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7.7.14

CHANDON


Os espumantes (como são chamados os champanhes fora da França) CHANDON refletem fielmente a filosofia de elaboração, baseada há mais de 260 anos em aprimorar a produção de uvas e estimular a dedicação, paixão e criatividade de enólogos da Maison Moët & Chandon. Convidados indispensáveis em festas e celebrações, os espumantes CHANDON criam uma maravilhosa experiência com a chancela de uma das marcas mais tradicionais no mundo quando o assunto é vinho cheio de borbulhas. 

A história 
Tudo começou em meados da década de 1950 quando a Maison Moët & Chandon, tradicional produtora de champanhes desde 1743, aventou a possibilidade de instalar, pela primeira vez em sua história, adegas e vinhedos fora da França. Renaud Poirier, o então experiente enólogo da empresa, percorreu diferentes partes da América do Sul em busca de solo e condições climáticas ideais para a produção de vinhos espumantes. O local escolhido foi a Argentina. Finalmente em 1959 foi determinado que o local mais adequado para este projeto seria a província de Mendoza, na cidade de Agrelo, encravada no meio da Cordilheira dos Andes. Uma das razões para a escolha foi o clima seco e ensolarado, além das terras de boa qualidade, ideal para essa cultura. Era o surgimento da BODEGAS CHANDON, que desde o início teve total assessoria dos técnicos da Moët & Chandon, na França. No ano seguinte a empresa, que já iniciou suas atividades com produção superior a 100.000 garrafas por ano, lançou o espumante M. CHANDON no mercado argentino, que logo depois adotaria apenas o nome CHANDON.


Em 1973, a Maison Moët & Chandon decidiu apostar no potencial vitivinícola brasileiro e instalar a segunda unidade da CHANDON na pequena cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Afinal, a cidade da Serra Gaúcha tem um microclima temperado e de noites frescas, o que possibilita a lenta maturação e desenvolvimento de bons níveis de açúcar e de acidez da uva. Estas são características que, mais tarde, darão origem à fineza aromática e ao frescor do espumante. A empresa plantou vinhedos e construiu uma funcional vinícola, cujo objetivo era produzir vinhos espumantes naturais com a mesma filosofia da renomeada marca francesa: cultivar uvas com a máxima qualidade possível e incentivar de forma constante o aprimoramento técnico de seus enólogos. Os primeiros espumantes foram lançados no mercado brasileiro em 1978. A qualidade dos espumantes foi logo reconhecida, o que provocou uma revolução positiva na região da Serra Gaúcha, pois os espumantes CHANDON se tornaram referência para as demais vinícolas brasileiras interessadas em elaborar o vinho das borbulhas.


Foi ainda em 1978 que a CHANDON lançou dois vinhos maduros, um branco e um tinto, que por muitos anos conseguiram manter o sabor e a qualidade inalterados graças ao processo de assemblage (definido como sendo a mescla dos diferentes vinhos utilizados na produção do vinho-base). Porém, os anos subsequentes provaram que todo o vinho que a CHANDON produzia saía melhor se fosse elaborado para dar origem aos espumantes. Então, há mais de uma década, em 1998, os vinhos brancos e tintos não foram mais elaborados, e a CHANDON passou a ser a maior produtora de espumantes do mercado brasileiro. Foi também em 1998 que a marca lançou a reserva especial, EXCELLENCE CUVÉE PRESTIGE (considerado o melhor espumante natural das Américas, é elaborado com a combinação das uvas Chardonnay e Pinot Noir, selecionadas exclusivamente nas melhores quadras dos vinhedos, transformando-se no mais sofisticado dos vinhos) e o inovador CHANDON PASSION (suave e delicado, traz toda a expressão aromática de frutos tropicais das uvas Malvasia de Cândia e Moscato Canelli que, associadas à Pinot Noir, conferem à este sensual espumante sutis tons rosados).


Há poucos anos atrás, a empresa francesa resolveu investir pesado para transformar a CHANDON em uma marca de luxo no mercado brasileiro. Apresentou uma nova identidade visual, lançou campanhas publicitárias emocionais, elevou o preço dos produtos em 15%, escolheu pontos de venda mais selecionados (como por exemplo, Duty Free dos aeroportos) e bancou muitas festas regadas aos seus excepcionais espumantes. Lançou também, em 2004, uma série numerada de 1.973 garrafas da versão Excellence do espumante com preço três vezes maior do que o normal, sendo a número 1 entregue para o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Além disso, em 2007, ao consolidar a CHANDON como a grife do espumante no Brasil, introduziu no mercado o CHANDON BRUT ROSÉ (reluzente e sedutoramente cor-de-rosa, traz requintados aromas com toques de morango e cereja assim como um envolvente paladar fino e aveludado com muito equilíbrio entre as uvas Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico). Ainda faz parte do portfólio da marca o CHANDON RÉSERVE BRUT (resultado da harmonização das melhores uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, cujo resultado revela uma grande sutileza aromática lembrando frutas cítricas, maçã verde e frutas secas em um paladar perfeitamente equilibrado), CHANDON RICHE DEMI-SEC (levemente suave, harmoniza o frescor do Riesling Itálico com os aromas frutados do Chardonnay e cresce em complexidade e maciez com a típica estrutura do Pinot Noir), CHANDON EXCELLENCE ROSÉ (caracteriza-se por sua cor amarelo-dourada com reflexos verdes, espuma abundante e persistente com formação de um amplo colar no contorno da taça. As borbulhas são ativas, muito finas e numerosas) e CHANDON BABY DISCO (acompanha a agilidade e mobilidade dos novos tempos, em formato pronto para beber, dispensa formalidades e vai ao encontro do ritmo de seus consumidores. Foi lançada em 2010). Os espumantes CHANDON são oferecidos em várias tamanhos: Baby (187 ml), introduzida em 2000; Meia Garrafa (375 ml); Garrafa (750 ml); Magnum (1,5 litros) e Jeroboam (3 litros).


Foi também em 1973 que a CHANDON instalou sua terceira unidade. O local escolhido foi a bela região californiana de Napa Valley, localizada a cerca de 90 minutos de carro de San Francisco, e famosa por seus aromas e vinhos. A marca se tornou a primeira vinícola francesa a produzir espumantes nesta região da Califórnia. Em 1986 foi a vez das terras australianas serem escolhidas para abrigar a quarta unidade da CHANDON para produção de vinhos e espumantes. A região foi Yarra Valley, próxima a cidade de Melbourne. Há pouco tempo a CHANDON americana iniciou o lançamento de uma edição especial de verão de seus espumantes. Começou em 2012, com a edição batizada de American-Style, cuja garrafa era coberta por um rótulo termoencolhível branco, com listras azuis e vermelhas. Já a subsidiária argentina lançou mais recentemente um espumante para ser apreciado no verão: CHANDON DÉLICE, que pode ser degustado puro, apenas com gelo ou com gelo e folhas de manjericão, deixando-o mais fresco. Esse espumante é fabricado com cortes das uvas Chardonnay, Pinot Noir, Petit Manseng e Semillon colhido tardiamente.


A semana Chandon 
A marca, especialmente no Brasil, sempre investiu muito em marketing. E um dos resultados deste investimento é chamado CHANDON WEEK, um projeto que viaja cidades de norte a sul do Brasil divulgando as variedades de espumantes da marca por uma semana. Entre maio e novembro, nos restaurantes que participam do projeto, os consumidores têm uma excelente oportunidade para conhecer as características de cada espumante, acompanhando uma refeição ou mesmo em um happy hour. O projeto oferece uma experiência completa aos diferentes sabores e aromas de CHANDON.


A identidade visual 
Na Argentina e no Brasil a identidade visual da marca pode ser aplicada de duas formas diferente. Enquanto a primeira é mais utilizada no mercado brasileiro, a segunda é utilizada na Argentina.


Já nos Estados Unidos e Austrália, apesar de manter a “estrela”, a tipografia de letra utilizada é mais encorpada.


Os slogans 
A vida borbulha com Chandon. 
Life Needs Bubbles.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1959 
● Criador: Maison Moët & Chandon 
● Sede mundial: Épernay, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Jean-Guillaume Prats 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 800 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Espumantes e vinhos 
● Concorrentes diretos: Salton, Aurora, Casa Valduga, Miolo, Vallontano, Freixenet e Codorníu 
● Ícones: A garrafa Baby 
● Slogan: A vida borbulha com Chandon. 
● Website: www.chandon.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a CHANDON, que pertence a Moët & Chandon, que por sua vez faz parte do conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton, produz seus espumantes em quatro regiões, todas conhecidas pelos seus terroirs excepcionais: Argentina (Mendoza), Brasil (Garibaldi), Estados Unidos (Napa Valley) e Austrália (Yarra Valley). Seus espumantes são comercializados em mais de 30 países ao redor do mundo. Todos os anos a CHANDON vende, somente no Brasil, mais de 3.5 milhões de garrafas de seus espumantes. Já na Argentina e Uruguai a CHANDON detém mais de 50% de participação de mercado. A CHANDON de Mendoza abastece o mercado argentino e também exporta sua produção para outros países. Já a CHANDON do Brasil, abastece somente o mercado nacional. Os espumantes produzidos na Argentina não são enviados para o Brasil para não concorrer com a fábrica daqui e vice-versa. Na Austrália e nos Estados Unidos a CHANDON produz, além de espumantes, vinhos de excepcional qualidade. 

Você sabia? 
A Casa Chandon, localizada na cidade de Garibaldi, tem um moderno centro de visitas, onde é possível conhecer sua linha de produtos e desfrutar de uma vista privilegiada de seus vinhedos. Em seguida, os visitantes são convidados pelos enólogos da adega a descobrir a arte de elaborar espumantes naturais de excelência e, participando de degustações orientadas, a despertar e a compartilhar a paixão pelas borbulhas. 
Você sabe a diferença entre champanhe e espumante? O primeiro é uma denominação de origem imposta pela União Europeia, ou seja, só os vinhos produzidos na região de Champagne (na França) podem ter esse nome. Isso acontece também com os vinhos Asti (Itália) e os Cava (Espanha). Já espumante é o nome genérico da bebida. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Prazeres da Mesa), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/7/2014

22.10.13

LE BON MARCHÉ RIVE GAUCHE


Paris é uma cidade mágica. A Torre Eiffel, o museu do Louvre, a Avenida Champs-Élysées, o Arco do Triunfo, a estonteante Catedral de Notre Dame e muitas outras atrações, capaz de entreter os mais exigentes dos turistas. Acrescente a esta lista o LE BON MARCHÉ RIVE GAUCHE, a loja de departamento mais chique e sofisticada da cidade, um templo do consumo de bom gosto capaz de seduzir e deslumbrar até os menos consumistas. Afinal não é difícil sair de lá com uma gravata Gucci, uma bolsa Balenciaga ou delicioso sushi para comer em casa. 

A história 
Tudo começou em 1852 na cidade de Paris quando Aristide Boucicaut, filho de um fabricante de chapéus, resolveu transformar seu modesto comércio de rua às margens do rio Sena, em sociedade com os irmãos Paul e Justin Videau, em uma loja de departamento onde imperava a variedade de produtos, marcas e serviços e por onde se podia passear sem ser incomodado. Juntamente com os irmãos e com a ajuda do arquiteto Louis-Charles Boileau, responsável pela construção do prédio, ele criou o AU BON MARCHÉ (que significa algo como “um bom negócio”), um lugar perfeito para acompanhar assiduamente a vida cotidiana dos parisienses, com a elegância e o estilo que lhes é peculiar. Com uma diversificada seleção de objetos de design, elementos de gastronomia, artigos de beleza e o que havia de melhor na moda, Boucicaut conseguiu reunir as francesas e, por que não, os franceses, que não queriam mais andar pela cidade em busca de suas compras, em um novo local onde podiam experimentar, comprar ou apenas olhar as maravilhas e novidades do século.


Sua visão comercial apurada e psicologia do consumo lhe permitiu revolucionar um segmento no qual, a partir daquele momento, os produtos se apresentariam com rótulos que fixavam seu preço ou se ofereceria a possibilidade de mudar ou reembolsar um item se este “não agradasse” a seu comprador. Técnicas que atualmente parecem indispensáveis, e inclusive banais, para o comércio de uma forma geral, mas que naquela época era um desafio para o vendedor e uma tentação constante para os clientes. Outro ponto importante (e então inédito) foi instalar na loja um banheiro feminino. Para os homens, um departamento especial, uma espécie de lounge para que eles confortavelmente relaxassem e, na medida do possível, não reclamassem da demora das esposas. Também havia um espaço para roupas masculinas, serviços de barbeiro e de engraxate.


O fundador, segundo se vangloria a loja de departamento, foi também responsável por instaurar os primeiros descontos (liquidações) da história, quando lhe ocorreu a ideia de reduzir o preço das roupas para se livrar dos estoques altos. A esta prática ele batizou de “O mês branco de janeiro” e devido ao enorme sucesso, ele se arriscou também a estabelecer um calendário anual onde se sucedessem vendas, publicidade e descontos. Em relação á propaganda, artistas, desenhistas e cartunistas idealizavam fantásticos cartões-postais, cartazes e agendas, que serviam como anúncios publicitários. Em 1867, mais uma vez ele se revelou um inovador nas técnicas de vendas, possibilitando a todos os franceses, parisienses ou não, de figurar entre seus clientes, com o envio de 500 mil catálogos com mostras de tecidos e inaugurando assim a venda por correspondência.


A mesma obstinação que possuía esse visionário para vender a seus clientes tinha sua mulher, Marguerite, para melhorar as condições profissionais e pessoais de sua força de trabalho. Ela foi a responsável por uma obra social sem precedentes naquela época. Estabeleceu uma jornada de trabalho de 12 horas em vez de 16, aprovou as férias anuais e as permissões de maternidade, além de instaurar um plano de pensões. Em 1875 foi inaugurada uma galeria de arte, onde artistas podiam expor e vender suas obras para os clientes da loja. Em 1887, entre 15 mil e 18 mil mulheres, já que a clientela era essencialmente feminina, atravessavam as portas da loja de departamento, onde eram convidadas a entrar e experimentar os produtos dispostos deliberadamente sobre numerosas prateleiras. O histórico edifício da loja foi ampliado em 1896, com a supervisão do engenheiro Gustave Eiffel, que havia projetado a famosa torre que leva seu sobrenome.


Em 1984, o conglomerado de luxo francês LVMH comprou a loja de departamento mais antiga de Paris, acrescentou a seu nome o termo “Rive Gauche”, e deu prosseguimento a obra iniciada pelo casal Boucicault, que tinha assentado as bases do comércio e do consumo de massas. Uma nova e renovada gestão empresarial optou em 1988 por uma reestruturação dos 32.000m² do local. Os diferentes espaços passaram a ser concebidos como se fossem “formas de vida”, das quais surgiu, por exemplo, um “cinema da beleza” dedicado aos cosméticos, um “apartamento de moda” para as roupas femininas, uma intimista e imensa seção somente para lingeries, e até uma livraria e uma seção de móveis. Tud com conforto e bom gosto para oferecer mais de 30 mil produtos pensados para “todas as necessidades”.


Além disso, a loja de departamento mantém um fantástico espaço de 3.000m², conhecido como La Grande Épicerie de Paris, localizado do outro lado da rua, que oferece mais de 15.000 produtos diferentes entre alimentos e bebidas, selecionados nos quatro cantos do mundo. Os produtos são comprados todos os dias: mais de 200 tipos de queijos, peixes frescos, frangos, verduras, legumes, tudo diretamente do produtor. Isto sem contar iguarias raras e caras, geléias de champagne, biscoitos com sabores e formatos originais, seções inteiras dedicadas ao salmão, ao foie gras, ao caviar, chocolates, sorvetes, temperos e condimentos, e cortes de carnes (cujos preços fariam muitos adotarem uma alimentação vegetariana). Além de uma seleção de vinhos que está entre as melhores da Europa. Mais de 80 talentosos padeiros, confeiteiros e chefes de cozinha trabalham arduamente para deleitar os mais exigentes paladares, incluindo deliciosos macarons, que estão entre os melhores de Paris. É realmente um passeio gastronômico imperdível.


Localizada na fronteira entre o distrito 6 e 7 de Paris, a um passo da prestigiada Universidade da Sorbonne e da igreja de Saint-Germain-des-Près, a loja de departamento LE BON MARCHÉ RIVE GUACHE continua sendo ícone da elegância francesa, mais de 160 anos após sua fundação. Prova disto é que, para quem deseja pesquisar as tendências da moda, não há lugar melhor em Paris, afinal praticamente todos os estilistas renomados e marcas luxuosas desfilam seus produtos por suas prateleiras.


Para agradar aos brasileiros 
Em abril de 2013, para agradar os clientes brasileiros que cada vez mais desembarcam em Paris, a centenária loja de departamento de luxo criou uma exposição que celebrava a cultura do país através da moda, arte, gastronomia e design. Para realizar a exposição, LE BON MARCHÉ adquiriu US$ 2.25 milhões em produtos de empresas brasileiras para serem divulgados e comercializados. Batizada de “Le Brésil Rive Gauche”, a exposição oferecia alguns produtos bem conhecidos dos brasileiros. Por exemplo, uma sandália Havaianas era comercializado por €26. Já uma sandália da Melissa era vendida por €59.


A evolução visual 
Até 1989 a tradicional loja de departamento era conhecida como AU BON MARCHÉ. A partir deste ano, além de mudar seu nome para LE BON MARCHÉ e acrescentar a expressão “RIVE GAUCHE”, a marca apresentou uma nova identidade visual.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1852 
● Fundador: Aristide Boucicaut, Paul e Justin Videau 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Patrice Wagner 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1 
● Presença global: Não (presente somente na França) 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Varejo (loja de departamento) 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, calçados, cosméticos e alimentos 
● Concorrentes diretos: Galaries Lafayettes e Printemps 
 ● Ícones: O prédio onde a loja está instalada 
● Website: www.lebonmarche.com 

A marca na França
Hoje em dia a icônica LE BON MARCHÉ RIVE GAUCHE através de mais de 30.000m² oferece milhões de produtos de 1.400 marcas, incluindo Louis Vuitton, Dior, Chanel, entre outras, que se esparramam pelas araras e prateleiras da loja. Devido às festas de final de ano, os meses de novembro e dezembro correspondem a 40% das vendas da LE BON MARCHÉ. E quase metade de seu faturamento está atrelado aos clientes estrangeiros. 

Você sabia? 
Os dias preferidos dos turistas para visitar LE BON MARCHÉ são segunda, terça e quinta-feira. Para fugir das multidões e filas, evite essas datas e opte por quarta e sexta-feira ou pelo fim de semana. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Portal de Branding), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/10/2013

7.8.13

LORO PIANA


A italiana LORO PIANA é uma espécie de joia rara no segmento de alto luxo da moda. Reconhecida internacionalmente pelo esmero com que produz suas raras lãs e cashmeres para fabricar seus luxuosos ternos e sobretudos, a marca italiana ganhou a preferência dos bem vestidos em seu país natal e no restante do mundo, homens e mulheres que apreciam qualidade genuína, com discreta e sofisticada elegância. Um sucesso absoluto entre as grifes de luxo. Mas para poucos mortais. 

A história 
A história de uma das mais tradicionais marcas italianas começou no dia 24 de abril de 1924 quando Pietro Antonio Loro Piana, um comerciante de lã cuja tradição familiar no ramo data de 1.800, fundou uma modesta tecelagem batizada Ing Loro Piana & Co. em Quarona Sesia, na bucólica região do Piemonte, ao norte da Itália. Nas duas décadas seguintes, com esmero e a obsessiva preocupação com qualidade, a marca se estabeleceu como sinônimo de cuidado na seleção das melhores matérias-primas e referência na produção de tecidos leves, dentro de um país obcecado por moda e luxo. Com isso, conquistou a confiança de grandes marcas de luxo, que passaram a utilizar seus tecidos na confecção de peças nobres.


Foi somente após o término da Segunda Guerra Mundial que o sobrinho do fundador, Franco Loro Piana, assumiu o controle da empresa e a apresentou aos mercados internacionais, começando pela Europa, e iniciou a exportação dos raros tecidos e lãs. Na última década, já sob o comando da sexta geração da família, a LORO PIANA se expandiu mais fortemente, incluindo o lançamento de sua aclamada linha de vestuário, onde as coleções facilmente têm casacos, sobretudos, estolas ou ternos de caimento impecáveis que chegam ao valor de US$ 15.000. Essa linha de roupa também conta com uma coleção para crianças e adolescentes, além da esportiva, que engloba peças para equitação, iatismo, golfe, tênis e esqui. A marca também adotou, de forma tímida, o licenciamento, estampando a marca em uma luxuosa linha de óculos de sol.


Além disso, a marca decidiu investir na distribuição direta com a inauguração de lojas próprias nas principais capitais do mundo. E não parou por aí. Criou em 2006 a LORO PIANA INTERIORS (que oferece cortinas, toldos, tecidos para estofamentos, almofadas, roupas de cama e tapetes produzidos a partir das mesmas fibras naturais e raras, características da marca, como vicunha, cashmere, baby cashmere, além de linho, algodão, entre outros) e lançou uma linha de acessórios, composta por caríssimas bolsas femininas (que utilizam couro legítimo e são confeccionadas por habilidosos artesãos), bolsas de viagem e esportiva, gravatas, cintos, carteiras, luvas, calçados (claro, forrados com suas tradicionais lãs) e até um sofisticado Kit para viagem, que tem o caro e macio cashmere como matéria-prima principal, e contem uma máscara, um par de chinelos, um cobertor, um travesseiro e um apoio para pescoço.


Com o lançamento de sua linha de roupa, baseada nos mesmos elementos que construíram a reputação da marca, tecidos de primeiríssima qualidade e corte impecável, surgiram ícones como a jaqueta Roadster, criada para ser o uniforme da equipe de pilotos de automóveis clássicos patrocinada pela LORO PIANA, curta (na altura da cintura) e com cavas que asseguram a liberdade de movimentos. Outro ícone é o Windmate, espécie de parca dupla face com um lado de microfibra e outro de puro cashmere. Há ainda o suéter de cashmere, talvez o item mais representativo da LORO PIANA depois de seus impecáveis ternos.


Atualmente com seis fábricas na Itália, a marca ainda oferece seus atributos em outras frentes, como a personalização de interiores de iates de luxo e jatos executivos (batizado de Loro Piana in the Air and at the Sea). Há ainda outro serviço para poucos mortais. Um pacote de personalização completo que promete (e entrega) um mergulho profundo no lifestyle da badalada marca. Esta incrível experiência começa com o avião particular da família, que busca o cliente no seu país de origem. O primeiro desembarque acontece na sede da empresa, em Quarona. Ali, o cliente é recebido pessoalmente pelos irmãos Sergio e Pier Luigi (que hospedam o comprador em suas próprias casas) e decide, em conjunto, qual o tecido que será utilizado para confeccionar um terno. Definido esse detalhe, a cliente embarca novamente no jato privado rumo a uma das fazendas de criação da empresa. In loco, ele vai poder tocar nos animais e escolher a lã. De volta à Itália, é hora de se determinar a padronagem do tecido. O nome do cliente é bordado em uma etiqueta, que será costurada na lateral do rolo do pano. Desse tecido personalizado sairá o terno, cortado por um alfaiate exclusivo da marca. Custo da roupa? Difícil mensurar, mas a experiência toda sai por US$ 1.5 milhões.


Em meados de 2013 o conglomerado de luxo francês LVMH anunciou a aquisição da participação majoritária da empresa italiana de lã e cashmere de luxo por €2 bilhões. Apesar da compra, os irmãos Sergio e Pier Luigi, mantiveram a participação de 20% da empresa, bem como a gestão operacional da mesma. Ao se unir ao grupo LVMH, que reúne um dos mais valiosos conjuntos de Maisons de luxo do mundo, a LORO PIANA irá se beneficiar das sinergias excepcionais, preservando a sua herança tradicional.


A marca italiana realiza uma espécie de Copa do Mundo da lã, conhecida como Wool World Record Challenge Cup, onde criadores de ovelha em todo o mundo são desafiados e estimulados a produzirem a lã mais fina possível, ideal para os ternos e sobretudos refinados da marca. Em 2009, a lã vencedora foi produzida na Nova Zelândia, e, após ser comprada pela LORO PIANA, foi utilizada em uma coleção restrita de apenas 50 ternos, feitos sob medida, que chegaram a custar aproximadamente €15.000 cada.


Muito mais que detalhes e qualidade 
Um terno da LORO PIANA é muito mais do que um simples terno. É a mais pura representação de uma enorme tradição pautada na preocupação com a qualidade, que chega a limites impensáveis. Nos últimos anos, a marca italiana vem provocando uma revolução, subvertendo antigos valores e oferecendo ao mundo a possibilidade de tecidos cada vez mais exclusivos. Um exemplo disso é que a lã utilizada pela LORO PIANA em seus ternos e sobretudos têm origem controlada. Ela vem de ovelhas Highlander criadas em uma fazenda na Austrália, acreditem, com música clássica, estábulos com aquecimento central e alimentadas com grama orgânica e grãos selecionados. Tudo para obter a lã mais fina, macia e cara do planeta. Para ter uma ideia, um fardo de 93 quilos chega a custar US$ 230 mil. Ele é transformado em poucos cortes de tecido – aproximadamente 50 – para alguns dos ternos mais desejados do mundo. Na etiqueta, a garantia de origem, com o nome do produtor e a data da tosa das ovelhas, em uma classificação semelhante a dos grandes vinhos.


A fama da LORO PIANA está diretamente associada à qualidade de seus tecidos, produzidos com fios raros encontrados em rebanhos de ovinos nos quatro cantos do planeta. Da China e da Mongólia, por exemplo, é extraída a lã das cabras da raça hircus, ainda bebês, que é utilizada para a produção do baby cashmere. No Peru, uma fazenda de mais de dois mil hectares foi montada, em 2008, pelo pai dos atuais administradores para a criação de vicunhas (parente próximo da lhama). A espécie, então ameaçada de extinção, hoje está preservada e produz, em pequena escala, um valioso tipo de lã finíssima, antes reservada aos imperadores Incas. Da Oceania, a marca italiana compra ainda a lã merino, mais comum, para a confecção de ternos.


E na minúscula Myanmar, na Birmânia, vai buscar a fibra vegetal obtida do talo da flor de lótus (planta aquática de flores brancas e rosadas) para produzir um raro tecido. Neste caso o preciosismo impera. Isto porque são necessários 32 mil talos da flor, cuja fibra sagrada veste monges budistas, para confeccionar apenas um metro do pano. Por enquanto, o tecido está disponível somente em sua cor natural (cru), mas a empresa já está testando tingimentos e acabamentos para aumentar as opções de alfaiates e casas de moda interessadas no material, utilizado somente para o serviço de peças feitas sob medida. É justamente esse caráter de exclusividade que agrega alto valor à marca italiana.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 24 de abril de 1924 
● Fundador: Pietro Antonio Loro Piana 
● Sede mundial: Quarona, Itália 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente & CEO: Sergio Loro Piana 
● Faturamento: €631 milhões (2012) 
● Lucro: €97.9 milhões (2012) 
● Lojas: 137 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Tecidos, lãs, blusas, casacos e ternos 
● Concorrentes diretos: Brunello Cucinelli, Dormeuil, Brioni, Vitale Barberis e Ermenegildo Zegna 
● Ícones: As raras lãs e cashmeres 
● Slogan: The long journey of excellence. 
● Website: www.loropiana.com 

A marca no mundo 
Atualmente a LORO PIANA comercializa, além de uma completa linha de roupas (ternos, casacos, blusas de lã, cachecóis, pashminas, entre outros) e acessórios, tecidos, lãs e cashmeres para grifes de renome como Brioni e Christopher Lemaire e grandes varejistas como Brooks Brothers e J.Crew. A marca possui 137 lojas próprias espalhadas por grandes cidades da Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio. Apesar do mercado italiano ser responsável por 19% do faturamento da empresa, os 81% restantes são gerados no exterior, especialmente na Europa (27%), Ásia (30%) e América do Norte (22%). A venda de tecidos representa aproximadamente 32% do faturamento da empresa. 

Você sabia? 
A LORO PIANA é conhecida também como a “Hermès italiana”
A empresa é liderada pelos irmãos Sergio e Pier Luigi Loro Piana, a sexta geração da família no comando. 
É norma da empresa não revelar o nome de seus clientes nem o preço das peças personalizadas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 7/8/2013

17.3.11

MARC JACOBS


MARC JACOBS faz o que quer, inventa, arrisca, gera polêmica e, no fim, todos amam seu trabalho. Ex-diretor criativo da luxuosa Louis Vuitton, sua marca própria, MARC JACOBS, causa verdadeiro furor entre as celebridades, conseguindo agradar moderninhos e socialites sem perder sua veia underground. O sucesso é tanto, que antes mesmo de lançar uma nova coleção suas peças são aguardadas ansiosamente pelo público. 

A história 
Marc Jacobs, talvez o nome mais proeminente da moda fashion no mundo, nasceu no dia 9 de abril de 1963 em Nova York nos seios de uma família judia. Embora tenha sido criado em Nova Jersey, ele retornou a Nova York para cursar a New York High School of Art and Design, onde se graduou em 1981. Começou a ganhar destaque no mundo da moda quando ainda cursava a badalada Parsons School of Design. Isto porque ele desenhou suéteres em tamanho muito maior que os usuais para sua tese de conclusão do curso. Uma compradora da Charivari, uma tradicional butique feminina da cidade e onde Jacobs já havia trabalhado como estoquista quando tinha apenas quinze anos, gostou e decidiu produzir uma edição limitada dos suéteres. Começava então, de forma tímida, a carreira de um dos maiores e mais ousados estilistas que o mundo já conheceu.


Ainda em 1984, o estilista desenhou uma coleção para a empresa Reuben Thomas, sob a marca Sketchboock. Nessa época, juntamente com seu sócio e parceiro inseparável, Robert Duffy, ele fundou a Jacobs Duffi Designs, empresa responsável por cuidar de seus negócios. Somente em 1986 ele lançou sua primeira coleção feminina com a marca MARC JACOBS. No ano seguinte ele recebeu o conceituado prêmio de jovem estilista pela badalada The Council of Fashion Designers of America (CFDA). Tornou-se conhecido no mundo da moda em 1993, ao desenhar e apresentar uma coleção em estilo “grunge” (com elementos como estampas xadrez, tecidos em flanela e sobreposição), baseada no tipo de som e indumentária que vinha da cidade de Seattle, na costa oeste, onde grupos de rock como Nirvana e Soundgarden e meninos com bermudas até o meio dos joelhos revolucionavam os costumes locais, para a tradicional marca Perry Ellis, na qual trabalhava desde 1989 e da qual era diretor criativo, sendo imediatamente demitido por tamanha ousadia. Foi então que ele, ainda em 1993, resolveu fundar a Marc Jacobs International para cuidar dos interesses e expansão de sua marca nos Estados Unidos e em outros países.


Rapidamente assinou seu primeiro contrato de licença com uma empresa japonesa, e, em 1995, uma segunda coleção de prêt-à-porter feminino foi criada com o nome de Marc Jacobs Look, passando a ser distribuída no mundo todo. Pouco mais tarde, depois de anos só produzindo e criando moda para o público feminino, ele resolveu lançar sua primeira coleção masculina. Em 1997 inaugurou sua primeira loja própria no descolado bairro do SoHo em Nova York. Até então os produtos da marca eram encontrados somente em sofisticadas lojas de departamento. Apoiado por nomes importantes da moda, como Anna Wintour, a poderosa e temida editora-chefe da revista Vogue, que abriu suas páginas para suas criações, Jacobs conseguiu proeminência sozinho no mercado, recebendo diversos e importantes prêmios de moda nesta década.


Mas o grande desafio de sua carreira seria assumido ainda 1997 quando ele foi contratado como diretor artístico da tradicional marca francesa Louis Vuitton. Sob seu comando, a centenária Louis Vuitton foi reinventada, ganhando uma modernidade que foi instantaneamente aprovada pelas consumidoras. Transformou a LV em um ícone da moda de luxo, criou a linha de prêt-à-porter da grife; lançou coleções de sapatos, joias e relógios; integrou a arte como referência de suas coleções; e fez com que o faturamento da marca triplicasse em poucos anos. De roupas a acessórios e até a concepção das vitrines das lojas, o controle de Marc Jacobs era total na LV. Nos anos seguintes a ousadia do estilista, conhecido por não seguir as tendências universais da moda de cada estação, ficou cada vez mais evidente, como na coleção de 2004/2005, quando, ignorando o estilo safári seguido por outros grandes nomes do mercado, criou sua coleção baseada em um estilo completamente feminino com seus modelos desfilando entre 450.000 rosas na passarela. Marc Jacobs deixou a Louis Vuitton em 2013 para dedicar-se aos próprios negócios e a sua própria marca.


Nos últimos anos, o grupo LVHM, que passou também a ser proprietário da MARC JACOBS em 1997, expandiu e acelerou o processo de internacionalização da marca própria do estilista com a inauguração de várias lojas nas mais badaladas cidades do mundo (incluindo Paris, Londres, Tóquio, Madri, Chicago, Moscou, Dubai, Doha, Seul, Beijing e Jacarta), além de ampliar consideravelmente o portfólio de produtos, que agora englobam desde perfumes, relógios, óculos e acessórios diversos até uma sofisticada linha de roupas para crianças. Outra estratégia da marca MARC JACOBS foi acelerar a abertura de unidades dentro de sofisticadas lojas de departamento na região asiática e no Oriente Médio.


Em 2013, a estilista resolveu se dedicar apenas as suas marcas próprias. Jacobs iniciou então grandes mudanças, não somente na linha de produtos como também na imagem de suas marcas. Para isso ele contratou Katie Hillier e Luella Bartley para assumirem os cargos de diretora criativa e diretora de estilo da Marc by Marc Jacobs (agora conhecido como MBMJ). Ao longo de todos esses anos Marc Jacobs conquistou uma reputação tão alta que, em abril de 2010, a revista TIME apontou o estilista como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Afinal, tudo o que leva o nome Marc Jacobs em pouco tempo se torna cobiçado.


A linha do tempo 
1996 
Lançamento da primeira coleção masculina da marca. 
2001 
Lançamento da Marc by Marc Jacobs, uma segunda linha de roupas e acessórios mais jovem e acessível. 
Lançamento do perfume feminino Marc Jacobs by Marc Jacobs. 
2004 
Lançamento do perfume feminino BLUSH
Inauguração de sua primeira loja multimarca, localizada na cidade de Boston. Essa loja vendia produtos de todas as marcas do estilista sob um mesmo teto pela primeira vez. 
2005 
Inauguração de três novas lojas na cidade de Los Angeles e uma unidade localizada dentro do luxuoso shopping Bal Harbour em Miami na Flórida. 
Lançamento da primeira coleção de relógios, em parceria com a Fossil. 
2006 
Inauguração em janeiro da primeira loja própria no continente europeu, localizada na Palais Royal em Paris. 
2007 
Lançamento da LITTLE MARC JACOBS, uma completa linha de roupas e acessórios para crianças (meninas e meninos). 
Inauguração da primeira loja da marca em Londres. 
Lançamento da primeira coleção de óculos. 
Lançamento em setembro do perfume feminino DAISY
2008 
Lançamento da primeira coleção de moda praia. 
Lançamento de edições limitadas de várias fragrâncias da marca. 
Inauguração de lojas próprias em cidades como Chicago, Paris Madri, Istambul e Atenas. 
2009 
Lançamento da primeira coleção de moda praia para crianças. 
Lançamento do perfume feminino LOLA
Inauguração de lojas próprias em Milão e São Paulo. Com quase 400 m², a loja de São Paulo abrigava as linhas Marc Jacobs Collection e Marc by Marc Jacobs, mas fechou as portas em 2014. 
2010 
Lançamento do BANG, novo perfume masculino da marca, uma ousada combinação “apimentada”, que reúne pimenta branca e preta, além de base amadeirada, notas de vetiver, musgo branco e patchouli. Como não poderia faltar polêmica, a campanha de lançamento foi estrelada pelo próprio Marc Jacobs, que ousadamente aparecia nu para a divulgação de seu novo perfume. 
2012 
Lançamento do perfume feminino DOT, cujo frasco é ornamentado com joaninhas de acrílico. 
2013 
Lançamento do HONEY, uma fragrância floral, ensolarada, feliz e enérgica. O frasco do perfume possui simpáticas abelhas de acrílico. 
2014 
Lançamento de uma linha de produtos voltados para a beleza masculina. Aproximadamente um ano depois do primeiro lançamento e da abertura da loja loja exclusiva para vender maquiagens da sua marca, foram apresentados três produtos voltados para os homens: um gel anti-fadiga para a área dos olhos, um condicionador para lábios e um gel para modelar sobrancelhas. 
Inauguração em Nova York da loja DAISY MARC JACOBS TWEET SHOP, cujo ousado conceito aposta em novas tendências tecnológicas. Isto porque, os clientes ao tirarem fotografias e postarem mensagens com a #MJDaisyChain, recebem produtos e brindes da marca MARC JACOBS, que incluem desde perfumes a colares. A melhor foto de Instagram do dia recebe uma bolsa.


A evolução visual 
Recentemente a identidade visual da marca passou por uma reformulação. Adotou uma tipografia de letra mais fina e sofisticada, além da cor preta.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1984 
● Fundador: Marc Jacobs e Robert Duffy 
● Sede mundial: New York City, New York 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● CEO: Bertrand Stalla-Bourdillon 
● Diretor criativo: Marc Jacobs 
● Faturamento: €800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 300 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, bolsas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Tom Ford, Chloé, Gucci, Dior, Chanel e Prada 
● Ícones: O próprio Marc Jacobs 
● Website: www.marcjacobs.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca MARC JACOBS vende seus produtos, que incluem desde roupas, calçados, bolsas e acessórios até perfumes, relógios e óculos, através de uma rede com mais de 250 lojas próprias e nas principais e mais sofisticadas lojas de departamento em 80 países ao redor do mundo. O país que possui mais lojas da marca é o Japão com 71 unidades. A MBMJ (Marc by Marc Jacobs) representa mais de 70% do volume de negócio da empresa. A marca tem uma linha com mais de 50 formatos de perfumes (do spray clássico a opções modernas como rollerball, além de inúmeras edições limitadas). 

Você sabia? 
O polêmico estilista é constantemente visto utilizando um kilt (um saiote masculino escocês), que segundo ele próprio, virou uma espécie de “seu uniforme”. 
Marc Jacobs já foi internado por conta da dependência de drogas e álcool em 2007. Recuperou-se, apresenta o corpo malhado e com mais de 30 tatuagens. 
Durante anos o estilista manteve relacionamento com o brasileiro Lorenzo Martone, com quem chegou a trocar até alianças. Atualmente o estilista namora o mineiro Harry Louis, um ex-ator de filmes pornôs. 
Jacobs ficou em primeiro lugar entre os 10 estilistas mais bem pagos de 2014 segundo a People With Money, com US$ 58 milhões calculados em rendimentos combinados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/4/2014

27.7.06

GIVENCHY


Givenchy foi mais do que um estilista, foi uma lenda no universo da moda. Seu nome está atrelado à sofisticação e ao requinte, ao corte perfeito, ao equilíbrio, acima de tudo. A extrema elegância sempre foi a principal marca das criações clássicas de Hubert de Givenchy, um francês reconhecido mundialmente por seu trabalho coerente e requintado, e cuja marca é sinônimo de alto luxo. Casual chique, elegância aristocrática e feminilidade, tudo combinado no mundo atemporal da grife GIVENCHY. 

A história 
O estilista Hubert James Marcel Taffin de Givenchy (foto abaixo) nasceu no dia 20 de fevereiro de 1927 na pequena cidade francesa de Beauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, quando foi visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo ser um proeminente advogado. Não houve tempo para cursar direito. Aos 17 anos ingressou na Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou como assistente com grandes nomes da moda como Jacques Fath, Robert Piguet, Lucien Lelong, Pierre Balmain e, mais tarde, em 1949, foi braço direito de Elsa Schiaparelli. Esse contato direto com grandes mestres propiciou toda a experiência necessária para que ele pensasse em abrir seu próprio negócio.


Foi então que o estilista, no dia 2 de fevereiro de 1952, aos 24 anos de idade, inaugurou sua própria Maison, localizada no número 8 da Rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, a oeste de Paris. E o reconhecimento foi quase imediato, fazendo soprar um vento de renovação, adaptado às novas exigências das mulheres elegantes, após anos de um monopólio quase absoluto de Christian Dior e seu New Look. Muitas das criações de Givenchy eram feitas com tecido de camisaria. Em sua primeira coleção apresentou a blusa Bettina, uma homenagem à modelo Bettina Graziani, nome da sua principal diva e também relações públicas da marca alguns anos mais tarde, e que foi uma de suas criações de maior sucesso. A blusa tinha a gola larga e aberta, e mangas que terminavam em babados de bordado inglês. Com este sucesso, a fama de Givenchy se consolidou. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto - e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. No ano seguinte abriu sofisticadas lojas em cidades como Buenos Aires, Roma e Zurique. Suas criações eram luxuosas e cheias de estilo, com nítida influência do estilista Cristóbal Balenciaga, e Givenchy jamais negou que o trabalho do mestre espanhol o inspirava. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972.


Foi também em 1953 que Hubert de Givenchy conheceu a sua verdadeira musa inspiradora, a atriz Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz americana é a do filme Bonequinha de Luxo (1961), de Blake Edwards, com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas. “As roupas dele são as únicas nas quais me sinto eu própria. É muito mais que um estilista, é um criador de personalidade”, costumava dizer a atriz. E ele respondia “Com o tamanho que ela tinha, qualquer coisa lhe caia bem”. Além de Audrey Hepburn, ele vestiu outras personalidades poderosas como Dolores Guinness, Greta Garbo, Elizabeth Taylor, Marlene Dietrich, Jane Fonda, Jacqueline Kennedy, Grace Kelly e a duquesa de Windsor, representantes também de inquestionável elegância e glamour.


Durante os anos de 1950, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma de saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Ainda em 1953 um vestido de Givenchy foi parar na capa da influente revista Elle. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminina, intitulada “Givenchy Université”, em 1954, uma verdadeira democratização da roupa de alta qualidade. Em 1956, mais uma vez quebrou as regras e se tornou o primeiro estilista a apresentar as suas coleções simultaneamente a clientes e à imprensa. Em 1957, lançou o seu primeiro perfume feminino, chamado L’Interdit, em homenagem a atriz Audrey Hepburn, que emprestou seu rosto para a campanha publicitária do produto. Nos anos seguintes o estilista apresentou grandes novidades, como por exemplo, em 1959 ao lançar Monsieur Givenchy, seu primeiro perfume masculino; em 1961 com a mudança de sua Maison para a pomposa Avenida George V; e, em 1969, ao ingressar para o universo da moda masculina com o lançamento da linha “Gentleman Givenchy”. Nos anos seguintes a grife iniciou uma enorme diversificação de produto com o lançamento de uma coleção de óculos, tecidos para móveis, toalhas de mesa, gravatas, sapatos e até joias. Givenchy marcou a década de 1980 com a utilização de tecidos com estampas inspiradas em artistas como Miró, Matisse e Bérard.


Apesar do sucesso e do glamour da marca, a Maison se encontrava com sérios problemas financeiros, o que culminou com sua venda, em 1988, para a também francesa Louis Vuitton. A coleção de perfumes já havia sido vendida para a Veuve Clicquot em 1981, que depois seria comprada pela LV e formaria o poderoso conglomerado de luxo LVMH, atual proprietário da GIVENCHY. O estilista francês se despediu das passarelas no dia 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fileira. Foram convidados apenas amigos pessoais, estilistas e principais clientes. A aposentadoria de Monsieur Hubert abriu caminho para uma total reformulação da GIVENCHY como grife, com a contratação de John Galliano, depois Alexander McQueen e, por último, Julien MacDonald - três jovens, britânicos, teatrais e nada convencionais. Galliano teve uma passagem rápida em 1996 e pouco depois foi para a Christian Dior, cedendo espaço para o então recém-descoberto talento de McQueen, eleito na mesma época o melhor estilista do ano pelo Conselho Britânico de Moda, tornando-se o “queridinho” da mídia especializada. Em março de 2001, MacDonald fez sua elogiada estreia, com uma coleção que fundiu harmoniosamente a jovialidade e a extravagância de seus dois predecessores com a feminilidade e a sofisticação de Hubert de Givenchy.


Finalmente, em 2005, foi anunciada a chegada do italiano Riccardo Tisci à GIVENCHY, com a esperança de manter viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio de uma das maiores grifes da alta-costura. Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”. Em março de 2008 a marca inaugurou sua nova loja-conceito na Faubourg Saint-Honoré, ou seja, na rua mais chique de Paris, apresentando o novo espírito da marca que equilibrava espaço e privacidade. Na época, os especialistas acreditavam que a nova loja poderia render aproximadamente €6 milhões durante o primeiro ano. Tudo em um momento que a GIVENCHY estava comemorando o retorno à lucratividade e o aumento das vendas. Em 2010, a GIVENCHY estarreceu milhões de pessoas e quebrou paradigmas ao lançar uma célebre campanha estrelada por Lea T (filha do ex-jogador brasileiro Toninho Cerezo), a primeira modelo transexual que irrompeu no mundo da moda.


Em 2017 a GIVENCHY anunciou como diretora-artística a bela britânica Clare Waight Keller, cujo sucesso na sofisticada Chloé foi marcado por sua capacidade de entregar roupas desejáveis e sapatos e bolsas memoráveis. A designer foi a primeira mulher a assumir a direção criativa da GIVENCHY e trouxe enorme exposição mundial para a marca ao assinar o vestido de Meghan Markle no casamento real com o príncipe Harry, que aconteceu no dia 19 de maio de 2018. Além disso, os vestidos das damas de honra também foram criados por Keller e o sapato da noiva foi baseado em um modelo da GIVENCHY. Nos últimos anos atrizes como Cate Blanchett, Rooney Mara, Julia Roberts, Jessica Chastain e Amanda Seyfried se tornaram clientes do círculo íntimo de relação com a marca francesa, assim como a artista Marina Abramovic, a supermodelo Gisele Bündchen e a ex-editora-chefe da Vogue, Carine Roitfeld.


A linha do tempo 
1970 
Lançamento do perfume feminino GIVENCHY III, com o famoso slogan “Who knows why we remember a woman and not another one? Givenchy III gives memory to men”
1975 
Lançamento do perfume masculino GIVENCHY GENTLEMAN
1980 
Lançamento do perfume feminino L’EAU de GIVENCHY
1984 
Lançamento do perfume feminino YASATIS, tendo como garota-propaganda a modelo Carla Bruni, que chegou a ser a primeira-dama francesa. 
Lançamento de duas linhas esportivas: GIVENCHY KNITWEAR e GIVENCHY LIFE
1986 
Lançamento do perfume masculino XERYUS
1989 
Criação da divisão GIVENCHY BEAUTÉ para comercializar linhas de cosméticos e maquiagens. O primeiro lançamento da linha foi PRISME, sombra com uma combinação rara de quatro cores para um resultado personalizado e elegante e cuja tradicional embalagem representava o famoso logotipo 4G da marca.  
Lançamento da SWISSCARE for GIVENCHY, uma linha de produtos para a pele. 
1990 
Inauguração da primeira boutique masculina da grife em Paris. 
1991 
Lançamento do famoso perfume feminino AMARIGE, um dos ícones da marca francesa. 
Inauguração do primeiro SPA GIVENCHY, próximo a Paris. A grife francesa foi pioneira no segmento de SPAS de luxo e possui atualmente unidades localizadas nas Ilhas Mauritius, Shirai (Japão), Montreal (Canadá), Mônaco e Montreux na Suíça. Todos apresentam salas de tratamento espaçosas e aconchegantes com vista para paisagens únicas, banhadas por luz natural. 
1996 
Lançamento do perfume feminino ORGANZA
1998 
Lançamento do perfume masculino PI by GIVENCHY
2002 
Lançamento do perfume masculino GIVENCHY POUR HOMME
2003 
Lançamento do perfume VERY IRRÉSISTIBLE GIVENCHY, tendo em sua campanha o rosto da atriz Liv Taylor. A versão masculina do perfume seria lançada dois anos depois.
2005 
Lançamento da GIVENCHY LE MAKEUP, uma linha de maquiagem extremamente chique e moderna com cores inovadoras e novas fórmulas, que permitiam total controle sobre os efeitos na pele. 
Lançamento do perfume feminino MY GIVENCHY
2006 
Lançamento do perfume feminino ANGE ou DÉMON, personificado pela bela Marie Steiss, filha do ex-primeiro ministro francês Dominique de Villepin. 
Lançamento do perfume feminino ABSOLUTELY GIVENCHY
2008 
Lançamento do perfume masculino π NEO, uma releitura do PI, lançado há mais de 10 anos. A embalagem futurista foi criada pelo designer Serge Mansur, que se inspirou na forma de uma pirâmide – o frasco não é exatamente triangular – e sim um quadrado com um corte no meio com um metal prateado nas bordas. O líquido da fragrância tem um tom azul acinzentado e é leve e fresco, além de fixar muito bem na pele. 
Lançamento do perfume masculino PLAY
Lançamento do GIVENCHY LE SOIN NOIR, um novo creme para rejuvenescimento que leva em sua formulação um ingrediente exótico: seiva de alga negra. O produto protege o DNA das células contra a radiação, além de refazer a conexão entre elas, combatendo os sinais de envelhecimento. 
Lançamento do PHENOMEN’EYES, uma máscara com um novo aplicador esférico para um efeito fenomenal no olhar. Evita que os cílios fiquem com efeito pegajoso, pois seu aplicador distribui uniformemente sua fórmula à base de ceras fluídas que permitem uma fácil aplicação. 
2010 
Lançamento do perfume feminino EauDemoiselle, uma nova fragrância dedicada às jovens mulheres, que procuram um perfume sensual e com personalidade. 
2011 
Lançamento do perfume feminino DAHLIA NOIR, que se tornou um enorme sucesso. 
2013 
Lançamento do perfume masculino GIVENCHY GENTLEMAN ONLY. Para a nova fragrância, a marca propôs um perfume amadeirado mais moderno. 
Lançamento do LE ROUGE GIVENCHY, mais do que um batom, é um novo acessório atemporal. A embalagem luxuosa é envolta por couro e inspirada na alta-costura.
2014 
Lançamento do perfume feminino DAHLIA DIVIN. Os cuidados podem ser vistos em todas as etapas, desde a concepção da fórmula assinada pelo renomado perfumista François Demachy, e na qual se destacam acentos florais amadeirados, até a escolha da atriz e cantora americana Alicia Keys, que emprestou sua beleza para a campanha de lançamento. 
2017 
Lançamento da primeira linha infantil da marca francesa (para bebês e crianças de até 12 anos), composta por 130 itens, versões de algumas das peças mais icônicas da grife, como o tricô oversized, os moletons com capuz, as jaquetas bomber e as botas pesadas. Mesmo antes de anunciar uma linha infantil, a grife já fazia roupas para uma lista estrelada de clientes, encabeçada por North West, filha de Kim Kardashian e Kanye West, e Blue Ivy, filha de Beyoncé e Jay Z. 
2018 
Lançamento da linha de batom LE ROUGE LIQUIDE, com 12 cores intensas que em uma única aplicação hidrata os lábios. A textura é cremosa e desliza facilmente através dos lábios, garantindo um acabamento aveludado.


Os ícones 
Givenchy é considerado um dos nomes mais importantes e influentes que a moda já conheceu, deixando um legado de sofisticação e inovação como: 
● A blusa Bettina (inspirada em sua principal modelo, Bettina Graziani), uma camisa branca com babados nas mangas e peças coordenáveis. 
● O pretinho básico de corte reto, usado por Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Luxo. Talvez o vestido preto mais famoso do mundo. 
● O vestido “chemisier” em forma de saco, largo na parte superior e justo na bainha, lançado em 1957. 
● O casaco balão, criado em 1958. 
● Vestidos tipo envelope, transpassados, criados em 1966.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O famoso logotipo da grife, chamado de 4G (pois é composto por quatro letras G, que formam um quadrado) foi criado em 1970 por Pierre Dinand. Após passar por mais uma modificação (onde a tipografia de letra foi afinada e a palavra Paris adicionada abaixo do nome), mais recentemente a marca simplificou seu logotipo, que ganhou uma tipografia de letra mais encorpada. O tradicional símbolo 4G continua em uso em seus produtos, especialmente na GIVENCHY BEAUTY, sua linha de cosméticos, maquiagens e perfumes.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 2 de fevereiro de 1952 
● Fundador: Hubert de Givenchy 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● CEO: Philippe Fortunato 
● Diretor criativo: Clare Waight Keller 
● Faturamento: €250 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 60 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, bolsas, cosméticos e perfumes 
● Concorrentes diretos: Chanel, Christian Dior, Prada, Gucci, Valentino, Hermès, Burberry e Guerlain 
● Ícones: A blusa Bettina, o vestido “saco” e o perfume Amarige 
● Website: www.givenchy.com 

A marca no mundo 
A sofisticada GIVENCHY tem seus produtos vendidos em mais de 60 lojas próprias da grife, além de centenas de pontos de venda dentro das mais renomadas lojas de departamento do mundo e de outras lojas localizadas nos lugares mais badalados do planeta. A Europa responde por mais de 40% do faturamento anual da grife, estimado em €250 milhões. Já o Brasil figura entre os 10 maiores mercados da marca no mundo. 

Você sabia? 
No dia 10 de março de 2018, faleceu aos 91 anos, Hubert De Givenchy, uma verdadeira lenda da alta-costura. Segundo seu companheiro, Philippe Venet, Givenchy morreu dormindo, no castelo onde moravam, perto de Paris. Seu desenho influenciou no guarda-roupa da Rainha Elizabeth II, e de muitos nomes da alta sociedade americana. 
Todas as mulheres da família Kennedy usaram GIVENCHY no funeral do ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, assassinado em 1963. O vestido da viúva, Jacqueline Kennedy, foi enviado às pressas de Paris para a ocasião. Comenta-se que, na época, o ateliê de GIVENCHY tinha um tipo de tecido especial para cada mulher da família Kennedy. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Elle e Vogue), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 21/5/2018