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21.11.18

HUAWEI


A Huawei é uma empresa chinesa que muita gente não conhece, mas que, de forma silenciosa, se transformou em uma das maiores do mundo no segmento das telecomunicações. A Huawei dá aos negócios o poder de aceder a uma variedade de aplicações e de efetuar diferentes tarefas quando e onde estiver e a partir de qualquer equipamento. E graças aos seus dispositivos inteligentes e smartphones, a empresa ajuda a melhorar a experiência digital de milhões pessoas tanto no trabalho como na vida e entretenimento. 

A história 
Para explicar a origem da Huawei é preciso entender a situação do país na década de 1970. Com a morte de Mao Tse-Tung, em 1976, a República Popular da China, que era controlada pelo Partido Comunista, acabou sob o comando de Deng Xiaoping, responsável pelas reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Nessa época de transição, a China estava isolada do resto do mundo e, com o novo governo, fez uma abertura econômica, cultural e tecnológica. Esse novo período ainda enfrentava um forte controle do Estado, mas já recebia capital estrangeiro. Isso fez com que várias empresas dos mais diversos setores surgissem tanto para atender o mercado interno quanto o resto do mundo. E foi nesse cenário que Ren Zhengfei (foto abaixo), um engenheiro de tecnologia militar do Exército de Libertação Popular, o braço armado da China comunista, fundou a Huawei no dia 15 de setembro de 1987, na cidade de Shenzhen, no sudeste do país. Os primeiros produtos comercializados pela nova empresa foram os PBX (sigla para Private Branch Exchange), um aparelho de troca automática de ramais telefônicos. Inicialmente começou importando alguns aparelhos de Hong Kong, mas rapidamente passou a fabricar seus próprios modelos e vender para hotéis e pequenas empresas. O divisor de águas foi o modelo C&C08, considerado na época top de linha no setor.


Em 1990, a Huawei decidiu investir pesado em pesquisa e desenvolvimento. Em apenas um ano já eram 600 pessoas contratadas para este departamento. Nessa época, o negócio da empresa era equipamentos para redes de internet, começando no interior e em zonas rurais e aos poucos passando para as maiores cidades chinesas. E foi neste momento que aconteceu a primeira grande polêmica. A Huawei foi acusada de receber alguns empréstimos de bancos estatais para prosperar rapidamente, fato negado até hoje pela empresa. Mas a Huawei mesmo fechou várias parcerias com o governo chinês para ajudar na infraestrutura de telecomunicações. Uma década depois de sua fundação, em 1997, Ren Zhengfei fez uma viagem aos Estados Unidos para conhecer algumas das maiores empresas do ocidente. E percebeu o quanto a China estava atrasada no modelo de empresas de tecnologia. Foi aí que a expansão internacional começou. Em 1998, a empresa fechou um contrato de cinco anos com a IBM para que o gigante da computação servisse de consultora na reestruturação e preparação da Huawei para o mercado mundial. Com isso, no ano seguinte, a empresa inaugurou o primeiro laboratório de pesquisa fora do país, na Índia.


Os anos seguintes foram de crescimento e muito investimento em redes e conectividades que estavam surgindo, como a GSM. Holanda, Suécia, Canadá e Estados Unidos também ganharam escritórios e laboratórios da Huawei. Foi então, no mês de julho de 2003, que a empresa criou a divisão mobile e lançou o primeiro aparelho celular, o C300. Dois anos mais tarde, lançou o primeiro modelo próprio com 3G, o U626. Também começou a ganhar destaque na produção de modems. O E220, introduzido em 2006, foi considerado o mais rápido e compacto da época. Até então, o ingresso no segmento mobile tinha sido muito bem-sucedido. Outro grande e rentável mercado foi o de patentes. Em 2008, a Huawei ficou em primeiro lugar no registro de propriedades intelectuais do Sistema Internacional de Patentes. Em 2010, foi apresentado o primeiro Huawei Ascend, que rodava Android 2.1 e tinha somente 2 GB de memória interna e tela de 3.5 polegadas. Já descontinuada, essa foi uma das linhas mais duradouras da marca e alguns de seus modelos viviam competindo para ser o mais fino do mundo.


Ainda em 2010, a Huawei aumentou seus ganhos em 30%, um número absurdo para uma época de tanta concorrência entre as marcas. Em março de 2011, a empresa vendeu mais de um milhão de smartphones C8500 na China, passados 100 dias do seu lançamento oficial. Com lançamento no mês de agosto desse mesmo ano, o Huawei Vision foi o primeiro smartphone baseado na computação em nuvem. E foi nessa época que a empresa também apresentou ao mercado seu serviço de armazenamento. Em 2013 já começava a ser considerada pela IDC uma das três maiores fabricantes globais de smartphones. Outra linha popular da marca chinesa é a Honor, lançada em 2013. Essa linha oferecia aparelhos mais baratos e com venda de preferência online. Tem ainda a linha Mate, que trazia dispositivos para quem gostava de telas maiores. A Huawei também apostou em dispositivos wearables, mas sem direcionar tantos investimentos. A estreia nesse segmento foi com a pulseira TalkBand B1, em 2014, mas hoje o carro-chefe desse setor é o Huawei Watch, que já está na segunda geração, lançado em 2017. Ainda em 2014, apresentou o 4G LTE Ascend P7, um dos smartphones mais finos do mundo (6,5 mm).


Em parceria com o Google, a empresa fabricou o smartphone Nexus 6P em 2015. O aparelho trazia um design diferenciado, especialmente na parte traseira, mas recebeu várias críticas por problemas técnicos. A empresa também ingressou com menor força no mercado de notebooks. O Huawei MateBook foi o primeiro 2 em 1 da marca. Em 2016, lançou a primeira série de smartphones com câmera dupla co-desenvolvida com a Leica, o Huawei P9, imprimindo um novo padrão na fotografia deste segmento. Além disso, apresentou Hauwei HiLink, uma plataforma doméstica inteligente que oferece soluções de interconexão e inter-operação entre todos os tipos de dispositivos inteligentes. Mais recentemente, em 2017, lançou o Huawei Mate P10 e o Mate P10 Plus, smartphones que apresentam cores vivas e acabamentos atraentes, introduzindo também as câmeras, frontal e traseira, além de abrir as portas a novas aplicações móveis no ramo da Inteligência Artificial ao combinar um hardware inovador. No mês de agosto de 2018, a Huawei desbancou a Apple como número dois mundial dos smartphones, desafiando abertamente o líder planetário Samsung. E também lançou o Huawei P20 Pro, primeiro smartphone com três câmeras traseiras.


E você se lembra da parceria com a IBM que ajudou e muito a marca chinesa? A empresa resolveu seguir essa ideia e, ao longo dos anos, fez outros empreendimentos conjuntos com Motorola, Siemens e Symantec. Além disso, estabeleceu várias alianças com operadoras locais, como Vodafone, T-Mobile e Bell Canada, o que permitiu o lançamento exclusivo de modelos e a assinatura de vários contratos. E as polêmicas não pararam por aí. A mais recente é sobre alguns mercados em que a Huawei começou a participar. Ela expandiu tanto que acabou em países como Cuba, Síria e Irã, a maioria com relações bem complicadas com os Estados Unidos. Em 2013, uma filial da empresa foi acusada de vender tecnologia norte-americana de antenas para o Irã. Também já foi acusada de espionagem quando foi para o mercado americano, mas isso ficou só na acusação mesmo.


A evolução visual 
O nome Huawei tem vários significados. O “hua” pode ser China, magnífico ou flor, o que explica o símbolo do logotipo da marca. Já o “hei” é conquista ou ação. Então, o nome é algo como “a China está agindo” ou “conquistando de forma magnífica”. A primeira alteração em seu logotipo ocorreu em 2006, quando o símbolo ganhou um novo design e a empresa adotou apenas o nome Huawei. A versão mais atual de sua identidade visual foi apresentada no mês de março de 2018.


Os slogans 
Building A Better Connected World. (2016) 
Make it Possible. (2013) 
Enrich Life Through Communication. (2003)


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 15 de setembro de 1987 
● Fundador: Ren Zhengfei 
● Sede mundial: Shenzhen, Guangdong, China 
● Proprietário da marca: Huawei Technologies Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Ren Zhengfei 
● Faturamento: US$ 92.5 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 7.2 bilhões (2017) 
● Valor da marca: US$ 7.578 bilhões (2018) 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 180.000 
● Segmento: Telecomunicações 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, notebooks e redes de banda larga 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Apple, Sony, Motorola, HTC, Xiaomi, Oppo, SAP e Ericsson 
● Slogan: Building A Better Connected World. 
● Website: www.huawei.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca HUAWEI está avaliada em US$ 7.578 bilhões, ocupando a posição de número 68 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2018. 

A marca no mundo 
A Huawei é fornecedora líder global de tecnologia de soluções de informação da indústria e das comunicações. É a maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do mundo, e já é relevante no mercado corporativo. Um dos três segmentos da empresa, a Huawei Consumer BG, é responsável pela gestão de smartphones, notebooks, tablets, wearables, dispositivos de banda larga móvel, dispositivos familiares e serviços de nuvem em dispositivos, além de ser a terceira maior fabricante de smartphones do mundo (em 2017 foram mais de 153 milhões de unidades vendidas) e a marca mais vendida na China. A Huawei instalou mais de 1.500 redes em conjunto com as operadoras de telecomunicações, permitindo fornecer acesso à internet a mais de um terço da população mundial, em mais de 170 países. A empresa, que emprega mais de 180 mil pessoas e faturou US$ 92.5 bilhões em 2017, tem 36 centros comuns de inovação e 15 modernos centros de pesquisa espalhados pelo mundo, que em 2017 receberam US$ 13.8 bilhões em investimentos. 

Você sabia? 
● Ter um preço competitivo nesse mercado é difícil, e uma das estratégias da Huawei é fabricar o próprio processador. Para isso, ela é proprietária da HiSilicon, maior fabricante de circuitos integrados da China. Os chips Kirin existem desde 2015 e têm obtido resultados bem impressionantes em benchmarks. 
● A Huawei nunca abriu seu capital para acionistas. Mas o modelo de negócios é um pouco diferente. O CEO tem menos de 1.5% da empresa e o resto é dividido entre os próprios funcionários. Outro ponto peculiar é que a empresa é a única entre os gigantes chineses que tem mais renda gerada fora do país do que na terra natal. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de tecnologia (tecmundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/11/2018

10.3.15

XIAOMI


Os brasileiros provavelmente não conhecem a XIAOMI (pronuncia-se xáo-mi), batizada de “Apple chinesa”. Com smartphones e gadgets com design minimalista, sistema operacional estilizado, tecnologias de ponta, estratégia baseada em vendas praticamente online e marketing só em redes sociais, a empresa chinesa conquistou milhões de fiéis consumidores e está literalmente tirando o sossego de gigantes como Samsung e Apple, da qual é um verdadeiro clone. Com smartphones custando metade do preço de suas poderosas concorrentes, a XIAOMI se transformou em um verdadeiro fenômeno no oriente, capaz de atrair uma multidão de internautas ávidos por seus produtos e esgotar estoques em questão de minutos. 

A história 
Tudo começou quando o engenheiro eletrônico chinês Lei Jun, como muitos empreendedores, desejava elevar a China a um patamar além do beco sem saída da montagem de equipamentos para fabricantes internacionais. Com isso, ele, que trabalhou uma década em uma desenvolvedora de software, resolveu apostar na venda de smartphones de uma maneira inteligente e diferente. Juntamente com um grupo de sete engenheiros, alguns deles vindos do Google e da Microsoft, o apoio de grandes empresas do segmento, como por exemplo, a produtora de processadores para aparelhos móveis Qualcomm (através de sua divisão de capital para empreendimentos), US$ 41 milhões investidos do próprio bolso e outros milhões de alguns fundos de investimento, ele fundou a XIAOMI exatamente no dia 6 de abril de 2010 em um pequeno escritório no subúrbio da cidade de Pequim. O trabalho começou com uma plataforma de software para celulares adaptada do sistema Android. E já em agosto lançou oficialmente no mercado seu primeiro produto: o sistema operacional MIUI (pronunciado como “miyuai”), versão altamente customizada do Android. Pouco depois foi a vez do MiTalk (um serviço de mensagens como o WhatsApp).


No mês de agosto de 2011, a empresa lançou oficialmente no mercado o smartphone Mi-One, vendido ao preço de cerca de US$ 325 e cujo sucesso foi tamanho que o estoque se esgotou em apenas dois dias. Mas porque tanto sucesso? Além de cortar custos com distribuidores e vendedores, fazendo vendas diretamente pela internet, a XIAOMI conseguiu oferecer aparelhos com design moderno, sistema operacional estilizado (uma espécie de cruzamento entre o iOS e o Android) e configurações potentes pela metade do preço dos aparelhos top de linha da Apple, Motorola e da Samsung, que dominavam o mercado chinês naquela época. O resultado desse sucesso, além de milhões de aparelhos vendidos e fãs enlouquecidos, foi o apelido de “Apple da China”. Começava então ficar claro que a XIAOMI não era apenas uma empresa chinesa pobre fazendo celulares baratos. O motor da estratégia da XIAOMI estava justamente em aparelhos que aliavam qualidade com preços abaixo da média. O plano era simples: criar smartphones que rodassem sistema operacional Android modificado e tivessem especificações técnicas semelhantes aos melhores aparelhos dos concorrentes, mas custassem muito menos. Em 2012, com apenas dois anos de vida a XIAOMI vendeu aproximadamente sete milhões de aparelhos, atuando somente no mercado chinês. E o resultado foi que a empresa se tornou a mais rápida da história a atingir US$ 1 bilhão em receita na China (a gigante Amazon, por exemplo, levou meia década para conseguir tal feito).


Mesmo com esse enorme sucesso, ancorado pelo lançamento de novas versões de smartphones, em 2013 a empresa era apenas a 14ª maior fabricante de celulares do mundo, segundo um ranking da consultoria IDC. O domínio da China parecia uma questão de tempo e isso fez o mercado olhar a XIAOMI com muita atenção. Em agosto de 2013, a contratação de Hugo Barra, o brasileiro que comandou a divisão do sistema Android dentro do Google por três anos, um executivo respeitado (e cobiçado) por todos os rivais, deu mais credibilidade à marca principalmente frente ao mercado global. O executivo brasileiro, que ocuparia o cargo de vice-presidente global, iniciou a internacionalização da empresa em 2014, quando após o sucesso no mercado chinês, além de Hong Kong e Taiwan, lançou seus produtos com excelentes resultados também em Cingapura (onde em apenas 2 dois minutos foi vendido todo o estoque do smartphone Mi3 em sua estreia no mercado), Malásia, Filipinas e Índia, neste último apesar do sucesso inicial a empresa vem enfrentando vários problemas legais e ações na justiça.


Mas se quisesse ser realmente um gigante global a empresa teria que rumar em direção ao ocidente. Com isso, a empresa traçou seu plano de internacionalização além do sudeste asiático. E começou pelos países emergentes com o anúncio do início de suas operações e vendas na Rússia, México e Turquia. No final de 2014 a empresa pulou para a 3ª posição no ranking das maiores fabricante de celulares do mundo, alimentada em quase sua totalidade pela participação no mercado chinês, onde tomou a liderança (com 12.5% de market share) das mãos da poderosa Samsung em um feito alardeado por mídias do mundo inteiro. Além disso, a empresa já atua nos Estados Unidos e na Europa, por meio do comércio eletrônico de acessórios como fones de ouvido, câmeras de ação e wearables. Conforme a adesão dos consumidores dessas regiões, a marca estudará a possibilidade de comercializar seus smartphones.


O sucesso no segmento de smartphones possibilitou à XIAOMI alcançar cifras astronômicas para uma empresa tão jovem e fôlego para se aventurar em outras categorias de produto. Hoje, pode-se comprar – somente pelo site da empresa – tablet, televisão inteligente, carregadores portáteis e até pulseira eletrônica. Já no Brasil a empresa anunciou que passará a vender seus smartphones até meados de 2015. E para alardear sua chegada ao mercado brasileiro, bem ao seu estilo, utilizou as redes socais postando uma imagem que mostra um passaporte chinês e uma passagem de avião do país asiático para o Brasil. A foto é acompanhada de uma frase bastante brasileira: “Põe mais água no feijão que já estamos chegando”. Além disso, a empresa chinesa anunciou que irá investir US$ 1 bilhão em conteúdo e streaming de vídeo, uma iniciativa agressiva que aponta para um futuro choque com empresas ocidentais como Netflix e Amazon.


O estrondoso sucesso da XIAOMI não é somente por seus smartphones com design minimalista, excelentes configurações e preço baixo diante da concorrência. A empresa chinesa faz um marketing eficiente baseado puramente no buzz gerado em mídias sociais e direcionado principalmente para atingir um público jovem ávido por novidades. Além disso, a empresa sabe como se relacionar com seus consumidores e para isso mantém um site batizado de “Fãs de Mi” (uma espécie de fórum de bate-papo, onde ouve sugestões e aspirações dos clientes) e lança atualizações de seu sistema operacional semanalmente (toda sexta-feira), incorporando demandas e mantendo os clientes animados com a marca. O sucesso é tão grande que a marca tem 31 fãs clube, que traduzem seu software para 31 idiomas. E a especial atenção aos seus clientes vai ainda mais longe. Todos os anos, no mês de aniversário de sua fundação, é organizado o Xiaomi Fan Festival, um evento realizado na capital chinesa para seus fãs, e principal oportunidade em que são lançados seus novos produtos com apresentações performáticas, bem ao estilo da Apple, com fãs animados que vibram a cada nova especificação mencionada. Há também uma forte movimentação nas redes sociais dos Mi Fen, como são chamados os seguidores da marca. Com tudo isso, conseguiu criar uma cultura de devoção à empresa semelhante a da Apple.


A linha do tempo 
2011 
● Lançamento do Mi-ONE, primeiro smartphone da marca chinesa, que tinha tela de 4 polegadas e duas câmeras, sendo uma de 8 megapixels e a frontal de 2 megapixels. Essa versão vendeu mais de 7.9 milhões de unidades. 
2012 
● Lançamento em agosto do Mi2, segunda geração de smartphone da marca com tela de 4.3 polegadas, câmera com 8 megapixels e o sistema MIUI ROM Android 4.1 desenhado pelos especialistas da empresa. O novo modelo se esgotou tão rápido que a mídia chegou a suspeitar que a fabricante estava criando falta de estoque de propósito, para gerar mais entusiasmo e divulgação, em uma ação conhecida como “marketing de escassez”. Nos primeiros onze meses foram vendidos mais de 10 milhões de unidades. A versão vendeu mais de 17.4 milhões de unidades. 
2013 
● Lançamento em setembro do Mi3, smartphone que tinha construção de liga de magnésio, tela de cinco polegadas Full HD e câmera com resolução de 13 megapixels. 
● Anúncio oficial da Mi TV, uma televisão com conexão para internet de 47 polegadas com recursos 3D e baseada no Android. 
● Lançamento do Mi Box, um parelho que traz recursos avançados a televisores. 
● Inauguração de sua primeira loja física na cidade de Pequim. Atualmente a pequena rede de lojas apresenta ambientes clean e sofisticados e muito espaço para que os clientes testem os produtos. 
● Lançamento da Mi Power Bank, uma linha de carregadores portáteis com design moderno. O acabamento conta com uma cobertura de alumínio escovado, o que lhe confere um visual elegante e nobre. No ano seguinte a marca lançou um novo carregador portátil com capacidade de 16.000 mAh. Esse dispositivo é capaz de recarregar sete vezes um smartphone convencional antes de precisar se reabastecido. 
2014 
● Lançamento do Mi4, smartphone com tela de 5 polegadas, câmera de 13 megapixels, 64 GB de memória e acesso a redes 4G. 
● Lançamento do RedMi Note, uma espécie de phablet (mistura de smartphone com tablet). 
● Lançamento do MiWiFi, um roteador de rede inicialmente comercializado em fase de testes. 
● Lançamento da Mi Band, uma pulseira inteligente que tem como principal uso o monitoramento da saúde. A pulseira funciona também como despertador, vibrando para acordar na hora desejada. E não é preciso se preocupar com a resistência: além de ter uma estrutura emborrachada para resistir a impactos, a pulseira também é feita para não estragar na água. 
● Lançamento da Mi Pad, primeiro tablet da marca chinesa. Como de costume acabou tendo todas as suas unidades vendidas em poucas horas após o lançamento. O que não era de se estranhar, já que se trata de um tablet com hardware de ponta por um preço bem agressivo. 
2015 
● Lançamento do Mi Note, smartphone com tela de 5.7 polegadas que serve como resposta ao iPhone 6 Plus e Samsung Galaxy Note. 
● Lançamento do MIUI 6, sexta versão de seu sistema operacional baseado no Android Lollipop. 
● Lançamento do Mi Box Mini, um aparelhinho para streaming do tamanho de um carregador de celular que se conecta à TV via HDMI. 
● Lançamento da Yi Action Camera, uma câmera de ação que concorre diretamente com a famosa GoPro. A câmera possui sensor da Sony de 16 megapixels, além da lente com ângulo aberto que permite capturar mais quadros do cenário. O modelo também é à prova d’água e permite mergulhos de até 40 metros. Os vídeos podem ser gravados em Full HD com 60 frames por segundo.


A mascote 
Diferente de outras marcas do segmento, a XIAOMI tem uma simpática mascote batizada de MITU (também conhecida como Mi Bunny), um coelho que veste um Ushanka (conhecido por “Chapéu de Lei Feng” ou “chapéu do exército comunista”) com uma estrela vermelha e um lenço de escoteiro vermelho no pescoço. O sucesso da mascote na China é tamanho que ganhou até uma família, além de uma linha de bichos de pelúcia, camisetas e outros produtos. A mascote, além de aparecer em materiais de divulgação e campanhas online, tem papel importante no relacionamento com os clientes.


O nome da marca 
A palavra XIAOMI significa “pequeno grão de arroz”, em chinês. Mas raramente é utilizada como identidade visual da marca, a não ser para campanhas institucionais.


Com sua tradicional cor laranja o logotipo da marca utiliza apenas a palavra MI. Segundo a empresa, significa não somente a terminação do nome da marca como também é a abreviação de Mobile Internet (Internet Móvel). A empresa conta ainda que MI significa Mission Impossible (Missão Impossível, em português) e se refere aos obstáculos encontrados no início de sua fundação.


O gênio por trás da marca 
Lei Jun por várias vezes imita Steve Jobs nas roupas (sempre vestido de calças jeans, camisetas pretas e tênis), nos gestos, nas apresentações performáticas de novos produtos e no estilo de gestão. Só não segue os preços praticados pela Apple. Bastante privativo, pouco se sabe sobre a vida pessoal do fundador da XIAOMI. Mesmo assim ele é uma verdadeira celebridade corporativa na China, ao ponto de ser chamado carinhosamente de “Steve Jobs chinês”. Nascido no dia 16 de dezembro de 1969 em Xiantao e criado em Wuhan, uma cidade industrial na região central do país, estudou ciência da computação na universidade local, e foi nessa época universitária, em 1987, que leu sobre Steve Jobs e inspirou-se. “Queria criar uma empresa que fosse de primeira classe, então me planejei para acabar a faculdade rapidamente”, disse ele a um jornal americano. Ele concluiu a faculdade em apenas dois anos, ingressou na Kingsoft, empresa dedicada à programação e desenvolvimento de software para computadores e, combinando os conhecimentos técnicos a um talento nato para o marketing, cresceu no escalão executivo, sendo nomeado presidente em 1998.


Enquanto fazia carreira na empresa de software, também investiu em várias startups, além de criar a Joyo.com, um site de comércio eletrônico, que seria vendida por US$ 75 milhões para Amazon em 2004. Em 2010, se juntou a outros engenheiros, alguns ex-funcionários do Google e da Microsoft, fundou a XIAOMI e começou a trabalhar em um sistema operacional, baseado no Android. Também procurou os mesmos fornecedores e montadores da Apple, como por exemplo, Qualcomm, Broadcom e Foxconn, com o intuito de lançar um smartphone no mercado chinês. Nos anos seguintes a XIAOMI se tornou uma enorme dor de cabeça por os grandes fabricantes de smartphones no mercado chinês.


O sucesso da empresa em tão pouco tempo de operação, no entanto, não foi pura sorte. Jun, embora casado e com dois filhos, se autodenomina workaholic e trabalha em média 100 horas por semana. Atualmente, além de comandar a XIAOMI, ele dedica-se à produção de projetos educativos. Um exemplo disso é a rede social YY, da qual participa da direção, e que lançou uma espécie de portal da educação, batizado de 100.com, onde é possível estudar gratuitamente inglês e no qual cada estudante ganha US$ 16 para cada lição aprovada. Além disso, ele foi eleito pela Forbes Ásia o empresário do ano em 2014. De acordo com a publicação, sua fortuna é superior a US$ 9.9 bilhões, o que o torna a oitava pessoa mais rica da China.


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 6 de abril de 2010 
● Fundador: Lei Jun, Lin Bin, Wanqiang Li, Guangping Zhou, Jiangji Wong, Feng Hong, Chuan Wang e De Liu 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Xiaomi, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Lei Jun 
● Presidente: Lin Bin 
● Faturamento: US$ 12 bilhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 15 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Equipamentos eletrônicos 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, câmeras de ação e aplicativos 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Motorola, BlackBerry, ZTE, HTC, Huawei, Nokia e Apple 
● Mascote: Mitu 
● Ícones: O design minimalista de seus produtos 
● Website: www.mi.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a XIAOMI, terceira maior fabricante de smartphones do mundo, vende seus produtos em mais de 15 países, emprega mais de 5.000 funcionários e, em 2014, faturou estimados US$ 12 bilhões. A empresa, que vendeu 61.1 milhões de smartphones em 2014, também comercializa televisões inteligentes, set-top boxes (aparelhos que trazem recursos avançados a televisores), roteadores, carregadores portáteis, pulseiras para monitorar exercícios físicos, câmeras de ação e acessórios como fones de ouvido e capas para proteção, além de criar aplicativos móveis e oferecer serviço de computação na nuvem e armazenamento. Seu sistema operacional, batizado de MIUI (em sua sexta versão), que já recebeu mais de 225 atualizações desde seu lançamento e está disponível para 347 modelos em 96 marcas diferentes, é utilizado por mais de 100 milhões de usuários. A XIAOMI possui atualmente na China mais de 20 lojas próprias. A operação logística da empresa na China é impressionante: 11 centros de distribuição, pico de 940 mil entregas diárias, tempo médio de entrega de 1 dia e meio e entrega expressa em aproximadamente 19 horas após a compra para 22 cidades. No final de 2014, em sua rodada mais recente de captação de recursos, a XIAOMI levantou mais de US$ 1 bilhão, elevando seu valor para US$ 45 bilhões, e tornando-a a start-up mais valiosa do mundo. A jovem empresa vale mais do que LG, Nokia, BlackBerry e Motorola. 

Você sabia? 
● Na China, em 2014, cinco de cada oito celulares com Android ativados tinham a marca da XIAOMI. 
● Em 2014, no feriado do Dia do Solteiro (11 de novembro), na China, a empresa vendeu por meio do site Alibaba 1.1 milhões de smartphones em apenas 24 horas. 
● No mês de abril de 2014 a empresa pagou US$ 3.6 milhões pelo domínio mi.com, tornando-o assim o mais caro da China. O domínio substituiu o xiaomi.com como site oficial da empresa. 
● Enquanto se consolida como marca de smartphones, a XIAOMI vem investindo em produtos para automação doméstica. A empresa já vende um módulo (Mi Module) que permite usar o smartphone para controlar eletrodomésticos. Além disso, lançou recentemente um purificador de ar inteligente, que limpa cerca de 10 mil litros de ar em menos de um minuto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Folha), sites de tecnologia (TecMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/3/2015

19.1.11

LENOVO


A LENOVO dedica-se ao desenvolvimento dos melhores computadores pessoais do mundo, fabricando e comercializando produtos tecnológicos confiáveis, de alta qualidade, seguros e fáceis de usar com serviços utilizados mundialmente. Inovação e eficiência operacional estão presentes em todos os seus produtos, desde um notebook, passando por um smartphone até um avançado monitor. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 1 de novembro de 1984 quando com um capital inicial de somente US$ 25.000, Liu Chuanzhi, juntamente com 10 colegas cientistas na área da informática, fundou na cidade de Beijing a empresa New Technology Developer Inc., com o intuito de oferecer tecnologia da informação mais veloz para consumidores e empresas. Com contatos no governo, onde Liu trabalhou por um bom tempo, ele tornou a empresa lucrativa revendendo um sistema que adaptava computadores vendidos por empresas americanas ao alfabeto chinês. Somente em 1990, a empresa lançou seu primeiro computador no mercado. A partir deste momento a empresa, agora rebatizada com o nome de LEGEND, deixou de ser uma importadora de computadores e passou a ser um fabricante. Pouco depois, em 1992, de forma pioneira, introduziu no mercado chinês o conceito de computador doméstico com o lançamento do Legend 1+1. No ano seguinte mais uma inovação: ingressou na era Pentium, produzindo o primeiro computador “586” da China. Em 1994, a Divisão de Computação Corporativa foi formalmente estabelecida para atender exclusivamente empresas.


Em 1996 a empresa se tornou líder em participação de mercado pela primeira vez na China e apresentou o primeiro notebook com a marca Legend. Dois anos mais tarde o computador número um milhão saía das linhas de produção da empresa. Andy Grove, então chairman da Intel estava presente na cerimônia e levou o computador para a coleção do museu da empresa americana. Ainda neste ano, a empresa estabeleceu sua primeira loja de varejo para comercializar seus produtos. No final desta década, a Legend se tornou a principal fornecedora de computadores na região Ásia-Pacífico e apareceu pela primeira na classificação nacional chinesa das 100 principais empresas eletrônicas. Porém foi somente no mês de abril de 2003, que a empresa começou a comercializar seus produtos sob a marca LENOVO (junção da sílaba “Le” de Legend com “Novo”, que em latim quer dizer “novo”). Essa estratégia era um prenúncio da sua expansão rumo ao mercado mundial. Oficialmente, o nome da empresa foi trocado de Legend para LENOVO um ano depois.


A história da LENOVO começou a mudar em dezembro de 2004, como resultado da união de duas das empresas com mais história em tecnologia e negócios: a Legend Holdings da China e a Divisão de Computação Pessoal da IBM (desktops e notebooks), dos Estados Unidos, criada em 1981 e que, literalmente, inventou a computação pessoal com inovações tais como a criação do primeiro notebook, introduzido no mercado em 1984. A compra por US$ 1.75 bilhões da Divisão de Computação Pessoal da IBM, que criou o terceiro maior fabricante de computadores do planeta, foi anunciada como um marco no setor dos negócios globais pelo potencial de integrar duas culturas, linguagens, processos e mercados tão diferentes. Essa união combinou a força e experiência do mercado varejista que a LENOVO possuía na China e no resto da Ásia com a posição de liderança da IBM na Europa e na América do Norte entre os usuários corporativos.


Além disso, a LENOVO herdou uma rica história de inovação da IBM: ThinkPad, o primeiro notebook da indústria com um monitor Thin Film Transistor de 10.4 polegadas e dispositivo apontador TrackPoint (botão vermelho), lançado no mercado em 1992; o primeiro notebook da indústria com CD-ROM integrado (1994); a apresentação de uma nova tecnologia - o teclado “borboleta” (1995); o primeiro notebook da indústria com DVD-ROM integrado (1997); o primeiro ThinkLight da indústria, uma pequena luz que ilumina o teclado em ambientes de pouca iluminação (1998); o primeiro computador da indústria com um chip de segurança integrado (1999); o primeiro mini-notebook da indústria (1999); o primeiro notebook com duração estendida de bateria, de até 11 horas (2003); o primeiro notebook da indústria com um “airbag” para o disco rígido e para a proteção da informação caso o sistema sofra uma queda (2003); e o primeiro notebook com leitor de impressões digitais integrado (2004).


Foi também nesta época, que a LENOVO estabeleceu um novo Centro de Inovação em Research Triangle Park, estado da Carolina do Norte, para permitir aos clientes, parceiros comerciais, fornecedores de soluções e fornecedores independentes de software cooperar em novas soluções de computação pessoal. Além disso, a LENOVO se tornou a maior fornecedora mundial de computadores com funções biométricas ao vender seu computador com leitor de impressões digitais integrado de número um milhão. Em 2006 ganhou enorme visibilidade mundial ao prover suporte aos Jogos Olímpicos de Inverno em Torino, Itália, fornecendo 5.000 desktops, 350 servidores e 1.000 notebooks. A LENOVO também administrou sete i.lounges com internet para uso dos atletas olímpicos e visitantes. Ainda este ano, os primeiros produtos com a marca LENOVO estrearam no mercado fora da China.


Pesquisadores, cientistas e equipes de design de produto do mundo inteiro combinaram a herança da marca em uma tecnologia destinada a empresas e clientes particulares para projetar a linha LENOVO 3000, que apresentava novos modelos de desktops e notebooks desenhados especificamente para oferecer uma computação sem preocupações ao segmento das pequenas empresas. Em 2007, a empresa parou de utilizar o logotipo IBM em todos seus produtos dois anos antes do planejado. Em 2008, como parceira Mundial dos Jogos Olímpicos de Pequim e do Revezamento da Tocha Olímpica, a LENOVO forneceu mais de 30.000 peças de equipamento de informática e quase 600 engenheiros e técnicos ofereceram suporte para o gerenciamento bem sucedido do evento esportivo mais complexo do mundo. A exposição da marca nesse evento praticamente apresentou a LENOVO para o mercado global. Pouco depois a empresa anunciou que a linha ThinkPad, que tem como característica principal o seu pioneirismo, atingiu a marca de 60 milhões de unidades vendidas mundialmente juntamente com seu aniversário de 18 anos. Entre os novos modelos da marca chinesa, um dos destaques era o IdeaPad Y470 e Y570, que trabalham com uma tecnologia chamada RapidBoot, recurso que permite ligar a máquina em apenas 20 segundos.


Porém, nem mesmo todas essas medidas ajudaram a tirar a LENOVO de um decepcionante quarto lugar no mercado de PCs e notebooks. E o pior: além de não crescer fora, a empresa estava sendo ameaçada dentro de casa. Isto porque, o foco excessivo em outros países permitiu que concorrentes estrangeiros ameaçassem o reinado da LENOVO na própria China. Após prejuízos a empresa nomeou um novo executivo, que demitiu um décimo dos funcionários, investiu em uma rede de varejo e recomprou a divisão de smartphones Lenovo Mobile, vendida por seu antecessor. O resultado veio rápido: a HP parou de crescer e, até 2010, a LENOVO ampliou sua liderança na China. Além disso, a partir de 2011, a empresa assumiu (fosse pela compra ou por joint-ventures) seis fabricantes de hardware endividadas. E trouxe também para seu lado a japonesa NEC, o que resultou na liderança de mercado na venda de computadores no Japão. O resultado: em 2013 oficialmente a LENOVO se tornou a maior vendedora de PCs e notebooks do mundo em volume.


Depois de ingressar no mercado de smartphones e tablets, a LENOVO deu sequência a importantes aquisições que iriam remodelar totalmente sua linha de negócios. Primeiro, no início de 2014, comprou a divisão de servidores x86 da IBM por US$ 2.1 bilhões (com isso, a LENOVO passou do sexto lugar no mercado de servidores para terceiro e também sugeria uma transição de foco do mercado de dispositivos pessoais para o segmento de equipamentos para serviços em nuvem); e poucos dias depois anunciou a aquisição da Motorola Mobility, que antes pertencia ao Google, por US$ 2.91 bilhões (o que a tornou a quarta maior fabricante de smartphones do mundo).


Mais recentemente, em maio de 2015, para demonstrar toda essa enorme mudança e uma nova fase para a LENOVO, a empresa apresentou um novo logotipo e o novo slogan “Innovation Never Stands Still” (“Inovação nunca fica parada”, em tradução livre). Com isso, muda-se a ideia de uma empresa basicamente operacional e de engenharia de computação por uma imagem de empresa que busca inovação para o mercado e cliente, seja hardware, software ou serviço. E também recentemente, a empresa chinesa anunciou que até o final de 2016 a marca Motorola vai deixar de existir no segmento de smartphones. Os aparelhos Moto X, Moto G e Moto E chegarão ao mercado com a marca Moto by Lenovo. A única “lembrança” que ficará nos aparelhos é o icônico “M”, que continuará sendo usado.


O legado da LENOVO tanto nos mercados desenvolvidos como nos emergentes resultou em um modelo de negócio baseado em um conceito e estratégia batizado de “worldsourcing”, onde suas ideias, operações e recursos não tem fronteiras e são totalmente adaptáveis. O resultado: uma nova forma de pensar para um novo mundo, proporcionando inovação para seus clientes. Além disso, a LENOVO e a IBM têm uma aliança estratégica projetada para proporcionar a melhor experiência possível para os clientes corporativos. As companhias assinaram importantes acordos de longo prazo que oferecem aos clientes acesso preferencial aos produtos de financiamento global e à organização de serviços de categoria internacional da IBM e permitem à marca chinesa aproveitar a poderosa rede mundial de distribuição e vendas da empresa americana.


A linha do tempo 
1987 
● Apresentação com sucesso do cartão com caracteres chineses, que recebeu o “Prêmio Nacional de Melhor Avanço Tecnológico/Científico” do país. 
1995 
● Apresentação do primeiro servidor com a marca Legend. 
1997 
● Lançamento da primeira impressora laser multifuncional da empresa chinesa. 
1999 
● Lançamento de um PC pioneiro em conexão à internet, que permitia a milhões de usuários chineses acessarem facilmente à rede mundial de computadores. 
2001 
● Introdução, pela primeira vez, do conceito “casa digital” e lançamento de acessórios para computadores. 
2002 
● Lançamento do DeepComp 1800, o super-computador da Legend. Foi o primeiro computador da China com 1.000 GFLOP (operações de ponto flutuante por segundo) e o computador mais veloz do país para uso particular na época. 
2003 
● Baseada na tecnologia de aplicações de colaboração, a LENOVO inicia o IGRS Working Group, em cooperação com algumas grandes empresas e o Ministério Chinês da Indústria da Informação, para promover a formação de um padrão industrial. 
2004 
● Decide ingressar no mercado rural a partir do lançamento da série de computadores “Yuanmeng”, especificamente projetados para usuários que moram em zonas que não são urbanas. 
2005 
● Lançamento do ThinkPad X41 Tablet, o PC Tablet mais fino, leve e seguro da indústria na época. 
● Lançamento do ThinkPad Z60, primeiro notebook da linha com tela wide e conexão WAN sem fios integrada, disponível pela primeira vez com uma tampa de Titânio. 
● Lançamento do ThinkVision L171p, um monitor de 17 polegadas com tela de cristal líquido (LCD) que pode ser usado tanto na posição horizontal como na vertical. 
2006 
● Lançamento do primeiro notebook ThinkPad com tecnologia dual-core, que melhora sua produtividade e estende a duração da sua bateria para até 11 horas. 
2007 
● Lançamento da linha IdeaPad de notebooks e netbooks, projetados e desenvolvidos aproveitando a longa herança de inovação tecnológica e excelência em engenharia da marca. Com um forte viés pela conectividade sem fio e melhores recursos multimídia, os netbooks e notebooks dessa linha permitem que os consumidores se conectem ao mundo, realizem suas tarefas cotidianas e se divirtam. A linha oferecia notebooks básicos para conferir e-mails e navegar pela internet, até computadores com processadores e placas gráficas de tecnologia avançada. 
● Lançamento da ThinkStation, uma nova linha de desktops voltados para profissionais que necessitam de alto desempenho no manuseio de gráficos e dados, onde as estações de trabalho também incorporam o conceito da facilidade de uso. Seu design inclui uma alça superior removível para deslocar o PC com agilidade em diferentes ambientes de trabalho e uma chave ao lado facilitando o acesso ao sistema. 
2009 
● Lançamento do ThinkPad W700ds, primeira estação de trabalho portátil com duas telas. 
2010 
● Apresentação do LEPHONE, um celular inteligente com sistema operacional Android. A grande novidade do aparelho era a tela multitoque que podia ser retirada do teclado físico, tornando-a opcional. Foi o primeiro anúncio da divisão móvel da LENOVO, desde que a fabricante de PC que mais crescia no mundo recomprou a unidade por US$ 200 milhões em novembro de 2009. Na ocasião, completava 18 meses que a empresa havia se desfeito dos negócios móveis. 
2011 
● Lançamento do LEPAD, um tablet híbrido com tela de 10.1 polegadas que pode ser conectado a uma base para se transformar em um notebook. 
● Lançamento do IdeaPad U1 Slate, um notebook 2 em 1 que ganha as funções de tablet. O U1 possuía um modo duplo que combina o alto desempenho e base de teclado do notebook LENOVO à mobilidade de tablet LePad com acesso aos aplicativos Android 2.2, sem interrupção na alternância entre os sistemas operacionais. 
2013 
● Lançamento do VIBE X, uma nova geração de smartphones com tela de 5 polegadas, câmera traseira de 13 megapixels e uma câmera frontal de 5 megapixels. 
2015 
● Lançamento do YOGA 900, um notebook híbrido equipado com processador Intel Core i7 de 6ª geração. Com a flexibilidade já conhecida da família de produtos YOGA, a novidade possui quatro modos de uso e uma dobradiça exclusiva, similar a uma pulseira de relógio, que oferece mobilidade, segurança e design impecável. 
● Lançamento do VIBE SHOT, primeiro smartphone e câmera 2 em 1, desenvolvido para ser um verdadeiro dispositivo híbrido. A câmera possui 16 megapixels com lente modular de seis peças.


Inovação 
A LENOVO conta com extraordinárias capacidades de pesquisas. Com importantes centros de Pesquisa e Desenvolvimento em Yamato (Japão), Xiamen, Beijing, Xangai, Chengdu, Nanjing, Wuhan e Shenzhen (China) e Morresville (Estados Unidos), a empresa foi responsável por alguns dos mais importantes avanços no que se refere à tecnologia de PC, que vão do design de notebook “bento box” em 1992 até o lançamento em 2008 do inovador ThinkPad X300 “Kodachi”, considerado um dos notebooks mais finos, leves e com maiores inovações da história. A riqueza de talento da LENOVO pode ser confirmada pela qualidade de suas equipes, que já receberam centenas de prêmios em tecnologia e design, incluindo mais de 2.000 patentes, e introduziram muitas inovações na indústria, tais como: 
- Dispositivo apontador TrackPoint (“O pequeno botão vermelho”). 
- Design ThinkPad: Um dos computadores mais silenciosos da indústria. 
- VeriFace: A tecnologia de reconhecimento de rosto que cria um mapa digital que se tornará a senha do usuário. 
- Workstation móvel com duas telas: combina design exclusivo com complexos conceitos de engenharia para atender às necessidades de ambientes de computação de alta demanda.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Inicialmente conhecida como Legend, somente em 2003 a empresa apresentou a marca LENOVO e uma nova identidade visual. Em maio de 2015, para encarar o que a empresa considera uma nova fase (já que a era-pós PC ficou muito para trás), era o momento de apresentar uma nova identidade visual. O novo logotipo, pensado para um ambiente digital e apresenta nova tipografia de letra (que tem a letra “e” angulada e apontada para cima). O logotipo pode ser aplicado com ou sem fundo.


Além disso, a nova identidade visual apresentava muita flexibilidade, com cores diferentes (vermelho, azul, verde, laranja, entre outras) e formas variadas de uso.


Os slogans 
Innovation Never Stands Still. (2015) 
For Those Who Do. (2010) 
New World, New Thinking. (2005) 
Somos feitos para quem faz. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 1 de novembro de 1984 
● Fundador: Liu Chuanzhi 
● Sede mundial: Morrisville, Carolina do Norte, Estados Unidos/Beijing, China 
● Proprietário da marca: Lenovo Group Limited 
● Capital aberto: Sim (1994) 
● Chairman & CEO: Yang Yuanqing 
● Presidente: Antonio Samaranch 
● Faturamento: US$ 46.2 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 837 milhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 8.98 bilhões (março/2016) 
● Valor da marca: US$ 4.114 bilhões (2015) 
● Presença global: 160 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 60.000 
● Segmento: Tecnologia da informação e eletrônicos 
● Principais produtos: Notebooks, computadores, tablets, servidores, monitores e smartphones 
● Concorrentes diretos: Dell, HP, Acer, Asus, AOC, Gateway, Apple, BlackBerry, Microsoft, Samsung, Xiaomi e LG 
● Ícones: O notebook ThinkPad 
● Slogan: Innovation Never Stands Still. 
● Website: www.lenovo.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca LENOVO está avaliada em US$ 4.114 bilhões, ocupando a posição de número 100 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. 

A marca no mundo 
Hoje em dia, a LENOVO, maior fabricante de computadores pessoais do mundo com 19.8% de participação do mercado global, comercializa sua completa linha de produto (notebooks, desktops, servidores, monitores, impressoras, tablets, smrtphones, entre outros) em mais de 160 países. Líder absoluta na China, a empresa aposta firmemente nas potências emergentes da economia global, como Rússia, Índia e o Brasil, para avançar na disputa de mercado. Os mercados em desenvolvimento correspondem a mais de 25% da receita da empresa. A empresa possui ainda uma rede de lojas próprias na China e Índia. Com a compra da Motorola, em 2015 a LENOVO vendeu mais de 74 milhões de smartphones. A empresa tem mais de 60.000 funcionários no mundo inteiro, incluindo 1.700 designers, cientistas e engenheiros, representando uma ampla variedade de nacionalidades e idiomas, mas que, ao mesmo tempo, trabalham com uma única visão e linguagem: fabricar os computadores pessoais, smartphones, tablets mais inovadores do mundo. 

Você sabia? 
● Em setembro de 2012, a LENOVO chegou a comprar a brasileira CCE. Mas, em 2015, desfez o negócio, repassando a marca e seus ativos aos antigos controladores. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Estadão, Folha e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/3/2016