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14.6.22

LOEWE


O artesanato é a essência da LOEWE, uma marca de luxo espanhola que conquistou ricos pelo mundo afora com sua centenária e rica história repleta de criações exclusivas e desejadas de bolsas e artigos de couro. Ao longo dos mais de cem anos, a qualidade, os designs únicos e a exclusividade tornaram a LOEWE um verdadeiro ícone da moda de luxo, adotada por nomes como Sarah Jessica Parker, Demi Moore e Jennifer Lopez. 

A história 
A marca tem suas origens no ano de 1846, quando um grupo de artesões espanhóis estabeleceu uma modesta oficina de couro no centro comercial da cidade de Madri. A esse grupo, se juntaria anos mais tarde, Heinrich Loewe Rössberg, um artesão alemão, que desde cedo uniu sua paixão pela cultura espanhola com a tradição dos artesãos especializados em couro, para de forma manual e precisa criar e fabricar produtos elegantes e sofisticados. Ele rapidamente assumiu o comando da pequena oficina e consolidou sua operação. Em 1872, o artesão, então conhecido como Enrique Loewe (seu nome espanhol), transformou a oficina em uma loja de artigos de couro e criou a marca E.LOEWE. Vinte anos depois, em 1892, a loja mudou-se para a Calle del Príncipe, também em Madri. Naquela época sua clientela já era formada pelas personalidades mais importantes do país, políticos, industriais e aristocratas, atraídos pela primeira loja de luxo, com vitrines e cartazes coloridos e modernos. Foi também neste momento que a marca começou a ganhar notoriedade junto ao público em geral.
  

Em 1905, quando Enrique Loewe Hilton estava à frente da Casa Loewe, o Rei Alfonso XIII (cuja mulher, a rainha Vitória Eugênia, visitava frequentemente a loja da marca na Calle del Príncipe) concedeu à empresa familiar o título de Fornecedor da Casa Real, o que garantiu a marca uma áurea de exclusividade e luxo ainda maior. Com isso, a marca começou a crescer rapidamente e a alcançar grande notoriedade entre os espanhóis. Nesta época, uma bolsa em couro de iguana, crocodilo ou cobra da LOEWE, tornou-se o símbolo máximo de elegância e refinamento. Cinco anos depois, em 1910, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Barcelona. Mas seria somente em 1923 que a marca continuaria a expandir sua rede de lojas ao inaugurar mais unidades na capital espanhola.
   

No ano de 1934, Enrique Loewe Knappe assumiu o comando da empresa e deu início a uma era de expansão da marca espanhola, que continuou a inaugurar novas lojas pelo país. O primeiro grande sucesso da marca surgiria em 1945, quando o designer Pérez de Rozas criou modelos de bolsas “Boxcalf”, que logo se tornaram clássicos da LOEWE e foram responsáveis pela marca ganhar fama internacional. Em 1959, a LOEWE inaugurou uma nova loja na Rua Serrano em Madri e, em 1963, uma unidade na cidade de Londres. A década de 1960 foi de suma importância para a marca. Afinal, a chegada das produções cinematográficas a Espanha teria uma relevância especial para a difusão da LOEWE. Personalidades proeminentes como Ava Gardner, Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Sophia Loren e até o escritor Ernest Hemingway se apaixonaram pela marca espanhola.
   

Na década de 1970, a LOEWE resolveu ingressar no segmento da moda feminina prêt-à-porter, lançando sua primeira coleção de roupas, além de criar seus primeiros lenços. A ampliação de seu portfólio teve continuidade em 1972 com o lançamento da primeira fragrância da marca sob o nome L Loewe. No ano seguinte, a marca começou a fortalecer sua internacionalização com a inauguração da sua primeira loja no Japão, o que resultaria em uma grande expansão pelo continente asiático nos anos seguintes. Pouco depois, em 1974, surgia a Coleção Ante-Gold, desenhada por Dario Rossi. No final desta década, em 1979, foi lançada a coleção Napa, desenhada por Renzo Zengiaro, cujo conceito de bolsa armada foi substituído pela bolsa quase sem estrutura. E esta década ainda foi marcada pelo surgimento de outro ícone da LOEWE: a bolsa Flamenco, cuja característica é ser fechada com puxadores de cordão, finalizados em seus característicos nós enrolados.
  

Somente em 1983, a LOEWE inaugurou sua primeira loja em solo americano, uma unidade de três andares localizada na Trump Tower em Nova York. O ano de 1985 foi marcado pelo lançamento de um grande sucesso: a fragrância Aire Loewe, que até os dias de hoje continua uma das mais populares entre os espanhóis. Outra novidade ocorreu em 1986, quando a LOEWE inaugurou em Madri sua primeira loja dedicada exclusivamente ao público masculino, que oferecia jaquetas de couro, maletas e pequenos artigos de couro, além de lenços e gravatas de seda nas cores ricas e vibrantes da Espanha. Em 1987, a marca lançou outro perfume de sucesso: Esencia de Loewe. Hoje em dia, com espírito que transita entre a tradição e a inovação, a LOEWE traz para suas fragrâncias femininas e masculinas um lugar privilegiado e de luxo no mundo dos perfumes.
   

Durante a comemoração do seu 150º aniversário, em 1996, a LOEWE foi adquirida pelo conglomerado de luxo LVMH, proprietário de marcas com Moët & Chandon (conheça essa outra história aqui), TAG Heuer e Louis Vuitton (saiba mais aqui), o que lhe conferiu uma dimensão muito mais global. Em 1997, já sob administração do conglomerado francês, o estilista Narciso Rodríguez assumiu a direção criativa da coleção feminina de prêt-à-porter e, em 1998, a LOEWE desfilava pela primeira vez em Paris. Nos anos seguintes, passaram pela LOEWE dois diretores criativos, José Enrique Oña Selfa (2000-2007) e Stuart Vevers (2008-2013). Durante o comando de Vevers, a marca reduziu sua participação no segmento de moda prêt-à-porter para se concentrar em bolsas e acessórios em couro. Já no Brasil, a marca espanhola, conhecida por suas bolsas de couro e sua moda de altíssima qualidade, chegou em 2011 apresentando primeiramente as suas sofisticadas fragrâncias. Além disso, a LOEWE investiu em marketing ao contratar a famosa atriz Penélope Cruz como imagem oficial e global da casa madrilenha.
  

O capítulo mais recente da rica história da marca espanhola foi marcado pela nomeação em 2013 de Jonathan Anderson como diretor criativo, que trouxe uma visão contemporânea para a centenária LOEWE. Até então, Jonathan era o típico jovem estilista em ascensão nas passarelas britânicas e chamava atenção pela estética ousada. Mais que lançar outros modelos de bolsas para fazerem companhia à desejada Amazona, um dos ícones da marca espanhola e que ganhou novas versões sob seu olhar, a missão de Anderson era criar um guarda-roupa completo e desejável para acompanhar os aclamados acessórios da grife. E desde que assumiu o comando, o talentoso estilista e designer irlandês liderou um grande rejuvenescimento da LOEWE, mas sem perder a principal essência da marca: o trabalho artesanal.
   

Por meio de um redesenho da identidade da marca, uma articulação moderna de seu compromisso com o artesanato e uma série de coleções femininas e masculinas aclamadas pela crítica e por influenciadoras de moda, a LOEWE ganhou ainda mais destaque como uma força cultural influente e uma marca global de luxo e exclusividade. Em 2015, a marca lançou mais um de seus sucessos: Puzzle, bolsa composta por peças de couro trançado cortadas em diferentes formatos geométricos. A reconhecível bolsa Puzzle desempenhou um papel fundamental no atual sucesso da LOEWE, tornando-se uma “It Bag” usada por personalidades como Beyoncé e a modelo Elsa Hosk. Mais recentemente, em 2019, a marca apresentou na Semana de Moda de Paris seu primeiro desfile de moda masculina.
  

Atualmente, sob a direção criativa de Jonathan Anderson, a LOEWE se tornou uma marca cultural com identidade prismática, conectada aos campos da arte, natureza, artesanato e cultura popular. O ponto de vista é inesperado; a execução é feita à mão, com um toque intensamente humano e sensorial. O envolvimento vem em várias formas, definindo uma mentalidade eclética e de espírito livre.
   

O estilo único 
Se há algo que distingue a LOEWE, é a sua capacidade de quebrar estereótipos. E justamente por isso a marca tornou-se parte importante de muitos movimentos culturais e sociais. Exemplo disto é a famosa bolsa Amazona criada em 1975 por Darío Rossi e inspirada nas guerras da mitologia grega, símbolo do empoderamento feminino que marcou um antes e um depois na história da LOEWE. Referência na Espanha pós-ditatorial, o modelo Amazona foi visto como um ícone da nova era do país, pois tinha ares mais leves, com matérias-primas mais flexíveis e confortáveis. Hoje, o modelo possui mais de 60 composições diferentes, entre cores e materiais. Além disto, a marca contou com o apoio de grandes personalidades como Ava Gardner, um ícone do século XX. Tamanha foi a sua influência que a bolsa comprada pela atriz tornou-se um dos seus produtos mais procurados e desejados.
  

Desde a sua fundação, até os dias atuais sob a direção criativa do talentoso Jonathan Anderson, a LOEWE sempre foi liderada por um foco obsessivo no artesanato e experiência inigualável com couro, que remonta aos seus primórdios, o que resulta em uma abordagem artesanal de design e fabricação. Esses valores fundamentais são refletidos em tudo o que a marca cria e faz - à medida que cresce, internacionaliza e cria objetos de desejo contemporâneos. Por toda essa atenção aos detalhes, há mais de um século a LOEWE é ícone do luxo da aristocracia espanhola e a cada dia inova para manter o desejo de seus consumidores e a perfeição em suas criações.
  

Baseados na principal oficina em Madri, que permanece em operação até hoje, os mestres artesãos combinam seu conhecimento artesanal acumulado com novas tecnologias e formas inovadoras de pensar para produzir objetos de desejo verdadeiramente modernos. O couro utilizado na produção passa por análise criteriosa de uma equipe de especialistas que avaliam se estão em perfeito estado antes de se transformarem nas incríveis bolsas e objetos da marca espanhola.
  

A loja conceito 
No final de 2016, foi inaugurada a Casa Loewe Madrid, a primeira flagship store da marca e que apresentou seu novo conceito de varejo. Localizada no bairro Salamanca em Madri e instalada no piso térreo da sede da empresa em um edifício histórico do século 19, a flagship store tem muito mais a oferecer do que somente roupas e acessórios de luxo. Afinal, o espaço foi projetado para criar uma conexão mais próxima ao seu consumidor. Denotando um lugar de luxo, intimidade e cultura, a flagship store foi projetada para se sentir como a casa de um colecionador de arte sofisticado, onde as coleções da LOEWE são intercaladas com arte, artesanato e design. São mil metros quadrados que prometem uma experiência de compra diferente; o de um espaço altamente refinado, pessoal e cultural a ser explorado como uma residência privada. A Casa Loewe, além de expressar impecavelmente o lifestyle e conceito da marca, traz um ambiente mais relaxado e descontraído para os clientes, estando em constante diálogo com Madri e seu estilo espanhol boêmio de ser.
   

Os expositores vão mesclando-se com pinturas, esculturas e plantas. Várias obras de arte dentro da loja ganham destaque como decoração e dão um ar mais “cool” e despojado para o ambiente. Muito concreto e tons claros são usados para decorar o interior da loja e cubos expositores fazem composições com diferentes materiais como palha, pedra e acrílico. Além disso, os vendedores vestem um uniforme especial: calças e batas brancas feitas em linho branco, agregando ainda mais esse mood descontraído que somente a LOEWE tem a oferecer. O conceito da Casa Loewe também foi implantado em unidades na cidade de Tóquio, Londres e Singapura.
  


A pronúncia do nome 
Dado sua herança espanhola, seria totalmente perdoado supor que o nome LOEWE, e a forma como é pronunciado, deriva do castelhano. Mas a verdadeira proveniência do nome remonta à Alemanha. É uma marca espanhola com nome alemão. Dito isto, em alemão o “w” têm som de “v”, por isso, apesar da tentação de o dizer foneticamente, a pronúncia correta é de fato “lo-é-ve”.
  

Luxo e cultura juntos 
A LOEWE FOUNDATION foi estabelecida como uma fundação cultural privada em 1988 por Enrique Loewe Lynch, um membro da quarta geração da família fundadora da marca. Atualmente a Fundação continua a promover a criatividade, apoiar programas educacionais e salvaguardar o patrimônio nas áreas da dança, poesia, fotografia, arte e artesanato. A fundação é responsável pelo LOEWE FOUNDATION Craft Prize, uma premiação criada em 2016 e que visa reconhecer e apoiar artesãos internacionais de qualquer idade (acima de 18 anos) ou sexo que demonstrem uma capacidade excepcional de criar objetos de valor estético superior. Afinal, um dos principais propósitos para os quais a LOEWE FOUNDATION foi estabelecida é apoiar o design e o artesanato. A Fundação foi condecorada com a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes, a mais alta distinção atribuída pelo Governo espanhol, em 2002.
    

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Durante décadas conhecida como E.LOEWE, foi por volta de 1920 que a marca espanhola adotou apenas o nome LOEWE e apresentou uma nova identidade visual, que nos anos seguintes passaria por algumas remodelações. E foi somente a partir de 1950 que o logotipo começou a ser simplificado e adquiriu uma imagem mais sofisticada. A atual identidade visual da marca espanhola foi adotada em 2014 e apresentou uma tipografia de letra mais alongada, mas sem perder a sofisticação.
  

A identidade visual da LOEWE também pode ser aplicada com o tradicional anagrama, um dos principais símbolos de reconhecimento da marca espanhola. Esse famoso anagrama, uma insígnia em L quádruplo, foi originalmente desenhado pelo pintor espanhol Vicente Vela em 1970.
  

Com a adoção de uma nova identidade visual em 2014, o anagrama também foi redesenhado (como mostra a imagem abaixo) e apresentou traços mais finos e elegantes, além de um novo design.
  

Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1846 
● Fundador: Heinrich Loewe Rössberg 
● Sede mundial: Madri, Espanha 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Pascale Lepoivre 
● Diretor criativo: Jonathan Anderson 
● Faturamento: US$ 400 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 219 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, acessórios e perfumes 
● Ícones: A bolsa Amazona 
● Website: www.loewe.com 

A marca no mundo 
Subsidiária do conglomerado de luxo LVMH e com faturamento anual estimado em US$ 400 milhões, a espanhola LOEWE possui mais de 200 lojas (incluindo store-in-store dentro de grandes e renomadas lojas de departamento) e comercializa sua luxuosa linha de produtos (além das desejadas bolsas, roupas, acessórios, perfumes e calçados) em mais de 60 países ao redor do mundo. Suas lojas estão instaladas em endereços luxuosos de cidades como Tóquio, Milão, Miami, Las Vegas, Nova York, Zurique, Xangai, Barcelona, Madri, Frankfurt, Paris, Londres, além de Dubai, Hong Kong e Taiwan. Atualmente a LOEWE exporta mais de 75% da sua produção. 

Você sabia? 
A LOEWE também comercializa produtos para casa e lifestyle, como toalhas, diários, carteiras, chaveiros, entre outros itens. 
A mãe do atual rei da Espanha, a rainha Sofia, é frequentemente vista usando bolsas da LOEWE. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, Elle, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/6/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

16.10.19

JOMA


Desde um time de futebol iraniano, passando por uma equipe de ciclismo baseada no Oriente Médio, grandes jogadores de futebol, times tradicionais do futebol europeu e até equipes olímpicas, a marca espanhola JOMA oferece equipamentos tecnologicamente avançados para que os atletas alcancem sempre os melhores desempenhos e resultados. Justamente por isso, a marca ficou conhecida por suas coleções criativas e soluções inovadoras no mundo do esporte, desafiando gigantes globais do setor. 

A história 
Tudo começou no ano de 1965 na pequena cidade espanhola de Portillo de Toledo (próxima a Madri) quando o aprendiz de sapateiro, uma profissão tradicional na região, Fructuoso López (foto abaixo), então um jovem de apenas 22 anos, resolveu iniciar a produção e distribuição de calçados. Contando com apenas 8 funcionários, o jovem visionário começou a fabricar calçados esportivos (especialmente para atletismo) artesanalmente em sua própria casa. Ele resolveu batizar a modesta empresa de Fructuoso López Sociedad Anónima (que pouco depois adotaria o nome de JOMA, as iniciais de seu primeiro filho, JoManuel). Naquela época, quando poucas empresas se preocupavam ou investiam em controle de qualidade, ele provava a resistência dos couros, a adequação das formas e a firmeza das solas. Com os ganhos iniciais e mais um empréstimo, pouco depois, em 1968, a pequena empresa inaugurou uma fábrica de 500 m², aumentou para 20 o quadro de funcionários e direcionou seu foco em desenhar e fabricar calçados esportivos e de lazer.


Focada quase que exclusivamente na produção e desenvolvimento de tênis esportivos até então, a empresa inaugurou uma fábrica maior em 1980. Já com certa notoriedade no mercado espanhol, a JOMA foi convidada pela primeira vez para participar da feira esportiva ISPO em Munique, na Alemanha. O ano de 1981 foi marcado por um dos mais emblemáticos lançamentos da JOMA: o tênis de corrida 367. Em 1987, a empresa desenvolveu uma tecnologia de amortecimento excepcional que faria da JOMA uma empresa global: CPC (Control Press Chamber, em português seria algo como Câmara de Pressão de Controle), que passou a ser empregada em seus calçados esportivos e chuteiras e foi bastante elogiada por consumidores, atletas e críticos do segmento. O retorno financeiro foi tão grande que pouco tempo depois a empresa anunciava a construção da sua nova fábrica, que dessa vez, contava com 60.000 m², três linhas de produção completamente automatizadas e empregava mais de 300 trabalhadores. A JOMA enfim tornava-se uma grande empresa. Em 1988, Fructuoso López, que desde pequeno sempre gostou de esportes, percebeu que a imagem de um esportista era o melhor jeito de representar e divulgar a marca JOMA, e assim iniciou contratos de patrocínio com duas grandes estrelas do futebol espanhol: Martín Vázquez (Real Madrid) e Francisco (Sevilla). Visando se consolidar mais ainda no mercado espanhol, em 1989 a marca fechou contratos de patrocínio com mais três grandes jogadores da época: Emílio Butragueño (astro do Real Madrid), Miquel Soler e Txiqui Beriguistáin (atletas do Barcelona). Era o ingresso definitivo da marca no futebol profissional. Além disso, nessa época, a JOMA resolveu desenvolver mais fortemente vestuários e equipamentos esportivos.


Foi no início dos anos de 1990 que a JOMA iniciou sua estratégia de internacionalização de seus negócios, inaugurando sua primeira subsidiária na Alemanha, em 1992. Está época marcou também a atenção que a JOMA começava a dar para alguns esportes olímpicos, como ao patrocinar o atleta José Luis González, então recordista mundial de 1.500 metros. Além disso, ganhou visibilidade mundial nos Jogos Olímpicos de Barcelona, quando dois atletas patrocinados pela marca conseguiram resultados expressivos: Fermín Cacho medalha de ouro nos 1.500 metros e Alfonso Pérez ouro com a seleção espanhola de futebol. Dois anos mais tarde o que já estava se anunciando se concretizou: a JOMA era a marca espanhola líder em vendas no segmento de futebol na Espanha. Em 1996, após uma experiência bem-sucedida no mercado alemão, a próxima parada foi na América Latina, com a JOMA desembarcando oficialmente no México, onde começou a patrocinar tradicionais times de futebol, como por exemplo, o Puebla. Pouco depois, em 1997, JOMA se tornou a marca líder em futebol de salão no mercado espanhol, graças aos seus pioneiros produtos, que foram desenvolvidos segundo as indicações de jogadores e treinadores deste esporte.


Mas foi no ano de 1998 que a JOMA chamou a atenção do mundo. O jovem espanhol Fernando Morientes, então atacante do Real Madrid, entrou em campo calçando uma chuteira vermelha, que fazia parte de uma campanha publicitária da marca que se chamava “El color en el fútbol” (“cores no futebol”). A ação chamou a atenção da mídia mundial e a JOMA foi pioneira no lançamento de chuteiras coloridas, ousando desafiar o mundo negro dos calçados futebolísticos. Outro jogador de futebol patrocinado pela marca, Alfonso Pérez (então atacante do Real Betis), também passou a usar uma chuteira branca desenhada pela empresa. A partir desse momento, JOMA teve o domínio absoluto do mercado de chuteiras na Espanha por anos. Além disso, seu pioneirismo em colocar cores nas chuteiras seria adotado rapidamente por grandes marcas globais do segmento. Em 1999 a marca espanhola ingressou no voraz mercado americano através de uma subsidiária localizada em San Diego na Califórnia.


Em 2000 a empresa inaugurou uma subsidiária na China, ingressando assim em outro enorme mercado, então em desenvolvimento. O novo século começou muito bem para a JOMA, que fechou patrocínio de vestuário e equipamentos esportivos com a equipe do Sevilla e das seleções de Honduras e Costa Rica. Além disso, mais jogadores como Pavón, Helguera e Portillo, eram patrocinados pela marca. Nos anos seguintes a marca inaugurou subsidiárias em importantes mercados, principalmente futebolísticos, como Itália e Reino Unido. Pouco depois, em 2004, a JOMA resolveu investir no Oriente Médio com o patrocínio de quatro grandes equipes da primeira divisão dos Emirados Árabes Unidos. A JOMA voltou a ganhar destaque mundial em 2006 quando a equipe do Sevilla, patrocinada pela marca, conquistou sua primeira Copa da UEFA, e a Supercopa da Europa. Nesta época, o crescimento era tão absurdo que, em 2007, a JOMA já contava com 40 clubes de futebol e mais de 500 jogadores em seu portfólio de patrocínio. Em 2008, a marca resolveu apostar mais forte em outra modalidade esportiva, ao patrocinar o tenista Feliciano López.


Em 2013, a marca ingressou em novos mercados na Europa Oriental, além de relançar seus produtos em países difíceis, como Argentina e França. Ainda este ano, uma pesquisa apontou a JOMA como a terceira marca mais conhecida no segmento esportivo, atrás apenas da Nike e Adidas. E para se ter ideia desse enorme crescimento da JOMA, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, aproximadamente 10% dos mais de 11.000 atletas participantes usavam roupas e equipamentos da marca espanhola. No atletismo, a marca conseguiu uma grande visibilidade ultimamente através do patrocínio da Real Federação Espanhola (RFEA). Além disso, a marca espanhola acelerou o desenvolvimento e lançamento de tênis, chuteiras e vestuários com tecnologia de ponta, conquistando assim ainda mais consumidores e atletas.


Nos últimos anos a JOMA investiu muito em patrocínios de times de futebol, federações esportivas, comitês olímpicos, equipes de outros esportes e atletas. Entre os principais times de futebol que utilizam vestuário e equipamentos esportivos da marca espanhola estão Villarreal, Espanyol, Getafe e Leganés (Espanha), Torino, Sampdoria e Atalanta (Itália), Hoffenhein (Alemanha), Anderlecht (Bélgica), Swansea City (País de Gales) e Toulouse (França). Entre as seleções nacionais de futebol estão Romênia, Bulgária, Honduras, Cuba e Ucrânia. A JOMA também é fornecedora de equipamentos esportivos para os comitês olímpicos da Espanha, Portugal, Marrocos e Malta, além das federações de atletismo, rúgbi e basquete da Espanha. A JOMA também possui forte presença de patrocínio em equipes europeias de basquete, ciclismo e futebol de salão.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Após adotar um logotipo rústico em seus primeiros momentos, a JOMA apresentou em 1978 uma nova identidade visual, que ganhou uma nova tipografia de letra e uma águia como símbolo. Este logotipo seria usado durante décadas, com pequenas atualizações. Há poucos anos atrás, a marca espanhola adotou uma nova identidade visual que contém apenas o nome da marca na cor azul (pode ser aplicado também em preto ou branco com o fundo azul).


A JOMA sempre utilizou um J estilizado como símbolo, que aparece em muitos produtos, especialmente as chuteiras de futebol. Esse símbolo também foi modernizado ao longo dos anos.


Os slogans 
Entrena tu libertad. (2016) 
Exercise Your Freedom. (2016) 
Solo por Deporte. 
Respeto por el deporte. (2010) 
Alta Tecnología Deportiva. (década de 1990) 
All For Sport.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1965 
● Fundador: Fructuoso López 
● Sede mundial: Portillo de Toledo, Espanha 
● Proprietário da marca: Joma Sport S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: José Manuel López Gonzalez 
● Presidente: Fructuoso López 
● Faturamento: €200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 250 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Equipamentos esportivos 
● Principais produtos: Chuteiras, tênis, bolas e equipamentos esportivos 
● Concorrentes diretos: Kelme, Lotto, Kappa, Errea, Legea, Macron, Umbro, Nike, Adidas, Puma, New Balance, Mitre e Under Armour 
● Ícones: A letra J estilizada 
● Slogan: Entrena tu libertad. 
● Website: www.joma-sport.com 

A marca no mundo 
Atualmente a JOMA, que está entre as dez marcas esportivas mais importantes do mundo, comercializa sua vasta gama de produtos em mais de 110 países através de distribuidores, varejistas e mais de 250 lojas próprias (em sua grande maioria localizada na Espanha e países do Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia). A empresa espanhola, que fatura €200 milhões por ano (valor estimado), oferece chuteiras, tênis, vestuário, bolas e equipamentos esportivos para futebol, futsal, tênis, ciclismo, rúgbi, vôlei, basquete, handebol e atletismo. Além disso, a marca oferece tênis e vestuários para corrida e ginástica, além de uma linha de roupas e acessórios casuais. Em todo o mundo, a JOMA fornece equipamentos esportivos para aproximadamente 300 equipes profissionais, seleções e federações, incluindo clubes das principais ligas da Espanha, Itália, França e Inglaterra, bem como associações esportivas e comitês olímpicos nacionais. A empresa fabrica seus produtos em países como China, Indonésia, Vietnã, México, Brasil e Argentina. 

Você sabia? 
Hoje em dia, aproximadamente 75% do faturamento da marca JOMA vem do exterior. Esse faturamento é dividido entre vestuários esportivos (55%) e calçados esportivos (45%), produto com o qual a empresa iniciou sua atividade. Os maiores mercados da marca são Espanha, Itália, Reino Unido, México e China. 
No Brasil a JOMA chegou em 2002 e patrocinou times como Paraná Clube, Ceará e Caxias, além de atletas como Ricardinho (campeão do mundo em 2002) e Léo Moura. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (El País), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/10/2019

26.9.18

CABIFY


Vá para onde quiser. Quando quiser. Viaje com os melhores motoristas. Afinal, é você quem manda. A Cabify está à sua disposição para ir ao aeroporto, ao trabalho, a um show ou a uma festa de forma eficiente e segura. E se transformou em uma das maiores empresas de rede de transporte em países de língua espanhola e portuguesa, sendo popularmente conhecida como “Uber da Europa”

A história 
A empresa foi fundada por Juan de Antonio (foto abaixo), um empreendedor espanhol e engenheiro de telecomunicações, formado na renomada Universidade de Stanford. Juan vislumbrou a oportunidade em criar uma empresa de rede de transporte particular por suas péssimas experiências com motoristas de táxi na Ásia e América Latina, onde tinha que negociar os preços das corridas, encontrava problemas para obter um simples recibo e por vezes tinha que suplicar aos motoristas parar o taxímetro. De Antonio começou a discutir a ideia com o nigeriano Adeyemi Ajao, um dos fundadores da Tuenti (uma rede social espanhola), e Brendan Wallace. Samuel Lown se juntou ao grupo como Diretor de Tecnologia. No dia 1 de dezembro de 2011 eles lançaram oficialmente a Cabify, inicialmente prestando serviços na cidade de Madri. No começo, o serviço batizado de “Executive”, era direcionado a um grupo de nicho, com carros de alto padrão que eram um pouco mais caros que os táxis.


Em fevereiro de 2012, seis semanas após o lançamento oficial, a Cabify já havia cadastrado aproximadamente 20.000 usuários e completado aproximadamente 3.000 corridas na cidade de Madri. Pouco depois, em setembro, a jovem empresa recebeu US$ 4 milhões em uma rodada de investimentos de fundos como Black Vine e Emerge, e de investidores-anjos através da organização AngelList e um grupo de investidores da América Latina. Isso possibilitou que a empresa iniciasse operações na América Latina, abrindo subsidiárias no México, Chile e Peru. Em poucos anos, 80% da receita da empresa viria da América Latina. Em junho de 2013, a empresa lançou o serviço Cabify Lite, com carros menos luxuosos cujas tarifas eram normalmente mais baratas que táxis. Começava então o grande sucesso da Cabify. A segunda rodada de investimento chegou no mês de abril de 2014, no valor de US$ 8 milhões. Naquele momento, Cabify tinha mais de 100.000 downloads de seu aplicativo globalmente, 35.000 dos quais vinham da Espanha.


A Cabify começou a oferecer serviços a clientes corporativos em Bogotá no ano de 2015, ingressando assim em um novo mercado. O maior investidor da empresa, o gigante japonês do comércio eletrônico, Rakuten, fez seu primeiro investimento na Cabify no mês de outubro de 2015, quando forneceu capital para aumentar a expansão da empresa na região da América Latina. Com o novo investimento, a Cabify aumentou sua expansão no México, onde operava em seis cidades: Cidade do México, Monterrey, Querétaro, Puebla, Guadalajara e Toluca. Além disso, a empresa também fez uma parceria com o aplicativo Waze para completar suas corridas com rapidez e aumentar a segurança de motoristas e passageiros. No início de 2016, a empresa divulgou ter mais de 1 milhão de instalações do aplicativo globalmente, a grande maioria vindo da América Latina e o resto da Espanha. Pouco depois, em abril, com uma nova rodada de investimentos da Rakuten, no valor de US$ 92 milhões, a empresa iniciou operações na Argentina (Buenos Aires e Rosário), Brasil (São Paulo), Costa Rica, Portugal (Lisboa), Bolívia, Equador, e Panamá.


Atualmente a Cabify opera como ponto de contato entre clientes e uma rede de motoristas particulares, cuidadosamente selecionados, através de seu aplicativo, e também de seu site. O usuário entra no aplicativo, solicita a viagem e, em poucos minutos, um motorista particular deverá estar no local apontado. Entretanto, a Cabify aposta, em boa parte dos mercados onde atua, em uma cobrança baseada na quilometragem percorrida pelo motorista - e não o tempo - para se diferenciar do mercado de caronas pagas. Outro grande diferencial da Cabify é a possibilidade de agendar corridas e não somente pedidos imediatos, além da ausência de tarifa dinâmica (taxa que multiplica o valor da corrida de acordo com a demanda por carros naquela hora). Os clientes pagam pelo serviço usando seus cartões de crédito ou conta PayPal, com opção de pagamento em dinheiro iniciado em alguns mercados em 2016.


Os carros e os motoristas parceiros da Cabify passam por um rigoroso processo de cadastro. Todo motorista precisa passar um teste psicométrico, testes toxicológicos e testes de direção. Eles também são obrigados a fornecer atestados de antecedentes criminais e comunicar multas de trânsito. Além disso, todos os motoristas parceiros precisam usar roupas profissionais. É esperado que sejam educados e atenciosos com os passageiros, o que inclui muitas vezes serviços adicionais, como o fornecimento de garrafas de água com o logotipo da Cabify.


Cabify foi concebido como uma alternativa de transporte de alto padrão e oferece três tipos de carros: Executive, com automóveis como Mercedes-Benz S-Class ou Audi A8, Lite (Toyota Etius) ou Group (6 pessoas). Além disso, oferece outros serviços de acordo com a cidade, como: Cabify Express, um serviço de entrega via moto táxi, no Peru; Cabify Taxi, um serviço para acessar táxis locais, na Espanha; Cabify City, um serviço de motoristas independentes, no Chile; Cabify Bike, um serviço onde usuários podem se transportar com suas bicicletas no Chile; Cabify Cash, um serviço onde usuários pagam com dinheiro ao invés de cartão de crédito, no Peru; e mais recentemente, em 2017 o CabiFly, um serviço de táxi aéreo na cidade de São Paulo, em parceria com a startup de serviços de helicóptero Voom, apostando em fortalecer sua posição no mercado corporativo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca, que originalmente tinha como símbolo o C de Cabify como um “Pin” de geolocalização, passou por apenas uma grande remodelação em sua história. Isto aconteceu em 2017, quando passou a utilizar tons mais leves, de roxo e branco, no lugar do preto e amarelo. Mais moderna, a nova letra C remete ao movimento (e parece um Pin de geolocalização com design moderno), enquanto a simplicidade nas cores e formas escolhidas reflete a forma como as pessoas se deslocam todos os dias nos carros. Para fixar que o roxo era sinônimo de Cabify, alguns carros circularam pelas cidades adesivados nessa cor. Os passageiros que utilizaram os carros roxos foram presenteados com um kit da nova marca contendo ecobag, adesivo, bloquinho e caneta.


Os slogans 
Going together. 
Curta o caminho. 
A cidade é sua.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1 de dezembro de 2011 
● Fundador: Juan de Antonio, Adeyemi Ajao, Brendan Wallace e Sam Lown 
● Sede mundial: Madri, Espanha 
● Proprietário da marca: Maxi Mobility Spain, S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Juan de Antonio 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 11 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.700 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativo de transporte particular 
● Concorrentes diretos: Uber, Lyft, SaferTaxi, Taxify e 99 
● Slogan: Curta o caminho. 
● Website: cabify.com/pt-BR 

A marca no mundo 
A Cabify, focada em soluções de mobilidade urbana, está presente em 11 países (Brasil, Espanha, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Portugal e República Dominicana), nos quais oferece para 40 cidades dois tipos de serviços, um para empresas e outro para particulares. Apenas no Brasil, onde atua em oito cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Santos, Brasília, Porto Alegre e Campinas), a Cabify cresceu 20 vezes em 2017, na comparação anual, e alcançou 3 milhões de usuários (incluindo 5.000 empresas). No mundo todo alcançou o número de 13 milhões de clientes, dos quais 50 mil são empresas. Os clientes corporativos representam 60% da oferta dos serviços da Cabify. Esse serviço é focado em clientes corporativos e usado para transportar funcionários de grandes empresas. Segundo a Cabify são mais de 120 mil motoristas cadastrados no mundo. 

Você sabia? 
Cabify foi o primeiro serviço particular a oferecer uma opção de transporte para pessoas com deficiências. O serviço, batizado de Cabify Access, foi introduzido em parceria com a Peugeot no México, onde 6.6% da população têm algum tipo de deficiência. Esse serviço foi ampliado para outros países como Chile, Espanha e Peru. 
Segundo levantamento, o tempo médio de um passageiro em um carro da Cabify é de 35 minutos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão, Folha, O Globo e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 26/9/2018

22.2.18

PROSEGUR


A PROSEGUR protege com eficiência e segurança bens e patrimônios de milhões de pessoas e empresas em muitas partes do mundo. Desde os serviços de coleta e suprimento, transporte e custódia de cédulas, moedas, bilhetes de loteria, cheques, joias, obras de arte e objetos especiais com alto valor agregado, até vigilância e monitoramento, os clientes se sentem seguros com a empresa espanhola. 

A história
Tudo começou quando Herberto Juan Gut Beltramo, que nasceu na cidade argentina de Rosário, chegou à Espanha no final de 1975 com o aval e US$ 25 mil da família Juncadella, que possuía uma empresa de transporte de valores e segurança, para estudar o mercado espanhol e analisar as possibilidades de abrir uma filial. Os serviços de segurança privada, incluindo a segurança de transporte de dinheiro e o fornecimento de guardas de segurança, se mostraram populares depois da queda do regime autoritário de Franco, em 1975, e Herberto Gut aproveitou este momento para fundar a PROSEGUR no dia 14 de maio de 1976. A PROSEGUR começou suas atividades como uma empresa de segurança privada, inicialmente com um foco especial em usinas de energia, instalações industriais e centros comerciais. No ano seguinte, apostando na implantação de serviços em novos segmentos de mercado, a empresa passou a oferecer a atividade de vigilância.


Já em 1980 a empresa iniciou sua expansão internacional com a abertura de uma filial em Portugal. Pouco depois, em 1982, a PROSEGUR iniciou uma fase de expansão e consolidação no mercado espanhol através da aquisição de pequenas empresas locais. Em 1987, a PROSEGUR tornou-se a primeira companhia de segurança da Espanha a vender ações em uma oferta pública inicial na Bolsa de Valores de Madri. No início da década seguinte, em 1992, a empresa criou a divisão de alarmes, oferecendo proteção monitorada para residências e empresas. A matriz espanhola ingressou oficialmente no mercado da América do Sul em 1995 quando adquiriu 50% das atividades de vigilância da Juncadella na Argentina, Chile e Uruguai. Em meados de 1997, Herberto faleceu em um trágico acidente de automóvel na cidade de Madri.


Em 2001, a PROSEGUR comemorou 25 anos de atividade ingressando no enorme mercado francês. Ainda este ano, ao adquirir o restante da Juncadella, a empresa espanhola absorveu seus 23.500 funcionários nas filiais do Brasil, Peru, Paraguai, Bolívia, Argentina, Chile e Uruguai. Em 2007, dando continuidade a sua política de aquisições para reforçar as diversas áreas de negócio, a PROSEGUR adquiriu - na área de vigilância, logística de valores e gestão de numerário - a empresa colombiana Thomas Greg & Sons. No ano de 2011, a empresa iniciou uma nova etapa em sua internacionalização ingressando na Ásia (Índia e Cingapura) e na Alemanha. No ano seguiste passou a oferecer serviços de segurança para o enorme mercado chinês. Pouco depois, em 2013, ingressou no mercado australiano através da aquisição da segunda maior empresa de transporte de valores do país, a divisão australiana da Chubb Security por €95 milhões. No ano seguinte, ampliou sua oferta de produtos com o lançamento dos serviços no segmento de Cibersegurança. Mais recentemente, em 2016, quando comemorou 40 anos de serviços prestados, a PROSEGUR ingressou em um novo mercado: África do Sul.


Atualmente a PROSEGUR, terceira maior empresa privada do mundo em soluções integrais de segurança, apesar de sua visão global atua localmente, operando de acordo com as particularidades de cada mercado, já que o setor é altamente regulado e varia de acordo com a legislação de cada país. A PROSEGUR oferece uma completa gama de serviços como: Gestão de Caixas Eletrônicos (pioneira neste segmento para as principais instituições financeiras, assumindo toda a cadeia de funcionamento como abastecimento e reposição de dinheiro, monitoramento e controle de saldo, fechamento contábil e checagem de operação, custódia das chaves, manutenção e central de monitoramento), Gestão de Numerário (realiza a classificação e processamento de dinheiro com a mais avançada tecnologia, integrando as atividades de transporte de valores e gestão de numerário em um mesmo serviço), Vigilância Ativa (presencial armada ou desarmada, com cães, rondas internas e controle de acesso), Alarmes (serviços de monitoramento com alarmes, com e sem fio, para proteger estabelecimentos comerciais e residências), Transporte de Cargas Especiais (que se diferencia pelo alto nível de segurança que oferece, além de contar com a facilidade de reunir em uma única solução todas as etapas e serviços que demandam o transporte de cargas com alto valor agregado) e Transporte Internacional (serviço porta a porta que inclui suporte aos trâmites aduaneiros e a gestão de todos os documentos necessários).


Entre os produtos mais populares da PROSEGUR estão: Caixa Fácil (um produto revolucionário de guarda e aferição de valores, desenvolvido após extensa pesquisa, é composto por um cofre inteligente com blindagem reforçada e com o que existe de mais atual em tecnologia de reconhecimento de cédulas e segurança Uma vez depositado no cofre, o risco sobre os valores passa a ser integralmente da PROSEGUR) e o CataMoeda (um serviço inovador para solucionar o problema da falta de troco de maneira criativa, trazendo benefícios para o varejo e para os consumidores, que convertem suas moedas esquecidas em poder de compra).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O tradicional logotipo amarelo continha o globo terrestre e a letra S, em alusão a segurança que blinda seus serviços. A primeira modificação significativa ocorreu em 1996 e somente na América do Sul, onde a empresa argentina Juncadella era proprietária da marca: o logotipo se tornou redondo, ganhou novas cores (verde e vermelho) e o nome da marca. Seis anos depois, em 2002, quando a PROSEGUR da Espanha adquiriu as operações da América do Sul, o logotipo voltou as suas raízes visuais com a utilização da tradicional cor amarela. O atual logotipo da marca foi apresentado em 2005: o globo terrestre ganhou um design mais moderno. O tradicional globo terrestre pode ser aplicado do lado esquerdo ou acima do nome da marca.


Os slogans 
Seguridad de Confianza. 
Security you can trust. 
Você pode confiar.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: Herberto Juan Gut Beltramo 
● Fundador: 14 de maio de 1976 
● Sede mundial: Madri, Espanha 
● Proprietário da marca: Prosegur Compañía de Seguridad S.A. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Helena Revoredo Delvecchio 
● CEO: Christian Gut Revoredo 
● Faturamento: €3.9 bilhões (2016) 
● Lucro: €185 milhões (2016) 
● Valor de mercado: €3.8 bilhões (fevereiro/2018) 
● Presença global: 17 países
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 168.000 
● Segmento: Segurança e logística 
● Principais produtos: Logística de valores e soluções integradas de segurança e alarmes 
● Concorrentes diretos: Brinks, Protege, G4S e Loomis 
● Ícones: A cor amarela 
● Slogan: Seguridad de Confianza. 
● Website: www.prosegur.com.br 

A marca no Brasil 
A PROSEGUR chegou ao Brasil em 1981, quando ainda fazia parte do Grupo argentino Juncadella e foi apenas em 2001, que a matriz espanhola comprou a PROSEGUR no Brasil. No decorrer dos anos a empresa cresceu no país e passou a ter forte presença nas regiões sul, sudeste e centro-oeste e posteriormente na região nordeste do país. Em 2005, adquiriu os ativos das empresas de transporte de valores Preserve e Transprev. Com essa incorporação e o crescimento das equipes a empresa tornou-se a líder de mercado neste setor no país. Em 2011 a empresa ingressou para o setor de grandes eventos e foi escolhida para prestar a segurança da edição do Rock in Rio, no Rio de Janeiro, além de ser escolhida pela FIFA a primeira empresa de segurança privada a realizar a segurança de jogos amistosos da seleção brasileira em Goiânia e Belém. No ano seguinte, a PROSEGUR consolidou sua presença na região sudeste com a aquisição da Transbank e no nordeste com a aquisição da Nordeste Transporte de Valores. Com uma frota própria de 1.700 carros-fortes, distribuídos em mais de 100 filiais, a empresa atende seus clientes com agilidade e rápida resposta a qualquer demanda de transporte com a máxima eficiência.


A marca no mundo 
Com mais de 165 mil funcionários, a PROSEGUR oferece soluções globais de segurança em 17 países na Europa (Alemanha, Espanha, Portugal e França), Ásia (China, Cingapura e Índia), América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai), África (África do Sul) e Oceania (Austrália). Com faturamento de €3.9 bilhões em 2016, a empresa possui mais de 9 mil veículos e carros-fortes, mais de 100 mil guardas e vigilantes, 500 mil câmeras de monitoramento, 425 mil alarmes instalados, além de gerenciar mais de 100 mil caixas automáticos. A empresa é líder de mercado no Brasil, na Espanha e em todos os países da América Latina onde está presente. Os carros-fortes da empresa transportam anualmente mais de US$ 500 bilhões. 

Você sabia? 
No mês de abril de 2017, bandidos fortemente armados realizaram um mega-assalto a sede da transportadora de valores em Ciudad del Este no Paraguai. Armados com fuzis, entre eles o modelo .50 que derruba até helicóptero, os ladrões explodiram a entrada da empresa e trocaram tiros com vigilantes. Segundo autoridades e a empresa, os bandidos levaram mais de US$ 9 milhões. 
A eficiência só se consegue com investimento sério em inovação. Cada um dos sistemas de segurança que a empresa desenvolve foi testado previamente em uma de suas 600 bases operacionais em todo o mundo. Desta forma, a PROSEGUR o máximo de rendimento e eficácia antes de seu lançamento ao mercado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Valor Econômico e El País), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/2/2018