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15.1.20

RAPPI


Se você mora em alguma grande cidade da América Latina, provavelmente já presenciou um enorme “exército laranja” se deslocando freneticamente pelo trânsito caótico. Tudo para entregar “quase qualquer coisa” para milhões de pessoas. Bebidas, remédios, alimentos, compras de supermercados e muito mais na porta da sua casa em questão de minutos, mesmo que seja de madrugada. É assim que a RAPPI, popularmente conhecida como “Amazon da Colômbia”, se tornou um verdadeiro sucesso do mundo empreendedor e revolucionou a forma de fazer compras. De cigarro a presentes, passando por dinheiro, documentos ou a chave de casa esquecida na mesa do escritório, a RAPPI leva até você. 

A história 
As origens do que viria a se tornar um enorme sucesso entre os latino-americanos encontram-se em outra startup. Os empreendedores colombianos Felipe Villamarín, Sebastián Mejía e Simón Borrero (os três na foto abaixo) haviam fundado a Grability, uma licenciadora de softwares de soluções de e-commerce para grandes redes de supermercados. Rapidamente os jovens vislumbraram a oportunidade de fazer aquilo que os mercados locais desejavam com a ferramenta que estavam desenvolvendo, mas com uma logística muito mais eficaz. Foi então que eles criaram a RAPPI em julho de 2015 na cidade de Bogotá. A nova empresa surgia com o intuito de resolver a complexa logística de entregas em uma cidade caótica. O novo empreendimento nasceu baseado em uma premissa: hoje em dia o bem mais precioso é o tempo e a RAPPI nasceu justamente para facilitar o dia a dia de qualquer pessoa, disponibilizando um assistente pessoal que pode comprar ou retirar encomendas em locais desejados, de uma forma prática, segura e cômoda.


Inicialmente o aplicativo tinha apenas três botões: “supermercado”, “restaurante” e o enigmático, mas estratégico, “qualquer coisa”. Este botão permitia solicitar entregas de produtos que ainda não faziam parte da lista de negócios, bem como requisitar ao entregador que fosse, por exemplo, ao shopping buscar um presente de última hora. Na verdade esse botão foi o grande diferencial de atratividade e permitiu a RAPPI conhecer as necessidades dos usuários e prestar serviços mais abrangentes e eficientes. Além disso, os jovens utilizaram uma inusitada estratégia para conquistar seus primeiros clientes, no raio de cinco quilômetros em torno da primeira sede da empresa. Era uma promoção chamada “um donut por um download”: em troca da iguaria irresistível, era preciso apenas instalar o aplicativo RAPPI no celular. Em seis meses de operação, 200 mil pessoas se cadastraram apenas na cidade de Bogotá. A partir do momento em que a RAPPI fez as pessoas economizarem tempo para ir comprar e buscar seus produtos, essa enorme conveniência na vida de muitos colombianos se tornou um verdadeiro sucesso. A ideia não era entregar comida ou produtos, mas tempo para usuários e uma fonte de renda extra para entregadores, chamados pela empresa de rappitenderos. Eles ganhavam a taxa de entrega (o equivalente a US$ 1). Já a RAPPI ganhava dinheiro cobrando uma comissão dos estabelecimentos comerciais, de valor não revelado, responsável por manter os preços no aplicativo iguais aos vistos na loja física.


Diante dos surpreendentes resultados apresentados em seu primeiro ano, a RAPPI foi selecionada para uma aceleração de três meses na Y Combinator, famosa pelo seu histórico de formar empresas unicórnio, com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão. Mas o que fez a RAPPI realmente crescer, porém, tinha pouco a ver com doces de graça. Ter deixado um campo aberto, no qual os usuários poderiam pedir entregas de qualquer produto que desejassem, foi como contratar uma consultoria de expansão sem precisar investir. Clientes começaram a pedir restaurantes que não tinham operações de delivery, remédios e até dinheiro vivo - responsável atualmente por 6% das operações (na Colômbia). Até o final de 2016, com o capital levantado através de investidores locais e internacionais, a RAPPI expandiu sua atuação para outras cidades colombianas (como Cartagena, Medellín e Barranquilla) e, pouco depois, iniciou suas operações no México. A empresa também lançou o Rappi Prime, um serviço por assinatura mensal onde todos os pedidos que o usuário fizer acima de uma determinada quantia, não paga frete.


Como decorrência natural do enorme sucesso em seu país de origem e no México, a RAPPI desembarcou no Brasil em julho de 2017, inicialmente atendendo em alguns bairros de São Paulo. Somente no seu primeiro ano de atividade em solo brasileiro, os entregadores parceiros da RAPPI percorreram mais de dois milhões de quilômetros, segundo os dados da empresa. E tanto sucesso fez com que seus serviços fossem ampliados para outras cidades brasileiras. Pouco depois a empresa ingressou na Argentina, Chile e Uruguai. Em outubro de 2018, a RAPPI superou a almejada marca de US$ 1 bilhão de valor de mercado, o que lhe garantiu o status de “startup unicórnio”, empresa avaliada, pelo mercado, em pelo menos US$ 1 bilhão antes de fazer sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) em bolsa de valores. Ao receber um aporte de US$ 392 milhões, ela foi avaliada em US$ 1.2 bilhões. E apenas 200 dias depois, a empresa anunciou outra rodada de investimento superior a US$ 1.2 bilhões em novos recursos, o maior valor já recebido por uma startup latino-americana. Ainda em 2018 o aplicativo ultrapassou a marca de 1 milhão de downloads e se firmou ainda mais no segmento de entregas e de tecnologia.


Mais recentemente, percebendo a importância de gerar praticidade, soluções de pagamento e mobilidade (incluindo transporte de passageiros) já podem ser encontradas no aplicativo da RAPPI. Assim, além do serviço de delivery, o super aplicativo já permite executar o RappiPay (faz pagamentos pelo celular por meio da leitura de um QR code, além de transferências a partir de um cartão de crédito pré-cadastrado para que amigos possam dividir uma conta), desbloquear patinetes elétricos, pedir um táxi e até requisitar serviços de obras, reformas e manutenções. Outro grande diferencial para o sucesso da RAPPI são os chamados “shoppers” (compradores), que fazem ponto dentro de grandes redes de supermercados. A função desses shoppers (profissionais preparados para escolher os melhores itens para os usuários) é fazer compras para o usuário, com graus variados de complexidade (como escolher as frutas ou uma marca específica). Depois, pagar no caixa e arrumar as sacolas para encaminhar ao entregador. O cliente consegue ainda conversar em tempo real com o shopper e, inclusive, pedir foto das mercadorias para avaliá-las melhor, conseguindo fazer substituições se necessário.


No final de 2019, com o caixa recheado de dinheiro proveniente de investimentos, a empresa acelerou para se consolidar como um super aplicativo. Em média, a startup de entregas adiciona um produto ou serviço ao seu portfólio a cada 20 dias (vão de melhorias no aplicativo, anúncios de novas parcerias, até campanhas de engajamento para atrair novos usuários). E a próxima novidade da empresa já saiu do forno. Depois de uma fase de testes que durou aproximadamente dois meses, a RAPPI apresentou uma nova vertente em sua operação brasileira: o modelo de cozinhas compartilhadas, chamado também de “dark kitchens”. E reúne restaurantes dispostos a atender especificamente à demanda gerada por aplicativos de delivery de comida. Instalados, geralmente, em imóveis localizados em bairros de preço mais acessíveis e mais próximos dos consumidores, esses espaços são geridos por terceiros, que centralizam os pedidos e cuidam das entregas. Cada estrutura conta com um número específico de cozinhas, de acordo com o tamanho do imóvel. E cada cozinha é ocupada por um determinado restaurante. Essas “cozinhas escondidas” da RAPPI chegaram ao Brasil depois da empresa lançar o modelo na Colômbia. Atualmente, a RAPPI tem mais de 200 cozinhas na América Latina, em países como México, Chile e Argentina.


Desde sua criação o RAPPI, primeiro super aplicativo que resolve a vida de seus usuários ao oferecer a eles uma plataforma única para suas necessidades e desejos diários, realizou bilhões de entregas dos mais diversos estabelecimentos (a lista cresce a cada dia) e tem uma base de usuários muito fiel e ativa. Por meio do aplicativo é possível comprar produtos e serviços de diferentes categorias, incluindo restaurantes, supermercados, farmácias, manicure, pet shop, entre outros. A visão da RAPPI é ser uma espécie de controle remoto da sua cidade: você pode ter o que quiser em 20 a 30 minutos ao toque de um botão. A empresa vem entregando cada vez mais e já se tornou praticamente o “Delivery de tudo” para milhões de pessoas na América Latina. Afinal, em cidades onde o trânsito de veículos é grande, as distâncias entre os pontos são enormes e as pessoas estão cada vez mais ocupadas, a RAPPI consegue ser o assistente pessoal que compra e entrega em minutos qualquer produto ou serviço. Quer um café com pão de queijo? Precisa de um remédio para dor de cabeça? Está sem nada na geladeira? Esqueceu da fantasia de unicórnio para o carnaval? Acabou a bebida no meio da festa? Está com preguiça de ir pegar ou entregar um documento? Deu fome e não tem jantar? Chame, ou melhor, acesse RAPPI.


O nome e o símbolo 
O nome utilizado pela empresa colombiana deriva de uma abreviação popular da palavra “rápido” em espanhol. Tudo haver com o serviço que a RAPPI presta a seus milhões de usuários. Já os entregadores, identificados por suas chamativas mochilas laranja, geralmente em motos ou bicicletas, são chamados de rappitenderos, proveniente do termo “tendero”, que significa comerciante em espanhol. Além disso, a startup colombiana que modernizou a maneira de fazer as pequenas compras do dia a dia escolheu o bigode como seu principal símbolo para criar uma identidade mais próxima com o consumidor latino. É uma referência aos antigos comerciantes e donos de pequenas mercearias, que sempre estavam à disposição para oferecer o melhor atendimento. E neles, havia sempre o clássico bigode.


Os slogans 
Delivery de tudo. 
Delivery de tudo em minutos. 
Tudo o que quiser em minutos. 
Mais tempo pra você. 
Corremos por ti. (Colômbia)


Dados corporativos 
● Origem: Colômbia 
● Fundação: Julho de 2015 
● Fundador: Simón Borrero, Sebastián Mejía e Felipe Villamarín 
● Sede mundial: Bogotá, Colômbia 
● Proprietário da marca: Rappi S.A.S. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Simón Borrero 
● Presidente: Sebastián Mejía 
● Faturamento: US$ 220 milhões (estimados) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 9 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.000 
● Segmento: Aplicativos 
● Principais produtos: Serviços de entregas 
● Concorrentes diretos: iFood, Loggi, Glovo, Pedidos Ya, Uber Eats e Grow 
● Ícones: A cor laranja das mochilas e o bigode 
● Slogan: Delivery de tudo. 
● Website: www.rappi.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a RAPPI está presente em nove países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, México, Uruguai, Peru e Colômbia), em mais de 250 cidades (no Brasil são aproximadamente 130) e tem mais de 10 milhões de usuários ativos. Além disso, são mais de três mil funcionários, mais de US$ 1.7 bilhões em investimentos, um “exército” de 110 mil entregadores (que utilizam bicicletas, motos e até carros) e mais de 100 mil parceiros comerciais. Além de atender o usuário comum, a RAPPI já tem clientes corporativos, serviço de pagamentos e até um marketplace, para as empresas que preferem se manter fazendo as entregas por conta própria sem usar os seus serviços logísticos. Um dos fatores de sucesso da RAPPI é a alta taxa de retenção dos clientes. Dados da empresa mostram que um terço dos usuários fazem 7 ou 8 pedidos por mês. 

Você sabia? 
Todos os pedidos realizados no aplicativo podem ser acompanhados em tempo real pelo cliente, que pode interagir via chat com o assistente que aceitou o pedido e o time de suporte da RAPPI. A maioria dos pedidos se concentra no segmento de supermercados, restaurantes e farmácias. 
Recentemente, no Brasil, uma noiva fez um pedido inusitado para um entregador da RAPPI: ir até o apartamento de um padrinho de casamento e tocar a campainha até que ele acordasse. E deu certo. Outros pedidos inusitados que o aplicativo já recebeu: agulha, pinça anatômica e fio de náilon (o usuário solicitou os itens para fazer uma cirurgia), uma caixa de minhocas, barba de Papai Noel, colchão de ioga, piscinas de plástico e até ração para um porquinho da Índia. Essas histórias ilustram o porquê da RAPPI avançar tão rapidamente no ambiente de startups da América Latina. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem, Jornal do Comércio e Valor Econômico), sites de negócios (Bloomberg, StartSe e UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/1/2020

7.10.10

JUAN VALDEZ CAFÉ


Há mais de meio século, um personagem publicitário, com um inconfundível bigode, chapéu e acompanhado de sua inseparável mula com as montanhas colombianas ao fundo, encarna pelo mundo inteiro a tradição do café colombiano. Ele atende pelo nome de Juan Valdez®, e há pouco tempo atrás virou marca de uma bem sucedida rede de cafeterias colombiana, a JUAN VALDEZ® CAFÉ, que inundou importantes cidades do mundo, como Nova York, Miami e Madri, com o melhor e mais rico café que se pode encontrar. 

A história 
A simplicidade de um cafeicultor, chamado Juan Valdez®, e a humildade de uma mula, que responde pelo nome de Conchita. Esses dois personagens se converteram no ano de 1959 em uma das maiores e mais populares marcas da Colômbia. Há mais de 60 anos a Federación Nacional de Cafeteros de Colombia (algo como Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), fundada em 1927, iniciou uma estratégia para diferenciar o café do país no exigente mercado americano. Assim, foi criada a figura do mítico e fictício produtor cafeeiro Juan Valdez®, que é hoje um dos ícones publicitários mais reconhecidos no mundo. A imagem de Juan Valdez® foi criada com o intuito de identificar e garantir que um produto derivado do café era verdadeiramente 100% colombiano e de alta qualidade. A tradicional agência de publicidade americana Doyle Dan Bernbach (DDB) foi encarregada de criar a imagem e campanha publicitária para Juan Valdez®, um personagem que representaria centenas de milhares de cafeicultores do país.
  

A partir de então, o personagem, que ama e vive do café, cuidando de seus grãos como se cultivasse um tesouro, se tornou popular nos alertas de publicidade na televisão (o primeiro Juan Valdez® foi representado por José F. Duval, um ator nascido em Havana, Cuba, e que vivia em Nova York), e na imagem estampada nos sacos de café, que eram transportados por diversos estabelecimentos e mercados, de Nova York a Nova Zelândia. No ano de 1961 o personagem foi lançado na Europa. Em 1981, o cafeicultor e sua mula passaram a viajar o mundo, como forma de promover a excelência e qualidade do café colombiano. Pouco depois, em 1983, o personagem apareceu na televisão, representado por Carlos Sánchez, que desde 1969 personificava a imagem do café colombiano no mundo.
   

Em um novo movimento estratégico, exatamente no dia 19 de setembro de 2002, tendo como objetivo levar o café colombiano a experimentação dos consumidores finais, a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia resolveu investir milhões de dólares na criação da empresa Procafecol S.A., cujo objetivo era agregar valor à marca Juan Valdez®. Essa nova empresa seria responsável pela concepção e administração de uma rede de cafeterias com a marca JUAN VALDEZ® CAFÉ. A criação da rede de cafeterias seria a segunda tentativa da federação em levar seus produtos ao consumidor final. Isto porque, nas décadas de 1960 e 1970 ela inaugurou algumas lojas na Argentina e na Espanha, que acabaram sendo fechadas em meados dos anos de 1980.
  

A primeira cafeteria com a marca JUAN VALDEZ® CAFÉ foi inaugurada no dia 12 de dezembro de 2002 na cidade de Bogotá (dentro do movimento aeroporto internacional de El Dorado), seguida por outras unidades em Medelín e Cali, que ofereciam aos consumidores vários dos melhores tipos de cafés colombianos embalados - grãos ou moído - como liofilizados, orgânicos, descafeinados, de origem controlada, fracos, fortes e encorpados, além de bebidas derivadas e comidas em um ambiente moderno e aconchegante. As cafeterias também vendiam inúmeros produtos com a marca Juan Valdez® para uso doméstico e pessoal, como por exemplo, roupas e acessórios (incluindo o popular chapéu do personagem), canecas, xícaras, talheres, entre outros itens. Era o surgimento de uma “Starbucks colombiana”.
   

Pouco depois, no mês de setembro de 2004, a rede colombiana começou sua expansão internacional com a inauguração de sua primeira cafeteria nos Estados Unidos, na cidade de Washington, seguida depois por outras unidades em Nova York, Seattle, Filadélfia e até Madri na Espanha (onde inaugurou uma loja em 2005). O sucesso da rede fez com que a empresa criasse em 2006 uma divisão para atender especificamente restaurantes, hotéis e supermercados interessados em comercializar os cafés com sua marca. Além disso, a marca lançou novos produtos como os pods, saches para máquinas automáticas de cafés. Já no ano seguinte os cafés com a marca colombiana estavam presentes nas lojas do Walmart (conheça a história deste gigante varejista aqui) e mais 11.000 pontos de venda nos Estados Unidos. Nesse momento a marca Juan Valdez® começou a investir na disponibilidade de seus produtos em grandes varejistas. Pouco depois, os cafés da marca Juan Valdez® começaram a serem servidos nos aviões da companhia aérea Avianca.
   

Em 2008, a marca colombiana decidiu continuar seu plano de expansão, em um momento que outras empresas, receosas com a crise econômica mundial que assolava o mundo, faziam justamente o contrário. Com isso foram inaugurada lojas no Chile e Equador. Neste período, os consumidores, com escassez de dinheiro, reduziram o consumo de marcas valorizadas de café. Porém, a rede JUAN VALDEZ® CAFÉ não só manteve suas 101 cafeterias ao redor do mundo em pleno funcionamento, como divulgou um forte plano de expansão para os próximos anos.
   

Em 2011, após solidificar a marca no mercado colombiano, onde já possuía aproximadamente 200 lojas, a rede de cafeterias adotou o sistema de franquia, o que acelerou sua expansão e possibilitou o ingresso em novos mercados, com inauguração de lojas em países como Aruba, Panamá, Bolívia, Costa Rica, El Salvador, México e Paraguai. Além disso, em 2016, a marca colombiana começou a vender, mesmo que de forma tímida, seus produtos em selecionados varejistas brasileiros, oferecendo cafés de origem 100% colombianos das regiões de Huila (balanceado), Tolima (suave) e Sierra Nevada (forte), com diferentes perfis, adaptados aos mais exigentes públicos. Mais recentemente a JUAN VALDEZ® CAFÉ ingressou na Ásia e Oriente Médio com a inauguração de lojas na Malásia, Kuwait e Bahrain.
   

Hoje em dia, o personagem Juan Valdez® não existe apenas nas embalagens e no logotipo da marca, mas também é interpretado, desde 2006, pelo colombiano Carlos Castañeda em ações promocionais, campanhas, propagandas e shows de televisão. Atualmente, as cafeterias da rede são responsáveis pela difusão da imagem dos produtores colombianos pelo mundo com novos estilos de cafés (sua linha de produtos está em constante ampliação) e pela competição com outros produtos populares, tais como o café americano, espresso, capuccino e café latte. Além disso, o carismático personagem e a marca Juan Valdez® mudaram a maneira como os estrangeiros viam à Colômbia, um país conhecido pelas drogas e pela violência.
  

A identidade visual 
Desde 1959 o personagem Juan Valdez® é o principal símbolo da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia. O logotipo que a representa (imagem abaixo) foi criado em 1981: era triangular tinha o personagem, sua mula e as montanhas colombianas ao fundo, com a frase “100% Café de Colombia”. Com a criação da marca de cafeterias JUAN VALDEZ® CAFÉ em 2002, um novo logotipo foi desenvolvido, utilizando como base a identidade visual da federação. Desde então, a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia utiliza um logotipo para representá-la e outra para seu negócio de varejo e cafés.
  

Já o logotipo da marca JUAN VALDEZ® CAFÉ pode ser aplicado de duas formas diferentes, como mostra a imagem abaixo.
  

Dados corporativos 
● Origem: Colômbia 
● Lançamento: 19 de setembro de 2002 
● Criador: Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia 
● Sede mundial: Bogotá, Colômbia 
● Proprietário da marca: Procafecol S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Roberto Velez 
● Presidente: Camila Escobar Corredor 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 460 
● Presença global: 25 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Cafeterias 
● Principais produtos: Cafés e derivados, sanduíches e produtos panificados 
● Concorrentes diretos: Café Oma, Don Pablo, Tostao, Pan Pa’ Ya!, Starbucks, Dunkin Donuts e Illy 
● Ícones: O personagem Juan Valdez® e sua mula 
● Slogan: Café Premium Colombiano. 
● Website: www.juanvaldezcafe.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a rede de cafeterias JUAN VALDEZ® CAFÉ está presente em 13 países como Colômbia (onde estão mais de 320 unidades), Estados Unidos, Chile, Equador, Paraguai, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Malásia e Espanha, através de 460 unidades. A marca Juan Valdez® está presente também em mais de 25 países através da comercialização de uma grande linha de cafés em grandes varejistas, hotéis, restaurantes, aeroportos, companhias aéreas e online (especialmente nos Estados Unidos, China e Alemanha). 

Você sabia? 
O personagem Juan Valdez® estrelou várias campanhas publicitárias e utilizou diferentes slogans no decorrer das décadas: “El café más rico del mundo” (1991), “Grab life by the beans” (década de 1990), “Take life by the beans” (década de 1990) e “100% Café de Colombia” (1981). 
A relação entre a Procafecol e os agricultores opera de três formas principais: o pagamento de royalties ao Fundo Nacional do Café para o uso da marca; a implementação de estratégias de posicionamento sobre o café colombiano no mundo; e a colaboração com a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, que representa mais de 500.000 produtores colombianos e tem como principal objetivo fomentar a cafeicultura, procurando o bem estar do cafeicultor mediante mecanismos de colaboração, participação e inovação. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/3/2021