Mostrando postagens com marcador Revistas Moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revistas Moda. Mostrar todas as postagens

26.9.06

HARPER'S BAZAAR


A tradicional revista HARPER’S BAZAAR é um dos mais poderosos instrumentos de venda para quem vive e faz moda. Alta credibilidade, segmentação, consolidação de marcas, exposição de detalhes e formação de opiniões. A revista oferece tantas vantagens para quem trabalha com moda que é praticamente impossível lançar e manter uma grife sem utilizar a HARPER’S BAZAAR como mídia. Sofisticada, elegante e provocante, é o principal recurso para as mulheres que buscam estilo. 

A história 
A história da prestigiosa revista americana começou quando Fletcher Harper, um dos editores da Harper Brothers, resolveu criar uma revista feminina que abordasse moda, além de assuntos domésticos, direcionada para a típica dona de casa da classe média da época. Logo após a Guerra Civil Americana, no dia 2 de novembro de 1867, circulou o primeiro número da HARPER’S BAZAR (nesta época escrita com apenas uma letra A), sendo a primeira revista nesse segmento a ser introduzida no mercado americano. Seu primeiro número, que circulou em forma de folhetim, foi algo inédito do segmento no mercado editorial americano. Afinal, antes somente em Paris lia-se sobre moda e seus correlatos. Estilistas consagrados como Charles Frederick Worth já causavam furor nos olhos atentos da elite americana. Nesta época, os modelos apresentados na revista ainda eram ilustrados e não fotografados. A partir de 1894, quando a primeira capa colorida da revista apareceu, além das influências da Art Nouveau, a HARPER’S BAZAR começou a utilizar belas ilustrações e fotografias para ilustrar suas páginas.


A revista foi publicada semanalmente até 1901, quando se tornou mensal. Em 1913, a tradicional revista foi comprada por US$ 10 mil (uma verdadeira fortuna para a época) pelo império Hearst de publicações, comandado por William Hearst. Sob a tutela de um novo comando a revista foi revitalizada, principalmente com a utilização de fotografias elaboradas e especificas sobre o tema principal (moda). Somente em 1929 a revista passou a se chamar oficialmente HARPER’S BAZAAR (agora escrito com duas letras A). Neste mesmo ano a revista lançou sua primeira edição internacional no Reino Unido.


Rapidamente se tornou uma revista de grande influência entre as mulheres americanas e o mundo da moda, principalmente sob a direção de Carmel Snow, que foi a editora de 1933 a 1958, período em que a HARPER’S BAZAAR promoveu estilismo, fotografia e ilustração. Ela foi a responsável por montar uma equipe extremamente talentosa que incluía o designer gráfico Alexey Brodovitch (responsável pela criação do tradicional logotipo da revista, conhecido como “Didot”) e a editora de moda Diana Vreeland (publicou sua primeira coluna em 1936 e trabalhou na revista até 1962, quando se transferiu para a concorrente Vogue). Além disso, essa talentosa equipe redefiniu o design editorial com a utilização de espaços brancos, tipografia limpa, textos fluentes e fotografias marcantes e bem posicionadas. No ano de 1945 introduziu no mercado a JUNIOR BAZAAR, uma nova revista direcionada para mulheres mais jovens.


Nas décadas seguintes passaram e desfilaram por suas páginas verdadeiros ícones da moda mundial como a editora Anna Wintour, os fotógrafos Richard Avedon, Diane Arbus e Man Ray, além de artistas como Andy Warhol e das modelos mais consagradas do mundo. Nos últimos anos a revista lançou várias edições internacionais, como por exemplo, na Austrália, em 1998, cuja primeira capa estampava a bela Nicole Kidman. O Brasil também ganhou sua edição, lançada oficialmente em novembro de 2011, cuja estrela da capa era Gisele Bündchen, que usava um maiô da grife Chanel, em fotos com temáticas pop dos anos 60 clicadas pelo fotógrafo Terry Richardson em New York. Além disso, a revista expandiu a forma como seus leitores recebem seu conteúdo, além da versão impressa, oferece suas matérias através do site, aplicativos e da versão eletrônica. Atualmente, todos os meses, a HARPER’S BAZAAR publica os trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva sofisticada do mundo da moda, da beleza e da cultura popular.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 2 de novembro de 1867 
● Criador: Fletcher Harper 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hearst Corporation 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: David Carey (Hearst Magazine) 
● Editor chefe: Glenda Bailey 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 31 
● Circulação: 754.000 exemplares/mês 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Revista de moda 
● Concorrentes diretos: Vogue, Elle, Cosmopolitan, Marie Claire, Vanity Fair, InStyle e W 
● Slogan: Where fashion gets personal. 
● Website: www.harpersbazaar.com.br 

A marca no mundo 
A HARPER’S BAZAAR, mais antiga revista de moda do mundo, possui leitores em mais de 90 países no mundo e 31 edições internacionais em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Hong Kong, Espanha, Japão, Coréia do Sul, Brasil, Rússia, Singapura, Emirados Árabes e Reino Unido. A revista tem circulação mensal de 754.000 exemplares. Aproximadamente 89% de seus leitores são do sexo feminino. A revista possui enorme circulação nas cidades de Nova York, Los Angeles, Chicago, San Francisco, Filadélfia e Washington. 

Você sabia? 
● Durante anos a tradicional revista foi conhecida pelo icônico slogan “The well-dressed woman and the well-dressed mind” (em tradução livre “A fonte de estilo para as mulheres e as mentes bem vestidas”). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/12/2014

VOGUE


É provavelmente a revista mais famosa do mundo, a mais vendida, a mais influente e também a mais criticada. Ela é conhecida como a bíblia da moda. Deliberadamente elitista, a revista VOGUE, cujo nome, em francês, deriva do adjetivo “en vogue”, ou seja, “popular”, representa os ideais do luxo, sendo a referência e o espelho do mundo da moda. Suas capas são disputadas por modelos como se fosse o maior contrato de suas vidas. Estilistas se preocupam com suas críticas, e sabem, que de uma maneira ou de outra, o sucesso de uma coleção passa pelas páginas da aclamada revista. 

A história 
A mais aclamada revista de moda da história, a VOGUE, foi lançada oficialmente no dia 17 de dezembro de 1892 na cidade de Nova York, idealizada por Arthur Baldwin Turnure, um editor aristocrata e amigo das famílias mais distintas e privilegiadas da cidade, e Harry McVickar, como um pequeno folhetim de moda, com aproximadamente 30 páginas, destinado a alta sociedade nova-iorquina no final do século 19, cujo objetivo era representar os interesses e o estilo de vida desta classe. O preço de capa era de 10 centavos de dólar (equivalente a US$ 2.63 em 2015). A primeira edição trazia artigos de moda para homens e mulheres, críticas dos livros recentemente mais publicados, música, arte e um grande número de artigos de etiqueta e sobre como se comportar em reuniões sociais. Nesta época poucos vaticinariam tão grande sucesso e uma vida tão longa a uma publicação semanal que abordava temas fúteis para a época, como a moda, a vida mundana, artes e o design. A popularização da moda aconteceu com o seu lançamento, tendo em seus primeiros números personalidades como Gertrude Vanderbilt Whitney vestindo suas próprias roupas. O primeiro editor-chefe da revista foi Josephine Redding, que ficou no cargo até 1901. Devido ao aumento do conteúdo a revista se tornou uma publicação quinzenal em 1902.


A história da VOGUE começou a tomar novos rumos em 1909 quando foi adquirida pelo jovem advogado e editor Condé Montrose Nast, que de um modo visionário, tornou a revista o ponto de partida de um império editorial internacional. A primeira edição sob o comando do novo proprietário foi lançada no dia 24 de junho, e mostrava, entre outras coisas, os vestidos usados pelas mulheres mais ricas dos Estados Unidos. A publicação teve seu conteúdo reformulado para torná-la mais atraente e transformou a moda em “objeto de desejo” e “sonho de consumo” para as mulheres. Condé Nast transformou a VOGUE, até então uma pequena publicação quinzenal, em uma das revistas de moda mais influentes do século 20. A edição britânica da VOGUE foi lançada em 15 de setembro de 1916, sendo a primeira fora dos Estados Unidos. Pouco depois, foram lançadas as edições francesa (exatamente no dia 15 de junho de 1920), uma das mais importantes pelo sucesso internacional da revista; espanhola (1921), italiana (1922) e alemã (1924).


Até a década de 1930, as capas da revista eram 100% ilustradas e, apesar de seguirem uma estética art déco, mudavam bastante a cada edição. Durante este período, especialistas em ilustração como Georges Lepape, Eduardo Benito e Carl Erickson ou artistas como Christian Bérard e Salvador Dalí, usaram a capa da VOGUE como se fosse uma galeria em circulação, criando um potente mix de moda, beleza feminina, arte, estilo, glamour e jornalismo. Foi somente a partir dos anos de 1940 que as fotografias passaram a predominar as capas da revista VOGUE. A edição australiana, uma das mais importantes, foi lançada em 1959.


Na década de 1960, já sob o comando da editora-chefe Diana Vreeland, a revista começou a ter um apelo mais jovem, focada na revolução sexual da época, abordando mais moda contemporânea, além de editoriais que discutiam a sexualidade. Em 1966, Donyale Luna tornou-se a primeira negra a aparecer na capa da VOGUE, pela edição inglesa. Na década seguinte, ao comando de Grace Mirabella, que assumiu o cargo de editora-chefe em 1971, a revista passou a apostar em editoriais mais extensos e elaborados, adotando um estilo diferente para atender as mudanças de seu público alvo. Além disso, em 1973, a revista VOGUE passou a ter circulação mensal. Foi nesta década, no mês de maio de 1975, que a VOGUE lançou sua edição brasileira, sendo a primeira na América Latina.


A revista VOGUE começaria a ganhar status de “Bíblia da Moda”, a partir de 1988, quando Anna Wintour assumiu o cargo de editora-chefe, e transformou radicalmente a revista. Sob seu comando, vários estilistas, até então desconhecidos, e modelos novatas, viraram celebridades quase que do dia para noite. Ela também foi responsável pelo lançamento de vários novos produtos segmentados, como a versão online, que foi ao ar pela primeira vez em 1996; a inovadora TEEN VOGUE, uma revista voltada para jovens, que tinha como foco a moda e celebridades, mas também oferecia informação sobre diversão e atualidades, em fevereiro de 2003; a MEN’S VOGUE nos Estados Unidos, voltada para o público masculino, introduzida em 2005, mas cuja circulação independente foi cancelada poucos anos depois; e diversas outras revistas como a VOGUE LIVING (lançada em 2006 e conhecida no Brasil como VOGUE CASA). No Brasil a revista também se segmentou com o lançamento da VOGUE RG (destinada à alta sociedade e estilo de vida sofisticado, extinta em 2014), além dos suplementos especiais como VOGUE PASSARELAS, VOGUE NOIVA e VOGUE JÓIAS. Em 2011 a revista lançou o site Voguepedia, uma espécie de enciclopédia fashion online que disponibiliza todas as informações coletadas e divulgadas durante os mais de 120 anos da revista.


Além de tudo isso, a revista se transformou em referência para fotógrafos, modelos, produtores de moda, estilistas e muitas outras publicações do segmento. E todo esse poder pode ser comprovado em setembro de 2007, quando a edição circulou com 824 páginas, três quartos delas de publicidade, tornando-se a revista mensal com o maior volume de páginas e anúncios da história editorial americana. Hoje em dia aparecer na VOGUE é estar na moda. A moda não gira apenas em torno do vestuário, é um estilo de vida: como vivemos, viajamos, comemos e decoramos nossas casas. E por todos estes motivos a VOGUE é uma referência mundial: é visionária, inspiradora e cosmopolita. Um grupo seleto que é sinônimo de elegância e sofisticação. Por tudo isso, suas capas são disputadas por super modelos, e os estilistas sabem que o sucesso de uma coleção passa pelas páginas da aclamada revista.


A “papisa” da moda 
Com cabelos curtos, óculos escuros e expressão austera, Anna Wintour é há anos presença constante nas primeiras fileiras dos principais desfiles de moda de Nova York a Paris. Ela, que nasceu em Londres, filha de pai britânico e mãe americana, é editora-chefe da edição americana da VOGUE, descrita por muitos como a revista de moda mais influente do mundo. Seus colegas da revista a descrevem como a “papisa da moda” e dizem que ela “não é calorosa ou amigável”. A própria Anna Wintour diz que acha que seus colegas consideram seu trabalho divertido e que as pessoas que ironizam a moda o fazem por ter medo da própria moda. Seu domínio implacável sobre a indústria da moda durante os anos em que vem dirigindo a revista lhe valeu uma reputação de pessoa gelada. Essa fama teria inspirado a personagem de Meryl Streep no filme “O Diabo Veste Prada”, de 2006. Sua história com a VOGUE começou, após ingressar para a revista em 1983, no cargo até então inexistente de editora criativa, forjado especialmente para ela pelos diretores da Condé Nast, entusiasmados com seu trabalho na badalada revista New York. Anna passou mais de dois anos trabalhando a seu próprio modo na VOGUE, sem dar satisfações a Mirabella, até ser transferida para o cargo de editora da VOGUE britânica, em Londres. Ela mudou radicalmente a edição inglesa da revista, demitindo a maioria dos profissionais que lá trabalhavam, contratando novas estrelas do jornalismo fashion, mudando o enfoque editorial para uma maior praticidade, assumindo um controle total da revista com seu estilo gélido e autoritário e recebendo o apelido, que a perseguiria por anos, de “Nuclear Wintour”, uma brincadeira com a expressão “Nuclear Winter” (Inverno Nuclear) então em voga nos tempos de Guerra Fria, sobre um possível futuro do planeta após um holocausto atômico.


Em novembro de 1988, conseguiu então o cargo que perseguia desde criança: ser a editora-chefe da maior revista de moda do mundo, a VOGUE americana, com a saída de seu maior “desafeto”, Grace Mirabella. E chegou revolucionando, pois foi a primeira vez que uma calça jeans aparecia na capa de uma publicação. Preocupados com a ascensão da concorrente francesa Elle, lançada em 1985 em edição norte-americana, os diretores da Condé Nast depositaram suas esperanças em Wintour para colocar a revista novamente no topo, longe da concorrência. Ela apertou o foco da revista, sofisticando ainda mais o material editorial; rejuvenesceu as capas, trocando as fotos em close de estúdio utilizadas por Mirabella por fotos em plano americano ou corpo inteiro em luz natural – atualizando o estilo começado por uma de suas antecessoras dos primórdios da revista e um dos maiores ícones do mundo da moda, Diana Vreeland; lançando modelos adolescentes quase desconhecidas (entre elas, nos anos de 1990, a brasileira Gisele Bündchen, uma de suas favoritas, que já apareceu na capa da revista americana mais de 10 vezes); mostrando modelos de corpo e cabelos molhados na capa à luz do sol, até sem maquiagem; investindo na geração saúde da época; valorizando o trabalho de maquiadores, cabeleireiros, produtores e fotógrafos, ao mesmo tempo em que colocava em suas capas personalidades como estrelas de cinema e socialites americanas e europeias e até uma primeira-dama. Seu conhecido método de controle total foi implantado em tudo, texto e fotografia, que passaram a ter sua aprovação pessoal com mão de ferro. Além disso, descobriu, divulgou e ajudou a tornaram-se consagrados novos estilistas então desconhecidos como Marc Jacobs, Tom Ford e John Galliano, passando a determinar o parâmetro “fashion” mundial até para as revistas concorrentes. Não é a toa que hoje em dia vários desfiles de moda não começam enquanto Anna não chega.


Em pouco tempo sob seu comando, a revista VOGUE recuperou-se da influência de suas concorrentes diretas Elle, Harper’s Bazaar e Women’s Wear Daily, aumentando seu faturamento e tiragem. Sua obsessão por peles como adereços necessários ao luxo da moda e sua recusa em aceitar na revista anúncios pagos de associações de defesa dos animais, a colocou como alvo principal de entidades como a PETA, que em um desfile da Victoria’s Secret em 2002 invadiu a passarela para protestar com cartazes contra o desfile de Gisele Bündchen, uma de suas protegidas, coberta de peles, na presença de Wintour na primeira fila da audiência. Anna Wintour recebe mais de US$ 2 milhões de dólares anuais, além de todas as mordomias inerentes ao cargo, como US$ 50.000 para roupas que ela quase nunca compra, pois os estilistas mais famosos do mundo brigam para lhe vestir gratuitamente.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 17 de dezembro de 1892 
● Criador: Arthur Turnure e Harry McVickar 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Condé Nast Publications, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Robert Sauerberg Jr. 
● Editor-chefe: Anna Wintour (Estados Unidos) 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 23 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas de moda e estilo de vida 
● Concorrentes diretos: W, Harper’s Bazaar, Elle, Cosmopolitan, Marie Claire, Vanity Fair e InStyle 
● Ícones: A disputada capa da revista 
● Slogan: If it wasn’t in VOGUE, it wasn’t in vogue. 
● Website: www.vogue.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, a revista VOGUE é publicada nos Estados Unidos (tiragem de 1.25 milhões de exemplares por mês), e possui 22 edições internacionais em países como Alemanha, Austrália, China, Japão, Coréia do Sul, Índia, Espanha, França, Itália, México, Reino Unido, Taiwan, Portugal e Brasil, onde a Edições Globo Condé Nast é a responsável por sua publicação, cuja tiragem é de aproximadamente 80 mil exemplares. Se somadas as vendas de suas edições internacionais a publicação tem uma circulação mensal mundial estimada em 2 milhões de exemplares. Todos os meses a revista VOGUE é lida por mais de 22 milhões de pessoas em 90 países no mundo, sendo 87.7% delas mulheres. O conteúdo das revistas com o título VOGUE podem ser acessados em múltiplas plataformas. 

Você sabia? 
● Desde seu lançamento pouquíssimas celebridades femininas negras já posaram para a capa da revista, entre as privilegiadas estão, Donyale Luna (a primeira a aparecer na capa da VOGUE, na edição inglesa), a modelo Beverly Johnson (a primeira a ser fotografada em 1974, na edição americana), Halle Berry (atriz de “A Última Ceia”), a cantora Jennifer Hudson e a apresentadora Oprah Winfrey. 
● Em todos esses anos apenas cinco homens apareceram na capa da VOGUE na edição americana: Richard Gere com Cindy Crawford (em novembro de 1992), George Clooney com Gisele Bündchen (junho de 1992), LeBron James com Gisele Bündchen (abril de 2008), Ryan Lochte com Hope Solo e Serena Williams (junho de 2012) e Kanye West com Kim Kardashian (março de 2014). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/12/2015

30.7.06

COSMOPOLITAN


Por suas páginas, a revista COSMOPOLITAN retrata uma mulher em busca de autoconhecimento, da afirmação no trabalho e da satisfação sexual. É aquela mulher que deseja crescer em todos os sentidos, trocando experiências afetivas e explorando seu potencial como mulher e profissional. Com uma filosofia de que é preciso despertar na leitora a auto-imagem de uma mulher que confia em si, que é capaz, de romper preconceitos e ser feliz, a revista se tornou uma referência para milhões de mulheres no mundo durante gerações. 

A história 
A COSMOPOLITAN, ou simplesmente COSMO, como algumas de suas fiéis leitoras gostam de chamá-la, uma das mais chiques e respeitadas revistas femininas de todos os tempos, foi lançada no mercado americano no longínquo ano de 1886 pela Schlicht & Field. Em sua primeira edição, Paul Schlicht, principal idealizador da revista, contou aos leitores que sua intenção era fazer uma revista familiar. A revista adotou inicialmente o nome THE COSMOPOLITAN. Em seu primeiro ano a nova revista vendeu 25 mil exemplares. Pouco depois, em 1888, E.D. Walker assumiu o cargo de editor e promoveu grandes inovações como a inserção de ilustrações coloridas, o jornalismo investigativo e a opinião/crítica sobre livros. Em apenas quatro anos de existência a revista se tornou líder do mercado americano e um sucesso entre as famílias.


Depois de passar por várias mãos e ver suas vendas caírem drasticamente na década de 1950, a COSMOPOLITAN foi totalmente reformulada em 1965 pelas mãos da editora-chefe Helen Gurley Brown, uma ex-secretária e autora do livro Sex and the Single Girl (“O Sexo e as Solteiras”, em português), um manifesto que deu o pontapé inicial na revolução sexual das mulheres, tornando-se exclusivamente uma revista feminina, com capas que utilizavam mulheres sensuais vestindo biquínis ou vestidos curtos. Em um cenário de pós-guerra, no qual as mulheres começavam a trabalhar fora, a COSMOPOLITAN, abordando assuntos relacionados à carreira profissional, independência e relacionamentos do universo feminino, foi a primeira revista que começou a tratar a mulher como indivíduo, enquanto as outras publicações a colocavam sempre como donas de casa e esposas.


Rapidamente a COSMOPOLITAN se tornou famosa, especialmente por seus editoriais, que promoviam uma conversa entre as editoras da revista e as leitoras, mostrando assim, a posição da revista em relação a assuntos veiculados ao universo feminino. Com a mentalidade da mulher em transformação, os anseios de emancipação mostravam-se presentes na revista. Apostando que os interesses e preocupações das mulheres em todas as partes do mundo eram semelhantes, a revista começou sua expansão internacional em 1972, quando lançou a edição inglesa com grande sucesso, vendendo mais de 35 mil exemplares.


Nesse período discussões em torno das pílulas contraceptivas, feminismo e tabus da sexualidade estavam passando por rupturas no Brasil. Havia assim, a necessidade de um veículo dirigido às mulheres com assuntos ligados a sexo e sexualidade. Essa temática, então, passou a assumir, lentamente, espaços dentro da imprensa feminina. Foi então, que em 1973, a revista chegou ao Brasil pelas mãos da Editora Abril, que percebendo uma lacuna no mercado editorial para o público feminino entre vinte e trinta anos, resolveu apostar em uma nova revista. A revista chegou propondo trabalhar com esse novo tema, voltada para uma nova mulher (daí a escolha do nome NOVA/COSMOPOLITAN). A revista foi uma das primeiras a tratar de assuntos polêmicos e a quebrar tabus sobre o comportamento feminino. Nesta época, falar de sexo no Brasil era tabu e a revista teve o papel de desmistificar o tema, trazendo à tona a sexualidade da mulher. Suas matérias buscavam informar sobre beleza, moda, sexo e comportamento. Entretanto, seu diferencial estava na maneira aberta em que tratava a sexualidade e a imagem que começava a construir uma nova mulher. Em 2015 adotou oficialmente o nome COSMOPOLITAN e passou a utilizar o logotipo usado em todo o mundo. Porém, em agosto de 2018, com a grave crise financeira enfrentada pela editora, o grupo Abril anunciou o encerramento de vários títulos, entre os quais a revista COSMOPOLITAN.


Na década de 1980 a COSMOPOLITAN foi lançada em muitos outros países, fazendo enorme sucesso com sua edição japonesa. Em 2002, a bela Halle Berry se tornou a quinta mulher negra a surgir na capa da revista. Nos últimos anos, com a enorme revolução ocorrida no segmento de editoração de revistas, a COSMOPOLITAN investiu pesado em sua presença nos meios digitais e, principalmente, redes sociais, onde é uma das marcas mais atuantes do segmento. No início de 2018, a atriz Laverne Cox, que é uma mulher transgênero, estampou a capa da edição sul-africana da COSMOPOLITAN pela primeira vez em 132 anos. Atualmente, a revista se dirige a mulheres mais jovens, solteiras e que trabalham fora de casa. É uma revista constituída de textos, fotos, ilustrações e publicidades voltadas para o universo feminino que aborda assuntos como relacionamentos, sexo, saúde, carreiras, auto-conhecimento, celebridades, moda e beleza. Diferentemente de outras revistas, não aborda assuntos relacionados à família, filhos, etc. Sua temática sempre está ligada a nova realidade da mulher, que acumula funções e preocupações. Seja no campo profissional, nos estudos e nos cuidados pessoais. É definitivamente o guia para as mulheres jovens que criam carreiras, desenvolvem seu estilo individual e encontram seu lugar na sociedade.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Inicialmente batizada de THE COSMOPOLITAN, alguns anos depois foi retirado o “THE” de seu logotipo.


Nos anos seguintes a identidade visual da marca foi sendo modernizada até adotar o logotipo atual (cuja cor oficial é a rosa) no final da década de 1990.


Acompanhe na imagem abaixo a evolução do design das capas da revista ao longo dos anos.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1886 
● Criador: Paul Schlicht 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hearst Communications Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Troy Young 
● Editora-chefe: Michele Promaulayko 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Assinantes: 3 milhões 
● Edições internacionais: 64 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 600 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Revistas femininas 
● Concorrentes diretos: Marie Claire, Elle, Vogue, Glamour, Vanity Fair e InStyle 
● Ícones: As capas 
● Slogan: Fun, fearless, female. 
● Website: www.cosmopolitan.com 

A marca no mundo 
A revista feminina líder no mundo, vende mensalmente aproximadamente 6 milhões de exemplares, sendo produzida em 64 diferentes edições internacionais em 35 idiomas e distribuída em mais de 100 países ao redor do mundo. Com mais de 3 milhões de assinantes no mundo, somente no mercado americano as vendas superam a marca de 2.5 milhões de unidades todos os meses. A COSMOPOLITAN é extremamente ativa nos meios digitais: o site atinge mais de 35 milhões de usuários únicos por mês, além de contar com forte presença nas mídias sociais, onde possui mais de 15 milhões de seguidores. 

Você sabia? 
● Somente nos Estados Unidos a COSMOPOLITAN alcança 18 milhões de leitoras por mês. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2018

13.6.06

MARIE CLAIRE


A inteligência chique da revista MARIE CLAIRE, uma publicação sofisticada e informativa que vem há mais de 70 anos cativando milhares de leitoras pelo mundo afora, trata de assuntos como saúde, beleza e moda com um enfoque diferenciado. Seu conteúdo, que tem por objetivo ser diferente das demais revistas de moda, daí seu tradicional slogan “Mais do que uma cara bonita”, é recheado de histórias interessantes sobre mulheres que se destacam no mundo pelas suas necessidades, lutas e histórias de vida. MARIE CLAIRE é muito mais que uma revista para mulheres: é um estandarte da autêntica feminilidade. 

A história 
A revista MARIE CLAIRE foi criada no ano de 1937 pelo industrial francês Jean Prouvost e pela escritora Marcelle Auclair, com circulação semanal toda quarta-feira. Lançada no dia 5 de março, foi a primeira revista a encorajar a mulher a considerar sua autonomia, expor seu charme e desenvolvimento pessoal. O nome da nova publicação foi inspirado em Marie-Claire Mendès France, uma jornalista e ativista política, que batalhou pelos direitos humanos e principalmente os das mulheres. A MARIE CLAIRE também revolucionou o conceito gráfico das revistas femininas inspirando-se nas publicações mais sofisticadas e investindo em uma diagramação inovadora, repleta de páginas com muito papel e pouco texto, branco em profusão e renovações tipográficas. Rapidamente a revista atraiu e conquistou muitos leitores, em sua grande maioria mulheres, atingindo um enorme sucesso em pouco tempo de mercado. As mulheres mal podiam esperar a próxima edição e corriam para as bancas nas quartas-feiras para garantir seu exemplar. Com o início da Segunda Guerra Mundial, em virtude da ocupação germânica no sul da França, muitas das revistas francesas foram suspensas e a MARIE CLAIRE não fugiu a regra.


A revista só voltou a ser editada em 1954, já com distribuição mensal. Em 1967 ocorreu a primeira expansão da marca com o lançamento no mercado francês da revista MARIE CLAIRE MAISON, que abordava exclusivamente o tema decoração. Rapidamente esta revista se tornou extremamente popular, e nos dias de hoje, é editada em cinco países (além da França, Coréia do Sul, Itália, Turquia e Grécia). Em 1976, com a aposentadoria do seu criador, sua filha Evelyne, assumiu o comando da revista e criou o GRUPO MARIE CLAIRE, reagrupando assim os títulos femininos da empresa. No ano seguinte a poderosa L’ORÉAL, especialista em ditar tendências quando os assuntos são cosméticos e beleza feminina, comprou parte do capital da empresa. Somente no início da próxima década, em 1982, a MARIE CLAIRE começou a se expandir internacionalmente com o lançamento de sua primeira edição estrangeira no Japão.


Nos anos seguintes, através de licenças de publicação, a MARIE CLAIRE foi lançada em muitos outros países, especialmente do continente europeu. Os anos de 1990 começaram com uma grande novidade: o lançamento em 1991 da MARIE CLAIRE IDÉES, uma revista segmentada com circulação trimestral que tinha como principal assunto tratar dos novos acessórios de moda, tendências e criatividade na hora de se vestir. A revista foi lançada no mercado brasileiro em 1991 pela editora Globo, e, em 1994, finalmente MARIE CLAIRE ingressou no enorme e importante mercado americano, com a primeira edição circulando no mês de setembro, tendo na capa a estonteante modelo Claudia Schiffer. Esta década também foi marcada por grandes mudanças, especialmente em seu formato, abordagem e editoração gráfica. A partir deste momento a revista passou a abordar temas mais diversos com artigos sobre relações e ascensão pessoal, beleza e boa forma, saúde e nutrição, causas sociais (notícias do mundo e ciências sociais), estilo de vida (jardinagem, viagens, casa e esporte), entretenimento, carreira e tecnologia.


Com a chegada do novo milênio, a revista buscou novos e importantes mercados, ganhando assim a edição chinesa em 2002, que rapidamente se tornou de vital importância para a empresa. Nesta época, utilizando uma inteligente estratégia de marketing, a revista criou, para sua versão na internet, uma personagem virtual chamada Vivian, cuja vida podia ser seguida a qualquer momento através das crônicas diárias que eram publicadas. Vivian era uma nova-iorquina de 24 anos que gostava de coisas novas, o que acabava por atrair anunciantes que estavam lançando novos produtos no mercado. A personagem Vivian tinha também presença cativa na edição impressa da revista, ocupando pelo menos uma página por edição. Somente no primeiro mês de vida da personagem, o site recebeu aproximadamente um milhão de acessos.


Nos anos seguintes a revista estendeu sua marca para novas publicações segmentadas como a MARIE CLAIRE 2 (introduzida em 2005 e direcionada para um público mais jovem, com abordagens de temas como moda e acessórios), MARIE CLAIRE BEAUTÉ (com artigos e matérias sobre cosméticos, maquiagens e tratamento de cabelos e pele), MARIE CLAIRE ENFANTS (lançada em 2010, cujo tema aborda moda, tendências e comportamento do universo infantil e adolescente) e MARIE CLAIRE FASHION SHOWS (revista com duas edições ao ano que aborda os principais desfiles das semanas de moda do Brasil, França, Estados Unidos e Itália). Atualmente a revista continua fiel a sua filosofia: informar, ajudar, compreender e também divertir. A mistura perfeita de jornalismo da mais alta qualidade com o universo sofisticado da moda e da beleza.


Os slogans 
Think smart look amazing. 
More than a pretty face. 
Chique é ser inteligente.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 5 de março de 1937 
● Criador: Jean Prouvost e Marcelle Auclair 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Groupe Marie Claire 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Evelyne Prouvost-Berry 
● CEO: Arnaud de Contades 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação mensal: 3 milhões de exemplares 
● Edições internacionais: 24 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas femininas 
● Concorrentes diretos: Vogue, Elle, Cosmopolitan, Harper’s Bazaar e Claudia (Brasil) 
● Slogan: Think smart look amazing. 
● Website: www.marieclaire.com 

A marca no mundo 
Atualmente a revista possui 24 edições internacionais (como por exemplo, Estados Unidos, Austrália, Brasil, França, Grécia, Hungria, Espanha, Itália, Malásia, Holanda, China, Rússia, África do Sul e Inglaterra), sendo comercializada em mais de 90 países, vendendo aproximadamente 3 milhões de exemplares todos os meses. A grande maioria de seus leitores, cerca de 15 milhões, é formada por mulheres. A MARIE CLAIRE, que também conta com uma versão eletrônica (internet), é responsável pela publicação de outras revistas segmentadas (decoração, beleza e acessórios de moda) que levam sua marca. 

Você sabia? 
● Apesar de tratar de vários assuntos relacionados ao universo feminino, o tema moda ocupa mais de 40% do espaço total da revista. 
● No Brasil a revista mensal é comandada, basicamente, por um corpo editorial feminino, apresenta em torno de 150 páginas, número que varia de acordo com a edição. 
● Aqui no Brasil MARIE CLAIRE foi pioneira em desenvolver duas capas para momentos diferentes: uma para assinantes e outra para bancas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/10/2013

29.5.06

ELLE


Descobrir Brigitte Bardot, apostar no talento de Pierre Cardin e Courrèges, impor o estilo de Coco Chanel, abrir espaço para Françoise Sagan e transformar tops como Twiggy e Jean Shrimpton em verdadeiros mitos: a revista ELLE fez tudo isso e muito mais. Por isso, é considerada uma das mais prestigiosas e influenciais revista feminina do mundo, abordando assuntos como moda, beleza, cultura e estilo de vida. De Paris à Xangai, ELLE guia e inspira milhares de leitoras, com uma moda moderna, bem-humorada e sexy. 

A história 
A história da revista ELLE começou em 1945 na França, em um conturbado período de pós-guerra que pedia dias melhores, mais bonitos e otimistas. Era a época perfeita para lançar uma revista para mulheres modernas, apaixonadas por moda e que queriam se sentir mais belas. Foi nesse clima que Hélène Gordon-Lazareff, com a ajuda de seu marido Pierre Lazareff, criou a revista, quando regressou a França, depois de ter permanecido nos Estados Unidos durante o período do segundo conflito mundial. Na altura, imaginou uma revista para as mulheres que deveria ser “séria dentro da frivolidade e irônica perante o grave”, declarou ela. A primeira edição de ELLE (que em francês significa simplesmente “ELA”), uma revista inicialmente semanal, chegou às bancas exatamente no dia 21 de novembro de 1945 e vendeu mais de 700 mil exemplares. A capa continha uma bela mulher de casaco vermelho e chapéu preto segurando um gato. Um estrondoso sucesso.


A revista chegava ao mercado com a missão de atualizar a mulher e propor ideias para que ela deixasse tudo, do guarda-roupa a casa, muito mais bonito com pouco dinheiro. A escritora e jornalista Françoise Giroud foi quase desde o princípio sua redatora-chefe, imprimindo à publicação uma grande personalidade e estilo. Dois anos depois, Christian Dior mudou a moda com o chamado New Look (Novo Visual), cintura de pilão, seios e quadris em evidência. As páginas da revista são tomadas pela nova silhueta, com vestidos de princesa, saias rodadas e tops justinhos. E a revista retratou tudo isso em suas páginas. Em 1948, surgiu a seção Bon Magique, que trazia roupas e acessórios com ótimos preços. Nos anos de 1960, a estilista inglesa Mary Quant criou a minissaia, um dos maiores hits de todos os tempos. As adeptas da modernidade embarcam nos futuristas Courrèges, Cardin e Rabanne. Yves Saint Laurent modernizou a alta-costura, os seus smokings conviviam com os tailleurs de Chanel. Nascia aí o prêt-à-porter. Em outras palavras, o bom gosto começava a ser acessível e ELLE defendia em suas páginas o exercício de mais ideias do que dinheiro. Foi nesta época que ELLE se tornou um ícone, inclusive na implantação do movimento feminista.


No final desta década a revista lançou sua primeira edição internacional no Japão em 1969. O sucesso da revista era tanto nesta época, que ELLE não teve dificuldade para superar a marca de 1 milhão de exemplares comercializados mensalmente. Em 1981, Daniel Filipacchi e Jean-Luc Lagardère proprietários do grupo Hachette Magazines adquiriram a revista e começaram a expansão da publicação. Esta década foi a época dos exageros. As ombreiras cresceram, as cores eletrizavam, os volumes inflacionavam, os cabelos arrepiaram, o jeans viveu seu boom e os logotipos tomaram conta das peças. Em Paris, os estilistas japoneses resolveram nadar contra a maré e elegeram cores neutras (o preto principalmente) e peças recortadas e sem excessos no acabamento para criticar esse consumo desenfreado. A revista ELLE acompanhou esse turbilhão de mudanças lançando edições pelo mundo afora: Estados Unidos e Inglaterra em 1985, Itália em 1987, Alemanha, China, Suécia, Grécia e Portugal em 1988. A edição brasileira chegou às bancas em alto estilo e auto-estima nacional: capa verde-amarela, em maio de 1988, com Julie Kowarick, fotografada pelo renomado fotógrafo J.R.Duran. O primeiro número apontava o foulard como acessório vedete da estação.


Em 1989 ocorreu o lançamento da ELLE INTERIOR (voltada para decoração), conhecida em alguns países como ELLE DECOR, que atualmente tem circulação em 27 mercados globais e 8.5 milhões de leitores. Uma década mais tarde, em 1999, a marca foi expandida com o lançamento da Elle à table, uma revista de culinária, gastronomia e receitas. No início do novo milênio, em 2001, a marca continuou a diversificação de seu portfólio com o lançamento da revista ELLE GIRL (para um público mais jovem). Além disso, em 2000, finalmente a revista ingressou no mundo digital com o lançamento de seu site na internet. Dinâmico e cheio de estilo traz para as internautas as últimas novidades da moda no mundo, com a cobertura dos principais eventos e todas as tendências de moda e beleza. O site também oferece às suas leitoras, online, blogs das editorias da revista, que disponibilizam dicas de moda, beleza, entretenimento e cultura.


Pouco depois, em 2003, a revista alcançou uma marca histórica: 3.000 edições lançadas desde sua criação. No ano de 2005 a revista celebrou 60 anos. Com o slogan “60 anos de cumplicidade com as mulheres”, lançou no dia 21 de novembro na França uma edição especial comemorativa com quase 400 páginas, nas quais repassava as principais conquistas femininas (que vão desde o direito ao voto e a possibilidade de tomar pílula anticoncepcional até a minissaia e o polêmico topless) e elegeu seus “60 ícones”, entre os quais não havia nenhuma latina. Para refletir esse espírito festivo, a revista trazia na capa um grande bolo de aniversário, cujas velas eram sopradas por Monica Bellucci, Sophie Marceau e Laetitia Casta. Nos últimos anos a ELLE lançou novas edições internacionais na Malásia, Austrália e Cazaquistão.


Em 2015, para comemorar os 70 anos da revista, uma exposição foi montada a céu aberto em plena Avenida Champs-Élysées em Paris. Durante todos esses anos, a revista teve 3.500 capas e 25 delas foram escolhidas para serem expostas entre as árvores de uma das mais belas avenidas do mundo. As icônicas capas marcaram época e representam importantes momentos da história feminina, da moda e do mundo. Passados mais de 70 anos, a revista ELLE conserva a mesma identidade. Hoje em dia, é considerada uma revista trans-geracional, que atinge mães e filhas e cujas páginas publicam trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva sofisticada do mundo da moda, da beleza e da cultura pop.


Elle para jovens 
Lançada em agosto de 2001, a ELLE GIRL é direcionada para um público feminino mais jovem (adolescente) com assuntos mais modernos e importantes para o universo delas. A partir de 2006, a ELLE GIRL passou a contar somente com conteúdo digital, na internet e em telefones celulares. Apesar da publicação apresentar um bom desempenho, tanto nas vendas em bancas como em anunciantes, a medida foi tomada em vista das dificuldades em expandir sua influência junto ao público jovem por meio de uma edição impressa. Atualmente a revista possui 12 edições internacionais eletrônicas, e, é divulgada com o slogan “Dare to be different”.


Um ícone da moda 
A história de ELLE se confunde com a da própria moda. Tudo de mais importante do planeta fashion foi clicado pelas lentes da revista e estampou estrondosamente suas páginas: o tailleur Bar de Dior, o smoking de Yves Saint Laurent, a míni, o minimalismo dos anos de 1990, entre outros hits que marcaram época. Folhear cada edição de ELLE é entrar de cabeça na história da moda e do comportamento feminino.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 21 de novembro de 1945 
● Criador: Pierre e Hélène Gordon-Lazareff 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Hachette Filipacchi Médias, S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Arnaud Lagardère 
● Editor: Roberta Myers (Estados Unidos) 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 46 
● Circulação mensal: 1.1 milhões de exemplares 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 650 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revista de moda e estilo de vida 
● Concorrentes diretos: W, Harper’s Bazaar, Marie Claire, Vogue, Cosmopolitan, Vanity Fair e InStyle 
● Ícones: O editorial de moda 
● Slogan: If she reads, she reads Elle. 
● Website: www.elle.com.br 

A marca no mundo 
Considerada atualmente a maior revista de moda do mundo, ELLE possui 46 edições internacionais, vendidas em mais de 60 países, tem 69 milhões de leitoras espalhadas pelo mundo e circulação média de 1.1 milhões de exemplares todos os meses (somente na França são mais de 300.000 exemplares). Os assinantes respondem por 73% das vendas da revista. Possui ainda 33 sites globais que atraem mais de 25 milhões de visitantes mensalmente. A vasta maioria de seus leitores é de mulheres (82%) entre 20 e 59 anos. A edição brasileira da revista está sob o comando da editora Susana Barbosa e é feita e distribuída pela Editora Abril, tendo tiragem superior a 80 mil exemplares e milhares de acessos na versão digital. A marca ELLE é licenciada para uma infinidade de produtos, geralmente ligados a moda. 

Você sabia? 
● A revista é editada em mais de 28 idiomas como o inglês, francês, espanhol, português, alemão, italiano, holandês, grego, croata, chinês, polonês, russo, japonês, coreano, sueco e turco. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 29/1/2016