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13.12.17

GUITAR CENTER


Para músicos, tanto profissionais como amadores, a rede varejista americana GUITAR CENTER é um verdadeiro templo sagrado do consumo. Guitarras, baterias, violões e uma infinidade de equipamentos e acessórios musicais de grandes e renomadas marcas mundiais, tornaram a rede americana o destino preferido para quem ama música. Afinal, a missão da GUITAR CENTER é “Ajudar as Pessoas a Fazer Música”

A história 
As origens da GUITAR CENTER datam do ano de 1959 quando Wayne Mitchell comprou uma pequena loja que vendia e consertava órgãos eletrônicos para uso doméstico ou em igreja localizada em Hollywood, no estado da Califórnia. Pouco depois, em 1961, ele batizou a loja de The Organ Center. A história da empresa começaria a ganhar novos rumos em 1964 quando Joe Banaran, então presidente da Thomas Organ Company, se aproximou de Wayne em busca de uma saída para vender uma nova linha de guitarras e amplificadores, chamada Vox. Com a enorme popularidade dos Beatles, que estavam usando equipamentos Vox, tornou-se evidente que o futuro do varejo de instrumentos musicais estava na venda de guitarras e amplificadores, e não em órgãos. Wayne viu o momento certo para aproveitar esta promissora nova oportunidade de varejo e passou a vender guitarras e amplificadores, mudando o nome da loja para The Vox Center. Em 1971, a loja foi finalmente renomeada para GUITAR CENTER e mudou-se para um imóvel maior, na famosa Sunset Boulevard em Los Angeles. No ano seguinte, uma segunda loja foi inaugurada na cidade de San Francisco, seguida da terceira unidade em San Diego no ano de 1973. No restante da década a GUITAR CENTER continuou sua expansão geográfica pela Califórnia, além de ampliar a oferta de produtos, que incluía baterias e outros instrumentos musicais.


Depois de estabelecer uma forte presença no varejo da Califórnia, na década de 1980 a GUITAR CENTER começou a se expandir a nível nacional com a inauguração de novas lojas nas principais cidades americanas, como por exemplo, Minneapolis, Dallas, Houston e Chicago. Estas novas unidades, com seus tetos altos e espaço aberto para suportar a comercialização maciça de instrumentos, anunciaram o início do formato “superstore” para o seguimento. Outro fato que aumentou a popularidade da rede aconteceu em 1980, com a compra da fabricante de guitarra Kramer, que tinha como seu principal garoto-propaganda Eddie Van Halen. Em 1984, o fundador empresa, Wayne Mitchell, faleceu, deixando para trás uma equipe de gestão qualificada para dar continuidade a sua visão da enorme potência do varejo de instrumentos musicais. Em 1985, a rede já era composta por 12 unidades. Durante os anos de 1990, a GUITAR CENTER vivenciou um período monumental de crescimento, inaugurando aproximadamente 70 lojas ao longo da década, ganhando assim o apelido de “O maior varejista de instrumentos musicais do mundo”. Durante este período de crescimento acelerado, as grandes inaugurações ocorreram a uma taxa de uma ou duas lojas por mês, superando todos os outros varejistas de instrumentos musicais.


A partir de 1996, o comando de dois talentosos executivos garantiu o impulso necessário para a empresa continuar crescendo, culminando com a abertura de capital da GUITAR CENTER na Bolsa de Valores em 1997. Ainda este ano, a marca lançou seu próprio cartão de crédito - que se tornaria o Gear Card. Pouco depois, em 1999, a empresa adquiriu o Musician’s Friend, um dos principais comerciantes diretos de instrumentos musicais, iniciando assim a construção de uma forte presença online da marca. Em 2001 a empresa criou o Guitar Center Professional (conhecido como GC Pro) para atender as necessidades dos profissionais de gravação e estúdios. Com uma seleção abrangente de equipamentos de alta qualidade, serviço individualizado e consulta especializada, a GC Pro levou o serviço de atendimento da empresa a novos níveis. Nesta década, a empresa acelerou a aquisição de concorrentes, como por exemplo, o American Music Group (2001), a Music & Arts (2005), a Woodwind & Brasswind (2007) e a Music 123 (2007), adicionando 62 novas lojas a sua rede, juntamente com vários sites de varejo que atendiam a uma clientela de músicos completamente nova.


Nos anos seguintes, a empresa começou a se concentrar no desenvolvimento de programação de marketing de conteúdo que inspirava as pessoas a tocar música. Em 2014, a Ares Capital Management tornou-se acionista majoritária da GUITAR CENTER. Ainda neste ano a marca inaugurou uma enorme loja em plena Times Square, em Manhattan. Além disso, a empresa ampliou os serviços oferecidos em suas lojas para incluir aulas e pequenos cursos, aluguéis e reparo de instrumentos. Com objetivos sólidos e uma experiência inigualável oferecida por suas lojas, a missão da GUITAR CENTER é permitir aos músicos em todo o mundo experimentar a alegria que vem de tocar um instrumento.


Amor pela música 
Muito mais que um varejista de instrumentos e equipamentos musicais, a GUITAR CENTER tem em seu DNA o amor pela música. E transformou isso em uma ótima ferramenta de marketing. Como por exemplo, em 1985, quando inaugurou em sua famosa loja da Sunset Boulevard a Guitar Center RockWalk (imagem abaixo), uma espécie de calçada da fama que honra grandes nomes e bandas que deram contribuições significativas para a indústria da música. Eles são convidados a colocar as impressões das mãos em blocos de cimento. Os primeiros indicados foram Stevie Wonder, Eddie Van Halen, Jim Marshall, C.F. Martin e Remo Belli, que deixaram suas mãos gravadas na calçada. Nos anos seguintes, monstros sagrados da música como AC/DC, Aerosmith, Marvin Gaye, James Brown, Eric Clapton, Chuck Berry, James Brown, The Doobie Brothers, BB King, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Alice Cooper, Jimmy Page, Johnny Cash, e tantos outros, passaram a fazer parte da RockWalk. Adicionalmente, dentro da loja, estão expostos em diversas galerias vários instrumentos de grandes personalidades da história da música, como Elvis Presley, Johnny Cash, Jeff Beck, Kurt Cobain, dentre vários outros. Além disso, em 1988 a marca criou o Guitar Center Drum-Off, uma competição para revelar jovens e talentosos bateristas. A tradicional competição já teve 28 edições.


Os slogans 
Find your sound. 
All we sell is the greatest feeling on earth. (2014) 
We help people make music. 
The Musician’s choice.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1959 
● Fundador: Wayne Mitchell 
● Sede mundial: Westlake Village, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Guitar Center Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ron Japinga 
● Faturamento: US$ 2.14 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 269 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Guitarras, violões, baixos, baterias, equipamentos e acessórios musicais 
● Concorrentes diretos: Sam Ash Music, Sweetwater, American Musical Supply e Best Buy 
● Ícones: A RockWalk da loja de Los Angeles 
● Slogan: Find your sound. 
● Website: www.guitarcenter.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a GUITAR CENTER, maior varejista do mundo especializada em instrumentos e equipamentos musicais, possui mais de 260 lojas espalhadas por 32 estados americanos. Com faturamento anual estimado superior a US$ 2 bilhões, a rede tem mais lojas nos estados da Califórnia, Flórida, Illinois e Nova York. Além de instrumentos musicais de todos os estilos, a rede também oferece uma enorme variedade de equipamentos de áudio, gravação, efeito, iluminação e DJ. 

Você sabia? 
A varejista americana ainda é proprietária da Music & Arts, rede que opera mais de 150 lojas especializadas na venda e aluguel de instrumentos para bandas e orquestras, atendendo professores, diretores de banda, professores universitários e estudantes desde 1952. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/12/2017

5.4.17

FENDER


Com uma brilhante história por mais de 70 anos, a FENDER tem tocado e transformado a música pelo mundo e em quase todos os gêneros, desde o bom e velho rock and roll até o country, jazz e blues. Todos, de iniciantes e amadores aos mais aclamados artistas, têm usado instrumentos da tradicional marca americana. Guitarras Stratocaster® e Telecaster® e os baixos Precision® e Jazz Bass® já viraram uma lenda entre o mundo da música. 

A história 
Antes de trabalhar com guitarras elétricas, Clarence Leonidas Fender trabalhou com rádios e fonógrafos. Em 1944, ele e o músico Doc Kaufmann patentearam o captador montado em um corpo sólido único. Esta coisa crua, impossível de se tocar, parecia no máximo um projeto de feira escolar de ciências, mas resultou na empresa K&F (Kaufmann & Fender) Manufacturing. A K&F fabricou as primeiras guitarras lapsteel elétricas (que se toca no colo) e amplificadores (para os músicos de country) em um barracão nos fundos da loja de rádios de Fender na região central de Fullerton, estado da Califórnia. Amparado pelo sucesso da K&F, Leo vislumbrou que poderia aprimorar os instrumentos musicais da época - ainda rústicos e acústicos - usando um inovador, e relativamente simples, design de corpo sólido de guitarra elétrica. Posteriormente, percebeu que esta inovação poderia se tornar rentável, caso entrasse em linha de produção. Com isso, fundou em 1946 na cidade de Fullerton a Fender Electric Instruments Company. No ano seguinte, a linha de produtos da nova empresa incluía os lendários amplificadores com gabinete de madeira e guitarras de madeira dura. No final desta década muitos músicos consideravam Leo Fender um grande inovador em projetos de instrumentos e a empresa obteve endosso das maiores bandas de swing do oeste e dos melhores guitarristas da época.


Em 1949, apresentou o protótipo de um instrumento de corpo sólido, inicialmente batizado de Esquire, depois de Broadcaster e posteriormente chamada de guitarra Telecaster®, em 1951. A Tele, como era e continua sendo conhecida, foi a primeira guitarra estilo espanhol de corpo sólido a ser produzida em massa para comercialização. Naquele mesmo ano, ele apresentou sua revolucionária invenção: o baixo totalmente elétrico Precision Bass®. Ele era tocado como uma guitarra e tinha trastes, por isso podia ser tocado “com precisão” (daí o nome Precision) e ser amplificado, libertando os baixistas dos desconfortáveis baixos acústicos, que eram difíceis de ouvir em orquestras e shows. Esses dois instrumentos históricos sacramentaram a criação de um novo tipo de grupo e uma revolução na música popular - o que nós conhecemos hoje como “rock combo”. Ao oposto das big bands da época, os instrumentos elétricos da FENDER tornaram possível aos pequenos grupos se conhecerem e serem ouvidos.


A primeira aparição da Stratocaster® foi em 1954, incorporando muitas inovações no design baseadas nas opiniões de músicos profissionais, da equipe da empresa, como George Fullerton e Freddie Tavares, e do próprio Leo Fender. O uso de um terceiro captador single ofereceu mais possibilidades de tom, o corpo melhor desenhado deixou a guitarra mais confortável e o design com corte duplo no corpo (acima e abaixo do braço) deixou o acesso a notas mais agudas muito mais fácil. O mais importante, porém, foi a inclusão da nova ponte com vibrato (ou tremolo), uma inovação originalmente criada para permitir que os guitarristas pudessem dar um bend nas cordas, simulando o efeito do pedal das guitarras steel muito populares entre os artistas de country music da época. Originalmente, a Stratocaster® era feita na cor Sunburst de 2 cores, num corpo de Ash, braço em Maple (carvalho americano) de peça única contendo 21 trastes, marcações estilo “bolinha” na escala e tarraxas Kluson. Ninguém podia prever como a Stratocaster® iria revolucionar a música. A Stratocaster® foi imortalizada por Buddy Holly na cor vermelha, posteriormente pelos Beatles com George Harrison e John Lennon ambos usando o modelo na cor azul claro no álbum Rubber Soul e, em seguida, por Jimi Hendrix quando em 1966 ele estraçalhou sua Strat (como ficou apelidada) durante o concerto de sua despedia da Inglaterra. Essencialmente igual desde o primeiro modelo de 1954, essa é a guitarra elétrica mais popular e influente de todos os tempos e guitarristas de todos os níveis e gêneros musicais continuam confiando em seu timbre, versatilidade e ergonomia até hoje.


A guitarra Jazzmaster®, introduzida em 1958, foi originalmente desenvolvida para guitarristas de jazz, mas caiu rapidamente nas graças dos guitarristas de surf music, fato que podemos constatar em fotos de shows de bandas como The Surfaris, The Ventures e The Fireballs. O próprio Leo Fender expressou toda sua criatividade na década seguinte, apresentando muitos modelos de instrumentos, incluindo o baixo Jazz Bass® (introduzido em 1960 com corpo sólido, braço mais fino e curvado, dois captadores e 4 cordas, que rapidamente foi adotado pelos músicos de jazz), as guitarras Jaguar® (que ficou famosa através das mãos de Kurt Cobain) e Electric-XII® (de 12 cordas), além do amplificador Twin Reverb® (com dois falantes). Devido a problemas de saúde, Leo Fender vendeu a empresa por US$ 13 milhões para a CBS no dia 5 de janeiro de 1965. Nesta época, artistas e bandas consagradas como Jimi Hendrix e The Who tocavam com guitarras da marca americana. A Fender Musical Instruments passou por um crescimento tremendo nos 20 anos seguintes, porém a falta de comprometimento e de entendimento em torno dos desejos de músicos da CBS aos poucos foi se tornando aparente. Além disso, as cópias e principalmente as crescentes importações do Japão, minaram os lucros da empresa. E sem contar, que os Estados Unidos entraram em uma recessão e o interesse por guitarras diminuiu; os adolescentes preferiam comprar vídeo games. Era preciso fazer alguma coisa. E para reinventar a FENDER, a CBS recrutou um novo executivo em 1981. William Shultz se tornou o presidente da empresa, apoiado pelo associado William Mendello. Seu plano de negócios de 5 anos era baseado em aumentar a presença da FENDER no mercado com grande aumento de qualidade e um imenso compromisso com pesquisa e desenvolvimento. Com isso, em 1982, a empresa retornou aos modelos originais torneados por Leo Fender e começou a fazer reedições vintages baseadas nas especificações originais.


Quando a CBS encerrou seus negócios que não tinham haver com rádio e televisão, um grupo de funcionários e investidores liderados por Schultz comprou a FENDER em março de 1985. A venda colocou novamente o nome FENDER nas mãos de um pequeno grupo de pessoas dedicadas e compromissadas em criar as melhores guitarras e os melhores amplificadores do mundo. A nova empresa, batizada de Fender Musical Instruments Corporation (FMIC), teve que começar do zero - as instalações e os maquinários não estavam incluídos na venda. A FMIC possuía apenas o nome, as patentes e algumas partes não usadas deixadas para trás. Apoiado por um grupo de leais funcionários, revendedores e fornecedores (alguns que eram parceiros desde a criação), Schultz e sua equipe começaram a reconstruir um ícone americano.


A nova FENDER inicialmente importou suas guitarras de fabricantes estrangeiros com experiência comprovada na produção de instrumentos viáveis e com bom custo benefício, porém o aumento do controle de qualidade levou, em 1985, a inauguração de uma nova fábrica em Corona, estado da Califórnia. Uma segunda fábrica foi inaugurada em 1987, em Ensenada, no México. E o ano de 1987 foi mesmo mágico para a FENDER. Dentre os acontecimentos marcantes desse ano estava o lançamento de uma das mais icônicas, lendárias e tradicionais linhas de guitarras e contrabaixos da marca (American Standard®), que retomou sua tradição e características que definiriam o padrão americano: instrumentos feitos com madeiras selecionadas, acabamentos especiais e detalhes que fazem da linha uma das mais cobiçadas até hoje. A primeira metade da década seguinte trouxe novos modelos de guitarras que venderam muito bem. Em 1998 foi lançada a linha Fender American Deluxe® (substituída em 2016 pela Fender American Elite®), que unia o que havia de mais moderno e atual em um instrumento.


Visual tradicional, timbre mundialmente adorado, minuciosa construção nos padrões americanos e toda a tradição FENDER. Assim é a linha American Special®, lançada em 2010 e cujas guitarras possuem captadores, circuitos, pontes e acabamentos exclusivos. Mais recentemente, em 2016, FENDER lançou sua primeira linha de fones de ouvido para músicos profissionais, seja para usar em estúdios ou nos palcos. Desde o início, a FENDER sempre trabalhou lado a lado com os artistas que empunharam seus instrumentos em nome de sua arte. É uma antiga tradição e que continua até hoje. Os modelos da linha Fender Artist & Signature® são construídos de acordo com as especificações exclusivas de cada músico contando com a participação dos mesmos na elaboração dos projetos para que a sonoridade deles possa vir a ser parte do seu som. A mais famosa de todas as guitarras de Eric Clapton foi a “Blackie”, montada com pedaços de várias Stratocaster®, que ele usou até os anos de 1990. Depois, por medo de danificá-la, Eric a guardou em casa e não a levou mais aos palcos. Em 1988, Eric foi homenageado pela FENDER com o lançamento de uma Stratocaster® feita sob medida para ele e que se tornou o marco inaugural do primeiro modelo para artistas da famosa série “Signature” da Stratocaster®.


A FENDER se tornou líder mundial por definir o som de guitarra que conhecemos, por atender às necessidades dos músicos, por criar produtos de alta qualidade e por assegurar manutenção e estabilidade a todos os seus instrumentos. Afinal, durante sua rica história vários músicos de renome, alguns se tornaram lendas, utilizaram guitarras da marca americana, como por exemplo, David Gilmour (Pink Floyd), Eric Clapton (considerado um dos melhores guitarristas da história do rock), Keith Richards (Rolling Stones), Jeff Beck (um dos maiores guitarristas de todos os tempos), Jim Root (Slipknot), Mark Knopfler (Dire Straits), Ritchie Blackmore (um dos fundadores do Deep Purple), Richie Sambora (por anos o principal guitarrista da banda Bon Jovi), Dave Murray (Iron Maiden), Jimi Hendrix (a lenda), Muddy Waters (considerado o pai do Chicago Blues), Buddy Guy (considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone), Janick Gers (Iron Maiden), John Frusciante (ex-membro da banda Red Hot Chili Peppers) e Eric Johnson (um dos guitarristas mais respeitados do mundo).


O máximo em customização 
A Fender Custom Shop foi inaugurada em 1987 nas instalações da fábrica de Corona, na Califórnia, para criar instrumentos de sonho para guitarristas profissionais e entusiastas. Inicialmente era uma operação composta por somente dois funcionários: Michael Stevens e John Page, que eram responsáveis por encomendas pontuais e reproduções especiais de modelos vintage da marca. O sucesso da Custom Shop foi tanto que depois de três meses de inauguração, a divisão já tinha aproximadamente 300 encomendas. A marca americana sempre reconheceu a importância de uma política de portas abertas para músicos profissionais, acomodando os seus pedidos de características específicas de forma individual. Unir a tradição da FENDER com as inúmeras possibilidades artísticas de um departamento com os melhores luthiers do mercado americano não poderia resultar em nada a não ser sucesso absoluto. A Custom Shop foi capa de revistas e jornais da época. O êxito era tanto que ninguém menos que Eric Clapton resolveu encomendar sua própria guitarra (e, curiosidade: o modelo Eric Clapton é uma opção contínua de linha da divisão até hoje). Estava iniciada aí uma tradição que persiste até os dias atuais: guitarras customizadas produzidas sob medida para músicos como Sting, Johnny Cash, Ritchie Sambora, Bob Dylan, Keith Richards, Dick Dale, Jeff Beck e David Gilmour, para citar alguns exemplos de artistas que já tiveram suas guitarras fabricadas pela divisão Custom Shop da FENDER.


Essa divisão nasceu da paixão pela fabricação artesanal e, principalmente, pelas inúmeras possibilidades que podem ser exploradas a partir de um único instrumento: um corpo de Stratocaster® com o headstock de uma Telecaster® e captação de uma Jazzmaster®. Na Custom Shop isso é possível. E é por esse motivo que ela foi carinhosamente apelidada de The Dream Factory (“A Fábrica dos Sonhos”, em tradução livre). Já as guitarras da linha Custom Shop Heavy Relic apresentam corpo com marcas de uso, riscos, ferragens oxidadas, as partes plásticas cosmeticamente envelhecidas e riscadas, como se tivessem 50 ou 60 anos de uso intenso. Os instrumentos da linha Custom Shop são produzidos pelos melhores Master Builders e materializam o sonho dos músicos mais exigentes. Utilizando as melhores madeiras - escolhidas criteriosamente pelos próprios Master Builders - os melhores hardwares e componentes eletrônicos, além de feitos de uma forma quase artesanal, o que faz com que cada instrumento seja único. A Fender Custom Shop, uma divisão premium de fabricação de instrumentos, tornou-se conhecida em todo o mundo como uma indústria de artesanato e arte instrumental pura.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou, basicamente, por quatro remodelações ao longo da história. O logotipo original da marca pode ter sido baseado na assinatura de Leo Fender, mas com o F invertido. Na década de 1960 ocorreu a primeira modificação: as letras se tornaram mais encorpadas e o tradicional F invertido ganhou um novo design. Em 1968 o logotipo se tornou preto e ganhou uma leve inclinação. O atual logotipo da marca é uma releitura muito próxima do original, mas com a cor vermelha.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1946 
● Fundador: Clarence Leonidas Fender 
● Sede mundial: Scottsdale, Arizona, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Fender Musical Instruments Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Andy Mooney 
● Faturamento: US$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Instrumentos musicais 
● Principais produtos: Guitarras, baixos, violões, amplificadores e equipamentos de áudio 
● Concorrentes diretos: Gibson, Martin, Ibanez, Music Man, PRS, Jackson e Schecter 
● Ícones: A guitarra Stratocaster® 
● Slogan: Make History. 
● Website: www.fender.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a FENDER, maior fabricante de guitarras, baixos e equipamentos relacionados do mundo, vende seus produtos, que também incluem violões, amplificadores, cordas e acessórios de produtos de áudio profissional, como mesas de mixagem, em mais de 80 países, com faturamento estimado de US$ 800 milhões anuais. As guitarras da marca dominam aproximadamente 50% do mercado americano. Estima-se que a FENDER produza mil guitarras por dia em mais de 100 diferentes cores e acabamentos. A sede mundial da FENDER está localizada em Scottsdale, estado do Arizona, e a gerencia de fabricação em Corona, na Califórnia. 

Você sabia? 
A empresa ainda é proprietária de marcas como Charvel, Gretsch, Guild, Jackson, Squier e SWR. 
O fundador de uma das maiores empresas de guitarras e baixos do mundo não sabia sequer afinar uma guitarra. E mesmo assim, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame em 1992, sem nunca ter tocado um instrumento. Nascido em 10 de agosto de 1909, Leo Fender trabalhou até o ultimo dia antes de sua morte, em 21 de março de 1991. 
O solo de Stairway to Heaven foi gravado com uma Telecaster® 1958. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). Agradecimento especial ao músico Marco Maia (www.marcomaia.mus.br). 

Última atualização em 5/4/2017

30.1.08

STEINWAY & SONS

Para os amantes da música, requinte e som de altíssima qualidade, um instrumento como o piano, já nobre por si só - produzido como uma jóia cuidadosamente elaborada tanto acústica como visualmente - traz consigo como valor agregado a magia e o privilégio de deliciar os sentidos. Tanto para quem toca, como para quem ouve. Por isso, há mais de um século, os maiores pianistas do mundo preferem expressar seu talento musical tocando os pianos STEINWAY & SONS. Essa lista inclui os gigantes da música clássica, popular e do jazz, homens e mulheres que moldaram a música universal.

A história
Quando o imigrante alemão Heinrich Engelhart Steinway, mestre marceneiro especializado em armários, fundou a empresa em um galpão alugado na Rua Varick em Manhattan, Nova York, no dia 5 de março 1853, ele já tinha fabricado 482 pianos, desde seu primeiro em 1836, produzido de forma precária na cozinha de sua casa em Seesen na Alemanha, e hoje caçados compulsivamente pelos colecionadores. Em virtude do preconceito contra os alemães, a pequena empresa foi batizada de STEINWAY & SONS. O primeiro piano produzido pela empresa, na verdade o de número 483, foi vendido para uma família americana de nome Griswold por US$ 500 e agora faz parte do acervo do renomado Metropolitan Museum of Art de Nova York. Desde oinício, o patriarca Henry impôs uma regra: os pianos seriam feitos artesanalmente, sem pressa e com as melhores matérias-primas encontradas no mercado, pois cada um deveria estar à altura dos maiores músicos, mesmo que fossem comprados por iniciantes. Os projetos revolucionários e o acabamento excepcional da STEINWAY tiveram logo seu merecido reconhecimento. A partir de 1855 os pianos da marca receberam medalhas de ouro em várias exposições nos Estados Unidos e também na Europa. O primeiro instrumento de cauda foi vendido em 1856. A partir de então, baseado em teorias científicas emergentes, ele desenvolveu o piano moderno.


Durante os 40 anos seguintes Henry Steinway, juntamente com seus filhos, desenvolveu o piano moderno; a metade das 114 patentes da empresa foi desenvolvida durante aquele período. Muitas dessas invenções eram baseadas em pesquisas científicas emergentes, tais como as de teoria acústica do famoso físico Hermann Von Helmholtz. Em 1866, a empresa abriu sua primeira loja de varejo na 14th Street em Manhattan, onde havia uma sala de concertos para duas mil pessoas, que por 25 anos tornou-se o centro artístico principal de Nova York, até a fundação do Carnegie Hall em 1891. Recebeu o reconhecimento internacional na Exposição de Paris com a prestigiosa medalha Grand Gold Medal of Honor, em 1867, pela qualidade de seus projetos e de sua fabricação, sendo a primeira empresa americana na história a receber tal prêmio. Os pianos STEINWAY logo se tornaram os instrumentos preferidos pelos membros da realeza e conquistaram o respeito e admiração dos maiores pianistas do mundo. A empresa mudou-se para o Steinway Village, no Queens, Nova York, onde construiu uma cidade própria, que possuía além da fábrica e fundição, casas para os funcionários, escolas, bibliotecas, correio próprio, banhos públicos, parques e uma estrada de ferro.


Com o falecimento do patriarca Henry em 1871, os filhos C.F. Theodore e William assumiram o comando da empresa. Theodore, talentoso pianista, ficou responsável pela parte técnica da fabricação dos pianos e conquistou 41 patentes para a empresa, sendo uma em 1875, pelo moderno piano de cauda concerto. Nesse mesmo ano, William inaugurou um showroom em Londres. Cinco anos mais tarde entrou em funcionamento a fábrica de Hamburgo na Alemanha e foi inaugurada a STEINWAY HAUS, loja varejista na mesma cidade; outra loja foi aberta em Berlim em 1909. Em 1972, depois de anos de batalha entre várias gerações da família Steinway, a empresa foi vendida para a CBS, que em 1995 vendeu novamente a empresa, depois de seguidos anos de prejuízos, para a Selmer, comandada por um grupo de investidores. Em 2003, para celebrar os 150 anos da mais prestigiada fabricante de pianos do mundo, a empresa chamou o estilista Karl Lagerfeld para emprestar seu talento artístico ao instrumento. O instrumento, assinado pelo famoso estilista, era todo em laca preta por fora e vermelha por dentro, e o design retangular das pernas e da caixa de música era o toque de classe de Karl. O valor do instrumento girava em torno de US$ 100 mil.


Recentemente, em 2007, a empresa construiu uma verdadeira obra-prima para os ouvidos mais exigentes. Trata-se do Model D. Construído com a colaboração de Peter Lyngdorf (um dos mais famosos engenheiros da atualidade), suas caixas têm aproximadamente 2 metros e 15 centímetros de altura e levam 400 kg de alumínio na composição (um pouquinho mais que um Audi A8). A unidade central é equipada com um CD player e um centro de equalização. Os amplificadores são individuais para cada falante - cada torre tem 4 woofers de fibra de carbono de 12", 2 médios de 5" e 1 tweeter heil ribbon. O acabamento é laqueado, em preto, feito em Hamburgo, com detalhes em bronze (iguais aos dos pianos serie D, feitos no mesmo local). A central de equalização up-convert realiza todas as análises do ambiente e regula o equipamento inteiro. O resultado? A serie D da STEINWAY é a principal referencia de qualidade em pianos para salas de concerto. O estéreo recebeu o mesmo nome porque não seria lançado enquanto não se atingisse a mesma qualidade - o som de um piano D emitido pelo equipamento ou tocado ao vivo em um teatro perfeito teria que ser idêntico. O preço começa em US$ 150.000.


Em 2010, a marca americana apostou em uma grande jogada de marketing ao se associar a alemã BMW, que criou uma edição especial do Série 7, chamada de Composition. A união das empresas resultou na produção de um carro potente, mas extremamente delicado e elegante. O interior foi decorado em couro merino (preto ou branco, para contrastar o exterior), que remetem ao teclado do piano; todos os acessórios e adereços do modelo receberam um bordado exclusivo com o logo da STEINWAY & SONS. A empresa costuma usar uma frase para descrever seus excepcionais e impecáveis instrumentos: “Por mais de 150 anos, a STEINWAY & SONS tem feito os mais refinados pianos do mundo – e inspirado os artistas que os fazem cantar”. Isto pode ser observado pela absoluta hegemonia dos pianos da marca nos grandes concertos e principais conservatórios de música do mundo inteiro.


Os artistas
Hoje em dia “STEINWAY ARTIST” é o título de mais de 95% dos grandes pianistas em atividade (cerca de 1.600), entre os quais Harry Connick Jr, Michel Legrand, Diana Krall, Evgeny Kissin e Krystian Zimerman, assim como conjuntos de música de câmara do mundo todo. Cada um deles possui o seu piano e escolhe se apresentar tocando um legítimo piano STEINWAY & SONS, sem qualquer contrato ou acordo de propaganda entre o pianista e a marca. Nenhum deles faz propaganda da STEINWAY & SONS.


A produção
Apesar de todo avanço tecnológico, a empresa continua com a fabricação artesanal de seu produto. A única modernização é um programa que permite o recorte da tampa do instrumento. O processo de fabricação de um instrumento leva geralmente de 10 a 12 meses, além do tempo que a madeira leva para ser maturada. O cliente pode ainda encomendar o tipo de madeira (Ébano, Rosewood, Mogno ou Nogueira) e acabamento, sendo que a produção de um piano de luxo pode chegar a aproximadamente US$ 500 mil, dependendo do que o consumidor deseja. Devido à produção limitada, um piano de cauda preto, por exemplo, tem previsão de entrega para fevereiro de 2013. O processo artesanal mantido até hoje garante sua preferência entre grandes nomes mundiais da arte.


Antes de chegar ao palco cada piano STEINWAY nasce em sua grande maioria na histórica fábrica localizada no bairro de Queens, na cidade de Nova York. São ao todo mais de 12 mil as peças que compõem um único piano. E cada instrumento é talhado à mão como se fazia em 1870. Hoje em dia, 400 artistas provenientes de 25 países trabalham ali. São jamaicanos, croatas, bósnios, naturais da Guiana, da Ucrânia e, claro operários americanos ligados à arte de fabricar pianos, talhando-os a partir de madeiras selecionadas, dando-lhes forma, implantando-lhes os mecanismos, as teclas, as cordas, criando cada instrumento com uma identidade única, porque a empresa não fabrica dois pianos exatamente iguais, muito embora o som que cada um deles produza tenha a qualidade que os tornou famosos em todo o mundo.


O investimento
Um piano STEINWAY é além de tudo um bom investimento. Um bem cujo valor cresce ao longo do tempo e é passado, com orgulho, de uma geração a outra. A valorização de um Steinway Grand Concert pode alcançar 200%. Um recorde impressionante. Feita uma observação de algumas décadas, o proprietário de um STEINWAY pode ver o valor de varejo de seu instrumento crescer 4.3 vezes do preço original. Hoje, o proprietário recebe um termo de garantia com validade de dez anos, de que o instrumento será aceito pelo mesmo valor adquirido na troca por um piano de cauda novo. Outra exclusividade da marca.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
5 de março de 1853
● Fundador:
Henry Engelhart Steinway
● Sede mundial: Long Island, New York e Hamburgo, Alemanha
● Proprietário da marca:
Steinway Musical Instruments Inc.
● Capital aberto: Sim
● Chairman: Michael Sweeney
● Presidente:
Thomas Kurrer
● Faturamento: US$ 318.1 milhões (2010)
● Lucro: US$ 7.9 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 322 milhões (janeiro/2012)
● Fábricas:
2
● Presença global:
100 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 1.680
● Segmento:
Instrumentos musicais
● Principais produtos:
Pianos
● Principais concorrentes:
Bösendorfer, Bechstein e Fazioli
● Ícones:
Seus tradicionais e impecáveis pianos
● Slogan:
The Instrument of the Immortals.
● Website: www.steinway.com

A marca no mundo
Hoje são fabricados aproximadamente quatro mil pianos STEINWAY (de cauda e vertical) por ano. A empresa vende seus produtos em mais de 200 revendedores independentes cuidadosamente selecionados e 12 showroons localizados nos Estados Unidos e na Europa. A empresa ainda é proprietária das marcas BOSTON (pianos de alta qualidade e preço mais acessíveis) e ESSEX (pianos mais acessíveis).

Você sabia?
Na América do Norte a empresa mantém o exclusivo “banco de pianos”, único no mundo, com mais de trezentos pianos de cauda distribuídos entre os representantes do continente, sempre preparados dentro dos padrões STEINWAY de afinação e regulagem, que ficam à disposição para concertos e recitais. No STEINWAY HALL de Nova York (localizado no número 109 W da 57th St. em Manhattan) fica o famoso “basement” (porão), quartel-general desse banco de pianos, onde os artistas escolhem o instrumento que será utilizado para as suas apresentações.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/1/2012

9.8.07

GIBSON


Por mais de 100 anos a GIBSON tomou a iniciativa de criar as inovações que escreveram a história musical. Especialmente suas guitarras, são as grandes estrelas em cima dos palcos e companheiras inseparáveis das mãos de monstros sagrados como Keith Richards, Slash, B.B. King e Peter Green. Os instrumentos fabricados pela GIBSON são destinados a serem os clássicos de amanhã. Cada um deles possui o background de tradição, de inovação e do compromisso com qualidade que só a GIBSON pode oferecer. 

A história 
Tudo começou quando Orville H. Gibson, nascido em 1 de maio de 1856 na cidade de Chateaugay, estado de Nova York, iniciou em 1894 o reparo e a fabricação de mandolins (um instrumento de origem napolitana), bandolins e violões (sendo o primeiro a colocar cordas de aço neles), atribuindo-lhes maior qualidade sonora e durabilidade, em uma modesta oficina caseira na pequena cidade de Kalamazoo, no estado do Michigan. O senhor Gibson, que tinha estudado a construção de violinos, foi pioneiro no projeto arch top, em que o corpo do instrumento era curvo em vez de plano. Finalmente no dia 11 de outubro de 1902, fundou a Gibson Mandolin-Guitar com o objetivo de comercializá-los. No entanto, Gibson não queria construir instrumentos como os que os outros faziam: queria aplicar seus conceitos de construção de violinos e violoncelos aos bandolins e violões. Apareceram assim instrumentos com tampo e fundo curvo esculpido. A ponte (ou cavalete), antes colocada no tampo, passou a ser móvel, como nos violinos, atuando como um transmissor das vibrações das cordas para o tampo e caixa de ressonância. As madeiras empregadas passaram a ser similares às usadas nos violinos, tudo para valorizar o som. Nascia, além da GIBSON que todos conhecem hoje, a guitarra de jazz. Ele faleceu no dia 21 de agosto de 1918. Com isso, Lloyd Loar passou a ocupar o privilegiado cargo de designer de instrumentos e engenheiro acústico da empresa. Foi ele quem transformou as tradicionais bocas redondas em refinadas aberturas em forma de “F”.


Durante a década de 1920 a GIBSON foi responsável por muitas inovações no design do banjo, do violão, do bandolim, do mandolin e da guitarra e, em 1922, o modelo Gibson F5 foi introduzido no mercado. Esse modelo foi mais tarde conhecido como o último Bluegrass Bandolim. Nesta década, com ajustes e um aumento da caixa de ressonância (fazendo com que a guitarra conseguisse um substancial aumento de volume sonoro), a GIBSON já era a queridinha quando o assunto era guitarras acústicas, com modelos clássicos bastante populares entre jazzistas como a GIBSON L-5. É em meados da década de 1930 que vem a necessidade de se fazer barulho em alto e bom som, e com ele o conceito de guitarra elétrica. Com isso, em 1936, a empresa lançou a famosa “Electric Spanish”, modelo ES-150: uma guitarra acústica de jazz com um captador montado próximo ao braço. Na mesma época foi lançada a maior guitarra já produzida pela empresa, a Super 400. Não é de surpreender que a GIBSON já possuísse know-how para um lançamento deste tipo: muitos acreditam piamente que o famoso engenheiro Lloyd Loar, principal responsável por grande parte das criações da GIBSON nesta época, havia realizado diversos experimentos (e com sucesso) relativos à eletrificação de instrumentos.


Foi em 1948, que a GIBSON contratou o veterano da indústria Ted McCarty, que rapidamente seria promovido ao cargo de presidente dois anos depois. Durante sua gestão (que durou de 1950 a 1966), a GIBSON expandiu e diversificou sua linha de instrumentos. Em 1949 nasceu a primeira guitarra que faria história: a Gibson ES175. Até então, as guitarras eram essencialmente desenhadas como instrumentos acústicos com a adição de um pickup (captador). Este modelo mudou essa ideia, pois já foi conceitualmente projetado como uma guitarra elétrica. Corpo profundo, “f-holes” e uma única reentrância (cutaway) na parte inferior do corpo, em estilo Florentino. Originalmente, trazia um único captador, modelo P90 (soapbar).


Em 1952, a revolução, LES PAUL GOLDTOP. Com a colaboração do popular guitarrista e especialistas em instrumentos musicais elétricos, Lester Willian Polsfuss, mas conhecido como Les Paul, a empresa iniciou a fabricação de guitarras elétricas de corpo maciço que viriam a se tornar lendárias. Paul foi responsável por inúmeras inovações, inclusive pela introdução dos captadores do tipo Hambucker (captador com duas bobinas). Pouco depois, a pedidos de uma guitarra mais versátil, a empresa lançou a série Thinline, com guitarras de espessura mais fina, seu primeiríssimo modelo foi a Byrdland (1955). O histórico modelo foi extremamente modificado até que se chegasse à sua versão “Standard”, o que só ocorreu em 1958, com a adição dos humbuckings, desenhados por Seth Lover, que se tornaram “o som marca registrada” das guitarras Les Paul, muito volume, muito sustain e nenhum hum (daí o nome humbucking). A Les Paul é, provavelmente, o “definitivo” som do Rock and Roll. Jimmy Page talvez seja o ícone maior dos tantos “monstros” que eternizaram a Les Paul como “a guitarra do Rock”. Muitos dos grandes guitarristas já usaram - ou ainda usam - uma Les Paul como instrumento básico de trabalho.


Em 1953 foi lançado o primeiro baixo elétrico fabricado pela empresa, batizado de EB-1: um modelo de escala curta - 30” e cujo corpo lembrava o de um violino, sendo equipado ainda com um apoiador para ser tocado verticalmente. O captador foi instalado no final da escala, tentando proporcionar um som mais grave para o instrumento. As tarraxas ainda não eram próprias do recém-criado modelo, sendo que foram emprestadas pelos modelos usados nos banjos da empresa. Tudo isto foi considerado pelos historiadores e colecionadores como um dos maiores fracassos da história da GIBSON. Apenas 546 unidades foram comercializadas antes da produção ser paralisada em 1958. Nesta época, a GIBSON estava ciente que era vista como uma empresa “conservadora”. Para mudar essa imagem, ainda em 1958 a marca lançou no mercado dois novos designs: Explorer e Flying V (imagem abaixo). Essa guitarras “modernas” não foram muito aceitas no início, tanto que suas vendas foram baixíssimas, seus reais valores só iriam ocorrer mais tarde, no final de 1960 e no começo dos anos de 1970 quando as duas guitarras foram reintroduzidas no mercado e a partir desse momento, se tornaram mais um ícone da GIBSON, devido a influência de guitarristas da época como Keith Richards, Tony Iommi, Jeff Beck e Angus Young. Em 1961, a marca fez mais uma mudança, dessa vez no desenho do corpo da Les Paul, devido a demanda por um corpo de duplo cutaway em razão da dificuldade em alcançar as últimas trastes. O novo desenho do corpo, fabricado em mógno (razão pela qual seu timbre é diferente), chegou a ser conhecido mais tarde como SG (SG vem de Solid Guitar – Guitarra Sólida). Além disso, seu braço era muito fino, principalmente pelos padrões da época, e por isso até hoje as guitarras SG são consideradas por alguns como a guitarra com “o braço mais veloz do mundo”.


Pouco depois, em 1963, a GIBSON lançou a tal “guitarra mais legal do rock”, que não possuía apenas um, mas dois braços, a EDS-1275. Esse ano também foi marcado pelo lançamento da GIBSON FIREBIRD, uma guitarra modelo radical (Reverse-Bodied) criada pelo designer de carros Ray Dietrich e escolha de muitos guitarristas que se aventuravam na busca de um molde diferente e ousado para estilo e timbre. Essas guitarras foram as primeiras a possuir afinação pela parte de baixo do headstock, onde as cordas mais graves ficam mais longas que as cordas mais agudas. Por este motivo o modelo também era chamado de “Reverse”. Foi a primeira guitarra “neck-throug”, ou seja, o braço passa pelo meio do corpo, faz parte do corpo.


Após ser adquirida pela Norlin Corporation no final da década de 1960, a qualidade dos instrumentos declinou acentuadamente. Em 1974, a empresa inaugurou na cidade de Nashville, no estado do Tennessee, a fábrica conhecida como GIBSON USA, para produção de guitarras elétricas Les Paul. Dez anos depois, passando por enormes dificuldades financeiras, a empresa mudou sua sede para Nashville e fechou sua fábrica original em Kalamazoo. Somente em 1986, quando os empresários Henry Juszkiewicz e David Berryman compraram a GIBSON, a empresa começou a sair da crise e reconquistar o mercado. Nessa década ocorreram os lançamento das primeiras Les Paul Studio, basicamente uma versão mais barata, leve e modesta da popular Les Paul Standard. O modelo Les Paul Studio foi projetado justamente para músicos de estúdio e guitarristas iniciantes. Em 2007, a marca lançou uma guitarra digital (ROBOT), que poderia manter em sua memória diversas afinações programadas pelo guitarrista. Depois de fazer a afinação da guitarra, o músico tinha a opção de gravar a afinação em um botão giratório, idêntico aos de volume, já presentes na Les Paul original. E não parou por aí, em 2011 a GIBSON comprou o Grupo Stanton, formando sua nova divisão Gibson Pro Audio, que comercializa itens de áudio com qualidade profissional para estúdios e DJs, como fones de ouvido, alto-falantes e equipamentos de DJ.


A empresa ainda conta com a divisão GIBSON CUSTOM, que há mais de 20 anos se orgulha em trabalhar com os melhores artesões e materiais para criar guitarras sob medida e com as máximas exigências de grandes músicos. Além disso, a divisão é responsável por produzir coleções de guitarras de reedições históricas em edições limitas, em colaboração com grandes guitarristas. Com isso, através de décadas de um compromisso apaixonado, artesões e engenheiros refletem a mais longa tradição da GIBSON em fabricar instrumentos únicos.


O pioneirismo 
A GIBSON foi o primeiro fabricante a utilizar um tensor ajustável; a desenvolver uma ponte ajustável; a projetar um bandolim com buracos em “f”; a produzir a primeira guitarra de jazz com o corpo arqueado; a oferecer um banjo com aro de bronze; a fabricar a falange do banjo; a oferecer uma ponte com entonação ajustável Tune-O-Matic; a instalar o Stopbar; a fabricar uma guitarra elétrica com tipos de madeiras diferentes; a desenvolver a guitarra semi-acústica; a experimentar e modernizar os formatos dos corpos às guitarras; a fabricar o captador humbucker; a produzir a primeira guitarra ecológica com madeira reflorestada (série Smartwood®); entre muitas outras inovações.


Por tudo isso, ao comprar um instrumento musical GIBSON, não importando se é novo ou velho, não será apenas uma aquisição, mas um investimento. E não é de se estranhar que as guitarras Les Paul foram, e ainda são, as preferidas de ícones como Jimmy Page (Led Zeppelin), Scott Gorham e Brian Robertson (Thin Lizzy), Duane Allman, Slash (ex-Guns N’ Roses) e Ace Frehley (Kiss). Já os modelos da série SG ganharam vida pelas mãos de Pete Townshend (The Who), Angus Young (AC/DC), Carlos Santana, Frank Zappa, Adrian Smith (Iron Maiden) e Tony Iommi (Black Sabbath).


Os números seriais 
Cada guitarra GIBSON possui um número de série gravado, que a partir de 1975 foi padronizado. Os oito dígitos (nove a partir de 2005) do número de série mostram a data de produção, onde foi produzido e a ordem de produção. O número de série possui códigos básicos: 
YDDDYRRR 
YY: ano de produção. 
DDD: dia da fabricação. 
RRR: pedido do produto/onde foi fabricado. 

Os números da fábrica onde o instrumento foi construído seguem um padrão: 
001-499 Kalamazoo, Michigan (1975-1984) 
500-999 Nashville, Tennessee (1975-1990) 
001-299 Bozeman, Montana (após 1989) 
300-999 Nashville, Tennessee (após 1990) 

Por exemplo, o número serial 90992487 significa que a guitarra foi produzida no nonagésimo nono dia de 1992 (quarta-feira, 8 de abril) na fábrica de Nashville, no Tennessee, e foi o instrumento de número 487 produzido naquele dia.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma acentuada mudança ao longo de sua história. Foi em 1946, quando a tipografia de letra do nome GIBSON mudou para a forma como conhecemos hoje.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 11 de outubro de 1902 
● Fundador: Orville Gibson 
● Sede mundial: Nashville, Tennessee, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Gibson Brands, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Henry Juszkiewicz 
● Presidente: David Berryman 
● Faturamento: US$ 1.6 bilhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Instrumentos musicais 
● Principais produtos: Guitarras, baixos, violões, amplificadores e instrumentos de cordas 
● Concorrentes diretos: Fender, Ibanez, Martin, Music Man, PRS, Jackson e Schecter 
● Ícones: As guitarras Les Paul 
● Website: www.gibson.com 

A marca no mundo 
A GIBSON, mais conhecida por seus excelentes instrumentos de cordas, especialmente guitarras, comercializa seus produtos em mais de 100 países ao redor do mundo. A GIBSON, além de fabricar instrumentos sob seu próprio nome, é detentora das marcas Epiphone (fundada em 1873 como fabricante de bandolins, banjos e guitarras e adquirida pela GIBSON em 1957), Kramer e Steinberger. A empresa também fabrica pianos sob a marca Baldwin e baterias sob a marca Slingerland. A empresa é proprietária do Anfiteatro Gibson, em Los Angeles, o terceiro maior do estado da Califórnia. 

Você sabia? 
● Na história da música, nunca houve uma guitarra associada a um músico como a lenda do Blues B.B. King era ligado à sua amada Lucille – uma Gibson ES-335 Custom Built fabricada exclusivamente para o verdadeiro “Rei do Blues”, desde 1980. 
● Mandobass foi um instrumento criado pela GIBSON no início do século XX, um cruzamento gigantesco de um baixo com um mandolin de 4 cordas grossas para uso em orquestras. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). Agradecimento especial ao músico Marco Maia (www.marcomaia.mus.br). 

Última atualização em 7/4/2017