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13.12.17

GUITAR CENTER


Para músicos, tanto profissionais como amadores, a rede varejista americana GUITAR CENTER é um verdadeiro templo sagrado do consumo. Guitarras, baterias, violões e uma infinidade de equipamentos e acessórios musicais de grandes e renomadas marcas mundiais, tornaram a rede americana o destino preferido para quem ama música. Afinal, a missão da GUITAR CENTER é “Ajudar as Pessoas a Fazer Música”

A história 
As origens da GUITAR CENTER datam do ano de 1959 quando Wayne Mitchell comprou uma pequena loja que vendia e consertava órgãos eletrônicos para uso doméstico ou em igreja localizada em Hollywood, no estado da Califórnia. Pouco depois, em 1961, ele batizou a loja de The Organ Center. A história da empresa começaria a ganhar novos rumos em 1964 quando Joe Banaran, então presidente da Thomas Organ Company, se aproximou de Wayne em busca de uma saída para vender uma nova linha de guitarras e amplificadores, chamada Vox. Com a enorme popularidade dos Beatles, que estavam usando equipamentos Vox, tornou-se evidente que o futuro do varejo de instrumentos musicais estava na venda de guitarras e amplificadores, e não em órgãos. Wayne viu o momento certo para aproveitar esta promissora nova oportunidade de varejo e passou a vender guitarras e amplificadores, mudando o nome da loja para The Vox Center. Em 1971, a loja foi finalmente renomeada para GUITAR CENTER e mudou-se para um imóvel maior, na famosa Sunset Boulevard em Los Angeles. No ano seguinte, uma segunda loja foi inaugurada na cidade de San Francisco, seguida da terceira unidade em San Diego no ano de 1973. No restante da década a GUITAR CENTER continuou sua expansão geográfica pela Califórnia, além de ampliar a oferta de produtos, que incluía baterias e outros instrumentos musicais.


Depois de estabelecer uma forte presença no varejo da Califórnia, na década de 1980 a GUITAR CENTER começou a se expandir a nível nacional com a inauguração de novas lojas nas principais cidades americanas, como por exemplo, Minneapolis, Dallas, Houston e Chicago. Estas novas unidades, com seus tetos altos e espaço aberto para suportar a comercialização maciça de instrumentos, anunciaram o início do formato “superstore” para o seguimento. Outro fato que aumentou a popularidade da rede aconteceu em 1980, com a compra da fabricante de guitarra Kramer, que tinha como seu principal garoto-propaganda Eddie Van Halen. Em 1984, o fundador empresa, Wayne Mitchell, faleceu, deixando para trás uma equipe de gestão qualificada para dar continuidade a sua visão da enorme potência do varejo de instrumentos musicais. Em 1985, a rede já era composta por 12 unidades. Durante os anos de 1990, a GUITAR CENTER vivenciou um período monumental de crescimento, inaugurando aproximadamente 70 lojas ao longo da década, ganhando assim o apelido de “O maior varejista de instrumentos musicais do mundo”. Durante este período de crescimento acelerado, as grandes inaugurações ocorreram a uma taxa de uma ou duas lojas por mês, superando todos os outros varejistas de instrumentos musicais.


A partir de 1996, o comando de dois talentosos executivos garantiu o impulso necessário para a empresa continuar crescendo, culminando com a abertura de capital da GUITAR CENTER na Bolsa de Valores em 1997. Ainda este ano, a marca lançou seu próprio cartão de crédito - que se tornaria o Gear Card. Pouco depois, em 1999, a empresa adquiriu o Musician’s Friend, um dos principais comerciantes diretos de instrumentos musicais, iniciando assim a construção de uma forte presença online da marca. Em 2001 a empresa criou o Guitar Center Professional (conhecido como GC Pro) para atender as necessidades dos profissionais de gravação e estúdios. Com uma seleção abrangente de equipamentos de alta qualidade, serviço individualizado e consulta especializada, a GC Pro levou o serviço de atendimento da empresa a novos níveis. Nesta década, a empresa acelerou a aquisição de concorrentes, como por exemplo, o American Music Group (2001), a Music & Arts (2005), a Woodwind & Brasswind (2007) e a Music 123 (2007), adicionando 62 novas lojas a sua rede, juntamente com vários sites de varejo que atendiam a uma clientela de músicos completamente nova.


Nos anos seguintes, a empresa começou a se concentrar no desenvolvimento de programação de marketing de conteúdo que inspirava as pessoas a tocar música. Em 2014, a Ares Capital Management tornou-se acionista majoritária da GUITAR CENTER. Ainda neste ano a marca inaugurou uma enorme loja em plena Times Square, em Manhattan. Além disso, a empresa ampliou os serviços oferecidos em suas lojas para incluir aulas e pequenos cursos, aluguéis e reparo de instrumentos. Com objetivos sólidos e uma experiência inigualável oferecida por suas lojas, a missão da GUITAR CENTER é permitir aos músicos em todo o mundo experimentar a alegria que vem de tocar um instrumento.


Amor pela música 
Muito mais que um varejista de instrumentos e equipamentos musicais, a GUITAR CENTER tem em seu DNA o amor pela música. E transformou isso em uma ótima ferramenta de marketing. Como por exemplo, em 1985, quando inaugurou em sua famosa loja da Sunset Boulevard a Guitar Center RockWalk (imagem abaixo), uma espécie de calçada da fama que honra grandes nomes e bandas que deram contribuições significativas para a indústria da música. Eles são convidados a colocar as impressões das mãos em blocos de cimento. Os primeiros indicados foram Stevie Wonder, Eddie Van Halen, Jim Marshall, C.F. Martin e Remo Belli, que deixaram suas mãos gravadas na calçada. Nos anos seguintes, monstros sagrados da música como AC/DC, Aerosmith, Marvin Gaye, James Brown, Eric Clapton, Chuck Berry, James Brown, The Doobie Brothers, BB King, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Alice Cooper, Jimmy Page, Johnny Cash, e tantos outros, passaram a fazer parte da RockWalk. Adicionalmente, dentro da loja, estão expostos em diversas galerias vários instrumentos de grandes personalidades da história da música, como Elvis Presley, Johnny Cash, Jeff Beck, Kurt Cobain, dentre vários outros. Além disso, em 1988 a marca criou o Guitar Center Drum-Off, uma competição para revelar jovens e talentosos bateristas. A tradicional competição já teve 28 edições.


Os slogans 
Find your sound. 
All we sell is the greatest feeling on earth. (2014) 
We help people make music. 
The Musician’s choice.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1959 
● Fundador: Wayne Mitchell 
● Sede mundial: Westlake Village, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Guitar Center Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ron Japinga 
● Faturamento: US$ 2.14 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 269 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Guitarras, violões, baixos, baterias, equipamentos e acessórios musicais 
● Concorrentes diretos: Sam Ash Music, Sweetwater, American Musical Supply e Best Buy 
● Ícones: A RockWalk da loja de Los Angeles 
● Slogan: Find your sound. 
● Website: www.guitarcenter.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a GUITAR CENTER, maior varejista do mundo especializada em instrumentos e equipamentos musicais, possui mais de 260 lojas espalhadas por 32 estados americanos. Com faturamento anual estimado superior a US$ 2 bilhões, a rede tem mais lojas nos estados da Califórnia, Flórida, Illinois e Nova York. Além de instrumentos musicais de todos os estilos, a rede também oferece uma enorme variedade de equipamentos de áudio, gravação, efeito, iluminação e DJ. 

Você sabia? 
A varejista americana ainda é proprietária da Music & Arts, rede que opera mais de 150 lojas especializadas na venda e aluguel de instrumentos para bandas e orquestras, atendendo professores, diretores de banda, professores universitários e estudantes desde 1952. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/12/2017

23.10.17

DEEZER


O universo da música na palma da mão. A qualquer hora. Em qualquer lugar. Assim é o DEEZER, um dos mais populares serviços de streaming de músicas do planeta. Combinando recomendação humana dos editores da empresa com tecnologia de ponta, o DEEZER ajuda milhões de pessoas a descobrirem a música perfeita. 

A história 
Tudo começou em 2006 quando o francês Daniel Marhely (foto abaixo), na época com 22 anos, começou a trabalhar em um projeto, cujo objetivo era simplificar o acesso à música para seus amigos. De dentro do seu quarto, em Paris, Daniel rapidamente identificou o potencial de sua ideia e reuniu uma pequena equipe, que incluía Jonathan Benassaya, para tirar o projeto do papel. O projeto ganhou forma sob o nome de Blogmusik. Rapidamente, o site se tornou popular e gerou tanto buzz que Daniel decidiu fechá-lo depois da objeção dos detentores dos direitos autorais das músicas. Para resolver este problema, Daniel foi negociar diretamente com os proprietários dos direitos autorais, o que levou a um acordo histórico assinado em 2007. Finalmente no mês de junho o Blogmusik voltou ao ar com o nome de DEEZER, o primeiro serviço de streaming gratuito e legal, cujos direitos autorais das músicas foram negociados com gravadoras e artistas. Não demorou muito para que investidores e outras gravadoras aderissem ao projeto.


Em 2009, o DEEZER adquiriu os catálogos de todas as grandes gravadoras e de mais de 1.000 selos independentes, ampliando assim sua oferta de músicas. Neste mesmo ano ocorreu o lançamento do Deezer Premium+, um plano de assinatura que dava direito a serviços exclusivos, não somente música on demand, mas também entretenimento e esportes, sem publicidade, e em áudio de alta qualidade, através do computador, dispositivos móveis e tablets. Em 2010, assinou o primeiro acordo com a operadora de telefonia móvel Orange France para integrar o serviço Deezer Premium+ ao plano do celular, ampliando assim sua base de usuários. Atualmente, o DEEZER tem parceria com mais de 40 empresas de telecomunicação, incluindo a TIM no Brasil. No ano seguinte a marca iniciou sua expansão internacional com o lançamento de seus serviços no Reino Unido e pouco depois em outros países da Europa. Além disso, o Facebook integrou DEEZER como um de seus aplicativos de música escolhidos. Isto tornou o serviço ainda mais popular.


Em 2012, a empresa já tinha recebido mais de €100 milhões em investimentos. Com isso, o DEEZER pode acelerar ainda mais sua expansão internacional e investiu em tecnologia de ponta. Em 2013 a marca apresentou mais uma novidade: o App Studio, um espaço dedicado a todos os aplicativos integrados ao DEEZER. Foi também neste ano que o DEEZER foi lançado oficialmente no mercado brasileiro. Para o mercado brasileiro, traçou estratégias dedicadas ao público pensando, principalmente, no perfil de consumo de música no país. O streaming oferece conteúdos diferenciados e exclusivos com foco principal em alguns dos gêneros mais populares no país: sertanejo e gospel, além de um trabalho dedicado em parceria com times de futebol, como o Flamengo. Além de já ter o Barcelona e Manchester que também tem apelo local.


Em 2014, o DEEZER evoluiu com a introdução de uma página inicial personalizada com recomendações musicais baseadas no gosto do usuário. Já com o novo recurso FLOW, oferece a combinação única de todas as músicas favoritas do usuário e novas recomendações em um fluxo constante. Além disso, também era possível baixar músicas e ouvi-las offline. O DEEZER passou também a oferecer o recurso Lyrics, um sistema que permite aos usuários acompanharem as letras das músicas enquanto as faixas são executadas no player. Pela primeira vez na história, os fãs de karaokê tiveram acesso a milhões de letras de músicas ao toque de um simples botão. Em outubro deste ano, a empresa comprou o serviço de podcasting sob demanda Stitcher, ampliando assim sua oferta de produtos. Finalmente, ainda em 2014, o DEEZER foi lançado oficialmente no enorme e voraz mercado americano. O ano de 2015 foi repleto de novidades, como por exemplo, o lançamento do DEEZER ELITE (músicas em alta definição de qualidade) em todo o mundo e a introdução do serviço de comentários ao vivo sobre futebol. Em 2017, para comemorar seu 10º aniversário, o streaming criou a playlist Deezer: 10 years, 10 songs com os maiores sucessos da última década.


Atualmente o DEEZER oferece músicas com alta qualidade sonora e equalizador com sistema surround, concedendo ainda ao usuário a opção de criar playlists, ouvir rádios temáticas (como rock, jazz, blues, bossa nova) e rádios por artista. Também conta com uma comunidade, onde o usuário pode compartilhar músicas e playlists com seus amigos. O Deezer está disponível em todos os dispositivos, como smartphones, tablets, PCs, notebooks, home theaters, automóveis e smart TVs.


Os slogans 
Flow my music. 
Listen, discover, and take your music anywhere. 
Where music comes alive. 
Leve a música para uma nova dimensão.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: Junho de 2007 
● Fundador: Daniel Marhely e Jonathan Benassaya 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Deezer S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Hans-Holger Albrecht 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 16 milhões 
● Presença global: 185 países
● Presença no Brasil: Sim  
● Maiores mercados: França e Brasil 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Música online (streaming) 
● Concorrentes diretos: Spotify, Apple Music, Google Music, SoundCloud, Napster, Tidal, Qobuz e Pandora 
● Slogan: Listen, discover, and take your music anywhere. 
● Website: www.deezer.com/br/ 

A marca no mundo 
Atualmente o DEEZER está presente em 185 países ao redor do mundo, oferece mais de 43 milhões de músicas em sua biblioteca, resultado de parcerias com milhares de gravadoras e selos independentes, além de 30 mil canais de rádio, para mais de 16 milhões de usuários, dos quais 6.9 milhões são assinantes. O DEEZER é extremamente popular e forte na Europa e no Brasil (seu segundo maior mercado no mundo). 

Você sabia? 
O DEEZER também oferece o Plano Familiar, que pode ser utilizado por até seis pessoas e permite a criação de perfis específicos para cada uma. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/10/2017

3.5.17

ROCK IN RIO


É um evento capaz de reunir milhões de pessoas e ser reconhecido internacionalmente. Por seus palcos já passaram os maiores artistas da música mundial, incluindo bandas de rock históricas, com performances que ficaram gravadas nas memórias de milhões de pessoas. Assim pode ser definido o Rock in Rio, maior evento de música e entretenimento do mundo, que trouxe de volta a simbologia de zona franca de liberdade, música e amor. 

A história 
Tudo começou com o empresário e publicitário Roberto Medina, que em janeiro de 1980 trouxe Frank Sinatra para cantar no estádio do Maracanã, diante de um público de 175 mil pessoas. Depois desse sucesso, ele acreditou que poderia organizar algo maior. A ideia grandiosa era organizar um megafestival de música chamado Rock in Rio, que aproveitasse o momento de euforia do povo brasileiro, principalmente da juventude, depois de um longo período de ditadura militar. O parâmetro para organizar o Rock in Rio seria Woodstock, o evento musical mais conhecido do mundo, realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, na cidade de Bethel, Nova York, com um público total de 500 mil pessoas. A ideia, apesar de visionária, era complicada de ser realizada. Pelos cálculos apenas 30% dos gastos seria coberto pela bilheteria, o que exigiria patrocinadores fortes. Depois de conseguir patrocinadores, incluindo a cervejaria Brahma, que tinha acabado de lançar a cerveja Malt 90 e seria uma ótima plataforma de divulgação, o próximo passo seria, talvez, o mais difícil: viajar para os Estados Unidos para não só contratar, mas convencer, literalmente, as bandas a se apresentarem no Brasil. Com a ajuda de Lee Solters, então empresário de Frank Sinatra, Medina começou a vencer a desconfiança dos artistas estrangeiros. Depois de muitas reuniões nos Estados Unidos, foram confirmadas as participações de Ozzy Osbourne, Queen, AC/DC, Iron Maiden, Rod Stewart, Scorpions, entre outros. Após o acerto com as atrações internacionais, Medina passou a fazer contato com as brasileiras. No final de agosto de 1984, quatro meses antes do início do festival, estavam confirmados Barão Vermelho, Moraes Moreira, Elba Ramalho, Blitz, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Eduardo Dussek, Erasmo Carlos e Gilberto Gil. No dia 19 de dezembro, depois de muita insistência, Rita Lee e Roberto de Carvalho assinaram seu contrato. O maior cachê entre os brasileiros foi o de Ney Matogrosso, que abriria o Rock in Rio.


Um dos objetivos de Roberto era promover uma experiência de marca. Para isso, foi construído um complexo de entretenimento e comércio batizado de “Cidade do Rock”, ocupando uma área de 250.000 m² na zona oeste do Rio de Janeiro. O centro comercial contava com o maior palco do mundo já construído, com 5.000 m² de área, dois shoppings com mais de 50 lojas, dois centros de atendimento médico e dois restaurantes fast-food, um pertencente ao Bob’s e outro ao McDonald’s, que bateu o recorde de vendas em um dia com 58 mil hambúrgueres, entrando para o Guinness Book. Finalmente entre 11 e 20 de janeiro de 1985, em um terreno alagadiço em Jacarepaguá (o equivalente a 12 estádios do Maracanã), aproximadamente 1.4 milhões de pessoas assistiram aquele que seria o maior festival de rock do país até hoje. Durante esses dez dias, 16 artistas internacionais e 15 atrações nacionais se apresentaram. Pela primeira vez no mundo a plateia de um grande show foi iluminada, com o público fazendo parte do espetáculo. O Rock in Rio foi considerado um divisor de águas na história da música brasileira, pois colocou o país na rota dos grandes shows internacionais e ratificou a força do rock nacional.


Apesar da perspectiva otimista em relação ao potencial da empreitada, o Rock in Rio também enfrentou dificuldades e problemas. A segunda edição, no ano de 1991, não pode ser realizada na Cidade do Rock, que foi demolida pela prefeitura do Rio de Janeiro após um impasse entre o então prefeito da cidade Leonel Brizola e a Artplan, agência de Medina, responsável pela produção do festival. Realizado no estádio do Maracanã, o evento reuniu apenas 700 mil pessoas em 9 dias de evento, apesar de grandes atrações internacionais como Guns N’ Roses, Faith No More, A-Ha, George Michael e Sepultura. Até então inédita no Brasil, a banda Guns N’ Roses, que foi a grande atração do festival, tocou em dois dias e adiantou algumas das músicas que estariam presentes em seu próximo álbum. Depois de um hiato de uma década, em 2001, foi realizada a terceira edição, a pedido dos fãs. A decisão acertada, após um grande intervalo, demonstrou a força do festival como marca, que retornou à sua casa, a Cidade do Rock. A novidade foram tendas alternativas (com música eletrônica e brasileira) onde se realizaram shows paralelos aos do palco principal. Esta edição também ficou marcada pelo slogan “Por um Mundo Melhor”, que remetia à crescente preocupação da organização do Rock in Rio em relacionar a sua marca à responsabilidade social.


O enorme sucesso no Brasil, fez com que o Rock in Rio se tornasse o primeiro festival a adotar o sistema de franquia em megaeventos musicais. Isto porque, em 2004, o festival atravessou o oceano e ganhou a primeira edição internacional na cidade de Lisboa, em Portugal. Participaram mais de 70 artistas ao longo dos 5 dias de festival, e o evento foi um sucesso, recebendo mais de 385 mil espectadores. Um line-up forte e variado, com Amy Winehouse, Rod Stewart, Bon Jovi e Skank, garantiu que o festival ganhasse uma nova casa fixa. Não à toa: ninguém menos que Sir Paul McCartney fez a estreia. A segunda edição em Portugal seria realizada dois anos mais tarde. O sucesso da internacionalização do festival pode ser comprovado em 2008, quando foi realizado pela primeira vez em dois locais diferentes, Lisboa e Madri, provando assim a enorme força da marca Rock in Rio. Em 2011, aconteceu a quarta edição do festival no Brasil. A prefeitura do Rio de Janeiro construiu um novo local permanente que permitia uma maior periodicidade do evento. No mês de maio de 2015 ocorreu a primeira edição do Rock in Rio nos Estados Unidos, com quatro dias de festival e aproximadamente 172 mil pessoas na plateia na cidade de Las Vegas. Também neste ano aconteceu a sexta edição do Rock in Rio no Brasil, em comemoração ao aniversário de 30 anos do festival e teve como uma das grandes atrações a volta da banda Queen.


A próxima edição do festival no Brasil irá acontecer no mês de setembro de 2017, com uma nova estrutura montada na Cidade do Rock, que dessa vez será no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Com uma estrutura maior, o festival terá atrações como Guns N’ Roses, The Who, Lady Gaga, Maroon 5, Fergie, Aerosmith, Alice Cooper, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Pet Shop Boys, Ivete Sangalo, entre outros. Serão sete dias de festival e um público de 700 mil pessoas, com ingressos já esgotados.


Um negócio gigantesco 
Mais de três décadas passadas, o Rock in Rio se materializou em um enorme negócio e marca de sucesso, uma máquina capaz de gerar cifras gigantescas e atrair importantes patrocinadores. A enorme popularidade que o Rock in Rio conquistou ao longo dos anos fez com que os organizadores do festival vislumbrassem oportunidades para explorar a marca. Com isso, uma infinidade de produtos com marca Rock in Rio, como bonés, bottons, chaveiros, casacos, camisetas, bolsas e até biscoitos, começaram a ser comercializados. Um exemplo do poder da marca Rock in Rio, pode ser visto em 2015, quando mais de 640 produtos foram licenciados. Os itens variavam desde produtos alimentícios a peças de vestuário, artigos de higiene, saúde e beleza, eletrônicos, instrumentos musicais, viagens, cursos e até automóveis (como por exemplo, edições limitadas de modelos da Volkswagen como Fox, Gol e Saveiro, com detalhes visuais que remetem ao festival).


Com mais de trinta anos de história, o Rock in Rio é um lugar onde muitas histórias aconteceram e o valor emocional do público com o produto é algo inestimável. Essa relação acontece com a Disney. Por exemplo, ao completar 30 anos o evento decidiu fomentar o relacionamento com público resgatando histórias e a memorabilia dos shows. Além das exposições, filmes e homenagens, o festival decidiu promover casamentos. A ideia surgiu a partir dos fãs. Outra questão que envolve a valorização do público foi a abertura para outros estilos musicais, além do rock, oferecendo assim um cardápio diversificado de atrações e atividades. Além de serviços exclusivos, como por exemplo, Rock in Rio Club, que oferece benefícios aos associados como adquirir antecipadamente os ingressos para os shows mais desejados e concorridos. O Rock in Rio ainda se destaca por ter diminuído a relevância da bilheteria nas finanças da empresa por meio de patrocínios e de parcerias estratégicas. E também por investir em constantes melhorias e novidades em sua estrutura para criar magia no contato com o público que busca entretenimento.


E todas essas ações de sucesso resultaram no projeto Rock in Rio Academy, uma escola de negócios dentro da Cidade do Rock, que promove uma maratona de palestras para extrair todas as lições de gestão do Rock in Rio, criando assim uma oportunidade de vivenciar a experiência do case brasileiro de negócios que virou referência global. Mas nem tudo deu certo nessa área. Por exemplo, em 1997 eles resolveram explorar a marca no setor de entretenimento com a inauguração na cidade do Rio de Janeiro, de um restaurante temático com o nome Rock in Rio Café. Localizado no bairro carioca da Barra da Tijuca, o local seguia a receita da rede Hard Rock Café, contando com fotos, instrumentos musicais e outros objetos das três edições do evento, além de uma loja de lembranças. Posteriormente, foi inaugurada uma filial do restaurante em Salvador, na Bahia. Porém, ambas as casas não existem mais.


As curiosidades 
● No primeiro Rock in Rio, Freddie Mercury, do Queen, ficou tão impressionado com o entusiasmo do público que, durante a canção Love of my Life, decidiu reger a plateia em uma cena que se tornou mítica na história do rock. 
● Em 1985, a banda australiana AC/DC foi inflexível em pelo menos uma exigência: só tocaria no Brasil se pudesse trazer um gigantesco sino de 1.5 toneladas, usado na música Hell’s Bells. A produção do Rock in Rio aceitou o desafio. Mas o palco não suportava o peso do sino. No fim, o AC/DC subiu no palco com uma réplica de gesso, uma improvisação feita pela produção do festival. 
● O Iron Maiden fez seu primeiro show na América Latina no Rock in Rio, em 1985. A banda subiu ao palco às 23h58 (uma referência à canção Two Minutes to Midnight) e fez um dos shows mais históricos da banda e do festival, com a presença do Eddie, a mascote de estimação do grupo. 
● O terreno da Cidade do Rock, local da primeira edição, virou um enorme lamaçal já nos primeiros dias. O impressionante é que pedaços dessa mesma lama podem ser adquiridos na loja oficial do festival. 
● Show nacional mais elogiado da primeira edição (1985), o grupo Barão Vermelho, ainda liderado por Cazuza, se apresentou em 15 de janeiro de 1985, mesmo dia em que Tancredo Neves era eleito primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura militar. 
● Uma imagem que se tornou icônica no primeiro Rock in Rio foi a do guitarrista Matthias Jabs, do Scorpions, tocando com uma guitarra em formato de América do Sul. 
● Em 1991, na segunda edição do festival, o cantor pop Prince surpreendeu com uma exigência bizarra. Ele pediu à organização 700 toalhas brancas no camarim. E no fim, quantas ele usou? Apenas 50. 
● Na noite pop do Rock in Rio de 2001, a então estrela teen Britney Spears causou polêmica por usar playback na apresentação, sendo criticada por fãs e imprensa. 
● Na terceira edição do evento, em 2001, quem causou polêmica foi o baixista Nick Oliveri, da então desconhecida banda Queens of the Stone Age. Ele subiu ao palco completamente nu, com o baixo cobrindo as partes íntimas. Após o show, ele foi encaminhado a uma delegacia, onde teve que prestar esclarecimentos. Segundo Nick, ele se inspirou no carnaval carioca. 
● Na edição 2013, o veterano Bruce Springsteen levou a sério o grito do público de “Toca Raul” e iniciou o show com o clássico “Sociedade Alternativa”, para delírio dos fãs.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 11 de janeiro de 1985 
● Criador: Roberto Medina 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Rock World S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Luis Justo 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Festivais realizados: 17 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 200 
● Segmento: Entretenimento ao vivo 
● Principais produtos: Festivais de música e licenciamento de produtos 
● Concorrentes diretos: Lollapalooza, Austin City Limits, Coachella Fest e Glastonbury Festival 
● Ícones: O hino de abertura 
● Slogan: Por um Mundo Melhor. 
● Website: www.rockinrio.com 

A marca no mundo 
Em mais de trinta anos já foram realizados 17 festivais no Brasil (seis), Portugal (sete), Espanha (três) e Estados Unidos (uma) com uma plateia total de 8.5 milhões de espectadores. Por seus palcos já passaram mais de 1.580 artistas em 101 dias de pura música. Ao longo dos anos o evento foi transmitido para mais de 1 bilhão de telespectadores em todo o mundo, pela TV e internet. 

Você sabia? 
O publicitário Cid Castro desenhou o logotipo do Rock in Rio. Já sua canção-tema, criada como um jingle publicitário (“Se a vida começasse agora/e o mundo fosse nosso outra vez/e a gente não parasse mais de cantar, de sonhar...”) e gravada originalmente pelo grupo Roupa Nova, globalizou-se, virou chiclete nas bocas de brasileiros, portugueses e espanhóis e até americanos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Estadão, Folha e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/5/2017

10.9.16

SPOTIFY


A música ao alcance dos seus dedos. Assim pode ser definido o Spotify, serviço de streaming de música mais popular do mundo. Afinal, com Spotify é fácil encontrar a música certa para cada momento, quer seja no smartphone, computador ou tablet. Existem milhões de faixas de música. Não importa se você está malhando, em uma festa ou apenas relaxando, a música certa está sempre em suas mãos. Novos lançamentos, o que está bombando nas paradas e as melhores playlists para o seu momento. Escolha o que quer ouvir ou deixe o Spotify surpreendê-lo. 

A história 
Tudo começou com Daniel Ek (imagem abaixo à direita), um empreendedor sueco que aos 14 anos começou a desenvolver websites para negócios locais e, em seguida, construiu seus próprios servidores, oferecendo serviços de hospedagem na internet. Após abandonar a faculdade, ele fundou a empresa de anúncios online Advertigo, a qual vendeu em 2006 para a sueca Tradedoubler, uma companhia de marketing com base nos resultados que oferece um conjunto amplo de serviços para meios digitais. Aos 23 anos Daniel Ek estava milionário. Mas seu ímpeto empreendedor não o deixou sossegar. Ele tinha a ideia de criar um serviço como o Napster, só que legal. Unindo suas duas grandes paixões, a informática e a música, finalmente no dia 23 de abril de 2006, juntamente com Martin Lorentzon, co-fundador da Tradedoubler, ele fundou o Spotify, após vislumbrar uma oportunidade para preencher um vazio deixado pelas ineficiências dos modelos de distribuição de música existentes. Quanto ao nome Spotify, especula-se que Lorentzon disse essa palavra ou algo parecido enquanto os dois discutiam qual seria o nome utilizado. Porém, muitos acreditam que o nome vem da junção das palavras “spot” e “identify”, algo como “local” e “identificar/descobrir” em inglês, respectivamente.
  

Baseados na cidade sueca de Estocolmo, os dois investiram milhões de dólares e contrataram engenheiros e programadores para estruturar o serviço, entre os quais estava o criador do µTorrent, Ludvig Strigeus. Afinal, a dupla sabia que a velocidade de entrega seria um diferencial à parte do novo serviço. A ideia era entregar uma nova forma para desfrutar o prazer de ouvir uma boa música. Bastava instalar e ouvir, sem restrições e sem precisar esperar por demorados downloads. Teria que ser simples, divertido, instantâneo e social. Foram mais de dois anos desenvolvendo o serviço e negociando com as gravadoras e artistas, que ainda não estavam convencidas do potencial em ganhar dinheiro com o Spotify. Mas toparam. Afinal, naquela época a pirataria, especialmente na Suécia, era enorme (lembrem-se do PirateBay).
   

O aplicativo foi lançado oficialmente ao público no dia 7 de outubro de 2008 em mercados como Suécia, Finlândia, Noruega, Reino Unido e Espanha, oferecendo um serviço de música por streaming (uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a internet). Inicialmente oferecia a versão gratuita disponível apenas por convite (batizada de Spotify Free, com limites de horas para escutar música e suportada por publicidade, semelhante a uma rádio tradicional) e a versão paga (batizada de Spotify Premium, sem publicidade e limites de horas). Em 2009, para alimentar de forma legal seu acervo de música, que crescia constantemente, a empresa fechou importantes acordos com nomes de peso da indústria fonográfica, como Universal Music, Sony BMG, EMI Music, Warner Music Group, além de outras três grandes gravadoras e selos independentes, como Merlin e The Orchard.
   

No dia 18 de maio de 2010, a empresa anunciou mais dois tipos de contas disponíveis: o Spotify Unlimited, equivalente ao serviço Premium, mas sem suporte móvel; e o Spotify Open, uma versão reduzida dos recursos da versão gratuita, que permitia aos usuários ouvir 20 horas de música por mês. No dia 15 de setembro, o serviço anunciou que já tinha aproximadamente 10 milhões de usuários, incluindo 2.5 milhões de usuários com assinaturas pagas. Durante esse ano, a empresa pagou mais de €45 milhões para seus licenciadores (gravadoras e artistas), além de ingressar em novos mercados como a Holanda. Finalmente no dia 14 de julho de 2011, o Spotify lançou seu serviço no enorme mercado americano, após atrasos e anos de negociações com as quatro grandes gravadoras locais. O serviço também passou a ser oferecido na Áustria, Bélgica e Suíça.
   

No final de 2011, introduziu o serviço Spotify Apps que tornou possível para os desenvolvedores de terceiros contribuir para aplicações HTML5 que poderiam ser hospedados dentro da área de trabalho do player Spotify. Os aplicativos fornecidos apresentavam recursos como letras sincronizadas, revisões de música e playlists por curadoria. Depois de ingressar na Alemanha ainda em 2011, o Spotify atingiu a marca de 20 milhões de usuários (5 milhões pagos) ao final de 2012. O ano seguinte foi marcado por uma enorme expansão geográfica de seus serviços com o lançamento em mais de 25 países como Itália, Polônia, Portugal, México, Hong Kong, Malásia, Argentina, Grécia, Taiwan, Turquia, Chile, República Checa e Uruguai.
   

Em março de 2014 lançou o aplicativo de promoção Spotify Premium for Students, com uma oferta de desconto para a sua assinatura mensal direcionada a estudantes universitários nos Estados Unidos. Outra novidade foi o lançamento de uma nova API Web, que permitia aos desenvolvedores de terceiros integrarem o conteúdo do Spotify em seus próprios aplicativos. Além disso, criou o Spotify Family, um plano pago para até seis familiares (morando na mesma residência). Este ano também foi marcado pelo lançamento oficial do Spotify no mercado canadense e no brasileiro (em 28 de maio), oferecendo assinatura gratuita, suportada por anunciantes e com limitações de recursos; e a versão paga (com direito a acesso offline, downloads e não precisar de rede para escutar sua música). Vale ressaltar que no primeiro ano do Spotify no Brasil, foram ouvidas 200 milhões de horas de músicas.
  

Apesar do Spotify ter chegado para mudar o jeito com o que as pessoas consomem música digital e ser cada vez mais popular, nesta época o serviço não era uma unanimidade. Um exemplo disso aconteceu quando a cantora Taylor Swift retirou suas músicas do serviço alegando que não era recompensada devidamente. A polêmica, acreditem, deu ainda mais visibilidade ao Spotify, especialmente nos Estados Unidos. Provando o sucesso do negócio, em abril de 2015 o Spotify recebeu mais uma rodada de investimentos, no valor de US$ 526 milhões, do banco Goldman Sachs (conheça essa outra história aqui) e de um fundo soberano de Abu Dhabi.
   

Ainda em 2015, o Spotify introduziu novos recursos como o Discover Weekly, uma lista de reprodução personalizada que apresentava aos usuários novas músicas todas as semanas com base em seus hábitos de audição. Em junho de 2016, o serviço de transmissão online de música anunciou que sua base de usuários ativos atingiu 100 milhões, resultado do ingresso da empresa em novos mercados e mesmo apesar da pesada competição com rivais poderosos como Apple Music e Google Music, além de outros serviços populares, como o francês Deezer (conheça essa outra história aqui). Ainda esse ano, o Spotify - então líder mundial de música online (streaming) - chegou a um acordo sobre o pagamento de direitos autorais nos Estados Unidos, um passo para evitar eventuais ações judiciais no futuro.
   

Depois de quase dois ano em forma beta limitada, em abril de 2017 o painel Fan Insights - que permitia à artistas e empresários acessarem dados sobre ouvintes mensais, dados geográficos, informações demográficas, preferências musicais e muito mais - foi atualizado e renomeado como Spotify for Artists. Recursos adicionais incluíam a capacidade de obter o status “verificado” com uma marca de seleção azul no perfil de um artista, receber suporte, personalizar a página de perfil com fotos e promover uma determinada música. Ir além da música. Esse foi o objetivo do Spotify ao anunciar, após alguns meses de teste, a distribuição de podcasts em outubro de 2017, contribuindo assim para dar maior alcance a essa mídia. Com mais de 157 milhões de usuários por mês e 71 milhões de assinantes, em abril de 2018 o Spotify abriu seu capital na Bolsa de Valores. Esse ano também foi marcado pelo lançamento do Spotify em novos mercados como África do Sul, Israel, Arábia Saudita, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Marrocos, Palestina e Tunísia.
  

Em 2019, apostando cada vez mais no segmento de podcasts, o Spotify investiu US$ 500 milhões para atrair criadores de conteúdo. Além disso, o serviço foi lançado oficialmente na Índia. Pouco depois, em 2020, introduziu o recurso de vídeo para um número seleto de conteúdos de podcast, e desde então foram disponibilizando o formato para criadores em quase todos os mercados. Recentemente o Spotify publicou um informativo sobre o marco de 250 mil podcasts de vídeo na plataforma.
   

Com a pandemia de COVID-19 e bilhões de pessoas em casa e cada vez mais conectadas, a empresa resolveu acelerar seus planos de diversificação de serviços e, no início de 2021, anunciou a adição de audiobooks em sua biblioteca. Inicialmente foram nove livros levados à plataforma de streaming em formato de áudio (todas as obras estavam em domínio público e foram gravadas exclusivamente para o Spotify). Entre os títulos, estavam clássicos como Frankenstein (Mary Shelley), Persuasão (Jane Austen) e Jane Eyre (Charlotte Brontë). Em 2022 o Barcelona fechou um acordo de patrocínio com o Spotify, no valor de €280 milhões por 3 anos. Com isso, o logotipo do Spotify passou a estampar a camisa do clube catalão, tanto na categoria masculina quanto feminina.
  

Com o Spotify é fácil encontrar a música ou podcast ideal para cada momento, seja no celular, no computador, no tablet ou em outros dispositivos. São milhões de músicas e episódios de podcasts. É possível encontrar algo ótimo para ouvir, não importa se está dirigindo ou fazendo exercícios, em clima de festa ou relaxando em casa. Escolha o que quer escutar ou deixe o Spotify te surpreender. Você também pode explorar as coleções montadas por amigos, artistas e celebridades ou criar uma estação de rádio e deixar o som rolar.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por três remodelações ao longo de sua história. A primeira aconteceu no ano de 2013 quando apresentou seu logotipo com nova tipografia de letra, novas cores (verde e preta) e mais destaque ao símbolo que representa ondas sonoras. Pouco depois, em 2015, a marca remodelou novamente seu logotipo. Desta vez apenas uma suave atualização, principalmente na questão das cores (tom de verde mais claro). A última remodelação ocorreu em 2024, quando o logotipo passou por uma pequena modernização e apresentou uma nova tipografia de letra (batizada de “Spotify Mix”). Esse logotipo também pode ser aplicado na cor preta ou em branco sobre fundo preto.
  

Os slogans 
Music That Finds You. (2023) 
Empowered by you. (2022) 
Nobody Listens Like You. (2021) 
Listening Is Everything. (2020) 
Spotify for the Ride. (2019) 
Music for every mood. (2019) 
You are what you listen to. (2018) 
For Music. (2013) 
Music for every moment. (2013) 
Music for everyone. (2012) 
Everyone loves music. (2009) 
Meu Spotify. Gostoso Demais. (2022, Brasil) 
Abra Seus Ouvidos. (2021, Brasil) 
Escutar Muda Tudo. (2020, Brasil) 
Livre pra ouvir, livre pra amar. (2018, Brasil) 
Música para todos. (2012, Brasil)
    

Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Lançamento: 7 de outubro de 2008 
● Criadores: Daniel Ek e Martin Lorentzon 
● Sede mundial: Estocolmo, Suécia 
● Proprietário da marca: Spotify Technology S.A. 
● Capital aberto: Sim (2018) 
● CEO: Daniel Ek 
● Faturamento: €13.25 bilhões (2023) 
● Lucro: - €532 milhões (2023) 
● Valor de mercado: US$ 68.2 bilhões (agosto/2024) 
● Valor da marca: US$ 11.114 bilhões (2023) 
● Usuários: 626 milhões (2024) 
● Presença global: 237 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.370 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Música online, podcasts e audiobooks 
● Concorrentes diretos: Apple Music, Deezer, Amazon Music, SoundCloud, Tidal, YouTube Music, Tidal, Qobuz, Pandora, iHeartRadio e Napster 
● Slogan: Listening Is Everything. 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca Spotify está avaliada em US$ 11.114 bilhões, ocupando a posição de número 69 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2023. 

A marca no mundo 
Atualmente o Spotify - maior plataforma de streaming de música do mundo com participação de mercado de 31.7% - conta com mais de 626 milhões de usuários em 237 países e territórios, dos quais 246 milhões pagos (a maior base de assinantes pagos de música digital no mundo) em 184 países. O serviço, disponível em 74 idiomas e dialetos, oferece mais de 100 milhões de músicas, mais de 6 milhões de episódios de podcasts e 350.000 audiobooks. Em dezembro de 2023, o Spotify foi o 47º site mais visitado do mundo, com 24,78% do tráfego vindo dos Estados Unidos, seguido pelo Brasil com 6,51%, de acordo com dados fornecidos pela Semrush. 65% dos assinantes do Spotify Premium estão na Europa e na América do Norte. 


Você sabia? 
A importância do Spotify para a indústria da música foi tão grande que na Suécia a pirataria diminuiu em 25% com apenas 2 anos de seu lançamento. 
O Spotify não tem presença na China continental, onde o mercado é dominado pela QQ Music. 
Anualmente a empresa transfere aproximadamente 70% de sua receita a gravadoras e artistas. Somente em 2023 o Spotify pagou US$ 9 bilhões em royalties de música. 66.000 artistas receberam royalties de pelo menos US$ 10.000. 11.600 artistas geraram pelo menos US$ 100.000. Já o número de artistas que receberam mais de US$ 1 milhão chegou a 1.250. 
Taylor Swift é a artista mais popular no Spotify com 84.17 bilhões de streams (que nada mais é que reproduzir uma música), seguida por Drake com 76.81 bilhões, Bad Bunny (73.21 bilhões) e The Weeknd (58.33 bilhões). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 10/8/2024 

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28.10.09

BILLBOARD


A revista americana BILLBOARD é considerada uma “Bíblia da Música”, que determina tendência no mercado musical mundial há décadas. E não é por acaso que seus rankings musicais semanais são a principal referência de sucesso no mundo da música. Considerada a principal parada musical do mundo da música, ser citado ou figurar entre seus famosos rankings pode determinar o sucesso de um álbum ou artista.

A história
A tradicional BILLBOARD teve origem na cidade americana de Cincinnati, estado americano de Ohio, quando William H. Donaldson e James H. Hennegan, cujas famílias atuavam no segmento gráfico e editorial, resolveram criar uma nova revista mensal. Lançada no mercado oficialmente no dia 1 de novembro de 1894 com o nome de BILLBOARD ADVERTISING, ela abordava diversos temas (não musicais), voltada especialmente para o mercado publicitário. A primeira edição, com apenas oito páginas, tinha preço de capa de 10 centavos de dólar (90 centavos para assinaturas anuais). Em fevereiro de 1897 a revista passou a se chamar THE BILLBOARD, e, em poucos anos começou a publicar anúncios de circos, parques de diversão, shows, feiras e eventos ao ar livre. Somente a partir de 1900 a revista passou a ser semanal. Em 1909 a BILLBOARD começou a cobrir o mundo do cinema, e, na década de 1920, o universo do rádio.


Na década de 30, com o aumento da popularidade das famosas jukebox, a BILLBOARD começou a dar mais atenção para o mercado musical. E foi no dia 4 de janeiro de 1936, um sábado, que a BILLBOARD publicou o seu primeiro ranking musical, uma espécie de “parada de sucesso”, tendo como líder da primeira lista a canção “Stop! Look! Listen!” do violinista de jazz Joe Venuti. Em 20 de julho de 1940 publicou sua primeira lista de popularidade musical (Music Popularity Chart) em três categorias: Best Sellers in Stores (os mais vendidos nas lojas); Most Played by Jockeys (os detentores das músicas mais tocadas nas rádios americanas); e Most Played in Jukeboxes (os mais tocados nas jukeboxes americanas). Rapidamente a revista e seus populares rankings tornaram-se a principal fonte de informação sobre tendências e novidades do meio musical, atendendo aos fãs, artistas, executivos, organizadores de turnês, publishers, programadores de rádio, advogados, varejistas e empresários do mundo digital.


Nos anos seguintes, seus inúmeros rankings, reconhecidos internacionalmente, classificavam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos musicais. Seu ranking mais famoso, o Hot 100, introduzido no dia 4 de agosto de 1958, mostrava os 100 singles mais vendidos e tocados nas rádios e, até os dias de hoje, é frequentemente utilizado nos Estados Unidos como a principal forma de medir a popularidade dos artistas bem como de uma canção. Ricky Nelson, com “Poor Little Fool”, foi o primeiro número 1 desta lista. Os grandes campeões da BILLBOARD entre os artistas solo masculinos são Elvis Presley (17 canções em número 1) e Michael Jackson (13 canções em número 1); e femininos são Mariah Carey (18 canções em número 1), Madonna, Whitney Houston e Rihanna (12 canções em número 1). O cantor Michael Jackson tinha sido o principal responsável pela divulgação da revista no mundo, por meio de seus álbuns fenômenos de venda como Bad, Thriller e Dangerous. Já entre as bandas, The Beatles tem o recorde até os dias atuais (20 canções em número 1). O cantor mais velho a ter uma canção em primeiro lugar na HOT 100 é Louis Armstrong, aos 64 anos. Entre as mulheres, a recordista é Cher, com 52 anos. O recorde de maior número de canções em primeiro lugar para um compositor é de Paul McCartney com 32 composições. Curiosamente, o segundo lugar é de John Lennon, também um ex-Beatles, com 26 músicas compostas por ele. Outro famoso ranking feito pela revista é o Top 200, que correspondente aos álbuns mais vendidos.


Somente a partir de 1961, a revista assumiu exclusivamente o conteúdo que tem mantém até hoje, a indústria da música, e passou a se chamara BILLBOARD MUSIC WEEK. Pouco depois, em 1963, a revista abreviou seu nome apenas para BILLBOARD. Em 1995 lançou no mercado o site billboard.com, cujo conteúdo inclui toda a cobertura do noticiário musical, entrevistas exclusivas, análises de relatórios de tendências e lançamentos, além dos famosos rankings, elaborados com base em informações de vendas de álbuns - físicas e online -, downloads, audiência e diversos outros dados compilados e analisados por ferramentas criadas pela Nielsen Business Media. Em 2007 a revista foi comprada pela empresa holandesa Nielsen Company, e pouco depois, em 2009, vendida para a Prometheus Global Media. Recentemente a BILLBOARD lançou uma versão da revista para iPad.


O mês de outubro de 2009 foi um marco para a música no Brasil. Neste mês, mais especificamente no dia 14, foi lançada a versão brasileira da revista BILLBOARD. Considerada a “Bíblia da Música”, a publicação foi o lançamento do ano, revolucionando o mercado musical brasileiro trazendo, principalmente, a versão nacional de suas famosas paradas. A capa da primeira edição era ilustrada pelo cantor Roberto Carlos e a campanha de lançamento pra lá de sugestiva: “Você só ouvir falar. Agora vai ler”. O Brasil é o terceiro país com a publicação impressa da revista; o primeiro e o segundo foram Rússia e Turquia, respectivamente. No Brasil, a tradicional revista é mensal, diferentemente da edição americana que é semanal, tendo tiragem de 40 mil exemplares e distribuição nacional.


As capas
As capas da BILLBOARD ganharam importância com o decorrer dos anos. A partir da década de 50 se tornaram um território para poucos privilegiados. Elvis Presley, Mariah Carey, Jane Fonda, Beatles, Beyoncé, Michael Jackson, Madonna foram algumas das estrelas que povoaram as capas da revista e tiveram o caminho para o sucesso impulsionado.


A evolução visual
Em janeiro de 2013 a revista apresentou uma nova versão de seu icônico logotipo. Com uma tipografia de letra mais encorpada (bold), seu nome passou a ser escrito totalmente em letras minúsculas. O logotipo utilizado nas capas é totalmente preto ou branco, dependendo do fundo. Já a versão colorida é utilizada na comunicação e campanhas promocionais da marca.


Com a apresentação da nova identidade visual da marca, as revistas também ganharam um novo design gráfico e uma reforma editorial. A primeira edição da reformulada, com novo logotipo branco e capa com design mais limpo do que as anteriores, trazia a foto do cantor Prince, chamado de “American idol” pela revista.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1 de novembro de 1894
● Criador: William H. Donaldson e James H. Hennegan
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Prometheus Global Media
● Capital aberto: Não
● CEO: Ross Levinsohn
● Editor chefe: Bill Werde
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 500
● Segmento: Entretenimento
● Principais produtos: Revistas musicais e rankings
● Concorrentes diretos: Rolling Stone, Blender, Vibe e Q
● Ícones: O ranking Hot 100
● Slogan: Experience the buzz.
● Website: www.billboard.com

A marca no mundo
Atualmente, a revista americana é também publicada na Turquia, na Rússia e no Brasil, estando presente em mais de 100 países ao redor do mundo com milhões de leitores. Japão e Coréia do Sul também licenciam a marca BILLBOARD. A revista tem sede em Nova York e sucursais em Londres, Los Angeles e Miami, além de correspondentes em todas as grandes cidades do mundo. O site da revista recebe mensalmente mais de 11 milhões de visitantes de 100 países diferentes. A BIILBOARD também mantém vários rankings reconhecidos internacionalmente que classificam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos.

Você sabia?
Desde 1989, anualmente, a revista entrega o BILLBOARD MUSIC AWARDS, um prêmio que honra os artistas e as canções mais populares do ano. O primeiro a receber o prêmio de artista do ano foi o cantor George Michael. Esses prêmios são concedidos com base nos rankings anuais, que mostram quais foram as canções mais populares daquele período.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/4/2013