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24.7.18

APEROL


Um sabor rico. Uma hipnotizante e forte cor laranja. Misturado com prosecco, água com gás e gelo se tornou o drinque das ruas de Veneza. E presença constante em rodas de amigos e happy hours pelo mundo afora. Foi assim que a italiana APEROL se tornou uma das bebidas mais desejadas do mundo.

A história 
Tudo começou em 1912 quando os irmãos Barbieri, Luigi e Silvio, herdaram a pequena destilaria de seu pai, então localizada na cidade italiana de Padova, na região de Vêneto. Os irmãos desejavam criar um aperitivo refrescante e com baixo teor alcoólico e após sete anos de intensas pesquisas apresentaram a nova bebida em uma feira internacional da cidade. Batizado de APEROL (o próprio nome é uma referência à palavra apéro, uma forma casual de se pedir um aperitivo em francês), a nova bebida de cor laranja, sabor complexo, rico e levemente amargo, era feita de uma combinação perfeita de ervas amargas e doces e frutas cítricas (a receita original - secreta - permanece inalterada até hoje). Inicialmente divulgado para um público masculino, APEROL estava destinado a se tornar o queridinho da Itália. Era comercializado como um aperitivo leve, uma alternativa aos licores mais fortes da época, ideal para ser consumido antes das refeições e abrir o apetite. Em 1920, a marca investiu em suas primeiras propagandas: cartazes evocavam a personalidade da marca, com texto e imagens em laranja - a cor símbolo da marca - e uma mensagem sugerindo estilo e elegância dos locais onde era servido.


Embora APEROL inicialmente visasse os homens através de sua comunicação, a década de 1930 introduziu a bebida ao público feminino através de anúncios nos jornais de grande circulação do país. Esses anúncios destacavam o fato de que o consumo de APEROL era favorável para as mulheres, sendo referido como “Il liquore degli sportivi” (algo como “o licor escolhido para o indivíduo ativo”) devido ao seu baixo teor alcoólico (apenas 11%) e perfeito para momentos de convívio social e particularmente adequado para o público feminino. Devido a essa campanha APEROL apresentou um bom desempenho em um mercado dominado por bebidas com alto teor alcoólico, tornando-se uma das mais populares entre mulheres e jovens.


A popularidade da bebida entre os italianos iria aumentar no início da década de 1950, quando foi introduzido o spritz, um drinque que mistura prosecco, APEROL, um pouco de água com gás, gelo e uma rodela de laranja. Foi um marco na história da comunicação para a marca. Isto porque, principalmente na Itália, “Lo Spritz” se tornou frequentemente sinônimo de APEROL, happy hour ou aperitivo. Quando alguém pensa spritz, imediatamente associa com APEROL. A partir deste momento, spritz e happy hour tornaram-se temas predominantes na comunicação da marca. Uma curiosidade: reza a lenda que o spritz foi inventado no século XIX na região de Vêneto, durante o período da dominação austríaca. Como os soldados austríacos não gostavam do sabor dos vinhos do norte da Itália, altamente alcoólicos na época, pediam sempre um pouco de água para misturar - Spritzen (borrifar em alemão) - com o vinho. Hoje, são consumidos aproximadamente 300 mil Aperol Spritz somente na região de Vêneto todos os dias, segundo o Grupo Campari, atual proprietário da marca. Com isso, nos anos seguintes, APEROL se tornou o preferido dos italianos para compor a receita do spritz. Somente em 1995 a marca apresentou sua primeira variação de produto: APEROL SODA (uma bebida pronta para o consumo que mistura APEROL e club soda, com apenas 3% de teor alcoólico).


Em 2003, a história da marca começaria a mudar quando o tradicional Grupo Campari adquiriu o APEROL, até então praticamente desconhecido fora da Itália. Com o impulso da rede de distribuição do Grupo Campari o APEROL começaria a ganhar o mundo e conquistar milhões de fãs. Para isso, a empresa se concentrou no drinque Aperol Spritz para expandir a marca para novos mercados e se reaproximar de um público mais jovem. Foi o primeiro esforço para criar uma mania em torno do Aperol Spritz, bebida popular no nordeste da Itália há quase um século. Com o slogan “Crazy for life” (“Louco pela vida”), as campanhas da marca retratavam jovens brindando com o tradicional coquetel. E davam a receita do spritz: três partes de espumante, duas de APEROL e uma de água com gás. Para completar, gelo e uma fatia de laranja. E voilà! Ou melhor, prego!, como dizem os italianos, criadores do drinque. Com isso a marca conquistou primeiramente a Áustria, Alemanha e Suíça. A expansão continuou, e, em 2010, o drinque conquistou outras áreas do Mediterrâneo. Daí para Nova York foi um pulo. Além disso, a estratégia de promover festas (batizadas de APEROL SPRITZ SUMMER TOUR) também ajudou a popularizar a bebida na Europa. Ao mesmo tempo, a marca adotou outra tática: treinar bartenders em países como Alemanha, Austrália e até no Brasil (onde produto foi lançado em 2006). E a fama de APEROL se tornou ainda maior quando passou a ser apreciado por celebridades como o ator Robert De Niro.


O Aperol Spritz foi escolhido em 2011 pelo jornal The New York Times como a bebida do verão na Europa. Isso impulsionou ainda mais sua fama internacional. Ainda este ano a marca a resolveu expandir sua linha de produto com o lançamento do Aperol Spritz Home Edition, o tradicional drinque pronto para beber em pequenas garrafas, bastando adicionar uma fatia de laranja e um pouco de gelo. O investimento na marca foi tão grande, que no ano de 2012, a cidade de Milão ganhou um espaço dedicado ao aperitivo: o Terrazza Aperol, que tem uma aconchegante varanda de frente para a Duomo (catedral), o ponto turístico mais famoso da cidade. O lugar, além de oferecer deliciosos pratos e petiscos, vende mais de 350 doses do famoso drinque por dia. O sucesso da marca também pode ser explicado pela versatilidade da bebida: por lembrar um licor, o APEROL é bastante utilizado em receitas de sobremesas, compondo sorvetes, pudins, caldas, mousses, macarons, cupcakes e até picolés.


A evolução da garrafa 
A tradicional garrafa de APEROL evoluiu ao longo dos tempos. O atual design da garrafa, e também do rótulo, foi apresentado recentemente.


Os slogans 
Italy’s favourite light aperitif: zesty and refreshing. 
It starts with Aperol Spritz. (2017) 
Crazy for life. (2013) 
Spritz Life? Aperol Spritz! (2009) 
Happy Spritz, Happy Apero. (2005) 
I Drink Aperol, What About You. (década de 1980) 
Ah, Aperol. (década de 1960) 
L’aperitivo degli sportivi. 
Il liquore degli sportivi. (década de 1930)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Lançamento: 1919 
● Criador: Luigi e Silvio Barbieri 
● Sede mundial: Milão, Itália 
● Proprietário da marca: Davide Campari-Milano S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Robert Kunze-Concewitz 
● Faturamento: €200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Vermutes 
● Concorrentes diretos: Cinzano, Martini, Cynar, Campari, Select, Bitterol, Fernet-Brana e Carpano Punt e Mes 
● Ícones: O aperitivo Aperol Spritz e a cor laranja da bebida 
● Slogan: Italy’s favourite light aperitif: zesty and refreshing. 

A marca no mundo 
Atualmente APEROL, uma das marcas mais importantes do Grupo Campari, é comercializado em mais de 80 países ao redor do mundo, tendo como principais mercados, além da Itália, Alemanha, Áustria, França, Suíça, Bélgica e Reino Unido. Com faturamento anual estimado em €200 milhões, no ano de 2017 foram vendidas 4 milhões de caixas (9 litros) em todo o mundo. 

Você sabia? 
A receita secreta - em volume e concentrações específicas - é composta por mais de trinta ingredientes, incluindo laranjas, raízes, ervas, baunilha e ruibarbo, o que dá amargor a bebida. 
Em junho de 2014, milhares de pessoas se reuniram na tradicional Piazza San Marco, localizada em Veneza, para realizar o maior brinde de APEROL do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (O Globo e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 24/7/2018

26.7.10

CYNAR


CYNAR tinha tudo para dar errado: um sabor esquisito, que variava entre o amargo e o doce; era feito de folhas de alcachofra; e possuía uma essência estranha. Mas, experimente entrar em qualquer bar e você irá comprovar que a tal bebida italiana é uma das mais populares, sendo consumida como ingrediente para vários drinques, especialmente o famoso Rabo de Galo, aqui no Brasil. 

A história 
O que se sabe é que o produto teria sido criado pelo empresário veneziano Angelo Dalle Molle e foi lançado no mercado italiano em 1952, produzido inicialmente pela empresa G.B. Pezziol da cidade de Pádova, de propriedade dele e de seus irmãos Amedeo e Mario Dalle Molle. Era uma bebida alcoólica com 16.5% de graduação cuja fórmula era feita a base de folhas de alcachofra e 13 ervas aromáticas e raízes. O resultado era um aperitivo de coloração marrom-escuro, completamente natural, com essência rica e sabor único, que misturava o amargo com o doce (agridoce). Como as folhas de alcachofra (Cynara Scolymus) eram o ingrediente predominante, o nome do novo produto derivou de sua denominação científica. Sua história inicial de sucesso no mercado italiano esteve intimamente ligada com os famosos comerciais de televisão veiculados na década de 1960 e estrelados, primeiramente por Ferruccio De Ceresa e, a partir de 1996, por Ernesto Calindri (imagem abaixo), que mostravam o carismático ator bebericando CYNAR sentado em uma mesa no meio de uma rua movimentada, pedindo aos consumidores que bebam CYNAR “contra a tensão da vida moderna” (em italiano “Cynar contro il logorio della vita moderna”). Ernesto Calindri esteve ligado à marca italiana até 1984. No Brasil, a bebida chegou também na década de 1960, e sua grande popularidade se deveu a união de CYNAR e da cachaça, que resultou no popular rabo de galo, famoso nos botecos pelo país afora.


Com a popularidade dos comerciais, os italianos passaram então a consumir CYNAR como um aperitivo digestivo, que podia ser bebido com gelo ou misturado com soda, limão, água tônica ou suco de laranja, hábito que se espalharia pela Europa nos anos seguintes. Em 1995, a marca CYNAR, já extremamente popular no continente europeu, foi adquirida pela empresa Campari, um dos principais grupos globais no setor de bebidas alcoólicas, presente em mais de 190 países. Nos anos seguintes o produto foi introduzido em vários novos mercados mundiais, tendo como posicionamento um aperitivo digestivo ideal para ser consumido depois das refeições, especialmente após o jantar. Apesar deste posicionamento, CYNAR se transformou em uma das bebidas mais versáteis do mundo, utilizada como ingrediente de inúmeros coquetéis, como acontece no mercado americano; ou até mesmo misturado a cerveja, como é popularmente consumido na França. No Brasil a bebida se tornou extremamente popular nos bares por fazer parte do famoso “Rabo de Galo” (onde CYNAR é misturado à algum aguardente).


Em 2007, com o intuito de agregar valor e tornar a garrafa mais sofisticada e moderna, CYNAR ganhou novo rótulo e design, seguindo um alinhamento de identidade visual de acordo com os outros países em que a bebida é comercializada. A garrafa passou a ser verde, mais fina, recebeu uma nova tampa e ganhou o logotipo impresso em alto relevo. O rótulo passou a ser mais estreito, com cores vibrantes e trazia o logotipo da marca aplicado em 3D, além de ter em destaque o selo de qualidade italiana do produto. No Brasil, para comunicar a nova embalagem aos consumidores, foram utilizados cartazes com a chamada “Novo Visual de Cynar. Só o Sabor Não Mudou”. Além disso, o slogan “Conversa de bar tem que ter Cynar” ganhou ainda mais destaque. Outra ação da campanha fez com que a marca CYNAR invadisse mesas de bilhar de milhares de bares (onde o slogan da marca foi estampado nos feltros verdes), no estado de São Paulo, tendo a intenção de estreitar o relacionamento com seus consumidores.


Parece um pouco estranho, mas nos últimos anos, um bitter feito de alcachofra tem conquistado o coração de consumidores e mixologistas. Isto porque, CYNAR passou a fazer parte de vários drinques como ingrediente principal, muitos deles criados por barmans para realçar a tradicional bebida. Com essa estratégia, CYNAR começou a conquistar um público mais jovem e descolado. CYNAR, que fez fama no balcão de padarias e bares, parece estar conquistando um público exigente e cosmopolita. Além disso, a marca lançou o CYNAR 70 PROOF, produzido a partir da mesma receita do original, porém com o dobro de graduação alcoólica (35%), o que o torna mais forte, com os aromas e sabores mais concentrados.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma alteração radical há anos atrás. Antes totalmente vermelha, ganhou inclinação e uma nova tipografia de letra, que era dotada no rótulo.


A garrafa de CYNAR também evoluiu no decorrer dos anos, mas sempre manteve seu tradicional rótulo com a presença da alcachofra. Depois de uma atualização em 2007, mais recentemente o rótulo ganhou a forma de um losango.


Os slogans 
Que beleza de alcachofra. 
Conversa de bar tem que ter Cynar. (2007) 
L’amaro vero, ma leggero. 
L’amaro al carciofo celebre per la sua versatilità e il suo gusto. 
Cynar: contro il logorio della vita moderna. (1966)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Lançamento: 1952 
● Criador: Angelo Dalle Molle 
● Sede mundial: Milão, Itália 
● Proprietário da marca: Davide Campari-Milano S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Bob Kunze-Concewitz 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Principais mercados: Brasil, Itália e Suíça 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Bitter a base de alcachofra 
● Concorrentes diretos: Fernet-Branca, Averna, Cinzano, Martini, Campari, Aperol, Underberg, Jägermeister e Carpano Punt e Mes 
● Slogan: Que beleza de alcachofra. 
● Website: www.cynar.it 

A marca no mundo 
Hoje em dia a marca CYNAR, que pertence ao grupo italiano Campari, é comercializada em mais de 35 países ao redor do mundo, tendo como principais mercados Brasil (onde mais se consome a bebida no mundo), Itália, Suíça, Alemanha e França. 

Você sabia? 
No Brasil, CYNAR é líder absoluto em sua categoria com mais de 50% de participação de mercado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/8/2018

11.6.06

MARTINI


Ele é consumido de São Paulo a Nova York, passando por Paris e Milão. Quer seja puro, com casca de limão, com cerveja ou Coca-Cola, gelo e claro nos mais famosos coquetéis do mundo, entre eles o Dry Martini. A marca de vermute MARTINI se transformou em uma bebida clássica, requintada e charmosa, que reflete como poucas a verdadeira alma italiana, transformando-se em um ícone criado há mais de 150 anos de dedicação e paixão. 

A história 
O vermute era, a princípio, apreciado como uma bebida própria, uma mistura de vinho com ervas mediterrâneas, para homenagens nas cortes reais no final de 1700, tornando-se repentinamente popular durante os séculos 19 e 20. Não é por coincidência que, durante todos esses anos, uma empresa estivesse ocupada com o aperfeiçoamento dos seus vermutes e interessada em difundi-los em todo o mundo: Martini & Rossi. A história da marca começou em 1863, na cidade de Turim, região italiana de Piemonte, quando Luigi Rossi (vinicultor e especialista em plantas), Teofilo Sola (contador) e Alessandro Martini (comerciante) assumiram a administração de um tradicional negócio de vinhos onde todos trabalhavam, a Distilleria Nazionale di Spirito di Vino, depois renomeada Martini, Sola & Cia, e resolveram adicionar ao vinho uma mistura secreta de 40 ervas, essências e especiarias. O resultado: uma bebida especial, aromática e com sabor único, o Vermute Martini Rosso.


Em 1867, as primeiras caixas do vermute MARTINI foram despachadas de Gênova para Nova York. Em pouco tempo, o vermute, os licores e os vinhos espumantes, fabricados pela empresa tornaram-se conhecidos não somente na Europa como também em vários países da África, da Ásia e das Américas. Nessa época, a empresa havia sido premiada com significativas medalhas, na exposição de Dublin em 1865 e, dois anos mais tarde, na exposição de Paris. Novos troféus viriam: em 1873 na cidade de Viena, em 1876 na cidade de Filadélfia, e, em 1878, mais uma vez, na cidade de Paris. Vale ressaltar que naquela época estas exposições serviam como o único teste de qualidade confiável. Uma empresa que, naqueles tempos, era quase desconhecida fora da região do Piemonte passava, decorridos apenas quinze anos de sua fundação, a ser celebrada em várias cidades do mundo. Em 1879, Teofilo Sola faleceu e seus filhos venderam suas ações para os outros sócios. Esse fato causou a mudança do nome da empresa para o conhecido Martini & Rossi.


A empresa cresceu constantemente e seus produtos, de forma rápida, tornaram-se preferidos nas cortes reais da Europa, nas prestigiadas competições e exposições internacionais. A bebida agradava tanto que em 1897 a Casa Martini & Rossi exportou nada menos que 300.000 caixas de vermute, se tornando o maior exportador da região do Piedemonte. Nesta época, a empresa possuía filiais internacionais operando em lugares distantes como Buenos Aires (1884), Barcelona (1893) e Genebra (1886).


No início do século 20, a empresa já não se contentava com o que havia conquistado. Apresentava-se o momento para iniciar uma nova era, época de sangue novo e de renovação de energias. O gerenciamento da empresa passou então para as mãos dos quatros filhos de Luigi Rossi: Teofilo, Cesare, Enrico e Erneto. O grupo tinha consciência de que o sobrenome herdado do fundador não se constituía em garantia suficiente de competência empresarial. Esta foi uma lição aprendida em prejuízos sofridos com vários negócios de família. Sob suas lideranças, a MARTINI & ROSSI ingressou em uma nova fase de expansão internacional. A rede de subsidiárias espalhou-se por todo o mundo, cada uma delas possuindo seu próprio capital, caráter e hábitos. Isto os possibilitou usar conhecimento local em seu melhor proveito. O espírito empreendedor dos comandantes da empresa criou uma rede de embaixadores globais que levaram a marca MARTINI da Itália para Nova York, Brasil e muitos outros lugares.


Em 1903, MARTINI já tinha se tornado uma das marcas mais cosmopolita do mundo, apreciada em mais de 70 países. Ao mesmo tempo, eles mantiveram rigidamente a cultura e a identidade da MARTINI & ROSSI. O comando familiar continuou quando o controle da empresa foi passado novamente, e desta vez na década de 1930, para os netos de Luigi Rossi: Theo, Napoleone, Metello e Lando. Perante eles se apresentou a ocasião de uma inspiradora tarefa consistente em conduzir o negócio durante os conflitos, o racionamento e a ocupação, na Segunda Guerra Mundial. O negócio foi reestruturado e passou para o comando da Gerência Geral de Bebidas em Genebra. Por volta dos anos de 1960, a empresa não só possuía as marcas mais famosas do mundo no segmento, mas uma das mais sofisticadas. Esta estrutura permaneceu até o momento em que outra grande empresa familiar resolveu unir forças com a MARTINI & ROSSI. Assim, em 1992, a empresa se uniu a Bacardi, em uma transação avaliada em US$ 1.4 bilhões.


Nos anos seguintes a marca italiana ganhou ainda mais força na distribuição e pesados investimentos de marketing. No ano de 2010, em parceria com outro ícone italiano, a grife Dolce & Gabbana, a marca criou o MARTINI GOLD, uma requintada bebida que contava com uma formulação exclusiva e muito sofisticada, rica em sabores exóticos e incomuns, combinados aos encantos das especiarias orientais e sabores do Mediterrâneo (que incluem bergamota da Calábria, limão siciliano, laranja, açafrão espanhol, mirra da Etiópia, gengibre da Índia e pimenta de cubeba da Indonésia). Além disso, a embalagem especial, garrafa toda em dourado, dentro de uma sofisticada caixa preta, era um show à parte. O lançamento de MARTINI GOLD foi apenas o ápice de um trabalho consolidado através de diversas ações, desde a abertura temporária do MARTINI BAR dentro das butiques da grife D&G de Milão e Xangai, até a criação de embalagens limitadas, como por exemplo, uma que representava uma camisa e um terno da marca italiana.


Em 2013, a MARTINI comemorou seus 150 anos com grande pompa, saudando o estilo de vida italiano, elegante e divertido, com festa para o consumidor, um vermute de edição limitada, nova embalagem de vinho espumante e rótulo comemorativo. O vermute de edição limitada era o Martini Gran Lusso™, que combinava dois extratos botânicos únicos, com inspiração em um vermute do arquivo da empresa e uma receita de 1904. Esse lote limitado de vermute muito especial tinha um sabor agridoce único de ervas aromáticas, a suavidade do mel de moscatel envelhecido e indícios de alfazema e rosa. Era servido com gelo e uma rodela de casca de toronja como guarnição ou como um ingrediente para reviver coquetéis clássicos, como por exemplo, o Rob Roy, Negroni ou El Presidente.


A marca produz ainda o famoso espumante MARTINI ASTI, o MARTINI PROSECCO e MARTINI ROSÉ, produzidos respectivamente nas regiões de Veneto-Friuli e Piemonte, na Itália, além do MARTINI EXTRA BRUT, produzido na região de Mendoza, Argentina. Hoje, o estilo italiano, a sofisticação e o sabor de MARTINI continuam atraindo muitos admiradores, que é apreciado por personalidades da moda e celebridades nos melhores bares e restaurantes do mundo. MARTINI é uma bebida carismática daquelas que têm estilo, também conhecida como: The world’s most beautiful drink. Afinal, desde 1863, MARTINI vem criando drinques excepcionais, sinônimos de “gioia di vivere” (em tradução “alegria de viver”), repletos de estilo, paixão e entusiasmo para viver a vida em sua plenitude. MARTINI transpira uma mentalidade nitidamente italiana, que transcende os drinques para definir toda uma cultura.


A linha do tempo 
1863 
Lançamento do MARTINI ROSSO, primeiro vermute produzido pela empresa, que possuía duas versões, a simples e a com quinquina. 
1900 
Lançamento no dia 1 de janeiro do MARTINI EXTRA DRY (seco) para competir com o vermute seco produzido na França, que estava sendo testado desde 1890 no mercado cubano. 
1910 
Lançamento do MARTINI BIANCO, o mais aromático dos vermutes produzidos pela empresa. 
1980 
Lançamento do MARTINI ROSATO, a versão rosé do tradicional vermute com sabor mais aromático. 
1998 
Lançamento do MARTINI CITRO, um produto mais cítrico voltado para os jovens que curtem a noite. 
Lançamento do MARTINI D’ORO, um vermute mais intenso e com sabor acentuado de frutas. 
2001 
Lançamento do MARTINI FIERO, bebida de teor alcoólico mais elevado (22%) feita com essências de laranjas vermelhas, que lhe confere um sabor marcante e diferente. A fórmula inclui ainda um vinho de uvas selecionadas e sucos e extratos de frutas. 
2007 
Lançamento do MARTINI MINI, versões Bianco, Rosso e Rosato, em pequenas garrafas para consumo individual. 
2010 
Lançamento do MARTINI SODA, que tem como base uma receita muito simples de sucesso, Martini Rosato ou Bianco juntamente com água gaseificada, embalada em uma charmosa garrafa pronta para o consumo. 
2012 
Lançamento do MARTINI ROYALE, primeiro coquetel pronto para beber. É fresco, saboroso e atraente, além de ser o equilíbrio perfeito entre a fruta delicada e especiarias do Martini Bianco (50%) e da frescura do espumante Prosecco Martini (50%). 
2014 
Relançamento global do clássico aperitivo MARTINI BITTER, desenvolvido a partir da mesma receita original de 1872. A bebida é feita com ingredientes naturais (uma seleção de plantas, incluindo laranjas doces, limões, artemisia italiano, ruibarbo chinês, genciana e rosas da Bulgária) e equilibra os gostos amargo, doce e refrescante ao misturar ervas com a água pura e álcool natural. Com MARTINI BITTER também é possível fazer clássicos coquetéis italianos como Negroni, Americano e Negroni Sbagliato.


As receitas secretas 
Até hoje, as receitas das bebidas da marca são segredos muito bem guardados, conhecidas apenas pelos três misturadores mestres da MARTINI & ROSSI. Cada receita do vermute contém mais de 40 espécies botânicas. Uma combinação de ervas aromáticas especificamente selecionadas, flores aromáticas, fragrâncias frutadas, madeiras exóticas, raízes raras e especiarias cativantes de várias partes do mundo, adicionadas aos vinhos Trebbiano de Emilia Romagna e Catarratto da Sicília perfeitamente balanceados.


A fama 
MARTINI é uma bebida, além de saborosa, charmosa e sofisticada. Boa parte desta fama se deve ao mais clássico, amado e pedido drinque do mundo: DRY MARTINI. É possível afirmar que a história desse coquetel é um mistério. Desde seu criador oficial até os ingredientes e suas quantidades misturadas são parte de histórias que misturam grandes nomes da literatura, cinema e política mundial. Uma dessas histórias conta que o famoso drinque teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker de Nova York pelo barman italiano John Martini. Ao atender um pedido do magnata americano John D. Rockefeller (1839-1937), que desejava algo simples, porém diferente seco para beber, ele com a sua nova criação acabaria agradando em cheio ao ricaço e aos demais frequentadores do lugar. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um drinque excitante, com sabor de viagem. E o que a marca MARTINI tem a ver com isso? O vermute, de preferência MARTINI na versão seca (DRY), é ao lado do gim, um de seus principais ingredientes. Além disso, a marca italiana pegou, por acaso, carona no nome do drinque que se tornaria famoso em todas as partes do mundo.


O marketing da velocidade 
A marca MARTINI tem excepcional orgulho de sua herança nos esportes de velocidade, adquirida por meio da Martini Racing. A primeira parceria da marca com um esporte aconteceu em 1925 na corrida de ciclismo Gran Coppa em Turim. Já seu grande legado nos esportes automotivos teve início em 1968 com o patrocínio do Porsche 906 no evento automobilístico 1.000 km de Nürburgring, na Alemanha. Depois vieram às 24 Horas de Le Mans nos anos de 1970, os ralis nos anos de 1980, as provas de automóveis de turismo na década de 1990. Desde então, a marca manteve parcerias com um rol de equipes ilustres, incluindo a tradicional Brabham, a Alfa Romeo e a Lótus, na Fórmula 1; a Porsche, na Série do Campeonato Mundial e Le Mans; e a Lancia e a Ford, tanto no Campeonato Mundial de Rali como no Campeonato Mundial de Corrida de Enduro (World Championship of Endurance Racing). Martini Racing também tem tido um forte envolvimento com várias lendas do automobilismo ao patrocinar suas várias equipes, inclusive um dos maiores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos, Mario Andretti; os lendários pilotos Carlos Reutemann e Michele Alboreto; o hexacampeão de Le Mans, Jacky Icks; o piloto de Rali, Markku Alen; e o vencedor do Campeonato Mundial de Corrida de Enduro, Ricardo Patrese.


A velocidade corre nas veias da marca, mas a Fórmula 1 sempre foi o que fez bater mais forte o coração da Mondo Martini, cuja primeira associação com a categoria data de 1972 patrocinando a pequena (e desastrosa) equipe italiana Tecno. Com isso, em 2006, a marca anunciou seu retorno à Fórmula 1 como um dos patrocinadores da equipe Ferrari, do então heptacampeão mundial Michael Schumacher e do brasileiro Felipe Massa. Além do patrocínio da Ferrari e de uma campanha contra o consumo de bebidas por parte dos motoristas, a MARTINI também patrocinou um programa de televisão sobre estilo de vida, que apresentava todo o glamour e ação da principal série de esportes automobilísticos. Os 33 episódios do Martini World Circuit (Circuito Mundial Martini) foram transmitidos ao mundo todo, em seis idiomas diferentes.


Mas foi em 2014, através de um patrocínio gigante com a escuderia britânica Williams, que a MARTINI voltou a ganhar visibilidade na principal categoria do automobilismo mundial. Como patrocinadora principal da escuderia, que passou a se chamar Williams Martini Racing, a marca estampou novamente seu logotipo, suas cores e as listras tão características da MARTINI RACING (em azul escuro, azul claro e vermelho) em um carro da categoria. O vínculo com a marca italiana revivia o esquema de cores visto pela última vez em 1975, com a escuderia Brabham (com esse carro o José Carlos Pace venceu a única corrida de sua carreira, o GP do Brasil daquele ano). O coquetel de sucesso da MARTINI revela-se em números: mais de 100 pilotos tiveram o prazer de vestir o macacão nas cores azul escuro, azul claro e vermelho, no fundo branco; mais de 700 carros foram utilizados para conquistar mais de 15 títulos e aproximadamente computa-se mais de 100 sucessos individuais. Isto sem contar as belas “Meninas Martini”, que desfilavam pelos eventos mais sofisticados do automobilismo mundial. Além disso, a marca italiana desde a década de 1970 sempre teve forte presença nas competições náuticas e hoje patrocina a equipe Vector Martini Racing®.


Terraços deslumbrantes 
O primeiro TERRAZZA MARTINI foi inaugurado em 1948, na cidade de Paris, em plena Avenida Champs-Élysées, com uma vista fantástica. O conceito de bar no terraço se tornou rapidamente o ponto de encontro do chique e do glamoroso. Essa poderosa ferramenta de comunicação da marca começou a ser melhor utilizada no dia 9 de abril de 1958, quando a empresa resolveu inaugurar um ambiente sofisticado e aconchegante no topo de um edifício histórico na cidade de Milão, em Piazza Diaz, proporcionando não somente a oportunidade de degustar MARTINI em suas várias formas, como também apreciar sempre a melhor vista panorâmica da cidade. Aulas para aprender a fazer coquetéis com MARTINI também eram oferecidas no local. O sucesso do empreendimento foi tamanho que TERRAZZA MARTINI foram instaladas nos últimos anos em grandes cidades do mundo, como por exemplo, Paris, Amsterdã, Londres, Montreal, Atenas, Sevilha, Aspen, Lisboa, se transformando em um ponto de encontro de celebridades, políticos e esportistas. Hoje em dia, totalmente reformulada (um sofisticado bar na cor champanhe metálica, detalhes em vermelho vivo, vindos das luzes modulares e dos tapetes vermelhos desenvolvidos com exclusividade pela Puresang, além de móveis luxuosos, compõem três ambientes distintos) e perfeitamente em linha com sua tradição, a TERRAZZA MARTINI continua sendo um ponto de referência para VIPs e celebridades ligadas especialmente ao mundo do cinema e à faceta cultural de Milão.


O museu 
A marca oferece um centro de visitante instalado na fábrica em Pessione di Chieri, um vilarejo com pouco mais de mil habitantes, estrategicamente situado junto à ferrovia que liga Turim e Genova, onde MARTINI é produzido desde 1863. Inaugurado em 1961, este museu (MONDO MARTINI GALLERY), instalado na CASA MARTINI, uma mansão do início do século XIX, conta a rica história da marca italiana através da exposição de centenas de documentos e artefatos, além de vídeos e muita interatividade. Em algumas salas é possível observar a evolução dos famosos cartazes publicitários, encomendados a renomados artistas de cada época (como Marcello Dudovich e Andy Warhol), ou comprovar a forma como a imagem da marca italiana foi sendo associada a estrelas cinema e a acontecimentos esportivos ou culturais. Na mente do leitor, permanecem seguramente inesquecíveis anúncios de televisão da marca, como por exemplo, o da patinadora que atravessa uma cidade para servir um MARTINI, no início dos anos de 1980, ou com uma nova geração de estrelas de Hollywood, como George Clooney, Gwyneth Paltrow, Charlize Theron e Jude Law, que apareceram em campanhas da MARTINI, incorporando o espírito glamoroso da bebida, ao mesmo tempo em que homenageiam um romance de muito tempo com o cinema. Além disso, em um ambiente chamado “Martini Botanical Room” o visitante pode desfrutar de uma experiência sensorial ao conhecer amostras dos ingredientes que compõe muitas de suas bebidas clássicas. A CASA MARTINI ainda conta com uma moderna loja (que vende bebidas, roupas e acessórios da marca), espaços para eventos e um moderno bar para cursos de mixologia.


O rótulo e as garrafas 
O produto mantém até hoje sua receita original que combina ervas com vinhos nobres para produzir o vermute mais famoso do mundo. Tal consideração à tradição também se aplica, ainda que de forma menos radical, ao rótulo da bebida, inegavelmente um dos mais famosos do mundo. Ele exibe, desde 1868, o brasão de armas que representa a Casa Real de Savóia, concedido pelo Rei Vittorio Emanuele II, e a cidade de Turim. O Rei Luis de Portugal (1872) também tomou a mesma iniciativa, seguido pela rainha Cristina da Áustria, o regente da Espanha e pelo Parlamento Britânico. Outro detalhe marcante do rótulo foi incorporado com o passar do tempo: o registro das várias medalhas e condecorações que a bebida recebeu ao longo dos anos. Escudos reais, brasões e novas medalhas brigavam por uma posição no rótulo do vermute MARTINI que se encontrava cada vez mais lotado. Por volta de 1997, estava claro que o momento era oportuno para a marca MARTINI reafirmar suas diferenças. O processo de evolução começou com a fundamental decisão de modificar o formato da garrafa. Foi um passo corajoso: enquanto o rótulo tinha sofrido várias revisões e alterações através das décadas, a garrafa, em contrapartida, tinha se mantido praticamente inalterada por 134 anos, apesar das inúmeras mudanças. O novo formato afastou-se do tradicional arredondado. Naquele momento, a garrafa tinha adquirido um perfil mais achatado, quadrangular e com um gargalo mais curto. Ao mesmo tempo, o rótulo também sofreu sua primeira grande alteração em 70 anos. Esta significante evolução do “design” trouxe um saldo positivo para a marca. MARTINI oferecia uma impressão de revitalização e contemporaneidade essencial para atrair a nova geração de apreciadores de MARTINI. A garrafa passou por mais uma alteração em 2003.


No ano de 2007, a garrafa passou por outra remodelação, desta vez mais radical, adotando um formato mais curvilíneo e moderno. A atual garrafa foi adotada em 2016. Além do design mais arredondado, os rótulos contêm detalhes de design apresentados em garrafas da bebida a partir do meio do século 19 e, pela primeira vez em 20 anos, as icônicas riscas azuis claras e escuras com a vermelha ao centro retornaram, em uma demonstração do vínculo intrínseco da marca com as corridas automobilísticas. A garrafa ainda traz impressa no vidro informação da origem e data de criação da bebida, como por exemplo, “Italia” e “Fondata Nel 1863”. O novo rótulo também conta com o brasão da cidade de Turim e a Deusa da Vitória Romana, comemorando o Grande Prêmio concedido ao MARTINI na Grande Exposição de Dublin em 1865.


A evolução visual 
A identidade visual da marca MARTINI passou por inúmeras alterações durante todos esses anos. O tradicional logotipo da marca, conhecido como Martini Ball & Bar (algo como “bola e barra”), surgiu em 1925 e só foi registrado pela primeira vez em 1929, onde era possível ver escrito MARTINI ROSSI em 1934. Em 1944, o logotipo adotou a cor verde por um curto período.


Em 1995 a marca apresentou um novo logotipo, mais alongado, vibrante e moderno, que incluía bordas douradas. Em 2003 este logotipo passou por pequenas alterações, principalmente em relação ao tom do vermelho. No final de 2014 a marca apresentou sua nova identidade visual com um logotipo muito similar ao adotado na década de 1920, mais minimalista e sem as bordas douradas.


Os slogans 
Play with Time. (2016) 
Luck is an attitude. (2011) 
Taste the world of Martini. (2003) 
The perfect start to the end of the day. (2002) 
Viva La Vita. (2000) 
Winning. Worldly. Well bred. (1980) 
Anytime, anyplace, anywhere. (década de 1980) 
Extra Dry. The right one. Just by itself. (1978) 
The right one for the Dry Martini Cocktail. (1976) 
Pure joy from Italy.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1863 
● Fundador: Luigi Rossi, Teofilo Sola e Alessandro Martini 
● Sede mundial: Turim, Itália 
● Proprietário da marca: Martini & Rossi S.p.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Bacardi & Company Limited) 
● CEO: Mike Dolan 
● Faturamento: US$ 1.7 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Vermutes e espumantes 
● Concorrentes diretos: Cinzano, Carpano Punt e Mes, Campari, Aperol, Dolin, Cocchi e Cynar (Brasil) 
● Ícones: O tradicional logotipo Martini Ball & Bar 
● Slogan: Play with Time. 
● Website: www.martini.com 

A marca no Brasil 
No Brasil, o vermute chegou oficialmente com a instalação da Martini & Rossi em 1950 e pela legislação brasileira da época a bebida era classificada como “vinho aromatizado composto”. Em 1958 a fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, entrou em operação. Uma curiosidade: na década de 1960 a introdução do vermute na Amazônia era feita por vendedores que corriam os pequenos vilarejos que beiravam o rio, entregando a bebida para ser experimentada. Na segunda viagem do vendedor (A viagem de cobrança), não raro, ele recebia como pagamento peles de jacaré, emas, araras e outras mercadorias locais que vendia nos portos maiores para prestar contas à sua administração. Nos anos seguintes a marca italiana introduziu inúmeros sabores e novos produtos, consolidando assim sua posição de liderança no mercado brasileiro. Mais recentemente, em 2017, a marca ampliou o portfólio no segmento premium e trouxe para o Brasil seus espumantes mais vendidos no mundo.


A marca no mundo 
Os produtos da marca MARTINI, vermute líder mundial de mercado e o mais vendido vinho espumante italiano, são comercializados em 180 países ao redor do mundo. O Brasil é hoje o maior produtor de vermute da América Latina e o sexto maior consumidor do mundo. A produção mundial de MARTINI está entre 15 a 17 milhões de caixas de 12 garrafas ao ano. No Brasil a produção é de aproximadamente 1 milhão de caixas. 

Você sabia? 
De tempos em tempos a marca italiana cria novos drinques, utilizados como uma importante ferramenta de sua comunicação para estimular o consumo de suas bebidas. Entre os mais recentes estão: ROYALE (Martini Rosato, gelo e espumante), ROCKS (Martini Rosso, gelo e suco de laranja) e MARTINI & TONIC (vermute e água tônica). Um dos principais embaixadores globais da marca é o ator nigeriano Bryan Okwara. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/8/2017

5.6.06

CINZANO


O tradicional vermute CINZANO é uma mistura perfeita entre vinho, álcool, açúcar e uma infusão de ervas e especiarias que garantem seu sabor único e inconfundível, apreciado em bares e restaurantes de todo o mundo quer seja puro, com gelo ou em uma centena de drinques. 

A história 
A origem da marca remonta ao ano de 1757 quando no dia 6 de junho os irmãos Carlos Stefano e Giovanni Giacomo Cinzano, após receberem seus diplomas de mestres destiladores, começaram a produzir em um pequeno estabelecimento na vila de Pecetto, próxima a cidade de Turim, algumas misturas aromáticas de vinhos com ervas aromáticas provenientes dos Alpes Italianos. A tradicional Casa Cinzano produzia, entre as várias misturas, uma bebida muito semelhante a um vinho aromático e fortificado, que continha 35 ingredientes, que pouco depois viria a ser conhecida como vermute, introduzida oficialmente no mercado em 1786 com o nome de CINZANO ROSSO (chamado assim devido a sua coloração avermelhada). Foi neste mesmo ano que a pequena empresa foi nomeada fornecedora oficial de bebidas da Casa Real de Savóia. Rapidamente o CINZANO ROSSO se tornou a bebida preferida da classe média de Turim.


Mas foi somente em 1787, quando o filho de Giovanni assumiu a administração da empresa que o produto ganhou fama e passou a ser conhecido como “Vermute de Torino”, tornando-se assim um ícone da cultura italiana. Em 1840, a empresa foi a primeira a produzir os tradicionais vinhos espumantes italianos (CINZANO ASTI), que foram criados para rivalizar com os famosos champanhes franceses à pedido da Casa Real de Savóia. Continuando sua escalada de inovações, a empresa introduziu os rótulos impressos e coloridos em 1853, em substituição aos artesanais. Isto aconteceu porque a empresa percebeu que precisava tornar suas garrafas mais brilhantes e atraentes. Além de adicionar cor, eles decidiram incorporar os prêmios conquistados por seus produtos nos rótulos. A partir de 1878 CINZANO começou a ser exportado para outros países, como por exemplo, Argentina, Brasil, Índia e Estados Unidos, além de várias partes da Ásia e África.


Em 1887, a marca iniciou uma das primeiras e mais duradouras campanhas de publicidade e comunicação. A primeira propaganda de CINZANO apareceu no jornal Il Telegrafo na cidade de Livorno nos dias 8 e 9 de dezembro. O slogan dizia: “Vino Vermouth della rinomata Casa F. Cinzano” (em português “Vinho de Vermouth da famosa casa de F. Cinzano”). Dois anos depois, em 1889, Adolf Hoeinstein, o fundador da publicidade impressa italiana, foi encarregado de apresentar o primeiro design de cartaz colorido da marca. Isso marcou o início da associação entre a CINZANO e os famosos ilustradores contemporâneos.


Na virada do século, com a popularização e invenções de novos drinques e coquetéis, o vermute CINZANO se tornou ainda mais popular pelo mundo afora. Com tanto sucesso, a empresa inaugurou sua primeira subsidiária na França em 1902. Uma década depois, em 1912, na cidade de Paris, a marca CINZANO se tornou a primeira a anunciar em painéis de néon. O tradicional logotipo vermelho e azul foi introduzido em 1925 com uma nova estratégia de mercado. A cor vermelha representava a paixão, vivacidade e orgulho; enquanto a azul representava a nobreza e a tradição do mediterrâneo. Rapidamente este logotipo se tornou um verdadeiro ícone no segmento de vermutes. O período entre a Grande Depressão Americana (1929) e a Segunda Guerra Mundial, foi o mais difícil na história da empresa. Mesmo assim, suas bebidas continuaram a serem produzidas e a marca CINZANO esteve presente na vida de milhões de pessoas nesta época tão difícil para o mundo. Com o término da Segunda Guerra Mundial a marca CINZANO começou a utilizar os mais variados tipos de mídia, como por exemplo, rádio, cinema e televisão, além de inúmeras campanhas publicitárias para atingir o máximo de pessoas em todos os cantos do mundo. Com isso, na década de 1960, a famosa cantora italiana Rita Pavone emprestou sua bela voz para muitos jingles da marca, como por exemplo, “Cin cin Cinzoda/una voglia da morir”, que se tornou um clássico.


Na década de 1970 a empresa começou a lançar variações de seu tradicional vermute, como a versão BIANCO em 1978, seguida pela EXTRA DRY (mais seca e forte) e posteriormente pela ROSÉ. A empresa se manteve familiar até 1985, quando a família Marone começou a adquirir participações da CINZANO, culminando em 1992, com a formação da Cinzano International S.A. Em 1997, como resultado da fusão da empresa Grand Metropolitan, então proprietária da marca, a CINZANO passou a fazer parte do grupo inglês Diageo. Mais de dois séculos após seu lançamento, a bebida se tornou a segunda mais vendida em sua categoria no mundo, passando a fazer parte do tradicional Grupo Campari em 1999.


Nos anos seguintes, sob nova gestão a marca CINZANO ressurgiu com força total, modernizou suas garrafas e lançou novos produtos, como por exemplo, a linha Mediterranean (com mistura de sucos naturais), introduzida em 2003 e composta pelas versões Orancio (laranja com caramelo, frutas confitadas e baunilha), Limetto (limão) e Rosé (laranja com canela, cravo e baunilha); e o relançamento em 2009 do CINZANO SODA (que já havia sido introduzido nos anos de 1960), um aperitivo à base de vermute pronto para beber que já vem misturado com soda, disponível nas versões Bianco e Rosso. Uma das mais recentes novidades da marca é o CINZANO COCKTAIL ITALIANO (lançado em 2012), um aperitivo frizante de cor vermelha que combina vermute com chás de ervas e aromas cítricos, pronto para beber.


Pouco depois, em 2014, a marca lançou no mercado a linha CINZANO 1757, vermutes de qualidade superior engarrafados para homenagear os irmãos fundadores da empresa, Giovanni Giacomo e Carlo Stefano. Os vermutes dessa linha são produzidos em pequenos lotes, com garrafas numeradas e elaborado artesanalmente com um blend delicado de ervas. Apesar de ser popular por seus vermutes a marca CINZANO também é conhecida por seus espumantes de castas nobres e sabor inconfundível, como o Prosecco Cinzano, Asti Cinzano e Pinot Chardonnay Cinzano, todos de regiões demarcadas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. O logotipo retangular vermelho e azul, que se tornou uma poderosa ferramenta de reconhecimento da marca, surgiu em 1925 e ao longo dos anos passou por algumas modificações. A primeira delas ocorreu em 1935 com a inversão das cores, uma nova tipografia de letra (com o Z em destaque), o nome em amarelo e bordas também amarelas.


Em 1957 esse logotipo foi simplificado, perdendo as bordas amarelas e com o nome da marca escrito em branco. Já em 1966, o logotipo passou a adotar somente o nome da marca na cor vermelha. Em 2000, o logotipo voltou a ganhar bordas amarelas e as cores vermelha e azul. A mais recente mudança ocorreu em 2010, quando o logotipo ganhou uma curvatura, passando assim um efeito visual de 3D, além de uma nova tipografia de letra e bordas na cor cinza.


Além disso, a tradicional garrafa de CINZANO também ganhou novo design em 2010, adquirindo uma imagem mais atual e elegante com um formato mais esguio e com curvas de fácil escoamento do conteúdo.


Os slogans 
Delivering unpretentious enjoyment! 
Irresistible True Spirit. (2008) 
Be original, be yourself. (2002) 
Mix with Cinzano and you mix with the best. (1964) 
Vino Vermouth della rinomata Casa F. Cinzano. (1887) 
A sparkling aperitif moment. (Cinzano Soda)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 6 de junho de 1757 
● Fundador: Carlos Stefano e Giovanni Giacomo Cinzano 
● Sede mundial: Turim, Itália 
● Proprietário da marca: Davide Campari-Milano S.p.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: Luca Garavoglia 
● CEO & Presidente: Bob Kunze-Concewitz 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Vermutes e espumantes 
● Concorrentes diretos: Martini, Carpano Punto e Mes, Campari, Aperol, Dolin, Cocchi e Cynar (Brasil) 
● Ícones: O tradicional logotipo azul e vermelho 
● Slogan: Delivering unpretentious enjoyment! 
● Website: www.cinzano.com 

A marca no mundo 
Atualmente os produtos que levam a marca CINZANO são comercializados em mais de 130 países ao redor do mundo, tendo 80% de sua produção originária na cidade de Turim. A marca é a segunda mais consumida no mundo na categoria de vermutes e possui boa participação no segmento de espumantes, onde oferece uma completa gama de produtos. Seus principais mercados são Itália, Argentina, Rússia, Brasil, Alemanha, Espanha e Estados Unidos. 

Você sabia? 
A marca CINZANO se tornou extremamente popular pelo mundo afora muito em virtude de seus patrocínios a eventos esportivos, especialmente a Fórmula 1 e o mundial de motociclismo. 
A história do rabo de galo, um dos aperitivos mais consumidos do Brasil, está ligada à chegada da fábrica da CINZANO a cidade de São Paulo, nos anos de 1950. Sempre mirando a comunidade italiana, a marca rapidamente percebeu que nos balcões dos bares o paulistano bebia cachaça e não vermute. A marca então resolveu estimular a mistura de vermute e cachaça. Fez isso criando um copo exclusivo, com linhas da marcação das doses: “Até aqui, vermute. Daqui pra cima, cachaça”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/8/2017