antigamente, essa era uma região de transporte de gado. No meio do nada, os transportadores, conhecidos como tropeiros, tinham apenas recursos básicos para sobreviver: os artefatos em couro, a carne, a madeira para suspendê-la e o fogo mantido aceso. Então, os tropeiros se reuniam ao redor do fogo, contavam suas histórias e saboreavam o churrasco, a sua única alternativa de sobrevivência. E a TRAMONTINA, como não poderia deixar e ser, oferece uma completa linha para o preparo do melhor churrasco. São talheres, facas especiais, tábuas, espetos, grelhas, pegador para carvão e carne, carinhos para servir churrasco, churrasqueiras, além de kits dos mais diversos tipos. Em uma das mais recentes campanhas publicitárias para este segmento, a marca adotou o slogan “O churrasco evoluiu o mundo e a Tramontina evoluiu o churrasco”.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras alterações ao longo dos anos. De 1955 a 1960, diferentes produtores elaboraram as formas da marca TRAMONTINA. Foram as primeiras apresentações gráficas para as linhas de produtos.


Entre 1964 e 1966, a apresentação da marca manteve-se quase a mesma. O “T” maiúsculo servia para ser estampado na lâmina do canivete, produto de maior fabricação nesse período. A partir deste momento se instituiu uma política de marca única para todos os produtos TRAMONTINA.


De 1967 até 1975, o “T” maiúsculo foi sendo moldado, adquirindo ainda mais personalidade.


Entre 1977 e 1978 houve mais transformações: o “T” foi colocado depois do nome e foi acrescida uma simbologia gráfica.


Os anos 1980 e 1990 representaram mudanças muito cuidadosas na marca. Através de análises e pesquisas chegou-se a marca que foi utilizada até 2004. Neste ano o logotipo sofreu novas, porém, pequenas alterações. A mudança segue uma tendência do design da marca anterior de simplificar as formas e, com isso, fortalecer ainda mais alguns elementos visuais da marca, mantendo a identidade já reconhecida pelos consumidores.


Os slogans 
O prazer de fazer bonito. 
Brasileira assim como você. 
Faz bem pra você. 
Viver Com Prazer. 
Tramontina é BBB: Bom, Bonito e Barato. 
A qualidade de aço.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1 de maio de 1911 
● Fundador: Valentin Tramontina 
● Sede mundial: Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul, Brasil 
● Proprietário da marca: Tramontina S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Clóvis Tramontina 
● Faturamento: R$ 4.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 10 
● Lojas-conceito: 3 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Utensílios domésticos e gerais 
● Principais produtos: Talheres, panelas, ferramentas e móveis de plástico 
● Concorrentes diretos: Hercules, Mundial, Tefal, Rochedo, Panex, Würth, Irwin e Black & Decker 
● Ícones: As facas e panelas 
● Slogan: O prazer de fazer bonito. 
● Website: www.tramontina.com.br 

A marca no mundo 
A TRAMONTINA é a única empresa brasileira a exportar com marca própria para mais de 120 países. No Brasil seus produtos estão disponíveis em mais de 60.000 pontos de venda. Já no exterior, a empresa possui Centros de Distribuição e Escritórios de Venda em diversos países como África do Sul, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, México, entre outros. Atualmente o grupo é formado por 10 unidades industriais (sendo oito no Estado do Rio Grande do Sul, uma em Belém, no Estado do Pará, e outra em Recife, no Estado de Pernambuco) que produzem mensalmente quatro milhões de facas, 21.5 milhões de talheres para uso diário, quatro milhões de talheres finos e econômicos, 800 mil chaves de fenda, 260 mil martelos, 200 mil enxadas, 20 mil pias e 35 mil cubas, 300 mil cadeiras e mesas plásticas, 20 mil mesas e cadeiras de madeira, 66 mil prateleiras, 15 mil cortadores e aparadores de grama e 400 mil panelas de aço inox. A empresa produz além de talheres, panelas em aço inox, utensílios e acessórios para cozinha, também pias, cubas, ferramentas para jardim, agricultura e para construção civil, produtos para instalações elétricas (interruptores e tomadas), mesas e cadeiras em madeira e plástico e estantes em madeira. Apesar de atuar no segmento de eletrodomésticos, fornos e ferramentas, a área de cutelaria, panelas e utensílios para o lar ainda é o carro-chefe da empresa, respondendo por 75% de seu faturamento. Somente no segmento de panelas a marca tem entre 65% e 70% de participação no mercado brasileiro. 

Você sabia? 
Hoje a TRAMONTINA fabrica mais de 18 mil itens de utilidades domésticas destinados às principais redes de varejo do Brasil e a exportação. 
As panelas da marca brasileira já são as terceiras mais vendidas no mercado americano. 
A empresa investe em projetos que promovem o bem estar de seus funcionários, familiares e sociedade em geral. Pensando nisto, formou-se um grupo especial, dedicado à música: o Coro Tramontina. O projeto proporciona aos seus participantes, um ambiente saudável e descontraído onde cada um dos seus integrantes pode se expressar musicalmente, através de um trabalho em grupo. Atualmente o Coro Tramontina é formado por 22 cantores, sendo eles funcionários, ex-funcionários, familiares e amigos da empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/4/2016