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13.10.10

OnStar

Há muito tempo a GM tem se apoiado em seu exclusivo sistema de comunicação OnStar. Esse avançado sistema de comunicação é capaz de colocar os assinantes (no caso o motorista) em contato direto com pessoas, que então podem destravar portas, bloquear um carro roubado e chamar os serviços de emergência após um acidente de forma remota e eficiente.
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A história
A OnStar foi formada em 1995 como resultado da colaboração de três grandes empresas, GM, Electronic Data Systems (EDS) e Hughes Electronics Corporation, para prover segurança e facilidade a milhões de motoristas através de um sistema de comunicação via satélite integrado ao automóvel. Cada uma delas contribuiu com áreas específicas para a formação do novo empreendimento: design, integração e distribuição do sistema em milhões de veículos (GM); desenvolvimento do sistema e gerenciamento de informações (EDS); tecnologia e comunicação via satélite (Hughes). Em 1996, o presidente da GM na América do Norte, Rick Wagoner, lançou oficialmente o OnStar, um sistema de comunicação capaz de realizar o monitoramento via satélite do veículo, além de disponibilizar sistema de navegação, diagnósticos à distância e assistência em caso de acidente (bastando para isso apertar um botão no painel), entre outras funções. Os primeiros modelos de automóveis a disponibilizarem o sistema foram Cadillac DeVille, Cadillac Seville e Cadillac Eldorado.
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Em um curto período, o sistema também esteve disponível em automóveis de outras montadoras. Pouco tempo depois, o OnStar já estava disponível aos proprietários de automóveis GM no Canadá. Com o aumento da popularidade da marca OnStar e o avanço da tecnologia, nos anos seguintes a empresa desenvolveu versões mais modernas do sistema, atualmente utiliza a nona geração, que permitiam assistência de forma automática em caso de acidente (Advanced Automatic Crash Response), receber informações úteis como orientações sobre o tráfego e condições severas de tempo, e até destravar as portas a distância, caso a chave tenha sido esquecida no interior do veículo. Em dezembro de 2009, o serviço foi oficialmente introduzido no mercado chinês, estando disponível em alguns modelos de carros das marcas Cadillac, Buick e Chevrolet. Em 2010, a General Motors divulgou a intenção de expandir sua divisão de serviços de comunicações para seis novos mercados. Além do Brasil, a OnStar quer atuar também na Europa, no México, na Coréia do Sul, no Oriente Médio e na Austrália.
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Recentemente anunciou que até 2011 todos os modelos de automóveis produzidos pela GM contarão com uma nova e excelente funcionalidade que permitirá serem controlados pelo iPhone. Entre os controles acionados através do aparelho da Apple, será possível trancar e destrancar o veículo, acionar o ar condicionado, dentre outras funções. Além disso, a OnStar mantém negociações para incorporar aplicações que incluem chamada por vídeo no Skype e acesso a redes sociais como Twitter e Facebook. Um dos novos benefícios já agregados ao seu sistema de comunicação é o eNav, que permite aos motoristas enviar mapas do Google para o veículo. Hoje em dia, o OnStar é oferecido gratuitamente em mais de 40 modelos da GM para o primeiro ano do veículo. Após esse período, a assinatura pode ter continuidade com uma taxa anual que varia de US$ 199 a US$ 299. O Chevrolet Volt é o primeiro veículo nos Estados Unidos a oferecer cinco anos do sistema OnStar, que conta com serviços de navegação, de auxílio imediato em casos de acidentes ou roubo. O Volt ainda vai expandir os serviços oferecidos pela OnStar, através de um aplicativo para o celular que conectará o carro ao telefone celular de seu proprietário.
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A evolução visual
Recentemente, em setembro de 2010, a OnStar apresentou sua nova identidade visual. O novo logotipo foi apenas modernizado, mantendo os principais ícones de comunicação da marca: a cor azul e a palavra ON dentro de um círculo com uma estrela.
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Os slogans
Live On. (2010)
Get the OnStar Treatment.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1995
● Fundador:
GM, Electronic Data Systems e Hughes Electronics Corporation
● Sede mundial: Detroit, Michigan
● Proprietário da marca:
General Motors Corporation
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman: Edward E. Whitacre, Jr.
● Presidente: Chris Preuss
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Clientes: 6 milhões
● Presença global:
3 países
● Presença no Brasil: Sim (em breve)
● Funcionários: 1.500
● Segmento: Automotivo
● Principais produtos:
Monitoramento via satélite e sistema de navegação
● Ícones: A cor azul
● Slogan: Live On.
● Website:
www.onstar.com
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A marca no mundo
Atualmente a OnStar, A subsidiária da GM e líder industrial em serviços de segurança veicular e informação, possui mais de 6 milhões de assinantes nos Estados Unidos, Canadá e China. Em uma recente pesquisa, 5% a 7% dos clientes da GM asseguram ter comprado o veículo pela oferta do serviço de comunicação da OnStar. Anualmente a empresa atende aproximadamente 550 mil chamadas, destrava mais de 50 mil veículos, encontra cerca de 1.000 veículos roubados, atende 15.000 pedidos de socorro em acidentes de trânsito e recebe cerca de 10 milhões de telefonemas.
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Você sabia?
Em 2002, a marca lançou uma campanha estrelada pelo Batman e seu Batmóvel, que estava equipado com o sistema OnStar, permitindo ao super-herói utilizar o serviço para falar com outras pessoas, acessar email e até fechar o icônico veículo.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 13/10/2010

25.7.06

ACDelco


Dificilmente alguém conhece alguma marca de autopeças. Mas, basta abrir o capô de milhões de automóveis em mais de 100 países para ver que uma marca é comum: ACDelco, reconhecida em todo o mundo como uma marca de qualidade, durabilidade e confiabilidade, que permite milhões de veículos rodarem com total segurança. 

A história 
A história da marca quase se confunde com a própria história do automóvel. As origens da ACDelco nos levam ao ano de 1899. Naquele ano, Albert Champion, um ex-campeão francês de ciclismo que construía velas de ignição para seus amigos por passatempo, resolveu transformar seu grande hobby em negócio e fundou a The Champion Ignition Company na cidade de Boston, estado americano de Massachusetts. Apenas dois anos mais tarde, os irmãos Frank e Perry Remy fundavam a Remy Electric Company, e foram os primeiros a fabricar dínamos e magnetos utilizados nas baterias de ignição utilizadas nos automóveis da época. Nos anos seguintes, as duas empresas evoluíram e cresceram. Em 1905, Albert se separou dos investidores da companhia, que ficaram com a posse do nome da empresa - The Champion Ignition Co.


Pouco depois, em 1908, ele uniu suas forças com a montadora Buick Motor Company e criou a AC Spark Plug Division para a produção de velas de ignição. Já a Remy Electric Company se uniu, no ano de 1926, com a Dayton Engineering Labs. Co. (conhecida como Delco), empresa fundada na cidade de Dayton, estado de Ohio, por Charles Kettering e Edward A. Deeds, formando assim a Delco Remy Corp. Com o tempo, as duas novas empresas foram incorporadas pela General Motors. Em 1969, depois de atravessar os oceanos e evoluir constantemente a marca chegou à Lua. Suas velas de ignição foram utilizadas nos foguetes que levaram os astronautas Neil Armstrong, Mike Collins e Buzz Aldrin à Lua.


As marcas AC (iniciais de Albert Champion) e Delco (que então fabricava produtos elétricos como motores de partida e alternadores) foram unificadas somente em 1974 pela GM e, atualmente, a ACDelco tem sua liderança consolidada mundialmente. Nas décadas seguintes a empresa diversificou sua linha de produtos e passou a fabricar também filtros (óleo, ar e combustível), correias, pastilhas para freios, amortecedores, fluídos e químicos (sintéticos para freio, óleo para motores a gasolina, álcool, diesel, aditivo para radiador, aditivo para gasolina, graxas para cubos de roda e para uso geral). O ano de 1995 foi muito importante na história da marca, que teve seu logotipo remodelado, ganhando um visual moderno e dinâmico, refletindo o compromisso da empresa em desenvolver novos e inovadores produtos.


Ainda neste ano foi introduzida no mercado a vela de alta performance RAPIDFIRE e a nova bateria com vida estendida Delcon Freedom 84-month-battery. Foi também nesta década que a empresa passou a produzir peças para vários outros modelos de automóveis, e não somente para as marcas da GM. Embora a marca tenha uma longa tradição internacional, sua presença no Brasil é recente. A divisão brasileira iniciou suas atividades no final de 1999. Naquele momento a Delphi - que mantinha o direito de uso da marca Delco no Brasil - estava se separando da General Motors. A separação foi concretizada, mas a ACDelco permaneceu sob o controle da GM. A razão era simples: muitos clientes reconhecem essa marca como um ícone de qualidade, com o respaldo da GM em tecnologia e engenharia. É um valor que a General Motors não poderia perder. Nos últimos anos, no Brasil, a ACDelco lançou no mercado uma linha de limpeza automotiva composta por Cera Limpadora, Lava Autos, Silicone Gel, Limpa Pneu Gel e Limpa Pneu Líquido. Além disso, introduziu o primeiro aditivo para motor bicombustível. Denominado ACDelco Flexpower, o aditivo visava os motores flexíveis de qualquer marca, movidos a gasolina, álcool ou pela mistura de ambos os combustíveis em qualquer proporção.


A ACDelco, uma das principais marcas da General Motors, sempre fez parte da história do automobilismo. Há mais de um século, ela surgia da paixão de um homem, cujo passatempo - construir velas de ignição para seus amigos - transformou-se em um negócio com altos padrões de qualidade e controle. Facilmente associada aos veículos da GM pela tradição e qualidade no fornecimento de peças e componentes, hoje a ACDelco é multimarcas, oferecendo a seus clientes um portfólio completo de produtos automotivos, respeitando o suor e o trabalho dos pioneiros de 100 anos atrás.


A evolução visual 
O primeiro logotipo com o nome ACDelco surgiu apenas em 1974 quando as marcas AC e DELCO foram unidas.


Até 1995 a palavra ACDelco era escrita com hífen e seu logotipo era bem diferente do atual. Com o lançamento de uma nova identidade visual, o logotipo foi completamente modernizado e o hífen sumiu.


Os slogans 
Be Certain. (2016) 
The Pros Who know. (2007) 
Real Car Guys Know. (2004) 
When the right way is the only way. (2000) 
It’s Like Buying Time. 
The Difference is Quality.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1899 
● Fundador: Albert Champion 
● Sede mundial: Grand Blanc, Michigan, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: ACDelco Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da General Motors Company
● Diretor geral: Mark Drennan 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 25.000 
● Segmento: Automotivo 
● Principais produtos: Velas, baterias, filtros e pastilhas de freios 
● Concorrentes diretos: Bosch, SKF, NGK, Champion, Magneti Marelli, Interstate, DieHard, Varta, Monroe e Cofap 
● Slogan: Be Certain. 
● Website: www.acdelcobrasil.com.br 

A marca no mundo 
A ACDelco, marca líder mundial no fornecimento de peças automotivas, comercializa em mais de 100 países ao redor do mundo sua ampla linha de produtos, que inclui desde as tradicionais baterias e velas de ignição, além de correias, cabos de velas, filtros, fluidos e químicos, limpeza automotiva, lubrificantes, palhetas e pastilhas de freio. Somente nos Estados Unidos os produtos da marca são comercializados em mais de 28.700 pontos de vendas. Atualmente, a ACDelco fabrica 90.000 itens diferentes em 37 linhas de produtos. 

Você sabia? 
Testes independentes mostraram que as baterias da marca ACDelco tem vida útil 33% maior que suas concorrentes. 
Para a ACDelco, produzir baterias ecologicamente corretas é um compromisso levado muito a sério, e por isso mantém em suas fábricas modernos processos de reciclagem. Seu programa Reciclagem Garantida, que recicla uma bateria usada a cada nova produzida, viabiliza ganhos para toda a cadeia no processo de reciclagem. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 10/9/2017

18.7.06

BUICK

A BUICK sempre ofereceu automóveis luxuosos e confortáveis bem ao gosto do ávido consumidor americano, mas sem a imagem elitizada e os preços salgados de um Cadillac. A fórmula deu muito certo, tanto é que a BUICK é a montadora mais antiga em atividade no mercado americano, e, embora essa divisão da GM tenha sido durante muitos anos estigmatizada como marca de “carros de pai” ou “caretas”, seu modelos atuais são arrojados e modernos.
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A história
O escocês David Dumbar Buick era um próspero fabricante de chuveiros, banheiras, torneiras e apetrechos de banho da cidade de Flint, estado do Michigan, no fim do século 19. Como tinha uma paixão por automóveis, seu filho, Tom, o convenceu a usar a oficina para fazer um carro diferente, a seu gosto. A geringonça ficou pronta em 1901 e recebeu elogios. Foi o que bastou para que David decidisse mudar de ramo e criar, juntamente com Thomas D. Buick e Emil D. Moessner, a BUICK MOTOR COMPANY no dia 19 de maio de 1903 na cidade de Detroit, para produzir motores estacionários e marítimos, e aumentar a produção de suas banheiras e chuveiros. O senhor Buick investiu na empresa tudo o que tinha e ainda assumiu dívidas que se somaram ao dinheiro de amigos investidores. A idéia era ingressar na indústria automobilística, viabilizando o protótipo que criara com um motor dianteiro de dois cilindros. Como não pagou as contas, e principalmente as dívidas, ele acabou perdendo o controle da empresa para James Whiting, que contratou William C. Durant para comandar seu novo negócio, transferindo-o para a cidade de Flint.
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Ainda neste ano, foi anunciado o lançamento do primeiro automóvel BUICK de série. No ano seguinte foram construídos 37 carros do modelo chamado “Model B”. Cinco anos depois da sua fundação, como aconteceu com outros construtores norte-americanos na época, a BUICK passou a fazer parte do universo do grupo General Motors, fundado neste mesmo ano por William Durant. Nessa época, a marca já era a mais popular e a que mais vendia automóveis nos Estados Unidos, com um total de 8.820 veículos comercializados. Em 1911, a BUICK introduziu o primeiro automóvel de carroceria fechada, quatro anos à frente da rival Ford. Durante a Primeira Guerra Mundial, a montadora destinou sua produção para a fabricação de ambulâncias, aviões e tanques para o exército norte-americano.
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Com o término do conflito, na década de 20, a marca começou uma forte campanha de internacionalização, montando o primeiro BUICK no Canadá, abrindo um escritório de vendas na China, entre outras ações. Na década seguinte a BUICK lançou inúmeros modelos de sucesso como o Special, o Century (um sedã de tamanho grande) e o Roadmaster (modelos de maior luxo e potência), entre outros. No ano de 1937, utilizou pela primeira vez seu tradicional logotipo na grade do radiador de seus veículos. Durante a Segunda Guerra Mundial, novamente a BUICK, converteu todas as suas fábricas para a produção de equipamentos militares. O pós-guerra foi um dos períodos mais clássicos na história da marca, com grandes inovações tecnológicas e também no quesito design.
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A marca crescia rapidamente nesta época, passando de 550 mil carros construídos em 1950 para 745 mil em 1955. Nesta época a BUICK foi pioneira em muitas inovações como transmissão Dynaflow (introduzida primeiramente em 1948 no modelo Roadmaster), entre outras novidades. A BUICK começou sua estreita relação com o golfe em 1958, patrocinando torneios profissionais, aumentando ainda mais a sofisticação, posicionamento e o conceito da marca. O final desta década foi marcado pela introdução de três modelos de enorme sucesso da marca: LeSabre, Electra e Invicta.
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No ano de 1962 a marca introduziu no mercado americano o modelo Buick Special, primeiro automóvel V6 a ser produzido em massa. Além de todo o rebuliço político, social e cultural que vivia os Estados Unidos, a década de 60 também é lembrada como o tempo dos motores super potentes nos carros americanos. Era uma época de gasolina barata, consumidores sedentos por desempenho e seguradoras que ainda não os penalizavam por essa predileção. Essa mania contagiante acabou atingindo até a tradicionalmente pacata BUICK, que lançou o Wildcat em 1962, modelo que resgatava o nome usado em três belos carros-conceitos conversíveis apresentados pela marca na década de 50. O Wildcat era um amplo cupê com linhas sóbrias, levemente esportivas, e motor V8 de 6,6 litros com potência bruta de 325 cv.
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Depois de anos de grandes oscilações nas vendas, a BUICK começou a bater recordes em 1983 e 1984, com mais de 1 milhão de automóveis vendidos. A década de 90 foi marcada por altos e baixos, mas no geral a BUICK perdeu espaço para as diversas marcas concorrentes, especialmente européias e asiáticas. A partir do novo milênio a BUICK começou a reformular toda sua linha de veículos com a substituição do Regal pelo o Lacrosse (conhecido como o Buick Allure no Canadá); o LeSabre e o Park Avenue pelo Lucerna, em 2006; e seus veículos utilitários esportivos, Rendezvous e Rainier, pela moderna Enclave em 2008.
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A linha do tempo
1940

Lançamento do BUICK Estate, uma perua (station wagon) de porte grande produzida até 1990.
1959
Lançamento do BUICK LeSabre, um dos modelos mais vendidos na história da marca.
Lançamento do BUICK Electra, um veículo luxuoso de porte grande.
Lançamento do BUICK Invicta, um sedá de grande porte que no decorrer dos anos ganharia a versão conversível e station wagon (perua).
1963
Lançamento do BUICK Riviera, um cupê de porte grande luxuoso que foi gabricado até 1999, vendendo mais de 1.1 milhões de unidades.
1973
Lançamento do potente BUICK Regal, um sedã de médio porte que fez grande sucesso até 2004. A montadora já anunciou o retorno do modelo, completamento reestilizado como um esportivo de porte médio para 2010 somente no mercado americano.
1988
Lançamento do BUICK Reatta, um modelo esportivo oferecido nas versões cupê e conversível.
1991
Lançamento do elegante BUICK Park Avenue, um enorme sedã de luxo com quatro portas.
2005
Lançamento da mini-van BUICK Terraza, que foi produzida apenas durante dois anos.
2002
Lançamento do utilitário esportivo de médio/grande porte BUICK Rendezvous.
2004
Lançamento do utilitário esportivo de médio porte BUICK Rainier.
Lançamento do BUICK LaCrosse, um sedã de porte médio com design extremamente arrojado e moderno.
2006
Lançamento do BUICK Lucerne, um sedã de quatro portas com design moderno e cheio de luxo e elegância.
2008
Lançamento do crossover BUICK Enclave, que possuía o mesmo nível de conforto e sofisticação que sempre esteve presente em outros modelos da marcaque. O novo automóvel substituiu os modelos da linha Rendezvous e Rainier.
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A evolução visual
O logotipo da tradicional BUICK sofreu inúmeras alterações ao longo dos anos. O primeiro deles, que data de 1904, possui o símbolo da terra com a frase “Know All Over The World”. No ano seguinte, foi substituído por um novo logotipo redondo que continha a palavra BUICK e a frase “The Car of Quality” dentro. Outras duas modificações foram feitas até 1913, quando o logotipo era representado apenas pelo nome da marca. O famoso logotipo, conhecido como Tri-Shield (três emblemas que representavam os três modelos produzidos na época: LeSabre, Invicta e Electra), foi criado e introduzido no ano de 1959, e ao longo das décadas seria reconhecido como sinônimo de automóveis da mais alta qualidade. Na década de 70 a marca também utilizou um logotipo alternativo que continha um falcão, batizado de “Happy”. A última grande mudança ocorreu em 1990, quando o logotipo foi apenas modernizado.
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Os slogans
The new class of world class. (2009)
The Spirit of American Style.
Buick. It's All Good.
We’re not a just Car Company anymore.
The new symbol for quality in America.
(anos 80)
When Better Automobiles Are Built, Buick Will Build Them. (1911)
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação:
19 de maio de 1903
● Fundador:
David Dunbar Buick, Thomas D. Buick e Emil D. Moessner
● Sede mundial: Detroit, Michigan
● Proprietário da marca:
General Motors Company
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● CEO & Presidente:
Frederick Henderson
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Vendas anuais: 435.394 unidades (2008)
● Presença global:
8 países
● Presença no Brasil:
Não
● Funcionários: 284.000 (GM)
● Segmento: Automobilístico
● Principais produtos: Automóveis de luxo
● Slogan:
The new class of world class.
● Website:
www.buick.com
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A marca no mundo
Com mais de 38 milhões de veículos produzidos desde sua fundação, a BUICK, mais antiga montadora em atividade no mundo, oferece atualmente uma gama pequena, mas sofisticada e luxuosa de automóveis que vai desde o clássico Lucerne, o moderno e arrojado Lacrosse até o utilitário esportivo Enclave. Seus automóveis são comercializados nos Estados Unidos, Canadá, México, China, Taiwan, Qatar, Kuwait e Israel.
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Você sabia?
A BUICK faz parte da história do automóvel por ter sido a marca pioneira na utilização do câmbio automático.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 20/11/2009

20.6.06

OPEL

A tradicional montadora OPEL é um símbolo de inovação na Europa com seus carros versáteis, modernos e eficientes. Modelos como VECTRA, ASTRA, OMEGA, CORSA e ZAFIRA são vistos rodando em todas as ruas e estradas do velho continente.
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A história
A história da marca começou no dia 21 de Janeiro de 1863 quando Adam Opel abriu uma fábrica para produzir máquinas de costura na cidade alemã de Rüsselheim. Depois de quase 25 anos, em 1887, a empresa que exportava suas máquinas de costura para Europa, Estados Unidos, Rússia e Índia, começou a produzir bicicletas. Não demorou muito para se transformar na maior produtora mundial de bicicletas. Foi também na produção de bicicletas que a OPEL começou a tradição da inovação técnica, com a introdução de pneus Dunlop, cheios de ar, em 1890. Somente no ano de 1899, utilizando sua grande e larga experiência em engenharia e produção, os irmãos Opel (filhos de Adam), construíram, em associação com o produtor de carruagens, Friederich Lutzmann, seu primeiro automóvel. Para promover o transporte de pessoas de maneira eficaz, a empresa expandiu a sua linha de produtos em 1901, incluindo agora também as motocicletas.
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Finalmente em 1902 lançou o primeiro automóvel produzido e desenvolvido pela própria empresa, um carro de 2 cilindros que atingia velocidade máxima de 45 km/h. O veículo foi apresentado oficialmente na Exposição de Automóveis de Hamburgo. Pouco depois, em 1906, inaugurou fábrica na cidade de Berlim, além de alcançar a marca dos mil automóveis produzidos. Três anos depois introduziu no mercado o carro conhecido como “Doctor’s Cars” (Carro do Médico), que tinha capacidade para dois passageiros e era vendido ao preço de 3.950 marcos alemães (custava metade do preço de qualquer outro modelo de luxo da época). A segurança e robustez do veículo eram apreciadas pelos médicos que, na época, percorriam constantemente o país para fazer visitar pacientes, cruzando estradas muito diferentes das atuais (as estradas planas eram uma raridade no princípio do século). O sucesso deste modelo e o advento dos sistemas de produção em série, permitiram que em 1914, a OPEL ultrapassasse seus concorrentes, se transformando na maior produtora alemã de veículos, vendendo 3.335 unidades no ano.
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Em 1919 ocorreu a abertura da pista de corridas da OPEL, a sul de Rüsselsheim. Esta pista oval de cimento com curvas inclinadas foi a primeira pista de testes e de corridas permanente da Alemanha, muito anterior a outras pistas de longa tradição como a Avus de Berlim e a Nürburgring. Em 1924, a OPEL investiu dinheiro para modernizar toda sua linha de montagem, desenvolvendo métodos próprios de produção. O primeiro modelo à sair das novas linhas de montagem foi o “Laubfrosch”, também conhecido por “Raineta”, um automóvel de dois lugares compacto assim chamado por causa das suas rodas únicas e por dispor de apenas uma cor, o verde. Nesta época, a rede de distribuição sofreu alterações com a introdução dos serviços de assistência a veículos, a preços fixos. Em 1928 a OPEL possuía 37.5% do mercado de automóveis da Alemanha, produzindo aproximadamente 43 mil unidades anualmente. Nesta época, muito do seu sucesso se deveu à estratégia comercial adotada.
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No início do Verão de 1929, a OPEL se tornou a primeira companhia automóvel a estabelecer uma seguradora e uma empresa de financiamento para vendas a prestações. Foi neste mesmo ano que a empresa teve 80% de suas ações compradas pela americana General Motors, que viria a se tornar proprietária majoritária em 1931. Foi neste ano que a OPEL ingressou no segmento dos caminhões com o lançamento do Opel Schnell-Lastwagen (Caminhão leve rápido). Esta versão inicial tinha uma capacidade de carga de 2 toneladas. Em 1935, inaugurou a então mais moderna fábrica de veículos do mundo, em Brandenburg e lançou um modelo compacto de caminhão, com capacidade de carga de 1 tonelada, adaptado às características e necessidades da Alemanha na época. O novo veículo recebeu o nome Blitz (raio) após um concurso público de grande sucesso, em que foram enviados quase 1.5 milhões de propostas de nomes. Este pequeno caminhão foi denominado de Opel Blitz 1 tonner Leichter-lastwagen. Ele apresentava um motor a gasolina de 4 cilindros em linha Olympia de 1300 cilindradas e 24 HP de potência, com válvulas laterais. Sua cabine era espaçosa e bem dimensionada, com um característico radiador.
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Foi também neste ano, que durante o Salão do Automóvel de Berlim, a empresa apresentou o modelo Olympia, primeiro carro alemão com carroceria de aço equipado com motor de 1.3 litros. No ano seguinte a empresa se tornou a maior montadora da Europa com produção anual de 120.900 automóveis, além de introduzir no mercado a primeira geração do modelo Kadett. Paralelamente, a OPEL ia acumulando sucessos de vendas internacionais. A ligação com a GM tinha dado a OPEL acesso ao mercado mundial, possibilitando o estabelecimento de novas sucursais no Japão, na China e em vários países da América do Sul. Em 1937, após anos sendo a maior produtora de bicicletas do mundo, a OPEL encerrou a produção, vendendo sua divisão para a NSU, para se concentrar somente na produção de veículos.
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Em 1940, devido à Segunda Guerra Mundial, a empresa interrompeu a produção de carros, concentrando suas forças na montagem de veículos e equipamentos militares. Com o fim do conflito em 1946, a OPEL, que teve suas instalações bastante danificadas, lançou o primeiro veículo pós-guerra, o Blitz, um caminhão de 1.5 toneladas. Um ano depois, a produção de carros de passageiros recomeçou com o lançamento de uma versão revisada do modelo OPEL OLYMPIA. A década de 50 começou com a reconstrução de suas principais fábricas, que haviam sido afetadas e destruídas pela guerra. No ano de 1956, além de dobrar sua capacidade de produção com a construção de um novo complexo, a OPEL atingiu a marca de 2 milhões de automóveis produzidos desde sua fundação. Em 1962, no centésimo aniversário da fundação da empresa, a OPEL inaugurou uma segunda fábrica na cidade de Bochum. O novo OPEL KADETT surgiu das suas linhas de produção com o slogan “Um novo carro de uma nova fábrica”. Em resposta à crescente comunidade de fãs de carros esportivos, a OPEL criou o seu primeiro cupê em meados desta década. Introduzindo a versão GT, a empresa confirmou sua reputação como fabricante de automóveis particularmente dinâmicos.
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No início da década de 70, em 1971, a marca OPEL é lançada na Ásia. Em 1972 detinha 20.4% do mercado alemão, mantendo-se como a maior montadora do país. Em 1977 introduziu no mercado os novos modelos MONZA e SENATOR. No ano de 1982 inaugurou fábrica na cidade de Zaragoza, Espanha, para produzir o novo carro compacto CORSA. Este modelo se tornaria o carro compacto mais vendido do mundo, atingindo a marca das 11 milhões de unidades vendidas em 2002. Em 1985, tornou-se a primeira montadora do mundo, a oferecer uma linha completa de automóveis equipada com catalisadores. No ano seguinte lançou o OMEGA que viria a ser eleito carro do ano em 1987.
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Em 1992 a OPEL atingiu a marca histórica de 25 milhões de veículos produzidos desde sua fundação. Desde 1995, todos os modelos da OPEL saem das fábricas equipados com airbags, tanto para o motorista como para o passageiro da frente, como parte do seu equipamento de série. No ano de 2001 o modelo ASTRA comemorou 10 anos de vida e mais de 7 milhões de unidades vendidas em 90 países diferentes.
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Recentemente, com as dificuldades financeiras enfrentadas pela GM, a OPEL foi oficialmente vendida no começo de setembro de 2009, para a fabricante de autopeças canadense Magna. Com isso a tradicional montadora alemão tem sua propriedade dividida entre a Magna (maior parte) em conjunto com o banco russo Sberbank, os trabalhadores da empresa (10%), enquanto a General Motors permanece com os restantes 35%.
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A linha do tempo
1968
Lançamento do esportivo OPEL GT. Produzido somente até 1973, o modelo foi relançado em 2006.
1979
Lançamento do OPEL KADETT D, primeiro modelo da montadora alemã com tração dianteira.
1982
Lançamento do OPEL CORSA.
1986
Lançamento do OPEL OMEGA, um sedã que, progressivamente estilizado, estabeleceu novos padrões de consumo de combustível.
1988
Lançamento do OPEL VECTRA.
1990
Lançamento do OPEL CALIBRA.
1991
Lançamento do OPEL ASTRA.
Lançamento do OPEL FRONTERA, primeiro carro da montadora no segmento “fora da estrada”.
1994
Lançamento do OPEL TIGRA, um pequeno cupê produzido até o ano 2000. Quatro anos depois o modelo foi relançado no mercado com o nome de TIGRA TWIN TOP, um cupê conversível com lugar para duas pessoas.
1996
Lançamento do OPEL SINTRA, seu primeiro mono-volume.
1999
Lançamento da minivan de porte grande OPEL ZAFIRA.
Lançamento do OPEL MOVANO, um veículo comercial de porte grande.
2000
Lançamento do OPEL AGILA, um automóvel urbano de porte pequeno com cinco portas.
Lançamento do esportivo OPEL SPEEDSTER.
2002
Lançamento da OPEL MERIVA, uma minivan feita sob a plataforma do Corsa.
2003
Lançamento do OPEL SIGNUM, um modelo hatch de porte médio-grande.
2006
Lançamento do OPEL ANTARA, um veículo utilitário esportivo de médio porte. Na América do Norte e no Brasil é vendido sob o nome CHEVROLET CAPTIVA.
2008
Lançamento do OPEL INSIGNIA, um automóvel de porte médio-grande que substituiu o modelo VECTRA.
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A evolução visual
O logotipo da OPEL passou por inúmeras modificações até chegar na aparência dos dias atuais. A primeira significativa mudança ocorreu em 1937, quando foi introduzido um logotipo em homenagem ao Conde Zeppelin (grande orgulho dos alemães na época), que tinha como símbolo um dirigível estilizado. Depois de pequenas atualizações, o logotipo passaria por uma radical mudança em 1965, quando surgiu o famoso símbolo do raio (Blitz), baseado em um antigo modelo de caminhão da montadora na década de 30. Ao mesmo tempo, o símbolo também lembrava o Z de Zeppelin. Nos anos seguintes o logotipo passou apenas por modernizações, a última delas ocorrida recentemente.
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Os slogans
Discover OPEL. (2008)
OPEL - The reliable one. (1954)
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Dados corporativos
● Origem:
Alemanha
● Fundação:
21 de Janeiro de 1863
● Fundador:
Adam Opel
● Sede mundial:
Rüsselsheim, Alemanha
● Proprietário da marca: General Motors Company
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente:
Hans Demant
● Faturamento: €15.6 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Vendas globais: 1.3 milhões de veículos
● Presença global:
60 países
● Presença no Brasil:
Não
● Funcionários:
25.103
● Segmento:
Automobilístico
● Principais produtos:
Automóveis
● Ícones: O logotipo conhecido como Blitz
● Slogan: Discover Opel.
● Website:
www.opel.com
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A marca no mundo
A montadora alemã, que vende seus veículos em 40 países europeus, está presente também no mercado da Ásia, África e Oriente Médio. A OPEL vende anualmente aproximadamente 1.3 milhões de automóveis, com forte e marcante presença no continente europeu.
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Você sabia?
Os modelos de automóveis da OPEL são vendidos no Reino Unido sob a marca VAUXHALL, na Oceania sob a marca HOLDEN e na América do Sul sob a marca CHEVROLET.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 12/9/2009

8.6.06

GM (General Motors)

Um centenário de muito sucesso, pioneirismo e inovação. Esse é o cenário que marca a trajetória da GENERAL MOTORS, empresa reconhecida mundialmente por sua visão empreendedora ligada a expansão, grandes parcerias, fusões e incorporações, que nos últimos tempos parece ter desmoronado. Apesar disso, sua história não pode ser apagada: a GM é responsável pela criação de alguns dos modelos de automóveis mais memoráveis da história, verdadeiras obras do design esculpidas sob o aço e com detalhes de vidro. Corvette. Firebird. Riviera. Camaro. GTO. Eldorado. Esses nomes representam mais do que apenas veículos: são ícones culturais, parte da identidade coletiva dos americanos.

A história
A história do que viria a se tornar a maior montadora do planeta começou como um empreendimento tímido exatamente no dia 16 de setembro de 1908 quando William C. Durant, um próspero produtor de carruagens, fundou a GENERAL MOTORS CORPORATION, na cidade de Flint, estado americano do Michigan, após a incorporação da montadora Buick, fundada pelo escocês David Dunhar Buick e da qual havia sido presidente, que fabricou seu primeiro carro em 1903. Pouco depois, no dia 12 de novembro, a Oldsmobile, outra tradicional montadora americana fundada em 1897, se tornou a segunda marca a integrar a nova empresa. Em seus primeiros anos de atividades, a empresa incorporou ainda as marcas Oakland (que mais tarde se tornaria Pontiac) e Cadillac, fundada em 1902 e comprada por US$ 5.5 milhões em 1909. No dia 3 de novembro de 1911, William Durant, que havia deixado a GM devido a divergências com os outros sócios, criou a Chevrolet Motor Company of Michigan, em parceria com o mecânico e piloto suíço Louis Chevrolet, que viria a ser comprada pela empresa em 1918.


Ainda em 1911, a empresa criou a marca GMC (derivada da Rapid Motor Vehicle Company, que a GM havia comprado anos antes), responsável pela produção e venda de caminhonetes e caminhões leves. Nos anos seguintes, paralelamente às fusões e aquisições, a empresa explorava oportunidades de expansão, mas só em 1918 abriu seus horizontes e se estabeleceu no país vizinho, o Canadá. Esse foi o ponto de partida para que a GM conquistasse diversos territórios em todos os continentes. Pouco depois, em 1919, a GM incorporou a Frigidaire, tradicional fabricante de refrigeradores, sendo a primeira empresa não ligada ao ramo automobilístico a fazer parte da empresa. Com um posicionamento visionário, os executivos da empresa logo perceberam que a sua área de atuação poderia ser muito maior do que aquela do eixo em que operava. Inaugurou sua primeira fábrica na Europa, na cidade de Copenhagen na Dinamarca em 1923.


Pouco depois, no dia 26 de janeiro de 1925, a GENERAL MOTORS chegou ao Brasil e se instalou no bairro do Ipiranga, em São Paulo. No mesmo ano, iniciou suas operações na Argentina, França e Alemanha, além de adquirir o controle da montadora britânica Vauxhall e da Yellow Coach, tradicional fabricantes dos populares ônibus amarelos escolares no mercado americano. Depois, em 1926, estabeleceu operações na Austrália, Japão e África do Sul. Mas essa visão foi muito adiante. Logo foi a vez da Índia, mercado praticamente inexplorado e, na época, um dos últimos focos do empreendedorismo mundial. Um ano depois, em 1929, a GM anunciou a aquisição do controle da alemã Opel e a sua chegada à China. Com todo esse crescimento, a GM se tornou a maior fabricante de veículos do mundo no ano de 1931. Um dos fatores que contribuíram para isso tinha um nome: Alfred Sloan Jr., que assumiu a presidência da empresa em 1923, período em que a GM era responsável pela comercialização de 10% dos veículos vendidos no mercado americano.


As vendas fora dos Estados Unidos e Canadá continuaram aumentando, superando a marca de 350 mil veículos em 1938, demonstrando o gigantismo e a internacionalização da empresa às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Dois anos depois a montadora atingia a impressionante marca de 25 milhões de carros produzidos. Durante a guerra, a GM converteu quase todas as suas fábricas para a construção de material bélico e veículos militares para o exército americano. Durante esse período, a empresa produzia desde geladeiras até autopeças. Após o término do conflito, a produção de automóveis da empresa cresceu vertiginosamente, em especial por uma série de novos modelos das diferentes marcas, melhorados por várias inovações técnicas e de design. Em 1967, a GM atingiu uma marca histórica para o setor automobilístico: 100 milhões de veículos produzidos desde a sua fundação.


A década seguinte tem início com compra das ações da montadora japonesa Isuzu em 1971. No ano seguinte investiu também na montadora coreana Daewoo, dando demonstrações da forte intenção de conquistar cada vez mais mercado no continente asiático. Esta década foi marcada pelo lançamento de um ambicioso programa visando a remodelação de todos os seus produtos para que se tornassem mais econômicos. Assim, os veículos passaram a ser mais leves e menores, porém, sem abrir mão do conforto. Em 1984, a GM associou-se à Toyota para produzir um carro de pequeno porte, o Chevrolet Nova, que foi lançado no mercado no ano seguinte. Foi uma aliança até então inédita entre uma empresa americana e outra japonesa. E um golpe do destino, que transformaria, nos anos seguintes, a Toyota em maior rival da montadora americana. No final desta década, em 1989, o ímpeto da GM por aquisições não parou: adquiriu 50% da montadora sueca Saab. No ano seguinte, a GM lançou no mercado americano a marca Saturn. Na década de 90, com a abertura do comércio na China, a GM não esperou para garantir essa fatia tão rentável da economia mundial. Logo assinou contrato com a Shanghai Automotive, para a produção de carros no país.


Em 2004, a GM vendeu cerca de nove milhões de carros e caminhões no mundo inteiro, alcançando a segunda maior marca de sua história. Apesar disso, a difícil situação financeira da empresa já nessa época, obrigou a GM a encerrar e sepultar uma das mais tradicionais marcas de veículos do mundo, a Oldsmobile. A empresa, que foi líder mundial absoluta de vendas por 77 anos consecutivos, perdeu a liderança para a japonesa Toyota em 2007. Era apenas o desfecho de uma crise que não parecia ter fim, iniciada anos antes com seguidos prejuízos e várias fábricas fechadas devido à produção de veículos que consumiam muito combustível, incompatíveis com a forte alta do preço do petróleo. A situação foi agravada após o advento da crise mundial de 2008, empurrando a outrora gigante americana para um abismo iminente. A crise somente piorou a já crítica situação da empresa, que teve que recorrer à ajuda governamental. A GM recebeu US$ 13.4 bilhões para tentar resolver seu problema de liquidez e evitar uma possível falência.


Ainda no contexto de combate aos efeitos da crise financeira mundial, a GENERAL MOTORS anunciou o encerramento das marcas Pontiac, Hummer e Saturn. O processo de descontinuação das marcas foi definitivamente concluído no fim de 2010. A empresa ainda anunciou a venda da Saab, outra marca que causava enormes prejuízos a empresa. De nada adiantaram essas medidas. Rumores de que os próprios executivos da GM já consideravam utilizar-se da proteção da lei de falências norte-americana levaram as ações da empresa a serem negociadas em 6 de março de 2009 nos valores mais baixos desde 1933, chegando a cair 94% no período de 12 meses.


Finalmente, em 1° de junho de 2009, ocorreu o desfecho que todos esperavam: a GM encaminhou pedido de proteção contra falência, terceiro maior da história corporativa americana, baseado no famigerado Chapter 11 - Código de Falências dos Estados Unidos - que permite a reorganização de empresas. Na mesma ocasião, apresentou um plano para ressurgir como uma organização menor e menos endividada em poucos meses. Segundo esse plano a empresa foi divida em duas: a “velha GM”, que ficou com as dívidas e os ativos de risco; e a “nova GM”, muito menor, mas também muito menos endividada. A partir de então, a GM se concentraria em quatro marcas (GMC, Cadillac, Buick e Chevrolet), além da gigante Opel; e venderia algumas outras marcas de menor expressão. Somente nos Estados Unidos a GM fechou 2.400 concessionárias e 10 fábricas, além de demitir mais de 21.000 pessoas. O resultado desses cortes dolorosos já começou a aparecer: pela primeira vez desde 2004, a GM apresentou lucros por quatro trimestres consecutivos em 2010, fechando o ano com receita global de aproximadamente US$ 136 bilhões e mais de 8.3 milhões de veículos vendidos no mundo, comercializando pela primeira vez em sua história mais unidades na China do que nos Estados Unidos.


A linha do tempo
1912
A Cadillac inovou ao lançar veículos com carroceria fechada e a produção em série de automóveis com partida elétrica.
1919
Criação da empresa de financiamento GMAC.
1923
A Buick inovou ao apresentar o primeiro automóvel com freio nas quatro rodas.
1925
Aquisição da montadora britânica VAUXHALL MOTORS.
1926
O primeiro PONTIAC, chamado de “Chief of The Sixes”, de seis cilindros, foi apresentado ao público.
1929
Aquisição do controle da tradicional montadora alemã OPEL.
1935
Início da produção em massa do OPEL OLYMPIA, primeiro carro a ter carroceria inteira em aço.
1948
Aquisição da montadora australiana HOLDEN.
1950
A Chevrolet apresentou a transmissão Powerglide, fazendo da marca a primeira a oferecer um automóvel com transmissão automática de baixo preço.
1953
Apresentação do CHEVROLET CORVETTE, primeiro carro esportivo de larga escala de produção.
1966
Lançamento dos lendários PONTIAC FIREBIRD e CHEVROLET CAMARO.
1971
Aquisição de 34,2% da japonesa ISUZU MOTORS. Em 1998, aumentou a participação para 49%.
A montadora desenvolveu e fabricou o sistema de mobilidade do veículo lunar da Apollo 15.
1986
Aquisição da fabricante britânica de carros esportivos LOTUS, depois vendida em 1993.
1989
● Aquisição de 50% da montadora sueca SAAB. Uma década depois, comprou os 50% restantes.
1990
Apresentação dos primeiros carros do projeto da marca SATURN, direcionada para o desenvolvimento de automóveis compactos.
1996
Foi a primeira montadora a produzir um automóvel elétrico em escala, o EV1.
1999
Aquisição dos direitos exclusivos da marca HUMMER, pertencente a AM General Corporation.
2002
Aquisição da maior parte da montadora coreana DAEWOO MOTOR.
2003
Lançamento, através da GM do Brasil, do motor Flex, que funcionava tanto com gasolina como com álcool.
2004
Lançamento, através da GM do Brasil, do motor MultiPower, capaz de funcionar com gasolina, álcool ou gás natural.
2010
Apresentado, como parte da celebração do centenário da empresa, o CHEVROLET VOLT, um carro elétrico que a empresa apostava ser sua salvação, foi oficialmente lançado para o público no mês de novembro.


A evolução visual
O tradicional logotipo da GM pouco mudou durante toda a história da empresa. Na alteração mais significativa, ocorrida há alguns anos atrás, o logotipo ganhou um visual moderno com efeitos 3D.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 16 de setembro de 1908
● Fundador: William C. Durant
● Sede mundial: Detroit, Michigan
● Proprietário da marca: General Motors Company
● Capital aberto: Sim
● Chairman & CEO: Daniel Akerson
● Faturamento: US$ 135.6 bilhões (2010)
● Lucro: US$ 6.17 bilhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 34.9 bilhões (agosto/2010)
● Vendas globais: 8.390.000 (2010)
● Concessionárias: 5.000 (somente nos Estados Unidos)
● Presença global:
+ 140 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: China, Estados Unidos, Brasil, Reino Unido e Alemanha
● Funcionários: 202.000
● Segmento:
Automobilístico
● Principais produtos:
Automóveis, utilitários e caminhões leves
● Principais concorrentes: Toyota, Ford, Volkswagen, Honda e Fiat
● Marcas:
Chevrolet, Cadillac, Buick, GMC e Opel
● Slogan:
Mark of Excellence.
● Website: www.gm.com

A marca no Brasil
A empresa atua no Brasil desde 1925. Naquele ano, começou a funcionar em galpões alugados no histórico bairro do Ipiranga, em São Paulo. Inicialmente, as atividades consistiam na montagem de veículos importados dos Estados Unidos. Após cinco anos, a GENERAL MOTORS do Brasil inaugurava oficialmente, em 1930, sua primeira fábrica, em São Caetano do Sul. A aposta deu muito certo e, em 1936, a GM do Brasil já comemorava a produção de 100.000 veículos. Em 1958, a GM começou a operar uma segunda fábrica, localizada em São José dos Campos e inaugurada oficialmente um ano depois pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek. Ainda neste ano, saíram da linha de montagem da fábrica de São Caetano do Sul, os primeiros veículos genuinamente nacionais da empresa: os caminhões Chevrolet Brasil e a picape modelo 3100, para cargas leves, inaugurando a fabricação de veículos leves da GM no país. Decidida a ampliar sua linha de produtos, a subsidiária brasileira lançou, em 1968, seu primeiro automóvel de passeio, o Chevrolet Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, com mais de 1 milhão de unidades vendidas e uma legião de fãs que cresce até hoje. Desde então, a empresa não parou mais de fabricar sucessos de vendas.


Em 1973, lançou o Chevrolet Chevette, que acumulou vendas superiores a 1.2 milhões de unidades, até ser substituído pelo Chevrolet Corsa, em 1994, primeiro veículo popular com injeção eletrônica de combustível do país. Outro carro a marcar a história da GM do Brasil foi o Chevrolet Monza, lançado em 1982 na versão hatchback e, dois anos depois, na versão sedã. Em 1989, foi a vez do Chevrolet Kadett, compacto médio, que deu origem à versão “perua”, a Ipanema. Em seguida vieram: S-10 (1995), Vectra e Omega. Em julho de 2000, a GM inaugurava sua terceira fábrica no Brasil, o Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (RS). O Chevrolet Celta hatchback foi o produto concebido para aquela linha de montagem. O Centro de Design incorporou ainda ao seu portfólio os modelos Meriva, Montana, Novo Vectra, Prisma, Agile e Classic, que aumentaram a lista de produtos 100% nacionais da General Motors do Brasil. Apesar da atual crise da empresa nos Estados Unidos e na Europa, a situação da GM do Brasil, maior subsidiária da corporação na América do Sul e a segunda maior operação fora dos Estados Unidos, parecia muito diferente como declarou o presidente da empresa no Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, no dia 2 de junho de 2009: o ano anterior foi o melhor da empresa no país, fazendo com que não dependa de investimentos da matriz pelos próximos cinco anos. Hoje, a empresa registra 6 complexos industriais e comerciais, mais dois projetos anunciados em andamento, um Centro Tecnológico, o maior portfólio de produtos do mercado nacional (20 modelos), mais de 600 concessionárias, 21 mil empregados e uma capacidade de produção anual superior a 700.000 veículos. Em 2010 a divisão brasileira atingiu um recorde histórico ao comercializar 657.724 automóveis no país.


A marca no mundo
A GM, que duela com a japonesa Toyota pelo posto de maior montadora do planeta, vende seus veículos em mais de 140 países ao redor do mundo e os produz em outros 30, sendo responsável por aproximadamente 15% da produção mundial de automóveis, comercializando 8.39 milhões de veículos no ano de 2010. Apesar da crise, a GM mantém sob seu portfólio várias marcas de sucesso, entre as quais a Buick, Cadillac, Chevrolet, além da GMC, que fabrica exclusivamente caminhões, grandes vans e caminhonetes; e mantém participação em outras montadoras como a australiana Holden, a alemã Opel (uma das marcas mais importantes da empresa em virtude de sua forte presença no mercado europeu) e britânica Vauxhall. Ainda possui participações acionárias consideráveis na chinesa Wuling e na japonesa Isuzu. Os maiores mercados da empresa são China (2.4 milhões de veículos), seguido dos Estados Unidos (2.2 milhões de veículos), Brasil (mais de 657 mil veículos), Reino Unido, Alemanha, Canadá e Itália. Na Europa, a corporação possui 10 fábricas produtivas em sete países. A GM ainda possui subsidiárias ligadas ao setor automotivo como a OnStar (empresa líder da indústria em segurança veicular, proteção e serviços de informação).

Você sabia?
Segundo o ranking das maiores empresa do mundo de 2011, feito pela prestigiada revista Fortune, a GM ocupa a posição de número 15, além de ser a terceira maior montadora do mundo em relação ao faturamento e segunda em unidades vendidas.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 24/8/2011