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29.2.24

LOTUS® BISCOFF®


Sabor único, formato icônico e mordida crocante. Para muitos, é a melhor companhia para uma xícara de café. Para outros, é um petisco irresistível sozinho. Para os belgas é um símbolo panificado. E para milhões de pessoas ao redor do mundo é conhecido apenas como Lotus® Biscoff®, um biscoito surpreendentemente crocante e adorado pelo seu sabor caramelizado único com um suave toque de canela. 

A história 
Tudo começou em 1932 quando um habilidoso padeiro belga chamado Jan Boone Sr., com a ajuda de seus irmãos - Emiel e Henri - inaugurou uma modesta padaria no vilarejo de Lembeke, cujo objetivo era criar produtos de alta qualidade com ingredientes naturais. Jan Boone resolveu criar então sua própria receita do Speculoos, um popular biscoito caramelizado - especialmente na época natalina - e tradicional na Bélgica, na Holanda e em algumas partes da Alemanha, feito originalmente com canela, gengibre, noz-moscada e outras especiarias. A receita única de Jan Boone, trazida à perfeição com ingredientes naturais cuidadosamente selecionados, resultou em deliciosos biscoitos caramelizados com um leve toque de canela, com sabor e textura sem igual. Jan resolveu batizar seus biscoitos com o nome de Lotus® Speculoos, em homenagem a “flor de lótus”, que simboliza pureza, assim como os ingredientes que ele utilizava na produção.
  

A partir de 1956, os irmãos Boone passaram a sugerir servir seus biscoitos caramelizados - já embalados individualmente - como acompanhamento de uma fumegante xícara de café para atrair novos clientes. Quase que instantaneamente o Lotus® Speculoos começou a fazer sucesso em cafés, restaurantes e hotéis da Bélgica, sempre acompanhado de uma boa xícara de café. Isto porque em termos de sabor, o café e o biscoito caramelizado tinham perfis de sabor complementares. Estava criado um hábito de consumo do produto, para muitos uma combinação perfeita, e uma feroz ferramenta de marketing explorada pela marca em sua comunicação como um verdadeiro ritual.
   

Logo depois, em 1960, o Lotus® Speculoos começou a ser distribuído nos países vizinhos, espalhando assim entre milhões de europeus, nos anos seguintes, o hábito de mergulhar o crocante biscoito da marca em uma xícara fumegante de café. Em 1980, a empresa começou a exportar e apresentar seus biscoitos caramelizados de sabor único ao mercado asiático, que nos dias de hoje é onde a marca mais cresce. Foi somente em 1986 que Lotus® Speculoos teve seu nome alterado para Lotus® Biscoff®. A troca de nome foi uma grande jogada de marketing baseada no popular hábito, para muitos ritual, de consumo dos biscoitos da marca com café. Não por acaso, Biscoff® era a combinação de “biscuit” (biscoito) e “coffee” (café). A nova nomenclatura da marca seria gradualmente introduzida em todos os países em que estava presente. Foi ainda na década de 1980, que várias companhias aéreas começaram a servir os irresistíveis Lotus® Biscoff® como um mimo a bordo. Essa ação fez com que os biscoitos caramelizados da marca belga ficassem conhecidos em outros continentes, especialmente na América do Norte.
  

A década de 1990 foi marcada pelas primeiras exportações para os Estados Unidos, conquistando lentamente os corações e paladares dos consumidores americanos. Em 1998, a Lotus Bakeries, proprietária do Lotus® Biscoff®, atingiu um novo marco em termos de volume de negócios, ultrapassando pela primeira vez os €100 milhões em faturamento, resultado do sucesso dos tradicionais biscoitos caramelizados. O início do novo milênio foi marcado pela primeira exportação de Lotus® Biscoff® para o Oriente Médio, ingressando assim em novos mercados. Nos anos seguintes, Lotus® Biscoff® tornou-se muito mais do que o companheiro preferido de uma xícara de café. Renomados chefs de todo o mundo começaram a usar o biscoito caramelizado como ingrediente para sobremesas deliciosas, como tiramisù e mousse.
  

Na Bélgica, os consumidores desenvolveram um hábito local muito particular e único. Durante décadas, eles colocaram seu biscoito favorito, Lotus® Biscoff®, no pão. Alguns usavam o biscoito inteiro, alguns esfarelavam, outros mergulhavam primeiro em uma bebida quente. Foi então que a empresa resolveu desenvolver uma pasta cremosa com o sabor dos deliciosos biscoitos caramelizados. E isto ocorreu, porque uma dona de casa belga criou a sua própria receita e inscreveu-a num concurso para um programa de televisão chamado The Inventors. Ela chegou à final e trabalhou em conjunto com a Lotus Bakeries para levar a pasta cremosa Lotus® Biscoff® à sua perfeição. Em 2008, finalmente a marca lançou no mercado a Lotus® Biscoff® Spread, uma cremosa e saborosa pasta para ser espalhada em fatias de pão, torrada ou bolo, e até mesmo como recheio de deliciosas sobremesas como brownies, mousses, bolos e muito mais. A novidade chegou ao mercado em duas variantes: com e sem pedaços crocantes de Lotus® Biscoff®. Desde então, Lotus® Biscoff® se tornou muito mais do que o companheiro favorito do café, mas uma enorme dor de cabeça e concorrente da italiana Nutella (conheça essa outra história aqui).
  

Em meados de 2010, em uma atitude inédita e através de uma parceria com a família Simmons, proprietária de restaurantes no PIER 39, atração turística da cidade de San Francisco que oferece aos seus hóspedes vistas deslumbrantes da Ponte Golden Gate e Alcatraz enquanto desfrutam de frutos do mar e comidas locais, foi inaugurado o Biscoff® Coffee Corner, um charmoso café que até hoje é o primeiro na América do Norte a servir um biscoito Lotus® Biscoff® grátis com espresso ou bebida derivada de café. O café temático do biscoito caramelizado mais famoso do mundo, oferece um cardápio repleto de cafés, bebidas derivados de café - quentes ou geladas - chás, smoothies de frutas e delícias como muffins, cookies, donuts, croissants e pães que levam como ingrediente os famosos Lotus® Biscoff®.
   

Em 2016, os Estados Unidos se tornam o maior mercado em termos de vendas da marca Lotus® Biscoff®. Tamanha importância, fez com que a empresa inaugurasse uma fábrica em solo americano no ano de 2019. Ainda esse ano, a marca lançou os primeiros sorvetes com o sabor de Lotus® Biscoff®, pronto para derreter muitos corações. Já no Reino Unido, foi lançado o Lotus® Biscoff® & Go, cuja embalagem prática, para comer em qualquer lugar, continha uma porção da pasta Biscoff® e mini palitos de pão para mergulhar na cremosidade dessa pasta irresistível. Investindo cada vez mais no segmento de clientes profissionais, em 2019 a marca lançou a cobertura Lotus® Biscoff®, uma pasta mais líquida em um prático frasco squeeze, sendo um acabamento ideal e fácil para gelados, panquecas, waffles, entre outros.
  

O ano de 2020 foi recheado - literalmente - de novidades quando a marca resolveu ampliar sua linha de produtos com o objetivo de atrair novos consumidores. Foram então lançados no mercado o Lotus® Biscoff® Sandwich, dois tradicionais biscoitos caramelizados (no formato redondo) com recheio de chocolate, baunilha ou pasta cremosa Biscoff®; e uma nova linha de chocolate Lotus® Biscoff® especialmente desenvolvida tendo o biscoito como base, oferecida em três variedades, chocolate ao leite com pedaços crocantes de Lotus® Biscoff® e chocolate ao leite/ou branco com recheio da pasta cremosa Biscoff® Spread.
  

O neto do fundador e atual CEO da empresa, Jan Boone, gerou indignação em outubro de 2020 quando anunciou planos de eliminar definitivamente o nome Speculoos. Em um tentativa de atrair um público mais amplo, ele quis substituí-lo pelo termo Biscoff® (uma contração de biscoito e café), considerando Speculoos muito difícil para um público internacional pronunciar. Até então, o Biscoff® era amplamente utilizado, mas Speculoos permanecia nas embalagens dos biscoitos na Bélgica, França e Holanda. Muitos consumidores belgas indignados apelaram a um boicote e foram criados grupos com a hashtag #JeSuisSpeculoos. Mais recentemente a marca tem investido em parcerias com grandes redes de alimentação - como McDonald’s (conheça essa outra história aqui), Costa Coffee, Krispy Kreme (conheça essa história aqui) e Cinnabon - que utilizam o tradicional Lotus® Biscoff® como ingredientes para a criação delícias por tempo limitado, como o McFlurry, donuts, muffins e outras sobremesas.
   

Tal como a cerveja, o chocolate, os waffles ou as batatas-frita, o Speculoos é um elemento básico da cultura gastronômica da Bélgica, um deleite artesanal transmitido de geração em geração e servido com café em bares, restaurantes e cafeterias de todo o país. E Lotus® Biscoff® se tornou um ícone e sinônimo para estes pequenos biscoitos caramelizados. Afinal, ninguém consegue resistir ao sabor único e à deliciosa crocância do Lotus® Biscoff®. Nem mesmo uma simples xícara de café.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O atual logotipo da marca foi adotado em 2023 e apresentou mudanças significativas como uma nova tipografia de letra mais grossa e arredondada nas extremidades, remetendo ao formato dos tradicionais biscoitos. Além disso, o logotipo da Lotus® foi diminuído para dar mais destaque a palavra Biscoff®, cuja letra “i” ganhou o formato do icônico biscoito.
  

O logotipo da marca Lotus® Biscoff® também pode ser aplicado em um fundo quadrado vermelho, como mostra a imagem abaixo.
  

As tradicionais embalagens do biscoito também ganharam um novo design, apesar de manter a faixa vermelha e o próprio biscoito como ativos mais importantes.
  

Os slogans 
Unique taste. Crunchy like no other. 
Every coffee wants a Lotus® Biscoff®. (2019) 
Every coffee needs a Lotus® Biscoff®. (2011)
  

Dados corporativos 
● Origem: Bélgica 
● Lançamento: 1932 
● Criador: Jan Boone Sr. 
● Sede mundial: Lembeke, Bélgica 
● Proprietário da marca: Lotus Bakeries NV 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Jan Boone 
● Faturamento: €500 milhões (2023) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Biscoitos, pastas cremosas e chocolates 
● Concorrentes diretos: Bahlsen, LU, Jules Destrooper, Biskit Butter, Little Bakes, Herco, Oreo, Trader Joe’s Speculoos e Nutella 
● Ícones: O formato retangular do biscoito 
● Slogan: Unique taste. Crunchy like no other. 
● Website: www.lotusbiscoff.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca Lotus® Biscoff® vende sua linha de produtos - biscoitos, pastas cremosas, sorvetes e chocolates - em mais de 100 países ao redor do mundo. Lotus® Biscoff® está entre as cinco marcas de biscoitos mais populares do mundo, faturando anualmente €500 milhões. Somente a fábrica de Lembeke, onde trabalham 440 funcionários, produz mais de sete bilhões de biscoitos por ano. 


Você sabia? 
Um único biscoito Lotus® Biscoff® tem exatas 32 calorias. 
A Lotus Bakeries ainda é uma empresa familiar, baseada em Lembeke na Bélgica e comandada pelo neto do fundador - Jan Boone - que possui o mesmo nome de seu avô. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 29/2/2024 

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2.4.13

LEONIDAS


Há mais de cem anos a marca LEONIDAS traz ao mercado a qualidade e a sofisticação de um dos melhores chocolates do mundo. Os chocolates da marca belga são feitos de maneira tradicional e com ingredientes de alta qualidade e frescos, como manteiga de cacau pura, cerejas francesas, avelãs turcas e amêndoas italianas, segredos que garantem o sabor marcante destas irresistíveis guloseimas. 

A história 
Tudo começou com Leonidas Georges Kestekides, um turco de origem grega nascido na Capadócia, que em 1900 se mudou para Nova York, onde trabalhou como confeiteiro por anos. Em 1910, fazendo parte da delegação americana, o ambicioso Leonidas participou da badalada World Fair em Bruxelas, onde apresentou suas deliciosas criações de confeitaria e pastelaria para mais de 13 milhões de visitantes. Depois de conquistar a medalha de bronze nessa feira, sua paixão pela Bélgica começou literalmente. Após se apaixonar por uma linda belga, de nome Joanna, com a qual ele se casaria pouco depois, Leonidas decidiu se fixar de vez no país, onde inaugurou em 1913 na cidade de Ghent uma sofisticada confeitaria, que além de vender doces, bolos e sorvetes, servia chá em um aconchegante salão.
   

A partir de 1922 alguns familiares se juntaram a ele no negócio, incluindo seu jovem sobrinho, Basilio. A união desta dupla provou ser perfeita, dando origem a uma gama de deliciosos bombons. A dupla utilizava ingredientes diferenciados como nozes, cremes frescos, manteigas e frutas, para a confecção de pralines - pequenos bombons de chocolate com recheios macios - bem elaborados, que rapidamente conquistaram o paladar dos exigentes belgas, acostumados com chocolates de altíssima qualidade. Pouco depois, em 1924, uma segunda confeitaria foi inaugurada na cidade de Bruxelas. Basilio e Leonidas foram recebidos em Bruxelas de braços abertos. À noite, Basilio preparava seus irresistíveis bombons em uma pequena oficina e pela manhã cruzava a cidade com um cavalo e uma carroça para vender as suas delícias a uma clientela fiel.
   

Em 1935, Basilio teve uma ideia brilhante: instalou na pequena oficina uma janela de correr virada para rua, onde os consumidores eram atendidos e servidos. Isso quebrou as barreiras entre os clientes e o chocolate de luxo. A prática permitiu que as pessoas pudessem comprar os doces rapidamente, tornando os chocolates refinados acessíveis ao público em geral. Basilio vendia até 35 kg de doces por dia diretamente da oficina de produção para o balcão, sem perder o frescor ou o tempo - e pela metade do preço dos seus concorrentes. Esta janela, batizada de “janela guilhotina”, se tornaria um ícone de todas as lojas da rede que seriam inauguradas nos anos seguintes. Em 1937, Basilio criou e registrou oficialmente a marca LEONIDAS para proteger seu produto. Como homenagem ao seu tio e suas raízes gregas, escolheu como símbolo a figura do guerreiro Leônidas I, conhecido como “O Rei de Sparta”.
   

Durante a Segunda Guerra Mundial, Basilio garantiu o abastecimento de cacau e açúcar suficientes para continuar a produção. Afinal, devido à guerra, o chocolate servia muitas vezes de alimento para as crianças naquele momento de racionamento de alimentos. Com a morte de seu tio no dia 20 de fevereiro de 1948, Basilio assumiu definitivamente o comando dos negócios. Em 1950, Basilio começou ampliar a pequena oficina e aumentou a produção de chocolates. Esta decisão tinha a intenção de manter os preços baixos, o que exigia um aumento da produção. Além disso, outro membro da família, Alexandros Kestekidis, inovou ao criar ferramentas para moldar o marzipã em formato de frutas. Ele também se encarregou do desenvolvimento de novas máquinas para automatizar a produção de bombons. Essas máquinas abriram caminho para a criação de novos sabores, ampliando a gama disponível.
   

Nos anos seguintes a reputação de suas delícias de chocolates não parou de crescer: as pessoas apreciavam o frescor, a qualidade e o gosto delicado de suas irresistíveis criações. Isto porque Basilio fazia questão de utilizar somente ingredientes frescos, como leite, creme e manteiga, entregues diariamente nas lojas. Vale ressaltar que, desde o início a marca não utilizava gordura vegetal para fazer seus chocolates. Até 1966 outras lojas foram inauguradas na cidade de Bruxelas, onde 100 gramas de chocolate custavam 10 francos belgas (nos dias de hoje, aproximadamente €0.25). Era um preço bastante acessível para chocolates de enorme qualidade. A primeira loja no conceito outlet foi aberta na cidade belga de Aalst, e a primeira franquia foi inaugurada na cidade francesa de Lille em 1969.
   

O enorme sucesso de seus chocolates fez com que muitos empresários batessem a sua porta para expandir o negócio para outras regiões e países, como por exemplo, Luxemburgo, Alemanha, Holanda, Londres - comercializados na sofisticada loja de departamento Harrods (conheça essa história aqui) - e Atenas. Mas Basilio não viveu para presenciar essa expansão internacional, falecendo no dia 2 de abril de 1970.
   

Em 1980, a LEONIDAS criou um de seus maiores clássicos: o Manon. Essa delícia originalmente consistia em nougatine e uma noz envolta numa camada de açúcar. Yanni Kesdekoglou, um dos membros da família, mudou a receita. Ele teve a ideia genial de substituir o açúcar derretido por chocolate branco . Naquela época, em nenhum outro lugar do mundo os pralinés eram feitos com chocolate branco. A noz foi então substituída por uma avelã porque era mais fácil torrá-la e permitia armazenar os bombons por mais tempo. Finalmente, ele substituiu a nougatine pelo conhecido creme de manteiga. A nova receita transformou o Manon da LEONIDAS em um enorme sucesso.
  

Até 1983 o preço do chocolate LEONIDAS era tabelado pelo governo Belga da mesma forma que o pão e o leite, sendo considerado um bem essencial acessível a todas as classes da população. A primeira loja nos Estados Unidos foi inaugurada em 1991 na cidade de Nova York. Nos anos seguintes a empresa ingressou no mercado asiático, onde se tornou líder em seu segmento. Em 2005 as lojas foram completamente reformuladas, ganhando um visual extremamente moderno, sofisticado e aconchegante, e marcando o desaparecimento da tradicional janela de guilhotina. Ainda esse ano a marca lançou um novo conceito de ponto de venda: Leonidas Chocolates & Café, instalado inicialmente nas cidades de Bruxelas e Viena. O local oferecia todas as delícias de chocolates da marca acompanhadas por cafés, chás e outros tipos de bebidas quentes e cremosas a base de chocolate.
   

No Brasil a marca belga desembarcou em meados de 2010 com uma loja na região dos Jardins em São Paulo, e quiosques em alguns shoppings. Mas a operação em solo brasileiro não obteve o rendimento e sucesso esperado e foi encerrada pouco depois. No dia 15 de novembro de 2013, o Rei Philippe da Bélgica anunciou a sua lista de fornecedores certificados para a casa real. A LEONIDAS foi premiada com um lugar nesta seleta lista pela sua qualidade excepcional e preços acessíveis. Em 2019, a marca lançou a linha LEONIDAS KIDS, composta por uma variedade de chocolates coloridos em formatos divertidos de animais. Desde outubro de 2021, a LEONIDAS passou a utilizar cacau sustentável para produzir seus chocolates.
   

Nas vitrines de suas sofisticadas lojas, de Paris a Roma, de Sidney a Tóquio, de Bruxelas a Nova York, é possível encontrar, além de chocolates em barra, bombons, trufas, marzipãs, delícias como: coupe praline croquant (taça de chocolate ao leite recheada com um turbilhão de praline ao leite e castanha-do-pará), truffe champagne (ganache de chocolate branco e ao leite com o autêntico champanhe, cobertura de chocolate amargo e açúcar em pó), acropole (chocolate ao leite, nozes e avelãs trituradas, sabor café); orangettes (tiras de laranja cristalizada cobertas com chocolate); bombons gelados com recheios inusitados, como mojito e piña colada; e algumas opções sem adição de açúcar como o ganache vanille (chocolate amargo e recheio de ganache, sabor baunilha).
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Apesar de manter o símbolo do guerreiro Leônidas, a tipografia da letra ganhou mais sofisticação e ares de modernidade. A última remodelação ocorreu em 2018, quando o logotipo apresentou uma nova cor (azul-escuro), um novo design para o icônico Leônidas (que passar a estar virado para à direita) e a incorporação do slogan The Preferred Belgian Chocolates.
  

O atual logotipo da marca belga também pode ser aplicado em branco sob um tradicional fundo azul-escuro, especialmente nas embalagens dos produtos.
  

Os slogans 
Leonidas, more than 100 years of shared delight. 
Creating moments of happiness for all. (2021) 
A box of happiness. (2019) 
La Boîte à bonheurs. (2019) 
Fresh Belgian chocolates. (2012) 
Just think of someone. (2006) 
The Preferred Belgian Chocolates. (1983) 
Leonidas, the blissful box. 
Share the joy. 
Let our chocolates become messengers of joy. 
The luxury of chocolate accessible to everyone.
  

Dados corporativos 
● Origem: Bélgica 
● Fundação: 1913 
● Fundador: Leonidas e Basilio Kestekides 
● Sede mundial: Nivelles, Bélgica 
● Proprietário da marca: Confiserie Leonidas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Philippe de Selliers de Moranville 
● Faturamento: €131milhões (2025) 
● Lucro: €20 milhões (2025) 
● Lojas: 1.400 
● Presença global: 40 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Chocolates premium 
● Principais produtos: Chocolates, bombons, pralines e marzipãs 
● Concorrentes diretos: Godiva, Lindt, Neuhaus, Ghiradelli, Guylian, Galler, Frey, Callebaut, Cailler e Corné Port-Royal 
● Ícones: A figura de Leônidas I (O Rei de Sparta) 
● Slogan: The Preferred Belgian Chocolates. 
● Website: www.leonidas-lovers.pt/ 

A marca no mundo 
Hoje em dia a LEONIDAS, uma das maiores marcas de chocolate da Europa, possui aproximadamente 1.400 lojas em mais de 40 países, com unidades emblemáticas em grandes cidades internacionais como Nova York, Londres e Bruxelas, e que oferecem diversas opções de pralinés, trufas, marzipãs, chocolates em barra, cookies, entre outras saborosas tentações. As delícias da marca belga também são encontradas nas prateleiras de sofisticados supermercados, lojas de departamento e casas especializadas. Os maiores mercados da marca - que fatura €131milhões anualmente (dados de 2025) - são a Bélgica e a França, onde estão localizadas mais da metade de suas lojas. 

Você sabia? 
 A LEONIDAS oferece mais de 100 tipos diferentes de seus tradicionais pralines. Como opção de presente, a marca oferece belas e sofisticadas caixas para embalar seus preciosos chocolates. 
 Todos os chocolates da marca são produzidos exclusivamente na Bélgica. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/6/2026 

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30.9.09

DUVEL


Uma cerveja única, de sabor inconfundível, produzida com cuidado e devoção, e que se tornou referência do estilo Belgian Strong Golden Ale. Assim é a DUVEL, não é apenas uma cerveja, mas uma experiência que atravessa gerações, mantendo-se fiel às suas raízes enquanto adota inovação. 

A história
A história começou exatamente no dia 12 de setembro de 1871 quando Jan-Léonard Moortgat, descendente de uma família de cervejeiros, juntamente com a mulher, Maria Hendrika De Block, construiu a cervejaria Moortgat no centro de Breendonck, uma pequena aldeia flamenca ao norte da cidade de Bruxelas. Era uma cervejaria familiar com a produção vendida somente no mercado local. Com perseverança, Jan-Léonard conseguiu conquistar uma clientela fiel para suas cervejas de alta fermentação, conhecidas como “Ale”. Quase na virada do século, seus filhos, Albert e Victor, assumiram os negócios. Albert virou o mestre-cervejeiro e Victor distribuía os produtos, utilizando para isso uma modesta charrete. Como muitas empresas, as cervejarias belgas sofreram nesse período. Os alemães confiscaram os tanques de cobre e os cavalos das cervejarias. Como não conseguiam comprar malte, era quase impossível produzir cerveja.
  

A história da cervejaria começou a mudar no ano de 1918, quando Albert viajou para a Escócia com o objetivo de obter uma amostra da cepa de levedura da cerveja McEwan’s, que seria empregada na produção de uma nova cerveja semelhante às inglesas, que eram muito populares nesta época entre os belgas. A nova cerveja foi lançada no mercado e recebeu inicialmente o nome de Victory Ale (em português “a Ale da vitória”) para celebrar o final da Primeira Guerra Mundial. A cerveja era diferente de tudo que era servido na Bélgica e sua produção inicial era bastante limitada.
   

Segundo a cervejaria, foi Van De Wouwer, um sapateiro local e amigo de Albert, que ficou surpreso com os aromas poderosos da cerveja e a descreveu como um verdadeiro diabo (“nen echten Duvel”, que em português significa algo como “que diabo de cerveja”), isto porque sua graduação alcoólica era extremamente alta, aproximadamente 8.5%. Deste fato, surgiu em 1923 o nome para a cerveja que passaria a ser conhecida como DUVEL (pronuncia-se “DOO-vul”), que significa “diabo” em neerlandês falado na Bélgica, particularmente na região de Flandres. Seja isso verdade ou não, a família Moortgat rebatizou a cerveja com um novo nome, dotando o produto de uma marca perigosa, atrevida e sedutora, que ajudaria a construir sua icônica reputação. Com isso, outras cervejarias belgas começaram a lançar suas versões para a mesma cerveja e algumas até mesmo as batizavam com nomes que também se aproximavam do significado da original, como por exemplo, Lucifer, Satan ou Belzebuth.
   

Durante muito tempo a DUVEL não foi a principal cerveja da empresa. A Moortgat tinha uma Pilsen conhecida como Bel Pils, que era o carro-chefe da cervejaria. Mas isso mudou após a Segunda Guerra Mundial, quando a terceira geração da família assumiu o controle da empresa. Os filhos de Victor - Leon e Emile - e de Albert - Bert e Marcel - foram os responsáveis pelo crescimento da DUVEL no segmento. Sob nova gestão, a cervejaria resolveu investir pesado na DUVEL, que foi exportada pela primeira vez em 1958 para a Holanda.
  

Na década de 1960 a cerveja original ganhou uma versão mais leve (graduação alcoólica de 7%), batizada de DUVEL GREEN e criada especialmente para um dos maiores festivais ao ar livre da Europa, apesar de muitos afirmarem que foi desenvolvida para agradar ao paladar americano. Fermentada apenas uma vez, o que a tornava um pouco mais leve, essa cerveja se tornou muito popular nos pubs belgas próximos à cervejaria. Essa versão foi renomeada como DUVEL SINGLE FERMENTATION (para melhor explicar que passa por apenas uma fermentação) e acabou descontinuada em 2020. No ano de 1966, a cervejaria fechou um contrato com a tradicional Carlsberg (conheça essa outra história aqui) para produzir e engarrafar a cerveja Tuborg. Esse contrato foi o primeiro passo para a cervejaria crescer e investir no sucesso internacional da DUVEL, que antes era mais conhecida apenas regionalmente.
   

A DUVEL original não tinha a mesma cor que apresenta hoje. Tinha uma cor âmbar, que lembrava as cervejas inglesas. Apenas em 1969, após uma mudança na formulação, foi que a cor ganhou os aspectos que mantém até hoje, com a utilização de maltes claros, que entraram para a receita da DUVEL devido ao sucesso de cervejas claras na época. Esta mistura resultou em uma cerveja com aparência clara e brilhante de uma Lager ou Pilsener, com a robustez e a complexidade de uma Ale, fazendo com que a DUVEL se tornasse referência para o estilo Belgian Strong Golden Ale. A partir da década de 1980 a cerveja foi introduzida no mercado americano e, nos anos seguintes, conquistou vários importantes mercados internacionais. No final da década de 1990, a quarta geração da família assumiu o comando e optou por um rumo decididamente internacional. Com isso, outra forte onda de internacionalização teve início a partir de 2000, com a exportação da DUVEL para países como França e Reino Unido.
   

No ano de 2006, a marca lançou uma edição limitada chamada DUVEL DISTILLED, baseada na cerveja original, mas destilada e envelhecida em barris de carvalho. Em 2007, os mestres cervejeiros da DUVEL resolveram fazer um experimento onde se adicionou uma terceira variedade de lúpulo (que todo ano é mudado, fazendo dela uma cerveja de safra) à sua versão original. O resultado foi uma cerveja mais densa, alcoólica (9,5%), com maior amargor e aroma especial. Batizada de DUVEL TRIPLE HOP, toda a produção foi vendida em apenas 3 dias. Em 2012, a marca resolveu ampliar a série Tiple Hop com o lançamento da DUVEL TRIPLE HOP CITRA, uma cerveja estilo Belgian IPA intensamente com notas refrescantes e cítricas, graças à adição de um terceiro lúpulo, Citra, proveniente do Vale Yakima, em Washington, Estados Unidos. Essa série ganharia mais uma versão em 2019 com a DUVEL TRIPLE HOP CASHMERE, cerveja que utiliza a variedade única de lúpulo Cashmere.
   

Em 2017, a marca resolveu apostar ainda mais no lançamento de cervejas de edições limitadas, como por exemplo, a DUVEL BARRED AGED, inicialmente envelhecida em barris de bourbon. Desde então, essa série limitada lançou vários lotes sazonais envelhecidos em diferentes barris de destilados, como rum e uísque irlandês. Em 2021, para celebrar o 150º aniversário da cervejaria Duvel Moortgat, a marca lançou a DUVEL 6,66, cerveja cujo nome é uma referência ao número diabólico 666. Para incorporar a ironia na receita, essa cerveja possui teor alcoólico de 6,66% e utiliza também seis diferentes lúpulos na preparação. E para atingir um corpo mais macio e cremoso a DUVEL 6,66 utiliza a adição de raspas de laranja e malte de trigo, algo que é inédito nas cervejas da marca. Com uma surpreendente refrescância e também na versão chope, essa cerveja se tornou um sucesso em muitos mercados internacionais. A mais recente inovação da marca, apresentada em 2025, é a DUVEL IMPERIAL BLOND, uma cerveja encorpada e robusta, com 10% de graduação alcoólica.
  

Ícone belga 
A DUVEL é uma cerveja peculiar: feita com maltes claros franceses, levedura derivada das cervejas tipo ales escocesas, e lúpulos Saaz-Saaz (tcheco) e Styrian Golding (esloveno) vindos do leste europeu. Somente a água utilizada em sua fabricação é belga. Tudo isso resulta em uma cerveja forte, dourada e encorpada, de amargor marcante, toques frutados e com lindíssima espuma densa e persistente. E graças ao alto teor de CO2, a cerveja tem um delicioso toque redondo no paladar. Assim é a DUVEL. Vale ressaltar que o processo exclusivo de fabricação da DUVEL, que leva cerca de 90 dias. A cerveja ainda é produzida com profundo respeito à receita original e aos períodos de maturação.
  

O ritual diabólico 
Uma das melhores coisas em se de degustar uma DUVEL é o ritual para servi-la. A tradicional tulipa (lembra uma taça de degustação de vinho) da cerveja, criada no final da década de 1960 e primeira a acomodar 330 ml (medida exata da bojuda garrafa da DUVEL), já é um espetáculo por si só. A temperatura deve estar aproximadamente 5°C para garantir a melhor percepção dos aromas e sabores da cerveja. Ao manipular a garrafa, deve-se tomar o cuidado para não misturar a levedura que está decantada no fundo. Este mesmo cuidado deve ser tomado ao servi-la na tulipa, deixando a levedura na garrafa com um pouco da cerveja (cerca de 1 cm), que a deixará mais turva e amarga. Este ritual serve para deixar a cerveja límpida e transparente. A formação de espuma impressiona pela densidade.
   

Em 2007, a marca deixou o ritual ainda mais divertido ao lançar a DUVEL COLLECTION, uma incrível coleção de tulipas customizadas por artistas de segmentos variados. Vale ressaltar que a propaganda mais famosa da marca é uma grande fotografia de sua icônica tulipa cheia até a borda com a espetacular cerveja dourada. Para a marca, a tulipa é uma ferramenta de marketing e um forte elo de ligação com o consumidor. Afinal, muitos deles somente bebem DUVEL se for nessa tulipa.
 

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação em toda sua história. Isto aconteceu em 2021, quando o logotipo apresentou o nome sem o leve contorno preto e o brazão foi substituído pela icônica tulipa da marca.
  

A marca também utiliza em sua comunicação o icônico D em estilo gótico vermelho, um elemento-chave para o reconhecimento da marca.
  

Com a adoção de uma nova identidade visual em 2021, a tradicional garrafa bojuda também teve seu rótulo modernizado, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Brewed to be Back. (2020)
Brewed to be lived. (2018) 
Slow brewed to perfection. (2016) 
90 days of pure craftsmanship. (2016)  
Different for a reason. (2013) 
Blonde beer Styles for intense moments. (2010) 
Repent tomorrow. (2005)
  

Dados corporativos  
● Origem: Bélgica  
● Lançamento: 1923  
● Criador: Albert e Victor Moortgat  
● Sede mundial: Puurs-Sint-Amands, Bélgica  
● Proprietário da marca: Duvel Moortgat Brewery S.A.  
● Capital aberto: Não  
● CEO: Michel Moortgat  
● Faturamento: Não divulgado  
● Lucro: Não divulgado  
● Presença global: 60 países  
● Presença no Brasil: Sim  
● Segmento: Cervejarias  
● Principais produtos: Cervejas  
● Concorrentes diretos: Chimay, St. Bernardus, Tripel Karmeliet, Westmalle, Rodenbach, Delirium, Moinette, Stella ArtoisLeffe  
● Ícones: A garrafa bojuda  
● Slogan: Brewed to be lived.  
● Website: www.duvel.com  

A marca no mundo  
Atualmente a DUVEL é exportada para mais de 60 países, sendo a marca mais importante do grupo cervejeiro Duvel Moortgat. A produção anual da DUVEL é superior a 290.000 hectolitros e tem como principais mercados Estados Unidos, Bélgica, Holanda, França e Reino Unido.  

Você sabia?  
 Devido à alta utilização do CO2 em sua formulação, a DUVEL original não é comercializada em barris e não é pasteurizada.  
A DUVEL foi e sempre será a cerveja do “Gentsche Fieste”, o maior festival folclórico da Europa. 
No muro da Cervejaria Moortgat na Bélgica está pintada a frase “Ssst… hier rijpt den Duvel” (algo como “Silêncio, o diabo está amadurecendo aqui”). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 15/10/2025 

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10.8.08

NEUHAUS


Seus chocolates dos mais variados tipos são capazes de derreter olhares através de um visual atrativo e dar água na boca. Até de quem não é guloso ou chocólatra assumido. Há mais de 160 anos, classe e elegância são sinônimos da mais exclusiva marca belga de chocolates, a NEUHAUS. Tudo é de extremo bom gosto e para quem tem dinheiro para gastar. Mas o investimento é altamente recompensado pela excelência do chocolate. Afinal, a cultuada marca belga tem paixão em criar o melhor dos prazeres derivado do cacau para seus séquitos. 

A história 
Fundada em 1857 pelo suíço Jean Neuhaus, em sociedade com seu cunhado, a luxuosa marca NEUHAUS começou como uma modesta farmácia, onde eram produzidos “medicamentos que estavam mais para doces”, indicados para o tratamento de alguns males como tosses e dores no estômago. Isto porque o farmacêutico Jean utilizava chocolate para fins medicinais com o objetivo de tornar os medicamentos mais aceitáveis e palatáveis, como as pílulas envolvidas em finas camadas de chocolate para facilitar principalmente o tratamento das crianças. O pequeno estabelecimento produzia na época xaropes, alcaçuz e pastilhas para combater a tosse. Pouco depois passou a oferecer também licores, marshmallows e barras de chocolate amargo. O lugar escolhido para montar o pequeno negócio foi a prestigiada Galeries Royales Saint-Hubert, no centro de Bruxelas, na Bélgica.
   

Mas, quando o filho de Jean, Fréderic aprendeu as técnicas belgas de confeitaria, o negócio começou a mudar de rumo. Por volta de 1895, a farmácia foi convertida na primeira e mais refinada chocolateria da cidade, adotando o nome de Confiserie et Chocolaterie Neuhaus-Perrin, e onde era possível encontrar caramelos, geleias e barras de chocolate deliciosas. Em 1912, a marca (na verdade o neto do fundador, Jean Neuhaus II) criou os primeiros chocolates recheados: os famosos pralines, espécie de bombom com casca dura. A casca de chocolate criada era suficientemente resistente para comportar líquidos e cremes no seu interior. A novidade rapidamente se transformou em um enorme sucesso na Bélgica, transformando-se em uma mania nacional e paixão dos estrangeiros que visitavam o país.
   

Quantidade e qualidade eram dois conceitos centrais para a NEUHAUS na época. Mas não era só. A inovação ao longo dos anos não incidiu apenas nas formas de produção e matérias-primas de qualidade excepcionais. Por exemplo, em 1915, Louise Agostini, mulher de Jean Neuhaus II, neto do fundador, inventou o Ballotin (imagem abaixo), a famosa caixa (inicialmente na cor verde e ouro com a letra N gravada) para acomodar os frágeis pralines, uma solução para substituir os tradicionais sacos que não armazenavam corretamente o delicado produto, que corria o risco de ser esmagado e amassado durante o transporte. A partir desse momento surgiu então a ideia de transformá-la em luxuosas caixas para presentes que a NEUHAUS explora até os dias de hoje como um dos principais atrativos da marca. Desde então, o mundo passou a consumir chocolate de outra maneira e a NEUHAUS consolidou-se como uma das referências no produto de alta qualidade quando o assunto é chocolate.
  

Logo após o término da Primeira Guerra Mundial a empresa começou a se desenvolver com maior rapidez e a marca se tornou extremamente conhecida em boa parte da Europa. A técnica na produção dos pralines foi aperfeiçoada ao longo dos tempos e novas delícias foram criadas, como por exemplo, em 1937 quando surgiu o Bonbon 13, que combinava um creme escuro de avelã com um toque de rum; e o Astrid (creme de gianduia coberto com açúcar cristalizado), em homenagem a Rainha Astrid, tão amada pelo povo belga. A família Neuhaus, especialmente Adelson De Gavre, soube utilizar o marketing muito bem a favor de seus chocolates. Foi então, que na Exposição Universal de Bruxelas, realizada em 1958, a marca apresentou os pralinés Caprice (recheio de nougatine de baunilha com nata) e Tentation (recheado com nougatine de café), dois produtos que se tornariam ícones da marca belga.
   

Depois foi só puxar pela imaginação e fazer nascer inúmeras variantes (atualmente existem mais de 60 tipos) e novos recheios dos irresistíveis pralines: gianduia (mistura de chocolate com creme de avelã), trufas, frutos secos, avelãs, amêndoas, marzipã e até um que leva flor e essência de violeta. Entre as mais famosas versões, criadas em 1959 e em 1960, estão os pralines Baudouin, Fabiola, Albert e Paola, todos desenvolvidos por ocasião do casamento dos dois casais da família real belga, sendo que cada um deles foi batizado com o nome dos noivos.
   

Durante a década de 1960 várias outras butiques da marca foram inauguradas fora da cidade de Bruxelas. Na década seguinte a NEUHAUS iniciou um forte período de expansão no mundo, inaugurando luxuosas lojas nos Estados Unidos, Canadá, Japão, e até em Guadalupe e na Colômbia. Além disso, utilizou toda experiência para criar novos produtos como a linha pastries (que inclui os famosos e deliciosos “macarons”, pequenos bolinhos granulados e comumente produzidos sob forma arredondada de 3 ou 5 cm de diâmetro), caramelos, torrones, paillette (pequenas tirinhas de laranja recobertas de chocolate), Amusettes (bombons retangulares de chocolate recheados com caramelo, café, biscoitos, entre outras delícias) biscoitos, sorvetes e o ChocoSpresso, uma espécie de “café espresso” feito com o tradicional chocolate da marca.
  

Em 2000, a empresa foi reconhecida como fornecedor oficial da casa real belga, tudo graças à tradição, qualidade e o prestígio das suas deliciosas criações que utilizam ingredientes de primeira qualidade para criar sensações únicas. Foi também nesse mesmo ano que a marca inaugurou sua primeira loja no Brasil (a marca chegou a ter outras lojas no país, mas todas foram fechadas). Nos anos seguintes a marca apresentou várias novidades, como por exemplo, Lady Chefs Box, uma luxuosa caixa com deliciosos 18 pralines criados por nove badaladas chefs de cozinha que mostraram sua paixão pelo chocolate com a utilização de recheios que levavam ingredientes refinados e exóticos. Em 2012, a marca belga comemorou os 100 anos da invenção do praline. Para isso criou a The Precious Collection, uma nova linha de pralines em formatos diferentes, que mais parecem pequenas joias.
  

Uma das mais recentes novidades da marca belga, lançada em 2021, é o Chocolate Duets, que proporciona a oportunidade dos consumidores criarem pralines personalizáveis. A embalagem contém 36 chocolates, sendo seis coberturas deliciosas para combinar com uma das seis bases de chocolate. As seis coberturas permitem desfrutar de um recheio cremoso de praline ou ganache coberto com chocolate branco, ao leite ou amargo, com um toque de amêndoa, avelã ou noz-pecã; enquanto os ganaches dão um gostinho de uma mistura de creme e chocolate da Venezuela e da Costa Rica. Já as seis bases de chocolate dão um toque aromático específico ao dueto personalizado. Estimulam os sentidos com sabores como chocolate branco com framboesa, lima e limão ou baunilha de Madagáscar, chocolate ao leite com gengibre, chocolate amargo com café ou chocolate branco e ao leite com caramelo. E quem quiser compor seu dueto personalizado com um pouco mais de consciência, encontra um folheto na embalagem que o guiará pelas diferentes combinações de sabores com base em alguns princípios de harmonização de alimentos.
  

A NEUHAUS também é reconhecida por suas embalagens de presentes requintadas e criativas. E não se pode esquecer que a NEUHAUS é patriota. A marca tem a tradição de lançar coleções de chocolates e embalagens inspiradas em famosos personagens belgas. Surgiram assim as coleções SMURFS (personagens criados em 1958 pelo ilustrador belga Pierre Culliford), com bombons nos formatos de vários dos simpáticos seres azuis e até caixas no formato das casinhas da vila comandada por Papai Smurf; e TINTIN (as aventuras do repórter e seu felpudo cachorro foram criadas pelo belga Hergé, e publicadas pela primeira vez em 10 de janeiro de 1929), com caixas quadradas de metal - em cores diferentes (amarela, roxa e azul) - repletas de deliciosos chocolates e estampadas com imagens das histórias “O Caranguejo das Pinças de Ouro”, “O Segredo do Licorne” e “O Tesouro de Rackham, o Terrível”.
  

As luxuosas butiques 
A partir de 2018 todas as lojas (ou butiques como são chamadas) da NEUHAUS ganharam um novo conceito e design de ambientação para acompanhar a nova identidade visual e posicionamento da marca. A decoração mais sofisticada inclui cores mais neutras. A elegância e o estilo, clássico com toques de modernidade, predominam nas lojas, decoradas com mobiliário discreto e elegante, além de iluminação moderna e detalhes na nova cor da marca, o cobre. No balcão, estão expostos as inúmeras e deliciosas opções de pralines belgas, que de requintados mais parecem joias, mas são vendidos por quilo, que facilmente rompem a cifra de US$ 100. O alto preço tem uma explicação: tudo é feito com 100% de manteiga de cacau, o que encarece o produto. As lojas também oferecem diversas opções de presentes em embalagens sofisticadas, que vêm acompanhadas da melhores delícias de chocolate da marca. Em algumas butiques existem mesas, perfeitas para sentar e saborear um café espresso, chocolate quente ou deliciosos sorvetes, e se preferir, tudo acompanhado de um praline de primeira qualidade.
   

O cuidado na produção 
Todos os chocolates da marca são produzidos inteiramente na Bélgica e com alto grau de cuidados e qualidade. Entre os cuidados da NEUHAUS na fabricação de seus chocolates está a escolha dos ingredientes. O leite, por exemplo, vem da Escócia. As amêndoas são portuguesas e as avelãs da região italiana de Piemonte. Todos os chocolates têm escrito em sua embalagem o país de procedência do cacau, como por exemplo, Venezuela, Madagascar, Ilha de São Tomé, que são considerados os melhores produtores do mundo. Mas a NEUHAUS tem sua própria fazenda de cacau no Equador. Afinal, 25% de seus chocolates são produzidos com cacau dessa fazenda própria. Nessa fazenda a empresa aplica amplos princípios de sustentabilidade e de onde 36% de todos os grãos de cacau que utiliza são produzidos. A marca também oferece uma grande variedade de chocolates com maior concentração de cacau, que varia de 55% a 80%. São mais amargos e mais saudáveis.
  

Os artesãos e chocolatiers representam a alma da NEUHAUS, onde a qualidade está no centro de sua abordagem. A NEUHAUS é conhecida pelo rigor na produção, no transporte e na armazenagem. Para ter uma ideia, os pralines que são exportados para várias países chegam de avião em caixas climatizadas e são acondicionados a exatos 18 graus. Do aeroporto, só são transportados à noite para conservar a cor e o sabor inalterados. Todas as lojas e pontos-de-venda da NEUHAUS no mundo dividem o que é produzido na Bélgica e carregamentos chegam semanalmente para garantir o estoque e a vontade dos vorazes clientes.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por alterações ao longo dos anos. O tradicional logotipo, que continha um N (dentro de um círculo) e utilizava a cor verde-escura, foi substituído. Com isso a identidade visual da marca ganhou simplicidade, sofisticação, uma nova tipografia de letra mais refinada e nova cor (marrom). Depois de passar por mais uma modernização em 2016, a marca apresentou um logotipo completamente remodelado em 2018: nova tipografia de letra (agora toda em maiúscula e inspirada na original que adornava a farmácia da Galeries Royales Saint-Hubert, onde tudo começou em 1857) e uma nova cor (cobre). A identidade visual também apresentava abaixo do nome a expressão “Belgium 1857”.
    

Apesar de utilizar apenas o nome NEUHAUS em seu logotipo, a marca belga ainda emprega na decoração de suas lojas, na comunicação, nas embalagens e até mesmo grafado em seus chocolates, o tradicional N dentro de um círculo, que já chegou a fazer parte de sua identidade visual, e ao longo dos anos se transformou em um ícone de reconhecimento para seus consumidores.
  

Os slogans 
World of Wonder. 
Inventor of the Belgian Praline. 
Créateur Chocolatier. 
In Belgium praline means fine chocolate and Neuhaus means the finest Praline.
  

Dados corporativos 
● Origem: Bélgica 
● Fundação: 1857 
● Fundador: Jean Neuhaus 
● Sede mundial: Vlezenbeek, Bélgica 
● Proprietário da marca: Neuhaus N.V. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ignace Van Doorselaere 
● Faturamento: €150 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 90 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Chocolates 
● Principais produtos: Pralines, chocolates e bombons 
● Concorrentes diretos: Godiva, Leonidas, Guylian, Valrhona, Callebaut, Caffarel, LindtCailler, Pierre Marcolini, Corné Port-Royal, e La Maison du Chocolat 
● Ícones: Os pralines e as caixas Ballotin 
● Slogan: Inventor of the Belgian Praline. 

A marca no mundo 
A NEUHAUS, mais antigo e prestigiado produtor belga de chocolate, vende seus deliciosos e irresistíveis chocolates (+ de 2.500 toneladas anualmente) através de 90 luxuosas butiques espalhadas por mais de 10 países como Bélgica, Estados Unido, Reino Unido, Marrocos, França, Alemanha e Holanda. Além disso, seus produtos são vistos em abundância em mais de 1.000 pontos-de-venda pelo mundo, incluindo as mais badaladas lojas de departamento e vários dos principais aeroportos internacionais em mais de 50 países. 

Você sabia? 
A NEUHAUS tem sua sede em Vlezenbeek, localizada a 20 km da cidade de Bruxelas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/6/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/