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14.6.22

LOEWE


O artesanato é a essência da LOEWE, uma marca de luxo espanhola que conquistou ricos pelo mundo afora com sua centenária e rica história repleta de criações exclusivas e desejadas de bolsas e artigos de couro. Ao longo dos mais de cem anos, a qualidade, os designs únicos e a exclusividade tornaram a LOEWE um verdadeiro ícone da moda de luxo, adotada por nomes como Sarah Jessica Parker, Demi Moore e Jennifer Lopez. 

A história 
A marca tem suas origens no ano de 1846, quando um grupo de artesões espanhóis estabeleceu uma modesta oficina de couro no centro comercial da cidade de Madri. A esse grupo, se juntaria anos mais tarde, Heinrich Loewe Rössberg, um artesão alemão, que desde cedo uniu sua paixão pela cultura espanhola com a tradição dos artesãos especializados em couro, para de forma manual e precisa criar e fabricar produtos elegantes e sofisticados. Ele rapidamente assumiu o comando da pequena oficina e consolidou sua operação. Em 1872, o artesão, então conhecido como Enrique Loewe (seu nome espanhol), transformou a oficina em uma loja de artigos de couro e criou a marca E.LOEWE. Vinte anos depois, em 1892, a loja mudou-se para a Calle del Príncipe, também em Madri. Naquela época sua clientela já era formada pelas personalidades mais importantes do país, políticos, industriais e aristocratas, atraídos pela primeira loja de luxo, com vitrines e cartazes coloridos e modernos. Foi também neste momento que a marca começou a ganhar notoriedade junto ao público em geral.
  

Em 1905, quando Enrique Loewe Hilton estava à frente da Casa Loewe, o Rei Alfonso XIII (cuja mulher, a rainha Vitória Eugênia, visitava frequentemente a loja da marca na Calle del Príncipe) concedeu à empresa familiar o título de Fornecedor da Casa Real, o que garantiu a marca uma áurea de exclusividade e luxo ainda maior. Com isso, a marca começou a crescer rapidamente e a alcançar grande notoriedade entre os espanhóis. Nesta época, uma bolsa em couro de iguana, crocodilo ou cobra da LOEWE, tornou-se o símbolo máximo de elegância e refinamento. Cinco anos depois, em 1910, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Barcelona. Mas seria somente em 1923 que a marca continuaria a expandir sua rede de lojas ao inaugurar mais unidades na capital espanhola.
   

No ano de 1934, Enrique Loewe Knappe assumiu o comando da empresa e deu início a uma era de expansão da marca espanhola, que continuou a inaugurar novas lojas pelo país. O primeiro grande sucesso da marca surgiria em 1945, quando o designer Pérez de Rozas criou modelos de bolsas “Boxcalf”, que logo se tornaram clássicos da LOEWE e foram responsáveis pela marca ganhar fama internacional. Em 1959, a LOEWE inaugurou uma nova loja na Rua Serrano em Madri e, em 1963, uma unidade na cidade de Londres. A década de 1960 foi de suma importância para a marca. Afinal, a chegada das produções cinematográficas a Espanha teria uma relevância especial para a difusão da LOEWE. Personalidades proeminentes como Ava Gardner, Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Sophia Loren e até o escritor Ernest Hemingway se apaixonaram pela marca espanhola.
   

Na década de 1970, a LOEWE resolveu ingressar no segmento da moda feminina prêt-à-porter, lançando sua primeira coleção de roupas, além de criar seus primeiros lenços. A ampliação de seu portfólio teve continuidade em 1972 com o lançamento da primeira fragrância da marca sob o nome L Loewe. No ano seguinte, a marca começou a fortalecer sua internacionalização com a inauguração da sua primeira loja no Japão, o que resultaria em uma grande expansão pelo continente asiático nos anos seguintes. Pouco depois, em 1974, surgia a Coleção Ante-Gold, desenhada por Dario Rossi. No final desta década, em 1979, foi lançada a coleção Napa, desenhada por Renzo Zengiaro, cujo conceito de bolsa armada foi substituído pela bolsa quase sem estrutura. E esta década ainda foi marcada pelo surgimento de outro ícone da LOEWE: a bolsa Flamenco, cuja característica é ser fechada com puxadores de cordão, finalizados em seus característicos nós enrolados.
  

Somente em 1983, a LOEWE inaugurou sua primeira loja em solo americano, uma unidade de três andares localizada na Trump Tower em Nova York. O ano de 1985 foi marcado pelo lançamento de um grande sucesso: a fragrância Aire Loewe, que até os dias de hoje continua uma das mais populares entre os espanhóis. Outra novidade ocorreu em 1986, quando a LOEWE inaugurou em Madri sua primeira loja dedicada exclusivamente ao público masculino, que oferecia jaquetas de couro, maletas e pequenos artigos de couro, além de lenços e gravatas de seda nas cores ricas e vibrantes da Espanha. Em 1987, a marca lançou outro perfume de sucesso: Esencia de Loewe. Hoje em dia, com espírito que transita entre a tradição e a inovação, a LOEWE traz para suas fragrâncias femininas e masculinas um lugar privilegiado e de luxo no mundo dos perfumes.
   

Durante a comemoração do seu 150º aniversário, em 1996, a LOEWE foi adquirida pelo conglomerado de luxo LVMH, proprietário de marcas com Moët & Chandon (conheça essa outra história aqui), TAG Heuer e Louis Vuitton (saiba mais aqui), o que lhe conferiu uma dimensão muito mais global. Em 1997, já sob administração do conglomerado francês, o estilista Narciso Rodríguez assumiu a direção criativa da coleção feminina de prêt-à-porter e, em 1998, a LOEWE desfilava pela primeira vez em Paris. Nos anos seguintes, passaram pela LOEWE dois diretores criativos, José Enrique Oña Selfa (2000-2007) e Stuart Vevers (2008-2013). Durante o comando de Vevers, a marca reduziu sua participação no segmento de moda prêt-à-porter para se concentrar em bolsas e acessórios em couro. Já no Brasil, a marca espanhola, conhecida por suas bolsas de couro e sua moda de altíssima qualidade, chegou em 2011 apresentando primeiramente as suas sofisticadas fragrâncias. Além disso, a LOEWE investiu em marketing ao contratar a famosa atriz Penélope Cruz como imagem oficial e global da casa madrilenha.
  

O capítulo mais recente da rica história da marca espanhola foi marcado pela nomeação em 2013 de Jonathan Anderson como diretor criativo, que trouxe uma visão contemporânea para a centenária LOEWE. Até então, Jonathan era o típico jovem estilista em ascensão nas passarelas britânicas e chamava atenção pela estética ousada. Mais que lançar outros modelos de bolsas para fazerem companhia à desejada Amazona, um dos ícones da marca espanhola e que ganhou novas versões sob seu olhar, a missão de Anderson era criar um guarda-roupa completo e desejável para acompanhar os aclamados acessórios da grife. E desde que assumiu o comando, o talentoso estilista e designer irlandês liderou um grande rejuvenescimento da LOEWE, mas sem perder a principal essência da marca: o trabalho artesanal.
   

Por meio de um redesenho da identidade da marca, uma articulação moderna de seu compromisso com o artesanato e uma série de coleções femininas e masculinas aclamadas pela crítica e por influenciadoras de moda, a LOEWE ganhou ainda mais destaque como uma força cultural influente e uma marca global de luxo e exclusividade. Em 2015, a marca lançou mais um de seus sucessos: Puzzle, bolsa composta por peças de couro trançado cortadas em diferentes formatos geométricos. A reconhecível bolsa Puzzle desempenhou um papel fundamental no atual sucesso da LOEWE, tornando-se uma “It Bag” usada por personalidades como Beyoncé e a modelo Elsa Hosk. Mais recentemente, em 2019, a marca apresentou na Semana de Moda de Paris seu primeiro desfile de moda masculina.
  

Atualmente, sob a direção criativa de Jonathan Anderson, a LOEWE se tornou uma marca cultural com identidade prismática, conectada aos campos da arte, natureza, artesanato e cultura popular. O ponto de vista é inesperado; a execução é feita à mão, com um toque intensamente humano e sensorial. O envolvimento vem em várias formas, definindo uma mentalidade eclética e de espírito livre.
   

O estilo único 
Se há algo que distingue a LOEWE, é a sua capacidade de quebrar estereótipos. E justamente por isso a marca tornou-se parte importante de muitos movimentos culturais e sociais. Exemplo disto é a famosa bolsa Amazona criada em 1975 por Darío Rossi e inspirada nas guerras da mitologia grega, símbolo do empoderamento feminino que marcou um antes e um depois na história da LOEWE. Referência na Espanha pós-ditatorial, o modelo Amazona foi visto como um ícone da nova era do país, pois tinha ares mais leves, com matérias-primas mais flexíveis e confortáveis. Hoje, o modelo possui mais de 60 composições diferentes, entre cores e materiais. Além disto, a marca contou com o apoio de grandes personalidades como Ava Gardner, um ícone do século XX. Tamanha foi a sua influência que a bolsa comprada pela atriz tornou-se um dos seus produtos mais procurados e desejados.
  

Desde a sua fundação, até os dias atuais sob a direção criativa do talentoso Jonathan Anderson, a LOEWE sempre foi liderada por um foco obsessivo no artesanato e experiência inigualável com couro, que remonta aos seus primórdios, o que resulta em uma abordagem artesanal de design e fabricação. Esses valores fundamentais são refletidos em tudo o que a marca cria e faz - à medida que cresce, internacionaliza e cria objetos de desejo contemporâneos. Por toda essa atenção aos detalhes, há mais de um século a LOEWE é ícone do luxo da aristocracia espanhola e a cada dia inova para manter o desejo de seus consumidores e a perfeição em suas criações.
  

Baseados na principal oficina em Madri, que permanece em operação até hoje, os mestres artesãos combinam seu conhecimento artesanal acumulado com novas tecnologias e formas inovadoras de pensar para produzir objetos de desejo verdadeiramente modernos. O couro utilizado na produção passa por análise criteriosa de uma equipe de especialistas que avaliam se estão em perfeito estado antes de se transformarem nas incríveis bolsas e objetos da marca espanhola.
  

A loja conceito 
No final de 2016, foi inaugurada a Casa Loewe Madrid, a primeira flagship store da marca e que apresentou seu novo conceito de varejo. Localizada no bairro Salamanca em Madri e instalada no piso térreo da sede da empresa em um edifício histórico do século 19, a flagship store tem muito mais a oferecer do que somente roupas e acessórios de luxo. Afinal, o espaço foi projetado para criar uma conexão mais próxima ao seu consumidor. Denotando um lugar de luxo, intimidade e cultura, a flagship store foi projetada para se sentir como a casa de um colecionador de arte sofisticado, onde as coleções da LOEWE são intercaladas com arte, artesanato e design. São mil metros quadrados que prometem uma experiência de compra diferente; o de um espaço altamente refinado, pessoal e cultural a ser explorado como uma residência privada. A Casa Loewe, além de expressar impecavelmente o lifestyle e conceito da marca, traz um ambiente mais relaxado e descontraído para os clientes, estando em constante diálogo com Madri e seu estilo espanhol boêmio de ser.
   

Os expositores vão mesclando-se com pinturas, esculturas e plantas. Várias obras de arte dentro da loja ganham destaque como decoração e dão um ar mais “cool” e despojado para o ambiente. Muito concreto e tons claros são usados para decorar o interior da loja e cubos expositores fazem composições com diferentes materiais como palha, pedra e acrílico. Além disso, os vendedores vestem um uniforme especial: calças e batas brancas feitas em linho branco, agregando ainda mais esse mood descontraído que somente a LOEWE tem a oferecer. O conceito da Casa Loewe também foi implantado em unidades na cidade de Tóquio, Londres e Singapura.
  


A pronúncia do nome 
Dado sua herança espanhola, seria totalmente perdoado supor que o nome LOEWE, e a forma como é pronunciado, deriva do castelhano. Mas a verdadeira proveniência do nome remonta à Alemanha. É uma marca espanhola com nome alemão. Dito isto, em alemão o “w” têm som de “v”, por isso, apesar da tentação de o dizer foneticamente, a pronúncia correta é de fato “lo-é-ve”.
  

Luxo e cultura juntos 
A LOEWE FOUNDATION foi estabelecida como uma fundação cultural privada em 1988 por Enrique Loewe Lynch, um membro da quarta geração da família fundadora da marca. Atualmente a Fundação continua a promover a criatividade, apoiar programas educacionais e salvaguardar o patrimônio nas áreas da dança, poesia, fotografia, arte e artesanato. A fundação é responsável pelo LOEWE FOUNDATION Craft Prize, uma premiação criada em 2016 e que visa reconhecer e apoiar artesãos internacionais de qualquer idade (acima de 18 anos) ou sexo que demonstrem uma capacidade excepcional de criar objetos de valor estético superior. Afinal, um dos principais propósitos para os quais a LOEWE FOUNDATION foi estabelecida é apoiar o design e o artesanato. A Fundação foi condecorada com a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes, a mais alta distinção atribuída pelo Governo espanhol, em 2002.
    

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Durante décadas conhecida como E.LOEWE, foi por volta de 1920 que a marca espanhola adotou apenas o nome LOEWE e apresentou uma nova identidade visual, que nos anos seguintes passaria por algumas remodelações. E foi somente a partir de 1950 que o logotipo começou a ser simplificado e adquiriu uma imagem mais sofisticada. A atual identidade visual da marca espanhola foi adotada em 2014 e apresentou uma tipografia de letra mais alongada, mas sem perder a sofisticação.
  

A identidade visual da LOEWE também pode ser aplicada com o tradicional anagrama, um dos principais símbolos de reconhecimento da marca espanhola. Esse famoso anagrama, uma insígnia em L quádruplo, foi originalmente desenhado pelo pintor espanhol Vicente Vela em 1970.
  

Com a adoção de uma nova identidade visual em 2014, o anagrama também foi redesenhado (como mostra a imagem abaixo) e apresentou traços mais finos e elegantes, além de um novo design.
  

Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1846 
● Fundador: Heinrich Loewe Rössberg 
● Sede mundial: Madri, Espanha 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Pascale Lepoivre 
● Diretor criativo: Jonathan Anderson 
● Faturamento: US$ 400 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 219 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, acessórios e perfumes 
● Ícones: A bolsa Amazona 
● Website: www.loewe.com 

A marca no mundo 
Subsidiária do conglomerado de luxo LVMH e com faturamento anual estimado em US$ 400 milhões, a espanhola LOEWE possui mais de 200 lojas (incluindo store-in-store dentro de grandes e renomadas lojas de departamento) e comercializa sua luxuosa linha de produtos (além das desejadas bolsas, roupas, acessórios, perfumes e calçados) em mais de 60 países ao redor do mundo. Suas lojas estão instaladas em endereços luxuosos de cidades como Tóquio, Milão, Miami, Las Vegas, Nova York, Zurique, Xangai, Barcelona, Madri, Frankfurt, Paris, Londres, além de Dubai, Hong Kong e Taiwan. Atualmente a LOEWE exporta mais de 75% da sua produção. 

Você sabia? 
A LOEWE também comercializa produtos para casa e lifestyle, como toalhas, diários, carteiras, chaveiros, entre outros itens. 
A mãe do atual rei da Espanha, a rainha Sofia, é frequentemente vista usando bolsas da LOEWE. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, Elle, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/6/2022 

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1.5.10

BALENCIAGA


“Um costureiro deve ser um arquiteto no design, um escultor na forma, um pintor na cor, um músico na harmonia e um filósofo na medida”. Com esta frase o mestre da alta costura, Cristóbal Balenciaga definia a profissão em que reinou como um mito por muitos anos. Não por menos, a marca BALENCIAGA se transformou em um dos supra-sumos quando o assunto é moda de luxo. Tudo com uma elegância refinada. 


A história 
Nascido em 21 de janeiro de 1895 na pequena localidade de Getaria, na região basca da Espanha, Cristóbal Balenciaga Eizaguirre (foto abaixo) era filho de um pescador e de uma costureira. Quando jovem, foi apadrinhado pela marquesa de Casa Torrés, que lhe revelou o mundo da alta-costura e para qual desenhou o primeiro vestido ainda aos 12 anos de idade. Formou-se alfaiate e, em 1918, juntamente com Charlottee Lee, abriu seu primeiro ateliê na charmosa cidade de San Sebastian, no norte da Espanha, um verdadeiro reduto da aristocracia. Em seguida, inaugurou unidades em Madri e Barcelona, onde atendia a família real e membros da corte do país. Quando a Guerra Civil Espanhola começou, em 1936, o estilista se viu obrigado a fechar suas lojas e fugir do país, passando por Londres antes de estabelecer-se na França, país em que faria fama com seu jeito reservado, de poucas entrevistas e pouco contato com a imprensa, sendo um perfeito oposto-complementar de seu contemporâneo Christian Dior. Mas foi na “cidade luz” que Balenciaga marcaria para sempre a história da moda. Em agosto de 1937, quando ele inaugurou, juntamente com dois sócios, Nicolás Bizcarrondo e Wladzio Jaworowski, no número 10 da Avenida George V, a CASA BALENCIAGA, a França era permeada por um forte tema: o nacionalismo. A apresentação de sua primeira coleção foi acolhida com enorme sucesso pela imprensa e público. E rapidamente atraiu celebridades e damas da alta sociedade, que corriam para sua Maison em busca do corte e acabamento perfeitos do estilista.



Nesta época a alta costura tinha nomes de todos os cantos do mundo. Por isso Elsa Schiaparelli, a rival de Coco Chanel, era a italiana; Edward Molyneux, o irlandês; Robert Piguet, o suíço; e Main Rousseau Bocher, o norte-americano. Obviamente, Balenciaga ficou conhecido como “o espanhol”. E não demorou muito para o estilista ser celebrado por todos os seus concorrentes como o ápice da perfeição na confecção. “A alta costura é como uma orquestra da qual apenas Balenciaga pode ser o maestro. Todo o resto de nós somos apenas músicos, seguindo as direções que ele nos dá”. A frase é de ninguém menos que Christian Dior e demonstra como o espanhol era visto dentro do mundo da moda. Outra de suas concorrentes, Coco Chanel, disse certa vez que o espanhol era “um verdadeiro costureiro, ele sim, sabia cortar tecidos e costurá-los com perfeição”. Todos os outros, incluindo a si própria, eram apenas desenhistas”.




O trabalho de Balenciaga tinha como referência a cultura e a história espanhola (como as dançarinas de flamenco, a cor vermelho intenso que fazia alusão a bandeira dos toureiros e azul turquesa para os vestidos de noite), além do trabalho de artistas como os pintores Diego Velázquez e Francisco Zurbarán. Sem falar nas prateleiras repletas de revistas de moda do século 19 em seu ateliê, das quais era capaz de reproduzir modelos linha por linha. As criações de Balenciaga combinavam essas influências com o que há de mais elaborado em corte e costura – era exímio e ambidestro no manejo das tesouras e das agulhas. O resultado foi um estilo único, caracterizado pela audácia de volumes, a pureza absoluta das linhas e o rigor arquitetônico. Suas roupas eram obras de arte, feitas sob medida, com caimento estruturado e tecidos da mais alta qualidade. Em 1939, lançou o corte de manga com aplicação de uma linha de ombros caídos e um recorte quadrado, com quadris arredondados e cintura estreita. No ano seguinte, criou seu primeiro vestidinho preto, com quadris marcados por drapeados, busto ajustado, além de abrigos impermeáveis feitos em tecidos sintéticos. Em 1942, as jaquetas largas e as saias evasês compunham a chamada “linha tonneau”, criada pelo estilista.
  


Entre as coleções mais famosas do estilista está a de 1946, inspirada nas touradas espanholas, com boleros bordados. Foi também neste ano que o estilista lançou seu primeiro perfume chamado “Le Dix”. Pouco depois, em 1948, o estilista inaugurou sua primeira boutique e criou um segundo perfume (La fuite des heures). Mas, foi somente a partir do período pós-guerra que BALENCIAGA se tornou um estilista original e reconhecido. Em 1951, ele transformou totalmente a silhueta feminina alargando os ombros e removendo a cintura de suas criações. Em 1955, desenhou o vestido de túnica, que, mais tarde, virou o vestido chefies.



Temporadas de desfiles sempre foram atração e prato cheio para as revistas de moda, mas Balenciaga arrumou, em 1956, um jeito diferente de lançar suas coleções: sempre depois das maratonas oficiais de desfiles. Assim, em vez de dividir as páginas com os outros estilistas, ganhava espaços maiores e exclusivos em revistas como Vogue e Harper’s Bazaar. Acabava só tendo de dividir as edições com o amigo francês Hubert de Givenchy, que resolveu fazer o mesmo. O costureiro proibia fotografias em seus desfiles: apenas a revista Vogue podia publicar algumas fotos das roupas, desde que pré-selecionadas pelo próprio Balenciaga. Em 1957, apresentou o vestido-camisa e o vestido-saco. Pouco depois, em 1958, ele criou um de seus maiores ícones: o vestido baby-doll. Além disso, apresentou para a noite, vestidos com “cauda de pavão”. Em 1959, seu trabalho se tornou um verdadeiro império, com vestidos de cintura alta e casacos cortados como quimonos. Nesta época lançou sua versão do terninho feminino, com paletó curto e saia de cintura alta. Já em 1963 sua linha de produtos foi ampliada com o lançamento de uma coleção de botas. Ainda nesta década, o estilista criou casacos amplos, soltos, com mangas morcegos.



A década de 1960 trouxe mudanças radicais para a moda e o comportamento da sociedade. Balenciaga pela primeira vez sentia que suas coleções já não tinham a mesma força de antes. O próprio estilista achava impossível trabalhar com a linha Prét-à-Porter pelo acabamento perfeito de suas roupas e a qualidade dos tecidos. A aposentadoria dele em 1968, não antes de criar sua última coleção e os charmosos uniformes para aeromoças da companhia aérea Air France, e sua morte, no dia 24 de março de 1972, fizeram a grife BALENCIAGA cair no esquecimento por muitos anos. Primeiro, a casa foi controlada por um de seus sobrinhos e depois trocou de mãos mais algumas vezes durante as décadas de 1970 e 1980 sem obter sucesso.


Só em 1997, com a contratação do estilista francês Nicolas Ghesquière, é que a BALENCIAGA voltou a respirar o ar da alta costura e o topo do mundo da moda de luxo. O francês conseguiu trazer uma incrível modernidade à marca. Em 2001 a BALAENCIAGA foi comprada pelo tradicional grupo Gucci, que seria adquirido pelo conglomerado de luxo PPR (atual Kering Grouppe). Pouco depois, em 2003, ocorreu a reabertura da boutique da Avenida Georges V e a inauguração de uma moderna e sofisticada loja âncora em Nova York. No ano seguinte a marca lançou coleções prêt-à-porter e acessórios para homens. Essa coleção de peças foi inspirada nos arquivos de coleções de alta-costura de Cristóbal Balenciaga. Com o renascimento da marca, a BALENCIAGA faturou €17.9 milhões em 2006, provando que seu antigo potencial tinha sido resgatado. Nos anos seguintes a marca inaugurou novas lojas em cidades como Milão, Los Angeles, Londres e Cannes, além de duas unidades na China.



Nos últimos anos a BALENCIAGA foi responsável por criar e confeccionar os novos uniformes da companhia árabe de aviação Oman Air, além de lançar no mercado novos perfumes, como Balenciaga Paris, e uma coleção de jeans. Em dezembro de 2012, o americano (de pais de origem taiwanesa) Alexander Wang assumiu a diretoria criativa da marca, sendo responsável pelos designs da linha ready-to-wear e acessórios, além de ser a imagem da BALENCIAGA ao redor do mundo. Em 2014, sob o comando de Wang a marca lançou o perfume B. Já em 2015 foi inaugurada a primeira loja da grife na cidade de Madri e também na bela Florença. Atualmente, entre as criações de sucesso da tradicional grife, estão as bolsas “classic” (lançadas em 2000), de alças duplas, com zíper formando bolsos frontais ou diagonais e a placa de identificação de prata; as sandálias gladiador; os sapatos plataforma muito altos de alma fetichista ao extremo; além de casaquinhos e paletós de cintura marcada.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Mais recentemente o logotipo perdeu a palavra Paris e ganhou uma tipografia de letra mais encorpada. O famoso símbolo do B duplo ainda continua a ser utilizado, especialmente nos produtos.



Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1918 
● Fundador: Cristóbal Balenciaga 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Kering Grouppe (antigo PPR Group) 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Presidente: Isabelle Guichot 
● Diretor criativo: Alexander Wang 
● Faturamento: €350 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 90 
● Presença global: 85 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 450 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, calçados, acessórios, perfumes e óculos 
● Concorrentes diretos: Christian Dior, Chanel, Gucci, Prada, Valentino e Saint Laurent 
● Ícones: O famoso “B” duplo 
● Website: www.balenciaga.com

A marca no mundo 
Atualmente a exclusiva marca BALENCIAGA, comercializa suas coleções femininas e masculinas, além de sapatos, perfumes e acessórios, em uma restrita rede de 90 lojas próprias e através das mais chiques e badaladas lojas de departamento do mundo. 


Você sabia? 
Entre as inovações de estilo atribuídas à Balenciaga estão: a manga-melão, os modelos de vestidos “saco”, túnica e baby-doll, além do chapéu-véu, criado em 1967 para acompanhar um de seus vestidos de noiva. 
Balenciaga também deu aulas de moda, inspirando outros estilistas como Oscar de la Renta, André Courrèges, Emanuel Ungaro e Hubert de Givenchy. 
Em 1968, uma cliente, a Condessa Mona Bismark, chegou a se trancar em casa por três dias de tanto desgosto ao saber da aposentadoria do arquiteto da moda. Entre as atuais clientes assíduas da marca BALENCIAGA estão celebridades como Nicole Kidman, Natalie Portman e Jennifer Connelly. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 27/5/2015

22.9.06

CODORNÍU


Na França eles são chamados de champanhes. Na Espanha utilizam a denominação cava. E a CODORNÍU, especialista na elaboração de cavas de alta qualidade, é a marca espanhola mundialmente conhecida por seus espumantes borbulhantes de sabores únicos através da seleção cuidadosa de uvas procedentes de vinhedos da região da Catalunha. 

A história 
A história começou no ano de 1551, segundo o documento mais antigo da empresa, que relata as atividades vinicultoras de Don Juame Codorníu em Sant Sadurní d’Anoia, um vilarejo situado no Alto Penedès na região da Catalunha, a 40 km de Barcelona. Proprietário de terras com vinhedos, ele começou a produzir os vinhos doces que eram populares na época. Mais de um século depois, em 1659, Dona Maria Anna De Codorníu, última a carregar o sobrenome que se tornaria famoso, se casou com o jovem vinicultor Don Miquel Raventós. Foi somente no ano de 1872 que surgiu a primeira garrafa de um vinho espumante de qualidade e com identidade própria com a marca CODORNÍU, uma grande inovação implantada por Josep Raventós Fatjó, herdeiro de uma longa tradição familiar de cultivo de videiras para produção de vinho, depois de uma viagem a região francesa de Champagne. A partir deste momento, ele aplicou o método tradicional francês (a formação das borbulhas é realizada pelo método clássico desenvolvido na região francesa de Champagne, em que a segunda fermentação acontece na garrafa) na produção de espumantes combinando as variedades de uvas Macabeo, Xarel•lo e Parellada. A marca CODORNÍU foi pioneira no mercado espanhol na produção de espumantes.


Em 1885, Don Manuel Raventós expandiu o grande trabalho feito até então por seu pai além das fronteiras espanholas, elevando a marca CODORNÍU e seus espumantes, produzidos utilizando o método tradicional francês, a um reconhecimento internacional. Recebendo conselhos de vários produtores de vinhos franceses decidiu que a empresa deveria dedicar-se apenas a produção de vinhos espumantes. Com isso, ele viajou para a França e aprofundou seus conhecimentos sobre o champanhe francês. A partir de 1888, a CODORNÍU começou a ganhar várias medalhas e prêmios em importantes exposições ao redor do mundo. Mas foi somente, em 1894, quando os espumantes da marca começaram a serem exportados para Cuba e Argentina, que a marca CODORNÍU conquistou grande reconhecimento internacional. No ano seguinte, a empresa iniciou a construção de uma nova cava, que elevou, não somente a quantidade de garrafas produzidas, na época 100 mil unidades, como também a qualidade dos espumantes. Foi Josep Puig i Cadafalch, um renomado arquiteto do modernismo catalão e associado de Gaudí, que criou o que viria a ser conhecida como a Catedral de Cava, somente concluída em 1915. Essa cava possui 35 km de túneis (que acomodam aproximadamente 100 milhões de garrafas atualmente), onde o vinho é envelhecido, e uma vila familiar de estilo mediterrâneo.


Pouco depois, em 1897, a rainha regente, María Cristina, outorgou à marca CODORNÍU o título de Provedor da Casa Real Espanhola, e, desde então, a empresa elabora reservas especiais e exclusivas para o Palácio de La Zarzuela. Em 1904, a CODORNÍU já era umas das principais exportadoras agrícolas da Espanha, apesar de comercializar mais da metade de sua produção no mercado interno. Uma década mais tarde, em 1914, uma nova geração da família começou a comandar os negócios, e com uma visão ousada, permitiu que a produção alcançasse 300.000 garrafas anualmente, aplicando as tecnologias mais modernas disponíveis da época.


Nos anos de 1920 e 1930, a empresa se consolidou definitivamente no mercado espanhol, e a marca CODORNÍU viveu momentos de esplendor e expansão. A partir de 1949, para suprir a demanda, a empresa passou a produzir cavas mais populares, mas manteve consolidada sua posição de produtor de cavas premium. Uma década mais tarde a marca veiculou seu primeiro anúncio de TV na Espanha. Em 1972, a CODORNÍU comemorou o centenário do surgimento da primeira garrafa de espumante produzido pela empresa. No ano de 1975, a empresa iniciou outra fase de expansão, comprando vinhedos em outras partes da Espanha, incluindo Rioja. Pouco depois, em 1976, as cavas CODORNÍU receberam o reconhecimento máximo ao serem declaradas “Monumento Histórico Artístico Nacional” pelo Rei Don Juan Carlos I. No ano de 1984 a marca lançou no mercado a Anna de Codorníu Reserva Brut, em que predominava pela primeira vez as uvas Chardonnay (85%). Até então apenas as variedades locais eram utilizadas. Em 1986, muito em virtude da CODORNÍU, os espumantes que repousam na escuridão e silêncio das “cavas” subterrâneas nesta região espanhola receberam oficialmente a denominação Cava (a famosa “denominação de origem controlada”). A empresa passou a estabelecer uma presença internacional maior com a compra de vinhedos: primeiro, no ano de 1998, em Napa Valley, na Califórnia; e depois em 1999 em Mendoza, na Argentina.


No ano de 2001, em comemoração aos 450 anos de tradição da marca, o Rei Don Juan Carlos I visitou as cavas CODORNÍU e, em um ato simbólico, fixou o rótulo na maior garrafa de champanhe do mundo produzido até então, a GRAN CAVIT PRIMATO, de impressionantes 26 litros. Também neste ano foi lançado a Magnum Jaume Codorníu (garrafa de 1.5 litros). Pouco depois, em 2002, introduziu o primeiro espumante rose feito exclusivamente com uvas Pinot Noir da Espanha. Entre 2004 e 2005, a marca voltou a revolucionar o mercado com o lançamento de dois novos produtos: Vinya Codorníu, um espumante brut natural e moderno indicado para acompanhar as novas tendências gastronômicas; e o Gran Reserva Gran Codorníu, primeiro espumante com denominação de Grande Reserva da empresa.


Em 2008, a marca lançou o primeiro Blanc de Noirs (espumante branco feito a partir de uvas tintas), usando Pinot Noir. Em 2014, a marca lançou o Cuveé 1872 de Codorníu, um espumante que homenageava a história da cava, inspirando-se no modernismo e no método tradicional. E pouco depois, em 2015, a marca resolveu conquistar uma nova geração de paladares com o lançamento da linha Codornew, composta pela Codornew Frizz 5.5, um vinho branco espumante com baixo teor alcoólico e aromas florais. Além disso, a marca vem lançando nos últimos anos edições limitadas de seus espumantes, como por exemplo, em 2016 com o caríssimo 456, um espumante de alto prestígio da coleção Ars Collecta, que utiliza seleção de uvas Chardonnay (45%), Pinot Noir (45%) e Xarel•lo (10%) de seus melhores vinhedos.


Atualmente também compõe a linha de cava CODORNÍU: Codorníu Clásico Brut, que tem em sua composição Macabeo (45%), Xarel•lo (45%) e Chardonnay (10%), e depois da segunda fermentação, envelhece por 18 meses na garrafa; Codorníu Rose, feito exclusivamente com uvas Pinot Noir, é um rose de grande personalidade; Cuvée Raventós, um espumante macio com aromas delicados de cítricos e frutos secos, moldado com uvas Chardonnay (50%), Xarel•lo (25%) e Macabeo (25%), que envelhece na garrafa por dois longos anos; e o Rondel Brut, um espumante de qualidade com bastante frescor e um leve amargor final, elaborado pelo método tradicional, produzido nas adegas de Rondel com as castas Parellada (40%), Macabeo (40%) e Xarel•lo (20%), e um campeão de vendas da marca na Europa, especialmente na Alemanha.


O método tradicional de elaboração dos espumantes da marca usa três variedades de uva da região de Penedès: Macabeo (que contribui com um sabor doce e perfume), Xarel•lo (finura, frescor e aroma) e Parellada (corpo e estrutura). Mais tarde, o espumante passou a ser elaborado utilizando também variedades de uva francesa como a Pinot Noir e a Chardonnay. A CODORNÍU detém os mais antigos vinhedos de uvas Pinot Noir e Chardonnay, utilizadas para a produção de cava com as videiras com idades entre 30 anos ou mais. Isso os torna especialistas em vinicultura e enologia usando essas variedades. A empresa cria seu próprio estilo para os espumantes que produz, combinando uvas locais e internacionais, para fazer um espumante elegante, muito expressivo, refrescante e aromático, com o máximo respeito para as uvas utilizadas e terras das quais elas vêem. Uma gama completa de cavas, de diferentes estilos, para satisfazer as necessidades e paladares de todos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo do tempo. Há poucos anos atrás a marca modernizou seu logotipo, que adotou uma nova tipografia de letra, um símbolo oval com a letra C (nas cores vermelha e dourada) e a expressão “Desde 1551”.


Os slogans 
We are Codorníu, since 1551. (2014) 
Somos Codorníu. Desde 1551. (2014) 
Codorníu. The Culture of Pleasure.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1551 (empresa) e 1872 (lançamento da marca) 
● Fundador: Don Juame Codorníu e Don Josep Raventós 
● Sede mundial: Haro, Espanha 
● Proprietário da marca: Codorníu S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Xavier Pagés 
● Presidente: Mar Raventós 
● Faturamento: €250 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 800 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Espumantes e vinhos 
● Concorrentes diretos: Freixenet, Vilarnau, Racaredo, Francesc Ricart e Castell D’Olerdola 
● Slogan: Somos Codorníu. Desde 1551. 
● Website: www.codorniu.com.br 

A marca no mundo 
O grupo catalão CODORNÍU tem quase 500 anos de história na elaboração de vinhos e espumantes, que são comercializados em mais de 120 países ao redor do mundo. A CORDONÍU tem hoje 3 mil hectares de terras cultivadas e 9 vinhedos espalhados pelas principais regiões da Espanha, Argentina e Estados Unidos. CODORNÍU é a marca número um do mercado espanhol com massiva distribuição, tendo 95% de presença em importantes redes de supermercado. Seus mercados mais importantes, além da Espanha, são Estados Unidos, Reino Unido, Suíça e Japão. A produção anual supera 60 milhões de garrafas. 

Você sabia? 
A CODORNÍU é a empresa familiar mais antiga da Espanha e décima-sétima mais antiga do mundo. 
Embora seu nome esteja intimamente ligado aos espumantes, a CODORNÍU também produz vinhos de mesa brancos e tintos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/5/2018

28.7.06

LICOR 43


Uma fórmula secreta e milenar. Exatos 43 ingredientes naturais e uma elaboração quase artesanal. Um buquê único e inconfundível. Um sabor delicado. O tradicional Licor 43, um dos maiores símbolos espanhóis no mundo no segmento de bebidas alcoólicas, devido a sua secreta receita torna-se perfeito para ser consumido nas mais variadas e criativas combinações, desde puro com gelo até adicionado ao seu destilado favorito ou como ingredientes de vários drinques. 

A história 
Desde tempos remotos, antes da conquista da antiga Espanha em 209 a.C., existia a tradição de produzir licores derivados de frutas cítricas e plantas aromáticas na mística Nova Cartagena, área ao redor da atual cidade de Cartagena, na província de Múrcia. Os conquistadores chamavam essa poção de “Liqvor Mirabilis” (algo como Licor Maravilhoso), que logo começou a ser exportada para Roma. Mas, por ser considerada pelos conquistadores romanos como uma bebida proibida pelo seu delicioso e exótico sabor, desconfiados de sua secreta receita feita a base de frutas cítricas e ervas aromáticas indígenas, com efeitos digestivos e excitantes, eles ordenaram a total destruição de seu estoque e mecanismos de produção. Apesar disso, esta tradicional receita foi passada de geração em geração. A história recente desse tradicional licor começou com a descoberta, depois de 30 anos de experimentos e inúmeras tentativas, pela pequena destilaria Diego Zamora S.A., fundada pelos irmãos Diego e Ángel Zamora Consea, além de sua irmã Josefina e seu cunhado Emilio Restoy Godoy, em encontrar um método secreto de refinar o primitivo elixir aromático e dourado, para torná-lo mais suave e delicioso, por meio da adição de ingredientes especiais e obtenção de maior precisão na mistura.
  

O resultado foi o surgimento, no dia 9 de fevereiro de 1946, do Licor 43 (também chamado de Cuarenta y Tres), fabricado artesanalmente e composto por 43 ingredientes naturais (daí a origem do nome da marca) de primeiríssima qualidade, incluindo frutas cítricas mediterrâneas (como por exemplo, o limão) e ingredientes botânicos selecionados (como baunilha, especiarias e ervas). Desde o primeiro momento, a nova bebida se posicionou no mercado com campanhas direcionadas ao público jovem, acostumados a provar coisas novas e desafiadoras. Rapidamente o novo e saboroso licor conquistou os paladares dos moradores da região e, nos anos seguintes, começou a ser comercializado em outras regiões da Espanha. Nos anos de 1950 a publicidade ainda era um segmento emergente na Espanha, quando a marca resolveu investir em design gráfico e mídia audiovisual, acelerando assim o desenvolvimento do Licor 43 entre os espanhóis. Além disso, a marca criou alguns dos anúncios mais memoráveis da época. Com isso, o Licor 43, com sua exuberante cor dourada, se tornou famoso e popular em todo Península Ibérica e líder de mercado na Espanha.
  

Na década de 1960 a Espanha começou a receber milhares de turistas ansiosos pelo clima paradisíaco e de praias inesquecíveis. Foi nesse contexto que as pessoas descobriram o Licor 43 e o boca a boca começou a se espalhar quando eles voltaram para suas cidades de origem. Então, o próximo passo foi iniciar exportação do licor dourado para que ele pudesse ser apreciado em qualquer lugar do mundo. Nas duas décadas seguintes, o processo de internacionalização da marca e o crescimento foi acelerado e o Licor 43 se tornou um ícone espanhol no mundo. A imagem da marca foi fortalecida, o consumo aumentou em virtude da grande versatilidade do licor (poderia ser consumido puro, em coquetéis e até mesmo para fazer doces) e as vendas também aumentaram, tanto dentro como fora da Espanha. O drinque mais famoso e um dos responsáveis pela enorme popularidade do licor no mundo atende pelo nome de IBIZA 43 (refrescante combinação com suco de abacaxi, o Licor 43 e gelo), hoje consumido nos bares mais badalados do planeta.
  

Nos anos de 1970, as campanhas publicitárias da marca transbordaram de cor e modernidade. Em uma delas, o Licor 43 era consumido em um copo alto com gelo picado, um estilo que marcou uma tendência e se chamava “Pilé 43”. O sucesso desta campanha foi esmagador e tornou a Licor 43 uma das marcas líderes em todo o país.
  

Na década de 1980, buscando novas maneiras de envolver os consumidores e popularizar a marca mundo afora, Licor 43 iniciou o patrocínio de grandes eventos. Um dos mais famosos patrocínios foi de um iate com uma tripulação espanhola, para navegar 27.000 milhas náuticas, do Cabo da Boa Esperança ao Cabo Horn. Enquanto isso, a marca também patrocinava e participava da Ocean Race (anteriormente conhecida por Whitbread Round the World Race), a mais antiga e prestigiosa regata em torno do mundo. Os anos 2000 marcaram uma nova fase de expansão internacional com o Licor 43 lançado em inúmeros novos mercados. Com isso, o Licor 43 fincou presença em mais de 50 países e se tornou o licor espanhol premium mais internacional de todos os tempos.
  

Em 2016, pela primeira vez em sua história e após 70 anos reinando sozinho, a marca ampliou sua linha de produtos com o lançamento do Licor 43 Orochata (recentemente rebatizado como Licor 43 Horchata), inspirado na “Horchata” valenciana, bebida icônica da região de Valência, feita de leite de amêndoas, arroz, chufa, cevada, gergelim ou semente de melão. A novidade era um licor leve, cremoso, vegano, de sabor delicado e adocicado proveniente da Tiger nut (chufa ou junça em português) do mediterrâneo, com notas de amêndoas da terra, canela e frutas cítricas. Pouco depois, a marca ampliou novamente sua linha com o lançamento do Licor 43 Baristo, uma fusão surpreendentemente única, elegante e premium de Licor 43 com café das Ilhas Canárias, na Espanha.
  

Em junho de 2020, a marca resolveu ingressar na categoria de bebidas prontas para beber (RTD), uma maneira conveniente de estender naturalmente a marca para outro segmento, com o lançamento da linha Cocktail 43 Fresco, uma combinação de Licor 43 com gás e suco de frutas, lançada inicialmente na Holanda em dois sabores, limão e frutas vermelhas (um terceiro sabor - maçã - seria acrescentado à linha em 2021). No ano seguinte continuou apostando neste segmento com o lançamento de dois novos coquetéis em latas de 250 ml (com 10% de álcool), criados especificamente para o mercado alemão: Cocktail 43 Milk (Licor 43 e baunilha) e Cocktail 43 Nitro & Coffee (Licor 43 e café Arábica, e que devido ao nitrogênio cria uma densa espuma quando despejado em um copo).
  

A mais recente novidade da marca espanhola foi lançada no mercado no mês de outubro de 2021: Licor 43 Chocolate, a combinação botânica das ervas aromáticas do Licor 43 Original com cacau de origem 100% sustentável. Essa versão é também a materialização do compromisso da marca com a sustentabilidade, uma vez contém 100% cacau de origem sustentável, com um fornecedor que pertence ao programa Cocoa Horizons (que aumenta a prosperidade dos produtores de cacau e ajuda a construir comunidades agrícolas autossuficientes que protegem a natureza). A versatilidade desse licor abre ainda mais possibilidades para ser utilizado também em diferentes sobremesas, ampliando assim a utilização e presença da marca na gastronomia.
  

O mítico Licor 43 tem séculos de histórias contadas em suas mais diversas formas de servir. E essa rica herança originou um dos drinques mais emblemáticos e pedidos no mundo atualmente, o CARAJILLO 43, a mistura perfeita entre a intensidade do café e a doçura de Licor 43. O preparo é fácil e rápido: em uma coqueteleira, junte o Licor 43, o café espresso e o gelo, agite bem, e sirva em um copo baixo “On the Rocks”. A história conta que este típico drinque espanhol nasceu na época da colonização de Cuba pelos espanhóis, na qual suas tropas combinavam café com rum para lhes dar coragem durante a batalha, ou “Corage”, em espanhol. A partir daí, a palavra teve sua pronúncia modificada para “Corajillo” e, mais recentemente, tornou-se “Carajillo”. CARAJILLO 43 foi eleito em 1° lugar como o coquetel mais popular de 2020 pela publicação referência Diffords Guide, o guia mais respeitado da coquetelaria mundial. A popularidade do drinque resultou em 2021 no lançamento de uma bebida pronta para beber (RTD), que explora a tendência de deliciosos produtos com baixo teor alcoólico oferecendo conveniência e são produzidos com ingredientes naturais e de qualidade (o novo produto mistura Licor 43 com café 100% arábica mexicano).
  

Nos últimos anos o famoso licor espanhol conquistou inúmeros e importantes prêmios internacionais, trazendo para o mundo o verdadeiro espírito da Espanha. E mais, a marca espanhola foi estendida a outros segmentos, como por exemplo, chocolates, onde através de uma licença para uma empresa mexicana, foram lançados no mercado chocolates recheados com o tradicional licor espanhol. Além disso, desde 2018 a marca adota o projeto Made of Spain Art Edition, que celebra a herança e a sociabilidade espanhola através de garrafas em edições limitadas com designs encapsulando a identidade espanhola através da cultura e arte, como por exemplo, as tabernas e bares em Madri ou o trabalho do arquiteto Antoni Gaudí (como a tradicional técnica de mosaico trencadis para construir os monumentos mais emblemáticos do modernismo catalão).
  

Experiência única 
A marca mantém um centro de visitantes, denominado EXPERIENCIA 43, na bela e mística cidade de Cartagena, localizada no sudeste da Espanha. Tanto a visita guiada como o cenário em que ela ocorre estão imbuídos dos sabores, história e cultura do Licor 43. A arquitetura da fábrica e do centro de visitantes reflete a paixão espanhola pela vida em sua alegre fachada. O visitante estará imerso em uma paisagem mediterrânea, em uma área sensorial projetada especificamente para ele. É possível aprender mais sobre a história do Licor 43, observar campanhas publicitárias antigas, inalar os aromas cítricos e provar deliciosos coquetéis em um belo jardim tipicamente mediterrâneo. Finalmente, ocorre a visita à fábrica, onde é possível observar o processo produtivo por trás do líquido dourado e tentar descobrir alguns de seus ingredientes secretos.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais sofisticada e sólida. O atual logotipo foi adotado em 2015 e apesar de manter o formato circular, apresentou uma nova combinação de cores, uma nova tipografia para o número 43 e um novo posicionamento para a expressão “Cuarenta y Tres”, agora inserida dentro do círculo.
  

A marca espanhola também utiliza um logotipo secundário (todo em amarelo forte e sem o nome da marca por extenso), desenvolvido para meios digitais e aplicações específicas em campanhas e ações do Licor 43.
  

A tradicional garrafa do Licor 43 passou por inúmeras remodelações, abandonando aos poucos o design arredondado e adotando uma imagem mais clássica e elegante. A última alteração ocorreu em 2015. O novo design da garrafa foi criado para modernizar a imagem da marca e possui no rótulo o modernizado logotipo 43, além do brasão da família Diego Zamora em relevo na parte frontal e a assinatura de Diego Zamora, que transmite o patrimônio e a história da marca. Na base da garrafa, está gravado o famoso emblema Liqvor Mirabilis, que representa a lenda reivindicada pela marca espanhola.
  

Os slogans 
Tastes Better Together. (2019) 
Pura Pasión. (2015) 
Tu mejor momento. (2015) 
Nadie sabe más de la noche. (2004) 
The Spanish Smooth Temptation. (2003) 
Discover the spirit of Spain. 
Unbelievably Smooth. 
Tasting is Believing. 
A tono con todo.
  

Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Lançamento: 9 de fevereiro de 1946 
● Criador: Diego, Ángel e Josefina Zamora e Emilio Restoy Godoy 
● Sede mundial: Cartagena, Espanha 
● Proprietário da marca: Diego Zamora S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Emilio Restoy Cabrera 
● Diretor global: Carlos Granja 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Alemanha, Holanda, México e Espanha 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Licores 
● Concorrentes diretos: Cointreau, Grand Marnier, Bénédictine, Marie Brizard, Baileys, Amarula, Tuaca e Frangelico 
● Slogan: Tastes Better Together. 
● Website: www.licor43.com.br 

A marca no mundo 
O Licor 43, o mais popular da Espanha, é hoje comercializado em mais de 80 países ao redor do mundo, sendo extremamente popular no continente europeu e grande sensação nas famosas e animadas festas de Ibiza. O tradicional licor vende anualmente mais de 12 milhões de garrafas no mundo todo, aproximadamente 80% deste volume no exterior. Os maiores mercados da marca são Alemanha, Holanda, México, Espanha e Estados Unidos. Já no Brasil é o terceiro licor mais vendido do mercado. 

Você sabia? 
Em alguns países o Licor 43 possui mais de 80% de participação de mercado em seu segmento. 
Em 2021 foi realizada a quinta edição do Licor 43 Bartenders & Baristas Challenge, evento que desafia bartenders e baristas de todo o mundo para que mostrem sua experiência e criatividade na arte de mesclar Licor 43 e café em coquetéis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Forbes, Isto é Dinheiro, Exame, Embalagem Marca e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/7/2022 

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