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14.11.19

JBL


A missão da JBL é projetar soluções de áudio para aprimorar as experiências de seus consumidores, simplificando como as pessoas interagem com a tecnologia e as conectando com o mundo ao seu redor através do som. Resumindo: a JBL supera os limites da inovação, dando vida à música. Referência em produtos de áudio, a JBL tem uma rica e inovadora história com destaque no meio musical, desde estúdios de gravação, shows até grandes festivais de música, como o icônico Woodstock de 1969. A JBL também ganhou espaço no cinema e no teatro. E claro na preferência de milhões de consumidores apaixonados pelo melhor som. 

A história 
Não é possível falar sobre a história da JBL sem citar o nome James Bullough Lansing. Esse engenheiro americano, filho de um minerador de carvão, fundou em 1927 a Lansing Manufacturing Company para fabricar alto-falantes, megafones e outros componentes, e achou em Kenneth G. Decker o sócio ideal para administrar a empresa financeiramente. Localizada em Los Angeles na Califórnia, a empresa encontrou uma indústria de cinema emergente, com o lançamento de filmes sonoros. Inicialmente, o processo de fabricação dos alto-falantes (em forma de cones de 6 e 8 polegadas) era manual e tinha a colaboração até de familiares. Mas rapidamente essa situação mudou com uma encomenda para sonorização (alto-falantes) do filme “O Cantor de Jazz”, o primeiro filme da história do cinema falado, marcando o fim de uma era e inserindo uma nova forma de se fazer cinema. A Academia de Artes e Ciências do Cinema reconheceu ainda hoje que o sistema desenhado por Lansing contribuiu para definir padrões de toda a indústria do cinema, tornando-se referência para outros fabricantes em todo o mundo. A partir daí, começou o grande sucesso da empresa, que ainda não tinha na marca as iniciais de seu fundador, mas era chamada apenas de Lansing. Entretanto em 1939 um trágico acidente de avião interrompeu a vida de Decker. Impactado pela enorme perda, James vendeu a sua parte na empresa em 1941 para a Altec, empresa de áudio criada por ex-funcionários da gigante norte-americana Western Electric. Nessa fase e com todo o apoio da Altec, ele criou outros produtos consagrados, como o speaker 604 e o Voice of the Theatre A-4, outro sistema de som personalizado para salas de cinema.


Pouco depois do término da Segunda Guerra Mundial, James resolveu sair da Altec e, no dia 1 de outubro de 1946, fundou a Lansing Sound Inc. (que mais tarde se chamaria James B. Lansing Sound) em San Marcos na Califórnia. Se antes ele ficou conhecido no cinema, o destino fez com que a empresa renascesse a partir de um novo estilo musical, que iria mudar toda uma geração: o rock’n roll. O alto-falante D101, de 15 polegadas, foi o primeiro produto da nova empresa e o driver de alta frequência D175. Os eletrônicos eram inspirados em produtos da Altec Lansing, companhia anterior na qual James trabalhava, e permaneceram no catálogo da empresa até a década de 1970. Infelizmente, James não veria a empresa se tornar um gigante global no segmento de áudio. Isto porque, em setembro de 1949 ele cometeu suicídio em sua casa e deixou a empresa ao comando do vice-presidente, William Thomas, que comprou a parte do negócio pertencente à viúva de James e iniciou um processo de revitalização pelas duas décadas seguintes. Em 1955 nascia oficialmente a marca JBL, adotada para resolver disputas judiciais com a Altec Lansing Corporation. O nome da empresa - James B. Lansing Sound Incorporated - foi mantido, mas o nome do logotipo foi alterado para as iniciais JBL, com o seu distintivo ponto de exclamação. Pela sua qualidade, os produtos da empresa começaram a fazer sucesso junto a bandas e produtores musicais. E com isso, ainda nesta década, a JBL fez uma parceria com a lendária marca de instrumentos musicais Fender, e o alto-falante de 15 polegadas D130F foi colocado em amplificadores de guitarra da empresa, se tornando o equipamento favorito de músicos como Dick Dale e Jerry Garcia, do Grateful Dead. Isto sinalizou a entrada da JBL no mercado profissional da música, ainda que de forma mais tímida. Pouco depois, lançou no mercado outro grande sucesso: o conjunto estéreo JBL Paragon, instalado em um gabinete.


Em 1962 a JBL criou a primeira caixa de estúdio de 2 vias, utilizando um motor de alta frequência. E para aprofundar o diálogo entre a empresa e outros profissionais da música, a Divisão Profissional da JBL foi criada em 1968. A divisão desenvolveu soluções de estúdio para equipar os engenheiros com as ferramentas necessárias para se adaptar às novas técnicas de gravação. Com isso, a marca colaborou na composição do estúdio de gravação Capital Records, responsável por discos de grandes sucessos de bandas como Beatles e Beach Boys. Em 1969, Bill Thomas vendeu a JBL à Jervis Corporation, mais tarde renomeada Harman International, liderada por Sidney Harman. No mesmo ano, a JBL forneceu a sonorização para o lendário festival de Woodstock. Sob a administração da nova proprietária, a marca JBL foi mantida e também associada a produtos de uso doméstico, como caixas de som e home speakers. Um dos motivos para o enorme crescimento da JBL aconteceu ainda em 1969 com o lançamento do L100, modelo de alto-falante mais vendido da história da empresa. Esses alto-falantes ficaram tão marcados na memória que foram relançados em 2018 em uma versão retro.


Na década de 1970, a JBL ingressou oficialmente na Europa e no Japão. Os monitores de referência da marca viraram um sucesso nessa época: eram equipamentos de som com uso mais profissional, mas que podiam ser instalados em sistemas domésticos para quem buscava a maior qualidade possível. Além disso, em 1973, lançou a série 4300, incluindo o primeiro alto-falante de 4 vias. Nos anos de 1980, a JBL continuou direcionando o foco ao consumidor, sem deixar de lado o segmento de estúdios, locais de shows e cinema. Em 1982, a marca se tornou a primeira a adotar o titânio em diafragmas de alta frequência pra melhorar qualidade dos equipamentos. A marca ganhou enorme visibilidade mundial pouco depois, em 1983, quando George Lucas selecionou a JBL para desenvolver o primeiro sistema de áudio de sala de cinema licenciado pela THX. Depois disso, fabricantes automobilísticas como Toyota, Ferrari e Smart passaram a usar a JBL em seus sistemas de áudio veiculares.


Na década de 1990, a JBL focou ainda mais em avanços técnicos, com novos designs internos de alto-falantes com ímãs de neodímio e outras novidades. E foi nessa década, em 1995, que surgiu a linha Eon System de alto-falantes portáteis. Em 2004, a JBL foi uma das primeiras marcas do segmento a lançar docks de áudio para iPod, ampliando a capacidade sonora do player que mudou o mundo. Já no decorrer do novo milênio os destaques foram a linha VRX900 de speakers profissionais em formato curvo, além do sistema de alto-falantes VerTec pra uso em eventos de grande porte. E não foi qualquer coisa: eles foram usados primeiramente em uma convenção nacional do Partido Democrata nos Estados Unidos e na premiação do Grammy. Já em 2010, a novidade mais celebrada foi o monitor de referência M2. Oficialmente, a JBL começou a vender os seus produtos no Brasil somente nesse ano. Até então ela era um sonho distante para aficionados por áudio que acabavam importando alguns dos seus produtos. Foram as caixas de som Bluetooth e os fones de ouvido que ajudaram a popularizar a marca no país. A chegada oficial ao país somente se concretizou com a aquisição da gaúcha Selenium.


Ao prestar atenção aos hábitos e estilo de vida de seus usuários e se concentrar nos cenários da vida real quando as pessoas precisavam de áudio de qualidade, a marca criou em 2012 o alto-falante portátil JBL Flip, que ofereceu aos ouvintes algo totalmente novo: excelente qualidade de som em um formato compacto. A combinação de tamanho diminuto e som grandioso, fez do Flip uma sensação da noite para o dia, apavorando a concorrência e comercializando mais de 1 milhão de unidades no primeiro ano. Com base nesse enorme sucesso, nos anos seguintes a JBL desenvolveu mais seis formatos de alto-falantes portáteis para atender outros usos específicos, como por exemplo, caminhadas, piqueniques ou ir à praia. Desde que ingressou na categoria, a marca JBL lançou mais de 25 modelos de alto-falantes portáteis, cada um deles aprimorado e ajustado para atender às necessidades específicas dos ouvintes.


A Harman International, então proprietária da marca JBL, foi adquirida no dia 14 de novembro de 2016, em um acordo de aproximadamente US$ 8 bilhões, pela sul-coreana Samsung Electronics. Com isso, a marca JBL pode aproveitar a estrutura e distribuição da Samsung para fazer com que seus produtos cheguem a um maior número de consumidores no mundo. Entre os produtos mais famosos dos últimos, estão às séries Clip, Charge e Pulse de caixas de som, cada uma com uma peculiaridade e um público mais direcionado, além é claro dos famosos fones de ouvido com tecnologia de cancelamento de ruído. A marca até já lançou um módulo pra família Moto Z da Motorola, transformando o smartphone em um speaker. No dia 5 de setembro de 2019 a marca JBL alcançou o tremendo marco de 100 milhões de alto-falantes portáteis vendidos em todo o mundo, consolidando sua posição como líder em áudio portátil e referência em sua categoria.


Superar as expectativas de exigentes consumidores impulsiona o desenvolvimento de produtos da JBL e inspira inovações. Por exemplo, a marca foi a primeira a equipar caixa de som com conexão Bluetooth com um driver diferenciado, cuja área do cone aumentada proporciona um som mais potente. Também estabeleceu um recorde mundial no Guinness Book, conectando 1.000 unidades do JBL Flip 4 tocando músicas de uma única fonte.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos. O logotipo original com as iniciais JBL e seu “ponto de exclamação” surgiu em 1955 e foi criado por Arnold Wolf, que chegou a ser o CEO da empresa anos depois. Depois de adotar oficialmente a distintiva cor laranja, o logotipo da marca passou a ostentar a inscrição “by Harman” (proprietária da JBL).


Os slogans 
Dare To Listen! (2017) 
Amplify Life. (2017) 
Hear the truth. (2011) 
Pro sound comes home. (2004) 
Plays louder, longer. (2001)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1 de outubro de 1946 
● Fundador: James Bullough Lansing 
● Sede mundial: Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Harman International Industries Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dinesh Paliwal 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 12.000 
● Segmento: Áudio 
● Principais produtos: Fones de ouvido, amplificadores e caixas de som 
● Concorrentes diretos: Beats, Bose, Sony, Marshall, Sonos, Kenwood, Pioneer, Boombotix e Bower & Wilkins 
● Ícones: A cor laranja 
● Slogan: Dare To Listen! 
● Website: www.jbl.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, a JBL vende em mais de 130 países uma ampla gama de produtos de áudio como fones de ouvido, caixinhas portáteis com Bluetooth e equipamentos profissionais e domésticos. Além de sonorização de ambientes, a JBL também produz equipamentos de áudio profissional para eventos e DJs, e ainda fornece equipamentos para a indústria automotiva. Hoje, a JBL é líder de mercado em alto-falantes portáteis no mundo. 

Você sabia? 
● Em 1933, Douglas Shearer, então executivo dos estúdios MGM, projetou o primeiro sistema de alto-falantes para o cinema. A Lansing construiu os componentes do sistema. 
● Em 2002, a JBL voltou a receber um prêmio da Academia de Cinema por excelência técnica, conceito, visual e engenharia dos alto-falantes para cinema que estrearam no JBL 4675. 
● Na verdade o nome do fundador da empresa era James Martini, mas ele adotou o Lansing por conta própria e pegou emprestado o Bullough de uma família que abrigou ele por um tempo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites de tecnologia (TecMundo e CanalTech), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/11/2019

27.7.06

AIWA


Apesar dos altos e baixos em termos de negócios, a tradicional marca japonesa Aiwa sempre primou pela alta qualidade de seus equipamentos no segmento de áudio e vídeo. Afinal, ela foi de suma importância no desenvolvimento e fabricação de produtos como Walkman, Discman, Mini-Disc e Micro System, equipamentos que fazem parte da história da tecnologia. Em uma rica história, que sempre visou potência, durabilidade, design e muita inovação, a Aiwa conquistou a confiança de milhões de consumidores pelo mundo afora, que nunca abandonaram a marca, mesmo em seus períodos mais difíceis. 

A história 
Tudo começou no dia 20 de junho de 1951 no Japão de forma meio obscura com a fundação da Aiko Denki Sangyo Company, uma fabricante de equipamentos de áudio, especialmente microfones. Em 10 de março 1959, o fundador da empresa, Mitsuo Ikejiri, trocou seu nome para Aiwa Company. O nome “Aiwa” - a pronúncia correta é “Aiua” - foi escolhido por conter som semelhante às palavras em japonês “AI” (Amor ou Afeição) e “WA” (Círculo), passando a ideia de união ou harmonia. No ano seguinte, a empresa inaugurou uma fábrica em Utsunomiya, cidade situada cerca de 60 quilômetros ao norte de Tóquio, possibilitando assim a produção em larga escala. E em 1961, a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Tóquio. Seu DNA inovador começou no mês de fevereiro de 1964, quando a Aiwa desenvolveu e lançou no mercado o primeiro gravador de fitas cassete do Japão, chamado TP-707.
   

No restante da década, a Aiwa desenvolveu uma completa linha de produtos de áudio que conquistou milhões de consumidores japoneses por sua alta qualidade, incluindo o primeiro boombox do Japão - o TPR-101 -, em 1968, bem como o primeiro deck de cassete. A década de 1970 foi marcada por uma agressiva expansão internacional com seus produtos introduzidos em vários importantes mercados, como por exemplo, o americano, britânico, alemão, além da região do Oriente Médio. Em consequência disso, a linha de produtos da marca foi ampliada - incluindo setores bem aleatórios, como limpadores de ar-condicionado - e seu faturamento também (65% eram provenientes do mercado estrangeiro).
   

A década seguinte teve início com muita inovação, como por exemplo, em 1980 quando introduziu no mercado o TP-S30, seu primeiro tocador portátil de fitas, que durante anos se tornaria um dos produtos de maior sucesso da marca japonesa; e no ano seguinte com o lançamento de vídeos cassetes, ingressando assim em um novo segmento de mercado. Além disso, em 1982, lançou o HR-S01 - que ficou conhecido como SkyPlay - um fone de ouvido com um rádio embutido e antenas nos dois lados. Toda essa inovação exigiu pesados investimentos, que culminaram com a inauguração de um avançado centro tecnológico em 1984. As atenções mundiais se voltaram para a marca quando o Walkman Aiwa apareceu no filme “De Volta para o futuro” em 1985. A partir de 1987, a Aiwa também ingressou no mercado das fitas DAT, ou Digital Audio Tape, e lançou o primeiro reprodutor do formato no mundo. No final da década, em 1988, a Aiwa lançou no mercado o modem para uso profissional.
   

Em 1990 surgiu o fone de ouvido HP-J7, com design vertical, que se tornou um enorme sucesso na época. A Aiwa começou a operar oficialmente no Brasil em 1996 através de uma parceria com a empresa CCE, que passou a ser responsável pela montagem, fabricação e comercialização dos produtos da marca japonesa no país. Rapidamente a Aiwa conquistou os consumidores brasileiros, especialmente pelos seus robustos Mini System, que combinavam design moderno, recursos diversos e áudio de alta qualidade. No ano seguinte passou a ser uma marca importante no segmento de som para automóveis com o lançamentos de CD Player nos Estados Unidos. Além disso, a Aiwa se expandiu para diferentes segmentos, incluindo equipamentos de vídeo como TVs, e até purificadores de ar.
  

Mas, quando a revolução digital começou, no fim da década de 1990, a Aiwa estava mal equipada e preparada para desenvolver e fabricar produtos que os consumidores desejavam, levando-a assim quase à falência. Mesmo vivendo um período difícil, a marca introduziu algumas novidades em sua linha de produtos, como por exemplo, em 2000 quando lançou no mercado o primeiro aparelho de gravação compacto para formato MP3; e no ano seguinte ao lançar o menor e mais leve aparelho compacto de MD (Mini-Disc). Mesmo assim, em 2002 a japonesa Aiwa já não tinha mais forças para andar com as próprias pernas no competitivo mercado de produtos eletroeletrônicos.
  

Para tentar tirá-la do limbo, o então presidente mundial da Sony, Kunitake Ando, decidiu tomar as rédeas do negócio. Pagou US$ 114 milhões em ações para assumir o controle total da empresa, da qual já detinha 61% de participação, adquirida no final da década de 1960. A partir deste momento a Aiwa deixava de ser uma empresa independente e passava a ser uma divisão da gigante Sony (conheça essa outra história aqui). Foi o início de uma enorme e dolorosa restruturação, com demissões e cortes de custos. Em janeiro do ano seguinte as mudanças já podiam ser detectadas: a marca Aiwa foi relançada no mercado mundial com um novo posicionamento, direcionado para um público jovem consumidor de produtos eletrônicos ligados a computação.
  

Apesar do lançamentos de novos produtos, incluindo aparelhos de áudio portátil como Discman e rádio-gravadores com CD, além de aparelhos de DVDs e tocadores digitais MP3, não foi necessário para que a marca Aiwa prosperasse no mercado mundial e passou a ser utilizada pela Sony como laboratório para novas tecnologias e para produtos de preços mais acessíveis em mercados restritos no mundo. O resultado foi catastrófico: a Aiwa virou uma pequena marca no enorme portfólio da Sony, com poucos produtos dificilmente encontrados em grandes mercados consumidores. Em 2005, acaba o desenvolvimento de novos produtos e, em 2008, a Sony descontinua a marca Aiwa completamente.
   

Foram quase dez anos sem novidades e o direito da marca Aiwa começou a expirar ou ser negociada regionalmente pela Sony. Finalmente, em 2015, uma fabricante americana de áudio - chamada Hale Devices Inc. - obteve os direitos sobre a marca Aiwa no país e em alguns mercados da Europa. A empresa americana então foi renomeada para a Aiwa Corporation e começou a produzir equipamentos de áudio (caixas de som sem fio e fones de ouvido) e vídeo (televisores). Já no Japão os direito da marca foram adquiridos em 2017 pela Towada Audio, que relançou a Aiwa no país através de TVs e aparelhos de som. Em setembro de 2020, a Aiwa Corporation e a Aiwa Co., Ltd. do Japão anunciaram que seus negócios haviam se unificado, com a visão de reconstruir a Aiwa como uma única marca global. Em 2022 a Aiwa anunciou seu relançamento oficial na CES, e que estava revivendo a tecnologia para uma nova geração ao renovar sua linha de produtos de som e liderar a expansão para novas categorias, como eletroportáteis, incluindo fornos elétricos, mixer, cafeteiras e Air Fryer.
  

Apesar da marca Aiwa ter renascido em 2015, a volta oficial ao Brasil foi mais demorada. Somente em 2022, o Grupo MK (também detentor da marca de eletroportáteis Mondial) e logo após ter adquirido o parque industrial da Sony no Polo Industrial de Manaus, decidiu licenciar a marca Aiwa para o lançamento de televisores de última geração (com tamanhos de 32 a 65 polegadas e opções como Blue Protect, Dolby Audio, Chromecast Built-in, HDR10 e controle remoto ativado por voz), boomboxes (caixas de som portáteis), caixas de som amplificadas, torres de som, fones de ouvido e rádios para carros, regressando com força total no concorrido mercado de áudio e vídeo no país.
  

A jornada da Aiwa desde sua fundação sempre foi pautada por inovação, qualidade e perfomance. Pelo mundo afora vários produtos se transformaram em ícones de gerações, principalmente na linha de áudio, como por exemplo, Walkman, Discman e Micro System. E mesmo nessa nova fase da Aiwa, a marca continua carregando o DNA da tecnologia japonesa encantando novas gerações de consumidores com inovação e modernidade em produtos que entregam uma verdadeira experiência em áudio e imagem.
   

A evolução visual

A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos, mas sempre manteve a cor vermelha, tão associada à Aiwa. A primeira modificação significativa ocorreu no ano de 1991, quando a marca apresentou um novo logotipo com o nome Aiwa passando a ser escrito em letras minúsculas. Em 2003, numa desesperada tentativa de reposicionar a marca no mercado mundial, a Aiwa, já sob a tutela da Sony, remodelou completamente seu logotipo, que passou a adotar a palavra Aiwa escrita de forma estilizada e moderna, para agradar um nova geração de consumidores, especialmente adolescentes e jovens. Foi um verdadeiro fiasco. Em 2015, com o relançamento mundial da marca, a Aiwa resolveu voltar às suas raízes e reintroduziu o popular logotipo da década de 1990.
  

No mercado brasileiro a marca Aiwa utiliza um logotipo que contém a frase “Japanese Technology Since 1951” abaixo do nome.
  

Os slogans 
Enjoy Aiwa. (2003) 
Turn on the future. (1997) 
Power for pleasure. (1994) 
Takes you to the music. (1991) 
Ahead of its time in mini technology. (1988) 
Aiwa. Seu som, sua imagem. (2022, Brasil)
  

Dados corporativos

● Origem: Japão 

● Fundação: 20 de junho de 1951

● Fundador: Mitsuo Ikejiri

● Sede mundial: Kosaka, Akita, Japão

● Proprietário da marca: Aiwa Co. Ltd.

● Capital aberto: Não

● CEO: Kure Shouichi

● Faturamento: Não divulgado

● Lucro: Não divulgado

● Presença global: 90 países

● Presença no Brasil: Sim 

● Segmento: Eletrônicos

● Principais produtos: Aparelhos de som, fones de ouvido, caixas de som e televisores 
● Concorrentes diretos: Philips, Sony, LG, Samsung, JVC, Panasonic, Toshiba, Sanyo, Haier, Hisense, Pioneer, JBL, Beats, Lenoxx, TCL e Philco

● Slogan: Aiwa. Seu som, sua imagem.

● Website: www.aiwa.com.br 

A marca no mundo

Atualmente a Aiwa comercializa sua linha de produtos - que inclui aparelhos de som, caixas de som portáteis, fones de ouvido, televisores e até eletroportáteis - em 90 países ao redor do mundo. De propriedade da japonesa Aiwa Co. Ltd., a marca Aiwa é licenciada para outras empresa, dependendo do mercado, como por exemplo, nos Estados Unidos onde a responsável é a Infinity Brands.



Você sabia?

● Na década de 1990 a Aiwa chegou a ter 30% do mercado mundial no segmento de aparelhos de som compactos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico) sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 2/12/2024 

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11.7.06

PIONEER


A PIONEER é uma das principais marcas de eletrônicos do planeta, que utiliza a mais avançada tecnologia em seus produtos para que os consumidores possam desfrutar da máxima qualidade em áudio e vídeo que o mundo tem para oferecer. Mesmo um pequeno ruído é transformado em um som perfeito e nítido pela marca japonesa. Durante décadas a PIONEER cresceu muito, mas sua paixão continua sendo a mesma: criar uma experiência de entretenimento sem paralelo. 

A história 
A história começou em 1937 quando Nozomu Matsumoto, um homem com enorme paixão pela música, desenvolveu com sucesso o alto-falante dinâmico A-8, uma raridade na época no Japão. No ano seguinte, exatamente no dia 1 de janeiro, ele fundou a empresa com o nome de Fukuin Shokai Denki Seisakusho (precursora da PIONEER) na cidade de Tóquio para produzir inicialmente em sua garagem, alto-falante e subwoofer para automóveis e aparelhos de som. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a empresa foi incorporada oficialmente no dia 8 de maio de 1947. Investindo maciçamente no desenvolvimento de novos produtos, a empresa lançou no mercado em 1953 o alto-falante de alta fidelidade Hi-Fi PE-8. Somente no ano de 1961 a empresa passou oficialmente a se chamar PIONEER ELECTRONICS CORPORATION, quando também abriu seu capital na Bolsa de Valores de Tóquio.


No ano seguinte introduziu no mercado o primeiro sistema de som estéreo separado do mundo. Poucos anos mais tarde, em 1966, a PIONEER estabeleceu escritórios de vendas e subsidiárias na Europa e nos Estados Unidos (isto correu em 1972), iniciando assim sua expansão internacional. Em 1975, a marca lançou no mercado o primeiro som estéreo para automóveis, segmento no qual a PIONEER se tornaria especialista nos anos seguintes. Dois anos mais tarde introduziu o primeiro sistema de TV a cabo bi-direcional acessível nos Estados Unidos. No final desta década, em 1979, a PIONEER lançou no mercado o LD player para uso industrial.


A década seguinte tem início com o lançamento, em 1981, do LaserDisc, uma tecnologia para o armazenamento de vídeo e áudio de alta qualidade em um único disco óptico, incluindo o primeiro leitor residencial de disco laser, que se tornou popular em clubes e estabelecimentos de karaokê em todo o Japão; seguido em 1982 pelo aparelho leitor de CD. As novidades não pararam por aí: dois anos depois, introduziu o primeiro aparelho de CD do mundo para ser utilizado em automóveis; e a primeira combinação de LD player compatível com CDs e LDs do mundo. Em 1985 a PIONEER ingressou em um novo segmento de mercado ao introduzir o primeiro monitor de projeção de 40 polegadas. Esta época também foi marcada pelo grande crescimento internacional, com os produtos da marca PIONEER sendo comercializados em diversos países do mundo.


A PIONEER foi a primeira empresa do mundo a lançar no mercado o GPS (sistema de navegação por satélite) baseado em CD para ser utilizado em automóvel em 1990. Dois anos mais tarde, a empresa foi novamente pioneira ao lançar o primeiro CD-ROM com 4 velocidades do mundo. A partir de meados desta década a PIONEER desenvolveu e introduziu no mercado produtos revolucionários como o DVD/CD player, o primeiro DVD/LD/CD player compatível para uso doméstico e a primeira TV de plasma XGA de alta definição e 50 polegadas do mundo para uso doméstico, todos em 1997; o primeiro sistema de navegação por GPS baseado em DVD do mundo; o primeiro drive gravador de DVD; o primeiro som automotivo para automóveis equipado com OEL do mundo; o primeiro sistema de navegação por GPS baseado em DVD que incorporava um disco 8.5 GB, com camada dupla, em 1998; e o primeiro gravador de DVD compatível com o formato DVD/RW do mundo, em 1999.


O novo milênio tem início com o lançamento do sistema de navegação GPS para carros, baseado em HDD, em 2001. Neste mesmo ano a PIONEER introduziu seu novo slogan “Sound.Vision.Soul.” (em “português, “Som.Visão.Alma.”), assumindo definitivamente a posição como uma marca de eletrônicos. Nos anos seguintes a empresa continuou desenvolvendo produtos com tecnologia avançada como o sistema de navegação para automóveis com um módulo de comunicação sem fio (2002); gravador de DVD com disco rígido (2002); e o primeiro DVD player para uso profissional do mundo, direcionado para DJs e VJs (2004). Nesta época, a empresa iniciou a operação da Pionner Plasma - Display (resultado da aquisição da divisão de Plasma da NEC), voltada para o desenvolvimento e produção de televisores de plasma. Em 2006, a marca japonesa lançou no mercado três produtos que mostravam todo seu esforço e investimento para fabricar aparelhos eletrônicos com tecnologia avançada: o Blu-Ray Disc/DVD drive interno para computadores pessoais, o primeiro display de plasma de 50 polegadas com 1080p, o primeiro BD player da América do Norte, além do primeiro modelo de CD player com Bluetooth integrado do mundo.


Em 2007, a marca japonesa lançou o televisor de plasma “Kuro”, com surpreendente reprodução de tons negros. Foi neste ano que a empresa introduziu a PIONEER ELITE, uma linha de equipamentos eletrônicos com alta tecnologia e design diferenciado. Em 2013, a marca japonesa lançou a primeira central multimídia produzida no Brasil. Pouco depois, em 2014, a PIONEER anunciou o fechamento de sua divisão de áudio e vídeo residencial para se concentrar no segmento automotivo, mercado no qual é líder mundial. Além disso, vendeu sua divisão de equipamentos de DJ para um fundo de investimento americano. Com isso, a marca japonesa concentrou suas forças nas vendas diretas para as montadoras e ao desenvolvimento de tecnologias de computação em nuvem que adquiriu com sistemas de navegação em automóveis. A PIONEER definitivamente aposta que a eletrônica automotiva irá crescer dramaticamente com o advento da era dos carros inteligentes. Com os sistemas de navegação automotiva e smartphones cada vez mais interligados, a PIONEER também se juntou com uma das maiores empresas de tecnologia da informação para lançar sistemas multimídia para automóveis compatíveis com a Apple CarPlay, que conecta equipamentos automotivos com iPhones. Em 2016, a PIONEER desenvolveu uma tecnologia capaz de detectar sinais de sonolência no motorista de um automóvel. Outra novidade recente é o DVD Player compatível com Waze, que permite ter o aplicativo de navegação reproduzido na tela do multimídia.


A evolução visual 
O logotipo da marca PIONEER passou, ao longo de sua história, por poucas modificações, a última ocorrida em 1998, quando a empresa mudou radicalmente sua identidade visual, introduzindo um novo logotipo mais moderno e dinâmico (adotou a cor vermelha e mudou a tipografia de letra) em substituição ao antigo, utilizado desde 1970.


Os slogans 
Move the Heart and Touch the Soul. (2010) 
Sound.Vision.Soul. (2001) 
R-u-ready-4-Pioneer? (2000) 
The art of entertainment. (1990) 
The future of sound and vision. (1986)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1 de janeiro de 1938 
● Fundador: Nozomu Matsumoto 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Pioneer Corporation 
● Capital aberto: Sim (1961) 
● CEO & Presidente: Susumu Kotani 
● Faturamento: US$ 3.85 bilhões (2015/2016) 
● Lucro: US$ 62 milhões (2015/2016) 
● Valor de mercado: US$ 790 milhões (janeiro/2017) 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 17.000 
● Segmento: Eletrônicos 
● Principais produtos: Sons automotivos, auto-falantes, amplificadores, GPS e fones de ouvido 
● Concorrentes diretos: Blaupunkt, Alpine, Sony, Bose, Kenwood, JVC, TomTom, OnStar e Garmin 
● Slogan: Move the Heart and Touch the Soul. 
● Website: www.pioneer.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a PIONEER comercializa em mais de 120 países ao redor do mundo uma completa e avançada linha de produtos eletrônicos, que incluem sistema de navegação por satélite, sons automotivos, auto-falantes, amplificadores, fones de ouvido, centrais multimídia, entre outros equipamentos de áudio. A empresa japonesa, líder mundial no segmento de sons automotivo e pioneira na fabricação de produtos eletrônicos de áudio e vídeo para este segmento de mercado, faturou no ano fiscal de 2015/2016 mais de US$ 3.8 bilhões. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 6/1/2017

20.6.06

KENWOOD


Extrair a máxima qualidade e pureza do som sempre foi a principal razão da KENWOOD produzir os melhores equipamentos de áudio e comunicação. A supremacia de seus produtos pode ser vista equipando automóveis luxuosos, casas modernas e ambientes onde se deseja um som e imagem perfeitos e puros. A tecnologia de última geração da KENWOOD, e a confiabilidade, a facilidade de uso e a aparência elegante de seus projetos têm sido sua marca registrada. 

A história 
Tudo começou no mês de dezembro de 1946 quando jovens empreendedores japoneses fundaram a empresa Kasuga Musen Denki Shokai Limited Company na cidade de Nagano, adotando o nome comercial de TRIO para seus equipamentos e componentes de rádio. Quase uma década mais tarde, em 1955, a empresa inaugurou sua primeira fábrica na cidade de Tóquio para a produção de equipamentos de áudio, rádios amadores e instrumentos de medição, ingressando assim no mercado de massa. Pouco depois, em abril de 1957, o primeiro receptor FM comercialmente viável do mundo foi exportado para a tradicional empresa americana Radio Shack. Era apenas um tímido início de internacionalização da empresa japonesa.


Em 1960 a empresa passou a se chamar oficialmente TRIO, comercializando o primeiro receptor estéreo FM e o primeiro amplificador totalmente transistorizado do Japão dois anos mais tarde. Nesta época, a empresa já tinha aberto seu capital na Bolsa de Valores de Tóquio com o objetivo de captar dinheiro para crescer mundialmente e atender a alta demanda por seus produtos. Em 1961, devido a importante necessidade de satisfazer essa alta demanda por aparelhos de som com qualidade no mercado americano, três jovens californianos, Bill Kasuga, Yoichi Nakase e George Aratani, decidiram procurar uma empresa que fabricasse equipamentos de alta performance. Começaram então a importar aparelhos da marca TRIO e, em 1963, estabeleceram uma filial da empresa japonesa na cidade de Los Angeles, estado da Califórnia, iniciando a comercialização de produtos HI-FI com a marca KENWOOD. Quanto à escolha da marca, os fundadores sabiam que precisavam de um nome americano para ter sucesso. Os produtos japoneses na época eram considerados de pouca qualidade. Então eles escolheram “Ken”, um nome japonês e americano que havia funcionado bem para a popular marca Kenmore. E acrescentaram a palavra “madeira” (em inglês “Wood”) porque era uma substância resistente e ecoava com Hollywood, um dos maiores símbolos da cultura americana.


Em pouco tempo a marca se tornou extremamente conhecida no país inteiro, sinônimo de qualidade quando o assunto era som. No restante da década, a empresa japonesa estabeleceu subsidiárias em países como França, Bélgica, Itália, Alemanha, Canadá, Austrália, Reino Unido e Hong Kong. A década de 1970 foi marcada por grandes e importantes acontecimentos para a empresa: em março de 1978, ingressou no segmento comercial de equipamentos de rádio sem fios com o lançamento de seus primeiros produtos (terminais de rádio sem fios) nessa área; e no ano seguinte, inaugurou sua primeira fábrica no exterior, localizada em Cingapura. Finalmente, no mês de abril de 1980, a KENWOOD ingressou no segmento de sons automotivos com o lançamento de seus primeiros produtos no mercado americano e japonês. No ano seguinte, a força do nome KENWOOD era tamanha, que a empresa resolveu adotá-lo mundialmente. Este ano também foi marcado pelo lançamento do primeiro amplificador de áudio/vídeo para Home Theater que revolucionou o mercado. Pouco depois, em 1982, diversificou sua linha de produtos com o lançamento de rádios portáteis FM. No ano seguinte a KENWOOD introduziu o conceito de equipamentos de dupla banda no segmento de rádio. Quando a era de áudio digital começava a emergir, a empresa lançou seus primeiros produtos com sistemas digitais nos Estados Unidos.


Em meados de 1986 a empresa passou a se chamar oficialmente KENWOOD CORPORATION. Quase no final desta década, a marca introduziu no mercado sua primeira linha de telefones sem fio. A década seguinte tem início com o desenvolvimento de sistemas de rádio para as corridas do campeonato mundial de F1, iniciando assim seu contrato como fornecedor oficial da equipe McLaren, fato que ajudou no enorme reconhecimento mundial da marca. Nos anos seguintes a KENWOOD lançou no mercado novos produtos, como por exemplo, o primeiro sistema de navegação para automóveis (conhecido como GPS), introduzido em 1992; os telefones móveis digitais (1994); telefones móveis GSM (1996); além de ingressar, em 1998, no segmento dos periféricos para PC, apresentando ao mercado o CD-ROM 40x mais rápido da indústria. Esta década também foi marcada pelo ingresso no Brasil, em 1994, quando para atender as necessidades do mercado, a empresa estabeleceu uma subsidiária. Inicialmente a operação brasileira limitava-se a comercializar produtos importados, mas devido às demandas de mercado parcerias tornaram-se necessárias.


No início dos anos de 2000, a empresa resolveu sair do mercado de telefones GSM e unidades de CD-ROM, para focar-se em suas áreas principais de negócios. Nos anos seguintes, a KENWOOD voltou a ser rentável. Com isso, no dia 1 de outubro de 2008, a empresa foi adquirida pela JVC, tradicional fabricante de produtos eletrônicos, criando assim a JVC Kenwood Holdings Inc. Nos anos seguintes a KENWOOD, agora uma marca, investiu ainda mais em centrais multimídias, sons automotivos, aparelhos de sistema de navegação (GPS), alto-falantes e fones de ouvidos, incluindo uma linha completa de produtos marítimos de sistema de som. Mais recentemente, em 2018, os sistemas de rádio digital compatíveis com DMR da marca foram adotados como o meio de comunicações operacionais para a categoria MotoGP™, o ápice dos eventos internacionais de corridas de motos. Esses sistemas são usados como ferramentas de comunicação essenciais para cerca de 200 a 300 funcionários de operações em cada Grande Prêmio. Além disso, desde a assinatura de um contrato oficial de fornecedor com a equipe de Fórmula 1 da McLaren em 1991, a KENWOOD fornece sistemas de comunicação especializados. No centro de todos os produtos da KENWOOD está a busca pela qualidade de som perfeita, um atributo vital no mundo dinâmico, movimentado e barulhento da Fórmula 1.


A evolução visual 
A identidade visual da marca japonesa passou por apenas uma grande e radical modificação em sua história. O atual logotipo da marca foi adotado em 1986.


Os slogans 
Precision that exceeds limits. 
Live Connected. Drive Connected. (2007) 
Listen to the future. (2005)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Lançamento: 1963 
● Criadores: Bill Kasuga, Yoichi Nakase e George Aratani 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Kenwood Corporation 
● Capital aberto: Não (subsidiária da JVC Kenwood Holdings Inc.) 
● CEO: Shoichiro Eguchi 
● Faturamento: US$ 1.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.700 
● Segmento: Eletrônicos 
● Principais produtos: Sons automotivos, alto-falantes, fones de ouvido e GPS 
● Concorrentes diretos: Pioneer, Blaupunkt, Alpine, Sony, Bose, Panasonic, TomTom e Garmin 
● Slogan: Precision that exceeds limits. 
● Website: www.kenwood.com/br/car/ 

A marca no mundo 
Atualmente os produtos KENWOOD, especialmente sistemas de navegação e de áudio automotivo, centrais multimídia, assim como produtos de rádio para uso profissional/amador, são distribuídos em mais de 120 países, contando com mais de 250 itens diferentes somente no mercado americano. 

Você sabia? 
● Os modelos Lamborghini Murciélago durantes anos saiam de fábrica com equipamentos multimídia automotivos KENWOOD. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/7/2019

31.5.06

BOSE


Não espere por designs arrojados e surpreendentes. Não espere também por aparelhos e caixas de som que se imponham pelo porte e pela quantidade de luzes. Os produtos da BOSE fazem de tudo para não aparecer. Pequenos, de linhas clássicas e discretas, revestimentos sóbrios, eles “somem” no ambiente. O que sobra (e não é pouco) é sua qualidade de som, considerada uma das mais próximas da perfeição no mundo dos eletrônicos. Hoje, podemos encontrar a tecnologia BOSE em qualquer lugar onde a qualidade sonora é importante: dos Jogos Olímpicos, passando pelos musicais da Broadway, à capela Sistina, dos ônibus espaciais da NASA ao teatro nacional do Japão. Em casa ou na estrada, dos grandes estádios aos pequenos estúdios, nas grandes lojas, nos melhores restaurantes, nos aeroportos e nos mais famosos hotéis, é possível sentir o realismo do nome mais respeitado em áudio profissional em alto e ótimo som: BOSE. 

A história 
A história começou na década de 1950 quando o advento dos aviões militares a jato causou um pequeno problema: o ruído das turbinas era tão alto que os pilotos não conseguiam se comunicar claramente com a base. Os fones de ouvidos eram embutidos nos capacetes, mas ainda assim o barulho exterior era enorme. Na época foi chamado o Dr. Amar G. Bose (foto abaixo), filho de um refugiado político indiano e professor doutor em engenharia elétrica e psicoacústica do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusets Institute of Technology), conhecido popularmente como MIT, que após algum tempo descobriu que, para todo ruído, se fosse gerada uma frequência inversa, ou seja, um antirruído, eles se anulariam criando um campo silencioso. Adaptou então um microfone especial no capacete para ouvir ruídos que a partir de um circuito construído, enviaria o antirruído para dentro dele. Resultado: pela primeira vez em décadas os pilotos conseguiram se comunicar com a base de uma forma alta e clara. Nascia a tecnologia “Noise Cancelling” de fones de ouvido, utilizada até hoje na aviação militar e comercial, nas comunicações das corridas automobilísticas e em centenas de outras aplicações, inclusive em fones para ouvir música.


Poucos anos depois, em 1956, o Dr. Bose ficou descontente e desapontado com os resultados dos aparelhos estéreos em termos de técnica e realismo de desempenho ao vivo. Sua impressão era de que ou os fabricantes não declaravam as especificações reais ou as especificações não queriam dizer nada. Foi então que ele começou a trabalhar no laboratório de acústica do MIT para encontrar a resposta e a solução. Dr. Bose acumulou várias patentes e, ao invés de licenciá-las para outra empresa, decidiu mantê-las e resolveu fundar, em 1964, uma empresa chamada BOSE ELECTRONICS, cujo objetivo e missão eram recriar o mais próximo possível a experiência de ouvir músicas ao vivo por meio da tecnologia. O primeiro funcionário da nova empresa foi um dos alunos do Dr. Bose, chamado Sherwin Greenblatt. Durante o dia eles desenvolviam sistemas de regulação de energia para as forças armadas americanas e outras agências governamentais. À noite, eles exploravam a acústica e o design dos alto-falantes.


Rapidamente a pequena empresa desenvolveu seu primeiro produto: o alto-falante BOSE 2201, que possuía 22 drivers full-range instalados em uma caixa em forma de um oitavo de uma esfera. A ideia era que, com dois desses nos cantos da sala, seria possível conseguir “realismo no som”. O aparelho se encaixava em quinas e refletia o som por todo o ambiente ao invés de emitir o som direto, como em caixas acústicas convencionais. A fabricação artesanal inicial foi substituída por produção em série, mas limitada. Embora o produto superasse tecnicamente os alto-falantes existentes no mercado na época, seu alto preço, mais a ingenuidade da empresa em questões de marketing e vendas, o tornou pouco atraente para os consumidores em geral. Pouco depois, em 1968, introduziu, como resultado de exaustivas pesquisas nos campos de design e psicoacústica (a percepção humana do som), o sistema de alto-falantes 901 Direct/Reflecting Speaker System que reproduzia 89% da voz ao vivo, som semelhante ao de um concerto. O produto se tornou um enorme sucesso comercial.


As descobertas do Dr. Bose levaram a um novo conceito de design que otimizava o impacto emocional que uma apresentação ao vivo deveria ter. O novo produto alcançou aclamação internacional devido às suas inovações construindo um novo conceito de reprodução sonora. A introdução da tecnologia ACOUSTICMASS redefiniu toda a relação entre tamanho dos equipamentos e qualidade sonora. Era o início de uma história de qualidade e sucesso. Hoje a BOSE produz equipamentos pequenos o suficiente para serem “escondidos” do público e capazes de produzir som com uma qualidade inédita.


Em 1972 a empresa, além de iniciar a venda de seus produtos na Alemanha, ingressou no mercado profissional com o lançamento de aparelhos desenvolvidos especificamente para atender as necessidades de músicos e estúdios de gravação. O primeiro produto desta nova divisão foi o BOSE 800, que maximizava a qualidade do som através do uso de um equalizador e oito drivers de 4½. Foi também neste ano que a empresa desenvolveu o Syncom Computer para medida acústica de voz e som, garantindo um nível de consistência e realidade nas gravações em estúdio. Nesta década ainda, a BOSE gastou milhões de dólares para introduzir seus produtos no mercado japonês. No ano de 1982 a BOSE ingressou no setor automotivo ao introduzir no mercado, em parceria com a General Motors, o sistema de som para automóveis (rádio, alto-falante, equalizador e outros equipamentos), oferecendo um som de alta qualidade, apesar do contexto sonoro pouco propício (barulho do motor, fluxo de ar, etc.). O primeiro estreou em um Cadillac Seville, fato que tornou a BOSE a primeira empresa a oferecer sistemas de som instalados de fábrica, projetados sob medida para a acústica de um modelo de veículo específico.


Em 1987, utilizando as novas tecnologias patenteadas, a marca apresentou ao mercado os minúsculos alto-falantes cúbicos, capazes de emitir um som semelhante ao de um concerto, enquanto o módulo de graves, que fornece as frequências baixas profundas, podia ser escondido. Dentro de alguns anos, os sistemas Acoustimass se tornaram um novo padrão em hi-fi doméstico e passaram a dominar o emergente mercado de home theater. Devido ao enorme sucesso, em 1988 a BOSE se tornou a primeira empresa contratada para fornecer sistemas de som para todos os eventos dos Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary, no Canadá. Somente em 1993 a BOSE inaugurou sua primeira loja própria, localizada na pequena cidade de Kittery, estado americano do Maine. Em 1998, a marca inaugurou sua primeira loja no estrangeiro, localizada na cidade de Nova Déli na Índia. Nos anos seguintes a empresa cresceu em um ritmo frenético lançando inúmeros produtos revolucionários, além de inaugurar novas lojas em muitos países, se tornando definitivamente uma marca global. Mais recentemente, em 2018, a BOSE lançou uma linha de óculos de sol com sistema de áudio embutido, para que o usuário possa aproveitar todo seu conteúdo musical sem precisar de fones. Além disso, assistentes pessoais como Siri e o Google podem ser ativados por meio da captação do microfone instalado na haste direita dos óculos. O pareamento com os celulares é feito por Bluetooth, o que garante uma boa conectividade.


Por mais de 50 anos, a fabricante de equipamentos de som fez de tudo para passar despercebida. Mas isso mudou. Agora a BOSE virou moda. Seus fones de ouvido são vistos na cabeça de pessoas influentes como o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, das atrizes Anne Hathaway e Drew Barrymore, do ator Shia Labeouf dos filmes “Transformers” e “Indiana Jones” e da vocalista do Black Eyed Peas, a bela Fergie. Mas não foi só. É cada vez mais comum ver pessoas que adoram música correndo ou caminhando com os grandes e desengonçados fones de ouvido da BOSE. As companhias aéreas também entenderam que isso poderia ser um diferencial para seus passageiros da primeira classe e executiva. Foi o que fez a American Airlines. A marca americana possui uma máxima, que acabou sendo utilizada como mantra em vários países: “Para a BOSE, bom é apenas o ponto de partida”.


A linha do tempo 
1984 
● Lançamento do ACOUSTIC WAVE MUSIC SYSTEM, um sistema de som extremamente compacto e muito potente. 
1989 
● Lançamento do primeiro fone de ouvido comercial com cancelamento acústico de ruído. 
1993 
● Lançamento do BOSE WAVE RADIO, um rádio relógio que se tornou um dos maiores sucessos na história da empresa, mesmo custando US$ 349, quase dez vezes o preço de um rádio-relógio comum na época. 
1994 
● Anuncia uma nova tecnologia e ferramenta que permitia aos engenheiros acústicos e seus clientes ouvissem o som que um ouvinte experimentaria em qualquer assento específico de um local - antes da construção do edifício ou da instalação de qualquer equipamento de som. Nos próximos anos, o demonstrador de áudio Auditioner foi usado em milhares de projetos em todo o mundo, incluindo sistemas de som na Capela Sistina, na Catedral de São Pedro em Roma, na Grande Mesquita de Meca e nos locais dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. 
1999 
● Lançamento do sistema de cinema em casa (home theater) VIDEOSTAGE 5, que possuía 5 canais de surround. 
● Lançamento do sistema PALM-SIZED PERSONAL, que permitia através de um aparelho portátil controlar o sistema de som de qualquer parte da casa. 
● Lançamento do sistema de vendas pela internet. 
2001 
● Lançamento do sistema de HOME THEATER 3-2-1 com qualidade de som excepcional. 
2004 
● Lançamento do BOSE COMPANION 3, um sistema de som multimídia que oferecia qualidade de áudio extraordinariamente limpa e de alta qualidade para o computador, ocupando pouco espaço na mesa de trabalho. 
● Lançamento do primeiro BOSE SoundDock para iPod, um sistema projetado para oferecer alta performance na reprodução de som do aparelho da Apple. O aparelho possuía um conector de dock que carregava a bateria do gadget enquanto reproduzia músicas pelos alto-falantes embutidos. 
2005 
● Lançamento do LIFESTYLE 48, composto por um home theater 5.1, disco rígido, DVD player e rádio AM/FM, tudo integrado e funcionando de maneira inteligente. O novo modelo era também o sistema principal da casa permitindo a expansão do som para até 14 ambientes adicionais. 
● Lançamento do CINEMATE, um avançado sistema de colunas amplificadas para cinema em casa e multimídia. 
● Lançamento do AL8, a forma mais fácil e simples para expandir o sistema Lifestyle para zonas adicionais da casa. 
2007 
● Lançamento do TRIPORT IN EAR, primeiro fone com sistema de encaixe no ouvido fabricado pela empresa em toda sua história. O novo produto utilizava a tecnologia Triport dos grandes fones de ouvido; um sistema de formatação das ondas sonoras nas três frequências principais, onde elas eram otimizadas na reprodução da fonte sonora, criando a impressão máxima de realismo de uma música executada ao vivo. 
2009 
● Lançamento do BOSE SoundLink, um dos maiores sucessos da marca, que permitia transmitir músicas de qualquer computador para um sistema de caixa de som de altíssima fidelidade com a tecnologia wireless. Para colocá-lo em uso era muito simples: bastava plugar a antena USB no computador e selecionar músicas no iTunes, Pandora ou qualquer outro gerenciador de multimídia e pronto. Em apenas alguns segundos todo o conteúdo musical do computador estaria disponível para ser apreciado em qualquer ambiente, longe do computador. 
2010 
● Lançamento do BOSE VideoWave, sistema composto por uma TV LCD de 46 polegadas e um console, no qual serão conectados blu-ray, DVD, TV a cabo, videogames, entre outros. Esse sistema dispensava as caixas de som externas e apenas o controle remoto do console controlava tudo. Já a TV, a primeira da marca BOSE, contava com um inédito sistema de alto-falantes e subwoofers. A segunda geração do sistema foi lançada em 2013. 
2013 
● Lançamento do QuietComfort 20, primeiro fone de ouvido com cancelamento de ruído da marca que proporciona uma impressionante inovação em redução de ruído, desempenho e conforto de áudio e oferece duas maneiras de ouvir - uma para desligar o mundo e outra para mantê-lo conectado.


Os produtos 
A BOSE é uma espécie de Ferrari dos equipamentos de som, em particular os sistemas para home theater. O mais barato não sai por menos de US$ 2.500. O equipamento de home theater mais caro comercializado tem preço de aproximadamente R$ 24.000, sem a TV. Um simples rádio relógio da marca custa quase US$ 500, e só pode ser adquirido na rede de lojas próprias espalhadas pelos Estados Unidos e outros países. Um dos principais produtos da marca, o fone de ouvido com a tecnologia de redução de ruído custa em torno de R$ 1.200 (nos Estados Unidos, US$ 300).


Caso você queira instalar os equipamentos da BOSE em seu automóvel, esqueça. Eles não são vendidos separadamente. Você terá de comprar um automóvel inteiro - e mesmo assim os modelos mais luxuosos da Porsche, Audi, Cadillac, Buick, Infiniti, Nissan ou Chevrolet. Esses sistemas estão presentes em aproximadamente 100 modelos de automóveis de 10 montadoras. A linha de produtos da BOSE é extensa, com vários modelos de sistemas integrados de home theater, sistemas de caixas acústicas, caixas acústicas de múltipla aplicação - para ambientes externos, como piscinas ou barcos, por exemplo - sistemas multimídia para computadores, mini systems e fones de ouvido sofisticados. Além disso, atua com tecnologias de sonorização e áudio profissionais, tanto com equipamentos voltados para palcos, quanto para grandes centros de convenções, aeroportos, estádios e casas de espetáculos.


A sede 
O edifício onde está localizada a sede mundial da empresa (chamada THE MOUNTAIN), no topo de uma montanha em Framinghan, região de Boston, no estado de Massachusetts, é um cartão de visita do que a BOSE tem de melhor, e onde trabalham mais de mil pessoas. A acústica é cuidadosamente planejada. No saguão de entrada, uma música suave e sem qualquer ruído toma conta de todo o imenso ambiente. A primeira impressão é que um sofisticado sistema de caixas está em operação. Engano. O som é gerado em um canto, onde, colocado sobre um pequeno totem, há um rádio relógio da marca - quase escondido, como manda um legítimo produto BOSE.


O Gênio por trás da marca 
Amar Gopal Bose nasceu no dia 2 de novembro de 1929 na cidade da Filadélfia, estado da Pensilvânia. Aos 12 anos de idade, a compra de um kit de rádio foi seu primeiro contato com a engenharia acústica. Ele não só montou seu rádio sozinho como aprendeu a ler os diagramas técnicos. Ainda adolescente começou a consertar rádios para ganhar um dinheiro extra. Ele se formou (graduação e pós-graduação) em engenharia elétrica no renomado e aclamado MIT (Massachusetts Institute of Technology). Ele também atuou no corpo docente do MIT por 45 anos. Lá, foi amplamente reconhecido por seu excelente ensino e por sua pesquisa pioneira em acústica e design de alto-falantes. E foi justamente essa pesquisa que levou o Dr. Bose a fundar sua famosa empresa de áudio em 1964. O slogan da empresa não poderia ser mais fiel aos princípios de seu fundador: “O melhor som através da pesquisa” (“Better Sound Through Research”). Ao se retirar, em 2011, ele transferiu o controle da BOSE para o MIT, provavelmente a mais respeitada instituição do mundo na área de ensino científico e tecnológico. O Dr. Amar Bose morreu aos 83 anos de idade no dia 12 de julho de 2013. O engenheiro mudou muito a forma como as pessoas pensam sobre áudio, especialmente ao longo dos últimos anos, à medida que esta tecnologia se tornou cada vez menor e mais portátil. Entre muitas contribuições para o desenvolvimento da indústria, duas chamam a atenção: o primeiro sistema de cancelamento de ruídos para fones de ouvido, em 1989; e os avanços na área de compressão de sinal, no final dos anos de 1990, a partir da invenção do padrão MP3, motivo que lhe valeu, em 2007, um lugar no Hall da Fama da Consumer Electronics Association.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1964 
● Fundador: Amar Gopal Bose 
● Sede mundial: Framingham, Massachusetts, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Bose Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Philip Hess 
● Faturamento: US$ 4 bilhões (2018) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 190 
● Presença global: + 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 8.500 
● Segmento: Áudio 
● Principais produtos: Alto-falantes, microfones, fones de ouvido, home-theater e som automotivo 
● Concorrentes diretos: Bang & Olufsen, Bower & Wilkins, Harman, Sonos, Klipsch, Pioneer, JBL, Sennheiser, Sony, Beats e Kenwood 
● Ícones: A qualidade de som de seus equipamentos 
● Slogan: Better Sound Through Research. 
● Website: www.bose.com 

A marca no mundo 
Atualmente a BOSE, emprega mais de 8.500 pessoas, mantém 8 fábricas localizadas nos Estados Unidos, México, China e Malásia, e fatura US$ 4 bilhões (dados de 2018). Seus produtos são vendidos mundialmente através de revendedores autorizados e em suas mais de 190 lojas próprias em 100 países. BOSE é uma das marcas de caixa acústica mais vendida nos Estados Unidos. A subdivisão automotiva da BOSE está localizada em Stow, no estado de Massachusetts. 

Você sabia? 
● A BOSE é patrocinadora da NFL (a poderosa e bilionária liga profissional de futebol americano) desde 2014. Recentemente a NFL proibiu jogadores e técnicos de utilizarem fones da concorrente Beats em entrevistas ou treinamentos, sob pena de pesadas multas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Exame, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/11/2019