Mostrando postagens com marcador Lojas de Departamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lojas de Departamento. Mostrar todas as postagens

31.5.19

HAVAN


Quem mora em grandes centros urbanos talvez nunca tenha ouvido falar na HAVAN. E há um bom motivo para isso: a rede varejista está toda espalhada pelo interior ou por cidades de médio porte do Brasil. A HAVAN se autodenomina “a loja de departamentos mais completa do Brasil!”. Com uma infinidade de produtos de qualidade, as fachadas de suas lojas são caracterizadas pela semelhança com a Casa Branca. E tem mais. Suas unidades são reconhecidas por uma réplica da famosa Estátua da Liberdade. Além disso, seu fundador, Luciano Hang, é seu maior garoto-propaganda. É assim que uma das varejistas que mais cresce no Brasil, conquista cada vez mais mercado e, principalmente, proeminência. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 26 de junho, quando Luciano Hang (foto abaixo), filho de operários do setor têxtil, e Vanderlei de Limas, resolveram abrir uma pequena loja de atacado de tecidos, com apenas 45 m², um balcão e um funcionário, localizada na Avenida Primeiro de Maio, na cidade de Brusque, a 100 quilômetros de Florianópolis, em Santa Catarina. O novo empreendimento foi batizado de HAVAN, junção das sílabas iniciais do nome e sobrenome dos dois sócios: Hang e Vanderlei. No final desta década, a HAVAN passou a importar tecidos e artigos de baixo valor agregado, para atender ao varejo da região. Com o crescimento do número de visitantes e a diversificação dos produtos, a loja se tornou pequena e uma nova unidade foi inaugurada no centro da cidade. Vanderlei vendeu sua participação no negócio em 1991, depois de discordar dos planos de Hang para a ampliação da loja.


O ano de 1994 foi de suma importância para a marca. A HAVAN já era destaque no varejo regional e começou a estabelecer seus diferenciais de marketing. A construção de um novo prédio de 7.000 m² ganhou contornos estilizados da Casa Branca, a poderosa residência oficial do presidente dos Estados Unidos. Isto porque o empresário se viu obcecado em encontrar um padrão arquitetônico para o negócio. A inspiração veio da admiração que ele tinha pelos Estados Unidos - país que visitou pela primeira vez no ano de 1989 - e pela cultura empreendedora dos americanos. A loja foi inaugurada em 25 de julho. E nessa inauguração começaria a surgir um dos símbolos da rede. Isto porque, uma criança de apenas 7 anos disse a Hang que, para o prédio ficar perfeito, só faltava a Estátua da Liberdade. Ele guardou a sugestão. No ano seguinte, em dia 21 de outubro, foi inaugurada a primeira unidade em Curitiba, no Paraná. Com 2.500 m², a HAVAN conquistou toda a região. Após uma remodelação, a loja passou a ter as mesmas características de arquitetura da Casa Branca, como a matriz da rede. Foi neste mesmo ano que a HAVAN implantou a primeira réplica da famosa Estátua da Liberdade, na filial de Brusque, que representa a liberdade de escolha dos clientes e se tornou um símbolo de reconhecimento da rede (espécie de um totem). Inspirados no modelo americano de liberdade, estes símbolos fortaleceram a marca da HAVAN no mercado brasileiro, fazendo com que, em muitas regiões do país, atualmente estejam mais associados à marca do que à sua verdadeira origem nos Estados Unidos.


Em 1999, a desvalorização cambial fez com que a HAVAN definisse um novo rumo para seus negócios, passando a atuar no segmento de lojas de departamentos. Com isso, o número de produtos foi ampliado (a proposta era vender de tudo no mesmo espaço: roupas, eletrodomésticos, ferramentas, produtos para a casa, cosméticos, brinquedos, etc.) e novas unidades foram inauguradas nos anos seguintes em cidades como Florianópolis (2002), Criciúma (2004) e Joinville (2004). Além disso, em 2003, o lançamento do site aproximou a HAVAN do público consumidor ao permitir que eles conhecessem a empresa, seus produtos e campanhas através da internet (recentemente a rede aperfeiçoou seu comércio eletrônico com a possibilidade de comprar no site e retirar o produto na loja física, sem pagar por frete). No ano de 2005, com a inauguração da filial no Shopping Center Neumarkt, em Blumenau, a primeira em um shopping, a HAVAN passou a adotar um novo padrão de loja, combinando arquitetura, decoração e apresentação do mix de produtos de forma moderna e integrada.


Sempre com seu viés de inovação, em 2008, a rede assumiu a restauração do antigo Castelinho de Moellmann, em Blumenau, considerado um dos principais cartões postais de Santa Catarina e que se encontrava em total estado de abandono. Com um investimento expressivo e sua visão mercadológica, Luciano implementou a primeira loja temática da rede, aliando o passado e futuro. Pouco depois, em 2010, a HAVAN continuou crescendo na região sul do país com a inauguração de lojas em Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais (que marcou a regionalização da rede na grande Curitiba), Barra Velha, Maringá, e Palhoça. Em 2011, ano em que celebrou o 25º aniversário, a HAVAN cumpriu seu ousado projeto de expansão e inaugurou 15 novas unidades entre os estados do Paraná e Santa Catarina. O ano seguinte foi um marco de sucesso em sua história com a rede atingindo 50 mega unidades e consolidando-se como a loja de departamentos mais completa do Brasil.


Em 2013, dando continuidade ao acelerado projeto de expansão, a HAVAN conquistou novos mercados pelo país com a inauguração de suas primeiras lojas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Além disso, lançou a Havan Viagens, uma agência de turismo que chegava para diminuir distâncias no Brasil e no mundo, e compartilhar com os clientes a realização de seus sonhos de férias. O serviço foi oferecido inicialmente na loja matriz, em Brusque. No ano seguinte, a rede inaugurou novas unidades em Minas Gerais, Bahia, Rondônia e Pará, totalizando assim 86 lojas em todo o Brasil. Já em 2015 a HAVAN era referência em atendimento e produtos de excelente qualidade, com inúmeros prêmios conquistados na categoria varejo. Em 2016, um burburinho sobre quem era o dono da HAVAN acabou virando o tema de uma campanha publicitária de Natal da marca. Como os donos dessas empresas não costumam aparecer, surgiram na internet e nas cidades em que a HAVAN estava presente rumores de quem eram os possíveis proprietários: a filha da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o bispo Edir Macedo e até o empresário Silvio Santos, eram alguns dos exemplos. A mudança ocorreu após a empresa ter sido associada à figura de políticos. “Eu não ligava enquanto achavam que a HAVAN era uma empresa americana, chinesa ou coreana. Mas quando começaram a associar a rede a políticos, me preocupou”, disse Hang na época. Foi aí que entrou ele entrou em ação. A campanha publicitária “De quem é a Havan?” o consagrou como personalidade do ano, através do prêmio ADVB Top de Marketing. A campanha mostrava uma enquete com clientes na loja, na qual eles citavam personalidades diversas. Em outro vídeo, Hang se apresentava como dono da varejista e falava das promoções de Natal. Em 2017, a rede inaugurou sua 100ª filial em Rio Branco no Acre, evento que contou com mais de 150 mil pessoas.


Durante sua trajetória, a HAVAN e, especialmente Luciano Hang, descobriram que, no interior do país, o mercado é completamente diferente. Os preços baixos, a decoração curiosa de suas lojas e o espaço para alimentação e lazer conquistaram milhões de clientes, que muitas vezes chegam em ônibus intermunicipais. A proximidade de rodovias, o amplo estacionamento e a facilidade de acesso a transporte público também ajudaram para o sucesso da rede. Segundo a consultoria Boston Consulting Group, mais de 80% das cidades em que a HAVAN está presente têm menos de 500.000 habitantes.


Os slogans 
A Loja Mais Amada do Brasil. (2018) 
Não tem crise para quem vende barato.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 26 de junho de 1986 
● Fundador: Luciano Hang e Vanderlei de Limas 
● Sede mundial: Brusque, Santa Catarina, Brasil 
● Proprietário da marca: Havan Lojas de Departamentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Luciano Hang 
● Faturamento: R$ 7 bilhões (2018) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 125 
● Presença global: Não (somente no Brasil) 
● Funcionários: 16.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Produtos para casa, eletrodomésticos, eletrônicos, brinquedos, roupas, calçados e itens de decoração 
● Concorrentes diretos: Magazine Luiza, Casas Bahia, Walmart, Extra e Carrefour 
● Ícones: A réplica da Estátua da Liberdade 
● Slogan: A Loja Mais Amada do Brasil. 
● Website: www.havan.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje a HAVAN, que fatura mais de R$ 7 bilhões (dados de 2018), está presente em mais de 80 cidades de 17 estados brasileiros, por meio de 125 lojas que somam mais de um milhão de metros quadrados construídos. Cada loja em média oferece 100 mil itens nacionais e importados, incluindo itens para casa, eletrodomésticos, eletrônicos, brinquedos, roupas e produtos de decoração. A filial da cidade de Barra Velha, conhecida como Parada Havan, é a maior loja da rede e foi construída às margens da BR-101 para atender não somente a população da região, mas também os viajantes que trafegam pela principal rodovia do estado de Santa Catarina. Mais de 1 milhão de produtos são movimentados diariamente no enorme Centro de Distribuição da empresa em Barra Velha, Santa Catarina. 

Você sabia? 
Grande parte de suas lojas é decorada com uma réplica da Estátua da Liberdade de 33 metros de altura em média. A maior delas fica em Barra Velha (SC) e tem 57 metros de altura - mais do que a estátua do Cristo Redentor (que possui 38 metros). 
Em 2019 a HAVAN lançou uma assistente virtual, que atende no chat no site da rede. Chamada Liberdade, ela pode sanar dúvidas, rastrear pedidos, aumentar o limite do Cartão HAVAN, desbloquear senhas, entre outras funções. 
Além dos programas sociais obrigatórios a empresa promove eventos que atraem milhares de pessoas, como por exemplo, a Expo Havan Noivas e o Natal Luz Havan, que conta com uma programação com shows gratuitos, chegada do Papai Noel e acendimento de milhares de lâmpadas, contornando as fachadas das lojas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Valor Econômico), portais (G1), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/5/2019

10.11.17

HARVEY NICHOLS


As lojas da tradicional HARVEY NICHOLS são sempre uma boa parada pra quem realmente gosta de moda, de conhecer novos estilistas, ou esta atrás daquela edição especial, tanto em roupas, acessórios e cosméticos. Afinal, desde 1831 a rede inglesa, que pode ser comparada com uma catedral do consumo de luxo, traz para suas prateleiras e araras produtos de grandes e renomadas grifes e as maiores tendências mundiais para uma clientela sofisticada. E sempre oferecendo uma experiência de compra fantástica quando se trata de moda de luxo.

A história
Tudo começou em 1831 quando Benjamin Harvey inaugurou uma loja especializada em tecidos, especialmente o linho, em uma modesta casa geminada na esquina da Knightsbridge com a Sloane Street, em Londres. Em 1835, a loja precisava de mais espaço físico e se expandiu para o número 8 ao lado. A loja continuaria ampliando sua área física incorporando propriedades vizinhas ao longo dos anos seguintes. Em 1841, Benjamin empregou James Nichols que, em 1845, foi promovido à administração e, em 1848, casou-se com a sobrinha de Harvey, Anne Beale. Benjamin Harvey morreu em 1850, deixando o negócio sob os cuidados de sua esposa, Anne Harvey, que firmou uma parceria com James Nichols para formar a Harvey Nichols & Co. Com isso, a loja passou a vender luxuosos tapetes orientais, seda, e outros tecidos de luxo que não o linho. Nos anos seguintes ampliou sua oferta de produtos, passando também a vender roupas e acessórios. Em 1874, a loja ocupava todo o quarteirão entre a Seville Street e a Sloane Street. Em 1889, o espaço existente foi demolido para abrir caminho para uma nova loja de departamento. O edifício como conhecemos hoje foi construído em etapas entre 1889 e 1894.


Em 1975, o restaurante Harvey’s foi inaugurado no quinto andar, que rapidamente atraiu uma clientela assídua e especial, como por exemplo, a Princesa Diana, para quem tinha uma mesa reservada nos fundos. Este acontecimento foi de vital importância para posicionar a HARVEY NICHOLS como uma loja de departamento de luxo e destino dos ricos e famosos. Na década de 1980, a HARVEY NICHOLS foi uma força motriz na introdução de coleções misturadas, incentivando designers como Max Mara e Nicole Farhi a produzir uma variedade de peças. Além disso, quatro dos seis andares da loja foram dedicados à moda, incluindo um espaço especificamente direcionado para os adolescentes. Em 1991, a HARVEY NICHOLS foi adquirida pela empresa Dickson Concepts. Posteriormente, a icônica loja de Londres passou por uma reforma transformadora. Em 1992, um novo restaurante, café, bar e mercado de alimentos (onde é possível encontrar sofisticados alimentos e vinhos) abriram no quinto andar, com um elevador exclusivo que permitiu aos clientes frequentarem após o fechamento da loja principal. Este conceito provou-se imensamente popular, fazendo com que a HARVEY NICHOLS conquistasse uma reputação como destino para uma gastronomia sofisticada.


A expansão nacional da HARVEY NICHOLS, até então com uma única loja em Londres, começou em 1996 com a inauguração de uma unidade na cidade de Leeds. Pouco depois, em uma estratégia ousada de globalização, a rede inaugurou em 2000 sua primeira loja internacional, localizada na cidade de Riad, na Arábia Saudita. Em 2001, a rede inaugurou uma nova loja (adotando o formato pequeno) na cidade de Birmingham. No ano seguinte foi inaugurada uma unidade na Escócia, na cidade de Edimburgo. A expansão da rede continuou em 2005 com a abertura da primeira unidade em Hong Kong e outra na cidade de Dublin. Em 2006 a rede ingressou em novos mercados: primeiro inaugurou em maio uma unidade dentro Mall of the Emirates em Dubai; e depois, no dia 13 de outubro abriu uma moderna loja na cidade turca de Istambul (uma segunda unidade seria inaugurada em 2010 em Ankara). Mas durante sua expansão internacional a rede inglesa também experimentou fracassos, como por exemplo, em outubro de 2008 quando inaugurou uma loja em Jacarta na Indonésia, fechada em 2010 devido a resultados de vendas decepcionantes. Com a inauguração de uma loja na cidade de Bristol em 2008, a empresa já possuía seis unidades no Reino Unido.
 

Em 2011, a HARVEY NICHOLS conseguiu atrair a fúria dos ativistas ao colocar nas prateleiras patê de carne de rena para o natal. Na lata do patê, o fabricante descrevia o produto como uma “iguaria” que vinha de “um primo da rena Rudolph, criado em fazenda”. O tal patê utilizava carne de renas do Ártico e levava conhaque e especiarias. Na época, um porta-voz da loja de departamento disse que o patê de rena era um sucesso com sua clientela chique e chegou a se esgotar na principal loja da rede em Londres. Em 2012 a HARVEY NICHOLS chegou ao Kuwait. Em novembro desse mesmo ano, a rede inaugurou na cidade de Liverpool um novo conceito de loja, batizado de Beauty Bazaar (oferece ampla linha de cosméticos e maquiagens) e cuja proposta é ser um “supermercado de beleza”, pois tem uma curadoria de produtos selecionados a dedo por editoras de beleza de grandes revistas de moda. O principal símbolo da HARVEY NICHOLS é a tradicional loja de Knightsbridge, em uma das áreas mais movimentadas de Londres e a poucos quarteirões do Kensigton Palace. Este verdadeiro templo do consumo de luxo tem sete andares dedicados à moda e um à comida e gastronomia.


As polêmicas campanhas
A HARVEY NICHOLS sempre teve uma comunicação criativa, mas acima de tudo polêmica. Já foram usadas imagens de um casal seminu, de mulheres voltando para casa na manhã seguinte a um encontro casual, retratou os consumidores como abutres (a foto mostrava a disputa dos dois abutres por uma jaqueta de couro vermelha), além de estampar as páginas da revista Vogue com uma campanha que trazia a modelo Bo Gilbert de 100 anos de idade. Em 2012, a rede inglesa lançou uma campanha publicitária com modelos com a calça molhada (como marcas de xixi) ao lado do slogan: “The Harvey Nichols Sale... Try To Contain Your Excitement” (algo como “Liquidação Harvey Nichols... Tente conter a sua excitação”). A campanha gerou enorme polêmica no Reino Unido. Já em 2013, para sua campanha de natal a marca optou por adotar um posicionamento que também gerou polêmica. A campanha “Sorry, I Spent It On Myself” incentivava os consumidores a serem um pouco mais egoístas e, em vez de comprarem presentes caros para os familiares e amigos, gastarem com eles mesmos no natal.


Já em julho de 2015, a rede inglesa criou um programa de fidelidade, o Rewards App, que recompensa os clientes com serviços e vantagens exclusivas para cada ponto gasto, tanto nas lojas como no comércio eletrônico. Para promovê-lo, a campanha publicitária Shoplifters utilizou imagens reais de câmeras de segurança que exibem pessoas furtando objetos em suas lojas. Cabeças animadas escondiam a real identidade dos criminosos, dando um tom divertido e irônico para as cenas. No final, a assinatura diz: “Gosta de coisas grátis? Consiga-as legalmente”. A campanha conquistou inúmeros prêmios internacionais.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos, ganhando ares mais sofisticados.


Dados corporativos
● Origem: Inglaterra
● Fundação: 1831
● Fundador: Benjamin Harvey
● Sede mundial: Londres, Inglaterra
● Proprietário da marca: Harvey Nichols Group Limited
● Capital aberto: Não (subsidiária da Broad Gain UK Ltd.)
● CEO: Stacey Cartwright
● Faturamento: £194.5 milhões (2016)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 15
● Presença global: 8 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 7.500
● Segmento: Varejo (loja de departamento)
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios, cosméticos e comidas
● Concorrentes diretos: Harrods, Selfridges & Co., Debenhams, House of Fraser, Liberty London e John Lewis
● Ícones: A loja de Knightsbridge
● Website: www.harveynichols.com 

A marca no mundo
Atualmente a HARVEYS NICHOLS, que faturou £194.5 milhões em 2016, possui 8 lojas no Reino Unido em cidades como Londres, Manchester, Bristol, Liverpool, Leeds, Birmingham, Dublin e Edimburgo. Além disso, a tradicional rede possui 7 unidades internacionais na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Turquia.

Você sabia?
Pesquisas apontaram que os jovens frequentam mais a HARVEY NICHOLS que a Harrods, sua principal concorrente em Londres.
Em 2004, a HARVEY NICHOLS parou de vender produtos com peles de animais após inúmeros protestos. Mas em 2012 as roupas e acessórios com peles de animais voltaram para suas prateleiras. Após fortes protestos de ativistas dos direitos dos animais, no ano seguinte a diretora de moda da empresa pediu demissão.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Elle e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/11/2017

24.4.17

GALERIES LAFAYETTE


O verdadeiro espírito francês de viver, da elegância e do bom gosto. Assim pode ser definida a centenária rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE, uma verdadeira instituição francesa e principalmente da cidade de Paris. Suas lojas oferecem tudo o que o dinheiro pode comprar em termos de moda e novidades. Hoje, é uma marca de notoriedade mundial, sinônimo de estilo parisiense e de elegância à francesa. 

A história 
Tudo começou em 1894 quando dois primos da região da Alsácia, Théophile Bader e Alphonse Kahn, decidiram abrir uma modesta loja em um pequeno armarinho de apenas 70 m², localizado na esquina da rue La Fayette com a rue de la Chaussée d’Antin. Devido à localização e à configuração da loja, que vendia fitas, rendas, chapéus e outros pequenos acessórios de moda, cuja circulação se dava ao longo das seções, surgiu o nome “Aux Galeries Lafayette”. Com isso, um novo conceito de compras encorajava os clientes a caminhar ao longo das suas seções. Se a aposta era audaciosa, a localização era ideal: a loja se beneficiou da proximidade da Ópera Garnier e das grandes avenidas da região. A partir da vizinha estação Saint Lazare chegava todos os dias uma multidão de parisienses e pessoas do interior, atraídas pelo comércio. Pouco depois, em 1896, a empresa adquiriu o imóvel inteiro da rue La Fayette número 1, e, a seguir, em 1903, os imóveis do Boulevard Haussmann nos números 38, 40 e 42, bem como o da rue de la Chaussée d’Antin número 15. Os anos iniciais do negócio foram caracterizados pela “estratégia da pedra”, que acabou criando um importante quadrilátero imobiliário, unificado por uma arquitetura adaptada às necessidades do comércio.


Théophile Bader encomendou as primeiras reformas significativas no Boulevard Haussmann, concluídas em 1907, ao arquiteto Georges Chedanne. Porém, foi de fato em 1912, através dos esforços de seu pupilo Ferdinand Chanut, que a loja adquiriu sua nova dimensão. Inaugurada oficialmente no dia 8 de outubro de 1912, a loja principal da GALERIES LAFAYETTE ganhou naquela época a sua imagem mais espetacular. Théophile sonhava com um “empório de luxo”, em que a abundância e a sofisticação das mercadorias atraíssem a atenção dos clientes. Uma luz dourada, difundida pela cúpula, inundaria a grande galeria e faria brilhar as mercadorias. A aposta deu certo. Ferdinand Chanut convocou os principais artistas da École de Nancy para decorar este monumento que marcou a Paris Art Nouveau. O corrimão da escadaria monumental, inspirada na Ópera de Paris, foi projetado por Louis Majorelle, que também assinou os ornamentos em ferro das sacadas. A cúpula, que se erguia a 43 metros de altura, se tornou o símbolo da GALERIES LAFAYETTE. A área de vendas foi duplicada, mas a inovação não parou por aí. Às 96 seções existentes, acrescentaram-se espaços não comerciais como um salão de chá, uma sala de leitura e uma área para fumantes. Devido ao impulso das lojas de departamento, as compras se tornaram uma atividade de lazer. Na cobertura do edifício, o terraço oferecia uma vista panorâmica de Paris. Eventos extraordinários foram organizados, para divertir uma clientela ávida por espetáculos, dentre eles a célebre aterrissagem de Jules Védrines em 1919. O aviador foi obrigado a pagar uma multa por ter sobrevoado Paris a baixa altitude, mas deixou seu nome gravado para a posteridade como o primeiro infrator da história da aviação. Nesta época as vitrines possuíam um importante papel na teatralização da área de vendas: elas despertavam todas as aspirações e todos os desejos, uma vocação que prossegue desde então.


A loja do Boulevard Haussmann se tornou o segundo monumento mais visitado, depois da Torre Eiffel. Tratava-se de uma parada obrigatória para as celebridades mundiais. Por ali passou a Duquesa de Windsor, a esposa do Aga Khan, a Begum, e, em março de 1960, em plena guerra fria, a senhora Khrushchev. Ao se deparar com as escadas rolantes, ela teria exclamado: “Parece o metrô de Moscou!”. Desde sua origem, a GALERIES LAFAYETTE deixou clara a sua vocação: a moda e as novidades. Com a intenção de se diferenciar de seus concorrentes, Théophile tomou a decisão de colocar as roupas mais desejadas da época ao alcance de todos. Foi assim que ele criou ou adquiriu unidades de produção para fabricar com exclusividade roupas comercializadas por sua marca própria. Ele sabia também que a moda, os gostos e os desejos de seus clientes mudavam rapidamente. Para sempre acompanhar o gosto do público, ele colocou em prática um método engenhoso. Ele ia às compras, às corridas de cavalo e à ópera acompanhado de uma estilista, que copiava discretamente os modelos trajados por elegantes senhoras, assinados pelos maiores costureiros da época. Então, esses modelos eram confeccionados com pequenas adaptações nos prazos mais curtos possíveis.


A democratização da moda ganhava espaço e o sucesso não tardou a aparecer. Em pouco tempo, todos corriam para a GALERIES LAFAYETTE, desde as parisienses mais abastadas até as humildes costureiras. Na fachada da rue La Fayette, foi instalada uma imensa faixa, onde se lia: “Galeries Lafayette, a casa que oferece as melhores ofertas de Paris”. A loja diversificava a sua oferta de produtos com frequência: aos mostruários tradicionais, uniram-se a moda masculina, mobiliários, brinquedos e artigos de casa. Fiel à sua missão de tornar a criatividade acessível, a GALERIES LAFAYETTE estendeu às artes aplicadas e ao design o empenho que já dedicava à moda. Em 1922, a loja de departamento inaugurou sua oficina de artes aplicadas, batizada de “La Maîtrise”, confiada ao decorador Maurice Dufrêne, que se tornou seu diretor artístico. A vocação destas oficinas era a produção de “obras” (móveis, tecidos, tapeçaria, papéis pintados, cerâmicas, etc.) “ao alcance tanto dos pequenos quanto dos grandes orçamentos”. Apesar da crise econômica e financeira de 1929, a empresa fez novas ampliações no Boulevard Haussmann. Em 1932, renovada por Pierre Patout, conhecido como o arquiteto dos transatlânticos, a loja principal adotou o estilo Art Déco, com bow-windows (janela semicircular que se projeta para fora das paredes) de autoria de renomado vidraceiro René Lalique.


De 1941 a 1944, a loja passou por um difícil período: a família fundadora foi afastada durante a ocupação, e a empresa foi posta sob a administração do regime de Vichy. Passados os anos sombrios da Segunda Guerra Mundial, teve início a retomada econômica da empresa. Para enfrentar os desafios do pós-guerra, a GALERIES LAFAYETTE adotou um novo visual. A modernização da loja principal teve início com a inauguração das escadas rolantes mais extensas da Europa, no Natal de 1951. Em seguida, os corredores internos foram suprimidos e, entre 1957 e 1959, o imóvel teve o acréscimo de dois andares. A modernização arquitetônica veio acompanhada da ampliação da oferta de produtos, devida, em especial, à criação, em 1952, de uma área de estilo e do cargo de Fashion Director, assim como de contatos com fornecedores estrangeiros e novas operações promocionais. Esta nova diretriz de desenvolvimento levou à organização de grandes exposições estrangeiras. A primeira delas, em maio de 1953, teve como tema “A flor da produção italiana”. Em 1962, a estilista Sonia Rykiel inaugurou um corner dentro da loja, seguida por Christian Lacroix e Jean Paul Gaultier. Em 1969, do outro lado da rue de Mogador, foi inaugurada uma nova loja, cujo foco era os jovens. Este espaço reunia, pela primeira vez, diversas categorias de produtos (como roupas, farmácia, música) adaptadas a um estilo de vida. Logo depois, o LAFAYETTE 2 (atual LAFAYETTE HOMME), foi tomado pela moda masculina, com o acréscimo do LAFAYETTE LE GOURMET (espaço dedicado a gastronomia, onde é possível encontrar itens para o preparo de uma refeição, como legumes, frutas, verduras, até queijos finos, os melhores cortes de carne, pães e criações delicadas de pâtisserie francesa, além de poder consumir produtos, almoçar ou jantar em diversos locais), em 1990. A loja se tornou, desta forma, o primeiro “centro urbano de serviços”, reunindo butiques, serviços, estacionamento e acesso direto ao metrô. Em 1980, a loja criou o “Festival da Moda”. Até 1999, esse prêmio selecionou os melhores modelos criados para a GALERIES LAFAYETTE, que convidava os mais célebres diretores artísticos para expor suas produções. Nos anos seguintes a rede iniciou a abertura de lojas em diversas cidades francesas. Curiosidade: a primeira loja da rede inaugurada fora de Paris ocorreu em 1916 na cidade de Nice.


Em 2001, a marca ampliou seu alcance com a contratação dos serviços de Jean-Paul Goude para sua estratégia de comunicação. Sua primeira campanha publicitária, “As aventuras de Laetitia Casta no país das Galeries Lafayette”, marcou o início de uma longa e frutífera colaboração. O fotógrafo deu ares a um novo espírito, com campanhas iconoclastas que davam corpo aos valores da marca. Em 2010, aconteceu um fato histórico, quando os brasileiros ultrapassaram os russos como os maiores compradores estrangeiros na GALERIES LAFAYETTE, em Paris. Pouco depois, em 2014, a rede inaugurou a primeira unidade GALERIES LAFAYETTE OUTLET (com produtos que custam de 30% a 60% menos), em Clayes-sous-Bois a 30 minutos do centro de Paris.


A partir da década de 1990 a rede iniciou um processo de internacionalização com a inauguração de unidades em cidades como Berlim (1996), Dubai (2009), Jacarta (2013) e Pequim (2013). Mas nem todos os seus planos de expansão deram certo, por exemplo, em 1920 com a inauguração de uma loja em Londres (fecharia em 1972); ou em 1991 quando inaugurou uma loja em Nova York na Trump Tower, mas teve pouco sucesso e fechou ao fim de três anos; ou a unidade de Casablanca no Marrocos, inaugurada em 2011 e fechada pouco depois. A empresa já anunciou novas unidades internacionais nos próximos anos, localizadas nas cidades de Istambul (Turquia), Doha (Catar) e Milão (Itália). A GALERIES LAFAYETTE é uma empresa familiar há cinco gerações. Elas atravessaram eras, guerras e crises financeiras, o que comprova sua capacidade de inovação.


Curiosidade da loja Galeries Lafayette Haussmann 
Com mais de 120 anos de tradição, a GALERIES LAFAYETTE foi a primeira loja de departamento da Europa e com mais de 65.000 m² em três edifícios, recebe, atualmente, mais de 100.000 visitantes/dia. O complexo é formado por mais duas lojas, além da Lafayette Haussmann (10 andares): Lafayette Homme (4 andares) e Lafayette Maison et Gourmet (5 andares), este último um espaço onde além de produtos para casa e bem-estar, reúne itens ligados à arte da culinária e da degustação. Internamente, são 15.000 m² dedicados à moda, com 3.500 marcas renomadas, como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Gucci, Burberry, Lancôme, Dior e Sisley. E, mesmo que venda essas marcas de luxo (dentre tantas outras), a loja ainda faz questão de atender um público diverso com marcas mais acessíveis e menos luxuosas. A todos os clientes oferece serviços sob medida de alta qualidade, que inclui personal shoppers e atendentes que falam português, salões privativos, entrega de compras no hotel e orientação no serviço de reembolso de impostos. A GALERIES LAFAYETTE é o segundo lugar mais visitado de Paris depois do Museu do Louvre. 
Em 1913, a creche para os filhos dos funcionários ficava no último andar da loja, pois se acreditava, na época, que quanto mais alto estivessem, mais o ar era puro. 
Em uma campanha publicitária de 1921 e voltada para o público infantil, cada criança podia escrever seu nome dentro de um balão, que depois foi solto nos céus de Paris. O dono do balão encontrado mais distante da loja ganharia um prêmio. O vencedor foi uma criança cujo balão foi encontrado na cidade espanhola de Barcelona. 
Gabrielle Chanel comprava as formas/moldes de seus chapéus na GALERIES LAFAYETTE. Ainda sobre Chanel, em 1921 o famoso perfume n. 5 era vendido com exclusividade na loja. 
La Suite é o nome de um espaço privativo, com 400 m² e localizado no sexto andar da GALERIES LAFAYETTE. Este local oferece serviços sob medida, onde os clientes são recebidos em total privacidade e contam, entre uma prova e outra, com cabines individuais, mimos diversos e permanente acompanhamento e orientação de estilistas e personal shoppers. Do lado de fora da La Suite, um brinde extra: uma estupenda vista dos telhados parisienses e da Basílica de Sacré-Coeur.


A ligação com as artes 
Ao longo de toda a sua história a Galeries Lafayette Haussmann teve uma forte ligação com as artes. Você sabia que há uma ótima galeria de arte dentro da sua icônica loja? Durante toda a sua história a loja, ainda que de forma esporádica, promovia salões de arte e exposições apresentando os artistas da época aos seus clientes e à população parisiense em geral. A loja acolheu eventos de prestígio, apresentando os principais criadores de sua época e revelando ao público os artistas que logo se tornariam referências de seu tempo. Mas foi somente em 2001, com a abertura da Galerie des Galeries, que a loja formalizou o seu papel como influência cultural na cidade de Paris. O espaço permanente, localizado no 1° andar do prédio principal da loja, tem como objetivo a divulgação de artistas contemporâneos já conhecidos e aqueles com futuro promissor. Essa galeria apresenta 4 exposições por ano com temáticas que tentam, na medida do possível mas não imperativamente, ligar os universos da arte, do design e da moda. As obras apresentadas vêm emprestadas de galerias comerciais, de acervos particulares ou dos próprios artistas. Algumas são feitas especialmente para a mostra em questão. Além disso, a empresa dá suporte a instituições que apoiam os artistas da atualidade, como o Centre Pompidou, o Musée d’Art Moderne e a Villa Noailles em Hyères.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 1900, a marca Aux Galeries Lafayette foi arquivada e a loja adotou um novo logotipo apenas com o nome GALERIES LAFAYETTE. Esse logotipo seria remodelado nas décadas seguintes. Depois de adotar uma nova identidade visual no início dos anos de 1990, com o objetivo de ser tradicional e contemporânea ao mesmo tempo, a marca apresentou em 2015 seu novo logotipo, que ganhou visual mais moderno e ousado para conquistar um público mais jovem.


Os slogans 
Le Nouveau Chic. (2015) 
La mode vit plus fort aux Galeries Lafayette. (2009) 
Ici, la mode vit plus fort. (Aqui, a moda vive mais forte) 
Il se passe toujours quelque chose aux Galeries Lafayette.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1894 
● Fundador: Théophile Bader e Alphonse Kahn 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Groupe Galeries Lafayette 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Philippe Houzé 
● CEO: Nicolas Houzé 
● Faturamento: €3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 61 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Lojas de departamento 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, perfumes, móveis e comidas 
● Concorrentes diretos: Le Printemps, Le Bon Marché, El Corte Inglés e Harrods 
● Ícones: A loja Galeries Lafayette Haussmann 
● Slogan: The New Chic. (Le Nouveau Chic) 

A marca no mundo 
A rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE possui 57 unidades espalhadas pelas principais cidades francesas, além de quatro unidades internacionais, localizadas em Berlim (Alemanha), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Jacarta (Indonésia) e Pequim (China). Aproximadamente 700.000 pessoas passam diariamente pelas lojas da GALERIES LAFAYETTE, sendo que 100.000 delas são acolhidas pela emblemática loja da Boulevard Haussmann. Além disso, mensalmente mais de 4.6 milhões de visitantes acessam o site da rede. A rede de lojas de departamento pertence ao grupo Galeries Lafayette, também proprietário da BHV Marais (lojas de departamento), Guérin (rede de joalherias) e Louis Pion (marca de relógios). 

Você sabia? 
Em 1951, a cantora Edith Piaf se apresentou na frente da loja, quando foi inaugurada, à época, a maior escada rolante da Europa. 
O estilista Christian Lacroix assinou o cartão de Natal da GALERIES LAFAYETTE em 1998. 
Em 2008, a empresa criou um departamento de patrimônio, cuja missão principal é preservar, conservar e valorizar o patrimônio arquitetônico da marca e seus arquivos históricos, disponíveis para consulta mediante agendamento. Com isso, a empresa revive a história da GALERIES LAFAYETTE, em sua complexidade e singularidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/4/2017

22.10.13

LE BON MARCHÉ RIVE GAUCHE


Paris é uma cidade mágica. A Torre Eiffel, o museu do Louvre, a Avenida Champs-Élysées, o Arco do Triunfo, a estonteante Catedral de Notre Dame e muitas outras atrações, capaz de entreter os mais exigentes dos turistas. Acrescente a esta lista o LE BON MARCHÉ RIVE GAUCHE, a loja de departamento mais chique e sofisticada da cidade, um templo do consumo de bom gosto capaz de seduzir e deslumbrar até os menos consumistas. Afinal não é difícil sair de lá com uma gravata Gucci, uma bolsa Balenciaga ou delicioso sushi para comer em casa. 

A história 
Tudo começou em 1852 na cidade de Paris quando Aristide Boucicaut, filho de um fabricante de chapéus, resolveu transformar seu modesto comércio de rua às margens do rio Sena, em sociedade com os irmãos Paul e Justin Videau, em uma loja de departamento onde imperava a variedade de produtos, marcas e serviços e por onde se podia passear sem ser incomodado. Juntamente com os irmãos e com a ajuda do arquiteto Louis-Charles Boileau, responsável pela construção do prédio, ele criou o AU BON MARCHÉ (que significa algo como “um bom negócio”), um lugar perfeito para acompanhar assiduamente a vida cotidiana dos parisienses, com a elegância e o estilo que lhes é peculiar. Com uma diversificada seleção de objetos de design, elementos de gastronomia, artigos de beleza e o que havia de melhor na moda, Boucicaut conseguiu reunir as francesas e, por que não, os franceses, que não queriam mais andar pela cidade em busca de suas compras, em um novo local onde podiam experimentar, comprar ou apenas olhar as maravilhas e novidades do século.


Sua visão comercial apurada e psicologia do consumo lhe permitiu revolucionar um segmento no qual, a partir daquele momento, os produtos se apresentariam com rótulos que fixavam seu preço ou se ofereceria a possibilidade de mudar ou reembolsar um item se este “não agradasse” a seu comprador. Técnicas que atualmente parecem indispensáveis, e inclusive banais, para o comércio de uma forma geral, mas que naquela época era um desafio para o vendedor e uma tentação constante para os clientes. Outro ponto importante (e então inédito) foi instalar na loja um banheiro feminino. Para os homens, um departamento especial, uma espécie de lounge para que eles confortavelmente relaxassem e, na medida do possível, não reclamassem da demora das esposas. Também havia um espaço para roupas masculinas, serviços de barbeiro e de engraxate.


O fundador, segundo se vangloria a loja de departamento, foi também responsável por instaurar os primeiros descontos (liquidações) da história, quando lhe ocorreu a ideia de reduzir o preço das roupas para se livrar dos estoques altos. A esta prática ele batizou de “O mês branco de janeiro” e devido ao enorme sucesso, ele se arriscou também a estabelecer um calendário anual onde se sucedessem vendas, publicidade e descontos. Em relação á propaganda, artistas, desenhistas e cartunistas idealizavam fantásticos cartões-postais, cartazes e agendas, que serviam como anúncios publicitários. Em 1867, mais uma vez ele se revelou um inovador nas técnicas de vendas, possibilitando a todos os franceses, parisienses ou não, de figurar entre seus clientes, com o envio de 500 mil catálogos com mostras de tecidos e inaugurando assim a venda por correspondência.


A mesma obstinação que possuía esse visionário para vender a seus clientes tinha sua mulher, Marguerite, para melhorar as condições profissionais e pessoais de sua força de trabalho. Ela foi a responsável por uma obra social sem precedentes naquela época. Estabeleceu uma jornada de trabalho de 12 horas em vez de 16, aprovou as férias anuais e as permissões de maternidade, além de instaurar um plano de pensões. Em 1875 foi inaugurada uma galeria de arte, onde artistas podiam expor e vender suas obras para os clientes da loja. Em 1887, entre 15 mil e 18 mil mulheres, já que a clientela era essencialmente feminina, atravessavam as portas da loja de departamento, onde eram convidadas a entrar e experimentar os produtos dispostos deliberadamente sobre numerosas prateleiras. O histórico edifício da loja foi ampliado em 1896, com a supervisão do engenheiro Gustave Eiffel, que havia projetado a famosa torre que leva seu sobrenome.


Em 1984, o conglomerado de luxo francês LVMH comprou a loja de departamento mais antiga de Paris, acrescentou a seu nome o termo “Rive Gauche”, e deu prosseguimento a obra iniciada pelo casal Boucicault, que tinha assentado as bases do comércio e do consumo de massas. Uma nova e renovada gestão empresarial optou em 1988 por uma reestruturação dos 32.000m² do local. Os diferentes espaços passaram a ser concebidos como se fossem “formas de vida”, das quais surgiu, por exemplo, um “cinema da beleza” dedicado aos cosméticos, um “apartamento de moda” para as roupas femininas, uma intimista e imensa seção somente para lingeries, e até uma livraria e uma seção de móveis. Tud com conforto e bom gosto para oferecer mais de 30 mil produtos pensados para “todas as necessidades”.


Além disso, a loja de departamento mantém um fantástico espaço de 3.000m², conhecido como La Grande Épicerie de Paris, localizado do outro lado da rua, que oferece mais de 15.000 produtos diferentes entre alimentos e bebidas, selecionados nos quatro cantos do mundo. Os produtos são comprados todos os dias: mais de 200 tipos de queijos, peixes frescos, frangos, verduras, legumes, tudo diretamente do produtor. Isto sem contar iguarias raras e caras, geléias de champagne, biscoitos com sabores e formatos originais, seções inteiras dedicadas ao salmão, ao foie gras, ao caviar, chocolates, sorvetes, temperos e condimentos, e cortes de carnes (cujos preços fariam muitos adotarem uma alimentação vegetariana). Além de uma seleção de vinhos que está entre as melhores da Europa. Mais de 80 talentosos padeiros, confeiteiros e chefes de cozinha trabalham arduamente para deleitar os mais exigentes paladares, incluindo deliciosos macarons, que estão entre os melhores de Paris. É realmente um passeio gastronômico imperdível.


Localizada na fronteira entre o distrito 6 e 7 de Paris, a um passo da prestigiada Universidade da Sorbonne e da igreja de Saint-Germain-des-Près, a loja de departamento LE BON MARCHÉ RIVE GUACHE continua sendo ícone da elegância francesa, mais de 160 anos após sua fundação. Prova disto é que, para quem deseja pesquisar as tendências da moda, não há lugar melhor em Paris, afinal praticamente todos os estilistas renomados e marcas luxuosas desfilam seus produtos por suas prateleiras.


Para agradar aos brasileiros 
Em abril de 2013, para agradar os clientes brasileiros que cada vez mais desembarcam em Paris, a centenária loja de departamento de luxo criou uma exposição que celebrava a cultura do país através da moda, arte, gastronomia e design. Para realizar a exposição, LE BON MARCHÉ adquiriu US$ 2.25 milhões em produtos de empresas brasileiras para serem divulgados e comercializados. Batizada de “Le Brésil Rive Gauche”, a exposição oferecia alguns produtos bem conhecidos dos brasileiros. Por exemplo, uma sandália Havaianas era comercializado por €26. Já uma sandália da Melissa era vendida por €59.


A evolução visual 
Até 1989 a tradicional loja de departamento era conhecida como AU BON MARCHÉ. A partir deste ano, além de mudar seu nome para LE BON MARCHÉ e acrescentar a expressão “RIVE GAUCHE”, a marca apresentou uma nova identidade visual.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1852 
● Fundador: Aristide Boucicaut, Paul e Justin Videau 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Patrice Wagner 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1 
● Presença global: Não (presente somente na França) 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Varejo (loja de departamento) 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, calçados, cosméticos e alimentos 
● Concorrentes diretos: Galaries Lafayettes e Printemps 
 ● Ícones: O prédio onde a loja está instalada 
● Website: www.lebonmarche.com 

A marca na França
Hoje em dia a icônica LE BON MARCHÉ RIVE GAUCHE através de mais de 30.000m² oferece milhões de produtos de 1.400 marcas, incluindo Louis Vuitton, Dior, Chanel, entre outras, que se esparramam pelas araras e prateleiras da loja. Devido às festas de final de ano, os meses de novembro e dezembro correspondem a 40% das vendas da LE BON MARCHÉ. E quase metade de seu faturamento está atrelado aos clientes estrangeiros. 

Você sabia? 
Os dias preferidos dos turistas para visitar LE BON MARCHÉ são segunda, terça e quinta-feira. Para fugir das multidões e filas, evite essas datas e opte por quarta e sexta-feira ou pelo fim de semana. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Portal de Branding), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/10/2013

12.9.13

JOHN LEWIS


A varejista JOHN LEWIS é uma verdadeira instituição para os britânicos. Suas tradicionais lojas de departamento, geralmente situadas em prédios com vários andares e localização privilegiada, buscam oferecer em um único lugar tudo o que o consumidor precisa. A marca britânica é bem sucedida ao procurar oferecer uma experiência de compra através de soluções completas e personalizadas às necessidades de seus clientes. E faz isso com muita autoridade. 

A história 
Tudo começou no longínquo ano de 1864 quando John Lewis abriu um pequeno estabelecimento para comercializar tecidos, localizado no número 132 da Oxford Street em Londres. Já na década de 1880, com a expansão do tamanho físico, o estabelecimento adotou o formato de loja de departamento, iniciando assim a comercialização de uma infinidade de produtos. Em 1914, John Spedan Lewis, filho do fundador, assumiu o controle dos negócios. A partir de 1925 a loja passou a adotar a filosofia de garantir o preço mais baixo com o melhor serviço agregado de conselhos dos vendedores, garantias e atendimento. Isto indicava que se um cliente encontrasse o mesmo artigo mais barato nas concorrentes a JOHN LEWIS reembolsaria a diferença.


A JOHN LEWIS iniciou sua longa reputação de ser paternalista em 1929, quando todos os funcionários passaram a serem sócios, com participações na empresa. Isto começou quando o filho do fundador empenhou a organização a trabalhar para um propósito maior: a felicidade de todos os seus membros, através de seu lucrativo e satisfatório trabalho em uma empresa de sucesso. E tudo isso justamente quando a economia mundial caminhava para uma queda gigantesca. Foi um ato surpreendente de radicalismo, que perdurou. Nas décadas seguintes a JOHN LEWIS se expandiu através de aquisições de outras pequenas redes e com a inauguração de novas unidades em importantes cidades da Inglaterra. Além disso, inaugurou lojas na Escócia e País de Gales.


Em 2001 a varejista lançou a JOHN LEWIS DIRECT, seu comércio eletrônico, que hoje oferece mais de 220 mil produtos dos mais variados segmentos. O site também oferece a opção Click and Collect, o que possibilita comprar online e retirar em uma loja física mais próxima sem custo algum. Seguindo a tendência no varejo de aproveitar a confiança do consumidor no canal de venda a JOHN LEWIS também passou a vender produtos financeiros, oferecendo aos seus clientes um variado portfólio de seguros (proteção com cobertura para veículos, residências, animais, viagem, vida e até eventos e casamento).


A partir de 2009, a rede varejista passou a investir também em lojas menores, batizadas de JOHN LEWIS at HOME, que oferecem basicamente utensílios domésticos, móveis, itens de decoração, eletrodomésticos e produtos eletroeletrônicos. A primeira unidade, com cerca de um terço do tamanho de uma loja tradicional da rede, foi inaugurada no dia 22 de outubro em Poole, uma grande cidade costeira e portuária, no condado de Dorset, no litoral sul da Inglaterra. Mais recentemente, para elevar o nível de satisfação e experiência de compra, a JOHN LEWIS passou a oferecer wi-fi gratuito em todas as suas lojas. Assim, é possível comparar preços, acessar informações de produtos e avaliações de compradores para ajudar em uma melhor decisão de compra.


Um dos diferenciais da JOHN LEWIS é oferecer uma infinidade e variada gama de serviços que complementem a compra, como por exemplo, instalação de televisores e computadores, consultoria de moda gratuita, lista de presentes, salão de beleza e spa (em algumas lojas), entre outros.


O ícone 
A loja de Oxford Street é o principal ícone da JOHN LEWIS. Inaugurada em 1864, foi remodelada em 2001 e, em 2007 (essa reforma custou £60 milhões), e seguindo as tendências das demais redes varejistas inaugurou uma área de alimentação no subsolo. Com isso passou a oferecer quatro opções para comer e beber, incluindo um bistrô, um restaurante self-service, uma brasserie (restaurante tipo francês) e uma deliciosa queijaria. A loja abriga sete andares que oferecem roupas, acessórios, joias, produtos de beleza, móveis, artigos para a casa, brinquedos e alimentos. Mais de 350 mil produtos estão à disposição em três categorias principais: moda, casa e tecnologia. A unidade oferece ainda uma sofisticada loja de flores.


Uma comunicação emocional 
Desde 1925 a JOHN LEWIS adota o posicionamento “Never Knowingly Undersold”, algo como “Nunca Conscientemente Desvalorizado”, o que agregou à marca valores humanos, sentimentos e experiências de compra. Porém, esse conceito não havia sido fortemente explorado até 2009, quando a JOHN LEWIS iniciou seu relacionamento com a agência de publicidade inglesa Adam&Eve/DDB. Com o intuito de conectar o público à promessa da marca feita em 1925, a comunicação da marca passou a focar no lado emocional do consumidor. Desde então suas campanhas publicitárias, especialmente de Natal, são aguardadas como se fosse o lançamento de um produto revolucionário. Um bom exemplo é a campanha de Natal do ano de 2011, cujo filme mostra um menino ansioso para o tempo passar, contando os segundos para o Natal chegar. Mas não do jeito que você imagina. Assista ao comercial clicando no ícone abaixo.

   

Outro grande exemplo aconteceu recentemente quando a JOHN LEWIS para divulgar seus serviços financeiros (neste caso o seguro residencial) utilizou bom humor e emoção, em um segmento totalmente racional. Partindo do princípio de que tudo que está em sua casa é importante, quando todos se reúnem para uma tradicional foto de família a surpresa acontece. Utilizando técnicas de stop motion e algum CGI (computação gráfica), além de uma trilha sonora perfeita, o comercial consegue ser simpático e emocional para vender um produto totalmente racional.

   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. As modificações mais significativas começaram em 1960, quando a marca adotou um logotipo que representava suas iniciais de forma estilizada. Somente em 1989, quando lançou uma nova identidade visual a marca adotou oficialmente a cor verde-escura e uma nova tipografia de letra. O logotipo atual da marca foi lançado em 2002 com uma tipografia de letra mais sofisticada.


A marca também utiliza um elemento de identificação gráfica em sua comunicação (especialmente em suas sacolas de compra). Este ícone (traços diagonais que não seguem um padrão de tamanho) foi criado em 1990 pelos consultores em design John Lloyd e Jim Northover. Em 2000 o ícone passou por uma pequena reformulação.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1864 
● Fundador: John Lewis 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: John Lewis Partnership Plc 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Presidente: Andy Street 
● Faturamento: £3.3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 43 
● Presença global: 3 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 38.100 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, móveis, cosméticos e brinquedos 
● Concorrentes diretos: Harrods, Selfridges, Harvey Nichols, Marks & Spencer, Debenhams e House of Fraser 
● Ícones: A cor verde-escura 
● Slogan: Never Knowingly Undersold. 
● Website: www.johnlewis.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a JOHN LEWIS, uma das mais tradicionais lojas de departamento do Reino Unido, possui 43 unidades espalhadas por grandes cidades da Inglaterra, Escócia e País de Gales. Dez dessas lojas operam no formato JOHN LEWIS at HOME. A maior loja da rede fora de Londres está situada na cidade de Cardiff no País de Gales. 

Você sabia? 
A tradicional loja da rede em Oxford Street recebeu da Rainha da Inglaterra o título de fornecedor oficial de produtos e artigos para a Casa Real. 
A JOHN LEWIS está entre as 100 marcas mais valiosas do Reino Unido. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 12/9/2013