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18.8.21

CHAMPION


Um C estilizado é presença constante em moletons, camisetas e acessórios nas universidades americanas, palcos de música e ambientes esportivos e descolados. Com mais de 100 anos vestindo campeões e sempre mantendo os princípios de inovação e qualidade inalterados, a Champion se tornou um ícone no segmento esportivo e de streetwear e uma das marcas mais desejadas por atletas, artistas e descolados no mundo inteiro. E hoje em dia, se tornou indispensável aos amantes da cultura de rua, fazendo inúmeras colaborações e funcionando como private label para as maiores marcas de streetwear do mundo. 

A história 
As origens da marca remontam ao ano de 1919, na cidade de Rochester, estado de Nova York, quando os irmãos Feinbloom, William e Abraham, com o apoio do pai, fundaram uma pequena empresa têxtil chamada Knickerbocker Knitting Mills. Inicialmente a jovem empresa se concentrou em vender no atacado seus suéteres resistentes. Mas foi em 1926 que a empresa apoiou a primeira equipe de sua história, a da Academia Militar de Wentworth, com o fornecimento de uniformes esportivos e suéteres. Pouco tempo depois, outro importante personagem entrou para essa história: a Universidade de Michigan. Com o fornecimento de agasalhos e uniformes para a prática de futebol americano para a universidade, a marca ingressava em um novo e promissor segmento, o rentável mercado das ligas esportivas universitárias. Foi então que a reputação da empresa começou a se espalhar à medida que os treinadores da Universidade de Michigan conversavam com treinadores de outras escolas e faculdades americanas sobre a excelente qualidade dos uniformes que suas equipes utilizavam.
   

Já na década de 1930, o nome Champion passou a ser usado como marca comercial em seus produtos e se tornou referência no quesito qualidade no segmento esportivo. Foi nesta época que a empresa foi renomeada para Champion Knitting Mills. Depois da Universidade de Michigan, várias universidade de outros estados americanos passaram a adotar peças da marca, que iam de meias até camisetas, calças e uniformes para a prática esportiva (especialmente futebol americano e basquete) e até gravar seus emblemas nos produtos Champion que serviam de traje oficial para as universidades. Nesta época a marca também produzia roupas íntimas de lã como protótipos do moletom, vendendo-as para proteção contra o frio para trabalhadores ao ar livre. Com sua reputação de funcionalidade e durabilidade crescendo não demorou muito para que os produtos Champion fossem adotados pela Academia Militar dos Estados Unidos para serem usados durante os exercícios de treinamento e aulas de educação física.
   

Foi nessa mesma época, em 1934, que surgiu o famoso Reverse Weave, o primeiro tipo de malha desenvolvida especialmente para a prática de esportes. O principal diferencial do tecido era a considerável diminuição do encolhimento das peças, que eram constantemente lavadas após seu uso nas atividades esportivas. Essa ideia surgiu das necessidades que treinadores e gerentes de equipamentos de equipes universitárias tinham de lavar os uniformes de seus atletas sem o risco de danificá-los. É por isso que, para evitar o encolhimento horizontal, o velo da fibra foi colocado na vertical no momento da criação, daí o nome Reverse Weave. Para evitar o encolhimento, na direção oposta, todos os moletons Reverse Weave eram caracterizados pelos dois painéis laterais. Mesmo os punhos, o decote e a parte de baixo da malha reversa tinham a mesma característica das inserções, a fim de evitar a dispersão do calor durante e após o treino, mantendo a liberdade de movimento. O processo de solicitação de patente, a fim de certificar e validar o procedimento revolucionário e técnico do Reverse Weave, foi iniciado no dia 9 de agosto de 1938, e devido a Segunda Guerra Mundial, só foi finalizado quase quinze anos depois, em 14 de outubro de 1952.
   

Na década de 1960, como forma de atender as necessidades dos jogadores de futebol americano, a Champion desenvolveu um tipo de malha super respirável feita a partir do náilon, que não demorou muito a ser copiada por todas as suas concorrentes. Com desempenho aprimorado e um visual diferente das peças anteriores, as novas camisas se tornaram o padrão não só no futebol americano, mas também nas quadras de basquete. E foi durante essa década que a Champion entrou em um programa de licenciamento intensivo, que começou com a National Athletic Association (NCAA) e expandiu-se nos anos de 1970 com uma parceria com a poderosa e popular National Football League (NFL), principal liga profissional de futebol americano, para a venda de produtos oficiais das equipes. De 1970 em diante, a Champion se mostrou cada vez mais empenhada em oferecer produtos inovadores e com qualidade elevada, mas a força da marca ultrapassou barreiras e passou a ser desejada fora do ambiente esportivo, principalmente no segmento streetwear. Com isso, até os anos de 1990 era cada vez mais comum ver músicos subindo aos palcos com peças da Champion, muitas vezes reconhecíveis apenas pelo clássico logotipo do “C” estilizado na manga esquerda de suas blusas e moletons.
   

Nas décadas de 1970 e 1980, a Champion tornou-se famosa por criar uma das mais importantes peças esportivas do século 20: o Moletom com Capuz. Ele foi projetado e desenvolvido por razões práticas e introduzido pela primeira vez como uma peça de aquecimento para os atletas usarem entre o intervalo de jogo ou sessões de treinamento. Este fato marcou os primeiros passos significativos de sua transição da roupa esportiva para a moda de rua. Nesta época, a Champion transcendeu o que significava ser uma marca esportiva, tornando-se a primeira marca a produzir a camiseta de dupla face (ou reversível), que podia ser fabricada nas cores da escola/universidade e ser invertida de uma cor para outra para indicar os jogadores de cada equipe; e a primeira a desenvolver e fabricar um tecido de malha de náilon “respirável”, que viria a se tornar o tecido para uniformes de basquete em todo o mundo. Em 1989, a Champion foi vendida para a empresa Sara Lee (conheça essa história aqui).
  

A Champion reforçou ainda mais sua posição na vanguarda do esporte americano ao adquirir os direitos exclusivos de ser a fornecedora oficial de todas as 27 equipes da National Basketball Association (NBA) entre o período de 1989 a 1997. Esta era uma época de ouro para a NBA e a parceria estabeleceu a Champion como a marca oficial para produtos autênticos, tanto nas quadras (uniformes) como fora delas (roupas, acessórios e réplicas de camisas e shorts das equipes). Por isso, até hoje, muitos entusiastas e colecionadores da NBA ainda se destacam nas icônicas peças Champion dos anos de 1990, tal foi a importância e a nostalgia desta década no basquete.
   

Além disso, a Champion foi a fornecedora oficial da primeira e melhor equipe dos sonhos do basquete americano na histórica Olimpíada de Barcelona, na Espanha, em 1992. O time de basquete, conhecido como Dream Team (que tinha Magic Johnson, Larry Bird, Scottie Pippen e Michael Jordan em pleno auge), conquistou a medalha de ouro e esse feito ajudou a Champion a estabelecer sua reputação internacional no segmento e como uma marca autêntica, atlética e de vestuário.
  

Em 2012, para marcar o 60º aniversário da concessão de patente do moletom reverso (Reverse Weave), a Champion relançou este lendário produto na Europa. Isso também coincidiu com o aumento na demanda de formadores de opinião, celebridades e consumidores de moda que estavam sendo influenciados pela cultura de música e do streetwear. Em 2015, todas as linhas de moletons, camisetas, calças, bermudas e shorts com o icônico logotipo do “C” estilizado foram apresentados a uma nova geração de consumidores. E a Champion intensificou colaborações icônicas e muito desejadas, com marcas como Supreme, Off-White, Kith Puts Its Spin on, HyperX, CASETiFY, Bape®, Todd Snyder, entre outras, para o lançamento de coleções especiais e limitadas. A preocupação constante da marca com o design e a qualidade funcional de suas peças, fez com que a Champion permeasse entre sportswear e streetwear, desenvolvendo os dois pilares em paralelo com grande sucesso.
   

A Champion chegou oficialmente ao Brasil no final de 2017. Com apenas cinco meses de operação, a marca já era um enorme sucesso em lojas consideradas influenciadoras e de extrema importância no segmento urbanwear. Depois de quase um século sem presença direta no varejo, em 2018 a Champion inaugurou sua primeira loja própria em Los Angeles, buscando ganhar mais exposição em cidades conhecidas por esportes, artes e cultura. Desde então, a marca inaugurou unidades em cidades como Nova York, Boston e Chicago, entre outras. Além disso, ingressou na categoria de calçados Premium e, em 2019, recrutou o ex-jogador de basquete Magic Johnson e uma série de influenciadores para apoiar a celebração de seu centenário através da campanha “100 Years for the Team” (em português “100 anos para a equipe”).
  

A Champion já projetou e fabricou uniformes universitários, para academias militares e equipes da NBA em seus dias gloriosos. Também colaborou com outras marcas de renome em todo o mundo. No entanto, por um breve período, a marca americana perdeu o brilho e praticamente sumiu da competição. Como seu status de ícone é incontestável, nos últimos anos a marca voltou ao jogo através do lançamento de coleções autorais e inúmeras colaborações, além de licenciamento, demonstrando cada vez mais que não entra “em um jogo para brincadeira”. Construída sobre um patrimônio de inovação, a assinatura do “C” estilizado representa um símbolo de autenticidade, usado por artistas, músicos, celebridades, atletas e criativos em todo o mundo. Com isso, a Champion chegou a um patamar que transcendeu o sportswear e se tornou um marco na cultura, de fato.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma significativa remodelação ao longo de sua história. E isto aconteceu em 1960, quando o tradicional C estilizado (que se tornaria o principal símbolo de reconhecimento da marca), uma nova tipografia de letra e a cor azul foram utilizadas no novo logotipo. A partir deste momento, o logotipo do C estilizado (com a paleta de cores azul, vermelho e branco) foi fixado na manga esquerda do moletom, que se tornaria um dos símbolos da marca americana.
  

Com o passar dos anos, esse tradicional logotipo ganhou modernizações, perdeu a inscrição U.S.A. e adotou tons de azuis mais escuros. Atualmente a identidade visual da marca, dependendo de situações e mercados, pode ser aplicada como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Be Your Own Champion. (2020) 
100 years for the team. (2019) 
Dare to be Champion. (2018) 
It takes a little more to make a Champion. (década de 1960)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1919 
● Fundador: William e Abraham Feinbloom 
● Sede mundial: Winston-Salem, Carolina do Norte, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hanesbrands Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Stephen Bratspies 
● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 41 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Ícones: A letra C estilizada 
● Slogan: Be Your Own Champion. 
● Website: www.champion.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CHAMPION, que atua no segmento esportivo e de streetwear, e segunda marca mais valiosa e importante da empresa Hanesbrands (proprietária de grifes como Hanes, Playtex e Zorba), está presente em mais de 60 países comercializando roupas, calçados e acessórios. Com faturamento anual estimado em US$ 2 bilhões, a marca possui mais de 40 lojas próprias, em sua maioria localizada nos Estados Unidos, com unidades também em Londres, Milão e Amsterdã. 

Você sabia? 
● A Champion é considerada a inventora do moletom (incluindo a versão com capuz) e o alçou ao status de ícone pop. O reconhecimento veio em 2018 quando o moletom Reverse Weave da marca passou a ser peça permanente nas coleções do Museu de Arte Moderna de Nova York (conhecido como MoMa). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 18/8/2021

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/



20.5.16

TRACK&FIELD®


A filosofia da Track&Field® sempre foi a de inspirar movimento. Afinal, é uma marca construída por pessoas apaixonadas por esporte, cuja missão é conectar indivíduos a um estilo de vida ativo e saudável através de seu ecossistema de produtos e serviços. Mais que uma marca esportiva, a Track&Field® é um estilo de vida. E totalmente ativo e saudável. 

A história  
A pequena produção de camisetas para vender no Colégio Santa Cruz, em São Paulo, e depois para marcas de surfwear foi o início do negócio criado pelos primos Frederico Wagner (imagem abaixo) e Ricardo Rosset juntamente com o amigo Alberto Azevedo. Rapidamente eles perceberam que o negócio não iria longe e aproveitaram uma oportunidade para investir em uma marca de moda esportiva, já que não encontravam roupas adequadas e de qualidade para a prática de esportes e exercícios físicos naquela época. A decisão de ingressar no mercado de moda esportiva foi natural, dado que os três sócios eram atletas amadores e adoravam a corrida e o triathlon. Assim, exatamente no dia 1 de fevereiro de 1988, surgia a Track&Field®, especializada na venda de roupas e acessórios para corrida e ginástica. A primeira loja própria foi inaugurada em 1990 no Shopping Jardim Sul, bairro do Morumbi, em São Paulo. Um shopping novo, com pouco fluxo de pessoas e uma marca nova. Era um risco enorme. Mas com persistência, utilizando o tempo para aprender a operar no varejo, o negócio começou vagarosamente a prosperar.
  

A virada do negócio começou em 1992 com a inauguração de uma outra loja no badalado Shopping Iguatemi, localizada em uma zona nobre da cidade. Nesta época, cada um dos sócios se virou para conseguir o dinheiro necessário para inaugurar a nova unidade. Alberto tinha acabado de ganhar uma VW Parati do pai e foi pedir dinheiro a ele para abrir a loja. Ouviu uma negativa e a sugestão para vender o carro. Este fato foi marcante, porque quinze anos depois a Volkswagen (conheça essa outra história aqui) procurou os três para criar a edição especial Parati Track&Field®, e cada um dos sócios ganhou uma de presente. Com a loja no Shopping Iguatemi a Track&Field® ganhou enorme visibilidade e começou a conquistar um público cativo de bom poder aquisitivo.
  

Nos anos seguintes, a Track&Field® passou a promover o esporte e a atividade física como uma parte mais que fundamental da vida das pessoas, conquistando assim milhares de consumidores. A partir deste momento a marca sempre trabalhou para criar peças de qualidade e com design belo e moderno, resultando em um estilo que é ao mesmo tempo, funcional e bonito, já que a Track&Field® procura, além de ser uma fornecedora de roupa esportiva, também uma incentivadora da prática esportiva. Com isso, ao invés de uma simples calça de moletom ou shorts de náilon, a marca passou a oferecer roupas e produtos “inteligentes” (que incorporam tecnologia avançada, como sensores, ou materiais inovadores, indo além da estética para oferecer funcionalidades), como por exemplo, camisetas que não absorviam o suor, meias que preveniam bolhas, maiôs que não estragavam com o cloro da piscina, roupas com tecidos com fator de proteção solar, roupas com esferas de vidro que brilham à noite e camisetas com cápsulas de cheiro que eram liberadas à medida que o atleta transpirava. E além de lojas próprias, a marca passou a oferecer aos varejistas a revenda de suas roupas e acessórios esportivos.
  

Em 2009, com o intuito de atingir os consumidores das cidades onde ainda não existia loja física da marca, a Track&Field® lançou seu comércio eletrônico. Até o ano de 2010, a empresa tinha 40 lojas próprias no Brasil e resolveu dar um grande salto ao inaugurar uma unidade em Nova York, na sofisticada Madison Avenue. A saída para continuar a crescer dentro do mercado brasileiro foi partir para o modelo de franquias, adotado em 2011. Com isso, nos anos seguintes, a marca inaugurou inúmeras lojas em cidades de vários estados brasileiros. E a expansão no mercado americano continuou em 2015 com a inauguração de mais duas unidades em Los Angeles e Charlotte (esta última, uma franquia). Mas essa aventura no exterior se mostrou penosa, especialmente em virtude da voraz concorrência, e a marca sairia do mercado americano pouco depois.
  

Além de aumentar sua linha de produtos durante os últimos anos, a Track&Field®, sempre preocupada em oferecer ao seu consumidor uma experiência de melhor desempenho em qualquer atividade esportiva, fez parcerias com marcas consagradas, especialmente de calçados esportivos, que ainda não estavam presentes no mercado brasileiro. Exemplos disso não faltam. Em 2010, a rede trouxe para o Brasil a americana Newton Running (conheça essa história aqui), cujos tênis utilizam alta tecnologia e são cultuados por corredores e triatletas no mundo inteiro. Já em 2014, a empresa trouxe para suas lojas os tênis suíços da marca On Running (conheça essa outra história aqui), que graças à tecnologia exclusiva CloudTech®, conseguem elevar a outro patamar o conforto durante a corrida.
  

Em 2017, a empresa lançou a TFSports®, uma plataforma que integraria todo o ecossistema de eventos e experiências de bem-estar da marca. O crescimento teve continuidade em 2018, com a Track&Field® atingindo 200 lojas. A empresa tinha algumas iniciativas inovadoras delineadas em seu modelo de negócio que acabou ganhando um tom de urgência com a chegada da COVID-19 no Brasil. Com isso, mesmo em meio a uma pandemia, a Track&Field® resolveu, no dia 26 de outubro de 2020, realizar com sucesso sua Oferta Pública Inicial de Ações (IPO), passando a ter suas ações negociadas na B3. Com esse movimento, ganhou fôlego e passou a investir principalmente em inovação e tecnologia, no aprimoramento da sua plataforma de bem-estar (wellness) e em sua expansão física (inaugurou 35 novas lojas) e digital. Além disso, a empresa foi bem sucedida em um momento no qual o digital ganhou uma relevância muito maior e conseguiu aos poucos se recuperar gradualmente dos efeitos da pandemia.
  

Em 2021, passou a investir ainda mais no que é considerado um dos seus maiores diferenciais: o foco na experiência do cliente fora do universo de compras. Além das vendas via WhatsApp (conheça essa outra história aqui), a Track&Field® acelerou seus serviços de envio da loja, no qual a empresa acaba direcionando uma venda captada digitalmente pelo e-commerce para a loja física, que permite a retirada do produto na loja. O ano também foi marcado pela inauguração da primeira loja conceito - batizada de Experience Store - e pela criação de novas formas de relacionamento e ampliação do ecossistema de experiências para os clientes.
   

Em 2022, a empresa colocou em operação a Vitrine Infinita, estratégia omnichannel que conecta o estoque de todas as lojas físicas, e-commerce e centros de distribuição, permitindo que o vendedor acesse todo o inventário da rede. Além disso, ocorreu o lançamento do TF Mall, um marketplace desenvolvido com a curadoria da Track&Field®, cujo objetivo é oferecer aos clientes produtos de vendedores terceiros que tenham sinergia com o propósito e público-alvo da marca. Durante o ano de 2023, a Track&Field® demonstrou a solidez, refletindo o acerto no lançamento de novos produtos e em sua estratégia de inovação e expansão ancorada pela consolidação do novo modelo de loja e aceleração dos canais digitais. Em 2024, a marca inaugurou sua primeira loja franqueada fora do Brasil, localizada na Marina de Cascais, região metropolitana de Lisboa.
  

A Track&Field® sempre primou por desenvolver tecnologias de ponta para melhorar a performance esportiva e aumentar o conforto. Uma das tecnologias que deixam a prática de esportes com muito mais desempenho é o Thermodry®, um tecido exclusivo da marca, desenvolvido com microfibra de poliamida, o que deixa ele extremamente leve, sendo perfeito para a prática de atividades físicas. Sua construção permite que a transpiração passe para fora do tecido mais rápido, o que garante conforto térmico e mantém o corpo seco. Outra vantagem é que o tecido possui acabamento antimicrobiano, que evita a proliferação de bactérias causadas pelo suor. Outras tecnologias desenvolvidas pela marca são a Ultramax Stretch® e CoolcottonPima®, que garantem, respectivamente, secagem rápida da peça e o toque macio da fibra natural, de alta qualidade, ideais para o conforto.
  

As lojas conceitos 
No mês de setembro de 2021, a Track&Field® inaugurou sua primeira loja conceito - batizada de Experience Store. Localizada no Shopping Iguatemi, em São Paulo, a loja de 230 m² conecta os clientes a um universo de experiências de marca relacionadas ao bem-estar e à vida saudável integrando todo o ecossistema, além de oferecer serviço exclusivo de concierge (para facilitar a conexão dos consumidores ao seu lifestyle favorito), café e minimercado (TFC Food & Market). O formato fortalece o comprometimento da marca com as soluções omnichannel, a integração entre o mundo on-line e off-line e o reforço do vínculo com os públicos identificados com a Track&Field®.
   

Através de um horário exclusivo de concierge, com inspiração nos serviços de hotelaria, a loja personaliza toda a jornada dos clientes, indo desde a escolha dos treinadores, até a melhor forma de receber as compras, enviar presentes, inscrição em eventos e aproximação com treinadores e outros profissionais relacionados ao bem-estar. Concebido para complementar a experiência dos clientes com espaços de convivência integrados à loja, o TFC Food & Market oferece serviços de cafeteria (cujo cardápio funcional inclui cafés especiais, lanches e sucos) e mini-mercado com produtos voltados para uma alimentação saudável e suplementação. O ambiente deste conceito de loja é clean e intuitivo, com QR Codes que amplificam a linha de produtos e apresentam conteúdos como playlists, dicas com opções de aulas e treinos, além dos eventos oferecidos pela plataforma TFSports®. Atualmente existem mais de 15 unidades Experience Store, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, João Pessoa, Recife, Fortaleza e Brasília.
  

O ecossistema de experiências 
Tudo tem origem em 2004, quando para trazer o esporte cada vez mais para o dia-a-dia de todos aqueles que adotam um estilo de vida saudável, a marca criou um circuito de corridas de rua, o Track&Field® Run Series (hoje rebatizado como Santander Track&Field® Run Series), o maior da América Latina atualmente. O circuito se tornou uma experiência única para aqueles que buscam qualidade de vida por meio da prática esportiva. As corridas do circuito são conhecidas por sua organização de alta qualidade e por proporcionar uma experiência premium aos participantes.
  

Mas o projeto ganharia impulso em 2017 com o lançamento do TFSports®, aplicativo/plataforma que unificava o calendário esportivo da marca - incluindo o T&F Run Series e o Track&Field® Experience (introduzido em 2015) - para criar um ecossistema de experiências de bem-estar. Atualmente o TFSports® é responsável por promover, administrar e organizar o Track&Field® Run Series (circuito de corridas de rua), o Track&Field® Open de Beach Tennis (com diversas etapas ao longo do ano, incluindo uma edição inédita em Cascais, Portugal), o Track&Field® Experience (eventos presenciais voltados para modalidades como yoga, corrida, ciclismo e dança) e o Continue em Movimento (aulas gratuitas on-line que visam democratizar o acesso ao bem-estar). O TFSports®, maior plataforma de eventos e experiências esportivas da América Latina, conta com mais de 1 milhão de usuários e 8.300 treinadores cadastrados de 45 modalidades diferentes. Anualmente a TFSports® realiza mais de 3.600 eventos, atraindo mais de 390 mil inscritos.
  

A evoluão visual  
A identidade visual da marca Track&Field® passou por apenas uma remodelação ao longo de sua história. Isto ocorreu em 2022, quando a marca realizou uma atualização em sua identidade visual - focando no minimalismo e na versatilidade -, que apresentou uma nova tipografia de letra, com linhas mais finas e conectadas, buscando leveza e adaptabilidade. O novo logotipo foi acompanhado pela introdução de novas embalagens com design hexagonal e materiais recicláveis, eliminando o uso de plástico no portfólio.
  

O logotipo da marca pode ser aplicado na horizontal, como mostra a imagem abaixo.
  

Dados corporativos  
● Origem: Brasil  
● Fundação: 1 de fevereiro de 1988  
● Fundador: Fred Wagner, Alberto Azevedo e Ricardo Rosset  
● Sede mundial: São Paulo, Brasil  
● Proprietário da marca: Track&Field Co S.A.  
● Capital aberto: Sim (2020)  
● CEO: Fernando Tracanella  
● Faturamento: R$ 1.4 bilhões (2024) 
● Lucro: R$ 125.7 milhões (2024) 
● Valor de mercado: R$ 1 bilhão (janeiro/2026)  
● Lojas: 406 
● Presença global: 2 países  
● Presença no Brasil: Sim  
● Funcionários: 3.500 (incluindo franqueados)  
● Segmento: Material esportivo  
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios e moda praia  
● Concorrentes diretos: Nike, Under Armour®, New Balance, Speedo, Asics, Adidas, Body For Sure, Lululemon, Live!, Authen e ALO  
● Slogan: Todo movimento é Track&Field®. 
● Website: www.tf.com.br  

A marca no mundo  
Atualmente a Track&Field®, maior marca brasileira de esporte no segmento de vestuário, possui mais de 400 lojas em 175 cidades de 26 estados brasileiros, além de 1 unidade em Portugal, localizada na Marina de Cascais. Aproximadamente 50% de suas lojas estão localizadas em Shoppings Centers, contando também com unidades de rua, em academias, outlets, aeroportos e até dentro de hotel (1 loja), centros clínicos (3 lojas), clubes (2 lojas), galerias (3 lojas) e marinas (2 lojas). Sua linha de produtos inclui moda esportiva e coleções fitness, lifestyle, moda praia, calçados e acessórios. 

Você sabia?  
● A Track&Field® produz mais de 8,2 milhões de peças anualmente (dados de 2024), sendo 80% desse volume feito no Brasil.  


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 
 

Última atualização em 24/1/2026 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

31.8.09

LUPO


Apesar da marca LUPO ter se tornado sinônimo de meias no Brasil, hoje em dia ela veste muito mais que milhões de pés no país e pelo mundo afora. Roupa íntima, tanto para mulheres como para homens e crianças, e também vestuário esportivo, já fazem parte de sua linha de produtos que continuam mantendo a preferência do consumidor brasileiro quando o quesito é conforto e design. 

A história 
A história teve início na cidade de Araraquara, interior do estado de São Paulo, quando Henrique Lupo, filho de um relojoeiro italiano e que havia seguido inicilamente o ofício do pai, procurava um novo empreendimento como uma alternativa mais rentável para sustentar seus dez filhos. Foi então, que no dia 21 de março de 1921, ele fundou a empresa, cujo nome fantasia era Fábrica de Meias Araraquara, instalando a improvisada linha de produção artesanal na própria casa da família, com duas máquinas de costura na sala e o processo de tingimento das meias sendo realizado nos banheiros. Inicialmente a pequena empresa fabricava apenas meias masculinas. Rolando, filho de Henrique, foi o baluarte da técnica para a fábrica, porque, apenas seis anos depois da inauguração da empresa, em 1927, foi enviado para a Europa, em plena revolução industrial. Das visitas à aproximadamente 30 indústrias europeias, Rolando trouxe novidades tecnológicas e a família Lupo passou a comprar fios importados para confecção das meias, fazendo com que seus produtos ganhassem mais qualidade.


Somente em 1937 a empresa adotou o nome de MEIAS LUPO. Uma década mais tarde, a LUPO já era a maior fabricante brasileira de meias masculinas, todas feitas em 100% algodão e com a mais alta qualidade. Este ano também foi marcado pelo recebimento das primeiras amostras do náilon, o fio sintético que viria a revolucionar o mercado de meias no mundo todo. Na década de 1960 foram adquiridas as primeiras máquinas para a fabricação de meias femininas. Com 474 agulhas essas máquinas produziam as mais finas e elegantes meias disponíveis no mercado. Nos anos seguintes a LUPO se especializou cada vez mais, diversificando sua linha de meia para vestir toda a família e para todas as ocasiões.


Em 1987, a empresa passou a se chamar apenas LUPO S.A., retirando assim a palavra “meias” do nome, mostrando desta forma a intenção de ingressar em outras categorias de produtos e mercados. No ano seguinte lançou a famosa MEIA DA LOBA amparada por uma brilhante campanha publicitária que aumentou significativamente a participação da LUPO no mercado de meias-calça. Mesmo sendo líder absoluta no setor de meias, a empresa entrou em crise no final desta década. Sem uma liderança definida, a LUPO ameaçava desmoronar até que Liliana Aufiero, neta do fundador, assumiu o negócio, em 1993. Para reerguer a empresa, que estava à beira da falência, de imediato ela cortou 20% dos funcionários e a produção dos modelos de meia com margens negativas. Depois, ela iniciou a expansão da linha de produtos, que já havia sido iniciada dois anos antes com o lançamento de uma confortável linha de cuecas. Na sequência, a empresa adquiriu equipamentos de ponta e lançou as peças sem costura.


A estratégia de expansão contou ainda com a inauguração de lojas próprias de varejo, com a primeira unidade sendo aberta em São Paulo no ano de 1994, reunindo em um mesmo espaço todos os produtos fabricados pela LUPO, pois grande parte dos consumidores não tinha acesso a toda linha da marca. A empresa também aumentou sua participação no mercado externo, tendo como principal consumidor países da América do Sul, como por exemplo, o Chile e a Argentina. Novas tecnologias originaram novos produtos nos anos seguintes: uma completa linha de lingeries (a primeira coleção foi lançada em 2001 e relançada em 2010) e pijamas. E foi justamente com a diversificação de produtos que a LUPO se tornou grande. A empresa aliou seu produto a marcas famosas fabricando cuecas para grifes como Zoomp, Alexandre Herchcovitch, Forum, Cavalera, TNG, e até mesmo para a tradicional Calvin Klein; meias para marcas esportivas internacionais como Reebok e Speedo; além de lingeries para a Rosa Chá. Atualmente esses licenciamentos representam 30% das receitas da empresa com moda íntima.


Dez anos depois da abertura de sua primeira loja, em 2004 foi inaugurada no luxuoso shopping Iguatemi, em São Paulo, sua centésima unidade. Pouco depois, em 2006, a empresa criou mais um canal de venda ao lançar sua loja virtual. Desde agosto de 2009, a LUPO passou a ser a fornecedora de materiais esportivos para equipes de futebol profissional, ingressando assim em um novo mercado. A primeira equipe foi o Náutico de Recife. Em 2010, adicionou ao seu portfólio o São Caetano, Guarani (Campinas) e outros quatro times profissionais de futebol, entre os quais Macaé, Ferroviária e Bangu. O futebol se tornou uma das maiores prioridades da empresa, que hoje patrocina equipes como Ferroviária, Figueirense e América Mineiro. Como havia sinal de demanda forte nos próximos anos, a LUPO inaugurou uma nova fábrica na sede em Araraquara (SP), apenas para a produção de linhas ligadas ao esporte. Ainda em 2010, a marca lançou uma nova coleção de produtos esportivos com a marca LUPO SPORT, compostas por bermudas, shorts, tops, camisetas, agasalhos, entre outros itens. A empresa também inaugurou sua primeira loja especializada em lingeries, onde aproximadamente 80% do mix de produtos eram voltados para o público feminino.


Outra grande novidade da marca foi o lançamento de uma linha revolucionária de produtos para reduzir a celulite, composta por duas bermudas e um modelo de body, confeccionados com fio Emana, uma microfibra de poliamida que contém cristais bioativos em seu DNA. E tem mais, sua linha de produtos foi ampliada com o lançamento de lenços, bonés, toalhas, mochilas, sacolas, bolsas e munhequeiras. A marca também apostou forte em publicidade ao contratar, em 2011, o jogador Neymar Jr. como novo garoto-propaganda da linha de meias sociais, cuecas e pijamas. Com sua superexposição o craque brasileiro ajudou também a expor cada vez mais a imagem da LUPO e principalmente sua linha de cuecas. Além disso, a LUPO remodelou totalmente seu comércio eletrônico.


Já em 2012, foi inaugurada a primeira loja LUPO SPORT, especializada em artigos esportivos. Pouco depois, iniciou a inauguração de lojas da LUPO SPORT dentro de academias de ginástica. Mais recentemente, começou a investir em mercados ainda pouco explorados pela empresa: regiões com menos de 60 mil habitantes. Para cortar caminho em direção à clientela, a estratégia foi criar o canal Tudo Lupo. Trata-se de parcerias com pequenas lojas multimarcas para vendas exclusivas de produtos ofertados pela LUPO.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por modificações radicais no decorrer dos anos. Em 2010, a LUPO apresentou oficialmente seu novo logotipo e comunicação visual. O novo logotipo foi completamente remodelado: ganhou nova fonte na escrita e um traço azul-claro junto com a letra “L”, agora arredondada e alusiva ao formato da meia sendo colocada no pé.


A divisão esportiva da empresa (LUPO SPORT) mantém o mesmo logotipo, porém adota a cor verde-clara nos detalhes. Já a LOBA by LUPO, linha de lingeries e meias-calça, adota a cor rosa. Todos os logotipos utilizam a arquitetura visual da marca principal.


Os slogans 
Lupo, só o melhor. 
Meia? Só se for Lupo. (2010) 
LUPO é tudo. 
Tá tudo LUPO. 
A meia da loba. 
Meia boa tem nome. Lupo. 
Loba by Lupo. Só o melhor. (2015) 
É começar. (linha esportiva)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 21 de março de 1921 
● Fundador: Henrique Lupo 
● Sede mundial: Araraquara, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Lupo S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Liliana Aufiero 
● Faturamento: R$ 686 milhões (2015) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 312 
● Presença global: 21 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Moda íntima e esportiva 
● Principais produtos: Meias, calcinhas, sutiãs, pijamas, cuecas e roupas esportivas 
● Concorrentes diretos: Puket, Hering, Hanes, Zorba, Mash, Hope, Scala, Trifil e DeMillus 
● Ícones: As meias da loba 
● Slogan: Lupo, só o melhor. 
● Website: www.lupo.com.br 

A marca no mundo 
A LUPO, uma das marcas de meias (segmento onde é líder de mercado) e lingeries mais conhecidas do mercado brasileiro, atualmente comercializa sua ampla linha de 14.000 itens, que atendem a todos os segmentos e estilos de público, em todo território nacional através de 35.000 pontos de vendas. Além disso, a empresa possui mais de 300 lojas próprias (incluindo franquias) espalhadas por 23 estados brasileiros, exporta seus produtos para mais de 20 países (como Estados Unidos, Uruguai, Israel, Chile, Argentina, Angola e Portugal), emprega aproximadamente 5.000 funcionários e patrocina clubes de futebol e vôlei brasileiros. A LUPO mantém também acordos de licenciamento com marcas como Fórum, Everlast, Cavalera e Puma para fabricação de artigos de maior valor agregado, além de itens licenciados de forte apelo infantil, como personagens da Disney, entre outros. Com faturamento estimado de R$ 686 milhões em 2015, a empresa produz por ano mais de 120 milhões de peças (meias respondem por 55% desse montante). 

Você sabia? 
● Para promover os lançamentos e divulgar suas linhas de produtos, a empresa conta com a revista Lupo Magazine. A publicação trimestral foi criada em 2005 e é distribuída gratuitamente em todas as suas lojas. Além dos lançamentos da marca para cada estação, é possível conferir dicas de moda, culinária e entrevistas com personalidades que fazem parte da história da LUPO. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/2/2016

19.9.06

RUSSELL ATHLETIC


Por mais de um século a marca RUSSELL ATHLETIC vem equipando atletas e equipes americanas, profissionais e amadoras, com o que há de melhor em termos de tecnologia esportiva em roupas, ajudando a atingir um rendimento cada vez melhor. Seus acessórios, roupas e uniformes podem ser vistos equipando atletas colegiais, universitários e amadores que desejam serem competitivos em seus esportes. 

A história
A história começou no dia 3 de março de 1902 na área rural da cidade de Alexander City, estado americano do Alabama, quando Benjamin Russell, um jovem de 26 anos, dispondo de apenas 10 máquinas de costura e 8 máquinas de tricô, realizou seu grande sonho, ao inaugurar sua fábrica de roupas chamada The Russell Manufacturing Company. Os primeiros produtos confeccionados pela nova empresa foram roupas de baixo femininas e infantis, uma espécie de camiseta para ser utilizada por baixo das roupas. Em 1912, com a instalação da eletricidade na cidade, a produção diária de 150 peças foi ampliada consideravelmente. Em meados da década de 1920, a empresa começou a produzir camisetas (as famosas T-Shirts) para atividades esportivas, abrindo um grande horizonte para a marca, além de adicionar a sua linha de produtos outras peças íntimas como camisolas.


Em 1926, o filho do fundador, Benny, chegou a seu pai com uma nova ideia para a produção de uma camiseta em algodão para a prática de futebol americano, substituindo os pesados uniformes usados naquela época. Conhecendo o conforto e durabilidade do algodão, a empresa lançou a camiseta no mercado em 1930. Pouco depois, em 1932, com a compra da empresa esportiva Southern Manufacturing Company, a RUSSELL teve acesso ao mercado de confecção de materiais e uniformes esportivos profissionais. Era o surgimento da divisão esportiva da empresa e a criação da marca RUSSELL ATHLETIC, que passou a equipar muitas times profissionais e universitários com seus uniformes. Em 1938 começou a produzir calças e camisas para a prática do beisebol, basquete e futebol americano. Com a popularidade desses esportes e suas ligas profissionais, a RUSSELL ATHLETIC cresceu em um ritmo acelerado nos anos seguintes.


Com a morte do fundador da empresa em 16 de dezembro de 1941, seu filho, Benjamin C. Russell, assumiu o comando dos negócios. Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa supriu o exército americano com camisetas, calças e jaquetas. Pouco depois, em 1945, com a morte de Benjamin C. Russell, a empresa foi comandada por seu irmão. No ano de 1962 o nome da empresa foi alterado para The Russell Mills Inc. e passou a utilizar a águia como seu principal símbolo. Uma dos grandes sucessos da marca foi introduzido no mercado em 1967, com o lançamento das camisas, que continham pequenos furos, para a prática do futebol americano. Essas camisas revolucionaram o mercado esportivo, pois diminuíam consideravelmente o suor, permitindo que a pele respirasse melhor, e mantinham a temperatura do corpo em níveis aceitáveis. Quase imediatamente, em 1969, a RUSSELL ATHLETIC criou um departamento de pesquisa e desenvolvimento, com o objetivo de aprimorar os tecidos utilizados na manufatura de uniformes esportivos visando aumentar a performance dos atletas.


Em 1973 a empresa adotou oficialmente o nome de RUSSELL CORPORATION. A linha de camisetas com marca JERZEES foi introduzida em 1983, além de uma linha de roupas esportivas estilizadas. No início da próxima década, em 1991, a empresa introduziu no mercado o revolucionário tecido chamado NutBlend, que não retinha o suor durante a prática de atividades esportivas. No ano seguinte, a marca se tornou fornecedora oficial de uniformes da MLB (Major League Baseball), principal liga profissional de Beisebol, produzindo calças e camisas. Times lendários como Atlanta Braves, New York Mets, Boston Red Sox e San Francisco Giants começaram a serem equipados pela marca RUSSELL ATHLETIC. Em 1995 as vendas romperam a barreira do US$ 1 bilhão anual. Com o grande aumento da demanda, a empresa, que estava entre as cinco maiores produtoras de equipamentos e roupas esportivas dos Estados Unidos, construiu em 1999 duas novas fábricas no México.


Com a chegada do novo milênio, a empresa deu início a uma série de importantes aquisições, como por exemplo, em 2000, quando comprou a Haas Outdoors, uma fabricante de equipamentos e vestuário para a prática de esportes ao ar livre. Isso abriu um enorme horizonte para a empresa criar, poucos anos depois, a marca RUSSELL OUTDOORS, especializada em equipamento e vestuário para caça, pesca e esportes ao ar livre. Em 2003 a empresa adquiriu mais duas importantes e tradicionais marcas esportivas americanas: Bike e Spalding. Os excelentes resultados da empresa chamaram a atenção da firma de investimento Berkshire Hathaway, capitaneada pelo investidor e visionário Warren Buffett, que comprou a RUSSELL ATHLETIC e outras marcas esportivas no mês de agosto de 2006. Nos anos seguintes a marca se concentrou na produção de roupas de treinamento para atletas amadores e equipes colegiais e universitárias.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 2004, a marca RUSSELL ATHLETIC modernizou seu tradicional logotipo que contém uma letra “R” estilizada representando a tradicional águia.


Os slogans 
Team On. (2015) 
Together We R. (2011) 
For the Long Run. (2003) 
Proven on the Fields of Play.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 3 de março de 1902 
● Fundador: Benjamin Russell 
● Sede mundial: Bowling Green, Kentucky, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Russell Brands LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Berkshire Hathaway Inc.) 
● CEO: Calvin Johnston 
● Faturamento: US$ 1.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 15.500 
● Segmento: Material esportivo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, equipamentos e acessórios esportivos 
● Concorrentes diretos: Majestic, Champion, Starter e Hanes 
● Slogan: Team On. 
● Website: www.russellathletic.com 

A marca no mundo 
Atualmente, a marca RUSSELL ATHLETIC, que pertence a RUSSELL BRANDS, uma subsidiária da firma de investimento Berkshire Hathaway, comercializa seus acessórios, roupas e uniformes esportivos em mais de 80 países ao redor do mundo, com forte presença na América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México). A marca equipa muitos atletas e times de ligas universitárias e amadoras americanas, faturando quase US$ 1.5 bilhões anualmente. 

Você sabia? 
● De 2010 a 2013 a RUSSELL ATHLETIC foi patrocinadora oficial da equipe de basquete Harlem Globetrotters. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/10/2017