Mostrando postagens com marcador Cigarros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cigarros. Mostrar todas as postagens

18.7.06

Philip Morris

Imagine uma empresa proprietária de 7 das 15 maiores marcas de cigarros do mundo e oferece um mix sólido de produtos locais e internacionais que têm como alvo uma faixa variada de fumantes adultos. Esta é a PHILIP MORRIS, uma empresa comprometida com o fornecimento dos produtos da mais alta qualidade aos mais exigentes consumidores. Apesar de comercializar produtos nocivos à saúde, a empresa procura interagir de forma proativa com agências reguladoras e a comunidade de saúde pública para tratar as questões complexas que envolvem o uso do tabaco.
-
A história
Tudo começou em 1847 quando o senhor Philip Morris abriu uma pequena tabacaria, localizada na Rua Bond (Bons Street) na cidade de Londres, para vender tabaco importados e cigarros prontos. Somente em 1854 o senhor Philip Morris começou a fazer seus próprios cigarros. Em 1870 a empresa começa a produzir duas marcas que se tornariam famosas: Cambridge e Philip Morris Oxford Blues (conhecidas mais tarde como Oxford Ovals e Philip Morris Blues). Com sua morte em 1873, o negócio foi assumido por sua mulher Margaret e seu irmão Leopold. Em 1881 Leopold Morris abriu o capital da empresa e se juntou a Joseph Grunebaum para estabelecer a Philip Morris & Company and Grunebaum. A sociedade foi desfeita em 1885 e a empresa passou a se chamar Philip Morris & Co. Por fim, em 1894, a empresa saiu do controle da família fundadora e foi assumida por William Curtis Thomson e sua família.
-
-
Sob a direção de Thomson, a empresa foi nomeada a fornecedora oficial de tabaco do Rei Eduardo VII e, em 1902, foi incorporada em Nova Iorque por Gustav Eckmeyer (um representante exclusivo da PHILIP MORRIS nos Estados Unidos desde 1872, importando e vendendo cigarros fabricados na Inglaterra), chegando ao mercado americano com 50% do capital em mãos inglesas e os outros 50% em mãos americanas. Nesse mesmo ano um dos produtos de maior sucesso da história foi introduzido no mercado americano com o lançamento do cigarro MARLBORO. Além dele, a empresa vendia marcas de cigarros inglesas como Philip Morris, Blues, Derby e Cambridge.
-
-
O ano de 1919 foi crucial para a empresa. Foi o ano da introdução do brasão com a coroa no logotipo (conhecido como Coronet Logo) da PHILIP MORRIS, da aquisição da Philip Morris Company nos Estados Unidos por uma nova empresa de propriedade de acionistas norte-americanos e da sua incorporação, no estado da Virgínia, sob o nome de Philip Morris & Co., Ltd., Inc. Em 1924, o Marlboro foi reintroduzido no mercado com o slogan “Mild as May”, endossado pela atriz Mae West, uma espécie de sugestão para o público feminino ao qual era voltado. Isto porque, nesta época todos os cigarros com filtro eram tidos como “femininos”, por serem, em tese, mais fracos. No final desta década, a empresa começou a produzir cigarros na sua fábrica em Richmond, localizada no estado da Virgínia, em 1929. No início da década de 50, em 1951, a empresa investiu nos patrocínios a programas de televisão, entre eles o famoso seriado “I Love Lucy”, um sucesso na televisão americana. Em meados desta década, a empresa já fazia parte da cultura norte-americana e, pouco depois, a PHILIP MORRIS INTERNATIONAL foi criada para fabricar e comercializar seus produtos em todo o mundo. A divisão australiana foi formada em 1954, sendo a primeira subsidiária fora dos Estados Unidos. Foi nesta época que a empresa comprou a tradicional marca de cigarro Benson & Hedges.
-
-
Pouco depois, em 1957, o primeiro Marlboro produzido fora dos Estados Unidos, é fabricado através de um acordo com a Fabriques de Tabac Réunies na Suíça. Neste mesmo ano, a empresa adquiriu a Milprint & Nicolet Paper, sendo a primeira aquisição não ligada à indústria do tabaco feito pela PHILIP MORRIS. No ano de 1967 a empresa é dividida em três: Philip Morris Domestic (Philip Morris USA), Philip Morris International e Philip Morris Industrial. O ano de 1972 foi marcado por sucessos: Marlboro se tornou a marca de cigarro mais vendida do mundo; o volume de vendas internacionais superou 113 bilhões de unidades; e um acordo com a Japan Tobacco permitiu a produção local do Marlboro naquele país. Nesta época, em plena Guerra Fria, a empresa desenvolveu um tipo de cigarro "American Blend" para distribuição na União Soviética, abrindo caminho para o mercado dos países da Cortina de Ferro (leste europeu). No ano seguinte, pela primeira vez em sua história, o volume de vendas internacionais superou o volume americano.
-
-
A década de 80 foi marca pela inauguração da maior fábrica da empresa fora dos Estados Unidos, localizada em Bergen op Zoom na Holanda, que até hoje continua sendo sua maior unidade industrial fora do mercado americano. Nas décadas seguintes a PHILIP MORRIS continuou sua expansão, inaugurando fábricas na Malásia (1995) e nas Filipinas (2005); adquirindo a Sampoerna, marca de tabaco extremamente famosa da Indonésia, em 2005; e assinando um acordo de licenciamento para a produção e distribuição do Marlboro na China. Além disso, em 2003 mudou seu nome para Altria Group, provavelmente, com o objetivo de dissociar a imagem da marca do tabaco, já que a empresa possuía negócios no segmento de alimentos e bebidas alcoólicas. Porém, recentemente, no mês de março de 2008, a PHILIP MORRIS INTERNATIONAL se tornou uma empresa independente do Grupo Altria, com ações negociadas na Bolsa de Valores. A divisão americana (conhecida por PHILIP MORRIS USA) continuou sob o comando do Grupo Altria. Ainda neste ano adquiriu a tradicional empresa canadense Rothmans Inc.
-
-
A linha do tempo
1885
Lançamento dos cigarros BLUES, CAMBRIDGE, DERBY, UNIS e um cigarro feminino chamado MARLBOROUGH (que depois seria conhecido como Marlboro).
1902
Lançamento do cigarro BOND STREET.
1922
Lançamento do cigarro PLAYERS.
1933
Reintrodução da marca PHILIP MORRIS custando apenas 15 centavos de dólar.
1953
Lançamento do cigarro L&M.
1954
Lançamento da embalagem Flip-Top Box (caixinha).
1956
Lançamento do cigarro PARLIAMENT em sua tradicional caixinha azul, dourada e branca.
1959
Lançamento do cigarro ALPINE.
1963
Lançamento do cigarro SARATOGA, primeiramente na cidade de Seattle como teste.
1964
Lançamento do cigarro GALAXY.
1967
Lançamento do MARLBORO MENTHOL, um cigarro com sabor mentolado e marcante.
1968
Lançamento do cigarro Premium VIRGINIA SLIMS com o slogan “You’ve come a long way, baby”.
1972
Lançamento do MARLBORO LIGHTS.
1998
Lançamento do MARLBORO ULTRA LIGHTS, um cigarro ainda mais fraco que a versão light, com menores teores de nicotina e alcatrão.
1999
Compra da marca LARK, cigarro introduzido no mercado em 1963.
2005
Lançamento do NEXT na Malásia, cigarro popular introduzido como uma alternativa ao Marlboro. O cigarro foi criado em virtude dos altos impostos cobrados no país em cima da marca Marlboro.
-
-
As marcas
A empresa o portfólio de produtos mais forte e diversificado do setor, liderado por Marlboro, a marca número um em vendas no mundo, e L&M, a quarta marca mais popular. Este portfólio inclui uma variedade de misturas e estilos entre 150 marcas diferentes e mais de 1.900 variações. Na verdade, 7 das 15 maiores marcas do mundo são produzidas pela PHILIP MORRIS. Suas principais marcas mundiais são:
● Marlboro é a marca de cigarros líder do mundo, com quase o triplo em vendas que os concorrentes mais próximos. Em 2008, o volume de vendas do Marlboro superou em muito o volume total das quatro principais marcas pertencentes aos principais concorrentes, atingindo 310 bilhões de unidades (excluindo o mercado americano).
● L&M é a quarta marca de cigarros mais popular do mundo com um fornecimento superior a 92.4 bilhões de unidades. Entre 2002 e 2007, o volume de L&M cresceu a uma taxa anual composta de 1,7%, ocupando uma fatia de 2,9% do mercado internacional de cigarros, excluindo a China e os Estados Unidos.
● Chesterfield é uma marca que cresceu e chegou à terceira maior em importância para a empresa, e a décima no mundo em número de cigarros vendidos. Era a marca preferida do ator Humphrey Bogart.
● Philip Morris é a quinta maior da empresa, está presente em mais de 40 mercados e vende mais de 37 bilhões de unidades anualmente.
● Parliament é distribuído em mais de 50 mercados internacionais, sendo a 14ª marca do mundo e a 6ª em importância para a empresa. Em 2008 atingiu um volume de vendas de 37.4 bilhões, com crescimento acima de 20% em países como Coréia do Sul, Rússia, Turquia e Ucrânia.
● Virginia Slims é a marca de cigarro Premium da empresa, que em 2008 atingiu um volume de vendas 8.2% maior que no ano anterior.
● Bond Street é um cigarro de preço baixo e extremamente popular na Europa Oriental.
-
-
Outras marcas importantes da empresa são: Basic, Merit, Alpine, Cambridge, Bristol, Bucks, Collector's Choice, Commander, English Ovals, Lark, Benson & Hedges, Next, Players e Saratoga. Além disso, a empresa possui diversas marcas locais importantes, o que permite manter uma forte participação em mercados muito distintos entre si por todo o mundo. A PHILIP MORRIS fabrica A Hijau, A Mild e Dji Sam Soe na Indonésia, Diana na Itália, Optima e Apollo-Soyuz na Rússia, Morven Gold no Paquistão, Boston na Colômbia, Best e Classic na Sérvia, f6 na Alemanha, Delicados no México, Assos na Grécia e Petra na República Checa e na Eslováquia. Só para mencionar alguns poucos.
-
-
Apesar dessa situação confortável, a empresa continua a desenvolver produtos inovadores voltados para as preferências mais atuais dos consumidores adultos, investindo intensamente em pesquisas e desenvolvimento, e trabalhando incessantemente para a criação de produtos novos e avançados que possam reduzir os riscos das doenças associadas ao tabaco.
-
Fumo e saúde
A PHILIP MORRIS reconhece e concorda que fabrica um produto que causa dependência e provoca doenças graves. Esta é a razão pela qual divulga de forma clara informações sobre os riscos à saúde associados ao tabaco e defende uma regulação abrangente dos produtos de tabaco onde quer que faça negócios. Para a empresa, a responsabilidade começa com o produto. Esta é a razão pela qual está comprometida com a divulgação dos riscos à saúde do consumo de tabaco de uma forma direta e transparente, bem como com o apoio à regulação do tabaco em todos os lugares nos quais vende seus produtos. Além disso, apóia iniciativas em comunidades em que os seus funcionários residem e trabalham, e também nos locais de onde provém o tabaco que utiliza, com o objetivo de atuar em questões sociais centrais. Essa ajuda é direcionada principalmente para as áreas de necessidades humanas e sociais, agricultura e meio ambiente, combate a fome e a violência doméstica. Em 2007, suas doações totalizaram mais de US$ 18 milhões.
-
Dados corporativos
● Origem: Inglaterra
● Fundação: 1847
● Fundador: Philip Morris
● Sede mundial:
Lausanne, Suíça
● Proprietário da marca:
Philip Morris International, Inc.
● Capital aberto:
Sim
● Chairman & CEO: Louis C. Camilleri
● CFO:
Hermann Waldemer
● Faturamento: US$ 25.7 bilhões (2008)
● Lucro: US$ 6.89 bilhões (2008)
● Valor de mercado: US$ 74.5 bilhões (abril/2009)
● Fábricas: 59
● Presença global:
160 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários:
75.600
● Segmento:
Tabaco
● Principais produtos: Cigarros
● Ícones: O cigarro Marlboro
● Website:
www.philipmorrisinternational.com
-
A marca no mundo
A PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, empresa de tabaco líder do mercado internacional, vende seus produtos em mais de 160 países, possuindo 59 fábricas (localizadas em 32 nações) e emprega 75.000 pessoas. O volume de vendas em 2008 superou 870 bilhões de unidades e atingiu uma participação de mercado mundial de 15.6%. Além dos Estados Unidos (através da PHILIP MORRIS USA), Japão, Itália, Alemanha, Rússia e Turquia são alguns dos principais mercados da empresa.
-
-
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
-
Última atualização em 9/2/2009

7.6.06

LUCKY STRIKE


LUCKY STRIKE se tornou um símbolo da cultura norte-americana. Uma das marcas de cigarros mais icônicas e autênticas que o mundo já viu. Um cigarro forte que é dono de uma imagem de rebeldia, fruto de suas campanhas de marketing durante anos. A marca centenária explora o conceito “Original Smoke” e valoriza sua história e sua herança. Ao fumar um cigarro LUCKY STRIKE, o consumidor está vivenciando uma rica e inovadora história no segmento de tabacaria. 

A história 
O LUCKY STRIKE foi inventado por Matt Tellman e lançado no mercado em 1871 pela empresa R.A. Patterson na cidade de Richmond, estado americano da Virginia. Inicialmente foi introduzido como tabaco mascável em uma prática caixinha verde de metal. O nome LUCKY STRIKE foi escolhido em referência aos tempos da “Corrida do Ouro” na costa oeste americana, quando os poucos garimpeiros que encontravam ouro eram chamados de “Lucky Strike” (algo como “golpe de sorte”). Apesar de originalmente ser uma marca de tabaco para mascar, no início dos anos de 1900, LUCKY STRIKE havia também se transformado em cigarro. Em 1905 a American Tobacco Company, empresa fundada três anos antes, adquiriu a marca LUCKY STRIKE. Mas foi somente no ano de 1916 que a marca LUCKY STRIKE foi reintroduzida no mercado como cigarro pela nova proprietária, vendido em maços verde-escuro. A escolha da cor foi para alcançar o público feminino, pois as mulheres resistiam ao consumo do produto por não combinar as cores dos maços de cigarro com as de suas roupas. No ano seguinte foi lançado o famoso slogan “It’s Toasted”, para descrever o processo de produção na época (mais tostado/torrado do que desidratado), que resultava em um cigarro com melhor sabor. Esse novo posicionamento era necessário para competir com outras marcas fortes estabelecidas no mercado americano, como por exemplo, Camel.


No ano de 1923, foi uma das primeiras marcas a utilizar o veículo de comunicação chamado Skywriting, onde aviões escreviam o nome do cigarro no céu através de fumaça. Pouco depois, em 1927, foi lançada a campanha publicitária voltada para o público feminino com o slogan “Reach for a LUCKY instead of sweet” (algo como “Alcance um Lucky Strike em vez de um doce”), apontando o cigarro como uma das formas para emagrecer, além de testemunhais de famosas atrizes e cantoras. As vendas da marca aumentaram mais de 300% durante o primeiro ano dessa campanha publicitária. Nesta época LUCKY STRIKE se popularizava rapidamente entre os consumidores americanos. Já em 1930 a marca era a mais popular e vendida no mercado americano com 43.2 bilhões de cigarros comercializados. Isto foi resultado de um maciço investimento: a American Tobacco pagou, no final desta década, o equivalente hoje a US$ 3.2 milhões aos astros do cinema para relacioná-los aos cigarros LUCKY STRIKE e a uma vida de glamour. Foi assim que as grandes estrelas da época ajudaram a promover a imagem da marca. O cantor de Jazz Al Jolson assinou testemunhos dizendo que LUCKY STRIKE era “o cigarro dos atores”; Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam US$ 10 mil (equivalente a quase US$ 150 mil hoje), para promover a marca. O mesmo ocorreu com Clark Gable, Gary Cooper e Robert Taylor.


Foi durante a Segunda Guerra Mundial que o cigarro esteve disponível também no sabor menta por um curto período. Pouco depois, em 1942, a embalagem passou a ser produzida na cor branca por um mero acaso: em virtude da guerra, o cromo, utilizado nos maços de cigarro para dar a coloração verde, era também usado para produção de acessórios militares, fazendo com que seu uso se tornasse escasso para empresas particulares. Para comunicar este fato a seus consumidores a marca lançou uma campanha publicitária com o slogan “Lucky Strike Green has gone to war”, significando que a cor verde tinha ido para a guerra, além de soar como uma atitude patriótica. Em 1944 a marca começou uma nova campanha publicitária com o slogan “Lucky Strike Means Fine Tobacco”. Esse slogan ficou tão famoso que todos os maços do cigarro por décadas carregavam gravado a abreviação dessa expressão (L.S./M.F.T.). Na década de 1950 a marca começou a patrocinar programas de televisão, ganhando ainda mais visibilidade.


Como forma de conter a enorme queda nas vendas, mesmo que tardiamente, os cigarros com filtros da marca LUCKY STRIKE foram lançados no mercado americano em 1965. Ainda nesta década foi lançada a versão mentolada chamada LUCKY STRIKE GREEN, cujo maço era verde. Em 1978 a tabacaria Brown & Williamson adquiriu os direitos da marca para exportação e, em 1994, comprou os direitos da marca para o mercado americano, passando a ser proprietária do LUCKY STRIKE, que depois retornariam a British American Tobacco. No ano seguinte, o LUCKY STRIKE KING SIZE ganhou novo tamanho, maior que o original. Na década de 1980 a grande inovação foi o lançamento do LUCKY STRIKE LIGHTS (menos forte que a versão original). Na década seguinte, em 1996, foi introduzido no mercado da cidade de San Francisco a versão Filtered Styles, sendo expandida para todo estado da Califórnia no ano seguinte, passando a ser distribuído nacionalmente em 1999.


Os chamados “Trivia Cards” (cartões com perguntas desafiantes) foram introduzidos dentro dos maços de cigarro em 1997. Pouco depois, em 1999, a marca lançou uma avassaladora ação de marketing que incluía cafezinho de graça e flores no dia dos namorados. Depois, os consumidores que participaram da ação recebiam em casa um cartão com a inscrição “Lucky Loves You”, que continha um número 1-800 (equivalente à ligação gratuita), onde poderiam conhecer um pouco mais sobre a marca e o produto. No final de 2006, as versões com filtro Full Flavored e Light foram descontinuadas na América do Norte, onde LUCKY STRIKE tem hoje uma pequena base de fumantes. Pouco depois, em 2007, uma nova embalagem foi lançada, com uma abertura de duas vias que separava sete cigarros do resto.


Mundialmente a marca LUCKY STRIKE continua trazendo grandes inovações (várias embalagens comemorativas e diferenciadas), mas mantém a originalidade e o sabor característico. Uma das grandes novidades dos últimos anos da indústria tabagista foi introduzida pela marca no mercado em 2010 com embalagem preta e o nome de LUCKY STRIKE CLICK & ROLL, um cigarro normal da marca com uma cápsula dentro do filtro, que ao ser estourada libera um sabor de menta. Atualmente o cigarro é comercializado nas versões: Original, King Size e Light, além da mais recente, Blue (que substituiu a versão Silver), com menores níveis de nicotina e alcatrão.


A marca na mídia 
A marca LUCKY STRIKE sempre esteve muito presente em vários tipos de mídia. No rádio, em 1944, a marca se tornou patrocinadora do programa do comediante Jack Benny (passou a se chamar The Lucky Strike Program Starring Jack Benny), que acabou estrelando artistas como Frank Sinatra e Phil Harris, e também de vários populares programas de televisão transmitidos pela rede CBS nas décadas de 1940 e 1950. Em meio a populares slogans nas propagandas nos shows, faladas pelo locutor Don Wilson, estavam o clássica “Lucky Strike means fine tobacco!” (algo como “Lucky Strike significa cigarro bom”) e a “Be happy go lucky, be happy, smoke Lucky Strike!”. No começo da década de 1960, os comerciais de televisão da marca traziam o slogan: “Lucky Strike separates the men from the boys... but not from the girls”, que no bom português diz: “Lucky Strike separa os homens dos garotos... mas não das garotas”. Quando os cigarros filtrados da marca foram introduzidos no mercado, em meados desta década, os comerciais mudaram para um slogan cantado que dizia: “Show me a filter cigarette that delivers the taste, and I’ll eat my hat!”, algo como: “Mostre um cigarro filtrado que dá o sabor e eu comerei o meu chapéu”.


Na mídia impressa a marca criou uma série de propagandas com esportistas saudáveis superando uma espécie de sombra em má forma física. Corredores, tenistas, jogadores de beisebol e nadadores vendiam o estilo de vida da marca, que fazia questão de alertar em letras miúdas que seus cigarros não reduziam a gordura: “Encare os fatos! Quando a tentação da comida for demais, acenda um Lucky”. Outras diziam que o cigarro LUCKY STRIKE era capaz de proteger a garganta, buscando também o apoio de pesquisas médicas. De acordo com a publicidade da marca, datada de 1930, mais de 20 mil médicos aprovavam LUCKY STRIKE como sendo “o menos irritante” do mercado como dizia a frase “médicos dizem que Lucky Strike irrita menos a garganta”. A partir dos anos de 1980, LUCKY STRIKE direcionou a maioria de suas verbas publicitárias para o patrocínio de competições automobilísticas, sendo uma das principais parceiras da equipe BAR de Fórmula 1 até 2006.


Porém, a partir dos anos de 2000, a indústria tabagista de um modo geral começou a perder espaço no mercado publicitário por conta de leis antifumo em vários países, que proíbem as marcas de anunciar nos meios de comunicação tradicionais, precisando, assim, encontrar novas alternativas para se comunicar com o consumidor. Foi então que a LUCKY STRIKE encontrou uma alternativa para anunciar seu produto legalmente com o uso do product placement (merchandising televisivo). Um exemplo disso foi a maneira como a marca inseriu sua imagem na narrativa da primeira temporada do seriado Mad Men, que foi ao ar no dia 19 de julho de 2007 (ao todo foram 21 aparições da marca de cigarro). A LUCKY STRIKE sempre teve destaque na trama do seriado, tanto como cliente da agência Sterling Cooper Draper Pryce por diversos anos quanto como marca preferida do diretor de criação Don Draper. Com isso, a LUCKY STRIKE conquistou uma ampla visibilidade, interação na narrativa audiovisual dos episódios do aclamado seriado e suas vendas voltaram a crescer (vendeu 23 bilhões de maços de cigarro em 2007 e 33 bilhões em 2012).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos. A partir de 1917, o logotipo passou a ostentar o tradicional slogan “It’s Toasted”. Mas o popular logotipo da LUCKY STRIKE, conhecido como Bull’s Eye, foi reinterpretado pelo renomado designer Raymond Loewy em 1942, criador também de ícones famosos da cultura americana como os rótulos das sopas Campbell’s e do logotipo da Shell. A fonte usada no logotipo era Futura Condensed Bold, delicadamente modificada. Esse tradicional logotipo somente seria remodelado em 2009. A atual identidade da marca foi adotada em 2013, quando LUCKY STRIKE resolveu resgatar sua rica história e apresentou uma versão modernizada de seu logotipo de 1871.


O tradicional maço de LUCKY STRIKE também passou por modificações ao longo dos anos. Inicialmente verde-escuro adotou a cor branca somente em 1942. O design desse novo maço foi criado por Raymond Loewy, que também colocou o logotipo da marca nos dois lados do maço, um movimento que aumentou a visibilidade e as vendas de LUCKY STRIKE. Nos anos seguintes o tradicional maço ganhou modernizações e sua última versão data de 2013.


Os slogans 
Original smoke. Est. 1871. (2004) 
We all like Lucky Strike - it’s toasted. (1960) 
Lucky Strike Means Fine Tobacco. (1944) 
Lucky Strike Green Has Gone To War. (1942) 
Be Happy - Go Lucky. (1932) 
Reach for a LUCKY instead of sweet. (1927) 
It’s toasted. (1917) 
An American Original.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1871 
● Criador: Matt Tellman 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: British American Tobacco plc 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Jack Bowles 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tabaco 
● Principais produtos: Cigarros 
● Concorrentes diretos: Camel, Marlboro, Winston, Pall Mall, Kent, New Port, Natural American Spirit e Gauloises 
● Ícones: O logotipo Bull’s Eye 
● Slogan: Original smoke. Est. 1871. 
● Website: www.bat.com 

A marca no mundo 
A marca é comercializada em mais de 90 países ao redor do mundo, sendo uma das mais vendidas, estratégicas e valiosas da empresa British American Tobacco, representada pela Souza Cruz no Brasil. Anualmente são comercializados mais de 18 bilhões de cigarros LUCKY STRIKE, que possui como importantes mercados a Alemanha, Espanha, França, Japão, Indonésia e Grécia. LUCKY STRIKE é a quarta marca de cigarro do mercado mundial. 

Você sabia? 
A receita do cigarro envolve uma mistura secreta de três variedades de tabaco exótico - Burley, Oriental e Virgínia - que juntas formam a base exclusiva do cigarro Lucky Strike American Blend
Os cigarros da marca são frequentemente referidos popularmente como LUCKIES
Um dos mais famosos fumantes da marca LUCKY STRIKE na televisão foi o detetive Sonny Crockett (interpretado por Don Johnson) do seriado Miami Vice, exibido na década de 1980. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/12/2019

1.6.06

CAMEL

Uma mistura perfeita entre o tabaco turco e o americano resultando em um sabor único e um aroma diferente, proporcionando um prazer em cada tragada. Assim pode ser definido o tradicional cigarro CAMEL, uma das marcas ícones no setor de tabacaria no mundo.

A história
Tudo começou no verão de 1913 quando surgiu nos principais jornais americanos uma manchete misteriosa que faria famosa a marca de cigarros CAMEL: “Os Camelos Estão Chegando” (“The Camels are Coming”). Era a campanha de lançamento de um novo, moderno e prático cigarro no mercado americano, que já vinha enrolado. Isto porque, naquela época, os consumidores preferiam enrolar os cigarros manualmente. A idéia foi da empresa R.J. Reynolds Tobacco (conhecida como RJR e de propriedade de Richard Joshua Reynold), que aproveitando o êxito e o sabor do tabaco para cachimbos “Prince Albert”, resolveu lançar no mercado os cigarros CAMEL, custando apenas 10 centavos de dólares o maço, sendo o primeiro a adotar o método do tabaco “American blend” (algo como mistura americana). Um dromedário (chamado “OLD JOE”), e não um camelo como muitos pensam, pertencente ao circo Barnum & Bailey, foi usado para divulgar o novo cigarro, através de ações ousadas, incluindo eventos em muitas cidades americanas, onde amostras grátis do cigarro, cujo sabor suave agradava aos consumidores, eram distribuídas acompanhadas da presença do animal. A figura do animal também foi utilizada na embalagem do produto, passando a idéia de exotismo à mistura de tabaco, provenientes da Turquia e do estado americano da Virginia.


Apesar de ser um dromedário, a fábrica lançou o cigarro no mercado sem alterar o nome CAMEL. Isto porque, por ser um nome de fácil pronúncia, e de fonética semelhante em vários idiomas - camelo (português), cammello (italiano), camel (inglês), kameel (alemão), a marca teria um apelo muito maior. Segundo outra história, a foto do camelo foi retirada da enciclopédia Britânica. O sucesso do produto, primeiro cigarro lançado nacionalmente nos Estados Unidos, foi tão instantâneo, que no ano seguinte CAMEL venderia 425 milhões de unidades. A marca CAMEL ficou extremamente famosa em 1921, quando a empresa introduziu a popular campanha publicitária com o slogan “I’d walk a mile for a Camel” (“Eu andaria uma milha por um CAMEL”). Dois anos mais tarde, CAMEL tinha conquistado 45% do mercado americano de cigarros em sua categoria. Em 1931 a marca introduziu uma grande novidade: o papel celofane para envolver o maço, preservando assim a frescor do tabaco.


Depois de pesados investimentos de milhões de dólares em propaganda e publicidade, no ano de 1934, a marca se tornaria líder de mercado no ano seguinte. No começo da década de 50, a marca resolveu apostar em uma novidade, os cigarros com filtros, que popularizaram ainda mais a marca CAMEL. Nos anos seguintes, há medida em que iam sendo publicadas notícias sobre os malefícios do tabaco, era necessário promover uma “imagem saudável” do produto. Para tal, a CAMEL convidava atletas e pretensos médicos para afirmar em suas campanhas que, além de calmantes, os cigarros auxiliavam a digestão, não irritavam a garganta e eram um hábito não prejudicial à saúde. A partir da década de 90 foram lançadas inúmeras variações do cigarro como o CAMEL MENTHOL (1996), com leve sabor de menta, e o CAMEL SUPER LIGHTS, com índices reduzidos de nicotina e alcatrão.


A empresa Japan Tabacco, terceiro maior fabricante de cigarros do mundo, possui o direito da marca CAMEL fora dos Estados Unidos desde que assumiu o controle da RJR Internacional em 1999. A nova proprietária da marca no mercado internacional achou que CAMEL precisava de uma imagem mais moderna e provocou alterações, em 2002, nos visuais das embalagens e no logotipo, que ganhou uma cor de ouro com a inscrição “Desde 1913” (“Since 1913”). Nos anos seguintes a marca lançou no mercado outras variações, como por exemplo, CAMEL SILVERS (cigarros ultra-light) em 2005; o CAMEL NUTTY LIGHTS, um cigarro com odor reduzido; CAMEL No. 9 PINK, especialmente desenvolvido para o público feminino, o que incluía o sabor do cigarro e a concepção da embalagem, que estreou em 2007; e até mesmo uma versão com um leve sabor de laranja, introduzida na Ucrânia. Em julho de 2011 a marca deixou de ser vendida no Brasil.


O personagem
Em 1974 foi criado o famoso personagem JOE CAMEL, pelo artista inglês Nicholas Price, para uma campanha de publicidade francesa da marca. Somente no ano de 1987, o personagem foi introduzido nos Estados Unidos para comemorar 75 anos de existência da marca. Quatros anos depois, uma pesquisa apontou que o personagem era reconhecido por 91% das crianças de 5 e 6 anos, percentual similar ao do Mickey Mouse, e mais popular que Fred Flintstone e a boneca Barbie. E mais: pesquisas mostraram que a participação do cigarro entre consumidores com menos de 18 anos havia saltado de 0.5% para 32.8%. Foi justamente essa popularidade entre as crianças que levou a empresa a retirar o simpático personagem de suas campanha publicitárias no dia 10 de julho de 1997. A partir deste momento a marca lançou campanhas voltadas para jovens com mais de 20 anos utilizando conceitos mais adultos.


A ligação com o esporte
A ligação da CAMEL com o automobilismo foi um dos fatores de maior importância para a consolidação e popularidade da marca no mercado. A marca patrocinou várias competições importantes como IMS, que de 1972 a 1983 era conhecida como CAMEL GT; o famoso rali CAMEL TROPHY entre 1980 e 2000; a escuderia de Fórmula 1 Lotus entre 1987 e 1991; e a equipe Honda no campeonato mundial de Superbike na década de 90.


As embalagens
As embalagens dos cigarros CAMEL pouco mudaram em toda sua história. Isto até 2007, quando a linha de produtos da marca passou por uma enorme revolução em seu visual, quando assumiu ares modernos e mais sóbrios.


Os slogans
Pleasure to burn.
(2004)
Genuine taste since 1913. (1995)
Genuine taste. (1994)

Taste Camel in a whole new light.
(1993, CAMEL LIGHT)
Discover the world’s most satisfying cigarette. (1986)
The world’s fastest growing international brand. It's a whole new world. (1985)

Camel leads all other brands - by billions!
(1951)
Not one single case of throat irritation due to smoking Camels! (1951)


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Lançamento:
1913
● Criador:
Richard Joshua Reynold
● Sede mundial:
Winston-Salem, North Carolina
● Proprietário da marca:
Japan Tobacco Inc.
● Capital aberto:
Não
● CEO & Presidente:
Daniel Delen
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Não
● Segmento: Tabaco
● Principais produtos: Cigarros
● Principais concorrentes:
Marlboro e Lucky Strike
● Mascote: Joe Camel (aposentado)
● Slogan:
Genuine Taste since 1913.
● Website:
Não tem

A marca no mundo

A CAMEL, primeira marca comercial do mundo, é comercializada atualmente em mais de 100 países ao redor do mundo, sendo a quinta mais consumida do mercado global e terceira no mercado americano. Atualmente são comercializadas no mundo aproximadamente 30 versões diferentes do cigarro CAMEL.

Você sabia?
A cidade de Winston-Salem, no estado da Carolina do Norte, onde a empresa R.J.R. foi fundada, tem o apelido de “Camel City” em virtude da popularidade do cigarro.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/10/2011

22.5.06

MARLBORO


É impensável que uma pequena caixinha retangular nas cores vermelha e branca, o nome de uma rua em Londres e um caubói másculo como garoto-propaganda pudessem valer tanto. Mas foram exatamente esses atributos que construíram e tornaram MARLBORO, é bem verdade, um produto nocivo a saúde, em uma das marcas mais conhecidas - mesmo até para quem não é fumante -, poderosas, valiosas e influentes do mundo. 

A história 
Tudo começou no ano de 1847 quando a família de Philip Morris, filho de um imigrante alemão, inaugurou uma pequena tabacaria na Rua Bond Street, na cidade de Londres, para comercializar tabacos e cigarros importados. Pouco depois, em 1854, a empresa começou a fabricar seus próprios cigarros. Após a morte de Philip Morris devido a um câncer em 1873, sua viúva Margaret e seu irmão Leopold assumiram o comando dos negócios. A expansão da marca teve início em 1902, quando a Philip Morris estabeleceu uma subsidiária na cidade de Nova York para vender suas marcas de cigarros. A marca MARLBORO (cujo nome derivou da rua onde estava estabelecida a fábrica da empresa em Londres, Great Marlborough Street) foi registrada nos Estados Unidos somente em 1908, embora nenhum cigarro tenha sido comercializado com esse nome até 1923. E foi somente em 1924 que a marca foi introduzida no mercado americano (considerado a data oficial de surgimento de MARLBORO). Inicialmente comercializado como o “Cigarro de Luxo da América” e vendido principalmente em hotéis e resorts, ainda este ano o produto ganhou o slogan “Mild as May” (em inglês “Suave como Maio”), endossado pela bela atriz Mae West, uma espécie de sugestão para o público feminino ao qual era voltado. Isto porque, nesta época todos os cigarros com filtro eram tidos como “femininos”, por serem, em tese, mais fracos.


Na década de 1930, a publicidade de MARLBORO se baseava principalmente na aparência do filtro, em uma tentativa de atrair o público feminino ainda mais. Para isso, o filtro do cigarro tinha uma faixa vermelha impressa ao redor para esconder manchas de batom e a comunicação da marca se utilizava disso com a mensagem publicitária destinada ao público feminino: “Uma extremidade cor de cereja para os seus lábios cor de rubi” (em inglês “A cherry tip for your red ruby lips”). Nessa época MARLBORO era posicionado um cigarro médio para ser fumado após o jantar. Durante os anos seguintes, as peças publicitárias sempre foram voltadas ao público feminino, com uma série de anúncios utilizando a imagem de mulheres. Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, com as vendas estagnadas em apenas 1% de participação, a marca foi retirada do mercado. Com o final da guerra, outras marcas como Camel, Lucky Strikehttp://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/06/lucky-strike-american-original.html e Chesterfield já haviam conquistado os consumidores americanos, enfraquecendo ainda mais o nome MARLBORO. Além disso, alguns meios de comunicações da época, especialmente a revista Reader’s Digest, começaram a divulgar os malefícios do cigarro, principalmente como causador de câncer de pulmão, baseado em um grande estudo comandado por cientistas.


Foi quando a empresa resolveu reposicionar MARLBORO no mercado como um produto direcionado para o público masculino ao divulgar que o cigarro com filtro era menos nocivo a saúde, mas até então comercializado apenas para mulheres. A marca então mudou seu foco, deixando de lado o público feminino. Isto porque, uma pesquisa mostrou que os habitantes das grandes metrópoles americanas, como executivos, profissionais liberais e empresários modernos, tinham saudades da vida no campo, do ambiente rural, do espírito aventureiro, da natureza, onde habitavam. Então, em 1955, juntamente com a introdução da embalagem conhecida como Flip Top (Box), mais firme e dura, protegendo melhor os cigarros, MARLBORO foi relançado no mercado com a campanha “Tattooed Man” que utilizava a imagem de marinheiros tatuados, halterofilistas, trabalhadores da construção civil, pilotos e caubóis. Muito rapidamente, as pessoas acreditavam existir e ter acesso, atrás da fumaça provocada por cada uma das tragadas naquele cigarro, de um MARLBORO COUNTRY, onde habitavam solitários, corajosos e livres, em meio a pradarias e cânions, ainda que se encontrassem naquele momento no maior congestionamento em Nova York, no trânsito maluco de alguma cidade italiana ou simplesmente caminhando a pé na pomposa Champs-Elysées em Paris. O resultado não poderia ser melhor: MARLBORO se tornou o cigarro mais vendido na cidade de Nova York, com um incremento de 5.000% nas vendas em apenas oito meses de campanha. O caubói se tornou o mais popular dos personagens da campanha e foi adotado como garoto-propaganda da marca.


Pouco depois, em 1957, o primeiro MARLBORO produzido fora dos Estados Unidos foi fabricado através de um acordo com a Fabriques de Tabac Réunies na Suíça. Em 1964 a marca lançou a famosa campanha “Come to where the flavor is. Come to Marlboro Country”. Com essa campanha as vendas do cigarro subiram em torno de 10%. Pouco depois, em 1966, a marca introduziu no mercado a primeira de muitas variações: MARLBORO MENTHOL GREEN, um cigarro com sabor mentolado e marcante. Pouco depois, em 1967, surgiu o MARLBORO LONGHORN 100’S, cigarros maiores que os normais. Em 1970 MARLBORO já era a terceira marca mais popular entre os consumidores americanos. No ano seguinte, a marca introduziu o MARLBORO LIGHTS, um cigarro mais fraco, com menos teor de nicotina e alcatrão, que se tornaria um enorme sucesso e recrutaria uma grande leva de novos consumidores. Com isso, em 1972, a marca se tornou a mais vendida do mundo. Nesse ano um acordo com a Japan Tobacco permitiu a produção local do MARLBORO naquele país. Nos anos seguintes MARLBORO ampliou sua participação no mercado global, tornando-se a mais valiosa e conhecida marca de cigarro. Somente em 1991, a marca lançaria no mercado um novo produto: MARLBORO MEDIUM, um cigarro intermediário entre o original e a versão light no quesito teor de nicotina e alcatrão. No final desta década, em 1998, atendendo ao anseio dos consumidores por cigarros ainda mais fracos, a marca lançou o MARLBORO ULTRA LIGHTS, um cigarro ainda mais fraco que a versão light, com menores teores de nicotina e alcatrão.


A partir de 2005 na Europa e 2006 nos Estados Unidos, devido às proibições do uso de termos como “Lights” e “Ultra Lights”, ou qualquer designação semelhante que possa dar a impressão de ser mais segura do que os cigarros normais, a marca começou uma campanha para identificar os vários tipos de seus cigarros através das cores de suas embalagens. Por exemplo, Marlboro Red (versão normal), Marlboro Gold (versão light) e Marlboro Silver (versão ultra lights). Outras variações do cigarro são Marlboro Menthol (também encontrado na versão light) identificado pela cor verde de sua embalagem e Marlboro 100’s (tamanho maior que a versão original). Em 2007, duas novidades chegaram ao mercado: as versões mentoladas MARLBORO ICE MINT e MARLBORO FRESH MINT, criando uma nova linha de produtos refrescantes com o exclusivo Cool Menthol Stripe, que realça a sensação mentolada e refrescante do cigarro. Ainda este ano, o volume de vendas de MARLBORO superou em muito o volume total das quatro principais marcas pertencentes a grandes concorrentes. Além disso, apresentou o MARLBORO BLUE ICE, versão original que possui uma pequena cápsula no filtro que, ao ser estourada pelo consumidor, libera um líquido com um forte aroma mentolado. Em 2011, a marca lançou mais uma versão: MARLBORO GOLD TOUCH, um cigarro com diâmetro de 7.1 mm - um pouco mais fino que o Gold - que oferece um sabor refinado e suave.


Mais recentemente, em 2015, a empresa introduziu em toda sua linha o FIRM FILTER, um filtro mais firme que eleva a qualidade do cigarro, sendo possível fumá-lo até o fim e também apagá-lo sem que haja queimaduras no lábio ou nos dedos. Nos últimos anos, com as rígidas restrições a publicidade e comunicação imposta pela maioria dos países em relação a cigarros e tabaco, MARLBORO passou a se utilizar da forte imagem construída no decorrer dos anos e de suas embalagens como importante veículo de comunicação, além do lançamento constante de edições limitadas e versões mais suaves. Hoje em dia, a empresa oferece, dependendo do mercado (país), mais de 15 tipos de MARLBORO. Todas as linhas são oferecidas nas versões King Size (tamanho original do cigarro) e 100s (cigarro levemente mais fino e longo). Atualmente a marca é divida em três linhas principais: Flavor (cigarro original e suas variações), Gold (cigarros com menos teor de nicotina e alcatrão) e Fresh (inclui todos os cigarros com sabor da marca). MARLBORO é a marca de cigarro líder no mundo, com quase o triplo em vendas que os concorrentes mais próximos.


A icônica embalagem 
O que poucos sabem, é que antes do surgimento da tradicional embalagem vermelha e branca, durante três décadas, MARLBORO era vendido em maços predominantemente brancos (imagem abaixo).


Já a icônica embalagem vermelha e branca foi projetada pelo designer americano Frank Gianninoto em 1955. O brasão da Philip Morris (conhecido como Coronet Logo) foi colocado no topo da embalagem com a popular expressão latina “Veni, vidi, vici” (“Vim, vi, venci”), de suposta autoria do imperador romano Júlio César. Em 2013, a empresa apresentou um novo design para a tradicional embalagem de MARLBORO: o vermelho escuro foi substituído por um vermelho mais claro e o logotipo da marca se tornou transparente em alto-relevo (antes o nome da marca era escrito em preto). Outro item marcante da embalagem do produto, o brasão da Philip Morris, também perdeu as cores e passou a ser gravado suavemente em relevo. Mas um dos traços emblemáticos da embalagem foi mantido: a clássica figura vermelha (“bandeirola”) no topo. Acompanhe na imagem abaixo a evolução deste verdadeiro ícone da marca MARLBORO.


Campanhas que fizeram história 
A história do “Marlboro Man”, um dos maiores e mais conhecidos ícones da publicidade mundial, começou em 1955 quando a tradicional agência de publicidade Leo Burnett de Chicago criou a campanha “Delivers the Goods on Flavor”, que utilizava a imagem de marinheiros tatuados, atletas, pilotos de corrida e caubóis. A campanha inicial, especialmente o ícone do caubói, fez tanto sucesso que levou o fabricante a usar sempre a imagem do personagem, para identificar a “Terra de Marlboro” em uma série de anúncios intitulada “Marlboro Man” a partir de 1964, que apresentou o icônico slogan “Venha para onde está o sabor. Venha para o mundo de Marlboro”. O personagem, criado pela agência Leo Burnett e com aval de John Landry, então executivo de publicidade da Philip Morris, foi inspirado na imagem do caubói texano Clarence Hailey Long que apareceu na revista LIFE em 1949. Aliás, a imagem do caubói norte-americano era um símbolo perfeito de masculinidade, independência e rebeldia individualista, tudo que a marca desejava comunicar aos consumidores. O ator e rancheiro Robert Norris foi um dos primeiros homens a interpretar o famoso personagem (a imagem do caubói destemido, com um cigarro MARLBORO no canto da boca, seria imortalizada na publicidade mundial), seguido de nomes como Darrell Winfield (talvez o mais longevo, pois apareceu nos anúncios de 1968 a 1989), David Millar Jr., Eric Lawson, Charles Conerly (então jogador de futebol americano do New York Giants), Dick Hammer, Bill Dutra, Dean Myers, Wayne McLaren, David McLaren e Tom Mattox.


Nas propagandas da campanha os caubóis apareciam geralmente em atividades associadas à vida no campo, acompanhados de cavalos e inseridos em cenários de grande beleza natural. A campanha era extremamente sedutora e tinha a capacidade de tornar um produto nocivo à saúde, em símbolo de liberdade e poder. O brilhantismo dessa campanha foi tanto que o cigarro MARLBORO se tornou um ícone do mundo masculino. “Cowboy Killers” (Assassinos de Cowboys) foi o apelido que a MARLBORO recebeu após dois homens que viveram o papel do famoso Marlboro Man, como eram conhecidos os modelos e atores que ilustravam os anúncios, morrerem de câncer de pulmão. David McLean faleceu aos 51 anos de idade e até então dizia ser a favor da legislação contra o cigarro. Já Wayne Mclaren teria o mesmo fim, levando organizações não-governamentais de combate ao fumo a criar campanhas usando a mesma imagem do caubói para falar dos riscos do cigarro. A marca temendo que a associação à imagem do caubói que havia morrido de câncer pudesse prejudicar as vendas do cigarro deixou de lado o famoso conceito “Terra de Marlboro” e os populares caubóis em 1999 e passou a focar mais suas ações no esporte, onde ganhava grande visibilidade.


Só que as restrições às propagandas de cigarros, impostas por agências governamentais da área da saúde, levaram gradativamente a marca MARLBORO a se refugiar apenas no automobilismo, uma vez que o setor de saúde começou a condenar a associação do tabaco aos esportes de esforço físico (como se o automobilismo não fosse). Essa associação da marca com o mundo da velocidade teve início fortemente no ano de 1972 na Formula 1 com o patrocínio da equipe BRM. Isto culminou, em 1978, com o patrocínio a McLaren (que se tornaria icônico e duraria até 1996); em 1986 a escuderia Penske; e em 1997 através da longeva parceria com a Ferrari, que perdura até os dias de hoje. Apesar de não poder mais exibir o logotipo da MARLBORO nos carros da escuderia italiana desde 2007, a Philip Morris renovou seu contrato de patrocínio até 2021. Esse patrocínio foi apresentado visualmente no carro novamente no Grande Prêmio do Japão de 2018, com a marca “Mission Winnow”, um programa de conteúdos relacionados à ciência, à inovação e à tecnologia como veículos de melhora e transformação para a PMI e seus colaboradores. Porém, muitas pessoas olham e ainda enxergam MARLBORO nos carros da escuderia. E se muitos apostavam que a marca perderia espaço, cometeram um enorme engano, MARLBORO sobreviveu a todas as crises, se posicionando com rapidez e fazendo uso de novas ferramentas de marketing, como o viral, para se manter com folga na liderança do mercado mundial.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações no decorrer de sua história. O logotipo original da marca sofreu a primeira modernização (apesar de discreta) em 1928. Pouco depois, em 1931, o logotipo passou por uma radical remodelação: a letra A estendida fazia parte também da frase “America’s Finest Cigarette”.


Essa identidade visual não durou muito e, em 1932, o logotipo ganhou uma nova tipografia mais encorpada, com um prolongamento nas letras L e B. Esse logotipo adotaria uma nova tipografia de letra na década de 1980, marcada por um alongamento maior das letras L e B, que já era utilizado nas embalagens do cigarro.


Os slogans 
You Decide. (2016) 
Don’t be a Maybe. Be Marlboro. (2011) 
Come to where the flavor is. Come to Marlboro country. (1964) 
There’s a world of flavor in Marlboro Country. (1963) 
Make yourself comfortable - have a Marlboro. (1960) 
You get better makin’s in a Marlboro. (1959) 
You get a lot to like with a Marlboro. (1956) 
Delivers the Goods on Flavor. (1955) 
Mild As May. (1924)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1924 
● Criador: Philip Morris USA 
● Sede mundial: Richmond, Virginia, Estados Unidos/Neuchâtel, Suíça 
● Proprietário da marca: Philip Morris USA e Philip Morris International Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: André Calantzopoulos (PMI) e Jon Moore (PM USA) 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tabaco 
● Principais produtos: Cigarros 
● Concorrentes diretos: Camel, Lucky Strike, Winston, Dunhill, Pall Mall, Newport, Kool e Kent 
● Ícones: O caubói e o design da embalagem 
● Slogan: You Decide. 
● Website: www.pmi.com 

A marca no mundo 
O cigarro MARLBORO é comercializado em mais de 180 países, sendo líder no mercado americano (com 43% de participação) e marca número 1 em vendas no mundo. A marca atingiu este estágio através de maciços investimentos bem sucedidos em marketing, como o patrocínio a equipes de Fórmula 1 e a forte presença em bares e restaurantes, além de uma ligação estreita com o consumidor jovem, o que a tornou ainda mais popular nos mais variados mercados mundiais. Nos Estados Unidos a marca pertence à empresa Philip Morris USA (cuja fábrica de Richmond, no estado da Virginia, é atualmente a maior produtora de MARLBORO do mundo) e no resto do mundo é de propriedade da Philip Morris International (PMI), onde MARLBORO responde por 34% de suas vendas (em 2018 foram 264 bilhões de cigarros, excluindo os mercados americano e chinês), reforçando sua posição de liderança como a marca número um em todo o mundo. 

Você sabia? 
Em 1989, durante 93 minutos de transmissão do Marlboro Grand Prix de Formula 1, a marca apareceu na tela da televisão nada menos que 5.933 vezes, fazendo com que investisse ainda mais nos esportes televisionados. 
A marca também criou o projeto Marlboro Brazilian Team, no final da década de 1990, quando patrocinou os pilotos brasileiros Tony Kanaan, Rubens Barrichello, Helio Castroneves, entre outros. 
O cigarro MARLBORO queima 25% mais rápido que seus principais concorrentes como Camel, Winston e Dunhill.  


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites (Embalagem Marca), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/12/2019