31.5.22

CERVEZA PATAGONIA


Cervejas artesanais produzidas com ingredientes de alta qualidade de um das regiões mais deslumbrantes do mundo: a patagônia argentina. Se aventurar por novos sabores e novos aromas. Essa é a melhor definição da cerveja PATAGONIA, que acredita que a exploração é o que nos move a descobrir o inesperado. Como a região que lhe dá o nome, a cerveja PATAGONIA está sempre em busca de surpreender e oferecer para seus aficionados consumidores um sabor de descoberta por meio de suas receitas. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 2000 na garagem de uma casa no sul da cidade de Buenos Aires, quando um mestre cervejeiro da Cervecería y Maltería Quilmes, tradicional no mercado argentino por produzir a cerveja Quilmes (conheça essa outra história aqui), preparou a receita de uma cerveja com lúpulos patagônicos para compartilhar com os amigos. Mesmo sem perceber, essa cerveja leve com sabor de caramelo estabeleceria um novo rumo para a cervejaria argentina. Isto porque, nessa época o segmento de cerveja Premium estava apenas se desenvolvendo e os consumidores argentinos estavam cada vez mais procurando por novas opções e receitas mais elaboradas e artesanais de cervejas. Foi então que a Cervejaria Quilmes, que havia acabado de ser adquirida pela brasileira AmBev, resolveu lançar no mercado no ano de 2006 aquela receita caseira de seu mestre cervejeiro. Era o surgimento da PATAGONIA AMBER LARGER, uma cerveja de cor marrom acobreada e o sabor equilibrado de malte e lúpulo da Patagônia. Com isso, a cervejaria dava aos consumidores argentinos uma nova opção e rapidamente a PATAGONIA foi recebida com entusiasmo por quem procurava uma cerveja com sabor diferenciado e posicionamento Premium.
  

Devido à boa aceitação do público argentino, em 2010 a resolveu ampliar seu portfólio com o lançamento de duas novas variedades de cerveja: BOHEMIAN PILSENER (tradicional cerveja do tipo Pilsen produzida com o lúpulo tcheco Saaz, que proporciona um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda, e também com o Cascade argentino) e a WEISSE (cerveja de trigo, de cor dourada suave e sabor levemente ácido, ideal para harmonizar com alimentos picantes ou condimentados). Já no ano seguinte, a cervejaria resolveu lançar suas primeiras edições limitadas: Golden Ale, Robust Porter e Rose, buscando resultados de vendas para decidir se algum deles se tornaria um produto permanente em sua linha. Pouco depois, a marca começou a ser exportada para os vizinhos Uruguai e Paraguai. E foi somente em 2013, com o crescimento acentuado no segmento de cervejas artesanais e Premium no Brasil, que a marca PATAGONIA foi lançada no mercado brasileiro. Em pouco tempo a cerveja PATAGONIA se tornou conhecida e apreciada em estados do sul do país.
  

Dois anos depois, em 2015, a marca lançou a PATAGONIA KÜNE, uma cerveja estilo Pale Ale com leve amargor e notas herbais, proporcionadas pelos lúpulos patagônicos, e com a qual a cervejaria realmente ingressou no segmento artesanal. Seu nome remonta à cultura Mapuche e significa gêmeos. É assim que ela homenageia Victoria e Mapuche, o lúpulo que lhe dá aroma e aquele que lhe dá o seu amargor. Em 2016, devido ao súbito crescimento das cervejarias artesanais, a Cervejaria Quilmes decidiu inaugurar a CERVECERÍA PATAGONIA, criando assim uma experiência única para que seus consumidores pudessem saborear os diversos tipos de cervejas da marca em um ambiente deslumbrante encravado na cidade de San Carlos de Bariloche, na belíssima patagônia argentina.
   

Em 2017, além de lançar a PATAGONIA OCTUBREFEST (uma cerveja lager de corpo leve e final seco), sua primeira edição limitada em garrafa para comemorar a maior festa cervejeira do mundo, a Oktoberfest alemã; a marca apresentou a PATAGONIA KM 24.7, uma Session IPA com sauco - conhecido como sabugueiro - e mel, cujo nome é inspirado pelo quilômetro exato onde está localizada a cervejaria, no Circuito Chico, em Bariloche. Em seu preparo, são utilizados os lúpulos Nahuel, Mapuche e Victoria, colhidos na própria fazenda da cervejaria em Fernandez Oro, na Argentina, assim como cinco tipos diferentes de malte: Pilsen, Munich, Carared, Carapils e Melanoidina.
  

Em 2018, a marca PATAGONIA trouxe ao Brasil uma nova opção de consumo, em lata (473 mililitros). Até então, a marca sempre teve suas cervejas vendidas somente em garrafas no mercado brasileiro. E inovou para promover a novidade ao firmar uma parceria com a Azul (conheça essa outra história aqui), onde latas foram apresentadas em primeira mão durante happy hours nos voos da companhia com saída ou chegada das três capitais da região Sul (Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre). E ainda lançou uma nova variedade: PATAGONIA PORTER, uma de cor marrom escura e espuma cremosa, com um paladar aveludado e aroma de café, chocolate, caramelo, com notas de madeira graças à sua maturação com lascas de carvalho. Pouco depois, em 2019, a marca lançou a PATAGONIA HOPPY LAGER, uma cerveja não filtrada com amargor e álcool moderados, elaborada com maltes Pilsen, Vienna e CarAmber, e que incorpora a técnica Cold Dry Hopping, ambos os processos conferem-lhe uma maior presença de lúpulo no aroma e sabor.
   

Em 2020, a marca lançou novos rótulos no mercado: PATAGONIA RED LAGER, uma cerveja refrescante que revela camadas de aromas e sabores à medida que é bebida e se destaca por seus tons de cobre brilhantes e espuma de cor marfim; e a PATAGONIA SENDERO SUR, a primeira cerveja orgânica certificada na Argentina, produzida respeitando o controle de todas as suas etapas de produção: durante o cultivo da cevada no campo, o processo de maltagem e o processo de fabricação de cerveja, há um estrito cuidado com a condição orgânica da o produto.
  

Em 2021, a marca lançou grandes novidades como a PATAGONIA IPA (India Pale Ale), uma cerveja de estilo marcante por sua concentração de lúpulos e amargor característico. A nova cerveja traz uma combinação de diferentes maltes e lúpulos e promete “atender à demanda dos consumidores mais exigentes, que buscam por alta qualidade e sabor”. E a linha Special Recipes Edition, uma seleção de variedades de edição limitada criadas pela equipe da cervejaria, como por exemplo, Indira, uma Cherry Stout criada em colaboração com a Comunidade de Mulheres Cervejeiras, uma rede que visa tornar as mulheres visíveis no segmento de cervejas; e Scandinavian, uma American Pale Ale (APA) de corpo médio, com um delicado suporte de maltes e um amargor equilibrado mas presente, em que o aroma do lúpulo se destaca com notas de frutas tropicais, maracujá, pêssego e frutas cítricas.
   

Com espírito inovador, ainda no ano de 2021, a marca resolveu se aventurar por outros segmentos de bebidas ao lançar, em edição limitada, Isidra, uma cidra frutada (feita com maçãs da Patagônia e com a adição de sabugueiro, uma fruta silvestre característica da região, que lhe confere sua cor vermelho rubi brilhante) que podia ser apreciada em latas de 473 ml. Com o propósito de continuar inovando, a marca lançou um novo estilo de cerveja para o verão de 2022: PATAGONIA VERA IPA, uma nova edição limitada que se caracteriza por ter um aroma frutado intenso com notas de maracujá, manga e pêssego.
  

Atualmente no Brasil, a marca também oferece quatro estilos de cerveja: Patagonia Bohemian Pilsener, com um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda; Patagonia Amber Lager, marrom acobreada com aroma sutil de caramelo; Patagonia Weisse, com aroma cítrico com notas de laranja e coentro que equilibram perfeitamente o aroma e o sabor refrescante e pouco adocicado desta cerveja; e a Patagonia IPA, uma cerveja estilo IPA com apresenta coloração acobreada, límpida e brilhante, com intenso aroma frutado e cítrico com notas resinosas e herbais.
  

A microcervejaria e os refúgios 
Com o objetivo de convidar seus consumidores a viver a melhor experiência de cerveja do mundo em plena Patagônia, um dos destinos naturais mais icônicos do mundo, em junho de 2016 a marca abriu as portas da CERVECERÍA PATAGONIA, uma brewhouse (que produz 50.000 litros de cerveja por mês) onde o visitante pode acompanhar a elaboração das cervejas e degustar pratos típicos da região patagônica harmonizados com as bebidas em um descontraído bar. O enorme local abriga uma portaria, um campo de lúpulo, um espaço de tratamento e fluentes, o Jardin Cervecero (Jardim Cervejeiro), um beertruck, um mirador (mirante), um bar/restaurante e a microcervejaria.
   

Encravada no coração do Circuito Chico, exatamente no quilômetro 24.7, na bela cidade de São Carlos de Bariloche, na província de Río Negro, em plena região patagônica, ao ingressar no local, o olhar vai direto para o Lago Moreno e as montanhas que o protegem. Então o visitante sente o aroma da cerveja. Além das cervejas de alta qualidade, o local tem uma estrutura incrível, integrada à natureza e uma vista super privilegiada para os lagos Perito Moreno e Nahuel Huape.
  

Já no bar/restaurante, o visitante tem a oportunidade única de saborear todos os sabores que a Patagônia tem para oferecer com um visual esplendoroso da região. O cardápio do bar oferece diversas opções como a famosa parrillada, hambúrgueres, trucha a la plancha, provoletas, queso y chori, chorizo de pernil com queijo, choripans de linguiça de pernil, cordeiro e frango, sopas, risotos, pastel patagônico, além das famosas empanadas, com opções de cebola e queijo, carne picante e salteña. No cardápio tem a indicação de qual cerveja harmoniza melhor com o pedido. O local trabalha com ingredientes locais e receitas da estação, valorizando a brasa e o fogo.
  

O enorme local oferece ainda um tour pela fábrica onde se pode ver o processo de produção, desde a matéria-prima à produção. É nessa microcervejaria onde a inovação e a magia acontece através do desenvolvimento de novas variedades de lúpulos, plantados no local e que permitem explorar novos sabores e aromas para criar novas receitas de cervejas. O local transmite uma ideia da essência artesanal através de uma decoração rústica e aconchegante. É a tradução física da imagem da marca PATAGONIA através de seu estilo, seus ingredientes e sua qualidade distintiva. O local também transmite uma “imagem verde” de responsabilidade corporativa ao promover o uso de novas tecnologias que levam a práticas sustentáveis de cuidado com o meio ambiente.
  

Com o sucesso da microcervejaria, ainda em 2016 a PATAGONIA se propôs a levar essa incrível experiência a centenas de milhares de consumidores através da inauguração dos chamados REFUGIO PATAGONIA. Nos anos seguintes unidades foram inauguradas em diversas regiões argentinas como Comodoro Rivadavia, Jujuy, Corrientes, Córdoba, Tucumán, Misiones, Salta, Santa Fe, Buenos Aires, entre outros. Esses locais têm ares de pub com uma pegada mais esportiva, com balcão de bar alto e as torneiras de cerveja com seu lugar central em evidência. A decoração tem muita madeira no mobiliário. As informações sobre as cervejas disponíveis, além das opções de petiscos e comidas ficam descritas em uma parede com giz, outro elemento sempre presente nos bares. Como um legítimo pub, tem sempre uma televisão em local estratégico sintonizada no canal de esportes. Todo o projeto de iluminação, mobiliário, objetos e cores do ambiente seguem um mesmo padrão, conferindo uma identidade própria aos bares. Nesses bares, as cervejas também são servidas “on tap” (isto é, as torneiras plugadas nos barris), e não somente em garrafa e latas, como vendida no varejo.
  

Além de exportar cerveja boa para seus vizinhos sul-americanos, a Patagonia Brewing Company começou a expandir também seus “refúgios” - um modelo de “bar conceito” da marca - para os vizinhos Uruguai (o primeiro foi inaugurado em 2016 na cidade de Montevidéu), Paraguai e Brasil (em 2017 foi inaugurada a primeira unidade em Curitiba e atualmente já são 3 bares em cidades como Florianópolis e Porto Alegre). Hoje a marca conta com mais de 40 REFUGIO PATAGONIA localizados no Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil.
  

Um marketing poderoso 
Todas as ações de marketing e campanhas publicitárias da marca PATAGONIA são estrategicamente pensadas para, além de atrair o seu público alvo, criar verdadeiros fãs e admiradores através da cultura outdoor e da gastronomia. Afinal, como afirma a marca argentina “EXPLORAÇÃO E PAIXÃO POR CERVEJA SÃO NOSSOS NORTES”. A vida sempre nos mostra caminhos a seguir. Mas é você quem decide o próximo passo. Explorar novas paisagens de sabores e aromas é o convite que a PATAGONIA faz em suas ações, que trazem da natureza os elementos perfeitos que combinam com cada experiência, cada jornada. Um exemplo foi a Intervenção da Montanha, ação que provocava quem vive o ritmo frenético dos grandes centros urbanos, deixando muitas vezes de lado o cuidado com a saúde mental e a busca por momentos em contato com a natureza, e na qual, à uma altura de 40 andares, atletas caminharam em cima de uma fita de 130 metros pelos céus de São Paulo. Acomodados em redes suspensas, eles suspenderam um banner com a mensagem: “se você vê um gráfico, está na hora de ver uma montanha”.
  

No Brasil a marca já realizou eventos e ações como: Cena Patagonia, evento para celebrar a tradição da parrilla, com suas características marcantes e sabores únicos, que reuniu mestres parrilleros, nacionais e internacionais, em uma experiência exclusiva que propunha a união da gastronomia em volta do fogo, música e variados estilos de cerveja; Circuito Patagonia, eventos para explorar novos lugares e mostrar que a cerveja PATAGONIA combina muito com os brasileiros, com direito a mini-truck para servir chope e uma autêntica parrillada argentina, e cujas músicas ficaram por conta de bandas locais com influências do folk e rock; e Festival Fuego y Cerveza, uma rota gastronômica criada pela marca que trazia harmonizações entre os rótulos da cerveja argentina e a culinária local, com participação de 36 restaurantes, trazendo diversas opções para os mais variados paladares.
  

Porém, umas das mais fantásticas experiências oferecidas pela marca argentina (é preciso ser convidado para ter o privilégio de vivenciá-la) é poder colher o lúpulo, responsável pelo amargor da bebida, na fazenda General Fernandez Oro, localizada em Cipoletti, província de Río Negro, a 450 km de Bariloche. Batizada de “Cosecha de Lúpulo”, a experiência se passa em um grande acampamento no meio das fileiras de lúpulo. Cada barraca tem duas camas com colchão, saco de dormir, uma manta térmica, necessaire com produtos de higiene pessoal e uma mochila com um saco de colheita, luvas de couro, uma camisa para o frio, um boné e uma lanterna. A experiência ainda inclui um almoço ao ar livre em uma grande mesa comunitária e um jantar incrível no meio da plantação de lúpulo. Com direito a cordeiro patagônico feito no fogo de chão e mais outras delícias. Claro, tudo regado às cervejas da PATAGONIA.
     


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma acentuada remodelação ao longo dos anos. O logotipo modernizado da marca apresentou uma cor verde-escura, uma nova tipografia de letra e estrutura mais robusta e complexa, que ganhou traços de uma montanha estilizada, remetendo a deslumbrante paisagem da patagônia.
  

A identidade visual da marca argentina também pode ser aplicada na cor preta e possui ainda logotipos secundários, como mostra a imagem abaixo.
  

Em 2019, a marca apresentou novos designs para seus rótulos e também um novo formato para sua garrafa. Os rótulos passaram então a mostrar paisagens do sul da Argentina que inspiram as receitas da CERVEZA PATAGONIA, como a mata nativa que circunda a microcervejaria da marca no Circuito Chico, os amanheceres de verão no Cerro Capilla, os entardeceres de outono no Cerro Tronador, os meios-dias de inverno com vista para o Cerro Fitz Roy e a vista do Lago Moreno do Cerro Campanário em uma noite estrelada. E esses momentos com que as surpresas da natureza ganham vida em cada estilo de cerveja da marca foram retratados através das primorosas ilustrações criadas por um cartunista argentino.
  

Já no mercado brasileiro, apesar de manter os mesmos designs de rótulos, a marca utiliza uma garrafa de 740 ml com um formato mais arredondado (como mostra a imagem abaixo).
  

Os slogans 
Todo Tiene Su Origen. 
A cerveja da montanha. (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Lançamento: 2006 
● Criador: Cervecería y Maltería Quilmes 
● Sede mundial: San Carlos de Bariloche, Argentina 
● Proprietário da marca: Patagonia Brewing Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● Presidente: Martín Ticinese 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas artesanais 
● Concorrentes diretos: Antares, Norteña, Isenbeck, Imperial, Goose Island, Eisenbahn e Heineken 
● Slogan: A cerveja da montanha. 

A marca no mundo 
A PATAGONIA comercializa sua ampla variedade de cervejas artesanal e Premium em mais de 10 países sul-americanos, com destaque para os mercados argentino, uruguaio, paraguaio, chileno e brasileiro, além do americano, no qual a marca ingressou recentemente. A marca argentina oferece suas cervejas em latas (350 ml e 473 mililitros) e garrafas (na versão 740 ml e long neck 355 ml), além da versão chope. De propriedade da AB InBev, um gigante cervejeiro mundial proprietário de marcas como Stella Artois, Skol, Budweiser e Corona, a PATAGONIA utiliza lúpulos importados da República Checa e de sua plantação na cidade de Fernandez Oro, localizada na região patagônica, a 440 km de Bariloche. Outra lavoura em frente à sede da marca (CERVECERÍA PATAGONIA em Bariloche) também tem lúpulos especiais utilizados nas receitas das cervejas. 

Você sabia? 
Desde seu lançamento, a marca PATAGONIA já criou e produziu mais de 60 novas receitas de cervejas artesanais (incluindo edições limitadas e sazonais) usando somente ingredientes exclusivos da região da Patagônia, de diferentes variedades de lúpulo a lavanda, sabugueiro, framboesa, gengibre, mel, agulhas de pinheiro e infusões de carvalho. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Embalagem Marca e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/5/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

11.5.22

SMILEY


Um ícone simples - formado por um círculo amarelo, dois pontos, um sorriso - manteve a relevância ao longo de 50 anos, de movimentos culturais, do amor livre às raves e à revolução digital. A palavra “icônica” pode ser utilizada para descrever várias coisas – mas o que é mais icônico do que o símbolo do SMILEY? De totem de rave à emoji, de pílulas de ecstasy a roupas de grife, o SMILEY, além de permanecer como um símbolo que representa os bons tempos e uma revolução que deu certo, se transformou em “uma máquina de fazer dinheiro”, capaz de faturar mais de meio bilhão de dólares todos os anos. Afinal, não deve existir quem não conheça o SMILEY, presença constante nos ambientes digitais, campanhas de marketing e estampado em infindáveis produtos de diversas categorias. 

A história 
O nascimento e a evolução dessa carinha amarela sorridente são mais controversos do que você pensa. Assim como muitas das importantes invenções na história da humanidade, existe certa discordância em relação à sua criação. Para muitos o famoso ícone amarelo nasceu em 1963, na cidade de Worcester, estado de Massachusetts, quando o designer gráfico Harvey Ross Ball foi abordado pela empresa de seguros State Mutual Life Assurance Company para criar algo, parte de uma campanha institucional, que representasse um incentivo moral positivo para seus funcionários e que tivesse o poder de levantar o ânimo deles após uma série de fusões e aquisições difíceis. E, por apenas US$ 45, Ball levou dez minutos para criar um ícone que se entrelaçou tão firmemente na estrutura da cultura americana. Mas o primeiro símbolo de uma carinha sorridente era um pouco diferente do que estamos acostumados hoje em dia. No esboço do desenho inicial de Ball, o contratante escreveu, “os olhos são ovais estreitos, um maior do que o outro e a boca não é um arco perfeito”. O símbolo foi estampado em diversos produtos da seguradora, como pins, bottons e cartazes. Na época, nem a seguradora nem o designer registraram o icônico rosto amarelo. Para outros, a simetria perfeita a que estamos mais acostumados veio um pouco depois, em setembro de 1970, quando os irmãos Bernard e Murray Spain, que fabricavam produtos populares na Filadélfia, modificaram o design do símbolo original e o estamparam em bottons, canecas, camisetas e bonés com a seguinte frase: “Tenha um bom dia” ou “Have a nice day”, em inglês.


Mas o símbolo como marca registrada (como é tratado nesse texto) surgiu pelas mãos do jornalista francês chamado Franklin Loufrani (foto acima), um jovem com espírito empreendedor e para muitos que o conheciam na época um “cara de marketing que estava sempre criando coisas novas”. Em 1971, enquanto trabalhava para o jornal France-Soir, ele foi desafiado pelo editor, que havia se cansado do fluxo constante de notícias negativas a encontrar uma maneira de proporcionar alegria aos leitores, destacando as boas notícias no jornal. Loufrani então decidiu criar um símbolo que alertasse os leitores sobre histórias positivas. Sua criação, batizada de SMILEY FACE (uma alusão à palavra “smile”, sorriso em inglês), era uma figura circular (representando um rosto), com dois pontos ovais (representando dois olhos) e um traço que forma um arco na parte inferior (representando um sorriso), sobre um fundo amarelo, com traçado preto.
   

É inegável que o símbolo criado pelo jovem Loufrani possuía uma notável semelhança com o de Harvey Ball. Mas, ao contrário dele, Loufrani previu o potencial de marketing do símbolo e imediatamente registrou o símbolo como marca comercial em alguns países. E isto ficou evidente, anos atrás, quando seu filho, Nicolas, disse ao The Hustle: “Você poderia dizer que havia um significado político ou social por trás do que ele fez, mas foi realmente um ato comercial”.
  

A estréia oficial do SMILEY aconteceu em 1º de janeiro de 1972, como principal símbolo de uma campanha promocional (batizada de “Take Time to Smile”) do jornal France-Soir, e cujo intuito era sinalizar e marcar as notícias alegres, boas e positivas. Com isso, todas as notícias positivas foram destacadas por este pequeno símbolo que lembrava as pessoas a aproveitarem o tempo para sorrir. E com a marca registrada garantida, Loufrani decidiu licenciar seu novo ícone e faturar. Aqui vale uma explicação: licenciamento de marca é uma concessão de uso de uma determinada marca ou personagem protegido por direitos autorais, para que outra empresa tenha a liberdade de explorá-la comercialmente em um serviço ou produto. E licenciar ou permitir que outras empresas usem seu logotipo (marca) em troca de uma porcentagem de cada venda, não era um modelo de negócios muito popular na Europa na época. Loufrani foi um dos primeiros a se aventurar nesse segmento - e, no início, foi difícil vender. Depois que foi publicado nas páginas do France-Soir, um punhado de outros jornais começou a pagar para usá-lo.
   

Mas Loufrani percebeu que precisava divulgar em uma escala mais ampla para atrair uma diversidade de indústrias. A década de 1970 foi um dos principais períodos para a difusão do SMILEY. Neste período, a França encontrava-se em um momento de contracultura, os jovens rejeitavam e questionavam as estruturas ditas como tradicionais. Os conceitos de amores livres e culturais estavam em transformação para os jovens franceses. Loufrani então imprimiu milhões de adesivos com a figura do SMILEY e distribuiu gratuitamente pelo país. A ação foi um sucesso e a carinha amarela sorridente ganhou ainda mais força dentro e fora da França. Com o enorme sucesso dessa ação, muitas marcas e fabricantes queriam usar o SMILEY em seus produtos e campanhas de marketing. Com isso, dois anos depois de sua marca registrada, Loufrani garantiu uma lucrativa parceria com a empresa de guloseimas Mars (conheça essa outra história aqui), que imprimiu a carinha sorridente em um de seus chocolates. Outros grandes licenciados viriam a seguir: por exemplo, a Levi’s (conheça essa outra história aqui) lançou jeans com estampa de SMILEY; já a Agfa (então gigante alemão do segmento de fotografia e imagem) embalou seus filmes em caixas com o símbolo SMILEY; e grandes varejistas de artigos de papelaria começaram a vender diários, cadernos e lápis com a simpática carinha amarela.
   

Durante os hedonistas anos de 1980, SMILEY tornou-se o rosto do otimismo desafiador para uma geração que encontrava refúgio nas pistas de dança do underground subversivo. Com isso, SMILEY foi adotado por uma nova geração de ravers movidos a ecstasy. E isso começou naturalmente, com os primeiros DJs de música eletrônica, como por exemplo, Danny Rampling, que foi um dos primeiros a usar o símbolo em panfletos para festas. Com instinto empreendedor, Loufrani captou essa nova cultura abraçando seu símbolo. E aproveitou. Ele então, de forma incessante começou a procurar DJs, clubes e boates, para vender camisetas e bottons estampados com a carinha amarela. Simultaneamente, esse novo mercado desbravado por Loufrani impulsionou acordos de licenciamento com empresas de vestuário.
  

Depois de um relativo sucesso nas décadas anteriores, que tornou o símbolo mundialmente famoso, a popularidade do SMILEY despencou em meados dos anos de 1990, culminando com a diminuição de acordos de licenciamento e a consequente perda de relevância do símbolo da carinha amarela sorridente. Foi quando em 1996 o filho de Franklin, Nicolas Loufrani, se envolveu com os negócios em uma tentativa de modernizá-los - em uma época em que a empresa e o símbolo estavam sob risco de se tornar “irrelevantes”. Com experiência em marketing de artigos de luxo e de olho na revolução tecnológica, ele profissionaliza as ideias originais de licenciamento de seu pai (antes as empresas compravam a licença comercial e faziam qualquer produto imaginável, sem direção criativa de design ou branding) e funda na cidade de Londres a THE SMILEY COMPANY, registrando o símbolo e design do SMILEY em 70 países ao redor do mundo.
   

E para reverter esse cenário, Nicolas ainda pressentiu uma mudança maior acontecendo: a ascensão da internet e da tecnologia móvel. Com isso, no ano de 1997 ele criou variações da carinha original para o chamado Dicionário Smiley, uma espécie de primórdios dos emojis (elementos visuais que surgiram no Japão na década de 1990, com a criação de um conjunto de desenhos que pudessem ser utilizados em troca de mensagens instantâneas). Ele registrou centenas deles no escritório de patentes dos Estados Unidos e publicou vários deles em 1998 como GIFs. Nicolas Loufrani é, portanto, o primeiro a criar emoticons usando tecnologia, o que lhe garantiu o título de “pai dos emoctions”. Atualmente a família SMILEY possui aproximadamente 2.800 variações utilizadas diariamente por bilhões de pessoas em todo o mundo. Foi um grande renascimento para o SMILEY como marca, que voltou despertar interesse de muitos parceiros de negócios, o que ajudou a reconstruir o negócio. Isto porque, com o uso global cada vez maior de smartphones, a biblioteca emoticon criada pela THE SMILEY COMPANY recebeu uma vida nova, com iterações divertidas, expressivas e criativas do SMILEY que abriram um mundo de possibilidades de comunicação lúdica. Afinal a absorção universal de emojis significava que era usado diariamente por bilhões de pessoas, ajudando-os a se expressar usando uma nova linguagem. O grande sucesso foi que Nicolas conseguiu antecipar um futuro em que as pessoas usariam ícones reais para se comunicar.
   

Além disso, no início dos anos 2000, a empresa lançou o SmileyWorld - um universo que contém todas as suas novas criações - e os licenciou para empresas de telecomunicações da época, como por exemplo, Nokia, Motorola, Samsung, entre outras. Nessa época com a proliferação das hipercolaborações, o SMILEY foi adotado por grandes marcas do mundo da moda como uma forma de reorientar as mentes e reequilibrar os ânimos. Em 2005, a empresa anunciou a criação da Smiley World Association, mais tarde renomeada Smiley Fund, como um braço de caridade, para a qual doa 10% de seus lucros. A partir de 2010, a empresa duplica o seu compromisso de aprofundar a inteligência emocional, ao lançar o THE SMILEY MOVEMENT, para ligar marcas a instituições de caridade e agentes de mudança positivos de maneiras mais significativas.
  

Por volta de 2013, a empresa descontinuou seus esforços de produção interna, que haviam começado em meados dos anos de 1990 com participação em feiras de moda e até mesmo com a inauguração de lojas-conceito. Isto porque, aos poucos outras empresas e marcas começaram a abordar a THE SMILEY COMPANY para adquirir direitos de uso do SMILEY em seus produtos. Mas não é como se fosse um tempo mal gasto. Na verdade, o empreendimento fracassado ensinou o que é preciso para conseguir uma produção em larga escala. E o resultado desse “erro” de gestão e estratégia culminou em 2017 com o lançamento do SMILEY STUDIO, um veículo através do qual a empresa desenvolve suas próprias ideias e conceitos que podem ser apresentados a potenciais parceiros de licenciamento e colaborações. Mais recentemente, enquanto a pandemia de COVID-19 se espalhava e aumentava o medo e a incerteza sobre o futuro, o espírito desafiador e otimista da marca SMILEY foi revigorado: um farol de positividade, criatividade e colaboração para qualquer pessoa que procurasse conexão e inspiração.
  

Em 2022, a carinha com o sorriso mais famoso do planeta comemora 50 anos de sua criação (como marca registrada). E para isso preparou diversas ações, campanhas e lançamentos de produtos exclusivos. E o Brasil vem chamando a atenção da empresa THE SMILEY COMPANY de tal forma que foi um dos países escolhidos para hospedar as comemorações especiais de aniversário. Ao redor do mundo, instalações e lojas pop-up foram instaladas em locais de referência do varejo e da moda, como por exemplo, a Galeries Lafayette, em Paris; lojas de departamento prestigiadas como a Nordstrom (conheça essa história aqui) nos Estados Unidos e no Canadá; o Galleria, em Seul; além da Urban Outfitters em Milão, Londres e Copenhagen, entre outras.
  

Em solo brasileiro, as exposições temporárias (durante o mês de abril) foram instaladas no Shopping Cidade Jardim e no Shops Jardins, em São Paulo. Por lá, balões amarelos de até 1.5 m de diâmetro com o icônico SMILEY estampado decoravam os corredores e jardins dos dois shoppings. Também era possível comprar a coleção especial de aniversário da marca, com mais de 50 criações feitas por nomes relevantes da moda brasileira e internacional. Entre os itens, o livro “50 Years of Good News”, da Assouline, que reuniu notícias boas e otimistas das últimas cinco décadas; moletons, jeans, bolsas e até chapéus Karl Lagerfeld; chinelos da Havaianas (conheça essa história aqui); brincos Moschino, óculos Thierry Lasry e até cartas ilustradas da Copag (clique aqui para saber mais). Para o evento, também foram criados alguns ativos especiais, como uma Playlist SMILEY no Spotify, um filtro personalizado do Instagram, além de animações 3D para redes sociais e outras ativações on/off. E os planos para essa feliz comemoração ainda incluem o lançamento da sua primeira coleção de NFTs e uma grande campanha sobre sustentabilidade, cujo intuito é trazer conceitos sustentáveis para a indústria de licenciamento.
  

Ambicioso, autêntico e visionário, o plano da SMILEY para o futuro é desafiador e otimista. Por isso, em 2023 será lançada a “Future Positive” - uma campanha 360° que vai reunir as marcas mais inovadoras do mundo para uma mensagem, gama de produtos e planeta mais sustentáveis. Juntos, irão organizar uma coleção de produtos lifestyle sustentáveis de edição limitada, ativados por experiências de marca imersivas e oportunidades significativas de caridade. Parte da “Future Positive” irá contar com ativações nas lojas, incentivando as pessoas a doar, reciclar e reutilizar roupas.
   

Aproveitando sua rica herança, rede global e o poder do sorriso, a SMILEY vai continuar a liderar o mundo em direção a um futuro do qual todos realmente queremos fazer parte. Afinal, ser feliz e positivo em relação ao futuro não é apenas uma aspiração, mas neste momento culminante da história moderna, a felicidade é um direito e um roteiro. SMILEY tornou-se mais do que apenas um ícone ou marca - é um espírito e uma filosofia, um lembrete de quão poderoso um sorriso pode ser.
   

A máquina de marketing feliz 
Nos últimos 50 anos, SMILEY abraçou a positividade, a criatividade e a colaboração, inspirando otimismo voltado para o futuro em todo o mundo. Trabalhando em colaboração com marcas e varejistas líderes, como Louis Vuitton, Fendi, Desigual, Renault, Crocs, Eastpak, Fossil, Nutella, Nivea e Coca-Cola (clique no link de cada marca para conhecer suas histórias), SMILEY espalha positividade através de produtos de moda, acessórios, beleza, artigos para a casa, embalagens para alimentos, artigos de papelaria e entretenimento. Embora as taxas de royalties variem de acordo com o tamanho e o escopo da empresa, elas podem chegar a 10% do valor que um item é vendido. Com sede em Londres, a THE SMILEY COMPANY mantém uma equipe de 40 pessoas que constantemente vasculham o mercado em busca de tendências emergentes, e então simulam conceitos de SMILEY e os lançam para marcas. Ter essa exposição em toda a extensão da indústria da moda significa que o ícone do SMILEY é regularmente visto na maioria dos setores da sociedade por todos os tipos de pessoas.
  

De 15 anos para cá, Nicolas tem trabalhado de perto na modernização e reposicionamento da SMILEY, especialmente como uma marca de moda e lifestyle. Com isso, SMILEY se tornou tão famoso e reconhecido quanto o logotipo da Nike (saiba mais aqui) ou da Lacoste (conheça essa outra história aqui), e até mesmo alcançando a popularidade de Mickey Mouse. Sua ideia principal foi fazer parcerias com grandes designers e redes de fast-fashion, para criar uma marca que transitasse entre as varejistas de moda e as grifes de luxo. No portfólio, SMILEY tem coleções lançadas ao lado de designers como Ralph Simons e Jeremy Scott, varejistas do calibre da H&M e Zara (conheça essa história aqui), e grandes marcas esportivas, como Adidas, Puma e Champion. Ao todo, o segmento de licenciamento para a moda (considerando roupas, calçados, bolsas e acessórios) é a principal fonte de receita da THE SMILEY COMPANY, equivalente a 60% de seu faturamento. O restante vem de setores como o de alimentos e bebidas, itens para casa, beleza, editorial e brinquedos.
  

Nos últimos anos, SMILEY apostou em licenciamentos, parcerias e colaborações com inúmeras marcas e empresas, algumas das quais se tornaram um verdadeiro sucesso: 
Vittel: a Vittel (saiba mais aqui), marca líder de água mineral premium na Europa, lançou uma edição especial limitada, trazendo uma nova linha divertida diretamente para o varejo. Tudo apoiado por um programa de marketing 360°, incluindo; transmissão de TV, publicidade ao ar livre, in-store e ativações online. O resultado: quase 130 milhões de garrafas de água vendidas na Europa Central e Oriental e aumento de 11.5% nas vendas. 
Lee: a associação com a tradicional marca americana Lee (conheça essa outra história aqui) resultou no lançamento de coleções completas de jeans na China, Europa e Estados Unidos. O resultado: mais de 159 mil peças vendidas. 
McCain: as batatas congeladas com o formato e o sorriso do SMILEY se tornaram um verdadeiro sucesso no mundo inteiro. 
McDonald’s: a mais poderosa rede de alimentação do mundo lançou uma edição do McLanche Feliz toda baseada no universo SMILEY. 
Dunkin: a rede criou um donuts de banana recheado com creme de baunilha no formato da famosa carinha feliz.
  

Entre 2020 e 2021, SMILEY apostou com mais força no mercado brasileiro através de parcerias e colaborações com uma série de marcas nacionais renomadas – entre as quais Havaianas, Farm, Ana Capri, Reserva, Riachuelo, Renner (conheça essa outra história aqui), Hering (saiba mais aqui), Cotton On Brasil, Brinox, Monte Carlo e Cicero Papelaria - que criaram coleções exclusivas com o rostinho sorridente mais famoso do mundo como tema central.
  

Personagens da felicidade 
Como inovação é DNA dentro da THE SMILEY COMPANY, recentemente a empresa deu vida ao vasto arquivo de ícones do SmileyWorld de uma maneira nova e empolgante criando os THE SMILEYS. Esta evolução apresenta os ícones mundialmente famosos como novos personagens em um conceito único de colecionáveis de misturar e combinar que incentiva as crianças a criar seus próprios SMILEYS. Com mais de 100 milhões de combinações possíveis, os personagens apresentam uma grande variedade de humores e emoções, tornando infinitas as possibilidades de auto-expressão. Oferecendo um mundo totalmente novo, completo com personagens divertidos, locais emocionantes e histórias envolventes, o programa THE SMILEYS é a base perfeita para uma linha totalmente nova de oportunidades de extensão de marca. Tudo com suporte 360°, incluindo um comercial de TV, canal dedicado no YouTube, webisodes e site dedicado ao marketing de influenciadores.
  

O movimento feliz 
O SMILEY MOVEMENT é uma iniciativa sem fins lucrativos que visa enfrentar os grandes problemas da sociedade, combinando pessoas e organizações que podem resolver problemas com outras que precisam de soluções, por meio de uma rede social exclusiva. O objetivo é inspirar as pessoas a promoverem ações positivas através de notícias, conversas e parcerias de caridade. Por exemplo, com o SMILEY NEWS é proposta uma versão moderna da campanha original “Take the Time to Smile”, lançada por Franklin Loufrani em 1972, para falar sobre os heróis cotidianos que trabalham no setor beneficente. Através do SMILEY TALKS a empresa realiza eventos ao vivo no Reino Unido, incluindo entrevistas e painéis de discussão com oradores de caridade, ativistas e educadores que abordam problemas reais e promovem estratégias comprovadas. Já com os SMILEY CHARITY FILM AWARDS, a marca premia projetos extraordinários que demonstrem inovação, escalabilidade e impacto positivo. E por último o SMILEY METER, um widget divertido e interativo para inspirar sorrisos, no qual uma câmera captura a reação de uma pessoa e transforma o rosto em um SMILEY GIF engraçado.
  

Os slogans 
Take the Time to Smile. 
We Make The World A Happier Place™. 
The birth of a new universal language. (2001)
  

Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1 de janeiro de 1972 
● Fundador: Franklin Loufrani 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: The Smiley Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Nicolas Loufrani 
● Presidente: Franklin Loufrani 
● Faturamento: US$ 573 milhões (2021) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 60 
● Segmento: Licenciamento de marca e marketing 
● Principais produtos: Diversos 
● Concorrentes diretos: The Walt Disney Company, DreamWorks Animation, Warner Bros., Hasbro, Mattel, Nickelodeon, Sanrio, Marvel, DC Comics e Mauricio de Sousa Produções 
● Ícone: A sorridente carinha amarela 
● Slogan: Take the Time to Smile. 
● Website: www.smiley.com/pt-pt/ 

A marca no mundo 
Atualmente, a THE SMILEY COMPANY, um verdadeiro império global no segmento de licenciamento e marketing, fatura mais de US$ 500 milhões por ano (para ser mais preciso, em 2021 embolsou US$ 573 milhões) com produtos estampados com a simpática carinha amarela sendo vendidos em mais de 130 países ao redor do mundo. Anualmente são mais de 68 milhões de itens comercializados em diversos segmentos, como moda, acessórios, artigos para a casa, alimentos, artigos de papelaria e entretenimento. Com a criação de 15 mil novos produtos anualmente, a THE SMILEY COMPANY possui contratos de licenciamento com aproximadamente 450 marcas e empresas. Entre os mercados mais importantes para a marca estão a China e os Estados Unidos, seguidos de países europeus como Espanha, Reino Unido e Alemanha. Nos últimos 20 anos, SMILEY e suas variações foram estampadas em dezenas de milhares de produtos fabricados por mais de 800 licenciados e que geraram mais de US$ 1 bilhão em vendas no varejo. O SMILEY tem 97% de reconhecimento em todo o mundo “como um sinal de positividade”. 

Você sabia? 
SMILEY é considerado o “pai” (para alguns até “avô”) dos emojis, afinal antes dele não havia como expressar emoções através de um símbolo universalmente reconhecível. 
Ao longo de sua história, o SMILEY tem sido usado como logotipo na publicidade, expressão de moda no estilo hippie, modo de comunicação e um símbolo inconfundível de vida noturna - e sua popularidade é tão persistente quanto seu sorriso. 
Muitos acreditam que o emoji mais famoso do mundo surgiu na cena do filme “Forrest Gump”, de 1994, em que o personagem principal (interpretado por Tom Hanks) limpa a lama do rosto em uma camiseta amarela. Para completar, ele ainda diz a frase que se tornou um dos slogans do símbolo: “Have a nice day”. Só que tanto a carinha feliz como a própria frase já existiam. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand), Michel Campos (http://www2.eca.usp.br/cmc/monografias/MICHEL%20CAMPOS%20VELOSO.pdf) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/5/2022 

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