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1.3.26

KEETA


A chinesa Keeta está revolucionado o serviço de entrega de comida através do uso de tecnologia avançada, agressiva estratégia de descontos e agilidade nos serviços. Muito mais que um simples adorno, a cauda de um felino em seu logotipo, representa o guepardo, animal conhecido por sua velocidade e agilidade, justamente o que a empresa oferece aos seus milhões de consumidores. Afinal, a principal missão da Keeta é ajudar as pessoas a comer melhor e viver melhor, de uma forma rápida e ágil. 

A história 
A marca tem suas origens dentro da Meituan, empresa de tecnologia fundada na China em 2010 por Wang Xing e que ingressou no segmento de entrega de comidas em 2013, através do lançamento de um aplicativo. Rapidamente o aplicativo se tornou parte central para o fluxo de receita da empresa, acelerando seu crescimento com a pandemia de COVID-19, período no qual a adoção do hábito de entrega de comida explodiu devido as restrições e fechamento forçado de muitos estabelecimentos. Completamente consolidada no mercado chinês, onde se tornou a maior plataforma de entrega de comida, com 770 milhões de usuários ativos, a Meituan resolveu se expandir para o exterior replicando seu modelo de negócio. Mas para seu primeiro empreendimento fora da China continental, a empresa precisava de um novo nome para a marca, que fosse de fácil pronúncia e entendimento, já visando sua expansão para outros países do mundo. Foi então criada a marca Keeta, cujo nome deriva da pronúncia muito semelhante da palavra inglesa cheetah (guepardo). Afinal, o felino mais rápido do mundo tinha muito em comum com seu serviço de entrega de comida, marcado pelas características de ser ágil e rápido.
   

Foi então que no dia 22 de maio de 2023, o aplicativo da Keeta foi lançado em Hong Kong, primeiramente nos distritos de Mong Kok e Tai Kok Tsui e, rapidamente seu expandiu para outras regiões. Para se destacar e atrair mais clientes em Hong Kong, a Keeta ofereceu diversos recursos, como por exemplo, uma política agressiva de promoções - entenda-se cupons de descontos - para usuários recém-cadastrados no aplicativo, taxas de entrega grátis para alguns de seus restaurantes cadastrados, incluindo grandes redes de fast food, como McDonald’s (conheça essa história aqui) e KFC® (saiba mais aqui), além de oferecer compensação por atrasos na entrega de refeições. Em um ano (até maio de 2024), conquistou 44% de participação de mercado, tornando-se a plataforma líder de entregas de comida em Hong Kong.
  

Com o sucesso de seu lançamento em Hong Kong, a Keeta resolveu ingressar no mercado do Oriente Médio, lançando seu aplicativo de serviço de entrega de comida na Arábia Saudita no mês de setembro de 2024. Iniciando pela cidade de Riade, e posteriormente Jeddah, a Keeta chegou ao mercado saudita oferecendo entregas gratuitas e descontos durante a fase inicial de lançamento para os clientes. A marca se concentrou em preços acessíveis, uma gama diversificada de restaurantes, entrega mais rápida e experiência personalizada do cliente, conquistando 10% de participação de mercado em apenas quatro meses. Vale ressaltar que, nas operações de Hong Kong e Arábia Saudita, o aplicativo aceitava diversas formas de pagamento digital, permitia o rastreamento em tempo real das entregas e a opção de retirar e ou cancelar o pedido direto no estabelecimento. Dando continuidade em seu projeto de expansão no Oriente Médio, a Keeta lançou seu aplicativo em outros países da região em 2025, como por exemplo, Catar (em agosto), Emirados Árabes Unidos e Kuwait (ambos em setembro).
  

Mas o maior desafio em sua expansão internacional seria o lançamento de um projeto piloto no Brasil, um mercado enorme e com grandes concorrentes já estabelecidos, como o iFood (conheça essa história aqui) e a 99Food (saiba mais aqui). Com um investimento bilionário - cerca de R$ 5.6 bilhões - a Keeta estreou no litoral paulista, especificamente em Santos e São Vicente, no dia 30 de outubro de 2025. Mas a guerra do delivery no Brasil começaria pra valer pelas ruas de São Paulo, quando a Keeta iniciou suas operações no dia 1 de dezembro na cidade, o maior e mais disputado mercado de entregas de comida do país. A Keeta começou na capital paulista e região metropolitana já com 27 mil restaurantes parceiros e 98.200 entregadores cadastrados.
   

A Keeta estreou no mercado brasileiro com diferenciais tecnológicos: Foco em inteligência artificial, simulações de rotas, uso de tecnologia de ponta para eficiência logística e o capacete inteligente, inicialmente para ciclistas, com recursos como Bluetooth, alto-falantes e microfone integrados, permitindo navegação por voz, chamadas e deteção de acidentes, diminuindo assim o uso do celular. Além disso, a Keeta adotou sua agressiva estratégia de oferecer cupons generosos, frete grátis, compensar financeiramente atrasos nas entregas e suporte a restaurantes, aumentando o poder de barganha de entregadores e estabelecimentos.
  

A Keeta estreou no mercado brasileiro investindo também em marketing e comunicação, como por exemplo, o patrocínio da tradicional Árvore de Natal do Ibirapuera - com 57 metros e 330 mil LEDs - e visitada por mais de 3 milhões de pessoas, além de uma campanha publicitária estrelada pelo humorista Fabio Porchat, onde a marca chinesa ironizava o modelo dos clubes de cupons promocionais realizado pelos concorrentes, reforçando que a Keeta oferecia cupons de graça, sem mensalidade, entrega grátis em mais de 90% dos restaurantes e até R$ 200 para novos usuários. Um recado direto aos consumidores, mas também aos concorrentes.
  

Os drones do guepardo 
A marca também inovou nos modelos de entrega, apresentando oficialmente o Keeta Drone em uma solenidade no mês de dezembro de 2024 em Dubai, antes mesmo de sua estreia no país, quando Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, príncipe Herdeiro de Dubai, fez o pedido inaugural do Instituto de Tecnologia de Rochester-Dubai. Era o início de um movimento para revolucionar o mercado de entregas de comida com o uso de drones e inteligência artificial. A Keeta lançou sua primeira rota comercial regular de entrega por drones em Hong Kong no dia 6 de junho de 2025, operando entre o Parque Científico de Hong Kong e o Passeio Ma On Shan. Vale ressaltar que os drones da Keeta podem reduzir significativamente o tempo de entrega. Um exemplo mostra uma entrega feita em 5 minutos, contra 40 minutos se realizada por um motoboy convencional. Até dezembro de 2025, a Keeta operava mais de 70 rotas globalmente.
  

A mascote 
Para se comunicar de forma mais efetiva com seus milhões de consumidores, em dezembro de 2025, a Keeta apresentou a mascote da marca: KiKi, um carismático guepardo animado. A intenção com a nova mascote é trazer calor, energia e personalidade a cada interação com os clientes. KiKi, busca incorporar os valores essenciais da Keeta: velocidade, confiabilidade e inovação. Assim, cada característica do personagem foi estrategicamente projetada para refletir o compromisso da Keeta em proporcionar alegria aos clientes a cada pedido. KiKi possui orelhas sônicas para uma escuta realmente eficaz, uma boca poderosa para espalhar “coisas maravilhosas” e uma cauda que mantém tudo em perfeita sincronia.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação em sua curta história. Isso ocorreu em meados de 2024, quando foi adotada uma nova tipografia, mais perceptível nas letras K e T.
  

O logotipo da Keeta é bastante versátil em sua aplicação, como mostra a imagem abaixo.
  

A marca ainda utiliza ícones para redes sociais. Independentemente do formato (círculo ou quadrado) do ícone, a apresentação do logotipo da Keeta sobre o fundo amarelo é mantida.
  

Os slogans 
We help people eat better, live better. (global) 
Delivers Fast, Many Choices. (Hong Kong) 
O delivery que resolve o seu dia! Keeta, a comida boa que chega rápido na sua porta! (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: China 
● Lançamento: 22 de maio de 2023 
● Criador: Meituan 
● Sede mundial: Beijing, China 
● Proprietário da marca: Beijing Sankuai Technology Co. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Tony Qiu 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Plataforma mobile de delivery de comida 
● Concorrentes diretos: Foodpanda, Deliveroo, HungerStation, Jahez, Talabat, iFood, 99Food e Rappi 
● Mascote: Kiki 
● Slogan: We help people eat better, live better. 

A marca no mundo 
Atualmente a Keeta - braço internacional da gigante chinesa de delivery Meituan - oferece seu aplicativo de serviço de entrega de comida/bebidas em seis países ao redor do mundo, incluindo Hong Kong, Brasil, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com mais de 150 mil entregadores cadastrados. Somente no Brasil, onde o serviço está disponível no litoral e capital paulista, além da região metropolitana, são mais de 38.000 restaurantes cadastrados, 115.000 entregadores e mais de 2.8 milhões de usuários. 


Você sabia? 
A Keeta utiliza a tecnologia da Meituan, que processa mais de 150 milhões de pedidos diários em todo o mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 1/3/2026 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

8.9.21

TIKTOK


O TikTok se tornou um fenômeno global, cativou milhões de adolescentes e criadores de conteúdo e com capacidade de gerar alto potencial de engajamento. Rapidamente danças, dublagens e desafios se tornam febre no TikTok e viralizam com facilidade na internet, catapultando milhões de anônimos para seus poucos segundos de fama. Desde artistas até adolescentes, o TikTok se tornou uma fábrica de memes, tutoriais, publicidade, curiosidades e tudo mais que se pode encaixar em poucos segundos de vídeos. Afinal, a missão do TikTok é justamente inspirar a criatividade e trazer alegria para milhões de pessoas. 

A história 
Para contar a história do popular aplicativo é preciso voltar ao ano de 2012 na China, quando o engenheiro de software Zhang Yiming (imagem abaixo) fundou a startup ByteDance, cuja proposta era desenvolver plataformas móveis com recursos de inteligência artificial. Não demorou muito para a jovem empresa demonstrar uma rara habilidade de criar repetidamente produtos de sucesso para enfrentar gigantes do setor de comunicação como Tencent e Alibaba (conheça essa outra história aqui). No ano de sua estreia, a ByteDance lançou dois produtos de sucesso: o aplicativo de piadas Neihan Duanzi (encerrado em 2018 por censura do governo chinês) e o agregador de notícias Toutiao (que significa “manchetes” em mandarim), um dos mais populares do país até hoje. Depois lançou a plataforma de vídeo (que inclui clipes longos) chamada Xigua.
  

Mas foi em 2016, que a ByteDance resolveu desenvolver um novo produto que faria sucesso mundial: uma rede social de vídeos curtos. Lançado no mercado chinês exatamente no dia 26 de setembro de 2016 com o nome de A.me, no mês de dezembro o aplicativo, desenvolvido em apenas 200 dias, adotou o nome Douyin (que significa “som vibrante” em mandarim). Rapidamente o aplicativo, que permitia a criação de vídeos de 15 segundos e era focado em música, se tornou popular entre os adolescentes chineses. A partir do mês de maio de 2017, o aplicativo passou a aperfeiçoar seus recursos incluindo uma escolha mais ampla de filtros, adesivos e efeitos que podiam ser adicionados aos vídeos para torná-los mais envolventes e atraentes. O aplicativo também começou a explorar oportunidades de monetização ao realizar uma primeira campanha publicitária com vídeos patrocinados. Além disso, o aplicativo lançou a transmissão ao vivo, cuja capacidade inicial era restrita a usuários com audiências substanciais (acima de 50.000 seguidores).
   

No mês de setembro de 2017, a ByteDance resolveu expandir o aplicativo para o mercado ocidental, lançando uma versão internacional chamada TikTok, inicialmente na Tailândia e no Japão, onde o aplicativo experimentou uma grande aceitação. Nesta época, a versão chinesa do aplicativo já contava com mais de 100 milhões de usuários ativos e 1 bilhão de visualizações de vídeos diariamente no mercado chinês. Visando atingir o público ocidental (já que o TikTok fazia sucesso apenas no oriente) no dia 9 de novembro de 2017, a ByteDance comprou por estimados US$ 1 bilhão o Musical.ly, aplicativo criado em 2014 e cujos usuários podiam criar vídeos de dança e sincronização labial (com recursos de dublagens), que já era muito popular entre adolescentes na época, com cerca de 200 milhões de usuários ativos.
   

Sendo proprietária dos dois aplicativos extremamente semelhantes, a empresa decidiu juntar as coisas. Finalmente no dia 2 de agosto de 2018, a ByteDance uniu as contas e dados existentes do Musical.ly (cujo nome parou de existir) ao TikTok, que herdou do antigo aplicativo os recursos de dublagens e outras funcionalidades, criando assim um aplicativo mais completo, que permitisse interações entre os seus usuários. Ou seja, o TikTok passou a ser uma rede social. Com isso, o aplicativo foi relançado internacionalmente e o Douyin se concentrou no mercado chinês. Esse movimento foi visto como uma forma do aplicativo chinês ingressar no mercado americano - já que o Musical.ly ostentava um considerável número de usuários entre os americanos. O resultado: ao final deste ano, o TikTok foi o aplicativo mais baixado nos Estados Unidos. Esse impulso no mercado americano também contou com o apoio de celebridades como Jimmy Fallon e Tony Hawk, que aderiram ao aplicativo e geraram ainda mais popularidade e conhecimento de marca para o TikTok. Vale ressaltar, que o TikTok foi lançado no mercado brasileiro também em agosto de 2018.
  

O aplicativo para compartilhamento de vídeos curtos, de até 60 segundos, que já oferecia diversas ferramentas de edição, ganhou destaque internacional a partir de 2019, principalmente, entre os jovens, por causa das danças e desafios. O TikTok então passou a crescer graças ao seu apelo para a viralização. Os usuários faziam desafios, reproduziam coreografias, imitavam pessoas famosas, faziam sátiras que instigavam outros usuários a querer participar da brincadeira - o que atraiu muito o público jovem. E com isso, deu origem a diversos virais na internet e se tornou uma das redes sociais de maior sucesso e poder de engajamento no mundo. O sucesso foi comprovado no final de 2019, quando o TikTok já superava a barreira de 500 milhões de usuários.
   

Mas foi durante a quarentena provocada pela pandemia do COVID-19, em 2020, que o TikTok conquistou números impressionantes, sendo o aplicativo mais baixado no mundo durante todo o ano. Em junho deste mesmo ano, o aplicativo lançou o TikTok For Business, ferramentas que ajudam artistas, profissionais de marketing e agências a criarem suas campanhas para alcançar seus públicos e novas audiências, com o máximo de assertividade, sem perder a forma autêntica e descontraída. Cada vez mais popular, em julho de 2021, o TikTok atingiu a impressionante marca de 3 bilhões de downloads, recorde antes exclusivo do Facebook (conheça essa história aqui). Recentemente o aplicativo lançou o TikTok Creator Marketplace, uma ferramenta poderosa para ajudar a agências e marcas a encontrar outros criadores de conteúdo, cujo público se encaixe melhor com suas campanhas; além de criar o TikTok Creator Fund, um fundo de milhões de dólares para ajudar criadores de conteúdo da plataforma, a fim de solidificar ainda mais o relacionamento com influenciadores.
  

O TikTok se tornou um colossal sucesso no mundo por vários fatores. Mas seu grande diferencial é a usabilidade, pois o aplicativo oferece amplos recursos para edição. Com isso, é possível incluir filtros, legendas, trilhas sonoras, gifs, fazer cortes a vontade, utilizar efeitos de câmera, etc. Com esse cardápio repleto de opções os criadores de conteúdo podem explorar ao máximo a sua criatividade e, assim, lançar diversos conteúdos virais, que incluem vídeos de dança, dublagens, sketches de humor, experimentos científicos, tutoriais de maquiagem, artesanato Do It Yourself, decoração, timelapse e infinitas mais coisas.
   

O sucesso também se dá, em parte, por conta da inteligência artificial do aplicativo, que detecta quais vídeos tem maior potencial de viralizar. Isso porque o aplicativo foi criado justamente para tornar as criações de seus usuários um grande sucesso - primeiro, dentro da própria plataforma e, posteriormente, em outras redes sociais. É também uma plataforma de publicidade orgânica poderosa, onde a divulgação acontece naturalmente e os usuários se ajudam nesse processo. Outros motivos por trás do aumento da popularidade do TikTok são: apoio de celebridades, conteúdo localizado, fácil criação, compartilhamento e visualização de conteúdo.
  

As polêmicas 
Apesar do avassalador sucesso, não raramente o TikTok desperta polêmica (principalmente em relação a privacidade) em muitas partes do mundo. Uma dessas situações que chamou atenção, foi a tentativa de bloqueio do TikTok pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Isto porque entre 2019 e 2020, o governo americano anunciou que as empresas chinesas ameaçavam a segurança nacional, podendo compartilhar dados dos usuários. Trump então proibiu o funcionamento do TikTok e diversos outros aplicativos chineses. No entanto, um juiz americano barrou a decisão, considerando que seriam apenas hipóteses. Já em janeiro de 2021, o bloqueio aconteceu na Itália, após uma menina de 10 anos morrer ao participar de um desafio proposto no aplicativo. Desde então, o aplicativo deve verificar a idade dos usuários para garantir que menores de 14 anos não tenham conta na plataforma, conforme exige a legislação do país.
   

As muitas queixas de privacidade foram o principal argumento para que o TikTok fosse banido da Índia, cujo governo alegou preocupações com a segurança nacional. Além disso, o TikTok já teve bloqueios temporários em Bangladesh e Indonésia, em razão do conteúdo disponível na plataforma que, segundo as autoridades responsáveis, colaborava para o compartilhamento de pornografia e blasfêmia.
  

A evolução visual 
O principal símbolo da identidade visual da marca sempre foi uma nota musical estilizada. A primeira modificação ocorreu em 2017, quando o aplicativo foi lançado internacionalmente e adotou o nome TikTok, que passou a fazer parte da identidade visual. No ano seguinte, foi apresentada uma nova tipografia de letra para o nome e a diminuição do espaço entre as palavras Tik e Tok. Além disso, a letra O passou a contar com a combinação de tons de turquesa e vermelho, semelhante ao do símbolo. O logotipo da marca também pode ser aplicado na horizontal.
  

Apesar de utilizar o nome Douyin para o mercado chinês, a identidade visual é semelhante ao do TikTok, mas com o nome escrito em mandarim.
  

Os slogans 
Quem tem TikTok tem tudo. (2021) 
Isso o TikTok Mostra. (2021) 
Re:Make. (2021) 
Começa no TikTok. (2020) 
It Starts on TikTok. (2020) 
Don’t Make Ads, Make TikTok. (2020) 
Make every second count. (2018) 
Make your day. 
Real People, Real Videos.
   

Dados corporativos 
● Origem: China 
● Lançamento: 26 de setembro de 2016 
● Criador: Zhang Yiming 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Beijing ByteDance Technology Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Shou Zi Chew 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 730 milhões 
● Presença global: 154 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rede social e compartilhamento de vídeos 
● Concorrentes diretos: Snapchat, Instagram, Kwai, Likee, Byte, Triller, Dubsmash, Bilibili e YouTube 
● Ícones: A nota musical estilizada 
● Slogan: Quem tem TikTok tem tudo. 
● Website: www.tiktok.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
O TikTok está presente em mais de 150 países ao redor do mundo, disponível em 75 idiomas e com mais de 730 milhões de usuários (outros mais de 600 milhões utilizam a versão chinesa, batizada de Douyin, que é adaptada às restrições e censuras chinesas, rodando então em servidores diferentes). O TikTok tem como seus mercados principais por números de usuários (excluindo a China) os Estados Unidos, a Indonésia, a Rússia e o Japão. No Brasil, o TikTok vem ganhando cada vez mais espaço, atualmente são mais de 7 milhões de pessoas cadastradas na rede, sendo que 90% desse público acessa o aplicativo todos os dias. E os números do TikTok impressionam: usuários passam, em média, 52 minutos por dia no aplicativo (para jovens entre 4 e 15 anos, exclusivamente, essa média sobe para 80 minutos); cada usuário abre o aplicativo cerca de 8 vezes por dia; 83% dos usuários já postaram vídeo ao menos uma vez; 60% dos usuários são da Geração Z, os criadores de tendências; e com mais de 1.3 bilhões de usuários ativos, o TikTok é a terceira rede social mais popular do planeta, atrás apenas do Facebook e do YouTube (saiba mais aqui). 

Você sabia? 
O TikTok se tornou um fenômeno global, enquanto o Douyin, a versão chinesa do aplicativo de vídeo, é líder no país asiático. 
Uma música em alta no TikTok rapidamente fica em alta no Spotify (conheça a história aqui). Isso ilustra o verdadeiro poder de influência da plataforma e da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites de tecnologia (TechTudo), portais (UOL e Terra), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/9/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

14.6.20

BAIDU


Possui o motor de busca na internet mais popular da China. Tem seu próprio aplicativo de mapas. Opera no setor de armazenamento na nuvem e, de quebra, vem desenvolvendo seu próprio carro autônomo. Se você pensou naquele logotipo colorido, errou feio. É o BAIDU, popularmente conhecido como “Google chinês” e uma das maiores companhias de internet do mundo, cuja missão é descomplicar a vida através de inovadoras tecnologias. 

A história 
A história do BAIDU remonta a uma época em que o Google ainda estava em desenvolvimento. Em 1994, Robin Li (nascido como Li Yanhong), trabalhando para a Down Jones and Company, começou a pesquisar algoritmos para mecanismos de busca na internet. Ele desenvolveu o RankDex em 1996, um algoritmo que classificava páginas da web. Com patente concedida nos Estados Unidos, o RankDex foi o primeiro mecanismo de pesquisa que utilizava hiperlinks para medir a qualidade dos sites indexados. Após trabalhar por quase dois anos para a Infoseek, empresa pioneira em mecanismos de busca na internet, Robin retornou para a China em 1999 com o intuito de criar um novo negócio no então promissor mercado. Naquela época, o uso da internet estava apenas começando e era uma terra de enormes possibilidades. Robin (foto abaixo) e o ex-colega de classe Eric Xu, iniciaram a construção na web chinesa de um “crawler”, nome técnico para um servidor que varre, lê e organizava sites de acordo com palavras-chave. Era embrião da nova empresa que a dupla registraria pouco depois. Inicialmente eles lançaram um serviço de pesquisa paga para grandes corporações. Porém após menos de um ano, descartaram essa ideia e lançaram no dia 18 de janeiro de 2000 o BAIDU como um serviço de buscas na internet.


O nome do novo empreendimento originou-se de uma citação da última linha do poema clássico de Xin Qiji - “Green Jade Table in The Lantern Festival” - escrito durante a Dinastia Song (que governou a China de 960 a 1279) e que fala sobre a busca incerta pelo amor. BAIDU, cujo significado literal pode ser traduzido como “centena de vezes” (“Bai” significa centena e “du” vezes), representava uma busca persistente pelo ideal. Até hoje, as salas de reunião na sede da empresa em Pequim têm nomes de poemas chineses.


O primeiro escritório da empresa estava localizado em um quarto de hotel, perto da Universidade de Pequim, onde Robin se formou em gerenciamento de informações (também fez mestrado em ciência da computação na State University of New York, na cidade de Buffalo). Em um período de apenas um ano, o índice de páginas pesquisáveis atingia quase o dobro do tamanho de seu concorrente mais próximo na China. Em 2001 o BAIDU disponibilizou um sistema de leilões que permitia aos clientes fazerem lances para o posicionamento prioritário de links de anúncios, em busca de palavras-chave específicas dos usuários da plataforma, e pagassem toda vez que houvesse um clique no anúncio. Foi uma inovação utilizada antes mesmo da abordagem do Google à publicidade online. Em 2002 lançou o BAIDU MP3 SERACH, mecanismo de busca de músicas em formato MP3 e suas listas abrangentes de música popular chinesa, como o Baidu 500, com base nos números de downloads.


Pouco depois, em 2003, o BAIDU lançou um mecanismo de busca de notícias e de imagens, adotando uma tecnologia especial capaz de identificar e agrupar os artigos. Além disso, nesse mesmo ano lançou o BAIDU TIEBA, uma comunidade online onde os usuários podem procurar ou criar um tópico (fórum), digitando uma palavra-chave. E, nos dois anos subsequentes, lançou novos produtos e serviços, como por exemplo, o BAIDU MAPS (2005), aplicativo de mapas digitais que hoje em dia possui mais de 350 milhões de usuários ativos no mundo; e o BAIDU KNOWS (2005), fornece aos usuários uma comunidade baseada em consulta para compartilhar conhecimento e experiência. Nesta época o boom digital chinês lançou na web centenas de milhões de internautas que variavam entre os serviços para fazer suas buscas. Em meio à feroz competição, a velocidade e a precisão dos resultados do BAIDU o tornou o líder local em buscas. O dia 5 de agosto de 2005 foi histórico para o BAIDU, pois marcou sua abertura de capital na Bolsa de Valores NASDAQ, sendo uma das primeiras companhias chinesas listadas. Dois anos mais tarde se tornaria a primeira empresa chinesa a ser incluída no índice NASDAQ-100.


Em 2006 a empresa lançou mais novidades: a rede social BAIDU SPACE e a BAIDU BAIKE (enciclopédia colaborativa online, uma espécie de Wikipedia chinesa), que hoje conta com mais de 16 milhões de artigos e 6.9 milhões de editores. Em 2008, além de iniciar seu serviço de busca no idioma japonês (BAIDU JAPAN), o primeiro serviço regular da empresa fora da China; lançou o Baidu Safety Center, que oferece aos usuários varredura de vírus gratuita, reparo do sistema e avaliações de segurança online; e o BAIDU YOUA, uma plataforma de comércio eletrônico através da qual as empresas podiam vender seus produtos e serviços em lojas registradas no BAIDU. No início de 2010, executivos do Google na China fizeram acusações veladas contra autoridades do governo chinês, o que resultou na transferência de seus servidores para Hong Kong. A consequência imediata foi o bloqueio, por parte das autoridades de Pequim, de todos os serviços do Google no país. A saída do Google beneficiou muito o BAIDU em termos de faturamento e participação de mercado. Mas até hoje a empresa precisa lidar com a desconfiança de que foi ela quem pressionou o governo chinês para expulsar seu concorrente do país. E desde então, o BAIDU é constantemente acusado de ter se tornado mais passivo que o necessário, removendo qualquer resultado que critique Pequim ou o Partido Comunista Chinês.


Com seu buscador dominando o mercado chinês e vários serviços populares, o BAIDU resolveu se aventurar em outras áreas da tecnologia com o lançamento em 2010 do serviço de streaming de vídeo iQiyi (hoje o mais utilizado na China com mais de 400 milhões de usuários ativos) e; em 2011 com um sistema operacional para dispositivos móveis (batizado de BAIDU YUN). A aventura da empresa nesse segmento não teve vida longa e, quatro anos depois, o sistema operacional foi suspenso. E ainda em 2011 foi lançado em versão beta o navegador BAIDU BROWSER, cuja interface era similar ao Google Chrome, baseado no WebKit capaz de executar torrents, e cuja versão mais atual (batizada de SPARK e lançada em 2016) é capaz de baixar vídeos de streaming (sim, como o YouTube), receber comandos por gestos e fazer capturas de tela sem necessidade de plugins; e um serviço de busca de música, que permitia aos usuários transmitirem, baixarem e criarem acervos de músicas licenciadas.


Pouco depois, em 2012, foi lançado o BAIDU WANGPAN (também conhecido como BAIDU CLOUD), serviço de armazenamento de dados em nuvem (hoje oferece 2 TB de espaço livre gratuitamente), ingressando assim em um segmento bilionário da tecnologia. Neste mesmo ano a empresa chinesa também apresentou um aplicativo para pesquisas em dispositivos móveis. A empresa lançou seu antivírus (gratuito) para PCs em 2013. Com mais de 10 milhões de usuários baixando o software (BAIDU ANTIVIRUS) somente nos primeiros três meses, muitos ficaram chocados ao descobrir que era quase impossível desinstalar o programa de seus dispositivos, e que outros produtos do BAIDU precisavam ser baixados também para manter o sistema antivírus funcionando.


Entre as grandes companhias de internet da China, o BAIDU foi certamente o que mais ousou em esforços de internacionalização, abrindo escritórios no Oriente Médio, Tailândia, Índia, Indonésia e Japão. Em quase todos, fracassou. Por exemplo, no Brasil a empresa lançou seu serviço de buscas (em português) no mês de julho de 2014. Durante a sua curta estadia em território nacional, a empresa chinesa empenhou seus esforços para a popularização de seu antivírus, navegador de internet, aplicativos e de seu buscador. Além disso, chegou até a adquirir fatia majoritária no Peixe Urbano, uma plataforma de e-commerce local que disponibiliza milhares de ofertas em vários segmentos. A empresa chinesa permaneceu no mercado brasileiro até 2018. Sua saída deveu-se em boa parte pela péssima imagem e alta rejeição no país, prejudicada pela instalação involuntária de seus programas, como antivírus e navegador de internet. A empresa chinesa apostou em algumas estratégias arriscadas de difusão de seus serviços que basicamente forçou sua entrada em computadores brasileiros. E se deu mal.


Ainda em 2014 a empresa inaugurou um moderno Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Sunnyvale, estado da Califórnia. Outros produtos e serviços lançados pela empresa neste período foram: BAIDU WALLET (2014); um aplicativo de pagamento que oferecia transferências interbancárias gratuitas e permitia pagar compras online e contas de serviços públicos; e o DUER (2015), um assistente de inteligência artificial ativado por voz e projetado para sugerir recomendações e realizar pedidos online. Entre outros produtos populares da empresa estão o BAIDU DICTIONARY (fornece aos usuários tradução de texto entre os idiomas chinês e inglês) e o aplicativo BAIDU (200 milhões de usuários diários), fortemente baseado em inteligência artificial e que oferece funções como: motor de busca, feed de notícias, comando de voz, reconhecimento de imagem (objetos e tradução, por exemplo) e modo infantil.


No início de 2017, o BAIDU iniciou atuação no segmento de Inteligência Artificial e Machine Learning. O primeiro produto comercial bem-sucedido desta nova estratégia foi uma solução de reconhecimento de voz e rosto, que permite a faculdades e prédios comerciais a autorizar ou negar o acesso de pessoas. Além disso, como a empresa chinesa pode usufruir de um extenso conjunto de dados, seu assistente de voz, chamado Duer, acumulou mais conjuntos de habilidades baseadas em conversas do que Alexa, Siri ou Cortana. Logo depois surgiu o RAVEN H, seu primeiro alto-falante inteligente que se destaca pelo design: parece uma pilha de quadrados de plástico, cuja parte superior é sensível ao toque e pode ser levantada. Outro fruto dessa estratégia de investimento em Inteligência Artificial ocorreu no começo de 2018, quando o BAIDU recebeu aprovação para começar a realizar testes de carros autônomos nas ruas de Pequim. Por meio do Programa Apollo (plataforma que permite transformar carros e ônibus em veículos autônomos), as tecnologias de Inteligência Artificial do BAIDU são disponibilizadas gratuitamente às montadoras como um cérebro para seus veículos. Em troca, a empresa obtém acesso aos dados para tornar seus algoritmos mais inteligentes. Ainda na área da Inteligência Artificial o BAIDU desenvolveu uma solução para prever se as células são normais ou cancerígenas. Os resultados de usar os algoritmos dessa maneira são promissores – um número menor de falsos positivos, por exemplo.


Apesar de todo o sucesso, a empresa tem sua parcela de críticas (e que são muitas). O BAIDU foi acusado de censura e de promover downloads ilegais de músicas. Sua imagem sempre sofreu porque os resultados da pesquisa seriam inundados com anúncios patrocinados, dificultando a identificação orgânica pelos usuários. Porém, nos últimos anos, o BAIDU está tomando cada vez mais medidas para tornar a experiência mais centrada no usuário - uma maneira melhor de exibir anúncios, semelhante à forma como o Google.


A evolução visual 
O logotipo da marca é composto por uma pata azul (isso pode ser interpretado como uma pata de cachorro, animal conhecido por suas excelentes capacidades de busca através do faro apurado) e pelo nome da marca (incluindo a escrita em chinês 百度). Essa identidade visual passou por apenas uma discreta remodelação. A principal alteração ocorreu em relação à tipografia de letra, que se tornou mais afinada.


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 18 de janeiro de 2000 
● Fundador: Robin Li e Eric Xu 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Baidu Inc. 
● Capital aberto: Sim (2005) 
● CEO: Robin Li 
● Faturamento: US$ 15.4 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 906 milhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 40 bilhões (junho/2020) 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 46.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Mecanismo de busca, antivírus e computação em nuvem 
● Concorrentes diretos: Google, Yahoo!, Microsoft, Alibaba, Tencent, Qihoo 360, ByteDance e Sohu  
● Slogan: Behind your e-success. 
● Website: www.baidu.com 

A marca no mundo 
Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, o BAIDU é um gigante robusto em termos de números: fatura mais de US$ 15 bilhões (dados de 2019), tem 700 milhões de usuários em seus vários serviços (somente um de seus aplicativos são 200 milhões de usuários por dia), é o segundo maior mecanismo de busca da internet no mundo, está entre os seis sites mais acessados do mundo e emprega mais de 46 mil pessoas. Atualmente seu principal serviço é o motor de buscas, mas a empresa também conta com diferentes produtos, incluindo plataforma de mapas, imagens, vídeos, notícias, antivírus, navegadores, marketing e publicidade online. Além disso, mais recentemente passou a investir em Inteligência Artificial, sistemas autônomos, hardware, software e serviços de computação em nuvem. Boa parte de seu faturamento provém da plataforma de pagamento por desempenho (P4P), que utiliza a tecnologia PPC (pagamento por clique). 

Você sabia? 
Em conformidade com a política chinesa de controle, o motor de busca da BAIDU filtra material controverso dos seus resultados de pesquisa. Isto não se aplica ao portal da BAIDU no Japão, que desvia 60% do seu tráfego antes de chegar à China continental. 
Um dos temas que mais incomoda os “Baiduers”, como são chamados os funcionários do BAIDU, é de que sua empresa é uma cópia de tecnologias do Google. 
O logotipo da BAIDU também adquire várias formas e design em datas comemorativas, igualmente ao seu principal concorrente. 
No início de 2020 o BAIDU lançou a sua blockchain própria com uma criptomoeda chamada Xuperchain


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Veja e Exame), sites de tecnologia (Startse e Tech Mundo), portais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/6/2020

21.11.18

HUAWEI


A Huawei é uma empresa chinesa que muita gente não conhece, mas que, de forma silenciosa, se transformou em uma das maiores do mundo no segmento das telecomunicações. A Huawei dá aos negócios o poder de aceder a uma variedade de aplicações e de efetuar diferentes tarefas quando e onde estiver e a partir de qualquer equipamento. E graças aos seus dispositivos inteligentes e smartphones, a empresa ajuda a melhorar a experiência digital de milhões pessoas tanto no trabalho como na vida e entretenimento. 

A história 
Para explicar a origem da Huawei é preciso entender a situação do país na década de 1970. Com a morte de Mao Tse-Tung, em 1976, a República Popular da China, que era controlada pelo Partido Comunista, acabou sob o comando de Deng Xiaoping, responsável pelas reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Nessa época de transição, a China estava isolada do resto do mundo e, com o novo governo, fez uma abertura econômica, cultural e tecnológica. Esse novo período ainda enfrentava um forte controle do Estado, mas já recebia capital estrangeiro. Isso fez com que várias empresas dos mais diversos setores surgissem tanto para atender o mercado interno quanto o resto do mundo. E foi nesse cenário que Ren Zhengfei (foto abaixo), um engenheiro de tecnologia militar do Exército de Libertação Popular, o braço armado da China comunista, fundou a Huawei no dia 15 de setembro de 1987, na cidade de Shenzhen, no sudeste do país. Os primeiros produtos comercializados pela nova empresa foram os PBX (sigla para Private Branch Exchange), um aparelho de troca automática de ramais telefônicos. Inicialmente começou importando alguns aparelhos de Hong Kong, mas rapidamente passou a fabricar seus próprios modelos e vender para hotéis e pequenas empresas. O divisor de águas foi o modelo C&C08, considerado na época top de linha no setor.


Em 1990, a Huawei decidiu investir pesado em pesquisa e desenvolvimento. Em apenas um ano já eram 600 pessoas contratadas para este departamento. Nessa época, o negócio da empresa era equipamentos para redes de internet, começando no interior e em zonas rurais e aos poucos passando para as maiores cidades chinesas. E foi neste momento que aconteceu a primeira grande polêmica. A Huawei foi acusada de receber alguns empréstimos de bancos estatais para prosperar rapidamente, fato negado até hoje pela empresa. Mas a Huawei mesmo fechou várias parcerias com o governo chinês para ajudar na infraestrutura de telecomunicações. Uma década depois de sua fundação, em 1997, Ren Zhengfei fez uma viagem aos Estados Unidos para conhecer algumas das maiores empresas do ocidente. E percebeu o quanto a China estava atrasada no modelo de empresas de tecnologia. Foi aí que a expansão internacional começou. Em 1998, a empresa fechou um contrato de cinco anos com a IBM para que o gigante da computação servisse de consultora na reestruturação e preparação da Huawei para o mercado mundial. Com isso, no ano seguinte, a empresa inaugurou o primeiro laboratório de pesquisa fora do país, na Índia.


Os anos seguintes foram de crescimento e muito investimento em redes e conectividades que estavam surgindo, como a GSM. Holanda, Suécia, Canadá e Estados Unidos também ganharam escritórios e laboratórios da Huawei. Foi então, no mês de julho de 2003, que a empresa criou a divisão mobile e lançou o primeiro aparelho celular, o C300. Dois anos mais tarde, lançou o primeiro modelo próprio com 3G, o U626. Também começou a ganhar destaque na produção de modems. O E220, introduzido em 2006, foi considerado o mais rápido e compacto da época. Até então, o ingresso no segmento mobile tinha sido muito bem-sucedido. Outro grande e rentável mercado foi o de patentes. Em 2008, a Huawei ficou em primeiro lugar no registro de propriedades intelectuais do Sistema Internacional de Patentes. Em 2010, foi apresentado o primeiro Huawei Ascend, que rodava Android 2.1 e tinha somente 2 GB de memória interna e tela de 3.5 polegadas. Já descontinuada, essa foi uma das linhas mais duradouras da marca e alguns de seus modelos viviam competindo para ser o mais fino do mundo.


Ainda em 2010, a Huawei aumentou seus ganhos em 30%, um número absurdo para uma época de tanta concorrência entre as marcas. Em março de 2011, a empresa vendeu mais de um milhão de smartphones C8500 na China, passados 100 dias do seu lançamento oficial. Com lançamento no mês de agosto desse mesmo ano, o Huawei Vision foi o primeiro smartphone baseado na computação em nuvem. E foi nessa época que a empresa também apresentou ao mercado seu serviço de armazenamento. Em 2013 já começava a ser considerada pela IDC uma das três maiores fabricantes globais de smartphones. Outra linha popular da marca chinesa é a Honor, lançada em 2013. Essa linha oferecia aparelhos mais baratos e com venda de preferência online. Tem ainda a linha Mate, que trazia dispositivos para quem gostava de telas maiores. A Huawei também apostou em dispositivos wearables, mas sem direcionar tantos investimentos. A estreia nesse segmento foi com a pulseira TalkBand B1, em 2014, mas hoje o carro-chefe desse setor é o Huawei Watch, que já está na segunda geração, lançado em 2017. Ainda em 2014, apresentou o 4G LTE Ascend P7, um dos smartphones mais finos do mundo (6,5 mm).


Em parceria com o Google, a empresa fabricou o smartphone Nexus 6P em 2015. O aparelho trazia um design diferenciado, especialmente na parte traseira, mas recebeu várias críticas por problemas técnicos. A empresa também ingressou com menor força no mercado de notebooks. O Huawei MateBook foi o primeiro 2 em 1 da marca. Em 2016, lançou a primeira série de smartphones com câmera dupla co-desenvolvida com a Leica, o Huawei P9, imprimindo um novo padrão na fotografia deste segmento. Além disso, apresentou Hauwei HiLink, uma plataforma doméstica inteligente que oferece soluções de interconexão e inter-operação entre todos os tipos de dispositivos inteligentes. Mais recentemente, em 2017, lançou o Huawei Mate P10 e o Mate P10 Plus, smartphones que apresentam cores vivas e acabamentos atraentes, introduzindo também as câmeras, frontal e traseira, além de abrir as portas a novas aplicações móveis no ramo da Inteligência Artificial ao combinar um hardware inovador. No mês de agosto de 2018, a Huawei desbancou a Apple como número dois mundial dos smartphones, desafiando abertamente o líder planetário Samsung. E também lançou o Huawei P20 Pro, primeiro smartphone com três câmeras traseiras.


E você se lembra da parceria com a IBM que ajudou e muito a marca chinesa? A empresa resolveu seguir essa ideia e, ao longo dos anos, fez outros empreendimentos conjuntos com Motorola, Siemens e Symantec. Além disso, estabeleceu várias alianças com operadoras locais, como Vodafone, T-Mobile e Bell Canada, o que permitiu o lançamento exclusivo de modelos e a assinatura de vários contratos. E as polêmicas não pararam por aí. A mais recente é sobre alguns mercados em que a Huawei começou a participar. Ela expandiu tanto que acabou em países como Cuba, Síria e Irã, a maioria com relações bem complicadas com os Estados Unidos. Em 2013, uma filial da empresa foi acusada de vender tecnologia norte-americana de antenas para o Irã. Também já foi acusada de espionagem quando foi para o mercado americano, mas isso ficou só na acusação mesmo.


A evolução visual 
O nome Huawei tem vários significados. O “hua” pode ser China, magnífico ou flor, o que explica o símbolo do logotipo da marca. Já o “hei” é conquista ou ação. Então, o nome é algo como “a China está agindo” ou “conquistando de forma magnífica”. A primeira alteração em seu logotipo ocorreu em 2006, quando o símbolo ganhou um novo design e a empresa adotou apenas o nome Huawei. A versão mais atual de sua identidade visual foi apresentada no mês de março de 2018.


Os slogans 
Building A Better Connected World. (2016) 
Make it Possible. (2013) 
Enrich Life Through Communication. (2003)


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 15 de setembro de 1987 
● Fundador: Ren Zhengfei 
● Sede mundial: Shenzhen, Guangdong, China 
● Proprietário da marca: Huawei Technologies Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Ren Zhengfei 
● Faturamento: US$ 92.5 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 7.2 bilhões (2017) 
● Valor da marca: US$ 7.578 bilhões (2018) 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 180.000 
● Segmento: Telecomunicações 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, notebooks e redes de banda larga 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Apple, Sony, Motorola, HTC, Xiaomi, Oppo, SAP e Ericsson 
● Slogan: Building A Better Connected World. 
● Website: www.huawei.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca HUAWEI está avaliada em US$ 7.578 bilhões, ocupando a posição de número 68 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2018. 

A marca no mundo 
A Huawei é fornecedora líder global de tecnologia de soluções de informação da indústria e das comunicações. É a maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do mundo, e já é relevante no mercado corporativo. Um dos três segmentos da empresa, a Huawei Consumer BG, é responsável pela gestão de smartphones, notebooks, tablets, wearables, dispositivos de banda larga móvel, dispositivos familiares e serviços de nuvem em dispositivos, além de ser a terceira maior fabricante de smartphones do mundo (em 2017 foram mais de 153 milhões de unidades vendidas) e a marca mais vendida na China. A Huawei instalou mais de 1.500 redes em conjunto com as operadoras de telecomunicações, permitindo fornecer acesso à internet a mais de um terço da população mundial, em mais de 170 países. A empresa, que emprega mais de 180 mil pessoas e faturou US$ 92.5 bilhões em 2017, tem 36 centros comuns de inovação e 15 modernos centros de pesquisa espalhados pelo mundo, que em 2017 receberam US$ 13.8 bilhões em investimentos. 

Você sabia? 
Ter um preço competitivo nesse mercado é difícil, e uma das estratégias da Huawei é fabricar o próprio processador. Para isso, ela é proprietária da HiSilicon, maior fabricante de circuitos integrados da China. Os chips Kirin existem desde 2015 e têm obtido resultados bem impressionantes em benchmarks. 
A Huawei nunca abriu seu capital para acionistas. Mas o modelo de negócios é um pouco diferente. O CEO tem menos de 1.5% da empresa e o resto é dividido entre os próprios funcionários. Outro ponto peculiar é que a empresa é a única entre os gigantes chineses que tem mais renda gerada fora do país do que na terra natal. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de tecnologia (tecmundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/11/2018