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7.10.20

WAZE


Você já ficou perdido no trânsito, sem saber onde estava? Provavelmente, ao menos já precisou chegar a algum lugar e não sabia o trajeto? Agora imagine consultar um dispositivo e descobrir rotas para se livrar (em partes) daquele trânsito infernal de sua cidade? São nestes momentos que entra em cena o aplicativo WAZE. De ruas interditadas a eventos que afetam o trânsito, o WAZE - aplicativo de navegação por GPS com recursos colaborativos atualizados em tempo real - ajuda a manter as cidades informadas e a facilitar o caminho de milhões de usuários. 

A história 
Tudo começou em Israel com o engenheiro de software Ehud Shabtai, que estava brincando com um aparelho de navegação e queria adicionar mais conteúdos. Foi então que percebeu que para fazer isso ele precisaria de um mapa. Esse mapa deveria ser digital, para poder ser editado e expandido. Também percebeu que se ele estava planejando desenvolver algo voltado para o uso da comunidade, então a mesma também deveria estar habilitada para mapear a área. Foi assim, em 2006, que surgiu a primeira versão do aplicativo, que se chamava Free Map Israel. Era capaz de fazer navegação, mas não disponibilizava as informações em tempo real e estava sempre colhendo informações dos usuários para construir o mapa.
   

Foi então que, em 2007, o empreendedor Uri Levine (foto acima) e o cientista da computação Amir Shinar se juntaram ao aplicativo e pensaram o seguinte: muitas vezes, quando viajamos e queremos voltar para casa, existem várias opções de estradas disponíveis e nós sempre queremos saber qual se encontra menos engarrafada. E o fato de que existem outros motoristas que saíram antes de você e estão dirigindo na sua frente é a maneira mais eficaz de descobrir qual o melhor caminho. Foi então que eles decidiram converter essa ideia em um aplicativo para smartphones e assim saber onde estão os engarrafamentos, em tempo real. Finalmente em 2008 o aplicativo foi disponibilizado na cidade de Tel Aviv com o nome LinQmap, mas logo mudou seu nome para WAZE. O termo “Waze” é derivado da pronúncia da palavra em inglês “ways”, que significa caminhos. O vocábulo trazia a ideia dos “diversos caminhos” que se tem para chegar ao destino desejado.
   

As informações do aplicativo eram provenientes do movimento em tempo real de cada motorista: se muitos andam mais devagar do que o normal em uma rua é porque existe um engarrafamento. E rapidamente o WAZE foi baixado por mais de 80.000 motoristas israelenses. A partir de 2009 o aplicativo ganhou o mundo, expandindo seus negócios para além de Israel, quando foi lançado nos Estados Unidos. Ao combinar o smartphone com o sistema de posicionamento global para evitar engarrafamentos, o WAZE começou a se tornar um sucesso. A simplicidade de uso também seria um grande incentivador para impulsionar seu rápido crescimento. Em 2010 a empresa levantou US$ 25 milhões em financiamento. Em 2011, após mais uma rodada de financiamento no valor de US$ 30 milhões, o WAZE começou a comercializar propagandas como forma de monetização e a expandir-se para a Ásia, além de exibir em tempo real, pontos de interesse com curadoria da comunidade, incluindo eventos locais, como feiras de rua e protestos. Nesta época o WAZE já era considerado maior que outros aplicativos de GPS.
   

Em 2012, quando já possuía mais de 20 milhões de usuários e lançou uma atualização para fornecer preços de combustível em tempo real, o WAZE foi oficialmente introduzido no Brasil. O ingresso no mercado brasileiro foi de extrema importância para o aplicativo, afinal, o país era o quarto maior mercado mundial de veículos, tornando-se assim uma excelente oportunidade de crescimento ao WAZE. Rapidamente o aplicativo caiu no gosto dos brasileiros como uma alternativa para driblar o caótico trânsito das grandes cidades, acidentes, interdições de estradas ou ruas e controles policiais (como as famosas blitz da Lei Seca).
   

O sucesso do modelo - consumidores proverem informações aos mapas - e a rápida expansão do número de usuários ativos em vários países ao redor do mundo fizeram com que, no dia 11 de junho de 2013, a Waze Mobile fosse adquirida pelo Google por US$ 1.1 bilhões. Nesse ano o WAZE já estava solidificado (mapas base completos) nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Israel, África do Sul, Colômbia, Equador, Chile, Brasil e Panamá. Nos anos seguintes a empresa promoveu melhorias constantes para tornar o aplicativo mais preciso e seguro para os usuários, além de ingressar em novos mercados mundiais.
  

Em junho de 2014 o WAZE lançou o Connected Citizens, programa que consegue mapear informações dos trajetos e compartilhar dados dos alertas em tempo real para ajudar parceiros governamentais (centros de operações, órgãos de trânsito, sistemas de resgates ou socorro e outras entidades de interesse público) no planejamento urbano, nas interdições de vias ou obras, no controle de trânsito de um evento específico ou, até mesmo, em operações de infraestrutura. Por exemplo, durante a Olimpíada do Rio de Janeiro esse programa permitiu a troca de informações com o governo. Com isso, conseguiu a redução de até 27% dos engarrafamentos em horários de pico.
   

Para consolidar um novo caminho para manter sua relevância como ferramenta de mobilidade urbana, a empresa lançou inicialmente em Israel em 2015 o WAZE CARPOOL, um aplicativo de caronas solidárias para que motoristas e passageiros com destinos semelhantes dividam as despesas nas viagens. Em síntese, funciona da seguinte forma: passageiro e motorista com o mesmo trajeto em um horário específico podem dividir os custos da viagem (como pedágios e combustível) e gastos com a manutenção do veículo. Nos anos seguintes a empresa disponibilizou o WAZE CARPOOL em outros países, como por exemplo, no Brasil em 2018, onde se tornou um enorme sucesso. Mais recentemente, em 2019, o WAZE lançou, inicialmente nos Estados Unidos e Canadá, uma função que facilita a vida do motorista ao mostrar os diferentes preços dos pedágios que estarão pelo caminho. Atualmente o WAZE se esforça continuamente para ser “hiperlocal”. Em São Paulo, por exemplo, desenvolveu uma solução que leva em consideração os dias de rodízio.
   

Atualmente o WAZE oferece funções como: Integração com o Spotify (tocar música diretamente no aplicativo), Avisos sobre estacionamento (mostra os estacionamentos próximos e, além disso, identifica no mapa o local onde o usuário estacionou o carro), Alerta de velocidade (indica na tela o limite de velocidade das ruas e vias, uma forma de evitar multas e também um método de segurança), Sem atrasos (auxilia a programar horários e evitar possíveis atrasos), Preferências de trajeto (indica o trajeto mais rápido, além de traçar a opção de selecionar o caminho mais curto) e Mapa personalizado (é possível escolher a personalização do mapa, ou seja, ícones dos carros exibidos, cores e temas, além de quais elementos são exibidos, como outros motoristas, radares e avisos de retenções). O WAZE ainda permite aos usuários compartilhem seu humor com outros motoristas em determinadas partes do trajeto. As opções de humor vão desde frustração até sonolência. Por mais de uma década o WAZE desenvolve soluções práticas que possibilitam às pessoas fazer escolhas melhores, como pegar a rota mais rápida, sair na hora certa e dividir caronas diariamente.
  

Mas afinal, como o WAZE ganha dinheiro? É através do WAZE ADS, fonte principal de receita do aplicativo de GPS. O serviço é responsável pela exibição de publicidade de locais e empresas durante o trajeto de usuários. Restaurantes, mercearias, lojas e cafeterias exibem seus anúncios e oferecem descontos aos motoristas baseados na sua localização. A publicidade está disponível no aplicativo de algumas maneiras: “branded pins” (pinos localizados no mapa de navegação), quadro de avisos digital (que aparece quando o motorista está parado) e a inclusão de resultados promovidos na pesquisa dentro do aplicativo.
     

O caminho guiado por divertidas vozes 
O WAZE permite trocar a locução de instruções ao motorista mudando a voz do assistente virtual. O aplicativo chama isso de “vozes promocionais”, porque são oferecidas sempre em ocasiões especiais como feriados e eventos. O usuário pode usá-las enquanto durar a campanha, uma forma da marca engajá-los e também monetizar suas funções populares. Por exemplo, na época da Copa do Mundo no Brasil, era possível ter a voz de navegação do narrador Silvio Luiz e da apresentadora Renata Fan. Depois foi a vez da divertida dupla Scooby-Doo e Salsicha emprestarem sua voz ao WAZE. Recentemente, em setembro de 2020, o aplicativo fez uma atualização e liberou mais duas vozes: é possível ouvir as orientações de trânsito com a voz do Batman e também do vilão, Charada. A novidade é uma parceria do aplicativo de trânsito com a DC Comics, que cuida dos direitos de vários super-heróis.
  
A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas remodelações ao longo dos anos. A primeira aconteceu em 2013 quando o logotipo apresentou uma nova tipografia de letra e um novo e simplificado design para o símbolo do balãozinho sorridente com rodas. Em 2020 o WAZE remodelou seu logotipo pela segunda vez: adotou uma nova tipografia de letra e o símbolo ganhou traços mais simples e um formato mais arredondado, e foi posicionado ao lado direto do nome. Além disso, as duas rodas do personagem que ficavam do mesmo lado passaram a estar posicionadas em lados opostos.
  

A remodelação também contou com um novo conjunto de ícones coloridos e divertidos, com bordas pretas para facilitar a visualização, e muitas cores no aplicativo. Uma das novidades foi à adoção de “Humores” (moods, no aplicativo em inglês), com uma maior variedade de cores e 30 novas representações.
  

Os slogans 
Way to go. 
Outsmarting Traffic, Together.
  

Dados corporativos 
● Origem: Israel 
● Lançamento: 2008 
● Criador: Uri Levine, Amir Shinar e Ehud Shabtai 
● Sede mundial: Mountain View, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Waze Mobile Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Google LLC
● CEO: Noam Bardin  
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 130 milhões 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativos de mobilidade, rotas, mapas e caronas 
● Concorrentes diretos: Google Maps, Inrix, Maps.Me, Apple Maps, Navmii e MapQuest 
● Ícones: O balãozinho sorridente com rodas 
● Slogan: Outsmarting Traffic, Together. 
● Website: www.waze.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente o WAZE, uma subsidiária do Google, tem mais de 130 milhões de usuários ativos (chamados popularmente de “Wazers”), funciona em mais de 75 países e está disponível em 51 idiomas. No Brasil são mais de 14 milhões de usuários, sendo o maior mercado latino-americano e um dos cinco maiores em todo o mundo. As duas cidades mais populosas respondem por boa parte desse volume: 4.5 milhões dos motoristas ativos no WAZE estão em São Paulo (988 milhões de quilômetros rodados mensalmente) e 1.7 milhões no Rio de Janeiro (65 milhões de quilômetros por mês). De acordo com a empresa, 20% do total das rotas traçadas por motoristas brasileiros no aplicativo têm como destino estabelecimentos comerciais como shopping centers, restaurantes e supermercados. Já o WAZE CARPOOL realizou aproximadamente 1 milhão de viagens mensais globalmente em 2019. 

Você sabia? 
Os Wazers no Brasil gastam em média 1 hora e 30 minutos no aplicativo todos os dias. 
Por trás de todas as informações dadas em tempo real pelo aplicativo, há uma equipe de desenvolvedores do WAZE e 30 mil editores de mapa espalhados pelo mundo - 2 mil deles no Brasil. São voluntários (e muitas vezes usuários) que se dedicam a atualizar constantemente informações sobre trânsito, vias fechadas e outras ocorrências. 
O Programa Waze Beacons garante serviços de localização, maior segurança para motoristas e melhor visibilidade do fluxo de trânsito dentro e fora dos túneis. Os Waze Beacons são de código aberto para que qualquer provedor de navegação GPS possa tirar proveito de sua tecnologia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (El País, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites de tecnologia (Tech Mundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 7/10/2020

20.8.06

YOUTUBE


Crescimento rápido, controle dos usuários, promoção boca á boca e ávidos competidores. Bem vindo ao mundo do YouTube. O site que permite aos internautas terem acesso a tantos arquivos de vídeos quanto sejam capazes de carregá-los, assisti-los e postá-los, virou um fenômeno na internet e uma mania mundial. Assistir vídeos no YouTube se tornou uma prática tão comum quanto checar emails ou assistir TV. Vídeos engraçados, bizarros, surreais, séries consagradas, desenhos, pedaços de shows inesquecíveis, aniversários, palestras, entrevistas, reportagens, acidentes e protestos. Não viu na televisão, assista no YouTube. 

A história 
O YouTube foi criado em 14 de fevereiro de 2005 pelos americanos Steve Chen, Chad Hurley e Jawed Karim (os três na foto abaixo), ex-funcionários do serviço de pagamento pela internet PayPal, na cidade de San Mateo, estado da Califórnia, quando perceberam a enorme dificuldade, em virtude do tamanho, de enviar um arquivo de vídeo para os amigos por email. “Estávamos em um jantar em janeiro de 2005, onde fizemos arquivos digitais. No dia seguinte, não conseguíamos enviá-los por email e demoramos muito para colocá-los na internet. Pensamos que deveria haver uma forma mais fácil de fazer isso”, afirmou Hurley, em antiga entrevista à revista Fortune. Então, da garagem da residência de um deles, surgiu a ideia de criar um site para compartilhar esses vídeos. A grande novidade foi o modo como os vídeos eram transmitidos. Antes era possível somente transmiti-los pela internet via streaming, o que requeria um grande tráfego e enormes recursos do servidor. A grande ideia foi transformar os vídeos em formato Macromedia Flash, precisando assim de bem menos tráfego e recursos, tanto do servidor quanto do cliente.


Os jovens tinham uma ideia na cabeça e pouco dinheiro no bolso. Eles então usaram o saldo do cartão de crédito de Chen para colocar o YouTube no ar, ou melhor, na internet. A origem de seu nome é curiosa. Surgiu da união do pronome pessoal you (você em inglês) com o substantivo tube (tubo), uma gíria utilizada para designar a televisão. Ou seja, algo que pode se entendido como “você na televisão”. Justamente a principal função do que viria a se tornar um fenômeno da internet: permitir que os usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital. O primeiro vídeo postado no YouTube tinha apenas 18 segundos e mostrava Jawed Karim, um dos fundadores do site, falando sobre trombas em frente a jaula dos elefantes no popular zoológico de San Diego. O vídeo, postado as 20:31 horas do dia 23 de abril de 2005 e cujo título é “Me at the zoo”, ainda pode ser assistido (clique aqui). O vídeo tem aproximadamente 93.5 milhões de visualizações (até 5/2020). Nos dois primeiros meses de existência, o site contava com apenas 19 vídeos hospedados e pouquíssimas visualizações. Foi então que os holofotes se viraram para o YouTube, no dia 25 de junho, quando o 20º upload na plataforma foi feito. O vídeo, com dois garotos dublando uma música da banda Backstreet Boys, se transformou no primeiro vídeo viral da história.


As primeiras modificações na página principal da plataforma permitiram destacar vídeos e outras funções, como assinar canais e dar notas de 1 a 5 estrelas para os clipes. No seu primeiro ano, o YouTube já possuía 2 milhões de visualizações por dia em todo o site e 200 mil usuários registrados. Mas o verdadeiro sucesso começou em março de 2006 quando aproximadamente 20 mil novos vídeos eram postados diariamente e as visualizações diárias eram estimadas na casa dos milhões. Um fenômeno causado principalmente pela divulgação boca a boca com adolescentes postando clipes de televisão, erros de gravação (os chamados “bloopers”) e filmes amadores caseiros. Mas também pelo alto investimento, cerca de US$ 8 milhões, feitos novamente pela Sequoia Capital, em abril. Ainda neste ano o site lançou grandes novidades, como por exemplo, o programa de verificação de conteúdo e as respostas de vídeos.


O repentino sucesso e o enorme alcance começaram a chamar a atenção de gigantes da internet. Foi então que no dia 9 de outubro de 2006 o Google comprou a empresa pela quantia de US$ 1.65 bilhões. O valor se justificava no fato do YouTube ter sido revolucionário no sentido de trazer aos usuários leigos a simplificação de uma tarefa que antes era exclusiva para os conhecedores de interfaces e ambientes de programação. O resultado desta aquisição pode unificar o serviço com o Google Video, que deixou de existir. A revista americana Time (edição de 13 de novembro de 2006) elegeu o YouTube a melhor invenção do ano por, entre outros motivos, “criar uma nova forma para milhões de pessoas se entreterem, se educarem e se chocarem de uma maneira como nunca foi vista”. Pouco depois, no dia 25 de março de 2007, ocorreu a realização da primeira edição do YouTube Video Awards, cujas categorias incluíam “O mais adorável vídeo de todos os tempos” e “O mais criativo”. O YouTube nomeava os concorrentes e os usuários decidiam o vencedor. Apenas vídeos originais e criados pelos usuários eram nomeados.


Já a partir do dia 19 de junho de 2007, o site passou a disponibilizar versões em outros idiomas, como por exemplo, português, francês, italiano, espanhol e japonês. Ainda nesse mês foi lançada a versão para celular (inicialmente batizada de YouTube Mobile), permitindo assim que milhões de pessoas assistissem vídeos em dispositivos móveis. Foi neste momento que a empresa começou a pensar em ganhar dinheiro e fazer os criadores de conteúdo faturar também. Isto ao lançar o programa de parcerias (permite aos youtubers usarem o próprio conteúdo para gerarem receita), o Content ID para pagamento de direitos autorais e os anúncios publicitários dentro dos vídeos. O ano de 2008 foi marcado pelo surgimento dos vídeos em 480p e dos vídeos em Alta Definição (HD), além da disponibilização, através de acordos, da programação integral da rede CBS e da MGM. Além disso, surgiram várias outras novidades: YouTube Insight, serviço de medição que permitia aos usuários visualizarem “estatísticas detalhadas” de seus vídeos; e a realização no dia 22 de novembro da primeira transmissão ao vivo com um show de vários artistas diretamente da cidade de San Francisco na Califórnia.


Em janeiro de 2009, o YouTube alcançou a impressionante marca de 101 milhões de acessos únicos, e essa galera toda assistiu a 6.4 bilhões de vídeos (uma média de 62 vídeos por pessoa). Se você ficou impressionado, saiba que esses dados referiam-se apenas aos visitantes dos Estados Unidos. Ainda neste ano, o site lançou uma novidade extremamente prática: compartilhamento automático do YouTube com redes sociais e webmail. E mais, disponibilizou o primeiro vídeo em 3D e as legendas automáticas através de uma avançada tecnologia de detecção de fala, que é tão poderosa hoje em dia. Em 2010, o YouTube criou uma alternativa divertida pra quem espera o vídeo carregar: o Jogo da Serpente. Para isso bastava clicar sobre o botão “Play” do vídeo postado e, quando o carregamento começasse, bastava pressionar a seta direcional para cima para o jogo iniciar. Também lançou o editor de vídeos online, onde é possível transições entre cenas, troca de trilhas de áudio, união e cortes dos vídeos publicados. Além de disponibilizar a opção de curtir vídeos (os famosos joinhas) e alugar filmes completos.


O ano de 2011 foi crucial para a história do YouTube. Isto porque a plataforma lançou uma ferramenta de transmissão ao vivo: o YouTube Live. Nessa época, o Oriente Médio foi sacudido pela Primavera Árabe. E milhões de manifestantes de países da região começaram a utilizar a funcionalidade para mostrar os protestos em seus países. No início de 2013 o site lançou a primeira leva de canais pagos. A novidade contava inicialmente com conteúdo de 53 parceiros (disponibilizando documentários, shows, desenhos, conteúdos esportivos, séries e filmes) e possuía assinaturas a partir de US$ 0,99, cobrados a partir da vontade do usuário de acessar cada um dos criadores de conteúdo. Era a primeira tentativa, e bastante tímida, do YouTube de concorrer em um segmento dominado então pela Netflix e Hulu. Já o canal Youtube Edu, abreviatura de educação, foi lançado no dia 21 de novembro de 2013, fruto de uma parceria entre o Google e o Instituto Lemann. Com a iniciativa, o Brasil tornou-se o segundo país a receber o projeto de um canal exclusivo de conteúdo educativo no YouTube, o primeiro foi Estados Unidos. Inicialmente, foram selecionados 8.000 vídeos de professores brasileiros, já reconhecidos na plataforma e com canal próprio, divididos por disciplinas, como biologia, matemática, língua portuguesa, física e química, com foco no ensino médio.


Em 2014 o YouTube continuou adicionando novidades na plataforma, como por exemplo, os vídeos a 60 frames por segundo e, no ano seguinte, os vídeos em 360º. No mês de fevereiro de 2015 foi lançada mais uma novidade: YouTube Kids, um aplicativo voltado para crianças, cujo foco é o conteúdo familiar, e principalmente deixar os pequenos longe de conteúdos impróprios. O conteúdo é dividido em quatro categorias (shows, música, aprendizagem e pesquisa) e pode ser pesquisado via palavras-chave. Também estão disponíveis configurações para o controle dos pais como tempo de limite para uso (que tem como objetivo não deixar a criança ficar o dia inteiro conectada no dispositivo), desativação do som, seleção prévia de vídeos e conteúdos que os filhos poderão ver e desabilitação da função de pesquisa. Além da segurança, o aplicativo foi desenvolvido com foco na facilidade, a interface é muito mais simples, assim os pequenos podem utilizá-lo sem problemas e de uma forma divertida.


Além disso, no dia 31 de outubro de 2015, com o objetivo de criar novas formas de monetização, a plataforma lançou o YouTube RED (relançado em 2018 com o nome de YouTube Premium), versão paga, que oferece vídeos sem anúncios publicitários, acesso a conteúdo exclusivo (séries e filmes produzidos e assinados pela marca YouTube Originals), reprodução em segundo plano e permite fazer download de vídeos para assistir offline.


No dia 28 de fevereiro de 2017 a empresa anunciou o lançamento do YouTube TV, um serviço de assinatura que inicialmente oferecia transmissões ao vivo de programação das cinco principais redes americanas de TV (ABC, CBS, The CW, Fox e NBC), bem como aproximadamente 40 canais a cabo conhecidos mundialmente. É uma espécie de TV a cabo pela internet que pode ser assistida de diversos dispositivos como televisões, computadores, smartphones ou tablets. No dia 22 de maio de 2018 foi lançado a plataforma de streaming de música por assinatura YouTube Music, que oferece um vasto acervo de canções, com singles e álbuns oficiais, além de videoclipes, remixes, apresentações ao vivo e covers. Além disso, lançou o YouTube Go, um aplicativo Android destinado a facilitar o acesso ao YouTube em dispositivos móveis em mercados emergentes, que permite o download de vídeos para visualizar offline, sem a necessidade de uma conexão, e compartilhamento com outros usuários.


O YouTube oferece um fórum para pessoas se conectarem, se informarem e se inspirarem umas às outras por todo o mundo, bem como atua como plataforma de distribuição para criadores de conteúdo original e para grandes e pequenos anunciantes. O YouTube hoje se transformou em um hábito: Perdeu na TV? Veja no YouTube. É comum internautas que perderam alguma coisa importante ou curiosa na televisão tentarem recuperar o material pelo YouTube, darem uma olhada nos filmes amadores, em fatos importantes do dia ou da semana e também, se houver tempo, uma espiada nas curiosidades caseiras postadas por pessoas do mundo inteiro. A vantagem em relação aos seus mais recentes concorrentes: ali a duração média dos filmes é de apenas 5 minutos. O YouTube foi capaz de ensinar as televisões e ao próprio Google a lidar com vídeos na internet. E o mais importante: dar a todos uma voz e revelar o mundo. Divulgar negócios, produtos, entretenimento e ideias, ou qualquer coisa, é um dos motores de sucesso do YouTube.


Números e curiosidades de um gigante 
Um simples usuário do YouTube talvez não tenha ideia do tamanho deste gigante, que transformou profundamente a forma como milhões de pessoas consomem conteúdo, quer seja ele relevante ou simplesmente para relaxar. Os números são fascinantes e impressionantes: 
● Os usuários coletivamente assistem o equivalente a mais de 46.000 anos de vídeos a cada ano. 
● Os usuários assistem a mais de 180 milhões de horas de conteúdo nas telas de smart TVs todos os dias. 
● Os usuários do YouTube são três vezes mais propensos a preferir assistir a um vídeo tutorial na plataforma do que ler um tutorial por escrito. 
● As categorias mais populares do YouTube são comédia, música, entretenimento/cultura pop e “como fazer”. 
● Segundo estatísticas, para assistir a todos os vídeos postados no YouTube até agosto de 2006, era preciso 9.305 anos. Como mais de 500 horas de vídeo são enviadas ao YouTube a cada minuto (e muitos deles violam as diretrizes da plataforma e, posteriormente, são suspensos) é impossível determinar o número exato de vídeos hospedados hoje em dia. 
● Somente em dispositivos móveis, o YouTube alcança mais adultos entre 18 e 49 anos durante o horário nobre, do que qualquer rede de TV a cabo consegue em uma semana normal. 
● 75% dos adultos dizem assistir ao YouTube em seus dispositivos móveis, e mais de 70% do tempo de exibição é gerado a partir de dispositivos móveis. 
● Os anúncios para celular têm 84% mais chances de atrair atenção do que os anúncios de TV. Este é um número surpreendente, dado que os comerciais de televisão recebem uma média de aproximadamente 45%. 
● 95% dos anúncios do YouTube são audíveis. 
● 15.8% dos usuários do YouTube são dos Estados Unidos. Depois, Índia, Rússia, China e Japão são os países com maior número de usuários. 
● O maior canal do YouTube no mundo é o T-Series (exibe produções de Bollywood, a indústria cinematográfica da Índia), que possui mais de 75.5 bilhões de visualizações e 138 milhões de inscritos. Já os maiores canais de uma marca/empresa são da Apple (11.4 milhões de inscritos) Red Bull (9.3 milhões de inscritos) e LEGO (9.05 milhões de inscritos), dados coletados até 5/2020. 
● O primeiro vídeo do YouTube que alcançou um milhão de visualizações foi um comercial da Nike de 2005, que apresentava o jogador Ronaldinho Gaúcho. No vídeo o craque calça suas novas chuteiras e acerta seguidos chutes no travessão. 
● “Despacito” de Luis Fonsi, com a participação de Daddy Yankee, é o vídeo mais assistido da história do YouTube. Já recebeu mais de 6.7 bilhões de visualizações (até 5/2020), em pouco mais de três anos. 
● O aumento da popularidade do clipe “Gangnam Style” (do rapper coreano Psy) quebrou o contador de visualizações do vídeo quando atingiu um bilhão de views. Hoje o vídeo tem mais de 3.6 bilhões de visualizações (até 5/2020). 
● O YouTube oferece um espaço gratuito na cidade de Los Angeles, onde os usuários com mais de 10.000 inscritos podem aprender, se conectar e criar vídeos no estúdio.


Materiais proibidos e censura 
Até 2010 o tamanho dos vídeos era restringido a no máximo 10 minutos de duração. Essa redução foi em função de episódios completos de séries da televisão e material com copyright (direitos autorais), enviados pelos usuários. Mas em julho de 2010, essa restrição passou de 10 a 15 minutos. Dias depois, o YouTube anunciou que o usuário que nunca infringiu direitos autorais poderia enviar livremente vídeo de qualquer tamanho. Apesar de fechar inúmeros acordos com grandes redes de televisão e estúdios para transmitir legalmente os conteúdos em vídeo, o YouTube ainda enfrenta ameaças judiciais de grandes empresas de mídia, irritadas pelo site ter se tornado um meio popular de “pirataria” de seus programas. Vídeos com conteúdo de assédio, bullying virtual, spam, metadados enganosos, golpes, exibição de informações pessoais de terceiros são alguns dos materiais que podem e certamente serão barrados. Outro grande problema enfrentado pelo YouTube é a censura que o site sofre em alguns países (como por exemplo, China, Coréia do Norte, Arábia Saudita, Eritrea, Sudão, Turquia, Irã, Paquistão, Venezuela, Tunísia), que insistem em tirá-lo do ar ou bloquear (completamente ou parcialmente) alguns conteúdos.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca passou por pequenas (algumas delas imperceptíveis) alterações ao longo dos anos. A primeira remodelação ocorreu em 2011 quando o logotipo adotou um vermelho mais escuro e perdeu os reflexos brancos no canto superior direito. Depois de passar por mais duas discretas modernizações (2013 e 2015), no ano de 2017 foi apresentada sua nova identidade visual, com a modificação mais significativa de sua história. Apesar de manter o padrão em branco, vermelho e preto, a popular “televisão vermelha” foi substituída pelo símbolo de “play” (que traz reconhecimento instantâneo universal com vídeo), posicionado ao lado esquerdo do nome. Além disso, o tom do vermelho se tornou mais vibrante e a tipografia de letra foi ligeiramente modificada (ganhou mais destaque e firmeza).


O tradicional ícone do YouTube, utilizado em mídias digitais e redes sociais, também evoluiu ao longo dos anos. Originalmente representado por um televisor com imagem retro, em 2012 foi apresentada uma nova identidade visual. Já em 2013, uma nova alteração: o ícone passou a ser representado por um botão de play (branco) sobre um fundo vermelho, semelhante ao utilizado nos vídeos do site. Em 2017 o símbolo apresentou um novo design (mais limpo e definido), igual ao presente no logotipo da marca. A imagem abaixo mostra a evolução do ícone para o sistema iOs da Apple.


O design da página inicial na internet também evoluiu ao longo dos anos, como pode ser visto na imagem abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 14 de fevereiro de 2005 
● Fundador: Steve Chen, Chad Hurley e Jawed Karim 
● Sede mundial: San Bruno, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: YouTube LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Alphabet Inc.) 
● CEO: Susan Wojcicki 
● Faturamento: US$ 15.1 bilhões (2019) 
● Lucro: Não divulgado 
● Assinantes: 22 milhões 
● Acessos: 2º site mais visitado da internet 
● Presença global: 150 países 
● Funcionários: 1.100 
● Segmento: Internet 
● Principais produtos: Compartilhamento de vídeos online e assinaturas 
● Concorrentes diretos: Vimeo, Vevo, Hulu, DailyMotion, Metacafe, Veoh, Twitch e Netflix 
● Slogan: Broadcast Yourself. 
● Website: www.youtube.com 

A marca no mundo 
Com mais de 1.9 bilhões de usuários ativos conectados por mês, o YouTube detém aproximadamente 40% de todas as visitas a sites de vídeo, onde diariamente são visualizados mais de 5 bilhões de vídeos. Atualmente tem aproximadamente 4% da audiência global diária, sendo o 2º site mais visitado da internet (dados de maio/2020). O YouTube pode ser encontrado em 88 domínios diferentes (versões locais), em mais de 80 idiomas e está disponível em 150 países. Em 2019 o YouTube alcançou uma receita de US$ 15.1 bilhões, isso sem considerar as assinaturas do YouTube Premium e YouTube Music Premium (serviços que oferecem uma experiência sem anúncios e permitem ouvir áudio em segundo plano no celular e tablet), que têm mais de 20 milhões de usuários pagantes. Nos Estados Unidos, existe ainda o YouTube TV (com mais 2 milhões de assinantes), que permite fazer streaming de canais de TV aberta e paga, pode ser compartilhado entre até seis pessoas, e oferece espaço ilimitado na nuvem para gravar programas e assisti-los depois. 

Você sabia? 
A marca se tornou tão poderosa que foi criado o termo YouTuber para referir-se à(s) pessoa(s) cuja principal ou única plataforma são canais do YouTube, subpáginas personalizadas da plataforma de compartilhamento de vídeos. 
O YouTube abriu caminhos para as marcas anunciarem em seus vídeos, e permitiu que os criadores de conteúdo ganhassem a vida apenas fazendo vídeos. Esse potencial de monetização incentivou os criadores de conteúdo a criar os vídeos mais envolventes possíveis e hospedá-los na plataforma, o que permitiu que o YouTube se tornasse o segundo site com mais tráfego, e o segundo maior mecanismo de pesquisa do mundo, atrás apenas do Google, é claro. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 6/5/2020

5.5.06

GOOGLE

Uma página em branco com uma logomarca colorida e um pequeno espaço para uma linha de texto representa o que existe de mais bem sucedido na internet. O GOOGLE. Mesmo quem não usa a internet (será que alguém não usa?) conhece o GOOGLE, sabe que ele é um mecanismo de busca, sabe que basta digitar um termo para procurar assuntos relacionados e de longe conhece o logotipo do serviço. Se Coca-Cola é sinônimo de refrigerante ou Gillette é o nome que se dá a qualquer barbeador descartável, podemos dizer que internet é GOOGLE. Se alguém falar em internet, vai ter que falar em GOOGLE, que hoje é muito mais que um simples mecanismo de busca, oferecendo serviços online, redes sociais, sistema de anúncios e uma centena de outras funções e possibilidades. Não é exagero nenhum dizer que o GOOGLE já domina o mundo! Afinal um sistema de buscas sabe o que as pessoas gostam, onde elas gostam de ir, o que elas ouvem, comem, bebem ou leem. E tem mais: nenhuma outra empresa simboliza tão bem e de forma tão abrangente o início do século 21 quanto o GOOGLE. Afinal, sua principal missão é organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis e úteis. 

A história 
Tudo começou no verão de 1996 com o surgimento de um sistema chamado BackRub, que recebeu esse nome devido à sua habilidade única de rastrear os links na internet, criado dentro da Universidade de Stanford por dois estudantes de doutorado de ciência da computação: Sergey Brin, um russo de 23 anos, e Larry Page, um americano de 24 anos. O BackRub ganhou alguns aperfeiçoamentos e, em 1997, a ferramenta foi batizada oficialmente com o nome de GOOGLE (cujo domínio original era google.stanford.edu), que ganhava popularidade e consumia a largura da banda de internet da universidade como um pequeno monstrinho. Enquanto as aranhas, programas de computador que mapeiam a web, trabalhavam em ritmo frenético, a internet de toda a universidade simplesmente parava.
  

Com isso, o projeto deveria ganhar uma nova sede. Os dois estudantes estavam endividados devidos aos gastos com a empresa e precisavam de um investidor. Esse investidor foi Andy Bechtolsheim, um dos fundadores da empresa Sun Microsystems. De Andy, os dois amigos ganharam um cheque no valor de US$ 100 mil. O cheque estava endereçado a Google Inc. (que ainda nem existia). Larry e Sergey foram obrigados a fundar oficialmente a empresa no estado da Califórnia, exatamente no dia 4 de setembro de 1998. Quando isso aconteceu, em setembro a equipe deixou o campus da Universidade de Stanford (mantinham os computadores que rodavam o GOOGLE em seus dormitórios) e foi para a garagem da casa de uma amiga dos fundadores da empresa chamada Susan Wojcicki, localizada no endereço 232 da Rua Santa Margarita em Menlo Park. Computadores velhos, uma mesa de pingue-pongue e um tapete azul brilhante compunham o cenário daqueles primeiros dias, noites e madrugadas. A tradição de manter tudo bem colorido continua até hoje. Desde o início, tudo era fora do comum. O primeiro servidor do GOOGLE era feito de Lego.
  

O primeiro empregado contratado, Craig Silverstein, um colega do curso de ciência da computação em Stanford, se tornaria mais tarde diretor de tecnologia da empresa. No final do ano, o sistema de busca já respondia a 10.000 requisições por dia. Nesta época, reportagens veiculadas sobre o GOOGLE em tradicionais jornais como USA Today e o francês Le Monde, demonstravam o sucesso que estaria por vir. O GOOGLE ganhou adeptos em toda a rede ao quebrar alguns paradigmas até então adotados pelos sistemas de buscas, como o pioneiro Altavista. Em lugar de apresentar páginas de maneira aleatória, o serviço introduziu o conceito de relevância nas pesquisas dos usuários. Com a ajuda de algoritmos matemáticos e programas de computador que varriam a rede em busca de conteúdo, as respostas eram apresentadas pela ordem de importância dentro da internet. Com o sucesso, em 1999, a empresa, então com apenas oito funcionários, mudou sua sede para cidade californiana de Palo Alto. No dia 21 de setembro de 1999 o serviço de busca sai da fase de testes e a palavra “BETA” é removida do logotipo. Nesse mesmo ano ocorreu a adição de um link para pesquisas limitadas a documentos do governo americano na página do GOOGLE. Era a primeira modificação que a página sofria.
  

Em 2000 o GOOGLE começou a vender anúncios associados a palavras-chave de busca. Com o intuito de manter um projeto organizado da página e aumentar a velocidade, as propagandas eram exclusivamente baseadas em textos. O programa de geração própria de anúncios, batizado de AdWords, prometia a ativação online com cartão de crédito, segmentação de palavras-chave e feedback de desempenho. Hoje, essas soluções de publicidade, que incluem anúncios gráficos, para celular e em vídeo, bem como os anúncios de texto simples ajudam milhares de empresas a crescer e ter sucesso. H serviço é responsável por boa parte do faturamento da empresa. No dia 9 de maio deste mesmo ano foram lançadas as primeiras 10 versões de idiomas do GOOGLE: francês, alemão, italiano, sueco, finlandês, espanhol, português, holandês, norueguês e dinamarquês. Pouco meses depois, no dia 12 de setembro o GOOGLE começou a oferecer pesquisas em chinês, japonês e coreano, o que elevou para 15 o número total de idiomas disponíveis. Foi também neste ano que o GOOGLE passou a ser o novo motor de busca do Yahoo!, substituindo o tradicional Inktomi, tornando-se assim o sistema de busca mais popular segundo pesquisa da StatMarket ao anunciar o primeiro índice com 1 bilhão de URLs (endereços na internet).
   

No dia 27 de março de 2001 o site já estava disponível em 26 idiomas. Pouco depois, no dia 1 de agosto a empresa abriu seu primeiro escritório internacional, na cidade japonesa de Tóquio. Um mês mais tarde, uma nova parceria com o Universo Online (UOL) tornou o GOOGLE o principal serviço de pesquisa para milhões de latino-americanos. No ano de 2002 a empresa implantou uma filosofia revolucionária: os engenheiros e funcionários foram incentivados a dedicar 20% do seu tempo trabalhando em algo que não fosse seu projeto principal. Serviços famosos como o Google Notícias, Orkut e o Gmail surgiriam dessa filosofia adotada pela empresa. Em 2003 a busca foi incrementada. De acordo com a palavra-chave digitada, a tradicional caixa de texto do GOOGLE já era capaz de rastrear voos em aeroportos, realizar operações matemáticas e muito mais.
   

No dia 17 de fevereiro de 2004 o índice de pesquisa atingiu uma nova marca: 6 bilhões de itens, o que incluía 4.28 bilhões de páginas da web e 880 milhões de imagens. No dia 18 de agosto deste mesmo ano, o GOOGLE fez uma oferta pública inicial de 19.605.052 cotas de ações ordinárias Classe A em Wall Street. O preço de abertura foi de US$ 85 por ação. Com a abertura de seu capital na Bolsa de Valores a empresa se transformava em um gigante do mercado financeiro americano. No mês seguinte já existia mais de cem domínios GOOGLE (Noruega e Quênia foram os de números 102 e 103). A lista cresceu e atualmente já passa de 180. No final de 2005 a empresa informou oficialmente a abertura dos primeiros escritórios em São Paulo e na Cidade do México. No ano seguinte um fato marcou a história da empresa: no dia 27 de janeiro o Google.cn, a versão de domínio local do GOOGLE, foi ao ar na China. Ainda neste ano o GOOGLE introduziu várias novidades como o bate papo no Gmail, usando as ferramentas de mensagem instantânea do Google Talk; a introdução das versões locais do GOOGLE MAPS na França, Alemanha, Itália e Espanha; o Gmail em idiomas árabe e hebraico, o que elevou a 40 o número de interfaces; a pesquisa de livros, que começou a oferecer downloads gratuitos de PDF de livros de domínio público; e a pesquisa de patentes nos Estados Unidos, indexando mais de sete milhões de patentes desde 1790.
   

No dia 15 de dezembro de 2005, os Googlers, como são carinhosamente chamados seus funcionários, de todo o mundo vestiram pijamas e chinelos para trabalhar no primeiro “Dia do Pijama” da empresa. Alguns opositores vestiam smoking. Este fato era apenas um retrato do ambiente descontraído de trabalho dentro da empresa. Em 2006 a empresa realizou uma de suas aquisições mais importantes: YouTube (conheça sua história aqui), site que permitia aos seus usuários carregarem, assistirem e compartilharem vídeos em formato digital. O site foi adquirido por US$ 1.65 bilhões. O resultado desta aquisição pode unificar o serviço com o Google Video, que deixou de existir. No ano seguinte mais uma aquisição: FeedBurner (então maior sistema gerenciador de feeds RSS do mundo, criado em 2004) por US$ 100 milhões. Milhões de pessoas usam diariamente os serviços do sistema. A compra mostrou como os feeds se tornaram parte importante da distribuição de conteúdo na internet. Já em 2008, o GOOGLE fez grandes avanços com uma importante iniciativa, que envolveu toda a empresa, para assegurar que todos os seus produtos estejam disponíveis nos 40 idiomas lidos por mais de 98% dos usuários de internet. No dia 25 de julho o sistema de indexação para processamento de links indicava que o GOOGLE contabilizava um trilhão de URLs únicos (enquanto o número de páginas da web individuais crescia vários bilhões por dia). Era um gigante que não parava de crescer.
    

E foi no mês de setembro de 2008 que o GOOGLE lançou um de seus mais importantes produtos e grande responsável por seu domínio no universo da tecnologia: ANDROID, sistema operacional para dispositivos móveis, probeniente de uma pequena empresa fundada pelo engenheiro Andy Rubin que o GOOGLE comprou por estimados US$ 50 milhões em 2005. O sistema operacional, que já esta em sua décima primeira versão, ficou popularmente conhecido por batizá-las com nomes de deliciosos doces e guloseimas, como por exemplo, Gingerbread (2011), Jelly Bean (2012), KitKat (2013), Lollipop (2014), Marshmallow (2015), Oreo (2017) e Pie (2018). O sistema operacional tem como símbolo um simpático robô verde, que se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do segmento de tecnologia no mundo. O Android é projetado principalmente para dispositivos móveis com tela sensível ao toque como smartphones e tablets; com interface específica para TV, automóveis (Android Auto) e relógios de pulso (Android Wear). Existem atualmente mais de 1.5 milhões de aplicativos disponíveis para Android (mais de 100 bilhões de downloads realizados), que detém mais de 70% de participação no mercado de sistemas operacionais (estima-se que mais de 2.5 bilhões de aparelhos móveis utilizem o sistema) e está disponível em mais de 100 idiomas.
   

No ano de 2009 a empresa criou o GOOGLE VENTURES, um fundo de capital de risco que visa usar recursos para dar suporte às inovações e encorajar novas empresas de tecnologia com grande potencial. Em 2012, ao pagar US$ 12.5 bilhões pela Motorola Mobility, o GOOGLE fez a maior aquisição de sua história e acirrou a disputa com a Apple. Isto porque, o GOOGLE se tornou capaz de controlar todos os aspectos de seus celulares, desde o equipamento em si até o sistema operacional. Mas o gigante da internet estava errado. A Motorola se tornou um imenso poço de prejuízos e, dois anos depois de sua compra, o GOOGLE repassou a empresa e suas patentes para a chinesa Lenovo, por US$ 2.9 bilhões.
   

Ainda em 2013, a empresa comprou o Waze por uma quantia estimada de US$ 1.1 bilhões. A empresa israelense criou um bem-sucedido aplicativo de mapeamento de condições de tráfego em ruas. O aplicativo do Waze para celulares captura dados de posicionamento de seus 130 milhões de usuários em 75 países para formar um mapa com informações, em tempo real, das condições de trânsito, orientando assim os motoristas. O serviço também foi incorporado ao GOOGLE MAPS. Em 2014 a empresa adquiriu o serviço de streaming de música Songza. A intenção era implementar alguns recursos do Songza em seu serviço de música - Google Play Music. No ano de 2018 a empresa anunciou que sua plataforma de carteira digital e sistema de pagamento online foi unificada sob o nome GOOGLE PAY.
   

Apesar do sistema de busca ser a vitrine de negócios, o GOOGLE pode ser visto realmente como uma empresa de mídia, que pretende colocar à disposição dos internautas o conteúdo das maiores bibliotecas do planeta ou os vídeos das principais emissoras de televisão do mundo. O GOOGLE representa uma das maravilhas da computação e não há dúvidas de que é um regente na internet que não ignora idiomas, sistemas operacionais, culturas, ideias e credos. No GOOGLE há espaço para tudo e para todos. A capacidade de inovar é diretamente proporcional a sua disposição em ganhar dinheiro. Os resultados financeiros são impressionantes. Afinal, hoje em dia, o GOOGLE está presente em todas as nossas ações na internet, e viver sem ele parece ser uma missão impossível. Não só utilizamos o site de buscas, mas, também o YouTube, Blogger, Google Reader, Google Maps, Chrome, além de Gmail, entre (muitos) outros serviços. Por tudo isso, Google.com tornou-se o endereço mais conhecido e acessado do mundo virtual, onde milhares e milhares de pessoas encontram respostas para dúvidas e problemas dia após dia. É fonte de informação, pesquisa, notícias, curiosidades, etc.
   

O GOOGLE é atualmente a maior, mais ousada e, talvez, a mais conhecida empresa de internet do planeta. Com foco inicialmente em buscas, a empresa ampliou sua oferta de serviços para praticamente todos os tipos de aparelhos, sejam eles tablets, celulares, TVs, relógios e outros gadgets. Se no início, o GOOGLE era um endereço que você podia acessar em apenas um único aparelho (o computador), nos dias atuais as pessoas interagem com inúmeros produtos em diferentes plataformas, aplicativos e dispositivos. O GOOGLE criou até sua própria linha de dispositivos eletrônicos de consumo que executam o sistema operacional Chrome OS ou Android, composta pelo tablet Pixel C, pelo laptop Chromeboo Pixel e pelos smartphones Pixel. E o GOOGLE é ainda admirado por muitos por sua ousadia e capacidade para lidar com volumes monstruosos de dados.
  

A linha do tempo 
1998 
Lançamento do “Boletim Google Friends”, publicação mensal no eGroups para manter os fãs informados sobre as notícias da empresa (ele é publicado até hoje, nos Grupos do GOOGLE). 
2000 
Lançamento do GOOGLE TOOLBAR, a famosa barra de ferramenta para ser instalada no navegador, que permite acesso rápido as principais funções e sites do GOOGLE, disponibilizada oficialmente no dia 11 de dezembro. 
2001 
Lançamento do GOOGLE IMAGES SEARCH, serviço de busca de imagens na internet, com acesso a 250 milhões de imagens. Hoje em dia é possível pesquisar mais de 70 bilhões de imagens. 
Lançamento do GOOGLE ZEITGEIST, estatísticas a respeito das palavras mais pesquisadas em cada país. Quanto mais as pessoas pesquisam online, mais padrões existentes permitem aprender sobre o que está em nossas mentes. O nome tem origem na palavra alemã Zeitgeist (espírito do tempo) referindo aos acontecimentos de uma determinada época. 
Aquisição do DEJA’S USENET ARCHIVE, o maior grupo de discussão da internet (um arquivo de 500 milhões de discussões), que foi remodelado e passou a chamar GOOGLE GROUPS
2002 
Lançamento do GOOGLE NEWS, serviço que permite a busca de notícias na internet. O serviço foi lançado oficialmente no dia 23 de setembro com quatro mil fontes de notícias. O serviço revolucionou o mercado de notícias, deixando seus usuários bem mais informados e também fornecendo ao GOOGLE tudo o que as pessoas gostam de ler, quais as empresas ou pessoas que geram mais notícias e quais os assuntos que ganham mais destaque na mídia. Em novembro de 2005 foram lançadas as versões em português tanto para o Brasil como para Portugal. 
Lançamento do FROOGLE (em 2012, renomeado como GOOGLE SHOPPING), serviço que permite fazer buscas por determinado produto ou realizar comparações de preços. O serviço foi criado por Craig Nevill-Manning, um funcionário do GOOGLE. 
Lançamento do GOOGLE LABS, site para apresentação de novas tecnologias ou serviços que estão sendo desenvolvidos pelas equipes da empresa. O site foi descontinuado em 15 de outubro de 2011. 
Lançamento do primeiro hardware da empresa: uma caixa amarela (chamada de GOOGLE SEARCH APPLIANCE) através da qual as empresas podiam conectar a sua rede de computadores para ativar recursos de pesquisa em seus próprios documentos. O produto foi descontinuado em 2019. 
2003 
Aquisição no dia 17 de fevereiro da empresa Pyra Labs, responsável pelo desenvolvimento do BLOGGER, serviço que oferece ferramentas e hospedagem para a criação de diários eletrônicos, conhecido popularmente como BLOGS, lançado em 1999. 
Lançamento do GOOGLE GRANTS, um programa de publicidade gratuita destinado a organizações sem fins lucrativos para veiculação de campanhas de anúncios gratuitos para suas nobres causas. 
Lançamento do GOOGLE ADSENSE, sistema que permitia aos webmasters obter fundos por meio de anúncios de texto. O serviço visava fornecer anúncios aos usuários cadastrados para que ajudassem a divulgar os clientes de publicidade para os quais o GOOGLE vendia espaço. Assim, cada um que tivesse cliques computados nos anúncios GOOGLE ganharia uma fatia do rendimento proporcional aos lucros obtidos. 
2004 
Lançamento do GOOGLE PRINT (agora conhecido como GOOGLE BOOKS), primeiro mecanismo de busca de livros digitalizados através do conteúdo de bibliotecas e editoras. No final do ano seguinte o serviço é expandido por meio de parcerias de digitalização com as bibliotecas de Harvard, Stanford, Michigan e Oxford, assim como a Biblioteca Pública de New York. Hoje o serviço já escaneou mais de 40 milhões de livros. 
Lançamento do ORKUT, uma rede social filiada ao próprio GOOGLE, que surgiu com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter seus relacionamentos. O Orkut foi criado pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, que trabalhava na empresa. A rede social, que já contou com mais de 100 milhões de usuários, foi descontinuada oficialmente no dia 30 de setembro de 2014. 
Lançamento do GOOGLE LOCAL, que oferecia listagens de negócios importantes, mapas e rotas. O serviço acabaria sendo integrado ao GOOGLE MAPS. 
Lançamento do GMAIL (abreviação de GOOGLE MAIL), serviço de correio eletrônico que provocou uma revolução na internet ao oferecer 1 Gigabyte de espaço aos usuários gratuitamente, além de recursos como pesquisa rápida e mensagens agrupadas. Na época em que foi lançado era preciso ser convidado para ter uma conta. A empresa só lançou o serviço como um produto finalizado em 2009, mas, em 2006, já havia versões mobile. 
Lançamento do Blog oficial do GOOGLE. Desde então, a rede de blogs corporativos se expandiu para contar com mais de 150 blogs em 17 idiomas, com cobertura de notícias sobre vários produtos, tecnologias e iniciativas da empresa. 
Lançamento do GOOGLE SMS, permitindo que usuários realizem buscas diretamente de seus celulares enviando suas consultas de texto para GOOGL ou 466453. 
Lançamento do GOOGLE DESKTOP SEARCH, um pequeno utilitário para realização de buscas rápidas e documentos armazenados em seus próprios discos rígidos usando a tecnologia GOOGLE. O serviço foi criado com o objetivo de simplificar a organização de informações. Era possível fazer buscas de arquivos dentro do computador em e-mails, arquivos do Word, Excel e PowerPoint e histórico de páginas visitadas na internet. Foi descontinuado em 2011. 
Aquisição em julho do PICASA, serviço voltado para a edição, gerenciamento e organização de imagens, que havia sido criado dois anos antes. 
Inauguração do GOOGLE STORE. Desde sua inauguração a loja, voltada para funcionários, vendeu mais de 100.000 brinquedos, inclusive 10.472 lava-lamps e mais de 21.000 ioiôs. 
Lançamento da versão beta do GOOGLE SCHOLAR (em português conhecido como GOOGLE ACADÊMICO), um serviço gratuito que ajuda usuários a pesquisarem literatura acadêmica, como por exemplo, artigos científicos, teses, livros, pré-impressões, resumos e relatórios técnicos. 
2005 
Lançamento do GOOGLE MAPS, serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens de satélite, permitindo assim traçar rotas entre pontos, localizar endereços e uma série de outras possibilidades. Esse serviço seria disponibilizado para plataformas móveis no mês de outubro. 
Lançamento da Página Inicial Personalizada (conhecida como iGoogle) permitindo que as pessoas personalizem sua própria página inicial do GOOGLE com módulos de conteúdo escolhidos por elas. Foi descontinuado no final de 2013. 
Lançamento do GOOGLE EARTH, serviço de mapeamento baseado em imagens de satélite que combina visualização de construções em 3D e terrenos com recursos de mapeamento e pesquisa do GOOGLE. O serviço, apresentado oficialmente no dia 28 de junho, permitia a localização de países, cidades e até ruas utilizando fotos de satélite de alta resolução. O serviço havia sido lançado em 2001 com o nome de Earth Viewer pela empresa Keyhole Inc., comprada pelo GOOGLE em 2004. 
Lançamento do GOOGLE TALK (também conhecido como GTalk), um comunicador de mensagens instantâneas e de VoIP bastante simples e eficiente. Ele permitia que os usuários do Gmail conversassem ou trocassem mensagens instantâneas gratuitamente com amigos de modo fácil e rápido usando um microfone de computador e alto-falantes (não era preciso ter telefone). O serviço foi encerrado em 2017. 
Lançamento do GOOGLE READER, um leitor de feeds, apresentando oficialmente na conferência Web 2.0, em San Francisco. Foi encerrado em 2013. 
Lançamento do MY SEARCH HISTORY, capaz de manter um histórico dos últimos termos pesquisados, permitindo que os usuários visualizem todas as páginas da web que visitaram e as pesquisas do GOOGLE que fizeram ao longo do tempo. 
Lançamento do GOOGLE WEB ACCELERATOR, software para acelerar a navegação na internet. Foi descontinuado no início de 2009. 
Lançamento da Pesquisa Google de Blogs, através da qual era possível localizar postagens de blogs atuais e pertinentes sobre tópicos específicos por toda a imensa blogosfera. 
Lançamento do GOOGLE TRANSIT. Os moradores da área metropolitana de Portland, no estado do Oregon, podiam planejar suas viagens usando transporte público em um único lugar. O serviço chegou a incluir centenas de cidades americanas, canadenses, europeias, asiáticas, africanas, australianas e indianas. 
Lançamento do GOOGLE ANALYTICS, antes conhecido como Urchin, para medir o impacto de sites e campanhas de marketing na internet. 
2006 
Lançamento do GOOGLE TRANSLATE, serviço gratuito de tradução instantânea de textos e sites. 
Lançamento do GOOGLE FINANCE, serviço de informações financeiras e econômicas. 
Lançamento do GOOGLE CALENDAR (conhecido em português como GOOGLE AGENDA), serviço de agenda online onde é possível adicionar, controlar eventos, compromissos, compartilhar a programação com outras pessoas, agregar à sua agenda diversas agendas públicas, entre outras funcionalidades. 
Lançamento do GOOGLE CKECKOUT, serviço de processamento de compras online, semelhante ao PayPal. Foi definitivamente descontinuado no final de 2013. 
Lançamento do GOOGLE VIDEO PLAYER, uma loja de vídeo, onde produtores de vídeos passam a definir preços e licenças de uso para seus conteúdos. 
Lançamento do GOOGLE TRENDS, uma maneira de visualizar a popularidade de pesquisas ao longo do tempo. 
Lançamento do PATENT SEARCH, mecanismo de pesquisa que indexava mais de 7 milhões de patentes desde 1790. 
Lançamento do Google Apps for Your Domain, um serviço que oferece versões de vários produtos GOOGLE que podem ser personalizados de forma independente com o nome de domínio do cliente. Após melhorias e desenvolvimento, em 2016 foi renomeado para G SUITE e, desde 2020, batizado de GOOGLE WORKSPACE, que passou a integrar os programas Docs, Agenda, Chat e Meet com o Gmail, além dos recursos do serviço de nuvem da empresa. O pacote de aplicações para o mercado corporativo tem atualmente mais 2 bilhões de usuários, dos quais 6 milhões pagantes. Também existem as versões para entidades de educacionais (G Suite for Education) sem fins lucrativos (G Suite for Non-profits). 
2007 
Lançamento do GOOGLE STREET VIEW, que inicialmente permitia imagens panorâmicas (de 360° na horizontal e 290° na vertical) de várias ruas de cinco cidades americanas (Nova York, San Francisco, Las Vegas, Miami e Denver). Em 2010 Brasil, Irlanda e Antártida foram incluídos no serviço, agora disponível em sete continentes. No ano seguinte a equipe foi à Amazônia capturar imagens do rio, da floresta e das comunidades vizinhas. O serviço funciona da seguinte maneira: um carro passa fotografando o que está acontecendo de interessante em alguma rua ou quadra de uma cidade. Atualmente o serviço cobre mais de 17 milhões de quilômetros em aproximadamente 85 países. Para isso utiliza carros, triciclos e até trenós para mapear as áreas. 
Anúncio do GOOGLE GEARS, uma tecnologia de código aberto que visa ampliar a funcionalidade de aplicações web através do armazenamento local de dados fornecidos online para uma utilização offline. Foi descontinuado em 2010. 
2008 
Lançamento do GOOGLE CHROME, em versão beta (versão de testes), de um navegador em código aberto com uma implantação mais rápida do interpretador Javascript, e adotando diversas funções na interface para facilitar a vida de quem usa aplicativos online. Em princípio, o browser, disponível em 43 línguas, poderia ser usado em 100 países através de computadores que operavam o sistema operacional Windows. Futuramente, o navegador também foi adaptado para as versões Linux e Mac. 
Lançamento do GOOGLE CLOUD PLATAFORM, uma suíte de computação que juntamente com um conjunto de ferramentas de gerenciamento modulares, fornecem uma série de serviços incluindo, computação, armazenamento de dados, análise de dados e aprendizagem de máquina. 
● Lançamento da ANDROID MARKET (atual GOOGLE PLAY), uma loja online para distribuição de aplicativos, jogos, filmes, música e livros para o sistema operacional Android. 
O recurso GOOGLE SUGGEST é incorporado ao sistema de pesquisa, ajudando a formular consultas, reduzir os erros de digitação e o número de digitações. 
2009 
Lançamento do GOOGLE LATITUDE, serviço que permitia localizar amigos e visualizar suas localizações através do GOOGLE MAPS. O usuário também pode integrar o serviço ao próprio celular e ser rastreado via satélite. O serviço foi incorporado ao Google Maps em 2017. 
Lançamento do GOOGLE VOICE, recurso de telecomunicação que funciona como um gerenciador de contatos, unificando números telefônicos do usuário, como telefone comercial, de casa e móvel, em uma única combinação. O serviço foi descontinuado em 2013. 
Para comemorar quatro décadas dos primeiros passos da tripulação da Apollo 11 em solo lunar ocorre o lançamento do GOOGLE MOON, ferramenta que disponibiliza imagens da Lua via satélite, permitindo assim analisar com mais detalhes a superfície lunar. 
2010 
Lançamento do GOOGLE FONTS, um sistema para facilitar o uso de diferentes fontes em páginas web. 
Lançamento do GOOGLE BUZZ, serviço que incorporou ao Gmail funções de compartilhamento de fotos e vídeos, além de status, tornando-o mais parecido com redes sociais. O serviço foi descontinuado em 2011. 
Apresentação da GOOGLE TV, um serviço de vídeo on demand online. A proposta era levar a presença do GOOGLE para a sala de estar de milhões de consumidores, indo muito além do universo dos computadores de mesa ou portáteis. A plataforma unia a internet à tradicional televisão permitindo a utilização de inúmeros recursos como a busca por filmes e shows e a possibilidade de assisti-los via cabo ou web; assistir a vídeos em Flash; ler notícias; enviar emails; e personalizar a tela inicial com seus canais e sites favoritos. O produto foi uma parceria entre o GOOGLE, Intel e a Sony
Lançamento do GOOGLE CHROME OS, um sistema operacional de código aberto baseado em Linux projetado para trabalhar exclusivamente com aplicativos web. Os programas instalados neste sistema operacional são os mesmo instalados no navegador Chrome, ou seja, a integração entre um computador com o navegador e um PC é total. Tudo o que o usuário precisa fazer é configurar a sincronização dos computadores para que tenha acesso a tudo em qualquer lugar. 
Lançamento da CHROME WEB STORE, a loja online de aplicativos da web para o navegador GOOGLE CHROME e GOOGLE APPS. 
2011 
Lançamento da rede social GOOGLE+, que contava com todas as funcionalidades comuns a diversas outras redes sociais, como um mural para publicar mensagens, fotos, vídeos e links; álbum de fotos; versão para smartphones; entre outros recursos. Foi encerrada em 2018. 
Lançamento do GOOGLE PLAY MUSIC, uma loja virtual onde os usuários podiam comprar músicas, em um formato semelhante ao iTunes. Foi encerrada em 2020. 
Lançamento do GOOGLE WALLET, um sistema de pagamento móvel que permite aos seus usuários armazenar cartões de crédito, cartões de fidelização, entre outras coisas. Foi descontinuado em 2018. 
Lançamento do GOOGLE ART PROJECT (atual GOOGLE ARTS & CULTURE), possibilita visitar virtualmente pelos melhores museus do mundo e explorar imagens em alta resolução de mais de 32.000 obras de arte. 
2012 
Lançamento do GOOGLE DRIVE, um serviço de armazenamento e sincronização de arquivos que abriga agora o Google Docs, um leque de aplicações de produtividade, que oferece a edição de documentos, folhas de cálculo, apresentações, e muito mais. 
2013 
Lançamento do CHROMECAST, um pequeno dispositivo que permite compartilhar imagens via streaming com facilidade a partir de um dispositivo mobile, como um tablet ou smartphone, diretamente para a TV. 
2014 
Lançamento do GOOGLE FIT, aplicativo para monitorar a saúde do usuário, servindo assim como uma central em que podem ser inseridos dados de saúde e condicionamento físico, como peso, refeições, dentre outros. Além disso, permite que os diferentes apps, wearables e dispositivos se comuniquem entre si e compartilhem informações. 
2015 
Lançamento do GOOGLE FOTOS, serviço de compartilhamento e armazenamento de fotos que substituiu o Picasa. O serviço de armazenamento na nuvem já conta com mais de 1 bilhão de usuários mensais, responsáveis pelo backup de 1.2 bilhões de fotos e vídeos todos os dias. A empresa afirma que só o espaço liberado nos celulares pode guardar 410 petabytes de informação. 
2016 
Lançamento da GOOGLE ASSISTANT, um assistente pessoal virtual que pode realizar tarefas do dia-a-dia, como ligar para pessoas, mandar mensagens, pesquisar no Google, e ainda conversar com o usuário. O assistente também compreende cada vez mais tipos de perguntas, que vão de resultados de jogos, lugares para estacionar, solicitação de rotas e até detalhes sobre o destino de sua próxima viagem. O assistente virtual do GOOGLE está disponível em mais de 90 países e em mais de 30 idiomas, sendo utilizada por 500 milhões de pessoas por mês. 
Lançamento da GOOGLE WI-FI, roteador que funciona com rede mesh e prometia cobrir áreas maiores (de até 418 m²). 
2017 
Lançamento da GOOGLE LENS, um aplicativo de reconhecimento de imagem. O aplicativo permite usar a câmera do smartphone para identificar objetos do mundo real, inclusive produtos em prateleiras para buscar preços correspondentes na internet, e também identificar lugares, pontos turísticos, obras de arte, e por aí vai. 
Lançamento da GOOGLE MEET, um aplicativo de videoconferência. Devido à pandemia de Coronavírus houve um aumento de trinta vezes no uso diário do aplicativo. Em março, diariamente eram realizados mais de três bilhões de minutos de videoconferência via Meet e três milhões de novos usuários eram adicionados todos os dias. No final de abril, o número de participantes diários em videoconferência excedeu a marca de 100 milhões.


Porque tanto sucesso? 
Se há uma receita que explique o sucesso do GOOGLE é essa: a empresa sabe desvendar os desejos de internautas do mundo. Com suas criações, acabou revolucionando a maneira das pessoas lerem emails, procurarem novos caminhos, assistirem vídeos e até conhecerem outras pessoas. O GOOGLE é uma empresa de internet muito, muito especial. Cresceu quando a bolha das empresas online estava murchando. Na primeira olhada, graficamente, a sua página não empolga. Não há cores berrantes e bonecos falantes. O GOOGLE é um sucesso de público e crítica, e seu charme está exatamente naquilo que não se encontra hoje no mundo virtual: simplicidade e objetividade. Nada é paradoxalmente tão simples e sofisticado como o serviço de buscas GOOGLE. Por trás da aparência simplista da interface se esconde um arsenal de tecnologia, como o sistema PageRank. Trata-se de um mecanismo que classifica os sites de acordo com a quantidade de links externos que apontam para ele. Em outras palavras, quanto mais links um site tiver em outros, maior é seu grau de importância no GOOGLE. Seja no Brasil, na Nova Zelândia, Alemanha ou México, sua ferramenta gratuita de busca é a mais acessada e garante praticamente boa parte da receita da empresa com a venda de anúncios de publicidade.
   

Mas o GOOGLE ainda tem muito que lucrar com suas outras faces, ainda pouco disseminadas. Gratuitas, com exceção dos pacotes para grandes corporações, as soluções seguem a filosofia de reunir, organizar, compartilhar e divulgar informações de maneira prática e simples. Seguindo a tendência de personalização, pioneirismo e facilidades para seus usuários, combinado com o incentivo aos próprios funcionários para pesquisa de novos produtos, além de um apetite voraz para comprar empresas em todo o mundo, o GOOGLE já oferece mais de uma centena de aplicativos e serviços online, dos mais complicados aos mais simples. Afinal, levante a mão quem nunca usou pelo menos um dos mais conhecidos: Google Search, Gmail, Google Maps, YouTube, Chrome, Google Play (que juntos tem mais de 1 bilhão de usuários) e uma enorme lista que segue.
  

Entre seus principais aplicativos ou serviços, que prometem ajudar os usuários a organizar sua vida virtual, e muitos até a vida real, é importante destacar: 
Gmail 
Criado inicialmente com 1GB de espaço de armazenagem, este serviço gratuito de email modificou o conceito de webmail e forçou o mercado a se reinventar. Seu surgimento forçou o Yahoo! e a Microsoft, que ofereciam apenas 6MB e 2MB (1MB equivale a 1 milhão de bytes) respectivamente, a aumentar a capacidade dos seus serviços de mensagens para continuarem competitivas. O mesmo teve de ser feito por outros servidores pagos. Pouco tempo depois, o Gmail aumentou novamente o espaço oferecido e assim sucessivamente a ponto de, hoje, cada usuário poder guardar 315 bytes por segundo em seu endereço virtual. Atualmente o serviço, disponível em mais de 100 idiomas, possui mais de 1.5 bilhões de usuários e oferece mais de 15 GB de espaço de armazenamento. Ao todo, são quase 10 milhões de mensagens perigosas bloqueadas pelo Gmail a cada minuto, de acordo com o GOOGLE.  
Google Docs 
Esta ferramenta lançada em 2006 permite que pequenas empresas economizem com licenças de softwares para realizar tarefas simples de editar textos e planilhas. Com o GOOGLE DOCS o usuário importa documentos, planilhas e apresentações. Como os documentos são armazenados online, o acesso pode ser feito de onde ele estiver. Ou seja, se uma pessoa precisar modificar algum arquivo durante uma viagem para o exterior, ela consegue cumprir a tarefa até se estiver em uma lan house. Outra grande sacada da ferramenta é permitir que os arquivos sejam compartilhados e alterados ao mesmo tempo por outros usuários do sistema. 
Google Calendar 
Gerenciar tarefas e compartilhar conteúdo com outras pessoas. Essa é a função do GOOGLE CALENDAR (em português conhecido como GOOGLE AGENDA), um gerenciador de tarefas que se integra à conta dos usuários do Gmail. Com uma interface simples e organizada, permite acessos a recursos como compartilhar agendas, agregar conteúdo de outras agendas e controlar eventos. Os compromissos podem ser visualizados por dia, semana ou mês. Imagine marcar um encontro com os amigos ou uma reunião com algumas pessoas do trabalho por meio do aplicativo. Para isso, basta incluir o evento na data desejada e permitir a inclusão da informação na agenda por outros usuários. 
Google Maps 
Encontrar locais específicos, traçar rotas, observar tráfego ao vivo e visualizar mapas: esse é o papel do GOOGLE MAPS. O serviço disponibiliza mapas e rotas para qualquer ponto do planeta. A versão brasileira traz ainda o Local Business Center, ferramenta que permite o cadastro de empresas que queiram ser encontradas no sistema por qualquer usuário. Com mais de 1 bilhão de usuários mensais, um dos produtos mais bem-sucedidos da empresa acumula 64 milhões de quilômetros de rotas geradas em mais de 240 países e territórios - cerca de 80 viagens de ida e volta para a Lua. Os pontos de interesse exibidos no mapa chegam a 150 milhões. 
Google Earth 
Quando surgiu o serviço revolucionou a maneira como enxergamos o mundo. Com ele, é possível visualizar imagens de satélite, mapas, terrenos e construções em 3D. O sistema pode ser adaptado para necessidades corporativas no formato PRO. Nesta versão, é possível realizar pesquisa e inclusão de dados e restringir o acesso a elas. Como exemplo, a Eurodisney que criou uma ferramenta interativa que proporciona aos clientes uma viagem tridimensional pelo destino turístico. A maioria das grandes cidades do planeta já está disponível em imagens com resolução suficiente para visualizar edifícios, casas ou mesmo detalhes mais próximos, como por exemplo, automóveis. 98% de todo o globo terrestre já está coberto com aproximação de pelo menos 15 quilômetros, permitindo assim visualizar o oceano e a Lua. O serviço já capturou 10 milhões de milhas de imagens do Street View, uma distância que poderia circundar o globo mais de 400 vezes. Hoje em dia o serviço está disponível em mais de 50 idiomas. 
Google Chrome 
O browser surgiu para competir com o Internet Explorer, da Microsoft, o Firefox, da Mozilla, e o Safari, da Apple. O navegador é capaz de gerenciar vários aplicativos independentes ao mesmo tempo, como acesso à internet, arquivos de música, processador de texto e organizador de fotos. É estimado que o navegador do GOOGLE detenha 68% do mercado mundial (dados de 2020). Atualmente mais de 5 bilhões de dispositivos no mundo tem o navegador instalado, que disponível em mais de 50 idiomas. 
Google Tradutor 
Lançado em 2006 e com mais de meio bilhão de usuários no mundo, o tradutor e ajuda a converter palavras, frases e expressões em 109 idiomas. Segundo a empresa, cerca de 143 milhões de traduções são realizadas pelo serviço diariamente, número equivalente a 161 mil vezes a obra inteira de Shakespeare, poeta britânico e autor do clássico “Romeu e Julieta”.


Óculos do futuro ou do fracasso 
No início da década de 2010, cada vez mais o GOOGLE estava saindo do mundo virtual. Um exemplo disso foi o GOOGLE GLASS, um acessório em forma de óculos que possibilita a interação dos usuários com diversos conteúdos em realidade aumentada. Ações como tirar fotos, compartilhar o que você vê e obter informações sobre rotas e os compromissos do dia são executadas sem o auxílio das mãos. Apenas com comandos de voz. A ideia de produzir um óculos inteligente e que se relacionasse com o ambiente ao seu redor era um sonho antigo dos programadores da GOOGLE, que trabalharam anos nesse projeto. Também chamado de Project Glass, o eletrônico é capaz de tirar fotos a partir de comandos de voz, enviar mensagens instantâneas e realizar vídeo conferências, entre outras ações. O dispositivo é semelhante a um óculos com design cibernético, que fixado em um dos olhos, disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão. Assim, o usuário pode consultar mapas, assistir vídeos, tirar fotos e compartilhar nas redes sociais de uma forma prática e bem diferente do que estamos acostumados nos smartphones e tablets.
   

Anunciado oficialmente em abril de 2012 e disponibilizado para alguns desenvolvedores em 2013, ao preço de US$ 1.500, o Google Glass foi colocado à venda para o consumidor final nos Estados Unidos somente em um único dia (15 de abril de 2014), como parte do “Glass Explorer Program”, em que os usuários compram o aparelho que ainda está longe de sua versão comercial final, para enviar suas opiniões ao GOOGLE e opinar sobre novas ideias de recursos para serem desenvolvidos para a plataforma. O preço elevado, não impediu que o estoque acabasse em menos de 24 horas. Quase um ano depois, o GOOGLE resolveu colocar ponto final na trajetória do produto e encerrou suas vendas. Foi um fracasso em se tratando de GOOGLE. Entre as razões que explicam o fracasso do Google Glass, além do alto preço, estão as falhas de estratégia da empresa na época de lançamento do produto, além de vários problemas de performance que afastaram os usuários entusiasmados com a ideia.
   

Uma marca poderosa 
A pesquisa da consultoria britânica Interbrand apontou o serviço de busca GOOGLE como “Marca do Ano” em 2002 superando lendárias concorrentes como Coca-Cola, GE e Apple. Mais uma vez era a internet mostrava sua força, e olha que o GOOGLE não fazia propaganda nenhuma de seus serviços ou de sua marca. Nos anos seguintes esse poder somente aumentou. Por diversas vezes a marca é apontada como a mais influente, criativa e admirada do mundo. Em 2019 o GOOGLE foi apontado pela própria Interbrand como a segunda marca mais valiosa do mundo. Um exemplo desse enorme poder nos dias de hoje pode ser comprovado em 2013 quando o tráfego mundial na internet diminuiu 40% após os servidores do GOOGLE ficarem fora do ar por apenas 5 minutos. Toda essa influência, sucesso e poder já fizeram com que aproximadamente 1.000 funcionários e ex-funcionários se tornassem milionários.
  

Uma empresa com senso de humor 
Já virou tradição no GOOGLE fazer pegadinhas ou trotes no dia da mentira (1º de Abril). Algumas delas se tornaram lendárias: em 2000 quando lançou o Google MentalPlex, que usava o poder mental como força de busca, bastando para isso olhar para um círculo que ele adivinhava o que o internauta queria buscar; em 2002 quando declarou que usava pombos para agilizar as buscas, pois além do baixo custo, eles tinham capacidade de reconhecer objetos; em 2004 quando anunciou sua base na lua (batizada de Googlelunaplex) e que estava contratando engenheiros; quando anunciou um email de 1GB que parecia mentira, mas não era; em 2005 quando lançou a bebida Google Gulp em quatro sabores, que prometia melhorar a inteligência alterando o seu DNA; ou ainda em 2010 quando anunciou que estava mudando seu nome para TOPEKA, uma homenagem à cidade localizada no estado do Kansas, que alterou seu nome para Google como parte dos esforços para receber uma rede experimental de fibras.
  

Além disso, o buscador da empresa tem uma série de códigos e palavras que o usuário pode escrever e que geram reações interessantes na plataforma. São os famosos easter eggs, com jogos, truques e ferramentas que podem ser muito úteis. Ou seja, alguns deles modificam a visualização, sendo que outros funcionam como divertidos jogos. Alguns exemplos (basta digitar): 
Do a Barrel Roll - a página vai dar um 360º 
Solitaire - e aproveite para jogar paciência 
Pac-Man - e jogue o clássico game 
Askew - o resultado aparece levemente torto ou inclinado 
Blink html - todos os “blink HTML” na página piscam 
Roll a Die - jogar dados com o GOOGLE 
Google Gravity (aperte o botão estou com sorte) – tudo irá desabar 
Google Underwater (aperte o botão estou com sorte) – pesquisa feita debaixo da água 
Google Sphere (aperte o botão estou com sorte) – motor de busca em forma de esfera 
Coin Flip - sorteia o tradicional cara ou coroa 
Animal sounds - biblioteca de “sons de animais” de quase todas as espécies
  

Querendo dominar o mundo? 
Quem acha que o GOOGLE só possui investimentos em internet está completamente enganado. Mas não se assuste, pois muitos não sabem que a empresa californiana investe em energia eólica, pesquisas genéticas, carros autônomos, biotecnologia e até em criações de abelhas. E para gerenciar tantas atividades diversas, no dia 2 de outubro de 2015 a empresa criou a ALPHABET INC., uma holding que passou a ser proprietária do próprio GOOGLE e de outras várias empresas nas áreas de tecnologia, ciências da vida, capital de investimento e pesquisas. Entre as quais estão: Capital G e GV (fundos de investimentos), Calico (empresa de biotecnologia), Jigsaw (incubadora de tecnologia) Deep Mind (tecnologia de inteligência artificial), Google Fiber (operadora de fibra ótica nos Estados Unidos), Sidewalk Labs (inovação urbana), Verily (pesquisas de saúde e prevenção de doenças), Wing (desenvolvimento de drones para delivery) e Waymo (desenvolvimento de carros autônomos). De maneira geral, foi uma atitude estratégica muito bem pensada para conseguir dar mais foco a outros negócios da companhia que estão em desenvolvimento. Uma curiosidade: a Alphabet Inc. tem como endereço na internet o domínio https://abc.xyz.
  

O nome 
Em 1997 Larry e Sergey decidem que o mecanismo de pesquisa BackRub precisa de um novo nome. Depois de algumas discussões, eles concordam com GOOGLE - um trocadilho com a palavra “googol”, inventada por Milton Sirotta, sobrinho do matemático americano Edward Kasner, para designar o número 10100, ou seja, o dígito 1 seguido de cem zeros. É possível ver uma boa representação disso no rodapé das páginas de busca do GOOGLE: o marcador de páginas de resultados consiste em um “G” com vários “o”, de modo que a busca fique organizada. O uso do termo simbolizava a missão dos dois jovens de organizar a aparentemente infinita quantidade de informações na web. A missão do GOOGLE era oferecer a melhor opção de busca na internet tornando as informações mundiais mais acessíveis e úteis. O GOOGLE começou a utilizar nomenclaturas próprias no mês de junho de 1999, quando surgiu o termo “Googler” para designar os funcionários da empresa. Depois surgiram outros termos internos derivados: Noogler (novo Googler, ou seja, um funcionário novato), Gaygler (funcionário gay), Doogler (funcionário que tem cachorro), Carpoogler (funcionário que dá ou pega carona), Greygler (funcionário de uma “certa idade”) e até Xoogler (ex-funcionário).
  

Verbo Googlar 
O verbo googlar (ou guglar), inspirado no inglês to google, é um neologismo que significa executar uma pesquisa na internet pelo motor de busca GOOGLE. A nova palavra é uma evidência clara da grande popularidade e influência atingida pelo GOOGLE. A Sociedade Americana de Dialetos escolheu o verbo “to google” como a palavra mais útil de 2002. É bom ressaltar que GOOGLE não incentiva o uso de qualquer palavra relacionada à sua marca registrada, já que teme um possível desgaste.
  

A badalada conferência 
No dia 28 de maio de 2008 a empresa realizou a primeira edição do GOOGLE I/O, uma conferência cuja finalidade era orientar os programadores a melhorar seus programas com técnicas demonstradas pelo GOOGLE. A conferência acumula, em sua história, vários anúncios que marcaram o segmento da tecnologia. A primeira edição, por exemplo, foi marcada pela apresentação da versão inicial do Android. Já a conferência de 2014 foi marcada pelas novas plataformas, a fim de levar o sistema operacional para o carro (Android Auto), a televisão (Android TV) e o relógio inteligente (Android Wear). Nos últimos anos, os principais assuntos giraram em torno de recursos como Inteligência Artificial. Não à toa, o Google Assistente e o Google Lens têm recebido mais funcionalidades recentemente. Realizada anualmente na cidade de Mountain View, na Califórnia, o nome “I/O” vem de “Input” e “Output” (“entrada” e “saída”, em tradução livre). As letras também serviram de referência para o slogan do evento: “Innovation in the Open”. Nessa conferência, onde participam em média 5 mil pessoas todos os anos, a empresa também anuncia novos produtos, aplicativos e funções.
  

Uma sede diferente 
A sede global da empresa, desde março de 2004, é conhecida como GOOGLEPLEX, um enorme complexo composto por 45 prédios onde trabalham mais de 9 mil pessoas (no início eram apenas 800 funcionários) em uma área de 290.000 m² (construída). A sede da empresa foi um dos primeiros prédios do Vale do Silício a adotar a ideia de “campus universitário”, disponível para o funcionário amenidades como refeitórios, bicicletas, mesas de pingue-pongue. O projeto do americano Clive Wilkinson deu certo e a sede virou pioneira no uso de material reciclável, painéis solares e muitos vidros para facilitar a iluminação. É tão grande que ocupa praticamente um bairro inteiro no Vale do Silício. Localizada em Mountain View (no endereço 1.600 da Amphitheatre Parkway), condado de Santa Clara, na Califórnia, seu nome seria a junção da palavra GOOGLE e COMPLEX (complexo). Porém há outra explicação: Googleplex é o nome que designa o número 10 elevado ao googol (que de tão grande não poderia ser escrito no universo). Depois de pagar aluguel por dois anos, a empresa resolveu comprá-la em definitivo da Silicon Graphics por US$ 319 milhões em 2006.
  

A praça central complexo é rodeada pelos principais prédios da empresa, e possuí uma quadra de vôlei de praia para os funcionários relaxarem, e ao lado uma escultura do esqueleto de um Tiranossauro Rex, chamado “Stan”, é decorado continuamente pelos funcionários. Na entrada do campus, o chamado Prédio 43 é o principal, onde é feita a recepção dos visitantes. Há uma grande quantidade de restaurantes, praças de alimentação, quadras de esportes, e o acesso é liberado através do crachá. No lobby do prédio principal uma tela de aproximadamente 60 polegadas sensível ao toque, em forma de celular Android, roda jogos clássicos. Em outro canto, um simulador 360º do GOOGLE EARTH permite aos visitantes entrarem praticamente em uma nave ao controlarem a ferramenta da empresa em um sobrevoo por qualquer cidade do mundo, já que o simulador domina toda a visão do participante. O complexo oferece ainda uma loja com inúmeros produtos como camisetas, casacos, mouse pads, canecas com a temática do GOOGLE. Ao lado da loja existe a chamada “Praça do Android” com suas estatuas de versões do sistema operacional mais popular do mundo, incluindo um simpático robozinho verde.
   

Trabalhar nesta sede é completamente diferente do que em qualquer outra. Os funcionários podem utilizar a piscina a qualquer hora do dia ou da noite, e há até um salva-vidas de plantão. E não é só isso. Há mesas de sinuca, videogames, cabeleireiros, academias, playground para os filhos de funcionários, um campo de areia para jogar vôlei e vias para locomoção de patinete, skate ou Segway. Também é possível ver centenas de bicicletas (batizadas carinhosamente como Google Bikes) com as cores da empresa estacionadas a disposição dos funcionários e visitantes. Além de ajudar o pessoal a manter a forma, também mostra a preocupação da empresa em ser “verde”, já que mesmo a sede da empresa se estendendo por vários quarteirões, são essas bicicletinhas o meio de transporte mais comum em todo o complexo. Além é claro dos diversos restaurantes com comidas e bebidas à vontade, para todos, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Cada funcionário tem direito a duas refeições gratuitas por dia nas diversas cafeterias espalhadas pelo complexo. Além das diversas opções de pratos oferecidos nestes locais, a empresa também dispõe de diversas lanchonetes menores em que diversos lanches gratuitos estão disponíveis. Muitos prédios do complexo têm verdadeiras praças de alimentação, cujo acesso é feito pelo uso do crachá do funcionário. São muitas opções de cardápio, que variam entre cozinha asiática, mexicana, italiana, com direito a massas e pizzas, assim como sanduíches, frutos do mar e ainda a possibilidade de se pedir grelhados. Uma curiosidade: há o cultivo de hortas orgânicas no meio de seus prédios de escritórios.
  

Os funcionários do complexo contam ainda com massagistas e podem levar até cachorros para o local de trabalho. Existe até uma sala conhecida como “salão de água”, onde a iluminação é controlada e os funcionários têm a sua disposição cadeiras de massagem com incríveis aquários para um total relaxamento. As baias de trabalho dos funcionários são bastante espaçosas e confortáveis. Cada um decora sua mesa como bem entender e, em um ambiente extremamente jovial e descontraído, o que não faltam são fones de ouvido: eles ouvem música o dia inteiro. Perto do local do coffee break há espaço nas paredes para quem tiver alguma ideia e for desenvolvê-la escrever, ou simplesmente anotá-la para não esquecer. Quem possui carro pode até mesmo usar a estrutura da empresa para lavá-lo gratuitamente e realizar trocas de óleo. E tem mais: ambientalmente sustentável, o complexo possui painéis solares que poderiam iluminar mais de mil casas, além do gramado de seus jardins já terem sido aparados por 200 cabras, alugadas por uma semana. Outra iniciativa ocorreu em 2010, quando com a ajuda da Marin Bee Company, a empresa instalou no campus o Hiveplex, quatro colmeias pintadas com as cores do GOOGLE, que nesse mesmo ano rendeu a primeira colheita de mel.
  

Com relação aos horários, eles simplesmente não existem. Os próprios funcionários fazem seus horários de trabalho e de descanso quando bem entendem. Uma empresa como o GOOGLE não poderia deixar de contar com uma espetacular conexão à internet. Há Wi-Fi disponível por todo o complexo, ou melhor, por toda Mountain View. Isso mesmo: o GOOGLE instalou internet sem fio, grátis, nos quatro cantos da cidade. O sistema de suporte tecnológico do GOOGLE é físico e fica disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, para ajudar a equipe com as necessidades de hardware e software e solução de problemas. Ele é chamado de TechStop. Cada novo funcionário que começa a trabalhar no complexo é chamado de Noogler. E se você deseja ser um desses sortudos saiba que terá que apresentar uma boa dose de “googliness”, que segundo a empresa é um fator essencial, e significa basicamente se a pessoa vai se adaptar ou não ao ambiente da empresa. Fazem parte da personalidade “googliness”: o bom humor, a capacidade de aprendizagem e o trabalho em equipe, entre outras características fundamentais. Além de trabalhar nesta fantástica sede, os funcionários têm regalias extras. Por exemplo, se um funcionário do GOOGLE morrer enquanto estiver trabalhando lá, seu bônus atrelado às ações da empresa é transferido para o cônjuge. E, pelo seguro de vida, o companheiro também recebe metade do salário do funcionário durante 10 anos, além de um adicional mensal de US$ 1.000 para cada filho.
  

Filantropia 
Em outubro de 2005 a empresa formou a GOOGLE ORG, uma entidade sem fins lucrativos, com fundo inicial de US$ 1 bilhão, para aplicar em projetos contra o aquecimento global, além de combater doenças e a pobreza que assola muitos países do planeta. O primeiro projeto financiado foi o desenvolvimento de um carro elétrico capaz de atingir uma velocidade de 160 km/h. A missão da organização é trazer o melhor do GOOGLE para ajudar a resolver alguns dos maiores desafios da humanidade - combinando financiamento, inovação e conhecimento técnico para apoiar comunidades carentes e oferecer oportunidades para todos. Ou seja: utiliza a informação e a tecnologia do GOOGLE para construir produtos, investir e patrocinar projetos que ajudem na realização de políticas contra os desafios globais, como por exemplo, energia solar ou até mesmo acompanhar e monitorar epidemias. Todos os anos a organização doa aproximadamente US$ 100 milhões em forma de investimentos e subsídios para organizações sem fins lucrativos. Além disso, também apresenta desafios regulares em todo o mundo para estimular usos inovadores de tecnologias para enfrentar desafios locais.
  

Os gênios por trás da marca 
O GOOGLE é resultado de duas mentes brilhantes e precoces (foto abaixo). O americano Lawrence Edward Page, filho de um cientista da computação da Universidade Estadual de Michigan, Dr. Carl Victor Page. Sua paixão por computadores começou cedo, aos seis anos. Seguindo os passos do pai na Universidade de Michigan, ele se formou em engenharia da computação. E o russo Sergey Mihailovich Brin, que emigrou em 1979 para os Estados Unidos juntamente com a família, fugindo ao antissemitismo da antiga União Soviética, já que eram de origem judia. Seu pai começou a trabalhar na tradicional Universidade de Maryland, onde era professor de matemática. A mãe de Sergey trabalhou por muitos anos como especialista na NASA. Ele formou-se em matemática e ciência da computação com honras pela tradicional Universidade de Maryland. Ambos fizeram mestrado em Ciências da Computação na renomada Universidade de Stanford quando fundaram o GOOGLE em 1998. Os fundadores da empresa, ambos com pouco menos de 50 anos, estão entre os 20 homens mais ricos do mundo segundo a lista divulgada pela renomada revista Forbes. De acordo com a revista, Larry Page tem uma fortuna de US$ 69.9 bilhões (outubro/2020) e Sergey Brin possui US$ 68 bilhões (outubro/2020). Hoje em dia, ambos ocupam um cargo no membro do conselho da Alphabet, sendo ainda funcionários e acionistas controladores na empresa.
  

Logotipos divertidos 
Divertir-se com o logotipo corporativo e redesenhá-lo de tempos em tempos é impensável em muitas empresas, mas, no GOOGLE, isso faz parte da marca e de sua filosofia. Irreverência, criatividade e brincadeiras que costumam promover para seus usuários momentos de total descontração. O GOOGLE é realmente uma empresa diferenciada. Por isso, possui inúmeros logotipos comemorativos (batizados oficialmente como DOODLES, que são os desenhos feitos sobre, ou usando como base o logotipo oficial da marca) referentes a feriados, datas e acontecimentos importantes, como por exemplo, o Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia de Ações de Graça, Natal, Ano Novo, Dia das Bruxas, 4th July (comemoração da independência americana), Jogos Olímpicos, Copa do Mundo de Futebol ou aniversários de grandes personalidades mundiais como artistas famosos, pioneiros e cientistas. Seja o primeiro dia da primavera, o aniversário de Albert Einstein ou os cinquenta anos da descoberta do DNA, os ilustradores sempre encontram um jeito de celebrar esses eventos únicos com arte, irreverência e muita criatividade.
  

O primeiro Doodle surgiu no dia 30 de agosto de 1998 quando Larry e Sergey, os fundadores da empresa, resolveram brincar com o logotipo corporativo para marcar a sua presença no The Burning Man, um festival anual realizado no deserto de Nevada cuja proposta é ser um evento onde todos são encorajados a se expressarem. Um desenho simples de um boneco palito foi colocado atrás da segunda letra “o” da palavra GOOGLE. O logotipo modificado (foto abaixo) era uma forma bem-humorada de dizer aos usuários que os fundadores estavam “fora do escritório”. Ainda que o primeiro Doodle tenha sido bastante simples, a ideia de decorar ou reinterpretar o logotipo da empresa para celebrar eventos importantes foi muito bem recebida pelos usuários.
  

Em 2000, eles pediram ao webmaster, Dennis Hwang, um designer americano de origem oriental e que era um estagiário na época, para criar um Doodle para celebrar o Dia da Queda da Bastilha, evento da Revolução Francesa ocorrido em 14 de julho de 1789. Felizes com o resultado, os Doodles começaram a serem criados para celebrar feriados americanos, aniversários de famosos e datas importantes para a humanidade. Hoje em dia, eles destacam uma grande variedade de eventos e datas comemorativas, desde o aniversário de John James Audubon até o aniversário do Sundae. Assim, os Doodles se tornaram um acontecimento regular na página inicial do GOOGLE, deixando as pesquisas mais divertidas para milhões de usuários no mundo inteiro. Quando os eles foram criados, ninguém esperava que se tornariam tão populares ou tão abrangentes para a experiência de pesquisa com o GOOGLE. Hoje em dia, muitas pessoas aguardam ansiosamente o lançamento de cada novo Doodle e alguns até os colecionam. Com o sucesso consolidado na internet, é natural que os Doodles despertem no usuário aquela vontade de levá-los para casa. E isso é possível, já que o GOOGLE mantém uma parceria com a loja virtual Zazzle, onde são oferecidos inúmeros produtos, como por exemplo, canecas, pranchas de skates, camisetas e adesivos com Doodles impressos.
  

No dia 21 de maio de 2010 foi lançado o primeiro Doodle interativo para comemorar o 30º aniversário do jogo Pac-Man, que ficou 48 horas no ar. Segundo estimativa este Doodle pode ter causado um prejuízo de US$ 120 milhões. Isto porque, milhões de funcionários de empresas tentaram vencer os 256 níveis de dificuldade e “zerar” o game incluindo nesse Doodle. Já em 2011, o 122º aniversário de Charlie Chaplin foi a ocasião perfeita para lançar o primeiro Doodle animado. Em 2018, para celebrar o Dia das Bruxas, desenvolveu o primeiro Doodle interativo multiplayer, o Trick-or-Treat: The Great Ghoul Duel, um jogo por equipes, através de um grande duelo entre necrófagos, onde duas equipes de até oito jogadores se enfrentavam para ver qual time conseguia coletar mais chamas espirituais. Mais recentemente, em 2019, para comemorar o aniversário de Johann Sebastian Bach, músico e compositor alemão, foi desenvolvido o primeiro Doodle com inteligência artificial, uma animação interativa que incentivava os usuários a compor sua própria melodia. Entre os Doodles mais memoráveis, estão o da descoberta de água na Lua e o do aniversário de 70 anos de John Lennon - o primeiro em vídeo.
   

Hoje em dia existe uma equipe formada por ilustradores (chamados internamente de DOODLERS), desenvolvedores e gerentes de projeto para criar essas divertidas interpretações. Além de todas estas cabeças, o grupo de criação conta ainda com dezenas de voluntários dentro da empresa. Eles fornecem traduções e sugerem ideias para Doodles internacionais, em outros países. Desde 1998 já foram criados mais de 4.000 Doodles. A coleção completa por ser encontrada aqui.
  

A evolução visual 
Ao longo de sua história a marca modificou pouco a estrutura de seu conhecido e colorido logotipo. O logotipo original, criado pelo próprio Sergey Brin, durou apenas poucos meses. Criado utilizando o editor de imagem Gimp, o logotipo possuía letras em maiúsculas e cores primárias. Em novembro de 1999 foi substituído: o logotipo ganhou sombra e o ponto de exclamação (muitos dizem para imitar um de seus maiores rivais da época, o Yahoo!), além de uma nova cor para letra G inicial, que passou a ser azul (antes era verde). Em 2000, nova mudança: um acentuado afinamento no corpo das letras, uma nova tipografia e a exclusão do ponto de interrogação, ocorrida oficialmente no dia 6 de novembro. Esse logotipo foi criado e projetado pela designer gráfica brasileira Ruth Kedar com base na fonte “Catull”. No início do mês de maio de 2010, o GOOGLE renovou sua identidade visual e apresentou um novo logotipo com cores mais brilhantes, diminuição do sombreamento das letras e a exclusão do símbolo ™. No dia 19 de setembro de 2013 ocorreu uma nova alteração: as cores se tornaram chapadas e sem os efeitos tridimensionais. As modificações deram, assim, um ar mais jovial e moderno à marca. Pouco depois mais uma modificação, ou melhor, uma pequena correção (imperceptível a quase todos os mortais): o segundo G foi movido um pixel para a direita e o L deslocado um pixel para baixo e para a direita. Em setembro de 2015 a marca apresentou sua remodelação mais abrangente: nova tipografia de letra (a fonte serifada deu lugar a um estilo bem mais limpo) e cores mais vívidas. Uma curiosidade: o logotipo do GOOGLE não era centralizado na página até 2001.
  

Outra importante ferramenta visual utilizada pelo GOOGLE atende pelo nome de Favicon (palavra derivada de “favorite” e “icon”). São pequenas imagens no formato .ico com aproximadamente 16x16 (ou 32x32 pixels) que ficam guardados em um site ou diretório para visualização no navegador. O Favicon do GOOGLE também passou por modificações ao longo dos anos. O primeiro foi criado em 1999 e utilizava a primeira letra G como símbolo. Em 2008 passou a utilizar a segunda letra G (neste caso, minúscula) como símbolo. Depois de se tornar colorido em 2009, no mês de agosto de 2012 foi adotado um fundo azul. Em 2015 a mudança mais radical: um “G” em caixa alta e com as cores azul, vermelho, amarelo e verde.
  

Os slogans 
Make Google Do It. (2018) 
Dá um Google. (2016) 
Do the right thing. (2015) 
Don’t Be Evil. (Não utilizado oficialmente)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 4 de setembro de 1998 
● Fundador: Sergey Brin e Larry Page 
● Sede mundial: Mountain View, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Google LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Alphabet Inc.) 
● Chairman: John Leroy Hennessy 
● CEO: Sundar Pichai 
● Faturamento: US$ 160.7 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 34.3 bilhões (2019) 
● Valor da marca: US$ 167.713 bilhões (2019) 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 118.900 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rotor de busca, publicidade online, email, navegador, blogs, sistema operacional móvel, computação em nuvem e aplicativos 
● Concorrentes diretos: Yahoo!, Microsoft, Amazon, Apple, Alibaba, Facebook, Twitter, Tik Tok, Baidu, Mozilla, Zoom, Skype, Hulu e Instagram 
● Ícones: O logotipo colorido 
● Slogan: Make Google Do It. 
● Website: www.google.com 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca GOOGLE está avaliada em US$ 167.713 bilhões, ocupando a posição de número 2 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2019. 

A marca no mundo 
Ou melhor, o mundo no GOOGLE. O grau de dependência do mundo em relação ao GOOGLE pode ser medido em números: mais de 2 bilhões de usuários ativos mensalmente; responde a mais de 77.400 pesquisas por segundo (15% das buscas feitas nunca foram realizadas antes); maior site de buscas do planeta com 2 trilhões de pesquisas por ano; sistema de indexação e pesquisa com mais de 100 milhões de gigabytes em dados; capaz de encontrar 60 trilhões de endereços de internet; 500 petabytes de volume de dados armazenados em seus servidores; proprietário de fenômenos como Blogger e YouTube; emprega mais de 118.000 pessoas; possui 70 escritórios em mais de 45 países e 180 domínios registrados; seu serviço de busca está disponível em 150 idiomas; seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Android, está presente em mais de 2.5 bilhões de aparelhos; oferece mais de 100 produtos e serviços; é executado através de mais de um milhão de servidores em data centers ao redor do mundo; contrata 16 novos funcionários por dia; além de faturar mais de US$ 160 bilhões por ano e ser o site mais visitado da internet. Precisa algo mais. Além disso, o GOOGLE é forte concorrente da Apple em mobilidade; da Microsoft, em internet; do Facebook, nas redes sociais; e das emissoras de tevê e dos provedores de conteúdo, em virtude dos serviços Google TV e YouTube

Você sabia? 
Durante anos o slogan oficial da empresa, criado pelo engenheiro Paul Buchheit em 2004, era “Don’t be evil” (em inglês algo como “Não seja mau”). Apesar de oficial, o slogan não era utilizado na comunicação oficial da empresa. Além de servir como um lembrete de que a empresa tinha um compromisso em seguir a lei de diferentes países, o slogan servia como uma forma de estimular o desenvolvimento de produtos eficientes e que tivessem como principal foco o conforto de cada usuário. 
O domínio www.google.com foi registrado um ano antes da fundação da empresa, mais exatamente no dia 15 de setembro de 1997, por uma empresa especializada em registro de marcas, a Mark Monitor Inc. 
O GOOGLE não permite que qualquer tipo de anúncio em pop-up apareça em seu site. Não apenas são irritantes, como vão contra a ideia de que as pesquisas no GOOGLE devem ser rápidas e simples. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico, Estadão, Folha e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 18/10/2020