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3.5.17

ROCK IN RIO


É um evento capaz de reunir milhões de pessoas e ser reconhecido internacionalmente. Por seus palcos já passaram os maiores artistas da música mundial, incluindo bandas de rock históricas, com performances que ficaram gravadas nas memórias de milhões de pessoas. Assim pode ser definido o Rock in Rio, maior evento de música e entretenimento do mundo, que trouxe de volta a simbologia de zona franca de liberdade, música e amor. 

A história 
Tudo começou com o empresário e publicitário Roberto Medina, que em janeiro de 1980 trouxe Frank Sinatra para cantar no estádio do Maracanã, diante de um público de 175 mil pessoas. Depois desse sucesso, ele acreditou que poderia organizar algo maior. A ideia grandiosa era organizar um megafestival de música chamado Rock in Rio, que aproveitasse o momento de euforia do povo brasileiro, principalmente da juventude, depois de um longo período de ditadura militar. O parâmetro para organizar o Rock in Rio seria Woodstock, o evento musical mais conhecido do mundo, realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, na cidade de Bethel, Nova York, com um público total de 500 mil pessoas. A ideia, apesar de visionária, era complicada de ser realizada. Pelos cálculos apenas 30% dos gastos seria coberto pela bilheteria, o que exigiria patrocinadores fortes. Depois de conseguir patrocinadores, incluindo a cervejaria Brahma, que tinha acabado de lançar a cerveja Malt 90 e seria uma ótima plataforma de divulgação, o próximo passo seria, talvez, o mais difícil: viajar para os Estados Unidos para não só contratar, mas convencer, literalmente, as bandas a se apresentarem no Brasil. Com a ajuda de Lee Solters, então empresário de Frank Sinatra, Medina começou a vencer a desconfiança dos artistas estrangeiros. Depois de muitas reuniões nos Estados Unidos, foram confirmadas as participações de Ozzy Osbourne, Queen, AC/DC, Iron Maiden, Rod Stewart, Scorpions, entre outros. Após o acerto com as atrações internacionais, Medina passou a fazer contato com as brasileiras. No final de agosto de 1984, quatro meses antes do início do festival, estavam confirmados Barão Vermelho, Moraes Moreira, Elba Ramalho, Blitz, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Eduardo Dussek, Erasmo Carlos e Gilberto Gil. No dia 19 de dezembro, depois de muita insistência, Rita Lee e Roberto de Carvalho assinaram seu contrato. O maior cachê entre os brasileiros foi o de Ney Matogrosso, que abriria o Rock in Rio.


Um dos objetivos de Roberto era promover uma experiência de marca. Para isso, foi construído um complexo de entretenimento e comércio batizado de “Cidade do Rock”, ocupando uma área de 250.000 m² na zona oeste do Rio de Janeiro. O centro comercial contava com o maior palco do mundo já construído, com 5.000 m² de área, dois shoppings com mais de 50 lojas, dois centros de atendimento médico e dois restaurantes fast-food, um pertencente ao Bob’s e outro ao McDonald’s, que bateu o recorde de vendas em um dia com 58 mil hambúrgueres, entrando para o Guinness Book. Finalmente entre 11 e 20 de janeiro de 1985, em um terreno alagadiço em Jacarepaguá (o equivalente a 12 estádios do Maracanã), aproximadamente 1.4 milhões de pessoas assistiram aquele que seria o maior festival de rock do país até hoje. Durante esses dez dias, 16 artistas internacionais e 15 atrações nacionais se apresentaram. Pela primeira vez no mundo a plateia de um grande show foi iluminada, com o público fazendo parte do espetáculo. O Rock in Rio foi considerado um divisor de águas na história da música brasileira, pois colocou o país na rota dos grandes shows internacionais e ratificou a força do rock nacional.


Apesar da perspectiva otimista em relação ao potencial da empreitada, o Rock in Rio também enfrentou dificuldades e problemas. A segunda edição, no ano de 1991, não pode ser realizada na Cidade do Rock, que foi demolida pela prefeitura do Rio de Janeiro após um impasse entre o então prefeito da cidade Leonel Brizola e a Artplan, agência de Medina, responsável pela produção do festival. Realizado no estádio do Maracanã, o evento reuniu apenas 700 mil pessoas em 9 dias de evento, apesar de grandes atrações internacionais como Guns N’ Roses, Faith No More, A-Ha, George Michael e Sepultura. Até então inédita no Brasil, a banda Guns N’ Roses, que foi a grande atração do festival, tocou em dois dias e adiantou algumas das músicas que estariam presentes em seu próximo álbum. Depois de um hiato de uma década, em 2001, foi realizada a terceira edição, a pedido dos fãs. A decisão acertada, após um grande intervalo, demonstrou a força do festival como marca, que retornou à sua casa, a Cidade do Rock. A novidade foram tendas alternativas (com música eletrônica e brasileira) onde se realizaram shows paralelos aos do palco principal. Esta edição também ficou marcada pelo slogan “Por um Mundo Melhor”, que remetia à crescente preocupação da organização do Rock in Rio em relacionar a sua marca à responsabilidade social.


O enorme sucesso no Brasil, fez com que o Rock in Rio se tornasse o primeiro festival a adotar o sistema de franquia em megaeventos musicais. Isto porque, em 2004, o festival atravessou o oceano e ganhou a primeira edição internacional na cidade de Lisboa, em Portugal. Participaram mais de 70 artistas ao longo dos 5 dias de festival, e o evento foi um sucesso, recebendo mais de 385 mil espectadores. Um line-up forte e variado, com Amy Winehouse, Rod Stewart, Bon Jovi e Skank, garantiu que o festival ganhasse uma nova casa fixa. Não à toa: ninguém menos que Sir Paul McCartney fez a estreia. A segunda edição em Portugal seria realizada dois anos mais tarde. O sucesso da internacionalização do festival pode ser comprovado em 2008, quando foi realizado pela primeira vez em dois locais diferentes, Lisboa e Madri, provando assim a enorme força da marca Rock in Rio. Em 2011, aconteceu a quarta edição do festival no Brasil. A prefeitura do Rio de Janeiro construiu um novo local permanente que permitia uma maior periodicidade do evento. No mês de maio de 2015 ocorreu a primeira edição do Rock in Rio nos Estados Unidos, com quatro dias de festival e aproximadamente 172 mil pessoas na plateia na cidade de Las Vegas. Também neste ano aconteceu a sexta edição do Rock in Rio no Brasil, em comemoração ao aniversário de 30 anos do festival e teve como uma das grandes atrações a volta da banda Queen.


A próxima edição do festival no Brasil irá acontecer no mês de setembro de 2017, com uma nova estrutura montada na Cidade do Rock, que dessa vez será no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Com uma estrutura maior, o festival terá atrações como Guns N’ Roses, The Who, Lady Gaga, Maroon 5, Fergie, Aerosmith, Alice Cooper, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Pet Shop Boys, Ivete Sangalo, entre outros. Serão sete dias de festival e um público de 700 mil pessoas, com ingressos já esgotados.


Um negócio gigantesco 
Mais de três décadas passadas, o Rock in Rio se materializou em um enorme negócio e marca de sucesso, uma máquina capaz de gerar cifras gigantescas e atrair importantes patrocinadores. A enorme popularidade que o Rock in Rio conquistou ao longo dos anos fez com que os organizadores do festival vislumbrassem oportunidades para explorar a marca. Com isso, uma infinidade de produtos com marca Rock in Rio, como bonés, bottons, chaveiros, casacos, camisetas, bolsas e até biscoitos, começaram a ser comercializados. Um exemplo do poder da marca Rock in Rio, pode ser visto em 2015, quando mais de 640 produtos foram licenciados. Os itens variavam desde produtos alimentícios a peças de vestuário, artigos de higiene, saúde e beleza, eletrônicos, instrumentos musicais, viagens, cursos e até automóveis (como por exemplo, edições limitadas de modelos da Volkswagen como Fox, Gol e Saveiro, com detalhes visuais que remetem ao festival).


Com mais de trinta anos de história, o Rock in Rio é um lugar onde muitas histórias aconteceram e o valor emocional do público com o produto é algo inestimável. Essa relação acontece com a Disney. Por exemplo, ao completar 30 anos o evento decidiu fomentar o relacionamento com público resgatando histórias e a memorabilia dos shows. Além das exposições, filmes e homenagens, o festival decidiu promover casamentos. A ideia surgiu a partir dos fãs. Outra questão que envolve a valorização do público foi a abertura para outros estilos musicais, além do rock, oferecendo assim um cardápio diversificado de atrações e atividades. Além de serviços exclusivos, como por exemplo, Rock in Rio Club, que oferece benefícios aos associados como adquirir antecipadamente os ingressos para os shows mais desejados e concorridos. O Rock in Rio ainda se destaca por ter diminuído a relevância da bilheteria nas finanças da empresa por meio de patrocínios e de parcerias estratégicas. E também por investir em constantes melhorias e novidades em sua estrutura para criar magia no contato com o público que busca entretenimento.


E todas essas ações de sucesso resultaram no projeto Rock in Rio Academy, uma escola de negócios dentro da Cidade do Rock, que promove uma maratona de palestras para extrair todas as lições de gestão do Rock in Rio, criando assim uma oportunidade de vivenciar a experiência do case brasileiro de negócios que virou referência global. Mas nem tudo deu certo nessa área. Por exemplo, em 1997 eles resolveram explorar a marca no setor de entretenimento com a inauguração na cidade do Rio de Janeiro, de um restaurante temático com o nome Rock in Rio Café. Localizado no bairro carioca da Barra da Tijuca, o local seguia a receita da rede Hard Rock Café, contando com fotos, instrumentos musicais e outros objetos das três edições do evento, além de uma loja de lembranças. Posteriormente, foi inaugurada uma filial do restaurante em Salvador, na Bahia. Porém, ambas as casas não existem mais.


As curiosidades 
● No primeiro Rock in Rio, Freddie Mercury, do Queen, ficou tão impressionado com o entusiasmo do público que, durante a canção Love of my Life, decidiu reger a plateia em uma cena que se tornou mítica na história do rock. 
● Em 1985, a banda australiana AC/DC foi inflexível em pelo menos uma exigência: só tocaria no Brasil se pudesse trazer um gigantesco sino de 1.5 toneladas, usado na música Hell’s Bells. A produção do Rock in Rio aceitou o desafio. Mas o palco não suportava o peso do sino. No fim, o AC/DC subiu no palco com uma réplica de gesso, uma improvisação feita pela produção do festival. 
● O Iron Maiden fez seu primeiro show na América Latina no Rock in Rio, em 1985. A banda subiu ao palco às 23h58 (uma referência à canção Two Minutes to Midnight) e fez um dos shows mais históricos da banda e do festival, com a presença do Eddie, a mascote de estimação do grupo. 
● O terreno da Cidade do Rock, local da primeira edição, virou um enorme lamaçal já nos primeiros dias. O impressionante é que pedaços dessa mesma lama podem ser adquiridos na loja oficial do festival. 
● Show nacional mais elogiado da primeira edição (1985), o grupo Barão Vermelho, ainda liderado por Cazuza, se apresentou em 15 de janeiro de 1985, mesmo dia em que Tancredo Neves era eleito primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura militar. 
● Uma imagem que se tornou icônica no primeiro Rock in Rio foi a do guitarrista Matthias Jabs, do Scorpions, tocando com uma guitarra em formato de América do Sul. 
● Em 1991, na segunda edição do festival, o cantor pop Prince surpreendeu com uma exigência bizarra. Ele pediu à organização 700 toalhas brancas no camarim. E no fim, quantas ele usou? Apenas 50. 
● Na noite pop do Rock in Rio de 2001, a então estrela teen Britney Spears causou polêmica por usar playback na apresentação, sendo criticada por fãs e imprensa. 
● Na terceira edição do evento, em 2001, quem causou polêmica foi o baixista Nick Oliveri, da então desconhecida banda Queens of the Stone Age. Ele subiu ao palco completamente nu, com o baixo cobrindo as partes íntimas. Após o show, ele foi encaminhado a uma delegacia, onde teve que prestar esclarecimentos. Segundo Nick, ele se inspirou no carnaval carioca. 
● Na edição 2013, o veterano Bruce Springsteen levou a sério o grito do público de “Toca Raul” e iniciou o show com o clássico “Sociedade Alternativa”, para delírio dos fãs.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 11 de janeiro de 1985 
● Criador: Roberto Medina 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Rock World S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Luis Justo 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Festivais realizados: 17 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 200 
● Segmento: Entretenimento ao vivo 
● Principais produtos: Festivais de música e licenciamento de produtos 
● Concorrentes diretos: Lollapalooza, Austin City Limits, Coachella Fest e Glastonbury Festival 
● Ícones: O hino de abertura 
● Slogan: Por um Mundo Melhor. 
● Website: www.rockinrio.com 

A marca no mundo 
Em mais de trinta anos já foram realizados 17 festivais no Brasil (seis), Portugal (sete), Espanha (três) e Estados Unidos (uma) com uma plateia total de 8.5 milhões de espectadores. Por seus palcos já passaram mais de 1.580 artistas em 101 dias de pura música. Ao longo dos anos o evento foi transmitido para mais de 1 bilhão de telespectadores em todo o mundo, pela TV e internet. 

Você sabia? 
O publicitário Cid Castro desenhou o logotipo do Rock in Rio. Já sua canção-tema, criada como um jingle publicitário (“Se a vida começasse agora/e o mundo fosse nosso outra vez/e a gente não parasse mais de cantar, de sonhar...”) e gravada originalmente pelo grupo Roupa Nova, globalizou-se, virou chiclete nas bocas de brasileiros, portugueses e espanhóis e até americanos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Estadão, Folha e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/5/2017

6.11.12

BLUE MAN GROUP


Eles são enigmáticos, altos, calvos e sobem ao palco com roupas pretas e as cabeças e mãos pintadas de azul. Este é apenas o cartão de visitas do BLUE MAN GROUP, que oferece ao público de todas as idades um espetáculo envolvente e performático. O grupo é considerado uma das mais instigantes manifestações artísticas mundiais deste século e se tornou uma verdadeira máquina de ganhar dinheiro, sendo apontado como um dos mais bem-sucedidos exemplos de economia criativa no mundo.

A história
O início do BLUE MAN GROUP conta com uma história curiosa: Chris Wink e Matt Goldman se tornaram grandes amigos durante o ensino médio em Manhattan. Porém na universidade, eles seguiram caminhos diferentes: Wink foi para Universidade Wesleyan enquanto Goldman foi para a Universidade Clark. Após se formarem, em 1984, os dois voltaram a se encontrar em Nova York e mais tarde, em 1986, conheceram Phil Stanton, que recém havia se mudado da Geórgia. Foi então, que em 1987, eles resolveram fundar o BLUE MAN GROUP e criar seu próprio espetáculo de rua, baseado em um único personagem, o Blue Man (Homem Azul). O primeiro show, realizado em 1988 no Central Park, recebeu o título de “Funeral dos Anos 80” (“The Funeral for the 80s”): um manifesto questionando o crescimento da mentalidade individualista e incentivando o coletivo. No início de carreira, os três amigos dividiam todas as tarefas. Para conseguir dar conta da criação, produção e performance em diferentes pontos da cidade (eles faziam apresentações em boates, galerias e eventos), trabalhavam 14 horas por dia, todos os dias, sem descanso. Nos primeiros meses, os shows deram prejuízo, mas eles foram em frente assim mesmo.


A história desse performático trio começou a mudar quando Meryl Vladimer, então diretor artístico do CLUB La MaMa, assistiu ao trabalho dos seres azuis em um espetáculo de variedades apresentado por Tom Murrin. Encantado com a apresentação ele pediu para que o grupo criasse um espetáculo completo. O resultado foi o show TUBES, que conseguiu persuadir críticos de teatro a escreverem resenhas favoráveis. O show era realizado por três seres humanoides com roupas pretas que cobriam todo o corpo, exceto mãos e cabeças, que eram calvas e completamente pintadas de azul através de um tipo especial de maquiagem. A primeira apresentação ocorreu em 1991 no La MaMa, e pouco depois o espetáculo se instalou no Astor Place Theater (até hoje em cartaz e um dos mais aplaudidos e assistidos da cidade). Depois disto, o sucesso do grupo cresceu de forma astronômica e rendeu diversas premiações ao BLUE MAN GROUP.


Depois dos três amigos terem assinado um contrato com dois produtores, que detiveram os direitos sobre o grupo por três anos, em 1993, para recuperar o controle sobre as atividades, eles fundaram a BLUE MAN PRODUCTIONS. Afinal, cuidar dos negócios e das performances sozinhos seria impossível. Por isso, passaram a contratar atores para encarnar o BLUE MAN, e criaram um método de ensino para isso. Esse movimento deu escala ao grupo, que pode se apresentar em vários locais ao mesmo tempo, incluindo espetáculos fixos. Além disso, para manter tudo sob controle, nomearam diretores associados, encarregados de garantir a qualidade de todos os shows e aparições. Enquanto isso, os fundadores se concentraram em criar novos produtos e fazer o negócio crescer mundialmente. Com isso, o show estreou em Boston (1995) e Chicago (1997). Em 1999 o BLUE MAN GROUP lançou seu primeiro álbum (intitulado “Audio”), com músicas instrumentais que incluíam sons dos exóticos instrumentos desenvolvidos pela trupe. O disco foi indicado ao Grammy Awards.


No começo do novo milênio, o grupo estreou seu maior espetáculo fixo em Las Vegas (que ficou em cartaz até 2005), apresentado no Luxor Theater, com capacidade para 1.200 pessoas. Em 2003 foi lançado o segundo disco, chamado “The Complex”. De sonoridade mais rock, mas com a inventividade característica do grupo, o disco contava com vocais de convidados especiais, como por exemplo, Dave Mathews. Ainda este ano, eles realizaram sua primeira turnê mundial, “The Complex Rock Tour”, que foi totalmente registrada em DVD e lançada no ano seguinte. Em 2004 o grupo estreou espetáculos fixos em Toronto e Londres, que ficaram em cartaz por dois anos. Em 2006, o BLUE MAN GROUP estreou o espetáculo na cidade de Berlim na Alemanha, onde encontrou uma das comunidades mais ativas de fãs.


Além de levar o show para diferentes partes do planeta, os integrantes do grupo criaram novos produtos: idealizaram um show de rock para espaços maiores, lançaram CDs e DVDs, escreveram trilhas sonoras para filmes e programas de televisão, além de assinarem contratos de publicidade extremamente rentáveis, como por exemplo, com a Intel (onde os homens azuis estrearam como protagonistas de suas campanhas em 2001) e a TIM (da qual eles são garotos-propaganda desde 2008). A segunda turnê mundial, batizada de “How to Be a Megastar Tour 2.0”, estreou no dia 26 de setembro de 2006. No ano seguinte o BLUE MAN GROUP instalou um espetáculo fixo dentro do CityWalk, uma área de entretenimento localizada nos parques da Universal em Orlando. Além disso, dando continuidade a sua expansão internacional, o BLUE MAN GROUP instalou um espetáculo fixo em Tóquio (encerrado recentemente).


Desde 2010, o BLUE MAN GROUP apresenta todas as noites um espetáculo que combina música, teatro, comédia e multimídia, em uma forma única de entretenimento, a bordo do luxuoso transatlântico EPIC da Norwegian Cruise Lines. No dia 10 de outubro de 2012, o grupo estreou seu mais majestoso espetáculo fixo no luxuoso Monte Carlo Resort and Casino em Las Vegas. A partir de 2013, o BLUE MAN GROUP contará com mais um integrante e ele será brasileiro. Para ser um “Blue Man” o candidato deve ter entre 1,77 cm e 1,88 cm de altura, um bom porte físico, idade entre 25 e 35 anos e conhecimentos de música e artes cênicas.


Os espetáculos do BLUE MAN GROUP são reconhecidos internacionalmente por sua originalidade, execução, beleza musical e visual, e principalmente por poder ser apreciado por pessoas de todas as idades, de todos os idiomas e culturas. São conhecidos por interagirem com o público durante as apresentações inclusive distribuindo uma proteção plástica para quem senta na primeira fileira, uma forma de evitar espirros de substâncias utilizadas ao longo do show, porém sempre mantendo a característica do grupo, dos seres que não falam ou expressam sentimentos. No início de suas carreiras, os integrantes do grupo costumavam falar com as pessoas após o espetáculo, ainda maquiados de azul, respondendo perguntas e dando autógrafos. Mais tarde foi definido que eles não deveriam falar e sim permanecer como o personagem durante todo o período em que estiverem de maquiagem. Atualmente o autógrafo é somente um borrão de tinta azul e quando apresentados a uma nova forma de tecnologia (como um telefone celular ou tablet, por exemplo) eles simplesmente ficam estáticos observando o objeto.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1987
● Fundador: Chris Wink, Matt Goldman e Phil Stanton
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Blue Man Productions, LLC
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente: Willy Burkhardt
● Faturamento: US$ 250 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 75 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 750
● Segmento: Entretenimento
● Principais produtos: Shows, produtos licenciados e músicas
● Concorrentes diretos: Cirque Du Soleil, The Blues Brothers e Stomp
● Ícones: Os homens azuis
● Website: www.blueman.com

A marca no mundo
Atualmente o BLUE MAN GROUP é uma organização criativa que produz espetáculos teatrais misturando comédia, música e elementos multimídias, em várias cidades do mundo, quer seja através de turnês mundiais ou espetáculos fixos (Boston, Chicago, Las Vegas, Nova York, Orlando, Berlin, além de um show no transatlântico Epic da Norwegian Cruise Lines). A empresa também realiza a produção de trilhas sonoras para cinema e televisão. O grupo, em parceria com o Boston Children’s Museum mantém uma área específica onde ocorre a apresentação (interativa) “Making Wave”. Hoje em dia existem aproximadamente 60 homens azuis e 50 músicos que participam de seus espetáculos pelo mundo. Seus shows são vistos por mais de 60 mil pessoas por semana, gerando uma receita de US$ 3.54 milhões. Até 2011, mais de 25 milhões de pessoas já tinham sido “testemunhas” das performáticas apresentações do grupo. A marca BLUE MAN GROUP está presente, incluindo, produtos licenciados, turnês mundiais e campanhas publicitárias, em mais de 75 países.

Você sabia?
Em 2007, foi inaugurada a BLUE SCHOOL, uma instituição de ensino para crianças do jardim de infância até a quarta série. A escola tem a ideia de transformar os alunos em participantes engajados, usando a criatividade e o aprendizado sócio-emocional como pontos centrais da experiência de ensino.
O BLUE MAN GROUP tem sua própria saudação, chamada de “Blue Man Salute”, que é feita levantando os braços no ar.
O grupo se apresentou no Brasil em 2007 e 2009, com o espetáculo “How to Be a Megastar Tour 2.0”, lotando casas de espetáculo no Rio de Janeiro e São Paulo.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 6/11/2012

22.12.09

HOUSE OF BLUES


Garanta seu lugar na frente do palco onde as lendas surgem e você não conseguirá parar de dançar nesta experiência fantástica que mistura restaurante, loja e entretenimento ao vivo. Aprecie artistas mundialmente famosos, ao vivo e pessoalmente, como também os próximos novos talentos. Pratos saborosos complementam os ritmos ecléticos, que variam do mais alucinante rock & roll ao mais respeitoso gospel, passando por música latina, reggae, hip-hop e, é claro, muito blues e jazz. Foi por oferecer essa experiência única que a rede HOUSE OF BLUES se transformou em um verdadeiro ícone americano do entretenimento. 

A história 
Tudo começou quando Isaac Tigrett, fundador da popular rede Hard Rock Café e um amante do mais puro blues desde sua infância no estado do Tennessee, resolveu reunir alguns investidores, entre os quais o ator canadense e amigo Dan Aykroyd, além de nomes famosos como Paul Shaffer, John Candy, River Phoenix e John Belushi, a banda Aerosmith e até a prestigiosa Universidade de Harvard, para criar uma rede de casas de espetáculos e entretenimento baseada no conceito “Inspiration of music for the soul” (algo como “Inspiração da música para a alma”). A primeira unidade do HOUSE OF BLUES foi inaugurada em pleno dia de Ações de Graça no ano de 1992 em uma reformada casa histórica na cidade de Cambridge, estado americano do Massachusetts. O novo empreendimento era uma mistura de casa de espetáculo (com capacidade para 280 pessoas), restaurante (com mesas que acomodavam 200 pessoas) e loja (que vendia uma infinidade de produtos da cultura sulista, como roupas, acessórios exclusivos e muitas lembranças interessantes).


A decoração era repleta de artefatos e itens com significado histórico da cultura sulista americana. E ainda tinha música ao vivo do sul, como por exemplos, Blues, Rhythm and Blues, Gospel, Jazz e Rock & Roll; e culinária (apimentada) típica da região do Delta do Mississipi (sul dos Estados Unidos) com opções como jambalaya (à base de frango e camarão com diversos temperos e ingredientes típicos da Louisiana), churrasco de carne de porco desfiado, costela e frango frito. Nas bebidas, cervejas artesanais, coquetéis próprios e muitas outras opções refrescantes. O novo estabelecimento abria suas portas para comemorar e celebrar as contribuições artísticas e históricas do sul do país e a contribuição afro-americana na música e cultura.


Dois anos mais tarde, duas outras unidades foram inauguradas: na Sunset Strip, localizada no coração da cidade de West Hollywood, na Califórnia, cuja inauguração contou com um show da banda Aerosmith; e no centro do bairro mundialmente famoso de French Quarter em Nova Orleans, estado da Louisiana. Além disso, nessa época o HOUSE OF BLUES tinha ampliado sua área de atuação com programas de rádio e até uma gravadora. Em 1996 a rede já contava com quatro casas, incluindo a de Chicago (localizada no belo complexo Marina City), inaugurada neste ano. Em 1997 foi inaugurada mais uma unidade, desta vez localizada dentro do complexo da Walt Disney na cidade de Orlando na Flórida. Esta unidade ficou extremamente conhecida pela enorme torre de água em sua fachada e por oferecer todas às noites, muito jazz, música country americana, blues e rock & roll, além de um restaurante com capacidade para 400 pessoas confortavelmente acomodadas.


Ainda em 1997 outra unidade foi inaugurada na ensolarada Myrtle Beach, estado da Flórida. Nos anos seguintes a rede HOUSE OF BLUES continuou sua expansão por cidades com grandes fluxos de turistas inaugurando novas unidades nas cidades de Las Vegas, localizada dentro do luxuoso Mandalay Bay Hotel and Resort; e em Anaheim, no Condado de Orange na Califórnia. Em 2001 a empresa foi comprada por Liam Thornton, um ex-executivo da Disney e Universal Studios, e nos anos seguintes começou uma nova fase de expansão com a inauguração de unidades em Cleveland (2004), Atlantic City (2005) e San Diego (2005).


No dia 5 de julho de 2006 a rede HOUSE OF BLUES foi adquirida por US$ 350 milhões pela Live Nation, maior produtora de shows e concertos ao vivo dos Estados Unidos. Nas mãos dos novos proprietários, três novas e modernas unidades do HOUSE OF BLUES foram inauguradas em Dallas (2007), Houston (2008) e na cidade de Boston (2009). Além disso, novos shows e artistas passaram a tocar constantemente em todas as unidades da rede. A marca também lançou, em algumas de suas unidades, o Foundation Room, que oferece uma experiência de luxo, com acesso prioritário, mesas VIP, serviços personalizados, cardápio premium com os melhores pratos e coquetéis artesanais, eventos pré-shows e encontros com artistas. A rede também se tornou extremamente popular por oferecer o tradicional SUNDAY GOSPEL BRUNCH, realizado todos os domingos antes da hora do almoço com shows de música gospel e um delicioso cardápio.


Desde sua fundação o HOUSE OF BLUES passou por muitas mudanças, mas o que se perpetua até hoje é o tema musical e alguns artistas que fizeram parte desse crescimento, como é o caso dos atores Dan Aykroyd e John Belushi, que até hoje permanecem associados à marca, sendo normal encontrar bonecos em tamanho real dos protagonistas do filme The Blues Brothers (Os Irmãos Cara-de-Pau), interpretado pelos atores. Outro grande feito da rede ao longo de todos esses anos foi hospedar turnês de grandes artistas americanos e internacionais como Justin Timberlake, Aerosmith, Eric Johnson, Avril Lavigne, BB King, Carlos Santana, Jay Z e Brian Mcknight. Por isso, se você procura um ambiente descontraído com show ao vivo de qualidade e autêntica comida americana, coloque o HOUSE OF BLUES em seu itinerário.


Os slogans 
The home of live music. 
It is Live.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 26 de novembro de 1992 
● Fundador: Isaac Tigrett e Dan Aykroyd 
● Sede mundial: Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Live Nation Entretainment Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● CEO: Michael Rapino 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Unidades: 11 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 1.300 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Shows, alimentação e produtos da marca 
● Concorrentes diretos: Hard Rock Café, Planet Hollywood, Señor Frog’s e Margaritaville 
● Ícones: A caixa de lama do Mississippi guardada embaixo de cada palco 
● Slogan: The home of live music. 
● Website: www.houseofblues.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a rede HOUSE OF BLUES, também conhecida por HoB, possui 11 casas de espetáculos em cidades como Anaheim, Boston, Chicago, Cleveland, Dallas, Houston, Myrtle Beach, Nova Orleans, Las Vegas, Orlando e San Diego. Cada unidade da rede comporta em média 1.300 pessoas e, além de shows, oferece um vasto cardápio da culinária sulista, drinques e lembranças da marca. Além da boa música ao vivo, HOUSE OF BLUES oferece também noites temáticas deliciosas e divertidas, como no Halloween e show burlesco. As unidades com maior capacidade são da cidade de Boston e Orlando, que acomodam até 2.600 pessoas. A rede pertence à Live Nation Entretainment, também proprietária da Ticketmaster

Você sabia? 
Para manter a mais verdadeira e pura tradição da cultura do sul do país, embaixo do palco de cada casa de espetáculo existe uma caixa de metal com lama do Delta do Rio Mississippi, que serve para inspirar as lendas que ali se apresentam. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/7/2020

6.8.06

CIRQUE DU SOLEIL


Um picadeiro de US$ 1 bilhão. Assim podemos definir o exótico CIRQUE DU SOLEIL, um legítimo ícone do mundo do entretenimento. Não se pode imaginar que debaixo de uma lona exista uma magia pura, cheia de encantamento. As cores e formas espetaculares, e apuradas performances de seus atores, bailarinos, acrobatas e trapezistas, criam uma experiência única. Assistir a um espetáculo do CIRQUE DU SOLEIL é poder contemplar performances de Charles Chaplin a Keanu Reeves em Matrix. Onde o tempo inteiro se brinca com os limites do espaço, do tempo e da gravidade. Um dança, outro voa, muda-se de época, de roupa, de cor, de som e estado de espírito. Ali tudo o que se imagina, como nos sonhos, pode acontecer. 

A história 
A fascinante história do CIRQUE DU SOLEIL começou em Baie-Saint-Paul, um charmoso vilarejo na costa norte do rio São Lourenço, a leste da cidade de Quebec, considerada a Meca dos pintores da região. Ali, no começo dos anos de 1980, esta trupe de coloridos personagens literalmente chacoalhava a cidade, dançando e se equilibrando em pernas de pau, soprando fogo e tocando músicas contagiantes. Eles eram até então o Les Échassiers de Baie-Saint-Paul (em tradução livre, Os Equilibristas de Pernas-de-Pau de Baie-Saint-Paul), um grupo de teatro de rua fundado por Gilles Ste-Croix. Já naquele tempo, os habitantes da cidade viviam intrigados com os jovens artistas e suas performances que incluíam o músico Guy Laliberté, filho de um alto executivo da Alcan e especialista em pirotecnia, que acabou mais tarde sendo o fundador do CIRQUE DU SOLEIL. Em 1982, eles começaram sua formação com uma trupe de artistas performáticos de rua conhecidos como “Le Club des Talons Hauts” (O clube dos Saltos Altos).


Esse mesmo grupo foi responsável pela criação do primeiro festival de apresentações de rua em 1982, o “La Fête Foraine de Baie-Saint-Paul”, percussor do CIRQUE DU SOLEIL. Artistas de várias partes da América se juntaram para representar as manifestações populares da época e transformar a pequena cidade em um imenso picadeiro, com palhaços, mágicos, malabaristas, acrobatas e músicos realizando centenas de performances nos sinais de trânsito. A partir da criação deste festival, começaram a atrair muita atenção e foi então que passaram a compartilhar da mesma louca ideia de um sonho: criar um circo em Quebec e assim levar sua trupe para viajar, se apresentando ao redor do mundo.


Em 1984 a cidade de Quebec celebrava seu 450º aniversário da descoberta do Canadá pelo explorador francês Jacques Cartier (1491-1557). Com isso, órgãos do governo precisavam de um show que pudesse abraçar todas as festividades pensadas e propostas para serem realizadas através da província. Com esse gancho, Guy Laliberté, juntamente com Daniel Gauthier, apresentou o projeto de um show chamado CIRQUE DU SOLEIL (Circo do Sol), sendo bem sucedido em convencer os organizadores e patrocinadores da festividade. A criação estava baseada em um conceito totalmente novo: uma extraordinária mistura teatral de artes circenses e de rua, apresentada em uma embalagem de fantasias extravagantes e loucas, sob luzes mágicas e acompanhadas de uma música original. O primeiro espetáculo, batizado de “Le Grand Tour Du Cirque Du Soleil”, foi apresentado na pequena cidade de Gaspé, em Quebec, e ocorreu mediante inúmeras dificuldades. Utilizando uma tenda emprestada, Laliberté teve que lidar com a insatisfação dos artistas europeus pela inexperiência do circo. No entanto, os problemas foram resolvidos e o espetáculo foi um tremendo sucesso, apresentado em onze cidades da província de Quebec. Deste momento em diante a companhia se desenvolveu, juntaram cada vez mais artistas e o CIRQUE DU SOLEIL foi tomando forma. Com a realização da primeira turnê, eles puderam realizar as primeiras tarefas básicas para a formação de um grupo realmente sério. Estabeleceu-se também a meta de apresentar seu show em todos os lugares possíveis. Desde então, o CIRQUE DU SOLEIL não parou mais. No ano seguinte o circo deixava sua província natal para fazer sua primeira visita aos seus vizinhos da província de Ontário. Inicialmente, realizava suas turnês somente com um show de cada vez.


Em 1987, o circo aventurou-se, pela primeira vez, a fazer uma turnê fora do Canadá. Com o espetáculo Le Cirque Reinvente (O Circo Reinventado) apresentou-se na cidade de Los Angeles na Califórnia. Depois, em 1990, foi a vez do continente europeu conhecer este espetáculo. A expansão internacional continuou em 1992, quando em parceria com o famoso Circo Knie, apresentou um espetáculo em mais de 60 cidades da Suíça. O sucesso da trupe no velho continente fez com que, em 1995, o CIRQUE DU SOLEIL instalasse uma sede social na cidade de Amsterdã. O sucesso era tanto, que em 1999 já mantinha espetáculos simultâneos em quatro continentes. De 1990 a 2000, o CIRQUE DU SOLEIL expandiu-se rapidamente, passando de um show com 73 artistas em 1984, para mais de 3.500 empregados, em mais de 40 países, com 15 espetáculos apresentados simultaneamente e lucro anual estimado em US$ 600 milhões.


Em 2000, os numerosos fãs do cinema assistiram o CIRQUE DU SOLEIL pela primeira vez em uma tela IMAX, quando Journey of Man, distribuído pela Sony Pictures Classics, entrou em cartaz no mundo inteiro. Foi a partir deste momento que a trupe começou a diversificar seus produtos com o lançamento da série “Solström”, inteiramente produzida pela divisão Cirque Du Soleil Images, destinadas exclusivamente aos mercados internacionais; o selo próprio de discos chamado Cirque Du Soleil Musique, com a missão de assegurar a criação, produção e venda da música atual e futura dos espetáculos da trupe, além de promover internacionalmente a carreira de artistas iniciantes; e a inauguração de um conceito único criado pelo CIRQUE DU SOLEIL para dois navios da empresa Celebrity Cruises (além de ter projetado um bar no qual são vendidas bebidas e comidas exóticas, o pessoal da trupe canadense oferece a bordo um espetáculo ambientado com paisagens marinhas, no qual atuam personagens fantásticos, como o “correspondente das ondas”, que entrega aos passageiros mensagens dentro de garrafas).


Em 2004, a consultoria britânica Interbrand classificou a marca CIRQUE DU SOLEIL como o 22º nome de maior impacto global. O sucesso tinha sido alcançado. E a ousadia do circo não pára. Em 2008, em parceria com a marca esportiva Reebok, eles criaram duas experiências de exercício inovadoras que fazem com que estar em forma seja muito mais divertido. Os programas foram batizados de JUKARI Fit to Fly™ e JUKARI Fit to Flex™, e combinam a forma fluida, imaginativa e intrigante de como o CIRQUE DU SOLEIL aborda os movimentos e a mestria em fitness da Reebok, proporcionando às mulheres uma experiência de exercícios em grupo verdadeiramente diferente. E mais recentemente, a espanhola Desigual, apresentou a sua primeira coleção (mais de 50 peças de vestuário e acessórios para homem, mulher e criança) inspirada pelo universo criativo do CIRQUE DU SOLEIL.


O CIRQUE DU SOLEIL mudou o modo como os circos eram apresentados. Ao abolir diálogos, baseando seus espetáculos na linguagem corporal, na sofisticação intelectual do teatro e do balé e na utilização de tecnologia, garantiu que qualquer pessoa do planeta pudesse entender o que se passa no palco. Mudou o foco para o público adulto (o que antes era uma diversão para crianças, se tornou uma paixão para os adultos). No quesito custo, também inovou. O moderno circo tirou de cena leões, zebras, macacos e angariou a simpatia de defensores dos direitos dos animais. Por tabela, reduziu as despesas de logística e manutenção. Ao fazer tudo isso, também reinventou o modelo de preços dos ingressos. Alguns dos membros da formação original, ainda estão ativos à frente do CIRQUE DU SOLEIL, como Guy Laliberté (na época um músico contorcionista e manipulador de fogo) e hoje o presidente fundador. Também Gilles Ste-Croix, que ia a maioria dos lugares andando em pernas de pau naqueles dias e durante muito tempo atuou como o diretor de criação. E também Guy Caron, que trabalhava como ator, e durante anos dirigiu algumas produções da trupe. Com a fortuna arrecadada, as condições das turnês foram melhorando. Os artistas hoje são acompanhados por terapeutas especializados, massagistas e até professores, encarregados da educação dos menores de idade.


A linha do tempo 
1986 
LA MAGIC CONTINUE (A Magia Continua), o segundo espetáculo do grupo estreou no Canadá. O interesse do público aumenta e o tamanho da lona também, agora com capacidade para 1.500 espectadores. 
1987 
LE CIRQUE REINVENTÉ (O Circo Reinventado), após um sucesso triunfal em cinco cidades da província de Quebec, é apresentado na Califórnia, primeira apresentação internacional da trupe. 
1990 
NOUVELLE EXPÉRIENCE (Nova Experiência), que inaugurou a nova tenda do circo com capacidade para 2.500 lugares. Com este espetáculo o CIRQUE DU SOLEIL batia recordes de venda de ingressos até então. 
1992 
SALTIMBANCO, seu mais famoso espetáculo que arrastou aproximadamente 10 milhões de espectadores em 20 países desde sua estreia. Na terminologia do espetáculo, Saltimbanco é um verdadeiro show de celebração ao próprio artista urbano e sua paixão pelo mundo do espetáculo. Com a premissa de “celebrar a vida”, o espetáculo incluía números em trapézio, cordas e piruetas aéreas (atuavam somente um palhaço e um equilibrista). Uma grande rede metálica no alto da tenda, através da qual a luz dos refletores era alterada, recriava a atmosfera de um bosque iluminado pelos raios de sol. A música incorporava ritmos tribais, clássicos e modernos. O espetáculo esteve no Brasil em dezembro de 2006 e sua última apresentação mundial ocorreu no dia 30 de dezembro de 2012. 
FASCINATION (Fascinação), uma colagem dos melhores números dos espetáculos anteriores, que permitiu ao circo começar a ser conhecido no Japão. 
1993 
MYSTÈRE (Mistério), espetáculo gigantesco que inaugurou o primeiro teatro permanente do CIRQUE DU SOLEIL na cidade de Las Vegas no dia 25 de dezembro. Definido como uma “experiência sensorial acolhedora”, alterna números de acrobacia e dança durante 90 minutos. Trabalham 72 artistas, entre os quais ginastas, palhaços e músicos. O espetáculo ainda é apresentado no Treasure Island Hotel em Las Vegas. 
1994 
ALEGRIA, espetáculo itinerante criado para comemorar o décimo aniversário do circo, estreou na cidade de Montreal no Canadá, onde velhos se tornam jovens e reis viram palhaços, celebrando a magia e a beleza de um mundo virado de cabeça pra baixo. De estilo “barroco”, a tônica está nos números de acrobacia. Vários trapezistas sincronizam seus saltos ao ritmo da música, que incluiu a bossa-nova de João Gilberto dançada pelos palhaços melancólicos. Também há contorcionistas e apresentações típicas de artistas de rua. 1996 
QUINDAM, um espetáculo itinerante que narra a vida de uma criança que não tem a atenção dos pais refugiando-se em um mundo imaginário, sendo inspirado na idéia de “transformar um mundo anônimo em outro de esperança e convívio”. Quidam significa, em latim, “transeunte solitário, pessoa perdida na multidão”. Uma alça, presa a 40 metros do solo, é utilizada para produzir efeitos especiais e levar os artistas à cena. Acrobatas, um trio de palhaços e contorcionistas são os principais protagonistas do espetáculo. 
1998 
LA NOUBA, espetáculo que estreou em 14 de dezembro, inaugurando o teatro permanente no centro da Disney Downtown West Side, propriedade de Walt Disney World Resort na cidade de Orlando, na Flórida. O espetáculo é uma jornada inesquecível por nosso universo. O espírito desse espetáculo está condensado no título, que vem de uma frase em francês “faire la nouba”: sair de passeio, ir à festa. Sugere um mundo místico, em que os números dos “Cirques” (gente do circo) se contrapõem aos dos “Urbains” (gente da cidade). 
O (nome que brinca com a sonoridade da palavra “água” em francês), primeiro espetáculo aquático do CIRQUE DU SOLEIL que estreou no luxuoso Bellagio Hotel em Las Vegas. O cenário é uma imensa piscina de 5 metros de profundidade, na qual se alternam números aquáticos e de acrobacia. Os artistas são, sem exceção, nadadores vindos das piscinas de todas as partes do mundo. O espetáculo é apresentado dentro, fora e por sobre a água, misturando atos de dança, nado sincronizado, saltos espetaculares, fogo, palhaços, bailarinas e performistas. 
1999 
DRALION (fusão em inglês das palavras dragão e leão), um espetáculo que mescla a tradição do teatro chinês com a vanguarda das correntes artísticas ocidentais em seus números de acrobacia, malabarismo, dança e música. A música funde melodias hindus com ritmos andaluzes, africanos e centro-europeus. As cores do vestuário são uma alusão aos quatro elementos da natureza: azul/ar, verde/água, vermelho/fogo e ocre/terra. 
2002 
VAREKAI, 14° espetáculo do grupo CIRQUE DU SOLEIL que estreou na cidade de Montreal. Um mundo extraordinário, cenário das aventuras de um jovem numa floresta povoada por criaturas fantásticas, prestando um tributo ao espírito nômade, essência da tradição circense. Sobre um vulcão escondido na selva há um mundo extraordinário – Varekai (que em língua cigana significa “em qualquer parte”) –, onde tudo é possível. Do “céu” desce um homem que inicia sua peregrinação por uma terra mágica, povoada por personagens sobrenaturais que voam e dão saltos mortais. A música combina sons havaianos com melodias de trovadores do século XI, cantos armênios e arranjos contemporâneos. 
2003 
ZUMANITY, Another Side of Cirque Du Soleil, espetáculo provocativo e sexy para adultos apresentado no New York-New York Hotel & Casino em Las Vegas. O espetáculo é composto por uma série de números inspirados no cabaré. Como as leis do Estado de Nevada proíbem o nu total, os figurinistas apelaram para próteses que simulam e exageram partes do corpo dos artistas. 
2004 
(fogo em japonês), o mais vistoso espetáculo já produzido pela trupe, que estreou no MGM Grand Hotel & Casino, luxuoso complexo de entretenimento situado em Las Vegas. Um espetáculo épico, em que os números de acrobacia e malabarismo imitam movimentos característicos das artes marciais. Há marionetes, capoeiristas, fogos artificiais e projeção de imagens. A produção custou US$ 165 milhões, número maior que o total gasto em todos os shows que estrearam na Broadway naquele ano. 
2005 
CORTEO, espetáculo itinerante que estreou com grande sucesso. Esse espetáculo, cujo nome significa “cortejo” em espanhol, é o mais teatral dos shows porque tem um fio condutor: a história de um palhaço que recorda sua vida e imagina seu funeral. Além dos típicos números aéreos e de acrobacia, inclui cenas de atuação, com breves diálogos em italiano. O vestuário e a cenografia apresentam tonalidade romântica: grandes candelabros e a predominância de branco, ocre e azul. O espetáculo já encantou mais de 7 milhões de pessoas ao redor do mundo. 
2006 
THE BEATLES LOVE, espetáculo que traz a magia do espírito do CIRQUE DU SOLEIL misturada à paixão pelos Beatles. As canções foram remixadas e remasterizadas pelo produtor George Martin, conhecido como o quinto Beatle. Orçado em US$ 140 milhões, o espetáculo fixo é apresentado no Mirage Casino em Las Vegas. Além disso, a equipe do CIRQUE DU SOLEIL criou um lounge espetacular. Com design e atmosfera revolucionários, o local proporciona experiências interativas e avançadas que criam um ambiente sensorial psicodélico e apresentam uma interpretação contemporânea da época dos Beatles. Cada noite é uma jornada revolucionária, na qual a música e a parte interior do lounge se transformam, resultando em uma aventura noturna eclética no hotel antes ou depois do espetáculo. 
DELIRIUM, espetáculo que estreou em Las Vegas como o primeiro a ser apresentado em arenas e a mostrar músicos e cantores no palco principal, uma novidade com relação a sua costumeira atenção nos acrobatas. Sua última apresentação foi em 19 de abril de 2008 na cidade de Londres. 
2007 
KOOZA, espetáculo itinerante que conta a história de The Innocent (O Inocente), um solitário melancólico na busca do seu lugar no mundo. Entre a força e a fragilidade, risos e sorrisos, agitação e harmonia, esse espetáculo explora temas sobre o medo, a identidade, o reconhecimento e a energia. O programa está definido num mundo visual eletrificante e exótico, cheio de surpresas, emoções, calafrios, audácia e total envolvimento. É um retorno às origens do CIRQUE DU SOLEIL ao combinar duas tradições circenses: performances acrobáticas e números com palhaços. 
WINTUK, espetáculo sazonal que estreou no dia 1º de novembro em Nova York. Encenado no Wamu Theater, no Madison Square Garden, conta a história de um garoto que, ao se deparar com o inverno sem neve de sua cidade, sai para uma aventura em busca do gelo. No caminho até seu destino final, o mundo imaginário de Wintuk, faz muitos amigos. A produção foi apresentada por dez semanas na cidade, a cada inverno, durante quatro anos. 
2008 
ZAIA, um espetáculo permanente na Ásia, que aposta em um novo perfil de turistas que chegam à ex-colônia portuguesa de Macau: de mero jogador a visitante interessado pelos espetáculos, as compras ou em conhecer o patrimônio histórico do território. O espetáculo, que estreou oficialmente no dia 28 de agosto (embora sua primeira apresentação tivesse acontecido no dia 16 de julho), esteve em cartaz no The Venetian, complexo que reúne cassino, hotéis de luxo ligados por ruas pontuadas por lojas de grifes, salas de convenções e um centro de esportes. O primeiro espetáculo permanente do CIRQUE DU SOLEIL na Ásia traduzia o sonho de uma jovem que viaja ao espaço, usando a combinação de palavras gregas “vida” e “mãe-terra”, reunindo artistas de mais de 20 nacionalidades diferentes, sendo 20% chineses, além de argentinos, brasileiros e canadenses. Na viagem, ela encontra a beleza da humanidade e a traz consigo para compartilhar com os habitantes da terra, colocando em evidência a dança, os movimentos e a acrobacia aérea, permitindo que a beleza humana preencha todos os espaços. O espetáculo não fez o sucesso esperado e foi descontinuado no início de 2012. 
CRISS ANGEL BELIEVE, espetáculo fixo (apresentado no Luxor Resort & Casino em Las Vegas), realizado em parceria com o ilusionista Criss Angel que estreou oficialmente no dia 12 de setembro. Pela primeira vez na história do tradicional circo todos os recursos de produção de um espetáculo do grupo foram utilizados em favor de um único artista. O show é inspirado no mágico Houdini, um dos mais famosos que os americanos já conheceram. 
ZED, espetáculo fixo da trupe canadense que estreou no dia 1º de outubro em um teatro com capacidade 2.170 lugares, finalizado ao custo médio de US$ 132 milhões e cujo interior simula um astrolábio gigante, relembrando a época do Renascimento e o mundo de Leonardo da Vinci, localizado na Disneylândia de Tóquio. O espetáculo era baseado no personagem Zed, um bobo da corte que vive no mundo das cartas de tarô, combinando artes circenses com luz, música e movimentos corporais, apresentado por 70 artistas e acrobatas procedentes de países como Rússia, Espanha, China, Colômbia, Argentina e Brasil. Um grande efeito de luzes, cores e sons dava vida a esta obra, que o CIRQUE DU SOLEIL define como uma viagem por dois universos opostos, o céu e a terra, mas que vivem em harmonia. Era um mundo imaginário pelo qual viaja Zed, um personagem que se aventura em uma viagem de iniciação, acompanhado por músicas do Mediterrâneo, do Cáucaso e da Irlanda. O espetáculo não fez o sucesso esperado e teve sua última apresentação no dia 31 de dezembro de 2011. 
2009 
OVO, espetáculo itinerante que estreou com ensaios abertos no dia 23 de abril na cidade de Toronto, fazendo sua estréia oficial no dia 8 de maio. O espetáculo conta a história de amor entre uma joaninha e um estranho inseto, tendo como tema “The teeming world of insects” (O mágico mundo dos insetos). Para os brasileiros, OVO tem um sabor especial. Afinal, três brasileiros são figuras-chave do espetáculo. A coreógrafa Débora Colker escreveu, dirigiu e coreografou. O designer e cenógrafo Gringo Cardia criou os cenários. E o músico e produtor Berna Ceppas fez a trilha sonora deste que é o 25º espetáculo da história do circo. 
LES CHEMINS INVISIBLES, espetáculo criado para apresentações gratuitas durante o verão na cidade de Quebec por um período de cinco anos. O espetáculo, apresentado nas ruas da cidade, conta a história de três tribos separadas por culturas distintas que se encontram para trocar experiências. 
2010 
TOTEM, espetáculo que traça a fascinante jornada da espécie humana desde o estado anfíbio original até seu incessante desejo de voar. Os personagens se desenvolvem em um palco que evoca uma tartaruga gigante, que, para muitas das civilizações antigas, é símbolo da origem. Inspirado em antigos mitos, TOTEM ilustra, por meio de uma linguagem visual e acrobática, o progresso evolutivo das espécies. 
VIVA ELVIS, espetáculo que homenageia a vida e a música de Elvis Presley com uma mistura de dança e acrobacia, música ao vivo e gravações lendárias do “Rei do Rock”. Na imagem do próprio Elvis - poderoso, sensual, ousado e eterno - o espetáculo trás para o palco a vida e a música de um ícone americano que mudou para sempre a cara do rock ‘n’ roll. O espetáculo estreou oficialmente no dia 19 de fevereiro, permanentemente instalado no Resort & Casino at CityCenter na cidade de Las Vegas. O espetáculo teve sua última apresentação no dia 31 de agosto de 2012. 
2011 
IRIS, A Journey Through the World Of Cinema, produção criada exclusivamente para o Kodak Theatre, em Los Angeles. Dirigida pelo diretor-coreógrafo francês Philippe Decouflé e apresentando uma partitura do compositor ganhador do prêmio Grammy Award, Danny Elfman, o espetáculo permanente reúne dança, acrobacias, vídeo ao vivo, sequências de cenas filmadas e desenhos animados que conduzem os espectadores a uma viagem através da história do cinema e seus gêneros. outro espetáculo que não fez sucesso e foi encerrado no dia 19 de janeiro de 2013. 
ZARKANA, espetáculo que estreou no dia 29 de junho no Radio City Music Hall em Nova York e depois fez tours pela Rússia (Kremlin Palace) e Espanha. Em meados de 2012 o espetáculo foi fixado permanentemente no Aria Resort and Casino em Las Vegas. O espetáculo altamente acrobático consumiu para sua criação e produção mais de US$ 57 milhões. 
Michael Jackson THE IMMORTAL World Tour, espetáculo itinerante com canções do Rei do Pop, que a partir de 2 de outubro percorrerá um total de 46 cidades dos Estados Unidos e Canadá. O espetáculo não é apenas uma homenagem ao gênio musical, mas uma experiência ao vivo que utiliza a tecnologia mais avançada para levar ao limite as fronteiras da criatividade, como Michael sempre fez. Os representantes do CIRQUE DU SOLEIL e do espólio de Michael Jackson são donos, cada um, de 50% do projeto. 
2012 
AMALUNA, cujo espetáculo é uma homenagem ao feminino. Esta é a essência desta nova e grandiosa produção do CIRQUE DU SOLEIL. Com um elenco de 50 artistas vindos de 15 países e mais de 130 figurinos, é a primeira vez que o circo conta com um elenco majoritariamente feminino (70% dos artistas e todos os músicos). A expressão Amaluna, formada pela combinação de duas palavras — ama, mãe em diversas línguas, e luna, que significa lua, um símbolo de feminilidade, e que também remete à ideia de deusa e protetora do planeta — é o nome da ilha misteriosa onde se desenrola a história do espetáculo. 
2013 
MICHAEL JACKSON ONE, uma evocação teatral do gênio criativo de Michael. Guiados e inspirados por sua música, quatro desajustados partem para uma aventura transformadora. Ao final da jornada, eles personificarão a agilidade, a coragem, a graça e o amor de Michael. O espetáculo, que estreou no final de junho, é fixo e permanente no Mandalay Bay Resort and Casino, em Las Vegas.


A grande tenda 
O Grand Chapiteau (em português “A Grande Tenda”) é um dos maiores símbolos do CIRQUE DU SOLEIL. A tenda, geralmente listrada de azul e amarelo (mas existe um versão toda branca), é sempre utilizada em todos os espetáculos itinerantes da trupe. Criada por técnicos e desenhistas, foi a única maneira encontrada pelo CIRQUE DU SOLEIL para sediar seus espetáculos com a infraestrutura necessária. Coube à Voileries du Sud-Ouest, na França, uma das mais reconhecidas empresas do mundo nesse segmento, construí-las. É o lugar onde estão alocados o palco principal e as áreas de apresentação. Em geral têm diâmetro de 50.5 metros e 220 m², sendo sustentada por quatro enormes mastros, que medem 25 metros cada um, comportando em média 2.600 espectadores e exigindo o trabalho de 70 pessoas, incluindo os “mestres de tenda”, treinados exclusivamente para realizar a tarefa monumental de levantá-la. Erguê-la é uma operação tão complexa, geralmente leva oito dias, que a primeira vez que foi montada desmoronou. Ninguém sabia como fazer e acabou caindo, pois chovia muito e a água formou uma enorme poça fazendo com que a tenda desmoronasse.


Uma tradição do CIRQUE DU SOLEIL é dar um nome para cada Grand Chapiteau. Todas elas têm um nome. Quando uma nova tenda é inaugurada, é dado um nome único a ela. Existe um pequeno grupo no CIRQUE DU SOLEIL que se reúne para garantir que as tendas sempre sejam nomeadas e este nome não é necessariamente divulgado. Para uma turnê internacional, são utilizados normalmente 90 contêineres para transportar mil toneladas de equipamentos. O Grand Chapiteau, ou tenda principal, a tenda dos artistas e a tenda Tapis Rouge (disponível para eventos privados) tem climatização de ar.


A sede 
A sede social internacional do CIRQUE DU SOLEIL foi inaugurada em 1997 e está localizada a apenas 30 minutos do centro da cidade de Montreal, no bairro de Saint-Michel. O edifício-sede ocupa 75.000 m², 32 mil deles de superfície coberta, e sua construção demandou investimentos de aproximadamente US$ 50 milhões. A enorme sede, onde trabalham aproximadamente 2.000 pessoas, abriga o STUDIO, composto por três salas de treinamento acrobático e duas salas de treinamento artístico. Além disso, existem os ateliês encarregados da confecção de vestuário e da cenografia, funções que nunca foram delegadas a terceiros. Aproximadamente 400 funcionários produzem tudo o que será usado no picadeiro: de roupas e sapatos, a perucas e adereços de cabeça. O controle de qualidade é feito em todo o processo, desde a cor dos tecidos usados, cerca de 80% deles são tingidos pela própria empresa, para que nunca falte matéria-prima para as fantasias, aos ajustes finais no corpo de cada artista. O guarda-roupa do CIRQUE DU SOLEIL ostenta números impressionantes: em um ano são produzidas mais de 20.000 peças; e desde 1998, a equipe de confecção de calçados fez ou adaptou mais de 6.100 pares de sapatos. Há ainda uma academia na qual os artistas mantêm um ritmo próprio de exercícios. Como a maioria deles já tem um histórico nos esportes, cada indivíduo cria sua própria rotina na academia, mas quatro fisioterapeutas e dois instrutores de pilates estão sempre à disposição.


Das mesas de quem desempenha o trabalho mais burocrático é possível acompanhar o artista que treina a exaustão um único número, durante todo o dia. Estúdios e escritórios estão lado a lado, separados apenas por enormes janelas, e a integração entre quem, em breve, estará nos palcos e os que nunca passarão perto deles é estimulada em diversos espaços de convivência espalhados pelos três prédios do complexo. Se, mesmo assim, alguém ainda se esquecer, por um momento, que trabalha para um circo, um pipoqueiro que percorre os corredores da sede periodicamente faz com que ele se lembre de que, nesse lugar, também é preciso se divertir. A sede representa um laboratório multi-étnico de criatividade, onde as melhores mentes criativas, artesãos, especialistas em diversas áreas e artistas entre os melhores do mundo podem colaborar em projetos de criação.


Um circo diferente 
O CIRQUE DU SOLEIL tem sido descrito como um “circo moderno” cheio de histórias e performances estonteantes. Enfatizando o não uso de animais, é todo baseado em atuações de artistas de várias nacionalidades. Os números sofrem influência do teatro mambembe, do próprio mundo circense, da ópera, do balé e até mesmo do rock. Há contorcionismo, malabarismo, palhaços e trapezistas, todos com roupas coloridas e maquiagens elaboradas. Sempre apresentando um ar medieval e barroco, com muito cuidado em todos os elementos de formação do espetáculo. Todos os shows fazem uso de música ao vivo e a língua falada durante o espetáculo é o “Cirquish”, um dialeto imaginário criado pela companhia. Uma das grandes características do CIRQUE DU SOLEIL foi ter transformado o mundo do circo. Tornar atual algo já tão antigo e internalizado na memória de todos.


Eventos especiais 
Com o passar dos anos, o CIRQUE DU SOLEIL redefiniu os limites das artes circenses e do entretenimento ao vivo. A organização ampliou suas atividades no que diz respeito à concepção, ao desenvolvimento e à produção de experiências verdadeiramente únicas, criando eventos sofisticados e de grande prestígio para uma clientela exclusiva, como a Família Real de Dubai. Desde reuniões particulares íntimas a grandes produções corporativas, passando por apresentações públicas internas e externas, a equipe de eventos do CIRQUE DU SOLEIL se dedica a desenvolver um conteúdo original. Procurando sempre inovar na exploração de novas orientações artísticas, o circo canadense trabalha em estreita colaboração com cada cliente para garantir que seus objetivos específicos tenham sempre prioridade em todo o processo de criação. Performance artística única ou soluções completas para eventos, o CIRQUE DU SOLEIL se adapta às exigências de cada cliente. Essa colaboração aprimora a experiência de forma geral, fornece divertimento de classe internacional e transforma cada evento concebido para um só cliente em uma experiência única e inesquecível.


O acidente fatal 
No dia 29 de junho de 2013 aconteceu o primeiro acidente fatal em uma performance do circo. Sarah Guyard-Guillot, de 31 anos e conhecida como Sassoon, caiu em um poço durante seu número no show Kà, realizado no teatro do hotel MGM Grand, em Las Vegas. Integrantes da plateia informaram que o acidente ocorreu quase no fim do espetáculo, quando Sarah, suspensa por um cabo, subiu ao topo do palco e se soltou de seu cabo de segurança. A artista caiu então em um poço fora da vista dos espectadores, em frente ao palco. Sassoon era artista do elenco original de Kà desde 2006.


Os pôsteres 
Uma das grandes formas de divulgação dos espetáculos do CIRQUE DU SOLEIL são os tradicionais e impecáveis pôsteres, traduções artísticas de cada apresentação criada pela companhia, cuja produção é simplesmente fantástica. Acompanhe abaixo alguns exemplos.


A evolução visual 
Quando chegou a hora de escolher um nome para sua trupe itinerante de acrobatas, Guy Laliberté pensou no nome Cirque du Soleil (literalmente, “Circo do Sol”) ao presenciar um estonteante pôr-do-sol no Havaí. Ao voltar, ele pesquisou o significado da palavra sol em um dicionário de símbolos e encontrou relações entre a palavra “juventude”, “energia” e “dinamismo”, palavras que definem perfeitamente a trupe. Já o logotipo do CIRQUE DU SOLEIL foi criado por Josée Bélanger e baseia-se na carta de tarô que representa o sol. O sol é um importante símbolo para a marca porque representa a juventude, a energia e o dinamismo. O logotipo evoluiu ligeiramente de 1984 para o de hoje, porém o simbolismo e a imagem das cartas de tarô foram preservados.


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 1984 
● Fundador: Guy Laliberté, Gilles Ste-Croix e Daniel Gauthier 
● Sede mundial: Montreal, Quebec, Canadá 
● Proprietário da marca: Cirque du Soleil Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Guy Laliberté 
● CEO & Presidente: Daniel Lamarre 
● Diretor de criação: Welby Altidor 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Espetáculos em cartaz: 19 
● Público: 15 milhões de espectadores (2012) 
● Presença global: 90 países 
● Funcionários: 5.020 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Espetáculos e souvenires (CDs, DVDs, canecas, pôsteres, roupas, entre outros produtos) 
● Concorrentes diretos: Circus OZ, Ringling Bros and Barnum & Bailey Circus, Tihany Spetacular, Blue Man Group e Stomp 
● Ícones: A grande tenda (Grand Chapiteau) e o espetáculo Saltimbanco 
● Website: www.cirquedusoleil.com 

A marca no mundo 
Mais de 350 apresentações por 271 cidades do mundo, mais de 30 espetáculos criados e um público estimado em mais de 100 milhões de pessoas. Isso é o CIRQUE DU SOLEIL. Atualmente 19 diferentes espetáculos que giram o mundo (dez espetáculos itinerantes e outros nove encenados em lugares fixos como Las Vegas, Orlando e Tóquio). Os souvenires (CDs, DVDs, canecas, pôsteres, roupas, entre outros itens) garantem 20% dos ganhos do CIRQUE DU SOLEIL. A parte financeira também impressiona: seus ganhos estão estimados mais de US$ 1 bilhão, as vendas anuais de ingressos ultrapassaram US$ 450 milhões, e mais de 42 milhões de pessoas ao redor do mundo já assistiram à pelo menos um de seus espetáculos. Além disso, os produtos licenciados (que podem variar de US$ 3 a US$ 5.000) são outra fonte extremamente importante de faturamento do famoso circo. Cirque Du Soleil Images é a divisão responsável por criar produtos inovadores para televisão, vídeo e DVD e sua distribuição mundial. Enquanto a Cirque du Soleil Musique cuida da venda de CDs com as trilhas sonoras dos espetáculos. Em 1984, apenas 73 pessoas trabalharam para o começo do CIRQUE DU SOLEIL. Hoje, a organização tem mais de 5.000 funcionários (53 brasileiros participam de espetáculos da companhia, e outros 179 estão na lista dos “potenciais convocados”), dentre eles 1.300 artistas, dos quais um quinto proveniente da Rússia. A média de idade dos trabalhadores contratados é de 34 anos. Entre eles se encontram mais de 50 nacionalidades que falam 25 línguas diferentes. Hoje, o circo tem um banco de dados com mais de 45 mil artistas cadastrados. Entre eles, estão pessoas que participaram de audições realizadas em diferentes países, ginastas que atraíram a atenção de olheiros em campeonatos, e até quem enviou vídeos mostrando suas habilidades para a companhia. A trupe canadense já passou pelo Brasil cinco vezes, com os espetáculos Saltambanco, Alegria, Quidam, Varekai e Corteo. 

Você sabia? 
Aproximadamente 1% da renda anual da companhia financia projetos sociais como o Cirque Du Monde no Brasil, que canaliza o enorme potencial de jovens e crianças carentes usando workshops de introdução às artes circenses para promover sua reintegração social. 
A trupe do circo CIRQUE DU SOLEIL é hoje membro da Calçada da Fama do Canadá. 
Cada artista do CIRQUE DU SOLEIL aprende a fazer sua própria maquiagem. Mesmo os mais avançados na técnica podem levar de uma a duas horas para se maquiar antes do espetáculo. Para aprender, são necessárias, no mínimo, seis aulas de duas horas de duração. O controle de qualidade é garantido por um passo a passo fotográfico. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/12/2013