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24.6.25

WhatsApp


O WhatsApp se tornou uma ferramenta de comunicação essencial para bilhões de pessoas, isso mesmo, bilhões, ao redor do mundo. Fundamental para a comunicação diária, o WhatsApp transformou a forma como nos comunicamos, e até compramos, aproximando pessoas de pessoas e empresas. Por isso, é possível afirmar com sensatez que hoje em dia o WhatsApp é uma força dominante no cenário global de comunicação com números impressionantes. 

A história
O WhatsApp foi criado por dois programadores, o imigrante ucraniano Jan Koum e o americano Brian Acton (ambos na imagem abaixo), que se conheceram ao trabalharem juntos no Yahoo! (conheça essa outra história aqui). Em 2007, eles decidiram tentar carreira em outra empresa que crescia exponencialmente, o Facebook. Na época, porém, ambos foram rejeitados, o que acabou fazendo com que buscassem outras oportunidades no ramo da tecnologia. Com isso, a dupla começou a pensar em novas oportunidades, na mesma época em que foi lançado o primeiro iPhone. E foi Koum quem vislumbrou o potencial de operar através da App Store da Apple (saiba mais aqui), após comprar um iPhone no início de 2009. A ideia do WhatsApp surgiu não como um serviço de mensagem, mas sim como uma ferramenta para indicar o status das pessoas (indicando a disponibilidade para receber ligações). Posteriormente Koum revelaria que parte de sua motivação era não perder chamadas enquanto estava na academia.
  

A primeira versão do WhatsApp foi lançada exclusivamente para o iPhone, e chegou ao mercado em fevereiro de 2009. O nome do aplicativo foi inspirado na expressão informal “What’s up?”, muito utilizada pelos americanos, e que significa algo como “O que está rolando/acontecendo?”, “E aí?” ou “Como vai?”. Com as notificações ativas, os criadores perceberam um aumento na utilização do aplicativo, e as mensagens de status passaram a ser mais personalizadas e divertidas, como por exemplo, “Acordei tarde” ou “Estou a caminho”. Com isso, em agosto do mesmo ano eles lançaram uma versão atualizada que, enfim, contava com a possibilidade de trocar mensagens instantâneas pelo próprio aplicativo. A atualização - batizada de WhatsApp 2.0 - rendeu uma rápida ascensão e logo o aplicativo já contava com 250 mil downloads. Com isso, no mês de outubro, Acton convenceu cinco ex-amigos do Yahoo! a investir US$ 250.000 em financiamento inicial.
   

Levando em conta que nos Estados Unidos o envio de SMS é gratuito, logo surgiu um grande desafio ao WhatsApp: “por que as pessoas iriam baixar um novo aplicativo, sendo que elas já enviavam SMS gratuitamente?”.  Foi aí que a empresa percebeu seu grande potencial de expansão internacional, especialmente em países que cobravam por SMS (e ainda tinha limites de caracteres), como por exemplo, o Brasil, onde o aplicativo foi lançado em novembro de 2009 e teve um rápido crescimento, pois permitia a troca de mensagens de forma rápida e gratuita. E no final deste ano, o aplicativo recebeu uma importante atualização que permitia enviar fotos. No no de 2010, o WhatsApp passou a ficar disponível em outros sistemas operacionais, incluindo para celulares BlackBerry e sistemas Android, o que impulsionou ainda mais sua utilização e popularidade em diversos países ao redor do mundo. No começo de 2011 o WhatsApp entrou no Top 20 da Apple Store nos Estados Unidos, como um dos aplicativos mais baixados. No mesmo ano, o WhatsApp lançou um novo recurso, as mensagens em grupo, e chegou a marca de 1 bilhão de mensagens enviadas em um dia.
     

Pouco depois, em agosto de 2013, o WhatsApp passou a disponibilizar as mensagens de voz, possibilitando assim aos usuários uma maneira de enviar gravações de áudio curtas diretamente em seus bate-papos, um recurso que se tornaria extremamente popular. Nessa época o WhatsApp já contava com aproximadamente 200 milhões de usuários ativos no mundo e chamava a atenção de gigantes como o Google (conheça essa história aqui), que chegou a fazer uma proposta de compra, recusada pelos fundadores. Mas foi o Facebook (conheça essa outra história aqui) que claramente enxergou o WhatsApp como uma ameaça potencial à sua própria oferta e resolveu comprar a plataforma em fevereiro de 2014 por exorbitantes US$ 19 bilhões, uma das maiores aquisições da história na área da tecnologia. Nessa época o WhatsApp tinha apenas 55 funcionários, mas já contava com mais de 450 milhões de usuários em diversos países do mundo. Koum e Acton seguiram atrelados ao WhatsApp como acionistas e continuaram desenvolvendo novas ferramentas para a plataforma.
   

Em agosto de 2014, o WhatsApp já era o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, com mais de 600 milhões de usuários. Em novembro deste mesmo ano o aplicativo introduziu um de seus recursos mais populares: Recibos de Leitura, que alerta os remetentes quando suas mensagens são lidas pelos destinatários. O ano de 2015 foi marcado pelo lançamento do WhatsApp Web, versão do aplicativo para ser usada por meio de um navegador, sincronizando com a conexão do dispositivo móvel. Além disso, introduziu uma das atualizações mais populares com a adição de chamadas de voz e vídeo, que permitiu aos usuários fazerem chamadas de forma rápida e fácil por meio do aplicativo. Isso fez com que o WhatsApp se tornasse uma plataforma de comunicação completa, permitindo que as pessoas trocassem mensagens, compartilhassem arquivos e realizassem chamadas de voz e vídeo tudo em um só lugar.
  

Outra atualização importante do WhatsApp foi a adição de recursos de grupo em 2016. Isso permitiu que os usuários criassem grupos de conversa com diversas pessoas, o que foi uma mudança significativa para a plataforma. Antes disso, os usuários só podiam conversar com uma pessoa por vez. Essa atualização tornou o WhatsApp uma ferramenta ainda mais poderosa para a comunicação coletiva, e permitiu que as pessoas colaborassem e compartilhassem mais informações, e de modo mais eficiente. Ainda em 2016, o aplicativo introduziu novos recursos, como por exemplo, o compartilhamento de documentos, permitindo inicialmente que os usuários compartilhassem arquivos PDF com seus contatos; e videochamadas entre duas contas.
  

No início de 2018 foi lançado o WhatsApp Business, para ajudar pequenas empresas a alcançar seus clientes com mais eficiência. O WhatsApp Business funciona como a versão tradicional do aplicativo de mensagem, mas se diferencia pela geração de uma conta comercial verificada com informações básicas sobre o negócio (e-mail, endereço, site e descrição de serviços) e funções extras, como a criação de catálogos para venda de produtos diretamente no aplicativo, ou recurso que fornece métricas (como modelo de mensagens mais lidas, por exemplo) para fomentar estratégias de marketing mais assertivas por meio do aplicativo. Em um ano de lançamento, o WhatsApp Business já contava com uma sólida base de 5 milhões de empresas utilizando a ferramenta ao redor do mundo. Esse ano também foi marcado pela introdução dos recursos de chamadas de áudio e vídeo em grupo e do lançamento da funcionalidade de figurinhas, que permite aos usuários enviar e receber figurinhas em suas conversas, tornando-as mais divertidas. Em 2020, no Brasil, o aplicativo disponibilizou pela primeira vez o recurso de pagamento, inicialmente para pessoas físicas e pequenas empresas e que permite aos usuários fazerem transferências de dinheiro e pagamentos para empresas diretamente pelo aplicativo, utilizando cartões cadastrados ou chave Pix.
    

Em 2021 o WhatsApp adicionou novos recursos ao seu aplicativo, incluindo enviar fotos e vídeos que desaparecem após uma visualização. Em 2022 o WhatsApp adicionou a capacidade dos usuários de desativar seu status online. Além disso, adicionou a capacidade de reagir a mensagens inicialmente com seis emojis predefinidos (polegar para cima, coração, mãos unidas, lágrimas de riso, boca aberta de surpresa e rosto chorando). Nos últimos anos o WhatsApp continuou aperfeiçoando seu aplicativo e introduzindo novos recursos, como por exemplo, permitir aos usuários editar mensagens até 15 minutos após o envio (2023), compartilhamento de fotos e vídeos em alta definição (2023), substituição do indicador “Digitando…” por um novo ícone de reticências que mostra a foto de perfil de quem digita (2024) e transcrever mensagens de voz, permitindo ler o que foi dito em uma mensagem de voz, em vez de ouvir o áudio. Além disso, um “Assistente Inteligente” com tecnologia de IA tornou-se amplamente disponível no WhatsApp, permitindo que os usuários fizessem perguntas ou executassem tarefas como gerar imagens.
  

Hoje em dia, diferente da versão inicial de 2009, é possível usar o WhatsApp para: 
● enviar mensagens instantâneas, fotos, vídeos e outros formatos de arquivos; 
● compartilhar localização em tempo real; 
● fazer chamadas de voz e vídeos; 
● distribuir documentos; 
● trocar figurinhas/gifs; 
● realizar pagamentos; 
● procurar e entrar em contato com empresas direto no aplicativo.
  

O WhatsApp tem como filosofia a criptografia de ponta a ponta (implementada no aplicativo em agosto de 2012), que impede, ou ao menos dificulta, a interceptação de mensagens. Desta forma, nem mesmo a empresa tem acesso ao conteúdo que circula pela plataforma. O recurso de segurança também cria constantemente grandes atritos com autoridades por gerar dificuldades em investigações policiais. No Brasil, o aplicativo chegou a ser bloqueado pela impossibilidade de quebrar o sigilo da troca de mensagens de pessoas investigadas.
  

A identidade visual
A identidade visual da marca pode ser aplicada em três cores: na tradicional verde-clara, preta e verde-escura.


Além disso, o logotipo do WhatsApp também pode ser aplicado com o nome abaixo do tradicional símbolo, que ganha variações dependendo da utilização (como mostra a imagem abaixo).
  

Já o design do aplicativo evoluiu ao longo dos anos (imagem abaixo), adquirindo uma aparência mais limpa e uma utilização mais intuitiva.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 24 de fevereiro de 2009 
● Fundador: Jan Koum e Brian Acton 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: WhatsApp LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Meta Platforms Inc.) 
● CEO: Will Cathcart 
● Faturamento: US$ 1.8 bilhões (2024) 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 3 bilhões 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.800 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Aplicativo de mensagens, áudios, vídeos e fotos 
● Concorrentes diretos: Telegram, Line, Signal, Viber, Threema, Messenger, Discord, ClickUp™, WeChat, KakaoTalk, Wire, Snapchat e SMS 
● Website: www.whatsapp.com 

A marca no mundo 
Com mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais em mais de 180 países ao redor do mundo, o WhatsApp é disparado o aplicativo de mensagens mais popular do planeta. Com faturamento estimado superior a US$ 1.8 bilhões, os países com mais usuários são Índia (mais de 853 milhões de pessoas), Brasil (148 milhões e onde 99% dos brasileiros online utilizam o aplicativo), Indonésia (112 milhões), Estados Unidos (98 milhões), Filipinas (88 milhões) e México (77 milhões). Já a plataforma de comunicação WhatsApp Business tem mais de 764 milhões de usuários ativos mensais, sendo utilizado por mais de 50 milhões de empresas para ações de marketing. 


Você sabia? 
A plataforma WhatsApp, de acordo com os relatórios mais recentes, processa 140 bilhões de mensagens diariamente. Essas mensagens incluem textos, imagens, vídeos, links, contatos, etc. 
O WhatsApp é a terceira rede social mais utilizada no mundo, atrás apenas do Facebook e do Youtube (saiba mais aqui). 
Até o dia 18 de janeiro de 2016 o WhatsApp cobrava de seus usuários uma taxa de assinatura anual de US$ 1. 
No dia 19 de abril de 2024, a Apple removeu o WhatsApp da App Store na China, citando ordens governamentais decorrentes de preocupações com a segurança nacional. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 24/6/2025 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

7.10.20

WAZE


Você já ficou perdido no trânsito, sem saber onde estava? Provavelmente, ao menos já precisou chegar a algum lugar e não sabia o trajeto? Agora imagine consultar um dispositivo e descobrir rotas para se livrar (em partes) daquele trânsito infernal de sua cidade? São nestes momentos que entra em cena o aplicativo WAZE. De ruas interditadas a eventos que afetam o trânsito, o WAZE - aplicativo de navegação por GPS com recursos colaborativos atualizados em tempo real - ajuda a manter as cidades informadas e a facilitar o caminho de milhões de usuários. 

A história 
Tudo começou em Israel com o engenheiro de software Ehud Shabtai, que estava brincando com um aparelho de navegação e queria adicionar mais conteúdos. Foi então que percebeu que para fazer isso ele precisaria de um mapa. Esse mapa deveria ser digital, para poder ser editado e expandido. Também percebeu que se ele estava planejando desenvolver algo voltado para o uso da comunidade, então a mesma também deveria estar habilitada para mapear a área. Foi assim, em 2006, que surgiu a primeira versão do aplicativo, que se chamava Free Map Israel. Era capaz de fazer navegação, mas não disponibilizava as informações em tempo real e estava sempre colhendo informações dos usuários para construir o mapa.
   

Foi então que, em 2007, o empreendedor Uri Levine (foto acima) e o cientista da computação Amir Shinar se juntaram ao aplicativo e pensaram o seguinte: muitas vezes, quando viajamos e queremos voltar para casa, existem várias opções de estradas disponíveis e nós sempre queremos saber qual se encontra menos engarrafada. E o fato de que existem outros motoristas que saíram antes de você e estão dirigindo na sua frente é a maneira mais eficaz de descobrir qual o melhor caminho. Foi então que eles decidiram converter essa ideia em um aplicativo para smartphones e assim saber onde estão os engarrafamentos, em tempo real. Finalmente em 2008 o aplicativo foi disponibilizado na cidade de Tel Aviv com o nome LinQmap, mas logo mudou seu nome para WAZE. O termo “Waze” é derivado da pronúncia da palavra em inglês “ways”, que significa caminhos. O vocábulo trazia a ideia dos “diversos caminhos” que se tem para chegar ao destino desejado.
   

As informações do aplicativo eram provenientes do movimento em tempo real de cada motorista: se muitos andam mais devagar do que o normal em uma rua é porque existe um engarrafamento. E rapidamente o WAZE foi baixado por mais de 80.000 motoristas israelenses. A partir de 2009 o aplicativo ganhou o mundo, expandindo seus negócios para além de Israel, quando foi lançado nos Estados Unidos. Ao combinar o smartphone com o sistema de posicionamento global para evitar engarrafamentos, o WAZE começou a se tornar um sucesso. A simplicidade de uso também seria um grande incentivador para impulsionar seu rápido crescimento. Em 2010 a empresa levantou US$ 25 milhões em financiamento. Em 2011, após mais uma rodada de financiamento no valor de US$ 30 milhões, o WAZE começou a comercializar propagandas como forma de monetização e a expandir-se para a Ásia, além de exibir em tempo real, pontos de interesse com curadoria da comunidade, incluindo eventos locais, como feiras de rua e protestos. Nesta época o WAZE já era considerado maior que outros aplicativos de GPS.
   

Em 2012, quando já possuía mais de 20 milhões de usuários e lançou uma atualização para fornecer preços de combustível em tempo real, o WAZE foi oficialmente introduzido no Brasil. O ingresso no mercado brasileiro foi de extrema importância para o aplicativo, afinal, o país era o quarto maior mercado mundial de veículos, tornando-se assim uma excelente oportunidade de crescimento ao WAZE. Rapidamente o aplicativo caiu no gosto dos brasileiros como uma alternativa para driblar o caótico trânsito das grandes cidades, acidentes, interdições de estradas ou ruas e controles policiais (como as famosas blitz da Lei Seca).
   

O sucesso do modelo - consumidores proverem informações aos mapas - e a rápida expansão do número de usuários ativos em vários países ao redor do mundo fizeram com que, no dia 11 de junho de 2013, a Waze Mobile fosse adquirida pelo Google por US$ 1.1 bilhões. Nesse ano o WAZE já estava solidificado (mapas base completos) nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Israel, África do Sul, Colômbia, Equador, Chile, Brasil e Panamá. Nos anos seguintes a empresa promoveu melhorias constantes para tornar o aplicativo mais preciso e seguro para os usuários, além de ingressar em novos mercados mundiais.
  

Em junho de 2014 o WAZE lançou o Connected Citizens, programa que consegue mapear informações dos trajetos e compartilhar dados dos alertas em tempo real para ajudar parceiros governamentais (centros de operações, órgãos de trânsito, sistemas de resgates ou socorro e outras entidades de interesse público) no planejamento urbano, nas interdições de vias ou obras, no controle de trânsito de um evento específico ou, até mesmo, em operações de infraestrutura. Por exemplo, durante a Olimpíada do Rio de Janeiro esse programa permitiu a troca de informações com o governo. Com isso, conseguiu a redução de até 27% dos engarrafamentos em horários de pico.
   

Para consolidar um novo caminho para manter sua relevância como ferramenta de mobilidade urbana, a empresa lançou inicialmente em Israel em 2015 o WAZE CARPOOL, um aplicativo de caronas solidárias para que motoristas e passageiros com destinos semelhantes dividam as despesas nas viagens. Em síntese, funciona da seguinte forma: passageiro e motorista com o mesmo trajeto em um horário específico podem dividir os custos da viagem (como pedágios e combustível) e gastos com a manutenção do veículo. Nos anos seguintes a empresa disponibilizou o WAZE CARPOOL em outros países, como por exemplo, no Brasil em 2018, onde se tornou um enorme sucesso. Mais recentemente, em 2019, o WAZE lançou, inicialmente nos Estados Unidos e Canadá, uma função que facilita a vida do motorista ao mostrar os diferentes preços dos pedágios que estarão pelo caminho. Atualmente o WAZE se esforça continuamente para ser “hiperlocal”. Em São Paulo, por exemplo, desenvolveu uma solução que leva em consideração os dias de rodízio.
   

Atualmente o WAZE oferece funções como: Integração com o Spotify (tocar música diretamente no aplicativo), Avisos sobre estacionamento (mostra os estacionamentos próximos e, além disso, identifica no mapa o local onde o usuário estacionou o carro), Alerta de velocidade (indica na tela o limite de velocidade das ruas e vias, uma forma de evitar multas e também um método de segurança), Sem atrasos (auxilia a programar horários e evitar possíveis atrasos), Preferências de trajeto (indica o trajeto mais rápido, além de traçar a opção de selecionar o caminho mais curto) e Mapa personalizado (é possível escolher a personalização do mapa, ou seja, ícones dos carros exibidos, cores e temas, além de quais elementos são exibidos, como outros motoristas, radares e avisos de retenções). O WAZE ainda permite aos usuários compartilhem seu humor com outros motoristas em determinadas partes do trajeto. As opções de humor vão desde frustração até sonolência. Por mais de uma década o WAZE desenvolve soluções práticas que possibilitam às pessoas fazer escolhas melhores, como pegar a rota mais rápida, sair na hora certa e dividir caronas diariamente.
  

Mas afinal, como o WAZE ganha dinheiro? É através do WAZE ADS, fonte principal de receita do aplicativo de GPS. O serviço é responsável pela exibição de publicidade de locais e empresas durante o trajeto de usuários. Restaurantes, mercearias, lojas e cafeterias exibem seus anúncios e oferecem descontos aos motoristas baseados na sua localização. A publicidade está disponível no aplicativo de algumas maneiras: “branded pins” (pinos localizados no mapa de navegação), quadro de avisos digital (que aparece quando o motorista está parado) e a inclusão de resultados promovidos na pesquisa dentro do aplicativo.
     

O caminho guiado por divertidas vozes 
O WAZE permite trocar a locução de instruções ao motorista mudando a voz do assistente virtual. O aplicativo chama isso de “vozes promocionais”, porque são oferecidas sempre em ocasiões especiais como feriados e eventos. O usuário pode usá-las enquanto durar a campanha, uma forma da marca engajá-los e também monetizar suas funções populares. Por exemplo, na época da Copa do Mundo no Brasil, era possível ter a voz de navegação do narrador Silvio Luiz e da apresentadora Renata Fan. Depois foi a vez da divertida dupla Scooby-Doo e Salsicha emprestarem sua voz ao WAZE. Recentemente, em setembro de 2020, o aplicativo fez uma atualização e liberou mais duas vozes: é possível ouvir as orientações de trânsito com a voz do Batman e também do vilão, Charada. A novidade é uma parceria do aplicativo de trânsito com a DC Comics, que cuida dos direitos de vários super-heróis.
  
A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas remodelações ao longo dos anos. A primeira aconteceu em 2013 quando o logotipo apresentou uma nova tipografia de letra e um novo e simplificado design para o símbolo do balãozinho sorridente com rodas. Em 2020 o WAZE remodelou seu logotipo pela segunda vez: adotou uma nova tipografia de letra e o símbolo ganhou traços mais simples e um formato mais arredondado, e foi posicionado ao lado direto do nome. Além disso, as duas rodas do personagem que ficavam do mesmo lado passaram a estar posicionadas em lados opostos.
  

A remodelação também contou com um novo conjunto de ícones coloridos e divertidos, com bordas pretas para facilitar a visualização, e muitas cores no aplicativo. Uma das novidades foi à adoção de “Humores” (moods, no aplicativo em inglês), com uma maior variedade de cores e 30 novas representações.
  

Os slogans 
Way to go. 
Outsmarting Traffic, Together.
  

Dados corporativos 
● Origem: Israel 
● Lançamento: 2008 
● Criador: Uri Levine, Amir Shinar e Ehud Shabtai 
● Sede mundial: Mountain View, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Waze Mobile Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Google LLC
● CEO: Noam Bardin  
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 130 milhões 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativos de mobilidade, rotas, mapas e caronas 
● Concorrentes diretos: Google Maps, Inrix, Maps.Me, Apple Maps, Navmii e MapQuest 
● Ícones: O balãozinho sorridente com rodas 
● Slogan: Outsmarting Traffic, Together. 
● Website: www.waze.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente o WAZE, uma subsidiária do Google, tem mais de 130 milhões de usuários ativos (chamados popularmente de “Wazers”), funciona em mais de 75 países e está disponível em 51 idiomas. No Brasil são mais de 14 milhões de usuários, sendo o maior mercado latino-americano e um dos cinco maiores em todo o mundo. As duas cidades mais populosas respondem por boa parte desse volume: 4.5 milhões dos motoristas ativos no WAZE estão em São Paulo (988 milhões de quilômetros rodados mensalmente) e 1.7 milhões no Rio de Janeiro (65 milhões de quilômetros por mês). De acordo com a empresa, 20% do total das rotas traçadas por motoristas brasileiros no aplicativo têm como destino estabelecimentos comerciais como shopping centers, restaurantes e supermercados. Já o WAZE CARPOOL realizou aproximadamente 1 milhão de viagens mensais globalmente em 2019. 

Você sabia? 
Os Wazers no Brasil gastam em média 1 hora e 30 minutos no aplicativo todos os dias. 
Por trás de todas as informações dadas em tempo real pelo aplicativo, há uma equipe de desenvolvedores do WAZE e 30 mil editores de mapa espalhados pelo mundo - 2 mil deles no Brasil. São voluntários (e muitas vezes usuários) que se dedicam a atualizar constantemente informações sobre trânsito, vias fechadas e outras ocorrências. 
O Programa Waze Beacons garante serviços de localização, maior segurança para motoristas e melhor visibilidade do fluxo de trânsito dentro e fora dos túneis. Os Waze Beacons são de código aberto para que qualquer provedor de navegação GPS possa tirar proveito de sua tecnologia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (El País, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites de tecnologia (Tech Mundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 7/10/2020

21.11.18

HUAWEI


A Huawei é uma empresa chinesa que muita gente não conhece, mas que, de forma silenciosa, se transformou em uma das maiores do mundo no segmento das telecomunicações. A Huawei dá aos negócios o poder de aceder a uma variedade de aplicações e de efetuar diferentes tarefas quando e onde estiver e a partir de qualquer equipamento. E graças aos seus dispositivos inteligentes e smartphones, a empresa ajuda a melhorar a experiência digital de milhões pessoas tanto no trabalho como na vida e entretenimento. 

A história 
Para explicar a origem da Huawei é preciso entender a situação do país na década de 1970. Com a morte de Mao Tse-Tung, em 1976, a República Popular da China, que era controlada pelo Partido Comunista, acabou sob o comando de Deng Xiaoping, responsável pelas reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Nessa época de transição, a China estava isolada do resto do mundo e, com o novo governo, fez uma abertura econômica, cultural e tecnológica. Esse novo período ainda enfrentava um forte controle do Estado, mas já recebia capital estrangeiro. Isso fez com que várias empresas dos mais diversos setores surgissem tanto para atender o mercado interno quanto o resto do mundo. E foi nesse cenário que Ren Zhengfei (foto abaixo), um engenheiro de tecnologia militar do Exército de Libertação Popular, o braço armado da China comunista, fundou a Huawei no dia 15 de setembro de 1987, na cidade de Shenzhen, no sudeste do país. Os primeiros produtos comercializados pela nova empresa foram os PBX (sigla para Private Branch Exchange), um aparelho de troca automática de ramais telefônicos. Inicialmente começou importando alguns aparelhos de Hong Kong, mas rapidamente passou a fabricar seus próprios modelos e vender para hotéis e pequenas empresas. O divisor de águas foi o modelo C&C08, considerado na época top de linha no setor.


Em 1990, a Huawei decidiu investir pesado em pesquisa e desenvolvimento. Em apenas um ano já eram 600 pessoas contratadas para este departamento. Nessa época, o negócio da empresa era equipamentos para redes de internet, começando no interior e em zonas rurais e aos poucos passando para as maiores cidades chinesas. E foi neste momento que aconteceu a primeira grande polêmica. A Huawei foi acusada de receber alguns empréstimos de bancos estatais para prosperar rapidamente, fato negado até hoje pela empresa. Mas a Huawei mesmo fechou várias parcerias com o governo chinês para ajudar na infraestrutura de telecomunicações. Uma década depois de sua fundação, em 1997, Ren Zhengfei fez uma viagem aos Estados Unidos para conhecer algumas das maiores empresas do ocidente. E percebeu o quanto a China estava atrasada no modelo de empresas de tecnologia. Foi aí que a expansão internacional começou. Em 1998, a empresa fechou um contrato de cinco anos com a IBM para que o gigante da computação servisse de consultora na reestruturação e preparação da Huawei para o mercado mundial. Com isso, no ano seguinte, a empresa inaugurou o primeiro laboratório de pesquisa fora do país, na Índia.


Os anos seguintes foram de crescimento e muito investimento em redes e conectividades que estavam surgindo, como a GSM. Holanda, Suécia, Canadá e Estados Unidos também ganharam escritórios e laboratórios da Huawei. Foi então, no mês de julho de 2003, que a empresa criou a divisão mobile e lançou o primeiro aparelho celular, o C300. Dois anos mais tarde, lançou o primeiro modelo próprio com 3G, o U626. Também começou a ganhar destaque na produção de modems. O E220, introduzido em 2006, foi considerado o mais rápido e compacto da época. Até então, o ingresso no segmento mobile tinha sido muito bem-sucedido. Outro grande e rentável mercado foi o de patentes. Em 2008, a Huawei ficou em primeiro lugar no registro de propriedades intelectuais do Sistema Internacional de Patentes. Em 2010, foi apresentado o primeiro Huawei Ascend, que rodava Android 2.1 e tinha somente 2 GB de memória interna e tela de 3.5 polegadas. Já descontinuada, essa foi uma das linhas mais duradouras da marca e alguns de seus modelos viviam competindo para ser o mais fino do mundo.


Ainda em 2010, a Huawei aumentou seus ganhos em 30%, um número absurdo para uma época de tanta concorrência entre as marcas. Em março de 2011, a empresa vendeu mais de um milhão de smartphones C8500 na China, passados 100 dias do seu lançamento oficial. Com lançamento no mês de agosto desse mesmo ano, o Huawei Vision foi o primeiro smartphone baseado na computação em nuvem. E foi nessa época que a empresa também apresentou ao mercado seu serviço de armazenamento. Em 2013 já começava a ser considerada pela IDC uma das três maiores fabricantes globais de smartphones. Outra linha popular da marca chinesa é a Honor, lançada em 2013. Essa linha oferecia aparelhos mais baratos e com venda de preferência online. Tem ainda a linha Mate, que trazia dispositivos para quem gostava de telas maiores. A Huawei também apostou em dispositivos wearables, mas sem direcionar tantos investimentos. A estreia nesse segmento foi com a pulseira TalkBand B1, em 2014, mas hoje o carro-chefe desse setor é o Huawei Watch, que já está na segunda geração, lançado em 2017. Ainda em 2014, apresentou o 4G LTE Ascend P7, um dos smartphones mais finos do mundo (6,5 mm).


Em parceria com o Google, a empresa fabricou o smartphone Nexus 6P em 2015. O aparelho trazia um design diferenciado, especialmente na parte traseira, mas recebeu várias críticas por problemas técnicos. A empresa também ingressou com menor força no mercado de notebooks. O Huawei MateBook foi o primeiro 2 em 1 da marca. Em 2016, lançou a primeira série de smartphones com câmera dupla co-desenvolvida com a Leica, o Huawei P9, imprimindo um novo padrão na fotografia deste segmento. Além disso, apresentou Hauwei HiLink, uma plataforma doméstica inteligente que oferece soluções de interconexão e inter-operação entre todos os tipos de dispositivos inteligentes. Mais recentemente, em 2017, lançou o Huawei Mate P10 e o Mate P10 Plus, smartphones que apresentam cores vivas e acabamentos atraentes, introduzindo também as câmeras, frontal e traseira, além de abrir as portas a novas aplicações móveis no ramo da Inteligência Artificial ao combinar um hardware inovador. No mês de agosto de 2018, a Huawei desbancou a Apple como número dois mundial dos smartphones, desafiando abertamente o líder planetário Samsung. E também lançou o Huawei P20 Pro, primeiro smartphone com três câmeras traseiras.


E você se lembra da parceria com a IBM que ajudou e muito a marca chinesa? A empresa resolveu seguir essa ideia e, ao longo dos anos, fez outros empreendimentos conjuntos com Motorola, Siemens e Symantec. Além disso, estabeleceu várias alianças com operadoras locais, como Vodafone, T-Mobile e Bell Canada, o que permitiu o lançamento exclusivo de modelos e a assinatura de vários contratos. E as polêmicas não pararam por aí. A mais recente é sobre alguns mercados em que a Huawei começou a participar. Ela expandiu tanto que acabou em países como Cuba, Síria e Irã, a maioria com relações bem complicadas com os Estados Unidos. Em 2013, uma filial da empresa foi acusada de vender tecnologia norte-americana de antenas para o Irã. Também já foi acusada de espionagem quando foi para o mercado americano, mas isso ficou só na acusação mesmo.


A evolução visual 
O nome Huawei tem vários significados. O “hua” pode ser China, magnífico ou flor, o que explica o símbolo do logotipo da marca. Já o “hei” é conquista ou ação. Então, o nome é algo como “a China está agindo” ou “conquistando de forma magnífica”. A primeira alteração em seu logotipo ocorreu em 2006, quando o símbolo ganhou um novo design e a empresa adotou apenas o nome Huawei. A versão mais atual de sua identidade visual foi apresentada no mês de março de 2018.


Os slogans 
Building A Better Connected World. (2016) 
Make it Possible. (2013) 
Enrich Life Through Communication. (2003)


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 15 de setembro de 1987 
● Fundador: Ren Zhengfei 
● Sede mundial: Shenzhen, Guangdong, China 
● Proprietário da marca: Huawei Technologies Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Ren Zhengfei 
● Faturamento: US$ 92.5 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 7.2 bilhões (2017) 
● Valor da marca: US$ 7.578 bilhões (2018) 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 180.000 
● Segmento: Telecomunicações 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, notebooks e redes de banda larga 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Apple, Sony, Motorola, HTC, Xiaomi, Oppo, SAP e Ericsson 
● Slogan: Building A Better Connected World. 
● Website: www.huawei.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca HUAWEI está avaliada em US$ 7.578 bilhões, ocupando a posição de número 68 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2018. 

A marca no mundo 
A Huawei é fornecedora líder global de tecnologia de soluções de informação da indústria e das comunicações. É a maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do mundo, e já é relevante no mercado corporativo. Um dos três segmentos da empresa, a Huawei Consumer BG, é responsável pela gestão de smartphones, notebooks, tablets, wearables, dispositivos de banda larga móvel, dispositivos familiares e serviços de nuvem em dispositivos, além de ser a terceira maior fabricante de smartphones do mundo (em 2017 foram mais de 153 milhões de unidades vendidas) e a marca mais vendida na China. A Huawei instalou mais de 1.500 redes em conjunto com as operadoras de telecomunicações, permitindo fornecer acesso à internet a mais de um terço da população mundial, em mais de 170 países. A empresa, que emprega mais de 180 mil pessoas e faturou US$ 92.5 bilhões em 2017, tem 36 centros comuns de inovação e 15 modernos centros de pesquisa espalhados pelo mundo, que em 2017 receberam US$ 13.8 bilhões em investimentos. 

Você sabia? 
Ter um preço competitivo nesse mercado é difícil, e uma das estratégias da Huawei é fabricar o próprio processador. Para isso, ela é proprietária da HiSilicon, maior fabricante de circuitos integrados da China. Os chips Kirin existem desde 2015 e têm obtido resultados bem impressionantes em benchmarks. 
A Huawei nunca abriu seu capital para acionistas. Mas o modelo de negócios é um pouco diferente. O CEO tem menos de 1.5% da empresa e o resto é dividido entre os próprios funcionários. Outro ponto peculiar é que a empresa é a única entre os gigantes chineses que tem mais renda gerada fora do país do que na terra natal. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de tecnologia (tecmundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/11/2018

29.7.13

QUALCOMM


Da palavra escrita a imagens, fotos, músicas, vídeos, jogos, streaming de conteúdo, a QUALCOMM está sempre buscando novidades que nos permitam comunicarmos de uma forma mais eficiente e divertida. Há quase três décadas sua visionária liderança em tecnologia em comunicação móvel tem desenvolvido e alterado o mundo, aprimorando a forma como as pessoas se comunicam, trabalham e vivem. 

A história 
Tudo começou exatamente em meados de 1985 quando seis profissionais da área de comunicação e tecnologia - Dr. Andrew Viterbi, Harvey White, Franklin Antonio, Andrew Cohen, Klein Gilhousen e Adelia Coffman - se reuniram em San Diego na casa do Dr. Irwin Mark Jacobs, um engenheiro elétrico formado no badalado MIT (Massachusetts Institute of Technology), para discutir a ideia e a possibilidade de desenvolver tecnologias que possibilitassem uma comunicação de qualidade capaz de fazer a diferença na vida das pessoas. Saíram de lá com uma única certeza: iriam dar prosseguimento ao ousado plano. Pouco depois, no mês de julho, esse grupo fundou a QUALCOMM, cuja primeira sede foi instalada em La Jolla, estado da Califórnia. Ainda neste mesmo ano, a empresa assinou seu primeiro contrato e começou a trabalhar com CDMA, até então uma restrita tecnologia de comunicação móvel sem fio utilizada pelo exército americano. Em agosto de 1988 a empresa lançou o OmniTRACS, um sistema de comunicação via satélite para rastreamento de frotas e cargas.


A partir de 1989 a empresa resolveu apostar na tecnologia CDMA para telefonia celular, fazendo uma demonstração para os 50 líderes mais influentes da indústria de comunicação móvel. Após seis meses de desenvolvimento e ajustes finais, exatamente no dia 7 de novembro, o Dr. Irwin M. Jacobs realizou, como demonstração, a primeira chamada móvel utilizando a tecnologia CDMA. No início a QUALCOMM não foi levada muito a sério. Afinal, como uma empresa que antes fazia rastreamento de frota, poderia se meter em telefonia celular? Ainda mais com uma tecnologia que ninguém conhecia. Ledo engano. Enquanto europeus e asiáticos instalavam suas redes baseadas nos padrões GSM e TDMA, a empresa decidiu apostar nessa terceira via. Utilizou então um padrão técnico de nome complicado, code division multiple access, ou simplesmente CDMA. Para convencer as operadoras a utilizar essa tecnologia, a QUALCOMM teve que lutar contra as negativas constantes. As primeiras operadoras a adotar o CDMA foram asiáticas e, depois americanas. E tinham que comprar tudo da QUALCOMM, desde os telefones celulares até os retransmissores e os chips que faziam tudo funcionar. Conforme o padrão CDMA foi se estabelecendo, a empresa passou a licenciá-lo para outros fabricantes. Em 1996 já eram mais de 1 milhão de usuários no mundo. Dois anos mais tarde, a empresa lançou comercialmente o primeiro telefone celular CDMA.


Em poucos anos ocorreu outro fenômeno. Subitamente, a QUALCOMM se viu concorrendo com muitos de seus clientes que fabricavam equipamentos. Em nome de uma boa relação comercial, a empresa decidiu vender sua área de produtos de infraestrutura para a sueca Ericsson e a de aparelhos celulares para a japonesa Kyocera. A partir de então a QUALCOMM se focou em inovação, que resultou em inúmeras patentes, cujos royalties iam direto para os cofres da empresa, fazendo com que seu faturamento não parasse de crescer.


Em 2003, quando 46% dos telefones móveis dos Estados Unidos utilizavam tecnologia CDMA, a empresa lançou mais uma de suas ferramentas para elevar as receitas com licenças: a tecnologia do roaming global. Nesta época a QUALCOMM tinha um enorme trunfo na mão: era dona da patente sobre o chip que permitia a um telefone celular funcionar em todo o mundo. Com isso, “obrigou” todos os fabricantes de aparelhos à pagar para ter acesso ao chip. Outra novidade da época, introduzida dois anos antes, foi o Brew, uma plataforma de software que permitia a criação de novos usos para o telefone celular, como jogos em rede, áudio e vídeo de alta definição. Começava então uma nova fase para a comunicação móvel.


Em 2006 a empresa lançou a iniciativa Wireless Reach™, criada com o objetivo principal de utilizar a tecnologia 3G para fortalecer e trazer melhorias para a sociedade em comunidades carentes, nas áreas de educação, saúde, segurança e desenvolvimento sócio e econômico. Desde então, se tornou uma iniciativa global com mais de 73 projetos em várias fases de desenvolvimento em 31 países. Cada um deles com o propósito de fortalecer e dar poder às pessoas por meio do uso de tecnologias avançadas sem fio. Em 2007 a empresa lançou os processadores Qualcomm Snapdragon™, que revolucionaram o mercado, pois foram criados para tirar fotos, assistir a vídeos, jogar games radicais, conversar e fazer tudo o que um usuário exige de um smartphone de última geração com máximo rendimento. Hoje em dia, esses poderosos processadores, referência de qualidade e velocidade, estão presentes nos principais smartphones das grandes fabricantes, como por exemplo, Sony Xperia S e Samsung Galaxy Note. Pouco depois, em 2009, a QUALCOMM comprovou sua aposta na tecnologia CDMA ao registrar mais de 500 milhões de usuários no mundo inteiro.


A partir do mesmo espírito pioneiro, há quase três décadas a QUALCOMM, líder mundial em produtos e serviços para a terceira geração (3G), continua inovando, ultrapassando as fronteiras do que é possível e mudando o mundo. Parceiros, engenheiros e desenvolvedores estão sempre buscado novidades e trabalhando para mudar o conceito atual da comunicação sem fio à medida que projetam as tecnologias do futuro. Foi assim que a QUALCOMM melhorou a tecnologia de interface aérea que é base das redes sem fio. Viabilizou o desenvolvimento de uma nova geração de hardware sem fio, além de também ter criado poderosos aplicativos móveis para consumidores e empresas.


O museu 
A QUALCOMM inaugurou na cidade de San Diego, no dia 23 de setembro de 2010, seu próprio museu, que conta um pouco da história da empresa - e muito da história da evolução da tecnologia, especialmente, da comunicação móvel. São mais de 300m² com instalações que mostram desde a van na qual foram feitos os primeiros testes com telefonia móvel até novidades mais recentes. Logo na entrada, o visual futurista surpreende. Com iluminação neon azul e um clima “meia-luz”, a história é contada através de avatares exibidos em telões, instigando os visitantes com a pergunta What if? - em bom português, “E se?”, uma espécie de lema da empresa, que serve de inspiração para que as ideias surjam a partir de conceitos muitas vezes impensáveis. Mais adiante, está a impressionante instalação que mostra a evolução dos chips de dispositivos móveis. O visitante pode ainda acompanhar a evolução dos telefones celulares, desde os gigantes e pesados das décadas de 1980 e 1990 até os poderosos smartfones atuais.


As campanhas 
A QUALCOMM sempre foi tímida em sua comunicação. Mas nos últimos anos a empresa resolveu utilizar o humor para demonstrar sua importância na comunicação móvel. Imagine como seria a vida sem a tecnologia móvel? Esse é o tema da nova campanha da QUALCOMM, que mostra de forma bem humorada como seria acessar e-mail, redes sociais e serviços digitais sem a tecnologia móvel. Sem smartphones e tablets, ler um simples e-mail, acessar o Twitter, atualizar o perfil do Facebook, ou até mesmo jogar Angry Birds, ouvir música e assistir um vídeo seria um verdadeiro caos no mundo analógico. O conceito da campanha é simples: a vida seria muito mais complicada sem a tecnologia móvel. Clique no vídeo abaixo para assistir ao filme.

   

A identidade visual 
O logotipo da QUALCOMM pode ser aplicado de duas formas: utilizando a tradicional cor azul ou em preto.


Os slogans 
Born Mobile. (2013) 
We make life better with mobile. 
The future is mobile. Live it now. 
O futuro é mobile. Viva-o agora. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1985 
● Fundador: Irwin M. Jacobs, Andrew Viterbi, Harvey White, Franklin Antonio, Andrew Cohen, Klein Gilhousen e Adelia Coffman 
● Sede mundial: San Diego, Califórnia 
● Proprietário da marca: Qualcomm Incorporated 
● Capital aberto: Sim (1991) 
● Chairman & CEO: Paul E. Jacobs 
● Presidente: Steven Mollenkopf 
● Faturamento: US$ 19.2 bilhões (2012) 
● Lucro: US$ 6.1 bilhões (2012) 
● Valor de mercado: US$ 110.4 bilhões (julho/2013) 
● Presença global: + 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 26.600 
● Segmento: Comunicação e tecnologia 
● Principais produtos: Chips e tecnologia para comunicação móvel 
● Concorrentes diretos: Intel, AMD e NVidia 
● Slogan: Born Mobile. 
● Website: www.qualcomm.com.br

A marca no mundo 
Atualmente a QUALCOMM, que desenvolve e licencia produtos relacionados a hardware e tecnologias de telecomunicação sem fio, está presente em mais de 120 países ao redor do mundo, emprega mais de 26.500 pessoas e alcançou faturamento de US$ 19.2 bilhões em 2012. A carteira da QUALCOMM de propriedade intelectual inclui mais de 10.100 patentes nos Estados Unidos para tecnologias wireless, que são licenciadas para mais de 165 fabricantes de equipamento de telecomunicações em todo o mundo. Recentemente a empresa anunciou a instalação de um centro de pesquisas para tablets e aplicativos no Brasil. O laboratório é o quarto da empresa no mundo, depois de Estados Unidos, China e Índia. O objetivo é transferir tecnologia para desenvolvedores, operadoras e fabricantes brasileiros. 

Você sabia? 
Na sede da QUALCOMM em San Diego, no sul da Califórnia, um imenso mural prateado que forma as paredes do hall de entrada apresenta versões metálicas dos certificados de patentes conseguidos pela empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 29/7/2013