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24.6.25

WhatsApp


O WhatsApp se tornou uma ferramenta de comunicação essencial para bilhões de pessoas, isso mesmo, bilhões, ao redor do mundo. Fundamental para a comunicação diária, o WhatsApp transformou a forma como nos comunicamos, e até compramos, aproximando pessoas de pessoas e empresas. Por isso, é possível afirmar com sensatez que hoje em dia o WhatsApp é uma força dominante no cenário global de comunicação com números impressionantes. 

A história
O WhatsApp foi criado por dois programadores, o imigrante ucraniano Jan Koum e o americano Brian Acton (ambos na imagem abaixo), que se conheceram ao trabalharem juntos no Yahoo! (conheça essa outra história aqui). Em 2007, eles decidiram tentar carreira em outra empresa que crescia exponencialmente, o Facebook. Na época, porém, ambos foram rejeitados, o que acabou fazendo com que buscassem outras oportunidades no ramo da tecnologia. Com isso, a dupla começou a pensar em novas oportunidades, na mesma época em que foi lançado o primeiro iPhone. E foi Koum quem vislumbrou o potencial de operar através da App Store da Apple (saiba mais aqui), após comprar um iPhone no início de 2009. A ideia do WhatsApp surgiu não como um serviço de mensagem, mas sim como uma ferramenta para indicar o status das pessoas (indicando a disponibilidade para receber ligações). Posteriormente Koum revelaria que parte de sua motivação era não perder chamadas enquanto estava na academia.
  

A primeira versão do WhatsApp foi lançada exclusivamente para o iPhone, e chegou ao mercado em fevereiro de 2009. O nome do aplicativo foi inspirado na expressão informal “What’s up?”, muito utilizada pelos americanos, e que significa algo como “O que está rolando/acontecendo?”, “E aí?” ou “Como vai?”. Com as notificações ativas, os criadores perceberam um aumento na utilização do aplicativo, e as mensagens de status passaram a ser mais personalizadas e divertidas, como por exemplo, “Acordei tarde” ou “Estou a caminho”. Com isso, em agosto do mesmo ano eles lançaram uma versão atualizada que, enfim, contava com a possibilidade de trocar mensagens instantâneas pelo próprio aplicativo. A atualização - batizada de WhatsApp 2.0 - rendeu uma rápida ascensão e logo o aplicativo já contava com 250 mil downloads. Com isso, no mês de outubro, Acton convenceu cinco ex-amigos do Yahoo! a investir US$ 250.000 em financiamento inicial.
   

Levando em conta que nos Estados Unidos o envio de SMS é gratuito, logo surgiu um grande desafio ao WhatsApp: “por que as pessoas iriam baixar um novo aplicativo, sendo que elas já enviavam SMS gratuitamente?”.  Foi aí que a empresa percebeu seu grande potencial de expansão internacional, especialmente em países que cobravam por SMS (e ainda tinha limites de caracteres), como por exemplo, o Brasil, onde o aplicativo foi lançado em novembro de 2009 e teve um rápido crescimento, pois permitia a troca de mensagens de forma rápida e gratuita. E no final deste ano, o aplicativo recebeu uma importante atualização que permitia enviar fotos. No no de 2010, o WhatsApp passou a ficar disponível em outros sistemas operacionais, incluindo para celulares BlackBerry e sistemas Android, o que impulsionou ainda mais sua utilização e popularidade em diversos países ao redor do mundo. No começo de 2011 o WhatsApp entrou no Top 20 da Apple Store nos Estados Unidos, como um dos aplicativos mais baixados. No mesmo ano, o WhatsApp lançou um novo recurso, as mensagens em grupo, e chegou a marca de 1 bilhão de mensagens enviadas em um dia.
     

Pouco depois, em agosto de 2013, o WhatsApp passou a disponibilizar as mensagens de voz, possibilitando assim aos usuários uma maneira de enviar gravações de áudio curtas diretamente em seus bate-papos, um recurso que se tornaria extremamente popular. Nessa época o WhatsApp já contava com aproximadamente 200 milhões de usuários ativos no mundo e chamava a atenção de gigantes como o Google (conheça essa história aqui), que chegou a fazer uma proposta de compra, recusada pelos fundadores. Mas foi o Facebook (conheça essa outra história aqui) que claramente enxergou o WhatsApp como uma ameaça potencial à sua própria oferta e resolveu comprar a plataforma em fevereiro de 2014 por exorbitantes US$ 19 bilhões, uma das maiores aquisições da história na área da tecnologia. Nessa época o WhatsApp tinha apenas 55 funcionários, mas já contava com mais de 450 milhões de usuários em diversos países do mundo. Koum e Acton seguiram atrelados ao WhatsApp como acionistas e continuaram desenvolvendo novas ferramentas para a plataforma.
   

Em agosto de 2014, o WhatsApp já era o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, com mais de 600 milhões de usuários. Em novembro deste mesmo ano o aplicativo introduziu um de seus recursos mais populares: Recibos de Leitura, que alerta os remetentes quando suas mensagens são lidas pelos destinatários. O ano de 2015 foi marcado pelo lançamento do WhatsApp Web, versão do aplicativo para ser usada por meio de um navegador, sincronizando com a conexão do dispositivo móvel. Além disso, introduziu uma das atualizações mais populares com a adição de chamadas de voz e vídeo, que permitiu aos usuários fazerem chamadas de forma rápida e fácil por meio do aplicativo. Isso fez com que o WhatsApp se tornasse uma plataforma de comunicação completa, permitindo que as pessoas trocassem mensagens, compartilhassem arquivos e realizassem chamadas de voz e vídeo tudo em um só lugar.
  

Outra atualização importante do WhatsApp foi a adição de recursos de grupo em 2016. Isso permitiu que os usuários criassem grupos de conversa com diversas pessoas, o que foi uma mudança significativa para a plataforma. Antes disso, os usuários só podiam conversar com uma pessoa por vez. Essa atualização tornou o WhatsApp uma ferramenta ainda mais poderosa para a comunicação coletiva, e permitiu que as pessoas colaborassem e compartilhassem mais informações, e de modo mais eficiente. Ainda em 2016, o aplicativo introduziu novos recursos, como por exemplo, o compartilhamento de documentos, permitindo inicialmente que os usuários compartilhassem arquivos PDF com seus contatos; e videochamadas entre duas contas.
  

No início de 2018 foi lançado o WhatsApp Business, para ajudar pequenas empresas a alcançar seus clientes com mais eficiência. O WhatsApp Business funciona como a versão tradicional do aplicativo de mensagem, mas se diferencia pela geração de uma conta comercial verificada com informações básicas sobre o negócio (e-mail, endereço, site e descrição de serviços) e funções extras, como a criação de catálogos para venda de produtos diretamente no aplicativo, ou recurso que fornece métricas (como modelo de mensagens mais lidas, por exemplo) para fomentar estratégias de marketing mais assertivas por meio do aplicativo. Em um ano de lançamento, o WhatsApp Business já contava com uma sólida base de 5 milhões de empresas utilizando a ferramenta ao redor do mundo. Esse ano também foi marcado pela introdução dos recursos de chamadas de áudio e vídeo em grupo e do lançamento da funcionalidade de figurinhas, que permite aos usuários enviar e receber figurinhas em suas conversas, tornando-as mais divertidas. Em 2020, no Brasil, o aplicativo disponibilizou pela primeira vez o recurso de pagamento, inicialmente para pessoas físicas e pequenas empresas e que permite aos usuários fazerem transferências de dinheiro e pagamentos para empresas diretamente pelo aplicativo, utilizando cartões cadastrados ou chave Pix.
    

Em 2021 o WhatsApp adicionou novos recursos ao seu aplicativo, incluindo enviar fotos e vídeos que desaparecem após uma visualização. Em 2022 o WhatsApp adicionou a capacidade dos usuários de desativar seu status online. Além disso, adicionou a capacidade de reagir a mensagens inicialmente com seis emojis predefinidos (polegar para cima, coração, mãos unidas, lágrimas de riso, boca aberta de surpresa e rosto chorando). Nos últimos anos o WhatsApp continuou aperfeiçoando seu aplicativo e introduzindo novos recursos, como por exemplo, permitir aos usuários editar mensagens até 15 minutos após o envio (2023), compartilhamento de fotos e vídeos em alta definição (2023), substituição do indicador “Digitando…” por um novo ícone de reticências que mostra a foto de perfil de quem digita (2024) e transcrever mensagens de voz, permitindo ler o que foi dito em uma mensagem de voz, em vez de ouvir o áudio. Além disso, um “Assistente Inteligente” com tecnologia de IA tornou-se amplamente disponível no WhatsApp, permitindo que os usuários fizessem perguntas ou executassem tarefas como gerar imagens.
  

Hoje em dia, diferente da versão inicial de 2009, é possível usar o WhatsApp para: 
● enviar mensagens instantâneas, fotos, vídeos e outros formatos de arquivos; 
● compartilhar localização em tempo real; 
● fazer chamadas de voz e vídeos; 
● distribuir documentos; 
● trocar figurinhas/gifs; 
● realizar pagamentos; 
● procurar e entrar em contato com empresas direto no aplicativo.
  

O WhatsApp tem como filosofia a criptografia de ponta a ponta (implementada no aplicativo em agosto de 2012), que impede, ou ao menos dificulta, a interceptação de mensagens. Desta forma, nem mesmo a empresa tem acesso ao conteúdo que circula pela plataforma. O recurso de segurança também cria constantemente grandes atritos com autoridades por gerar dificuldades em investigações policiais. No Brasil, o aplicativo chegou a ser bloqueado pela impossibilidade de quebrar o sigilo da troca de mensagens de pessoas investigadas.
  

A identidade visual
A identidade visual da marca pode ser aplicada em três cores: na tradicional verde-clara, preta e verde-escura.


Além disso, o logotipo do WhatsApp também pode ser aplicado com o nome abaixo do tradicional símbolo, que ganha variações dependendo da utilização (como mostra a imagem abaixo).
  

Já o design do aplicativo evoluiu ao longo dos anos (imagem abaixo), adquirindo uma aparência mais limpa e uma utilização mais intuitiva.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 24 de fevereiro de 2009 
● Fundador: Jan Koum e Brian Acton 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: WhatsApp LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Meta Platforms Inc.) 
● CEO: Will Cathcart 
● Faturamento: US$ 1.8 bilhões (2024) 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 3 bilhões 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.800 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Aplicativo de mensagens, áudios, vídeos e fotos 
● Concorrentes diretos: Telegram, Line, Signal, Viber, Threema, Messenger, Discord, ClickUp™, WeChat, KakaoTalk, Wire, Snapchat e SMS 
● Website: www.whatsapp.com 

A marca no mundo 
Com mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais em mais de 180 países ao redor do mundo, o WhatsApp é disparado o aplicativo de mensagens mais popular do planeta. Com faturamento estimado superior a US$ 1.8 bilhões, os países com mais usuários são Índia (mais de 853 milhões de pessoas), Brasil (148 milhões e onde 99% dos brasileiros online utilizam o aplicativo), Indonésia (112 milhões), Estados Unidos (98 milhões), Filipinas (88 milhões) e México (77 milhões). Já a plataforma de comunicação WhatsApp Business tem mais de 764 milhões de usuários ativos mensais, sendo utilizado por mais de 50 milhões de empresas para ações de marketing. 


Você sabia? 
A plataforma WhatsApp, de acordo com os relatórios mais recentes, processa 140 bilhões de mensagens diariamente. Essas mensagens incluem textos, imagens, vídeos, links, contatos, etc. 
O WhatsApp é a terceira rede social mais utilizada no mundo, atrás apenas do Facebook e do Youtube (saiba mais aqui). 
Até o dia 18 de janeiro de 2016 o WhatsApp cobrava de seus usuários uma taxa de assinatura anual de US$ 1. 
No dia 19 de abril de 2024, a Apple removeu o WhatsApp da App Store na China, citando ordens governamentais decorrentes de preocupações com a segurança nacional. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 24/6/2025 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

8.9.21

TIKTOK


O TikTok se tornou um fenômeno global, cativou milhões de adolescentes e criadores de conteúdo e com capacidade de gerar alto potencial de engajamento. Rapidamente danças, dublagens e desafios se tornam febre no TikTok e viralizam com facilidade na internet, catapultando milhões de anônimos para seus poucos segundos de fama. Desde artistas até adolescentes, o TikTok se tornou uma fábrica de memes, tutoriais, publicidade, curiosidades e tudo mais que se pode encaixar em poucos segundos de vídeos. Afinal, a missão do TikTok é justamente inspirar a criatividade e trazer alegria para milhões de pessoas. 

A história 
Para contar a história do popular aplicativo é preciso voltar ao ano de 2012 na China, quando o engenheiro de software Zhang Yiming (imagem abaixo) fundou a startup ByteDance, cuja proposta era desenvolver plataformas móveis com recursos de inteligência artificial. Não demorou muito para a jovem empresa demonstrar uma rara habilidade de criar repetidamente produtos de sucesso para enfrentar gigantes do setor de comunicação como Tencent e Alibaba (conheça essa outra história aqui). No ano de sua estreia, a ByteDance lançou dois produtos de sucesso: o aplicativo de piadas Neihan Duanzi (encerrado em 2018 por censura do governo chinês) e o agregador de notícias Toutiao (que significa “manchetes” em mandarim), um dos mais populares do país até hoje. Depois lançou a plataforma de vídeo (que inclui clipes longos) chamada Xigua.
  

Mas foi em 2016, que a ByteDance resolveu desenvolver um novo produto que faria sucesso mundial: uma rede social de vídeos curtos. Lançado no mercado chinês exatamente no dia 26 de setembro de 2016 com o nome de A.me, no mês de dezembro o aplicativo, desenvolvido em apenas 200 dias, adotou o nome Douyin (que significa “som vibrante” em mandarim). Rapidamente o aplicativo, que permitia a criação de vídeos de 15 segundos e era focado em música, se tornou popular entre os adolescentes chineses. A partir do mês de maio de 2017, o aplicativo passou a aperfeiçoar seus recursos incluindo uma escolha mais ampla de filtros, adesivos e efeitos que podiam ser adicionados aos vídeos para torná-los mais envolventes e atraentes. O aplicativo também começou a explorar oportunidades de monetização ao realizar uma primeira campanha publicitária com vídeos patrocinados. Além disso, o aplicativo lançou a transmissão ao vivo, cuja capacidade inicial era restrita a usuários com audiências substanciais (acima de 50.000 seguidores).
   

No mês de setembro de 2017, a ByteDance resolveu expandir o aplicativo para o mercado ocidental, lançando uma versão internacional chamada TikTok, inicialmente na Tailândia e no Japão, onde o aplicativo experimentou uma grande aceitação. Nesta época, a versão chinesa do aplicativo já contava com mais de 100 milhões de usuários ativos e 1 bilhão de visualizações de vídeos diariamente no mercado chinês. Visando atingir o público ocidental (já que o TikTok fazia sucesso apenas no oriente) no dia 9 de novembro de 2017, a ByteDance comprou por estimados US$ 1 bilhão o Musical.ly, aplicativo criado em 2014 e cujos usuários podiam criar vídeos de dança e sincronização labial (com recursos de dublagens), que já era muito popular entre adolescentes na época, com cerca de 200 milhões de usuários ativos.
   

Sendo proprietária dos dois aplicativos extremamente semelhantes, a empresa decidiu juntar as coisas. Finalmente no dia 2 de agosto de 2018, a ByteDance uniu as contas e dados existentes do Musical.ly (cujo nome parou de existir) ao TikTok, que herdou do antigo aplicativo os recursos de dublagens e outras funcionalidades, criando assim um aplicativo mais completo, que permitisse interações entre os seus usuários. Ou seja, o TikTok passou a ser uma rede social. Com isso, o aplicativo foi relançado internacionalmente e o Douyin se concentrou no mercado chinês. Esse movimento foi visto como uma forma do aplicativo chinês ingressar no mercado americano - já que o Musical.ly ostentava um considerável número de usuários entre os americanos. O resultado: ao final deste ano, o TikTok foi o aplicativo mais baixado nos Estados Unidos. Esse impulso no mercado americano também contou com o apoio de celebridades como Jimmy Fallon e Tony Hawk, que aderiram ao aplicativo e geraram ainda mais popularidade e conhecimento de marca para o TikTok. Vale ressaltar, que o TikTok foi lançado no mercado brasileiro também em agosto de 2018.
  

O aplicativo para compartilhamento de vídeos curtos, de até 60 segundos, que já oferecia diversas ferramentas de edição, ganhou destaque internacional a partir de 2019, principalmente, entre os jovens, por causa das danças e desafios. O TikTok então passou a crescer graças ao seu apelo para a viralização. Os usuários faziam desafios, reproduziam coreografias, imitavam pessoas famosas, faziam sátiras que instigavam outros usuários a querer participar da brincadeira - o que atraiu muito o público jovem. E com isso, deu origem a diversos virais na internet e se tornou uma das redes sociais de maior sucesso e poder de engajamento no mundo. O sucesso foi comprovado no final de 2019, quando o TikTok já superava a barreira de 500 milhões de usuários.
   

Mas foi durante a quarentena provocada pela pandemia do COVID-19, em 2020, que o TikTok conquistou números impressionantes, sendo o aplicativo mais baixado no mundo durante todo o ano. Em junho deste mesmo ano, o aplicativo lançou o TikTok For Business, ferramentas que ajudam artistas, profissionais de marketing e agências a criarem suas campanhas para alcançar seus públicos e novas audiências, com o máximo de assertividade, sem perder a forma autêntica e descontraída. Cada vez mais popular, em julho de 2021, o TikTok atingiu a impressionante marca de 3 bilhões de downloads, recorde antes exclusivo do Facebook (conheça essa história aqui). Recentemente o aplicativo lançou o TikTok Creator Marketplace, uma ferramenta poderosa para ajudar a agências e marcas a encontrar outros criadores de conteúdo, cujo público se encaixe melhor com suas campanhas; além de criar o TikTok Creator Fund, um fundo de milhões de dólares para ajudar criadores de conteúdo da plataforma, a fim de solidificar ainda mais o relacionamento com influenciadores.
  

O TikTok se tornou um colossal sucesso no mundo por vários fatores. Mas seu grande diferencial é a usabilidade, pois o aplicativo oferece amplos recursos para edição. Com isso, é possível incluir filtros, legendas, trilhas sonoras, gifs, fazer cortes a vontade, utilizar efeitos de câmera, etc. Com esse cardápio repleto de opções os criadores de conteúdo podem explorar ao máximo a sua criatividade e, assim, lançar diversos conteúdos virais, que incluem vídeos de dança, dublagens, sketches de humor, experimentos científicos, tutoriais de maquiagem, artesanato Do It Yourself, decoração, timelapse e infinitas mais coisas.
   

O sucesso também se dá, em parte, por conta da inteligência artificial do aplicativo, que detecta quais vídeos tem maior potencial de viralizar. Isso porque o aplicativo foi criado justamente para tornar as criações de seus usuários um grande sucesso - primeiro, dentro da própria plataforma e, posteriormente, em outras redes sociais. É também uma plataforma de publicidade orgânica poderosa, onde a divulgação acontece naturalmente e os usuários se ajudam nesse processo. Outros motivos por trás do aumento da popularidade do TikTok são: apoio de celebridades, conteúdo localizado, fácil criação, compartilhamento e visualização de conteúdo.
  

As polêmicas 
Apesar do avassalador sucesso, não raramente o TikTok desperta polêmica (principalmente em relação a privacidade) em muitas partes do mundo. Uma dessas situações que chamou atenção, foi a tentativa de bloqueio do TikTok pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Isto porque entre 2019 e 2020, o governo americano anunciou que as empresas chinesas ameaçavam a segurança nacional, podendo compartilhar dados dos usuários. Trump então proibiu o funcionamento do TikTok e diversos outros aplicativos chineses. No entanto, um juiz americano barrou a decisão, considerando que seriam apenas hipóteses. Já em janeiro de 2021, o bloqueio aconteceu na Itália, após uma menina de 10 anos morrer ao participar de um desafio proposto no aplicativo. Desde então, o aplicativo deve verificar a idade dos usuários para garantir que menores de 14 anos não tenham conta na plataforma, conforme exige a legislação do país.
   

As muitas queixas de privacidade foram o principal argumento para que o TikTok fosse banido da Índia, cujo governo alegou preocupações com a segurança nacional. Além disso, o TikTok já teve bloqueios temporários em Bangladesh e Indonésia, em razão do conteúdo disponível na plataforma que, segundo as autoridades responsáveis, colaborava para o compartilhamento de pornografia e blasfêmia.
  

A evolução visual 
O principal símbolo da identidade visual da marca sempre foi uma nota musical estilizada. A primeira modificação ocorreu em 2017, quando o aplicativo foi lançado internacionalmente e adotou o nome TikTok, que passou a fazer parte da identidade visual. No ano seguinte, foi apresentada uma nova tipografia de letra para o nome e a diminuição do espaço entre as palavras Tik e Tok. Além disso, a letra O passou a contar com a combinação de tons de turquesa e vermelho, semelhante ao do símbolo. O logotipo da marca também pode ser aplicado na horizontal.
  

Apesar de utilizar o nome Douyin para o mercado chinês, a identidade visual é semelhante ao do TikTok, mas com o nome escrito em mandarim.
  

Os slogans 
Quem tem TikTok tem tudo. (2021) 
Isso o TikTok Mostra. (2021) 
Re:Make. (2021) 
Começa no TikTok. (2020) 
It Starts on TikTok. (2020) 
Don’t Make Ads, Make TikTok. (2020) 
Make every second count. (2018) 
Make your day. 
Real People, Real Videos.
   

Dados corporativos 
● Origem: China 
● Lançamento: 26 de setembro de 2016 
● Criador: Zhang Yiming 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Beijing ByteDance Technology Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Shou Zi Chew 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 730 milhões 
● Presença global: 154 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rede social e compartilhamento de vídeos 
● Concorrentes diretos: Snapchat, Instagram, Kwai, Likee, Byte, Triller, Dubsmash, Bilibili e YouTube 
● Ícones: A nota musical estilizada 
● Slogan: Quem tem TikTok tem tudo. 
● Website: www.tiktok.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
O TikTok está presente em mais de 150 países ao redor do mundo, disponível em 75 idiomas e com mais de 730 milhões de usuários (outros mais de 600 milhões utilizam a versão chinesa, batizada de Douyin, que é adaptada às restrições e censuras chinesas, rodando então em servidores diferentes). O TikTok tem como seus mercados principais por números de usuários (excluindo a China) os Estados Unidos, a Indonésia, a Rússia e o Japão. No Brasil, o TikTok vem ganhando cada vez mais espaço, atualmente são mais de 7 milhões de pessoas cadastradas na rede, sendo que 90% desse público acessa o aplicativo todos os dias. E os números do TikTok impressionam: usuários passam, em média, 52 minutos por dia no aplicativo (para jovens entre 4 e 15 anos, exclusivamente, essa média sobe para 80 minutos); cada usuário abre o aplicativo cerca de 8 vezes por dia; 83% dos usuários já postaram vídeo ao menos uma vez; 60% dos usuários são da Geração Z, os criadores de tendências; e com mais de 1.3 bilhões de usuários ativos, o TikTok é a terceira rede social mais popular do planeta, atrás apenas do Facebook e do YouTube (saiba mais aqui). 

Você sabia? 
O TikTok se tornou um fenômeno global, enquanto o Douyin, a versão chinesa do aplicativo de vídeo, é líder no país asiático. 
Uma música em alta no TikTok rapidamente fica em alta no Spotify (conheça a história aqui). Isso ilustra o verdadeiro poder de influência da plataforma e da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites de tecnologia (TechTudo), portais (UOL e Terra), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/9/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

28.7.14

FOURSQUARE


Para usar o FOURSQUARE é necessário ter uma conta no site, um smartphone e gostar de explorar o que está ao seu redor. Com o novo posicionamento da rede social, o FOURSQUARE se transformou em um guia extremamente confiável sobre vários locais da cidade, já que são opiniões, dicas e avaliações reais de pessoas que passaram mesmo por lá, quer seja em um parque, um museu, um restaurante ou um hotel. O FOURSQUARE ajuda pessoas a acompanhar e encontrar seus amigos, além de conhecer novos e ótimos lugares. 

A história 
O FOURSQUARE foi criado pela dupla Dennis Crowley e Naveen Selvadurai. Essa rede social foi baseada em um projeto de graduação de Dennis do ano 2000 na Universidade de New York, batizado de Dodgeball. Nele os usuários enviavam sua localização por mensagem de texto e como resposta, as pessoas recebiam informações sobre amigos que estavam por perto. O serviço foi comprado pelo Google no ano de 2005 e posteriormente transformado no Google Latitude. Foi então que Crowley se juntou a Naveen Selvadurai, um desenvolvedor de software, para criar e desenvolver um projeto ousado e completamente inusitado, que unia a estrutura de um jogo (ganhar pontos e prêmios) ao de rede social. A dupla iniciou o desenvolvimento do projeto no outono de 2008, na mesa de cozinha de Dennis, no bairro de East Village, em Nova York. O FOURSQUARE foi oficialmente lançado no dia 11 de março de 2009 no SXSW (South By Southwest), um badalado festival que une música, vídeos e tecnologia, realizado na cidade de Austin, no estado do Texas.


A nova rede social, baseada na geolocalização de aparelhos celulares, unia o divertido conceito de game ao fato do usuário saber por andavam seus amigos e vice-versa. Era possível marcar e compartilhar os lugares por onde passava, escrever críticas e dicas e também comentar os ambientes visitados por seus amigos. Ou seja, cada usuário podia enviar em tempo real o local em que se encontrava para seu perfil do FOURSQUARE. Para isso, bastava fazer o chamado check-in. Ao realizar isso, a localização iria para a rede social, Twitter e até Facebook (se o usuário tivesse adicionado à sua conta) e todos podiam saber exatamente o local em que estava o usuário, com indicação no mapa junto ao endereço e opiniões a respeito. Se o local não existisse ainda, era possível adicioná-lo. Já a parte do game tornava o aplicativo divertido: de restaurantes a parques, quanto mais check-ins fossem feitos, mais pontos e “badges” (prêmios engraçados que se referiam aos lugares visitados) o usuário ganhava. Dependendo dessa quantidade em relação aos outros usuários, era possível ganhar o título de “Mayor” (prefeito) do lugar.


Apesar de demorar cerca de um ano para chegar ao primeiro milhão de usuários, no final de 2010 o FOURSQUARE começou sua escalada rumo ao sucesso ao ultrapassar a barreira dos 3 milhões de utilizadores registrados. Mas também acompanhou concorrentes de peso, como o Facebook, o Google e o Yelp, criarem os seus próprios serviços de check-in. Com a grande popularidade conquistada e a cada vez mais crescente concorrência, a rede social também passou a fornecer ferramentas para que empresas e marcas envolvessem seus clientes e fãs. Isto porque as empresas podem ouvir o que seus clientes estavam falando e usar as ferramentas da rede social para participar da conversa, realizar promoções e outras atividades. Por exemplo, conforme o usuário ganhava pontos por fazer muitos check-ins em determinado local (como um bar ou hotel), essa empresa oferecia brindes, o que acabava sendo um incentivo tanto para usar o aplicativo como a voltar mais vezes no estabelecimento. Uma espécie de programa de fidelidade 2.0. Além disso, o FOURSQUARE foi disponibilizado em vários idiomas, como por exemplo, português, francês, italiano, alemão, espanhol, russo e japonês. Em 2012, ano que alcançou a marca de 20 milhões de usuários e na tentativa de expandir o uso de seus dados de localização, lançou o serviço Explore, que além de exibir a atividade de check-in no mundo inteiro, ajudava aos usuários a encontrar um bom lugar para comer ou tomar uma bebida com os amigos.


No dia 1 de maio de 2014, após mais de 6 bilhões de check-ins, a empresa anunciou um total reposicionamento. Primeiro a rede social foi dividida em duas: Swarm (nome de uma das badges do FOURSQUARE, obtida quando se fazia check-in com mais de 50 pessoas em um mesmo lugar), focada em atividades de check-in e lista de amigos; e o novo FOURSQUARE, que permite ajudar os usuários a terem uma noção do local que não conhecem através de dicas, recomendações e informações de pessoas que já o visitaram. É como se fosse um “guia de lazer”. Quem abrir uma determinada localidade no FOURSQUARE para ver as recomendações terá um atalho direto para o Swarm para fazer check-in, se preferir. A separação também ajuda a controlar melhor a privacidade, pois no Swarm seriam concentrados mais os amigos e quem o usuário conhece e deseja que saiba do seu paradeiro. Com isso, ao focar-se somente nas recomendações, o FOURSQUARE se tornou concorrente de redes de recomendações como o Yelp, TripAdvisor e até mesmo do Facebook.


Neste novo conceito o FOURSQUARE aposta na personalização. A indicação do aplicativo acontece com base nas preferências do usuário. Ele irá destacar, por exemplo, em rosa estabelecimentos e locais próximos que possuam a sua comida favorita. O aplicativo também irá contar com um ranking dos lugares mais populares, auxiliando assim os usuários a conhecerem estabelecimentos que estão na moda. Portanto, esteja você preparando uma viagem ao redor do mundo, combinando uma boa balada com amigos ou tentando escolher o melhor prato em um restaurante local, o FOURSQUARE é a companhia perfeita.


A evolução visual 
Com o novo posicionamento da rede social, que foi dividida em duas, o FOURSQUARE apresentou no mês de julho de 2014 uma nova identidade visual. A letra F da marca se transformou em um pininho indicador de lugar (o famoso pin) na cor rosa acompanhado do nome FOURSQUARE em azul, com uma nova tipografia.


O ícone do aplicativo também seguiu o novo visual da marca e se tornou o F rosa.


Ao dividir a rede social em duas, a Swarm também ganhou uma identidade visual própria, cujo principal símbolo é uma abelha estilizada. O nome da nova marca carrega abaixo a frase “by Foursquare”.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 11 de março de 2009 
● Criador: Dennis Crowley e Naveen Selvadurai 
● Sede mundial: New York City, New York 
● Proprietário da marca: Foursquare Labs, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dennis Crowley 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 50 milhões 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 170 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rede social 
● Concorrentes diretos: Yelp, TripAdvisor e Google Latitude 
● Ícones: Uma letra F rosa 
● Slogan: Unlocking your city. 
● Website: www.foursquare.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia o FOURSQUARE possui mais de 50 milhões de usuários no mundo todo. A rede social tem 18 versões locais, incluindo Estados Unidos, Brasil, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, México e Japão. Os maiores mercados da rede social são Estados Unidos, Indonésia e Brasil. Mais de 1.7 milhões de empresas utilizam o FOURSQUARE para se conectar diretamente ao milhões de usuários da plataforma. A empresa possui mais de 170 funcionários, considerando a matriz em Nova York, o escritório em San Francisco e a adorável filial em Londres. Atualmente, o aplicativo está disponível para Android, BlackBerry, iOS, Symbian, WebOS e Windows Phone. 

Você sabia? 
O FOURSQUARE tem uma API que permite aos desenvolvedores criar as suas ideias para a plataforma. Desenvolvedores já usaram a API para adicionar localização a seus aplicativos, ajudar as pessoas a se conectarem e criar bonitas visualizações de dados. 
Em 2010, fãs do aplicativo, sem nenhuma relação com seus criadores, declaram 16 de abril como o Dia do Foursquare (Foursquare Day). O dia foi escolhido baseado em uma piada infame: os americanos escrevem 16 de abril “04/16” - 16 é o quadrado (square) de quatro (four). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/7/2014

24.3.13

INSTAGRAM


Há poucos anos atrás bater uma fotografia, editá-la e divulgá-la era uma coisa restrita aos profissionais. Com o avanço da tecnologia e da comunicação móvel bater uma foto passou a ser uma coisa banal até para uma criança. E editá-la e compartilhá-la mais fácil ainda com a ajuda do aplicativo INSTAGRAM. Com a possibilidade de utilizar os filtros do aplicativo para dar efeitos às fotos, fotografar passou a ser mais divertido para milhões de pessoas. De uma foto do café diário a um nascer do sol compartilhado do topo de uma caminhada na montanha, todo momento para o INSTAGRAM contém algo que você acha especial. Publicar, curtir, seguir: esses são os verbos de “ordem” do INSTAGRAM. Afinal de contas, se tornou uma epidemia mostrar o que se está fazendo no momento através de uma foto ou vídeo. 

A história 
A história de sucesso começou no mês de março de 2010 quando o brasileiro Mike Krieger (na imagem abaixo, à esquerda), que estudou Ciências da Computação na renomada Universidade de Stanford, e seu colega e engenheiro de software americano Kevin Systrom resolveram fundar a empresa Burbn para desenvolver um serviço de check-in e fotografia móvel baseado em HTML 5 (linguagem de programação usada para a navegação na Web). Inicialmente a jovem empresa recebeu investimento externo no valor de US$ 500 mil. No dia 17 de julho Kevin postou a primeira imagem do serviço (onde aparecia um cachorro e o pé de sua namorada), durante o teste do aplicativo, na época batizado de Codename. Finalmente no dia 6 de outubro de 2010, já com o nome de INSTAGRAM (junção das palavras “instant” e “telegram”) foi lançado ao público como um aplicativo de edição e compartilhamento de imagens para aparelhos iPhone. Exatamente as 0h15 o novo aplicativo já estava disponível gratuitamente na loja de aplicativos da Apple, onde em menos de 24 horas se tornou o mais baixado. Em dezembro, dois meses após seu lançamento, o INSTAGRAM já alcançava 1 milhão de usuários, provando seu enorme sucesso. Para um início modesto com apenas 80 usuários, era um grande marco alcançado pelo novo aplicativo, que permita ao usuário tirar uma foto, aplicar filtros, efeitos e depois compartilhá-la em uma variedade de redes sociais.


Em janeiro de 2011 o aplicativo passou a disponibilizar o recurso da “hashtag” (#), que serve para interligar assuntos (neste caso fotos) sobre um mesmo evento ou acontecimento. No mês seguinte, Kevin anunciou uma rodada de investimentos provenientes de inúmeros investidores no valor de US$ 7 milhões, que permitiria melhorar a experiência dos usuários com o aplicativo. O INSTAGRAM terminou o ano com 15 milhões de usuários, uma média de 60 fotos publicadas por segundo e um total de 400 milhões de fotos em pouco mais de um ano no mercado. No dia 3 de abril de 2012, o aplicativo que até então funcionava apenas no iPhone e já tinha 30 milhões de usuários, ganhou uma versão para o sistema Android. A chegada do INSTAGRAM à plataforma móvel mais popular do mundo foi um verdadeiro e esperado sucesso, fazendo com que o aplicativo tivesse mais de 1 milhão de downloads em menos de 24 horas. Dias depois, em 9 de abril, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, anunciou em sua página na rede social a compra do INSTAGRAM por impressionantes US$ 1 bilhão. Em maio, o aplicativo alcançou a marca de 50 milhões de usuários. O sucesso também foi impulsionado pelas inúmeras celebridades que passaram a utilizar o aplicativo. No mês de novembro, o INSTAGRAM lançou um perfil de usuários na web similar ao do Facebook, permitindo aos usuários curtirem e comentarem as imagens e seguir outras pessoas.


Além do lançamento do Direct (um recurso que permite trocar mensagens e fotos de forma privada com os seguidores), o mês de dezembro foi extremamente polêmico para o INSTAGRAM. Primeiro porque foi desativada uma integração com o Twitter que permitia que as fotos fossem visualizadas diretamente na rede de microblogs. E as polêmicas não pararam por aí: no dia 17 o INSTAGRAM anunciou uma mudança em seus termos de serviço, com a promessa de entrar em vigor no dia 16 de janeiro. Na primeira versão anunciada, as regras permitiam que a empresa gerasse receita publicitária para o Facebook dando aos anunciantes o direito de exibir fotos de usuário e outras informações pessoais para a publicidade. A interpretação dos usuários foi: vender suas fotografias sem qualquer compensação. O caso gerou enorme revolta, principalmente nos Estados Unidos, e muitos usuários ameaçaram fechar sua conta no serviço. No dia seguinte, 18 de dezembro, assustado com a repercussão, o INSTAGRAM veio a público afirmar que não tinha a intenção de vender as fotos de seus usuários. Segundo a empresa, tudo não passou de um mal entendido. Dias depois divulgou um novo texto, baseado no feedback dos usuários. Passada a polêmica, o dia 26 de fevereiro de 2013 se tornou emblemático para o aplicativo. Isto porque atingiu a marca de 100 milhões de usuários ativos mensalmente. Os vídeos foram permitidos na plataforma em junho deste ano, com um limite de 15 segundos e uma resolução fixa de 640x640 (desde julho de 2015, permite-se o envio de vídeos em 1080p, e pode-se também publicar gravações de até 60 segundos, desde janeiro de 2016). Ainda neste ano o ISTAGRAM completou três anos de vida e outras inovações surpreenderam: nova opção de edição de correção de ângulos, melhora da ferramenta para web e anúncios no feed dos usuários.


Em 2014 um novo recurso foi adicionado: o Hyperlapse, que prometia eliminar a instabilidade típica de filmagens casuais e, como adendo, aplicar efeitos de aceleração. A principal diferença do novo recurso era que a câmera se mexia, resultando em vídeos que podiam combinar passagem do tempo e movimento. Nos anos seguintes o INSTAGRAM experimentou um enorme crescimento, conquistando milhões de usuários ao redor do mundo. E um fator fundamental para esse crescimento foi apresentado no mês de agosto de 2016: Instagram Stories (recurso que seria responsável por redefinir como usar o aplicativo). Com o novo recurso era possível postar fotos e vídeos que desapareciam após 24 horas de publicação (além da inclusão de emojis, desenhos e manuscritos) - o que aumentou exponencialmente a quantidade de conteúdos publicados na plataforma. Outros recursos do Stories que fizeram sucesso foram: Boomerang, o usuário pode capturar dez fotos em sequência e criar um vídeo curto e em looping, semelhantes aos GIF; Mãos livres, que permite filmar pelo tempo que quiser; Transmissão ao vivo, transmite em tempo real para os seguidores, onde está, o que está fazendo, uma palestra ou o que mais quiser. Hoje em dia, com mais de meio bilhão de usuários ativos diariamente, o Stories é parte integral da estratégia de sucesso e crescimento do INSTAGRAM.


No final de 2017, aprimorou seu buscador, e fez com que seus usuários tivessem buscas mais rápidas e relacionadas aos seus interesses. Essas escolhas eram definidas de acordo com a interação de seus usuários através de pessoas seguidas, seguidores, hashtags e localidades. Também foi adicionado de forma automática sugestões de acordo com a sincronização com o Facebook, Microsoft Exchage, Outlook e Agenda de contatos do smartphone. Em junho de 2018, o INSTAGRAM lançou o IGTV, um aplicativo para vídeos mais longos, e que abriu disputa com o YouTube para atrair criadores de vídeos. E ainda este mês alcançou uma marca história: superou a barreira de 1 bilhão de usuários em todo o mundo. Além disso, esse ano foi marcado pela disponibilização das mensagens de voz no Direct, funcionalidade que agradou muita gente por facilitar a troca de mensagens quando não se pode digitar. Desde o lançamento sempre foi uma prioridade do INSTAGRAM proporcionar aos usuários ferramentas simples e poderosas, que permitem à milhões de pessoas capturar momentos e expressar sua criatividade através de foto e vídeos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas atualizações desde seu lançamento. No mês de maio de 2013 o INSTAGRAM modificou sutilmente sua identidade visual, desta vez adotando uma nova tipografia de letra mais leve. O designer e tipógrafo americano Mackey Saturday, responsável por esta mudança, se inspirou em marcas famosas que tem um logotipo retro/nostálgico. O símbolo da câmera fotográfica também sofreu atualização, porém quase imperceptível aos olhos dos mais desatentos. Em maio de 2016, o INSTAGRAM reformulou seu logotipo de forma radical, que apresentava padrões de cores vibrantes e formas mais simples, sem qualquer menção a um objeto que a gente conheça na vida real, mas ainda preservando a forma de uma câmera compacta. A escolha do novo design foi devido às pessoas amarem o arco-íris (e suas cores) e que a lente da câmera era um elemento visual chave. Já o nome adotou a cor preta.


O ícone, agora em uma versão estilizada e mais flexível, também pode ser aplicado como mostra a imagem abaixo.


Os principais ícones do aplicativo também foram atualizados, ganhando novas formas e seguindo as cores do novo logotipo.


Os slogans 
Capture and share the world’s moments. 
Connecting the world through photos. 
Fast beautiful photo sharing.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 6 de outubro de 2010 
● Criador: Kevin Systrom e Mike Krieger 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Facebook Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Adam Mosseri 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 1 bilhão 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativos para fotografias, vídeos e rede social 
● Concorrentes diretos: Twitter, Facebook, Tumblr, Flickr, Pinterest, TikTok, Reddit e Snapchat 
● Ícones: A máquina estilizada de seu logotipo 
● Slogan: Capture and share the world’s moments. 
● Website: www.instagram.com 

A marca no mundo 
Atualmente o INSTAGRAM, que pertence ao Facebook, está disponível em 32 idiomas, como por exemplo, inglês, mandarim, francês, alemão, italiano, japonês, latim, coreano, português e espanhol, alcançando a marca de mais de 1 bilhão de usuários em aproximadamente 110 países ao redor do mundo. Estados Unidos, Brasil, Índia e Indonésia concentram os maiores números de usuários. Os números impressionam: 1.5 bilhões de curtidas por dia, os usuários gastam 4 horas por mês no INSTAGRAM, mais de 60 milhões de fotos são postadas por dia, ajuda 80% dos seus usuários a adquirem produtos ou serviços e 80% dos usuários interagem com ao menos um perfil comercial. Calcula-se que a receita de publicidade móvel do INSTAGRAM seja de US$ 6.84 bilhões. 

Você sabia? 
Os usuários da rede social são chamados popularmente de Instagrammer
O INSTAGRAM se tornou tão popular que foram publicadas fotos até da isolada Coréia do Norte. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Exame, Época Negócios, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites tecnologias (TecMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/10/2019

23.10.12

ASHLEY MADISON


Imagine um site que ofereça a facilidade de se conseguir uma “pulada de cerca” de forma rápida e discreta. Pois é exatamente isso que propõe ASHLEY MADISON, um nome capaz de tirar do sério e enfurecer desde líderes religiosos, senhoras católicas, conservadores e defensores dos bons costumes e da união familiar. Polêmico e controverso, mas com milhões de adeptos em vários países do mundo, o site ousa proporcionar aos seus usuários relacionamentos casuais e fora do casamento, sendo acusado por muitos de promover a traição. Polêmicas a parte, milhões de pessoas compartilham da mesma ideia, transformando ASHLEY MADISON em um verdadeiro fenômeno liberal e adúltero.

A história
Tudo começou quando o canadense Noel Biderman, então um agente de atletas profissionais em Chicago, leu uma entrevista de um jornalista americano que lhe chamou a atenção e despertou seu atinado faro para os negócios. A matéria dizia que 30% das pessoas cadastradas em sites de relacionamentos e namoros não eram solteiras. Ou seja, eram casadas ou comprometidas, com relacionamento estável. Foi então que o visionário Noel Biderman (que apesar de estar todo à vontade na foto abaixo, é casado e, jura ser fiel) resolveu criar um site que causaria uma enorme polêmica. A ideia por trás do novo negócio era bastante simples: um site que parecesse atender as mulheres que procuram um parceiro adúltero, enquanto na verdade, atrairia homens que procuram as mulheres para uma ligação adúltera. Batizada de ASHLEY MADISON (apenas os dois nomes mais populares para meninas registrados naquele ano), a empresa foi criada no final de 2001 na cidade de Toronto, e o site entrou oficialmente no ar no dia 21 de janeiro de 2002. O polêmico empreendimento oferecia um ambiente para quem era casado, ou tinha uma relação estável, poder encontrar parceiros na mesma situação e ser aberto e honesto sobre o que estava procurando.


Nos anos seguintes, aos poucos, o site de relacionamento foi ganhando cada vez mais adeptos em várias cidades americanas e canadenses. Na mesma proporção do aumento de sua popularidade, ASHLEY MADISON também despertava a fúria de cidadãos e organizações, especialmente religiosas, que constantemente acusavam o site de incentivar o adultério, promover a promiscuidade e construir um negócio em cima de corações partidos. Além disso, adotando um slogan que indicava claramente sua filosofia, “A vida é curta. Tenha um caso” (“Life is short. Have na Affair”), o site começou, em algumas vezes apenas tentou, anunciar em vários veículos de comunicação, fato que causou ainda mais polêmica, como aconteceu recentemente, quando a Fox, uma das maiores redes de TV dos Estados Unidos, recusou-se a aceitar um comercial do site que deveria ser veiculado durante o Super Bowl, a final da liga do futebol americano profissional, sob a alegação de que era “inadequado” ao público. O Facebook seguiu o mesmo caminho.


Apesar da relutância de inúmeros veículos de comunicação em permitir que a marca anunciasse, ASHLEY MADISON gastou milhões de dólares em publicidade somente nos Estados Unidos, em outdoors, TVs e rádios. Em um de seus comerciais, um casal vive momentos de paixão. E surge o letreiro na tela: “Eles são casados... Mas não um com o outro”. E tem mais, oferecendo serviços pra lá de polêmicos, a marca ganhou enorme espaço em mídias importantes: seu fundador, rotulado por parte da imprensa como “destruidor de lares”, já participou de alguns dos principais programas de TV dos Estados Unidos, como por exemplo, Ellen Degeneres, Larry King, o noticiário Good Morning America (da rede ABC), sendo também tema de reportagens nas revistas Time e Vanity Fair, e mais recentemente, quando foi a estrela de uma reportagem de capa da conceituada Bloomberg Businessweek sobre a “economia da infidelidade” e a “invenção do mercado do adultério”.


Em 2009, o site lançou aplicativos para iPhone e BlackBerry, que permitiam acessar o serviço pelo celular sem deixar pistas eletrônicas para mulheres e maridos desconfiados. Foi a partir deste ano que a marca iniciou o lançamento de sites locais fora da América do Norte. O resultado desta expansão pode ser comprovado em 2010 quando ASHLEY MADISON, que se tornou uma espécie de Meca digital do adultério, superou a barreira dos 10 milhões de membros no mundo, com presença em países como Austrália, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Áustria, Irlanda, Nova Zelândia e Suécia.


Ao investir US$ 2.5 milhões, o polêmico site desembarcou virtualmente no Brasil na primeira semana de agosto de 2011, oferecendo seus serviços para que usuários encontrem pessoas casadas e solteiras de todos os estados, com o intuito de ter relações casuais. Sua chegada ao país foi um enorme sucesso e em poucos dias bateu o recorde mundial da empresa para um lançamento de site local: 107 mil cadastros de brasileiros, que já tinham gasto no site aproximadamente R$ 1.7 milhões. Mais de 22 mil inscrições foram feitas em pleno domingo do Dia dos Pais, data em que a marca publicou seu primeiro anúncio em um jornal de grande circulação. Em 2012 o site especializado em relações extraconjugais anunciou a aquisição da base de usuários do concorrente Ohhtel. Com isso, ASHLEY MADISON passou a ter um total de 13.5 milhões de cadastrados em 22 países e mais de 520.000 usuários no Brasil.


Como nos sites convencionais de namoro, ASHLEY MADISON oferece aos usuários perfis personalizados, com suas preferências sexuais, conversas on-line e troca de mensagens. Eles não pagam nada para preencher seus perfis e navegar pelos perfis alheios. Só pagam para enviar as primeiras mensagens a quem lhes interessar. As demais mensagens ao mesmo usuário são gratuitas. O site vende um pacote de créditos que pode ser usado para contatar até 20 pessoas e utilizar funcionalidades como salas de bate-papo, acessos a galerias de fotos e envios de presentes, como por exemplo, flores virtuais. É um sistema que os americanos chamam de “pay as you play” (“pague à medida que se divertir”). Apesar de ser voltado para pessoas casadas, não há nenhuma proibição a solteiros que queiram se relacionar com alguém casado. Se dentro do site a discrição é a chave do negócio, fora do ambiente virtual ASHLEY MADISON tem promovido estratégias bem barulhentas para divulgar seus serviços e aposta alto na libido e na infidelidade de milhões de pessoas mundo afora.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por uma radical mudança desde seu lançamento. O atual logotipo tem personalidade e ousadia, principalmente por utilizar a aliança, símbolo do casamento e de uma relação estável, no lugar na letra “o” da palavra MADISON.


Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação: 2001
● Fundador: Noel Biderman
● Sede mundial: Toronto, Canadá
● Proprietário da marca: Avid Dating Life Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Noel Biderman
● Faturamento: US$ 100 milhões (estimado)
● Lucro: US$ 20 milhões (estimado)
● Usuários: 16.2 milhões
● Presença global: 25 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 150
● Segmento: Agência de relacionamentos
● Principais produtos: Relacionamentos casuais e extraconjugais
● Concorrentes diretos: Second Love, eHarmony e Match.com 
● Ícones: A polêmica causada por seus serviços
● Slogan: Life is short. Have an affair.
● Website: www.ashleymadison.com

A marca no mundo
Atualmente ASHLEY MADISON está presente em 25 países ao redor do mundo com mais de 16.2 milhões de membros. O site tem seus maiores mercados nos Estados Unidos e Alemanha. Já o Brasil é considerado um mercado chave, tendo mais de 520.000 membros em pouco mais de um ano de atuação. A receita média por usuário é de US$ 150 durante sua vida útil no site, que gira em torno de dois anos. Apesar de quase todos os homens registrados no site serem casados ou viverem um relacionamento estável, aproximadamente 20% das mulheres são solteiras.

Você sabia?
Além de pessoas comprometidas, a rede também permite a inscrição de homens e mulheres solteiros, garantindo eficiência de 100% quando o assunto é arranjar um parceiro para traições.
“A monogamia, na minha opinião, é uma experiência fracassada”, é uma das frases mais repetidas pelo fundador do site, Noel Biderman.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Time, Época Negócios e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/10/2012