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1.3.18

CLARKS


De habilidosos designers a técnicas e tecnologias de produção pioneiras, a tradicional britânica CLARKS, que já calçou músicos como Nick Cave, Bob Dylan ou Robbie Williams, é especializada em calçados anatômicos para o conforto dos pés para todas as ocasiões. Para uma marca com quase 200 anos de uma rica história, todos merecem calçar um bom sapato. Por isso, os amantes de calçados que aliam conforto e estilo conhecem bem a marca CLARKS. 

A história
Tudo começou com Cyrus Clark, filho de fazendeiros, que abriu uma pequena oficina de tapetes feitos com lã de ovelha e pele de carneiro na modesta vila de Street, em Somerset, na Inglaterra. Em 1825, juntamente com a ajuda de seu irmão John, e para aproveitar os restos de lã e pele dos tapetes eles produziram os primeiros pares de calçados (na verdade uma espécie de pantufa feita com pele de ovelha) para serem utilizados dentro de casa, sendo maleável e incrivelmente agradável de calçar. Somente pouco depois, em 1830, esses calçados começaram a serem produzidos em grande quantidade e lançados com o nome de Brown Peter. Esses calçados foram um sucesso e permaneceram em produção por mais de 100 anos. Em 1833, com seu irmão definitivamente como sócio, a empresa passou a se chamar C&J Clark. Até então, as pantufas representavam mais de um terço do faturamento da empresa. Na próxima década, as vendas desses calçados cresceram, totalizando 12 mil pares por ano no início de 1840. A empresa também aproveitou outro subproduto da pele de ovelha, adicionando em sua linha de produto meias de lã. O crescimento da empresa foi auxiliado também pelas crenças Quaker da família. Como membros da Sociedade de Amigos, a família conseguiu aproveitar as conexões pessoais e comerciais em todo o Reino Unido e o Império Britânico, e a marca CLARKS rapidamente se tornou um nome proeminente no segmento de calçados no Reino Unido.


O negócio, no entanto, sofreu dificuldades nos anos seguintes, especialmente quando a demanda pelas pantufas despencou e quase levou a empresa à falência. Por isso, em 1863, a decisão tomada foi entregar o comando para William Stephens Clark, filho de James. O jovem tornou-se a força motriz para o crescimento da empresa no próximo século. Sob a nova geração da família, a empresa começou a recorrer a técnicas mais industrializadas, incluindo a adição de máquinas de costura Singer, que permitiram o aumento dos níveis de produção e também que a CLARKS começasse a experimentar novos projetos de calçados. Estes foram inicialmente vendidos sob um novo nome, Torbrand. No início da década de 1890, os experimentos de design levaram ao desenvolvimento de sapatos que seguiram mais de perto as linhas do pé. A CLARKS lançou então no ano de 1893 sua nova linha de sapatos, batizada de “Hygienic” e que se baseava na anatomia natural dos pés. O sucesso desse estilo de calçado levou a empresa a se especializar nos chamados sapatos de “conforto”.


A próxima geração da família se juntou ao negócio no início do século 20 e adotou processos de fabricação mais modernos, técnicas de produção em massa e incorporou novos materiais e novas tecnologias, incluindo técnicas para fabricar solas e palmilhas para melhorar o conforto dos sapatos. Em 1920, a empresa abandonou o nome Torbrand e colocou seu próprio nome em seus calçados, que passaram a se chamar CLARKS. Durante esta década, a marca respondeu às mudanças da moda no setor, particularmente no segmento feminino, e lançou novos sapatos e botas. Na década seguinte, a empresa começou a se expandir além da fabricação e controle de seu mercado de distribuição, o que resultou na aquisição de uma rede de lojas de calçados, rebatizada como Peter Lord, em 1937. A rede cresceu a nível nacional operando aproximadamente 180 lojas.


Após a Segunda Guerra Mundial, a CLARKS teve ainda mais sucesso, já que começou a exportar seus produtos. Um fator importante no sucesso da marca durante esse período veio com o lançamento da Desert Boot (foto abaixo), uma criação de Nathan Clark (bisneto de James), que se tornou parte da próxima geração a assumir a direção da empresa. Como ele havia servido no Exército Britânico na Índia durante a Segunda Guerra Mundial, se inspirou em botas trazidas do Egito por vários oficiais. Foi então que Nathan trouxe o design inicial, que apresentava uma parte superior de camurça em uma sola de borracha crepe, para a empresa. A primeira bota de cano curto Desert Boot foi produzida em 1946, mas foi somente em 1950 que a CLARKS lançou o modelo no mercado, que se tornou um sucesso imediato. A Desert Boot, com seu aspecto que remetia às areias do deserto, também expandiu a base de consumidores da marca, tradicionalmente direcionada para um cliente mais velho. A marca alcançou um novo sucesso em 1965 com o lançamento de outro design de calçado popular: o Wallabee, um sapato baseado no estilo do mocassim (de camurça e com uma sola única feita a partir de borracha crepe) que se tornou um clássico no segmento de calçados de conforto.


Enquanto isso, ainda na década de 1960, a CLARKS também começou a construir uma reputação mundial no segmento de calçados infantis, tornando-se um dos primeiros fabricantes a fornecer sapatos que levavam em consideração as particularidades dos pés das crianças. A empresa já investia há muito tempo no desenvolvimento de novas tecnologias, como por exemplo, um processo para a vulcanização de solas de borracha diretamente sobre as partes superiores do couro, isto ainda na década de 1950. Já na década de 1970, começou a trabalhar com o recém-desenvolvido material poliuretano, que sendo leve e resistente foi incorporado aos novos projetos de sola. No final desta década, a empresa deu continuidade ao processo de expansão internacional. Especialmente em 1978, quando a CLARKS voltou-se para o mercado americano através da fabricante Hanover. Um ano depois, realizou outra aquisição significativa, ao comprar a varejista Bostonian, fundada em 1899 e extremamente forte nos Estados Unidos. As duas aquisições deram à CLARKS uma base de fabricação com produção de aproximadamente 1.5 milhões de sapatos por ano e uma operação de varejo com mais de 500 lojas em todo Estados Unidos.


Nos anos de 1980, a CLARKS começou a perder mercado no Reino Unido e Estados Unidos, principalmente pelo enorme aumento da concorrência em seu setor. Depois de analisar suas operações a empresa passou por um programa de reestruturação completo em 1986, que incluiu encorajar uma série de executivos antigos a se aposentar antecipadamente para substituí-los por funcionários mais jovens. Com isso a empresa contratou Lawrence Tindale para ocupar o cargo de presidente, sendo primeira vez que alguém de fora da família Clark assumiu a liderança dos negócios. Foi então que a empresa começou a reposicionar sua operação de varejo, lançando um novo conceito de loja, a CLARKS SHOP, em uma tentativa de recuperar mercado. No final desta década, a empresa, devido aos altos custos de produção, foi forçada a começar a transferir suas unidades de produção para o exterior, o que foi acelerado na década seguinte. Além disso, a CLARKS também começou a fortalecer o design de seus calçados em um esforço para recuperar sua posição de mercado, particularmente no segmento feminino. E ainda nesta década a marca lançou o clássico Nature, um calçado inovador cujo estilo variava entre o esportivo e casual.


Nos anos seguintes, a CLARKS começou a adotar modelos de sapato mais modernos, ao mesmo tempo em que renovava seus formatos de lojas de varejo. Além disso, iniciou novos esforços de marketing para ampliar o apelo da marca, o que resultou no lançamento da campanha “Act your shoe size, not your age”, que ajudou também a renovar o interesse na botas Desert Boot, que foi adotada por uma nova geração de estrelas pop britânicas. E também criou uma linha de acessórios compostas por cintos, bolsas e carteiras. No início do novo milênio a CLARKS novamente voltou seu foco para expansão internacional, especialmente na Alemanha. A partir de 2010 a marca voltou seus esforços para a expansão na Índia e no enorme mercado chinês com a abertura de centenas de lojas. Mais recentemente a marca lançou a Trigenic Flex, uma linha de calçados inspirada nas mais avançadas tecnologias esportivas, mas projetada para um estilo de vida casual, que combina a inovação com artesanato especializado. Além disso, a marca vem constantemente fechando parcerias com renomados designers para lançar edições limitadas de seus maiores ícones.


Desde o início a CLARKS sempre pensou de forma diferente. E também faz as coisas diferentes. Do primeiro calçado criado pelos irmãos Clark em 1825 para o primeiro sapato em forma de pé do mundo, ou passando pelas coleções infantis disponíveis em diversos tamanhos e várias opções de largura, a marca britânica sempre quis democratizar a utilização de calçados de alta qualidade e conforto para o maior número de pessoas.


Os slogans 
Shoemakers since 1825. 
British shoe makers since 1825. (2011) 
Enjoy every step. (2008) 
Clarks. Shoes designed for living. (2006) 
Be your own label. (2005) 
Clarks. Shoes to live in. (2004) 
For all the places you’ll go.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1825 
● Fundador: Cyrus e James Clark 
● Sede mundial: Street, Somerset, Inglaterra 
● Proprietário da marca: C. & J. Clark International Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Mike Shearwood 
● Faturamento: £1.65 bilhões (2016/2017) 
● Lucro: £19.9 milhões (2016/2017) 
● Lojas: 1.000 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 15.350 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sapatos, botas, sandálias, tênis e acessórios 
● Concorrentes diretos: Geox, Hush Puppies, Camper, Timberland, Ecco, Aldo e Woodland 
● Ícones: As botas Desert Boot 
● Slogan: Shoemakers since 1825. 
● Website: www.clarks.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CLARKS, uma das maiores empresas produtoras de calçados do mundo, comercializa uma ampla linha de sapatos, botas, tênis casuais e sandálias (para homem, mulher e criança), além de acessórios como cintos, meias, carteiras e bolsas, em mais de 75 países através de 1.000 lojas (incluindo franqueadas) e outros milhares de pontos de vendas em grandes varejistas. Com faturamento anual superior a £1.65 bilhões (dados de 2016/2017) a marca vende 55 milhões de pares de calçados todos os anos. A cada 1 minuto a CLARKS vende 105 pares de calçados no mundo inteiro. 

Você sabia? 
Os históricos arquivos da empresa contem mais de 22 mil modelos de calçados, alguns deles revolucionários e icônicos, e outros tantos que marcaram diversas gerações. 
Atualmente descendentes da família Clark detém 80% da tradicional empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/3/2018

23.6.10

SIDEWALK


Uma marca repleta de originalidade e espontaneidade. A grande variedade de produtos e o pioneirismo no lançamento de modelos hoje conhecidos como TopSider, o processo de lavagem e envelhecimento dos tecidos e a excelente qualidade dos calçados e das roupas constituem o grande diferencial da SIDEWALK, que fez de um simpático canguru de pés grandes um dos símbolos mais conhecidos do mercado brasileiro da moda. 

A história 
Tudo começou no ano de 1982 quando motivados pela visão de grande oportunidade nos segmentos de calçados e vestuário no mercado brasileiro, três jovens amigos, Luis Gelpi, Eduardo Rizk e Tinho Azambuja, que se conheceram por causa do hipismo, investiram aproximadamente US$ 120 mil para inaugurar a primeira loja SIDEWALK, localizada na Rua Melo Alves, no sofisticado bairro dos Jardins, na cidade de São Paulo. Inspirados pelas novidades nas constantes viagens ao exterior, os jovens decidiram mesclar essa inovações da época a um jeito autêntico de se fazer moda, construindo assim uma marca pioneira em vários lançamentos no setor. A nova marca, inicialmente voltada para calçados masculinos e camisas pólos, prezava por características como originalidade, espontaneidade e alegria de viver. As roupas, calçados e acessórios tinham o papel de complementar o astral e o estilo da pessoa, tendo o conforto e o vestir bem como características indispensáveis. Desde o início, a loja era organizada, oferecendo um ambiente descontraído e jovial, que deixava o cliente à vontade para provar, escolher a cor e o tamanho, tudo com conforto e muita tranquilidade.


Dentre os produtos vendidos na loja, os sapatos foram um sucesso instantâneo, isto porque a linha já incluía os grandes “hits” da época e ainda vinham embalados em um saquinho de flanela com um canguru estampado, que se tornou um companheiro de todas as horas, sendo visto em academias de ginástica e principalmente dentro das malas. A SIDEWALK foi capaz de dar um toque irreverente aos sapatos sociais masculinos, que até então tinham um aspecto mais sério e pesado. O sucesso foi tanto que pouco tempo depois a segunda loja foi inaugurada na Oscar Freire, uma das ruas mais luxuosas da capital paulista.


Nos anos seguintes vários outros produtos da marca se tornaram um enorme sucesso, como por exemplo, as camisas pólos com uma cartela de cores variadas que acompanhavam e combinavam com as meias, os topsiders coloridos (uma espécie de mocassim confeccionado em couro e com um solado de borracha super macia e flexível na cor branca, que se tornou um verdadeiro clássico da marca desde 1983) e os sapatos com bolinhas de borracha na sola. No decorrer desta década era praticamente impossível ver algum jovem da classe média paulistana sem algum item que levava a marquinha de um pequeno canguru. Já em 1987 a SIDEWALK passou a oferecer roupas, acessórios e calçados para mulheres.


Na década de 1990, a SIDEWALK expandiu sua rede de lojas, a maioria delas inauguradas dentro de movimentados shopping centers, e se tornou uma marca apreciada por seus sapatos de alta qualidade e suas roupas leves com estilo “outdoor”, ou seja, peças que inspiravam atividades ao ar livre e próximas a natureza, prezando totalmente o conforto. Além disso, nesta década as mochilas da marca se tornaram um verdadeiro sucesso entre os adolescentes. Nos anos seguintes a rede inaugurou novas unidades fora do estado de São Paulo. Após um período de estagnação, mas sem deixar de inovar, em 2010, a marca resolveu reviver um de seus maiores clássicos: o topsider, que agora possuía seis opções de cores (rosa, azul, vermelho, amarelo, bege e marrom). Somente no ano de 2013 a empresa inaugurou sua primeira loja franqueada, na cidade de Presidente Prudente, interior do estado de São Paulo.


Nos dias de hoje, a marca que continua fazendo sucesso entre os jovens, conta agora com os versáteis sapatênis masculinos e o jeitão meio hippie dos tamancos de madeira femininos. Além disso, a SIDEWALK conta com uma equipe criativa para atender clientes das mais variadas idades e estilos, desde os modernos aos mais tradicionais, mas sempre buscando satisfazer todas as necessidades de seu público através de produtos cheios de estilo e confortáveis. Durantes mais de três décadas a SIDEWALK cresceu com o DNA repleto de originalidade de irreverência. Os consumidores da marca sempre carregaram um toque urbano, mas nunca se esquecem de seu lado aventureiro.


A evolução visual 
A identidade visual da marca nas tradicionais cores amarela e preta passou uma grande mudança durante sua história. Há alguns anos atrás a marca apresentou um novo logotipo, que apesar de manter a estrutura original contava com grandes novidades: o canguru ganhou mais destaque, foi inserida a frase “EST. 1982” (que remete ao ano de criação da SIDEWALK) e o nome da marca passou a ser escrito tudo junto.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1982 
● Fundador: Luis Gelpi, Eduardo Rizk e Tinho Azambuja 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Mult Side Comércio de Artefatos de Couros Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Diretor: Gilbert Azambuja 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 35 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Calçados, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Timberland, Levi’s e Mr. Cat 
● Ícones: Os calçados Topsiders e o canguru de seu logotipo 
● Website: www.sidewalk.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a SIDEWALK, que possui uma rede formada por mais de 35 lojas (12 delas somente na cidade de São Paulo), vende uma completa e moderna linha de calçados, roupas e acessórios (que incluem bolsas, carteiras, cintos, bonés, óculos, meias e sungas) para um público que busca além de qualidade, o máximo de conforto e estilo. 

Você sabia? 
Segundo os fundadores da marca o símbolo da marca (canguru) foi escolhido por seus grandes pés, para destacar os calçados, e por ser um animal simpático a todos. 
Desde 1996, a marca utiliza materiais reciclados na composição de seus calçados. Entre os calçados que obtêm maior êxito de vendas estão os que levam solado de borracha de pneu e os tamancos feitos com madeira certificada. Aproximadamente 40% de toda a linha de produção de calçados da marca utilizam materiais reciclados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Veja), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 7/5/2015

8.2.09

AREZZO


O conceito da grife AREZZO, sinônimo de sapatos e sucesso no setor calçadista brasileiro, conta com a valorização do design, materiais de alta qualidade e tecnologia de ponta. Calçados e bolsas com ares modernos, e muitos deles ousados, estão sempre em sintonia com as principais tendências da moda mundial. Suas lojas, com ambientes limpos e aconchegantes, são um convite praticamente irrecusável para qualquer mulher renovar sua coleção de bolsa, sandálias, botas e sapatos. 

A história 
A história da marca começou em 1972, na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, quando os irmãos Anderson e Jefferson Birman, então dois jovens com apenas 18 e 21 anos respectivamente, com o apoio e incentivo do pai, o Sr. Henrique Lemos Birman, iniciaram uma modesta fabricação praticamente artesanal de calçados, que inicialmente produzia 50 pares de sapatos por semana na garagem da casa da família. O nome da empresa foi escolhido, literalmente, a dedo. Tendo em mãos um mapa da Itália, país que nos anos de 1970 exercia uma grande influência na moda mundial e tinha fama de ser produtor de bons sapatos, os irmãos apontaram ao acaso para um lugar, que era a cidade de Arezzo (se pronúncia em italiano arê-tso), na bela e ensolarada região da Toscana. Inicialmente voltada à produção de sapatos masculinos, a empresa vendia seus produtos às lojas multimarcas.
   

Pouco depois, após pedidos insistentes de lojistas, os irmãos resolveram apostar no segmento de calçados femininos. E lançaram a sandália Anabela, feita de couro e com acabamento em corda, que rapidamente virou mania nacional e um grande sucesso de venda no restante da década. Em 1976, a empresa abriu sua primeira loja própria de sapatos femininos, focada em aspectos como design e estilo. Na década de 1980, a AREZZO consolidou-se como uma fábrica de calçados com capacidade produtiva de dois milhões de pares por ano. Em 1988, a empresa adotou o sistema de franquia, inaugurando sua primeira loja neste modelo na cidade do Recife. Com o sistema de franquia, o número de inaugurações de novas unidades iria aumentar no ano seguinte com lojas abertas em Uberaba, Brasília, Vitória e Rio de Janeiro, entre outras cidades. Pouco depois, em 1991, a AREZZO inaugurou sua primeira loja conceito na badalada Rua Oscar Freire, importante área comercial de marcas nacionais e internacionais na cidade de São Paulo.
   

A abertura do país, no início desta década, e o Plano Real, em 1994, inundaram o mercado nacional de sapatos produzidos no exterior, especialmente os modelos mais baratos chineses. Além disso, os custos industriais de Belo Horizonte tornaram-se proibitivos, e os irmãos começaram a planejar o movimento que os levaria a reinventar sua empresa. Desativaram gradualmente as linhas de produção (que empregavam duas mil pessoas), colocaram de pé o modelo de terceirização industrial no Vale dos Sinos (Rio Grande do Sul) e, como ponto final, eles transferiram o núcleo criativo da empresa para a cidade de Campo Bom (RS), no centro do maior complexo calçadista do Brasil. A partir deste momento, a AREZZO mudou seu foco de fabricante de sapatos para administradora de uma grande rede de varejo de calçados concentrando-se no desenvolvimento de conceitos de marca e moda e nos seus canais de distribuição.
   

Além disso, a AREZZO passou a investir cada vez mais em diversas ações nos pontos de venda, em novos lançamentos (ampliando assim sua variedade de modelos, incluindo scarpins, mules, rasteiras, sandálias, anabelas, plataformas, botas, clogs, mocassins e sapatilhas) e as operações do canal de franquias foram fortalecidas, o que permitiu levar seus produtos a todo o território nacional. A AREZZO também investiu na abertura de lojas em centros estratégicos de consumo. Nos anos seguintes a AREZZO seguiu inovando e oferecendo às suas consumidoras produtos de qualidade, sempre em tendência com a moda mundial. Em 2002 iniciou a expansão internacional de suas operações por meio da exportação de calçados e participação em exposições internacionais.
   

No ano de 2004, como mais um esforço de firmar de vez a AREZZO com marca fashion, a empresa contratou como garota-propaganda a modelo Eletra Rossellini. Outra ação foi o lançamento de uma coleção que buscava expressar a tendência retro, com grande valorização das peças “vintage” (coleções antigas com valor estético e cultural). Um dos trunfos era o giro das mercadorias nas lojas, com o lançamento de quatro novos modelos por dia. Em 2005, a AREZZO recebeu o título de melhor franquia do Brasil, segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
   

Pouco depois, em 2007, após comprar a participação do irmão na empresa, Anderson arquitetou a união com a Schutz (fundada por seu filho Alexandre Birman em 1995), originando assim a Arezzo&Co, e vendeu 25% da nova empresa por R$ 76.3 milhões para a Tarpon, gestora de recursos. A partir daí, a AREZZO passou a ser uma marca no portfólio da nova empresa, que começou a apostar na diversificação de marcas e criou em 2008 uma nova grife de luxo com o nome de Alexandre Birman, cujos saltos desfilam em tapetes vermelhos nos pés de celebridades como Jennifer Lopez, Amanda Seyfried e Jennifer Lawrence. A ideia da criação dessa nova empresa era cobrir todos os segmentos de mercado: a AREZZO, com sapatos que custavam, em média, R$ 160; a Schutz, calçados com um apelo mais fashion a um preço médio de R$ 230; e a Alexandre Birman, uma marca cujo nicho de mercado era o luxo e que ostentava modelos de produção mais artesanal, com preços que variavam de R$ 400 a R$ 800. Os novos passos do grupo também se deram por meio da extensão para as linhas Uomo, com sapatos masculinos, e Bambini, com produtos para crianças.
   

A marca mineira desembarcou na China em 2008 ao inaugurar quatro lojas em Xangai. A AREZZO ingressou no mercado chinês para vender sapatos, não para produzi-los. No país conhecido pelos produtos baratos, a marca apostou em modelos top, para consumidoras de classe média e alta. Nos anos seguintes a empresa introduziu um novo layout em suas lojas, com concepção arrojada privilegiando os espaços nos quais sapatos, bolsas e acessórios eram expostos como obras de arte. O objetivo era valorizar a sofisticação, o requinte e o luxo das peças. Além disso, para aproveitar a força da marca AREZZO, expandiu sua atuação ao lançar uma coleção pra lá de moderna de óculos escuros. A AREZZO também apostou em um novo modelo de negócios, oferecendo uma linha de cosméticos que incluía autobronzeadores, hidratantes e esfoliantes específicos para os cuidados com as pernas e os pés; além do lançamento de uma linha de esmaltes composta por oito cores no ano de 2009. O sucesso dos esmaltes foi tanto que a marca lançou no ano seguinte a AREZZO BEAUTY, uma linha de maquiagens composta por gloss, batons, sombras em pó, kits de sombras e delineador.
  

Nos anos seguintes, a AREZZO iniciou a criação e lançamento de linhas e coleções para atrair as consumidoras mais jovens. Como por exemplo, em 2017 com uma coleção de bolsas e sapatos inspirada na Disney (conheça essa outra história aqui), com direito a decoração repleta de orelhinhas do Mickey e da Minnie. Em 2019, quando através de uma collab com a Pantone (conheça essa outra história aqui) - autoridade em cores mundialmente reconhecida e referência de lifestyle - trouxe ao mercado uma cartela de cores ampla e exclusiva para as novas bolsas e sapatos. Os lançamentos contavam com sete tons inéditos, além do preto, que ainda ganharam códigos próprios, remetendo ao padrão internacional para especificação e controle de cores. Ainda em 2019, com o lançamento da primeira coleção de tênis sustentáveis (batizada de ZZ BIO), com modelos biodegradáveis, sem fibras sintéticas e com corante solúvel em água. Ou em 2020 com o lançamento da AREZZO TOUCH, uma coleção de sapatilhas disponível em seis cores diferentes.
  

Mais recentemente, em 2020, a AREZZO resolveu enfrentar e desafiar a poderosa e dominante Havaianas (conheça essa outra história aqui) em seu segmento de mercado. Para isso, a AREZZO lançou uma linha de sandálias e chinelos de dedo. A coleção, batizada de BriZZa, contou com a participação da atriz Bruna Marquezine como garota-propaganda. A linha BriZZa chegou ao mercado com 84 modelos, cujo ticket médio era de R$ 79,90. Foi a primeira vez que a AREZZO lançou uma linha exclusiva de produtos com leitura fashion e contemporânea. Ainda este ano, a empresa lançou o ZZ MALL, um ecossistema digital de comportamento, moda e beleza que reúne as marcas AREZZO, Schutz, Alexandre Birman, Anacapri, entre outras, para proporcionar uma experiência única de compra, aliada à conveniência e à exclusividade em curadorias e conteúdos.
    

Uma marca fashion 
O sucesso da marca está amparado no tripé conceito, alta qualidade e design contemporâneo, além de um sistema de produção terceirizada que está na esteira de marcas internacionais de sucesso. A AREZZO é a única grande empresa brasileira do setor calçadista que não tem fábricas. Suas coleções, de dezoito a vinte e uma por ano, são produzidas na região calçadista do Vale dos Sinos (RS). A AREZZO distingue-se no mercado brasileiro por ter uma forte identidade de marca em um cenário dominado por commodities e produtos baratos. Somado à rede de lojas exclusivas, esse perfil original permite à AREZZO trabalhar com sapatos de maior valor agregado, como fazem as grandes marcas estrangeiras.
   

Além dessas características, a AREZZO tem investido muito em comunicação, com objetivo de fixar cada vez mais a marca no segmento fashion. Em uma de suas mais famosas campanhas, lançada em 2008, a marca contou com nomes estrelados e associados a um visual completamente moderno: Cláudia Raia, Mariana Ximenes e Patrícia Pillar. O público alvo da grife, sempre à frente das últimas tendências internacionais, é a mulher contemporânea, conhecedora de moda e ciente da importância da imagem no mundo atual. Justamente como as três belas e chiques atrizes que representaram a marca AREZZO. Nos anos seguintes novas musas estrelaram as campanhas da marca, entre as quais as belas Juliana Paes (2009), Cléo Pires (2009), Glória Pires (2011), Sabrina Sato (2011), Débora Falabella (2012), Aline Weber (2012), Luisa Moraes (2013), Fernanda Lima (2014), Leandra Leal (2014), Giovanna Antonelli (2015), Camila Pitanga (2015), Gisele Bündchen (2016), Sasha Meneghel (2019) e mais recentemente a cantora Anitta (2019) e as atrizes Bruna Marquezine (2020) e Maria Fernanda Cândido (2020).
   

E todo esse investimento deu resultado: a AREZZO ocupa a primeira citação de lembrança (top of mind) dos consumidores no setor de calçados femininos brasileiro, além de ser uma das marcas preferidas neste segmento e mais consumidas no país. A eficiente comunicação e o forte posicionamento fizeram com que a AREZZO sempre esteja presente nos editoriais de moda das mais prestigiadas revistas, jornais e websites do país, como referência de fast fashion em calçados, bolsas e acessórios femininos.
  

Uma ação criativa 
Ícone da década de 1970, a sandália Anabela foi o primeiro modelo de sucesso criado pela AREZZO, no ano de 1972. E justamente por essa ligação afetiva, em setembro de 2021 a marca resolveu lançar uma ação de marketing inusitada. Batizada de “Procura-se Anabela”, a ação tinha como principal missão encontrar este modelo (de 1972) tão querido e importante para a história da AREZZO. Para participar bastava entrar em contato com o Disk Anabela, um call center exclusivo para a busca, ou enviar um e-mail para a Central Anabela (procuraseanabela@arezzo.com.br). Os consumidores também podiam ficar por dentro desta busca seguindo o perfil @procuraseanabela no Instagram (conheça essa outra história aqui). Como parte da ação, a marca oferecia recompensa para quem tivesse o primeiro modelo da sandália: 1 ano de sapatos AREZZO como forma de retribuir essa descoberta tão valiosa.
  

O gênio por trás da marca 
O atual CEO da empresa, Alexandre Café Birman, é apontado como responsável por transformar a marca AREZZO em um sucesso como conhecemos hoje. Ele nasceu em 1976, durante a expansão da AREZZO, e rapidamente pegou gosto pelo negócio. Com o pai (Anderson Birman), aprendeu o ofício de sapateiro desde a idealização do calçado, desenho do modelo, corte do couro, montagem e acabamento. Aos 13, já conseguia fazer o processo todo sozinho. Aos 14, fez um intercâmbio em um internato nos Estados Unidos e aos 17, foi para a Itália para fazer um curso técnico de sapateiro. No seu retorno ao Brasil, no início dos anos de 1990, a AREZZO passava pela sua primeira grande transformação: a terceirização da produção e a mudança de foco no varejo, com o modelo de franquias. Birman queria inovar e fazer um calçado diferente na AREZZO. Mas o pai preferia seguir o caminho que parecia funcionar até então. A saída para ele foi criar em 1995, com apenas 18 anos, a Schutz, inicialmente uma marca focada no público masculino e esportivo, cujo slogan era “Peace of mind with comfortable shoes”.
  

Mas em 1999, ele resolveu seguir os passos do pai, focando a Schutz no público feminino. Ele então desenhou uma coleção com dezenas de modelos, incluindo um tênis de salto alto. Mas a alta complexidade dos modelos se tornou um problema. Dos 30 modelos desenhados e vendidos, só dois poderiam ser entregues no prazo. E apenas na cor preta. O jeito então foi simplificar. E, para isso, Birman voltou às origens e desenhou um modelo Anabela simples: fácil de produzir e “bem feminino”. A simplicidade deu certo. O modelo foi um sucesso de vendas. Birman cumpriu sua meta de faturar R$ 1 milhão em 2000. No ano seguinte, veio o salto internacional. A marca canadense Aldo fez um pedido de 30 mil pares, durante uma feira do setor nos Estados Unidos. Com menos de dez anos à frente de seu próprio negócio, Birman comandava uma empresa de R$ 120 milhões, que exportava 60% de sua produção. E, depois de provar que sabia dirigir uma companhia de sucesso, foi convidado por seu pai a unir as empresas, atraindo capital novo. Juntos, pai e filho uniram as operações da AREZZO e da Schutz, resultando na Arezzo&Co. Anderson assumiu a presidência e Birman, já um renomado e premiado estilista de sapatos de estrelas internacionais, ficou com o segundo posto da hierarquia - e o caminho aberto para uma futura sucessão (o que aconteceria em 2013).
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca AREZZO passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A primeira remodelação em relação ao logotipo original ocorreu no início da década de 1990, quando uma nova tipografia de letra foi adotada. Anos mais tarde, esse logotipo foi modernizado e ganhou uma tipografia de letra mais sofisticada, acompanhando assim o novo posicionamento da marca.
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1972 
● Fundador: Anderson e Jefferson Birman 
● Sede mundial: Campo Bom, Rio Grande do Sul, Brasil 
● Proprietário da marca: Arezzo&Co 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Alexandre Café Birman 
● Faturamento: R$ 1.065 bilhões (2021) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 451 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Calçados, bolsas, cintos e carteiras 
● Concorrentes diretos: Corello, Santa Lolla, Capodarte, Carmen Steffens, Luiza Barcelos, Zeferino, Piccadilly e Via Uno 
● Website: www.arezzo.com.br 

A marca no mundo 
Anualmente a marca AREZZO, que fatura mais de R$ 1 bilhão por ano (dado de 2021) vende mais de 10 milhões de pares de calçados (entre sandálias, botas, sapatilhas, tênis e sapatos), bolsas (mais de 900 mil unidades) e acessórios (cintos e carteiras) através de 451 lojas próprias e franqueadas distribuídas em mais de 180 cidades em todos os estados brasileiros, além de distribuidores em outros 30 países. Os produtos da marca também estão presentes em mais de 3.500 lojas multimarcas no Brasil e no exterior. Os sapatos, cintos e bolsas da AREZZO são produzidos em 90 fábricas, entre parceiras e licenciadas. A AREZZO pertence à empresa Arezzo&Co, proprietária de marcas como Schutz, Alexandre Birman, Anacapri, Alme, Reserva (roupas e acessórios), entre outras. 

Você sabia? 
Atualmente é a maior marca de varejo de calçados femininos fashion da América Latina. 
Em 2018, a marca criou o Museu Arezzo, localizado em sua sede em Campo Bom (RS), com mais de 100 mil modelos de sapatos, bolsas e acessórios catalogados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Isto é Dinheiro, Exame, InfoMoney e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 10/7/2022 

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6.8.06

FOOT LOCKER


Quando o assunto é tênis ou acessórios esportivos, não importa para que modalidade ou finalidade, não existe outro endereço para se encontrar as principais e mais famosas marcas mundiais que uma das inúmeras lojas da rede FOOT LOCKER, um verdadeiro ícone americano deste segmento cujo uniforme de seus funcionários se assemelha as vestimentas de um juiz de futebol americano. 

A história 
A história da maior rede de calçados esportivos dos Estados Unidos começou quando a empresa de varejo F.W. Woolworth Company, fundada em 1879, comprou em 1963 a rede de lojas de calçados G.R. Kinney Corporation. Com o crescimento do segmento e a alta demanda por calçados esportivos, a divisão de calçados da empresa resolveu inaugurar no dia 12 de setembro de 1974 a primeira loja FOOT LOCKER no Puente Hills Mall, em City of Industry, um subúrbio industrial de Los Angeles, no estado da Califórnia, utilizando o slogan “The Great American Shoe Store” (algo como “A grande loja americana de calçados”). A loja foi pioneira na venda especializada de produtos e calçados esportivos, oferecendo uma grande variedade de marcas famosas em um único lugar. Era uma grande revolução para a época: produtos esportivos para os mais variados esportes como tênis, futebol americano, soccer (o nosso futebol), basquete, beisebol, ginástica aeróbica, atletismo, natação, entre outros, oferecendo marcas como Reebok, Nike, Adidas, Fila, New Balance, Converse, Asics, Champion, Starter, Lotto, entre outras, com preços competitivos e enormes estoques de modelos e tamanhos.


Nos anos seguintes várias outras unidades foram inauguradas por cidades americanas. A partir da década de 1980 a empresa começou a experimentar outros formatos de loja, inaugurando em 1982, na cidade de Joliet, estado americano de Illinois, a primeira unidade da LADY FOOT LOCKER, loja especializada somente em calçados, equipamentos e vestimentas esportivas para mulheres, sendo pioneira nesse ramo; e a KIDS FOOT LOCKER, em 1987, uma loja especializada em calçados e acessórios esportivos para crianças entre 5 e 11 anos. Nesse mesmo ano a empresa adquiriu a rede de lojas de calçados esportivos CHAMPS. A internacionalização de seus negócios começou nesta década, quando a empresa inaugurou várias unidades da FOOT LOCKER no Canadá.


Em 1989, mesmo ano em que as primeiras unidades foram inauguradas na Austrália, a FOOT LOCKER começou a operar como uma divisão independente, adotando em 2001, oficialmente o nome de FOOT LOCKER INC. No ano de 1997 a rede revolucionou a experiência de comprar materiais esportivos introduzindo em suas lojas simuladores de alta tecnologia, novos displays, iluminações especiais, músicas de motivação ambiente, telões de alta definição com vídeos e outros aparatos, convidando os consumidores a viverem a energia e o drama dos esportes enquanto efetuavam suas compras. Ainda neste mesmo ano lançou sua página na internet oferecendo ao consumidor mais uma opção de canal de compra. Em 2002 inaugurou uma enorme loja em plena Times Square, em Nova York. Pouco depois, em 2004, a empresa adquiriu a rede de lojas FOOTACTION, com produtos esportivos mais urbanos e com preços elevados.


Com a grave crise da economia americana, que começou em 2007, a empresa, como medida de evitar concordata, fechou mais de 250 unidades não produtivas de sua rede para preservar o caixa e evitar problemas maiores. As unidades fechadas eram lojas que geravam prejuízos para a empresa, que depois de resultados negativos em 2008, voltou a dar lucro no ano seguinte. Além disso, a rede também iniciou reformulações em suas lojas, que se tornaram mais modernas e eficientes na exposição dos produtos.


A FOOT LOCKER sempre investiu muito em publicidade com campanhas que utilizam grandes nomes dos esportes, especialmente americanos. Como por exemplo, em 2013, quando Mike Tyson chega à casa de seu antigo rival, Evander Holyfield, e devolve o pedacinho da orelha (arrancada com uma dentada em 1997) em uma caixinha com um clima bem amigável, fazendo parte da campanha All is Right (“Está tudo certo”, em tradução livre). A campanha ainda brincava com o polêmico ex-jogador de basquete Dennis Rodman, que se arrepende de suas atitudes e decide comprar uma passagem só de ida para a Coréia do Norte. Outra campanha de sucesso foi lançada em 2014 e trazia como estrelas Charles Barkley e Scottie Pippen, membros do famoso Dream Team de basquete americano de 1992, e o exótico James Harden, jogador do Houston Rockets. A campanha foi um enorme sucesso no mercado americano.


A evolução visual 
A identidade visual original da marca foi utilizada até 1988. Foi neste ano, que o tradicional logotipo da marca, que possui como símbolo um árbitro de futebol americano, foi adotado e se tornou extremamente popular entre os consumidores. Nos anos seguintes, o logotipo passou apenas por atualizações.


Os slogans 
Approved. (2012) 
If it’s here, it’s approved. (2012) 
Sneaker Central. (2010) 
It’s a sneaker thing. (2009) 
For the athlete in all of us. (2007) 
Love thy sneaker. (2006) 
Where it all Begins. (2006) 
Sneaker people. (2005) 
There can be only one. (2003) 
Where kids come first. (KIDS FOOT LOCKER) 
The place for her. (LADY FOOT LOCKER)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 12 de setembro de 1974 
● Fundador: Frank e Charles Woolworth 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Foot Locker, Inc. 
● Capital aberto: Sim 
● CEO: Richard Johnson 
● Faturamento: US$ 7.41 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 600 milhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 8.06 bilhões (agosto/2016) 
● Lojas: 3.383 
● Presença global: 23 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 44.110 
● Segmento: Varejo (esportes) 
● Principais produtos: Calçados, roupas e materiais esportivos 
● Concorrentes diretos: Finish Line, The Athlete’s Foot, Dick’s Sporting Goods e Decathlon 
● Ícones: Vendedores vestidos de juízes de futebol americano 
● Slogan: Approved. 
● Website: www.footlocker.com 

A marca no mundo 
Atualmente a empresa, que se tornou a maior rede de calçados e equipamentos esportivos do mundo, tem mais de 3.380 lojas em 23 países da América do Norte, Europa (incluindo Reino Unido, Alemanha, França), Austrália e Ásia. A empresa, cujo faturamento foi de US$ 7.41 bilhões em 2015, opera atualmente três formatos diferentes de lojas: FOOT LOCKER (971 lojas nos Estados Unidos + 825 unidades internacionais) com ampla oferta de calçados esportivos e acessórios para um público jovem e variado; KIDS FOOT LOCKER (374 lojas) com ampla oferta de calçados esportivos e acessórios para um público infantil entre 5 a 11 anos; e LADY FOOT LOCKER (156 lojas) com ampla oferta de calçados esportivos e acessórios especificamente para o público feminino (mulheres entre 14 a 35 anos). A empresa ainda é proprietária das redes de lojas FOOTACTION (268 unidades) e CHAMPS SPORTS (550 unidades). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/8/2016