19.2.13

DVF (Diane von Furstenberg)


A estilista Diane von Fürstenberg com seu gosto elegante e talento único conquistou, através de sua marca de luxo, clientes famosos e poderosos, como por exemplo, Michelle Obama, Gwyneth Paltrow, Madonna, Jessica Alba, Susan Sarandon, Jennifer Lopez e Kate Middleton. Com isso, transformou sua marca em um verdadeiro ícone no segmento de luxo, cujos produtos - que incluem o icônico vestido envelope, símbolo de empoderamento feminino -, campanhas e lojas dizem a mesma coisa: “seja a mulher que você quer ser”

A história 
Diane Simone Michelle Halfin (foto abaixo) nasceu no dia 31 de dezembro de 1946 na cidade de Bruxelas em uma família judaica de classe média alta, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Estudou economia na renomada Universidade de Genebra. Aos dezoito anos conheceu o príncipe Egon von Fürstenberg, descendente por parte de pai de uma família alemã de sangue azul, e por parte de mãe, dos fundadores da montadora Fiat (conheça essa outra história aqui), e se casou em 1969 na cidade de Paris, onde ela disse o “sim” vestida com uma criação de Christian Dior (conheça essa história aqui). O casamento, embora não fosse feliz e muito bem aceito pela família do noivo por causa da religião dela, foi considerado dinástico e, por isso, Diane recebeu o título de princesa von Fürstenberg. Foi ainda em 1969 que ela se mudou com o marido para Nova York.
   

Apesar de ser extremamente rica e não precisar trabalhar, ficou famosa meteoricamente em 1972, quando desenhou uma coleção de vestidos de jérsei para passar o tempo. Seu talento recebeu elogios de ninguém menos que Diana Vreeland, a lendária editora da revista Vogue (saiba mais aqui). Após criar sua marca ainda em 1972, no mês de setembro de 1973 a estilista surpreendeu o mundo da moda com a criação do vestido-envelope (conhecido em inglês como “wrap dress”), confeccionado em jérsei de algodão, cruzado na altura dos seios e fechado por um laço na cintura. Lançado em 1974 e vendido por US$ 75, o modelo rapidamente caiu no gosto das americanas. Era visto por todos os lados: em mães de famílias de classe média, badaladas estrelas de Hollywood, primeiras-damas e militantes feministas. Mas porque tanto sucesso? Era uma peça democrática e feminina, que valorizava todos os tipos de silhuetas. O vestido era sensual e prático ao mesmo tempo. Bastava envolver o corpo em um laço, colocar sandálias de salto e estar elegante. “Os homens adoravam porque era fácil de tirar”, sempre relembra Diane. “Como ele não tinha botões nem zíper, podíamos nos despir sem fazer o menor barulho”, completa a estilista.
  

O sucesso era tanto que, em 1976, a estilista vendia 25 mil vestidos por semana. Ancorado na máxima “Feel like a woman, dress like a woman” (em tradução livre “Sinta-se como uma mulher, vista-se como uma mulher”), o vestido se tornou um must-have atemporal. Desde então, feminilidade e o estilo sexy chique estão no DNA da grife da estilista. Além disso, ela conquistou Nova York e virou rainha do Studio 54, a mais badalada boate da cidade na época. Diane também se cercou de amigos influentes, entre eles Yves Saint Laurent, Bianca Jagger e Andy Warhol. Não demorou muito para o vestido se transformar em um império de milhões de dólares, o que levou a estilista à lendária capa na revista Newsweek (saiba mais aqui) como a mulher mais poderosa no mundo da moda depois de mademoiselle Coco Chanel.
   

Depois dos vestidos, a talentosa estilista lançou óculos, lenços, cosméticos (a maquiagem com a paleta de cores mais ousada que a indústria da beleza já tinha visto até então), perfumes (o primeiro deles em 1974, batizado de Tatiana, nome de sua filha), bolsas e malas. Em 1979, segundo o jornal The New York Times (saiba mais aqui), a marca já faturava mais de US$ 150 milhões. Mas o trajeto da estilista na moda teve um hiato. Depois do sucesso estrondoso na década de 1970, ela licenciou a linha de vestidos e vendeu a empresa de cosméticos em 1983. Mudou-se para Paris em 1985, onde trabalhou como editora. Mas retornou para os Estados Unidos e fez sucesso com vendas pela televisão da linha de roupas Silk Assets (vestidos, calças, blusas e blazers), em 1992. Em apenas duas horas vendeu US$ 1.2 milhões no canal QVC.
   

Pouco depois, em 1997, quando percebeu que garotas descoladas passaram a comprar vestidos-envelope em brechós de Nova York, ela voltou a vestir as mulheres com o clássico modelo: Gwyneth Paltrow foi uma das primeiras a usar de novo o icônico vestido, agora reinterpretado. Era o ressurgimento da marca, agora batizada de DVF. A coleção do retorno da fundadora ao controle da empresa foi apresentada na loja de departamento Saks Fifth Avenue (conheça essa outra história aqui), em setembro de 1997. Em dois anos, o lucro das vendas do vestido envelope ultrapassou US$ 20 milhões. E rapidamente seus luxuosos produtos já eram vendidos globalmente para uma nova geração de mulheres. Nos anos seguintes iniciou a inauguração de lojas próprias em endereços sofisticados e badalados.
   

Em 2004 a estilista criou uma linha de joias em parceria com a brasileira HStern (conheça essa outra história aqui), originando assim os chamados power rings, anéis feitos de pedras grandes. Seus brincos, anéis, pulseiras e relógios rapidamente figuravam entre os objetos mais vendidos pela joalheria brasileira. Pouco depois introduziu uma linha de echarpes e moda praia, iniciando assim uma diversificação da linha de produtos da marca. Em 2009 ganhou destaque mundial ao assinar o vestido usado pela então primeira-dama americana, Michelle Obama, na foto do cartão de Natal da Casa Branca.
   

Em 2010 a marca inaugurou sua primeira loja na América Latina, localizada em São Paulo, no shopping Iguatemi. Ainda esse ano foi criado o DVF Awards, que premia mulheres que se destacam em seus campos de atuação, oferecendo prestígio, atenção e suporte financeiro como incentivo e apoio às mais diversas causas. Pouco depois, em 2011, além de lançar o perfume Diane, a DVF ingressou no segmento de decoração com uma linha de produtos para casa, que incluía tapetes, roupas de cama, toalhas de mesa e almofadas. Depois, firmou parceria com a GAP (conheça essa outra história aqui), para quem Diane desenhou uma coleção infantil.
   

Em 2014 a marca lançou a campanha “Wrap Dress 40th Anniversary” para comemorar o 40º aniversário do icônico vestido envelope. A campanha apresentava mulheres de diferentes idades e estilos usando o icônico vestido em situações cotidianas e especiais, passando a mensagem que o vestido envelope era atemporal e podia ser usado por mulheres de todas as idades, celebrando a versatilidade e o legado da peça. Ainda ativa no dia a dia da empresa, a estila se prepara para passar o bastão para a neta, Talita von Fürstenberg, de 25 anos. Desde 2019, ela cria coleções especiais para a marca, inspiradas em seu lifestyle. Seguindo o princípio de democratização e difusão da marca para um público mais amplo, em 2020 a Diane von Furstenberg fechou parceria com a C&A (conheça essa história aqui) para o lançamento de uma collab formada por 41 peças, entre vestidos, saias e acessórios.
   

Atualmente a DVF se tornou especialista em fazer dos cortes e modelagens ponto de partida para a criação de visuais sedutores, que mesclam uma visita a elementos clássicos, mas submetidos a uma visão moderna. A grife é conhecida por explorar o mundo das estampas. Uma das marcas registradas é a estampa na diagonal de retângulos arredondados em branco e fundo preto.
  

Diane von Fürstenberg é um ícone cuja influência transcende a moda. Sua trajetória é um testemunho de resiliência, inovação e empoderamento feminino. Desde seu icônico vestido envelope até suas iniciativas filantrópicas e seu compromisso com a sustentabilidade, Diane continua a inspirar e transformar.
   

A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas remodelações ao longo de sua história. Inicialmente batizada de Diane von Furstenberg (sem o trema mesmo), logotipo original nada mais era que uma assinatura estilizada da estilista. A primeira remodelação ocorreu em 1997 quando a estilista resolveu relançar sua grife com as iniciais DVF, apesar de manter seu nome por extenso abaixo. Após passar por uma pequena modernização em 2013, a marca remodelou seu logotipo radicalmente em 2017, que voltou a adotar o nome Diane von Furstenberg. Apesar disso, a marca continua utilizando as iniciais DVF em diversas ocasiões.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1972 
● Fundador: Diane von Fürstenberg 
● Sede mundial: New York City, Nova York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Diane von Furstenberg Studio LP 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Gabby Hirata 
● Diretor criativo: Nathan Jenden 
● Faturamento: US$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 45 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 350 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios e cosméticos 
● Ícones: O vestido-envelope 
● Website: www.dvf.com 

A marca no mundo 
Atualmente a badalada marca Diane von Furstenberg desfila na Semana de Moda de Nova York, comercializa seus produtos - que incluem vestidos, sapatos, bolsas, óculos, acessórios, moda praia e casa - em mais de 70 países e tem 45 lojas próprias espalhadas pelo mundo. A marca também está presente nas mais badaladas lojas de departamento do mundo. 


Você sabia? 
Diane e seu primeiro marido se separaram em 1973. Desde então, ela não tem mais o título de princesa von Fürstenberg, mas pode utilizar o nome, como o faz em sua profissão. 
Em 2006 Diane von Fürstenberg foi eleita presidente do Conselho de Designers de Moda da América, cargo que ocupou até 2019. Em 2008, ela recebeu uma estrela na Calçada da Fama da Moda da Sétima Avenida. 
O vestido envelope da marca Diane von Furstenberg é tão icônico que uma de suas versões está em exibição no Museu Metropolitano de Arte, em Nova York. O vestido faz parte da coleção permanente do museu, destacando sua importância na história da moda. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Vogue, Elle, Fortune, Forbes, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 27/7/2024 

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11.2.13

WONDERFUL® PISTACHIOS


Eles são verdinhos, saborosos e aprovados pelos médicos por fazerem muito bem à saúde. São temperados e tostados à perfeição. E abri-los pode ser muito divertido, pelo menos para a californiana WONDERFUL® PISTACHIOS, que se tornou uma das marca de snacks que mais cresce atualmente com seus pistaches de alta qualidade. 

A história 
A história começou em 1989 quando o casal Stewart e Lynda Resnick resolveu expandir seus negócios ao fundar a Paramount Farms, uma empresa responsável por cultivar, processar e distribuir pistaches e amêndoas plantados nas férteis terras da região central do estado da Califórnia. Inicialmente os pistaches e também amêndoas eram vendidos, nacionalmente e internacionalmente, para grandes fabricantes de cereais, chocolates e salgadinhos, como por exemplo, Cadbury (conheça essa outra história aqui), Nestlé (saiba mais aqui), Hershey (conheça essa história aqui), Carnation e Kellogg’s (saiba mais aqui). Já em 1996 a empresa era a maior produtora de pistaches e amêndoas do mundo e começava a traçar planos para sua expansão.
  

Em 2008 a empresa resolveu vender seus deliciosos pistaches diretamente para o consumidor final. Para isso criou uma marca própria, a WONDERFUL® PISTACHIOS, que vendeu seus primeiros saquinhos de pistaches (perfeitamente torrados e salgados) nas lojas da rede de supermercado Safeway (conheça essa outra história aqui) na cidade de Los Angeles. Cultivados e amadurecidos ao sol da região central da Califórnia e torrados a seco, sem adição de óleo, os pistaches da marca representavam uma opção de snack saudável e delicioso. Acondicionados em embalagens práticas e com design moderno, os pistaches eram preparados de maneira perfeita para proporcionar um sabor delicioso e uma crocância inigualável.
  

Os pistaches não apenas eram deliciosos, mas também um snack sensacional e saudável, totalmente natural que podia ser saboreado em momentos de descontração com a família, amigos ou até mesmo sozinho. E, acima de tudo, abri-los podia ser muito divertido, como desde o início a marca tratou de comunicar em suas campanhas publicitárias. Fresquinhos, deliciosos e o fato de ser uma opção saudável, fizeram com que rapidamente os pistaches da marca conquistassem os consumidores da Califórnia. Em 2008 a marca lançou seus pistaches em novas embalagens seladas, que podiam ser fechadas após abertas, permitindo assim que o produto fosse conservado com mais facilidade e por mais tempo.
  

Nos anos seguintes a WONDERFUL® PISTACHIOS expandiu sua distribuição para os mais importantes estados americanos e passou a exportar seus pistaches de alta qualidade para outros importantes mercados internacionais. Com isso, em 2010, a marca atingiu US$ 113 milhões em vendas. A marca também ampliou sua linha de produtos com o lançamento dos pistaches temperados com pimenta. Além disso, colocou seus pistaches dentro das principais arenas de beisebol, onde o consumo deste tipo de alimento (incluindo amendoim e amêndoa) é extremamente alto. Foi um verdadeiro sucesso de vendas.
  

No final de 2011 a marca oficialmente apresentou ao mercado brasileiro uma nova linha de pistaches com qualidade superior, disponível em dois sabores: torrado e salgado e com sal e pimenta. Tornou-se assim a única empresa no Brasil que produzia e comercializava o pistache, o que garantia controle total da qualidade ao longo de todo o processo. Em 2013 a WONDERFUL® PISTACHIOS marcou presença no carnaval de São Paulo em parceria com o mais prestigiado espaço do evento, o “Camarote Brahma SP”, distribuindo 15.000 embalagens de pistaches para os convidados. Nessa mesma época, no mercado americano, as embalagens dos produtos (da versão sem sal) passaram a contar com o selo de aprovação da badalada American Heart Association, atestando que o pistache faz bem à saúde.
  

Nos anos seguintes WONDERFUL® PISTACHIOS foi lançada em diversos novos mercados, especialmente na Europa e na Ásia. No mês de julho de 2019, a marca ampliou sua linha de pistaches sem casca com o lançamento de duas novas versões: os sabores Honey Roasted (cobertos com uma leve camada de açúcar e sal) e Chili Roasted (temperados com pimenta vermelha, alho e vinagre), que impulsionaram vendas incrementais e trouxeram novos consumidores para sua linha de produtos. Em meio a tanto sucesso, no ano de 2020, WONDERFUL® PISTACHIOS anunciou que suas vendas anuais no varejo na América do Norte ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão, tornando-se a primeira marca no portfólio da The Wonderful Company a alcançar esse feito.
   

Na primavera de 2021, WONDERFUL® PISTACHIOS adicionou mais duas irresistíveis novidades à sua bem-sucedida linha de pistaches sem casca: BBQ (defumados e salpicados com alho, páprica e sal, uma mistura irresistível entre doce e defumado) e Sea Salt & Vinegar (sal marinho e vinagre, equilíbrio perfeito entre ácido e salgado), sabores testados e comprovados que atraíram centenas de milhares de novos consumidores e incrementaram suas vendas. Pouco depois, em 2023, lançou uma novidade para sua linha de pistaches com casca: Sal Temperado (uma mistura de temperos saborosos acentuados com alho, cebola e páprica). Atualmente, com um número robusto e crescente de ofertas em sua linha de produtos, a marca está preparada para um sucesso contínuo, principalmente com a procura constante dos consumidores opções de snacks saudáveis.

Comunicação irreverente 
Apesar do pouco tempo de mercado, a WONDERFUL® PISTACHIOS investiu muito dinheiro em comunicação. Irreverentes e ousadas as campanhas da marca, consideradas por muitos como totalmente “non sense”, sempre chamam a atenção de milhões de consumidores e atingem grande repercussão nas mídias sociais. Tudo começou em 2009 com o lançamento da campanha Get Crackin’ (algo como “comece a quebrar”), que utilizava o argumento de que abrir os pistaches era divertido, principalmente pela facilidade e daquele famoso “crack” (o barulhinho ao abrir a casquinha do pistache). A campanha estreou no outono americano com ações combinadas de TV que incluíram veiculação no intervalo da série “Two and Half Men”, um site exclusivo e páginas nas principais redes sociais. O sucesso da campanha foi tamanho, que a marca resolveu repetir a dose nos anos seguintes. Mas o que chamou mais a atenção foram os resultados: a campanha de US$ 20 milhões foi responsável por um aumento no faturamento de 233% no ano de lançamento, transformando a WONDERFUL® PISTACHIOS em uma marca que valesse US$ 300 milhões e uma das que mais cresciam globalmente no segmento de snack.
  

Quanto à criação, a campanha destacava a tradicional cor verde do pistache e o fator saúde (“a noz com o menor teor de gordura”), em vídeos simples de 15 segundos que traziam personagens, ícones e personalidades da cultura pop, como por exemplo, Brobee, Bart e Homer Simpson, Miss Piggy e Kermit (o sapo verde dos Muppets), Lucy e Charlie Brown, Vincent Pastore (do seriado “The Sopranos”), o rapper Snoop Dog, Wee-Man do programa Jackass, o pessoal do The Village People, integrantes do time de basquete Harlem Globetrotters, o boxeador Manny Pacquiao, além dos personagens Victor e Sparky do filme Frankenweenie e Khloé Kardashian. Assista abaixo um dos vídeos da divertida campanha ou acompanhe os filmes em https://www.youtube.com/c/GetCrackin.
   

Além disso, em 2011, através de uma parceria, a produtora finlandesa Rovio (conheça essa outra história aqui) criou para a WONDERFUL® PISTACHIOS uma versão promocional de um jogo com os famosos personagens de Angry Birds: The Hunt for the Golden Pistachio (A caça ao pistache de ouro). A marca também investiu em patrocínios esportivos, como por exemplo, na NASCAR (modalidade de automobilismo mais popular nos Estados Unidos) e no ciclismo.
  

Já em 2013, a campanha teve como protagonista o rapper sul-coreano Psy, que recebeu €2.9 milhões e se tornou o rei do pistache verde. Em uma atitude ousada, a marca pagou US$ 4 milhões por 30 segundos comerciais no Super Bowl (final do futebol americano profissional) para anunciar no programa de maior audiência do mercado americano. Trajando um terno verde-pistache, dançando juntamente com pistaches gigantes e cantando uma paródia do sucesso “Gangnam Style”, o rapper sul-coreano mostrava de uma maneira pra lá de inusitada como abrir os pistaches. Assista ao filme aqui. Nesse mesmo ano, o polêmico jogador de basquete Dennis Rodman, com os cabelos pintados de verde, também estreou um comercial da campanha.
  

Em 2016 lançou a maior continuação desta icônica campanha publicitária, investindo US$ 55 milhões para apoiar e divulgar a maior safra de pistache da história. Os comerciais irreverentes e cômicos apresentaram uma grande estrela - literalmente - com a introdução de Ernie, o Elefante, animal este conhecido pela sua predileção por amendoins. Este porta-voz peso pesado gerado por computação gráfica e dublado pelo lutador John Cena, era um amante de pistache, preocupado com a saúde, um tanto ousado, e sempre hilário, se recusava a trabalhar por amendoins. Assista aqui a um dos comerciais dessa divertida campanha.
   

Para a continuação da icônica campanha, nas festas de final de ano de 2018, a marca para divulgar seus pistaches se associou ao personagem The Grinch, uma criatura verde e mesquinha que odeia o espírito natalino criada em 1957 pelo escritor de livros infantis Dr. Seuss. Uma associação ousada e divertida entre o ícone verde dos snacks saudáveis e o ícone verde que adora estragar as comemorações de Natal. Nos filmes da campanha, o cínico e rabugento personagem faz uma pausa em suas habituais travessuras para estragar o natal para mastigar seu snack verde favorito, os pistaches da WONDERFUL® PISTACHIOS.
  

Ainda em 2018, a marca lançou a campanha “Sometimes, Naked Is Better” (algo como “Às vezes, nu é melhor”) para divulgar sua linha de pistaches sem casca, popular entre consumidores que buscam um pouco de comodidade ao consumi-los. E para isso utilizou irreverência ao cobrir com roupas escandalosas figuras nuas famosas em obras de arte clássicas. No final de cada cenário, a obra de arte e seus temas são exibidos em sua forma original e ideal, deixando claro que o nu é muitas vezes melhor. Pelo menos quando se trata de arte clássica e pistaches. Entre os vídeos da campanha, um era estrelado por Vênus de Milo, uma das obras mais famosas da escultura grega antiga, que está permanentemente exposta no Museu do Louvre, em Paris. O vídeo (assista aqui) traz à vida com humor o que acontece quando Vênus está fora do horário de trabalho. Depois de trabalhar 13 horas por dia, 6 dias por semana, Vênus de Milo tem pouco tempo para qualquer coisa além do essencial, então, naturalmente, os pistaches sem casca da marca oferecem a ela uma solução de lanche fácil e cômodo em qualquer lugar.
  

Exatamente em 26 de fevereiro de 2023, no Dia Mundial do Pistache (sim, existe um dia para homenagear aqueles pequenos verdinhos), a marca patrocinou e realizou no Pier de Santa Monica, na Califórnia, a primeira edição do Wonderful® Pistachios Get Crackin’ Eating Championship, onde os competidores tinham oito minutos para abrir e comer o máximo possível de pistaches em uma batalha pelo título do campeonato e mais US$ 10.000 em prêmios totais. O vencedor foi Nick Wehry, que estabeleceu o recorde mundial de consumo de pistache ao quebrar e comer 188 pistaches em oito minutos. Em 2024, o australiano James Webb roubou o show na competição ao alcançar a incrível marca de 338 pistaches consumidos em oito minutos. O inusitado campeonato de comer pistache exige imensa destreza e mobilidade porque os competidores devem primeiro abrir cada pistache antes de consumi-lo e passar para o próximo.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por alterações no decorrer dos anos. A principal delas aconteceu quando a letra “o” da palavra “wonderful” foi substituída por um coração, uma alusão aos benefícios, comprovados por médicos e pesquisadores, que o pistache faz a saúde, e principalmente, ao coração.
  

O logotipo da marca WONDERFUL® PISTACHIOS também pode ser aplicado sob um fundo preto quadrado.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 2008 
● Criador: Stewart e Lynda Resnick 
● Sede mundial: Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Wonderful Company LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Joyce Peters 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Pistaches 
● Concorrentes diretos: Planters, Blue Diamonds, Diamond of California, Nut Harvest®, Kirkland Signature, Nuts US e Kind 
● Ícones: A comunicação irreverente 
● Slogan: Get Crackin’! 

A marca no mundo 
A WONDERFUL® PISTACHIOS comercializa seus deliciosos pistaches em aproximadamente 15 versões em mais de 50 países ao redor do mundo. Segundo analistas a marca tem faturamento anual estimado em US$ 1 bilhão por ano, somente na América do Norte. No Brasil, o produto pode ser encontrado em centenas de pontos de venda, como grandes redes varejistas, empórios e lojas de conveniência, além de comércios eletrônicos. A WONDERFUL® PISTACHIOS pertence à The Wonderful Company, maior produtora e processadora de pistaches e amêndoas do mundo, e que atua também nos segmentos de frutas, flores, água mineral, vinhos e sucos com diversas marcas. 

Você sabia? 
 Os pistaches da marca são cultivados em Lost Hills, Califórnia, no Vale de San Joaquin, principal região agrícola do estado. A empresa possui 100.000 acres de cultivo de pistache, maior plantação do Hemisfério Ocidental. 
 A marca compromete-se a doar 1% das vendas de WONDERFUL® PISTACHIOS para grupos ambientalistas sem fins lucrativos. 
  O pistache é uma oleaginosa rica em proteína e pobre em calorias, o que ajuda na perda de peso, além de ser fonte de gorduras saudáveis, fibras e antioxidantes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 26/2/2024 

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4.2.13

THE HUFFINGTON POST


Ele é um dos mais populares e influentes sites de notícias e comentários da Internet. Totalmente alinhado com o que os leitores online querem. Entre seus escritores e comentaristas está Alec Baldwin, Alicia Keys, Yoko Ono e a blogueira cubana Yoani Sánchez. Seus textos e matérias são capazes de causar estragos políticos sem precedentes. O THE HUFFINGTON POST é o caso mais bem-sucedido de jornalismo independente nos Estados Unidos, e conquistou tamanha relevância que foi considerado peça fundamental na eleição do democrata Barack Obama em 2008.

A história
Formada em economia pela tradicional Universidade de Cambridge, Arianna Stassinopoulos Huffington, uma grega radicada nos Estados Unidos, sempre foi uma mulher surpreendente. Após fazer carreira como escritora (entre seus livros estão biografias de Maria Callas e Pablo Picasso), ela se associou a Kenneth Lerer, um executivo de negócios e mídia, e contou com a ajuda de Jonah Peretti (um empreendedor da Internet) e do jornalista Andrew Breitbart, para colocar no ar no dia 9 de maio de 2005 o THE HUFFINGTON POST, um jornal online analítico focado em assuntos como a política e a cultura. E foi uma revolução, afinal o novo empreendimento investiu em opiniões de especialistas e em ferramentas de interação com o público. Era como um agregador de notícias e portal de blogs, que percebeu naquele momento que as pessoas não queriam apenas ler, mas sim se engajar e colaborar.


Rapidamente o THE HUFFINGTON POST estava na linha de frente do jornalismo online, colocando em prática novas ideias, e acima de tudo entendendo que agregar os conteúdos de outras origens e fontes era o caminho certo a seguir, em vez de montar uma grande redação, que seria a ideia mais óbvia naquela época. Aos que desdenharam de sua fórmula, criticando a reciclagem de noticiário alheio e o uso de mão de obra gratuita, o HuffPo, como ficou conhecido na Internet, expandiu sua cobertura, inaugurou novas seções e apontou a convergência entre os novos meios e a mídia tradicional. Em 2006 e 2007 o THE HUFFINGTON POST conquistou o badalado prêmio Webby de melhor blog de política. Pouco depois, em 2008, lançou sua primeira versão local (HuffPost Chicago), seguida nos anos seguintes por inúmeras outras (como por exemplo, New York, Denver e Los Angeles).


Em 2009, o THE HUFFINGTON POST chamou a atenção por ultrapassar pela primeira vez a audiência do tradicional The Washington Post (segundo dados da Nielsen). Era um veículo genuinamente online tendo mais audiência que outro ligado a um grande conglomerado tradicional. Em 2010 o THE HUFFINGTON POST já havia construído uma impressionante história de sucesso, moldando uma arena de debate online, com a participação de 6.000 blogueiros que escreviam de forma colaborativa (de graça), e com um noticiário ágil e interativo. Uma fórmula de enorme sucesso que atraía na época aproximadamente 24 milhões de usuários únicos por mês.


E tamanho sucesso despertou o interesse de grandes conglomerados de mídia. No dia 7 de fevereiro de 2011 foi anunciada a venda do portal (que recebia mais acessos que o tradicional The New York Times) à AOL por US$ 315 milhões. A operação criou um grupo de mídia com aproximadamente 120 milhões de visitantes por mês somente nos Estados Unidos. A fundadora do portal Arianna Huffington passou então a ocupar a presidência do recém-formado The Huffington Post Media Group. Nesta nova fase o HuffPost resolveu se expandir internacionalmente com o lançamento de sua primeira edição internacional no Canadá no dia 26 de maio, e pouco depois, no início de julho, a edição para o mercado britânico. Essas edições seguem a mesma proposta de combinar conteúdo próprio, agregação e conversação da versão americana.


Recentemente lançou uma revista digital recheada de um conteúdo premium e diferente do site: artigos mais longos e aprofundados. No início de 2012 foi lançada a versão francesa LE HUFFINGTON POST, seguida pouco depois pela versão em língua espanhola (HuffPost Voces) e por uma edição italiana. Ainda este ano, o correspondente militar David Wood ganhou o Prêmio Pulitzer por seu trabalho “Beyond the Battlefield” (Além do Campo de Batalha, em tradução livre), marcando a primeira vez em que o site de notícias e opinião THE HUFFINGTON POST foi agraciado com uma das principais premiações mundiais em excelência no jornalismo, literatura e música.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 9 de maio de 2005
● Fundador: Arianna Huffington, Kenneth Lerer, Jonah Peretti e Andrew Breitbart
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: AOL Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Jimmy Maymann
● Presidente & editora chefe: Arianna Huffington
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 90 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 220
● Segmento: Mídia
● Principais produtos: Portal de notícias e agregador de blogs
● Concorrentes diretos: Drudge Report, Washington Post e The New York Times
● Slogan: The Internet Newspaper: News, Blogs, Video, Community.
● Website: www.huffingtonpost.com

A marca no mundo
Atualmente disponível em inglês, francês, espanhol e italiano, o THE HUFFINGTON POST, um dos mais influentes e respeitados sites políticos do mundo, alcança mais de 170 milhões de pessoas em aproximadamente 90 países. Atualmente, além da versão americana, o THE HUFFINGTON POST tem edições próprias no Canadá, Reino Unido, França, Itália e Espanha.

Você sabia?
O HuffPo foi nomeado o blog mais poderoso do mundo pela revista The Observer.
Arianna Huffington é apelidada de “rainha dos blogueiros” e “baronesa da mídia eletrônica”.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 4/2/2013