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29.11.24

SHOPEE


Um tsunami laranja que se formou na Ásia vem mudando a experiência de compra para milhões de consumidores, baseando-se no conceito de “social commerce”, que une a compra online com interação social. Bem-vindo a Shopee, uma plataforma que oferece uma experiência de compra online fácil, segura, rápida, agradável e divertida, que é apreciada por dezenas de milhões de consumidores diariamente. 

A história 
A história da Shopee tem suas origens em Cingapura no ano de 2009, quando Forrest Li (imagem abaixo) e Gang Ye - dois cidadãos chineses que vieram para Cingapura por meio de bolsas de estudo - iniciaram uma pequena startup de jogos chamada Garena, que se tornaria extremamente popular por publicar o jogo Free Fire. Em 2015 a Garena já era um unicórnio e a maior empresa de tecnologia em Cingapura. O que uma empresa com uma compreensão detalhada do comportamento social por meio de jogos, faria em larga escala? Ingressar no segmento de comércio eletrônico. E foi justamente isso o que aconteceu. No dia 5 de fevereiro de 2015 surgia a Shopee, uma plataforma de comércio eletrônico focada em dispositivos móveis e que permitia aos usuários navegar, comprar e vender produtos.
   

Oficialmente lançada ao público no mês de junho em sete mercados do Sudeste Asiático (Cingapura, Malásia, Indonésia, Tailândia, Taiwan, Vietnã e Filipinas), a Shopee tinha como objetivo proporcionar aos consumidores uma experiência de compra online prática e acessível, integrando um modelo de marketplace com recursos de entretenimento e interação social. A Shopee surgia em um momento em que o comércio eletrônico na região estava em ascensão, mas ainda não havia alcançado todo o seu potencial. Nesse contexto, a Shopee adotou uma abordagem móvel, percebendo que a maioria dos consumidores da região acessavam a internet via smartphones, em vez de computadores. Assim, se destacou ao oferecer uma experiência de compras totalmente otimizada para dispositivos móveis. O aplicativo era simples de usar, e rapidamente conquistou uma grande base de usuários ao focar em categorias como moda, eletrônicos e produtos de beleza, que já atraíam grande interesse dos consumidores locais.
  

No dia 4 de maio de 2016 a empresa lançou a Shopee University, uma plataforma de educação para vendedores cujo objetivo era ajudar a treinar empreendedores e empresas locais na criação de seus negócios online. Ainda em 2016, a Shopee lançou a campanha 9.9 Super Shopping Day para alcançar compradores focados em comércio eletrônico por todo o Sudeste Asiático e Taiwan. Essas campanhas se tornariam recorrentes e icônicas na história de crescimento da marca. Inicialmente, a Shopee operava como um mercado de cliente para cliente (C2C), semelhante ao eBay (conheça essa outra história aqui). No entanto, rapidamente se remodelou como um marketplace híbrido de empresa para cliente (B2C), o que rendeu uma base significativa de usuários na região.
   

Já em 2017, lançou o Shopee Mall, um portal que apresentava milhares de produtos vendidos pelas principais marcas e varejistas da região, oferecendo assim uma experiência de compra online mais diversificada, atendendo assim melhor às marcas maiores que buscavam uma abordagem mais ampla. Nessa época a plataforma tinha 80 milhões de downloads realizados, mais de 4 milhões de vendedores e 180 milhões de produtos à disposição. Em 2018 a Shopee lançou o China Marketplace, que oferecia aos compradores acesso fácil aos produtos de comerciantes chineses com frete grátis.
   

Além disso, a empresa lançou inicialmente na Indonésia sua própria carteira digital - chamada Shopee Pay (anteriormente conhecida como Shopee Wallet) - possibilitando seus clientes de usá-la como um meio de pagar por itens na plataforma. Sempre inovadora, em março de 2019 a empresa lançou a Shopee Live, função de transmissão ao vivo que traz entretenimento e engajamento, permitido que vendedores exibam seus produtos em tempo real, interagindo com os compradores, respondendo perguntas e oferecendo promoções exclusivas. Essa ferramenta se tornaria vital para o crescimento da Shopee nos anos seguintes.
  

Após seu sucesso inicial no Sudeste Asiático, a Shopee iniciou a expansão para outros mercados internacionais, como por exemplo, em 2019 quando a plataforma ingressou no mercado brasileiro. A operação da Shopee no Brasil começou em um momento de grande potencial para o segmento no país, impulsionado pela grande população e aumento no uso de smartphones e internet. A plataforma apostou em entender o panorama cultural e os hábitos dos consumidores brasileiros, moldando suas estratégias de marketing e operações para atender a essas necessidades específicas. Com isso, a plataforma iniciou suas operações com foco em algumas categorias, como por exemplo, moda, eletrônicos e produtos para a casa. A Shopee também apostou na inclusão de pequenos comerciantes e vendedores informais, o que a ajudou a se conectar com um público amplo e diverso no Brasil. Muitos vendedores começaram a usar a plataforma como seu principal canal de vendas, especialmente devido à simplicidade de uso e às baixas taxas cobradas pela empresa em comparação com outras plataformas.
   

No final de 2019, a Shopee se tornou o principal comércio eletrônico do Sudeste Asiático, ultrapassando empresas como Lazada e Tokopedia. A empresa ganhou tamanho e o crescimento foi acelerado pela pandemia de COVID-19, que impulsionou as compras online em todo o mundo. Durante esse período, a Shopee investiu pesado em marketing e em sua estrutura logística no Brasil, firmando parcerias com transportadoras locais e melhorando a experiência do usuário no país. Além disso, em 2020 lançou - em Cingapura, Malásia, Tailândia, Indonésia e Vietnã - o Shopee Premium, um destino exclusivo criado para marcas premium alcançarem e fornecerem aos compradores acesso direto a produtos autênticos. Em 2021, inicialmente no Vietnã, a empresa lançou o ShopeeFood, um recurso de serviço de entrega de comida.
  

Após o sucesso inicial no Brasil, a Shopee decidiu expandir seus negócios sul-americanos. Com isso, no primeiro semestre de 2021 a plataforma não só aumentou seus esforços de contratação no Brasil, mas também ingressou em outros países, como Chile, Colômbia, Argentina e México. Além disso, em setembro, a Shopee introduziu seu marketplace na Polônia, seguido por lançamentos na Espanha e França. Porém, em 2022, a Shopee se retirou de vários países em um esforço para cortar custos, encerrando operações na Espanha e França (sairia da Polônia em 2023) e em alguns países na América Latina. Durante esse período a Shopee também acumulou fracassos, como por exemplo, em 2020 quando iniciou operações na Coréia do Sul e, em 2021, no mercado indiano, que não duraram muito.
   

O marketing 
A Shopee utiliza estratégias diversificadas como o marketing de influência, jingles paródias e ativações nas redes sociais para manter o público engajado e interessado. Exemplos são funcionalidades como Shopee Feed (um feed social no aplicativo que permite que usuários compartilhem conteúdo sobre o que estão listando, comprando e vendendo com a comunidade maior do Shopee) e o Shopee Live Chat (uma função de chat que permite aos compradores falar diretamente com os vendedores e obter mais informações antes e depois de efetuar uma compra). Como mostra a Shopee, o futuro do comércio é social. Por meio de feeds ao vivo, compras interativas e maior engajamento, conquistar o consumidor de comércio eletrônico dependerá de quem pode fornecer uma experiência imersiva de ponta a ponta.
  

A Shopee também utiliza a gamificação para incentivar os usuários a interagir com a plataforma. Nesse sentido, desde 2017 o aplicativo oferece uma série de jogos, como Shopee Lucky PrizeShopee Candy e Shopee Pets, que permitem aos usuários ganharem moedas (chamadas Shopee Coins, podem ser utilizadas para fazer compras com desconto na plataforma) e descontos como prêmios. Isso torna a experiência de compra mais divertida, lúdica, social e gratificante, ao mesmo tempo que incentiva os consumidores a passarem mais tempo no aplicativo, aumentando a probabilidade de conversão de compras. Outra estratégia central para o sucesso da Shopee é o uso de promoções e cupons de desconto. Assim, a empresa oferece uma variedade de incentivos, incluindo frete grátis, descontos em compras e ofertas relâmpago.
   

A Shopee também sabe aproveitar muito bem as datas comemorativas para impulsionar suas vendas. Assim, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados, Dia do Consumidor, Natal e Black Friday são acompanhadas de campanhas de marketing massivo, que incluem promoções especiais, cupons de desconto e frete grátis.
   

Além disso, a Shopee realiza, mensalmente, um dia especial de vendas nas datas iguais (quando o dia e o mês têm o mesmo número), como o 11.11, que, só em 2023, gerou a liberação de R$10 milhões em cupons de descontos no mercado brasileiro. Essa estratégia começou em 2016 com o 9.9 Super Shopping Day. Atualmente as campanhas mais importantes são Shopee 10.10, afinal, o mês de outubro geralmente é quando o marketing de fim de ano começa e as marcas aumentam suas ofertas e promoções direcionadas ao público; Shopee 11.11, feriado originalmente criado como uma celebração para os solteiros e cuja data tem suas simbologias, onde a escolha dos quatro números “1” representam pessoas, uma ao lado da outra, sendo uma ótima oportunidade de impressionar os consumidores com campanhas e grandes ofertas com o início da Black Friday; e Shopee 12.12, criado originalmente no ano de 2012 para reunir a época mais recheada de presentes do ano, o Natal. Essas campanhas são cuidadosamente planejadas e executadas para criar um senso de urgência e incentivar as compras impulsivas.
   

A comunicação laranja 
Uma das estratégias mais eficazes da Shopee tem sido utilizar em sua comunicação influenciadores e celebridades, tanto locais como internacionais. E isto começou em 2018, quando a Shopee anunciou o grupo feminino coreano Blackpink como embaixador regional da marca. Já em 2019, a Shopee recebeu grande atenção internacional após contratar o astro português, Cristiano Ronaldo, para ser o embaixador da marca. A campanha 9.9 Super Shopping Day apresentou um vídeo (assista aqui) de Cristiano Ronaldo dançando “Baby Shark”. O vídeo se tornou viral e um meme na comunidade do futebol, alcançando mais de 20 milhões de pessoas. A campanha resultou na duplicação dos pedidos brutos da Shopee e mais do que triplicou suas vendas de comércio eletrônico.
  

Em 2021 a marca resolveu repetir a fórmula de sucesso e contratou o ator chinês Jackie Chan como embaixador. O carismático Chan estreou em uma campanha que abria a temporada de compras de fim de ano no Brasil, em Cingapura, na Malásia, na Tailândia, na Indonésia e nas Filipinas. O vídeo adaptado ao mercado brasileiro mostra o ator - muito conhecido pela suas habilidades marciais em seus filmes - dançando a paródia de “Baby Shark” e falando português.
  

Mais recentemente, em 2024, a Shopee contratou como embaixador o ator norte-americano Terry Crews, estrela de filmes como “As Branquelas” e do seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”. O ator fez sua primeira aparição nas comunicações da Shopee em junho para a campanha do 7.7. Voltou em setembro e, mais recentemente, estrelou a campanha intitulada “11.11: a maior liquida do ano”. O filme (assista aqui) usou inteligência artificial para criar elementos em cena e traz Crews interpretando uma de suas cenas mais memoráveis, cantando “A Thousand Miles” em português, em uma estratégia que combina nostalgia e humor para engajar o público brasileiro.
   

A comunicação da Shopee no Brasil também adotou estratégias de conteúdo local com foco no engajamento com o público consumidor, utilizando em suas campanhas publicitárias celebridades como Larissa Manoela (2021), Xuxa (2022), Barões da Pisadinha (2023) e Ludmilla (2023). Mais recentemente, em uma divertida campanha publicitária para o Dia do Consumidor de 2024, os integrantes do grupo baiano de axé É O Tchan - Beto Jamaica, Compadre Washington, Scheila Carvalho, Sheila Mello e Jacaré - dançam uma paródia de seu grande sucesso “Melô do Tchan” como um jingle animado e divertido, enquanto convidam o público a aproveitar a data no app da Shopee. Um dos principais objetivos dessa parceria foi reforçar o compromisso local da Shopee e ressaltar a importância da cultura brasileira para a marca, unindo promoção e musicalidade, duas paixões nacionais. Para assistir ao comercial clique aqui.
  

Em 2023, outro ícone criado pela comunicação da marca foi trazido ao mercado brasileiro: Shopee Head, apresentado e protagonizado pelo dançarino profissional de passinho Jonathan Neguebites. A peça publicitária mantinha o conceito de celebração com a ambientação em uma festa e a performance do dançarino, que aparece no personagem “Shopee Head” (com a cabeça substituída pela tradicional sacola laranja da Shopee) ao som de uma adaptação da música “Coincidance”, do Handsome Dance, para o funk brasileiro. Vale ressaltar que o personagem é uma personificação da marca já existente em outros mercados em que a empresa atua.
  

A mascote 
Em 2022 a Shopee criou para o mercado brasileiro uma divertida mascote - o caramelo Shopito - e o apresentou ao público através de uma campanha focada em animais de estimação. Fiel representante do carisma brasileiro, Shopito passou a representar a marca como mascote e está presente nos jogos Shopee, redes sociais, blog da marca e até produtos para pet, incluindo uma versão em pelúcia. A mascote também incentiva doações para a ONG Anjos de Pata, que resgata e reabilita animais em situação de risco e os encaminha para adoção, que faz parte da seção Shopee Doações.
   

A evolução visual 
A identidade visual da Shopee, que possui como símbolo uma sacola de compra laranja - com um S estampado - passou por uma sútil remodelação em 2019, quando apresentou um novo tom de laranja, uma sacola um pouco maior e uma nova tipografia de letra, que também atingiu o S da sacola.
  

Em alguns casos, o logotipo simplesmente usa apenas o símbolo da sacola de compras ou o nome da marca posicionado abaixo da sacola, em uma nova distribuição dos elementos. Já no aplicativo o logotipo inverte as cores da sacola e do nome, em um quadrado laranja como plano de fundo.
  

Os slogans 
Shop online anytime, anywhere. 
Transformando a vida dos brasileiros através da tecnologia. (2023) 
Olha na Shopee. (2023) 
Vem pro app. (2022)
  

Dados corporativos 
● Origem: Cingapura 
● Fundação: 5 de fevereiro de 2015 
● Fundador: Forrest Li e Gang Ye 
● Sede mundial: Queenstown, Cingapura 
● Proprietário da marca: Shopee Singapore Private Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Sea Limited) 
● CEO: Chris Feng 
● Faturamento: US$ 9 bilhões (2023) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 9 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 20.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Comércio eletrônico
● Concorrentes diretos: Temu, Lazada, Tokopedia, AliExpress, Carousell, Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza 
● Ícones: A sacola laranja 
● Slogan: Olha na Shopee. 
● Website: www.shopee.com.br 

A marca no mundo 
A Shopee, plataforma de comércio eletrônico líder no Sudeste Asiático, está presente em 9 países - Cingapura, Indonésia, Malásia, Taiwan, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Brasil e México - com 295 milhões de usuários. Seus maiores mercados são Indonésia - com 103 milhões de usuários ativos - seguido pelo Brasil (63 milhões) e Vietnã (38 milhões). Com seu aplicativo baixado 144 milhões de vezes em 2023, a Shopee movimentou um volume bruto de mercadorias no valor de US$ 78.5 bilhões e teve 8.2 bilhões de pedidos. No Brasil a Shopee possui 11 centros de distribuição e mais de 100 hubs logísticos de primeira e de última milha, mais de 20 mil motoristas de parceiros logísticos, mais de 3 milhões de lojistas registrados, 90% dos pedidos efetuados de vendedores locais e mais de 200 transmissões de live commerce por dia. 


Você sabia? 
A Shopee ganha dinheiro por meio de comissões de mercado, taxas de transação, publicidade em sua plataforma, serviços de atendimento e taxas de pagamento. 
Uma característica notável da plataforma é a Garantia Shopee, que retém os pagamentos dos vendedores até que os compradores confirmem o recebimento de seus pedidos, protegendo assim as transações. 
As categorias de produtos mais populares na Shopee incluem moda, casa e beleza. 
Os fãs da marca são chamados de “Shopee Lovers”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem), site de economia (Eu Quero Investir), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 29/11/2024 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

19.8.20

CARVANA


Fique à vontade para comprar uma Ford F-150 usada pelo computador ou smartphone e receba a picape em casa no dia seguinte. Com a americana CARVANA é assim. Conhecida como a “Amazon dos Automóveis”, a empresa não precisa de suntuosas concessionárias ou vendedores experientes e bons de lábia para vender carros usados. Desde a compra pela internet até a retirada ou entrega do veículo em casa, tudo é feito com o mínimo de contato com pessoas ou vendedores. Além é claro, de uma boa dose de marketing através de seus pontos de venda que mais parecem gigantescas e chamativas máquinas automáticas de automóveis. Assim funciona a CARVANA, que vêm revolucionando a forma de se vender ou comprar carros usados. 

A história 
Tudo começou em 2007 quando Ernest Garcia III (ao centro na foto abaixo), após se formar em engenharia na tradicional Universidade de Stanford, foi trabalhar na DriveTime Automotive, uma rede de concessionária de veículos usados, da qual seu pai era o maior acionista. Em 2012, juntamente com Ryan Keeton e Ben Huston, ele criou a CARVANA, uma plataforma online para venda e financiamento de carros usados, como uma subsidiária da DriveTime. A principal missão da nova empresa era “mudar a maneira como as pessoas compram carros”. Ao remover a infraestrutura tradicional da concessionária e substituí-la por tecnologia e atendimento ao cliente excepcional, a CARVANA oferecia aos consumidores uma plataforma de compra e financiamento online intuitiva e conveniente. O serviço foi lançado em janeiro de 2013, com início na cidade de Atlanta, estado da Geórgia. Inicialmente a recém-criada empresa comprava a maior parte de seu estoque de carros usados de sua controladora, que por sua vez lhe fornecia suporte financeiro e assistência tecnológica.


A CARVANA oferecia aos clientes garantias, financiamentos e preços extremamente competitivos, em parte porque não precisava se preocupar em manter e contratar uma equipe para as concessionárias físicas. Apesar da empresa não oferecer test drive, dava ao cliente sete dias para devolver um veículo, e sem dar explicação. Chegava até ligar para ele no sexto dia e lembrar que a política de retorno estava expirando. Outro diferencial da empresa era a opção do veículo ser entregue na residência do comprador, mediante uma taxa. Os veículos para entrega eram despachados em caminhões e embalados em sacolas gigantes (estampadas com o logotipo da marca e uma frase de agradecimento), uma grande ideia de marketing. Em novembro de 2014 a CARVANA se tornou uma empresa independente da DriveTime Automotive.


Mas foi em 2015 que a CARVANA começou a chamar a atenção da mídia e dos consumidores. Isto por que a empresa inaugurou a primeira Car Vending Machine, uma espécie de “máquina automática gigante de refrigerante” só que para vender carros. Localizada na cidade de Nashville, estado do Tennessee, a arquitetura inicial desse estabelecimento era formada por uma torre envidraçada de cinco andares, que essencialmente funcionava como uma pequena garagem automatizada com capacidade para 20 carros. A torre foi desenhada justamente para lembrar as máquinas automáticas usadas normalmente para vender alimentos, refrigerantes e outros tipos de bugigangas. Nesse inovador sistema automático de vendas de carros, o cliente escolhia no site da empresa o modelo com base em cor, faixa de preço e estilo (conversível, picape, SUV, minivan e afins), fechava o plano de compra ou financiamento, assinava o contrato e então ia até a máquina. Depois bastava colocar uma enorme moeda personalizada (entregue pela CARVANA) em uma máquina. Em seguida, uma mão robótica pegava o automóvel reservado e o depositava na frente do comprador. O último passo era fazer um test drive, ver o carro de perto e confirmar a transação.


O grande diferencial da máquina era a entrega dos carros aos compradores sem a intervenção de humanos. Com a Car Vending Machine a CARVANA tinha criado uma experiência de entrega personalizada e memorável. Afinal é raro que uma concessionária de veículos - especialmente uma revendedora de carros usados - adote o mantra de surpresa e encantamento que a maioria dos varejistas tanto se esforça para empreender. Esse sistema deu tão certo que a receita da CARVANA iria dobrar nos anos seguintes. Já em 2015 o modelo de negócios da CARVANA chamava a atenção, com a empresa ocupando a quinta posição na lista da Forbes das empresas mais promissoras dos Estados Unidos.


Nos anos seguintes novas unidades da Car Vending Machine (agora com oito andares e capacidade para abrigar 27 veículos) foram inauguradas em importantes mercados consumidores, como por exemplo, as cidades de Austin, Houston, Dallas e San Antonio. Essas unidades de Car Vending Machine da CARVANA deram a marca, essencialmente, outdoors permanentes e chamativos, um local de relacionamento com os clientes e um elemento de assinatura que representa a marca em sua comunicação e marketing. Outra estratégia de varejo que a empresa adotou foi o conceito omni-channel - deixar que os clientes comprem onde e como quiserem.


Em 2017 a CARVANA já havia entregue veículos para clientes em 48 estados americanos e oferecia entrega gratuita no dia seguinte para residentes em 48 mercados/cidades. E foi este excelente desempenho que levou a empresa à mais uma ação ousada, no mês de abril de 2017, com a abertura de seu capital na Bolsa de Valores. Com dinheiro em caixa a CARVANA investiu na melhoria e eficiência do processo como um todo (desde a compra até a entrega), ampliou sua infraestrutura física e adquiriu concorrentes do setor, como por exemplo, a startup Carlypso (2017), para aprimorar os dados de veículos e as ferramentas analíticas, e a Car360 (2018) por US$ 22 milhões. A partir deste momento os rumos da CARVANA começaram a mudar.


E o ano de 2018 ainda foi marcado por importantes conquistas. No segundo trimestre, a CARVANA estava vendendo aproximadamente 250 veículos por dia e reportava um lucro de quase US$ 2.200 por carro. No total foram mais de 94 mil veículos vendidos no ano. Oferecia mais de 11.000 automóveis em sua plataforma e aproximadamente um em cada cinco clientes começava e fechava a compra de um carro pelo smartphone. Além disso, começou a vender e entregar automóveis em um enorme mercado consumidor, Nova York, a 78ª cidade americana a fazer parte da lista da concessionária digital. E inaugurou suas chamativas Car Vending Machine em cidades como Charlotte, a capital Washington, Orlando e Phoenix. Com tudo isso, somado ao aumento nas vendas e satisfação dos clientes em alta, esse ano a CARVANA foi considerada a concessionária de carros usados com crescimento mais rápido no feroz e competitivo mercado americano.


Então chegou 2020 e com ele a pandemia de COVID-19. O que foi um enorme problema para os revendedores tradicionais de carros usados, devido ao fechamento das lojas físicas, para a CARVANA se transformou em um momento único em sua história. Afinal, com experiência no segmento de vendas de carros usados online (por exemplo, em resposta a pandemia introduziu a entrega e retirada sem toque - touchless delivery and pick-up - em março), a empresa relatou um aumento de 25% na venda de veículos no segundo trimestre. Todo esse sucesso também se refletiu na Bolsa de Valores, onde as ações da empresa alcançaram uma valorização acumulada superior a 500%, até agosto de 2020. Além disso, o novo comportamento do consumidor, outrora inseguro para comprar por meios digitais, foi impulsionado pela COVID-19 e deve permanecer em destaque. Afinal, o carro usado é uma alternativa mais rentável para quem busca um automóvel com preço mais atraente durante a crise - seja para evitar outras formas de transporte que exijam contato com terceiros durante a pandemia ou apenas para concretizar uma compra planejada. Mais uma ótima notícia para o futuro da CARVANA.


Um fator de sucesso e destaque da CARVANA no segmento é a apresentação dos veículos online, com estúdios fotográficos patenteados e tecnologia avançada que produz tours digitais dos modelos em 360 graus. Essas fotografias de alta definição destacam características, imperfeições e vistas detalhadas do interior e exterior de cada veículo, oferecendo aos clientes uma experiência de tour virtual transparente e rápida. Na CARVANA o consumidor pode vender, trocar ou comprar, financiar e agendar a entrega ou retirada na máquina de venda automática, tudo em apenas 10 minutos, do conforto de casa ou via dispositivo móvel. Além disso, todos os veículos vêm com uma política de devolução de 7 dias e são certificados, tendo passado por uma inspeção rigorosa de 150 pontos, não apresentam danos na estrutura e nunca sofreram um acidente relatado. Recursos, imperfeições e informações atualizadas sobre recalls de segurança abertos estão listados na página de descrição de cada veículo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2012 
● Fundador: Ernest Garcia III, Ryan Keeton e Ben Huston 
● Sede mundial: Tempe, Arizona, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Carvana Co. 
● Capital aberto: Sim (2017) 
● CEO: Ernest Garcia III 
● Faturamento: US$ 3.94 bilhões (2019) 
● Lucro: - US$ 114.6 milhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 31.1 bilhões (agosto/2020) 
● Lojas: 25 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Comércio online
● Principais produtos: Venda/compra e financiamento de carros usados 
● Concorrentes diretos: Vroom, CarMax, Shift, Auto1, AutoNation, Lithia Motors e Cars.com 
● Ícones: As lojas (chamadas de Car Vending Machine) 
● Slogan: New Way To Buy A Car®. 
● Website: www.carvana.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a CARVANA permite a compra, venda ou troca e financiamento online de veículos usados. Com mais de 33.000 veículos em seu estoque, a empresa oferece entrega no dia seguinte em mais de 260 mercados nos Estados Unidos e opera 25 pontos físicos de retirada, conhecidos como Car Vending Machines, localizados em estados como Tennessee, Texas, Flórida, Maryland, Arizona, Ohio, Pensilvânia, Indiana, Illinois, Missouri, Carolina do Norte, Oklahoma e Califórnia. Em 2019 a CARVANA vendeu 177.549 veículos e registrou receita anual de US$ 3.94 bilhões, tornando-se a terceira maior varejista de carros usados dos Estados Unidos. Desde sua fundação a empresa já vendeu mais de 400 mil veículos usados. 

Você sabia? 
Através do site, a CARVANA também compra veículos usados sem que os consumidores saiam de casa. Para isso basta carregar as fotos do veículo no site, negociar o preço e então a CARVANA retira o carro em casa e envia toda a documentação pelo correio. 
O pai do fundador da CARVANA, conhecido como Ernest Garcia II, foi condenado por fraude de empréstimos em 1990. O empresário passou três anos em liberdade condicional e depois de cumprida a pena teve os direitos civis restaurados. Hoje ele é proprietário da DriveTime Automotive, a quarta maior varejista de carros usados do país e um dos acionistas da CARVANA. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Época Negócios e Exame), jornais (Folha e Estadão), sites gerais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 19/8/2020

28.10.19

WEBMOTORS


Há quase 25 anos na estrada, foi a primeira startup brasileira a inovar na forma de comprar e vender carros e motos na internet. Paixão por veículos e por inovação. É essa a receita de sucesso da Webmotors, uma eficiente plataforma online para intermediar toda a negociação e garantir segurança a quem compra e a quem vende carros e motocicletas. Conectar pessoas às melhores condições e informações, e criar meios para que façam a melhor escolha na hora de comprar, vender e usar um veículo. Pioneiro e um dos mais importantes websites do segmento automobilístico no Brasil, a marca é reforçada pelo alcance e eficácia de seus serviços. 

A história 
Tudo começou com Sylvio Alves de Barros Netto, um administrador de empresas. A ideia para a concepção da Webmotors surgiu em meados da década de 1990 quando Sylvio ainda trabalhava na General Motors do Brasil e o mercado brasileiro de automóveis abria-se à mais de 40 marcas de montadoras inéditas, até então restrito à 5 opções. Sylvio era responsável por elaborar o catálogo de vendas e de treinamento para vendedores da montadora, e percebeu que, com a abertura comercial pela qual o Brasil passava, o número de carros no país crescia consideravelmente. Era impossível manter as informações atualizadas sobre todos os modelos de carros de forma manual. Ao buscar ferramentas que pudessem ajudá-lo, ele descobriu a internet, que ainda era algo muito distante do dia a dia dos brasileiros, e se interessou de imediato. Foi então que ele enxergou uma grande oportunidade de negócio. Muito mais do que uma ferramenta facilitadora, Sylvio viu na web a oportunidade de transformar o tradicional caderno de classificados automotivos - que os jornais publicavam aos domingos - em um site.


Com tudo isso em mente, em 1995 a Webmotors nasceu como o primeiro catálogo automobilístico brasileiro online. A nova empresa decidiu apostar na atmosfera digital para facilitar a compra e venda de veículos. Porém, muitas pessoas não acreditavam que essa ideia teria futuro, porque, na época, havia apenas 800 mil internautas no Brasil inteiro. Inicialmente foi bastante difícil lidar com a descrença das pessoas, o alto custo do desenvolvimento de sistemas e a falta de mão de obra qualificada. Mas ele encontrou uma solução para esses problemas: convidou desenvolvedores e empreendedores para sócios, entre os quais Helder Siqueira e Danton Velloso. Com mais estrutura, a empresa começou a se destacar e se tornou o canal automotivo do portal UOL em 1997. Atualizado diariamente, a Webmotors tinha informações detalhadas sobre 529 modelos disponíveis no mercado brasileiro. Com tamanha visibilidade, atraiu investidores. Em 1999, aceitou dois novos sócios, o GP Investimentos e o JP Morgan Partners. Foi nessa época, que Sylvio percebeu que o negócio estava no caminho certo e decidiu largar o emprego que ainda mantinha na montadora. No final desta década, porém, o estouro da bolha da internet - responsável por muitos negócios pontocom vendidos - freou os planos de expansão da Webmotors. Porém, em 2002, o então Banco Real, controlado pelo holandês ABN Amro Bank, por intermédio da Aymoré, sua divisão de financiamentos de veículos, adquiriu 100% das ações da Webmotors, incluindo participações que pertenciam aos fundos de investimentos. Nesta época o site tinha quatro milhões de visitantes únicos, 2.2 milhões de usuários cadastrados e mais de 20 mil veículos anunciados por mês.


Em 2007 o ABN Amro vendeu toda sua operação no Brasil para o banco espanhol Santander, que passou a ser proprietário da Webmotors. Nos anos seguintes, após já ser consagrado como o principal canal digital de compra e venda de veículos do país, a Webmotors começou a atuar para fortalecer a sua proximidade com o mercado publicitário e com as montadoras, oferecendo um amplo e completo portfólio de serviços, que ia desde anúncios, tabelas de preços e conteúdo para os clientes finais até soluções de gestão e inteligência de dados para lojas, concessionárias e montadoras. E também, agregou ferramentas e soluções financeiras, que permitiam operações como contratar seguros e simular financiamentos de automóveis. Parte de sua expansão nos anos seguintes pode também ser explicada pelas aquisições feitas, como por exemplo, em 2013, do site Meucarango, com forte penetração no nordeste do país, ou do Compreauto, que tinha atuação na rica região de São José do Rio Preto, interior paulista. Em abril de 2013, o grupo australiano Carsales, maior website de classificados e serviços para autos da Oceania e um dos principais do mundo, pagou US$ 180 milhões por uma fatia de 30% da Webmotors. A chegada do sócio australiano, com experiência de atuação em uma dezena de países, ajudou a melhorar o sistema do site e a experiência do usuário, além de acelerar ainda mais o seu crescimento. Em 2015 a empresa, líder em classificados online de veículos no mercado brasileiro, ampliou sua infraestrutura de TI e redes de software com um projeto de ferramentas baseadas em nuvem, cujo objetivo era oferecer mais agilidade nos processos internos, o que era refletido diretamente no aprimoramento da experiência de uso do portal.


Em 2016 a empresa lançou o WM1, o canal de notícias automobilísticas da Webmotors, que traz conteúdo para todo tipo de pessoa. Desde testes comparativos e avaliações dos principais lançamentos do mercado, dados técnicos e guias de compras, até notícias sobre mobilidade e cobertura dos principais eventos automotivos do mundo. Nesse mesmo ano, com objetivo de expansão em regiões chaves do país, a empresa comprou o BuscaCarros, que abrigava sete portais de venda e compra de veículos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No mês de outubro de 2018, a Webmotors lançou um novo serviço: a plataforma de pagamentos Autopago, que cobra uma alíquota de 1.5% sobre o valor da venda do veículo e, em troca, a oferece mais segurança na negociação. O site faz a verificação da documentação das partes, emite um boleto para o pagamento do veículo e mantém o dinheiro em juízo, até que o automóvel seja vistoriado pela empresa e todo o trâmite cartorário seja resolvido.


Em 2019, a Webmotors apresentou um novo layout para o seu portal. O modelo propõe uma nova experiência de navegabilidade, utilizando tecnologias que visam facilitar a experiência do usuário. Agora, o portal será capaz de entender como é a navegação de cada pessoa e, assim, poderá fazer recomendações com ofertas mais precisas. O novo site apresentou mudanças em dois pilares principais: jornada de uso muito mais intuitiva, tornando a busca tradicional mais descomplicada; e a organização de categorias de veículos, que permite a personalização das preferências dos clientes. Além de uma experiência personalizada de busca e a indicação do melhor modelo para cada necessidade (como por exemplo, indicar os modelos sedã com melhor fit para cadeirinha de bebê ou os melhores SUV 4×4 com porta mala grande), a Webmotors também passa a oferecer soluções de mobilidade para recomendar a melhor forma de uso de um veículo. Locadoras e fabricantes passaram a ser parceiros na oferta de formatos e configurações de utilização de um carro ou moto, com assinaturas mensais, compartilhamento ou aluguel de veículos. O WM1, portal de notícias da Webmotors, ganhou um papel ainda mais fundamental neste processo. As matérias, testes e vídeos produzidos agora fazem parte do pacote de indicação de um veículo para ajudar na escolha do modelo. E a parceria com o Santander, oferece financiamento pré-aprovado, que torna o processo mais seguro e rápido.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original da marca, que antes utilizava as cores preta e laranja, ganhou uma nova tipografia de letra, com a cor vermelha substituindo a laranja. Em 2016 a Webmotors apresentou um novo logotipo, totalmente reformulado para refletir o dinamismo, agilidade e simplicidade. Predominantes na versão antiga, as linhas retilíneas deram lugar a uma tipografia de letra arredondada, que proporciona mais leveza e movimento. Agora em cor única (preta) e inteiramente em caixa baixa, o novo lettering (disposição das letras) reforça a imagem de uma marca digital, integrada às particularidades da internet. Além disso, o símbolo da marca (o câmbio de um veículo) perdeu as antigas elipses nas extremidades e ganhou a sexta marcha, conferindo equilíbrio, simetria e simplicidade à imagem, além da referência direta a um W e um M.


Os slogans 
Compre e venda seu carro sem dor de cabeça. (2018) 
O site automotivo nº 1 do Brasil. (2014) 
Aqui você encontra.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1995 
● Fundador: Sylvio Alves de Barros Netto 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Webmotors S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Santander Brasil) 
● CEO: Eduardo Jurcevic 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Funcionários: 400 
● Segmento: Comércio online 
● Principais produtos: Ofertas de compra e venda de automóveis e motocicletas e informações do setor automobilístico 
● Concorrentes diretos: OLX, Mercado Livre, iCarros, MeuCarroNovo e Instacarro 
● Ícones: O símbolo estilizado de um câmbio 
● Slogan: O site automotivo nº 1 do Brasil. 
● Website: www.webmotors.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia a Webmotors conta com mais de 30 milhões de visitas mensais, sendo líder de um segmento que praticamente criou no país. É referência em classificados online de compra e venda de automóveis, motos e veículos utilitários, com um estoque superior a 480 mil unidades anunciadas. Atualmente na Webmotors são disponibilizados classificados para venda de veículos (carros e motos) - o maior da internet brasileira -, programas de manutenção preventiva veicular e produtos específicos direcionados especialmente às revendas de veículos e empresas atuantes no segmento automotivo, como fabricantes de veículos, autopeças e outras empresas que atuam nesse segmento. O Santander é dono de 70% da Webmotors e o grupo australiano Carsales do restante. 

Você sabia? 
Grande parte de sua receita é proveniente da oferta de soluções para montadoras, seguradoras, concessionárias autorizadas, lojas independentes, fabricantes de autopeças e prestadores de serviço de manutenção de automóveis. 
A Webmotors está constantemente presente através de patrocínios de pilotos na Stock Car, a maior categoria do automobilismo nacional. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Folha, Meio Mensagem e Estadão), sites (InfoMoney), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/10/2019

17.8.17

NET-A-PORTER


A NET-A-PORTER é muito mais que uma varejista online de moda. Trata-se de uma comunidade, uma conselheira e uma espécie de melhor amiga. A empresa gaba-se de reunir os melhores estilistas, marcas e a última moda, combinados com um editorial aguçado e uma profunda sensibilidade para as últimas tendências da moda de luxo. É uma espécie de consultor e comprador pessoal ao alcance de um clique. 

A história 
Nascida em Los Angeles e criada na cidade de Paris, a jornalista e editora de moda Natalie Sara Massenet (foto abaixo) literalmente “sacudiu” o segmento da moda de luxo com uma ideia inovadora. A moda sempre foi o mundo de Natalie, cuja mãe Barbara Jones foi modelo da grife Chanel. Inicialmente, ela trabalhou como editora de moda para o jornal Women’s Wear Daily, de Nova York, e depois para o Tatler, em Londres, construindo uma grande rede de contatos, especialmente com estilistas e executivos de grandes grifes de luxo. Ao perceber que o mordaz e impiedoso universo do jornalismo de moda não era para ela, decidiu seguir em frente. Foi então que ela percebeu que existia uma lacuna entre ver um item em uma revista de moda e de fato encontrá-lo nas lojas. Foi então que ela começou a desenvolver um site para vender roupas e acessórios de luxo. Porém havia alguns riscos para o possível arrependimento. O principal deles era que as mulheres simplesmente preferiam comprar em lojas convencionais, onde era possível ver, tocar e experimentar artigos que não eram baratos.


Mesmo assim, ela resolveu apostar em um site especializado em venda de moda feminina de alto luxo. De seu flat no bairro de Chelsea em Londres desenvolveu o projeto e angariou um investimento inicial de £830 mil, proveniente de amigos, familiares e uma investidora chamada Carmen Busquets. Os contatos de Natalie com o universo da moda foram úteis para estabelecer a lista inicial de estilistas que estariam disponíveis no site, como Anya Hindmarch e Tamara Mellon (da grife Jimmy Choo), que foram os primeiros a concordar em participar. E para despertar o interesse de consumidoras que já tinham o hábito de frequentar as melhores lojas e conheciam todo tipo de novidade, Natalie achava que o site precisava oferecer atrativos que fossem além dos produtos, como por exemplo, uma equipe de consultores de moda, que ficasse a postos até aos domingos e embalagens luxuosas (elegantes caixas pretas com laços de seda) para entregar os produtos.


Finalmente no dia 10 de junho de 2000 surgia o site NET-A-PORTER, cujo nome era um trocadilho com a expressão francesa “Prét-à-Porter” (“pronto para vestir” em português), muito popular no mundo da moda. NET-A-PORTER estreou com um formato diferente dos comércios online da época. Era uma espécie de revista em formato de site, com editoriais e matérias, onde os usuários podiam clicar para comprar os produtos de grifes consagradas e estilistas descolados. Um dos impulsos iniciais para que a NET-A-PORTER se tornasse conhecida e popular entre as consumidoras abonadas aconteceu quando a edição americana da revista Vogue declarou que o site era “a mais nova butique de luxo do mundo”. Nos anos seguintes várias outras grifes de luxo, que inicialmente tinham resistência em relação ao modelo de negócio da empresa, passaram a oferecer seus produtos na NET-A-PORTER. Inclusive algumas dessas grifes, como Stella McCartney, Yves Saint Laurent e Alexander Wang, passaram a desenvolver produtos específicos somente para vendas no site.


Em uma década, a NET-A-PORTER se transformou em uma loja que nunca fechava, sem fronteiras geográficas, que conectava e inspirava milhões de consumidores globais preocupados com estilo, oferecendo acesso para as mais renomadas grifes do mercado de luxo. Durante esse período, a empresa investiu muito dinheiro em logística e distribuição, o que possibilitou vender e entregar seus produtos em vários outros países ao redor do mundo. Além disso, ampliou a oferta de produtos com cosméticos e perfumes. Por isso, passou a ser conhecida como “Amazon de Luxo”, em virtude do seu tamanho e influência no setor. Em abril de 2010, o conglomerado suíço Richemont, que detém marcas de luxo como Cartier, Chloé e Montblanc e tinha uma participação na empresa, comprou o restante das ações de Natalie, que continuou trabalhando na NET-A-PORTER. Pouco depois, em 2011, a empresa lançou a versão masculina do site, batizada de Mr Porter.


A NET-A-PORTER continuou crescendo e, em 2013, oferecia produtos de mais de 350 marcas, atraiu mais de dois milhões de visitantes mensais e alcançou um gasto médio de £500 por cliente. Além disso, a empresa lançou sites locais na Alemanha, China e França. Em julho de 2014, o site lançou uma seção de roupas esportivas, batizada de Net-a-Sporter. Tanto sucesso começou a despertar o interesse de outras empresas. Finalmente no mês de março de 2015, o grupo italiano Yoox, que desenvolveu um modelo de negócio online baseado em revenda de itens não vendidos de grandes grifes, como Dolce & Gabbana, Giorgio Armani e Roberto Cavalli com desconto, confirmou a aquisição da londrina NET-A-PORTER por US$ 775 milhões. O negócio criou a maior varejista online de bens de luxo do mundo. Com isso, Natalie Massenet deixou a empresa que havia criado á 15 anos.


Com mais de uma década no mercado, a ideia inicial se desdobrou em outras, para atender aos homens, para vender produtos em ofertas, para ajudar o cliente a decidir a compra junto com qualquer outra pessoa que estiver online, em qualquer lugar do mundo. Tudo isso com a comodidade de receber na porta de casa peças das grifes mais desejadas do planeta. Atualmente a NET-A-PORTER oferece, de modo exclusivo, conteúdo, comércio online, aconselhamento e comunidade. Oferece até uma revista semanal online com os últimos lançamentos do site. Há também comentários de pessoas, feedbacks de clientes, observações e sugestões. Suas clientes são pobres em tempo e ricas em dinheiro. Quando elas não possuem tempo para comprar, querem os melhores produtos entregues de forma eficiente por sua fonte mais confiável. Embora o público-alvo seja o feminino, os homens também têm um papel importante para a varejista online. O “serviço de Papai Noel” da NET-A-PORTER envia emails aos homens que “assinam os cheques”, informando que suas parceiras acabaram de identificar um item desejado.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por pequenas alterações na tipografia de letra ao longo de sua história. Outra mudança ocorreu com a retirada do “.com” de sua identidade visual.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 10 de junho de 2000 
● Fundador: Natalie Massenet 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Yoox Net-A-Porter Group S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Federico Marchetti 
● Presidente: Alison Loehnis 
● Faturamento: US$ 1.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Comércio online 
● Principais produtos: Roupas e acessórios de luxo, joias, cosméticos e perfumes 
● Concorrentes diretos: Asos, Farfetch, Amazon e lojas de departamento de luxo 
● Ícones: As elegantes caixas pretas com laços de seda 
● Slogan: The world’s premier online luxury fashion destination. 
● Website: www.net-a-porter.com 

A marca no mundo 
Atualmente a NET-A-PORTER vende online roupas, acessórios, cosméticos, perfumes e lingeries de aproximadamente 500 grandes marcas de luxo para mais de 170 países ao redor do mundo. A marca oferece uma experiência de compra perfeita, embalagens de luxo, retornos fáceis e uma equipe de atendimento ao cliente multilingue, disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano. A empresa garante entrega rápida no mesmo dia em Londres, Nova York e Hong Kong, além de entrega em 24 horas no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Austrália e Cingapura. Com uma audiência mensal de 6 milhões de consumidores, a empresa fatura anualmente mais de US$ 1.2 bilhões. A NET-A-PORTER tem como principais concorrentes as grandes redes de lojas de departamento de luxo como Harrods, Bergdorf Goodman, Barneys New York, Galeries Lafayette, entre outras. 

Você sabia? 
Em 2009, Natalie Massenet recebeu o título de Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) e, em 2016, foi agraciada com o título de Dame Commander of the Order of the British Empire, ambos em reconhecimento à sua contribuição à moda e à indústria de vendas a varejo do Reino Unido. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios, Elle e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 17/8/2017