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31.3.23

TAITTINGER


Champanhe é o rei absoluto quando se pensa em vinhos espumantes. Nesta seleta corte, encontra-se uma marca icônica: a Taittinger. Como o compromisso da prestigiada marca francesa sempre foi com a qualidade e a busca da excelência, com o propósito de oferecer ao cliente um champanhe único, a Taittinger se tornou um ícone no segmento. Reconhecida mundialmente por sua qualidade e sofisticação únicas, é uma das marcas de champanhe mais presentes em casamentos ao redor do mundo. 

A história 
Se existe uma coisa que a Taittinger tem, é uma história envolvente. Pierre-Charles Taittinger, o criador da marca, descobriu os vinhedos de champagne de Reims quando era um jovem oficial de cavalaria durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1932, ele comprou o Château de La Marquetterie do produtor de champanhe Forest-Fourneaux. A vinícola era uma das mais importantes e contava com adegas de 18 metros de profundidade. Ela foi construída em 1734, pelos monges beneditinos, que também levantaram ali a abadia de Saint Nicaise. Na verdade, Charles conheceu a região vinícola enquanto lutava pelo exército francês. Após sofrer ferimentos em combate, ele foi transferido para o Château de la Marquetterie, propriedade de extrema importância para a produção de vinhos espumantes que estava sendo usada como posto de comando durante o conflito. Na época, ele prometera que, se sobrevivesse, compraria a propriedade para sua família. Além de adquirir as vinícolas e o Château de la Marquetterie, Pierre “herdou” o savoir-faire dos monges beneditinos.
   

A família Taittinger, porém, era comerciante de vinho há mais de 50 anos antes de entrar na produção de champanhe. O primeiro champanhe lançado por Tattinger se chamava Les Folies de la Marquetterie (produzido até hoje), um single-vineyard feito a partir do vinhedo do château, que foi plantado pelo monge beneditino Jean Oudart, colega de Dom Pérignon (conheça essa outra marca aqui). Nos anos seguintes, ele comprou centenas de hectares de vinhedos nas melhores áreas produtoras de Champagne, aproveitando o baixo preço das terras causado pela crise econômica de 1930.
   

François Taittinger, terceiro filho do fundador, homem com espírito visionário e audacioso, administrou a empresa a partir de 1945. Muito jovem - tinha apenas 20 anos quando assumiu a direção dos negócios - ele batizou a marca com o nome da família e lançou as bases do que se tornaria o grupo familiar Taittinger. Partiu dele também a ideia de ter a Chardonnay como variedade de uva dominante da marca, antecipando o que os consumidores do século 20 tanto apreciariam: um champanhe que reunisse atributos como requinte, leveza e elegância. Nascia ali o estilo Taittinger. A estratégia se mostrou acertada, pois, com essa bebida, a marca ganhou reputação mundial e começou a ser exportada para diversos países.
   

Em 1949, a marca Taittinger adotou o slogan “Sellers of happiness” (em português algo como “vendedores de felicidade”) ao divulgar seu notável champanhe, que começaria ser comercializado nos Estados Unidos em 1951. Devido à sua localização privilegiada - a marca ocupa um dos melhores hectares para o cultivo de uva - Taittinger se consagrou como sinônimo de qualidade e, em 1950, passou a fazer parte da União das Casas de Champagne. Esse sindicato inclui 76 dos melhores produtores da bebida.
   

Em 1952 surgiria a grande joia da coroa da marca francesa: Taittinger Comtes de Champagne, a cuvée prestige (nome dado ao melhor champanhe da casa, normalmente safrado). Essa grande estrela é uma das maiores referências de champanhe Blanc de Blancs, isto é, feito unicamente a partir das uvas Chardonnay. Para esta linha são utilizados apenas 5 vinhedos (em Avize, Chouilly, Cramant, Oger, Mesnil-sur-Oger), todos classificados como Grand Cru. Cerca de 5% do vinho base estagia por cinco meses em barris de carvalho e reforça a estrutura da Chardonnay. O Comtes de Champagne Blanc de Blancs e seu irmão na versão Rosé, são amadurecidos na sede da vinícola, a Abadia Saint-Nicaise, cujas caves, escavadas no solo calcário a 18 metros abaixo da superfície, criam condições ideias de temperatura e umidade para a lenta e gradual evolução desta cuvée especial da Taittinger. Desde seu lançamento em 1952 foram produzidas pouco mais de 35 safras de Taittinger Comtes de Champagne.
   

Após a morte de François Taittinger num trágico acidente de carro, em 1960, seu irmão mais novo, Claude, assumiu a empresa, transformando a Taittinger em uma casa de champanhe de renome mundial. Pierre Taittinger e dois de seus filhos, François e Claude, se revezaram no comando da empresa até 2005, quando a vinícola foi comprada pelo grupo de hotelaria Starwood Hotel. Porém, a nova gestão durou apenas um ano, quando Pierre-Emmanuel Taittinger, sobrinho de François Taittinger, capitaneou o fundo familiar, com o apoio financeiro do banco Nord Est Crédit Agricole, e recomprou a vinícola no dia 31 de maio de 2006, em uma operação que, especula-se, superou €600 milhões e também incluiu o Domaine Carneros, conhecido produtor de espumantes na Califórnia que Claude Taittinger havia inaugurado no ano de 1987.
   

Em 2016, a marca lançou mais uma edição da Taittinger Collection: champanhe em edição limitada assinada pelo renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Essa coleção, criada por Claude Taittinger em 1983, tinha como objetivo estabelecer fortes laços com vários artistas da arte contemporânea de renome mundial, para mostrar seus talentos através das garrafas de seus champanhes Grands Crus Vintage. A primeira versão dessa série, lançada em 1983, trouxe o pintor e escultor húngaro, radicado na França, Victor Vasarely, considerado o pai da “OP ART”. Desde então, desfilaram suas artes pelas garrafas do champanhe Taittinger artistas como o surrealista francês André Masson e o artista pop americano Robert Rauschenberg. O conceito de unir a arte aos lançamentos produtos provou ser um sucesso o que fez a marca francesa manter o conceito para comemorar suas safras especiais.
   

Uma das maiores e mais distintas marcas de champanhe do mundo, a Taittinger, é uma das poucas casas de champanhe da França que há quase um século continua nas mãos da mesma família. Dona de clássicos, como o cuvée Comtes de Champagne, que fazem parte da wish list dos amantes da bebida, a Taittinger é uma das joias da cidade de Reims. Vale ressaltar, que a BestChampagne, publicação especializada, destaca que a Taittinger prolonga o período de envelhecimento de seus champanhes além do tempo mínimo legal - três a quatro anos para o Brut Réserve e quase dez para o cuvée Comtes de Champagne. Esse processo apurado garante mais qualidade e estilo à bebida, tornando a especial.
  

A qualidade indiscutível 
O vinhedo da família Taittinger atualmente cobre uma área de 288 hectares, o terceiro maior da região de Champagne, o que faz dela também a terceira maior Maison de champanhes do mundo. No vinhedo, 37% da área plantada são videiras de Chardonnay, 48% de Pinot Noir e 15% de Pinot Meunier, que se destacam entre as melhores uvas da denominação de Champagne. As videiras são cultivadas com as mais modernas técnicas agrícolas e também métodos de cultivo orgânico. Aproximadamente 45% das uvas utilizadas no processo de produção do champanhe são de videiras próprias, o que é importante para manter o rigoroso controle de qualidade da bebida. Os champanhes amadurecem em caves a 18 metros de profundidade, incrustadas na terra calcária, o que traz singularidade ao sabor dos champanhes Taittinger. Os excepcionais Comtes de Champagne Blanc de Blancs e Comtes de Champagne Rosé (o mais raro da marca) são armazenados em túneis de quatro quilômetros de comprimento e 18 quilômetros de profundidade. Originalmente erguida por romanos, essa construção cria as condições perfeitas para que o champanhe possa maturar por décadas e adquirir seu sabor inigualável. Apenas cinco marcas no mundo inteiro utilizam essa técnica.
  

Tradicional e mundialmente conhecida, a marca Taittinger se apresenta no mercado nas versões Brut Réserve, Brut Milésimé, Prestige Rosé (que tem o toque das frutas vermelhas), Demi-Sec, Nocturne (que passou por período de maturação nas caves), Prélude Grands Crus e Comtes de Champagne - Blanc de Blancs e Rosé (este último feito de uma mistura de 70% Pinot Noir e 30% Chardonnay, que oferece bolhas extraordinariamente delicadas e uma mousse fina). A marca tem grande presença de uvas Chardonnay em seus champanhes. Até mesmo sua cuvée de entrada, a Brut Réserve, leva 40% de Chardonnay (mínimo de três anos de repouso nas caves antes de ir ao mercado), proporção incomum na categoria e que reforça o sentido de elegância da Taittinger. Essa diferença torna o champanhe Tattinger fácil de beber, surpreende no paladar e é perfeito para casamentos, em que há diferentes idades e gostos.
  

O marketing 
A estratégia de marketing da marca francesa constantemente busca novas e prestigiadas parcerias em todo o mundo. Escolhida pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) como a marca de champanhe oficial da Copa do Mundo desde 2014, a Taittinger levou sua tradição e elegância para o campeonato mundial que aconteceu no Qatar em 2022. Para esta edição, a Taittinger reuniu a emoção e magia que o champanhe e o futebol compartilham em uma garrafa vestida em tons dourado e bege. A criação do rótulo foi inspirada nas cores que cercam o emirado, bem como às tonalidades do troféu da Copa do Mundo, e na ondulação das dunas do Qatar, que se assemelham aos fios sinuosos das borbulhas de champanhe.
  

Outra importante estratégia de marketing da marca francesa foi associar seu champanhe a James Bond, o espião inglês que se tornou um ícone da literatura e do cinema mundial, cujos gostos são conhecidos (e imitados) mundo a fora. E como amante do bom gosto, James Bond não poderia deixar de ser mais um fã dos champanhes Taittinger, sendo seu favorito nos livros de Ian Fleming. Já no cinema, a marca francesa foi mencionada pela primeira vez no filme Da Rússia com Amor (1963). Essa exposição e endosso foram de suma importância para alçar a Taittinger mundialmente como um produto sofisticado e de luxo.
   

A evolução visual 
O logotipo da Taittinger é mais sobre evolução do que revolução. Reflete os valores da marca de qualidade, sofisticação e requinte. Como todos os líderes da indústria de champanhe, Taittinger tem um logotipo clássico, refletindo elegância atemporal. O logotipo da Taittinger tem um emblema semelhante a um brasão. O símbolo consiste na expressão “Sigill Theubaldi Comitis Campanie et Brie Palatini” (algo como “Selo de Thibaut Conde de Campanie, Brie e Palatin”) em fonte estilizada usada como selo em dois círculos concêntricos com um cavaleiro de armadura no centro em um cavalo com uma bandeira cruzada e segurando uma espada e escudo. Ao longo dos anos esse logotipo passou por remodelações, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
#TheInstantWhen. (2019) 
L’instant Taittinger. (1988) 
Anything else is just champagne. (1985) 
Sellers of happiness. (1949)
   

Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1932 
● Criador: Pierre-Charles Taittinger 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: Taittinger CCVC 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Pierre-Emmanuel Taittinger 
● CEO: Vitalie Taittinger 
● Faturamento: €155.9 milhões (2022) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes 
● Concorrentes diretos: Moët & Chandon, Pol Roger, Mumm, Veuve Clicquot, Perrier Jouët, Pommery, Piper-Heidsieck, Louis Roederer, Lanson e Bollinger 
● Slogan: L’instant Taittinger. 
● Website: www.taittinger.com 

A marca no mundo 
Com produção anual de aproximadamente 7 milhões de garrafas, número que faz com que a marca esteja entre as cinco maiores produtoras da bebida, a Taittinger vende sua prestigiada linha de champanhes em mais de 150 países ao redor do mundo. A Taittinger, cujo faturamento anual é de €155.9 milhões (dados de 2022) com aproximadamente 75% das vendas fora da França, tem sua em Reims, conhecida como “Ville des Sacres” (Cidade Sagrada) devido ao grande número de reis da França que foram coroados na famosa Catedral de Notre Dame de Reims, entre os anos de 1027 e 1825. 

Você sabia? 
Em 1967, Claude Taittinger, criou o Prix Pierre Taittinger, uma competição internacional de gastronomia, conhecida popularmente como “Everest da culinária”, devido ao seu alto nível de dificuldade. A disputa revelou importantes nomes da gastronomia, como Joël Robuchon e Pierre Troisgros, pai do querido Claude Troisgros. 
A partir de 1 de janeiro de 2020, Pierre-Emmanuel passou a presidência da Tattinger para sua filha Vitalie, que já trabalhava na vinícola há 12 anos. Com isso, a quarta geração da família está fortemente envolvida na produção dos magníficos champanhes Taittinger. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 31/3/2023 

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5.9.17

KRUG


Não se deixe enganar pelo nome alemão, pois ela é uma legítima francesa. E com muita estirpe. Considerada a excelência do champanhe, a KRUG geração após geração se transformou no sinônimo do que é o blend perfeito da bebida cheia de borbulhas. Assim, seu champanhe, sempre com o mesmo estilo, conquistou especialistas do mundo inteiro devido ao seu caráter único e alcançou o status de lenda. E não por acaso, é comum ouvir uma legião de abastados fãs dizer: “Existe Krug. E há os outros champanhes”

A história 
Conta a história que Johann-Joseph Krug, um imigrante alemão da cidade de Mainz e filho de um açougueiro, aportou na região de Champagne em meados do século XIX. Ele começou trabalhando na Maison Jacquesson e, depois de sete anos, tornou-se sócio de Adolphe Jacquesson. Nesse período, apesar de ter sido contratado como contador, ele começou a testar o mercado e avaliar as críticas dos vendedores de vinhos e clientes, além de aprender a mistura de vinhos e o gosto do champanhe. Já em uma posição confortável na empresa, em 1841, casou-se com a cunhada de Adolphe, Emma-Anne Jaunay, e, um ano depois, deixou a Maison em Chalon-sur-Marne. Na pitoresca cidade de Reims, ele começou a trabalhar com Hipployte de Vivès e, em 1843, fundou a MAISON KRUG, para produzir um champanhe que se diferenciasse dos outros da região. Não interessava a ele lançar mais um bom rótulo entre os tantos encontrados na região. Queria fazer um champanhe sublime, de qualidade inquestionável, mantendo o mesmo padrão de um ano para outro. Com o objetivo de atingir essa meta, trabalhou com alguns produtores de champanhe para descobrir o segredo das borbulhas engarrafadas. Desde o início, ele era extremamente meticuloso com a assemblagem (nome dado à mistura clássica dos vinhos Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) que iriam compor seu champanhe, e diz-se que sua técnica única de identificar e juntar esses vinhos base foram passadas de geração para geração cuidadosamente e foi sempre um membro da família Krug o responsável por montar os blends de cada safra desde então, assim como determinar quando os champanhes deveriam ser lançados no mercado.


Primeiro dos champanhes criados pela Maison, o Krug Grande Cuvée respeitava a tradicional fórmula de combinar três tipos de vinho. Um trabalho artesanal, semelhante ao dos perfumistas, que mesclam diferentes aromas para obter um resultado sofisticado em um líquido único. Nos anos seguintes, Joseph Krug rompeu com a convenção para seguir sua visão e criar a expressão mais generosa de champanhe a cada ano, independentemente da imprevisibilidade climática. Como Joseph era fluente em francês, inglês e alemão, e falava um pouco de russo, ele colocou a Maison em posição de explorar os principais mercados estrangeiros. Com isso, foi conquistando aos poucos uma clientela fiel e abastada por diversos países, principalmente da Europa. Joseph morreu em 1866 e foi sucedido por seu filho, Paul Krug. Na década de 1880, o prestígio dos champanhes KRUG foi reconhecido no Reino Unido, então o principal mercado no exterior do champanhe. A Maison passou por um difícil período durante a Primeira Guerra Mundial, já que a cidade de Reims foi severamente bombardeada. Após o conflito, a empresa se recuperou lentamente. Apesar disso, foi nesta década que foram criadas as safras KRUG de 1926 e 1928, que foram consideradas pelos críticos como os melhores champanhes.


Na década de 1970, a empresa foi vendida ao grupo Rémy-Martin, tradicional produtor de conhaques, mas membros da família Krug continuaram comandando o processo de produção. Apesar de hoje em dia a totalidade da produção da marca mal chegar a 0,2% da produção total de champanhe francês, ela está no topo de qualidade da região. E, dentro desse topo, há uma verdadeira joia rara: o Krug Clos de Mesnil, elaborado somente com uvas Chardonnay de um pequeno vinhedo (que dá nome ao champanhe). O vinhedo está localizado no pequeno povoado de Mesnil-sur-Oger, aninhado em um microclima favorável em uma suave inclinação face sudoeste. Foi comprado por Henri e Rémi Krug em 1971, como parte de seis hectares de vinhedos. Quando visitaram a propriedade, perceberam a existência dessa pequena gleba em particular, de 1.85 hectares, que datava de 1698, como atestava uma placa em um de seus muros. Durante oito anos, eles replantaram o vinhedo e, ao provar o vinho produzido em 1979, no lugar de utilizá-lo para fazer suas mesclas habituais, decidiram engarrafá-lo assim mesmo. Nascia um novo ícone do moderno champanhe. Os irmãos foram grandes responsáveis por dar à KRUG o status e prestígio que a marca goza hoje em dia.


Em 1983, mesmo contrariando as ordens do pai, Paul Krug, seus filhos Henri e Rémi resolveram produzir um champanhe rosé e, depois de pronto, apresentaram ao genitor durante um jantar, sem identificar a garrafa. Paul teria ficado tão espantado com a qualidade que teria afirmado que outra Maison estava imitando o estilo KRUG, mas em formato de rosé. Era o surgimento do champanhe KRUG ROSÉ. Na década de 1990 a Maison continuou lançando produtos que “violam” suas próprias regras de blending, com o surgimento em 1995 do Krug Clos d’Ambonnay, um Blanc de Noirs 100% Pinot Noir de um pequeno vinhedo de 0,685 hectares no sudeste da Montanha de Reims, adquirido em 1984. Para atingir a maturação ideal, 3.000 garrafas do blanc de noirs permaneceram na cave da Maison descansando por catorze anos. Elas só começaram a ser comercializadas em 2009. Clos é o nome que os franceses dão para os vinhedos “murados”, ou seja, pequeníssimas parcelas. O mais raro entre todos os champanhes KRUG imediatamente confirmou sua personalidade, como um manto em ouro brilhante, elevado por um splash de cobre.


Mesmo quando o conglomerado de luxo LVMH assumiu o controle da empresa em 1999, o modo de produzir o champanhe continuou, com a família Krug pertencendo ao grupo que forma o comitê que determina a assemblagem, o envelhecimento e a data de lançamento. A única coisa que mudou foi o investimento em marketing e o poder de distribuição, que fizeram os fenomenais champanhes da KRUG chegaram aos mais sofisticados mercados mundiais. E, para ser ainda mais exclusivista, a KRUG guarda em suas adegas em Reims algumas garrafas de safras espetaculares para serem lançadas muitos anos mais tarde. A isso eles dão o nome de Krug Collection, criada na década de 1980. Estas garrafas só são colocadas no mercado depois de membros da família terem provado seu sabor e chegado ao consenso de que elas estão prontas para o consumo.


Para qualquer conhecedor de champanhe, KRUG é um nome mítico. Outras marcas certamente possuem mais “lendas”. Algumas ganharam fama por serem preferidas por reis e rainhas ou outras celebridades mundo afora. A KRUG também esteve em diversas mesas de monarcas e festas glamorosas de artistas e milionários (como a família real inglesa, nas recepções do ex-presidente francês François Mitterrand e de Coco Chanel), no entanto, boa parte de sua notoriedade se deve ao seu champanhe agradar especialistas. Por isso, com rótulos muito disputados, garrafas chegam a custar mais de US$ 10 mil.


As obras de arte 
Atualmente a KRUG oferece uma coleção limitada dos melhores champanhes do planeta: 
Krug Grand Cuvée 
Considerado a razão de ser da histórica marca, é o primeiro cuvée de prestige recriado todos os anos desde 1843. Sua melhor definição é plenitude e elegância. Elaborado com um extraordinário assemblage de aproximadamente 120 vinhos de dez diferentes safras, alguns dos quais podendo atingir 15 anos de idade. No Grand Cuvée, as partes de uvas Pinot Noir e Pinot Meunier são mais relevantes do que as de Chardonnay. 
Krug Rosé 
É vibrante e provocativo, tem o mesmo espírito criativo da Krug Grande Cuvée. Elaborado com uma seleção de vinhos, incluindo um da uva Pinot Noir fermentado com a casca. É envelhecido por 5 anos e pode ser guardado por muito mais tempo. 
Krug Vintage 
Elaborada como uma interpretação única do caráter de um ano excepcional. É uma combinação dos vinhos do ano, a partir de muitos terrenos diferentes, com Chardonnays e presença significativa de vinhos de uvas tintas (Pinot Noirs e Meuniers) selecionadas a partir de uma grande variedade de vilas. 
Krug Collection  
Representa as últimas garrafas disponíveis de uma safra excepcional do passado, cuidadosamente armazenadas nas adegas da Maison em Reims, depois relançadas em comemoração à lendária longevidade do champanhe da marca. 
Krug Clos du Mesnil e Krug Clos d’Ambonnay 
São as únicas exceções à regra KRUG de assemblagem, pois, cada uma é elaborada com uma única variedade de uvas, de um ano único, e de um único vinhedo.


Um espaço exclusivo 
A Krug Ambassade é um espaço exclusivo para apreciar o champanhe KRUG, com atendimento, cardápio e harmonização única dentro de 60 sofisticados restaurantes, localizados em mais de 20 países. No Brasil, o premiado restaurante que possui esse espaço é o japonês Kinoshita, em São Paulo.


A produção 
Há seis gerações, a família Krug tem feito um produto sempre igual. A cada ano, o blend utiliza aproximadamente 50 vinhos das três variedades permitidas na região de Champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) de seis a 10 safras diferentes, de 20 a 25 vinhedos. A primeira fermentação se dá em pequenos barris de carvalho de 205 litros (diz-se que é a única Maison que faz esse processo) e o envelhecimento em garrafa segue por longos seis anos, geralmente. Tudo isso para, a cada ano, seu champanhe ser lançado sempre com o mesmo estilo que o fundador criou: uma cor dourada, um buquê extravagante e textura quase cremosa, com fruta madura, notas tostadas e de avelãs e um final de grande frescor. A KRUG afirma que não há fórmula para compor o blend de seus champanhes, pois nunca haverá duas colheitas iguais. Conta que a mistura é feita com base em um “banco de memória” cuja missão é recriar ano a ano o sabor inimitável criado pelo fundador da marca.


Descubra a história de cada garrafa 
Apesar de clássica e histórica, a KRUG tem utilizado a tecnologia para contar sua história e a de seus excepcionais champanhes. Para isso, lançou um aplicativo batizado de KRUG ID. Para começar a usufruir do aplicativo, o usuário deve criar um perfil. Cada garrafa da KRUG tem um código ID único (de seis dígitos) acima do código de barras. É ele que deve ser fotografado para revelar a história por trás daquela garrafa, como por exemplo, a safra, o trimestre em que a garrafa deixou as adegas da Maison, os desafios da colheita, recomendações para armazenamento, entre outras informações. Ainda é possível receber sugestões de pratos que harmonizam com o champanhe e dicas de listas de músicas para ouvir enquanto se saboreia uma taça.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo dos anos.


Os slogans 
Unlock your treasures. 
For most Krug will remain out of reach. 
There is champagne and then there is Krug. 
C’è lo champagne, e c’è Krug.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1843 
● Fundador: Joseph Krug 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Margareth Henriquez 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes de luxo 
● Concorrentes diretos: Louis Roederer Cristal, Dom Pérignon, Perrier-Jouët, Piper-Heidsieck, Bollinger e Taittinger 
● Slogan: Unlock your treasures. 
● Website: www.krug.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a KRUG comercializa seus exclusivos e caros champanhes em 60 países ao redor do mundo. Entre as mais célebres Maisons produtoras de champanhe, a KRUG é uma das menores. Seu tamanho está em proporção diametralmente oposta à qualidade da bebida que elabora, em torno de 500.000 garrafas por ano (80% das quais para exportação). Além das vendas na própria França (20% da produção), a KRUG é um símbolo de excelência e prestígio em países como Itália, Alemanha, Austrália e na região da Califórnia. Apesar de possuir apenas 20 hectares próprios de vinhedos (em Ambonnay, Aÿ, Le Mesnil e Trépail), a Maison mantém contratos longuíssimos com fornecedores de alta qualidade. Hoje em dia aproximadamente 100 viticultores trabalham com a Maison, fornecendo 65% a 70% das uvas. Hoje em dia, Olivier Krug, 6ª geração da família fundadora, assessora o comando da prestigiosa produtora de champanhe. 

Você sabia? 
Da cave na Rue Coquebert, no centro da cidade de Reims, saem champanhes superlativos, encantadores e, particularmente, caros. O mais simples, se é possível empregar essa denominação em um KRUG, tem preço idêntico ao das linhas tops da maioria dos concorrentes, entre eles o Dom Pérignon e o La Grande Dame, da Veuve Clicquot, aliás, grifes que, como a marca, pertencem ao conglomerado de luxo LVMH. 
Durante a Primeira Guerra Mundial, a pitoresca cidade de Reims sofreu 1.151 dias de bombardeios e nenhuma família foi poupada desta trágica devastação. Nesta época, os ancestrais de Olivier Krug abriram as portas das adegas às famílias da cidade, oferecendo abrigo seguro. 
Enquanto outras vinícolas usam vinhos recentes, na KRUG as idades podem ser superiores à 50 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Veja, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Adega), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2017

7.7.14

CHANDON


Os espumantes (como são chamados os champanhes fora da França) CHANDON refletem fielmente a filosofia de elaboração, baseada há mais de 260 anos em aprimorar a produção de uvas e estimular a dedicação, paixão e criatividade de enólogos da Maison Moët & Chandon. Convidados indispensáveis em festas e celebrações, os espumantes CHANDON criam uma maravilhosa experiência com a chancela de uma das marcas mais tradicionais no mundo quando o assunto é vinho cheio de borbulhas. 

A história 
Tudo começou em meados da década de 1950 quando a Maison Moët & Chandon, tradicional produtora de champanhes desde 1743, aventou a possibilidade de instalar, pela primeira vez em sua história, adegas e vinhedos fora da França. Renaud Poirier, o então experiente enólogo da empresa, percorreu diferentes partes da América do Sul em busca de solo e condições climáticas ideais para a produção de vinhos espumantes. O local escolhido foi a Argentina. Finalmente em 1959 foi determinado que o local mais adequado para este projeto seria a província de Mendoza, na cidade de Agrelo, encravada no meio da Cordilheira dos Andes. Uma das razões para a escolha foi o clima seco e ensolarado, além das terras de boa qualidade, ideal para essa cultura. Era o surgimento da BODEGAS CHANDON, que desde o início teve total assessoria dos técnicos da Moët & Chandon, na França. No ano seguinte a empresa, que já iniciou suas atividades com produção superior a 100.000 garrafas por ano, lançou o espumante M. CHANDON no mercado argentino, que logo depois adotaria apenas o nome CHANDON.


Em 1973, a Maison Moët & Chandon decidiu apostar no potencial vitivinícola brasileiro e instalar a segunda unidade da CHANDON na pequena cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Afinal, a cidade da Serra Gaúcha tem um microclima temperado e de noites frescas, o que possibilita a lenta maturação e desenvolvimento de bons níveis de açúcar e de acidez da uva. Estas são características que, mais tarde, darão origem à fineza aromática e ao frescor do espumante. A empresa plantou vinhedos e construiu uma funcional vinícola, cujo objetivo era produzir vinhos espumantes naturais com a mesma filosofia da renomeada marca francesa: cultivar uvas com a máxima qualidade possível e incentivar de forma constante o aprimoramento técnico de seus enólogos. Os primeiros espumantes foram lançados no mercado brasileiro em 1978. A qualidade dos espumantes foi logo reconhecida, o que provocou uma revolução positiva na região da Serra Gaúcha, pois os espumantes CHANDON se tornaram referência para as demais vinícolas brasileiras interessadas em elaborar o vinho das borbulhas.


Foi ainda em 1978 que a CHANDON lançou dois vinhos maduros, um branco e um tinto, que por muitos anos conseguiram manter o sabor e a qualidade inalterados graças ao processo de assemblage (definido como sendo a mescla dos diferentes vinhos utilizados na produção do vinho-base). Porém, os anos subsequentes provaram que todo o vinho que a CHANDON produzia saía melhor se fosse elaborado para dar origem aos espumantes. Então, há mais de uma década, em 1998, os vinhos brancos e tintos não foram mais elaborados, e a CHANDON passou a ser a maior produtora de espumantes do mercado brasileiro. Foi também em 1998 que a marca lançou a reserva especial, EXCELLENCE CUVÉE PRESTIGE (considerado o melhor espumante natural das Américas, é elaborado com a combinação das uvas Chardonnay e Pinot Noir, selecionadas exclusivamente nas melhores quadras dos vinhedos, transformando-se no mais sofisticado dos vinhos) e o inovador CHANDON PASSION (suave e delicado, traz toda a expressão aromática de frutos tropicais das uvas Malvasia de Cândia e Moscato Canelli que, associadas à Pinot Noir, conferem à este sensual espumante sutis tons rosados).


Há poucos anos atrás, a empresa francesa resolveu investir pesado para transformar a CHANDON em uma marca de luxo no mercado brasileiro. Apresentou uma nova identidade visual, lançou campanhas publicitárias emocionais, elevou o preço dos produtos em 15%, escolheu pontos de venda mais selecionados (como por exemplo, Duty Free dos aeroportos) e bancou muitas festas regadas aos seus excepcionais espumantes. Lançou também, em 2004, uma série numerada de 1.973 garrafas da versão Excellence do espumante com preço três vezes maior do que o normal, sendo a número 1 entregue para o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Além disso, em 2007, ao consolidar a CHANDON como a grife do espumante no Brasil, introduziu no mercado o CHANDON BRUT ROSÉ (reluzente e sedutoramente cor-de-rosa, traz requintados aromas com toques de morango e cereja assim como um envolvente paladar fino e aveludado com muito equilíbrio entre as uvas Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico). Ainda faz parte do portfólio da marca o CHANDON RÉSERVE BRUT (resultado da harmonização das melhores uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, cujo resultado revela uma grande sutileza aromática lembrando frutas cítricas, maçã verde e frutas secas em um paladar perfeitamente equilibrado), CHANDON RICHE DEMI-SEC (levemente suave, harmoniza o frescor do Riesling Itálico com os aromas frutados do Chardonnay e cresce em complexidade e maciez com a típica estrutura do Pinot Noir), CHANDON EXCELLENCE ROSÉ (caracteriza-se por sua cor amarelo-dourada com reflexos verdes, espuma abundante e persistente com formação de um amplo colar no contorno da taça. As borbulhas são ativas, muito finas e numerosas) e CHANDON BABY DISCO (acompanha a agilidade e mobilidade dos novos tempos, em formato pronto para beber, dispensa formalidades e vai ao encontro do ritmo de seus consumidores. Foi lançada em 2010). Os espumantes CHANDON são oferecidos em várias tamanhos: Baby (187 ml), introduzida em 2000; Meia Garrafa (375 ml); Garrafa (750 ml); Magnum (1,5 litros) e Jeroboam (3 litros).


Foi também em 1973 que a CHANDON instalou sua terceira unidade. O local escolhido foi a bela região californiana de Napa Valley, localizada a cerca de 90 minutos de carro de San Francisco, e famosa por seus aromas e vinhos. A marca se tornou a primeira vinícola francesa a produzir espumantes nesta região da Califórnia. Em 1986 foi a vez das terras australianas serem escolhidas para abrigar a quarta unidade da CHANDON para produção de vinhos e espumantes. A região foi Yarra Valley, próxima a cidade de Melbourne. Há pouco tempo a CHANDON americana iniciou o lançamento de uma edição especial de verão de seus espumantes. Começou em 2012, com a edição batizada de American-Style, cuja garrafa era coberta por um rótulo termoencolhível branco, com listras azuis e vermelhas. Já a subsidiária argentina lançou mais recentemente um espumante para ser apreciado no verão: CHANDON DÉLICE, que pode ser degustado puro, apenas com gelo ou com gelo e folhas de manjericão, deixando-o mais fresco. Esse espumante é fabricado com cortes das uvas Chardonnay, Pinot Noir, Petit Manseng e Semillon colhido tardiamente.


A semana Chandon 
A marca, especialmente no Brasil, sempre investiu muito em marketing. E um dos resultados deste investimento é chamado CHANDON WEEK, um projeto que viaja cidades de norte a sul do Brasil divulgando as variedades de espumantes da marca por uma semana. Entre maio e novembro, nos restaurantes que participam do projeto, os consumidores têm uma excelente oportunidade para conhecer as características de cada espumante, acompanhando uma refeição ou mesmo em um happy hour. O projeto oferece uma experiência completa aos diferentes sabores e aromas de CHANDON.


A identidade visual 
Na Argentina e no Brasil a identidade visual da marca pode ser aplicada de duas formas diferente. Enquanto a primeira é mais utilizada no mercado brasileiro, a segunda é utilizada na Argentina.


Já nos Estados Unidos e Austrália, apesar de manter a “estrela”, a tipografia de letra utilizada é mais encorpada.


Os slogans 
A vida borbulha com Chandon. 
Life Needs Bubbles.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1959 
● Criador: Maison Moët & Chandon 
● Sede mundial: Épernay, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Jean-Guillaume Prats 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 800 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Espumantes e vinhos 
● Concorrentes diretos: Salton, Aurora, Casa Valduga, Miolo, Vallontano, Freixenet e Codorníu 
● Ícones: A garrafa Baby 
● Slogan: A vida borbulha com Chandon. 
● Website: www.chandon.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a CHANDON, que pertence a Moët & Chandon, que por sua vez faz parte do conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton, produz seus espumantes em quatro regiões, todas conhecidas pelos seus terroirs excepcionais: Argentina (Mendoza), Brasil (Garibaldi), Estados Unidos (Napa Valley) e Austrália (Yarra Valley). Seus espumantes são comercializados em mais de 30 países ao redor do mundo. Todos os anos a CHANDON vende, somente no Brasil, mais de 3.5 milhões de garrafas de seus espumantes. Já na Argentina e Uruguai a CHANDON detém mais de 50% de participação de mercado. A CHANDON de Mendoza abastece o mercado argentino e também exporta sua produção para outros países. Já a CHANDON do Brasil, abastece somente o mercado nacional. Os espumantes produzidos na Argentina não são enviados para o Brasil para não concorrer com a fábrica daqui e vice-versa. Na Austrália e nos Estados Unidos a CHANDON produz, além de espumantes, vinhos de excepcional qualidade. 

Você sabia? 
A Casa Chandon, localizada na cidade de Garibaldi, tem um moderno centro de visitas, onde é possível conhecer sua linha de produtos e desfrutar de uma vista privilegiada de seus vinhedos. Em seguida, os visitantes são convidados pelos enólogos da adega a descobrir a arte de elaborar espumantes naturais de excelência e, participando de degustações orientadas, a despertar e a compartilhar a paixão pelas borbulhas. 
Você sabe a diferença entre champanhe e espumante? O primeiro é uma denominação de origem imposta pela União Europeia, ou seja, só os vinhos produzidos na região de Champagne (na França) podem ter esse nome. Isso acontece também com os vinhos Asti (Itália) e os Cava (Espanha). Já espumante é o nome genérico da bebida. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Prazeres da Mesa), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/7/2014

10.1.12

LOUIS ROEDERER


Pense em algo que seja realmente um ícone de um segmento qualquer. Em se tratando de champanhe, provavelmente a resposta será a CRISTAL. Tradição e sofisticação em forma de um líquido sagrado, com borbulhas glamorosas, cuidadosamente repousando em uma garrafa transparente. Um caso indiscutivelmente de longevidade e excelência. Foi assim que a francesa LOUIS ROEDERER transformou seus champanhes, especialmente a CRISTAL, em um verdadeiro ícone da vinicultura europeia, presença constante nos ambientes mais badalados do planeta, e bebida preferida dos bilionários e celebridades. 

A história 
A saga de uma das mais prestigiosas Maisons de champanhes do mundo começou no ano de 1776 quando Etienne Dubois fundou a Dubois Père & Fils. Após o negócio ser vendido em 1819 para Nicholas-Henri Schreider, foi somente em 1833 quando seu sobrinho, Louis Roederer, herdou a empresa que os champanhes foram batizados com esse nome. De espírito empreendedor e visionário, Louis cuidava pessoalmente do cultivo das uvas, pois sabia que um grande vinho depende, sobretudo, da qualidade da matéria-prima. Por isso, tomou uma atitude controversa na época: comprar vinhedos próprios em zonas Grand Cru de Champagne, distinguindo-se para sempre em uma região onde 90% dos vinhedos pertencem a pequenos agricultores que vendem sua produção às grandes marcas. Além disso, com a ajuda de seu irmão Eugéne e de Hugues Kraft, um habilidoso vendedor poliglota, a produção de champanhe da Maison, em poucos anos, saltou de 100 mil garrafas para mais de 700 mil, muito em virtude dos mercados internacionais. Sob o comando de seu filho, Louis Roederer II, a Maison experimentou um enorme crescimento, atingindo em 1872 a produção de 2.5 milhões de garrafas, das quais 666 mil eram exportadas para a Rússia e 390 mil para os Estados Unidos.


A história da Maison começaria a mudar em 1876, quando o czar Alexandre II da Rússia, um enorme apreciador de seus champanhes, pediu que a empresa, na época fornecedora exclusiva de champanhe para a família Romanov, criasse um champanhe único e exclusivo. As garrafas de seu champanhe deveriam ser personalizadas para se diferenciarem dos concorrentes - o cristal claro, incomum nas garrafas da época, servia para demonstrar um apreço pelas pessoas a quem era servido tão singular champanhe. Outra história conta que o czar solicitou o desenvolvimento da garrafa de cristal claro (ao invés do verde-escuro) para se assegurar de que seria possível constatar tentativas de envenenamento com substâncias sólidas ou a colocação de artefatos que atentassem contra sua vida, o que explica o fundo reto da garrafa. Foi então que a LOUIS ROEDERER criou a excepcional CHAMPAGNE CRISTAL, que encantava pela elegância nas borbulhas e complexidade nos aromas, e ganhou a fama de ser o primeiro Cuvée Prestige (safra única e excepcional) do mundo. Desse momento em diante não havia recepção na corte imperial russa sem CHAMPAGNE CRISTAL ROEDERER. Conta uma história que assim que terminava de beber o champanhe, o czar ordenava que as garrafas, na época, feitas com o mais puro cristal Baccarat, fossem quebradas.


O champanhe que se transformou no cartão de visitas da Maison surgiu graças ao empenho pessoal de Léon Olry-Roederer que, em 1920, ao ver mais da metade de seus vinhedos destruídos durante a Primeira Grande Guerra, enquanto se empenhava na reconstrução das propriedades, capitaneou a elaboração de um novo champanhe. Louis Roederer Brut Premier é um blend de oito colheitas produzido todos os anos, repetindo em cada garrafa o distinto e delicado caráter da tradicional Maison. A empresa atravessou momentos delicados em virtude da Primeira Guerra Mundial; da Revolução Russa (país que representava um dos maiores mercados da marca); da crise de 1929, que assolou a economia americana, outro importante mercado para a LOUIS ROEDERER; e finalmente pela Segunda Guerra Mundial. Somente em 1945 o champanhe CRISTAL começou a ser vendido, agora em garrafas de vidro branco, para o público em geral, e nos anos seguintes, conquistou uma legião de fãs endinheirados pelo mundo afora. Nas últimas duas décadas o CHAMPANHE CRISTAL caiu no gosto dos bilionários, endinheirados, boxeadores e rappers americanos. Em 2006, os executivos da empresa, ao declararem que era ruim para a marca ser a preferida dos rappers americanos, como Notorious BIG, Puffy Daddy e Tupac Shakur, que, além de consumirem litros e litros da bebida, falavam dela em suas músicas sempre de um ponto de vista do luxo e da ostentação, e compraram uma enorme briga com Jay-Z, um dos cantores mais famosos de hip-hop e apreciador do famoso champanhe, que ele resolveu então boicotar a CRISTAL.


Além da sofisticada CRISTAL (oferecida também na versão Rosé desde 1974), a LOUIS ROEDERER também produz outros excepcionais champanhes, como por exemplo, Brut Premier (encarnação do estilo LOUIS ROEDERER, combinando todos os frutados e o frescor da juventude com a vinosidade de um vinho maduro), Brut Premier Rosé (elaborada a partir das variedades 70% Pinot Noir e 30% Chardonnay), Blanc de Blancs (feita 100% com uvas Chardonnay, é criada exclusivamente de uma seleção fina de crus do vinhedo em Côte des Blancs, impressionando pela complexidade aromática) e Carte Blanche (feita com 40% Chardonnay, 40% Pinot Noir e 20% Pinot Meunier).


Hoje em dia, o champanhe CRISTAL é produzido somente em safras excepcionais. Nos anos de safra inferior a produção do famoso champanhe é simplesmente zero. Em situações ideais são produzidas aproximadamente 600 mil garrafas, que envelhecem por 6 anos, seguidos por mais 6 meses de repouso. O glamoroso champanhe é composto por 60% de uvas Pinot Noir e 40% de Chardonnay. CRISTAL apresenta uma bonita cor amarela com reflexos dourados. Aroma intenso de flores brancas, cítricos e frutas vermelhas, seguido por notas quentes de tostados e madeira. Na boca, notas exuberantes de frutos maduros (pêssegos) e sabores tostados.


Champanhes como obra de arte 
A precisão na elaboração dos champanhes LOUIS ROEDERER é tão meticulosa ao ponto da vinificação, desde a colheita à fermentação das uvas, ser realizada parcela por parcela, preservando as características próprias de cada uma delas Trata-se de um trabalho artesanal. A colheita é toda prensada localmente – há três centros de prensagem, em Verzenay, Aÿ e Avize, para atender aos vinhedos próximos – e, então, o mosto de cada parcela é transportado para a vinícola na cidade de Reims, onde fermenta em recipientes individualizados. Nos seus vinhedos, realiza um trabalho de viticultura de precisão, respeitando a biodiversidade e dando uma importância cada vez maior aos princípios da agricultura biodinâmica. A empresa mantém milhares de litros de seus melhores vinhos envelhecendo durante vários anos nas tradicionais caves, em tonéis de carvalho - é o grande tesouro da Maison. O resultado é uma impressionante paleta de vinhos excepcionais à disposição para compor as irrepreensíveis cuvées - uma arte a cargo do experiente chefe de cave Jean-Baptiste Lécaillon.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos.


Os slogans 
Artistry of Champagne. (2009) 
Á la recherche de l’oeuvre. 
Louis Roederer. Without compromisse. 
Vivez l’expérience.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1776 
● Fundador: Etienne Dubois e Louis Roederer 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: Champagne Louis Roederer S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Jean-Claude Rouzaud 
● CEO: Frédéric Rouzaud 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 800 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes 
● Concorrentes diretos: Dom Pérignon, Krug, Perrier-Jouët, Piper-Heidsieck, Bollinger e Taittinger 
● Ícones: O champanhe Cristal 
● Slogan: Artistry of Champagne. 

A marca no mundo 
Uma das mais tradicionais e respeitadas produtoras de champanhes do mundo, a LOUIS ROEDERER exporta suas preciosidades para mais de 100 países no mundo, tendo como maiores mercados Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Japão e Suíça, além da França. Com estoque médio nas caves que representa entre quatro e cinco anos de vendas, sua produção anual é de aproximadamente 3.5 milhões de garrafas. Hoje em dia a empresa possui 240 hectares de vinhedos distribuídos em 410 parcelas em zonas Grands e Premiers Crus. Elas ficam em três distritos clássicos de Champagne: Montagne de Reims, Côte des Blancs e Vallée de la Marne. Isso permite que 70% dos champanhes da LOUIS ROEDERER sejam elaborados com uvas próprias a partir de rigorosos critérios de qualidade.  
Você sabia? 
Por ser vendido em garrafa transparente, o que prejudica o champanhe, CRISTAL é comercializada envolta em um sofisticado papel celofane dourado. 
Em 2013 a marca lançou o champanhe mais caro do mundo na época, ao preço de €20 mil a garrafa Jeroboam (de 3 litros) do CRISTAL 2002 (uma safra excepcional). O preço se justificava, pois além da qualidade do champanhe, o número de garrafas era ínfimo, apenas 400. Um detalhe importante: a garrafa era coberta de ouro 24 quilates. 
A LOUIS ROEDERER é uma das únicas Maisons a utilizar ainda a maceração pelicular, método delicado que consiste em macerar a uva com a casca por várias horas, obtendo dessa forma um mosto mais concentrado e mais aromático. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 20/8/2018