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17.7.06

BRIGDGESTONE


Tecnologia de ponta. É assim, com apenas poucas palavras, que podemos definir a marca BRIDGESTONE. Ao comprar seus pneus o consumidor leva também segurança e tecnologia desenvolvidas nas pistas de automobilismo e adaptadas para serem utilizadas em ruas e estradas, aumentando o desempenho e a durabilidade do automóvel, tornando a marca um nome de referência quando se trata de deslocar pessoas e cargas de um ponto A para o B. 

A história 
Buscando novas oportunidades no mercado japonês Shojiro Ishibashi iniciou no dia 9 de abril de 1930 suas primeiras experiências na produção de pneus. Utilizando maquinário importado e com apenas 20 funcionários, ele produziu, então, seus primeiros protótipos, dentro da então recém fundada divisão de pneus da fábrica de calçados de sua família, que havia sido responsável, de forma pioneira, pela produção em larga escala do Jika-tabi, meias com sola de borracha usadas como calçado de trabalho. O crescimento da indústria automobilística japonesa levou Shojiro a fundar, no dia 1 de março de 1931, com um capital de US$ 1 milhão, em Kurume, subúrbio da cidade de Fukuoka, a Bridgestone Tire Co. O nome da empresa deriva do próprio sobrenome do fundador (“Ishibashi”, em inglês, significa “Stonebridge”, ou “ponte de pedra”). Por questão de sonoridade, inverteu-se o nome, nascendo assim a BRIDGESTONE, sinônimo de resistência, durabilidade e internacionalidade no segmento de pneus.


No ano seguinte, a empresa exportou 14.000 unidades de pneus para caminhões e ônibus. A primeira fábrica da nova empresa ficou pronta somente em 1933, e no ano seguinte teve início à produção de pneus em larga escala. Como forma de satisfazer o aumento da procura na capital, ele mudou a sede da empresa para a cidade de Tóquio em 1937, onde continuou a expansão em novos setores, tais como correias em V, mangueiras de borracha, componentes para isolamento de vibrações e borracha sintética. No final da década de 1930, a empresa já se expandia, com a inauguração de uma nova fábrica de pneus na cidade de Yokohama e outra de borracha, na China. Durante a Segunda Guerra Mundial a empresa dedicava-se a abastecer a máquina de guerra do exército japonês. Em 1942, devido a restrição na utilização de nomes americanos, a empresa passou a se chamar Nippon Tire, Co., nome que utilizaria até 1951.


Com o fim do conflito, a empresa estava praticamente destruída: as instalações de Tóquio foram completamente arruinadas pelos bombardeios, mas as fábricas de Kurume e Yokohama se encontravam intactas e em boas condições, possibilitando que a empresa retomasse a produção quase que imediatamente. Foi neste momento que a BRIDGESTONE começou a produzir pneus para motocicletas e aeronaves, além de comercializar o primeiro pneu japonês com bandas de rayon em 1951. A empresa cresceu e, em 1953, as vendas anuais da BRIDGESTONE já alcançavam US$ 280 milhões, o mais alto faturamento entre os fabricantes japoneses de pneus. No início dos anos de 1960, a BRIDGESTONE lançaria no mercado o primeiro pneu radial de que o mundo teve notícia. Além disso, a empresa se expandiu internacionalmente, inaugurando sua primeira fábrica fora do Japão, localizada em Cingapura, no ano de 1965, e iniciando a produção na Malásia em 1969. Nesta época, com fábricas em Kurume, Yokohama e Tóquio, a empresa produzia uma vasta gama de produtos em borracha, além é claro de pneus. Era igualmente o primeiro fabricante japonês de bicicletas e tinha uma empresa de produção automóvel, que construía mais de 5.000 veículos de passageiros e caminhões por mês.


Ishibashi faleceu aos 88 anos no dia 11 de setembro de 1976. Na época, além de dominar o mercado japonês de pneus, a BRIDGESTONE já os comercializava com sucesso no mercado norte-americano, através de uma subsidiária instalada do estado da Califórnia desde 1967. Esta década ainda foi marcada pelo desenvolvimento de uma tecnologia para converter os pneus usados em combustível suplementar para fornos de cimento. No início dos anos de 1980, a empresa adquiriu três fábricas na Austrália e passou a figurar entre os seis maiores fabricantes de produtos pneumáticos do mundo. A primeira fábrica em território americano foi inaugurada somente em 1983, iniciando o domínio do mercado. Logo depois, no mês de maio de 1988, a BRIDGESTONE comprou a tradicional Firestone, fundada em 1900 e então a segunda maior produtora de pneus dos Estados Unidos, e anunciou um plano de investimentos da ordem de US$ 1.5 bilhões nas operações da empresa americana. Essa aquisição deu a BRIDGESTONE um grande número de fábricas na América do Norte, América Central e do Sul, Europa e outros locais, aumentando consideravelmente sua presença mundial. Um ano depois, foi criada a Bridgestone Americas Holding.


No início da década seguinte, em 1992, a BRIDGESTONE começou a inaugurar suas revendas exclusivas em mercados internacionais (no Japão já existiam desde 1982), chamadas BRIDGESTONE TYRE CENTRE, ingressando assim no setor de varejo. Em 2007 a empresa comprou a Bandag, fundada em 1957 e líder na produção de materiais e equipamentos para recapagem de pneus. Com sede em Muscatine, estado americano do Iowa, a Bandag possui uma rede global com mais de 800 revendas franqueadas que produz e comercializa pneus recapados, além de oferecer uma grande variedade de serviços, como o sistema de gerenciamento de pneus para veículos de transporte. Em 2016, pelo nono ano consecutivo, a BRIDGESTONE foi reconhecida como a marca que mais vende pneus no mundo inteiro.


Recentemente a empresa mudou radicalmente e inovou na venda de seus produtos. Hoje podemos dizer que ela não só vende pneus, mas presta serviços aos seus clientes frotistas. Isto porque a empresa cobra dos seus clientes - para pneus de caminhão - um preço variável por quilômetro rodado. A empresa desenvolveu sensores que são conectados a uma rede - um grande software - utilizados para medir desgaste e rupturas. Através da leitura destes dados, a BRIDGESTONE utiliza a experiência dos usuários para monitorar e dar feedback para seus clientes. Atualmente a BRIDGESTONE fabrica pneus para carros de passeio, veículos para construção, veículos comerciais, máquinas agrícolas, ônibus, caminhão, aeronaves, motocicletas, carros de corrida e até mesmo metrô. 

 


A linha do tempo 
1935 
Início da produção das bolas de golfe, estabelecendo a marca neste tradicional esporte para o povo japonês. 
1949 
Início da fabricação de bicicletas. 
1959 
Início da fabricação de pneus com fibras de náilon. 
1962 
Desenvolvimento do primeiro pneu radial para caminhões e ônibus. 
1967 
Lançamento do BRIDGESTONE RD10, o primeiro pneu radial do mundo para carros de passeio. 
1972 
Início do desenvolvimento e produção de tacos de golfe. Graças à mesma paixão por excelência, a BRIDGESTONE se tornou a número 1 do mercado neste segmento no Japão. 
1978 
Lançamento do pneu super radial. 
1979 
Lançamento do POTENZA, um pneu radial de alta performance. 
1982 
Lançamento do primeiro pneu do mercado japonês feito especialmente para rodar em pisos com neve. 
1987 
Início da comercialização da tecnologia RUNFLAT (RTF), que permitia ao pneu rodar com segurança a uma determinada velocidade mesmo depois da perda de ar. O Porsche 959 foi o primeiro modelo de produção em série a utilizar pneus com esta tecnologia. A empresa havia sido pioneira no desenvolvimento das tecnologias RUNFLAT no início da década de 1980. Esses primeiros pneus destinavam-se essencialmente a equipar veículos de pessoas com deficiência física. 
2002 
Apresentação em setembro, no Salão de Caminhões de Hanover na Alemanha, do novo sistema denominado AIRCEPT, que suportava cargas sobre o pneu até uma determinada perda de pressão de ar. Essa nova tecnologia foi aplicada na linha pneus GREATEC para caminhões e ônibus. 
2010 
Lançamento do BRIDGESTONE B250 ECOPIA, um pneu que utiliza exclusiva tecnologia Nanopro-Tech, que garante economia de consumo de combustível e reduz emissões de poluentes na atmosfera. 
2014 
Lançamento do BRIDGESTONE BLIZZAK, um novo pneu de inverno desenvolvido para rodar em clima frio e hostil.


As revendas 
A BRIDGESTONE possui milhares de revendas exclusivas ao redor do mundo, somente nos Estados Unidos e Canadá são mais de 2.200 unidades. No Brasil são mais de 750 unidades, onde o consumidor pode usufruir de serviços de alinhamento, balanceamento, suspensão, freio, troca de óleo, além de venda de acessórios e pneus das marcas BRIDGESTONE e Firestone. Todas as revendas possuem um único padrão visual pensado de forma a deixar o ambiente mais confortável e atraente para o cliente, trazendo um conceito de comunicação com o consumidor de pneus, baseado em um grande projeto de arquitetura, marketing e comunicação estratégica. Com esse conceito, a empresa quer transmitir para o cliente a própria experiência que ele tem com a marca: a tecnologia, precisão e modernidade dos produtos BRIDGESTONE.


A ligação com os esportes 
A BRIDGESTONE ingressou na Fórmula 1 no ano de 1997, depois de fornecer pneus, somente para o Grande Prêmio do Japão nos anos de 1976 e 1977. Muito mais que milhões de dólares em investimentos, o ingresso da marca na principal categoria do automobilismo mundial significava uma visão de futuro, possibilitando a BRIDGESTONE desenvolver tecnologia de ponta para competições e transferi-las para seus produtos de varejo, além de fixar a marca na Europa, onde a francesa Michelin era muito forte e praticamente dominante. A decisão de ingressar no esporte foi acertada: a BRIDGESTONE participou de 244 corridas, conquistou 175 vitórias, 168 pile positions e onze títulos mundiais. A BRIDGESTONE foi a única fornecedora de pneus da Fórmula 1 no período entre 2007 a 2010 e deixou a categoria por problemas financeiros. A empresa também esteve envolvida como fornecedora de pneus para a categoria MotoGP desde 2002 e a exemplo do que aconteceu na Fórmula 1, assinou contrato para ser a fornecedora única da categoria entre 2009 e 2011.


Atualmente a BRIDGESTONE é o patrocinador oficial de pneus da NFL (liga profissional de futebol americano), NHL (liga profissional de hóquei no gelo), Copa Libertadores e parceira Olímpica Global. Além disso, a BRIDGESTONE é parceiro oficial do PGA TOUR nos Estados Unidos e atualmente trabalha como anfitrião anual do Campeonato Mundial Bridgestone de Golfe para Convidados no Country Club Firestone em Akron, estado de Ohio, bem como anfitrião anual do Aberto Bridgestone no Japão, nos últimos 45 anos. A marca japonesa também patrocina vários golfistas pelo mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Até 1977 sua identidade visual utilizava como símbolo as iniciais BS ao lado do nome. Neste ano a identidade visual da marca passa a utilizar somente o nome, com uma nova tipografia de letra.


Somente em 1984 a marca japonesa adotou o popular B estilizado como símbolo quando apresentou um novo logotipo. No mês de março de 2011 ocorreu o lançamento mundial de um novo logotipo e slogan “Your Journey, Our Passion” (em português, “Sua jornada, nossa paixão”), anunciando também o aprimoramento da filosofia da empresa, a “Essência Bridgestone”, para comemorar o 80° aniversário de sua fundação. A nova identidade visual da marca apresentou pequenas modificações, especialmente na adoção de uma nova tipografia da letra.


O tradicional B estilizado também ganhou um novo design, com cantos mais arredondados. A marca também utiliza somente o B estilizado como o logotipo.


Os slogans 
Your Journey, Our Passion. (2011) 
For drivers who want to get the most out of their cars, it's Bridgestone or nothing. (2009) 
It’s Bridgestone or nothing. (2006) 
Designed to save lives. (2006) 
Passion for Excellence. (2004) 
A grip to the future. (2003) 
The next revolution in tires. (1999)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1 de março de 1931 
● Fundador: Shojiro Ishibashi 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Bridgestone Corporation 
● Capital aberto: Sim (1961) 
● Chairman & CEO: Masaaki Tsuya 
● Faturamento: US$ 30.7 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 2.4 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: US$ 31.5 bilhões (março/2017) 
● Fábricas: 165 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 143.600 
● Segmento: Automotivo 
● Principais produtos: Pneus para carros, motos e caminhões 
● Concorrentes diretos: Goodyear, Michelin, Pirelli, Yokohama, Toyo, Dunlop, Continental e Hankook 
● Ícones: O famoso B de seu logotipo 
● Slogan: Your Journey, Our Passion. 
● Website: www.bridgestone.com.br 

A marca no mundo 
A BRIDGESTONE, maior produtora de pneus do mundo, produz e vende mais de 8 mil tipos de pneus, dos mais variados modelos e tamanhos. Comercializa seus produtos em mais de 150 países ao redor do mundo e possuí 165 fábricas, sendo 77 de pneus, 18 de matérias-primas e 70 de produtos diversos (como molas pneumáticas, produtos químicos para aplicações em construção civil, como materiais de impermeabilização, borracha industrial). A evolução tecnológica do grupo tem o respaldo de seis centros técnicos de excelência, instalados em pontos estratégicos para a corporação: Estados Unidos, Itália, Japão (2), Tailândia e China. A América do Norte representa o maior mercado da marca com 43%, seguida do Japão com 27% e da Europa com 15%. Além da produção de pneus, a BRIDGESTONE atua ainda fortemente no segmento esportivo, com a fabricação de bicicletas e equipamentos de golfe (tacos, bolas, luvas, bonés e malas). 

Você sabia? 
A venda de pneus representa 80% do faturamento total (mais de US$ 30 bilhões em 2016) da empresa. 
A unidade de Camaçari (Bahia) produz mais de 10.5 mil pneus diariamente. A produção abastece revendedores distribuídos pelas principais cidades do país, montadoras e exportação. Os pneus da marca, antes projetados por engenheiros japoneses, concebidos para rodar em ruas e estradas lisas como tapetes, receberam uma manta de aço nas laterais – reforço fundamental para suportar as pancadas no esburacado asfalto brasileiro e resistir às altas temperaturas. 
A ligação da empresa com o golfe data de 1970 quando patrocinou o primeiro torneio, hoje conhecido como Bridgestone Open. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/3/2017

8.6.06

FIRESTONE


Em todo o mundo milhões de pneus garantem a segurança de passageiros e motoristas por ruas e estradas em todos os continentes. No exato momento em que a borracha encontra o asfalto uma marca se destaca pela tradição e inovação tecnológica: FIRESTONE, muito mais que um sobrenome famoso, um sinônimo de segurança e desempenho para milhões de pessoas. 

A história 
Tudo começou quando o jovem empreendedor Harvey Samuel Firestone, ex-empregado da Columbus Buggy Works, uma empresa que fabricava carruagens, fundou no dia 3 de agosto de 1900 a Firestone Tire & Ruber Company, com um capital inicial de US$ 20 mil, implantando a primeira fábrica três anos depois na cidade de Akron, estado americano de Ohio. Inicialmente a nova fábrica produzia pneus para carruagens, contando apenas com 12 funcionários. Desde o início, Harvey se preocupou com a constante melhoria da qualidade de seus produtos. Em 1904, a empresa já produzia pneus para automóveis. A gloriosa história da FIRESTONE começou a ganhar proporções gigantescas em 1906, quando Harvey conheceu um jovem chamado Henry Ford, e lhe vendeu 2.000 pares de pneus de borracha mais sólida e durável, uma inovação preenchida a ar, para a construção dos primeiros automóveis em série do mundo, o famoso Modelo T. Desde aquele encontro, que deu mais impulso ao mercado de pneumáticos e à história do automóvel, os dois líderes da indústria americana se tornaram amigos para o resto da vida.


A FIRESTONE manteve um caráter inovador, sendo pioneira na concepção de vários produtos, como por exemplo, os pneus antiderrapantes. No ano de 1911, um automóvel utilizando pneus da FIRESTONE venceu as tradicionais 500 Milhas de Indianápolis. Era a publicidade que a marca precisava para ganhar ainda mais impulso no mercado. Quinze anos após a fundação da primeira fábrica da empresa, o número de veículos nos Estados Unidos saltou de 8 mil para 2.5 milhões, iniciando a nova era do transporte urbano e impulsionando a FIRESTONE para o sucesso. A empresa promoveu o uso dos caminhões pesados nas frotas comerciais e participou de “lobbies” que tentaram pressionar a construção de redes de auto-estradas. Um grande exemplo disso foi a campanha “Ship by truck” (em português “Transporte por caminhão”), o grande grito de guerra lançado por Harvey exigindo das autoridades a criação de uma rede de estradas melhor, e com isso, garantir o futuro da sua atividade empresarial. Depois disso, o passo seguinte foi fornecer um produto que, não só oferecesse durabilidade aos caminhões, mas também permitisse aos mesmos rodarem com maior velocidade. No ano de 1923 a marca chegou oficialmente ao Brasil, montando sua fábrica própria somente em 1939 na cidade de Santo André, região do ABC paulista.


Foi nesta década, em 1926, que a empresa inaugurou seus primeiros estabelecimentos no varejo, conhecidos como FIRESTONE COMPLETE AUTO CARE, tendo como principal objetivo não somente a venda de pneus, mas também prestar serviços relacionados à troca e ajustes dos veículos. A primeira fábrica da empresa fora da América do Norte foi inaugurada em 1928 na cidade inglesa de Brentford. Na década de 1930, a Grande Depressão atingiu violentamente a economia americana e a indústria automobilística, e consequentemente o segmento de pneus. As vendas da empresa entraram em forte declínio. Para expandir seu mercado e conter essa queda, a FIRESTONE desenvolveu o primeiro pneu de baixa pressão para tratores e iniciou uma grande campanha publicitária batizada de “Put the Farm on Rubber”. A campanha deu tão certo, que nos anos seguintes as vendas da empresa aumentaram e aos poucos foram se recuperando. No dia 7 de fevereiro de 1938 Harvey Firestone morreu aos 69 anos, em sua mansão de Miami Beach, na Flórida, mas deixou um enorme legado: uma empresa com várias fábricas espalhadas pelo mundo, muita inovação e uma marca forte e consolidada no mercado.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa, além de pneus, passou a produzir também asas de avião, esteiras para tanques, caminhões antiaéreos e até tanques de oxigênio. No início da década de 1950, a FIRESTONE se tornou a maior produtora de borracha do mundo. Em 1953 as vendas da FIRESTONE alcançavam pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão, muito devido ao aumento da demanda por veículos importados e seus componentes após o fim da guerra. No ano seguinte reafirmou sua posição de maior produtora de borracha do mundo ao comprar as fábricas de borrachas do governo do estado de Ohio. No final desta década a empresa tinha 71 fábricas em 19 países. Em 1965, a FIRESTONE celebrou o seu 65º aniversário com um recorde de US$ 1.45 bilhões em vendas em 23 países, o maior em sua história. Nessa época a empresa produzia e comercializava 3.600 tipos e tamanhos de pneus, bem como 2.000 outros produtos nas áreas de borracha, metais, plásticos, sintéticos, têxteis e produtos químicos. A empresa mais tarde também se tornou um dos principais fornecedores de cinto de segurança do mercado americano.


No início da década de 1970, a FIRESTONE era trigésima sétima maior empresa americana e sua expansão tinha sido acelerada para segmentos que iam desde tecidos até revestimento para calçados. Mas esta década trouxe também grandes problemas para a empresa. Isto porque, no dia 17 de outubro de 1973, os países árabes começaram um embargo de petróleo contra os Estados Unidos em uma tentativa de aumentar os preços, um claro boicote ao apoio do país à Israel. O embargo trouxe uma série de consequências que impactaram, não somente a FIRESTONE, como outros fabricantes de pneus nos próximos anos. Afinal, as pessoas começaram a dirigir menos e não ir tão longe, devido ao preço da gasolina. Em consequência da grave crise, em 1975, apesar de anos de sucesso, a marca anunciou sua retirada oficial do automobilismo. Em 1983 adquiriu 300 lojas de serviços automotivos da rede de departamento J.C. Penney, na mais ambiciosa investida da empresa, visando diversificar suas atividades no ramo de varejo.


A união com a Bridgestone aconteceu em 1988, quando a empresa sediada no Japão adquiriu a FIRESTONE, então a segunda maior produtora de pneus dos Estados Unidos, por US$ 2.6 bilhões. A partir de então os pneus FIRESTONE passaram a serem comercializados somente nas Américas. Em seguida, a Bridgestone anunciou um plano de investimentos da ordem de US$ 1.5 bilhões nas operações da empresa americana e, um ano depois, surgia oficialmente a Bridgestone Americas Holding, que incorporou as operações da Bridgestone e da FIRESTONE nas Américas. Com isso, a FIRESTONE voltou às competições esportivas, lançou novos produtos, campanhas publicitárias e ganhou participação de mercado. Um de seus mais recentes lançamento é o pneu Destination M/T, com apelo MUD Terrain (100% off-road), que chegou para atender o segmento de caminhonetes e jipes. Suas características foram desenvolvidas para proporcionar segurança e superior desempenho em terrenos agressivos com lama e barro, perfeito para quem pratica esportes fora-de-estrada.


A linha do tempo 
1908 
Lançamento dos primeiros pneus antiderrapante. 
1922 
Lançamento do primeiro pneu de baixa pressão da indústria. 
1942 
Iniciou a produção de borracha sintética. 
1951 
Lançamento dos pneus “tubeless”, ou seja sem câmaras de ar. 
Lançamento do FIRESTONE 500, pneu com câmara em náilon para alta velocidade. 
1954 
Lançamento dos primeiros pneus com câmeras para tratores e aviões. 
1964 
Lançamento do primeiro pneu radial na América do Norte. Batizado de “Shape of the Future”, o pneu foi prontamente aceita por fabricantes de automóveis como equipamento original. 
1979 
Lançamento de um pneu com tecnologia que reduzia o consumo do veículo devido às qualidades dos pneus. 
1996 
Introdução da tecnologia UNI-T, que proporcionava mais aderência em terrenos molhados sem sacrificar a vida útil do pneu.


A ligação com o automobilismo 
Os pneus FIRESTONE fizeram sua primeira aparição no automobilismo em 1909, tempo em que os carros ainda eram novidade. Harvey Firestone foi um dos primeiros a perceber o potencial dos carros de corrida como um meio para promover e testar seus produtos. Ele obteve bons resultados usando pneus de borracha em carroças puxadas por cavalos e sabia que corridas automobilísticas ofereceriam muitos benefícios para a sua fábrica de pneus. A FIRESTONE saboreou o momento em que o público curioso foi à Indianápolis para testemunhar um grupo de carros que competiam na primeira corrida das 300 milhas. Durante esta prova, Barney Oldfield foi capaz de chegar a 60 quilômetros por hora com seu carro equipado com pneus FIRESTONE. Durante uma conversa informal após o término da corrida, disse ao grupo de espectadores: “Meu único seguro de vida são os pneus Firestone”. O comentário de Oldfield foi provavelmente o primeiro produto recomendado por um piloto de carro de corrida. Depois de vencer a corrida em 1909, Oldfield passou a fazer parte da equipe FIRESTONE e visitou inúmeros autódromos no país, impressionando os fãs com seus feitos de velocidade. Seu carro foi equipado com pneus FIRESTONE que não “patinavam” e era estampado com sua famosa frase. Na época, Barney Oldfield era nacionalmente famoso e seu apoio aos pneus da marca forneceu uma excelente visibilidade e popularidade que ajudou a vender os pneus.


Dois anos mais tarde, os melhores pilotos do mundo reuniram-se para a sessão de abertura das 500 Milhas de Indianápolis. Ray Harroun, pilotando um “Marmon Wasp” amarelo equipado com pneus FIRESTONE, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada depois de uma competição que durou seis horas e 42 minutos. Essa vitória em 1911 deu a Harroun um lugar nos livros de história e formou a base para o sucesso da FIRESTONE no famoso “Brickyard” (apelido da pista de Indianápolis). Os primeiros pneus de competições de corrida não são os que conhecemos hoje em dia. Para provar a durabilidade e qualidade do produto, os primeiros pneus de corrida FIRESTONE eram na verdade os mesmos que eram vendidos para o uso diário na rua e estrada. O público apreciou a forma como se comportaram os pneus da marca nas pistas e queriam comprá-los para seus veículos. O velho ditado “vencer no domingo, vender na segunda-feira” tornou-se uma realidade comercial para a marca americana. A FIRESTONE figurou em muitas categorias de automobilismo, como NASCAR, Formula 1, CART, arrancadas (“drag racing”) e monster trucks, para citar algumas. Equipado com pneus FIRESTONE, pilotos ganharam o recorde admirável de 568 corridas da Winston Cup que começou a partir da primeira corrida em Charlotte, Carolina do Norte em 1949. Até o final da temporada em 2001, o número de corridas vencidas por pilotos em carros equipados com pneus FIRESTONE atingiu a marca de 624 corridas. A marca ficou longe das pistas por um tempo até seu retorno triunfal em 1995, após 20 anos de ausência em corridas da Indy e Champ. A partir deste retorno, os pilotos equipados com pneus FIRESTONE ganharam cinco campeonatos IRL (Indy Racing League) e seis títulos na CART (Championship Auto Racing Teams). Em maio de 2001, o piloto brasileiro Helio Castroneves passou a ocupar um lugar na lista dos 52 vencedores de Indianápolis, equipados com pneus da marca. Nenhuma outra marca de pneus chegou perto desse recorde, mesmo somando todos os triunfos dos concorrentes. Com o reaparecimento da marca nos eventos automobilísticos, fãs do esporte compreendem a grande visão de Harvey Firestone através de declarações que ele fez há muitos anos: “Esta é uma era de velocidade. O homem moderno exige cada vez mais velocidade. Os gênios do mundo automobilístico competem uns com os outros para produzir maravilhosos mecanismos que viajam mais rápido, com uma segurança compatível”. A FIRESTONE tem o orgulho de continuar seu legado de sucesso no automobilismo, que começou em Indianápolis há mais de dez décadas. E hoje é patrocinadora oficial da Fórmula Indy, categoria na qual a marca é a maior vencedora da história na tradicional prova das 500 milhas de Indianápolis com 66 vitórias (até 2015).


O divórcio 
Dois colossos americanos, a FIRESTONE e a FORD, tinham uma relação de fazer inveja a qualquer empresa. Harvey Firestone e Henry Ford eram tão amigos que os pneus de um equiparam os carros do outro por mais de 90 anos. Com outro inventor, Thomas Edison, formavam um trio de amigos amantes da natureza famoso em todos os Estados Unidos ao longo das décadas de 1920 e 1930. E a relação transcendeu a esfera dos negócios: William Clay Ford Jr., atual chairman da montadora americana, é bisneto de Henry Ford e também de Harvey Firestone. Como isto? Em 1947, o pai de Ford Jr. casou-se com Martha Firestone em uma cerimônia que parecia selar para sempre o compromisso entre as duas empresas. Apenas parecia. O divórcio começou em 1991, quando acidentes envolvendo os pneus da FIRESTONE que equipavam os utilitários esportivos Ford Explorer começaram. Durante quase uma década, a Ford e a FIRESTONE colecionaram uma enxurrada de reclamações e ações judiciais. Foram mais de 100 processos contra as duas empresas e muito dinheiro perdido. A imagem das empresas ficou ainda mais arranhada com as 174 mortes provocadas por acidentes com o utilitário Explorer, que obrigaram a Ford operar um enorme recall de 14.4 milhões de pneus defeituosos que equipavam o modelo. Não demorou muito para a montadora divulgar uma nota informando que as falhas não tinham relação alguma com o automóvel em si. No texto, a Ford fazia uma acusação gravíssima, afirmando que a FIRESTONE conhecia o defeito do pneu havia três anos. Com a relação e as imagens totalmente abaladas, coube a William Clay Ford Jr., em 2001, anunciar o rompimento de uma das parcerias mais duradouras no mundo dos negócios.


Propagandas que fizeram história 
A FIRESTONE se tornou extremamente popular nas décadas de 1960 e 1970 com uma campanha que tinha o famoso jingle chamado “Where the Rubber Meets the Road” (em português, “Onde a borracha encontra o asfalto”), especialmente veiculado em transmissões esportivas: 

Wherever wheels are rolling, 
No matter what the load, 
The name that's known is Firestone 
Where the rubber meets the road.


A evolução visual 
A identidade visual da marca foi evoluindo ao longo dos tempos. Após adotar oficialmente a cor vermelha, o logotipo da marca passou por pequenas atualizações em relação à tipografia de letra. Além disso, um retângulo estilizado passou a fazer parte do logotipo. O atual logotipo da marca tem uma tipografia de letra levemente alterada.


O tradicional símbolo do F dentro de um triângulo também passou por remodelações ao longo dos anos.


Os slogans 
Whatever you drive, drive a Firestone. (2012) 
Together. (2012) 
A tradition of innovation. (2006) 
The experience you want. (2006) 
We knows our roads. (2004) 
Nobody covers you better. 
Drive with confidence. 
Tyres. What we do best. 
Where the rubber meets the road. (década de 1960)
Better rubber from start to finish. (1957)
The mark of quality. (1950) 
Freedom to drive. (Europa, 2015) 
Deixe um Firestone te levar. (Brasil, 2013) 
Uma tradição em inovação. (Brasil) 
A vida roda melhor num Firestone. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 3 de agosto de 1900 
● Fundador: Harvey Samuel Firestone 
● Sede mundial: Nashville, Tennessee, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Bridgestone Corporation 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● CEO: Gary Garfield 
● Faturamento: US$ 2.8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 20 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 55.000 
● Segmento: Pneumático 
● Principais produtos: Pneus para carros, tratores e caminhões 
● Concorrentes diretos: Goodyear, Michelin, Continental, Dunlop, Toyo, Yokohama, BFGoodrich e Pirelli 
● Slogan: Whatever you drive, drive a Firestone. 
● Website: www.firestone.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a marca FIRESTONE pertence à Bridgestone, maior produtora de pneus do mundo, que comercializa mais de 8 mil tipos de pneus, dos mais variados modelos e tamanhos, para carros de passeio, veículos comerciais leves, caminhões, ônibus, tratores e motocicletas. A marca está presente em importantes mercados mundiais como Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina, Colômbia, México e Chile. A evolução tecnológica da FIRESTONE tem o respaldo de centros técnicos de excelência, instalados em pontos estratégicos: Brasil, Estados Unidos, Itália, Japão e China. A FIRESTONE possui na América mais de 12 mil pontos de vendas que incluem lojas especializadas, revendedores autorizados e lojas próprias. 

Você sabia? 
A FIRESTONE tem forte presença nos Estados Unidos e Canadá com a produção de pneus para máquinas agrícolas. Essa divisão, chamada FIRESTONE FARM TIRES, utiliza o slogan “The leader in the field”
Seguindo sua história de inovação a FIRESTONE forneceu os primeiros pneus slick para as equipes Lotus e March disputarem o GP de Mônaco de F1 no ano de 1971. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/4/2016