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31.12.21

BIRKENSTOCK


As sandálias largas e hoje também coloridas, que já foram consideradas bregas e desconfortáveis, conquistaram os pezinhos e pezões mais exigentes e famosos do mundo como de Julia Roberts, Mary-Kate, Ashley Olsen e Katie Holmes. E tudo graças à alemã BIRKENSTOCK, onde a tradição e o legado são importantes chancelas de uma marca secular que soube como conquistar o universo fashion. Afinal, em quase 250 anos de uma rica história, a marca alemã conseguiu se estabelecer, crescer, se espalhar pelo mundo e virar objeto de desejo. 

A história 
A BIRKENSTOCK está profundamente enraizada na fina arte de elaborar calçados de altíssima qualidade que fazem bem para os pés. E tudo começou em 1774 na pequena cidade de Langen-Bergheim, próximo a Frankfurt, quando Johann Adam Birkenstock foi registrado nos arquivos da igreja como sapateiro. Era o início de um sobrenome que transformaria a indústria de calçados da Alemanha. O negócio familiar caminhava bem, passando de pai para filho, até que em 1896 o tataraneto de Johann, Konrad Birkenstock, um sapateiro-mestre que administrava dois negócios de calçados especializados na cidade de Frankfurt, começou a produção e venda de palmilhas ortopédicas recortadas (que seguiam o contorno dos pés) para ser utilizadas pelos sapateiros na produção de calçados personalizados. Mais tarde essas palmilhas seriam batizadas com o termo FOOTBED (literalmente “cama para os pés”), tamanha a inigualável sensação de conforto que elas causavam.


No começo do século 20, em 1902, Konrad percebeu que a procura por sapatos feitos sob medida estava diminuindo. Uma mudança de rumo para seu pequeno negócio era necessária. Com espírito empreendedor, começou então a produzir palmilhas flexíveis com o suporte de arco contornado, o que fornecia suporte adicional aos pés. Na época, as solas dos sapatos eram todas retas, e não consideravam as curvas naturais dos pés. Feitas em um tom de azul bem característico (o que resultou no nome BLUE FOOTBED), as palmilhas se tornaram um enorme sucesso, pois proporcionava mais suporte aos pés, e consequentemente muito mais conforto. Ele sabia que tinha algo com muito potencial nas mãos, e a fim de obter financiamento começou a viajar pelo interior da Alemanha, Áustria e Suíça divulgando sua invenção e vendendo a técnica para outros sapateiros.
   

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, no ano de 1914, ele decidiu trabalhar para o hospital de Frankfurt, criando e produzindo modelos de calçados adequados para os soldados feridos. Foi então que os médicos ortopedistas conheceram as palmilhas e calçados, gostaram e incentivaram Carl Birkenstock - neto de Konrad - a expandir seus negócios. Mais do que nunca, a marca BIRKENSTOCK se voltava para o conforto. Apesar das terríveis consequências causadas pela guerra, o negócio da família Birkenstock ia muito bem. A empresa abriu a primeira filial em Viena, na Áustria, e depois se expandiu para a Noruega, Itália, Suíça, França, Bélgica e Holanda. Praticamente toda a Europa tinha representantes da marca alemã. Além disso, novas fábricas foram inauguradas e trabalhavam a todo vapor. Nesta época a BIRKENSTOCK reinava sozinha como a grande fabricante de palmilhas ortopédicas da Europa, e só foi ter concorrentes de fato em 1928.
  

A grande revolução começou quando a BIRKENSTOCK inventou o seu sistema único de palmilha contornada, apresentando em 1930 o conceito das palmilhas de formato anatômico com suporte incrível. A palmilha original possuía quatro camadas diferentes que completavam o calçado. A primeira camada era a sola anti-impacto, seguida de uma camada de fibras de juta, uma palmilha de cortiça firme e outra camada de juta. A última camada era a linha da palmilha em camurça macia. Desde então, muitos tentaram copiar essa ideia, mas apenas uma pode, orgulhosamente, carregar o nome BIRKENSTOCK. Em 1932, a empresa iniciou a administração dos cursos de treinamento, que mais tarde se tornariam populares, ganhando o apoio de importantes médicos ortopedistas ao “Sistema Karl Birkenstock”. Após a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), as palmilhas BIRKENSTOCK eram populares entre os soldados que retornavam por causa do suporte ortopédico, o que dava mais conforto.
   

Até 1964, a BIRKENSTOCK era uma marca de palmilhas ortopédicas. E podia ser assim até hoje, se não fosse a ousadia e o empreendedorismo de Karl Birkenstock, bisneto de Konrad. O mais novo herdeiro da marca não queria produzir apenas palmilhas: ele queria criar um calçado tão confortável, que daria a sensação de caminhar descalço. Com a tecnologia desenvolvida pela família, somada ao seu conhecimento sobre a anatomia e o movimento dos pés, ele lançou a primeira sandália BIRKENSTOCK. Batizada de MADRID (imagem abaixo), a sandália apresentava uma palmilha profunda e flexível e era anunciada como um calçado que podia ser usado durante a prática de exercícios. Isto porque o calçado foi construído de forma que o usuário tivesse que segurar os dedos dos pés para manter as sandálias calçadas, o que resultava na tonificação da musculatura da panturrilha, tornando-o bastante útil para atletas, principalmente entre as ginastas. A palmilha ortopédica estava lá, sustentando a sola do pé. Uma combinação de cortiça, látex e juta deixavam a pisada macia, absorvendo o impacto a cada passo. Em alto-relevo, um suporte para os dedos buscava incentivar o movimento de força natural dos pés e estimulava a circulação. E um “berço profundo” acomodava o calcanhar e amortecia o impacto da pisada. Para segurar os pés sobre esse solado cheio de particularidades, uma tira de couro com uma fivela.
  

As sandálias BIRKENSTOCK atravessaram o oceano Atlântico e foram parar nos Estados Unidos pelas mãos de Margot Fraser, uma estilista alemã que morava na Califórnia. De férias na Alemanha, ela foi seduzida pela estética surpreendente das sandálias da marca alemã. Comprou alguns pares e levou para as amigas, que também gostaram. Foi então que ela e o marido entraram em contato com a família Birkenstock e passaram a ser os representantes da marca nos Estados Unidos em 1966. Mas foi difícil convencer as lojas de calçados de que as sandálias poderiam ser uma boa ideia e vender bem. Segundo os vendedores, nenhuma mulher iria querer comprar aquelas sandálias horrorosas. Por isso Margot e o marido precisaram encontrar seu público – e acharam em feiras focadas em alimentação saudável, vendendo para pessoas que curtiam um estilo de vida mais alternativo.
   

A fama das sandálias foi construída de boca em boca entre os americanos. Os vendedores das lojas de produtos naturais experimentavam a sandália, achavam confortáveis, e recomendavam para os clientes. Com isso a procura pelas sandálias BIRKENSTOCK começou a aumentar e nos anos de 1970 já era um sucesso entre os hippies e pessoas com estilo de vida alternativo. O modelo ARIZONA (identificado pelas duas tiras), que hoje é o campeão de vendas, foi desenvolvido em 1973, e desenhado por Margot Fraser. Tudo ia muito bem até que chegaram os anos de 1980, e a estética hippie saiu de moda. As sandálias superconfortáveis, que eram um produto consumido por um público distinto e restrito, então passaram a ser consideradas feias novamente. Foi uma época difícil, em que a marca alemã tentou se reinventar e se modernizar, colorindo as tiras de couro e lançando novos modelos. Em 1986, a Nordstrom (conheça essa outra história aqui) se tornou a primeira loja de departamento a vender as sandálias BIRKENSTOCK, em uma tentativa de conquistar uma clientela mais sofisticada.
  

Enquanto o conforto da BIRKENSTOCK e seus benefícios ortopédicos foram prontamente reconhecidos, a reputação da marca em termos de moda permanecia pouco animadora. Os calçados eram certamente confortáveis, mas estavam longe de serem considerados estéticos. Muitas vezes, estavam associados com sapatos práticos e desnivelados, usados com meias e roupas soltas. Mas a revolução para transformar a BIRKENSTOCK em uma marca fashion começou timidamente em 1990 quando a modelo Kate Moss usou as sandálias para uma sessão de fotos para uma popular revista de moda. Mas foi em 1997, quando as sandálias apareceram adornando os pés de modelos nos desfiles de Narciso Rodriguez e Paco Rabanne (conheça essa outra história aqui) que a BIRKENSTOCK começou a se tornar uma marca desejada. A partir de então, começou uma mudança na mentalidade e as mulheres encontram outras possibilidades: enquanto algumas lançavam mão dos dolorosos saltos agulha, outras abraçavam o conforto. E a BIRKENSTOCK começou a aproveitar a ocasião para atrair uma nova clientela.
  

Desde então, foram inúmeras colaborações com grandes nomes da moda, como por exemplo, a estilista Phoebe Philo (o modelo batizado de Furkenstocks - recriação da sandália Arizona que incorporou uma palmilha coberta de vison - foi visto em 2012 na passarela de um desfile da grife Celine em Paris), o designer americano Rick Owens, Proenza Schouler e Pierpaolo Piccioli, da grife Valentino (conheça essa história aqui), para citar alguns. A verdadeira chave para o sucesso ocorreu porque a BIRKENSTOCK soube incorporar a criatividade das marcas e personalidades às quais se associa, preservando os seus valores originais, e ao mesmo tempo transformar os calçados em objetos de desejo entre as fashionistas. Por exemplo, em 2019 na 91ª cerimônia do Oscar, a atriz Frances McDormand usou um modelo da collab com a Valentino. Seguindo a tendência neon, a atriz escolheu o modelo mais clássico, a sandália Arizona, em uma versão verde-limão. Prova que a BIRKENSTOCK sabe fazer tendência e produzir estética.
  

Além das sandálias clássicas atemporais, a BIRKENSTOCK oferece uma completa linha de calçados como tênis, botas, sapatos fechados, calçados infantis e modelos da linha profissional. A marca também lançou novidades, como por exemplo, em 2015 quando apresentou aos consumidores a EVA, uma sandália de borracha em etileno-acetato de vinilo, como alternativa mais barata à sandália de cortiça original, e oferecida em uma infinidade de cores (algumas pra lá de chamativas). As linhas Papillio e Asian Print seguem as tendências da moda. Já a linha BOSTON (com a parte da frente fechada) mantém o estilo mais clássico, com o original solado de cortiça; a FLORIDA expressa a versatilidade e o conforto tradicionais das clássicas sandálias, mas com as tiras mais finas, para pés bem ventilados; a MAYARI apresenta as tiras cruzadas; e a linha vegana de sandálias, apresentadas em versões 100% livres de qualquer material de origem animal.
  

Nos últimos anos a marca alemã ampliou seu portfólio de produtos com meias (são mais de 30 designs diferentes e feitas de algodão sustentável, suave para a pele, aprimorado com fibra LYCRA© para um ajuste perfeito), bolsas e mochilas, cintos e até uma linha de camas (BIRKENSTOCK BED COLLECTION, lançada em 2017 e cujos produtos incluem colchões, esquadrias e seis modelos de cama que apresentam um nível alto de elasticidade e que se adaptam aos contornos naturais do corpo) e de cosméticos naturais (BIRKENSTOCK NATURAL SKIN CARE, que surgiu em 2017 apresentando um conceito inovador de ingrediente ativo, que satisfaz as necessidades de cuidados da pele e tem efeito visível). Além disso, a marca também investiu na abertura de lojas próprias em cidades da Alemanha, São Paulo (inaugurada em 2016 no Shopping Iguatemi), Nova York (a primeira unidade foi inaugurada em 2018 no badalado bairro do SoHo em Manhattan) e, mais recentemente, na China onde tem ampliado sua presença no varejo com a inauguração de novas unidades.
  

Sucesso Made in Germany 
As sandálias anatômicas, hoje cultuadas por jovens e famosos, nem sempre foram consideradas peças dignas de um guarda-roupa moderno. Durante bom tempo foram rejeitadas por serem usadas por uma tribo de alternativos e hippies ou de pessoas com problemas ortopédicos. Mas hoje os calçados BIRKENSTOCK conseguiram se distanciar desta imagem graças ao marketing para rejuvenescer o produto. Por exemplo, a bela modelo alemã Heidi Klum já foi convidada a criar alguns modelos de sandálias em uma coleção colaborativa. Já celebridades como Reese Witherspoon, Gigi Hadid e Kendall Jenner, também fãs das Birkens, foram flagradas por paparazzi ou postando fotos no Instagram nos momentos de folga com elas nos pés. O que contribuiu muito para impulsionar a mania pelas sandálias. Mas a cereja no bolo foi a pandemia de COVID-19. Isto porque, trancados em casa, todos queriam conforto acima de tudo. Justamente o que a marca alemã promete com seus calçados de sola anatômica e aparência polêmica (para alguns). A fórmula perfeita para transformar os calçados da BIRKENSTOCK nos mais desejado do momento.
  

Com solado feito da mistura de cortiça e látex, e revestida de camurça e tiras de couro com fivelas de metal, o grande diferencial da sandália é a tal da palmilha contornada, com formato anatômico, que dá suporte aos pés. Com curvas anatômicas que seguem a forma do pé, o solado é feito a partir da mistura de fina cortiça natural com látex com as laterais revestidas com camurça. O encaixe para o calcanhar, o apoio da base dos dedos e a borda do solado alta proporcionam conforto, auxiliam a circulação sanguínea e protegem os dedos dos pés. O solado é ainda modelado para que o peso de corpo seja distribuído de modo uniforme através da base do pé. A forma de como tudo isso é feito importa tanto quanto o próprio produto. A BIRKENSTOCK tem orgulho de suas raízes, história e DNA. Por isso, seus produtos são feitos com profundo respeito pelos padrões alemães e europeus de responsabilidade ética, social e ambiental. A tradição, qualidade e habilidades manuais diferenciam a BIRKENSTOCK, desde 1774.
  

Além disso, todos os calçados da marca utilizam couros e materiais sintéticos de altíssima qualidade que asseguram um nível premium em todo o produto, como por exemplo, o couro natural, reconhecido pelos grãos da sua superfície não tratada; o couro patenteado ou envernizado, que possui acabamento em sua superfície, revestido em materiais que proporcionam alto brilho; a camurça, que se refere ao couro polido no seu interior; o nubuck, couro de grão superior com superfície suavemente polida; o feltro de lã, feito da lã de ovelha, fibra natural de alta qualidade, de toque suave na pele e respirável; o feltro, um material espesso feito em fibras sintéticas; o Birko Feltro, uma mistura de tecido rayon e fibras sintéticas; e o Birko-Flor®, um material sintético de alta qualidade, especialmente desenvolvido pela BIRKENSTOCK, que oferece uma alternativa ao couro.
  

Nada é feito sem planejamento e a preocupação com o desenvolvimento é uma constante. Os calçados BIRKENSTOCK são produzidos em dez fábricas espalhadas pela Alemanha com mais de 2.500 funcionários. Uma área de 600 metros quadrados na sede abriga um mostruário permanente com os modelos produzidos, montado para atender os representantes nacionais e internacionais. Além disso, duas vezes por ano, a empresa promove uma feira para apresentar os lançamentos aos mais de 500 distribuidores alemães.
   

Uma cama para seus pés 
No coração de toda sandália, tamanco, bota ou sapato produzido pela BIRKENSTOCK está a original e icônica FOOTBED, conhecida por seus materiais naturais de alta qualidade como cortiça, látex e juta, e principal responsável pela história secular de tradição e qualidade da marca alemã. Talvez a cortiça seja o componente mais marcante da BIRKENSTOCK. Você sabia que ela é a casca de uma árvore sobreiro e que renasce a cada 7-10 anos após a colheita? A cortiça utilizada pela empresa provém dos excedentes de produção e engarrafamento da indústria do vinho. Ao invés de ser desperdiçada, a BIRKENSTOCK reaproveita esse recurso natural e o transforma em preciosa matéria-prima para suas palmilhas. Utilizado junto a cortiça, o látex natural também proporciona flexibilidade e suporte à palmilha BIRKENSTOCK. Da mesma forma, ele é um recurso renovável, obtido a partir da resina das seringueiras. A juta é outro material natural renovável que integra a palmilha BIRKENSTOCK. Feita de fibras que absorvem umidade, proporciona uma estrutura robusta acima e abaixo do núcleo de cortiça/látex.
   

Essa palmilha tem características e benefícios únicos, como por exemplo, mais espaços para os dedos, que se movem naturalmente, o que promove um melhor equilíbrio e alinhamento correto dos pés. Além disso, o suporte para os dedos incentiva o movimento de força natural dos pés, exercita as pernas e estimula a circulação. A palmilha inda possui quatro arcos que proporcionam a distribuição do peso e postura adequada. E tem mais: o berço profundo abraça o calcanhar e mantém o amortecimento natural sob o osso. Já a sola, flexível, durável e leve, absorve impactos. É feita ainda com duas camadas de FIBRAS DE JUTA - uma absorve a umidade e a outra adiciona força. A base firme e resistente de cortiça e látex proporciona um suporte máximo. Já o revestimento de camurça macia mantém os pés confortáveis e secos. A palmilha SOFT FOOTBED, que mantém toda a qualidade da clássica FOOTBED, apresenta uma camada extra de espuma de amortecimento inserida entre o forro da palmilha de camurça e as camadas de cortiça e juta.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais simples, moderna e atraente. Apesar dos primeiros logotipos da marca conter a imagem de pés, com o passar das décadas a identidade visual foi sendo simplificada, adotou tipografia de letras mais moderna e leve, além de incorporar a cor azul.
  

A marca também utiliza em sua comunicação um logotipo secundário (oval), mais complexo e com detalhes, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Tradition since 1774. (2017) 
Made in Germany. Tradition since 1774. (2007) 
German engineering for your feet. (1997) 
No one else can wear your Birkenstocks. (1995) 
A new concept in foot care. (1968) 
Often copied, never equaled.
  

Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1774 
● Fundador: Johann Adam Birkenstock 
● Sede mundial: Neustadt, Alemanha 
● Proprietário da marca: Birkenstock Group B.V. & Co. KG 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Oliver Reichert 
● Faturamento: €720 milhões (2019/2020) 
● Lucro: €130 milhões (2019/2020) 
● Lojas: 50 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.500 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias, chinelos, botas e sapatos 
● Concorrentes diretos: Geox, Crocs, Hush Puppies, Chaco, Steve Madden, Freedom Moses, CushionAire e Alme 
● Ícones: O modelo Arizona 
● Slogan: Tradition since 1774. 
● Website: www.birkenstock.com.br 

A marca no mundo 
Com sede global, produção e logística estabelecida na Alemanha, os calçados BIRKENSTOCK (são mais de 250 modelos de sandálias, chinelos, botas e sapatos) são vendidos em mais de 100 países ao redor do mundo. Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão são exemplos de países onde a empresa possui representantes comerciais. A exportação alcança até o longínquo arquipélago de Fiji, na Oceania. Com vendas anuais superiores a 24 milhões de pares, a empresa possui mais de 50 lojas próprias, emprega 5.500 pessoas e fatura €720 milhões (dados de 2019/2020). 

Você sabia? 
A BIRKENSTOCK já utilizava o termo “palmilha” (em inglês “footbed”) no início do século 20, dando-lhe o significado que até hoje é comumente entendido por consumidores em todo o mundo - como sinônimo de conforto excepcional ao caminhar e ficar em pé. 
Em 2021, os irmãos Alex e Christian Birkenstock assinaram um acordo de venda de mais da metade da empresa para um grupo de private equity controlado pelo bilionário executivo-chefe da LVMH, Bernard Arnault. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Elle, Marie Claire e Exame), portais de notícias (Deutsche Welle e UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/12/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

1.3.18

CLARKS


De habilidosos designers a técnicas e tecnologias de produção pioneiras, a tradicional britânica CLARKS, que já calçou músicos como Nick Cave, Bob Dylan ou Robbie Williams, é especializada em calçados anatômicos para o conforto dos pés para todas as ocasiões. Para uma marca com quase 200 anos de uma rica história, todos merecem calçar um bom sapato. Por isso, os amantes de calçados que aliam conforto e estilo conhecem bem a marca CLARKS. 

A história
Tudo começou com Cyrus Clark, filho de fazendeiros, que abriu uma pequena oficina de tapetes feitos com lã de ovelha e pele de carneiro na modesta vila de Street, em Somerset, na Inglaterra. Em 1825, juntamente com a ajuda de seu irmão John, e para aproveitar os restos de lã e pele dos tapetes eles produziram os primeiros pares de calçados (na verdade uma espécie de pantufa feita com pele de ovelha) para serem utilizados dentro de casa, sendo maleável e incrivelmente agradável de calçar. Somente pouco depois, em 1830, esses calçados começaram a serem produzidos em grande quantidade e lançados com o nome de Brown Peter. Esses calçados foram um sucesso e permaneceram em produção por mais de 100 anos. Em 1833, com seu irmão definitivamente como sócio, a empresa passou a se chamar C&J Clark. Até então, as pantufas representavam mais de um terço do faturamento da empresa. Na próxima década, as vendas desses calçados cresceram, totalizando 12 mil pares por ano no início de 1840. A empresa também aproveitou outro subproduto da pele de ovelha, adicionando em sua linha de produto meias de lã. O crescimento da empresa foi auxiliado também pelas crenças Quaker da família. Como membros da Sociedade de Amigos, a família conseguiu aproveitar as conexões pessoais e comerciais em todo o Reino Unido e o Império Britânico, e a marca CLARKS rapidamente se tornou um nome proeminente no segmento de calçados no Reino Unido.


O negócio, no entanto, sofreu dificuldades nos anos seguintes, especialmente quando a demanda pelas pantufas despencou e quase levou a empresa à falência. Por isso, em 1863, a decisão tomada foi entregar o comando para William Stephens Clark, filho de James. O jovem tornou-se a força motriz para o crescimento da empresa no próximo século. Sob a nova geração da família, a empresa começou a recorrer a técnicas mais industrializadas, incluindo a adição de máquinas de costura Singer, que permitiram o aumento dos níveis de produção e também que a CLARKS começasse a experimentar novos projetos de calçados. Estes foram inicialmente vendidos sob um novo nome, Torbrand. No início da década de 1890, os experimentos de design levaram ao desenvolvimento de sapatos que seguiram mais de perto as linhas do pé. A CLARKS lançou então no ano de 1893 sua nova linha de sapatos, batizada de “Hygienic” e que se baseava na anatomia natural dos pés. O sucesso desse estilo de calçado levou a empresa a se especializar nos chamados sapatos de “conforto”.


A próxima geração da família se juntou ao negócio no início do século 20 e adotou processos de fabricação mais modernos, técnicas de produção em massa e incorporou novos materiais e novas tecnologias, incluindo técnicas para fabricar solas e palmilhas para melhorar o conforto dos sapatos. Em 1920, a empresa abandonou o nome Torbrand e colocou seu próprio nome em seus calçados, que passaram a se chamar CLARKS. Durante esta década, a marca respondeu às mudanças da moda no setor, particularmente no segmento feminino, e lançou novos sapatos e botas. Na década seguinte, a empresa começou a se expandir além da fabricação e controle de seu mercado de distribuição, o que resultou na aquisição de uma rede de lojas de calçados, rebatizada como Peter Lord, em 1937. A rede cresceu a nível nacional operando aproximadamente 180 lojas.


Após a Segunda Guerra Mundial, a CLARKS teve ainda mais sucesso, já que começou a exportar seus produtos. Um fator importante no sucesso da marca durante esse período veio com o lançamento da Desert Boot (foto abaixo), uma criação de Nathan Clark (bisneto de James), que se tornou parte da próxima geração a assumir a direção da empresa. Como ele havia servido no Exército Britânico na Índia durante a Segunda Guerra Mundial, se inspirou em botas trazidas do Egito por vários oficiais. Foi então que Nathan trouxe o design inicial, que apresentava uma parte superior de camurça em uma sola de borracha crepe, para a empresa. A primeira bota de cano curto Desert Boot foi produzida em 1946, mas foi somente em 1950 que a CLARKS lançou o modelo no mercado, que se tornou um sucesso imediato. A Desert Boot, com seu aspecto que remetia às areias do deserto, também expandiu a base de consumidores da marca, tradicionalmente direcionada para um cliente mais velho. A marca alcançou um novo sucesso em 1965 com o lançamento de outro design de calçado popular: o Wallabee, um sapato baseado no estilo do mocassim (de camurça e com uma sola única feita a partir de borracha crepe) que se tornou um clássico no segmento de calçados de conforto.


Enquanto isso, ainda na década de 1960, a CLARKS também começou a construir uma reputação mundial no segmento de calçados infantis, tornando-se um dos primeiros fabricantes a fornecer sapatos que levavam em consideração as particularidades dos pés das crianças. A empresa já investia há muito tempo no desenvolvimento de novas tecnologias, como por exemplo, um processo para a vulcanização de solas de borracha diretamente sobre as partes superiores do couro, isto ainda na década de 1950. Já na década de 1970, começou a trabalhar com o recém-desenvolvido material poliuretano, que sendo leve e resistente foi incorporado aos novos projetos de sola. No final desta década, a empresa deu continuidade ao processo de expansão internacional. Especialmente em 1978, quando a CLARKS voltou-se para o mercado americano através da fabricante Hanover. Um ano depois, realizou outra aquisição significativa, ao comprar a varejista Bostonian, fundada em 1899 e extremamente forte nos Estados Unidos. As duas aquisições deram à CLARKS uma base de fabricação com produção de aproximadamente 1.5 milhões de sapatos por ano e uma operação de varejo com mais de 500 lojas em todo Estados Unidos.


Nos anos de 1980, a CLARKS começou a perder mercado no Reino Unido e Estados Unidos, principalmente pelo enorme aumento da concorrência em seu setor. Depois de analisar suas operações a empresa passou por um programa de reestruturação completo em 1986, que incluiu encorajar uma série de executivos antigos a se aposentar antecipadamente para substituí-los por funcionários mais jovens. Com isso a empresa contratou Lawrence Tindale para ocupar o cargo de presidente, sendo primeira vez que alguém de fora da família Clark assumiu a liderança dos negócios. Foi então que a empresa começou a reposicionar sua operação de varejo, lançando um novo conceito de loja, a CLARKS SHOP, em uma tentativa de recuperar mercado. No final desta década, a empresa, devido aos altos custos de produção, foi forçada a começar a transferir suas unidades de produção para o exterior, o que foi acelerado na década seguinte. Além disso, a CLARKS também começou a fortalecer o design de seus calçados em um esforço para recuperar sua posição de mercado, particularmente no segmento feminino. E ainda nesta década a marca lançou o clássico Nature, um calçado inovador cujo estilo variava entre o esportivo e casual.


Nos anos seguintes, a CLARKS começou a adotar modelos de sapato mais modernos, ao mesmo tempo em que renovava seus formatos de lojas de varejo. Além disso, iniciou novos esforços de marketing para ampliar o apelo da marca, o que resultou no lançamento da campanha “Act your shoe size, not your age”, que ajudou também a renovar o interesse na botas Desert Boot, que foi adotada por uma nova geração de estrelas pop britânicas. E também criou uma linha de acessórios compostas por cintos, bolsas e carteiras. No início do novo milênio a CLARKS novamente voltou seu foco para expansão internacional, especialmente na Alemanha. A partir de 2010 a marca voltou seus esforços para a expansão na Índia e no enorme mercado chinês com a abertura de centenas de lojas. Mais recentemente a marca lançou a Trigenic Flex, uma linha de calçados inspirada nas mais avançadas tecnologias esportivas, mas projetada para um estilo de vida casual, que combina a inovação com artesanato especializado. Além disso, a marca vem constantemente fechando parcerias com renomados designers para lançar edições limitadas de seus maiores ícones.


Desde o início a CLARKS sempre pensou de forma diferente. E também faz as coisas diferentes. Do primeiro calçado criado pelos irmãos Clark em 1825 para o primeiro sapato em forma de pé do mundo, ou passando pelas coleções infantis disponíveis em diversos tamanhos e várias opções de largura, a marca britânica sempre quis democratizar a utilização de calçados de alta qualidade e conforto para o maior número de pessoas.


Os slogans 
Shoemakers since 1825. 
British shoe makers since 1825. (2011) 
Enjoy every step. (2008) 
Clarks. Shoes designed for living. (2006) 
Be your own label. (2005) 
Clarks. Shoes to live in. (2004) 
For all the places you’ll go.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1825 
● Fundador: Cyrus e James Clark 
● Sede mundial: Street, Somerset, Inglaterra 
● Proprietário da marca: C. & J. Clark International Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Mike Shearwood 
● Faturamento: £1.65 bilhões (2016/2017) 
● Lucro: £19.9 milhões (2016/2017) 
● Lojas: 1.000 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 15.350 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sapatos, botas, sandálias, tênis e acessórios 
● Concorrentes diretos: Geox, Hush Puppies, Camper, Timberland, Ecco, Aldo e Woodland 
● Ícones: As botas Desert Boot 
● Slogan: Shoemakers since 1825. 
● Website: www.clarks.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CLARKS, uma das maiores empresas produtoras de calçados do mundo, comercializa uma ampla linha de sapatos, botas, tênis casuais e sandálias (para homem, mulher e criança), além de acessórios como cintos, meias, carteiras e bolsas, em mais de 75 países através de 1.000 lojas (incluindo franqueadas) e outros milhares de pontos de vendas em grandes varejistas. Com faturamento anual superior a £1.65 bilhões (dados de 2016/2017) a marca vende 55 milhões de pares de calçados todos os anos. A cada 1 minuto a CLARKS vende 105 pares de calçados no mundo inteiro. 

Você sabia? 
Os históricos arquivos da empresa contem mais de 22 mil modelos de calçados, alguns deles revolucionários e icônicos, e outros tantos que marcaram diversas gerações. 
Atualmente descendentes da família Clark detém 80% da tradicional empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/3/2018

10.8.17

RED WING SHOES


Há mais de um século a RED WING SHOES é uma das melhores e mais respeitadas fabricantes de botas e calçados do mundo. Durante esse período, o compromisso de alta qualidade e durabilidade por trás de cada calçado, fez com que a marca estivesse nos pés de mineradores, vaqueiros, lenhadores, operários, caçadores e motociclistas, que literalmente “construíram a América”. O que um dia foi uma bota para trabalho pesado hoje é também perfeita no guarda roupa de qualquer um. Mas não se engane. Até mesmo as botas e calçados da linha casual são feitos para durar. 

A história 
Tudo começou em 1905 quando o imigrante alemão e habilidoso vendedor de sapatos Charles H. Beckman, juntamente com mais 14 investidores, fundou uma fábrica de calçados na pacata cidade de Red Wing, estado americano do Minnesota. Inicialmente a pequena empresa produzia botas para a indústria de mineração local, pois seus trabalhadores necessitavam de calçados resistentes e seguros para enfrentar o árduo trabalho. A primeira bota da marca foi vendida por US$ 1.75. Esse primeiro modelo (work boot original) era feito em couro e combinava cadarço e fivelas para ajustes no encaixe. As botas eram (e ainda são) produzidas em parceria com o curtume S.B. Foot Tanning, que opera desde 1872. Hoje, ele pertence à própria RED WING SHOES (foi adquirido em 1987), para desenvolver seus couros especiais.


Devido à alta qualidade de suas botas o sucesso não demorou e rapidamente a RED WING SHOES se tornaria para qualquer cidadão norte-americano, mesmo os que viviam em grandes cidades, sinônimo de calçados resistentes e duráveis. Com dez anos de existência a empresa já produzia mais de 200 mil pares de calçados por ano. A empresa mudou radicalmente seu foco durante a Primeira Guerra Mundial, passando a produzir coturnos de couro para os soldados americanos, tornando-se um dos principais fornecedores de calçados militares. O término da guerra gerou um boom na economia e atividades industriais americanas, aumentando muito a demanda por calçados de trabalho. Foi então que a RED WING SHOES expandiu sua linha de produtos e começou a fabricar calçados para cada tipo de profissão. O catálogo então contava com botas para carteiros, fazendeiros, lenhadores, eletricistas, operários e até para trabalhar em plataformas de petróleo (lançada em 1920). Em 1926 a marca lançou sua primeira bota feminina, conhecida como Gloria. O logotipo alado da marca apareceu pela primeira vez em 1928.


Se a década anterior tinha sido excelente para a empresa, a Grande Depressão que assolou os Estados Unidos deixava claro que a década de 1930 seria muito difícil. A contração da economia quase acabou com o mercado de botas, e a RED WING SHOES respondeu com a produção de modelos mais baratos. Foi lançada então a No.99 Boot, que nunca apareceu nos catálogos oficiais da marca. Essa bota era vendida por apenas 99 centavos (o que seria mais ou menos US$ 15 nos valores de hoje). Apesar das dificuldades econômicas do país, a década também foi marcada por grandes lançamentos, como por exemplo, a Billy Boot, uma bota infantil para os aventureiros e escoteiros mirins. Essa bota tinha um bolso lateral para canivetes e virou uma campeã de vendas. Foi em 1934 que a marca lançou sua primeira bota com biqueira de aço, inaugurando uma nova era na segurança do trabalho. Essa década também assistiu ao aparecimento do estilo Engineer Boots, botas sem cadarço para motociclistas.


Durante a Segunda Guerra Mundial a empresa novamente voltou sua produção para os coturnos militares. A empresa produziu desde botas de paraquedista aos coturnos tradicionais estilo “boondocker”, o design mais icônico de botas da Segunda Guerra Mundial. Outra inovação para manter a fábrica produzindo e combater a crise durante a guerra foi a venda móvel (Mobile Shoe Sales), onde a própria RED WING levava os calçados e botas até as fábricas, atendendo os clientes sem intermediários. O verdadeiro sucesso global da marca começou em 1950 com o lançamento da linha The Irish Setter Sport Boots, inicialmente com o modelo Red Wing 854, uma bota especialmente desenvolvida para caçadores. Essa linha tinha esse nome como uma referência ao cachorro da raça Setter Irlandês, cujos pelos eram da mesma cor do couro das primeiras botas. O couro era tingido usando um extrato de casca de sequoias gigantes da Califórnia.


Mas o sucesso da Irish Setter atingiria seu auge em 1952, mesmo ano em que o logotipo da linha surgiu e cuja inspiração foi um verdadeiro cão setter irlandês chamado “Red Mike of Doxmoe”, com o lançamento do modelo “moc toe” Red Wing 877 (usado por Jack Nicholson no clássico filme Um Estranho no Ninho). Essas famosas botas com solado branco tinham o nome “moc toe” em referência ao design do bico. A costura em “u” lembra a construção mocassim. O objetivo dessas botas de cano alto eram elevar a altura da costura e assim dificultar a entrada da água. Essa bota de cano mais alto foi vendida inicialmente como um calçado esportivo (para caçadores e pescadores), mas fez enorme sucesso entre os fazendeiros. Essa clássica bota provou ser uma companheira ideal, proporcionando durabilidade e conforto para quem estava nas fazendas e nas fábricas. Uma história conta que a sola branca foi desenvolvida para os fazendeiros e caçadores. O desenho da sola não tinha ranhuras proeminentes para evitar o acumulo de terra e outros resíduos. Mas também, fez surgir uma anedota: dizem que a sola branca era para as esposas baterem o olho e mandar o marido limpar antes de entrar em casa. A versão de cano mais baixo (conhecida como modelo 875) veio logo em seguida quando o mercado industrial pediu uma versão mais baixa, pois não precisava da mesma proteção contra os elementos que fazendeiros e caçadores necessitam. Foi o modelo “moc toe” que transformou a RED WING SHOES em uma das marcas de botas mais conhecidas dos Estados Unidos, ajudando a marca a se estabelecer na Europa e depois no Japão, um de seus maiores mercados.


Outra novidade da década foi a bota Pecos, lançada em 1953. Esse modelo combinava durabilidade e conforto com o estilo das botas country. Além disso, em 1956, foi apresentado o modelo 898, primeira bota a se caracterizar pelo isolamento, que foi muito apreciado pelos caçadores que passavam longas horas em condições de frio. Ainda nos anos de 1950, a empresa iniciou a inauguração de lojas próprias, ingressando no varejo de calçados. A década seguinte tem início com o lançamento em 1963 do modelo RED WING 888, bota que apresentava couro de canguru verde e era embalada em uma caixa revestida de vinil. Essas botas eram vendidas com um par de meias e uma lata de produto para realizar a manutenção do couro. Em 1964, para atender a alta demanda por seus calçados e botas a empresa inaugurou uma segunda fábrica, muito próximo da original. No final da década, em 1968, foi lançada a primeira bota da linha Irish Setter com couro impermeável. Os solados também ganharam melhorias com o modelo chamado SuperSole®, que tinha a sola presa ao cabedal através de um processo que prometia durabilidade e conforto bem superiores. As inovações continuaram nos anos seguintes, como por exemplo, em 1986 com o lançamento da bota 855, cujo couro de camada dupla proporcionava total impermeabilidade.


Nos anos de 2000 os japoneses resolveram encomendar um modelo especial que replicava o couro e os detalhes de uma tradicional bota RED WING da década de 1950. O sucesso foi tanto que o mercado japonês começou a pedir mais modelos antigos do catálogo da marca. Os clientes desejavam usar essas botas, não para o trabalho, mas como complemento de estilo (lifestyle). A empresa viu neste episódio uma grande oportunidade de negócios e, em 2008, lançou a RED WING HERITAGE, responsável por recriar as botas mais clássicas na história da marca. Essa linha oferece botas tipo coturno, chelsea, desert, moc toe, entre outras. Nos últimos anos a RED WING diversificou sua linha de produtos de couro com o lançamento de cintos, luvas, carteiras e malas, além de acessórios como meias, palmilhas e produtos para conservação dos calçados. Além disso, apresentou tecnologias inovadoras para suas botas, como por exemplo, em 2013 com a RPM™, um material compacto que reduz significativamente o peso da bota, ao mesmo tempo em que aumenta o conforto e a durabilidade extrema. Uma das mais recentes novidades da marca, lançada em 2015, é a bota de caça de borracha Rutmaster 2.0, com tecnologia ExoFlex™, uma combinação inovadora de design e materiais, tornando-a fácil de colocar e tirar.


Apesar de ter globalizado sua operação, mais da metade das botas RED WING ainda são feitas em território norte-americano, com materiais e componentes locais, contando inclusive com o próprio curtume. A tecnologia e os requerimentos dos ambientes de trabalho pesado mudaram, e a marca acompanhou esse movimento com botas mais modernas sem deixar para trás seu rico passado. Com botas e calçados marcados pela longevidade e atemporalidade, elas provam que a qualidade do produto e a satisfação dos clientes nunca saem de moda. Hoje em dia, a RED WING SHOES tem como principal mercado as botas de segurança e botas para trabalho pesado. A tecnologia dos calçados evoluiu bastante desde o lançamento da primeira bota da marca e atualmente atendem características específicas para cada profissão de risco.


O ícone 
A bota RED WING IRON RANGER é talvez o miar ícone da marca. Tem esse nome em homenagem aos moradores de uma região chamada “Mesabi Iron Range”, uma área montanhosa e remota ao norte do estado de Minnesota, muito rica em minério de ferro. E foi justamente lançada na década de 1930 para os mineradores com o nome de Style No. 8111 Iron Ranger. A principal característica do modelo é um detalhe utilitário para garantir a durabilidade necessária. A camada dupla de couro no bico, costurada com duas camadas de pontos duplos é uma antepassada das biqueiras de aço. A parte de trás da bota também é reforçada por uma camada extra de couro que firma o calcanhar e o tornozelo. O bico é bem arredondado e relativamente alto. O cano tem uma inclinação super característica dessa bota. Já o tipo de couro é o “Amber Harness”, feito especialmente para a empresa, em seu curtume próprio. É um couro grosso, maleável e bastante oleado para garantir muita impermeabilidade.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca, adotado oficialmente em 1928, passou por pequenas mudanças ao longo dos anos.


Os slogans 
Built to fit. Built to last. 
Work is Our Work. 
Hand crafted, purpose-built boots made with pride.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1905 
● Fundador: Charles H. Beckman 
● Sede mundial: Red Wing, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Red Wing Brands of America Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: David Murphy 
● Faturamento: US$ 750 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Botas e sapatos 
● Concorrentes diretos: Wolverine, CAT, Oak Street, Dr. Martens, Alden, Timberland e L.L. Bean 
● Ícones: A bota Iron Ranger 
● Slogan: Built to fit. Built to last. 
● Website: www.redwingshoes.com 

A marca no mundo 
Atualmente a RED WING SHOES, que produz calçados para caça, trilhas e trabalho pesado, esta última linha inclusive atende as especificações de segurança da legislação dos Estados Unidos e Canadá, além de uma linha lifestyle, comercializa seus produtos em mais de 110 países ao redor do mundo. A marca tem uma rede de lojas próprias com mais de 500 unidades em vários países. A empresa possui duas fábricas principais, localizadas em Potosi, estado do Missouri, e em Red Wing, estado do de Minnesota, nesta última são produzidos diariamente 5.000 pares de botas. 

Você sabia? 
O nome e o logotipo da marca são homenagem a cidade e a um índio norte-americano chamado Red Wing, líder dos habitantes originais do território ao redor do rio Mississippi. 
Boa parte das botas da marca é feita com a construção “Goodyear Welted”, também conhecida como palmilhada. Essa é a maneira mais resistente de se fazer uma bota. São várias camadas e costuras para garantir conforto e durabilidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/8/2017

30.10.15

SKECHERS®


Quer seja um tênis de alta tecnologia para correr, um confortável chinelo para ficar em casa, um tênis infantil cheio de luzinhas para a criançada brincar a vontade ou uma bota para passear, a americana SKECHERS® oferece calçados para todos os pés. Com esse leque variado, responde às necessidades dos consumidores em todo o mundo, sendo reconhecida por aliar conforto, alta tecnologia, leveza, qualidade e tendências da moda em seus calçados a preços atrativos.  

A história
Tudo começou com Robert Greenberg, um veterano da indústria de calçados que, em 1983, havia fundado a L.A. Gear, empresa que nos anos seguintes se tornou uma das marcas de calçados e tênis mais populares do mercado americano, especialmente devido à febre da aeróbica entre as mulheres mais jovens. Após diversos problemas, incluindo financeiros, ele deixou a empresa e, em 1992, juntamente com seu filho Michael (imagem abaixo), fundou a SKECHERS®, em Manhattan Beach, na ensolarada Califórnia, que inicialmente era apenas uma distribuidora das famosas botas da britânica Dr. Martens (conheça essa outra história aqui). Porém, pouco tempo depois, após desentendimentos com a marca britânica, a empresa resolveu desenvolver e lançar sua própria linha de calçados em 1993. Inicialmente a SKECHERS® vendia botas utilitárias masculinas de cano longo e uma pequena linha de tênis para a prática de skate, esporte bastante praticado no estado da Califórnia.
  

O primeiro calçado de relativo sucesso da marca foi o Chrome Dome, lançado em 1993 como uma bota unissex inspirada pelas tendências da moda grunge da época, com enorme solado e tecido desgastado e desbotado. O sucesso entre o público jovem foi tão grande, que a SKECHERS® passou vender seus produtos em grandes lojas de departamento do país, como por exemplo, a Nordstrom (conheça essa história aqui). Em 1994 a SKECHERS® deu seus primeiros passos para se tornar uma marca internacional com o início da distribuição de seus calçados na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Japão. No ano seguinte a empresa inaugurou sua primeira loja própria na cidade californiana de Manhattan Beach, ingressando assim no varejo calçadista. Além disso, a marca expandiu-se para o segmentos de roupas casuais masculinas e infantis.
   

Pouco depois, em 1997, além de inaugurar sua primeira loja em Nova York, a SKECHERS® lançou sua linha de calçados infantis para meninas e meninos. Em 1998 lançou, mesmo que de forma tímida, uma linha de tênis masculino para prática esportiva, batizada de SKECHERS® SPORT. A linha feminina seria lançada no ano seguinte. Em 1999 alcançou sucesso mundial com o tênis Energy. Nessa época, a SKECHERS® já havia lançado mais de 900 modelos de calçados. No ano de 2000, com aproximadamente 50 lojas próprias localizadas em cidades turísticas, a marca contratou a primeira celebridade para endossar uma linha de seus produtos: a cantora Britney Spears. O impacto de Spears na SKECHERS® gerou um burburinho entre garotas jovens ao redor do mundo, o que chamou a atenção ainda mais para seus produtos. O ano seguinte foi marcado pelo lançamento do calçado casual Grand Prix (uma espécie de sapatênis) e pela inauguração de lojas próprias em grandes cidades da Europa, como Londres, Düsseldorf e Paris, além de uma unidade em Tóquio.
   

Já em 2002, além de contratar o ator Robert Downey Jr. para promover a marca internacionalmente, a empresa continuou ingressando em novos mercados no continente europeu e lançou a linha SKECHERS® WORK, com calçados voltados para trabalhos profissionais, que exigem segurança, durabilidade e conforto para os pés. No ano de 2003 inaugurou novas lojas na Europa (Madri e Amsterdã) e uma loja conceito em plena Times Square, em Nova York, um dos locais turísticos mais movimentados do mundo.
   

Em 2004, além de lançar a popular linha de calçados Bikers (uma espécie de sapatilha esportiva), iniciou a distribuição direta na Europa através de seis novas subsidiárias e, já no ano seguinte, superou US$ 1 bilhão em faturamento. Pouco depois, em 2007, dando prosseguimento ao seu plano de expansão internacional, a empresa inaugurou sua primeira subsidiária na América Latina, localizada no Brasil. Além disso, a marca lançou o D’Lites, uma versão leve do tênis Energy original, que se transformou em um enorme sucesso. Em 2008, com mais de 200 lojas próprias em funcionamento, a SKECHERS® inaugurou suas primeiras unidades na China. Esse ano também foi marcado pelo lançamento da popular linha infantil Twinkle Toes, calçados com brilho e aplicações de paetês, cheios de estilo e ares lúdicos. O encantamento para as crianças ficava por conta das luzes que acendiam em diversas partes do calçado.
   

Até agosto de 2009 uma empresa de nicho, a SKECHERS® lançaria um calçado que a transformaria mundialmente. Era o Shape-Ups®, um tênis com solado arredondado e super alto que simulava o caminhar na areia da praia e ajudava a tonificar as pernas e o bumbum, além de melhorar a postura com o tempo. Para alardear sua inovação, a SKECHERS® utilizou uma estratégia pouco comum em um mercado dominado por grandes estrelas do esporte. Contratou pseudo-celebridades para endossar suas campanhas publicitárias (que carregavam o slogan “Get in shape without setting foot in a gym”, algo como “Fique em forma sem precisar ir à academia”), como a socialite americana Kim Kardashian e ex-participantes dos reality shows The Bachelor e American Idol. O sucesso foi tamanho, que em 2010, foram vendidos mais de 50 milhões de pares dos tênis “milagrosos”.
   

Em 2011, a empresa criou oficialmente a divisão SKECHERS® PERFORMANCE™, que oferece tênis esportivos que incorporam tecnologias avançadas, sejam elas para caminhar, treinar ou correr. Essa divisão trabalha em parceria com grandes atletas, que trazem experiência, conhecimento e paixão para o processo de criação de produtos inovadores. Além disso, lançou a linha de tênis e roupas esportivas de performance SKECHERS® GOrun, voltada para atletas. No ano de 2012 lançou as linhas de tênis SKECHERS® GOwalk, indicado para caminhadas e de extremo conforto, cujo solado permite interagir com qualquer superfície e induz a uma passada natural, e que obteve um sucesso explosivo; e SKECHERS® GOgolf, calçados para a prática de golfe.
   

Em meados de 2013, a marca inaugurou sua primeira loja em solo brasileiro, localizada na cidade de Brasília, oferecendo as três principais linhas que formam o DNA da SKECHERS®: infantil, casual e performance. Na época, um dos grandes sucessos da marca era a palmilha de espuma viscoelástica Memory Foam, empregada nos calçados esportivos e casuais, e que contorna os pés trazendo sensação de conforto imediato. Essa palmilha tem como característica principal a “memória”. A tecnologia faz com que a espuma se comporte de maneiras diferentes, consoante a temperatura. Quando está fria é mais dura e, à medida que fica mais quente, vai-se tornando mais maleável e suave, adaptando-se à forma do pé.
   

Nessa época a SKECHERS® havia se tornado referência por criar calçados para a prática de corrida com a tecnologia Mid-FootStrike, que induz a pisada com a parte central do pé, promovendo uma passada mais próxima da natural, como se estivesse descalço, o que favorece o desempenho e melhora a postura. Outra novidade da época era o GOrun 2, uma nova geração de calçados de corrida (pesa apenas 190 gramas), projetado com inovadoras tecnologias que promoviam a pisada com o médio pé. Já o modelo GOspeed foi desenvolvido juntamente com o maratonista número 1 dos Estados Unidos - Meb Keflezighi - para que a sensação de impacto na região média do pé seja mínima. Em 2017 ocorreu o lançamento da SKECHERS® STREET, uma linha com foco na tendência athleisure, que combina peças atléticas com casuais.
  

Em 2022 a marca lançou um enorme sucesso: a tecnologia Hands-Free Slip-ins®, tornando mais fácil calçar e tirar os sapatos. A exclusiva tecnologia permite calçar os tênis sem precisar se abaixar ou usar as mãos, simplesmente colocando o pé e deslizando-o para frente. Isso graças à tecnologia Slip-Ins®, aplicada no contraforte (parte da área do calcanhar do sapato), que fornece o suporte necessário para que o pé se encaixe perfeitamente no calçado, sem que a parte traseira amasse ou dobre. Outra tecnologia que complementa o calçado é a Heel Pillow™, um tipo de almofada que garante extremo conforto à parte de trás dos pés e permite que eles fiquem seguros e firmes no lugar. Outra tecnologia de sucesso da marca é a HYPER BURST™, uma espuma na entressola (a parte do tênis que fica entre a palmilha e a sola que entra diretamente em contato com o solo), que se destaca por oferecer um amortecimento simultaneamente macio e responsivo, ideal para corredores que buscam conforto sem perder o desempenho.
    

Em 2023 a SKECHERS® anunciou o ingresso no segmento de futebol e basquete, introduzindo novos calçados, usados ​​e promovidos pelo jogador da seleção inglesa Harry Kane e pelos jogadores da NBA Julius Randle, Terance Mann e Joel Embiid. As primeiras chuteiras da marca seriam lançadas no ano seguinte. Em março de 2025, a SKECHERS® foi adquirida pela 3G Capital, gestora de investimentos dos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, em um negócio avaliado em mais de US$ 9 bilhões.
   

A comunicação estrelada 
A SKECHERS® segue o mantra “Unseen, Untold, Unsold” (Não visto, Não comentado, Não vendido), que, embora não seja um slogan, orienta a sua estratégia de marketing, focada em tornar a marca e os seus produtos amplamente conhecidos e desejáveis. E para isso, a marca sempre teve uma grande conexão com a cultura jovem, utilizando em suas campanhas publicitárias populares celebridades como o baterista Ringo Starr; as cantoras Demi Lovato, Britney Spears e Christina Aguilera; o ator Robert Downey Jr.; a modelo e atriz Kelly Brook; as apresentadoras Martha Stewart e Brooke Burke; o rapper Snoop Dogg; os lendários jogadores de futebol americano Joe Montana, Joe Namath e Tony Romo; as estrelas do beisebol Pete Rose e Mariano Rivera; a vencedora do The Voice americano Danielle Bradbery; o lendário pugilista Sugar Ray Leonard; entre outros. Além disso, desde 2010, a SKECHERS® tem sido uma anunciante regular do Super Bowl, final do futebol americano profissional e maior palco publicitário do mundo.
  

Em março de 2019, a SKECHERS® lançou uma campanha publicitária comparativa e agressiva - intitulada “Just Blew It” - para destacar o incidente do tênis defeituoso de Zion Williamson com a rival Nike (saiba mais aqui). O anúncio zombava da rival após um incidente em que o tênis Nike usado por Zion Williamson, um então promissor jogador de basquete universitário, rasgou durante um jogo, resultando em uma lesão no seu joelho. O anúncio mostrava uma imagem de um tênis rasgado e a frase “Just Blew It” (algo como “Acabou de Rasgar”), uma paródia do famoso slogan “Just Do It”. A mensagem “We won't split on you” (em tradução livre “Não vamos rasgar em você”) foi adicionada ao anúncio para destacar a durabilidade dos calçados SKECHERS® em contraste com o incidente.
   

Em 2022 a marca voltou a anunciar no Super Bowl com uma campanha estrelada por um dos maiores nomes da música de todos os tempos: Willie Nelson. O lendário artista aparecia em dois comerciais filmados em seu rancho perto de Austin, no estado do Texas: “On the Road” (assista aqui) e “Legalize” (assista aqui). O primeiro filme mostra a famosa música “On the Road” cantada por pessoas comuns e afirma que os consumidores podem voltar a pegar a estrada, seja trabalhando na construção civil, levando o cachorro para passear, correndo ou indo para o escritório. Já o segundo filme oferece uma versão divertida de sua defesa da legalização (mas desta vez, do conforto).
  

Em uma de suas mais recentes campanhas, lançada em 2025 para divulgar o tênis AERO Burst™, a marca resolveu utilizar como protagonistas um bando de zumbis. No filme - intitulado “Scary Fast: Zombies” - um grupo de adolescentes ri à distância, provocando um bando de zumbis preguiçosos por sua lenta caminhada. Mas tudo muda quando os mortos-vivos se deparam com uma loja SKECHERS® e conhecem o novo AERO Burst™. Esse tênis de corrida inovador apresenta um design aerodinâmico que proporciona uma combinação emocionante de velocidade, estilo e conforto para ajudar corredores (vivos ou mortos) a cortar o vento enquanto percorrem quilômetros.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A primeira delas ocorreu em 1998, quando a identidade visual ganhou nova tipografia de letra e o tradicional S foi totalmente estilizado, adquirindo um maior impacto visual. Mais recentemente a marca passou a utilizar como logotipo somente o nome da marca (aplicado em azul-marinho, preto ou azul-claro).
   

A marca também utiliza o popular S estilizado como logotipo em algumas situações (como por exemplo, no ambiente digital) e em seus produtos. O símbolo pode ser usado em três cores: azul-marinho, preto ou azul-claro.
  

Os slogans  
The Comfort Technology Company®. 
Comfort that performs. (2025) 
Go Like Never Before. (2012) 
Look right. Feel right. (2009) 
Right fit. Right now. (2008) 
Rock out with style. (2007) 
Always there for whatever you wear! (2006) 
The shoes that can breathe. (2006)  
From Skechers®. (2006)  
Redefining style! (2003) 
Skechers®, It’s the S. (1992)
  

Dados corporativos  
● Origem: Estados Unidos  
● Fundação: 1992  
● Fundador: Robert e Michael Greenberg  
● Sede mundial: Manhattan Beach, Califórnia, Estados Unidos  
● Proprietário da marca: Skechers USA Inc.  
● Capital aberto: Não (subsidiária da 3G Capital)  
● CEO: Robert Greenberg  
● Presidente: Michael Greenberg  
● Faturamento: US$ 8.97 bilhões (2024)  
● Lucro: US$ 639.5 milhões (2024)   
● Lojas: 5.298  
● Presença global: 180 países  
● Presença no Brasil: Sim  
● Funcionários: 20.100  
● Segmento: Calçados e Moda  
● Principais produtos: Sapatos, tênis, botas e roupas  
● Ícones: O tradicional S estilizado  
● Slogan: The Comfort Technology Company®.  
● Website: www.br.skechers.com  

A marca no mundo  
A SKECHERS® - terceira maior produtora de calçados do mundo - vende sua vasta linha de produtos através de aproximadamente 5.300 lojas próprias (apenas 14 no Brasil), lojas on-line e grandes varejistas mundiais, em mais de 180 países. Nos Estados Unidos é a segunda marca de calçados mais vendida (em 2024 foram comercializadas 297 milhões de unidades), sendo a líder no segmento infantil. A empresa, que faturou US$ 8.97 bilhões em 2024, projeta, desenvolve e comercializa mais de 3.000 modelos de calçados para homens, mulheres e crianças.  

Você sabia?  
● O Centro de Distribuição da empresa em Rancho Belago, na Califórnia, é um dos maiores do mundo, com capacidade para distribuir mais de 100 milhões de calçados todos os anos. 
China e Vietnã são dois dos principais polos de fabricação dos produtos SKECHERS®. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Interbrand e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 30/8/2025 

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