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22.3.10

ASSOCIATED PRESS


Uma pequena sigla composta por apenas duas letras, há mais de 170 anos é sinônimo de solidez, credibilidade e poder quando o assunto é notícias. Foi a primeira a informar o mundo sobre muitos dos momentos mais importantes da história, desde o assassinato de Abraham Lincoln e o bombardeio de Pearl Harbor até a queda do Xá do Irã e a morte do papa João Paulo II. Tudo isso e muito mais foi relatado por profissionais da ASSOCIATED PRESS, conhecida popularmente como AP, que transformaram esses acontecimentos em notícias para o mundo inteiro. Tendo que se reinventar para sobreviver nos dias atuais, a rede de notícias global entrega informação rápida e imparcial de todas as partes do mundo, para todas as plataformas de mídia e formatos. 

A história 
Tudo começou oficialmente no dia 22 de maio de 1846 quando cinco jornais norte-americanos da cidade de Nova York se uniram com o objetivo de baratear os custos de cobertura da guerra, na qual o México perdeu o atual estado do Texas para os Estados Unidos. Na época, as notícias eram levadas por mensageiros que utilizavam telégrafo, barcos, cavalos e até carruagens até chegar à Nova York, quase uma semana depois. A ideia era trazer informações mais rapidamente do que os Correios dos Estados Unidos. Pouco depois, no dia 13 de maio de 1848, reunidos no escritório do jornal Sun, os principais editores de influentes jornais, Henry Raymond, do Courier and Enquirer; Greeley, do Tribune; Moses Yale Beach, do próprio Sun e principal articulador do negócio; Erastus e James Brooks, do Express; e Hale e Hallock, do Journal of Commerce, fundaram a HARBOR NEWS ASSOCIATION e assinaram um acordo que tinha como objetivo facilitar o transporte das notícias no território americano, pelo qual se comprometiam a pagar US$ 100 dólares por 3.000 palavras de notícias telegráficas que seriam retransmitidas para os jornais afiliados. O Dr. Alexander Jones tornou-se o superintendente do serviço. Já em 1849 abriu a primeira agência de notícias fora dos Estados Unidos em Halifax, no Canadá, para atender navios que navegavam da Europa antes de chegarem ao cais em Nova York. O sucesso inicial da nova associação em levar as notícias mais rapidamente até as redações dos jornais filiados despertou o interesse de dois outros jornais em 1850, o Philadelphia Public Ledger e o Baltimore Sun, que começaram a pagar para receber as notícias sem serem membros da cooperativa. No ano seguinte, o tradicional jornal Times se tornou membro da associação que passou a chamar NEW YORK ASSOCIATED PRESS (literalmente “Imprensa Associada de Nova York”) e estabeleceu um rígido controle na transmissão de notícias telegráficas em forma de cooperativa, vendendo seus serviços também a outros jornais.


Em 1899, a AP utilizou o telégrafo sem fio para cobrir a tradicional competição de iatismo America’s Cup, testando pela primeira vez essa nova tecnologia. Apenas na virada deste século foi que a ASSOCIATED PRESS, depois da fusão de todas as associações regionais se tornou uma cooperativa sem fins lucrativos. No ano de 1914, começou a utilizar continuamente o teleprinter, um sistema que transmitia as notícias diretamente para as redações dos jornais afiliados através do telégrafo sem fio. Somente no ano de 1919, a AP se tornou uma agência de notícias internacional, prestando seus primeiros serviços para jornais europeus. Em 1935, a instituição iniciou a prestação de um novo serviço: a transmissão de fotografias para os jornais afiliados. A primeira fotografia a ser transmitida pela rede mostrava um acidente de avião em Morehouse, Nova York, no dia de Ano Novo de 1935. Em 1941, expandiu suas atividades além da imprensa escrita, prestando serviço de notícias para estações de rádios, o que levaria a AP a criar sua própria estação de rádio em 1974. A década de 1960 foi marcada pela primeira transmissão de fotografias via satélite no ano de 1967 entre as cidades de Honolulu e Londres. No início da próxima década, em 1972, aos poucos, os computadores começaram a serem instalados nos escritórios da AP, facilitando assim o envio de notícias.


Em 1985 a agência modificou sua estrutura de pacotes de notícias e começou a cobrar dos jornais associados (membros) com base em suas tiragens, em vez da população de suas áreas. Depois de dominar o cenário jornalístico mundial durante mais de um século, nas décadas seguintes a AP começou a travar uma batalha feroz e desesperada contra o avanço da modernidade. Isto porque, o modelo de negócios da AP, desenvolvido na era da informação escassa, já não funcionava mais quando o acesso às notícias se tornou tão fácil e comum que seu preço caiu a praticamente zero. Em virtude disto, ficou insustentável manter uma estrutura com 240 escritórios e quase mil correspondentes espalhados em até 121 países. Neste período difícil, apesar de relutar constantemente contra novas tecnologias, a AP aderiu a elas como elemento vital para sua sobrevivência. Em setembro de 2005, lançou um projeto-piloto batizado “asap” (uma abreviação de “as soon as possible”, ou seja, “o mais rápido possível” em português), um serviço de notícias destinado aos mais jovens, com uma variedade de conteúdo multimídia, como clipes de áudio e vídeo. Em março, a empresa se uniu ao MSN, da Microsoft, para dar início ao banco de dados digital da AP, criado para acomodar todo seu vasto conteúdo que permitiu entregar notícias instantaneamente e em vários formatos para todas as partes do mundo e para todas as plataformas. Tanto é que a divisão de vídeo da AP é a principal agência de notícias de vídeo do mundo. Além disso, introduziu um pacote de notícias econômicas, chamado Money & Markets.


Pouco depois, em 2008, lançou o serviço AP MOBILE, um aplicativo que agrega as notícias de todo o mundo através de celulares e dispositivos móveis. A aplicação pode ser personalizada de acordo com a preferência de cada usuário, por exemplo, é possível escolher as notícias dos jornais da sua região e juntá-los com as imagens e vídeos da AP nacionais e internacionais. Além disso, a AP renovou o seu contrato com a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) para ser a fornecedora exclusiva de fotos para fins comerciais. Os resultados dessas novas ações é o assombroso aumento anual de acessos em sua página na internet, onde a AP passou a oferecer mais conteúdo em vídeo para seus jornais filiados. Nos últimos anos a AP foi capaz de se adaptar às constantes inovações tecnológicas e atualmente emprega modernas técnicas para coletar e distribuir informações, seja por textos escritos para ser claramente entendido ou acompanhada de imagens de alta qualidade e através dos mais completos serviços de conteúdo multimídia.


A evolução visual 
A identidade visual da ASSOCIATED PRESS passou por sete significativas modificações no decorrer dos anos. A mais recente ocorreu em 2012 quando um novo logotipo foi adotado: as iniciais AP (com nova fonte de letra) e um traço vermelho abaixo. O objetivo era conseguir uma nova marca adaptada à era digital e unificar todos os produtos e serviços da AP.


Já o logotipo com o nome da marca por extenso, ganhou uma nova tipografia de letra.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 22 de maio de 1846 
● Fundador: Moses Yale Beach 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Associated Press 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Steven Swartz 
● CEO & Presidente: Gary Pruitt 
● Faturamento: US$ 504 milhões (2017) 
● Lucro: US$ 5.89 milhões (2017) 
● Escritórios: 263 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.200 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Notícias, fotografias e vídeos 
● Concorrentes diretos: Reuters, Frech-Presse, Bloomberg, BBC, Effe, United Press International e All Headline New
● Slogan: The essential global news network. 
● Website: www.ap.org/en-us/ 

A marca no mundo 
Atualmente a ASSOCIATED PRESS, uma cooperativa formada por jornais, rádios e televisões americanas, conta com 263 escritórios em 106 países, fazendo jornalismo por vídeos, imagens e textos ao transmitir notícias de última hora, cobrir guerras e conflitos e produzir relatórios empresariais que contam histórias pelo mundo. Como uma cooperativa sem fins lucrativos, as notícias e conteúdo da AP são utilizados por 1.300 jornais e mais de 5.000 estações de rádio e televisão. Apesar do destino da AP estar extremamente relacionado ao dos jornais, a cooperativa – gera 2/3 de seu lucro de outras fontes, como a rádio AP, a AP Television News (fornece a muitas das emissoras do mundo um feed contínuo de notícias, esportes, entretenimento e conteúdo de vídeo em destaque 24 horas por dia), vendas online e internacionais e outros serviços. 

Você sabia? 
Hoje em dia, a AP é proprietária de um acervo enorme e único em matéria de dados e informações, possuindo os direitos autorais de mais de 10 milhões de imagens. 
Mais da metade da população mundial têm acesso diário às notícias da AP. 
Em 1876, Mark Kellogg foi o primeiro correspondente de notícias da AP a ser morto enquanto reportava as notícias, na Batalha de Little Bighorn. 
A AP já conquistou 52 prêmios Pulitzer (incluindo 31 de fotografia), considerado o mais importante do jornalismo mundial. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 17/7/2018

16.7.06

BLOOMBERG

Ela é reconhecida pela sua inconfundível tela: informações sobre bolsas de valores, finanças e cotações de ações que correm na parte debaixo do vídeo. A parte de cima da tela fica dividida entre notícias rápidas e uma área onde os apresentadores transmitem noticiários durante 24 horas por dia. Foi assim que a BLOOMBERG se tornou uma das mais poderosas e valiosas marcas da mídia mundial.

A história
A história de uma das marcas mais valiosas da mídia no mundo começou quando Michael Bloomberg foi demitido de seu emprego na Solomon Brothers, uma renomada corretora financeira com sede na cidade de Nova York. Com um pacote de indenização no valor de US$ 10 milhões nas mãos, Michael, então com 41 anos, e com a ajuda de alguns amigos do antigo emprego, entre eles Thomas Secunda, Duncan MacMillan e Charles Zegar, além do suporte financeiro de um grande banco, neste caso o poderoso Merrill Lynch, fundou no dia 1 de outubro de 1981 a empresa Innovative Market Systems. No ano seguinte a nova empresa introduziu no mercado um sistema de informações financeiras chamado MarketMaster. Esse sistema funcionava com a instalação de terminais (monitores) na sede de empresas, geralmente bancos e corretoras, que de posse dessas informações, poderiam tomar decisões mais rápidas, fechar negócios ou até mesmo fazer transações financeiras imediatas através do próprio terminal.


O banco de investimento Merrill Lynch foi o primeiro cliente a requisitar o serviço neste mesmo ano, instalando 22 terminais MarketMaster em sua sede. Dois anos depois, em 1984, o serviço começou a ser vendido aos clientes do Merrill Lynch. Em 1986 passou a se chamar oficialmente BLOOMBERG L.P., e no ano seguinte, já possuía mais de 5.000 terminais instalados em várias empresas. Nesta época foram abertos os primeiros escritórios estrangeiros da BLOOMBERG em Londres e Tóquio.


Nos anos seguintes vários novos produtos foram lançados no mercado, como por exemplo, o BLOOMBERG TRADEBOOK (plataforma global que monitorava os riscos, de perdas e ganhos no mercado financeiro, em tempo real) introduzido em 1987; o serviço global de notícias BLOOMBERG BUSINESS NEWS (agora conhecido apenas como BLOOMBERG NEWS), introduzido em 1990; o serviço de mensagens, lançado em 1992; a revista BLOOMBERG MARKETS, que apresentava conteúdo financeiro e relatórios diversos, introduzida em 1992; a RADIO BLOOMBERG, que entrou no ar na cidade de Nova York em 1993; e finalmente a BLOOMBERG TELEVISION, lançada oficialmente no dia 1 de janeiro de 1994 com programação econômica e financeira (transmissão ao vivo das principais bolsas de valores ao redor do mundo, bem como entrevistas e matérias sobre economia e mercado financeiro) 24 horas por dia produzida e distribuída em 8 línguas ao redor do mundo.


Novos produtos continuaram a serem lançados, como em 1995, quando a BLOOMBERG introduziu seus serviços on-line, que se tornaram uma poderosa ferramenta de comunicação. No início do novo milênio a BLOOMBERG já possuía mais de 150 mil terminais instalados. Em 2001, Michael Bloomberg, devido a vitória na eleição para prefeito de Nova York, passou o cargo de CEO para Lex Fenwick, continuando apenas como principal dono do negócio. Nesta altura, a BLOOMBERG havia se tornado um gigante no segmento de mídia, com influência em diversas esferas da sociedade. Em 2003 a BLOOMBERG TELEVISION atingia a marca de 200 milhões de casas no mundo e a rádio era ouvida por aproximadamente 16 milhões de pessoas nos Estados Unidos.


Em 2009, a empresa anunciou a aquisição do serviço de informação New Energy Finance, especializado em fornecer dados sobre energia renovável e nuclear, biocombustíveis e mercados de créditos de carbono. No final deste ano comprou a tradicional revista BusinessWeek, que vinha amargando enormes perdas, tanto financeiras como de circulação, publicidade e audiência em um negócio avaliado em US$ 5 milhões. Pouco depois a revista passou a se chamar oficialmente Bloomberg Businessweek. A revista permitiu à BLOOMBERG atingir um público diferente dos investidores profissionais que consomem seus produtos por meio do aluguel de terminais de informações de mercado. Afinal, a tradicional revista tem grande audiência entre diretores e presidentes de grandes corporações, assim como nos altos escalões do governo dos Estados Unidos. A nova fase da revista começou com um incremento de 20% no número de páginas e novas colunas que abordam assuntos mais abrangentes.


Recentemente a empresa lançou novos serviços, como por exemplo, o BLOOMBERG GOVERNMENT, um serviço de dados voltados para lobistas, funcionários do governo e legisladores de Washington; o BLOOMBERG SPORTS, que rastreia o desempenho de alguns atletas e traduz os resultados para uma base de dados para empresários que investem no setor; e o BLOOMBERG LAW, que serve de fonte de informação para advogados. Atualmente os terminais de informações BLOOMBERG, principal negócio da empresa, estão presentes em quase 100% dos bancos, corretoras e seguradoras no mundo, provando não somente a competência da BLOOMBERG, mas também sua influência e credibilidade como mídia.


A imponente sede
Com sede, desde 2005, num dos endereços mais nobre da cidade de Nova Iorque, a Avenida Lexington, a BLOOMBERG procurou se diferenciar, a começar pela recepção, dominada por um grande aquário, na entrada do moderno edifício de 261 metros batizado de BLOOMBERG TOWER, um dos projetos arquitetônicos mais atraentes da cidade. O sexto andar, chamado de LINK, é o ponto de encontro e entrada dos funcionários e visitantes, onde dezenas de terminais de computadores oferecem acesso grátis a Internet e comida de graça (cereais, bananas, barras energéticas e café).


Na redação, o coração pulsante da empresa, uma bateria de computadores processa números e textos que chegam de todas as partes do mundo. A redação é formada só por profissionais especializados. Eles se dividem em setores que cobrem o mundo financeiro, acompanhando não só o movimento das bolsas de valores mais importantes como também o valor de cada ação. Todos esses dados são organizados e distribuídos para os terminais dos clientes BLOOMBERG. A sede ainda abriga os estúdios de televisão, a rádio e o centro de treinamento (localizado no subsolo). Na sede trabalham aproximadamente 4 mil funcionários. Apesar do moderno edifício, feito de concreto, aço e vidro, se chamar BLOOMBERG TOWER, a empresa ocupa somente alguns andares.


O gênio por trás da marca
Ele é considerado um mito de Wall Street (rua considerada o coração financeiro da cidade de Nova York). Pioneiro do jornalismo eletrônico especializado em notícias sobre finanças e negócios, expandiu a idéia para vários países e se tornou uma milionária estrela da mídia norte-americana. Nascido no dia 14 de fevereiro de 1942 em um subúrbio da cidade de Boston, no estado de Massachusetts, descendente de uma família judia russa de classe média, Michael Rubens Bloomberg, formado em engenharia pela renomada universidade de Johns Hopkins e com MBA em Harvard, chegou à Nova York em 1966 e foi trabalhar para Salomon Brothers, onde fez carreira. Dono da décima segunda maior fortuna dos Estados Unidos (cerca de US$ 19.5 bilhões segundo o ranking da revista Forbes de 2011), o atual prefeito de Nova York, diz em sua biografia “Bloomberg por Bloomberg”, que os 15 anos que passou na Salomon Brothers fizeram não só com que aprendesse tudo sobre o mercado financeiro como o tornaram viciado na vida boa da cidade. “Eu não adorava Wall Street só pelo dinheiro, eu também a adorava pelo estilo de vida que proporcionava”, escreveu o bilionário na autobiografia. No início da década de 80, ele foi demitido e criou a agência de notícias BLOOMBERG. O negócio prosperou e Michael se tornou bilionário.


Mas esse homem bem sucedido, que atualmente tem casas em várias partes do mundo (como na Inglaterra e Bermuda) e pilota seu próprio helicóptero, ainda queria mais: desejava admiração. Amigos contavam que Michael citava quatro cargos que o atraíam: presidente dos Estados Unidos, secretário-geral da ONU, presidente do Banco Mundial e prefeito de Nova York. E é na prefeitura da cidade que ele tanto ama que Michael pretendia obter reconhecimento. Financiou do próprio bolso uma campanha milionária (estimada em US$ 55 milhões), com direito a comercial nos intervalos dos jogos finais do campeonato americano de beisebol (US$ 100 mil por inserção de 30 segundos), mas não encarou debates. O sonho se tornou realidade, Michael chegou, aos 59 anos, à prefeitura de Nova York sem experiência política quando foi eleito em novembro de 2001. Gastou mais de US$ 85 milhões para se reeleger em 2005 e venceu as eleições novamente em 2009. No comando de umas das mais importantes cidades do mundo ele se tornou famoso por suas intervenções polêmicas, cuja administração é marcada pela adoção de medidas arrojadas e impopulares, em muitos casos com efeitos positivos notáveis. Pioneiro na proibição do fumo em todos os lugares públicos, inclusive bares, ele também investiu contra a gordura trans nos restaurantes, conseguiu baixar os índices de criminalidade e promoveu uma reviravolta positiva na educação pública por meio de um modelo que recompensa financeiramente as escolas e os profissionais nas quais alunos têm os melhores desempenhos. Sua vida amorosa é bastante complicada: em 1993, Michael se transformou no solteiro mais cobiçado de Nova York, ao se divorciar de Susan Brown, após 19 anos de casamento e duas filhas. Desde então, sua vida amorosa custou-lhe, inclusive, três processos, movidos por ex-funcionárias. Apesar da turbulenta vida amorosa, a ex-mulher continuou sua amiga, e, ao lado do namorado, participou da campanha do candidato a prefeito, assim como sua filha mais velha, sua irmã e sua mãe, de 92 anos. Os números associados à Michael são estratosféricos. Quase tão grande quanto sua fortuna pessoal é sua veia filantrópica, com doações anuais que superam os US$ 100 milhões para causas ligadas à educação, medicina e cultura.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
1 de outubro de 1981
● Fundador:
Michael Bloomberg, Thomas Secunda, Duncan MacMillan e Charles Zegar
● Sede mundial:
New York City, New York
● Proprietário da marca:
Bloomberg L.P.
● Capital aberto: Não
● Chairman:
Peter Grauer
● CEO:
Dan Doctoroff
● Faturamento: US$ 6.9 bilhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Assinantes corporativos:
310 mil
● Presença global:
150 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 15.000
● Segmento:
Mídia
● Principais produtos:
Canal de televisão, rádio, serviço de cotações financeiras
● Concorrentes diretos:
Reuters, Dow Jones, CNN, Associated Press e Fox News
● Slogan:
Watch. Wherever you are.
● Website: www.bloomberg.com

A marca no mundo
A BLOOMBERG, que possui 146 sucursais espalhadas pelo mundo, está presente em mais de 150 países, oferecendo serviços de mídia, informações financeiras e econômicas e análises através da BLOOMBERG TELEVISION (com alcance superior a 310 milhões de pessoas através de 12 canais em oito idiomas diferentes), BLOOMBERG RADIO (ouvida por mais de 22 milhões de pessoas), as revistas BLOOMBERG MARKETS (375 mil exemplares mensais de circulação) e BLOOMBERG BUSINESSWEEK, os livros da BLOOMBERG PRESS, serviços on-line, além de 310.000 assinantes de seus terminais através do serviço BLOOMBERG PROFESSIONAL, que corresponde a aproximadamente 85% de seu faturamento. A empresa também fornece informações e conteúdo através da BLOOMBERG NEWS (onde 1.600 jornalistas cobrem mais de 70 países) para aproximadamente 440 jornais e revistas, incluindo a tradicional revista The Economist e os jornais The New York Times e USA Today. A BLOOMBERG detém aproximadamente 33% do mercado mundial, dividindo a liderança com a Thomson Reuters, formada pela recente fusão entra a canadense Thomson e a tradicional inglesa Reuters.

Você sabia?
Em um único dia a BLOOMBERG produz mais de 4.900 artigos e matérias.
A BLOOMBERG TELEVISION é um canal de notícias especializado em economia, negócios e finanças, que combina informações em vídeo e texto na mesma tela, transmitindo oito vezes mais informações do que um canal tradicional.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 1/2/2012

16.5.06

REUTERS


Olhos, ouvidos e bocas do mundo. Dificilmente escapa alguma coisa, do assassinato do presidente americano Abraham Lincoln, passando pelos conflitos da Segunda Guerra Mundial, ou até mesmo, notícias comuns que não tenham tanto impacto nas economias mundiais. A REUTERS (pronuncia-se róiters) está sempre alerta, pronta a informar com total independência, como diz seu popular slogan “Know. Now.” (“Saiba. Agora.”). 

A história 
Tudo começou quando o alemão Paul Julius Reuter encontrou um nicho de mercado ao entregar as mais recentes notícias e informações utilizando a tecnologia mais veloz disponível na época. Em 1850, essa tecnologia era composta por cabos telegráficos e uma frota de 200 pombos-correio, que prestavam serviços de notícias e informações sobre preços de ações na Bolsa de Valores entre a cidade de Bruxelas, na Bélgica, e Aachen, na Alemanha, em um período de 2 horas, superando em sete horas o trajeto feito por ferrovia. Atualmente uma placa afixada no edifício em Aachen tem os dizeres: “Paul Reuter, fundador da agência de notícias REUTERS, recebeu em 1850, a partir do telhado deste edifício, notícias de Bruxelas com a ajuda de pombos-correio. Iniciou deste modo o seu trabalho ao serviço do trânsito de notícias do mundo”. Ele chegou à Londres e no dia 14 de outubro de 1851 abriu um pequeno escritório com a ajuda de um office-boy, de apenas 11 anos, no centro financeiro da cidade, localizado no 1 Royal Exchange Building, próximo aos principais escritórios telegráficos, para transmitir a cotação de ações do mercado entre a capital britânica e a cidade de Paris através do novo cabo telegráfico submarino Dover-Calais, fornecendo também proficiência em comunicações telegráficas. Era o início do que viria a se tornar a REUTERS TELEGRAM COMPANY.


Mas a vida na capital inglesa a princípio não foi tão fácil. Enquanto a cobertura das bolsas era relativamente bem aceita pelos bancos e corretores locais, os jornais recusavam-se a aceitar o noticiário de Reuter, alegando não só que já possuíam seus próprios repórteres, como também insistindo que o famoso cabo submarino não poderia ser assim tão confiável, e sempre correria o risco de partir-se no fundo do mar. Percebendo, porém, que os donos de jornais se mantinham irredutíveis e certos de que seus repórteres eram os melhores do mercado, ele teve mais uma de suas ideias geniais: ofereceu-lhes duas semanas de fornecimento dos seus serviços noticiosos absolutamente grátis. Os editores, que achavam que jamais Reuter poderia informar melhor que eles próprios, aceitaram o desafio, já que não tinham nada a perder, não deixaram de aproveitar a ocasião para menosprezar aquele atrevido “néo-inglês”, dedicando-lhe, na despedida da reunião, um leve sorriso de desdém. Mal sabiam eles com quem estavam lidando. Reuter já havia traçado sua estratégia tipo “pombo-correio”: chegaria antes com as notícias e “furaria” todo aquele bando de garotos-aprendizes que os editores chamavam de brilhantes repórteres. E deu certo. Com a agilidade de seus agentes capazes de improvisar soluções geniais e rápidas para seus problemas, e mais o uso do telégrafo via cabo submarino, ele deu um verdadeiro shows de notícias exclusivas. “Furou” tanto o pessoal dos editores que estes, finalmente, dobraram-se à evidente eficiência do néo-inglês. Que, aos poucos deixou de ser “néo” para se transformar em um autêntico e respeitado empresário jornalístico inglês.


Com o sucesso da nova empresa, em 1858 novos escritórios foram inaugurados em todo continente europeu, de acordo com a máxima de Paul Julius, “siga os cabos”. Nesta mesma época o conteúdo foi ampliado para informações econômicas e notícias atuais do mundo. Sua reputação cresceu com reportagens importantes, exclusivas e grandes furos, como quando foi o primeiro a informar que o imperador Napoleão III da França ia declarar guerra à Áustria; ou ainda em 1865 quando noticiou, uma semana depois, mas em primeira-mão, o assassinato do presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln, vitimado por um tiro na madrugada de 14 de abril.


Com o desenvolvimento dos meios de comunicação, a agência inaugurou seu primeiro escritório fora do continente europeu, na cidade do Cairo no Egito (1865); e chegou aos países do leste europeu (1872) e América do Sul (1874). Paul Julius Reuter aposentou-se aos 61 anos em 1878, devido a problemas de saúde. Morreu no dia 25 de fevereiro de 1899 em sua residência em Nice, na França. Em 1923 foi a primeira agência a utilizar o rádio para transmitir notícias internacionalmente e iniciou um serviço de cotação de preços e taxas de câmbio enviadas para a Europa por Código Morse através de rádios de ondas longas. Isso se tornou, nos anos seguintes, serviço comercial da REUTERS na Europa, sendo mais tarde ampliado para outras partes do mundo, com o uso de rádios transmissores extremamente potentes. A REUTERS cedeu à pressão do governo inglês durante a Segunda Guerra Mundial para atender os interesses do povo britânico durante o conflito. Mas não demorou muito para que a REUTERS escapasse dessas pressões ao se reestruturar como uma empresa privada e com a adoção em 1941 do REUTERS TRUST PRINCIPLES, com curadores independentes, o que preservava sua independência e neutralidade. Esses princípios foram mantidos e reforçados quando a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores em 1984. Nos anos seguintes a REUTERS introduziu inúmeras novidades no mercado, utilizando novas tecnologias de comunicação com o objetivo de viabilizar e agilizar a transmissão de dados e notícias para qualquer lugar do mundo onde houvesse o mínimo de infraestrutura.


Em 1989 foi a primeira agência a divulgar a notícia sobre a queda do Muro de Berlim. Havia sido também a primeira a anunciar a sua construção em 1961. Na década de 1990 a REUTERS se expandiu através de aquisições, como por exemplo, em 1992 quando comprou a Visnews, nova agência de filmes para TV, rebatizando-a como REUTERS TELEVISION; e no ano de 1986, quando conclui a aquisição da Instinet, hoje a maior empresa de corretagem eletrônica do mundo. Em maio de 2007 a REUTERS foi comprada por £8.7 bilhões pelo grupo editorial canadense Thomson Corporation, fundado em 1934. A transação necessitou da aprovação de entidades reguladoras, pois formou a maior agência do segmento, batizada de THOMSON-REUTERS, detentora de 34% de participação de mercado, acima dos 33% da Bloomberg, então líder mundial, segundo dados da Inside Market Data.


Hoje em dia a REUTERS, embora saudosa dos momentos românticos dos primeiros tempos, já não utiliza pombos-correio, balão, cilindros de metal ou linhas telegráficas particulares. Suas notícias viajam a jato, via satélite, banda larga de altíssima velocidade, cada vez mais ao vivo, cada vez mais em cores. Seus jornalistas fazem uma cobertura sem igual das notícias nacionais e internacionais, em diversos idiomas, sobre tópicos como notícias de última hora, negócios, finanças, políticas, esportes, entretenimento, tecnologia, saúde e muito mais. Por isso se tornou famosa por entregar notícias de todos os cantos do planeta a um público que confia, respeita e gosta desse conteúdo.


A linha do tempo 
1883 
Início da utilização de colunas impressas para transmitir mensagens elétricas para os jornais britânicos. 
1927 
Início da utilização do teletipo (teleprinter) para distribuir notícias para os jornais de Londres. 
1964 
Tornou-se pioneira na utilização de computadores para transmissões internacionais de dados financeiros, com o lançamento do Stockmaster
1970 
Introdução do Videomaster, que exibia preços de ações e commodities na tela. 
1973 
Lançamento do serviço Reuters Monitor Money Rates, mercado eletrônico para moedas estrangeiras, uma grande inovação mundial. O serviço foi expandido para abrigar notícias e preços de ações e títulos, commodities e câmbio. 
1981 
O serviço Reuters Monitor Dealing começou a ser transmitido ao vivo, possibilitando que corretores de moedas estrangeiras tivessem condições de concluir transações através de terminais de vídeo. Novamente, era o primeiro serviço desse tipo do mundo. 
1985 
Lançamento de um serviço internacional de notícias com imagens. 
1987 
Lançamento do serviço de cotações Equities 2000 em Rede de Dados Integrados (IDN), “uma espécie de auto-estrada mundial para dados”. 
1992 
Lançamento do Dealing 2000, primeiro serviço internacional computadorizado para comparações de taxas de câmbio, que operava como um corretor. 
1994 
Lançamento do serviço Reuters Financial Television direcionado aos mercados financeiros, fornecendo aos negociantes, em sua tela de negociação, cobertura ao vivo dos eventos que movimentam o mercado. 
1996 
Introdução da série 3000, um pacote de produtos dos mercados de Capitais, de Tesouraria e Financeiros, que proporcionava aos clientes acesso a informações históricas, bem como a dados e notícias em tempo real. 
1999 
Conclui seu programa de conversão para o euro, que envolveu 4 bilhões de alterações e afetou 250 mil instrumentos financeiros. Aproximadamente 700 engenheiros, especialistas em dados e equipes de atendimento ao cliente trabalharam no projeto, que custou £10 milhões. 
2015 
Lançamento da REUTERS TV, um serviço digital que oferece conteúdo em vídeo personalizado para os assinantes. O slogan do serviço é “It’s not TV, it’s Reuters TV”
2017 
Lançamento do REUTERS CONNECT, uma plataforma única para todos os conteúdos, com notícias de última hora e arquivos, além de uma grande variedade de artigos em texto, vídeos, imagens e infográficos produzidos pela REUTERS e por algumas das organizações de notícias líderes no mercado mundial.


A evolução visual 
O logotipo da REUTERS mudou bastante desde quando foi criado por Julius Reuter em 1851. A mudança mais significativa aconteceu em 1965 quando foi apresentado o tradicional logotipo composto por exatos 84 pontos, conhecido como Dot Logo, que foi inspirado no teleprinter. Em 1995 foi introduzido um símbolo, conhecido como rounded piece, ao lado do nome REUTERS. O símbolo, reprodução da figura estilizada de um globo, representava a globalização da marca. Além disso, os pontos do logotipo foram eliminados e uma nova tipografia de letra foi adotada para proporcionar melhor visualização nos monitores de computador. No dia 17 de abril de 2008 quando a operação de fusão com a canadense Thomson foi totalmente concluída, a nova empresa, chamada THOMSON REUTERS, apresentou uma nova identidade visual para a REUTERS no lançamento das ações da empresa nas bolsas de valores de Toronto, Nova York e Londres.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 14 de outubro de 1851 
● Fundador: Paul Julius Reuter 
● Sede mundial: Canary Wharf, Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Thomsom Reuters Corporation 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: David Thomson 
● CEO: Stephen Adler 
● Faturamento: US$ 7 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Escritórios (Bureau): 200 
● Presença global: 151 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 18.000 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Notícias, informações e cotações financeiras 
● Concorrentes diretos: Associated Press, Bloomberg, French-Presse, Effe, United Press International, All Headline News e Dow Jones & Company 
● Slogan: Know. Now. 
● Website: br.reuters.com 

A marca no mundo 
A REUTERS é a maior e mais confiável agência de notícias do mundo, com um staff editorial de 3.100 pessoas entre jornalistas, fotógrafos e operadores de câmera, que estão espelhados por 200 cidades em mais de 100 países, servindo mais de 570 mil usuários em 50.600 localidades de 151 nações. Com faturamento estimado de US$ 7 bilhões, mais de 18 mil funcionários, a empresa divulga diariamente 30.000 manchetes, incluindo contribuições de terceiros, e publica mais de oito milhões de palavras em mais de 16 idiomas. A agência disponibiliza informações relevantes para jornais, redes de televisão (aberta e cabo), estações de rádio e websites. A REUTERS estima que mais de 80 milhões de pessoas leem suas notícias todo mês. Aproximadamente 75% de seu faturamento vêm da prestação de serviços financeiros para empresas. 

Você sabia? 
A REUTERS tem um vasto arquivo com mais de 13 milhões de imagens e um arquivo de filmes que datam desde 1896. 
A REUTERS fornece cotações em tempo real a mais de 940 mil instrumentos financeiros, proporcionando informação histórica sobre mais de 40.000 empresas, além de gerar mais de 1.5 milhões de notícias por mês. A empresa é o principal fornecedor de conteúdo para a internet, suprindo mais de 1.500 sites neste segmento. 
O último membro da família Reuters, Marguerite, morreu aos 96 anos no dia 25 de janeiro de 2009, após sofrer uma série de derrames. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/7/2018