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18.11.09

VESPA


Mais do que uma moto, um objeto de moda, cultura, tradição e estilo italiano. O mais europeu de todos os veículos de duas rodas nasceu na Itália para ser barato, econômico, robusto e, claro, charmoso e elegante. A VESPA marcou uma época e poucos veículos, de duas ou quatro rodas, atingiram os patamares de vendas e a notoriedade mundial que ela alcançou. Era utilizada por pobres e ricos, tornou-se cultura nas mãos dos atores americanos que filmavam na Itália e foi até “atriz”, como no antológico filme “A Princesa e o Plebeu”, dirigido por William Wyler, e “A Doce Vida”, do cineasta Federico Fellini. 

A história 
A história começou quando Enrico Piaggio presidia a empresa Piaggio, fundada por seu pai, Rinaldo, em 1884 e que se encontrava em ruínas por causa da Segunda Guerra Mundial. A enorme dificuldade, física e financeira que se encontrava toda a Europa, não intimidou Enrico, que resolveu deixar o campo aeronáutico em busca de um novo tipo de veículo, capaz de suprir a necessidade de locomoção básica da população. Uma vez que as estradas estavam em situação precária e os italianos não tinham dinheiro, a solução era um veículo simples, barato e econômico. Na fábrica da empresa em Pontedera, na região da Toscana, quase destruída pelos bombardeiros aliados se encontravam centenas de rodas de trens de pouso de bombardeiros e um grande número de pequenos motores multiuso para o lançamento dos aviões. Estava então esboçada a ideia básica do novo veículo.


Nas mãos de Corradino D’Ascanio, um brilhante e talentoso engenheiro aeronáutico que trabalhava na Piaggio desde 1934 e havia inventado o helicóptero coaxial, a ideia concretizou-se, apenas oito dias depois de Enrico ter dado ordem a ele de projetá-la. A partir da sua larga experiência, ele, juntamente com o designer Mario D’Este, concebeu algo inédito até então em duas rodas: o condutor ia sentado, com as pernas juntas e protegidas da sujeira e do frio; o uso de rodas pequenas deu espaço para um estepe, acessório nada inútil em ruas e estradas bombardeadas e em situações precárias. Para tal, investigou os maiores inconvenientes que uma motocicleta causava aos seus proprietários e procurou corrigi-los no novo veículo. Na época, as motos eram veículos pouco populares, principalmente em virtude de dois problemas: pneus furados e correntes frágeis. O descanso resolveria em definitivo o problema de ficar pelo caminho por causa de um pneu furado. O garfo dianteiro prendia a roda em apenas um lado, o que facilitaria a troca do pneu, o mesmo acontecia com a roda traseira, presa diretamente ao conjunto caixa-motor - um dois tempos de peça única, compacta e que dispensava corrente de transmissão. Ainda em um toque de engenhosidade, os aros das rodas (de apenas 8 polegadas de diâmetro) eram constituídos por dois discos parafusados entre si, o que facilitaria a desmontagem do pneu.


Correntes para motos eram raras na Itália da década de 1950, razão para o uso da transmissão direta. Esta disposição, porém, fazia com que aproximadamente 70% do peso da motocicleta estivesse concentrado do lado direito, e, consequentemente, gerasse instabilidade. Para corrigir a tendência de puxar para a direita (principalmente ao tirar as mãos do guidão), a roda dianteira ficava 8 mm à esquerda do eixo de direção, de modo a gerar um binário oposto ao ocasionado pelo centro de gravidade deslocado. Mesmo assim o novo veículo padecia do seu desequilíbrio inerente. Caixa e embreagem foram montados na manopla esquerda, para que os dois processos nas trocas de velocidades não exigissem retirar a mão do guidão. Era eliminado também o pedal de mudança de velocidade das motos, que marcava e sujava os sapatos.


E o novo veículo trazia uma solução para o comando da caixa de velocidades que ainda hoje é usado pelos fabricantes de automóveis como uma inovação: a existência de cabos flexíveis, de aço trançado tipo Bowden. Um escudo frontal protegia as roupas e o próprio condutor da chuva, poeira e tudo o que fosse arremessado pela roda dianteira - e também sua integridade física em uma eventual queda. De estrutura monobloco (como a de um automóvel), trazia a seção central bastante baixa, facilitando a subida ao veículo, principalmente para mulheres e pessoas de baixa estatura. Mesmo mulheres de saia podiam conduzi-la. Acabado o desenvolvimento, foram construídos os protótipos e este novo meio de transporte funcional e inovador foi apresentado ao público pela primeira vez em um clube de golfe em Roma. As primeiras 15 unidades deixaram a fábrica da empresa no dia 23 de abril de 1946. Elas eram equipadas com um motor de 98 cm³ com apenas 3 cv de potência e atingiam velocidade máxima de 60 km/h, bons níveis para a época. A caixa de câmbio tinha três marchas e o tanque de combustível comportava cinco litros de gasolina. O consumo de 40 km/l era uma marca bem-vinda em uma época difícil como aquela do pós-guerra.


Uma característica marcante do novo veículo é que não tinha piso entre a dianteira e o banco, mas sim duas placas separadas. O novo veículo foi batizado de VESPA em razão do ronco do seu motor de dois tempos com ventoinha de arrefecimento, que mais parecia um zumbido, característico daquele inseto. Também diz a lenda que, ao vê-la, Piaggio exclamou: “Bello, sembra una vespa” (“Belo, parece uma vespa”), alucinado pela forma do veículo. Rapidamente a VESPA caiu nas graças dos consumidores e o seu sucesso foi absoluto e instantâneo. Para tal, a Piaggio não contou apenas com o carisma que o veículo obteve: montou uma completa rede de assistência técnica em todo o território italiano (o preço do modelo básico era de 55.000 liras, enquanto a versão deluxe era vendida por 66.000 liras) e proporcionou cursos de formação na fábrica para mecânicos. Além disso, o veículo tinha uma relação preço/qualidade extremamente favorável: chegava a qualquer canto da destruída Itália do pós-guerra gastando muito pouco - podia ser usada em qualquer situação, sob qualquer condição. Mais fácil de pilotar que uma motocicleta, versátil e amigável às roupas mais elegantes - especialmente para as saias dominantes do guarda-roupa feminino - a VESPA virou sinônimo de mobilidade democrática e econômica. No primeiro ano foram produzidas 2.484 unidades, um sucesso de vendas, e que ganhou grande interesse da mídia, bem como a curiosidade, surpresa e até mesmo o ceticismo do público. Curiosamente, embora tenha tentado pintar as primeiras unidades de cores diversas, em pouco tempo, o cinza metalizado foi adotado como cor única.


Pouco depois, em 1947, a Vespa 98 Corsa foi construída especificamente para mostrar ao mundo a capacidade da pequena scooter em ser competitiva em corridas. O grande “enxame de Vespas” que estava crescendo nas ruas e praças italianas, motivou Enrico Piaggio a produzir um veículo agressivo, que poderia ser um futuro vencedor. Sua cor original era a vermelha, e por conta disso este modelo também era conhecido como a pequena “bola de fogo”. O primeiro a dirigir a VESPA 98 em uma pista de corrida foi Giuseppe Cau, que triunfou na subida da colina Monte Mario. Em 1948 uma nova motorização de 125 cm³ e 4.7 cv de potência foi lançada, e com ela, algumas revisões tecnológicas que se encontram até hoje nos veículos em produção. A mais visível: o assoalho que ocupava as duas placas de apoio para os pés. Também eram adaptadas suspensão na roda traseira, pára-lama dianteiro e pequenas alterações na carroceria. A velocidade máxima chegava a 75 km/h. Até 1949 já haviam sido produzidas mais de 35.000 unidades, um recorde para uma época tão conturbada. Foi neste ano, que a VESPA foi construída pela primeira vez com um chassi de corrida que era feito a partir da mesma liga de alumínio utilizada para a construção de aeronaves e era montada com rebites, rodas de liga leve e tecnologia altamente avançada para esta época. A posição do tanque de combustível e da direção davam ao piloto uma maior autonomia, que resultou na otimização da direção de alta velocidade.


Quatro anos depois o motor era modificado mais uma vez, passando a ter 5 cv, e surgia uma versão utilitária com o farol mais elevado. O famoso modelo GS (Grand Sport) 150, mais esportivo, saiu das linhas de produção em 1955 trazendo um estilo mais moderno, com rodas de 10 polegadas, assento alongado, caixa de câmbio com quatro marchas e uma velocidade máxima de 100 km/h. Na primeira década de vida foram produzidas um milhão de unidades. Nesta época, o veículo já era fabricado na Alemanha, Inglaterra, França, Bélgica e Espanha. O Ministério da Defesa da França encomendou ao licenciado da Piaggio no país o desenvolvimento de um veículo para uso militar. O resultado foi uma VESPA tão especial que só foram produzidas aproximadamente 600 unidades entre os anos de 1956 e 1959. Usada pela Legião Estrangeira e pelos paraquedistas, a VESPA TAP foi equipada com uma arma de 75 milímetros, capacidade de munição adicional, duas latas de combustível e uma pequena caçamba. Foi produzida em duas cores de camuflagem: verde e areia. Ainda nesta década, em 1957, no auge do sucesso da VESPA, a empresa decidiu ingressar no mundo das quatro rodas. Sempre foi o objetivo de Corradino D’Ascanio projetar a pequena VESPA 400, um carro com um motor de dois tempos na parte traseira. Foram produzidas 30.000 unidades deste modelo.


Em 1962 chegava a GS 160, com 8.2 cv de potência e um visual renovado. Com o tempo, vários clubes de “vespeiros” surgiram para que os admiradores da VESPA fizessem passeios e trocassem informações sobre a sua paixão italiana. Campeonatos esportivos também foram criados, onde os mais radicais colocavam a VESPA no seu limite. A VESPA tornou-se altamente popular entre os jovens pilotos, que a escolhiam por ser muito flexível e esteticamente agradável. A fim de atrair um público mais amplo, foi desenvolvida em 1963 a pequena versão de 50 cm³, a última desenvolvida por D’Ascanio, e promovida com o slogan “jovem, moderna e... sem documentos”. Era uma VESPA que, de acordo com as regras do Código de Estrada de 1963, poderia ser dirigida sem placa e sem carteira, a partir dos 14 anos de idade. No ano seguinte surgia a SS 180, de 10 cv, seguida pelas versões Super Sprint 90 (1966), Primavera 125 (1967) e Elestart 50 (1970), esta com motor de arranque elétrico. Finalmente, em 1977, era lançada a família PX - com as versões de 125, 150 e 200 cm³. O maior dos motores desenvolvia 12.35 cv e chegou a ser oferecido no mercado norte-americano, na versão Rally. Um caixa de velocidades automática foi introduzida em 1984, sendo a manete de embreagem agora destinada ao freio traseiro.


As crescentes restrições ambientais obrigaram a Piaggio a retirar a VESPA do mercado americano em 1985. Ainda este ano, a marca apresentou uma VESPA completamente nova e redesenhada, a 125 T5 Pole Position, equipada com um novo motor que proporcionava um melhor desempenho. As linhas agressivas, o spoiler, o pára-brisa e o tacômetro digital aprimoraram seu caráter esportivo. Neste momento, a empresa tinha a difícil tarefa de competir com uma concorrência feroz de marcas japonesas. Com isso, nos anos seguintes, as VESPAS praticamente haviam desaparecido totalmente do mercado, a não ser os entusiastas, que mantiveram as clássicas scooters em operação, reconstruindo-as e restaurando-as. Com exceção de um modelo especial para colecionadores (Vespa 50 Special), introduzido em 1991, a VESPA só voltou a lançar um novo modelo em 1996, para comemorar os 50 anos da marca. Eram três versões: Vespa ET4, equipada com um motor de 4 tempos ambientalmente amigável de 125cc; a Vespa ET2, com um motor moderno e confiável de dois tempos; e a Vespa ET2 Injection, equipada com o motor FAST (Fully Atomized Stratified Turbulence), que foram os primeiros veículos de duas rodas com motores de dois tempos de injeção direta, permitindo ao piloto reduzir o consumo de combustível em até 30% e as emissões em até 70%.


Somente a partir de 2003 a marca reiniciou o lançamento de novos modelos, que mantiveram o mesmo charme e elegância em uma reinterpretação muito mais moderna. Pouco depois, em 2005, foi lançada a VESPA LX, responsável pelo retorno do “vespino”, o modelo de estrutura pequena que foi oferecida ao lado do “vespone” por mais de 40 anos, com um estilo e técnica extremamente modernos. Nos anos seguintes a VESPA lançou modelos extremamente modernos, com design fantástico e ambientalmente corretos.


No ano de 2015, em comemoração aos 70 anos da VESPA (que seria no ano seguinte) e do 40º aniversário da Giorgio Armani, os dois grandes ícones da cultura italiana se uniram para desenvolver uma versão especial da VESPA 946. Seguindo a paleta de cores da assinatura Armani, o design da scooter traz uma combinação especial de cinzas com toques sutis de verde, visíveis apenas sob determinadas condições de luz. O quadro de aço conta com diversos componentes de alumínio, como guidão, suporte do assento, painéis laterais, escudo frontal e suporte dos retrovisores. O modelo, além do visual, dá ênfase à segurança. Possui dois freios a disco de 220 mm, sistema ABS de duplo canal e controle eletrônico de tração. Somam-se ao conjunto rodas largas de 12 polegadas e juntas desmontáveis de liga de alumínio. O toque de estilo se completa com faróis de leds com sistema de dissipação de calor, luz traseira e setas também de leds, além de painel digital com múltiplas funções. O motor de 125 cc e injeção eletrônica é o mesmo da versão Primavera, que consegue render até 45.5 km/l. Para fechar o pacote e identificar a versão, o nome Emporio Armani vai impresso na lateral do veículo, enquanto o famoso logotipo da águia fica posicionado acima do farol dianteiro.


Em abril de 2016 a marca italiana completou 70 anos e para celebrar a ocasião, lançou uma série comemorativa da icônica scooter, batizada de Settantesimo, que chegou ao mercado nas novas cores Azul 70 e Cinza 70. O modelo também oferece uma nova bolsa de couro marrom que combina com o assento e pode ser posicionada na grade traseira de porta-bagagens que vem de série em todos os modelos dessa linha especial. Do quadrilátero da moda de Milão para invadir o restante da Europa, hoje a VESPA é moda no planeta inteiro, é chique em Nova York, Tóquio, Paris ou Kuala Lumpur. Um legítimo símbolo do design italiano e da cultura retrô. Presente nas ruas desde 1946, o veículo que deu origem às atuais scooters e que revolucionou o transporte individual nas grandes cidades, ainda é um sinônimo de liberdade para muitas gerações de motociclistas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos como mostra a imagem abaixo.


Os slogans 
Not just a scooter, a way of life. (2015) 
I love my world. 
Chi Vespa Mangia le Mele. (1969) 
La Dolce Vita. (anos de 1950)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Lançamento: 23 de abril de 1946 
● Criador: Enrico Piaggio e Corradino D’Ascanio 
● Sede mundial: Pontedera, Itália 
● Proprietário da marca: Piaggio & C. S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Roberto Colaninno 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Vendas globais: 170.000 (estimado) 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Motociclístico 
● Principais produtos: Scooters e acessórios 
● Concorrentes diretos: BMW (c 650), Suzuki (Burgman), Yamaha (Neo e T-Max), Honda (Lead e Biz) e Dafra (CityCom) 
● Ícones: O design do veículo 
● Slogan: Not just a scooter, a way of life. 
● Website: www.vespabrasil.com.br 

A marca no Brasil 
A VESPA começou a ser montada no Brasil a partir de 1958 pela empresa carioca Panauto, uma licenciada da Piaggio Italiana, e a inauguração da fábrica coincidiu com a febre mundial da motoneta (scooter), nesta década. O primeiro modelo lançado foi o M3 de 3 marchas, equivalente ao VB1 T na Itália ou VBA em outros países, na cor cinza opalescente e azul metálico (esmalte metalizado azul). Pouco depois, em 1960, saiu o modelo M4 com 4 marchas equivalente ao Touren T4 na Itália. Visualmente igual a M3, tinha a lanterna traseira modificada para o modelo “nariz do papa”. O Vespacar, também lançado este ano, foi muito utilizado para pequenas entregas e comércio de cachorro quente. A Panauto fechou em 1964. A VESPA só voltou a ser montada no Brasil entre 1974 a 1983, disponibilizando 4 modelos: 50cc, 125cc Primavera, 150 Super e Rally 200.


Entre 1985 e 1986, pela terceira vez, a VESPA voltou a ser montada no Brasil, desta vez pela Motovespa, uma parceria da empresa italiana com a Caloi. Então apareceu o modelo PX, com motor de 198 cc, equipado com ignição eletrônica que funcionava com câmbio de 4 marchas. Suas vendas foram crescendo no Brasil e atingiram o auge em 1986, quando a VESPA se tornou a segunda marca de scooters mais vendida do mercado, atrás apenas da Yamaha. Porém, somente a partir de 1986, até 1990, os veículos eram realmente fabricados em Manaus com índice de até 90% de nacionalização. Logo no seu primeiro ano, embalada pelo Plano Cruzado, a VESPA conseguiu suplantar a Honda CG 125 do posto de veículo de duas rodas mais vendido do mercado. A empresa conseguiu produzir a média de 2.5 mil unidades por mês, 50% acima da meta inicial. A Motovespa chegou a ter 300 funcionários na fábrica de Manaus e uma rede de 140 revendas espalhadas pelo país. A partir de 1987, porém, as vendas começaram a entrar em declínio e a empresa passou a ter problemas de administração. Isto culminou, em 1990, com o encerramento da produção. Depois disso, a marca chegou a vender no país apenas unidades importadas.


Isto até o final de 2016, quando a Piaggio relançou a VESPA no mercado brasileiro. Inicialmente eram quatro modelos disponíveis: Primavera (125 cc e 150 cc), Sprint (150 cc) GTS 300 (300 cc) e Vespa 946 Emporio Armani. Um dos pontos inusitados de sua estratégia no Brasil é que a montadora não terá uma rede de concessionárias. Por ser uma marca despojada, moderna, tecnológica e premium, não faz sentido uma estrutura de vendas convencional, que não tenha os mesmos atributos. Portanto, em vez de concessionárias, a VESPA iniciou sua comercialização em uma rede própria de boutiques, idealizadas para serem locais agradáveis, onde as pessoas querem frequentar e sempre retornar. A meta é estabelecer uma nova experiência, baseada em um estilo totalmente inovador de loja, com formatos exclusivos de venda. Para ambientar as boutiques, foi aplicado o conceito retrô-contemporâneo. Conectado aos atributos da marca, cada espaço é moderno, mas mesclado ao charme italiano clássico, vintage, que é a marca registrada da VESPA.


A marca no mundo 
Com mais de 18 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento, a VESPA comercializa sua gama de modelos em mais de 80 países ao redor do mundo. Os dois maiores mercados da marca são Itália e Reino Unido. A marca italiana vende anualmente mais de 170 mil unidades. Reconhecida como um dos marcos do design de veículos de duas rodas, um exemplar da VESPA está no Museu de Arte Moderna de Nova York (o popular MoMa), como exemplo da criatividade industrial italiana do século XX. A VESPA é de propriedade do Grupo Piaggio, também dono da Aprilia

Você sabia? 
A Vespa Side-Car foi criada entre o final de 1948 e o início de 1949. A VESPA com assento lateral permitia uma viagem de longas distâncias estável e confortável. O assento lateral era feito de chapa de aço, montado à mão e ligado à scooter por um único tubo. 
Com mais de 150 modelos (versões e variações) em sete décadas, a VESPA foi um verdadeiro sinônimo de Itália, que por um longo período foi conhecida como o “país da Vespa”. Surgiu até um novo verbo na língua de Dante: vespare, que significa ir a algum lugar de VESPA. Histórias não faltam sobre este charmoso inseto de duas rodas. 
A VESPA foi imortalizada no cinema quando a bela Audrey Hepburn explorou montada neste ícone a Cidade Eterna no filme “Férias em Roma”, de 1953. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 30/1/2017

6.6.06

PEUGEOT


Durabilidade, visual moderno, linhas arrojadas, desempenho e inovação. Essas cinco qualidades estão sempre presentes em automóveis representados por três ou quatro dígitos, como 206, 308, 407, 508 ou 4008, e que levam um pequeno leão como símbolo na grade frontal. Esses automóveis oferecem uma experiência de direção fantástica, com sensações fortes de condução e grandes emoções. Esses fatos transformaram a montadora PEUGEOT em um respeitado gigante mundial no setor automobilístico mundial. 

A história 
Nascido em 1734, Jean-Pierre Peugeot está na origem da orientação industrial da família. Atuou na indústria da tecelagem, e deixou aos seus herdeiros uma tinturaria, uma fábrica de óleos e um moinho de cereais. A história da tradicional montadora remonta a 1810, quando Jean-Pierre II e Jean-Frédéric Peugeot converteram o antigo moinho de cereais herdado de seu pai em uma fábrica de aço laminado a frio. Esta primeira fábrica produzia chapas de serra laminadas e molas de relojoaria, destinados à indústria do Franco-Condado. Em 1818 a PEUGEOT FRÉRES, como era chamada na época, iniciou a produção de ferramentas e acessórios para usos diversos. Além do famoso moinho de café criado em 1840, a família Peugeot inovou e desenvolveu suas atividades industriais, produzindo serras de fita, molas e armações para guarda-chuvas. Por volta de 1850 apareceu a marca do leão, utilizada para designar as ferramentas feitas com aço de alta qualidade (utilizado na fabricação de lâminas de serra). Oito anos mais tarde, no dia 20 de novembro de 1858, Émile Peugeot registrou a marca do leão no Conservatório Imperial de Artes e Ofícios.


A empresa crescia e a diversificação na linha de produtos era inevitável: as primeiras bicicletas feitas sob a marca PEUGEOT foram produzidas em 1882. O conhecimento adquirido na produção de bicicletas e sua posterior motorização colaboraram para o desenvolvimento dos primeiros triciclos e quadriciclos automotores comercializados pela empresa. Isto aconteceu em 1889, quando impulsionada pelo visionário Armand Peugeot, a empresa apresentou o primeiro veículo com a sua marca: o Serpollet-Peugeot, triciclo a vapor construído em colaboração com Léon Serpollet. Em seguida, no ano de 1890, Armand abandonou o vapor para adotar o petróleo e produziu o primeiro quadriciclo a gasolina: o Type 2, equipado com motor de 2 cilindros em V na parte traseira da marca alemã Daimler e que desenvolvia potência de 1cv. Foi então que, no dia 2 de abril de 1896, Armand Peugeot fundou a Société Anonyme des Automobiles Peugeot na cidade de Audincourt, tendo como endereço a cidade de Paris, e uma subsidiária em Marselha. A nova empresa tinha como objetivo produzir veículos de passeio e caminhões. Já no ano seguinte foi fabricado o primeiro automóvel chamado modelo 15, equipado com motor 100% produzido pela empresa. Os números aumentaram de forma constante, graças às muitas inovações, tais como a suspensão de três pontos e as primeiras rodas com pneus de borracha, que a PEUGEOT foi a primeira a empregar na produção de automóveis. No final do século, em 1899, o portfólio da empresa já compreendia 15 modelos, oferecendo automóveis de 2 a 12 lugares. Um ano depois a PEUGEOT alcançava a marca de 500 unidades produzidas. Do vapor à gasolina, do guidão ao volante, da roda ao pneu. Através de uma lógica de parceria industrial com Serpollet, Daimler e Michelin, Armand Peugeot não deixou passar nenhuma das inovações tecnológicas do seu tempo.


Em 1901, ao acrescentar um motor de 1.5cv a uma bicicleta foi criada a primeira motocicleta sob a marca francesa: a Motobicyclette. No ano seguinte foi lançado o modelo 306, primeiro carro a ter o motor na parte frontal, capô e volante. Pouco depois, em 1905, foi lançado o carro popular que ficou conhecido como “Bébé Peugeot”, um verdadeiro sucesso de venda. Pesando apenas 350 kg e tendo 2.7 metros de comprimento permitiam que seu pequeno motor pudesse levá-lo a velocidades pouco além de 40 km/h, um excelente desempenho para a época. Em 1912, Robert Peugeot sucedeu Armand e inaugurou uma nova fábrica na cidade de Sochaux. O desenvolvimento industrial e comercial teve apoio com o ingresso nas competições automobilísticas dos célebres automóveis da montadora francesa com motor de quatro cilindros, que ganharam inúmeras corridas. O período entre 1914 á 1918 foi dedicado quase por completo a suprir as necessidades do exército francês (ônibus, motores de avião, caminhões e 63.000 bicicletas) durante a Primeira Guerra Mundial. Somente em 1920, com o fim do conflito, a PEUGEOT deu um novo impulso em seu desenvolvimento com o lançamento de um pequeno modelo, o Quadrilette 161. Incluído na categoria de ciclomotores, este veículo de dois lugares, que atingia “incríveis” 60 km/h, teve uma grande aceitação entre os clientes da marca. Nesta época, a empresa foi separada em duas partes: divisão de motocicletas e bicicletas e a divisão automóvel.


Nos anos seguintes um plano de racionalização muito importante e a adoção de meios de produção em massa na fábrica de Sochaux permitiram que a empresa lançasse o primeiro modelo realmente de série: o 201, introduzido no mercado em 1929. O modelo de 6 cv revolucionou a história da montadora, afinal, foi a partir dele que a tradicional nomenclatura de três dígitos (com um zero no meio) da marca francesa começou a ser definitivamente adotada. Desde a sua origem, as denominações dos modelos não seguiam uma lógica que permitisse aos clientes identificá-los com facilidade. Então foi criada a famosa nomenclatura: com o primeiro algarismo representando o tamanho do carro, o terceiro a cronologia, e o número zero no meio representando a articulação entre os dois elementos. A PEUGEOT patenteou todos os números de 101 a 909, motivo pelo qual a Porsche, em 1963, foi obrigada a alterar o nome do modelo 901 para 911. O sucesso do modelo 201 serviu de ponto de partida para a criação da primeira linha de veículos novos da PEUGEOT, como por exemplo, o modelo 301 lançado em 1932, o 401 e o 601, estes comercializados em 1934. Inclusive os modelos 401 e 601 na versão Eclipse foram comercializados com um teto metálico retrátil, fruto da imaginação do designer Georges Paulin. Com isso, a PEUGEOT foi a primeira montadora a propor versões cupê conversível em série.


Em 1939, todos estes esforços de crescimento foram interrompidos, pois, mais uma vez, a empresa sofreu as consequências de uma guerra mundial: ocupação, bombardeios e saques de suas fábricas. Somente em 1948, no período pós-guerra, a montadora apresentou um novo modelo no Salão do Automóvel de Paris: era o PEUGEOT 203. Depois de três anos de reconstrução e reativação da produção, Jean-Pierre Peugeot, que presidia a empresa na época, viu seus esforços recompensados com o sucesso alcançado por este modelo entre uma clientela que se mantivera durante uma década órfã de novidades. O design deste modelo, de linhas arredondadas, inspirava-se nos veículos americanos e rompia com a habitual linha sisuda dos modelos 402, lançados em 1934. O modelo foi lançado no mercado em outubro, a versão berlina com quatro portas foi adaptada pelos taxistas de vários países, e também duas versões conversível, com 2 e 4 portas, assim como os modelos picape e furgão. Do modelo 203 fabricaram-se aproximadamente 70.000 exemplares entre 1948 e 1960.


O modelo 403 foi lançado em 1955, equipado com pára-brisa convexo e pedais suspensos. Quatro anos depois foi lançada a versão a diesel deste modelo, tornando-se o primeiro automóvel de passeio movido a este tipo de combustível. Em 1962 foi introduzido no mercado o modelo 404 desenhado pelo renomado estúdio italiano Pininfarina, que vendeu mais de 1.4 milhões de unidades. A versão conversível do modelo 404 foi um dos mais bonitos automóveis da década, sendo ainda hoje muito procurada pelos colecionadores. O modelo 204 foi lançado em abril de 1965. Este carro se destacou por sua modernidade: além de tração dianteira e um motor transversal, tinha freios a disco dianteiros e suspensão independente nas quatro rodas. Foi também o primeiro veículo da marca desenvolvido como um projeto, tal como os modelos que vieram depois. Neste momento, a PEUGEOT finalmente alcançava o sucesso. A década de 1970 foi repleta de novidades, primeiro, em 1972, com o lançamento do modelo 104, considerado na época o menor sedã quatro portas do mundo; segundo em 1974, quando ocorreu a fusão com a montadora Citröen, que se encontrava em apuros financeiros, criando assim o grupo PSA Peugeot Citröen (atual PSA Groupe), cujo objetivo era manter a identidade de ambas as marcas separadas, partilhando apenas os mesmos recursos técnicos; e por fim com o lançamento dos modelos 604 (1975) e 305 (1977), sendo que o primeiro entrou para a história como o primeiro veículo europeu equipado com um motor turbo diesel.


Nas décadas seguintes a montadora PEUGEOT se estabeleceu como uma das gigantes europeias, amparada por lançamentos de sucesso mundial como os modelos 206, 307 e 607, que venderam milhões de unidades e arrebataram outros milhares de fãs. Além disso, a montadora inaugurou fábricas em países estratégicos, como por exemplo, a China (1995), o Brasil (2001) e a Argentina, se tornando uma empresa verdadeiramente global. Em junho de 2008, a PEUGEOT, evidenciou o pioneirismo e comemorou a marca de 50 milhões de veículos produzidos em um total de mais de 160 modelos e 34 famílias de produtos, desde o modelo 201 ao 308, com estilo e características mundialmente reconhecidas. Em 2010, a Peugeot Motocycles mudou de nome para Peugeot Scooters, que em 2011 continuou revolucionando a mobilidade urbana com o lançamento da scooter e-Vivacity (100% elétrica) e a apresentação, em estreia mundial, no âmbito do 69º Salão Internacional de Motocicletas de Milão, da sua futura scooter de 3 rodas, denominada Peugeot Metropolis Project 400i.


Passados mais de 200 anos, a marca PEUGEOT ainda é sinônimo de inovação e diversidade. Inovação na área de automóveis elétricos e dos motores híbridos com a comercialização, na Europa, do PEUGEOT iOn, em 2010, e do 3008 HYbrid4 (primeiro veículo híbrido a diesel do mundo, que propunha uma oferta inédita em matéria de prestações ambientais e sensações de condução), em 2012. Além disso, lançou o selo Blue Lion, identificando os melhores modelos de sua gama que melhor conjugam desempenho e respeito ao meio ambiente, cuja redução das emissões de CO2 se traduz em uma oferta de produtos que ostentam este símbolo.


A linha do tempo 
1953 
Lançamento da primeira scooter da marca francesa, denominada S 55
1983 
Lançamento do PEUGEOT 205, um automóvel de pequeno porte apresentado em duas versões, Turbo e GTI, e oferecido a diesel ou gasolina. Foram produzidas mais de 5.3 milhões de unidades do modelo até 1998. 
1987 
Lançamento do PEUGEOT 405, um automóvel de porte médio-grande, com tração dianteira. 
1989 
Lançamento do PEUGEOT 605, um automóvel executivo de porte médio-grande produzido até 1999.
1991 
Lançamento do PEUGEOT 106, um automóvel super pequeno, sendo uma alternativa ideal para o transporte urbano, cidades lotadas e trânsito caótico. Foi inicialmente vendido apenas na versão hatch de 3 portas, e apenas no início de 1992 a versão hatch de 5 portas foi disponibilizada. Sua produção foi encerrada em 2003 com aproximadamente 2.8 milhões de unidades vendidas. 
1993 
Lançamento do PEUGEOT 306, um automóvel compacto. Este modelo foi produzido até 2002 com mais de 2.8 milhões de unidades vendidas em todas as suas versões.  
1994 
Lançamento do PEUGEOT BOXER, uma van utilitária que se tornou um sucesso no mercado mundial. Foi uma tentativa bem sucedida de revitalizar sua linha de veículos utilitários. O modelo já passou por algumas revitalizações e continua como carro chefe dos veículos comerciais da marca. 
1995 
Lançamento do PEUGEOT 406, automóvel de porte médio-grande. Este modelo foi produzido até 2004. 
1998 
Lançamento do PEUGEOT 206, um grande sucesso mundial conquistado pelo design moderno e as linhas esportivas. O modelo de pequeno porte era ágil e adequado para o dia a dia das grandes cidades, e se tornou o maior sucesso comercial da marca francesa. O modelo, que parou de ser fabricado em 2012, vendeu mais de 9 milhões de unidades. 
1999 
Lançamento do PEUGEOT 607, automóvel de porte grande de quatro portas. A grande novidade estava no motor HDi equipado com filtro de partículas (FAP), um dispositivo de auto limpeza que reduzia em 99.9% as emissões de partículas de fuligem emitidas pelos motores diesel. A produção do modelo foi encerrada em 2010. 
2001 
Lançamento do PEUGEOT 307, um compacto médio oferecido nas versões hatch, perua, cupê (conversível) e sedã (esta última apenas na América do Sul e na China). 
2002 
Lançamento do PEUGEOT 807, um monovolume top de linha para sete passageiros com portas corrediças em ambos os lados, acionadas eletricamente, que virou um sucesso de venda. O modelo foi redesenhado em 2008 e teve a produção encerrada em 2014. 
Lançamento da ELYSTAR, primeira scooter com freios ABS. 
2004 
Lançamento do PEUGEOT 407, um automóvel de porte grande oferecido nas versões sedã, perua e cupê. O modelo era montado sobre a mesma plataforma do Citroën C5. A PEUGEOT também mostrou grande preocupação com o visual. O acabamento interno era primoroso e o painel e o quadro de instrumentos eram de fácil adaptação e manuseio. Foi produzido até 2010. 
2005 
Lançamento do PEUGEOT 107, menor automóvel produzido pela montadora até então e cuja produção foi encerrada em 2014. 
Lançamento do PEUGEOT 1007, uma minivan que possuía como destaque suas duas portas pantográficas (deslizam por um trilho fixado na lateral do carro). A produção foi encerrada em 2009 depois de um fracasso histórico nas vendas que causou enorme prejuízo. 
2006 
Lançamento do PEUGEOT 207, um carro mais robusto e seguro que o antecessor 206, com mais de 1.250 kg e 4 metros de comprimento. Apresentava-se em duas versões: Sport e Classic. A produção foi encerrada em 2014 com mais de 4.1 milhões de unidades vendidas. 
2007 
Lançamento do PEUGEOT 308, um compacto de porte médio. O modelo tinha seis opções de motor, três a gasolina e três a diesel. Sem contar a versão esportiva, denominada RC, equipada com motor de 210 cv. 
Lançamento do PEUGEOT 4007, um utilitário esportivo de médio porte, sendo a primeira experiência da montadora francesa neste segmento. O modelo era feito sob a plataforma do Mitsubishi Outlander, tendo as mesmas medidas: 4,64 metros de comprimento, 1,81 metros de altura e distância entre eixos de 2,67 metros. A produção foi encerrada em 2012 com apenas 49 mil unidades vendidas. 
2009 
Apresentação no Salão do Automóvel de Genebra do PEUGEOT 3008, um crossover para cinco passageiros que procurava conciliar as conveniências e o conforto de um veículo utilitário esportivo com a dirigibilidade de um automóvel normal. O modelo oferecia alguns sistemas valiosos de auxílio ao motorista, como o Head Up Display (que projeta informações em um visor de policarbonato transparente, situado à frente do pára-brisa), alerta de distância em relação ao veículo da frente, freio de estacionamento com acionamento automático e um sistema de assistência para sair da imobilidade em ladeiras. Seu porta-malas era generoso: 432 litros com os bancos em posição normal, e 1.241 litros com os encostos rebatidos. 
Lançamento do PEUGEOT 5008, uma minivan extremamente versátil, que pode acomodar cinco ou sete passageiros com muito conforto. 
2010 
Lançamento do PEUGEOT RCZ, um cupê esportivo com linhas agressivas para dois passageiros, que se tornou o primeiro carro da marca a não utilizar a tradicional nomenclatura numérica. O modelo vendeu mais de 67 mil unidades. 
Lançamento do PEUGEOT 408, um sedã compacto que se tornou uma das maiores apostas da montadora. Até 2012 o modelo já tinha vendido mais de 200 mil unidades. 
Lançamento do PEUGEOT iOn, um pequeno carro urbano 100% elétrico. 
2011 
Lançamento do PEUGEOT 508, um sedã grande e luxuoso, equipado com as mais avançadas tecnologias. O modelo também disponibiliza a versão SW (perua). 
2012 
Lançamento do PEUGEOT 301, um novo sedã compacto, especificamente desenvolvido para países emergentes. 
Lançamento do PEUGEOT 208, um subcompacto oferecido nas versões 3 e 5 portas. Existe também a versão super esportiva, lançada em 2016 e chamada GTi by Peugeot Sport. É o mítico GTi em uma versão ainda mais radical desenvolvida pela divisão Peugeot Sport. 
2013 
Lançamento do PEUGEOT 2008, um crossover compacto que se tornou um enorme sucesso. 
2014 
Lançamento do PEUGEOT 108, novo compacto da marca que traz equipamentos como partida por botão e ar-condicionado automático. O modelo dá um salto evolutivo em relação ao antecessor, o 107. Agora, há uma inédita versão de quatro portas, chamada de Top!, que traz, de série, teto solar retrátil de tecido. 
2016 
Lançamento do PEUGEOT TRAVELLER, uma van luxuosa de passageiros que pode ser configurada para carregar cinco, sete, oito ou até nove pessoas e aposta em equipamentos de segurança e no consumo eficiente. O modelo ainda aposta na versão TRAVELLER i-Lab, que incorpora ao seu interior um escritório de luxo, sendo apropriada no período de deslocamento entre o aeroporto e o escritório, e até em uma situação de retorno de viagem de negócios.


A tecnologia e design interior 
A marca francesa deseja que seus clientes tenham uma experiência diferenciada no interior dos seus carros. Isso começou em 2012 quando a marca apresentou o PEUGEOT i-Cockpit® no modelo 208, que tornou as sensações ao volante ainda mais dinâmicas, aumentando o prazer do condutor. A partir daí, o estilo de design interno foi adotado para outros modelos e, em 2016, a marca revelou sua mais recente atualização. O painel ficou extremamente futurista. Mas o que mais chama atenção é o painel de instrumentos totalmente digital com tela de 12,3 polegadas. Há ainda outra tela central de 8 polegadas, sensível ao toque e que traz funções de entretenimento, ar-condicionado, telefonia, entre outras. Já o exclusivo volante Sportdrive de dimensões reduzida, revestimento em couro e aplique cromado conferem um toque sofisticado e maior agilidade, enquanto seu tamanho reduzido garante melhor visibilidade do painel elevado. Isso permite ao motorista ficar atento às informações do veículo, ao mesmo tempo em que mantém os olhos na pista. O console central recebeu mudanças significativas. Há uma moldura em aço que começa nos botões centrais e vai descendo, criando uma espécie de proteção para o local onde fica situada a alavanca de câmbio, botões Sport e Start/Stop e o freio de estacionamento. Seu desenvolvimento baseou-se na experiência de 2.2 milhões de utilizadores da primeira geração do PEUGEOT i-Cockpit®.


A tradição no esporte 
Através dos tempos, a PEUGEOT firmou-se como uma marca genuína de forte ligação com o automobilismo. Desde o início a empresa francesa entendeu que os esportes automobilísticos eram uma base sólida para avaliar e promover seus modelos. Foi pioneira ao participar, em 1894, com cinco automóveis do Rali Paris-Rouen. Um dos pilotos chegou em segundo lugar com um PEUGEOT. Era um começo de uma ligação vitoriosa com o automobilismo através da divisão PEUGEOT SPORT que rendeu muitas glórias: 5 títulos de construtores no Campeonato Mundial de Rali (1985, 1986, 2000, 2001 e 2002); 3 vitórias na tradicional prova 24 horas de Le Mans (1992, 1993 e 2009); 2 vitórias nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis (1913 e 1916); 5 vitórias no Rali Paris-Dakar (1987, 1988, 1989, 1990 e 2016), além de participações honrosas na Fórmula 1. Hoje a competição e os valores a ela relacionados estão solidificados em seu DNA. Essa característica contribui de forma efetiva para o desenvolvimento de novas tecnologias, agindo favoravelmente para o fortalecimento da imagem de seus produtos. Fundamentada nesta tradição esportiva, a montadora francesa elegeu 2007 como o ano do retorno às 24 Horas de Le Mans, uma das mais prestigiadas provas de resistência do mundo. Para tanto, projetou um carro à altura deste ambicioso desafio: o PEUGEOT 908 HDi FAP, que venceria a tradicional prova em 2009.


Além disso, a marca francesa também esteve sempre muito presente no ciclismo. A PEUGEOT construiu sua primeira bicicleta em 1882, mas foi com o modelo Grand Bi, em 1896, e a produção em série de bicicletas com transmissão por corrente, que permitiu a marca ingressar nas competições de ciclismo. Em 1905, a marca venceu a sua primeira Tour de France com Louis Trousselier, marcando presença com sucesso em uma das mais simbólicas provas esportivas do mundo. Em 1977, a PEUGEOT venceu a sua 10ª e última Tour de France com Bernard Thévenet. Este recorde de vitórias, não igualado até hoje, confere à marca francesa o status de lenda no mundo do ciclismo.


O museu 
A história para a concepção do museu começou em 1982 quando Pierre Peugeot, então presidente do grupo PSA Peugeot-Citröen, criou a PEUGEOT ADVENTURE ASSOCIATION, que tinha como proposta coletar e organizar a rica história da tradicional montadora. Depois de quase seis anos de pesquisas e recuperação de dados e carros históricos, o MUSÉE de L’AVENTURE PEUGEOT foi inaugurado em 1988 na cidade de Sochaux, localizada à 400 quilômetros a leste de Paris, onde fica a uma das mais importantes sedes da montadora e não muito distante da fronteira com a Suíça. Em 2000, o museu já estava três vezes maior que seu projeto original, cobrindo 45.000 m², dos quais 10.000 m² abertos ao público.


O passeio tem início em uma área dedicada aos produtos resultantes das primeiras atividades da PEUGEOT, ainda antes mesmo de se tornar um fabricante de automóvel. Aí é possível encontrar artigos laminados, lâminas radiais ou mesmo a Gran-Bi, a emblemática bicicleta com uma enorme roda dianteira e uma pequena roda traseira. Segue-se a parte dedicada aos primórdios do automóvel, que abrange o período entre 1891 e 1904, onde é possível encontrar veículos pioneiros, ou seja, alguns dos automóveis mais antigos do mundo – incluindo o “vis-a-vis” de 1891, o primeiro automóvel da história equipado por um motor a gasolina. De 1905 a 1918 destaca-se o célebre “Bébé Peugeot”, um dos pioneiros da produção industrial e dos quais foram produzidos 3.000 exemplares, enquanto o Quadrilette 161 é uma das grandes estrelas do período entre 1919 e 1935. Os excessivos anos de 1920 também influenciaram o mundo automobilístico. Um exemplo é o Landualet 184, um autêntico blindado, exposto lado a lado com os primeiros modelos da PEUGEOT que adotaram a ainda hoje utilizam a tradicional nomenclatura dos três dígitos. Em outra área é retratado o período entre 1950 e 1980, que acabaria ficando conhecido como os “Trinta Anos de Glória” da marca francesa. O museu ainda apresenta inúmeros veículos comerciais produzidos entre 1894 e 1990, destinados aos mais diversos usos, como por exemplo, transporte de bens e pessoas, ambulâncias e veículos militares. As duas rodas têm igualmente lugar na história da marca francesa: da Gran-Bi de 1896 à scooter ST de 1987, passando pela bicicleta com que Bernard Thevent venceu a Tour de France em 1977, e por diversos modelos de automóveis de competição, que conquistaram inúmeras glórias nas pistas.


O acervo do museu conta hoje em dia com mais de 450 automóveis, dos quais 120 em exibição (entre eles a McLaren Peugeot que pertenceu a Mika Hakkinen e o Peugeot 908 HDI, que venceu a tradicional prova de Le Mans); 300 motocicletas; mais de 3.000 objetos que levam a marca PEUGEOT e cinco mil quilômetros de arquivos, que contam a rica e maravilhosa história da marca francesa. No fundo do terreno, há um pequeno ateliê de restauração. O museu oferece ainda peças para quem estiver restaurando automóveis antigos, entre os modelos 203 e 504, além de arquivos de referência para colecionadores. Mais de 2 milhões de pessoas visitaram o museu desde sua inauguração.


O estúdio de design 
Fundado em 2012, o PEUGEOT DESIGN LAB, é um estúdio de design aberto a clientes fora da indústria automobilística, cujo objetivo é desenvolver estratégias de marca fortes e coerentes, de modo a reforçar os valores, os códigos e a identidade do cliente. Sua principal missão é a concepção de produtos, serviços e experiências para uma clientela externa de todos os setores do mercado. Uma equipe dedicada à criação de produtos, que não sejam veículos PEUGEOT, foi criada com o objetivo de desenvolver essa área de atividade. Essa ambição tornou-se rapidamente uma realidade em função das solicitações que surgiram de outras empresas. O estúdio já projetou e desenvolveu projetos para iates, helicópteros, brinquedos, relógios, pianos, utensílios de cozinha, entre outros itens.


Outros produtos 
A tradicional montadora francesa é também conhecida pela excelente linha de bicicletas, produzidas pela primeira vez no longínquo ano de 1882, relançada no final dos anos de 1990 e cujo maior mercado é a Europa. Hoje em dia, a marca francesa oferece uma completa linha de bicicletas com aproximadamente 50 modelos, desde as urbanas, passando pelas elétricas, infantis e até mountain bikes e modelos para competição. Mais recentemente a marca apresentou a bicicleta DL121 como uma edição limitada que promete atingir novos níveis no quesito design. Fabricada em alumínio e carbono, e com detalhes em cobre, o modelo foi projetado pensando no ciclismo urbano moderno, e possui uma pedaleira de 18 dentes e apenas uma velocidade, além de uma espécie de bolsa instalada no quadro para guardar objetos como tablets.


A marca também oferece mais de 20 modelos de scooters, de 50cc a 200cc. As mais recentes novidades da tradicional marca do leão, neste segmento são: os scooters Kisbee e Tweet e o Hybrid3 Evolution, protótipo de três rodas (duas rodas na dianteira), que pode gerar 49 cv de potência máxima. O modelo está equipado com tecnologia híbrida, na qual o veículo pode rodar com propulsão elétrica, a gasolina ou com ambas funcionando ao mesmo tempo. A PEUGEOT é a quarta montadora europeia e mais antiga marca no segmento dos veículos motorizados de duas rodas, além de ser pioneira no segmento de scooter elétrica.


O que poucos sabem é que a PEUGEOT começou sua trajetória fazendo moedores de pimenta, muito antes de produzir seu primeiro automóvel. A marca francesa fez seu primeiro moedor de café em 1842 e o de pimenta em 1874. Hoje em dia a PEUGEOT continua fabricando moedores de café, pimenta e sal que são um sucesso internacional, objetos indispensáveis nas mesas de todos os gourmets e pessoas sofisticadas do mundo. Estes moedores contam com um sistema patenteado, chamado u’Select, que possibilita uma regulagem exata na espessura da moagem dos grãos, com 6 níveis, a escolha do usuário. A qualidade é indiscutível e as engrenagens são de aço inox, o que evita a corrosão, e possuem garantia vitalícia diretamente com o fabricante. A linha de utensílios ainda oferece moedor de noz-moscada, canivete saca-rolhas, decanter (vinho) e champanheira.


A mobilidade urbana sob uma nova perspectiva 
Trata-se do projeto MU by Peugeot, e sinceramente, é uma proposta incrível. A ideia é simples, deixar de fornecer um produto e passar a oferecer um serviço. Não, a PEUGEOT não deixará de vender automóveis. Pelo menos em um futuro próximo. O projeto funciona assim: uma pessoa (que não precisa ser proprietário de um automóvel, e caso seja, não precisa ser da marca PEUGEOT) adquire um cartão pré-pago em um site próprio na internet que dá direito a uma gama de serviços oferecidos pela empresa. Existem duas maneiras de gastar os créditos do cartão: alugando produtos e acessórios oferecidos pela PEUGEOT (como por exemplo, alugar uma scooter durante o mês para uma melhor mobilidade urbana; um veículo comercial para uma mudança ou traslado de um grupo grande de pessoas; ou mesmo, apenas um GPS por um determinado período, cadeirinha infantil e porta-bagagens de teto, dentre outros acessórios), ou adquirindo serviços de uma empresa parceira (como programar uma viagem reservando passagens aéreas, hotel e um transporte para os traslados). Inicialmente o projeto fechou acordo com aproximadamente 20 mil parceiros e foi lançado apenas na França, com expansão para outros países da Europa como Alemanha, Espanha e Reino Unido.


Campanhas que fizeram história 
A PEUGEOT é responsável por campanhas marcantes no setor automobilístico. Algumas delas ficaram marcadas na mente do consumidor e colocaram a marca entre as mais criativas e emblemáticas quando a assunto é comunicação. A campanha intitulada “The Cars”, criada em 2004 pela agência BETC Euro RSCG de Paris para o lançamento do novo modelo PEUGEOT 407, carro que iria substituir o modelo 406 da fabricante francesa, foi uma verdadeira aula de comunicação. O novo modelo iria competir diretamente com modelos alemães, como o VW Passat, Audi A4 e BMW 3, que predominavam absolutos nesse segmento. Seguindo o sucesso traçado pelo modelo anterior, o 406, a campanha posicionou o veículo como uma referência de qualidade e design, tal qual acontece com os concorrentes alemães. O jeito escolhido pelos criativos foi mostrar o novo 407 como um carro com corpo latino e alma germânica, como uma nova geração nessa categoria de automóveis. Para tanto, os anúncios faziam brincadeiras com carrinhos de brinquedo em uma excelente aventura visual.

   

A campanha era composta por um comercial de televisão, intitulado “The Toys” (clique no ícone acima para assistir), com 60 segundos de duração, embalado pela trilha sonora “Can You Trust Me?”. Todos os carros mostrados no filme eram brinquedos, exceto o novo PEUGEOT 407, que desfilava imponente nas ruas de uma cidade. Apareciam todos os tipos de carros e situações comuns aos motoristas, como uma loja de automóveis de brinquedos, um motorista guardando seu carro dentro da caixa (garagem), um policial multando e um proprietário chutando seu carro de brinquedo que quebrou. No final, entrava o título: “Playtime is Over” (em português “A brincadeira acabou”), seguido da assinatura do PEUGEOT 407. Uma excelente sacada e também uma forma sutil de mostrar a superioridade do novo modelo sobre seus tradicionais concorrentes alemães.


Porém, o comercial mais famoso e premiado da marca foi criado pela agência Euro RSCG da Itália em 2002 para o modelo PEUGEOT 206. O filme, que se passa na Índia, tem início com batidas de um carro contra a parede, seguidas de marretadas e até a ajuda de um elefante para amassar o capô. Tudo isso para “transformar” um velho sedã sem atrativos visuais em um PEUGEOT 206 e estar na moda. Com o slogan “Peugeot 206, Irresistível”, o filme chamado “Sculptor” criou um enorme impacto diante dos consumidores do mundo todo, conquistando inúmeros prêmios publicitários. Clique no ícone abaixo para assistir ao comercial. 

   

A evolução visual 
O logotipo da PEUGEOT marca sofreu inúmeras remodelações no decorrer dos anos. O surgimento do tradicional LEÃO aconteceu em 1850 quando a PEUGEOT FRÉRES, para classificar as ferramentas que fabricava, registrou publicamente três símbolos: 

- um leão com ou sem flecha para 1º unidade 
- uma lua crescente para 2ª qualidade 
- uma mão para a 3ª qualidade 

Em 1858 o tradicional leão foi oficialmente registrado como marca. Em 1925, uma primeira modificação significativa no grafismo do leão foi feita para atender às necessidades de propaganda e publicidade da época. Quatro anos depois os automóveis ganharam o escudo com cabeça do leão. Em 1939, as bicicletas passaram a utilizar o leão combatente. A partir do período de pós-guerra foi adotado o leão símbolo da região de Franche-Comté que corresponde também ao Montbéliard, região de origem do clã PEUGEOT. Em 1980 uma nova modificação realçou o estilo do leão com uma linha reforçada (Lion Fil) e logotipo que formaram um conjunto “Bloco Marca” inconfundível em todo mundo. A antepenúltima identidade visual da PEUGEOT (Lion Plein) foi introduzida em 1998, e refletia a fidelidade e raízes da marca, com sentido de modernidade e coerência acompanhando a evolução de produtos. Em 2002, o logotipo da PEUGEOT evoluiu a partir da marca do leão, agregando elementos para garantir maior impacto visual, solidez e flexibilidade de aplicação. Valorizou-se a imagem de uma empresa dinâmica, porém sem deixar de lado a tradição de um nome sempre ligado ao pioneirismo. Em janeiro de 2010, a PEUGEOT anunciou uma nova identidade visual. O tradicional leão também mudou. Criado pela equipe de designers da própria empresa, o novo ícone é mais simples e dinâmico em termos de movimento, além de apresentar aspecto metalizado. O leão se libertou da bandeira azul para, segundo a marca, melhor exprimir sua força. O tom de azul que simboliza a PEUGEOT se tornou mais profundo. O primeiro veículo a ostentar o novo logotipo da marca foi o modelo PEUGEOT RCZ.


Os slogans 
Motion & Emotion. (2010) 
Don’t dream. Drive. (2006) 
The drive of your life. (2004) 
Good cars cost less at Peugeot. (2000) 
The lion goes from strength to strength. (1997) 
Beyond the obvious. (1991) 
What a feeling. (1984) 
A new sensation on the roads. (1983) 
Take pride in precision. (1981) 
It’s tougher than it has to be. (1979) 
Live the pleasure. 
Movimento e emoção. (Brasil) 
Emoção em movimento. (Brasil) 
Dirija este prazer. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1810 (empresa) e 2 de abril de 1896 (montadora)  
● Fundador: Jean-Pierre II e Jean-Frédéric Peugeot (empresa) e Armand Peugeot (montadora) 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: PSA Groupe 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: Carlos Tavares 
● CEO: Jean-Philippe Imparato 
● Faturamento: €28 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não Divulgado 
● Vendas globais: 1.920.000 veículos (2016) 
● Presença global: 160 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 170.000 (PSA Groupe) 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Automóveis e utilitários 
● Concorrentes diretos: Renault, Volkswagen, Citröen, Chevrolet, Ford, Fiat, Kia, Hyundai, Honda e Toyota 
● Ícones: O leão de seu logotipo 
● Slogan: Motion & Emotion. 
● Website: carros.peugeot.com.br 

A marca no Brasil 
A trajetória de sucesso da PEUGEOT com o Brasil começou em 1898, quando Santos Dumont trouxe o primeiro carro da marca para o país. No entanto, a chegada oficial aconteceu em 1992, como importadora de veículos, lançando no ano seguinte o modelo 306, seguido pelo modelo 406 em 1995. A montadora começou a consolidar sua história em solo nacional com a comercialização, em 1999, do modelo 206, um case de sucesso no mundo todo. Então importado da França e Argentina, o veículo chegou a liderar o segmento de modelos compactos 1.6, superando marcas tradicionais no país. A PEUGEOT foi uma das últimas das grandes montadoras a construir uma fábrica em uma onda de investimentos que começou no final dos anos de 1990. A fábrica foi inaugurada no dia 1 de fevereiro de 2001 em Porto Real no estado do Rio de Janeiro como um dos centros de produção mais modernos do grupo no mundo. O primeiro modelo produzido foi o PEUGEOT 206. Atualmente são produzidos automóveis que abastecem países como Argentina, Costa Rica, Venezuela, Chile, Peru, Equador, México, Uruguai, Colômbia, Cuba e, claro, Brasil. E em 15 anos de operação, essa fábrica já produziu mais de 1.3 milhões de veículos e 1.8 milhões de motores.


Em 2008 a montadora iniciou oficialmente à produção do primeiro veículo da marca totalmente desenvolvido no Brasil: o PEUGEOT 207 Brasil, fruto do trabalho de uma equipe formada principalmente por brasileiros. O automóvel era um modelo 206 apenas reestilizado no Brasil com dianteira e painel de instrumentos inspirados no 207 vendido na Europa. Depois de convencer a matriz francesa de que a PEUGEOT precisava investir em uma picape compacta, a primeira em 110 anos de história da marca como fabricante de automóveis, a montadora lançou no mercado em 2010 a PEUGEOT HOGGAR amparada em dois fortes argumentos: dirigibilidade e capacidade de carga. O modelo foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro. A PEUGEOT dispõe atualmente de mais de 170 pontos de venda espalhados pelo território nacional. A montadora francesa vende em média mais de 100 mil veículos no mercado brasileiro anualmente.


A marca no mundo 
Os veículos da PEUGEOT são vendidos em aproximadamente 160 países através de uma rede de 10 mil concessionárias. Atualmente, a montadora francesa possui 24 fábricas distribuídas por todo o mundo. As vendas da montadora francesa, sempre muito fortes na Europa, ganham destaque em países como China, Rússia e América Latina, especialmente o Brasil. Em 2016, a marca comercializou 1.92 milhões de veículos ao redor do mundo. A marca PEUGEOT tem aproximadamente 60% de sua produção vendida no continente europeu. A PEUGEOT pertence ao PSA Groupe, também proprietário de marcas como Citröen, Opel e Vauxhall. 

Você sabia? 
No início de sua história, a PEUGEOT já fabricou crinolinas, aquelas molduras de arame que ficavam por baixo dos vestidos das mulheres no século XIX. 
A marca já fabricou bicicletas no Brasil. Isto aconteceu entre 1977 e 1982. Na verdade quem fabricava era uma empresa chamada Almec, da cidade de Montes Claros, estado de Minas Gerais, que tinha 40% de seu capital pertencente à Cycles Peugeot. A bike era a Peugeot 10, modelo baseado nas bicicletas de competição que concorria diretamente com a emblemática Caloi 10. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (, Mundo do Marketing, BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 5/6/2017