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9.2.23

WESTJET


Desde seu primeiro voo há mais de 25 anos atrás, a companhia aérea canadense WestJet busca constantemente enriquecer a experiência de voar, oferecendo viagens seguras, amigáveis e acessíveis. E tudo isso somado a uma das culturas corporativas mais admiradas e respeitadas do segmento da aviação comercial. Hoje, enquanto voa para mais de 110 destinos, a WestJet permanece fiel aos seus princípios e continua incessantemente oferecendo os mais altos padrões de serviço e experiências, mesmo atuando no segmento low-cost. 

A história 
A empresa foi criada no dia 27 de junho de 1994 pelo inglês Clive Beddoe (imagem abaixo) e mais três empresários de Calgary, além do investidor brasileiro David Neelman, este último também seria fundador da companhia aérea JetBlue Airways (saiba mais aqui) e da brasileira Azul Linhas Aéreas (conheça essa outra história aqui). A empresa surgiu com a intenção de importar para o mercado canadense o modelo low-cost (de baixas tarifas), implantado com sucesso pela Southwest Airlines (conheça essa história aqui) nos Estados Unidos. A compra dos três primeiros Boeing 737-200, usados, e uma segunda rodada de investimentos possibilitou a captação de recursos suficientes para o início das operações da companhia aérea, batizada de WestJet Airlines, pois inicialmente suas rotas originais estariam todas localizadas no oeste (“western”, em inglês) do Canadá.
   

A WestJet iniciou oficialmente suas operações no dia 29 de fevereiro de 1996 com 225 colaboradores (chamados carinhosamente pela empresa de WestJetters) e 3 aeronaves que atendiam 5 destinos em território canadense, com voos para as cidades de Vancouver, Kelowna, Calgary, Edmonton e Winnipeg. No mesmo ano, adicionou novas rotas para Victoria, Regina e Saskatoon à sua lista de destinos. Atitude amigável para priorizar o cliente, preços acessíveis e excelentes serviços causaram uma boa primeira impressão aos canadenses, o que permitiu um segundo ano de negócios favorável para a nova companhia aérea. Além disso, a empresa canadense se tornou uma opção barata em relação às tradicionais companhias de alto custo que cruzavam os aeroportos do país. Com isso, em 1998 a WestJet já havia transportado mais de 3 milhões de passageiros.
   

A WestJet deu um grande passo em julho de 1999 com sua primeira oferta pública de ações (IPO em inglês), o que lhe forneceu o capital necessário para uma nova fase de expansão, através da compra de novas aeronaves e a construção de uma nova sede. O ano ainda foi marcado por reestruturação e mudanças sem precedentes no setor de aviação canadense. Com isso, a WestJet aproveitou a oportunidade para expandir os serviços além de sua rede original e, em dezembro, anunciou que paulatinamente ofereceria serviços de baixo custo em todo território canadense. Como resultado, entre os meses de março e junho de 2000, a WestJet começou a atender o leste do Canadá, incluindo em sua malha aérea as cidades de Hamilton, Moncton e Ottawa.
  

O ano de 2001 testou toda a indústria da aviação comercial. Após os atentados terroristas de 11 de setembro, era fundamental voltar a cuidar de seus passageiros o mais rápido possível. E a WestJet foi primeira companhia aérea canadense a voar novamente e trabalhar diligentemente para garantir que a transição para um espaço aéreo mais seguro não impedisse o conforto e a segurança de seus clientes. Ainda em 2001, além de ampliar suas rotas domésticas, a companhia aérea adquiriu quatro novos Boeing 737.
   

No ano seguinte, a WestJet adicionou novas rotas no mercado de viagens de negócios para destinos em Ontário, notavelmente Londres e Toronto. Com uma forte cultura corporativa e serviços excelentes, já em 2003 a WestJet ficou em segundo lugar entre as empresas mais respeitadas do Canadá, de acordo com uma pesquisa da Ipsos-Reid. Além disso, adicionou novas rotas para Halifax, Windsor, Montreal, Saint John e Gander, ampliando assim suas rotas domésticas. Também assinou acordo com a companhia aérea Air Transat para operar voos charter para o México e Caribe, populares destinos turísticos entre os canadenses.
  

Em 2004, a WestJet iniciou sua expansão internacional com a abertura de rotas para procurados destinos turísticos americanos, como por exemplo, Los Angeles, San Francisco, Phoenix, Fort Lauderdale, Tampa, Orlando e Nova York. Além disso, inovou nos serviços com estações de check-in para melhorar as opções de autoatendimento; com a introdução do programa de compras a bordo, que permitia adquirir alimentos durante os voos; e a disponibilização de TV ao vivo no encosto do assento em suas viagens. No ano seguinte inaugurou novas rotas para atender destinos como Palm Springs, San Diego, Fort Myers e Las Vegas, além de lançar duas rotas para o Havaí, conectando o Aeroporto Internacional de Vancouver as ensolaradas Honolulu e Maui.
   

Aproveitando o momento para explorar destinos turísticos populares entre os canadenses, a WestJet inaugurou em 2006 seu primeiro voo para o Caribe, especificamente Nassau. Este foi considerado um grande marco dentro da estratégia de destinos da empresa e foi uma meta vital para a futura presença no mercado internacional. No ano seguinte a companhia aérea anunciou sete novas rotas para a região, incluindo Santa Lúcia, Jamaica, República Dominicana, além do México. Além disso, a companhia aérea lançou a WestJet Vacations, agência de viagens que oferecia reserva fácil, acessível e confiável de pacotes de férias. A WestJet continuou inovando ao se tornar a primeira companhia aérea da América do Norte a oferecer convenientes cartões de embarque digitais, ainda em 2007. Com todo esse desenvolvimento, no final de 2009 a WestJet já representava aproximadamente 40% da participação de mercado nas rotas domésticas canadenses contra 55% da principal concorrente Air Canada (conheça essa outra história aqui), se consolidando como a segunda maior companhia aérea do país.
  

Com atenção especial aos serviços, em 2010 os comissários de bordo da WestJet foram considerados os melhores do setor em uma pesquisa com viajantes aéreos. Os dois fatores mais importantes mencionados foram uma atitude amigável e um excelente atendimento ao cliente. O ano também foi marcado pela inauguração de novas rotas para Santa Clara (Cuba), Nova Orleans e as ilhas Grand Cayman, elevando o total de destinos servidos pela companhia aérea para 71. Ainda jovem, em 2012 a WestJet celebrou a chegada de sua 100ª aeronave Boeing 737 de última geração. Este ano também foi marcado pelo lançamento da WestJet Encore, uma companhia aérea low-cost regional, que a partir de 2013 passaria a oferecer viagens aéreas acessíveis a mais pessoas em mais comunidades pequenas ou remotas do país através de aeronaves turboélice Bombardier Q400 NextGen. Pouco depois, em 2014, a WestJet realizou seu primeiro voo transatlântico com a introdução do serviço sazonal sem escalas para Dublin, na Irlanda.
    

O ano de 2015 foi marcado pela chegada de quatro aeronaves Boeing 767 à sua frota, aumentando assim sua capacidade operacional e que permitiria a WestJet operar voos regulares para Dublin, Glasgow e posteriormente Londres. Além disso, a companhia aérea lançou o WestJet Connect, sistema de entretenimento a bordo no qual os passageiros usam seus próprios dispositivos móveis e laptops para acessar gratuitamente a centenas de programas de TV e filmes. Em 2016, a WestJet completou 20 anos, redefinindo a indústria aérea do Canadá por meio de tarifas baixas, ótimo atendimento ao cliente e, claro, o bom-humor clássico da companhia aérea. Ainda este ano a companhia aérea inaugurou a rota para Londres (aeroporto de Gatwick), levando seu serviço de baixo custo e alto atendimento para a Terra da Rainha. O ano de 2017 foi marcado pelo recebimento da moderna aeronave Boeing 737 MAX 8 com baixo consumo de combustível. Essa maravilha da engenharia de última geração é 14% mais eficiente em termos de combustível do que a aeronave 737 Next-Generation atual, e também o membro mais silencioso da frota da WestJet.
  

Com a adição do novo Boeing 787-9 Dreamliner à sua frota em 2018, a WestJet inaugurou uma nova era e deu o próximo passo em sua transformação para uma companhia aérea de rede global. Com isso, a companhia aérea inaugurou a rota para Paris, uma das cidades mais visitadas do mundo. Em 2019, mais uma nova rota: Amsterdã na Holanda. Em março de 2020, como consequência da pandemia de COVID-19, a WestJet cancelou todos os voos internacionais temporariamente. A companhia também anunciou uma grande demissão de funcionários para se adequar à nova realidade e recebeu ajuda do governo canadense. Mas não parou de funcionar. Durante três meses, operou 28 voos de repatriação para 14 destinos diferentes em todo o mundo e devolveu com segurança mais de 4.000 canadenses para suas casas. Nesse período difícil, a empresa contou com a WestJet Cargo (seu braço cargueiro) para manter abertas as linhas críticas da cadeia de suprimentos doméstica, transportando tudo, desde perecíveis e produtos farmacêuticos até utensílios domésticos.
   

Com uma nova realidade no setor, em 2021 a promessa da marca de segurança acima de tudo foi reconhecida após ser nomeada uma das companhias aéreas mais seguras do mundo pelo segundo ano consecutivo pela airlineratings.com. O ano também foi marcado pelo aniversário de 25 anos da WestJet, com mais de 300 milhões de passageiros atendidos. Em 2022, o programa WestJet Cares for Kids completou 15 anos, celebrando mais de 100.000 voos doados a parceiros de caridade. Este ano também foi marcado pela apresentação dos novos uniformes de seus comissários, pilotos e colaboradores, e pela aquisição da concorrente Sunwing Airlines e de sua agência de viagens. E para 2023, a WestJet já anunciou suas mais nova rota, com voos diretos de Calgary para Tóquio a partir da primavera.
  

A frota 
Atualmente a WestJet possui uma moderna frota com mais de 110 aeronaves integralmente de modelos da Boeing (conheça essa história completa aqui), o que facilita os treinamentos e manutenções. E isto começou em 2005, quando a WestJet recebeu os primeiros Boeing 737-600 e Boeing 737-800. A partir daí a frota da companhia aérea começou a ser padronizada com aeronaves Boeing 737 Next Generation. O maior avião de sua frota é o Boeing 787-9, com capacidade para até 320 passageiros. Essas aeronaves são as únicas que oferecem a Business Class (classe executiva), com assentos camas, refeições sob demanda, bebidas alcoólicas e não alcoólicas incluídas. Em voos internacionais, ainda é fornecido um kit de amenidades.
  

Como resultado de uma parceria com a The Walt Disney Company (conheça essa outra história aqui), em dezembro de 2013 a WestJet adicionou a sua frota um Boeing Next-Generation 737-800 com pintura estilizada, com direito ao Mickey Mouse em seu papel de aprendiz de mago, que nas redes sociais começou a ser chamado de MagicPlane. Mas não era um avião qualquer. Pintado com 36 cores diferentes, a aeronave possuí cabines temáticas e até biscoitos com formatos de personagens Disney servidos durante os voos. O primeiro voo, claro, não poderia ser para outro lugar. A aeronave pousou em Orlando, onde está localizado o Walt Disney World. O sucesso foi tanto que, em 2015, um segundo Boeing 737 foi transformado por uma pintura enorme de Elsa, Anna e Olaf. O desenho, inclusive, contava com um pouco de glitter, assim a aeronave - batizada de “Frozen Plane” - iria brilhar quando estivesse nos céus.
  

A pintura e identidade visual de suas aeronaves também evoluíram com o passar dos anos. A atual pintura foi apresentada oficialmente no dia 8 de maio de 2018 em um Boeing 737 MAX 8 e posteriormente em um Boeing 787 Dreamliner. Os diversos aspectos que compõem a identidade visual da marca foram atualizados para torná-los uniformes e com a mesma cor. Além do Maple Leaf (Folha do Plátano) atualizado na cauda da aeronave, outro aceno para a herança da WestJet está na forma da bandeira canadense que aparece na frente da aeronave. A nova pintura também combinou os dois idiomas oficiais do Canadá, com a frase “The Spirit of Canada” aparecendo em um lado da fuselagem e a tradução francesa “L’esprit du Canada” no outro, ambos estendendo-se pelo meio da aeronave.
  

Marketing emocional 
A WestJet tornou-se extremamente conhecida por suas campanhas de marketing com altas doses emocionais (que vão desde caridades, mudanças de vidas à realização de sonhos ou até pequenos gestos de bondade e realizar desejos que se parecem impossíveis). Como viajar durante o feriado de Natal pode ser um pesadelo para muitas pessoas, para aliviar o estresse e promover o espírito natalino entre os passageiros, a WestJet decidiu que realizaria pedidos ou desejos de passageiros através da campanha de marketing “WestJet Christmas Miracle”. E isto começou no mês de dezembro de 2012 quando a companhia aérea resolveu surpreender 166 passageiros que esperavam o embarque com um flashmob natalino no aeroporto de Calgary (assista ao vídeo da ação aqui), que transformou o espaço no Polo Norte, com direito a tratamento especial durante o voo.
  

Esse marketing emocional ganhou relevância a ponto de se tornar uma tradição para a marca desde 2013. Isto porque, nesse ano, com o apoio de 175 dedicados funcionários, a WestJet preparou uma grande surpresa para passageiros de dois voos, um que partiu do aeroporto de Toronto e outro do aeroporto de Hamilton, ambos com destino a Calgary, no Canadá. Nos aeroportos de partida, uma grande caixa de presente azul com o símbolo da companhia aérea convidava os passageiros a passarem seu cartão de embarque em um equipamento de leitura. Ao escanear seus bilhetes, os passageiros foram surpreendidos por um Papai Noel virtual (vestido nas cores da marca), que perguntava, em tempo real, o que eles queriam ganhar de Natal. Dezenove câmeras escondidas filmaram os pedidos. Funcionários da companhia aérea associaram esses pedidos aos cartões de embarque escaneados e correram para comprar os presentes enquanto os dois voos estavam em deslocamento. Ao desembarcarem em seus destinos finais encontraram na esteira rolante, além de suas malas, os presentes de Natal que tinham pedido ao Papai Noel. Confira o vídeo da campanha abaixo.
   

Diferente de 2013, quando a WestJet proporcionou uma surpresa para um grupo de passageiros, em 2014 a marca decidiu viajar para o país insular da República Dominicana para ajudar aqueles que sempre ouviram falar sobre o bom velhinho, mas que nunca foram visitados por ele em um Natal mais brilhante.
   

Já em 2015 o objetivo foi de realizar 12 mil pequenos milagres (um simples gesto de bondade, que recebe uma resposta positiva de alguém) em 24 horas em todo o mundo. Funcionários de solo da WestJet saíram pelas ruas também praticando o bem, em 10 diferentes “fusos horários” de Londres ao Havaí. Alimentaram pessoas com fome, deram brinquedos para crianças, pagaram café para estranhos, presentearam os moradores de rua com cobertores quentes e concederam viagens gratuitas a famílias, entre vários outros atos de bondade. Era a ação “WestJet Christmas Miracle: 12.000 mini miracles” (assista aqui).
  

A ação WestJet Christmas Miracle se tornou uma tradição da WestJet e, dezembro de 2021 marcou o 10º vídeo anual do Milagre de Natal, apresentando histórias reais de como conectar pessoas aos seus entes queridos após a pandemia de COVID-19. Afinal, de bloqueios, visitas à varanda e reuniões adiadas a tradições de férias perdidas, o Natal de 2020 criou distância para todos. E neste ano, a WestJet queria ajudar os canadenses a recuperar o tempo perdido e realizar os desejos de Natal mais importantes. Assista abaixo.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais moderna. A primeira remodelação de sua identidade visual aconteceu em 2016 para comemorar seu 20º aniversário, e apesar de manter a mesma tipografia de letra e combinação de cores, o símbolo de seu logotipo foi completamente redesenhado, representando as Montanhas Rochosas Canadenses (para manter suas origens) e a Folha do Plátano (Maple Leaf), um dos símbolos do país. Pouco depois, em outubro de 2018, o logotipo passou por uma atualização em sua wordmark, que passou a utilizar uma cor só (para suavizar a ênfase no “west”, já que a companhia agora voa para todo território canadense) e ganhou nova tipografia de letra.
  

Os slogans 
Love Where You’re Going. (2018) 
Because owners care. (2009) 
We are Team WestJet.
  

Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 27 de junho de 1994 
● Fundador: Clive Beddoe, David Neeleman, Mark Hill, Tim Morgan e Donald Bell 
● Sede mundial: Calgary, Alberta, Canadá 
● Proprietário da marca: WestJet Airlines Ltd. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Onex Corporation) 
● CEO: Alexis von Hoensbroech 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 110 aeronaves 
● Destinos: 110 
● Passageiros transportados: 22 milhões (estimado) 
● Presença global: 28 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Aviação 
● Principais produtos: Passagens áreas de baixas tarifas e transportes de carga 
● Concorrentes diretos: Air Canada, Southwest Airlines, JetBlue, Spirit, Frontier, Allegiant Air, Alaska Airlines e Hawaiian Airlines 
● Ícones: A campanha WestJet Christmas Miracle 
● Slogan: Love Where You’re Going. 
● Website: www.westjet.com 

A marca no mundo 
Atualmente a WestJet, segunda maior companhia aérea do Canadá, atrás apenas da Air Canada, opera uma frota de 110 modernas aeronaves e oferece voos regulares e serviço de fretamento para mais de 110 destinos (40 dos quais no Canadá) em 28 países na América do Norte, América Central, Caribe e Europa. Com mais de 10.000 colaboradores, a companhia aérea canadense transporta mais de 22 milhões de passageiros por ano, através de 700 voos diários. O principal centro de operações da empresa é o Aeroporto Internacional de Calgary em Alberta, com outro grande hub no Aeroporto Internacional Toronto Pearson em Ontário. 

Você sabia? 
A WestJet possui as subsidiárias WestJet Encore (companhia aérea regional que voa para mais de 30 destinos dentro do Canadá), WestJet Link (criada para conectar principalmente cidades menores com os hubs domésticos da WestJet no Aeroporto Internacional de Calgary e no Aeroporto Internacional de Vancouver) e Swoop (companhia aérea ultra low-cost). 
Desde 2008, a WestJet é a maior transportadora internacional, em volume de passageiros, voando para Las Vegas. 

 
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 9/2/2023 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

14.7.16

CANADA GOOSE


Sempre aquecido, seco e confortável nas piores condições climáticas de frio extremo. Essa é a principal missão da marca CANADA GOOSE, que com seus casacos e parcas aquece e protege do frio e do vento, até mesmo no Ártico. Suas roupas e acessórios são produzidos somente no Canadá utilizando materiais nobres, e exibem o design que é a assinatura da grife. E experimente perguntar para quem usa uma de suas parcas porque CANADA GOOSE e a resposta será: “é a peça mais quente que se pode comprar”. Afinal, a marca se tornou uma declaração de moda global como um escudo contra o frio. 

A história 
A história começou nos anos de 1950, quando o polonês Sam Tick se instalou no Canadá. Depois de trabalhar como costureiro em diversas fábricas de parcas e casacos para o intenso frio canadense, seguindo seu espírito empreendedor ele fundou em 1957 na cidade de Toronto a Metro Sportswear, que iniciou em um pequeno galpão a fabricação de casacos capazes de suportar o rigoroso frio dos invernos canadenses. Originalmente produzindo casacos, jaquetas e coletes à base de lã, além de capas de chuva, no início da década de 1970, com o desenvolvimento de novas tecnologias, a empresa iniciou a fabricação de casacos e parcas com penas de ganso para invernos rigorosos e climas adversos. A empresa então se concentrou principalmente na fabricação de casacos e parcas pesadas para os Rangers canadenses (que normalmente realizam o papel de vigilância do Ártico), departamentos municipais de polícia, Polícia Provincial do Ontário, trabalhadores municipais, do Ministério do Ambiente e do Ministério de Serviços Penitenciários. Nesta época a empresa também fabricava casacos e parcas para outras marcas.


No início da década de 1980, seu genro, David Reiss, que já trabalhava na empresa, assumiu o comando dos negócios. No dia 5 de outubro de 1982, Laurie Skreslet fez história como o primeiro canadense a chegar ao cume do Monte Everest vestindo uma parca projetada e fabricada pela empresa. Em 2011, este icônico casaco seria relançado no mercado como Skreslet Parka. Pouco depois, em 1985, as parcas e casacos da empresa começaram a ser comercializadas com a marca SNOW GOOSE. O nome da nova marca era bastante apropriado, afinal a empresa fabricava casacos para frio (e neve remete a isso) com penas de ganso (goose em inglês). Foi nesta década que, inspirada por um dos lugares mais frios da Terra, a empresa lançou a Expedition Parka, uma parca desenvolvida especificamente para atender às necessidades exclusivas de cientistas na Estação McMurdo, na Antártida. A parca rapidamente se tornou popular entre os exploradores e pesquisadores de regiões extremamente frias e ganhou o apelido de “Big Red”. Nesta época, a marca começou a patrocinar as equipes de pesquisa instaladas no Ártico e rapidamente se tornou indispensável para as expedições polares.


Antes de expandir as vendas para o restante do mundo, a empresa concentrou seus esforços no mercado europeu a partir da década de 1990, pois fazia mais sentido devido ao clima severo encontrado em alguns países do continente. Só que surgiu um enorme problema. O nome SNOW GOOSE já estava registrado na Europa e a empresa então resolveu comercializar seus produtos com a marca CANADA GOOSE em 1993. Rapidamente seus casacos e parcas se tornaram populares, especialmente nos países escandinavos.


A história da empresa e da marca começaria a mudar em 1997 quando Dani Reiss, filho de David, ingressou nos negócios. Quando ele assumiu o cargo de CEO em 2001, a CANADA GOOSE faturava poucos milhões de dólares anualmente. Para tornar a marca  um ícone no seu segmento de atuação, ele tomou duas decisões cruciais: comercializar seus produtos somente com a marca CANADA GOOSE e fabricar suas peças no Canadá (“Made in Canada”), uma decisão arriscada quando a maioria das empresas terceirizava a produção para a Ásia, onde os custos trabalhistas são muito mais baixos. Mas essas decisões deram resultados. Isto porque, nos próximos dez anos, o faturamento da empresa cresceu mais de 2.000% e a CANADA GOOSE construiu enorme reputação de qualidade e luxo nos mercados americano, europeu e asiático, e até em países de clima quente como a Índia e os Emirados Árabes Unidos.


Outros fatores explicam o enorme sucesso da marca canadense nos últimos anos: celebridades e o glamour do cinema. Apesar de não contratar famosos para endossarem seus produtos, inúmeras celebridades já foram fotografadas com suas parcas, como por exemplo, o jogador inglês David Beckham, Emma Stone, Bradley Cooper, Matt Damon, Hilary Duff, Sarah Silverman, Daniel Craig e a modelo Kate Upton (que pôde ser vista usando uma parca da marca na capa da revista Sports Illustrated, em 2013). Além disso, a CANADA GOOSE é a marca não-oficial de parcas para equipes de cinema trabalhando em ambientes de frio hostil, e tem sido usada fora das câmeras para tudo – desde a série “Game of Thrones” até “Garota Dinamarquesa”. Suas parcas também já foram utilizadas em filmes famosos, como por exemplo, “O Dia Depois do Amanhã” e “A Lenda do Tesouro Perdido”. Embora a marca diga que não utilize a estratégia de patrocínio direto à celebridades, ela tem distribuído gratuitamente seus casacos e parcas em eventos que patrocina como o Sundance ou Festival de Cinema de Toronto.


Nos últimos anos a CANADA GOOSE expandiu sua linha de produtos ao lançar luvas, gorros e chapéus para frio extremo. Além disso, introduziu sua linha de produtos voltados para crianças. A CANADA GOOSE se viu recentemente forçada a inaugurar duas novas fábricas, uma em Winnipeg e outra em Scarborough, para suprir a alta demanda por seus produtos. O governo do Canadá, desde então, certificou a empresa como responsável por 6% de toda produção têxtil do país. Além disso, em 2013, a compra de parte de ações da empresa canadense pelo fundo de investimento Bain Capital injetou US$ 250 milhões no negócio, o que possibilitou ampliar sua expansão internacional. E a marca anunciou recentemente, que no segundo semestre de 2016, irá inaugurar suas primeiras lojas próprias, inicialmente em Toronto e Nova York.


Um dos produtos mais antigos e icônicos da marca canadense é a parca SNOW MANTRA (imagem abaixo), desenvolvida especificamente para atender as necessidades dos trabalhadores no Ártico canadense e que tem servido como “uniforme oficial” para os Rangers canadenses e equipes de resgate no Ártico. Pesando aproximadamente 3.4 quilos, testado em campo em temperaturas de até -70°C e composto por mais de 247 peças, a parca se tornou um vestuário indispensável para aqueles que vivem e trabalham em climas hostis de frio extremo.


Hoje em dia, desde as instalações de pesquisas do pólo sul e do Ártico, das expedições ao Monte Everest até as ruas de Nova York, Moscou, Estocolmo, Milão, Toronto e Tóquio, as pessoas usam os produtos da CANADA GOOSE devido à reputação de qualidade, funcionalidade e estilo para enfrentar adversidades climáticas causadas pelo frio extremo.


A alta qualidade 
Peças luxuosas de alta performance para o frio extremo estão no DNA da CANADA GOOSE. Por isso, cada jaqueta ou parca da marca canadense passa por 13 etapas de produção e muitas mãos, todas guiadas pelo compromisso artesanal. Do zíper ao botão, cada elemento é cuidadosamente escolhido e meticulosamente colocado no lugar. E antes que deixe a fábrica, uma competente equipe de garantia de qualidade inspeciona cada casaco à mão, garantindo assim que nenhum detalhe seja esquecido. Alguns de seus casacos e parcas requerem até 450 horas de trabalho para serem produzidos. Em uma época onde a produção é terceirizada para manter os preços baixos e reduzir custos, cada peça da CANADA GOOSE é produzida somente em território canadense. Isto explica o porquê de seus casacos e parcas terem preços que começam em US$ 600 e podem facilmente passar de US$ 1.700. Mas manter a produção local também se transformou em uma ótima ferramenta de marketing. Afinal, o clima frio faz parte da identidade nacional do Canadá, e não há melhores julgadores da qualidade dos produtos CANADA GOOSE do que aqueles para os quais eles são projetados - e por quem eles foram inspirados.


Algumas de suas parcas têm uma tira de pele de coiote no gorro e são preenchidas com penas de ganso. E isto tem despertado a ira dos ambientalistas e defensores dos direitos animais. A CANADA GOOSE responde que apoia o povo canadense que tem a tradição secular de capturar os animais para o uso de suas peles, e a prática é estritamente regulada por autoridades locais.


A evolução visual 
O logotipo da marca canadense passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A identidade visual atual adotou uma tipografia de letra mais fina, moderna e elegante. Mas o principal símbolo de reconhecimento da marca (costurado no peito ou manga de cada peça de vestuário) permanece inalterado: um círculo que contém o mapa do Canadá, folhas de Bordo (símbolo nacional do país) e a inscrição “Arctic Program”. Sempre utilizando as cores vermelho, azul e branco.


Os slogans 
Ask Anyone Who Knows™. 
Proudly made in Canada since 1957. 
This Land is Your Brand.


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 1957 
● Fundador: Sam Tick 
● Sede mundial: Toronto, Canadá 
● Proprietário da marca: Canada Goose Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Dani Reiss 
● Faturamento: US$ 300 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Jaquetas, parcas, calças, luvas e gorros 
● Concorrentes diretos: The North Face, Patagonia, Moncler, Pyrenex, Millet, Columbia Sportswear e Arc’teryx 
● Ícones: As parcas 
● Slogan: Ask Anyone Who Knows™. 
● Website: www.canadagoose.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a CANADA GOOSE, cujo faturamento anual supera os US$ 300 milhões, comercializa sua vasta gama de produtos para climas severos e adversos em mais de 50 países ao redor do mundo. A marca produz mais de 400.000 parcas e casacos anualmente. 

Você sabia? 
A CANADA GOOSE oferece vestuário para frio (incluindo climas fortemente adversos) para homens, mulheres e crianças. Estes produtos irão proteger de elementos extremos que vão do frio entorpecente da Antártida, dos ventos fortes no Mar do Norte até dos climas severos de cidades gélidas. 
A CANADA GOOSE é extremamente famosa por seus doudounes (aqueles casacos de náilon super acolchoados). 
Com dois terços dos ursos polares do mundo vivendo no Canadá, em 2007 a marca uniu forças com a Polar Bears International (PBI) e lançou a coleção de parcas e casacos PBI. As vendas são revertidas para apoiar a conservação dos habitats do urso polar. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Entrepeneur), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/7/2016

15.4.15

SLOW COW


SLOW COW se posiciona como um “anti-energético”. A semelhança da marca canadense com o energético Red Bull está na brincadeira do nome. E apenas isso. Feito com ingredientes que são calmantes naturais, o produto promete, ao contrário do famoso energético, relaxar e acalmar, mas sem dar sono, e assim aumentar o poder de concentração e foco. Por isso, bateu aquele estresse ou nervosismo, abra uma latinha de SLOW COW. 

A história 
Tudo começou no Canadá quando o empreendedor Lino Fleury percebeu que não havia no mercado uma bebida para acalmar as pessoas que estavam estressadas ou cansadas. Muito pelo contrário, o que existia era uma verdadeira avalanche de marcas de energéticos cheios de cafeína e taurina que aumentavam a ansiedade. Fleury então, com a ajuda de uma equipe de pesquisadores, iniciou em 2006 o desenvolvimento de uma bebida que utilizava boa parte de seus ingredientes naturais, cujo efeito seria calmante, mas sem causar sonolência a quem bebia. Após mais de dois anos de intensas pesquisas, ele se juntou a um grupo de investidores canadenses, fundou a empresa Boisson Slow Cow Inc., e no mês de dezembro de 2008 o novo produto foi lançado na região de Quebec. A nova bebida era feita à base de ingredientes naturais com propriedades calmantes como chá verde, camomila, melissa e capim-limão. E estreou no mercado com a promessa inversa dos energéticos encontrados nas prateleiras.


Muito mais que uma nova bebida, a marca SLOW COW estava inaugurando uma nova categoria de produto, batizada de “Relax Drinks” (Bebidas Relaxantes, em português), que diminuem o stress em virtude dos seus componentes fitoterápicos. E isso era uma enorme dificuldade em mercados extremamente competitivos. Justamente por isso, eles sabiam que o marketing seria fundamental para o sucesso da marca. E resolveram parodiar o energético Red Bull, já que SLOW COW prometia o contrário. A começar pela embalagem semelhante (a lata de 250 ml). Mas a grande ironia estava na escolha do nome. Afinal, SLOW COW em tradução livre significa algo como “vaca lenta/vagarosa”. E não parou por aí. O logotipo inicial da marca mostrava duas vaquinhas dormentes e relaxadas, uma clara paródia aos dois touros cheios de energia que se enfrentam na identidade visual de Red Bull. Era uma sugestão que relaxar é melhor do que energizar.


E claro que toda essa estratégia despertou a atenção da marca Red Bull. Ao ser lançado, SLOW COW recebeu inclusive uma nota formal da marca austríaca dizendo que a sua embalagem e o logotipo teriam sido copiados. Mas a associação, mesmo que por uma paródia, com uma grande marca de energéticos foi uma estratégia de marketing da fabricante para impulsionar as vendas e gerar reconhecimento de marca, aproveitando uma brecha para fazer frente ao segmento de bebidas energéticas. E ao que parece deu certo. Em 2010, SLOW COW conquistou o prêmio SOFI (Specialty Outstanding Food Innovation) Silver na categoria “bebidas”, colocando a marca nos holofotes da mídia. Outro fator determinante foram suas campanhas nas mídias sociais que diziam: o consumo de SLOW COW era com se fosse uma “Uma sessão de ioga”, “Uma sessão de acupuntura” ou ainda “Uma semana de férias”.


Pouco mais de um ano após ser lançado, SLOW COW já estava disponível em várias regiões do Canadá com enorme sucesso, vendendo mais de 1.2 milhões de latas. E não era somente em virtude do posicionamento e do marketing. Afinal, SLOW COW era levemente gaseificada, com sabor predominante de pitaia e citrus, tinha zero calorias, não continha glúten e lactose e era ideal para ser consumida em momentos em que se busca foco e tranquilidade. Além disso, a coloração azul-clara da bebida (não à toa) era praticamente hipnotizante, já que essa cor comprovadamente provoca sensações de profundidade, estabilidade e tranquilidade. Um calmante aos olhos antes mesmo de beber.


Com isso a marca começou a chamar a atenção de outros grandes mercados consumidores. Então, SLOW COW foi lançado nos Estados Unidos, Portugal, Islândia e Dinamarca, iniciando assim sua expansão internacional. E finalmente, no mês de setembro de 2013 chegaram ao mercado brasileiro as cobiçadas latinhas de SLOW COW. O desembarque do produto inaugurou uma nova categoria de bebidas funcionais no mercado brasileiro: a de relaxantes. Para a divulgação foi criado uma mascote (uma simpática vaquinha azul) e slogan (“Mais Calma. Mais Foco.”), adaptados ao público local. Outra modificação ocorreu na lata: com 269 ml. O posicionamento do produto como relaxante, torna a bebida ideal para ser consumida no trabalho, após exercícios, em momentos de lazer ou para encerrar o dia. No Brasil, SLOW COW convida os jovens “a incluir uma pausa, um respiro no meio de sua rotina. Um momento para relaxar, sair do automático, recarregar e focar no que importa”.


Os ingredientes 
Os ingredientes contidos na formulação exclusiva de SLOW COW têm diferentes funções, principalmente calmantes. O produto ainda promete reduzir os efeitos colaterais da cafeína, os sintomas da tensão pré-menstrual e ajudar o sistema imunológico. Confira a lista: 
Chá verde - Rico em teanina, é um polifenol com inúmeras propriedades como evitar a ação dos radicais livres, ter efeito antienvelhecimento, ajudar a queimar gorduras, melhorar a cognição e o sistema cardíaco, além de fortalecer o sistema imunológico. 
Valeriana - Utilizada desde a Grécia Antiga, é reconhecida pela OMS por ser útil no tratamento da ansiedade, inquietação e nervosismo. Melhora o equilíbrio mental, restaura o sono e ajuda nas alterações de humor. 
Capim-Limão - Também conhecido como capim santo ou cidreira, a planta tem princípios analgésicos, calmantes e antidepressivos. Também alivia a tensão muscular. 
Maracujá - Planta da família das passifloras, o maracujá induz o relaxamento sem causar sono. Ajuda a tratar a irritação e nervosismo. 
Linden - Nativo da Europa, possui propriedades calmantes que estimulam a concentração e aliviam o estresse. Seu chá é bastante utilizado para tratar a hiperatividade, febre e dores de cabeça causadas pela sinusite. 
Potássio - Essencial para o bom funcionamento das atividades musculares e nervosas. 
Sódio - Tem um papel fundamental na atividade muscular e nos impulsos nervoso. Ajuda a reduzia a sensação de cansaço na hora de praticar algum esporte, sem contar que regula a pressão sanguínea. 
Lúpulo - É um diurético e tonificante que também estimula o sistema digestivo, ajuda no combate à anemia e distúrbios do sono. 
Melissa - É calmante, ajuda na digestão e combate a agitação. Também melhora a qualidade do sono e ajuda a relaxar. 
Camomila - Serve para aliviar o estresse, pois é um agente calmante, além de ajudar na digestão.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma alteração em sua história. O logotipo original do produto era uma paródia a marca Red Bull. Para evitar problemas legais, já que tinha sido avisada pela marca austríaca, pouco depois resolveu alterar sua identidade visual. Ao invés de duas vaquinhas, apenas uma, mas extremamente relaxada. O logotipo ao ser aplicado nas embalagens utiliza a cor marrom no nome da marca.


As tradicionais latinas acompanharam a evolução da marca. No Brasil a embalagem (segunda à direita) tem um visual ligeiramente diferente.


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 2008 
● Fundador: Lino Fleury 
● Sede mundial: Quebec City, Canadá 
● Proprietário da marca: Boisson Slow Cow Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Serge Ferland 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 150 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Bebidas relaxantes 
● Concorrentes diretos: Mary Jane’s Relaxing Soda, iChill, Just Chill, Koma Unwind e Drank 
● Ícones: A vaquinha azul 
● Slogan: Keep You Cool. 
● Website: www.slowcow.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente os produtos da marca são vendidos em mais de 10 países ao redor do mundo, incluindo Canadá, Estados Unidos, Portugal, Coréia do Sul e Rússia. No Brasil SLOW COW está presente em mais de 2.000 pontos de venda espalhados pelo país, em todos estados e no Distrito Federal. 

Você sabia? 
O segmento de Bebidas Relaxantes foi inicialmente desenvolvido no Japão em 2005. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/4/2015

2.3.13

LULULEMON


Ioga e senso de comunidade. Inicialmente essa foi a receita de sucesso da rede canadense LULULEMON, que se transformou em uma das mais valiosas e desejadas marcas esportivas do mundo. Estar bem em todos os aspectos da vida - fisicamente, mentalmente e socialmente - está no centro de como a marca cria seus produtos e experiências. Tudo para tornar a vida das pessoas mais longa, saudável e feliz. E parece que a marca vem agradando em cheio a milhões de consumidores. 

A história 
Tudo começou no ano de 1998 quando o americano Dennis J. Wilson (foto abaixo), cujo apelido era “Chip”, um aficionado por esportes como surfe, skate e snowboard, depois de participar de uma aula de ioga, concluiu que as roupas usadas para a prática eram desconfortáveis demais. Nessa época, roupas de algodão eram utilizadas para a prática de ioga e ele, um estudioso em tecidos, vislumbrou ali uma oportunidade para oferecer algo diferente e mais confortável aos consumidores. Resolveu então criar a LULULEMON ATHLETICA para produzir roupas para os aficionados nesta relaxante atividade, como por exemplo, calças (que se tornariam seu principal produto), bermudas e tops. Assim, investiu dinheiro em uma pequena sala na cidade canadense de Vancouver para confeccionar roupas de ioga. À noite, essa mesma sala era transformada em um aconchegante estúdio de ioga, o que ajudava a pagar o aluguel. Lá, as roupas também eram vendidas e assim a empresa foi crescendo aos poucos. Chip também fornecia peças para instrutores e professores de ioga e pedia em troca opiniões e sugestões sobre modelagem e design. Os insights geravam novas peças em perfeita coerência com os desejos dos praticantes desta modalidade.
  

A primeira loja da LULULEMON foi inaugurada somente no mês de novembro de 2000, localizada na exuberante área praiana de Kitsilano, também em Vancouver. A ideia inicial era transformar a loja em um ponto para a comunidade que tinha o hábito de praticar ioga, onde as pessoas pudessem se encontrar, trocar experiências, aprender mais sobre a atividade, discutir aspectos de uma vida saudável, falar sobre nutrição, entre outros assuntos. E a equipe de vendedores da loja recebeu treinamento sobre essa filosofia de vida para melhor atender os clientes. Com isso, a LULULEMON começou a ganhar destaque ao apostar na cultura de comunidade. Essa loja, que a princípio seria a única da marca, começou a ficar pequena. Foi então que a empresa resolveu inaugurar outras unidades, mas sempre seguindo a filosofia da marca, baseada no bem-estar e uma vida saudável, e onde os clientes eram sempre chamados de convidados.
  

A marca ingressou no mercado americano em 2003, através da inauguração de sua primeira loja em Santa Monica, no ensolarado estado da Califórnia. Pouco depois, em 2004, abriu a primeira loja na região da Ásia-Pacífico, localizada na cidade de Melbourne, Austrália. Era o início de internacionalização da marca. Apostando no futuro, a LULULEMON levantou US$ 344 milhões em julho de 2007 com a abertura de capital na Bolsa de Valores. Isso permitiu que a empresa aumentasse seus pontos de venda, especialmente no voraz mercado americano, e ingressasse nos anos seguintes em novos mercados. Com isso, em agosto de 2008, a marca já possuía 40 lojas no Canadá, 38 nos Estados Unidos e sete na Austrália. Além disso, a marca canadense expandiu sua linha de produtos com o lançamento de roupas para a prática de dança e corrida. E lançou em 2009 seu comércio eletrônico global.
   

Outro fator do sucesso inicial da LULULEMON foi a utilização de materiais pouco convencionais como bambu, prata, carvão, coco e soja, na confecção de suas roupas e acessórios. Mas uma de suas linhas, batizada de VitaSea, causou enorme controvérsia. Isto porque, segundo a empresa, os produtos eram confeccionados a partir de algas marinhas. O tecido, conforme descrevia a etiqueta dos produtos, liberava aminoácidos marinhos, minerais e vitaminas na pele com o contato com o suor e forneciam benefícios antiinflamatórios, antibacterianos, hidratantes e desintoxicantes. Porém, os testes de laboratório não encontraram diferenças significativas nos níveis de minerais entre o algodão comum da camiseta e o tecido Vitasea. Posteriormente a LULULEMON foi forçada por agências de controle canadense a remover todas as alegações de saúde de seus produtos à base de algas marinhas.
  

Polêmicas a parte, outros fatores explicavam o bom desempenho da marca canadense. Um dos motivos para o sucesso da rede varejista era adotar uma política/filosofia de marca: para entender melhor os consumidores, todos os funcionários da empresa, sem exceção, eram obrigados a passar 8 horas por mês dentro dos pontos de venda. Além disso, a marca vinha se destacado de forma bastante saudável. Suas estratégias englobavam desde vitrines vivas (com pessoas praticando ioga) à publicação das metas dos seus vendedores (em painéis dentro das próprias lojas), chamados pela empresa de educadores. Tudo isso para envolver seus convidados (como eram chamados os clientes) e suas comunidades (como eram chamados os clientes que costumam visitar a mesma loja). Ou seja, cada loja era um centro de disseminação de cultura e práticas saudáveis.
  

A partir de 2014, a LULULEMON iniciou uma nova fase de expansão internacional ao inaugurar sua primeira loja na Europa, localizada em Covent Garden, na cidade de Londres, e em Hong Kong, além de abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento em sua sede na cidade de Vancouver, batizado de “Whitespace”. Em 2016, a LULULEMON resolveu utilizar a força internacional de exposição que os Jogos Olímpicos proporcionam para qualquer marca e investiu em marketing ao criar os uniformes para as equipes canadenses de vôlei de praia para o evento esportivo realizado no Rio de Janeiro. Esse ano também foi marcado pela inauguração de suas primeiras lojas na China, localizadas em Xangai e Pequim. Após mais um período de expansão, em 2019 a marca atingiu 440 lojas em funcionamento em 14 países na Europa, Ásia e América do Norte.
  

Desde 2020, a marca se beneficiou imensamente com a preferência das pessoas por roupas confortáveis e casuais para administrar tanto tarefas domésticas como de trabalho durante os períodos de lockdowns impostos pela pandemia de COVID-19. E tem mais. Na quarentena muitos consumidores se voltaram para estilos de vida mais saudáveis, passando a fazer esportes individuais, como ioga ou pilates. Além das oportunidades geradas pela permanência das pessoas dentro de casa, o sucesso da marca também foi explicado por decisões acertadas tomadas desde o início da pandemia, como os investimentos no e-commerce e na tecnologia como um todo. Como por exemplo, quando a empresa adquiriu a startup americana Mirror, especializada em aulas e equipamentos de ginástica doméstica, por US$ 500 milhões, capitalizando assim uma tendência crescente de pessoas realizando exercícios virtuais. E mesmo depois da diminuição significativa da pandemia, a demanda não enfraqueceu, já que, mais que nunca, as pessoas continuam a dar atenção para a saúde e bem-estar.
  

Além disso, a LULULEMON lançou em 2021 um programa piloto de troca e revenda online, batizado de “Like New”, e fez parcerias estratégicas com empresas de materiais sustentáveis como LanzaTech e Genomatica para avançar em suas metas de circularidade. O programa Like New permite que os compradores troquem roupas da marca, como calças, shorts e jaquetas, por um cartão-presente. Em 2022, a marca canadense lançou com grande sucesso quatro modelos de tênis de corrida (inicialmente femininos), ingressando assim no segmento de calçados esportivos. E também lançou o LULULEMON STUDIO, uma plataforma que conecta seus membros ao conteúdo, comunidade e produtos fitness mais dinâmicos, oferecendo a flexibilidade necessária para aprimorar qualquer rotina de treino, que expandem e fortalecem a comunidade ao redor da marca. Com mais de 10.000 treinos e mais de 60 categorias de fitness atualizando continuamente, na plataforma sempre há um desafio novo e emocionante para experimentar.
   

Além disso, em um alto investimento de marketing, a marca manteve a tradição do Comitê Olímpico e Paralímpico do país de ter seus fardamentos produzidos por uma empresa nacional, ao anunciar um contrato de patrocínio, com validade até os Jogos Olímpicos de 2028. Os uniformes da delegação canadense criados pela LULULEMON estrearam nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Beijing com peças que buscavam inspiração na bandeira canadense e na folha de plátano (símbolo do país) em diversos tons de vermelho. Uma das ações sociais desse patrocínio é que nas vendas dos produtos licenciados, 10% será destinado a um fundo de suporte ao esporte canadense.
  

O sucesso 
A LULULEMON se tornou um enorme sucesso. Além de superar US$ 1 bilhão em faturamento, algo que aconteceu em 2012 (hoje já supera os US$ 6 bilhões), ser eleita algumas vezes a melhor varejista internacional pelo NRF (a Federação Nacional de Varejistas dos Estados Unidos), nos últimos anos o desempenho da empresa literalmente virou Wall Street do avesso. Afinal, a marca tem apresentando um crescimento consistente de receita e lucro. Mas a guinada no desempenho da marca é fonte de controvérsias. Há quem credite esse enorme sucesso à popularização da chamada moda “athleisure”, como ficaram conhecidas as peças de roupas que “caem bem” para praticar atividades físicas e para compromissos sociais. Outros ainda justificam que o aumento do portfólio, que lentamente incorporou peças masculinas, infantis e acessórios (bolsas, tapetes de ioga, garrafas de água e produtos de cuidado, como desodorante e xampu), tenha sido o grande trunfo dessa trajetória. A atuação da LULULEMON impulsionou e foi impulsionada pela tendência bem-estar, que dá mais importância à saúde e ao conforto, ao prazer de sentir-se bem.
  

E não para por aí: a marca sempre estimula seus “convidados” a definirem metas para a vida. A empresa chama isso de BHAG - Big, Hairy, Audacious Goal!. Metas que provoquem melhorias e tragam felicidade a cada um quando alcançadas. Outra razão de sucesso da LULULEMON é o seu “manifesto”, uma coleção em evolução de pensamentos ousados que permitem que algumas conversas reais ocorram com seus consumidores, sendo uma forma de compartilhar a cultura da marca com a comunidade. Em diversos períodos, a marca imprimia seu “manifesto” nas sacolas vermelhas de compras. O manifesto incluía mensagens como: “O stress está relacionado a 99% de todas as doenças”, “Amigos são mais importantes do que dinheiro” ou “Coca-Cola, Pepsi e todos os outros refrigerantes serão os cigarros do futuro”.
   

Os pontos de venda são outro fator de suma importância para explicar o sucesso. Ás terças-feiras à noite tem aula de ioga, nem precisa levar tapetinho - eles estão disponíveis. Quarta-feira é dia do clube de corrida, e quinta-feira dia de ginástica ao ar livre em uma praça em frente. Não, não se trata da programação de um centro de fitness, essa é apenas a filosofia de algumas lojas da rede canadense. Ou seja, as lojas funcionam como conexão real entre a marca e sua comunidade. Seja esta comunidade composta de vizinhos da loja que compartilham da mesma filosofia de bem-estar pregada pela marca, seja a comunidade composta por suas consumidoras que se identificam com a proposta e participam das atividades. Isso explica o fascínio das consumidoras em pagar até US$ 100 por uma calça de ioga ou US$ 160 por uma jaqueta de moletom com zíper. O sucesso da marca também se reflete nas mídias sociais, como por exemplo, no Facebook (conheça essa outra história aqui), que já conta com aproximadamente 2.8 milhões de fãs e seguidores. Lá é possível encontrar dicas para uma vida saudável, calendário dos eventos comunitários e muita mensagem positiva para traçar objetivos de vida. Um reflexo claro do pensamento e da filosofia da marca.
   

Inovação sustentável 
A LULULEMON traz inovação em tudo o que faz. Materiais de alto desempenho, como náilon e poliéster, são essenciais para alcançar a ciência do toque e promessa de qualidade do produto. Por isso, a marca canadense mantém parcerias com vários inovadores de materiais sustentáveis especializados no desenvolvimento de fibras de última geração, incluindo LanzaTech, Genomatica e o Mylo™ Consortium, para criar alternativas de baixo impacto a serem usadas em seus produtos, ajudando a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e diminuir as emissões de carbono para criar um mundo mais saudável. Por exemplo, em 2020, quase 40% do total de poliéster usado pela empresa foi feito de conteúdo reciclado (PET reciclado pós-consumo de garrafas plásticas). A marca está comprometida em liderar o futuro através de materiais inovadores para criar produtos duráveis, bonitos e sustentáveis com desempenho duradouro.
  

As polêmicas 
Parece que o momento espetacular vivido pela LULULEMON, só existe da porta para fora. Isto porque, internamente a empresa sempre viveu momentos de constante turbulência ou polêmicas. E isso, desde sua fundação. Por exemplo, segundo o criador da empresa - Chip Wilson - a marca foi batizada como LULULEMON porque os fonemas começados em “L” não existem na língua japonesa. Em uma entrevista à revista National Post Business, Wilson chegou a dizer que “era engraçado vê-los (os japoneses) tentar pronunciar o nome da marca”. Além desse “incidente diplomático”, Wilson (imagem abaixo) piorou o cenário quando se recusou a criar peças “plus sizes” e ainda disse que certos corpos “não funcionavam” em peças LULULEMON, deixando implícito que as roupas da marca só cairiam bem em pessoas magras. Diante das repercussões negativas por conta de seu comentário, o empresário soltou um comunicado oficial pedindo desculpas e assumindo seu erro, mas parece que as palavras não se traduziram em ações. Até 2019, as calças femininas da marca iam até o tamanho 14, equivalente ao número 48 no Brasil.
   

Para piorar a situação, ele se disse favorável ao trabalho infantil em países em desenvolvimento e culpou as pílulas anticoncepcionais pelo aumento nas taxas de divórcio. Comentários extremamente infelizes poderiam passar impunes em uma corporação privada, mas não em uma empresa pública (a LULULEMON havia aberto seu capital em 2007). Para impedir que a verborragia do então principal executivo da empresa arranhasse a imagem da marca e prejudicasse seu bom desempenho, os acionistas intervieram e pediram sua saída - movimento que foi concretizado em 2008. A executiva Christine Day foi contratada para assumir a empresa, e ali ficou até 2013. Seu mandato teve diversos obstáculos, do qual o mais marcante foi o fiasco que ficou conhecido como “calça transparente”. Após tentar mudar o fornecedor de tecidos, a LULULEMON colocou no mercado uma calça que, quando esticada, deixava transparecer a roupa íntima da usuária. Imagine a decepção das consumidoras que pagavam cifras “salgadas” por suas calças que, segundo a marca, não “saíam do lugar” e nem “ficavam transparentes” mesmo na elasticidade máxima das poses mirabolantes da ioga. O escândalo foi tanto que a marca fez um recall das calças e enfrentou um processo que culminou com a saída de Christine.
   

Seu sucessor, Laurent Potdevino, então presidente da badalada marca americana Toms Shoes (conheça essa outra história aqui), encontrou uma empresa que sofria com críticas de baixa inovação e modelo de negócio ultrapassado. Sob seu comando, a LULULEMON encontrou seu caminho mantendo um estoque mais enxuto, com propósito definido e concentrando as energias na venda direta aos consumidores. Porém seu bom desempenho, não foi suficiente para salvá-lo de acusações de má conduta profissional. Depois de revelado um envolvimento do executivo com uma funcionária, uma avalanche de outras críticas tornaram insustentável sua continuidade, encerrada em meados de 2018. Para “consertar” a cultura da empresa e manter o bom desempenho, a LULULEMON confiou no potencial do empresário canadense Calvin McDonald, que ostentava o título de CEO das Américas para a Sephora (conheça essa outra história aqui). E, por enquanto, sem polêmicas, Calvin vem fazendo um trabalho excepcional.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação ao longo de sua história. Originalmente batizada de LULULEMON ATHLETICA, anos atrás a marca eliminou a palavra “athletica” do logotipo e adotou uma tipografia de letra ligeiramente mais reta.
  

A identidade visual da marca canadense também pode ser aplicada sob fundo vermelho ou preto, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Science of Feel. (2022) 
Feel. (2021) 
We live a life we love. (2018) 
This is Yoga. (2017) 
Yoga. Love. Run. Peace.
  

Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 1998 
● Fundador: Chip Wilson 
● Sede mundial: Vancouver, British Columbia, Canadá 
● Proprietário da marca: Lululemon Athletica Inc. 
● Capital aberto: Sim (2007) 
● Chairman: Glenn Murphy 
● CEO: Calvin McDonald 
● Faturamento: US$ 6.26 bilhões (2021) 
● Lucro: US$ 975.3 milhões (2021) 
● Valor de mercado: US$ 38 bilhões (outubro/2022) 
● Lojas: 600 
● Presença global: 20 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 29.000 
● Segmento: Material esportivo 
● Principais produtos: Roupas e acessórios esportivos 
● Concorrentes diretos: Beyond Yoga, Athleta, Lolë, Tracksmith, Nike, Adidas, Reebok, Under Armour, Puma, Asics e New Balance 
● Ícones: As calças de ioga 
● Slogan: Feel. 
● Website: www.lululemon.com 

A marca no mundo 
A LULULEMON, uma das marcas esportivas que mais cresce no mundo e cujo foco é fornecer roupas e acessórios para esportes como ioga, ciclismo, corrida, dança e treinamento, possui atualmente mais de 600 lojas espalhadas por 20 países, especialmente Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha e China. Com faturamento superior a US$ 6.2 bilhões (dados de 2021), a marca emprega 29 mil pessoas e tem forte presença na América do Norte. 

Você sabia? 
A LULULEMON registrou seu tecido original, Luon, que incluía uma quantidade acima da média de microfibra de náilon, em 2005. Desde então, a empresa desenvolveu vários tipos diferentes de tecidos, centrados em designs de compressão e absorção de umidade. 
A LULULEMON oferece descontos de 25% em suas lojas para instrutores de academias certificados em troca de comentários sobre os produtos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), portais (Neofeed), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 31/10/2022 

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