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24.7.18

APEROL


Um sabor rico. Uma hipnotizante e forte cor laranja. Misturado com prosecco, água com gás e gelo se tornou o drinque das ruas de Veneza. E presença constante em rodas de amigos e happy hours pelo mundo afora. Foi assim que a italiana APEROL se tornou uma das bebidas mais desejadas do mundo.

A história 
Tudo começou em 1912 quando os irmãos Barbieri, Luigi e Silvio, herdaram a pequena destilaria de seu pai, então localizada na cidade italiana de Padova, na região de Vêneto. Os irmãos desejavam criar um aperitivo refrescante e com baixo teor alcoólico e após sete anos de intensas pesquisas apresentaram a nova bebida em uma feira internacional da cidade. Batizado de APEROL (o próprio nome é uma referência à palavra apéro, uma forma casual de se pedir um aperitivo em francês), a nova bebida de cor laranja, sabor complexo, rico e levemente amargo, era feita de uma combinação perfeita de ervas amargas e doces e frutas cítricas (a receita original - secreta - permanece inalterada até hoje). Inicialmente divulgado para um público masculino, APEROL estava destinado a se tornar o queridinho da Itália. Era comercializado como um aperitivo leve, uma alternativa aos licores mais fortes da época, ideal para ser consumido antes das refeições e abrir o apetite. Em 1920, a marca investiu em suas primeiras propagandas: cartazes evocavam a personalidade da marca, com texto e imagens em laranja - a cor símbolo da marca - e uma mensagem sugerindo estilo e elegância dos locais onde era servido.


Embora APEROL inicialmente visasse os homens através de sua comunicação, a década de 1930 introduziu a bebida ao público feminino através de anúncios nos jornais de grande circulação do país. Esses anúncios destacavam o fato de que o consumo de APEROL era favorável para as mulheres, sendo referido como “Il liquore degli sportivi” (algo como “o licor escolhido para o indivíduo ativo”) devido ao seu baixo teor alcoólico (apenas 11%) e perfeito para momentos de convívio social e particularmente adequado para o público feminino. Devido a essa campanha APEROL apresentou um bom desempenho em um mercado dominado por bebidas com alto teor alcoólico, tornando-se uma das mais populares entre mulheres e jovens.


A popularidade da bebida entre os italianos iria aumentar no início da década de 1950, quando foi introduzido o spritz, um drinque que mistura prosecco, APEROL, um pouco de água com gás, gelo e uma rodela de laranja. Foi um marco na história da comunicação para a marca. Isto porque, principalmente na Itália, “Lo Spritz” se tornou frequentemente sinônimo de APEROL, happy hour ou aperitivo. Quando alguém pensa spritz, imediatamente associa com APEROL. A partir deste momento, spritz e happy hour tornaram-se temas predominantes na comunicação da marca. Uma curiosidade: reza a lenda que o spritz foi inventado no século XIX na região de Vêneto, durante o período da dominação austríaca. Como os soldados austríacos não gostavam do sabor dos vinhos do norte da Itália, altamente alcoólicos na época, pediam sempre um pouco de água para misturar - Spritzen (borrifar em alemão) - com o vinho. Hoje, são consumidos aproximadamente 300 mil Aperol Spritz somente na região de Vêneto todos os dias, segundo o Grupo Campari, atual proprietário da marca. Com isso, nos anos seguintes, APEROL se tornou o preferido dos italianos para compor a receita do spritz. Somente em 1995 a marca apresentou sua primeira variação de produto: APEROL SODA (uma bebida pronta para o consumo que mistura APEROL e club soda, com apenas 3% de teor alcoólico).


Em 2003, a história da marca começaria a mudar quando o tradicional Grupo Campari adquiriu o APEROL, até então praticamente desconhecido fora da Itália. Com o impulso da rede de distribuição do Grupo Campari o APEROL começaria a ganhar o mundo e conquistar milhões de fãs. Para isso, a empresa se concentrou no drinque Aperol Spritz para expandir a marca para novos mercados e se reaproximar de um público mais jovem. Foi o primeiro esforço para criar uma mania em torno do Aperol Spritz, bebida popular no nordeste da Itália há quase um século. Com o slogan “Crazy for life” (“Louco pela vida”), as campanhas da marca retratavam jovens brindando com o tradicional coquetel. E davam a receita do spritz: três partes de espumante, duas de APEROL e uma de água com gás. Para completar, gelo e uma fatia de laranja. E voilà! Ou melhor, prego!, como dizem os italianos, criadores do drinque. Com isso a marca conquistou primeiramente a Áustria, Alemanha e Suíça. A expansão continuou, e, em 2010, o drinque conquistou outras áreas do Mediterrâneo. Daí para Nova York foi um pulo. Além disso, a estratégia de promover festas (batizadas de APEROL SPRITZ SUMMER TOUR) também ajudou a popularizar a bebida na Europa. Ao mesmo tempo, a marca adotou outra tática: treinar bartenders em países como Alemanha, Austrália e até no Brasil (onde produto foi lançado em 2006). E a fama de APEROL se tornou ainda maior quando passou a ser apreciado por celebridades como o ator Robert De Niro.


O Aperol Spritz foi escolhido em 2011 pelo jornal The New York Times como a bebida do verão na Europa. Isso impulsionou ainda mais sua fama internacional. Ainda este ano a marca a resolveu expandir sua linha de produto com o lançamento do Aperol Spritz Home Edition, o tradicional drinque pronto para beber em pequenas garrafas, bastando adicionar uma fatia de laranja e um pouco de gelo. O investimento na marca foi tão grande, que no ano de 2012, a cidade de Milão ganhou um espaço dedicado ao aperitivo: o Terrazza Aperol, que tem uma aconchegante varanda de frente para a Duomo (catedral), o ponto turístico mais famoso da cidade. O lugar, além de oferecer deliciosos pratos e petiscos, vende mais de 350 doses do famoso drinque por dia. O sucesso da marca também pode ser explicado pela versatilidade da bebida: por lembrar um licor, o APEROL é bastante utilizado em receitas de sobremesas, compondo sorvetes, pudins, caldas, mousses, macarons, cupcakes e até picolés.


A evolução da garrafa 
A tradicional garrafa de APEROL evoluiu ao longo dos tempos. O atual design da garrafa, e também do rótulo, foi apresentado recentemente.


Os slogans 
Italy’s favourite light aperitif: zesty and refreshing. 
It starts with Aperol Spritz. (2017) 
Crazy for life. (2013) 
Spritz Life? Aperol Spritz! (2009) 
Happy Spritz, Happy Apero. (2005) 
I Drink Aperol, What About You. (década de 1980) 
Ah, Aperol. (década de 1960) 
L’aperitivo degli sportivi. 
Il liquore degli sportivi. (década de 1930)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Lançamento: 1919 
● Criador: Luigi e Silvio Barbieri 
● Sede mundial: Milão, Itália 
● Proprietário da marca: Davide Campari-Milano S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Robert Kunze-Concewitz 
● Faturamento: €200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Vermutes 
● Concorrentes diretos: Cinzano, Martini, Cynar, Campari, Select, Bitterol, Fernet-Brana e Carpano Punt e Mes 
● Ícones: O aperitivo Aperol Spritz e a cor laranja da bebida 
● Slogan: Italy’s favourite light aperitif: zesty and refreshing. 

A marca no mundo 
Atualmente APEROL, uma das marcas mais importantes do Grupo Campari, é comercializado em mais de 80 países ao redor do mundo, tendo como principais mercados, além da Itália, Alemanha, Áustria, França, Suíça, Bélgica e Reino Unido. Com faturamento anual estimado em €200 milhões, no ano de 2017 foram vendidas 4 milhões de caixas (9 litros) em todo o mundo. 

Você sabia? 
A receita secreta - em volume e concentrações específicas - é composta por mais de trinta ingredientes, incluindo laranjas, raízes, ervas, baunilha e ruibarbo, o que dá amargor a bebida. 
Em junho de 2014, milhares de pessoas se reuniram na tradicional Piazza San Marco, localizada em Veneza, para realizar o maior brinde de APEROL do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (O Globo e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 24/7/2018

23.6.15

JÄGERMEISTER


Mais de 50 ingredientes naturais combinados com perfeição artesanal. Junte-se a isso uma icônica garrafa verde bojuda e uma boa dose de marketing baseada em uma lenda. O sabor único de Jägermeister não é apenas uma questão de sorte, mas o resultado de décadas de experiência e uma receita super secreta. Por tudo isso se tornou a bebida de exportação mais famosa da Alemanha. Afinal, o segredo deste sucesso foi e continua sendo o caráter único de Jägermeister, que proporciona uma experiência inesquecível a cada copo. 

A história 
Para contar a história da bebida alcoólica mais famosa da Alemanha, é preciso voltar a 1878, quando Wilhelm Mast fundou um pequeno negócio para comercializar vinagre de vinho em sua cidade natal, Wolfenbüttel, localizada na região da Baixa Saxônia. A empresa cresceu, passou a comercializar vinhos finos e Curt Mast, filho do fundador, assumiu os negócios em 1917. E foi justamente sob sua orientação que a empresa tomou um novo rumo. Isto porque, quando jovem, demonstrava talento extraordinário na preparação e mistura de extratos de plantas para criar bebidas destiladas. Após anos de experiências testando ingredientes e misturas para criar uma nova bebida, em 1934, Curt finalmente acertou a mão e conseguiu misturar de forma perfeita 56 especiarias como ervas, flores, frutas e raízes, que deram origem a um licor único, inconfundível e com sabor distinto. Apesar da receita ser secreta, dentre os ingredientes se destacavam: raízes de gengibre (cujos óleos essenciais repletos de sabor estão por trás de grande parte do sabor picante da bebida final), paus de canela, anis estrelado, cardamomo verde, raízes de alcaçuz, cravos da índia, casca de laranja, açafrão e flores de camomila.
  

Curt então resolveu dedicar sua nova receita, com sua combinação de apenas ingredientes naturais e álcool puro, a todos os caçadores e suas tradições honrosas. Afinal, Curt era um caçador entusiasta. Mas ele sabia que além de ter criado um excepcional licor, era preciso construir um marketing fantástico em volta de sua nova criação. Começando pelo nome Jägermeister (pronuncia-se Iéguermaister), que significa Caçador Mestre, em alemão. Isto porque, Curt resolveu homenagear Saint Hubertus (São Humberto), o santo padroeiro dos caçadores. Conta a lenda que Saint Hubertus era um dos melhores caçadores de sua época. Impiedoso e sistemático, movido pela ânsia de caçar, eis que numa manhã de Sexta-feira Santa ao ingressar em uma floresta na região das Ardenas, ele se deparou com uma figura mítica saindo da mata escura: um cervo branco imponente com enormes chifres e uma cruz luminosa levitando entre eles. Ao avistar o cervo, ele se converteu ao cristianismo e após sua morte se tornou Saint Hubertus “o caçador mestre”. Pronto, Curt resolveu adotar o tal cervo branco como símbolo e exibi-lo no rótulo de sua nova bebida.
 

E para proteger o sabor único de Jägermeister, ele escolheu uma garrafa especial que se tornaria tão famosa quanto à bebida que armazena. A garrafa deveria ser absolutamente confiável. Conta a história, que ele testou centenas de formatos diferentes, deixando-as cair de uma altura elevada sobre o piso de carvalho de sua cozinha – apenas uma permaneceu intacta. Uma garrafa verde bojuda (de 700 ml) surpreendente e incomparável, cuja confiabilidade resumia seu conteúdo: um símbolo do artesanato autêntico. Jägermeister foi lançado no mercado alemão oficialmente em 1935 como um licor digestivo (com 35% de graduação alcoólica), sendo também um bom “remédio” para tosse. Nas décadas seguintes, Jägermeister rapidamente se tornou extremamente popular entre os alemães, especialmente ao ser consumidor após as refeições. Mas também fez enorme sucesso - devido a sua versatilidade - com outra forma de consumo: o famoso shot (dose de 50 ml), extremamente gelado, despejado dentro de um copo de cerveja. Essa forma de consumo ganhou o apelido de JägerBomb.
   

Na década de 1960, o consumo de Jägermeister aumentou muito, especialmente após o produto ser exportado para vários países da Europa, como Áustria, Noruega, Suécia, Dinamarca, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Essa internacionalização ganhou ainda mais força a partir de 1975, quando Jägermeister passou a ser importado para os Estados Unidos por Sidney Frank e rapidamente se tornou popular nos bares e clubes noturnos, especialmente na cidade de Nova York. O Jägermeister era melhor apreciado bem gelado, a exatos –18°C. E para evitar que a bebida ficasse relegada ao freezer, Sidney teve uma ideia brilhante: um sistema de torneira exclusivo que traria o licor de ervas de volta para o balcão do bar. Assim, em 1993, nasceu a primeira Tap Machine de Jägermeister, um dispensador feito exclusivamente para servir a bebida bem gelada, como sugeria que fosse consumida. Essas máquinas conquistaram rapidamente seu espaço nos bares americanos - e logo chegaram a balcões de bares ao redor do mundo. A década também foi marcada por grandes iniciativas de marketing, como por exemplo, a criação de drinques onde Jägermeister era ingrediente principal.
   

Com a chegada do novo milênio, devido a sua versatilidade, Jägermeister passou a ser ainda mais consumido por um público jovem em diversas baladas ao redor do mundo. E as formas de consumo também evoluíram. O tradicional JägerBomb ganhou a versão com energético, ao invés de cerveja. Outro fator importante para a bebida se tornar uma das mais consumidas do mundo foi o alto investimento ligado a música, especialmente com patrocínio de shows e eventos, o que aumentou ainda mais sua penetração junto ao público jovem. A marca também investiu na criação e lançamento de drinques já misturados para consumo (em latas), incluindo o Jägermeister com gengibre e limão. Além de edições limitadas, como Jägermeister Spice (2014), que combinava o tradicional licor com um delicioso blend de baunilha e canela.
  

Nos anos seguintes a marca investiu na ampliação de sua linha de produtos. Por exemplo, em 2017, surgiu o Jägermeister Manifest, que se tornou o primeiro licor de ervas super-premium do mundo, envelhecido em barris de carvalho. Pouco depois, em 2019, ocorreu o lançamento do Jägermeister Scharf, uma versão mais picante do licor original; e do Jägermeister Cold Brew Coffee, versão que combina a receita de ervas original com uma mistura perfeita de café arábica lentamente preparado a frio.
   

E as novidades não pararam por aí. Em 2023 foi lançado o Jägermeister 9556 Nights Of Exploration, uma edição extremamente limitada cujo licor é envelhecido por exatas 9.556 noites em barris de carvalho. Em 2024, a marca lançou um de seus maiores sucessos: Jägermeister Orange, versão que traz um sabor frutado - de laranjas e tangerinas - e refrescante ao licor original. Mais recentemente, em 2025, a marca alemã lançou no mercado o Jägermeister Winter Edition, edição sazonal que aprimora a versão original com especiarias de inverno, como canela, cravo, cardamomo e baunilha. O resultado é um licor de ervas suave e adocicado, perfeito para noites de inverno na companhia de amigos. Essa versão pode ser apreciada pura, em temperatura ambiente, ou misturada com suco de maçã quente - uma alternativa deliciosa ao vinho quente. Esta edição marcou o retorno do popular “Winterkräuter”, comercializado entre 2013 e 2016.
    

Quem poderia imaginar que uma bebida que foi inicialmente usada por caçadores para brindar seus sucessos na caça seria o início de uma grande história e se transformaria no Jägermeister, um dos destilados mais consumidos do mundo. Afinal, em todo o mundo, as “melhores noites e festas” pedem não apenas o “shot” perfeito, mas também batidas inesquecíveis com o surpreendente sabor de Jägermeister.
   

O segredo do sabor 
Até hoje o processo de produção de Jägermeister é extremamente complexo. A receita secreta é composta por 56 ingredientes naturais diferentes. Cada um passa por diversas etapas de controle de qualidade. Somente os melhores ingredientes são aprovados pelos crivos afiados dos mestres destiladores. São esses ingredientes naturais e puros que garantem o sabor complexo e autêntico que torna Jägermeister tão famoso. Após selecionar matérias-primas da mais alta qualidade, os mestres destiladores as pesam conforme especificado na receita original. Eles preparam então diversas misturas de ervas secas. Estas, por sua vez, são extraídas cuidadosamente pelo processo de maceração a frio que leva várias semanas.
   

Terminado este processo, um mestre destilador mistura com habilidade estes macerados e os transfere para barris de carvalho. São mais de 445 barris de carvalho imponentes que descansam na Kräuterkellerei (adega de ervas). Cada um é talhado em madeira oriunda das florestas locais da Pfälzerwald. Nestes barris, a base de Jägermeister encontra tempo para respirar e envelhecer lentamente por quase um ano. Durante esse processo, os mestres destiladores degustam a bebida continuamente até que a complexidade necessária seja atingida. Mais de um ano irá se passar antes da jornada de uma garrafa ser completada e a mesma autorizada a deixar a empresa. Durante todo esse tempo, ela terá passado por 383 controles de qualidade, uma garantia para a continuidade da mais alta qualidade que a bebida alcançou no mundo. Vale ressaltar que, o Dr. Berndt Finke, vice-presidente de produtos e qualidade da Jägermeister, é uma das poucas pessoas que conhecem a receita secreta.
   

A comunicação e o marketing 
A Jägermeister sempre moldou o espírito cultural de sua época: desde as antigas tradições de caça até a publicidade icônica e o patrocínio esportivo, passando por sua conexão de longa data com a música, a vida noturna e o universo dos festivais. O primeiro filme publicitário da marca - batizado de “Waidmannsheil”, uma saudação tradicional alemã entre caçadores que significa “boa caça” - estreou em um cinema da cidade de Hamburgo em setembro de 1954. No final desta década, a Jägermeister também chegou à televisão. Sob o título “Der Blick durchs Jägermeister-Glas” (A visão através do copo de Jägermeister), foram exibidos os primeiros comerciais com imagens reais de animais selvagens nas florestas alemãs - combinadas com imagens do produto. Já no início de 1960, o slogan “Schafft immer gute Laune” (Sempre traz bom humor) foi utilizado em uma campanha na Alemanha, quando o licor de ervas ainda era comercializado principalmente como um digestivo tradicional para o público mais velho.
   

Mas foi em 1973, com a campanha “Eu bebo Jägermeister porque...” que a marca conquistou de vez o público alemão. A campanha, que apresentava pelo menos 3.520 bons motivos para consumir o lendário licor, trazia pessoas comuns com depoimentos espirituosos, irreverentes e até icônicos e bizarros. Cada anúncio foi veiculado apenas uma vez em jornais ou revistas, resultando em uma campanha verdadeiramente única. Já em 1999 surgiria Rudi e Ralph, os icônicos cervos animados da Jägermeister, que começaram a conquistar a televisão alemã, especialmente com suas observações que divertiam os telespectadores durante os intervalos comerciais - e até mesmo na previsão do tempo noturna -, conferindo-lhes status de cult. A divertida dupla (assista um comercial aqui) ajudou a transformar a imagem da Jägermeister de um licor tradicional para uma bebida de sucesso mundial entre os jovens. Os famosos embaixadores da marca foram aposentados em 2009, em uma famosa campanha digital de despedida que utilizou uma simulação de busca por erros 404 (que significa “página não encontrada”).
  

A Jägermeister foi responsável por revolucionar o marketing esportivo. Isto porque, no dia 24 de março de 1973 a marca estampou seu logotipo na parte frontal da camisa do clube de futebol Eintracht Braunschweig em uma partida da Bundesliga. Com isso, tornou-se a primeira marca na Alemanha a aparecer em uniformes de futebol, abrindo caminho para uma forma inédita de publicidade no esporte. A Jägermeister também se tornou uma lenda no automobilismo. De 1972 a 2000, carros de corrida laranja-vibrante ostentando o emblema do cervo eram uma presença constante nos circuitos europeus. Esse símbolo marcante impulsionou muitos pilotos rumo à vitória e até mesmo à conquista de campeonatos, incluindo lendas das pistas como Graham Hill, Niki Lauda e Hans-Joachim Stuck, que fizeram parte do “Jägermeister Racing Team”.
  

Em meados da década de 1980, as primeiras equipes promocionais vestindo trajes da Jägermeister já marcavam presença em bares e casas noturnas dos Estados Unidos - uma ideia totalmente nova e pouco convencional na época para promover produtos. Compostas por Jägerettes (mulheres) e Jägerdudes (homens), essas equipes de promotores tinham como objetivo tornar a marca Jägermeister mais próxima dos consumidores - e conseguiu. Rapidamente esse conceito foi ampliado para outros países. Hoje em dia as Jägerettes e os Jägerdudes continuam fazendo parte da cena de festas, bares e festivais ao redor do mundo, distribuindo doses geladas (shots) de Jägermeister para os consumidores.
  

Jägermeister e o universo da música são inseparáveis. O que começou no início dos anos de 1990, nos Estados Unidos, com algumas poucas bandas de rock e metal, evoluiu rapidamente para o Jägermeister Music Tour - a primeira iniciativa do gênero no setor de bebidas destiladas do mercado americano. Na Alemanha, a marca também conquistou seu espaço na cena musical com programas como o Band Support e a Jägermeister Rock:Liga. A Jägermeister também marca presença em grandes festivais de música ao redor do mundo. Na Alemanha, a instalação “Platzhirsch” (imagem abaixo) agitou eventos ao ar livre até 2019. O cervo de 20 metros de altura, com galhadas em chamas e fumaça saindo das narinas, marcou presença nos maiores festivais alemães. O público podia aproveitar a festa em seus três andares e curtir doses geladas e drinques variados de Jägermeister. O cervo gigante de madeira oferecia uma vista privilegiada dos palcos principais, ao mesmo tempo em que recebia bandas e DJs do momento.
  

Já o conceito Night Embassy, ​​lançado pela Jägermeister em 2019 no cenário vibrante de Berlim, na Alemanha, personifica a missão da marca: criar as “melhores noites da sua vida – hoje e amanhã”. A primeira edição foi um sucesso estrondoso. Edições subsequentes ocorreram em cidades como Joanesburgo, Tóquio, São Paulo, Bogotá e Nairóbi. Essa série de eventos globais funciona como um espaço de fomento para experiências de vida noturna que ditam tendências. Todos os anos, várias edições do Night Embassy ganham vida em uma seleção rotativa de centros urbanos ao redor do mundo. Talentos promissores da comunidade criativa recebem o espaço e os recursos de que precisam para criar eventos culturais imersivos de vários dias. Até o momento, essa iniciativa global proporcionou a mais de 200 artistas a oportunidade de expressar suas visões criativas e presenteou mais de 38.000 amantes da vida noturna com algumas de suas melhores noites.
  

A icônica garrafa 
A icônica garrafa de Jägermeister evoluiu de um protótipo inquebrável para um design moderno, mais alto e anguloso, apresentando marcos importantes como o formato quadrado original e o característico vidro verde. Em 2016, a marca lançou a garrafa Mini Meister (20 ml), que se tornou extremamente popular especialmente nos Estados Unidos. Atualmente a marca oferece diferentes tamanhos de garrafas, como mostra a imagem abaixo.
  

Em 2019, a marca lançou no mercado a Jägermeister Collpack, embalagem compacta de 350 ml feita de plástico leve apresentando seu verde característico, mas com um design plano e empilhável que lembra uma bolsa térmica de gelo para freezer, criada para atividades e experiências ao ar livre onde garrafas de vidro não são permitidas, como festas, shows, churrascos, acampamentos e eventos.
  

O rótulo cheio de simbolismo 
Não importa em que país se encontre uma garrafa de Jägermeister, ela sempre traz o seguinte texto no rótulo: “Este é o escudo de honra do caçador, que ele protege e valoriza sua caça, caça com respeito, como deve ser, e honra o criador em suas criaturas”. De autoria de Oskar von Riesenthal (1830-1898), um engenheiro florestal, caçador e ornitólogo, esse poema serviu como um princípio orientador para a caça responsável. O rótulo, que incorpora letras reconhecíveis, o número 56 (ressaltando a quantidade de ingredientes botânicos), a cabeça de cervo com uma cruz radiante e a primeira estrofe do famoso poema de caça “Waidmannsheil”, foi desenvolvido por Curt Mast junto com o artista gráfico Günther Clausen em 1934. O rótulo passou por pequenas modificações ao longo de sua história, como mostra a imagem abaixo.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo de sua história. Após o logotipo adotar uma imagem mais simplificada e com fortes detalhes na tradicional cor laranja, tão associada à Jägermeister, a atual identidade visual foi apresentada no mês de maio de 2017. O laranja, anteriormente uma cor central da marca, passou a ser reservado para detalhes de destaque. Tons de verde-escuro predominam na nova paleta de cores, e o cervo famoso ganhou um fundo dourado.
  

O logotipo da marca alemã também pode ser aplicado todo em verde-escuro.
  

O logotipo da marca também pode ser aplicado somente com o nome (wordmark) nas cores preta, verde ou laranja, dependendo da situação.
  

Os slogans 
Dam, that’s cold. (2023) 
Meister Every Moment. (2022) 
Let’s Bring Life Back to Nightlife. (2021) 
Cold as Ice. (2021) 
The Secret is Ice Cold. (2021) 
Kick Up Your Beer With a Deer. (2019) 
The Perfekt Shot. (2018) 
Be the Meister. (2017) 
It runs deep. (2012) 
Give it a Shot. (2012) 
A Stronger Bond. (2012, Estados Unidos) 
Real. Jägermeister. (2009) 
Unleash the Beast. (2006) 
Jägermeister is dedicated to music not underage drinking. (2005) 
Only if it’s ice and ice cold. (2003) 
One for all. (1974) 
I drink Jägermeister because… (1973) 
Transforme sua noite. (2022, Brasil) 
Redescubra o Inesperado. (2022, Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Lançamento: 1935 
● Criador: Curt Mast 
● Sede mundial: Wolfenbüttel, Alemanha 
● Proprietário da marca: Mast Jägermeister SE 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Michael Volke 
● Faturamento: €882 milhões (2025) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Bebidas Alcoólicas 
● Principais produtos: Licores 
● Concorrentes diretos: Kümmerling, Unicum, Gammel Dansk, Sechsämtertropfen, Schwarzhog, Beerenburg, Underberg, Becherovka, Killepitsch, Schlichte e Fernet-Branca 
● Ícones: O cervo 
● Slogan: Be the Meister. 

A marca no mundo 
Atualmente Jägermeister, uma das marcas de destilado mais consumidas do planeta, está presente em mais de 150 países ao redor do mundo, com forte presença nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e muitas nações europeias. Com faturamento anual estimado em €882 milhões, a marca vendeu 117.6 milhões de garrafas em 2025. O segmento global de varejo de viagem (lojas de freeshop) tem grande importância nas vendas e marketing da marca. 

Você sabia? 
Uma lenda diz que existe uma versão prime, batizada de Jägermeister v”ugenn, que além de conter mais de 87 especiarias, possui um teor alcoólico de 84%. Apenas uma lenda. 
Na antiga Alemanha Oriental, usava-se Jägermeister como anti-hemorrágico e combustível para lamparinas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 2/8/2026 

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26.7.10

CYNAR


CYNAR tinha tudo para dar errado: um sabor esquisito, que variava entre o amargo e o doce; era feito de folhas de alcachofra; e possuía uma essência estranha. Mas, experimente entrar em qualquer bar e você irá comprovar que a tal bebida italiana é uma das mais populares, sendo consumida como ingrediente para vários drinques, especialmente o famoso Rabo de Galo, aqui no Brasil. 

A história 
O que se sabe é que o produto teria sido criado pelo empresário veneziano Angelo Dalle Molle e foi lançado no mercado italiano em 1952, produzido inicialmente pela empresa G.B. Pezziol da cidade de Pádova, de propriedade dele e de seus irmãos Amedeo e Mario Dalle Molle. Era uma bebida alcoólica com 16.5% de graduação cuja fórmula era feita a base de folhas de alcachofra e 13 ervas aromáticas e raízes. O resultado era um aperitivo de coloração marrom-escuro, completamente natural, com essência rica e sabor único, que misturava o amargo com o doce (agridoce). Como as folhas de alcachofra (Cynara Scolymus) eram o ingrediente predominante, o nome do novo produto derivou de sua denominação científica. Sua história inicial de sucesso no mercado italiano esteve intimamente ligada com os famosos comerciais de televisão veiculados na década de 1960 e estrelados, primeiramente por Ferruccio De Ceresa e, a partir de 1996, por Ernesto Calindri (imagem abaixo), que mostravam o carismático ator bebericando CYNAR sentado em uma mesa no meio de uma rua movimentada, pedindo aos consumidores que bebam CYNAR “contra a tensão da vida moderna” (em italiano “Cynar contro il logorio della vita moderna”). Ernesto Calindri esteve ligado à marca italiana até 1984. No Brasil, a bebida chegou também na década de 1960, e sua grande popularidade se deveu a união de CYNAR e da cachaça, que resultou no popular rabo de galo, famoso nos botecos pelo país afora.


Com a popularidade dos comerciais, os italianos passaram então a consumir CYNAR como um aperitivo digestivo, que podia ser bebido com gelo ou misturado com soda, limão, água tônica ou suco de laranja, hábito que se espalharia pela Europa nos anos seguintes. Em 1995, a marca CYNAR, já extremamente popular no continente europeu, foi adquirida pela empresa Campari, um dos principais grupos globais no setor de bebidas alcoólicas, presente em mais de 190 países. Nos anos seguintes o produto foi introduzido em vários novos mercados mundiais, tendo como posicionamento um aperitivo digestivo ideal para ser consumido depois das refeições, especialmente após o jantar. Apesar deste posicionamento, CYNAR se transformou em uma das bebidas mais versáteis do mundo, utilizada como ingrediente de inúmeros coquetéis, como acontece no mercado americano; ou até mesmo misturado a cerveja, como é popularmente consumido na França. No Brasil a bebida se tornou extremamente popular nos bares por fazer parte do famoso “Rabo de Galo” (onde CYNAR é misturado à algum aguardente).


Em 2007, com o intuito de agregar valor e tornar a garrafa mais sofisticada e moderna, CYNAR ganhou novo rótulo e design, seguindo um alinhamento de identidade visual de acordo com os outros países em que a bebida é comercializada. A garrafa passou a ser verde, mais fina, recebeu uma nova tampa e ganhou o logotipo impresso em alto relevo. O rótulo passou a ser mais estreito, com cores vibrantes e trazia o logotipo da marca aplicado em 3D, além de ter em destaque o selo de qualidade italiana do produto. No Brasil, para comunicar a nova embalagem aos consumidores, foram utilizados cartazes com a chamada “Novo Visual de Cynar. Só o Sabor Não Mudou”. Além disso, o slogan “Conversa de bar tem que ter Cynar” ganhou ainda mais destaque. Outra ação da campanha fez com que a marca CYNAR invadisse mesas de bilhar de milhares de bares (onde o slogan da marca foi estampado nos feltros verdes), no estado de São Paulo, tendo a intenção de estreitar o relacionamento com seus consumidores.


Parece um pouco estranho, mas nos últimos anos, um bitter feito de alcachofra tem conquistado o coração de consumidores e mixologistas. Isto porque, CYNAR passou a fazer parte de vários drinques como ingrediente principal, muitos deles criados por barmans para realçar a tradicional bebida. Com essa estratégia, CYNAR começou a conquistar um público mais jovem e descolado. CYNAR, que fez fama no balcão de padarias e bares, parece estar conquistando um público exigente e cosmopolita. Além disso, a marca lançou o CYNAR 70 PROOF, produzido a partir da mesma receita do original, porém com o dobro de graduação alcoólica (35%), o que o torna mais forte, com os aromas e sabores mais concentrados.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma alteração radical há anos atrás. Antes totalmente vermelha, ganhou inclinação e uma nova tipografia de letra, que era dotada no rótulo.


A garrafa de CYNAR também evoluiu no decorrer dos anos, mas sempre manteve seu tradicional rótulo com a presença da alcachofra. Depois de uma atualização em 2007, mais recentemente o rótulo ganhou a forma de um losango.


Os slogans 
Que beleza de alcachofra. 
Conversa de bar tem que ter Cynar. (2007) 
L’amaro vero, ma leggero. 
L’amaro al carciofo celebre per la sua versatilità e il suo gusto. 
Cynar: contro il logorio della vita moderna. (1966)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Lançamento: 1952 
● Criador: Angelo Dalle Molle 
● Sede mundial: Milão, Itália 
● Proprietário da marca: Davide Campari-Milano S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Bob Kunze-Concewitz 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Principais mercados: Brasil, Itália e Suíça 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Bitter a base de alcachofra 
● Concorrentes diretos: Fernet-Branca, Averna, Cinzano, Martini, Campari, Aperol, Underberg, Jägermeister e Carpano Punt e Mes 
● Slogan: Que beleza de alcachofra. 
● Website: www.cynar.it 

A marca no mundo 
Hoje em dia a marca CYNAR, que pertence ao grupo italiano Campari, é comercializada em mais de 35 países ao redor do mundo, tendo como principais mercados Brasil (onde mais se consome a bebida no mundo), Itália, Suíça, Alemanha e França. 

Você sabia? 
No Brasil, CYNAR é líder absoluto em sua categoria com mais de 50% de participação de mercado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/8/2018

11.6.06

MARTINI


Ele é consumido de São Paulo a Nova York, passando por Paris e Milão. Quer seja puro, com casca de limão, com cerveja ou Coca-Cola, gelo e claro nos mais famosos coquetéis do mundo, entre eles o Dry Martini. A marca de vermute MARTINI se transformou em uma bebida clássica, requintada e charmosa, que reflete como poucas a verdadeira alma italiana, transformando-se em um ícone criado há mais de 150 anos de dedicação e paixão. 

A história 
O vermute era, a princípio, apreciado como uma bebida própria, uma mistura de vinho com ervas mediterrâneas, para homenagens nas cortes reais no final de 1700, tornando-se repentinamente popular durante os séculos 19 e 20. Não é por coincidência que, durante todos esses anos, uma empresa estivesse ocupada com o aperfeiçoamento dos seus vermutes e interessada em difundi-los em todo o mundo: Martini & Rossi. A história da marca começou em 1863, na cidade de Turim, região italiana de Piemonte, quando Luigi Rossi (vinicultor e especialista em plantas), Teofilo Sola (contador) e Alessandro Martini (comerciante) assumiram a administração de um tradicional negócio de vinhos onde todos trabalhavam, a Distilleria Nazionale di Spirito di Vino, depois renomeada Martini, Sola & Cia, e resolveram adicionar ao vinho uma mistura secreta de 40 ervas, essências e especiarias. O resultado: uma bebida especial, aromática e com sabor único, o Vermute Martini Rosso.


Em 1867, as primeiras caixas do vermute MARTINI foram despachadas de Gênova para Nova York. Em pouco tempo, o vermute, os licores e os vinhos espumantes, fabricados pela empresa tornaram-se conhecidos não somente na Europa como também em vários países da África, da Ásia e das Américas. Nessa época, a empresa havia sido premiada com significativas medalhas, na exposição de Dublin em 1865 e, dois anos mais tarde, na exposição de Paris. Novos troféus viriam: em 1873 na cidade de Viena, em 1876 na cidade de Filadélfia, e, em 1878, mais uma vez, na cidade de Paris. Vale ressaltar que naquela época estas exposições serviam como o único teste de qualidade confiável. Uma empresa que, naqueles tempos, era quase desconhecida fora da região do Piemonte passava, decorridos apenas quinze anos de sua fundação, a ser celebrada em várias cidades do mundo. Em 1879, Teofilo Sola faleceu e seus filhos venderam suas ações para os outros sócios. Esse fato causou a mudança do nome da empresa para o conhecido Martini & Rossi.


A empresa cresceu constantemente e seus produtos, de forma rápida, tornaram-se preferidos nas cortes reais da Europa, nas prestigiadas competições e exposições internacionais. A bebida agradava tanto que em 1897 a Casa Martini & Rossi exportou nada menos que 300.000 caixas de vermute, se tornando o maior exportador da região do Piedemonte. Nesta época, a empresa possuía filiais internacionais operando em lugares distantes como Buenos Aires (1884), Barcelona (1893) e Genebra (1886).


No início do século 20, a empresa já não se contentava com o que havia conquistado. Apresentava-se o momento para iniciar uma nova era, época de sangue novo e de renovação de energias. O gerenciamento da empresa passou então para as mãos dos quatros filhos de Luigi Rossi: Teofilo, Cesare, Enrico e Erneto. O grupo tinha consciência de que o sobrenome herdado do fundador não se constituía em garantia suficiente de competência empresarial. Esta foi uma lição aprendida em prejuízos sofridos com vários negócios de família. Sob suas lideranças, a MARTINI & ROSSI ingressou em uma nova fase de expansão internacional. A rede de subsidiárias espalhou-se por todo o mundo, cada uma delas possuindo seu próprio capital, caráter e hábitos. Isto os possibilitou usar conhecimento local em seu melhor proveito. O espírito empreendedor dos comandantes da empresa criou uma rede de embaixadores globais que levaram a marca MARTINI da Itália para Nova York, Brasil e muitos outros lugares.


Em 1903, MARTINI já tinha se tornado uma das marcas mais cosmopolita do mundo, apreciada em mais de 70 países. Ao mesmo tempo, eles mantiveram rigidamente a cultura e a identidade da MARTINI & ROSSI. O comando familiar continuou quando o controle da empresa foi passado novamente, e desta vez na década de 1930, para os netos de Luigi Rossi: Theo, Napoleone, Metello e Lando. Perante eles se apresentou a ocasião de uma inspiradora tarefa consistente em conduzir o negócio durante os conflitos, o racionamento e a ocupação, na Segunda Guerra Mundial. O negócio foi reestruturado e passou para o comando da Gerência Geral de Bebidas em Genebra. Por volta dos anos de 1960, a empresa não só possuía as marcas mais famosas do mundo no segmento, mas uma das mais sofisticadas. Esta estrutura permaneceu até o momento em que outra grande empresa familiar resolveu unir forças com a MARTINI & ROSSI. Assim, em 1992, a empresa se uniu a Bacardi, em uma transação avaliada em US$ 1.4 bilhões.


Nos anos seguintes a marca italiana ganhou ainda mais força na distribuição e pesados investimentos de marketing. No ano de 2010, em parceria com outro ícone italiano, a grife Dolce & Gabbana, a marca criou o MARTINI GOLD, uma requintada bebida que contava com uma formulação exclusiva e muito sofisticada, rica em sabores exóticos e incomuns, combinados aos encantos das especiarias orientais e sabores do Mediterrâneo (que incluem bergamota da Calábria, limão siciliano, laranja, açafrão espanhol, mirra da Etiópia, gengibre da Índia e pimenta de cubeba da Indonésia). Além disso, a embalagem especial, garrafa toda em dourado, dentro de uma sofisticada caixa preta, era um show à parte. O lançamento de MARTINI GOLD foi apenas o ápice de um trabalho consolidado através de diversas ações, desde a abertura temporária do MARTINI BAR dentro das butiques da grife D&G de Milão e Xangai, até a criação de embalagens limitadas, como por exemplo, uma que representava uma camisa e um terno da marca italiana.


Em 2013, a MARTINI comemorou seus 150 anos com grande pompa, saudando o estilo de vida italiano, elegante e divertido, com festa para o consumidor, um vermute de edição limitada, nova embalagem de vinho espumante e rótulo comemorativo. O vermute de edição limitada era o Martini Gran Lusso™, que combinava dois extratos botânicos únicos, com inspiração em um vermute do arquivo da empresa e uma receita de 1904. Esse lote limitado de vermute muito especial tinha um sabor agridoce único de ervas aromáticas, a suavidade do mel de moscatel envelhecido e indícios de alfazema e rosa. Era servido com gelo e uma rodela de casca de toronja como guarnição ou como um ingrediente para reviver coquetéis clássicos, como por exemplo, o Rob Roy, Negroni ou El Presidente.


A marca produz ainda o famoso espumante MARTINI ASTI, o MARTINI PROSECCO e MARTINI ROSÉ, produzidos respectivamente nas regiões de Veneto-Friuli e Piemonte, na Itália, além do MARTINI EXTRA BRUT, produzido na região de Mendoza, Argentina. Hoje, o estilo italiano, a sofisticação e o sabor de MARTINI continuam atraindo muitos admiradores, que é apreciado por personalidades da moda e celebridades nos melhores bares e restaurantes do mundo. MARTINI é uma bebida carismática daquelas que têm estilo, também conhecida como: The world’s most beautiful drink. Afinal, desde 1863, MARTINI vem criando drinques excepcionais, sinônimos de “gioia di vivere” (em tradução “alegria de viver”), repletos de estilo, paixão e entusiasmo para viver a vida em sua plenitude. MARTINI transpira uma mentalidade nitidamente italiana, que transcende os drinques para definir toda uma cultura.


A linha do tempo 
1863 
Lançamento do MARTINI ROSSO, primeiro vermute produzido pela empresa, que possuía duas versões, a simples e a com quinquina. 
1900 
Lançamento no dia 1 de janeiro do MARTINI EXTRA DRY (seco) para competir com o vermute seco produzido na França, que estava sendo testado desde 1890 no mercado cubano. 
1910 
Lançamento do MARTINI BIANCO, o mais aromático dos vermutes produzidos pela empresa. 
1980 
Lançamento do MARTINI ROSATO, a versão rosé do tradicional vermute com sabor mais aromático. 
1998 
Lançamento do MARTINI CITRO, um produto mais cítrico voltado para os jovens que curtem a noite. 
Lançamento do MARTINI D’ORO, um vermute mais intenso e com sabor acentuado de frutas. 
2001 
Lançamento do MARTINI FIERO, bebida de teor alcoólico mais elevado (22%) feita com essências de laranjas vermelhas, que lhe confere um sabor marcante e diferente. A fórmula inclui ainda um vinho de uvas selecionadas e sucos e extratos de frutas. 
2007 
Lançamento do MARTINI MINI, versões Bianco, Rosso e Rosato, em pequenas garrafas para consumo individual. 
2010 
Lançamento do MARTINI SODA, que tem como base uma receita muito simples de sucesso, Martini Rosato ou Bianco juntamente com água gaseificada, embalada em uma charmosa garrafa pronta para o consumo. 
2012 
Lançamento do MARTINI ROYALE, primeiro coquetel pronto para beber. É fresco, saboroso e atraente, além de ser o equilíbrio perfeito entre a fruta delicada e especiarias do Martini Bianco (50%) e da frescura do espumante Prosecco Martini (50%). 
2014 
Relançamento global do clássico aperitivo MARTINI BITTER, desenvolvido a partir da mesma receita original de 1872. A bebida é feita com ingredientes naturais (uma seleção de plantas, incluindo laranjas doces, limões, artemisia italiano, ruibarbo chinês, genciana e rosas da Bulgária) e equilibra os gostos amargo, doce e refrescante ao misturar ervas com a água pura e álcool natural. Com MARTINI BITTER também é possível fazer clássicos coquetéis italianos como Negroni, Americano e Negroni Sbagliato.


As receitas secretas 
Até hoje, as receitas das bebidas da marca são segredos muito bem guardados, conhecidas apenas pelos três misturadores mestres da MARTINI & ROSSI. Cada receita do vermute contém mais de 40 espécies botânicas. Uma combinação de ervas aromáticas especificamente selecionadas, flores aromáticas, fragrâncias frutadas, madeiras exóticas, raízes raras e especiarias cativantes de várias partes do mundo, adicionadas aos vinhos Trebbiano de Emilia Romagna e Catarratto da Sicília perfeitamente balanceados.


A fama 
MARTINI é uma bebida, além de saborosa, charmosa e sofisticada. Boa parte desta fama se deve ao mais clássico, amado e pedido drinque do mundo: DRY MARTINI. É possível afirmar que a história desse coquetel é um mistério. Desde seu criador oficial até os ingredientes e suas quantidades misturadas são parte de histórias que misturam grandes nomes da literatura, cinema e política mundial. Uma dessas histórias conta que o famoso drinque teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker de Nova York pelo barman italiano John Martini. Ao atender um pedido do magnata americano John D. Rockefeller (1839-1937), que desejava algo simples, porém diferente seco para beber, ele com a sua nova criação acabaria agradando em cheio ao ricaço e aos demais frequentadores do lugar. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um drinque excitante, com sabor de viagem. E o que a marca MARTINI tem a ver com isso? O vermute, de preferência MARTINI na versão seca (DRY), é ao lado do gim, um de seus principais ingredientes. Além disso, a marca italiana pegou, por acaso, carona no nome do drinque que se tornaria famoso em todas as partes do mundo.


O marketing da velocidade 
A marca MARTINI tem excepcional orgulho de sua herança nos esportes de velocidade, adquirida por meio da Martini Racing. A primeira parceria da marca com um esporte aconteceu em 1925 na corrida de ciclismo Gran Coppa em Turim. Já seu grande legado nos esportes automotivos teve início em 1968 com o patrocínio do Porsche 906 no evento automobilístico 1.000 km de Nürburgring, na Alemanha. Depois vieram às 24 Horas de Le Mans nos anos de 1970, os ralis nos anos de 1980, as provas de automóveis de turismo na década de 1990. Desde então, a marca manteve parcerias com um rol de equipes ilustres, incluindo a tradicional Brabham, a Alfa Romeo e a Lótus, na Fórmula 1; a Porsche, na Série do Campeonato Mundial e Le Mans; e a Lancia e a Ford, tanto no Campeonato Mundial de Rali como no Campeonato Mundial de Corrida de Enduro (World Championship of Endurance Racing). Martini Racing também tem tido um forte envolvimento com várias lendas do automobilismo ao patrocinar suas várias equipes, inclusive um dos maiores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos, Mario Andretti; os lendários pilotos Carlos Reutemann e Michele Alboreto; o hexacampeão de Le Mans, Jacky Icks; o piloto de Rali, Markku Alen; e o vencedor do Campeonato Mundial de Corrida de Enduro, Ricardo Patrese.


A velocidade corre nas veias da marca, mas a Fórmula 1 sempre foi o que fez bater mais forte o coração da Mondo Martini, cuja primeira associação com a categoria data de 1972 patrocinando a pequena (e desastrosa) equipe italiana Tecno. Com isso, em 2006, a marca anunciou seu retorno à Fórmula 1 como um dos patrocinadores da equipe Ferrari, do então heptacampeão mundial Michael Schumacher e do brasileiro Felipe Massa. Além do patrocínio da Ferrari e de uma campanha contra o consumo de bebidas por parte dos motoristas, a MARTINI também patrocinou um programa de televisão sobre estilo de vida, que apresentava todo o glamour e ação da principal série de esportes automobilísticos. Os 33 episódios do Martini World Circuit (Circuito Mundial Martini) foram transmitidos ao mundo todo, em seis idiomas diferentes.


Mas foi em 2014, através de um patrocínio gigante com a escuderia britânica Williams, que a MARTINI voltou a ganhar visibilidade na principal categoria do automobilismo mundial. Como patrocinadora principal da escuderia, que passou a se chamar Williams Martini Racing, a marca estampou novamente seu logotipo, suas cores e as listras tão características da MARTINI RACING (em azul escuro, azul claro e vermelho) em um carro da categoria. O vínculo com a marca italiana revivia o esquema de cores visto pela última vez em 1975, com a escuderia Brabham (com esse carro o José Carlos Pace venceu a única corrida de sua carreira, o GP do Brasil daquele ano). O coquetel de sucesso da MARTINI revela-se em números: mais de 100 pilotos tiveram o prazer de vestir o macacão nas cores azul escuro, azul claro e vermelho, no fundo branco; mais de 700 carros foram utilizados para conquistar mais de 15 títulos e aproximadamente computa-se mais de 100 sucessos individuais. Isto sem contar as belas “Meninas Martini”, que desfilavam pelos eventos mais sofisticados do automobilismo mundial. Além disso, a marca italiana desde a década de 1970 sempre teve forte presença nas competições náuticas e hoje patrocina a equipe Vector Martini Racing®.


Terraços deslumbrantes 
O primeiro TERRAZZA MARTINI foi inaugurado em 1948, na cidade de Paris, em plena Avenida Champs-Élysées, com uma vista fantástica. O conceito de bar no terraço se tornou rapidamente o ponto de encontro do chique e do glamoroso. Essa poderosa ferramenta de comunicação da marca começou a ser melhor utilizada no dia 9 de abril de 1958, quando a empresa resolveu inaugurar um ambiente sofisticado e aconchegante no topo de um edifício histórico na cidade de Milão, em Piazza Diaz, proporcionando não somente a oportunidade de degustar MARTINI em suas várias formas, como também apreciar sempre a melhor vista panorâmica da cidade. Aulas para aprender a fazer coquetéis com MARTINI também eram oferecidas no local. O sucesso do empreendimento foi tamanho que TERRAZZA MARTINI foram instaladas nos últimos anos em grandes cidades do mundo, como por exemplo, Paris, Amsterdã, Londres, Montreal, Atenas, Sevilha, Aspen, Lisboa, se transformando em um ponto de encontro de celebridades, políticos e esportistas. Hoje em dia, totalmente reformulada (um sofisticado bar na cor champanhe metálica, detalhes em vermelho vivo, vindos das luzes modulares e dos tapetes vermelhos desenvolvidos com exclusividade pela Puresang, além de móveis luxuosos, compõem três ambientes distintos) e perfeitamente em linha com sua tradição, a TERRAZZA MARTINI continua sendo um ponto de referência para VIPs e celebridades ligadas especialmente ao mundo do cinema e à faceta cultural de Milão.


O museu 
A marca oferece um centro de visitante instalado na fábrica em Pessione di Chieri, um vilarejo com pouco mais de mil habitantes, estrategicamente situado junto à ferrovia que liga Turim e Genova, onde MARTINI é produzido desde 1863. Inaugurado em 1961, este museu (MONDO MARTINI GALLERY), instalado na CASA MARTINI, uma mansão do início do século XIX, conta a rica história da marca italiana através da exposição de centenas de documentos e artefatos, além de vídeos e muita interatividade. Em algumas salas é possível observar a evolução dos famosos cartazes publicitários, encomendados a renomados artistas de cada época (como Marcello Dudovich e Andy Warhol), ou comprovar a forma como a imagem da marca italiana foi sendo associada a estrelas cinema e a acontecimentos esportivos ou culturais. Na mente do leitor, permanecem seguramente inesquecíveis anúncios de televisão da marca, como por exemplo, o da patinadora que atravessa uma cidade para servir um MARTINI, no início dos anos de 1980, ou com uma nova geração de estrelas de Hollywood, como George Clooney, Gwyneth Paltrow, Charlize Theron e Jude Law, que apareceram em campanhas da MARTINI, incorporando o espírito glamoroso da bebida, ao mesmo tempo em que homenageiam um romance de muito tempo com o cinema. Além disso, em um ambiente chamado “Martini Botanical Room” o visitante pode desfrutar de uma experiência sensorial ao conhecer amostras dos ingredientes que compõe muitas de suas bebidas clássicas. A CASA MARTINI ainda conta com uma moderna loja (que vende bebidas, roupas e acessórios da marca), espaços para eventos e um moderno bar para cursos de mixologia.


O rótulo e as garrafas 
O produto mantém até hoje sua receita original que combina ervas com vinhos nobres para produzir o vermute mais famoso do mundo. Tal consideração à tradição também se aplica, ainda que de forma menos radical, ao rótulo da bebida, inegavelmente um dos mais famosos do mundo. Ele exibe, desde 1868, o brasão de armas que representa a Casa Real de Savóia, concedido pelo Rei Vittorio Emanuele II, e a cidade de Turim. O Rei Luis de Portugal (1872) também tomou a mesma iniciativa, seguido pela rainha Cristina da Áustria, o regente da Espanha e pelo Parlamento Britânico. Outro detalhe marcante do rótulo foi incorporado com o passar do tempo: o registro das várias medalhas e condecorações que a bebida recebeu ao longo dos anos. Escudos reais, brasões e novas medalhas brigavam por uma posição no rótulo do vermute MARTINI que se encontrava cada vez mais lotado. Por volta de 1997, estava claro que o momento era oportuno para a marca MARTINI reafirmar suas diferenças. O processo de evolução começou com a fundamental decisão de modificar o formato da garrafa. Foi um passo corajoso: enquanto o rótulo tinha sofrido várias revisões e alterações através das décadas, a garrafa, em contrapartida, tinha se mantido praticamente inalterada por 134 anos, apesar das inúmeras mudanças. O novo formato afastou-se do tradicional arredondado. Naquele momento, a garrafa tinha adquirido um perfil mais achatado, quadrangular e com um gargalo mais curto. Ao mesmo tempo, o rótulo também sofreu sua primeira grande alteração em 70 anos. Esta significante evolução do “design” trouxe um saldo positivo para a marca. MARTINI oferecia uma impressão de revitalização e contemporaneidade essencial para atrair a nova geração de apreciadores de MARTINI. A garrafa passou por mais uma alteração em 2003.


No ano de 2007, a garrafa passou por outra remodelação, desta vez mais radical, adotando um formato mais curvilíneo e moderno. A atual garrafa foi adotada em 2016. Além do design mais arredondado, os rótulos contêm detalhes de design apresentados em garrafas da bebida a partir do meio do século 19 e, pela primeira vez em 20 anos, as icônicas riscas azuis claras e escuras com a vermelha ao centro retornaram, em uma demonstração do vínculo intrínseco da marca com as corridas automobilísticas. A garrafa ainda traz impressa no vidro informação da origem e data de criação da bebida, como por exemplo, “Italia” e “Fondata Nel 1863”. O novo rótulo também conta com o brasão da cidade de Turim e a Deusa da Vitória Romana, comemorando o Grande Prêmio concedido ao MARTINI na Grande Exposição de Dublin em 1865.


A evolução visual 
A identidade visual da marca MARTINI passou por inúmeras alterações durante todos esses anos. O tradicional logotipo da marca, conhecido como Martini Ball & Bar (algo como “bola e barra”), surgiu em 1925 e só foi registrado pela primeira vez em 1929, onde era possível ver escrito MARTINI ROSSI em 1934. Em 1944, o logotipo adotou a cor verde por um curto período.


Em 1995 a marca apresentou um novo logotipo, mais alongado, vibrante e moderno, que incluía bordas douradas. Em 2003 este logotipo passou por pequenas alterações, principalmente em relação ao tom do vermelho. No final de 2014 a marca apresentou sua nova identidade visual com um logotipo muito similar ao adotado na década de 1920, mais minimalista e sem as bordas douradas.


Os slogans 
Play with Time. (2016) 
Luck is an attitude. (2011) 
Taste the world of Martini. (2003) 
The perfect start to the end of the day. (2002) 
Viva La Vita. (2000) 
Winning. Worldly. Well bred. (1980) 
Anytime, anyplace, anywhere. (década de 1980) 
Extra Dry. The right one. Just by itself. (1978) 
The right one for the Dry Martini Cocktail. (1976) 
Pure joy from Italy.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1863 
● Fundador: Luigi Rossi, Teofilo Sola e Alessandro Martini 
● Sede mundial: Turim, Itália 
● Proprietário da marca: Martini & Rossi S.p.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Bacardi & Company Limited) 
● CEO: Mike Dolan 
● Faturamento: US$ 1.7 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Vermutes e espumantes 
● Concorrentes diretos: Cinzano, Carpano Punt e Mes, Campari, Aperol, Dolin, Cocchi e Cynar (Brasil) 
● Ícones: O tradicional logotipo Martini Ball & Bar 
● Slogan: Play with Time. 
● Website: www.martini.com 

A marca no Brasil 
No Brasil, o vermute chegou oficialmente com a instalação da Martini & Rossi em 1950 e pela legislação brasileira da época a bebida era classificada como “vinho aromatizado composto”. Em 1958 a fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, entrou em operação. Uma curiosidade: na década de 1960 a introdução do vermute na Amazônia era feita por vendedores que corriam os pequenos vilarejos que beiravam o rio, entregando a bebida para ser experimentada. Na segunda viagem do vendedor (A viagem de cobrança), não raro, ele recebia como pagamento peles de jacaré, emas, araras e outras mercadorias locais que vendia nos portos maiores para prestar contas à sua administração. Nos anos seguintes a marca italiana introduziu inúmeros sabores e novos produtos, consolidando assim sua posição de liderança no mercado brasileiro. Mais recentemente, em 2017, a marca ampliou o portfólio no segmento premium e trouxe para o Brasil seus espumantes mais vendidos no mundo.


A marca no mundo 
Os produtos da marca MARTINI, vermute líder mundial de mercado e o mais vendido vinho espumante italiano, são comercializados em 180 países ao redor do mundo. O Brasil é hoje o maior produtor de vermute da América Latina e o sexto maior consumidor do mundo. A produção mundial de MARTINI está entre 15 a 17 milhões de caixas de 12 garrafas ao ano. No Brasil a produção é de aproximadamente 1 milhão de caixas. 

Você sabia? 
De tempos em tempos a marca italiana cria novos drinques, utilizados como uma importante ferramenta de sua comunicação para estimular o consumo de suas bebidas. Entre os mais recentes estão: ROYALE (Martini Rosato, gelo e espumante), ROCKS (Martini Rosso, gelo e suco de laranja) e MARTINI & TONIC (vermute e água tônica). Um dos principais embaixadores globais da marca é o ator nigeriano Bryan Okwara. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/8/2017