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2.6.20

CANAL TERRAVIVA


Leilões de gado e cavalo. Noticiários sobre o agronegócio brasileiro. Cotações e análises do mercado agropecuário. Programas sobre tecnologia no campo. Práticas de manejo sustentável. Ecologia. Culturas e hábitos do homem do campo. Tudo isso e muito mais na tela do TERRAVIVA, o canal especializado em agronegócios que se transformou em uma marca forte e reconhecida ao levar ao telespectador, do campo e da cidade, informações completas e debates essenciais. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 2000 quando o Grupo Bandeirantes iniciou uma diversificação com o lançamento de canais de TV a cabo segmentado, como por exemplo, o Band News (notícias) e o Band Sports (esportes). Johnny Saad, filho do fundador da Rede Bandeirantes e que também era criador de gado, se uniu ao pecuarista Jovelino Carvalho Mineiro Filho para lançar no dia 23 de março de 2005 o canal TERRAVIVA, voltado para os interesses e defesa do setor de agronegócios brasileiro. O novo canal surgiu com o firme propósito de prestar serviço, levar informação ao produtor e colher suas necessidades, anseios e problemas. Com um investimento inicial de US$ 3 milhões, o canal iniciou suas operações com cinco horas de transmissão ao vivo, que englobava telejornais, programas de entrevistas, debates com técnicos e especialistas de diversas áreas do agronegócio, reportagens especiais, dicas, cotações e previsão do tempo mais detalhadas. Na linha do entretenimento, o canal apresentou programas de música sertaneja, shows country (importados dos Estados Unidos), rodeios e atrações que mostravam o passo a passo de receitas da “culinária caipira”.
 

Voltado a assuntos dentro do universo do agronegócio, o canal tinha uma programação dedicada também à cobertura de eventos agropecuários, como feiras técnicas e leilões ao vivo, presenciais e virtuais. Para inovar, o TERRAVIVA apostou em um estúdio móvel acoplado a um caminhão (carreta), que percorria as principais feiras de agronegócios do país. Era um canal dedicado “a quem planta e cria”, como dizia seu slogan. Mesmo sendo oferecido de graça às operadoras, o canal TERRAVIVA foi inicialmente rejeitado e só não se tornou inviável porque estava na chamada banda C, faixa de frequências via satélite captada por antenas parabólicas comuns (na época 16 milhões de parabólicas em todo o país), sem custo ao telespectador, especialmente aos que viviam em áreas rurais. Poucos meses depois o canal chegou a TV paga sendo inserido nas operadoras, o que resultou em um enorme aumento em sua audiência e pessoas impactadas.


Nos anos seguintes, com o crescimento exponencial do agronegócio, que se transformou na principal locomotiva da economia brasileira, o canal TERRAVIVA ampliou sua base de telespectadores e aumentou sua influência levando ao telespectador, quer seja do campo ou da cidade, informações de qualidade e debates essenciais sobre a agropecuária brasileira. Além disso, o canal TERRAVIVA passou a gerar conteúdo do setor agropecuário para os demais canais do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Em 2015, como comemoração de dez anos de vida, o canal resolveu investir em uma remodelação de sua grade de programação com a estreia de três programas diários: o jornal “Primeira Prosa” (informações da primeira hora do dia sobre meteorologia, mercado, política, agroeconomia e dicas técnicas sobre lavouras e rebanhos), a revista de variedades “Bem da Terra” (comportamento, dicas de saúde, gestão, entretenimento e notícias) e o caderno de serviços “Direito & Certo” (explicava de forma didática a legislação ambiental e esclarecia dúvidas dos produtores rurais sobre o assunto).


Em 2018 estreou o programa “Agro Forte, Brasil Forte”, que mostrava a força e a modernidade do principal produto da economia brasileira em uma revista dinâmica e completa (da inovação tecnológica em máquinas e serviços, às mais recentes técnicas de manejo e cultivo). Entre o final de 2018 e início de 2019, o sinal do canal TERRAVIVA passou a ser exibido em alta definição (HD) pelas antenas parabólicas de todo o Brasil. Mais recentemente, em 2020, o canal estreou o programa “Nosso Agro”, cujo objetivo é divulgar o trabalho dos produtores rurais e mostrar a importância da agropecuária à sociedade brasileira.


Face à evolução constante do agronegócio e o avanço da tecnologia na pecuária e na agricultura, o TERRAVIVA investe constantemente em seu desenvolvimento como veículo de comunicação. Dessa forma, está sempre pronto para acompanhar o ritmo acelerado do setor que mais cresce no país. A maior estrutura de geração de conteúdo do agronegócio. Uma rede de distribuição que integra TV aberta via satélite, TV por assinatura, internet e aplicativos. Por tudo isso, através de uma programação diversificada o canal TERRAVIVA leva diariamente informação qualificada e com pautas de real interesse do homem do campo e da cidade.


Os slogans 
O canal que planta e cria o futuro. (2019) 
O canal de quem planta e cria. (2005)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 23 de março de 2005 
● Fundador: Johnny Saad e Jovelino Mineiro 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Companhia Rio Bonito de Comunicações S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Rádio e Televisão Bandeirantes S/A) 
● Presidente: Johnny Saad 
● Diretora executiva: Maria Cristina Bertelli 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Noticiários, leilões e programas sobre agronegócio 
● Concorrentes diretos: Canal Rural, AgroCanal, Canal do Boi e AgroBrasil TV 
● Slogan: O canal que planta e cria o futuro. 

A marca no Brasil 
Atualmente o TERRAVIVA, um dos principais veículos de comunicação do setor agropecuário no país, com sua atuação multitela, o que o torna um dos únicos canais do segmento a integrar TV paga, internet e aplicativos, está disponível em mais de 20 milhões de domicílios brasileiros, atingindo mais de 64 milhões de telespectadores. O diversificado conteúdo do canal (como jornais, reportagens e programas) também está disponível dentro da Band Internacional. Além de noticiários, programas e documentários, o canal transmite via satélite, por suas unidades móveis, leilões virtuais e presenciais de norte a sul do país. É justamente os leilões a fonte de maior receita do canal. 

Você sabia? 
O programa mais popular do canal é o Jornal Terra Viva, principal telejornal do agronegócio brasileiro que apresenta os principais fatos do dia do setor agropecuário, as notícias atualizadas, a previsão do tempo, boletins ao vivo dos principais eventos e leilões que acontecem no país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Veja e Isto é Dinheiro), jornais (Estadão), sites de mídia (Band), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/6/2020

28.6.18

FOOD NETWORK


O FOOD NETWORK é um canal de televisão totalmente dedicado a quem ama a arte da gastronomia. Desde a elaboração de diversos pratos, receitas incríveis, competições gastronômicas até lugares que levam na comida a cultura de diferentes países. É um canal para quem gosta de gastronomia e a encara como um estilo de vida. Por isso, assista ao FOOD NETWORK, fique com “água na boca” e tenha um bom apetite. 

A história 
A ideia do canal foi desenvolvida por Reese Schonfeld, um dos fundadores da rede CNN, e sob supervisão de Trygve Myrhen, então presidente do Providence Journal. O canal, inicialmente batizado de TV FOOD NETWORK, foi disponibilizado como preview no mês de setembro de 1993 com dois programas estrelados por David Rosengarten, Donna Hanover e Robin Leach. Seria um canal 100% focado em gastronomia, onde o público podia conferir renomados chefs nacionais e internacionais, trazendo e fazendo o melhor da culinária e apresentando temáticas de encher os olhos, e claro, dar água na boca. Finalmente no dia 23 de novembro de 1993 o canal foi oficialmente lançado, às 6 horas da manhã, convidando a audiência a assistir aos mais variados programas que envolviam o tema gastronomia. Entre os parceiros originais do novo canal estavam o próprio Providence Journal, Adelphia, Scripps-Howard, Continental Cablevision e, o mais importante, a Tribune Company, que fornecia a produção técnica da rede.


A programação original do canal incluía nomes como o chef/celebridade Emeril Lagasse (com o programa “Essence of Emeril”), Debbi Fields, Donna Hanover, David Rosengarten, Curtis Aikens, Dr. Louis Arrone, Jacques Pépin e Robin Leach. No ano seguinte, o canal adquiriu os direitos sobre a biblioteca de Julia Child, uma das mais populares autoras de livros de culinária e apresentadora de TV nos Estados Unidos. Com isso, adicionou ainda mais conteúdo de qualidade a sua programação. Erica Gruen assumiu o cargo de CEO do canal em 1996, tornando-se a segunda mulher na história a ocupar esse cargo em uma rede de televisão americana, e levou o canal a um crescimento explosivo até 1998, triplicando a base de assinantes, audiência e receita, e posteriormente lançando o FoodNetwork.com, que no futuro se transformaria em um enorme sucesso ao permitir aos usuários pesquisar receitas de diferentes fontes online. Gruen também mudou o posicionamento da marca de “TV for people who cook” (em português “TV para as pessoas que cozinham”) para “TV for everyone who loves to eat” (“TV para todos que amam de comer”), melhorando assim o apelo aos telespectadores, anunciantes, e salvando o canal da falência. Nos anos seguintes o canal conquistou credibilidade entre os americanos e se tornou extremamente popular, contribuindo para aumentar o amor e prazer pela culinária.


Em meados de 2005, o canal estreou um de seus programas mais populares, “Food Network Star: A Próxima Estrela”, com Boby Flay, Giada De Laurentiis e Alton Brown e que reúne aspirantes a chef em uma competição divertida. No mês de março de 2008, o canal iniciou os testes para o lançamento da versão em alta definição (HD). Somente em 2009, o FOOD NETWORK foi lançado fora da América do Norte, sendo disponibilizado no Reino Unido e, pouco depois, em julho de 2010, no continente asiático. Com isso, a grade de programação foi sendo diversificada com a apresentação de conteúdos locais. No Brasil, o FOOD NETWORK iniciou as suas transmissões no dia 4 de novembro de 2014, com programas totalmente legendados em português. Pouco depois, em 2015, o FOOD NETWORK começou a transmitir programas totalmente em espanhol para a América do Sul. No início de 2018 o canal foi vendido para o grupo Discovery Networks (70%) e Tribune Media (30%).


Atualmente no Brasil, o canal exibe produções locais como Cozinha Na Laje (programa que resgata a cultura da comida de botequim e recebe convidados em uma laje no Morro do Vidigal, Rio de Janeiro), Bizu (onde a chef Luiza Hoffmann escolhe um único ingrediente para a criação de um menu completo e multicultural) e Tempero Na Mochila (apresentado pelo chef carioca Pedro Benoliel que monta a sua cozinha itinerante nas principais cidades do litoral paulista), além de shows internacionais consagrados. Entre os shows internacionais da programação destacam-se “Lanchonetes Clássicas com Guy Fieri” (Diners, Drive-Ins and Dives), no qual Guy Fieri viaja pelos Estados Unidos visitando lanchonetes clássicas gerenciadas pela nova geração; “Iron Chef America”, que promove uma batalha entre chefs conhecidos mundialmente; “Chopped: O Desafio”, uma competição culinária apresentada por Ted Allen onde os participantes devem convencer os jurados que sua receita improvisada é a melhor; “Procura-se um Chef” (Chef Wanted), com Anne Burrell; “Sabores da Itália” (Everyday Italian) com a ítalo-americana Giada De Laurentiis; e “Refeição em 30 Minutos” (30 Minute Meals), com a talentosa chef Rachael Ray, que mostra como é fácil preparar pratos deliciosos, do preparo à apresentação final, em apenas 30 minutos. Com uma programação abrangente, o FOOD NETWORK possui diversos shows e programas que agradam a todos os gostos, literalmente. Atualmente o FOOD NETWORK se posiciona como um canal de estilo de vida, cuja programação vai muito além do que apenas cozinhar. Está empenhado em explorar maneiras novas e diferentes de abordar a comida - através da cultura, competição, aventura e viagens.


A evolução visual 
A identidade visual do canal passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Era conhecido como TV FOOD NETWORK até 1997, ano em que apresentou um novo logotipo e retirou a palavra TV de seu nome. Em 2003 a marca renovou radicalmente seu logotipo, que adquiriu um formato redondo e a cor vermelha. Dez anos mais tarde, em 2013, o logotipo foi atualizado, adotando assim uma nova tipografia de letra.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 22 de novembro de 1993 
● Criador: Reese Schonfeld 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Discovery Inc. e Tribune Company 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Alisson Page 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Mídia (canal de TV) 
● Principais produtos: Programas de gastronomia e culinária 
● Concorrentes diretos: Cooking Channel e HGTV 
● Slogan: Dig In! 
● Website: www.foodnetwork.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o FOOD NETWORK é um dos 10 maiores e mais assistidos canais de TV por assinatura do mundo. Está disponível em mais de 150 milhões de lares no mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, Europa, Oriente Médio, África, Ásia-Pacífico, América Latina e Caribe. Líder em seu segmento no mercado americano (onde possui mais de 95 milhões de assinantes), o canal é desenvolvedor e líder mundial, responsável pela produção de mais de duas mil horas anuais de conteúdo original em lifestyle, nas categorias de gastronomia, casa e viagem. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/6/2018

14.2.18

CLIMATEMPO


Faça chuva ou faça sol, o Climatempo está presente no cotidiano de milhões de brasileiros. Utilizando tecnologia de ponta, equipe técnica qualificada e profunda experiência em estatística e análise de dados, a empresa é capaz de oferecer uma previsão do tempo altamente acurada e a melhor prestação de serviço meteorológico do mercado brasileiro, com total independência. 

A história 
Tudo começou na década de 1980 com a chegada a cidade de São Paulo dos meteorologistas Carlos Magno do Nascimento e Ana Lúcia Frony (imagem abaixo). O casal trocou as praias cariocas pelo trabalho no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura. Depois de um tempo trabalhando no instituto, eles perceberam que aqui havia enorme demanda por esse tipo de informação e os órgãos públicos não davam conta. E começaram a pensar em montar um negócio próprio. Isto aconteceu no mês de setembro de 1988, quando com um capital de aproximadamente US$ 10 mil, emprestados de familiares, o casal resolveu criar uma pequena consultoria na garagem do sobrado onde moravam, no bairro da Aclimação, em São Paulo. Era o embrião do Climatempo. O primeiro cliente da empresa foi a Nestlé, que precisava de uma fonte segura para previsão de geada no parque cafeeiro do Brasil. Depois vieram a Rádio Eldorado AM/FM de São Paulo e o jornal O Estado de S. Paulo. Da ideia inicial de fornecer boletins informativos à imprensa e aos agricultores, rapidamente eles passaram a atuar como “garotos do tempo” da Rádio Eldorado e a prestar serviços personalizados para os mais variados tipos de indústria.


Nos anos seguintes teve como marcas registradas o pioneirismo, a liderança e a inovação. E começou a expandir seus serviços, que se estenderam à internet, com trabalhos realizados para o UOL, IG, entre outros portais. Foi a primeira a oferecer boletins informativos para meios de comunicação e análises customizadas para diversos setores da indústria. Além disso, em 1999, tornou-se também pioneira no segmento ao criar seu próprio canal, a TV Climatempo, único canal brasileiro de meteorologia em rede nacional que oferece informações meteorológicas confiáveis e pontuais, 24 horas por dia, 7 dias na semana. O canal atinge um grande público no Brasil com uma programação de prestação de serviço e de conteúdo socioeducativo. Durante todo o dia a programação apresenta conteúdos sobre as condições climáticas, previsão de temperaturas, notícias sobre o clima no Brasil e no mundo, além de alertas meteorológicos. O canal também apresenta uma programação socioeducativa com diversos conteúdos sobre turismo, meio ambiente, sustentabilidade, agricultura, lazer, moda e cultura.


Com a ampliação cada vez mais rápida do universo digital, o portal Climatempo, nasceu em 2000, com informações precisas de previsões climáticas e boletins de todas as regiões do país, além de imagens de satélites em tempo real. As análises das previsões também passaram a ser feitas para períodos de tempo cada vez maiores, o que auxiliou indústrias, agricultores e órgãos governamentais na tomada de decisões com mais segurança em áreas que dependiam das condições climáticas. Ainda em 2000, a empresa aproveitou o boom da internet para lançar um portal dedicado unicamente ao agronegócio (AgroClima), que com notícias diárias rapidamente se tornou referência no setor. No início de 2006 foi criado o Grupo Climatempo, uma holding formada pela união do Climatempo Meteorologia (consultoria), a TV Climatempo, a Climatempo Produções, a Agência Climatempo e a Climanet (serviços de tecnologia e informática que incluem os portais e os produtos para celulares). Em 2010, para que milhões de brasileiros tivessem a previsão climática na palma da mão, a empresa lançou seu primeiro aplicativo para iOs e Android. No ano seguinte, introduziu o Sistema de Monitoramento e Alerta Climático (SMAC) para o mercado da construção civil. O produto emite alertas em tempo real de tempestades, ventanias, granizo ou ocorrência de raios.


O Climatempo sempre à frente do seu tempo investe em ideias de projetos de pesquisa científica. Por isso, criou um grupo de Pesquisa e Desenvolvimento para criar técnicas de melhoramento para prever o tempo. Quando a telefonia engatinhava no país, criou o serviço inovador de previsão do tempo por telefone. Na época em que internet e TV por assinatura ainda eram um item de luxo para muitos, lançou o primeiro portal sobre meteorologia e também o pioneiro canal de meteorologia 100% nacional. De olho na tecnologia foram criados aplicativos para todos os sistemas operacionais móveis, sem contar a interação com as redes sociais mais populares do país. A inovação também acompanha a evolução dos serviços de consultoria meteorológica e dos canais segmentados do Climatempo. Por exemplo, no portal Climakids (criado em 2012 através de uma parceria com a Maurício de Sousa Produções), as crianças aprendem sobre previsão do tempo de maneira divertida e didática. Já o Tempo de Moda informa às mulheres não apenas sobre o clima, mas também qual a melhor combinação de roupa nas principais capitais do país. Para quem gosta de atividade esportiva ao ar livre conta com o canal exclusivo sobre intensidade e direção ventos, além de informações sobre subida de maré, altura das ondas e qualidade do ar. O portal Clima de Viagem (lançado em 2015) oferece conteúdos que envolvem tempo, clima e informações turísticas das principais cidades do Brasil e do mundo, além de dicas de viagem e passeios.


Seus mais recentes produtos, lançados em 2017, foram o Agroclima PRO (uma solução focada no mercado de agricultura e pecuária, que por meio da análise de modelos numéricos e meteorologia de precisão, oferece previsões de curto, médio e longo prazo) e o AGROtalk (evento agrícola pioneiro, online e gratuito sobre clima e produtividade no campo, que oferece informações para aperfeiçoar o planejamento da safra e a operação do dia a dia no campo com a ajuda do conhecimento meteorológico e de tecnologias). O Grupo Climatempo trabalha para um perfil variado de clientes, que vai da empresa de sorvete que deseja saber quando fará calor para aumentar o estoque à produtora de cinema que necessita marcar uma gravação durante um dia ensolarado. E de olho nesses vários públicos, a empresa tem criado produtos diferenciados, como previsão sob encomenda para noivos que programam a festa de casamento ao ar livre e até um programa de meteorologia na internet, com linguagem mais jovem, apresentado por três garotas do tempo.


Os avanços tecnológicos também fazem parte da cultura do Grupo Climatempo. Com constantes investimentos na área e em equipamentos modernos de última geração para a produção de conteúdo meteorológico, atua fortemente na convergência de mídias, fornecendo previsões em qualquer lugar e a qualquer hora, seja por meio de texto, internet, TV, celular e podcasts. Agilidade, precisão e alta tecnologia, além de profissionais com muitos anos de experiência no mercado são alguns dos fatores decisivos para o sucesso e pioneirismo do Grupo Climatempo.


A consultoria 
Utilizando a meteorologia como ferramenta estratégica e fundamental na gestão de riscos, a CLIMATEMPO CONSULTORIA realiza previsões e análises customizadas conforme a necessidade de cada cliente: Monitoramento 24 horas (oferece o acompanhamento das variações meteorológicas por meio da análise de radares e satélites, estações meteorológicas, aeroportos, além de equipamentos que permitem alertas de temporais, queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento), Previsão de tempo (fornece, diariamente, as condições meteorológicas esperadas para os próximos 15 dias), Boletins náuticos (serviço específico de previsão para a região litorânea, que informa a previsão da altura e orientação das ondas, direção e intensidade do vento e a previsão de tempo para os próximos dias), Weather index (oferece uma projeção de consumo baseado em parâmetros de correlação com as variáveis do clima, sendo possível compreender de forma detalhada o impacto das condições do tempo e do clima na lucratividade das empresas, possibilitando tomadas de decisões estratégicas na produção e no marketing), Monitoramento de descargas elétricas (serviço que acompanha, por meio da análise de informações de radares, satélites e de uma rede própria de sensores, e fornece, com antecedência, informações para que uma empresa possa se proteger das descargas elétricas), Previsão climática (análise da tendência do clima com até 12 meses de antecedência), Relatórios e laudos meteorológicos (documento com valor legal que atesta as condições do tempo para uma determinada data e local) e Boletim de Safras (dispõe de uma previsão de tempo esperada para os próximos 15 dias e climática para um ano. Com este boletim, é possível entender o impacto do tempo e do clima no desenvolvimento de plantações e ter um acompanhamento das safras nas principais áreas produtoras do Brasil e do mundo – monitorando aproximadamente 90% da produção agrícola do mundo).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo de sua história. A primeira mudança aconteceu em 2007, quando seu logotipo passou por uma reformulação e modernização de imagem, ganhando o icônico slogan: O céu fala. A gente entende. Mais recentemente o logotipo adotou um tom de azul mais claro.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Setembro de 1988 
● Fundador: Carlos Magno do Nascimento e Ana Lúcia Frony 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Climatempo Assessoria E Consultoria Meteorológicas Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Carlos Magno do Nascimento 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 150 
● Segmento: Meteorologia 
● Principais produtos: Canal de TV, portal e aplicativo com previsão do tempo 
● Concorrentes diretos: The Weather Channel, Somar e TempoAgora 
● Slogan: O céu fala. A gente entende. 
● Website: www.climatempo.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente o Climatempo, maior empresa privada de previsão do tempo e análises meteorológicas da América Latina, oferece seus serviços em todo o Brasil através da TV Climatempo, do portal de internet (que recebe uma média de 2 milhões de visitantes únicos por dia) e aplicativos (com mais de 2.5 milhões de downloads). A empresa oferece ainda análises customizadas para os meios de comunicação e mais de 22 segmentos da economia brasileira, como por exemplo, agricultura, moda, varejo, energia elétrica, construção civil, entre outros mercados que investem em consultoria meteorológica para tomada de decisão. A empresa conta com mais de 150 profissionais, das áreas de tecnologia da informação, meteorologia, geografia, jornalismo, física, engenharia e de artes, que se dedicam diariamente à prestação de serviços, garantindo a qualidade e a credibilidade da marca Climatempo. 

Você sabia? 
Na década de 1990, Carlos Magno, um dos fundadores da empresa, também atuou como “homem do tempo”: apresentou o quadro no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e no Jornal Hoje, na Rede Globo
O Grupo Climatempo tem seu próprio modelo matemático de previsão do tempo a partir do uso de um supercomputador aumentando a precisão dos seus serviços e realiza previsões para 15 dias em apenas uma hora. 
Em 2014, o aplicativo do Climatempo foi eleito o segundo mais importante para os moradores de São Paulo, atrás apenas do Google Maps. A pesquisa foi realizada pelo Ibope e constatou que 62% dos entrevistados consideravam o aplicativo o mais importante para o dia a dia na cidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro, Veja e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão, Folha e O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/2/2018

27.6.17

THE WASHINGTON POST


Há mais de um século o THE WASHINGTON POST é referência de bom jornalismo, marcado pela independência editorial e grandes furos de reportagens. Jornal mais antigo em circulação na capital americana, o POST, como é carinhosamente chamado por seus leitores, é talvez o mais importante, prestigiado e influente do país quando o assunto é política local. 

A história 
O THE WASHINGTON POST (literalmente “O Correio de Washington”) foi idealizado pelo repórter e jornalista Stilson Hutchins para apoiar o partido democrata. Começou a circular no dia 6 de dezembro de 1877, impresso no número 914 da tradicional Avenida Pensilvânia em Washington, com uma tiragem inicial de 10 mil exemplares, quatro páginas e vendido a US$ 0,03. O novo jornal tinha ênfase particular na política nacional. Pouco depois, no dia 2 de maio de 1880, se tornou o primeiro jornal da capital do país a circular sete dias da semana com o lançamento da edição de domingo. Em 1889, Hutchins vendeu o jornal, considerado na época medíocre, mas com uma circulação crescente, para Frank Hatton e ao congressista democrático Beriah Wilkins que ficaria com a totalidade da sociedade em 1894. Mas os seus filhos acabariam por vender o POST em 1905 a John Roll McLean, proprietário do jornal do Cincinnati Enquirer. Nesta época o POST se tornou um jornal popular mais interessado em escândalos, tirinhas cômicas e esportes do que especificamente em política.


A partir da década de 1920, mais uma crise: o jornal se transformou em um órgão racista e devido aos escândalos e má administração, sua circulação despencou e os anunciantes sumiram. Em plena Grande Depressão que assolava o país, o investidor e banqueiro de família judia Eugene Isaac Meyer adquiriu o THE WASHINGTON POST, que estava à beira da falência, no mês de junho de 1933 por US$ 825 mil. Meyer fez questão de dizer na época que o objetivo era que o jornal fosse independente e estivesse presente nas mesas de café da manhã dos congressistas e poderosos do país. Em março de 1954 o grande passo. Meyer e seu genro Phillip Graham, que já era editor chefe, compraram o matutino rival The Washington Times-Herald, o que permitiu duplicar a circulação e o alcance do jornal. Durante um período de cinco anos o jornal passou a circular com o nome de The Washington Post and Times-Herald. Em 1960 o POST já vendia 400 mil jornais nos dias úteis e 460 mil aos domingos.


No ano de 1963 aconteceria uma tragédia que iria mudar os rumos e a história do jornal. Sofrendo de uma profunda depressão Phillip Graham suicidou-se e a sua mulher, Katharine Graham, assumiu o comando do POST. Ela se tornou uma empresária influente em Washington, tanto que ganhou o apelido de “The Iron Lady” (em tradução livre, “A dama de aço”), e sua administração iria transformar o jornal. Sob seu comando, em 1965, o THE WASHINGTON POST contratou Benjamin Bradlee para dirigir a redação do jornal. Ele foi o responsável por transformar o POST de jornal eminentemente local em veículo nacional que colocava os poderosos de Washington em apuros. Isto porque, em apenas três anos ele triplicou o orçamento da redação, contratou os melhores repórteres da região, pagou excelentes salários e deu liberdade para escrever. Tudo isso culminou, no início dos anos de 1970, com a revelação dos documentos secretos detalhando o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã – a série conhecida como Pentagon Papers. Pouco depois, em 1972, aconteceria o episódio mais emblemático na história do jornal, quando os jovens repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein lideraram reportagens que detonaram uma investigação, resultando assim no conhecido escândalo Watergate, que revelou uma trama de espionagem política e, culminou em 1974, com a renúncia do então presidente Richard Nixon. A apuração foi fruto de trabalho duro, demorado e, portanto, caro, realizado por repórteres de primeira linha e sustentado pela estrutura do jornal, ancorada em uma equação financeira que tinha como principais fontes de receita a venda de exemplares avulsos, assinaturas e espaços de publicidade. Neste momento o THE WASHINGTON POST conquistou notoriedade internacional.


O jornal ingressou na era digital em 1996 com o lançamento de seu site de notícias na internet. A quinta geração da família chegou ao comando do jornal em 2008, com Katharine Weymouth, sobrinha de Donald Graham. No seu mandato, a circulação caiu dos 638 mil jornais nos dias de semana para 450 mil em 2012. As receitas publicitárias despencaram, mas a fama internacional do jornal se manteve. Neste período, o POST foi o escolhido pelo ex-consultor de inteligência da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden para revelar os programas de vigilância das comunicações eletrônicas realizado pelo governo americano.


Em outubro de 2013, após perder 40% de sua receita nos últimos sete anos e 30% de sua circulação, além de ter seu principal negócio (jornalismo impresso, em geral) abalado pela revolução tecnológica das últimas décadas, que tem seu epicentro na internet, o THE WASHINGTON POST foi vendido por US$ 250 milhões pela família Meyer, que comandava o jornal havia oito décadas. O capítulo da venda do jornal fica muito mais interessante quando se considera que seu novo proprietário era Jeff Bezos (imagem abaixo), fundador da Amazon, um colosso mundial do comércio online. Pela primeira vez, um gigante do combalido setor do jornalismo impresso foi adquirido por um titã acostumado a fazer dinheiro no mundo virtual.


Desde então, o POST ampliou seu quadro de funcionários, principalmente com jovens talentos ligados ao setor de tecnologia e jornalistas com vasto conhecimento no universo digital; realizou permanentes investimentos em tecnologia lançando novos aplicativos para dispositivos móveis; e tornou seu site mais veloz e dinâmico. O resultado foi um enorme aumento de acessos por dispositivos móveis, ganho crescente nas assinaturas digitais e o crescimento de público online em mais de 50%, superando o rival The New York Times em acessos nos Estados Unidos. Outro dado que impressiona é a aproximação com os jovens: 4 a cada 10 leitores fazem parte da geração Milênio, caracterizada por pessoas que nasceram sob a influência da internet. Em 2017, um mês após a posse do presidente americano Donald Trump, o POST, um dos alvos de ataque favoritos do presidente, que constantemente o acusa de divulgar informações falsas à seu respeito, adotou o provocativo slogan “Democracy Dies in Darkness” (em “português “A democracia morre na escuridão”).


Os slogans 
Democracy Dies in Darkness. (2017) 
The paper that digs deeper. 
Every story. Every feature. Every insight.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 6 de dezembro de 1877 
● Criador: Stilson Hutchins 
● Sede mundial: Washington, D.C., Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Nash Holdings LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Frederick J. Ryan Jr. 
● Editor executivo: Marty Baron 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação diária: 359.100 cópias 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Jornais, cadernos especiais e sites de notícias 
● Concorrentes diretos: The New York Times, The Wall Street Journal, Financial Times, Los Angeles Times, The Washington Times e Huffpost 
● Ícones: As reportagens investigativas 
● Slogan: Democracy Dies in Darkness. 
● Website: www.washingtonpost.com 

A marca no mundo 
O THE WASHIGNTON POST, jornal de maior circulação da capital Washington, tem leitores em mais de 30 países e um competente staff de 740 jornalistas. A circulação da versão impressa é superior a 350 mil cópias durante a semana, e quase dobra no domingo. Apesar da queda dessa circulação, os assinantes da versão digital crescem exponencialmente e seu site tem acesso superior a 65 milhões de visitantes diários. O jornal tem escritórios também no exterior, localizados em cidades como Tóquio, Paris, Berlim, Beijing, Bogotá, Cairo, Jerusalém, Nairobi, Moscou e Cidade do México. 

Você sabia? 
As edições diárias são impressas no Distrito de Columbia, Maryland e Virginia. O jornal é publicado no formato standard, com fotografias impressas, tanto em cores quanto em preto e branco. 
O THE WASHINGTON POST já ganhou mais de 50 prêmios Pulitzer, o mais importante do jornalismo mundial. Isto inclui seis Pulitzer separados concedidas em 2008, o segundo maior número já concedido a um único jornal em um ano. 
Apesar de tanto prêmios, um episódio manchou a história do jornal. Em 1980, a jornalista Janet Cooke publicou uma reportagem chamada “O Mundo de Jimmy”, onde inventou o protagonista de seu artigo comovente, um menino de oito anos viciado em heroína. 
Como concorrente direto do POST na capital aparece o The Washington Times, fundado em 1982 pelo coreano Sun Myung Moon (mais conhecido como Reverendo Moon), considerado pelos habitantes da cidade como uma alternativa mais conservadora em relação ao POST, socialmente e politicamente mais esquerdista. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Veja e Exame), jornais (Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/6/2017

29.5.17

ISTOÉ


A revista ISTOÉ acompanhou passo a passo a evolução da sociedade brasileira. Os avanços dos costumes e as criações culturais de um povo cheio de imaginação e vontade sempre tiveram a atenção da revista, que se tornou leitura obrigatória para aqueles que quisessem conhecer as transformações que marcaram as últimas quatro décadas. Desde o início, a revista ISTOÉ tem a vocação para antecipar as mudanças do país. Atualizada, dinâmica, combativa, é uma revista com opinião própria, força e coragem para contribuir para o bem do país. 

A história 
Uma das mais importantes e respeitadas revistas do mercado brasileiro, a ISTOÉ, foi lançada no mês de maio de 1976, com periodicidade mensal, por uma nova editora fundada em 1972, a Editora Três, criada por um argentino naturalizado brasileiro chamado Domingo Alzugaray, um ex-diretor comercial da Editora Abril, e os irmãos e jornalistas Luís e Mino Carta, este último criador da revista Veja. Quando foi às bancas o primeiro exemplar da revista, o Brasil ainda estava sob uma ditadura militar que insistia em sufocar, torturar e, muitas vezes, calar para sempre aqueles que bradavam por democracia, respeito às opiniões divergentes, soberania nacional, direitos humanos e liberdade de expressão. ISTOÉ ajudou a fazer com que as vozes abafadas nos porões da repressão fossem ouvidas e ousou desafiar o poder fardado em nome de uma sociedade que clamava por mudanças. Um exemplo disso foi a primeira capa da revista, que clamava pelo fim do regime totalitário e pela volta à democracia, mesmo com o país vivendo sob a sombra da ditadura. Desde o início apresentou-se como uma revista de variedades, ocupando-se de política, economia, ciência, comportamento, artes, esportes e outros assuntos. Luís Carta deixou a sociedade meses depois do lançamento da revista. Publicada com periodicidade mensal nos seus dez primeiros números, em março de 1977 a revista passou a circular semanalmente. Data desta época, o início da colaboração do cartunista Henfil, que seria uma das características mais marcantes da revista nos anos seguintes, com a bem-humorada crônica política do país que fazia em sua “Carta à mãe”.


Nos anos seguintes, empurrada pelo empenho de Mino e pelo olhar seletivo de Alzugaray, a revista cresceu e logo conquistou leitores, respeito e espaço no mercado. Um fato mudaria os rumos da revista. No auge da animação com o sucesso de ISTOÉ, Mino e Alzugaray lançaram, em abril de 1979, o Jornal da República, tribuna de textos e fotos sublimes, mas um estrondoso fracasso comercial que levou, entre outras coisas, a Editora Três a perder a marca ISTOÉ. A revista foi comprada por Mino Carta, que a vendeu para Fernando Moreira Salles. Mino ainda dirigiu a redação da revista até março de 1981. Três anos depois de sua saída, Moreira Salles vendeu a ISTOÉ para Luís Fernando Levy, do então jornal Gazeta Mercantil. Mas Alzugaray não jogou a toalha. Em 1988, após uma conversa com Levy na mesa de uma churrascaria paulistana, pegou de volta a marca que um dia ele mesmo tirara da gaveta por US$ 3 milhões, divididos em 36 parcelas mensais. Negócio fechado, em julho, logo após a publicação de sua edição de número seiscentos, ISTOÉ fundiu-se com a respeitada revista Senhor e a redação foi entregue a Mino Carta. Surgia então a ISTOÉ SENHOR, que seguiu até abril de 1992, quando voltou novamente a se chamar apenas ISTOÉ. Ainda este ano, a revista foi a principal protagonista do impeachment do ex-presidente Fernando Collor ao trazer à tona para o Brasil o personagem que veio a comprovar ilicitudes que tornaram sua permanência insustentável. O motorista Eriberto França foi a testemunha-chave para que o então presidente Collor se afastasse do poder.


Em abril de 1993, os editores da revista anunciaram uma grande reformulação gráfica e editorial. Inspirada na tradicional revista americana Time, a reformulação baseava-se em um texto mais ágil, que exigisse do leitor um tempo menor de leitura. Mino dirigiu a revista até agosto de 1993. Tão Gomes Pinto, o substituto de Mino, iniciou um competente trabalho de diversificação de temas e pautas. A partir deste momento acentuou sua veia de jornalismo investigativo. Trouxe à baila em suas páginas casos de escândalos na alta esfera de governo, como o Sivam, a Pasta Rosa e vários outros. Graças à manutenção da sequência de trabalho, ISTOÉ confirmou a tendência de abrir espaço para reportagens sobre comportamento, medicina, bem-estar, tecnologia e saúde. Além disso, a revista lançou no país novidades, como por exemplo, a editoria de notas da semana e a edição da grande maioria das reportagens com as assinaturas dos autores e repórteres fotográficos, uma informação adicional para o leitor. Todas essas propostas serviram, digamos, de inspiração para a concorrência, que passou a segui-las parcial ou totalmente.


Em meados dessa década, sob a direção do competente Hélio Campos Mello, a ISTOÉ seguiu com o seu DNA de reportagem de campo e descobriu que o então presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, havia violado o sigilo da votação da cassação de Luiz Estevão, na famosa “Fraude do Painel do Senado”, no episódio que o fez renunciar daquela presidência e do cargo de senador, horas antes da votação que o expulsaria do senado. O ano de 1996 foi marcado pelo lançamento do site oficial, conquistando a marca de primeira revista semanal de informação online. Em setembro de 1997 a marca foi expandida para o lançamento de outra revista: ISTOÉ DINHEIRO, a semanal de negócios, economia e finanças que mostrou ser possível informar o público do setor com leveza e teve recepção eufórica do mercado. Com este lançamento, a revista equilibrou suas contas rapidamente e consolidou a imagem com prêmios importantes, que lhe foram agraciados ou conquistados por seus profissionais.


ISTOÉ GENTE, outra ideia inovadora inspirada na fórmula de sucesso da revista americana People, cresceu de forma sólida e constante desde seu lançamento, em agosto de 1999. A nova revista já chegou fazendo bom jornalismo – a primeira capa desvendou o romance até então secreto entre Ciro Gomes e Patrícia Pillar. No final de 2004, mais uma novidade: lançamento da DINHEIRO RURAL, revista mensal voltada ao setor de agronegócio. Em 2006, ISTOÉ completou 30 anos de sucesso do mercado editorial brasileiro e se consolidou como uma das revistas mais respeitadas do país. Pouco depois, em 2007, a marca resolveu realizar mais uma expansão com o lançamento da edição especial ISTOÉ PLATINUM, uma revista trimestral dirigida ao mercado de luxo que apresenta os mais novos, raros e caros objetos de desejo. Devido à crise econômica no mercado editorial, em 2015 a revista ISTOÉ GENTE foi descontinuada. Mais recentemente, em março de 2016, a ISTOÉ provou mais uma vez sua importância no jornalismo nacional com a reportagem “Delcídio Conta Tudo.” Nela, os leitores conheceram, também com exclusividade, o teor explosivo da delação premiada do senador. Após as revelações de Delcídio, o impeachment se tornou um caminho sem volta para a então presidente Dilma Rousseff. Graças a seu jornalismo independente, ISTOÉ foi determinante para o afastamento de dois presidentes da República envolvidos em episódios nebulosos. Nenhuma outra publicação brasileira, em qualquer período da história, pode se orgulhar de ter feito o mesmo.


Durante mais de quatro décadas a revista refletiu em suas páginas a caminhada tecnológica que alterou o dia a dia de cada cidadão Brasileiro. Todos esses movimentos, políticos, econômicos, sociais e culturais, foram retratados pela revista sem preconceitos. ISTOÉ fez isso sem se atrelar a nenhum grupo político ou econômico, firmando compromissos apenas com o leitor. É essa independência que permite ao corpo de jornalistas o exercício pleno da profissão. E a revista segue respeitando seus valores natos e continua a desempenhar o papel de bem informar e fiscalizar o uso dos bens públicos, independentemente da coloração partidária ou dos princípios ideológicos daqueles que estejam exercendo o poder de governar. Esta é a história da ISTOÉ. Uma revista nem melhor nem pior do que as outras semanais do mercado, apenas diferente. Bem diferente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos como mostra a imagem abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: Maio de 1976 
● Criador: Domingo Alzugaray, Mino e Luís Carta 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Três Editorial Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Caco Alzugaray 
● Redator chefe: Amauri Segalla e Sérgio Pardellas 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação semanal: 310 mil exemplares 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas semanais de informações gerais e de negócios 
● Concorrentes diretos: Veja, Época, Carta Capital, Exame e Época Negócios 
● Slogan: Independente. 
● Website: www.istoe.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a marca ISTOÉ está estampada em quatro títulos: ISTOÉ (assuntos gerais), ISTOÉ DINHEIRO (economia e mercado), DINHEIRO RURAL (agronegócio) e ISTOÉ PLATINUM (mercado de luxo). Somente a revista ISTOÉ tem circulação semanal de 310 mil exemplares. Além disso, o site da ISTOÉ é um dos principais canais de conteúdo da internet e recebe mais de 5 milhões de visitantes únicos por mês. 


Você sabia? 
Em 1978 a revista ISTOÉ descobriu, e pôs na capa, um irrequieto líder metalúrgico do ABC, Luiz Inácio da Silva, apelidado de Lula. Era a estreia dele em uma publicação de alcance nacional. 
O pioneirismo, a modernidade e a ousadia de ISTOÉ, fizeram da publicação uma escola de jornalismo que tem revelado muitos talentos através do tempo e contou com a assinatura, entre repórteres, cartunistas e colaboradores como Vilas Boas Correia, Cláudio Abramo, Bolívar Lamounier, Henfil, Millôr Fernandes, Luís Fernando Veríssimo, Elio Gaspari, Antônio Calado, Maurício Kubrusly, Paulo Caruso, Pietro Maria Bardi, Ferreira Gullar, Luís Gonzaga Belluzzo, Carlos Castelo Branco e Zuenir Ventura, entre outros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 29/5/2017

14.12.15

TCM


O TURNER CLASSIC MOVIES é sinônimo do melhor entretenimento clássico e o único canal a oferecer o melhor do cinema de Hollywood e do mundo produzido ao longo de sete décadas, entre os anos de 1930 e 1990. O TCM, como ficou conhecido, é muito mais que um simples canal por assinatura, é um conceito que traz uma forma única de ver, escutar e viver toda a magia do melhor entretenimento clássico. 

A história 
Tudo começou quando o visionário da mídia Ted Turner, que já havia criado a estação de televisão WTBS e o canal de notícias CNN, comprou em 1986 por US$ 1.5 bilhões o lendário, porém endividado estúdio de cinema MGM/UA. Após a aquisição, Turner assumiu uma enorme dívida e não teve escolha senão vender partes da nova empresa, como o estúdio em Culver City, na Califórnia. Porém, ele manteve a vasta e rica biblioteca de filmes do MGM/UA, o que incluía praticamente todo o material feito pelos dois estúdios antes da fusão e uma pequena porção das propriedades de cinema e televisão da United Artists como a série Gilligan’s Island e a biblioteca da Warner Bros., com filmes de antes de 1948. Com este vasto tesouro em mãos, Ted Turner colocou seu estilo visionário em prática. Em 1988, ele laçou o canal de filmes Turner Network Television (conhecido como TNT). O TNT foi, pelo menos inicialmente, um veículo para filmes e programas de TV mais antigos, mas aos poucos começou a adicionar programação original e reprises mais recentes.


Foi então, que para aproveitar esse rico acervo de filmes antigos e clássicos, ele lançou no dia 14 de abril de 1994, com uma cerimônia em plena Times Square, o TURNER CLASSIC MOVIES (ou simplesmente TCM), um canal por assinatura 24 horas dedicado a transmitir, sem cortes e intervalos comerciais, filmes clássicos, produzidos entre as décadas de 1930 a 1980, da biblioteca do MGM, como por exemplo, Chinatown e Ordinary People. A data de lançamento não foi escolhida ao acaso. Foi escolhida por sua importância, já que representava exatamente o centenário do primeiro filme exibido ao público na cidade de Nova York. O primeiro filme transmitido pelo canal foi Gone with the Wind (de 1939), conhecido no Brasil como E o Vento Levou. O canal tinha como uma de suas grandes atrações o respeitado historiador de cinema Robert Osborne, que ancorava um programa em horário nobre. O novo canal iniciou com uma coleção de 4.000 filmes, 21 funcionários, um orçamento operacional de US$ 15 milhões e 1 milhão de assinantes. Em apenas um ano o TCM tinha aumentado sua base de assinaturas para 4.3 milhões de lares e sua biblioteca de filmes clássicos tinha crescido para 5.600 filmes.


Nessa época, o TCM tinha como principal objetivo ser a marca líder em filmes clássicos. Para ajudar a alcançar esta meta, a rede lançou em 1995 a campanha de marketing “31 Days of Oscar” (em português, “31 Dias de Oscar”), que incluía mostrar, durante todo mês de março, apenas filmes que tinham sido indicados ou ganho a “estatueta dourada” de Hollywood. Desde então a campanha se tornou um clássico do canal e uma importante ferramenta de marketing. A partir de 1996, o TCM também passou a transmitir filmes clássicos do estúdio Warner Bros. Em 1999 o TCM foi lançado oficialmente no Reino Unido, onde faz enorme sucesso desde então. No mês de novembro de 2004, em resposta a remoção dos desenhos animados clássicos do canal Cartoon Network, também de propriedade da Time Warner, o TCM começou a transmitir meia hora mensal com desenhos animados da chamada “Idade Dourada da animação”. Pouco depois, em 1 de novembro de 2005, o TCM foi lançado no Canadá. Nos anos seguintes, além de ampliar a variedade de filmes e acrescer documentários especiais sobre cinema, o canal foi lançado em diversos países do mundo.


No mês de abril de 2010, o canal realizou o primeiro TCM Classic Film Festival, um evento - agora realizado anualmente - em Hollywood. Hospedado por Robert Osborne, os quatro dias de festival celebram Hollywood e seus filmes, contando com participações de celebridades, eventos especiais e exibições de aproximadamente 50 filmes clássicos, incluindo vários recém-restaurados pela Film Foundation, uma organização dedicada a preservar o clássico legado de Hollywood. Há alguns anos atrás o TCM começou adquirir os direitos de transmissão de filmes clássicos de outros estúdios como Columbia Pictures, Paramount Pictures, 20th Century Fox e Universal Studios. Além disso, o canal lançou sua versão em alta definição (TCM HD) e a versão para dispositivos móveis (onde é possível acessar um enorme conteúdo relacionado aos clássicos filmes de Hollywood). Ao longo de mais de 20 anos, o TCM desfilou por sua tela clássicos do cinema mundial, como por exemplo, Cidadão Kane, Bem-Hur, O Mágico de Oz, Drácula, Lawrence da Arábia, Laranja Mecânica, Psicose, Cantando na Chuva, Casablanca e Tubarão.


Em 2015, a Walt Disney Company anunciou uma parceria inédita com o canal de TV por assinatura TCM, que incluía a exibição de clássicos Disney na programação do canal e uma revitalização na icônica atração do parque Disney Hollywood Studios, conhecida como The Great Movie Ride. Nada mais justo que a atração seja patrocinada pelo TCM, já que é um grande passeio por cenas de grandes filmes de Hollywood como Casablanca, O Mágico de Oz, Mary Poppins, Alien – O Oitavo Passageiro, só para citar alguns.


No Brasil o TCM, que estreou no dia 1 de setembro de 2004, tem sua programação dirigida ao público acima de 35 anos, e tem como principais características exibir todos os filmes dublados em português e sem cortes comerciais. Nele, o assinante encontra os melhores clássicos mundiais, desde a época de ouro do cinema, até as séries que fizeram história na televisão, como Jeannie é um Gênio, A Feiticeira e ALF. Outro ponto forte do TCM é que a programação é toda em português com legendas e também dublada.


A evolução visual 
A versão original do logotipo do TURNER CLASSIC MOVIES destacava aproximadamente 30 desenhos de personagens diferentes do cinema que poderiam ser colocados acima do nome TCM, cada um representando uma categoria de filme. Com isso, além da versatilidade da identidade visual, tornava sua aplicação bastante divertida e impactante.


Em 2004 a marca resolveu simplificar seu logotipo, excluindo os desenhos. Depois de adotar um logotipo mais sóbrio (preto e branco), em 2013 o TCM apresentou uma nova identidade visual: as bordas sumiram, o fundo adotou um tom de verde água e a palavra CLASSIC ganhou destaque em negrito.


Em novembro de 2015, somente para a América Latina, o canal apresentou uma nova identidade visual. Trocou o tradicional formato retangular pelo redondo, adotou novas cores e apresentou uma nova tipografia de letra (onde a letra C remete a seta de “review”, um recurso que reforça o conceito de que “todas as histórias que nos conectam com emoções e momentos únicos podem ser revividas e reinterpretadas através da proposta de entretenimento da marca”).


Os slogans 
Let’s Movie. (2015) 
Inspired by Classics. 
Classic Entertainment. 
El cine que ya tenías que haber visto.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 14 de abril de 1994 
● Fundador: Ted Turner 
● Sede mundial: Atlanta, Georgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Turner Broadcasting System, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Time Warner Inc.) 
● CEO: John Martin 
● Diretor Geral: Jennifer Dorian 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 350 
● Segmento: Mídia (canal de TV) 
● Principais produtos: Filmes e seriados clássicos 
● Concorrentes diretos: AMC, FOX Movie Channel, The Movie Channel e Cinemax 
● Slogan: Let’s Movie. 
● Website: www.tcmbrasil.com 

A marca no mundo 
O canal por assinatura TCM está presente aproximadamente em 60 países na América do Norte (com forte presença nos Estados Unidos, onde mais de 26 milhões de pessoas por semana assistem a sua programação), Europa (especificamente no Reino Unido, França, Espanha e países nórdicos), Oriente Médio, Ásia e América Latina. O canal tem em seus valiosos arquivos mais de 12 mil filmes e séries, que rendem dinheiro também através da venda de DVD para colecionadores e edições especiais. 

Você sabia? 
Enquanto nos Estados Unidos o TCM exibe apenas filmes clássicos, na América Latina o canal também traz em sua programação séries que fizeram história na televisão, como por exemplo, As Panteras, Agente 86, Dallas, I Love Lucy, Os Três Patetas, entre outras. 
Alguns dados curiosos sobre o TCM: os filmes mais antigos de sua biblioteca são “Annie Oakley” “Bucking Broncho” e “Sioux Ghost Dance”, todos de 1894; o filme mais transmitido foi Casablanca, com mais de 125 reapresentações; e os filmes mais requisitados pelos telespectadores do canal são “The High and the Mighty” (1954), “Northwest Passage” (1937) e “The African Queen” (1951). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Time, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/12/2015