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24.6.25

WhatsApp


O WhatsApp se tornou uma ferramenta de comunicação essencial para bilhões de pessoas, isso mesmo, bilhões, ao redor do mundo. Fundamental para a comunicação diária, o WhatsApp transformou a forma como nos comunicamos, e até compramos, aproximando pessoas de pessoas e empresas. Por isso, é possível afirmar com sensatez que hoje em dia o WhatsApp é uma força dominante no cenário global de comunicação com números impressionantes. 

A história
O WhatsApp foi criado por dois programadores, o imigrante ucraniano Jan Koum e o americano Brian Acton (ambos na imagem abaixo), que se conheceram ao trabalharem juntos no Yahoo! (conheça essa outra história aqui). Em 2007, eles decidiram tentar carreira em outra empresa que crescia exponencialmente, o Facebook. Na época, porém, ambos foram rejeitados, o que acabou fazendo com que buscassem outras oportunidades no ramo da tecnologia. Com isso, a dupla começou a pensar em novas oportunidades, na mesma época em que foi lançado o primeiro iPhone. E foi Koum quem vislumbrou o potencial de operar através da App Store da Apple (saiba mais aqui), após comprar um iPhone no início de 2009. A ideia do WhatsApp surgiu não como um serviço de mensagem, mas sim como uma ferramenta para indicar o status das pessoas (indicando a disponibilidade para receber ligações). Posteriormente Koum revelaria que parte de sua motivação era não perder chamadas enquanto estava na academia.
  

A primeira versão do WhatsApp foi lançada exclusivamente para o iPhone, e chegou ao mercado em fevereiro de 2009. O nome do aplicativo foi inspirado na expressão informal “What’s up?”, muito utilizada pelos americanos, e que significa algo como “O que está rolando/acontecendo?”, “E aí?” ou “Como vai?”. Com as notificações ativas, os criadores perceberam um aumento na utilização do aplicativo, e as mensagens de status passaram a ser mais personalizadas e divertidas, como por exemplo, “Acordei tarde” ou “Estou a caminho”. Com isso, em agosto do mesmo ano eles lançaram uma versão atualizada que, enfim, contava com a possibilidade de trocar mensagens instantâneas pelo próprio aplicativo. A atualização - batizada de WhatsApp 2.0 - rendeu uma rápida ascensão e logo o aplicativo já contava com 250 mil downloads. Com isso, no mês de outubro, Acton convenceu cinco ex-amigos do Yahoo! a investir US$ 250.000 em financiamento inicial.
   

Levando em conta que nos Estados Unidos o envio de SMS é gratuito, logo surgiu um grande desafio ao WhatsApp: “por que as pessoas iriam baixar um novo aplicativo, sendo que elas já enviavam SMS gratuitamente?”.  Foi aí que a empresa percebeu seu grande potencial de expansão internacional, especialmente em países que cobravam por SMS (e ainda tinha limites de caracteres), como por exemplo, o Brasil, onde o aplicativo foi lançado em novembro de 2009 e teve um rápido crescimento, pois permitia a troca de mensagens de forma rápida e gratuita. E no final deste ano, o aplicativo recebeu uma importante atualização que permitia enviar fotos. No no de 2010, o WhatsApp passou a ficar disponível em outros sistemas operacionais, incluindo para celulares BlackBerry e sistemas Android, o que impulsionou ainda mais sua utilização e popularidade em diversos países ao redor do mundo. No começo de 2011 o WhatsApp entrou no Top 20 da Apple Store nos Estados Unidos, como um dos aplicativos mais baixados. No mesmo ano, o WhatsApp lançou um novo recurso, as mensagens em grupo, e chegou a marca de 1 bilhão de mensagens enviadas em um dia.
     

Pouco depois, em agosto de 2013, o WhatsApp passou a disponibilizar as mensagens de voz, possibilitando assim aos usuários uma maneira de enviar gravações de áudio curtas diretamente em seus bate-papos, um recurso que se tornaria extremamente popular. Nessa época o WhatsApp já contava com aproximadamente 200 milhões de usuários ativos no mundo e chamava a atenção de gigantes como o Google (conheça essa história aqui), que chegou a fazer uma proposta de compra, recusada pelos fundadores. Mas foi o Facebook (conheça essa outra história aqui) que claramente enxergou o WhatsApp como uma ameaça potencial à sua própria oferta e resolveu comprar a plataforma em fevereiro de 2014 por exorbitantes US$ 19 bilhões, uma das maiores aquisições da história na área da tecnologia. Nessa época o WhatsApp tinha apenas 55 funcionários, mas já contava com mais de 450 milhões de usuários em diversos países do mundo. Koum e Acton seguiram atrelados ao WhatsApp como acionistas e continuaram desenvolvendo novas ferramentas para a plataforma.
   

Em agosto de 2014, o WhatsApp já era o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, com mais de 600 milhões de usuários. Em novembro deste mesmo ano o aplicativo introduziu um de seus recursos mais populares: Recibos de Leitura, que alerta os remetentes quando suas mensagens são lidas pelos destinatários. O ano de 2015 foi marcado pelo lançamento do WhatsApp Web, versão do aplicativo para ser usada por meio de um navegador, sincronizando com a conexão do dispositivo móvel. Além disso, introduziu uma das atualizações mais populares com a adição de chamadas de voz e vídeo, que permitiu aos usuários fazerem chamadas de forma rápida e fácil por meio do aplicativo. Isso fez com que o WhatsApp se tornasse uma plataforma de comunicação completa, permitindo que as pessoas trocassem mensagens, compartilhassem arquivos e realizassem chamadas de voz e vídeo tudo em um só lugar.
  

Outra atualização importante do WhatsApp foi a adição de recursos de grupo em 2016. Isso permitiu que os usuários criassem grupos de conversa com diversas pessoas, o que foi uma mudança significativa para a plataforma. Antes disso, os usuários só podiam conversar com uma pessoa por vez. Essa atualização tornou o WhatsApp uma ferramenta ainda mais poderosa para a comunicação coletiva, e permitiu que as pessoas colaborassem e compartilhassem mais informações, e de modo mais eficiente. Ainda em 2016, o aplicativo introduziu novos recursos, como por exemplo, o compartilhamento de documentos, permitindo inicialmente que os usuários compartilhassem arquivos PDF com seus contatos; e videochamadas entre duas contas.
  

No início de 2018 foi lançado o WhatsApp Business, para ajudar pequenas empresas a alcançar seus clientes com mais eficiência. O WhatsApp Business funciona como a versão tradicional do aplicativo de mensagem, mas se diferencia pela geração de uma conta comercial verificada com informações básicas sobre o negócio (e-mail, endereço, site e descrição de serviços) e funções extras, como a criação de catálogos para venda de produtos diretamente no aplicativo, ou recurso que fornece métricas (como modelo de mensagens mais lidas, por exemplo) para fomentar estratégias de marketing mais assertivas por meio do aplicativo. Em um ano de lançamento, o WhatsApp Business já contava com uma sólida base de 5 milhões de empresas utilizando a ferramenta ao redor do mundo. Esse ano também foi marcado pela introdução dos recursos de chamadas de áudio e vídeo em grupo e do lançamento da funcionalidade de figurinhas, que permite aos usuários enviar e receber figurinhas em suas conversas, tornando-as mais divertidas. Em 2020, no Brasil, o aplicativo disponibilizou pela primeira vez o recurso de pagamento, inicialmente para pessoas físicas e pequenas empresas e que permite aos usuários fazerem transferências de dinheiro e pagamentos para empresas diretamente pelo aplicativo, utilizando cartões cadastrados ou chave Pix.
    

Em 2021 o WhatsApp adicionou novos recursos ao seu aplicativo, incluindo enviar fotos e vídeos que desaparecem após uma visualização. Em 2022 o WhatsApp adicionou a capacidade dos usuários de desativar seu status online. Além disso, adicionou a capacidade de reagir a mensagens inicialmente com seis emojis predefinidos (polegar para cima, coração, mãos unidas, lágrimas de riso, boca aberta de surpresa e rosto chorando). Nos últimos anos o WhatsApp continuou aperfeiçoando seu aplicativo e introduzindo novos recursos, como por exemplo, permitir aos usuários editar mensagens até 15 minutos após o envio (2023), compartilhamento de fotos e vídeos em alta definição (2023), substituição do indicador “Digitando…” por um novo ícone de reticências que mostra a foto de perfil de quem digita (2024) e transcrever mensagens de voz, permitindo ler o que foi dito em uma mensagem de voz, em vez de ouvir o áudio. Além disso, um “Assistente Inteligente” com tecnologia de IA tornou-se amplamente disponível no WhatsApp, permitindo que os usuários fizessem perguntas ou executassem tarefas como gerar imagens.
  

Hoje em dia, diferente da versão inicial de 2009, é possível usar o WhatsApp para: 
● enviar mensagens instantâneas, fotos, vídeos e outros formatos de arquivos; 
● compartilhar localização em tempo real; 
● fazer chamadas de voz e vídeos; 
● distribuir documentos; 
● trocar figurinhas/gifs; 
● realizar pagamentos; 
● procurar e entrar em contato com empresas direto no aplicativo.
  

O WhatsApp tem como filosofia a criptografia de ponta a ponta (implementada no aplicativo em agosto de 2012), que impede, ou ao menos dificulta, a interceptação de mensagens. Desta forma, nem mesmo a empresa tem acesso ao conteúdo que circula pela plataforma. O recurso de segurança também cria constantemente grandes atritos com autoridades por gerar dificuldades em investigações policiais. No Brasil, o aplicativo chegou a ser bloqueado pela impossibilidade de quebrar o sigilo da troca de mensagens de pessoas investigadas.
  

A identidade visual
A identidade visual da marca pode ser aplicada em três cores: na tradicional verde-clara, preta e verde-escura.


Além disso, o logotipo do WhatsApp também pode ser aplicado com o nome abaixo do tradicional símbolo, que ganha variações dependendo da utilização (como mostra a imagem abaixo).
  

Já o design do aplicativo evoluiu ao longo dos anos (imagem abaixo), adquirindo uma aparência mais limpa e uma utilização mais intuitiva.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 24 de fevereiro de 2009 
● Fundador: Jan Koum e Brian Acton 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: WhatsApp LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Meta Platforms Inc.) 
● CEO: Will Cathcart 
● Faturamento: US$ 1.8 bilhões (2024) 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 3 bilhões 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.800 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Aplicativo de mensagens, áudios, vídeos e fotos 
● Concorrentes diretos: Telegram, Line, Signal, Viber, Threema, Messenger, Discord, ClickUp™, WeChat, KakaoTalk, Wire, Snapchat e SMS 
● Website: www.whatsapp.com 

A marca no mundo 
Com mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais em mais de 180 países ao redor do mundo, o WhatsApp é disparado o aplicativo de mensagens mais popular do planeta. Com faturamento estimado superior a US$ 1.8 bilhões, os países com mais usuários são Índia (mais de 853 milhões de pessoas), Brasil (148 milhões e onde 99% dos brasileiros online utilizam o aplicativo), Indonésia (112 milhões), Estados Unidos (98 milhões), Filipinas (88 milhões) e México (77 milhões). Já a plataforma de comunicação WhatsApp Business tem mais de 764 milhões de usuários ativos mensais, sendo utilizado por mais de 50 milhões de empresas para ações de marketing. 


Você sabia? 
A plataforma WhatsApp, de acordo com os relatórios mais recentes, processa 140 bilhões de mensagens diariamente. Essas mensagens incluem textos, imagens, vídeos, links, contatos, etc. 
O WhatsApp é a terceira rede social mais utilizada no mundo, atrás apenas do Facebook e do Youtube (saiba mais aqui). 
Até o dia 18 de janeiro de 2016 o WhatsApp cobrava de seus usuários uma taxa de assinatura anual de US$ 1. 
No dia 19 de abril de 2024, a Apple removeu o WhatsApp da App Store na China, citando ordens governamentais decorrentes de preocupações com a segurança nacional. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 24/6/2025 

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29.11.24

SHOPEE


Um tsunami laranja que se formou na Ásia vem mudando a experiência de compra para milhões de consumidores, baseando-se no conceito de “social commerce”, que une a compra online com interação social. Bem-vindo a Shopee, uma plataforma que oferece uma experiência de compra online fácil, segura, rápida, agradável e divertida, que é apreciada por dezenas de milhões de consumidores diariamente. 

A história 
A história da Shopee tem suas origens em Cingapura no ano de 2009, quando Forrest Li (imagem abaixo) e Gang Ye - dois cidadãos chineses que vieram para Cingapura por meio de bolsas de estudo - iniciaram uma pequena startup de jogos chamada Garena, que se tornaria extremamente popular por publicar o jogo Free Fire. Em 2015 a Garena já era um unicórnio e a maior empresa de tecnologia em Cingapura. O que uma empresa com uma compreensão detalhada do comportamento social por meio de jogos, faria em larga escala? Ingressar no segmento de comércio eletrônico. E foi justamente isso o que aconteceu. No dia 5 de fevereiro de 2015 surgia a Shopee, uma plataforma de comércio eletrônico focada em dispositivos móveis e que permitia aos usuários navegar, comprar e vender produtos.
   

Oficialmente lançada ao público no mês de junho em sete mercados do Sudeste Asiático (Cingapura, Malásia, Indonésia, Tailândia, Taiwan, Vietnã e Filipinas), a Shopee tinha como objetivo proporcionar aos consumidores uma experiência de compra online prática e acessível, integrando um modelo de marketplace com recursos de entretenimento e interação social. A Shopee surgia em um momento em que o comércio eletrônico na região estava em ascensão, mas ainda não havia alcançado todo o seu potencial. Nesse contexto, a Shopee adotou uma abordagem móvel, percebendo que a maioria dos consumidores da região acessavam a internet via smartphones, em vez de computadores. Assim, se destacou ao oferecer uma experiência de compras totalmente otimizada para dispositivos móveis. O aplicativo era simples de usar, e rapidamente conquistou uma grande base de usuários ao focar em categorias como moda, eletrônicos e produtos de beleza, que já atraíam grande interesse dos consumidores locais.
  

No dia 4 de maio de 2016 a empresa lançou a Shopee University, uma plataforma de educação para vendedores cujo objetivo era ajudar a treinar empreendedores e empresas locais na criação de seus negócios online. Ainda em 2016, a Shopee lançou a campanha 9.9 Super Shopping Day para alcançar compradores focados em comércio eletrônico por todo o Sudeste Asiático e Taiwan. Essas campanhas se tornariam recorrentes e icônicas na história de crescimento da marca. Inicialmente, a Shopee operava como um mercado de cliente para cliente (C2C), semelhante ao eBay (conheça essa outra história aqui). No entanto, rapidamente se remodelou como um marketplace híbrido de empresa para cliente (B2C), o que rendeu uma base significativa de usuários na região.
   

Já em 2017, lançou o Shopee Mall, um portal que apresentava milhares de produtos vendidos pelas principais marcas e varejistas da região, oferecendo assim uma experiência de compra online mais diversificada, atendendo assim melhor às marcas maiores que buscavam uma abordagem mais ampla. Nessa época a plataforma tinha 80 milhões de downloads realizados, mais de 4 milhões de vendedores e 180 milhões de produtos à disposição. Em 2018 a Shopee lançou o China Marketplace, que oferecia aos compradores acesso fácil aos produtos de comerciantes chineses com frete grátis.
   

Além disso, a empresa lançou inicialmente na Indonésia sua própria carteira digital - chamada Shopee Pay (anteriormente conhecida como Shopee Wallet) - possibilitando seus clientes de usá-la como um meio de pagar por itens na plataforma. Sempre inovadora, em março de 2019 a empresa lançou a Shopee Live, função de transmissão ao vivo que traz entretenimento e engajamento, permitido que vendedores exibam seus produtos em tempo real, interagindo com os compradores, respondendo perguntas e oferecendo promoções exclusivas. Essa ferramenta se tornaria vital para o crescimento da Shopee nos anos seguintes.
  

Após seu sucesso inicial no Sudeste Asiático, a Shopee iniciou a expansão para outros mercados internacionais, como por exemplo, em 2019 quando a plataforma ingressou no mercado brasileiro. A operação da Shopee no Brasil começou em um momento de grande potencial para o segmento no país, impulsionado pela grande população e aumento no uso de smartphones e internet. A plataforma apostou em entender o panorama cultural e os hábitos dos consumidores brasileiros, moldando suas estratégias de marketing e operações para atender a essas necessidades específicas. Com isso, a plataforma iniciou suas operações com foco em algumas categorias, como por exemplo, moda, eletrônicos e produtos para a casa. A Shopee também apostou na inclusão de pequenos comerciantes e vendedores informais, o que a ajudou a se conectar com um público amplo e diverso no Brasil. Muitos vendedores começaram a usar a plataforma como seu principal canal de vendas, especialmente devido à simplicidade de uso e às baixas taxas cobradas pela empresa em comparação com outras plataformas.
   

No final de 2019, a Shopee se tornou o principal comércio eletrônico do Sudeste Asiático, ultrapassando empresas como Lazada e Tokopedia. A empresa ganhou tamanho e o crescimento foi acelerado pela pandemia de COVID-19, que impulsionou as compras online em todo o mundo. Durante esse período, a Shopee investiu pesado em marketing e em sua estrutura logística no Brasil, firmando parcerias com transportadoras locais e melhorando a experiência do usuário no país. Além disso, em 2020 lançou - em Cingapura, Malásia, Tailândia, Indonésia e Vietnã - o Shopee Premium, um destino exclusivo criado para marcas premium alcançarem e fornecerem aos compradores acesso direto a produtos autênticos. Em 2021, inicialmente no Vietnã, a empresa lançou o ShopeeFood, um recurso de serviço de entrega de comida.
  

Após o sucesso inicial no Brasil, a Shopee decidiu expandir seus negócios sul-americanos. Com isso, no primeiro semestre de 2021 a plataforma não só aumentou seus esforços de contratação no Brasil, mas também ingressou em outros países, como Chile, Colômbia, Argentina e México. Além disso, em setembro, a Shopee introduziu seu marketplace na Polônia, seguido por lançamentos na Espanha e França. Porém, em 2022, a Shopee se retirou de vários países em um esforço para cortar custos, encerrando operações na Espanha e França (sairia da Polônia em 2023) e em alguns países na América Latina. Durante esse período a Shopee também acumulou fracassos, como por exemplo, em 2020 quando iniciou operações na Coréia do Sul e, em 2021, no mercado indiano, que não duraram muito.
   

O marketing 
A Shopee utiliza estratégias diversificadas como o marketing de influência, jingles paródias e ativações nas redes sociais para manter o público engajado e interessado. Exemplos são funcionalidades como Shopee Feed (um feed social no aplicativo que permite que usuários compartilhem conteúdo sobre o que estão listando, comprando e vendendo com a comunidade maior do Shopee) e o Shopee Live Chat (uma função de chat que permite aos compradores falar diretamente com os vendedores e obter mais informações antes e depois de efetuar uma compra). Como mostra a Shopee, o futuro do comércio é social. Por meio de feeds ao vivo, compras interativas e maior engajamento, conquistar o consumidor de comércio eletrônico dependerá de quem pode fornecer uma experiência imersiva de ponta a ponta.
  

A Shopee também utiliza a gamificação para incentivar os usuários a interagir com a plataforma. Nesse sentido, desde 2017 o aplicativo oferece uma série de jogos, como Shopee Lucky PrizeShopee Candy e Shopee Pets, que permitem aos usuários ganharem moedas (chamadas Shopee Coins, podem ser utilizadas para fazer compras com desconto na plataforma) e descontos como prêmios. Isso torna a experiência de compra mais divertida, lúdica, social e gratificante, ao mesmo tempo que incentiva os consumidores a passarem mais tempo no aplicativo, aumentando a probabilidade de conversão de compras. Outra estratégia central para o sucesso da Shopee é o uso de promoções e cupons de desconto. Assim, a empresa oferece uma variedade de incentivos, incluindo frete grátis, descontos em compras e ofertas relâmpago.
   

A Shopee também sabe aproveitar muito bem as datas comemorativas para impulsionar suas vendas. Assim, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados, Dia do Consumidor, Natal e Black Friday são acompanhadas de campanhas de marketing massivo, que incluem promoções especiais, cupons de desconto e frete grátis.
   

Além disso, a Shopee realiza, mensalmente, um dia especial de vendas nas datas iguais (quando o dia e o mês têm o mesmo número), como o 11.11, que, só em 2023, gerou a liberação de R$10 milhões em cupons de descontos no mercado brasileiro. Essa estratégia começou em 2016 com o 9.9 Super Shopping Day. Atualmente as campanhas mais importantes são Shopee 10.10, afinal, o mês de outubro geralmente é quando o marketing de fim de ano começa e as marcas aumentam suas ofertas e promoções direcionadas ao público; Shopee 11.11, feriado originalmente criado como uma celebração para os solteiros e cuja data tem suas simbologias, onde a escolha dos quatro números “1” representam pessoas, uma ao lado da outra, sendo uma ótima oportunidade de impressionar os consumidores com campanhas e grandes ofertas com o início da Black Friday; e Shopee 12.12, criado originalmente no ano de 2012 para reunir a época mais recheada de presentes do ano, o Natal. Essas campanhas são cuidadosamente planejadas e executadas para criar um senso de urgência e incentivar as compras impulsivas.
   

A comunicação laranja 
Uma das estratégias mais eficazes da Shopee tem sido utilizar em sua comunicação influenciadores e celebridades, tanto locais como internacionais. E isto começou em 2018, quando a Shopee anunciou o grupo feminino coreano Blackpink como embaixador regional da marca. Já em 2019, a Shopee recebeu grande atenção internacional após contratar o astro português, Cristiano Ronaldo, para ser o embaixador da marca. A campanha 9.9 Super Shopping Day apresentou um vídeo (assista aqui) de Cristiano Ronaldo dançando “Baby Shark”. O vídeo se tornou viral e um meme na comunidade do futebol, alcançando mais de 20 milhões de pessoas. A campanha resultou na duplicação dos pedidos brutos da Shopee e mais do que triplicou suas vendas de comércio eletrônico.
  

Em 2021 a marca resolveu repetir a fórmula de sucesso e contratou o ator chinês Jackie Chan como embaixador. O carismático Chan estreou em uma campanha que abria a temporada de compras de fim de ano no Brasil, em Cingapura, na Malásia, na Tailândia, na Indonésia e nas Filipinas. O vídeo adaptado ao mercado brasileiro mostra o ator - muito conhecido pela suas habilidades marciais em seus filmes - dançando a paródia de “Baby Shark” e falando português.
  

Mais recentemente, em 2024, a Shopee contratou como embaixador o ator norte-americano Terry Crews, estrela de filmes como “As Branquelas” e do seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”. O ator fez sua primeira aparição nas comunicações da Shopee em junho para a campanha do 7.7. Voltou em setembro e, mais recentemente, estrelou a campanha intitulada “11.11: a maior liquida do ano”. O filme (assista aqui) usou inteligência artificial para criar elementos em cena e traz Crews interpretando uma de suas cenas mais memoráveis, cantando “A Thousand Miles” em português, em uma estratégia que combina nostalgia e humor para engajar o público brasileiro.
   

A comunicação da Shopee no Brasil também adotou estratégias de conteúdo local com foco no engajamento com o público consumidor, utilizando em suas campanhas publicitárias celebridades como Larissa Manoela (2021), Xuxa (2022), Barões da Pisadinha (2023) e Ludmilla (2023). Mais recentemente, em uma divertida campanha publicitária para o Dia do Consumidor de 2024, os integrantes do grupo baiano de axé É O Tchan - Beto Jamaica, Compadre Washington, Scheila Carvalho, Sheila Mello e Jacaré - dançam uma paródia de seu grande sucesso “Melô do Tchan” como um jingle animado e divertido, enquanto convidam o público a aproveitar a data no app da Shopee. Um dos principais objetivos dessa parceria foi reforçar o compromisso local da Shopee e ressaltar a importância da cultura brasileira para a marca, unindo promoção e musicalidade, duas paixões nacionais. Para assistir ao comercial clique aqui.
  

Em 2023, outro ícone criado pela comunicação da marca foi trazido ao mercado brasileiro: Shopee Head, apresentado e protagonizado pelo dançarino profissional de passinho Jonathan Neguebites. A peça publicitária mantinha o conceito de celebração com a ambientação em uma festa e a performance do dançarino, que aparece no personagem “Shopee Head” (com a cabeça substituída pela tradicional sacola laranja da Shopee) ao som de uma adaptação da música “Coincidance”, do Handsome Dance, para o funk brasileiro. Vale ressaltar que o personagem é uma personificação da marca já existente em outros mercados em que a empresa atua.
  

A mascote 
Em 2022 a Shopee criou para o mercado brasileiro uma divertida mascote - o caramelo Shopito - e o apresentou ao público através de uma campanha focada em animais de estimação. Fiel representante do carisma brasileiro, Shopito passou a representar a marca como mascote e está presente nos jogos Shopee, redes sociais, blog da marca e até produtos para pet, incluindo uma versão em pelúcia. A mascote também incentiva doações para a ONG Anjos de Pata, que resgata e reabilita animais em situação de risco e os encaminha para adoção, que faz parte da seção Shopee Doações.
   

A evolução visual 
A identidade visual da Shopee, que possui como símbolo uma sacola de compra laranja - com um S estampado - passou por uma sútil remodelação em 2019, quando apresentou um novo tom de laranja, uma sacola um pouco maior e uma nova tipografia de letra, que também atingiu o S da sacola.
  

Em alguns casos, o logotipo simplesmente usa apenas o símbolo da sacola de compras ou o nome da marca posicionado abaixo da sacola, em uma nova distribuição dos elementos. Já no aplicativo o logotipo inverte as cores da sacola e do nome, em um quadrado laranja como plano de fundo.
  

Os slogans 
Shop online anytime, anywhere. 
Transformando a vida dos brasileiros através da tecnologia. (2023) 
Olha na Shopee. (2023) 
Vem pro app. (2022)
  

Dados corporativos 
● Origem: Cingapura 
● Fundação: 5 de fevereiro de 2015 
● Fundador: Forrest Li e Gang Ye 
● Sede mundial: Queenstown, Cingapura 
● Proprietário da marca: Shopee Singapore Private Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Sea Limited) 
● CEO: Chris Feng 
● Faturamento: US$ 9 bilhões (2023) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 9 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 20.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Comércio eletrônico
● Concorrentes diretos: Temu, Lazada, Tokopedia, AliExpress, Carousell, Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza 
● Ícones: A sacola laranja 
● Slogan: Olha na Shopee. 
● Website: www.shopee.com.br 

A marca no mundo 
A Shopee, plataforma de comércio eletrônico líder no Sudeste Asiático, está presente em 9 países - Cingapura, Indonésia, Malásia, Taiwan, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Brasil e México - com 295 milhões de usuários. Seus maiores mercados são Indonésia - com 103 milhões de usuários ativos - seguido pelo Brasil (63 milhões) e Vietnã (38 milhões). Com seu aplicativo baixado 144 milhões de vezes em 2023, a Shopee movimentou um volume bruto de mercadorias no valor de US$ 78.5 bilhões e teve 8.2 bilhões de pedidos. No Brasil a Shopee possui 11 centros de distribuição e mais de 100 hubs logísticos de primeira e de última milha, mais de 20 mil motoristas de parceiros logísticos, mais de 3 milhões de lojistas registrados, 90% dos pedidos efetuados de vendedores locais e mais de 200 transmissões de live commerce por dia. 


Você sabia? 
A Shopee ganha dinheiro por meio de comissões de mercado, taxas de transação, publicidade em sua plataforma, serviços de atendimento e taxas de pagamento. 
Uma característica notável da plataforma é a Garantia Shopee, que retém os pagamentos dos vendedores até que os compradores confirmem o recebimento de seus pedidos, protegendo assim as transações. 
As categorias de produtos mais populares na Shopee incluem moda, casa e beleza. 
Os fãs da marca são chamados de “Shopee Lovers”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem), site de economia (Eu Quero Investir), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 29/11/2024 

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8.9.21

TIKTOK


O TikTok se tornou um fenômeno global, cativou milhões de adolescentes e criadores de conteúdo e com capacidade de gerar alto potencial de engajamento. Rapidamente danças, dublagens e desafios se tornam febre no TikTok e viralizam com facilidade na internet, catapultando milhões de anônimos para seus poucos segundos de fama. Desde artistas até adolescentes, o TikTok se tornou uma fábrica de memes, tutoriais, publicidade, curiosidades e tudo mais que se pode encaixar em poucos segundos de vídeos. Afinal, a missão do TikTok é justamente inspirar a criatividade e trazer alegria para milhões de pessoas. 

A história 
Para contar a história do popular aplicativo é preciso voltar ao ano de 2012 na China, quando o engenheiro de software Zhang Yiming (imagem abaixo) fundou a startup ByteDance, cuja proposta era desenvolver plataformas móveis com recursos de inteligência artificial. Não demorou muito para a jovem empresa demonstrar uma rara habilidade de criar repetidamente produtos de sucesso para enfrentar gigantes do setor de comunicação como Tencent e Alibaba (conheça essa outra história aqui). No ano de sua estreia, a ByteDance lançou dois produtos de sucesso: o aplicativo de piadas Neihan Duanzi (encerrado em 2018 por censura do governo chinês) e o agregador de notícias Toutiao (que significa “manchetes” em mandarim), um dos mais populares do país até hoje. Depois lançou a plataforma de vídeo (que inclui clipes longos) chamada Xigua.
  

Mas foi em 2016, que a ByteDance resolveu desenvolver um novo produto que faria sucesso mundial: uma rede social de vídeos curtos. Lançado no mercado chinês exatamente no dia 26 de setembro de 2016 com o nome de A.me, no mês de dezembro o aplicativo, desenvolvido em apenas 200 dias, adotou o nome Douyin (que significa “som vibrante” em mandarim). Rapidamente o aplicativo, que permitia a criação de vídeos de 15 segundos e era focado em música, se tornou popular entre os adolescentes chineses. A partir do mês de maio de 2017, o aplicativo passou a aperfeiçoar seus recursos incluindo uma escolha mais ampla de filtros, adesivos e efeitos que podiam ser adicionados aos vídeos para torná-los mais envolventes e atraentes. O aplicativo também começou a explorar oportunidades de monetização ao realizar uma primeira campanha publicitária com vídeos patrocinados. Além disso, o aplicativo lançou a transmissão ao vivo, cuja capacidade inicial era restrita a usuários com audiências substanciais (acima de 50.000 seguidores).
   

No mês de setembro de 2017, a ByteDance resolveu expandir o aplicativo para o mercado ocidental, lançando uma versão internacional chamada TikTok, inicialmente na Tailândia e no Japão, onde o aplicativo experimentou uma grande aceitação. Nesta época, a versão chinesa do aplicativo já contava com mais de 100 milhões de usuários ativos e 1 bilhão de visualizações de vídeos diariamente no mercado chinês. Visando atingir o público ocidental (já que o TikTok fazia sucesso apenas no oriente) no dia 9 de novembro de 2017, a ByteDance comprou por estimados US$ 1 bilhão o Musical.ly, aplicativo criado em 2014 e cujos usuários podiam criar vídeos de dança e sincronização labial (com recursos de dublagens), que já era muito popular entre adolescentes na época, com cerca de 200 milhões de usuários ativos.
   

Sendo proprietária dos dois aplicativos extremamente semelhantes, a empresa decidiu juntar as coisas. Finalmente no dia 2 de agosto de 2018, a ByteDance uniu as contas e dados existentes do Musical.ly (cujo nome parou de existir) ao TikTok, que herdou do antigo aplicativo os recursos de dublagens e outras funcionalidades, criando assim um aplicativo mais completo, que permitisse interações entre os seus usuários. Ou seja, o TikTok passou a ser uma rede social. Com isso, o aplicativo foi relançado internacionalmente e o Douyin se concentrou no mercado chinês. Esse movimento foi visto como uma forma do aplicativo chinês ingressar no mercado americano - já que o Musical.ly ostentava um considerável número de usuários entre os americanos. O resultado: ao final deste ano, o TikTok foi o aplicativo mais baixado nos Estados Unidos. Esse impulso no mercado americano também contou com o apoio de celebridades como Jimmy Fallon e Tony Hawk, que aderiram ao aplicativo e geraram ainda mais popularidade e conhecimento de marca para o TikTok. Vale ressaltar, que o TikTok foi lançado no mercado brasileiro também em agosto de 2018.
  

O aplicativo para compartilhamento de vídeos curtos, de até 60 segundos, que já oferecia diversas ferramentas de edição, ganhou destaque internacional a partir de 2019, principalmente, entre os jovens, por causa das danças e desafios. O TikTok então passou a crescer graças ao seu apelo para a viralização. Os usuários faziam desafios, reproduziam coreografias, imitavam pessoas famosas, faziam sátiras que instigavam outros usuários a querer participar da brincadeira - o que atraiu muito o público jovem. E com isso, deu origem a diversos virais na internet e se tornou uma das redes sociais de maior sucesso e poder de engajamento no mundo. O sucesso foi comprovado no final de 2019, quando o TikTok já superava a barreira de 500 milhões de usuários.
   

Mas foi durante a quarentena provocada pela pandemia do COVID-19, em 2020, que o TikTok conquistou números impressionantes, sendo o aplicativo mais baixado no mundo durante todo o ano. Em junho deste mesmo ano, o aplicativo lançou o TikTok For Business, ferramentas que ajudam artistas, profissionais de marketing e agências a criarem suas campanhas para alcançar seus públicos e novas audiências, com o máximo de assertividade, sem perder a forma autêntica e descontraída. Cada vez mais popular, em julho de 2021, o TikTok atingiu a impressionante marca de 3 bilhões de downloads, recorde antes exclusivo do Facebook (conheça essa história aqui). Recentemente o aplicativo lançou o TikTok Creator Marketplace, uma ferramenta poderosa para ajudar a agências e marcas a encontrar outros criadores de conteúdo, cujo público se encaixe melhor com suas campanhas; além de criar o TikTok Creator Fund, um fundo de milhões de dólares para ajudar criadores de conteúdo da plataforma, a fim de solidificar ainda mais o relacionamento com influenciadores.
  

O TikTok se tornou um colossal sucesso no mundo por vários fatores. Mas seu grande diferencial é a usabilidade, pois o aplicativo oferece amplos recursos para edição. Com isso, é possível incluir filtros, legendas, trilhas sonoras, gifs, fazer cortes a vontade, utilizar efeitos de câmera, etc. Com esse cardápio repleto de opções os criadores de conteúdo podem explorar ao máximo a sua criatividade e, assim, lançar diversos conteúdos virais, que incluem vídeos de dança, dublagens, sketches de humor, experimentos científicos, tutoriais de maquiagem, artesanato Do It Yourself, decoração, timelapse e infinitas mais coisas.
   

O sucesso também se dá, em parte, por conta da inteligência artificial do aplicativo, que detecta quais vídeos tem maior potencial de viralizar. Isso porque o aplicativo foi criado justamente para tornar as criações de seus usuários um grande sucesso - primeiro, dentro da própria plataforma e, posteriormente, em outras redes sociais. É também uma plataforma de publicidade orgânica poderosa, onde a divulgação acontece naturalmente e os usuários se ajudam nesse processo. Outros motivos por trás do aumento da popularidade do TikTok são: apoio de celebridades, conteúdo localizado, fácil criação, compartilhamento e visualização de conteúdo.
  

As polêmicas 
Apesar do avassalador sucesso, não raramente o TikTok desperta polêmica (principalmente em relação a privacidade) em muitas partes do mundo. Uma dessas situações que chamou atenção, foi a tentativa de bloqueio do TikTok pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Isto porque entre 2019 e 2020, o governo americano anunciou que as empresas chinesas ameaçavam a segurança nacional, podendo compartilhar dados dos usuários. Trump então proibiu o funcionamento do TikTok e diversos outros aplicativos chineses. No entanto, um juiz americano barrou a decisão, considerando que seriam apenas hipóteses. Já em janeiro de 2021, o bloqueio aconteceu na Itália, após uma menina de 10 anos morrer ao participar de um desafio proposto no aplicativo. Desde então, o aplicativo deve verificar a idade dos usuários para garantir que menores de 14 anos não tenham conta na plataforma, conforme exige a legislação do país.
   

As muitas queixas de privacidade foram o principal argumento para que o TikTok fosse banido da Índia, cujo governo alegou preocupações com a segurança nacional. Além disso, o TikTok já teve bloqueios temporários em Bangladesh e Indonésia, em razão do conteúdo disponível na plataforma que, segundo as autoridades responsáveis, colaborava para o compartilhamento de pornografia e blasfêmia.
  

A evolução visual 
O principal símbolo da identidade visual da marca sempre foi uma nota musical estilizada. A primeira modificação ocorreu em 2017, quando o aplicativo foi lançado internacionalmente e adotou o nome TikTok, que passou a fazer parte da identidade visual. No ano seguinte, foi apresentada uma nova tipografia de letra para o nome e a diminuição do espaço entre as palavras Tik e Tok. Além disso, a letra O passou a contar com a combinação de tons de turquesa e vermelho, semelhante ao do símbolo. O logotipo da marca também pode ser aplicado na horizontal.
  

Apesar de utilizar o nome Douyin para o mercado chinês, a identidade visual é semelhante ao do TikTok, mas com o nome escrito em mandarim.
  

Os slogans 
Quem tem TikTok tem tudo. (2021) 
Isso o TikTok Mostra. (2021) 
Re:Make. (2021) 
Começa no TikTok. (2020) 
It Starts on TikTok. (2020) 
Don’t Make Ads, Make TikTok. (2020) 
Make every second count. (2018) 
Make your day. 
Real People, Real Videos.
   

Dados corporativos 
● Origem: China 
● Lançamento: 26 de setembro de 2016 
● Criador: Zhang Yiming 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Beijing ByteDance Technology Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Shou Zi Chew 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 730 milhões 
● Presença global: 154 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rede social e compartilhamento de vídeos 
● Concorrentes diretos: Snapchat, Instagram, Kwai, Likee, Byte, Triller, Dubsmash, Bilibili e YouTube 
● Ícones: A nota musical estilizada 
● Slogan: Quem tem TikTok tem tudo. 
● Website: www.tiktok.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
O TikTok está presente em mais de 150 países ao redor do mundo, disponível em 75 idiomas e com mais de 730 milhões de usuários (outros mais de 600 milhões utilizam a versão chinesa, batizada de Douyin, que é adaptada às restrições e censuras chinesas, rodando então em servidores diferentes). O TikTok tem como seus mercados principais por números de usuários (excluindo a China) os Estados Unidos, a Indonésia, a Rússia e o Japão. No Brasil, o TikTok vem ganhando cada vez mais espaço, atualmente são mais de 7 milhões de pessoas cadastradas na rede, sendo que 90% desse público acessa o aplicativo todos os dias. E os números do TikTok impressionam: usuários passam, em média, 52 minutos por dia no aplicativo (para jovens entre 4 e 15 anos, exclusivamente, essa média sobe para 80 minutos); cada usuário abre o aplicativo cerca de 8 vezes por dia; 83% dos usuários já postaram vídeo ao menos uma vez; 60% dos usuários são da Geração Z, os criadores de tendências; e com mais de 1.3 bilhões de usuários ativos, o TikTok é a terceira rede social mais popular do planeta, atrás apenas do Facebook e do YouTube (saiba mais aqui). 

Você sabia? 
O TikTok se tornou um fenômeno global, enquanto o Douyin, a versão chinesa do aplicativo de vídeo, é líder no país asiático. 
Uma música em alta no TikTok rapidamente fica em alta no Spotify (conheça a história aqui). Isso ilustra o verdadeiro poder de influência da plataforma e da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites de tecnologia (TechTudo), portais (UOL e Terra), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/9/2021 

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