Mostrando postagens com marcador Fundos de Investimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fundos de Investimentos. Mostrar todas as postagens

8.6.21

XP


Esqueça as taxas mensais dos bancos. Pense em taxa zero para abertura e manutenção de conta. Opções de investimentos para todos os perfis e momentos de vida. Experimente a XP, que está revolucionando e transformando o mercado financeiro para melhorar a vida de milhões de pessoas. Afinal, para a XP “Investir transforma”. 

A história 
A história começou no mês de maio de 2001 quando o carioca Guilherme Benchimol (foto abaixo), um economista formado pela na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi demitido da Investshop, corretora na qual trabalhava. Decidiu então ir para a cidade de Porto Alegre para tentar um novo começo e, no mesmo ano, fundou juntamente com Marcelo Maisonnnave e capital inicial de R$ 15 mil um acanhado escritório de agentes autônomos que funcionava em uma sala de 25 m², possuía dois estagiários, além de 10 computadores usados comprados de uma lan house. Sem criatividade para o nome do novo negócio, Benchimol sugeriu a sigla XPTO, a ser usada como algo temporário. Maisonnave disse que usaria as duas primeiras letras, XP, que indicava expertise. Surgia assim a XP Investimentos. O desejo dos sócios era ajudar pequenos investidores e pessoas comuns a investirem no mercado de ações, democratizando esta prática no Brasil. Ou seja, conectar investidores a corretores.
   

Mas no início, a nova empresa enfrentou dificuldades devido ao péssimo momento econômico pelo qual atravessava o Brasil. 2002 foi negativo para o mercado de ações em virtude da alta valorização do dólar. Com isso, o mercado de ações apresentou constantes quedas, o que dificultou a captação de clientes pela XP. Foi então que os sócios identificaram que a falta de informação e familiaridade com o mercado de ações era um dos fatores que mais dificultava a conquista de novos clientes e, dessa forma, viram na educação financeira uma oportunidade de negócio e passaram a oferecer cursos. Inicialmente, as aulas eram dadas de forma improvisada, no salão de festas do prédio onde estava localizada a XP, mas os resultados surpreenderam: alguns dos inscritos, atraídos por anúncios publicados no popular jornal Zero Hora, foram convertidos em clientes. Um dos primeiros cursos rendeu R$9 mil à XP Investimentos. A mesma fórmula foi replicada em outras cidades do Rio Grande do Sul e, em pouco tempo, expandida para outros estados. Assim foi criada a XP Educação, que hoje em dia oferece cursos e palestras gratuitas sobre investimentos, sendo a maior instituição de educação financeira do país.
  

Em 2005 nasceu a XP Gestão de Recursos, uma empresa de administração de recursos. Mas um passo importante em sua história foi dado em 2007, quando a XP adquiriu a AmericaInvest, passando então a agir como corretora de valores, deixando de ser um escritório de agentes autônomos. A partir de então, a XP Investimentos começou a bater ainda mais forte na tecla de que os brasileiros não deviam deixar seu dinheiro parado nos bancos. Os anos de crescimento da XP tiveram uma pausa abrupta ao fim em 2008. A crise internacional, provocada pelo colapso do banco Lehman Brothers, derrubou o Ibovespa e os resultados minguaram. A XP, que havia acabado de se tornar uma corretora de ações, demitiu e reduziu salários. Porém em meio a essa crise, veio a diversificação. A XP criou a área de seguros e passou usar a sua rede de agentes para vender apólices. Também apostou na área de grandes investidores institucionais, que havia sido criada no ano anterior à crise, e que passou a representar até 80% do volume negociado na XP, com a fuga dos investidores do varejo.
   

A retomada da Bolsa de Valores já em 2009 trouxe alívio e a XP foi para o ataque com propagandas na TV e na mídia impressa, que nos anos seguintes seriam estreladas por Murilo Benício e Luciano Huck. Nessa época a XP já era a número 1 entre as corretoras independentes, contando com um número de 5 mil clientes ativos. Outro ponto de virada na história da XP aconteceu a partir de 2010, quando os sócios da empresa ouviram falar pela primeira vez da Charles Schwab, uma gigantesca corretora norte-americana fundada em 1971. A empresa revolucionou o mercado de investimentos dos Estados Unidos, criando uma espécie de “shopping financeiro” e espalhando sua rede de agentes de investimentos por todo o país, batendo de frente com os tradicionais e poderosos bancos de Wall Street. A XP, que sempre defendeu a “desbancarização” do setor de investimentos, viu na Charles Schwab o modelo perfeito para escalar. Desse momento em diante, a empresa estudou ao máximo o modelo de negócio e crescimento da norte-americana e o colocou em prática aqui no Brasil. Com isso, começou a diversificar a plataforma de produtos inspirada na corretora americana, com a intenção de transformar a XP em um “supermercado financeiro” ao diversificar suas receitas de comissões. E foi aí que a XP revolucionou o mercado ao ser a primeira assessoria de investimentos do Brasil a oferecer a melhor taxa de todas: a TAXA ZERO.
   

Ainda em 2010, a XP recebeu seu primeiro aporte financeiro feito pelo fundo inglês Actis no valor de R$ 100 milhões por 20% da empresa. Nessa época, a XP já começava a incomodar grandes brancos e foi considerada a corretora responsável pelo maior número de negociações dentro da B3. Após 10 anos de atuação no Brasil, em 2011, a XP iniciou sua expansão internacional com a fundação do seu primeiro escritório fora do Brasil, na cidade de Nova York. A operação nasceu com o objetivo de atender a fundos americanos com investimentos em mercados brasileiros e também clientes latino-americanos que investem no exterior. E foi a partir desse ano que a XP intensificou as operações de aquisição e fusão ao incorporar a Interfloat, corretora líder no segmento de investidores pessoa física com perfil profissional; e comprar o portal de informações financeiras InfoMoney, com o objetivo de oferecer um serviço de informações e ferramentas relacionadas a investimentos para seus clientes. Em 2013, a General Atlantic e o fundo Dynamo compraram 31% da XP e investiram cerca de R$ 155 milhões na empresa. Com isso, no ano seguinte a empresa adquiriu por R$ 90 milhões a Clear, uma corretora conhecida no mercado por oferecer taxa zero em seus produtos.
   

Ainda em 2014, a empresa iniciou sua operação em Miami para atender clientes de alta renda e clientes institucionais que investem no Brasil e na América Latina. Em 2016, o lucro da XP atingiu R$ 244 milhões e a empresa, cada vez mais, se tornava uma grande pedra no sapato dos grandes bancos tradicionais. Tanto é que Guilherme Benchimol foi capa da revista Exame, junto com a chamada “Seu banco não presta? Ele agradece”. Ainda em 2016, a XP fez outra grande aquisição: dessa vez, o alvo foi a corretora Rico. Além disso, abriu operação na cidade de Genebra, com foco em clientes latino-americanos que preferiam usar uma conta europeia para manter seu dinheiro no exterior. Em julho de 2017, o poderoso Itaú (conheça essa história aqui), então maior banco privado do Brasil, anunciou a compra de 49.9% da XP por R$ 5.7 bilhões. Com a injeção de capital e de credibilidade do Itaú, a XP continuou a se expandir e multiplicar seus ativos em custódia em meio ao crescimento do mercado financeiro.
    

Após um rebranding, em setembro de 2019, o Grupo XP, que abrigava todas as marcas (XP Investimentos, Rico, Clear e InfoMoney) e iniciativas da holding, anunciou que passaria a se chamar XP Inc. Em dezembro desse mesmo ano, a XP abriu o seu capital (IPO) na Nasdaq, em Nova York. Na estreia do IPO, a XP recebeu uma avaliação de US$ 14.9 bilhões, se tornando o 9º maior IPO do mundo no ano e o maior de uma empresa brasileira na bolsa americana, com a captação de US$ 2.25 bilhões. Ainda neste ano a empresa criou a XP Ventures, cuja principal missão é entender as tendências tecnológicas, investir em startups em estágio avançado e levar para dentro da XP empresas inovadoras para prestar serviços. Nesta época a XP já contava com 1.5 milhões de clientes cadastrados e mais de R$ 350 bilhões em ativos sob custódia.
   

Apesar do ano de 2020 ter sido marcado pela pandemia do COVID-19, a XP continuou crescendo em ritmo acelerado. Isto porque, os juros baixos incentivaram a procura por maior diversificação nos investimentos, o que favoreceu a XP. Além disso, a empresa criou a XP Corporate, que oferece soluções e produtos inovadores para clientes institucionais, universo que inclui empresas com mais de R$ 1 bilhão de faturamento anual. Ainda em 2020, a XP foi eleita uma das 10 marcas mais valiosas do Brasil pela tradicional consultoria Interbrand. Foi a primeira vez que a XP entrou para o ranking das 25 marcas mais valiosas e, de imediato, conquistou o 10º lugar. Entre as 10 mais valiosas, a XP é a única que não possui agência, loja ou produto físico - tudo é feito no formato online.
  

Em meados de 2021, ao completar 20 anos de mercado, a XP investiu na renovação da sua marca. O objetivo é manter o reconhecimento conquistado na atuação no segmento de investimentos, concorrendo com bancos tradicionais, corretoras e fintechs, e reforçar aos consumidores seus produtos e serviços além de investimentos. Isto porque, no ano anterior, a XP lançou um cartão de crédito em parceria com a Visa (conheça essa outra história aqui), que oferece cashback (ou seja, parte do dinheiro gasto de volta ao usuário -, mas, em vez de crédito em conta, o valor devolvido é aplicado em um fundo exclusivo) e prevê o lançamento de conta digital e cartão de débito até o final do ano. Para evidenciar esse portfólio mais amplo, “Investimentos” saiu de cena e a empresa passou a assinar apenas como XP.
  

O evento de gala 
A empresa é responsável pela realização do maior evento de investimentos do mundo, a Expert XP. A primeira edição ocorreu em 2011, realizada no hotel Windsor, no Rio de Janeiro, reunindo 550 assessores de investimentos em um evento exclusivo. Em 2013, o evento saiu do Rio de Janeiro e iniciou sua trajetória na cidade de São Paulo. Com uma edição exclusiva para assessores de investimentos credenciados à XP, em 2014 o evento reuniu 1.550 assessores em uma imersão de 3 dias com palestras e networking. Finalmente em 2017, a XP abriu a Expert para os clientes. O evento reuniu mais de 8 mil pessoas em dois pavilhões do Transamérica Expo Center. No ano seguinte, o evento contou com duas edições: Expert Latin América Conference, que reuniu 500 pessoas em um evento fechado em Miami; e a edição no Brasil, que contou com mais de 12 mil pessoas. Em 2019, além da edição em São Paulo, que reuniu mais de 20 mil participantes e contou com as presenças de Jorge Paulo Lemann e Ricardo Amorim, o evento ganhou sua primeira edição regional - a Expert Talk - que aconteceu em Florianópolis e reuniu cerca de 5 mil participantes da região sul do Brasil. Devido à pandemia vivida em 2020, por conta do COVID-19, a XP realizou pela primeira vez sua conferência anual de investimentos em um formato 100% online e gratuito. Esta edição reuniu mais de 5 milhões de expectadores e contou com palestras de importantes personalidades como Esther Duflo, Malala Yousafzai e Magic Johnson.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca XP Investimentos passou por algumas alterações ao longo dos anos. A última e mais importante, ocorreu em 2021 quando a palavra “investimentos” foi retirada do nome e a sigla XP ganhou uma nova tipografia de letra e um novo posicionamento dentro do quadrado preto. A mudança representava um novo posicionamento da marca, que deseja focar em tecnologia e ampliar sua oferta de produtos.
  

Já a identidade visual corporativa do Grupo XP passou por um reposicionamento em setembro de 2019, quando apresentou uma nova identidade visual e nome. A holding, proprietária da XP e de outras empresas do setor financeiro, passou a chamar XP Inc. A empresa resolveu substituir a palavra “Grupo”, uma nomenclatura que precisaria de tradução, por XP Inc., para evidenciar que é uma empresa global. Visualmente, é uma marca que representa a expansão, com uma seta, janela de oportunidades em que cabem todas as iniciativas. Até então o Grupo XP seguia a identidade visual da XP Investimentos, sua mais importante empresa.
  

Os slogans 
Investir transforma. (2021) 
Mudando para sempre seu jeito de investir. (2019) 
Para os que acreditam no impossível, nós somos a XP Investimentos. (2019)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2001 
● Fundador: Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnnave 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da XP Inc.) 
● Chairman: Guilherme Benchimol 
● CEO: Thiago Maffra 
● Faturamento (XP Inc.): R$ 8.15 bilhões (2020) 
● Lucro (XP Inc.): R$ 2.27 bilhões (2020) 
● Valor da marca: R$ 1.685 bilhões (2020) 
● Clientes: 2.8 milhões (2021) 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.600 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Ações, fundos de investimento, fundos imobiliários, ativos de renda fixa e derivativos 
● Concorrentes diretos: BTG Pactual, Easynvest, Órama, Ágora, Banco Inter, Itaú, Bradesco e Santander 
● Slogan: Investir transforma. 
● Website: www.xpi.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca XP está avaliada em R$ 1.685 bilhões, ocupando a posição de número 10 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil de 2020. 

A marca no mundo 
A XP é parte integrante da XP Inc., holding que concentra diversas empresas do setor financeiro como Rico Investimentos, Clear Corretora, o site de finanças InfoMoney e outras iniciativas em educação, gestão de recursos e seguros, e cujas receitas superaram R$ 8.1 bilhões em 2020. Com mais de 2.8 milhões de clientes ativos, a XP, que oferece acesso a produtos como Renda Fixa, Ações, Fundos de Investimento, Vida ou Previdência Privada, inclusive opções com exposição internacional, tem 7 mil assessores de investimentos, mais de 600 escritórios credenciados no país e mais de R$ 660 bilhões de ativos sob custódia. 

Você sabia? 
Em meados de 2020 a empresa lançou a XPEED, uma escola online de educação financeira e empreendedorismo com cursos que vão do nível básico até a formação profissional, por meio de MBAs. Inicialmente foram oferecidos 30 cursos online, divididos em quatro frentes: investimentos, trading, educação financeira e empreendedorismo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites financeiros (InfoMoney), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 8/6/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

19.10.08

BERKSHIRE HATHAWAY


Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimento do gênio das finanças em sua vida. O jeito mais fácil é investir em ações da empresa BERKSHIRE HATHAWAY, controlada pelo visionário e guru Warren Buffett, um dos homens mais ricos e influentes do planeta. No mercado financeiro Buffett é um mestre em encontrar pechinchas (o que é razoavelmente fácil) e comprá-las barato (o que não é tão simples). Isto explica, porque mesmo em plena crise financeira mundial, as ações de sua empresa são cotadas a preços altíssimos. 

A história 
A BERKSHIRE HATHAWAY é uma companhia americana que supervisiona e gere um conjunto de subsidiárias em vários setores. O desempenho dos negócios da empresa é um fiel espelho do enorme talento para multiplicar dinheiro de um homem: Warren Buffett. A história teve início muito antes de Buffett ingressar para o mundo dos negócios. E começou com a Hathaway Manufacturing Company fundada em 1888 pelo industrial Horatio Hathaway na cidade de New Bedford, estado de Massaschusetts. O principal negócio da empresa era o comércio de tecidos de algodão e obteve grandes lucros até o início do declínio da indústria do algodão após a Primeira Guerra Mundial. O empresário Seabury Stanton, que colocou muito do seu próprio dinheiro para manter a empresa em curso, foi o grande responsável pela manutenção do negócio durante os anos mais difíceis. Em 1955, o empresário decidiu realizar a fusão da empresa com a Berkshire Fine Spinning Associates, uma empresa fundada pelo comerciante Oliver Chace, que operava no ramo de moagem de algodão desde 1839. A empresa resultante da fusão era enorme: 15 fábricas, mais de 12.000 empregados e receita superior a US$ 120 milhões. A denominação da nova companhia passou a ser BERKSHIRE HATHAWAY.


Seabury Stanton tinha o objetivo de manter o negócio, mas ele não era um especialista financeiro. Até o final dos anos de 1950, a empresa tinha fechado sete de suas instalações e demitido um grande número de trabalhadores. O preço das suas ações havia caído e muitos especialistas já alertavam para uma falência eminente. Porém este quadro de crise começou a ser revertido com a entrada na companhia de um dos maiores visionários do mundo dos negócios: Warren Buffett. Isto teve início em 1962 quando ele começou a comprar ações da BERKSHIRE HATHAWAY. Em 1965, quando Buffett assumiu o controle da empresa, na época uma firma com origem no setor têxtil, mas que também vendia seguros, as ações da BERKSHIRE HATHAWAY eram negociadas a menos de US$ 10. Depois que Warren Buffett assumiu o controle, a empresa passou a atuar em duas áreas. Em primeiro lugar, manteve o seu core business no segmento têxtil; em segundo, começou gradualmente a utilizá-lo como um instrumento de investimento. No ano de 1967, a empresa ampliou seus negócios na área de seguros ao adquirir a National Indemnity Company, uma pequena, mas promissora companhia de seguro da cidade de Omaha. Dois anos mais tarde, comprou o Illinois National Bank. Também nesse ano, foi liquidada a Buffett Partnership, cujos investidores passaram à condição de acionistas da BERKSHIRE HATHAWAY – que passou a representar o papel de holding de seus investimentos, com suas ações negociadas na Bolsa de Valores. Já em 1969, a BERKSHIRE HATHAWAY tinha lucros anuais de aproximadamente 30%.


No ano de 1972, adquiriu a See’s, uma empresa lendária da costa oeste, produtora e distribuidora de chocolates. Cinco anos depois, comprou o jornal Buffalo Evening News. Ainda neste ano, os lucros operacionais somavam US$ 21.9 milhões – valor que dobraria nos próximos três anos. Em 1983, o número de acionistas subiu de 1.900 para 2.900. Já o valor da ação saltou de US$ 737 para US$ 975, acumulando ganhos de 22.6% ao longo dos 18 anos de controle da empresa por Buffett. Com o passar do tempo, ele percebeu que o negócio do setor têxtil estava em dificuldades, devido ao aumento da concorrência estrangeira e alta dos custos estruturais. Em 1985, a BERKSHIRE HATHAWAY interrompeu definitivamente o seu papel histórico no segmento têxtil, encerrando as deficitárias operações no setor. As participações minoritárias da empresa somavam ações adquiridas por US$ 275 milhões e que valiam US$ 1.2 bilhões no mercado, com destaque para os 38% detidos na Geico, tradicional seguradora americana e que se tornou uma importante fonte de capital para outros investimentos da empresa. Em outubro de 1987, mais especificamente no dia 19 daquele mês, quando o índice Dow Jones despencou mais de 22%, maior queda em um único dia já registrada na história do índice, Warren Buffett, ao contrário do mercado que estava extremamente desesperado e sem saber o que fazer, manteve a calma e fez uma de suas maiores aquisições de ações da The Coca-Cola Company, se aproveitando do momento no qual ele enxergou uma oportunidade onde todos só visualizavam tragédias. Em 1989, as ações da BERKSHIRE HATHAWAY passaram a ser listadas na Bolsa de Valores de Nova York. No mesmo ano, o valor contábil da empresa cresceu US$ 1.5 bilhões, nada menos que 44.4%. Sua participação na Geico ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão – apesar do investimento inicial ter sido de apenas US$ 45.7 milhões.


Buffett conquistou sua fortuna baseando seus investimentos em empresas com potencial de crescimento em longo prazo. Um dos ensinamentos que ele gostava de passar adiante era que: paciência vale ouro. Segundo ele, o bom investidor se compromete com as ações de uma boa companhia para toda a vida e ignora ascensões e quedas momentâneas. Buffett não costumava se arriscar em ofertas iniciais de ações (IPO, sigla em inglês) e preferia ações de companhias que vendessem produtos tradicionais, como alimentos e roupas. Sinal de sua cautela foi a recusa em adquirir ações de empresas de tecnologia. Apesar disso, ele já admitiu em público seu arrependimento por não ter comprado a Microsoft, por exemplo, do seu grande amigo Bill Gates, quando o valor das ações ainda estava em um patamar que justificavam o investimento. Alguns dos principais investimentos da BERKSHIRE HATHAWAY nos próximos anos foram: American Express, The Walt Disney Company e The Gillette Company.


O ano de 1995 foi memorável: a empresa cresceu US$ 5.3 bilhões em valor contábil – nada menos que 45%. E fechou o ano com US$ 22 bilhões em participações minoritárias, com destaque para: US$ 7.4 bilhões da The Coca-Cola Company; US$ 2.5 bilhões da The Gillette Company; US$ 2.5 bilhões da Capital Cities/ABC; US$ 2.4 bilhões da Geico; US$ 2 bilhões da American Express; e US$ 1.5 bilhões do banco Wells Fargo. Essa carteira havia sido adquirida por um total de US$ 5.7 bilhões. Ao final dos anos de 1990, Buffett detinha 38% da BERKSHIRE HATHAWAY – avaliados em aproximadamente US$ 36 bilhões – fortuna apenas superada pela de Bill Gates, na época. No ano seguinte, adquiriu a resseguradora General Re – uma das quatro maiores do mundo – por US$ 22 bilhões, em ações. Nos anos seguintes, a empresa ingressou em um conjunto de negócios não relacionados com seguros, como por exemplo, arte e decoração, publicação de jornais, venda de enciclopédias, distribuição de uniformes, joalherias e até calçados. Entre 2000 e 2001, a BERKSHIRE HATHAWAY adquiriu a Benjamin Moore, da área de tintas; a Shaw Industries, produtora de tapetes; e a Johns Manville, produtora de impermeabilizantes.


No dia 29 de fevereiro de 2008, Buffet anunciou em sua carta aos acionistas seu único investimento em moeda estrangeira para o ano de 2007: para espanto de todos, o investimento que vinha fazendo desde 2002 era na moeda brasileira (real) frente ao dólar. Somente em 2007 o dólar recuou 17.2% em relação ao real. Com esse investimento Warren conseguiu um lucro de US$ 2.3 bilhões. Na mesma carta, Warren deu indícios sobre sua possível sucessão na direção da BERKSHIRE HATHAWAY. O maior ganhador na tormenta em que se transformou o mercado financeiro global na época foi Warren Buffett, que além de comprar importantes participações acionárias na General Electric (US$ 3 bilhões) e no banco Goldman Sachs (US$ 5 bilhões), viu a sua fortuna crescer US$ 8 bilhões entre 29 de agosto e 1º de outubro. Em novembro de 2009 a empresa anunciou que, utilizando US$ 26 bilhões, iria adquirir o restante da BNSF Railway que ainda não possuía. O último grande negócio fechado pela empresa foi a compra da fabricante de componentes da indústria aeroespacial Precision Castparts por US$ 32 bilhões, anunciada em agosto de 2015 e finalizada em janeiro de 2016. E desde 2016, a empresa adquiriu grandes participações nas principais companhias aéreas americanas e atualmente é a maior acionista da United Airlines e Delta Air Lines, e uma das três principais acionistas da Southwest Airlines e da American Airlines.


Atualmente, as subsidiárias da empresa atuam nos mais diferentes segmentos, com destaque para seguros, resseguros, transporte ferroviário, serviços de utilidade pública, energia, finanças, manufaturas, alimentos, serviços e varejo. A parte de seguros é capitaneada pela Geico e suas subsidiárias; a parte de finanças tem o Wells Fargo, Bank of America, US Bancorp e a American Express como maiores representantes; o setor de alimentos e bebidas tem a Kraft-Heinz e a The Coca-Cola Company; o seguimento de energia é liderado pela Berkshire Hathaway Energy; o varejo conta com o Walmart; e a parte de tecnologia e serviços conta com a IBM. Além disso, em 2013, a empresa criou a Berkshire Hathaway HomeServices (BHHS), uma rede de franquias de corretagem imobiliária, que atende desde compradores da primeira casa aos mercados de sofisticados imóveis residenciais, além de imóveis comerciais. Hoje a BHHS conta com 42 mil corretores e mais de 1.500 unidades distribuídas por 47 estados americanos.


Os investimentos 
A BERKSHIRE HATHWAY é um conglomerado que controla mais de 50 empresas dos mais variados setores e tamanhos, é dona de seguradoras, redes de alimentação rápida, joalherias e até da fabricante de facas Ginsu. Atualmente é proprietária em quase ou na totalidade das empresas: 
● ACME BRICK COMPANY (produtora de cerâmicas comprada em 2000) 
● BENJAMIN MOORE & CO. (produtora de tintas adquirida em 2001) 
● BORSHEIM’S FINE JEWELRY (comprada em 1989, é uma tradicional joalheria americana) 
● BROOKS (marca de materiais esportivos adquirida em 2006) 
DAIRY QUEEN (comprada em 1997, é uma rede de alimentação rápida presente em 20 países por meio de mais de 6.000 lojas) 
DURACELL (fabricante de pilhas, baterias e lanternas comprada em 2014) 
FRUIT OF THE LOOM (centenária marca de roupas íntimas adquirida em 2002) 
GEICO (comprada em 1996, é a segunda maior seguradora especializada em veículos dos Estados Unidos) 
● GENERAL RE (comprada em 1996, é uma das maiores resseguradoras do mundo com operações em diversos países) 
● HELZBERG DIAMONDS (rede de joalheria com mais de 200 lojas, adquirida em 1995) 
● JUSTIN BRANDS (comprada em 2000, é um grupo que reúne cinco fabricantes de botas do meio-oeste americano) 
● LUBRIZOL (indústria química adquirida em 2011) 
● MID AMERICAN ENERGY (comprada em 2000, está entre as maiores produtoras e distribuidoras de energia dos Estados Unidos e Inglaterra. Por meio de subsidiárias, atua no segmento de gás natural e energia hidrelétrica, térmica, eólica e nuclear) 
● NEBRASKA FURNITURE MART (comprada em 1983, é uma varejista de móveis e eletroeletrônicos) 
● NETJETS (comprada em 1998, é uma empresa de propriedade compartilhada de jatos executivos) 
● PILOT FLYING J (rede de lojas de conveniência com mais de 550 unidades adquirida em 2017) 
● RUSSEL BRANDS (empresa de materiais esportivos adquirida em 2006 e proprietária de marcas como a Russell Athletic e Spalding
● SCOTT FETZER (comprada em 1985, é uma holding que reúne 22 companhias, entre elas uma editora de enciclopédia e a empresa que produz as facas Ginsu) 
● SEE’S CANDIES (comprada em 1972, é uma fabricante americana de doces e chocolates com mais de 200 lojas espalhadas pelo país)


A empresa ainda possui participações acionárias em importantes e sólidas empresas de capital aberto como: 
AMERICAN EXPRESS CO. (finanças) - 16.2% 
APPLE (tecnologia) – 2.6% 
BANK OF AMERICA (finanças) – 6.6% 
GM (automóveis) – 3.2% 
GOLDMAN SACHS (finanças) – 2.8% 
IBM (tecnologia) – 8.4% 
● MOODY’S CORPORATION (agência de avaliação de risco) - 12.7% 
● M&T BANK (finanças) - 3.4% 
● PHILLIPS 66 (petróleo e gás) – 14.5% 
PROCTER & GAMBLE CO. (consumo) – 1.95% 
● RESTAURANT BRANDS INTERNATIONAL (varejo de alimentação) – 4.1% 
THE COCA-COLA COMPANY (bebidas) – 9.2% 
● THE KRAFT-HEINZ COMPANY (alimentos) – 26.6% 
● U.S. BANCORP (finanças) - 4.9% 
● USG (construção) - 27.2% 
● VERISIGN (tecnologia) – 11.8% 
WALMART STORES (varejo) – 1.8% 
WELLS FARGO (finanças) – 9.65%


O grande evento 
A empresa realiza desde 1965 um tradicional encontro com acionistas na cidade de Omaha, evento que ficou conhecido como “Woodstock do Capitalismo”. Uma multidão de investidores, cada vez mais numerosa, vem do mundo inteiro para ouvir de perto os conselhos e palpites de Warren Buffett e do seu “braço direito” Charlie Thomas Munger, em primeira mão, e absorver os insights muito valiosos sobre empresas, mercados, economia, governança corporativa e muito mais. Em 2017, mais de 30 mil acionistas estiveram presentes no evento, batizado de Berkshire Hathaway Annual Shareholders Meeting e realizado no CenturyLink Center, uma grande arena de jogos de basquete. E foi apenas a segunda vez em que o encontro foi transmitido ao vivo para investidores ou entusiastas que não são acionistas da empresa.


O visionário 
Através de estratégias fundamentalistas, ele se tornou um dos homens mais ricos do mundo e sua história de investimentos dispensa comentários. E por tudo isso, ganhou o apelido de “Oráculo de Omaha”. O americano Warren Edward Buffett nasceu no dia 30 de agosto de 1930 na cidade de Omaha, estado do Nebraska. Seu pai, Howard Buffett, foi um corretor da bolsa de valores e membro do Congresso Americano. Desde cedo, Buffett tinha uma queda por números: com seis anos já comprava garrafas de Coca-Cola na venda de seu avô e as revendia com pequeno ágio e aos oito anos começou a ler os livros do pai sobre o mercado de ações. Aos 11 anos, Buffett comprou três ações da Cities Service por US$ 38 cada uma para ele e sua irmã mais velha, Doris. Logo após comprar as ações, os papéis despencaram para US$ 27. Receoso, ele manteve suas ações. Assim que elas atingiram US$ 40, as vendeu rapidamente, mas iria se arrepender profundamente dessa decisão mais tarde. As ações da Cities Service dispararam para US$ 200. A experiência ensinou a Buffett uma de suas lições básicas de investimento: paciência é uma virtude. Aos 13 anos trabalhava como entregador de dois jornais. Em 1944 comprou um Rolls-Royce e o alugava por US$ 35 por dia. Também adquiriu 40 acres de terra em Nebraska e alugava para um fazendeiro. Em 1945, comprou uma máquina de fliperama recondicionada por US$ 25, e após algum tempo já era dono de seis máquinas locadas em barbearias, faturando US$ 50 por semana. Aos 16 anos já possuía US$ 6.000 em economias.


Com 17 anos entrou para a Wharton School of Finance da Universidade da Pensilvânia. Rapidamente concluiu que as teorias financeiras tinham pouca importância no mundo dos negócios e resolveu se transferir para a Universidade de Nebraska onde se formou em economia no ano de 1951. Tentou ingressar em Harvard, mas foi rejeitado. Pouco depois, iniciou o mestrado de economia na Columbia Graduate Business School, onde foi aluno de Benjamin Graham. Após concluir seus estudos, continuou em contato com seu ex-professor, Ben Graham, indo trabalhar em 1954 na Graham-Newman, que se dissolveu dois anos depois. Warren Buffet foi influenciado por ele – que enfatizava os fatores mensuráveis das empresas: ativos, lucros e dividendos. Para limitar os riscos, Graham aconselhava a diversificação da carteira. Sua abordagem era a de comprar uma ação por um preço muito baixo, de modo a permitir a venda a um preço mais alto com um grau de certeza bastante grande. Em outras palavras, Graham enfatizava a procura de barganhas: gente necessitando de recursos e aceitando vender a qualquer preço. Um negócio assim iniciado tem uma boa chance de oferecer algum retorno.


Ele voltou a Omaha em 1956, sem nenhum plano em mente, até que alguém lhe pediu que cuidasse de seus investimentos. Com o apoio da família e dos amigos, aos 25 anos, Buffett começou uma sociedade limitada de investimentos com sete pessoas que lhe confiaram US$ 105 mil. Buffett não somente comprou posições minoritárias, como também majoritárias em várias companhias. Acreditando que os momentos de baixa eram a oportunidade perfeita para aumentar a carteira com papéis de uma empresa e esperar pela valorização, Buffet adquiriu 49% das ações da BERKSHIRE HATHAWAY, em 1965, durante o auge das dificuldades financeiras. Nos próximos anos o instinto de fazer dinheiro transformaria Warren Buffett em um dos homens mais ricos do mundo. Hoje suas ideias são cultuadas de maneira quase religiosa por seguidores e são propagadas em centenas de livros nos Estados Unidos.


Sobre o destino de sua fortuna, Buffett costumava dizer que deixaria para os filhos apenas o suficiente para que eles fizessem o que quisessem – mas não demais, senão eles não fariam coisa alguma. O resto doaria para a caridade. Foi o que fez. Warren Buffett foi casado com Susan Thompson, entre 1952 e 2004, e com ela teve três filhos: Alice, Howard Graham e Peter. Após a morte de Susan, quase todas as suas ações da empresa, avaliadas na época em quase US$ 3 bilhões, foram deixadas para uma fundação que mais tarde receberia o seu nome. Em 2006 casou-se com Astrid Menks. Sua fortuna é estimada em US$ 80.3 bilhões, o que lhe garante o título de segunda pessoa mais rica do mundo de acordo com o ranking de 2017 da revista Forbes. Apesar de sua imensa fortuna, ele é famoso por levar uma vida despretensiosa e simples, pois continua vivendo na mesma casa (foto abaixo), no bairro de Dundee, em Omaha, comprada em 1958 por US$ 31.500, e dirigindo o próprio carro que, diga-se de passagem, faz questão de sempre os comprar usados.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1955 
● Fundador: Seabury Stanton 
● Sede mundial: Omaha, Nebraska, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Berkshire Hathaway Inc. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Warren Buffett 
● Faturamento: US$ 223.6 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 24.07 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: US$ 461.2 bilhões (novembro/2017) 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 367.700 (em sua maioria nas subsidiárias) 
● Segmento: Conglomerado de investimentos 
● Principais produtos: Gestão de investimento, seguros e indústrias em geral 
● Concorrentes diretos: Allstate, Allianz, AXA, BlackRock, Norges Bank Investment Management e KKR & Co. 
● Ícones: O mega-investidor Warren Buffett 

A marca no mundo 
Atualmente a BERKSHIRE HATHAWAY é uma holding com atuação em diversos setores, incluindo propriedades, seguros e resseguros, serviços de utilidade pública, energia, frete ferroviário, serviços financeiros, indústria e varejo, controlando empresas ou possuindo participações acionárias significativas, que faturou mais de US$ 223 bilhões em 2017. Além disso, a empresa possuía (até meados de 2017) aproximadamente US$ 100 bilhões em caixa. A BERKSHIRE HATHAWAY é a 2ª maior empresa dos Estados Unidos de acordo com o ranking da revista Fortune 500 de 2017. 

Você sabia? 
Hoje, uma única ação da empresa vale US$ 282.000, após uma assombrosa valorização em pouco mais de cinco décadas. Quem tivesse aplicado US$ 10 mil em ações da empresa em 1965, teria hoje mais de US$ 50 milhões. 
O salário anual do CEO da BERKSHIRE HATHAWAY é de US$ 100 mil, um dos mais baixos entre as grandes empresas americanas. 
No site da empresa, é possível encontrar todas as cartas anuais aos acionistas que o próprio Warren Buffett escreve desde 1977. 
Em 2017, na China, a Coca-Cola cujo maior investidor é a BERKSHIRE HATHAWAY, colocou a caricatura do investidor Warren Buffett, nas garrafas e latas de uma nova linha de produtos, sabor cereja. O próprio americano é um consumidor inveterado do produto: costuma tomar cinco latas por dia, sendo que prefere a versão normal enquanto está no trabalho e de cereja em casa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), portais (ebiografia), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/11/2017