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5.5.20

YONEX


Quando se fala em esportes de raquete, quer seja tênis, badminton ou squash, uma marca é presença constante nas mãos de grandes atletas: a japonesa YONEX. Sinônimo de qualidade e alta tecnologia, a marca oferece sempre os melhores equipamentos para que atletas possam jogar constantemente em alto desempenho. 

A história 
Tudo começou no mês de abril de 1946 quando o jovem Minoru Yoneyama, recém-saído do serviço militar, utilizou um único motor herdado de seu pai para iniciar uma modesta empresa para produzir flutuadores (boias) de madeira para redes de pesca recreativa e rolhas para garrafas de saquê. Nesta época o Japão passava por uma reconstrução devido a Segunda Guerra Mundial, e o pequeno negócio na cidade Nagaoka prosperou devido à popularidade da pesca de salmão. Mas com o advento dos flutuadores de plástico e redes de pesca de náilon, a empresa rapidamente se viu em dificuldades e Minoru Yoneyama começou a procurar novos produtos para fabricar. Ele acreditava que seu negócio estava ficando desatualizado em termos tecnologia e, portanto, precisava lançar algo novo no mercado. Ele então se concentrou em um esporte que estava crescendo rapidamente no Japão pós-guerra: o badminton. Como Minoru cresceu em uma cidade fria do interior, ele resolveu focar seus esforços em um esporte que as pessoas podiam praticar em ambientes fechados. E com anos aprimorando a técnica de fabricação de itens de madeira, a empresa começou a produzir raquetes de badminton em 1957. Inicialmente a Yoneyama Company fabricava essas raquetes de madeira para a empresa esportiva Sanbata.


Em 1961 com a falência da Sanbata, a empresa resolveu lançar as raquetes de badminton com a marca YONEYAMA. Rapidamente as raquetes da marca foram adotadas por jogadores de uma das principais ligas universitárias japonesas. Era o começou do sucesso e domínio nesse esporte. Pouco depois, em 1963, a fábrica de raquetes da empresa foi incendiada, mas Minoru conseguiu reconstruí-la e retomou a produção em apenas três dias. Foi um sucesso de relações públicas e a empresa conquistou imensa confiança dos clientes e rapidamente se tornou a marca número 1 de badminton no Japão. Neste mesmo ano a empresa começou a vender seus produtos nos Estados Unidos e na Europa. Em 1967, seguindo uma sugestão de um projeto de torneira de gás, a empresa começou a desenvolver a junta em T que unia estrutura e eixo da raquete. E com essa nova junta em T criou a primeira raquete de badminton feita em alumínio do Japão: a B-7000 Alumina Ace, uma revolução no esporte.


Em 1969 a empresa deu os primeiros passos no mundo do tênis com o lançamento da primeira raquete de alumínio. Essa raquete, batizada de T-7000, recebeu excelentes críticas na Itália, França e Alemanha. Porém, enquanto a raquete se tornou popular no oriente, seu design era incompatível com a força de um ocidental, e muitas delas quebravam. Para resolver este problema a empresa criou o sistema de eixos OPS e, apenas três meses depois, lançou a nova raquete aprimorada. Em 1971 a empresa lançou esta raquete de alumínio no maior mercado mundial de tênis, os Estados Unidos. Pouco depois, em 1973, além de ampliar seu portfólio de produtos com o lançamento das raquetes para a prática do soft tênis (tem regras iguais ao do tênis convencional, porém disputado com bolas mais leves e de baixa pressurização, mais lentas), a empresa assinou contrato de patrocínio com Rudy Hartono, oito vezes campeão do All England Open, mais prestigiado torneio de badminton do mundo. Enquanto ampliava sua presença internacional, diretores da empresa consideravam o nome YONEYAMA muito longo e difícil de pronunciar. Foi então que a empresa decidiu mudá-lo, omitindo o japonês “Yama” e substituindo-o pela letra X, surgindo assim a marca YONEX. Foi neste mesmo ano que a empresa iniciou a produção de raquetes de tênis em madeira, oferecendo assim mais opções aos jogadores e praticantes do esporte. Além disso, assinou contrato de patrocínio com o vencedor tenista australiano Tony Roche.


Ainda na década de 1970 a YONEX continuou ampliando sua linha de produtos e utilizando materiais inovadores em sua confecção, como por exemplo, a raquete de tênis CARBONEX (1977), a primeira que utilizava carbono fundido com fibra de vidro; ou a primeira raquete de badminton com peso inferior a 100 g (1978). As raquetes de tênis YONEX eram tão avançadas tecnologicamente que receberam o reconhecimento oficial da USPTA (United States Professional Tennis Association). A década seguinte começou com grandes inovações em relação à tecnologia e design com o lançamento da primeira raquete de tênis a apresentar o inovador quadro ISOMETRIC (em forma de quadrado). Além disso, a empresa investiu muito dinheiro para cada vez mais associar a marca YONEX a grandes tenistas e fechou contrato de patrocínio com as americanas Billie Jean King e Martina Navratilova e a australiana Dianne Fromholtz (Austrália). Pouco depois, em 1982, a marca ingressou em outro esporte bastante popular entre os japoneses, o golfe, com o lançamento de seus primeiros tacos, que misturavam madeira com grafite de carbono. E o ano ainda reservou outra grande notícia para a marca: a tenista Martina Navratilova venceu o torneio de Roland Garros com a recém-lançada raquete YONEX R-7.


Em 1983 a marca lançaria outro grande sucesso de vendas: YONEX R-22, raquete de carbono de tamanho médio e grande. No ano seguinte, com o objetivo de ganhar ainda mais reconhecimento internacional, a YONEX se tornou a patrocinadora principal do prestigiado All England Open Badminton Championships, lendário torneio cuja história remonta a 1899. Até os dias de hoje a YONEX mantém esse patrocínio, um dos mais duradouros do esporte no Reino Unido. Em relação às inovações, a marca apresentou em 1987 a primeira raquete de tênis com I.P.S. (sistema que otimiza o momento de inércia da raquete, reduzindo a resistência da aceleração do swing, e aumentando a estabilidade geral do aro). Dois anos mais tarde a marca lançou a linha de tacos de golfe A.D.X., que apresentava a primeira cabeça de corpo largo do segmento. Este taco deu aos golfistas tamanha potência que ainda neste ano foi quebrado o recorde mundial ao atingir 412 jardas em uma tacada. A década de 1990 começou com a tenista Monica Seles assinando contrato de patrocínio com a YONEX. Pouco depois, em 1992, lançou a primeira raquete de badminton da história com formato de cabeça ISOMETRIC (quadrado). No ano de 1995 a YONEX ampliou sua participação nos esportes ao lançar a primeira prancha de snowboard com infusão de carbono do mundo. Além disso, lançou o taco de golfe REX KING TITAN, que misturava madeira com titânio.


Em 1996 a supremacia mundial da YONEX no badminton era tamanha que 23 dos 24 medalhistas do esporte nas Olimpíadas de Atlanta competiam com equipamentos da marca. A YONEX também apresentou novidades no golfe: SUPER A.D.X., taco de golfe feminino com a face de aço mais fina e eixo de grafite mais leve do segmento; e o Super A.D.X. Titânio, o primeiro taco de golfe feito de metal. No restante da década, uma jovem tenista chamada Martina Hingis e o tenista chileno Marcelo Ríos popularizaram ainda mais a marca YONEX dentro das principais quadras de tênis do mundo. Em 2000 a marca ingressou no segmento de calçados esportivos com o lançamento do POWER CUSHION, tênis para caminhada que combinava tecnologia de absorção de choque com poder repulsivo. Os testes provaram que um ovo atirado de sete metros sobre a almofada de absorção utilizada no tênis retornaria quatro metros sem quebrar. A YONEX passou a vender seus produtos no enorme mercado chinês em 2002.


Em 2009 lançou seus primeiros tênis para a prática de corridas, ingressando assim em um segmento altamente competitivo. Pouco depois, em 2011, ingressou no segmento do futebol onde se tornou fornecedora oficial de uniformes da equipe do Kashiwa Reysol. No ano seguinte a YONEX investiu ainda mais em marketing e assinou com o tenista suíço Stan Wawrinka que passou a utilizar raquetes, tênis, roupas e raqueteiras da marca japonesa. Em 2013 a marca deu continuidade no seu poder de inovação no badminton ao lançar a raquete NANORAY Z-SPEED, que quebrou o recorde mundial ao rebater uma peteca a 493 km/h. E, em 2014, ingressou em mais uma categoria esportiva ao lançar o CARBONEX, um quadro de bicicleta ultraleve para a prática do ciclismo. O YONEX SHOWROOM AKIHABARA foi inaugurado em 2015 como um espaço para consumidores e atletas de todo o mundo possam aprender mais e testar os novos produtos da marca.


Em 2016 a marca lançou no mercado um de seus maiores sucessos, a raquete YONEX Vcore SV 98, ideal para tenistas de swing longo com batidas relativamente fortes, que prefiram um bom equilíbrio entre potência e controle (sem peso demasiadamente alto). Consagrada mundialmente para jogadores da linha de base, sua nova tecnologia oferece maior firmeza e precisão ainda assim combinando respostas mais rápidas além de um sweetspot muito mais amplo, possibilitando que o tenista tenha bom aproveitamento em batidas fora do centro. Tudo isso com o mínimo possível de vibrações. Outro sucesso da marca é a raquete YONEX EZONE 98, que não só oferece precisão e rotação impressionante, mas também tem melhor toque e sensação do que muitas das suas concorrentes. A YONEX também oferece tecnologias inovadoras em suas raquetes: Black Micro Core (reduz a vibração da raquete através de partículas elásticas de carbono), 3D Vector Shaft (pequenos sulcos no coração da raquete que proporcionam potência nos golpes), New Aero Fin (melhora a qualidade do “spin” diminuindo a resistência do ar), Super Cushion Grip (aumenta o amortecimento e impacto dos golpes, protegendo contra lesões) e Liner Tech (reduz a fricção das cordas no aro para maior conforto e potência).


Atualmente a marca YONEX patrocina grandes tenistas como Stan Wawrinka, Nick Kyrgios, Denis Shapovalov, Naomi Osaka e Angelique Kerber, além de grandes jogadores de badminton e golfistas, especialmente japoneses. A marca também patrocina importantes torneios de badminton, sendo parceira da Federação Mundial de Badminton, que organiza os campeonatos mundiais. Além disso, a YONEX mantém um time de encordoadores através de uma rede global de profissionais reconhecidos mundialmente por serem os melhores e mais técnicos em atividade. Fornecendo atendimentos para amadores e profissionais buscando o melhor desempenho possível, a equipe é conhecida por sua experiência e técnica de classe mundial. Esse time pode ser encontrado em todo o circuito do tênis e do badminton bem como nos principais eventos ao redor do mundo, fornecendo suporte e a precisão nos encordoamentos com um excepcional serviço ao cliente para os melhores jogadores do mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Em 1973 foi criado o tradicional logotipo com o duplo Y, que combinava o sobrenome do fundador (Yoneyama) e a palavra juventude (Youth, em inglês). Além disso, foi apresentada as combinações de cores azul e verde, que rapidamente se tornou familiar nas quadras de badminton e tênis em todo o mundo. As novas cores tinham um significado: o céu azul e a grama verde se unem para criar o cenário esportivo perfeito. Um ano depois a marca oficialmente adotou o nome YONEX. Em 1978 o duplo Y ganhou um novo design e uma tipografia de letra ligeiramente modificada foi adotada. Duas décadas mais tarde, em 1998, o atual logotipo da YONEX foi adotado. Novamente o design do duplo Y foi modernizado.


Os slogans 
Far beyond ordinary. 
The Challenge to the Change. 
The Challenge to Reach No.1. 
One hundred and ten percent.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1946 
● Fundador: Minoru Yoneyama 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Yonex Co. Ltd. 
● Capital aberto: Sim (1994)
● Chairman: Ben Yoneyama 
● Presidente: Kusaki Hayashida 
● Faturamento: US$ 551.1 milhões (2019) 
● Lucro: US$ 15.5 milhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 390 milhões (maio/2020) 
● Presença global: 85 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.800 
● Segmento: Materiais esportivos 
● Principais produtos: Raquetes, bolas, calçados, roupas e tacos de golfe 
● Concorrentes diretos: Head, Dunlop, Babolat, Wilson, Mizuno, Prince, Slazenger, Nike, ProKennex, Victor e Carlton 
● Ícones: O duplo Y estilizado 
● Slogan: Far beyond ordinary. 
● Website: www.yonexbrasil.com.br 

A marca no mundo 
A YONEX, uma das marcas especializadas em esportes de raquete de maior tradição e cujo faturamento anual é superior a US$ 551 milhões (dados de 2019), vende seus produtos em mais de 85 países ao redor do mundo, com enorme presença no continente asiático. A empresa oferece equipamentos para badminton, golfe e tênis, como raquetes, petecas, bolas de tênis, tacos de golfe, calçados e vestuário, além de acessórios como cordas, overgrips, tornozeleiras, raqueteiras e malas. 

Você sabia? 
Mais de 80% dos grandes jogadores profissionais de badminton usam raquetes da marca japonesa. 
O fundador da YONEX, Minoru Yoneyama, faleceu no dia 11 de novembro de 2019 em um hospital em Niigata, aos 95 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/5/2020

8.10.19

ANA - ALL NIPPON AIRWAYS


A típica e atenciosa hospitalidade japonesa nos ares. Serviços de excepcional qualidade, comissários atenciosos e gentis, além de uma moderna frota, pontualidade e muita segurança em voo. Sem nenhuma surpresa, para uma companhia aérea japonesa, a ANA (All Nippon Airways) é conhecida por serviços, amenidades e comida de primeira qualidade, transportando confortavelmente milhões de passageiros pelo mundo afora. Tudo amparado pela filosofia de seu slogan “Inspiration of Japan” (em português “Inspiração do Japão”). 

A história 
Tudo começou no dia 27 de dezembro de 1952 quando Masuichi Midoro fundou a Nippon Helicopter and Aeroplane Transports Company, o que só foi possível graças à entrada em vigor do Tratado de Paz de San Francisco em abril deste ano, que finalizou oficialmente a Segunda Guerra Mundial e a ocupação americana no Japão e levou o governo do país a aprovar uma nova lei que permitia a fundação de companhias aéreas privadas, administradas pela JDAC (órgão regulador do setor de transporte aéreo no Japão). A nova companhia iniciou suas operações no mês de fevereiro de 1953 com apenas dois helicópteros e 28 funcionários. Em dezembro deste ano teve início o transporte de cargas em uma aeronave De Havilland Dove na disputada rota Tóquio-Osaka, no que foi então o primeiro voo comercial operado por um piloto japonês desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, as operações eram limitadas ao transporte de cargas, com o transporte de passageiros sendo iniciado no ano seguinte também entre Tóquio e Osaka. Nos cinco anos seguintes, a Nippon Helicopter vivenciou um período de grande sucesso, com a expansão de suas malhas aéreas de leste a oeste do país, concentrando suas atividades nas duas maiores cidades japonesas: Tóquio e Osaka. No final de 1956, a Nippon Helicopter e a Far East Airlines concordaram em se fundir dando origem à maior companhia aérea privada do Japão. Essa nova companhia aérea foi nomeada de All Nippon Airways Company, em dezembro de 1957. Pouco depois, em 1958, os uniformes da tripulação foram redesenhados e padronizados, e a ANA (como ficou conhecida a All Nippon Airways) rapidamente provou ser um forte competidor nas rotas domésticas.


A próxima década começou com um novo presidente, Kaheito Okazaki, cujo primeiro ato foi incorporar a Fujita Airways em 1963. Dois anos mais tarde, a ANA ingressou oficialmente na “Era dos Jatos”, adquirindo três aeronaves Boeing 727 para os voos charters entre as cidades de Tóquio e Sapporo. Nesta época, o Japão tinha acabado de inaugurar o famoso trem-bala entre Tóquio, Osaka e outras cidades, oferecendo uma forma alternativa e mais econômica de transporte entre as maiores cidades do país. Além disso, a economia japonesa crescia explosivamente, com o uso cada vez maior do automóvel como meio de transporte o que levou a ANA a identificar que competia não somente com as outras companhias aéreas, mas também com trens e automóveis, e a iniciar um programa de aumento não apenas do tamanho, mas também do número de aeronaves de sua frota. Foi então que a ANA começou a vislumbrar a possibilidade de iniciar operações em rotas internacionais, e formou um departamento com a tarefa específica de preparar a companhia para uma eventual estreia no mercado aéreo internacional.


O início do serviço regular internacional começou no dia 21 de fevereiro de 1971, quando a ANA operou um voo charter para Hong Kong através de um Boeing 727 em sua primeira incursão ao mercado internacional. Pouco depois, em 1973, após 20 anos de operações, atingiu a marca de 50 milhões de passageiros transportados. Ainda este ano, iniciou uma estratégia de diversificação, cujo objetivo era explorar o crescente mercado de turismo no Japão e fundou a ANA Enterprises para administrar hotéis em todo o país e aumentar a lucratividade da empresa. Em 1974, outra subsidiária foi formada: Air Nippon, companhia aérea cujo objetivo era atender destinos regionais com aeronaves menores e com isso ligar várias ilhas e cidades mais remotas à malha aérea da ANA. Nesta época, a companhia aérea já possuía a maior malha aérea doméstica do Japão, e procurava expandi-la ainda mais. Pouco depois, em 1978, a companhia aérea adicionou a sua frota os primeiros Boeing 747-200, utilizados nas rotas Tóquio-Sapporo e Tóquio-Fukuoka.


No início da década de 1980, a ANA já era a sexta maior companhia aérea do mundo, embora fosse pouco conhecida fora do Japão, com suas operações internacionais limitadas a voos charters dentro do continente asiático. Nesta época, o governo japonês preparava a desregulamentação do mercado de transporte aéreo internacional, em parte devido à pressão internacional e devido à necessidade de um maior número de voos. Finalmente a ANA conseguiu a permissão para competir nas rotas internacionais. A companhia área estava muito bem estruturada para isto e iniciou o serviço de cargas em 1985 e o transporte de passageiros no dia 3 de março de 1986, primeiramente com voos para Guam e logo depois para as cidades de Washington e Los Angeles, tornando-se a única companhia aérea a operar voos entre os Estados Unidos e as principais cidades japonesas. Essa expansão aconteceu juntamente com uma grande campanha publicitária e a mudança do logotipo da marca para a já familiar identidade visual com letras azuis na cauda de cada aeronave.


Com o firme propósito de crescer moderadamente no mercado doméstico, a ANA iniciou uma grande expansão de suas rotas internacionais, uma vez que a demanda crescia exponencialmente e os investimentos internacionais aumentavam na mesma proporção. Também para atender a esta grande demanda, a companhia aérea passou a utilizar o sistema computadorizado de reservas e emissões de cartões de embarque. Dentro deste planejamento, aumentou suas rotas gradualmente com a inauguração de voos para Beijing, Dalian, Hong Kong e Sidney 1987; para Seul em 1988; para Londres e Saipan em 1989; Paris em 1990 e Nova York em 1991. Esta expansão, embora meticulosamente planejada, demandava um enorme esforço logístico, o que levou a empresa a abrir seu capital na Bolsa de Valores de Londres e Frankfurt, em 1991, cujo objetivo era gerar fundos para a execução do plano de expansão. Treinamento e recrutamento eram tão enfatizados, que uma pesquisa com universitários na época revelou que a ANA era a empresa mais popular entre jovens recém-formados nas universidades. Nesta época, a ANA era a maior companhia aérea do Japão e a oitava maior do mundo, operando em mais de 30 cidades dentro do Japão e 19 em outros países, com aproximadamente 500 voos diários. Além disso, a tradicional revista Air Transport World nomeou a ANA como “Companhia Aérea do Ano”, pelo alto padrão de seus serviços.


Apesar do enorme sucesso, os anos de 1992 a 1994 foram financeiramente difíceis não somente para a ANA, mas para as companhias aéreas japonesas em geral, com demissões e corte de despesas e investimentos, levando, em 1994, ao anúncio de seu primeiro balanço negativo em 27 anos. Assim, desenvolveu-se um plano de recuperação, que vislumbrava um aumento de 30% nos negócios internacionais, o que levou a companhia aérea a adquirir novos Boeing 777 e Airbus A321 para atender a nova demanda deste projeto. Em setembro de 1994, iniciou voos para a Coréia do Sul, Singapura, China, Hong Kong e Austrália a partir do novo Aeroporto Internacional de Osaka. Em contra partida, o tráfego aéreo doméstico, que correspondia a ¾ do faturamento da ANA, continuava em declínio. Como reação, lançou em 1995 a “Hayawari”, que oferecia passagens aéreas mais baratas do que as tarifas do trem-bala para bilhetes adquiridos com determinada antecedência. Mesmo com as dificuldades, a ANA continuou a expandir suas operações internacionais. Em 1996, dando continuidade a sua história de inovação no setor, a ANA foi uma das primeiras companhias aéreas a introduzir assentos totalmente reclináveis (180 graus) na Primeira Classe. No final desta década, a domínio da ANA no mercado doméstico japonês estava ameaçado pela baixa demanda e competição pesada das novas companhias domésticas, o que levou a empresa a cortar rotas, reduzir o tamanho das aeronaves que operavam esses voos e diminuir em até 25% os salários dos funcionários. Este corte provocou uma greve de duas semanas dos pilotos, que custou a ANA US$ 12.5 milhões.


Em abril de 2002, a ANA celebrou os 50 anos da sua fundação e apresentou a cadeira “Easy Sleeper” e também a nova classe Economy Premium (novo nível de classe de serviço para voos de longa distância). A ANA sempre foi uma cliente fiel da Boeing e, em 2004, quando começou a renovar sua frota, encomendou 50 unidades do Boeing 787 Deamliner, em uma transação de US$ 6 bilhões, a maior encomenda de uma única companhia aérea em toda a história da Boeing. Em 2009, a ANA apresentou o novo design de suas cabines, batizado de “Inspiration of Japan”, que incluía assentos de classe executiva com cama deitada, assentos de suíte de primeira classe quase fechados, um novo sistema de entretenimento de bordo (com conectividade de iPod, compras no assento e pedidos de refeições, além de consoles com tela de toque), além de melhorias no serviço de bordo. Em 2019, a ANA recebeu seu primeiro Boeing 787-10, o maior membro da família Dreamliner. Com a chegada do novo jato de fuselagem larga, tornou-se a primeira companhia aérea na região Ásia-Pacífico a operar com todos os jatos da família 787. Toda essa rica história tornou o nome “ANA - All Nippon Airways”, uma marca que é sinônimo de qualidade e comprometimento no mundo todo. E por isso, em 2019, a ANA foi considerada a terceira melhor companhia aérea do planeta pela Skytrax World Airline Awards, considerado o Oscar da aviação mundial.


Os aviões temáticos 
A ANA tem uma moderna frota de 237 aeronaves. Além disso, é cliente de lançamento e o maior operador do Boeing 787 Dreamliner no mundo (com 36 aeronaves). Isto porque, em 2011, a empresa se tornou a primeira do mundo a receber um Boeing 787-8. A companhia aérea também ficou conhecida e popular pelas pinturas especiais e temáticas de algumas de suas aeronaves. Por exemplo, desde 1998 a ANA já possuiu 8 aeronaves (batizadas de Pokemon Jets), que coloriram os céus do mundo com desenhos do Pikachu e sua animada turma. Um destaque de todos esses jatos residia no fato de proverem aos passageiros uma experiência completa. O interior das aeronaves (entretenimento a bordo, necessaires, carrinhos de alimentos, suportes de bagagem) e o uniforme da tripulação eram customizados com temas do desenho. A companhia aérea também já decorou um Boeing 767-300 para ficar parecido com um urso panda em celebração aos 20 anos de voos para a China.


E não parou por aí. A ANA possui quatro aviões temáticos da série Star Wars com pinturas que remete às formas e cores de personagens carismáticos como C3PO, R2-D2 ou robô BB-8. Os interiores das aeronaves também receberam decoração e itens comemorativos a série, como copos, assentos e até os uniformes dos comissários de bordo alusivos a cada personagem. Além disso, em 2019, ao receber sua primeira aeronave Airbus A380 apresentou uma nova pintura com figuras de tartarugas marinhas na cor azul-clara, uma homenagem a Honolulu (no Havaí), rota em que seria utilizada. Uma segunda aeronave foi pintada com o mesmo tema na cor verde-clara, em homenagem a tartaruga-verde, conhecida como Hawaiian Green Sea Turtle ou apenas Honu. Uma terceira aeronave temática, na cor laranja, passará também a integrar a frota da ANA.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente, e se tornando um grande exemplo de branding. A identidade visual original, adotada em 1958, quando a companhia aérea adotou oficialmente o nome de All Nippon Airways, era redonda e utilizava as cores branco e vermelho (as mesmas da bandeira do Japão). Somente em 1982, a marca adotou a abreviatura ANA, que apareceu em seu logotipo totalmente remodelado pela primeira vez, com as tradicionais listras azul clara e escura (chamadas de Triton Blue). Esse logotipo ainda apresentava o nome da marca por extenso e também escrito em japonês. Pouco depois, em 1986, a identidade visual foi simplificada, com diminuição e novo posicionamento das listras (agora ao lado direito do nome ANA).


Em 2002, o logotipo passou a utilizar somente a palavra ANA, sem o nome por extenso escrito. Em 2010, a identidade visual ganhou o slogan “Inspiration of Japan”.


A pintura de suas aeronaves também acompanhou a evolução da identidade visual da marca. A pintura original das aeronaves utilizava uma listra de cor azul bem clara na fuselagem branca, com a cauda da mesma cor e o logotipo oval com predominância da cor vermelha. Já a pintura atual tem uma fuselagem branca e cinza, com uma faixa azul pintada sob as janelas. O logotipo da ANA e seu slogan “Inspiration of Japan” são pintados acima das janelas. A cauda é pintada de azul com a palavra ANA de lado.


Os slogans 
Inspiration of Japan. (2010) 
Excellence in Flight. 
We fly 1st. 
Japan’s best to the world. (2000) 
We do More. (1996)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 27 de dezembro de 1952 
● Fundador: Masuichi Midoro 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: ANA Holdings Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Shinichiro Ito 
● CEO: Yuji Hirako 
● Faturamento: US$ 18.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 237 aviões 
● Destinos: 195 
● Passageiros transportados: 50 milhões (estimado) 
● Hub principal: Narita e Haneda International Airport 
● Presença global: 23 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 39.000 (ANA Holdings) 
● Segmento: Aviação 
● Principais produtos: Aviação comercial e cargueira 
● Concorrentes diretos: Japan Airlines, Singapore Airlines, Cathay Pacific, Thai Airways, Eva Air, Garuda Indonesia, Air New Zealand, Air India, Qantas Airways, Asiana, Airlines, Air China e China Southern Airlines 
● Slogan: Inspiration of Japan. 
● Website: www.ana.co.jp 

A marca no mundo 
Atualmente a ANA, maior companhia aérea do Japão em relação à passageiros transportados e faturamento, possui uma moderna frota de 237 aviões que voam para aproximadamente 200 destinos em 23 países (85 rotas internacionais e mais de 110 rotas domésticas), realizando 1.210 voos por dia. Transportando mais de 50 milhões de passageiros por ano, a companhia área também atua fortemente no segmento de cargas com a ANA CARGO. A companhia aérea oferece um modelo único de hub duplo que permite aos passageiros viajarem para Tóquio e se conectarem através dos dois aeroportos na região metropolitana da cidade, Narita e Haneda, a vários destinos em todo o Japão, e também oferece conexões no mesmo dia entre várias cidades da América do Norte, Ásia e China. O programa de passageiro frequente, ANA Mileage Club, possui mais de 30 milhões de membros. 

Você sabia? 
A ANA recebe a respeitada classificação de 5 estrelas todos os anos desde 2013 pela Skytrax. É a única companhia aérea japonesa a ganhar essa prestigiada designação por sete anos seguidos. Além disso, a ANA foi reconhecida pela Air Transport World como “Companhia aérea do ano” três vezes nos últimos 10 anos (2007, 2013 e 2018), tornando-se uma das poucas companhias aéreas que conquistaram este prestigiado prêmio por várias vezes. 
Desde fevereiro de 2010, a ANA oferece banheiros exclusivos para mulheres em voos internacionais. O primeiro Boeing 787 que a companhia aérea recebeu possuía bidê nos lavatórios da classe econômica e executiva. 
O anagrama de “Nippon Helicopter” deu origem ao atual código IATA da ANA: NH. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/10/2019

4.12.17

ACURA


Automóveis de luxo baseados no design, na inovação e no máximo desempenho. Assim pode ser definida a marca japonesa ACURA, que por mais de três décadas tem como obsessão elevar a experiência de dirigir a um patamar excepcional, sempre prezando pela segurança e performance. 

A história 
Da mesma forma que as montadoras americanas ofereciam, havia décadas, versões mais luxuosas do mesmo projeto de automóvel, a indústria automobilística japonesa enxergou nessa diversificação uma boa estratégia para o enorme e voraz mercado americano na década de 1980. Com isso, a montadora Honda, fundada em 1948 por Soichiro Honda, criou a ACURA (pronuncia-se É-kiu-ra), como uma resposta à criação da Lexus (pela Toyota em 1983) e da Infiniti (pela Nissan em 1985), para o desenvolvimento de automóveis de luxo direcionados originalmente ao mercado americano. Em menos de um ano, após longas pesquisas de mercado, os dedicados engenheiros japoneses da Honda definiram como seriam os primeiros automóveis da marca ACURA. Mesmo tendo sido a última das três marcas japonesas a ser criada a ACURA foi a primeira a apresentar automóveis ao mercado americano e canadense no dia 27 de março de 1986, através da inauguração de 60 concessionárias em 18 estados. A nova marca disponibilizou ao público dois modelos: o sedã de luxo LEGEND e o compacto INTEGRA. O Legend era oferecido inicialmente na versão sedã (4.8m de comprimento), disponibilizando o modelo cupê (4.7m) no ano seguinte. Baseado no Honda Civic, em termos de mecânica e plataforma, o Integra foi oferecido com motores 1.5L e 1.6L, nas versões sedã (cinco portas) e hatchback (três portas).


Um ano depois do lançamento, a ACURA já tinha o modelo de luxo importado mais vendido dos Estados Unidos. Foram comercializadas 109 mil unidades do Legend e 55 mil do Integra. Com apenas quatro anos de mercado, em 1990, a ACURA apresentou ao público um verdadeiro ícone no segmento de automóveis superesportivos: o NSX, primeiro automóvel do mundo a ser produzido em monobloco de alumínio, o que proporcionou uma redução de 40% em relação ao peso de um similar em aço. Feito para duas pessoas, e inspirado no caça F-16, privilegiava a visibilidade e tinha linhas agressivas, faróis escamoteáveis, além de grandes tomadas de ar laterais. Já o motor era um três litros de aspiração natural, sem turbo ou compressor e produzia 273 cv. Com esse motor, o NSX chegava aos 270 km/h e tinha uma aceleração de zero a 100 km/h em 5.6 segundos, e – era a resposta da para os superesportivos italianos e alemães da época. Os números eram equivalentes aos do Porsche 911 e da Ferrari 348. O NSX só receberia maiores atualizações estéticas em 2002: perderia seus faróis escamoteáveis e ganharia rodas de 17 polegadas nos dois eixos. As características mecânicas e de desempenho permaneceriam as mesmas, exceto na versão NSX-R, que abria mão de certos itens de conveniência, como o ar-condicionado, para reduzir o peso.


A segunda geração do Integra foi lançada também em 1990 e introduziu importantes avanços para a categoria, como freios ABS e duplo air-bag, bem como o comando variável de admissão VTEC, proporcionando melhor performance sem aumento do consumo de combustível. Em 1991 a marca lançou seus veículos em Hong Kong, iniciando assim uma tímida expansão internacional. E no ano seguinte ampliou sua oferta para o mercado americano com o modelo VIGOR, baseado no Honda Accord, porém com mais equipamentos de série. Pouco depois, em 1995, a ACURA ingressou em um novo segmento ao lançar seu primeiro veículo utilitário, o SLX, de porte médio e baseado no Suzuki Tropper, que oferecia motores a diesel e gasolina. A primeira geração do ACURA RL, lançada em 1996, era uma versão rebatizada da terceira geração do Legend.


Embora as vendas tenham diminuído a partir de meados dos anos de 1990, a marca experimentou um ressurgimento no início da década de 2000, principalmente devido a mudanças drásticas no design e a apresentações de novos modelos. Primeiro, em 2000, a ACURA ingressou em uma nova categoria de mercado com o lançamento da MDX, primeiro utilitário esportivo de grande porte da marca. A ampliação da linha de modelos ainda incluiu o TSX (2004), um sedã médio. Após se firmar no mercado americano e canadense, a ACURA partiu para novos horizontes, e estabeleceu-se no México em 2004, na China em 2006 e no Japão em 2008. Neste período a ACURA ampliou sua gama de veículos com o lançamento do RDX (2006), um utilitário esportivo compacto. A partir de 2009 a ACURA iniciou o lançamento de novos modelos como o ZDX (2009), um crossover de porte médio; o TSX Sport Wagon (2010), primeira perua da marca japonesa; o ILX (2012), um sedã compacto; o RLX (2013), um sedã de grande porte e o mais luxuoso da linha; e o TLX (2014), um sedã de médio porte. Nos últimos anos a ACURA ingressou em novos mercados como a Rússia em 2014 (saiu dois anos depois devido às fracas vendas) e Kuwait (2015).


Depois de um hiato de mais de 10 anos sem ser produzido, em 2016 a ACURA apresentou a nova geração do NSX, um dos mais lendários esportivos da Terra do Sol Nascente. A nova geração tem um motor V6 biturbo de 3.5 litros montado à mão, em um processo que leva mais de seis horas, além de tração integral. A parte aerodinâmica faz com que o novo NSX seja totalmente diferente do seu precursor: ele é mais sutil, aparenta ser mais compacto, mas ainda assim demonstra ter personalidade. O desenho do carro foi pensado para complementar a performance e também contribuir para a dinâmica térmica do veículo – tudo sem perder o estilo. O modelo é fabricado no estado de Ohio, sendo o carro mais caro já fabricado nos Estados Unidos, desbancando o Dodge Viper. No mercado americano, a versão de entrada custa US$ 156 mil, enquanto o top de linha chega a US$ 220 mil.


Em 2016 a ACURA celebrou os 10 anos de sua chegada à China e para comemorar a ocasião, decidiu apostar ainda mais forte no gigante asiático. Uma das principais apostas é o CDX, o primeiro veículo da marca fabricado localmente e desenvolvido principalmente pensando nos gostos dos consumidores chineses. O veículo apresenta um tamanho muito similar ao do Honda HR-V (utilitário compacto) embora seja um pouco mais comprido e largo e seu enfoque seja claramente premium, como toda a linha da ACURA. Em relação ao design chama a atenção a grade pentagonal e um logotipo de grandes dimensões, assim como o design dos faróis dianteiros e lanternas traseiras com tecnologia LED.


A inovação 
A ACURA sempre foi inovadora no segmento de veículos luxuosos, sendo pioneira em várias novidades. Foi pioneira ao incorporar motores multi-válvulas no ano de 1986. Também foi a primeira no mundo a oferecer navegação no painel. Em seguida, também apresentando tráfego em tempo real no painel. Depois de estrear no modelo RL de 1997, o navegador de tela central no painel tornou-se padrão em todos os modelos da marca. Já o MDX foi o primeiro veículo de sete passageiros com três fileiras de banco. Já a indústria automobilística teve que se familiarizar com o termo “vetor de torque” para descrever o que fazia o Super Handling All-Wheel Drive (SH-AWD), que apareceu pela primeira vez no modelo RL em 2004, e tornou-se uma assinatura da ACURA para toda sua linha. O SH-AWD é um sistema de tração integral que opera com repartição de torque desigual entre as rodas do mesmo eixo, a fim de melhorar o comportamento em curvas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma grande remodelação ao longo de sua história. Originalmente na cor vermelha, somente em 1990, a nova identidade visual adotou a cor preta e ganhou um símbolo. Embora pareça uma letra A de ACURA, o principal símbolo da marca, na verdade, é um compasso de espessura, escolhido por representar a precisão extrema. Já a cor branca, utilizada quando o logotipo é aplicado em um fundo preto, denota integridade, pureza e perfeição. A identidade visual da marca pode ser aplicada de duas maneiras: na horizontal com o símbolo à esquerda ou com o símbolo acima do nome da marca.


Os slogans 
Precision Crafted Performance. (2016) 
Made for mankind. (2013) 
Advance. (2006) 
The road will never be the same. 
The True Definition of Luxury. Yours. (1988) 
Precision Crafted Automobiles. (1986)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 27 de março de 1986 
● Fundador: Soichiro Honda 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Acura Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Honda Motor Co., Ltd.) 
● CEO: Jon Ikeda 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Vendas globais: 195.700 unidades (2016) 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Automóveis e utilitários de luxo 
● Concorrentes diretos: Lexus, Infiniti, Cadillac, BMW, Audi, Mercedes-Benz, Volvo, Subaru e Lincoln 
● Slogan: Precision Crafted Performance. 
● Website: www.acura.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca ACURA vende seus luxuosos automóveis e utilitários esportivos em 10 países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, China e México. Em 2016 a marca vendeu globalmente mais de 195 mil veículos, com os Estados Unidos representando 82% deste montante. Somente nos Estados Unidos a ACURA tem aproximadamente 50 concessionárias distribuídas por 37 estados. 


Você sabia? 
Poucos sabem, mas o piloto brasileiro Ayrton Senna contribuiu para o desenvolvimento do projeto base do protótipo NSX em sua fase de teste. Isso se deu durante a parceria feita entre a montadora Honda que se mantinha como fornecedora de motores para equipe McLaren. 
No Brasil, alguns de seus automóveis foram importados de forma independente nos anos de 1990, após o Governo Federal abrir as importações no país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 4/12/2017

15.6.16

YOKOHAMA TYRES


Um compromisso em antecipar e satisfazer as necessidades de milhões de consumidores utilizando as mais avançadas tecnologias em pneus, fazem da YOKOHAMA TYRES, uma das marcas mais respeitadas quando o assunto é confiança, conforto e segurança na condução de veículos. 

A história 
Segunda fabricante de pneus mais antiga do Japão, a YOKOHAMA RUBBER foi fundada no dia 13 de outubro de 1917 no município de Kanagawa como um empreendimento conjunto entre a Yokohama Cable Manufacturing e a americana B.F. Goodrich, que em 1910, inventou pneus com uma vida mais longa através da adição de carbono à borracha. Pouco depois, em 1919, a empresa iniciou a produção de pneus na fábrica de Hiranuma, na cidade de Yokohama. Já em 1921, a empresa demonstrava toda sua inovação com a fabricação do primeiro pneu diagonal do Japão. Somente em 1937 a marca comercial de pneus e produtos industriais foi renomeada para YOKOHAMA TYRES (no caso dos pneus). Nos anos seguintes, apesar de sofrer como todo o Japão em virtude da Segunda Guerra Mundial, a empresa conseguiu expandir sua produção com a inauguração de novas fábricas pelo país.


Apesar de estar intimamente ligada a cidade de Yokohama, a empresa mudou sua sede para Tóquio em 1952 por questões estratégicas. Nos anos seguintes a marca continuou inovando ao lançar o primeiro pneu sem câmara de ar do Japão (1954), o primeiro pneu com borracha sintética (1957) e o primeiro pneu com cabo de náilon do mercado japonês (1958). Finalmente em 1963 o nome da empresa foi alterado para The Yokohama Rubber Co., Ltd. Neste mesmo ano a marca iniciou sua estreita relação com o automobilismo ao iniciar o fornecimento de pneus de competição para a indústria esportiva japonesa. Pouco anos depois, em 1967, a YOKOHAMA TYRES lançou no mercado o pneu radial para automóveis de passageiros, chamado de GT Special, que se tornaria um dos mais vendidos da marca. Em 1969, a empresa, além de inaugurar seu centro de pesquisa, deu um passo importante para sua internacionalização ao estabelecer a YOKOHAMA TIRE CORPORATION como uma subsidiária de vendas na cidade de Los Angeles, ingressando assim no enorme e voraz mercado americano.


A década seguinte começou com um grande lançamento: o primeiro pneu radial de aço para caminhões e ônibus fabricado em território japonês, o Super Steel Series. No restante da década, além de inaugurar novas unidades fabris para atender a alta demanda do mercado, a empresa continuou sua expansão internacional com a criação de subsidiárias em outros países, como por exemplo, em 1976 na Austrália. Além disso, em 1977, a marca desenvolveu o maior pneu OTR do mundo na época, para caminhões de 200 toneladas; e, em 1978, o pneu radial de alta performance para carros de passageiros (ADVAN HF). Pouco depois, em 1981, a YOKOHAMA TYRES resolveu ingressar no varejo com a inauguração da primeira loja franqueada de pneus, chamada Grand Slam, em Tochigi. Ainda neste ano ocorreu o lançamento dos pneus radiais sem câmara para caminhões e ônibus. A empresa resolveu diversificar seu ramo de atuação em 1983, quando ingressou no segmento de artigos esportivos com o lançamento de produtos para golfe, incluindo tacos. Ainda este ano dois fatos importantes ocorreram: a marca forneceu os pneus oficiais para o primeiro Grande Prêmio de Macau de F3 e lançou os pneus especificamente desenvolvidos para rodar na neve.


Sempre em busca de inovação para incorporar a seus produtos, em 1986 a empresa inaugurou uma moderna instalação de testes de pneus, batizada de D-PARC (Campo de Provas e Centro de Pesquisa Daigo). No final desta década, em 1989, ocorreu à abertura do T*MARY (Takasu Motoring and Researching Yard), Centro Especializado de Pesquisas em Condições de Neve e de Baixa Temperatura. Além disso, a marca obteve aprovação técnica pela Porsche para que seus pneus passassem a equipar os veículos da marca alemã. Em 1993 teve início das vendas dos pneus da marca japonesa no Brasil. Em 1995, a YOKOHAMA TYRES, divisão de pneus, tornou-se a primeira fabricante de pneus japonesa a obter o certificado ISO9001. Em 2001, como reconhecimento pela excelência de seus pneus, o Geolandar H/T G038 foi adotado como pneu padrão para o Mercedes-Benz G-Class. Pouco depois, em 2004, o ADVAN SPORT, novo pneu esportivo de alta performance da marca, foi adotado para equipar o Bentley Continental GT. Em 2007, seguindo os altos investimentos em marketing, a YOKOHAMA TYRES começou a fornecer pneus para o FIA World Touring Car Championship (WTCC), o Mundial de Carros de Turismo.


Mais recentemente, a YOKOHAMA TYRES lançou no mercado os pneus ecológicos BluEarth, que carregam em sua essência o conceito global da marca que visa a fabricação de produtos amigáveis ao meio ambiente; e o pneu C.Drive 2, desenvolvido com composto de óleo de laranja com sílica, introduzindo assim uma nova era de pneus ecológicos. Em 2016 a empresa anunciou a aquisição da Alliance Tire Group, fabricante de pneus para máquinas agrícolas e de silvicultura, ingressando assim em um novo segmento de mercado. Atualmente a YOKOHAMA TYRES é uma das marcas japonesas de maior renome mundial, detentora de projetos inovadores e de consciência ecológica presente nas principais montadoras do planeta, como por exemplo, Aston Martin, Audi, Bentley, Lexus, Lotus, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Porsche, entre outras. Alta Performance é a característica dos pneus YOKOHAMA TYRES, atestadas pelas montadoras através dos seus principais modelos de veículos, que são referências dos mais altos níveis de segurança, desempenho, conforto, baixa resistência ao rolamento e tecnologia de ponta.


No segmento de pneus de automóveis a YOKOHAMA TYRES oferece quatro linhas principais: ADVAN, pneus de alto desempenho; BluEarth, pneus ecológicos que reduzem o consumo de combustível; iceGUARD, pneus para climas de inverno; e GEOLANDAR, pneus para veículos utilitários esportivos. Já no segmento comercial (caminhões e ônibus), a marca oferece pneus que suportam diferentes pesos de carga, desde as mais leves até as mais pesadas, que garantem estabilidade, durabilidade e economia, em médias e longas distâncias, sendo em asfalto ou terra.


Inovação 
Investimento em tecnologia e alta performance andam juntos. É por isso que a YOKOHAMA TYRES investe em uma equipe de pesquisadores altamente qualificados. São mais de 860 profissionais que estão sempre tendo ideias e revolucionando o mercado com materiais e produtos inovadores. Tudo isso para que os consumidores mais exigentes fiquem sempre satisfeitos. E é no Japão no Centro Integrado de Pesquisa de Desenvolvimento Tecnológico (RADIC), instalado na fábrica de Hiratsuka e inaugurado em 1991, onde são criados os novos materiais e conceitos para aprimoramento dos pneus, com o auxílio de tecnologia moderna, como por exemplo, supercomputadores e separador centrífugo. Já nas extensas instalações de D-PARC (Centro de Investigação e Campo de testes de Daigo) e T*MARY (Campo de Investigação e automobilismo de Takasu) a empresa simula todos os tipos de superfície de estrada. A pista oval de D-PARC possuiu a maior pista de derrapagem do Japão e 20 tipos de superfície de estrada.


Somando este time de experts com a experiência da empresa, a YOKOHAMA TYRES traz em seus pneus toda a qualidade e garantia de um produto premium. Os materiais são um fator crítico que afeta o desempenho dos pneus e o Grupo de Pesquisa Avançada de Materiais realiza uma busca incessante para tipos que não só minimizem o impacto dos produtos para o meio ambiente, mas que levam a um maior desempenho também. Um destes materiais é o óleo de laranja, um composto renovável retirado da casca de laranja descartada em outros processos industriais, e que ao ser misturado à borracha natural, produz excelente aderência, além de entregar eficiência na redução consumo de combustível através da baixa resistência ao rolamento.


Os slogans 
Now You’ve got control. 
The easiest tyres to choose. 
The Soul Of Japan. 
Excellence by nature. 
Tires you can trust. 
Yokohama. Really grips. 
Pneus especiais para você desde 1917. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 13 de outubro de 917 
● Fundador: Yokohama Cable Manafacturing Co. e BF Goodrich 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: The Yokohama Rubber Company, Ltd. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Tadanobu Nagumo 
● Presidente: Hikomitsu Noji 
● Faturamento: US$ 5.94 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 342 milhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 2.31 bilhões (junho/2016) 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 22.190 
● Segmento: Pneumático 
● Principais produtos: Pneus, câmaras de ar e equipamentos para golfe 
● Concorrentes diretos: Goodyear, Michelin, Bridgestone, Dunlop, Pirelli, Continental, Toyo, Kumho e Firestone 
● Ícones: O Y estilizado 
● Slogan: Now You’ve got control. 
● Website: www.yokohama.com.br 

A marca no mundo 
Oitava maior fabricante de pneus do mundo, a YOKOHAMA TYRES vende seus produtos em mais de 80 países, incluindo uma vasta linha de pneus para automóveis de passeio, utilitários, caminhões, ônibus, equipamentos de mineração, construção, veículos industriais, além de rodas de liga de alumínio e componentes relacionados com automóveis. A empresa também aplica seus conhecimentos em borracha às diversas e bem sucedidas linhas de negócios, incluindo mangueiras marinhas, produtos industriais (como por exemplo vedantes e selantes industriais), produtos aeroespaciais, produtos para proteção contra terremotos e equipamentos de golfe. Os pneus representaram aproximadamente 80% do faturamento de US$ 5.94 bilhões que a empresa alcançou em 2015. 

Você sabia? 
Desde 2007 a empresa mantém o projeto “Yokohama sempre floresta” (“Yokohama Forever Forest”), cujo intuito é plantar árvores em todas as suas fábricas ao redor do mundo. O projeto visa plantar 500.000 árvores ao redor das instalações até 2017. 
Em 2015 a YOKOHAMA TYRES assinou um dos maiores contratos de patrocínio do futebol mundial com o clube inglês do Chelsea no valor de US$ 60 milhões anuais. O contrato tem validade de cinco anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/6/2016