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26.9.06

HARPER'S BAZAAR


A tradicional revista HARPER’S BAZAAR é um dos mais poderosos instrumentos de venda para quem vive e faz moda. Alta credibilidade, segmentação, consolidação de marcas, exposição de detalhes e formação de opiniões. A revista oferece tantas vantagens para quem trabalha com moda que é praticamente impossível lançar e manter uma grife sem utilizar a HARPER’S BAZAAR como mídia. Sofisticada, elegante e provocante, é o principal recurso para as mulheres que buscam estilo. 

A história 
A história da prestigiosa revista americana começou quando Fletcher Harper, um dos editores da Harper Brothers, resolveu criar uma revista feminina que abordasse moda, além de assuntos domésticos, direcionada para a típica dona de casa da classe média da época. Logo após a Guerra Civil Americana, no dia 2 de novembro de 1867, circulou o primeiro número da HARPER’S BAZAR (nesta época escrita com apenas uma letra A), sendo a primeira revista nesse segmento a ser introduzida no mercado americano. Seu primeiro número, que circulou em forma de folhetim, foi algo inédito do segmento no mercado editorial americano. Afinal, antes somente em Paris lia-se sobre moda e seus correlatos. Estilistas consagrados como Charles Frederick Worth já causavam furor nos olhos atentos da elite americana. Nesta época, os modelos apresentados na revista ainda eram ilustrados e não fotografados. A partir de 1894, quando a primeira capa colorida da revista apareceu, além das influências da Art Nouveau, a HARPER’S BAZAR começou a utilizar belas ilustrações e fotografias para ilustrar suas páginas.


A revista foi publicada semanalmente até 1901, quando se tornou mensal. Em 1913, a tradicional revista foi comprada por US$ 10 mil (uma verdadeira fortuna para a época) pelo império Hearst de publicações, comandado por William Hearst. Sob a tutela de um novo comando a revista foi revitalizada, principalmente com a utilização de fotografias elaboradas e especificas sobre o tema principal (moda). Somente em 1929 a revista passou a se chamar oficialmente HARPER’S BAZAAR (agora escrito com duas letras A). Neste mesmo ano a revista lançou sua primeira edição internacional no Reino Unido.


Rapidamente se tornou uma revista de grande influência entre as mulheres americanas e o mundo da moda, principalmente sob a direção de Carmel Snow, que foi a editora de 1933 a 1958, período em que a HARPER’S BAZAAR promoveu estilismo, fotografia e ilustração. Ela foi a responsável por montar uma equipe extremamente talentosa que incluía o designer gráfico Alexey Brodovitch (responsável pela criação do tradicional logotipo da revista, conhecido como “Didot”) e a editora de moda Diana Vreeland (publicou sua primeira coluna em 1936 e trabalhou na revista até 1962, quando se transferiu para a concorrente Vogue). Além disso, essa talentosa equipe redefiniu o design editorial com a utilização de espaços brancos, tipografia limpa, textos fluentes e fotografias marcantes e bem posicionadas. No ano de 1945 introduziu no mercado a JUNIOR BAZAAR, uma nova revista direcionada para mulheres mais jovens.


Nas décadas seguintes passaram e desfilaram por suas páginas verdadeiros ícones da moda mundial como a editora Anna Wintour, os fotógrafos Richard Avedon, Diane Arbus e Man Ray, além de artistas como Andy Warhol e das modelos mais consagradas do mundo. Nos últimos anos a revista lançou várias edições internacionais, como por exemplo, na Austrália, em 1998, cuja primeira capa estampava a bela Nicole Kidman. O Brasil também ganhou sua edição, lançada oficialmente em novembro de 2011, cuja estrela da capa era Gisele Bündchen, que usava um maiô da grife Chanel, em fotos com temáticas pop dos anos 60 clicadas pelo fotógrafo Terry Richardson em New York. Além disso, a revista expandiu a forma como seus leitores recebem seu conteúdo, além da versão impressa, oferece suas matérias através do site, aplicativos e da versão eletrônica. Atualmente, todos os meses, a HARPER’S BAZAAR publica os trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva sofisticada do mundo da moda, da beleza e da cultura popular.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 2 de novembro de 1867 
● Criador: Fletcher Harper 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hearst Corporation 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: David Carey (Hearst Magazine) 
● Editor chefe: Glenda Bailey 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 31 
● Circulação: 754.000 exemplares/mês 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Revista de moda 
● Concorrentes diretos: Vogue, Elle, Cosmopolitan, Marie Claire, Vanity Fair, InStyle e W 
● Slogan: Where fashion gets personal. 
● Website: www.harpersbazaar.com.br 

A marca no mundo 
A HARPER’S BAZAAR, mais antiga revista de moda do mundo, possui leitores em mais de 90 países no mundo e 31 edições internacionais em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Hong Kong, Espanha, Japão, Coréia do Sul, Brasil, Rússia, Singapura, Emirados Árabes e Reino Unido. A revista tem circulação mensal de 754.000 exemplares. Aproximadamente 89% de seus leitores são do sexo feminino. A revista possui enorme circulação nas cidades de Nova York, Los Angeles, Chicago, San Francisco, Filadélfia e Washington. 

Você sabia? 
Durante anos a tradicional revista foi conhecida pelo icônico slogan “The well-dressed woman and the well-dressed mind” (em tradução livre “A fonte de estilo para as mulheres e as mentes bem vestidas”). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/12/2014

30.7.06

COSMOPOLITAN


Por suas páginas, a revista COSMOPOLITAN retrata uma mulher em busca de autoconhecimento, da afirmação no trabalho e da satisfação sexual. É aquela mulher que deseja crescer em todos os sentidos, trocando experiências afetivas e explorando seu potencial como mulher e profissional. Com uma filosofia de que é preciso despertar na leitora a auto-imagem de uma mulher que confia em si, que é capaz, de romper preconceitos e ser feliz, a revista se tornou uma referência para milhões de mulheres no mundo durante gerações. 

A história 
A COSMOPOLITAN, ou simplesmente COSMO, como algumas de suas fiéis leitoras gostam de chamá-la, uma das mais chiques e respeitadas revistas femininas de todos os tempos, foi lançada no mercado americano no longínquo ano de 1886 pela Schlicht & Field. Em sua primeira edição, Paul Schlicht, principal idealizador da revista, contou aos leitores que sua intenção era fazer uma revista familiar. A revista adotou inicialmente o nome THE COSMOPOLITAN. Em seu primeiro ano a nova revista vendeu 25 mil exemplares. Pouco depois, em 1888, E.D. Walker assumiu o cargo de editor e promoveu grandes inovações como a inserção de ilustrações coloridas, o jornalismo investigativo e a opinião/crítica sobre livros. Em apenas quatro anos de existência a revista se tornou líder do mercado americano e um sucesso entre as famílias.


Depois de passar por várias mãos e ver suas vendas caírem drasticamente na década de 1950, a COSMOPOLITAN foi totalmente reformulada em 1965 pelas mãos da editora-chefe Helen Gurley Brown, uma ex-secretária e autora do livro Sex and the Single Girl (“O Sexo e as Solteiras”, em português), um manifesto que deu o pontapé inicial na revolução sexual das mulheres, tornando-se exclusivamente uma revista feminina, com capas que utilizavam mulheres sensuais vestindo biquínis ou vestidos curtos. Em um cenário de pós-guerra, no qual as mulheres começavam a trabalhar fora, a COSMOPOLITAN, abordando assuntos relacionados à carreira profissional, independência e relacionamentos do universo feminino, foi a primeira revista que começou a tratar a mulher como indivíduo, enquanto as outras publicações a colocavam sempre como donas de casa e esposas.


Rapidamente a COSMOPOLITAN se tornou famosa, especialmente por seus editoriais, que promoviam uma conversa entre as editoras da revista e as leitoras, mostrando assim, a posição da revista em relação a assuntos veiculados ao universo feminino. Com a mentalidade da mulher em transformação, os anseios de emancipação mostravam-se presentes na revista. Apostando que os interesses e preocupações das mulheres em todas as partes do mundo eram semelhantes, a revista começou sua expansão internacional em 1972, quando lançou a edição inglesa com grande sucesso, vendendo mais de 35 mil exemplares.


Nesse período discussões em torno das pílulas contraceptivas, feminismo e tabus da sexualidade estavam passando por rupturas no Brasil. Havia assim, a necessidade de um veículo dirigido às mulheres com assuntos ligados a sexo e sexualidade. Essa temática, então, passou a assumir, lentamente, espaços dentro da imprensa feminina. Foi então, que em 1973, a revista chegou ao Brasil pelas mãos da Editora Abril, que percebendo uma lacuna no mercado editorial para o público feminino entre vinte e trinta anos, resolveu apostar em uma nova revista. A revista chegou propondo trabalhar com esse novo tema, voltada para uma nova mulher (daí a escolha do nome NOVA/COSMOPOLITAN). A revista foi uma das primeiras a tratar de assuntos polêmicos e a quebrar tabus sobre o comportamento feminino. Nesta época, falar de sexo no Brasil era tabu e a revista teve o papel de desmistificar o tema, trazendo à tona a sexualidade da mulher. Suas matérias buscavam informar sobre beleza, moda, sexo e comportamento. Entretanto, seu diferencial estava na maneira aberta em que tratava a sexualidade e a imagem que começava a construir uma nova mulher. Em 2015 adotou oficialmente o nome COSMOPOLITAN e passou a utilizar o logotipo usado em todo o mundo. Porém, em agosto de 2018, com a grave crise financeira enfrentada pela editora, o grupo Abril anunciou o encerramento de vários títulos, entre os quais a revista COSMOPOLITAN.


Na década de 1980 a COSMOPOLITAN foi lançada em muitos outros países, fazendo enorme sucesso com sua edição japonesa. Em 2002, a bela Halle Berry se tornou a quinta mulher negra a surgir na capa da revista. Nos últimos anos, com a enorme revolução ocorrida no segmento de editoração de revistas, a COSMOPOLITAN investiu pesado em sua presença nos meios digitais e, principalmente, redes sociais, onde é uma das marcas mais atuantes do segmento. No início de 2018, a atriz Laverne Cox, que é uma mulher transgênero, estampou a capa da edição sul-africana da COSMOPOLITAN pela primeira vez em 132 anos. Atualmente, a revista se dirige a mulheres mais jovens, solteiras e que trabalham fora de casa. É uma revista constituída de textos, fotos, ilustrações e publicidades voltadas para o universo feminino que aborda assuntos como relacionamentos, sexo, saúde, carreiras, auto-conhecimento, celebridades, moda e beleza. Diferentemente de outras revistas, não aborda assuntos relacionados à família, filhos, etc. Sua temática sempre está ligada a nova realidade da mulher, que acumula funções e preocupações. Seja no campo profissional, nos estudos e nos cuidados pessoais. É definitivamente o guia para as mulheres jovens que criam carreiras, desenvolvem seu estilo individual e encontram seu lugar na sociedade.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Inicialmente batizada de THE COSMOPOLITAN, alguns anos depois foi retirado o “THE” de seu logotipo.


Nos anos seguintes a identidade visual da marca foi sendo modernizada até adotar o logotipo atual (cuja cor oficial é a rosa) no final da década de 1990.


Acompanhe na imagem abaixo a evolução do design das capas da revista ao longo dos anos.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1886 
● Criador: Paul Schlicht 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hearst Communications Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Troy Young 
● Editora-chefe: Michele Promaulayko 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Assinantes: 3 milhões 
● Edições internacionais: 64 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 600 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Revistas femininas 
● Concorrentes diretos: Marie Claire, Elle, Vogue, Glamour, Vanity Fair e InStyle 
● Ícones: As capas 
● Slogan: Fun, fearless, female. 
● Website: www.cosmopolitan.com 

A marca no mundo 
A revista feminina líder no mundo, vende mensalmente aproximadamente 6 milhões de exemplares, sendo produzida em 64 diferentes edições internacionais em 35 idiomas e distribuída em mais de 100 países ao redor do mundo. Com mais de 3 milhões de assinantes no mundo, somente no mercado americano as vendas superam a marca de 2.5 milhões de unidades todos os meses. A COSMOPOLITAN é extremamente ativa nos meios digitais: o site atinge mais de 35 milhões de usuários únicos por mês, além de contar com forte presença nas mídias sociais, onde possui mais de 15 milhões de seguidores. 

Você sabia? 
Somente nos Estados Unidos a COSMOPOLITAN alcança 18 milhões de leitoras por mês. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2018