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5.8.26

JCB


Suas pesadas máquinas amarelas são vistas em abundância trabalhando freneticamente em canteiros de grandes obras, nos campos agrícolas e até em áreas de mineração. São usadas em diversas partes do mundo por quem procura eficiência, segurança e sustentabilidade para construir, explorar ou ter uma força de trabalho confiável. E todos tem em comum as iniciais JCB, marca britânica que há mais de 80 anos vem contribuindo para o desenvolvimento da sociedade e economia mundial. 

A história 
Tudo começou no dia 23 de outubro de 1945 quando Joseph Cyril Bamford, trabalhando a partir de uma pequena e modesta garagem na cidade inglesa de Uttoxeter, construiu seu primeiro reboque agrícola basculante, utilizando para isso sobras de sucata metálica e materiais excedentes da Segunda Guerra Mundial, que havia acabado de terminar. O primeiro reboque JCB (as iniciais de seu criador) foi vendido por £45 em uma feira local, feito totalmente de aço com rodas e pneus de um caça Grumman Hellcat e unidades de um pequeno obuseiro. Nos primeiros anos, com uma visão empreendedora e foco em inovação, Bamford soube aproveitar muito bem o período pós-guerra, quando a demanda por reconstrução e modernização da infraestrutura era crescente. Com isso, a empresa expandiu sua linha de produtos já em 1949 com o lançamento da primeira pá carregadeira frontal industrial da Europa (conhecida como Major Loader), projetada para oferecer versatilidade.
  

Mas a grande invenção da empresa ocorreria em 1953 com o lançamento da primeira retroescavadeira hidráulica do mundo, um dos maiores marcos na história da construção civil e que estabeleceu a JCB como um nome de confiança em eficiência e versatilidade. Acoplando um protótipo de escavadeira com cilindros hidráulicos à traseira de uma carregadeira frontal, o Sr. Bamford inventou a retroescavadeira MK 1 (imagem abaixo). Esse revolucionário equipamento combinava uma escavadeira com uma carregadeira frontal, permitindo que os operadores escavassem e carregassem materiais com uma única máquina. Pouco depois, em 1957, a JCB lançou o Hydra-Digga, considerado o primeiro trator retroescavadeira completo vendido pela marca.
  

A década seguinte tem início com o processo de internacionalização da JCB. Primeiro com a inauguração em 1962 da primeira subsidiária no exterior, na Holanda, marcando um importante passo na expansão operacional da empresa no continente europeu. E depois, em 1964, com a primeira exportação de máquinas (retroescavadeiras JCB 4C) para o enorme mercado americano. Esse período também foi marcado pelo lançamento da escavadeira de esteira JCB 7. Isso marcou o primeiro modelo de escavadeira de esteiras com giro de 360° da empresa. A ampliação na linha de produtos teve continuidade em 1971 com o lançamento da pá carregadeira de esteiras, a primeira a contar com transmissão hidrostática e controles duplos por alavancas. A transição de liderança da JCB manteve a empresa em mãos familiares. Isto porque em 1975, Anthony Bamford, filho do fundador, assumiu o controle da companhia, garantindo a continuidade da tradição de inovação.
  

Em 1977, o manipulador telescópico JCB 520 foi lançado com grande alarde, fruto de uma ideia inovadora da equipe de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Essa inovação permitiu um alcance e altura muito superiores, facilitando o trabalho em canteiros de obras e operações agrícolas, aumentando significativamente a produtividade. Esse conceito pioneiro teve enorme sucesso e levou à moderna linha de manipuladores telescópicos JCB Loadall a ser uma das mais bem sucedidas da empresa até hoje. A década também foi marcada pelo ingresso da empresa na Índia, que se tornaria seu maior mercado. Nesta época o icônico amarelo das máquinas JCB já havia se tornado um símbolo reconhecido globalmente.
  

A inovação em produtos continuou sendo a essência da empresa e, em 1985, foi lançada a retroescavadeira 3CX Sitemaster, que se tornou a mais vendida da história da empresa e consolidou a reputação da JCB em todo o mundo pela robustez em canteiros de obras. Foi também nesse ano que a JCB comemorou a produção da sua 100.000ª retroescavadeira. Pouco depois, em 1988, a JCB lançou a retroescavadeira mais rápida do mundo, alimentada por um motor V8 da Chevrolet (conheça essa história aqui) e que conseguia atingir 160 km/h. Em 1991, a marca lançou os tratores de alta velocidade Fastrac com tração completa e suspensão nas quatro rodas, projetado para atingir cerca de 65 km/h. O primeiro trator de alta velocidade do mundo rompeu mais de 40 anos de design de tratores tradicionais (possuía rodas de mesmo tamanho e uma plataforma traseira para transporte de cargas) para revolucionar completamente o setor agrícola.
  

Em 1993, mais uma vez, a JCB transformou o setor, desta vez, com o lançamento da JCB 165 Robot, a carregadeira compacta mais segura do mundo, que graças ao design patenteado Powerboom (com um único braço de elevação) e à cabine de entrada lateral, oferecia acesso seguro e simples com mais visibilidade. Pouco depois, em 1995, a JCB chegou ao mercado brasileiro, inicialmente com a importação de máquinas da Inglaterra, expandindo para vendas diretas pouco depois e inaugurando a primeira fábrica no país em 2001.
   

Um marco histórico aconteceu em 2004, quando funcionários se reuniram na sede mundial da empresa para tirar uma foto comemorativa marcando a produção da 500.000ª máquina da JCB. A empresa estabeleceu sua presença na China ao inaugurar uma fábrica em Pudong (Xangai) em 2005, seguindo uma estratégia de expansão em mercados emergentes. Em 2010, a JCB revelou a nova retroescavadeira ECO, que reduzia consideravelmente os gastos de combustível. Em 2016, a marca lançou a JCB Hydradig 110W, primeira escavadeira de rodas, idealizada para solucionar cinco desafios principais na construção civil, como melhor desempenho em visibilidade, estabilidade, manobrabilidade, mobilidade e manutenção.
    

Pouco depois, em 2018, a empresa revelou sua primeira mini escavadeira elétrica, a JCB 19C-1E, uma linha inédita de produtos com emissão zero. A mini escavadeira foi desenvolvida em resposta às exigências dos clientes de uma máquina de emissão zero capaz de operar em ambientes fechados, sem aglomeração e perto de pessoas em áreas urbanas. A mini escavadeira elétrica pode operar um dia inteiro de trabalho normal no canteiro de obras. Em março de 2020, a JCB comemorou a produção da sua 750.000ª retroescavadeira. O ano também foi marcado pela apresentação de outra grande inovação: a primeira escavadeira movida a hidrogênio.
  

Em 2021, a JCB lançou o revolucionário Pothole Pro, uma máquina capaz de completar uma operação tapa-buraco em menos de oito minutos à metade do custo das soluções atuais. Essa solução exclusiva 3 em 1, projetada especificamente para o reparo eficiente, econômico e permanente de qualquer buraco, permite cortar, remover e limpar uma área com uma única máquina. O ano contou também com a estreia da primeira retroescavadeira a hidrogênio, decorada com uma nova pintura verde e branca. A ascensão da JCB como líder em tecnologia de hidrogênio com emissão zero ocorre no momento em que governos de todo o mundo revelam estratégias para desenvolver a infraestrutura necessária para apoiar o uso do hidrogênio na redução das emissões de CO2.
  

Em 2023, a JCB lançou duas plataformas de trabalho aéreo com lançamento articulado, com opção totalmente elétrica com bateria (ideal para trabalhar em locais mais remotos nos quais não há fornecimento externo de energia disponível) ou híbrida (diesel/elétrica). A JCB também expandiu sua linha de equipamentos elétricos com o lançamento da primeira pá carregadeira totalmente elétrica, com capacidade de uso para todo um dia de trabalho. Em 2024, a JCB revelou a inédita escavadeira de esteira 370X, uma potência projetada para as aplicações mais diversas. Com recursos de segurança exclusivos, cabine confortável para o operador e o software inovador JCB UX, essa máquina de 35-40 toneladas define um novo padrão de eficiência e confiabilidade, garantindo menor custo de propriedade e produtividade máxima em qualquer canteiro de obras.
  

Ainda no ano de 2024, a JCB revelou seu gerador movido a hidrogênio, uma solução de zero carbono que iguala o diesel em potência e eficiência. Esse gerador de ponta cria microrredes no local de trabalho, reduzindo o consumo de combustível e permitindo longos períodos de operação silenciosa, revolucionando o futuro com canteiros de obras mais limpos e eficientes. E isto no ano em que a JCB comemorou 20 anos de fabricação de motores, com a produção chegando a 500 unidades por dia, tornando-se líder do setor de inovação em tecnologia de hidrogênio e diesel. Atualmente a JCB oferece mais de mais de 300 tipos de máquinas, incluindo retroescavadeiras, escavadeiras, carregadeiras, empilhadeiras, manipuladores telescópicos, caçambas estacionárias, tratores e motores e geradores a diesel.
    

A JCB detém atualmente 3 recordes mundiais de velocidade. O carro a diesel mais rápido do mundo (batizado de Dieselmax), que em 2006 alcançou impressionantes 563 km/h; a retroescavadeira mais rápida do mundo, que alcançou 116 km/h em 2014; e o trator mais rápido do mundo, que alcançou a velocidade de 217 km/h, sendo pilotado por Guy Martin e filmado como parte de um programa especial no Channel 4 em 2019.
  

O museu 
Em outubro de 2011, a empresa inaugurou o museu The Story of JCB, uma exposição imersiva permanente e um centro de visitantes com 2.500 m², localizado em sua sede mundial em Rocester. O espaço retrata a trajetória de crescimento da JCB, desde a sua fundação até se tornar um gigante global do setor de construção. As 14 áreas temáticas traçam a evolução cronológica e tecnológica da empresa, incluindo uma linha do tempo de 90 metros de extensão, com tampo de vidro e iluminação interna; exposição de máquinas emblemáticas - com 16 veículos clássicos e antigos, incluindo um modelo gigante em estrutura vazada (estilo “esqueleto”) de 12 metros de uma escavadeira de esteiras ou a icônica retroescavadeira 3C de 1962, que levou a tecnologia de escavação a um novo patamar; e 16 instalações audiovisuais distintas, além de um enorme painel interativo (touchscreen) de 5 metros dedicado aos produtos JCB.
  

O icônico amarelo de suas máquinas 
Se você quiser reconhecer a JCB em um canteiro de obra, pedreira ou área de mineração, procure por gigantes amarelos. A cor amarela se tornou um ícone global de reconhecimento visual da marca britânica. Mas nem sempre foi assim. A JCB adotou originalmente seu icônico esquema de cor amarela em 1951. Até esta data a empresa costumava pintar suas máquinas de azul e vermelho. A mudança para o amarelo ocorreu em decorrência de estudos de segurança e visibilidade, destacando os equipamentos em canteiros de obras e grandes áreas de mineração. Afinal, nessas áreas é mais provável encontrar uma máquina amarela do que de qualquer outra cor. Mas foi somente por volta de 1960, que a JCB passou a utilizar máquinas em amarelo vivo em sua totalidade. Apesar do amarelo predominar, alguns clientes preferem que as máquinas JCB sejam verdes ou vermelhas.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O logotipo original apresentava as letras JCB dentro de uma moldura retangular de cantos arredondados, posicionada na diagonal, de modo que sua lateral ficasse visível. As letras possuíam sombras pretas, o que criava um efeito 3D. A primeira remodelação ocorreu em 1978, quando o novo logotipo apresentou as letras em preto, enquanto o fundo da moldura se tornou amarelo. Embora a placa ainda estivesse posicionada na diagonal, ela passou a ter uma aparência plana, pois não se viam sombras nem faces laterais. Em 2003, a moldura foi posicionada em um fundo amarelo (mais forte) e uma nova tipografia de letra foi adotada. O atual logotipo da marca foi adotado em 2012 e apresentou grandes mudanças: nova tipografia (com letras mais robustas) e o nome JCB na horizontal em branco sobre um fundo preto. Além disso, no canto superior esquerdo, há uma versão pequena do logotipo anterior, que é de difícil leitura em tamanhos reduzidos.
  

O logotipo da JCB também pode ser aplicado sobre um fundo amarelo vivo, formando uma borda, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Jamais Content. 
JCB Better. 
A machine for every job. 
A maior invenção inglesa depois do futebol. (2026, Brasil) 
Jamais satisfeito. (Brasil) 
A máquina certa para cada desafio. (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 23 de outubro de 1945 
● Fundador: Joseph Cyril Bamford 
● Sede mundial: Rocester, Staffordshire, Inglaterra 
● Proprietário da marca: J.C. Bamford Excavators Limited 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Anthony Bamford 
● CEO: Graeme Macdonald 
● Faturamento: £5.8 bilhões (2025) 
● Lucro: £687.3 milhões (2025) 
● Concessionárias: + 750 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 14.700 
● Segmento: Equipamentos pesados 
● Principais produtos: Retroescavadeiras, escavadeiras, empilhadeiras, carregadeiras, tratores e motores 
● Concorrentes diretos: Caterpillar®, Komatsu, Volvo Construction Equipment, Hitachi Construction Machinery, John Deere, Kubota e Doosan Bobcat 
● Ícones: A cor amarela das máquinas 
● Slogan: A maior invenção inglesa depois do futebol. 
● Website: www.jcb.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
Atualmente a JCB, uma das maiores fabricantes globais de equipamentos pesados (para construção, mineração, agricultura, manejo de resíduos e demolição), possui ​​22 fábricas, vende seus produtos em mais de 150 países e conta com mais de 750 distribuidores espalhados pelo mundo. Com £5.8 bilhões de faturamento anual (dados de 2025) e mais de 14 mil colaboradores, a JCB vende mais de 125.000 máquinas por ano. Os maiores mercados da JCB são Índia, América do Norte, Brasil e Europa. Famosa por ser líder em vendas de retroescavadeiras, a JCB tem forte presença no Brasil com uma planta de produção em Sorocaba, no interior de São Paulo. 


Você sabia? 
A JCB é uma empresa de capital fechado (privately held), controlada integralmente pela família Bamford desde a sua fundação. 
A empresa tornou o nome da marca tão onipresente no setor de construção que “JCB” passou a ser o termo genérico - inclusive no Dicionário Oxford de Inglês - para qualquer escavadeira ou retroescavadeira. 
A retroescavadeira JCB já foi tema de muitas músicas. Por exemplo, em 1958, Lenny Green lançou uma música chamada “JCB and Me”, e na Irlanda, o cantor Seamus Moore, que se autodenomina “JCB Man”, gravou a canção homônima. 
A JCB possui uma relação próxima com a família real britânica, o que reforça sua reputação no Reino Unido. A empresa já recebeu diversas visitas de membros da realeza, incluindo a Rainha Elizabeth II e o Rei Charles III. Essas visitas destacam o papel da JCB como um pilar da indústria britânica e sua contribuição para a economia e a inovação tecnológica do país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 5/8/2026 

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10.6.10

NEW HOLLAND


A NEW HOLLAND é um parceiro inovador, dinâmico e moderno que desfruta da confiança incondicional de quem cultiva uma nova ideia de agricultura nos dias atuais. Seus equipamentos agrícolas ajudam a facilitar o trabalho de milhares de agricultores, aumentando assim a produtividade no plantio e na colheita. Além disso, seus equipamentos são presença constante em enormes canteiros de obras para infraestrutura e construção civil. 

A história 
A história tem início no ano de 1895 quando o jovem mecânico Abraham M. Zimmerman comprou um celeiro de cavalos e transformou-o em uma pequena oficina de reparação de equipamentos agrícolas na cidade de New Holland, estado americano da Pensilvânia. Pouco depois em 1899, a pequena oficina já fabricava e vendia aos agricultores moinhos de milho portáteis. Devido ao grande sucesso que foi a fabricação de seu moinho ele construiu sua própria fabrica onde produzia também motores a gás com um sistema, na época, inovador, de refrigeração a água que não causava danos ao motor no caso do congelamento da água, o que era muito comum naquela região. Em 1903 ele, juntamente com a ajuda de fazendeiros locais, fundou oficialmente a NEW HOLLAND MACHINE COMPANY, que criava e fabricava equipamentos agrícolas, incluindo uma máquina de produção de forragens, desenvolvida com o intuito de ajudar a comunidade agrícola da região. Inicialmente a nova empresa comprou uma antiga fábrica de tijolos, instalou uma linha de produção e contratou 40 funcionários. O enorme sucesso do primeiro produto da empresa levou-a a diversificar sua produção com o lançamento de outros equipamentos agrícolas, como por exemplo, em 1910 quando passou a comercializar seus próprios furadores de rocha e, em 1914, com suas serras de madeira.


Em meados da década de 1930, pouco após a Grande Depressão Econômica que assolou os Estados Unidos, a empresa foi comprada por um grupo de investidores que deram uma nova vida à NEW HOLLAND, bastante debilitada em virtude da forte recessão que assolava o país. Com o lançamento do Modelo 73, a primeira enfardadeira de feno do mundo com alimentação e atamento automáticos, a empresa voltou a ter um papel de destaque no segmento. No período pós-guerra, em 1947, a empresa mudou seu nome para SPERRY NEW HOLLAND, após ser adquirida pela Sperry Rand Corporation e, no mesmo ano, registrou um notável avanço na tecnologia da colheita de feno com o lançamento da enfardadeira condicionadora. Em 1964 a empresa comprou uma grande parte das ações da belga Claeys, fundada em 1906 e um dos maiores fabricantes de ceifadeiras debulhadoras da Europa, o que permitiu, uma década mais tarde, o lançamento da primeira ceifadeira debulhadora do mundo com rotor duplo: uma ideia genial, que continua a liderar a indústria nos dias de hoje.


Em 1960 foi lançada a carregadeira patenteada Super BoomÒ. Desenvolvida pelo engenheiro Larry Halls, a tecnologia surgiu da ideia de criar uma articulação de acionamento para cortadores que não precisasse de um braço de biela. Halls criou um sistema de articulação de quatro barras que foi patenteado e transformado no que hoje é o Super BoomÒ. Em 1972, a empresa ingressou no segmento da construção civil com o lançamento de sua primeira retroescavadeira. Três anos mais tarde, a marca produziu a primeira máquina com sistema axial do mundo. Os rumos da NEW HOLLAND começariam a mudar definitivamente em 1986 quando a Ford comprou a empresa, que se juntou a sua divisão de tratores para formar a Ford New Holland. Nesta altura, a NEW HOLLAND era uma das mais eficientes empresas do setor de equipamentos agrícolas, empregava 9.000 pessoas, tinha uma rede de 2.500 concessionárias e estava presente em 100 países. Utilizando-se de toda a estrutura da Ford a marca lançou novos produtos no mercado e se expandiu ainda mais internacionalmente. No início da próxima década, em 1991, a NEW HOLLAND foi novamente comprada, desta vez pela italiana Fiat.


O processo de integração total da NEW HOLLAND com a empresa italiana ficou completo com o lançamento oficial da nova divisão na convenção mundial do grupo em 1994. Nesta época a NEW HOLLAND já era um gigante: oferecia uma linha de 280 produtos diferentes em 130 países através de uma rede de 5.600 concessionárias para a divisão agrícola e mais 250 para a divisão de construção civil. Sob a batuta da Fiat, - através da CNH, empresa resultante da fusão ocorrida em 1999 entre a NEW HOLLAND e a Case Corporation (fundada em 1842 nos Estados Unidos pelo inventor Jerome Increase Case) - passou a ter acesso a recursos sem precedentes, o que permitiu à marca seguir um rigoroso plano de renovação de sua linha de produtos e elevar o nível da assistência ao cliente. A partir deste momento a NEW HOLLAND se tornou uma marca da empresa CNH (Case New Holland Industrial), hoje também proprietária da italiana Iveco (fabricante de caminhões, veículos comerciais e ônibus) e da Case IH (equipamentos agrícolas). Em 2005 a divisão de construção civil passou a se chamar NEW HOLLAND CONSTRUCTION.


Em 2007 apresentou os tratores da série T7000, resultado de mais de cinco anos de pesquisas para o desenvolvimento de uma máquina capaz de satisfazer as necessidades da agricultura moderna - em constante mudança - e do produtor exigente. Este trator, que ganhou o apelido de “Blue Power” em virtude da cor azul e de sua força, chegou a um conjunto de sucesso que reúne potência, robustez e agilidade para garantir alta produtividade nas mais diversas aplicações com desempenho imbatível nas atividades mais simples e rendimento superior nas mais severas. Tudo isso com baixo consumo de combustível. Pouco depois, em 2009, na esteira das inovações ecologicamente sustentáveis, a marca anunciou o lançamento de um protótipo de trator que funcionava à base de uma célula de hidrogênio, que levou o nome de NH2.


Em 2014, a ceifeira-debulhadora CR10.90 da NEW HOLLAND atingiu o recorde mundial para mais trigo colhido dentro de oito horas: 797.656 kg. Já em 2017, a NEW HOLLAND CONSTRUCTION anunciou um importante marco produtivo: 250 mil minicarregadeiras fabricadas. A primeira minicarregadeira da marca foi produzida há 45 anos na fábrica de Grand Island, no Nebraska. Ainda este ano, a marca apresentou seu mais recente produto que representa sua visão para o futuro da agricultura sustentável: o novo trator conceito movido a biometano que reinventa o design da máquina e revela um futuro conectado. Inovador, seu motor oferece o mesmo desempenho e tem a mesma durabilidade em relação ao equivalente movido à diesel, mas com custos de funcionamento bem menores. Ele combina combustíveis alternativos e tecnologia agrícola avançada para criar um elo vital que fecha o ciclo virtuoso da Energy Independent Farm, funcionando por energia produzida a partir de produtos da terra e resíduos.


Hoje em dia, em qualquer ponto do planeta, a NEW HOLLAND garante desempenho e alta qualidade em todos os produtos que levam a sua marca. Esta grande conquista de mercado, hoje em dia mais de 1.9 milhões de equipamentos agrícolas NEW HOLLAND estão em atividade em alguma parte do planeta, se deve ao constante investimento da marca em novos produtos destinados a todos os segmentos de atividades agrícolas. Afinal, a marca tem ajudado agricultores a melhorar a sua produtividade e eficiência desde 1895. Hoje oferece uma linha completa de equipamentos agrícolas especializada em gado, feno e forragem, pequenas culturas de semente, pomares e vinhas.


A NEW HOLLAND AGRICULTURE é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Já a NEW HOLLAND CONSTRUCTION oferece uma linha completa, composta por escavadeiras hidráulicas, escavadeiras de rodas, retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de esteiras, pás-carregadeiras, minicarregadeiras, miniescavadeiras e manipuladores telescópicos, que atendem às mais diversas aplicações em obras de infraestrutura, construção civil, mineração, agricultura, entre outros.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações no decorrer dos anos. A última delas, ocorrida em 2008, criou logotipos distintos para a divisão de equipamentos agrícola e construção civil da marca NEW HOLLAND.


Os slogans 
Farm Raised. (2010) 
Your success - Our speciality. (2009) 
Built around you. (2007) 
People you can trust. (2000) 
Machinery for advanced agriculture. (1994) 
Hay in a Day. 
Eat More Meat, Drink More Milk for a Healthy Agriculture. 
First in Grassland Farming. 
Sempre com você. 
Especialista no seu sucesso.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1895 
● Fundador: Abraham M. Zimmerman 
● Sede mundial: Turim, Itália 
● Proprietário da marca: CNH Industrial N.V. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: Sergio Marchionne 
● Presidente: Carlo Lambro 
● Faturamento: US$ 8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Concessionárias: 3.000 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 28.000 
● Segmento: Agricultura e construção civil 
● Principais produtos: Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, semeadoras, motoniveladoras e escavadeiras 
● Concorrentes diretos: Massey Ferguson, Caterpillar, John Deere, JCB, Valtra, Komatsu e Kubota 
● Ícones: A cor azul dos tratores 
● Slogan: Farm Raised. 
● Website: www.newholland.com.br 

A marca no Brasil 
No Brasil, as primeiras colheitadeiras NEW HOLLAND chegaram no início da década de 1970, marcando uma forte relação entre as máquinas amarelas e o homem do campo. O sucesso foi tão grande que a empresa se instalou no Brasil, inaugurando uma fábrica na cidade de Curitiba em 1975. Essa fábrica é considerada uma das mais completas do mundo no setor por produzir tratores, colheitadeiras e componentes em uma mesma planta. A NEW HOLLAND trouxe modernidade e inovação ao setor no país e foi conquistando mais participação de mercado à medida que a agricultura crescia e se profissionalizava. A diversidade da agricultura brasileira impulsionou a NEW HOLLAND a se desenvolver e a atender, cada vez melhor, às suas especificidades. Hoje são mais de 220 lojas e concessionárias no país.


A marca no mundo 
Hoje em dia a NEW HOLLAND, marca líder no setor de equipamentos agrícolas, oferece uma completa e vasta gama de equipamentos agrícolas (400 modelos em mais de 100 linhas de produtos) e veículos pesados para a construção civil (80 modelos em 600 diferentes configurações), que são comercializados em aproximadamente 170 países através de uma rede de concessionárias formada por mais de 3.000 pontos de venda. Para atender especificamente a cada tipo de necessidade dos produtores de todos os portes, a marca produz uma ampla e completa linha de tratores de pequena, média e grande potência, além de colheitadeiras de grãos e implementos. Na área industrial e de construção civil a marca comercializa retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, tratores de esteira, pás-carregadeiras, mini-carregadeiras e motoniveladoras, além de colheitadeira florestal e manipuladores telescópicos. A NEW HOLLAND possui 18 fábricas ao redor do mundo. A NEW HOLLAND também licencia sua marca para uma grande linha de produtos como, botas, bonés, roupas, mochilas e acessórios. 

Você sabia? 
A cada cinco tratores vendidos no mundo, um é da marca NEW HOLLAND. E suas colheitadeiras, referência em tecnologia, eficiência e produtividade, são as mais vendidas na América Latina. 
O compromisso de apoiar o desenvolvimento sustentável da agricultura é a base da estratégia Clean Energy Leader®, lançada em 2006 e que promove o uso de combustíveis renováveis, sistemas para reduzir emissões, ferramentas tecnológicas e práticas agrícolas sustentáveis. 
A NEW HOLLAND se tornou ainda mais popular ao patrocinar a equipe da Juventus de Turim entre 2007 a 2010, estampando seu logotipo na camisa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 7/3/2018

17.7.06

MASSEY FERGUSON


Se você estiver em um avião, em qualquer lugar do mundo, e avistar enormes pontos vermelhos nos campos de plantações, não se assuste. Trata-se de tratores e colheitadeiras da tradicional MASSEY FERGUSON, uma das mais famosas marcas de equipamentos agrícolas do mundo, que disponibiliza produtos dotados de avançadas soluções operacionais para oferecer máxima eficiência aos agricultores. 

A história 
A história da marca tem suas origens no ano de 1847 quando Daniel Massey fundou a Newcastle Foundry and Machine Manufactory, então uma pequena oficina para fabricar e reparar instrumentos agrícolas para fazendeiros da cidade de Newcastle, província de Ontário no Canadá. A nova empresa começou a fabricar uma das primeiras debulhadoras mecânicas do mundo, primeiramente com peças importadas dos Estados Unidos, e posteriormente com fabricação própria. Uma década depois, o canadense Alanson Harris inaugurou na cidade de Beamsville uma fundição para fabricar e reparar maquinários agrícolas. Em 1875, Massey comprou a patente e começou a fabricar ancinhos (também conhecido como rastelo), um instrumento utilizado na agricultura e na jardinagem para coletar materiais como folhas, grama solta, palha e feno e também em hortas para preparar a terra para o plantio.


Pouco depois, em 1887, ele inaugurou uma subsidiária na Inglaterra. Em 1891 ocorreu a fusão das duas empresas de maior sucesso do mercado canadense nesse segmento, a Massey Company e a A. Harris Son & Company, para formar a Massey-Harris Co. Depois da virada do século, em 1902, a empresa inaugurou um escritório na França, incrementando consideravelmente suas vendas. Em 1910, a empresa adquiriu a Johnson Harvester Company, localizada no estado de Nova York, se tornando uma das primeiras multinacionais canadenses e ingressando oficialmente no mercado americano. Em 1918 a empresa introduziu o trator Massey-Harris 1, que se tornaria um grande ícone da marca nos anos seguintes. Em 1926 na Inglaterra, o engenheiro Harris Ferguson aperfeiçoa o Sistema Ferguson de integrar tratores e implementos.


Em 1930 foi lançado o primeiro trator com tração nas quatro rodas. No final desta década, em 1938, a Massey-Harris introduziu a primeira colheitadeira automotriz, facilitando assim o trabalho nos campos em época de colheita. Foi neste mesmo ano que Henry Ford começou a produzir os tratores Ford-Ferguson, firmando uma parceria com a empresa, que seria encerrada pouco anos depois, em 1947, após a produção de 300 mil tratores. Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa produziu equipamentos para o exército, incluindo tanques e armas. Finalmente, em 1953, ocorreu a fusão da Massey-Harris e a Harry Ferguson Limited da Inglaterra, formando assim a Massey-Harris-Ferguson Limited. Inicialmente, os parceiros decidiram continuar a comercializar tratores sob marcas distintas - Massey-Harris e Ferguson. Mas isso resultou em confusão para consumidores e revendedores, bem como conflitos em relação a futuros projetos de equipamentos. Foi então, que em 1958, os equipamentos agrícolas passaram a ostentar o nome MASSEY FERGUSON, surgindo assim uma das marcas de tratores mais famosas do mundo, com o lançamento do modelo MF 35. Nesse mesmo ano a marca ganharia reconhecimento mundial quando Sir Edmund Hillary utilizou um trator da empresa em uma expedição terrestre ao Pólo Sul. Um ano antes, em 1957, a empresa se instalou oficialmente no Brasil, sendo parte do plano de expansão industrial do então presidente da República Juscelino Kubitschek. No Brasil, a marca ficou conhecida pelo popular slogan “A Gente Faz a Terra Crescer”.


Na década seguinte a empresa ingressou em vários mercados mundiais e expandiu sua linha de produtos com novos modelos de tratores e equipamentos agrícolas. Além disso, o modelo 50 X (conhecido popularmente com Cinquentinha, em homenagem ao então presidente Juscelino Kubitschek) passou a ser fabricado localmente no Brasil em 1961. Com 36 cavalos de potência foi o primeiro trator da marca fabricado no país e acabou se tornando referência no campo e símbolo de pioneirismo. Ainda no Brasil, a colheita de grãos foi bastante positiva nos anos de 1970 e para dar conta da empreitada, a MF aumentou a potência de seus tratores e desenvolveu a linha MG 200, com nove opções de modelos adaptados a diferentes culturas e tipos de terreno. O modelo MF 275 rapidamente se destacou, tornando-se o mais vendido de todos os tempos. Em 1978 apresentou o primeiro trator compacto da marca. A década de 1980 foi marcada pelo lançamento dos tratores da Série 300, que durante anos foram os mais vendidos no mundo devido a sua força e confiabilidade.


Desde 1988, a empresa vem investindo e aprimorando o que hoje é o mais avançado, testado e comprovado sistema de agricultura de precisão: o FIELDSTAR, um sistema revolucionário que, instalado em um trator ou uma colheitadeira, permite monitorar e controlar, com precisão, as tarefas agrícolas, desde o preparo do solo, os índices de produtividade, a quantidade adequada de insumos aplicados nas lavouras e até mesmo a produtividade de cada metro quadrado na colheita. No ano de 1994 a AGCO Corporation adquiriu a MASSEY FERGUSON, que a partir deste momento passava a ser uma subsidiária da empresa americana, também proprietária de diversas marcas de equipamentos agrícolas, com destaque para Valtra e Challenger. Mesmo assim, os tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas continuaram sendo construídos de acordo com os mesmos rigorosos padrões que os fundadores sempre defenderam. Com essa aquisição a MASSEY FERGUSON ganhou ainda mais força para manter a inovação e a modernidade como diretrizes para desenvolver as soluções para os desafios no campo.


A MASSEY FERGUSON foi a primeira empresa no mundo a trabalhar com o sistema de agricultura de precisão. Isto foi acelerado nos anos de 2000, quando para atender as necessidades de melhoria no monitoramento e precisão das práticas agrícolas, a marca equipou suas máquinas com a mais moderna tecnologia. Com isso, a empresa desenvolveu comandos que, com apenas um toque, estabeleceram a comunicação entre componentes do trator e implementos, monitorando em tempo real todas as operações, tanto das ações no campo quanto das máquinas. Nesta época, a subsidiária da empresa no Brasil começou a ganhar enorme importância ao exportar tratores para o mercado americano. Em 2005, a empresa lançou no mercado brasileiro o trator MF 250 XE, conhecido como o Brasileirinho, voltado para pequenas propriedades e agricultura familiar. No ano seguinte, os tratores da nova Série MF 200 Compacto, foram lançados no mercado voltado especialmente para a fruticultura brasileira.


Sempre na vanguarda, a MASSEY FERGUSON tem a inovação como um dos seus principais pilares, desenvolvendo soluções do plantio à colheita com muito mais produtividade e rentabilidade. Como por exemplo, a transmissão Dyna-VT, seguindo o mesmo conceito que leva conforto e economia de combustível aos carros mais modernos vendidos no mercado. Os tratores ainda contam com piloto automático de série e função DTM, que auxilia a melhorar o desempenho do trabalho, gerando economia de combustível. São mais de 160 anos de experiência, amplo conhecimento em propriedades agrícolas e máquinas necessárias para que o trabalho seja realizado corretamente - em qualquer lugar do mundo. Assim é a MASSEY FERGUSON, um exemplo de pioneirismo no segmento agrícola. Afinal, a empresa criou o primeiro engate de três pontos do mundo. E adicione a isto, às gerações de experiência global e será possível ter a comprovação necessária de que ela é a marca que se pode confiar. Por isso, não é surpreendente que a MASSEY FERGUSON tenha conquistado a fidelidade de agricultores em todo o mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Apesar das origens da empresa datem de 1847, a marca MASSEY FERGUSON surgiu somente em 1958 com um logotipo composto por três triângulos interligados, as iniciais MF e um trator como símbolo. Este logotipo passou por mais duas modernizações nos anos seguintes, adquirindo uma imagem mais simplificada. Além disso, passou a conter o nome da marca.


Os slogans 
A world of experience. Working with you. 
Once a Pioneer, always a Pioneer. 
Machinery the world relies on. (2008) 
Pedigree, power & performance. (2003) 
Helping the human race to help itself. (1970) 
Pulsa forte no campo. (Brasil, 2016) 
Um mundo de experiências. Trabalhando com você. (Brasil) 
A Gente Faz a Terra Crescer. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 1847 (empresa) e 1958 (marca) 
● Fundador: Daniel Massey 
● Sede mundial: Duluth, Georgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Massey Ferguson Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da AGCO Corporation) 
● Chairman & CEO: Martin Richenhagen 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Concessionárias: 3.000 
● Presença global: 140 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Agricultura 
● Principais produtos: Tratores, colheitadeiras, pulverizadores e implementos agrícolas 
● Concorrentes diretos: John Deere, New Holland, Caterpillar, JCB, Valtra, Komatsu e Kubota 
● Ícones: Os tratores vermelhos 
● Slogan: A world of experience. Working with you. 

A marca no mundo 
Atualmente a MASSEY FERGUSON, subsidiária da empresa AGCO Corporation, uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos agrícolas e peças de reposição relacionadas, comercializa seus produtos (tratores, colheitadeiras de grãos, pulverizadores e implementos diversos) em mais de 140 países através de uma rede de 3.000 concessionárias e distribuidores independentes. A empresa possui atuação destacada nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, Venezuela, Chile e África do Sul, além do continente europeu. As fábricas da empresa no Brasil estão localizadas no estado do Rio Grande do Sul (Canoas, Santa Rosa e Ibirubá) e São Paulo (Ribeirão Preto). 

Você sabia? 
A MASSEY FERGUSSON continua se baseando nos princípios que Daniel Massey, Alanson Harris e Harry Ferguson adotaram. Esse espírito de tradição é um dos grandes motivos pelos quais se tornou a marca de tratores mais vendida nos últimos 40 anos, principalmente no Brasil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/3/2018

20.6.06

CATERPILLAR


Caminhões gigantes, chamados de fora-de-estrada, com capacidade para 400 toneladas de carga e pneus com 4 metros de altura. Tratores e ceifadeiras que colhem e plantam alimentos que o planeta produz. Motoniveladoras, carregadeiras de rodas, retro-escavadeiras e escavadeiras vistas nas principais obras de infraestrutura pelo mundo afora. E todas essas máquinas possuem duas coisas em comum: a cor amarela e o nome CAT, abreviação de CATERPILLAR, marca líder no setor de máquinas pesadas para as áreas de construção civil, florestal e mineração, e que há mais de 90 anos vem colaborando com a construção da infraestrutura mundial. Afinal, seus equipamentos são criados e testados para suportar as condições mais extremas. Em um dia, suas máquinas embarcam na jornada mais gelada do planeta pela Antártica. No outro, movimentam toneladas de dejetos no maior aterro sanitário do mundo ou sobem uma geleira a caminho de uma mina de carvão. 

A história 
Enormes ceifadeiras debulhadoras, puxadas às vezes por 40 cavalos, eram um espetáculo comum nos campos de cereais da Califórnia, durante o século XIX. Os lavradores precisavam de força para puxar aquelas gigantescas máquinas, mas a força dos cavalos era insuficiente. A necessidade de mais força surgiu na idade das pitorescas “máquinas de tração”. Começava então a história da CATERPILLAR. Em 1890, os americanos Benjamin Holt e Daniel Best começaram a fazer experimentos com vários tratores a vapor utilizados em propriedades agrícolas. Trabalhando separadamente, para suas respectivas empresas, eles foram pioneiros em tratores do tipo esteira e motores à base de petróleo. Naquele tempo, os motores de tração a vapor eram enormes e não raramente acabavam atolados em solos muito macios - desatolar a máquina podia levar dias. Para aumentar a área de contato do motor de tração com o terreno, Benjamin Holt teve a ideia de substituir as rodas por esteiras.


Em 24 de novembro de 1904, o protótipo do trator de esteiras movido a vapor e projetado por Holt foi testado. Em pouco tempo, ele começou a ser usado para arar o solo ao redor de sua fábrica em Stockton, no estado da Califórnia, e foi considerado um enorme sucesso. Depois de mais alguns testes, o primeiro trator de esteira – com um novo e aprimorado conjunto de esteiras – foi enviado ao sítio da família Holt para que arasse o solo durante o inverno. Depois de mudar de alimentação a vapor para alimentação a petróleo, em 1909, seus tratores de esteira já estavam sendo literalmente “arrancados de suas mãos” pelos clientes. Logo após, em 1910, ele registrou a marca CATERPILLAR. Enquanto isso, o filho de Daniel Best, C.L. Best, fundava sua própria empresa e, em 1910, começava a fabricar tratores de pneus alimentados por petróleo. Quase imediatamente, o jovem começou a trabalhar em um trator experimental do tipo esteira. O trator de esteira “CBL” de 75 cv foi lançado no início de 1913, sendo a primeira máquina a carregar a marca registrada “Tracklayer”. Esse trator já apresentava um grande número de inovações importantes no projeto. Entre elas é possível destacar as melhorias na oscilação das esteiras, para reduzir as cargas de choque sobre a estrutura, e o motor, além da metalurgia aprimorada por todo o trator.


Com o início da Primeira Guerra Mundial, os tratores de Holt tiveram grande procura por parte das Forças Aliadas. No final do conflito, Harry H. Fair, um investidor da cidade californiana de San Francisco, que conhecia as empresas Holt Manufacturing Company, localizada em Stockton na Califórnia e que possuía boa reputação e grandes fábricas; e a C.L. Best Tractor Company, localizada em San Leandro, também na Califórnia, e que tinha melhor situação financeira e necessitava de mais espaço para expansão de suas fábricas; enxergou as vantagens de efetuar a uma fusão entre ambas. Isto ocorreu no dia 15 de abril de 1925 para formar oficialmente a Caterpillar Tractor Co. A nova empresa rapidamente iniciou a produção de dois modelos Best e outros três da Holt. No primeiro ano de operações, realizou vendas no valor de US$ 13.8 milhões. Em 1927, o trator de esteiras Modelo 20 foi o primeiro produto projetado pela nova empresa. As décadas de 1920 e 1930 trouxeram grande expansão aos mercados da construção de estradas, indústria madeireira e assentamento de oleodutos. E com isso, as máquinas da CATERPILLAR foram requisitadas com maior frequência.


Desde então, a empresa tem sido a protagonista de uma história de desenvolvimento contínuo de produtos. Três grandes inovações marcaram a história da CATERPILLAR: o lançamento da primeira motoniveladora, em 1931; a introdução do motor a diesel à linha de montagem, no trator Diesel Sixty, também em 1931; e a invenção da esteira lubrificada e hermética. O motor diesel com maior potência e menores custos de operação levou a empresa a alcançar o primeiro lugar na indústria da terraplanagem, lugar esse que mantém até os dias de hoje. Já a esteira lubrificada e hermética ajudou a reduzir os custos de manutenção do chassi. Os pinos das esteiras ficavam permanentemente revestidos com lubrificante, o que reduzia o contato entre os metais e prolongava a vida útil dos pinos e buchas. Outras melhorias realizadas com o passar dos anos incluem a troca de controles por cabos pelos comandos hidráulicos, sistemas de monitoramento computadorizados, divisores de torque, transmissões de potência por sistemas planetários, diferenciais, entre outras.


Nos anos seguintes a CATERPILLAR esteve presente em importantes e grandes obras dos Estados Unidos: em 1936, os tratores de esteiras da marca ajudaram na conclusão da construção da represa Hoover, localizada entre os estados de Nevada e Arizona; e no ano de 1937 suas máquinas ajudaram na conclusão da construção da ponte Golden Gate, que liga a cidade de San Francisco a Sausalito, na Califórnia. Com o início da Segunda Guerra Mundial, o governo americano pediu a CATERPILLAR para dedicar toda a sua estrutura à produção de tratores e motoniveladoras. As máquinas apareceram então pintadas de verde-azeitona, em substituição ao tradicional amarelo. Nesta época, a linha de produtos incluía: motoniveladoras, niveladoras de lâmina, niveladoras elevadoras, plainas e geradores. Com o fim do conflito mundial, no começo da década de 1950 foi inaugurada uma subsidiária na Inglaterra, a primeira de muitas operações no exterior criada para ajudar a gerenciar as faltas de intercâmbio, as tarifas, os controles de importação e melhor servir os clientes em todo o mundo. Em 1962 a empresa introduziu seu primeiro caminhão fora-de-estrada para uso em mineradoras, o modelo 769. No final desta década, em 1969, os motores CATERPILLAR forneceram energia e potência para a missão Apollo 11 à Lua. No ano seguinte, as vendas no exterior foram superiores as do mercado americano pela primeira vez.


A década de 1980 foi extremamente difícil para a empresa: de 1981 a 1983, a recessão mundial teve enorme impacto sobre a CATERPILLAR, custando à empresa o equivalente a US$ 1 milhão por dia e forçando-a a reduzir drasticamente os níveis de emprego. Foi então que o gigante começou seu processo de recuperação, diversificando sua linha de produtos para atender a uma variedade maior das necessidades de seus clientes (hoje em dia são aproximadamente 400 produtos oferecidos, mais que o dobro do que em 1981); iniciou um programa de modernização de fábricas no valor de US$ 1.8 bilhões para aperfeiçoar os processos de produção; descentralizou sua arcaica estrutura; e reorganizou-se em unidades de negócios responsáveis pelo retorno sobre os ativos e a satisfação do cliente. Isto foi o suficiente para a recuperação da empresa, que nos últimos anos se tornou um gigante dominante de seu setor. Passada a última crise mundial, período em que a empresa foi afetada duramente, a CATERPILLAR apostou suas fichas nos geradores e sistemas de propulsão diesel-elétricos para atender clientes dos setores marítimos e de petróleo, um investimento feito de olho especialmente nos negócios que foram criados com a exploração do pré-sal no Brasil.


Hoje em dia, no segmento da mineração, a CATERPILLAR é praticamente onipresente. Seja nas minas de carvão subterrâneas da China, nas minas de superfície de Mali ou nas areias betuminosas do Canadá, seus produtos trabalham pesado. Além disso, a empresa oferece uma ampla gama de soluções para ajudar os agricultores a melhorarem a produtividade e a eficiência visando manter as margens de lucro. Além de fornecer equipamentos agrícolas confiáveis e com menor consumo de combustível que são mais econômicos para os agricultores em termos de propriedade e de operação, a CATERPILLAR também se compromete com a segurança dos operadores, o que também ajuda a controlar os gastos com seguro. Nenhuma máquina é individualmente perfeita para cada aplicação ou condição local. Quer você precise de pás-carregadeiras, buldôzeres, escavadeiras, escrêiperes ou caminhões, o revendedor CAT pode montar o sistema certo, utilizando a maior seleção de opções de equipamentos já existente. A empresa também oferece máquinas para os setores de demolição e reciclagem de entulhos; florestal; geração de energia elétrica; indústria de resíduos; marítimo; pavimentação; terraplanagem, tubulação, entre outros.


A linha do tempo 
1931 
Criação de um grupo separado de vendas para comercializar motores a diesel para outros fabricantes de equipamentos. Este grupo foi substituído em 1953 por uma divisão de vendas e marketing separada para melhor atender às necessidades de uma ampla gama de clientes de motores. As vendas de motores são atualmente responsáveis por cerca de um terço das vendas e receitas totais da empresa. 
1941 
Lançamento do primeiro trator de rodas da marca. 
1945 
Lançamento de sua primeira escavadeira. 
1949 
A marca CAT (abreviação de CATERPILLAR) foi utilizada pela primeira vez, e posteriormente registrada, em 1952, quando começou a aparecer estampada em suas máquinas. 
1952 
Lançamento da primeira pá-carregadeira de esteira integrada. 
1972 
Lançamento da primeira escavadeira hidráulica. 
1983 
A CATERPILLAR LEASING COMPANY foi ampliada para oferecer opções de financiamento de equipamentos aos seus clientes em todo o mundo, passando a se chamar oficialmente Caterpillar Financial Services Corporation.
1985 
Lançamento de sua primeira retroescavadeira. 
1987 
Lançamento do trator CHALLENGER, em conjunto com seu sistema patenteado Mobil-trac. O sistema foi um grande avanço na direção de uma maior capacidade de tração e flutuação, menor compactação do solo e maior versatilidade para diminuir custos e aumentar a produtividade da propriedade agrícola. 
Criação da CATERPILLAR LOGISTICS SERVICES, uma subsidiária que oferecia soluções e serviços de cadeia de abastecimento à empresa mãe, e a mais de 65 outras empresas líderes em todo o mundo. A subsidiária oferece sua total capacidade de serviços a empresas nos setores de mercado que incluem peças de serviço automotivos, industriais e aeroespaciais, bens duráveis para consumidores, tecnologia, eletrônicos e logística de fabricação. 
1997 
A empresa continua a se expandir, adquirindo a Perkins Engines sediada na Inglaterra. Com a adição da alemã MaK Motoren no ano anterior, a CATERPILLAR se tornou líder mundial na fabricação de motores diesel. 
1998 
O maior caminhão de mineração de comando mecânico do mundo na época – o modelo 797 - inicia suas atividades no campo de provas da empresa no estado do Arizona. 
Apresentação de sua nova linha de equipamentos compactos para construção na CONEXPO, a maior feira de equipamentos para construção, em resposta às mudanças de necessidades dos clientes para equipamentos de construção menores e mais versáteis. 
2001 
Primeira empresa a lançar globalmente o 6 Sigma, um programa projetado para impulsionar a eficiência e eliminar desperdício, definindo falhas no processo de produção. 
2003 
A empresa se torna a primeira fabricante de motores a oferecer uma linha completa de motores diesel limpos em total conformidade e certificados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos. A tecnologia revolucionária de controle de emissões da CATERPILLAR, conhecida como ACERT® (desenvolvida em 2001), é projetada para atender aos padrões EPA sem sacrificar o desempenho, a confiabilidade ou a economia de combustível. 
2008 
Lançamento do primeiro trator de esteiras de acionamento elétrico. 
2010 
Apresentação do primeiro modelo da linha completa de Caminhões Vocacionais Cat®. A primeira linha de caminhões rodoviários da empresa oferecia soluções personalizadas para diversas aplicações de trabalho, desde remoção de pedras e o transporte de lixo ao corte de madeira e o derramamento de concreto. Porém, em 2016, devido à forte concorrência no setor, a empresa encerrou a produção destes caminhões nos Estados Unidos.


O gigante 
É da CATERPILLAR o título de segundo maior caminhão do mundo (só perde para o 75710 do fabricante bielorrusso BelAZ): o CAT 797F, modelo fora-de-estrada (off-higway, em inglês) para mineração da classe ultra. E não é para menos. Só para começar, vazio, este verdadeiro titã pesa mais de 600 toneladas (623.690 kg, para ser mais exato). E não pára por aí: 7.7 metros de altura vazio (que pode passar dos 15 metros em operação), 15 metros de comprimento, 9.7 metros de largura. Capaz de transportar 400 toneladas de carga útil, graças a suas dimensões gigantescas e seu motor CAT C175-20 106 litros quad turbo charger que desenvolve 4.000 cavalos de potência e vai a 67.6 km/h (completamente carregado) – o que não é pouco, para um caminhão de mais de 600 toneladas. O CAT 797F tem transmissão eletromecânica planetária de sete velocidades com um poderoso conversor de torque que faz com que ele dê conta do recado. Além disso, o motor é controlado eletronicamente via ECM (Módulo de Controle Eletrônico), que utiliza um avançado software de administração para supervisionar, controlar e proteger a motorização via sensores eletrônicos de diagnóstico automático.


Em serviço desde 2009, para dirigir este monstro é preciso ir até a cabine de comando, que fica no lado esquerdo da plataforma de sustentação principal do caminhão. Esse trajeto é feito por meio de uma escada com 18 degraus. Para facilitar o trabalho do operador, esse caminhão é equipado com direção hidráulica. Destaque ainda para a velocidade dos cilindros de levantamento da caçamba: 25 segundos para subir e 19 segundos para descer. E tem mais. Olha só a capacidade de combustível da fera: 3.785 litros. Para se ter uma ideia, o 797F é tão grande que não pode rodar em nenhuma estrada. Ou seja, tem que ser montado no próprio local onde irá operar. E se ele tem esse tamanho todo, imagina o pneu: 4 metros de altura, sendo que cada um deles não custa menos do que US$ 42.5 mil. E o preço do CATERPILLAR 797F também é gigante: US$ 5.6 milhões. Apesar do alto preço independentemente da carga transportada, seja cobre, carvão, ouro, minério de ferro ou entulho, o 797F oferecerá o melhor custo por unidade de produção do setor.


As revendedoras 
A rede mundial de revendedores da CATERPILLAR, composta por mais de 200 concessionárias, proporciona uma vantagem competitiva, afinal os clientes tratam com pessoas que eles conhecem e confiam. Quase todos os revendedores são empresas independentes e de propriedade de pessoas locais. Muitos têm relacionamentos com seus clientes que duram há pelo menos duas gerações. Os revendedores atendem as necessidades em equipamentos, serviços e financiamento de clientes em mais de 200 países, oferecendo uma completa linha com mais de 400 tipos de máquinas e tratores. Os serviços de aluguel são oferecidos através de mais de 1.600 pontos em todo o mundo. Além disso, a empresa oferece aos seus clientes os Técnicos de Serviço de Campo, cuja experiência e as ferramentas para diagnosticar avarias rapidamente prestam serviços emergenciais. Sua primeira prioridade é manter as máquinas em constante funcionamento. Seus caminhões estão cheios de ferramentas com tecnologia de ponta e equipamentos de diagnóstico. Eles trazem programas com especificações para todas as máquinas CATERPILLAR, incluindo uma lista de peças originais, manuais de serviço e atualizações em cada máquina desde 1978 até hoje. Mas mais que todas essas ferramentas, o conhecimento que cada um traz para o trabalho mantém os equipamentos em operação.


A expansão da marca 
CATERPILLAR para ir ao trabalho, passear, jogar golfe, presentear uma filha, proteger-se do frio ou assinar um cheque. Obviamente, não se está falando de retroescavadeiras e tratores que fazem o nome da mais famosa fabricante de máquinas pesadas do mundo. Mas dos produtos promocionais e licenciados que nasceram na década de 1980 para ajudar a divulgar a sua marca, acabaram virando uma grife de prestígio. O primeiro brinde foi uma bota. Para fazer algo bonito, a empresa pediu ao fornecedor que desenvolvesse um solado que tivesse os sulcos similares aos dos pneus de seus tratores. Pediu também que fizessem uma bota que lembrasse a durabilidade e robustez de suas máquinas. O brinde foi distribuído aos motoristas e engenheiros que utilizavam suas máquinas. Mas o brinde fez muito sucesso entre os filhos deles, que gostaram do estilo das botas e passaram a ir com elas para a universidade, a usá-las em público, gerando nos colegas e amigos um forte desejo de ter um calçado igual. Desse modo, nasceu uma demanda entre os jovens americanos por esse tipo de calçado. A empresa então se viu pressionada: ou dava gratuitamente uma enorme quantidade dessas botas como brinde, ou passava a fabricar e comercializar as botas através de empresas de forma licenciada, o que acabou acontecendo. Mas a CATERPILLAR foi além e encomendou uma pesquisa de branding, onde acabou descobrindo o verdadeiro significado da marca, não apenas entre os seus clientes e usuários de seus produtos. A empresa descobriu o que realmente significava a marca para toda população americana, principalmente para as pessoas que nunca iriam comprar e nunca iriam dirigir um trator ou uma escavadeira da marca. Apesar das pessoas associarem a marca a grandes tratores e a escavadeira, ia muito além disso. A pesquisa descobriu que a marca, para o público americano, significava três atributos: FORÇA, ROBUSTEZ e DURABILIDADE.


Hoje em dia, são bonés, canetas, chaveiros, canivetes, lanternas, livros, relógios, malas, mochilas, ursos de pelúcia, telefones celulares, jogos infantis, camisetas, jaquetas, calças, camisas, veículos em miniaturas, tênis, sandálias e as cobiçadas botas todo-terreno (que é a joia da coroa e conta com mais de 60 modelos masculinos e femininos). Os calçados CAT seguem o mesmo conceito das máquinas na qualidade das matérias primas, na fabricação do produto que oferece resistência, durabilidade e alta tecnologia sem abrir mão do conforto. No mundo inteiro, existe um único licenciado para produzir as botas e os tênis da CAT. É a empresa americana Wolverine Worldwide, que desde 1994 produz a famosa linha de calçados CAT. Atualmente, CATERPILLAR é uma grife forte na Europa, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Os produtos licenciados são vendidos em lojas próprias da marca (são mais de 200 unidades) e em espaços exclusivos dentro de grandes lojas de departamento. Sem falar, é claro, que eles geram faturamento de US$ 950 milhões ao ano para a empresa. Já no Brasil, as vendas desses artigos chegam a R$ 500 mil.


O nome 
Segundo reza a história, em 1866, um francês chamado Clément Ader, inspirado em uma máquina de locomoção por arrasto, apoiada em rolos, concebeu um mecanismo para deslocação por intermédio de uma corrente, o que resultou em um avanço por rasto contínuo semelhante ao modo de deslocamento de uma lagarta (em inglês “caterpillar”). A descoberta do princípio do sistema, por ter tido somente aplicações práticas, e o consequente merecido reconhecimento depois da invenção ter sido desenvolvida e resultado na locomoção de máquinas, acabou posteriormente com o mérito a pertencer a Benjamin Holt. E, como pioneiro do feito designado por rasto contínuo, que perdura até os dias de hoje e continua a existir com a mesma concepção original, figuram Benjamin Holt e Daniel Best, os quais se encontram na origem das raízes da fundação da CATERPILLAR - e, daí, com toda a justiça, o nome “caterpillar” significar na língua original inglesa “lagarta”.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações, algumas radicais, no decorrer dos anos. O logotipo original (em vermelho) representava o movimento de uma lagarta. Em 1931 foi adotada uma nova tipografia de letra e, no ano seguinte, a cor preta. Depois de passar por outras remodelações, em 1967 o logotipo passou a conter um C como símbolo. A atual identidade visual da marca foi adotada em 1989.


A marca também utiliza a abreviação CAT como identidade visual, aplicada em suas máquinas e principalmente nos produtos licenciados.


Os slogans 
Cat is Built For It. (2014) 
Today’s work. Tomorrow’s world. (2005) 
The difference counts. (2005) 
Get an edge. (2001) 
Construída para fazer. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 15 de abril de 1925 
● Fundador: C.L. Best e Benjamin Holt 
● Sede mundial: Deerfield, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Caterpillar Inc. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Jim Umpleby 
● Faturamento: US$ 45.4 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 754 milhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 87.2 bilhões (março/2018) 
● Valor da marca: US$ 4.868 bilhões (2017) 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 98.400 
● Segmentos: Agricultura e construção civil 
● Principais produtos: Máquinas agrícolas, veículos pesados e equipamentos para construção civil 
● Concorrentes diretos: John Deere, New Holland, Hitachi, Belaz, Komatsu, Liebherr, Massey Ferguson, Kubota, Komatsu e JCB 
● Ícones: Os tratores e caminhões amarelos 
● Slogan: Cat is Built For It. 
● Website: www.cat.com/pt_BR.html 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca CATERPILLAR está avaliada em US$ 4.868 bilhões, ocupando a posição de número 89 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 74 no ranking da revista FORTUNE 500 de 2017 (empresas de maior faturamento no mercado americano). 

A marca no Brasil 
A presença da CATERPILLAR no Brasil começou em 1954 com um armazém, no bairro da Lapa, para comercialização, fabricação e estocagem de peças e componentes. No ano seguinte a empresa realizou seu segundo investimento fora dos Estados Unidos, comprando uma área de 164.000 m² na cidade de São Paulo e lá instalou sua fábrica, que começou a produzir em 1960. A primeira máquina produzida foi a motoniveladora 12E. Em 1976, inaugurou uma segunda fábrica em Piracicaba, no interior de São Paulo. Como líder do setor em vendas domésticas e de exportação de equipamentos de terraplenagem, a empresa produz atualmente mais de 40 modelos de máquinas que incluem entre escavadeiras hidráulicas, compactadores, carregadeiras de rodas, motoniveladoras, retroescavadeiras e tratores de esteiras, além de ferramentas e acessórios especiais para seus equipamentos. Em outubro de 2001, a empresa ingressou no mercado de energia, com a produção de geradores. Todos estes produtos são exportados para mais de 160 países. Hoje, a subsidiária brasileira emprega 5.000 pessoas e se classifica entre as 20 maiores empresas exportadoras do país. Além disso, a CATERPILLAR tem contribuído ativamente para o desenvolvimento do país, investindo e participando na construção de obras de grande escala, como usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias e aeroportos, assim como em projetos de florestas sustentáveis, mineração, agricultura e geração de energia.


A marca no mundo 
A CATERPILLAR, líder do setor de máquinas para as áreas de construção civil, florestal e mineração, tem mais de 110 fábricas espalhadas por 24 países ao redor do mundo, comercializando seus produtos em 200 países e faturando mais de US$ 45 bilhões em 2017. A área de veículos industriais é a divisão mais conhecida da empresa, mas está longe de ser a única estrela do grupo. Silenciosamente, a CATERPILLAR invadiu o setor elétrico com a divisão de geradores de energia. Em 2017 a empresa, que emprega mais de 98.000 pessoas, investiu US$ 1.9 bilhões em pesquisa e desenvolvimentos de novos produtos. O histórico da CATERPILLAR envolve tudo sobre como criar, construir, resolver problemas, inovar, testar, fazer manutenção e melhorar. 

Você sabia? 
Foi somente em 1931 que a CATERPILLAR mudou a cor da pintura padrão de suas máquinas de cinza com acabamento vermelho para “Hi-Way Yellow” (amarelo) com acabamento preto. Em 1979, a marca interrompeu o uso dessa pintura e adotou uma nova cor, a “Caterpillar Yellow”
A empresa oferece o Cat Connect, que faz uso inteligente da tecnologia e serviços para melhorar a eficiência do local de trabalho. Utilizando dados das máquinas equipadas com tecnologia, é possível obter mais informações sobre o equipamento e operações do que nunca antes. 
O trator modelo D9, introduzido em 1954, tem sido adaptado para uso militar especialmente pelas Forças de Defesa de Israel. Estes equipamentos são utilizados para destruição de residências e limpeza de terreno mesmo sob ataque de pedras e armas. Apesar de Israel ver esta medida como defesa os danos que ela tem causado aos palestinos tem gerado enorme controvérsia. Por isso, em 7 de fevereiro de 2006 a igreja da Inglaterra decidiu se desfazer de aproximadamente US$ 2.2 bilhões em ações da empresa. Esta ação foi vista como forma de se afastar das alegações que o exército de Israel utiliza as escavadoras da CATERPILLAR para destruição de residências palestinas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 29/3/2018