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22.9.19

HARRY WINSTON


O poder para encantar em qualquer ocasião. Surpreender e fascinar com seu brilho intenso mulheres no mundo todo. E a capacidade para tornar romântico o mais simples momento. Assim é o diamante e sua simbologia. E se for esculpido pelas mãos da renomada joalheria HARRY WINSTON não tem preço. Ou melhor, tem. Mas poucos podem pagar. De um pedaço de mármore, Michelangelo criou David. E de simples diamantes, Harry Winston criou arte e beleza. Hoje o seu legado perdura no tempo e as novas coleções de joias da marca continuam fascinando pela sua incomparável beleza e esplendor. 

A história 
Tudo começou com o cidadão ucraniano Harry Winston, nascido no dia 1 de março de 1896, no seio de uma família humilde, e que ainda jovem imigrou para a cidade de Nova York, onde o seu pai possuía uma modesta joalheria. Desde muito cedo aprendeu que a sua vocação seriam as pedras preciosas. Com apenas 12 anos, ele vislumbrou na vitrine de uma casa de penhores da cidade uma mistura de anéis, pulseiras e brincos, mas entre todas essas pechinchas, observou um anel em particular. Vasculhando nos seus bolsos, pôde comprovar que dispunha dos 25 centavos de dólar que o balconista pedia. Saiu da loja sabendo que realmente havia comprado uma esmeralda. Levou apenas dois dias para transformar esse investimento em US$ 800, uma enorme fortuna para a época. Foi assim que começou a comprar joias em liquidações de bens por preços baixos por serem consideradas fora de moda e as reformava e transformava em belíssimas peças para venda. Além disso, ficou popular por comprar a coleção de joias de Rebecca Darlington Stoddard em 1925, a coleção de Arabella Huntington no ano seguinte e a Coleção Baldwin em 1932, que incluía um diamante em corte esmeralda de 39 quilates, e redesenhá-las em peças com estilos mais contemporâneos, mostrando assim sua habilidade única na fabricação de joias.


Ainda em 1932 ele, que então já era um gemologista e perspicaz homem de negócios, fundou a Harry H. Winston Jewels em Manhattan. Seu foco inicial era transformar as pedras preciosas que adquiria em peças belas, minimalistas e atemporais. Suas joias deslumbrantes, luxuosas e construídas com grande maestria se tornaram rapidamente um grande sucesso. Em 1935, o Sr. Winston compraria seu primeiro diamante bruto importante - o Jonker - de 726 quilates. Esse fato se tornou manchete em todo o mundo. A lapidação do Jonker resultou em doze pedras individuais, com a maior - um corte de esmeralda - pesando um total de 125.35 quilates. Pouco depois, em 1936, sua joalheria foi renomeada apenas para HARRY WINSTON. No início da década de 1940, inspirada na geometria da natureza, a joalheria e seus designers foram pioneiros na inovadora técnica de agrupamento, na qual os diamantes individuais, e não as configurações de metal, ditariam o desenho das joias, maximizando assim o brilho de cada pedra preciosa. O icônico design do Winston Cluster continuaria inspirando os designers da alta joalheria nos próximos anos. Além disso, HARRY WINSTON revolucionou o design em joias ao criar peças de platina flexíveis e artesanais que conseguiram uma leveza, dimensão e brilho inimagináveis.


A HARRY WINSTON começou uma nova tendência no mundo da alta joalheira, em 1944, ao ser a primeira marca do segmento a emprestar joias extraordinárias para celebridades usarem nos tapetes vermelhos. Neste ano, a joalheria emprestou diamantes para a atriz Jennifer Jones usar na premiação do Oscar, onde ganhou o prêmio de melhor atriz. Desde então, a marca empresta peças magníficas para atrizes, o que transformou o Sr. Harry Winston no “Joalheiro das estrelas” (em inglês “Jeweler to the Stars”). Em 1948 Winston conheceu o duque e a duquesa de Windsor pela primeira vez. Encantados por suas peças, eles comprariam joias da HARRY WINSTON para sua coleção pessoal, incluindo o famoso McLean Diamond. No final desta década, em 1949, a paixão latente do Sr. Winston o fez adquirir a coleção completa de joias da socialite americana Evalyn Walsh McLean, incluindo a Estrela do Oriente de 94.80 quilates e o famoso Hope Diamond, um deslumbrante diamante azul raro de 45.52 quilates, que pertenceu a Louis XIV, Marie Antoinette e Lord Henry Hope. Winston resolveria posteriormente, em 1958, doar o Hope Diamond para o Smithsonian Institution em Washington, como um presente para o mundo, e ajudou a estabelecer a Coleção Nacional de Gemas do museu. Em 1950, inspirados pela simetria e beleza de uma das flores mais majestosas da natureza, o girassol, os designers da joalheria criaram estonteantes joias neste formato pela primeira vez.


Em 1952, a joalheria ganhou ainda mais atenção mundial, quando a revista Life divulgou que a HARRY WINSTON possuía a segunda maior coleção de joias históricas do mundo, ficando atrás somente da família real britânica. Em 1955, a fama internacional era tamanha, que a joalheria resolveu inaugurar sua primeira loja internacional na cidade de Genebra, na Suíça, seguida por uma segunda unidade em Paris, no ano de 1957. Pouco depois, em 1960, a joalheria mudou sua loja para o icônico endereço da Quinta Avenida 718, que até hoje, não só abriga sua principal loja, como também o estúdio de design e arquivos históricos da marca. Em 1966, a HARRY WINSTON adquiriu um diamante bruto de 241 quilates, que ela cortou em um diamante que foi lapidado em uma impecável peça em forma de pêra de 69.42 quilates. Essa preciosidade foi comparada pelo ator Richard Burton para sua esposa, a então atriz Elizabeth Taylor, e renomeada como Taylor-Burton Diamond. No dia 28 de dezembro de 1978 Harry Winston, que ficou conhecido como “Rei dos Diamantes”, faleceu aos 82 anos de idade. Seus dois filhos, Ronald e Bruce, entraram então em uma batalha pelo controle da empresa, que duraria mais de uma década e culminaria com a venda da empresa para a canadense Aber Diamond Corporation.


Em 1988 a joalheria inaugurou sua primeira loja na cidade japonesa de Tóquio, ingressando assim em um mercado apaixonado por joias e pedras preciosas. No ano seguinte, a HARRY WINSTON estreou no segmento da alta relojoaria com o lançamento de peças incríveis, que mostravam o tempo de forma única e criativa. Hoje, de todas as coleções de alta relojoaria da marca, uma em particular continua a desafiar as expectativas, criando antecipação no segmento: a linha Opus, uma coleção de relógios excepcionais, desenvolvida em parceria com alguns dos mais talentosos mestres relojoeiros e lançada em 2001. Pouco depois, em 2004, apresentou o primeiro relógio do mundo fabricado em Zalium, uma liga inovadora e ultraleve à base de zircônio. Em 2007, a HARRY WINSTON inaugurou uma moderna fábrica de relógios em Genebra, a capital mundial da relojoaria. Por tudo isso, de acordo com o Luxury Institute, ainda em 2007, HARRY WINSTON foi considerada a marca de joias mais luxuosa, ficando em primeiro lugar entre as 20 mais luxuosas joalherias.


No ano de 2008, em uma atitude ousada a joalheria lançou uma loja online para o mercado americano. Em 2010, inspirada no compromisso do Sr. Winston com a filantropia, a empresa criou a Harry Winston Brilliant Futures® Charitable, que apóia organizações líderes em todas as comunidades onde suas lojas estão localizadas. Além disso, lançou a coleção Lily Cluster, uma interpretação contemporânea do icônico motivo Winston Cluster, inspirada na forma refinada dos lírios em flor. Pouco depois, em 2011, apresentou a Ultimate Adornments, uma coleção excepcional de alta joalheria feita à mão em diamantes e platina. Além disso, em 2012, lançou a Water by Harry Winston, uma coleção de joias que explora as maravilhas extraordinárias dos elementos mais preciosos do mundo - pedras raras e água. Em 2013 a HARRY WINSTON foi adquirida pelo Grupo Swatch, proprietário de marcas como Omega, Longines, Tissot e Swatch, e desde então aumentou sua oferta no segmento da alta relojoaria.


Até hoje a marca é reconhecida por ser uma das melhores e mais luxuosas joalherias do mundo com suas peças exuberantes, belas e feitas com maestria. Além de suas peças, a HARRY WINSTON é conhecida por sua vasta e deslumbrante coleção de pedras preciosas. Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor ou mais recentemente Madonna, Gwyneth Paltrow, Jennifer Lopez, Natali Portman englobam assim uma longa lista de clientes que têm exibido estas preciosidades tão sofisticadas e especiais. Isto sem incluir princesas, rainhas e mulheres com fortunas incalculáveis. Para a HARRY WINSTON a criação de joias com diamantes é uma arte em si e a chave de seu sucesso está na combinação de técnicas excepcionais, produto de décadas de tradição e experiência, com a inovação em desenhos que desafiam a imaginação. Isto resulta em joias que se transformam em verdadeiras obras de arte.


Preciosidades 
A joalheria também é muito reconhecida pelas peças da Harry Winston Bridal Collection (para noivas), em geral, confeccionadas sob encomenda, em um meticuloso processo artesanal, que faz com que nenhum anel seja igual a outro. Ou seja, cada anel de noivado criado pela HARRY WINSTON é único. O primeiro processo para a construção desta obra-prima é a escolha dos diamantes, levando em conta formato, tamanho e preciosidade que deve ser feita com a ajuda de um consultor. Entre o tipo de lapidação, os joalheiros da HARRY WINSTON oferecem desde os cortes mais tradicionais, como brilhantes, esmeraldas e baguettes, até formatos menos usuais, como oval, coração e cushion-cut. Os cortes personalizados também podem ser solicitados diretamente aos artesãos e ourives da joalheria, como o exclusivo e clássico corte Asscher, quadrado e com extremidades bem pronunciadas. Cada criação começa com um esboço feito à mão em detalhes meticulosos. Isso permite que o designer transmita aos artesãos a fluidez e a harmonia geral do design que realçam a beleza coletiva do cenário e da pedra.


Seguindo a classificação 4C para a seleção dos melhores diamantes, e baseado no tamanho e na lapidação escolhidos pelo cliente, os joalheiros selecionam as melhores pedras preciosas, levando em conta sua cor e pureza. Em seguida, é preciso definir o tipo de anel que irá receber os diamantes personalizados. As alianças e frames da Harry Winston Bridal Collection contam com a etérea e delicada combinação entre diamantes e platina. Os dois nobres materiais parecem ter sido criados um para o outro, e formam maravilhosas associações, graças à sua pureza, brilho e acabamento polido inigualável. Trabalhada artesanalmente, a platina é apresentada em frames que combinam a resistência e leveza do metal, com a preciosidade e o brilho dos diamantes, em solitários que valorizam a beleza atemporal das peças e todo o glamour que elas representam. Entre os extravagantes anéis da coleção Harry Winston Bridal Collection, o Classic Winston, com diamante central oval de 5.02 quilates e dois diamantes baguette laterais, que totalizam 0.73 quilates, em frame de platina, é certamente o que mais se destaca pelo tamanho de sua pedra principal.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente, além da incorporação do tradicional símbolo com as iniciais HW.


Os slogans 
Live the Moment. (2010) 
Rare jewels of the world. 
Only the exceptional.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1932 
● Fundador: Harry Winston 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Harry Winston Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do The Swatch Group Ltd.) 
● CEO: Nayla Hayek 
● Faturamento: US$ 350 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 42 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Joalherias 
● Principais produtos: Joias e relógios 
● Concorrentes diretos: Tiffany & Co., Cartier, Bulgari, Boucheron, Van Cleef & Arpels, De Beers, Chopard e Buccellati 
● Ícones: Os diamantes 
● Slogan: Live the Moment. 
● Website: www.harrywinston.com 

A marca no mundo 
Atualmente a HARRY WINSTON oferece sua única e exclusiva linha de joias (colares, brincos, pulseiras anéis, pingentes e relógios) através de 42 sofisticadas lojas próprias localizadas em cidades como Londres, Nova York, Miami, Las Vegas, Mônaco, Roma, Moscou, Paris, Beijing, Tóquio e Dubai, entre outras. Além disso, a marca vende suas obras de arte, especialmente com diamantes, em mais de outras 100 exclusivas joalherias em mais de 50 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
A HARRY WINSTON possui mais de setenta dos trezentos maiores diamantes do mundo. Não existe nenhum estado, reino ou entidade privada no mundo que disponha de um catálogo semelhante. Mais recentemente, em 2014, adquiriu um raro diamante azul de 13.22 quilates, sem falhas, sofisticado e vívido, que foi batizado de “Winston Blue”. Comprado no leilão da tradicional Christie’s, a magnífica pedra em forma de pêra tem sido descrita por especialistas como a maior do tipo. 
Os diamantes da HARRY WINSTON atendem aos critérios de avaliação de diamantes que são 4Cs (peso em quilates, cor, corte e clareza). Os 4Cs quantificam a qualidade da pedra usando as tabelas e escalas que atendem aos padrões de todas as pedras preciosas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 22/9/2019

11.10.17

OFFICINE PANERAI


O artista Damien Hirst, o ex-presidente Bill Clinton e a modelo Heidi Klum usam. E, para carregá-lo no pulso, realmente é preciso ter personalidade e muito dinheiro. Muito mais que relógios de luxo, as peças produzidas pela OFFICINE PANERAI figuram entre os grandes exemplos do melhor design italiano. Cada relógio PANERAI é tão especial como a tradição que o envolve. Afinal, relógios marcantes e de notáveis proporções constituem a assinatura de marca da manufatura de luxo da cidade de Florença. 

A história 
Tudo começou em 1860 quando o empresário e inovador artesão Giovanni Panerai inaugurou uma pequena oficina relojoeira em Ponte alle Grazie (mais tarde se mudaria para o Palazzo Arcivescovile, na Piazza San Giovanni, onde se encontram agora as suas instalações) na cidade italiana de Florença, com o apoio de alguns dos grandes mestres suíços da relojoaria e que incluía também uma escola de relojoaria. Após a morte de Giovanni Panerai em 1897, foi o seu filho Leon Francesco quem o sucedeu. Muito embora os documentos originais desta época tenham desaparecido nas enchentes de 1966, o que torna a história da empresa familiar difícil de reconstruir, é sabido que, no início do século XX, a empresa tinha o nome de Orologeria Svizzera. No início, importava componentes de relógios suíços, que eram depois montados e regulados na oficina de Florença, um trabalho que era feito pelos relojoeiros formados na própria escola da empresa. Entre os clientes da empresa constavam figuras proeminentes da sociedade de Florença e até mesmo a família real italiana. A partir de 1910, a empresa começou a produzir instrumentos técnicos de elevada precisão para a Regia Marina Italiana (Real Marinha Italiana). Uma carta de Giuseppe Panerai ao capitão Carlo Ronconi, parente da família Panerai, atesta o início da colaboração oficial neste ano, que se prolongaria de forma muito intensa durante toda a época dos conflitos mundiais. Iniciam-se, então, as primeiras experiências com materiais luminescentes, para permitir a legibilidade dos instrumentos em ambientes sem luz, até se descobrir um novo tipo de material baseado em fluído de zinco ativado com rádio, batizado de Radiomir (que mais tarde nomearia o primeiro relógio produzido pela marca). Na sequência desta descoberta, foram feitas várias encomendas, assim como pedidos de patente, que datam de 1916. O nome “Radiomir” deriva das palavras italianas “rádio” e “mira”.


O grande salto para a notoriedade da marca aconteceu nos anos de 1930, durante a militarização italiana da era fascista: a PANERAI passou a fornecer bússolas, relógios e lanternas de mergulho para as unidades submarinas de elite da Marinha Italiana, os célebres homens-rã. Finalmente em 1936, a então Guido Panerai & Figlio tornou-se oficialmente OFFICINE PANERAI, criando o primeiro protótipo de um relógio com uma concepção inteiramente nova, projetado para uma unidade militar especial secreta da Marinha Italiana. Esta produção, de uma natureza altamente especializada, já havia criado uma firme ligação entre o nome PANERAI e o mundo naval, com medidas de tempo e espaço e o desenvolvimento de padrões de qualidade e segurança superiores às normas, uma vez que ela era reservada exclusivamente para atender aos militares. Medidores de distância mecânicos, luminosos para lançamento de torpedos, dispositivos de mira, profundimetros, bússolas, temporizadores para minas - foi graças à tecnologia anteriormente desenvolvida neste setor que a marca foi capaz de criar um relógio militar especializado para uso subaquático. Era o surgimento do primeiro relógio militar para mergulho à prova d’água, o Radiomir, com uma grande caixa em forma de almofada em aço, com 47 milímetros de diâmetro, movimento Rolex e coroa rosqueada. Já o mostrador híbrido combinava os algarismos romanos e árabes com um triângulo posicionado às 12 horas.


Depois de passar por pequenas melhorias, em 1938, os relógios Panerai Radiomir passaram a fazer parte do equipamento oficial dos mergulhadores de combate, bem visíveis no pulso dos homens da divisão Gama, os quais a bordo de seus torpedos de baixa velocidade ou em nado livre executaram audaciosos ataques a navios inimigos durante a Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, os relógios Radiomir rapidamente atraíram a atenção de colecionadores pelo mundo afora. As três centenas de peças produzidas tornaram-se raridades altamente cobiçadas. Um fato interessante: o mostrador do relógio caracterizava-se por uma excepcional luminosidade, obtida por marcadores de horas e ponteiros com uma tinta especial composta de uma mistura de sulfeto de zinco, brometo de rádio e mesotélio. A alta luminosidade da tinta permitia a utilização dos instrumentos na total escuridão sem a necessidade de iluminação auxiliar, o que poderia oferecer risco de identificação pelos inimigos.


Em 1942 a PANERAI desenvolveu aquela que é até hoje a sua imagem de marca: a famosa ponte com alavanca de bloqueio que protege a coroa do relógio. Em 1943 a marca criou outro relógio, também desenvolvido para uso da Marinha Italiana, mas reservado para os oficiais de convés. Era o Panerai Mare Nostrum, um cronógrafo com caixa a prova d’água, que não passou do estágio de protótipo devido à participação da Itália na guerra. A partir de 1950, o Panerai Luminor se juntaria ao Radiomir, e viria inclusive a substituí-lo. Este novo modelo manteve o formato da caixa e o mostrador do relógio histórico, mas introduziu importantes características. A resistência à água foi ampliada graças à adoção de uma ponte especial com alavanca para comprimir a coroa contra a caixa, enquanto o movimento utilizado era um calibre Angelus com 8 dias de reserva de marcha, que reduzia consideravelmente a frequência de carregamento do relógio e portanto a possibilidade de entrada de água pela coroa, o ponto mais vulnerável em relógios dentro da água. Outra importante inovação dizia respeito ao mostrador, cuja luminescência era obtida com base em trítio, e não mais em rádio. O relógio Panerai Luminor, fornecido a unidades especiais da Marinha Italiana, rapidamente tornou-se um item lendário, altamente procurado por colecionadores e entusiastas de todo o mundo.


Em 1956, foi criado um modelo Panerai Radiomir encomendado pela Marinha Egípcia. A sua diferença com relação às versões anteriores estava na presença de um aro rotatório com marcadores de intervalos de 5 minutos. No mesmo ano, a PANERAI criou um protótipo para mergulho em titânio, capaz de resistir a uma profundidade de 1.000 metros. Mas foi somente no ano de 1993, que pela primeira vez, a marca criou uma série limitada e numerada de relógios para venda para o público em geral - o Panerai Luminor Marina e o Mare Nostrum. Eram modelos inspirados nos relógios produzidos para as operações militares da Segunda Guerra Mundial. Dois anos mais tarde, por solicitação do ator Sylvester Stallone, a PANERAI criou uma série especial limitada do Panerai Luminor e Mare Nostrum, chamada Slytech. Todos os modelos traziam a assinatura do ator gravada no fundo.


Em 1997 a OFFICINE PANERAI foi adquirida pelo conglomerado de luxo Richemont, proprietário de marcas consagradas como IWC, Cartier e Montblanc. Até este momento a PANERAI era uma marca de nicho, cujos relógios eram difíceis de encontrar. A integração da marca ao grupo Richemont permitiu a sua evolução, tanto em termos técnicos como de desenvolvimento de imagem. A partir de então, ao valorizar os feitos históricos relacionados à Marinha Italiana e ao destacar a perfeição tecnológica e a preocupação estética dos relógios, o novo CEO da marca, Angelo Bonati, catapultou rapidamente a marca para o sucesso internacional. Primeiro ele optou por manter o DNA dos relógios militares, com caixas de 44 mm e de design limpo e simples. Esta decisão mostrou o caminho: preservar a integridade da história da marca. Ele também acertou ao posicionar seus produtos no mercado mundial de luxo. Ao mesmo tempo, do ponto de vista da comunicação e da visibilidade, conseguiu ligar a imagem dos relógios PANERAI às grandes regatas internacionais, bem como a eventos relevantes no setor do design. Por exemplo, desde 2005 a marca italiana patrocina a Panerai Classic Yachts Challenge, o maior circuito internacional de regatas reservadas a veleiros antigos e clássicos.


O ano de 2001 foi um grande marco na história da marca: a loja Bottega Panerai em Florença reabre na Piazza San Giovanni 16r. Esta era a loja inaugurada pela família Panerai no início do século anterior sob o nome Orologeria Svizzera. Em setembro de 2002, a empresa inaugurou uma moderna fábrica na cidade de Neuchâtel, na Suíça. A PANERAI alcançou o cobiçado status de manufatura em 2005, ano em que passou a desenvolver integralmente os seus próprios movimentos relojoeiros. Até esse ano, a sua produção era baseada nos calibres da ETA, empresa que pertence ao Grupo Swatch. O calibre P.2002 marcou um ponto de virada para a OFFICINE PANERAI. Afinal, tratava-se do primeiro movimento de manufatura inteiramente desenvolvido pela empresa em suas instalações, em Neuchâtel. O calibre mecânico compunha-se de um total de 247 componentes e tinha uma dimensão de 31 mm de diâmetro por 6.6 mm de espessura. Três tambores ligados em série asseguravam uma excepcional autonomia de 8 dias, sendo a indicação da reserva de marcha feita em uma janela no fundo.


Nos anos seguintes a marca iniciou a inauguração de sofisticadas lojas próprias em grandes cidades munais. Finalmente, no mês de julho de 2012, a PANERAI inaugurou sua primeira loja no Brasil, localizada no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A unidade brasileira foi projetada no clássico estilo italiano e inspirada no universo náutico e passou a conquistar clientes que buscavam autenticidade ao invés do glamour. Em 2015, apresentou o primeiro relógio em carbotech, um material composto com base em fibra de carvão utilizado para a caixa do Luminor Submersible 1950 Carbotech 3 Days Automatic. Outro sucesso recente da marca é a parceria com a Ferrari, fazendo da PANERAI a marca oficial de relógios da montadora italiana. Subdividida em duas coleções – Granturismo e Scuderia – trata-se de modelos fisicamente semelhantes ao Luminator, mas com um visual mais agressivo, em consonância com a forte personalidade da Ferrari. Além disso, a maioria dos relógios das quatro linhas básicas da marca é feita em produção limitada (normalmente, de 500, 1.000, 2.000 ou 4.000 unidades), e vêm devidamente numeradas. Com isto, a marca consegue manter o status de exclusividade de seus inconfundíveis relógios. Durante sua rica história, das guerras mundiais às colinas de Hollywood, passando pelas forças navais italianas, pelo mundo do mergulho profissional e pela mítica Ferrari, a história da OFFICINE PANERAI é marcada pelo grande impacto que causou nos mais variados ambientes.


A evolução visual 
A identidade visual da marca italiana passou por algumas remodelações ao longo dos anos.


Os slogans 
Laboratorio di idee. 
Where ideas come to life. 
L’ora della leggenda.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1860 
● Fundador: Giovanni Panerai 
● Sede mundial: Milão, Itália 
● Proprietário da marca: Compagnie Financière Richemont S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Angelo Bonati 
● Faturamento: Não divulgado  
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 65 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 600 
● Segmento: Relojoaria de luxo 
● Principais produtos: Relógios 
● Concorrentes diretos: Richard Mille, Rolex, IWC, TAG Heuer, Hublot, Omega e Girard-Perregaux 
● Ícones: Os modelos Radiomir e Luminor 
● Slogan: Laboratorio di idee. 
● Website: www.panerai.com 

A marca no mundo 
A marca italiana vende suas preciosidades através de 65 lojas, incluindo a histórica butique em Florença, que funciona simultaneamente como museu, e selecionados pontos de venda em mais de 50 países ao redor do mundo. Hoje a marca italiana emprega 600 funcionários, 300 dos quais cuidam da produção na moderna fábrica em Neuchâtel, na Suíça. 

Você sabia? 
Produzidos na Suíça, em Neuchâtel, o relógios são desenhados por não mais do que dez designers no escritório da empresa em Milão. Afinal, manter o Made in Italy é fundamental na filosofia de sucesso da marca. 
Os relógios da marca custam entre R$ 20 mil e R$ 560 mil (o modelo Turbillion). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 11/10/2017

16.5.17

AUDEMARS PIGUET


Sinônimo de sofisticação, tradicionalismo e inovação no segmento da alta relojoaria. Para a AUDEMARS PIGUET um relógio é muito mais do que apenas um objeto ou um instrumento de medição de tempo. É uma peça de arte, um investimento, um legado. É uma peça emocional. É a arte familiar repassada de geração em geração. 

A história 
Para entender a tradicional marca suíça é preciso retroceder no tempo e voltar à união do estudante de tecnologia Jules-Louis Audemars e do estudante de economia Edward-Auguste Piguet, dois jovens com então 23 e 21 anos respectivamente. A dupla, que se conheceu em 1873 na cidade de Le Brassus, no Vallée de Joux, um dos berços da alta relojoaria, mudaria daquele momento em diante o mercado de relógios não só da Suíça como também do mundo. Os dois se uniram em 1875 para desenvolver e fabricar relógios equipados com mecanismos complexos. Dividindo as obrigações, Audemars ficou responsável pela parte mais técnica, no que se referia ao processo de produção das peças. Já Piguet era responsável pelas vendas e o marketing, ficando em suas mãos a missão de viajar por cidades e, depois, continentes para estabelecer contatos que não muito tempo depois seriam essenciais para estabelecer a marca, principalmente na Europa. Exatamente no dia 17 de dezembro de 1881 eles fundaram a Audemars Piguet et Cie. Nesta época os relógios fabricados pela AUDEMARS PIGUET destacavam-se pelo seu funcionamento preciso e elevada qualidade. Em 1889, a AP (como ficou conhecida) inaugurou sua primeira oficina em Genebra e rapidamente começou a crescer e prosperar. Com seus 70 trabalhadores, a empresa tornou-se um dos maiores empregadores na área de Vaud. Neste mesmo ano a empresa apresentou seus relógios pela primeira vez na Exposição Universal de Paris.


Em uma época em que os relógios de pulso estavam começando a cair no gosto dos consumidores e se tornar populares, mais precisamente em 1892, a AUDEMARS PIGUET desenvolveu o primeiro modelo desta categoria com repetidor de minutos. Nas décadas seguintes o sucesso da marca só cresceu, ultrapassando os limites do continente europeu até chegar à América. Em 1915, mais uma vez chamou a atenção do setor ao fabricar o menor calibre feito com repetição de cinco minutos, com um diâmetro de apenas 15,80 milímetros. Além disso, apresentou um de seus primeiros relógios de alta complexidade, com 400 peças. Pouco depois, em 1920, a empresa produziu um sofisticado relógio composto de 16 complicações (turbilhão, carrilhão grande e pequeno, indicador de equação de tempo, calendário perpétuo, indicador de tempo sideral e um mostrador de esmalte azul gravado com 315 estrelas que reproduziam o céu noturno de Londres). Ao longo dos próximos anos, a marca surpreendeu o mundo por diversas vezes com seus designs inovadores. Como por exemplo, em 1928, quando apresentou o primeiro relógio que mostrava seus mecanismos, visíveis através do vidro.


Já consolidada, a grife suíça superou até mesmo o período da Grande Depressão, em 1929, quando inspirada pela art deco lançou um relógio de bolso feito de platina cravejado de diamantes para um público feminino. Em 1934 a marca apresentou seu primeiro relógio modelo Skeleton, permitindo que as partes móveis do calibre fossem vistas na parte posterior do mostrador. Depois de atravessar os difíceis períodos da Segunda Guerra Mundial, em 1946 a marca apresentou o relógio de pulso mais fino do mundo (1.64 mm). Neste período a empresa se focou na produção de relógios inovadores e continuou a criar peças tradicionais de alta qualidade. Em 1957, a marca suíça lançou um modelo de pulso com calendário perpétuo, capaz de prever a irregularidade dos meses e até mesmo os anos bissextos. Para a época, o avanço era inquestionável, ainda mais quando o mecanismo foi adotado por um modelo de tamanho reduzido.


Uma década mais tarde, fabricou o calibre automático mais fino do mundo com rotor central (2,45 mm). A crise do setor relojoeiro dos anos de 1970 também pouco abalou a grife suíça, ainda mais quando em 1972 a marca lançou no mercado o lendário Royal Oak, primeiro relógio esportivo top de linha feito em aço inoxidável. Desenhado pelo designer Gérald Genta, este modelo derrubou os padrões até então existentes, que diziam que para ser relógio de luxo era preciso ser fabricado com metais preciosos. E o pioneirismo não parou por aí. Em 1978 lançou o primeiro relógio de pulso automático ultrafino com calendário perpétuo e rotor central.


Outra grande inovação da marca foi apresentada em 1990: Dual Time, mostrando mais uma vez o pioneirismo da marca ao fabricar o primeiro relógio de pulso que exibia outro fuso horário com um movimento automático. Pouco depois, em 1992, foi lançado o Royal Oak Offshore, a versão mais esportiva do relógio ícone da marca suíça. Em 1996 foi apresentada a coleção Millenary, relógios com caixas ovais, arquitetura tridimensional e uma excelência relojoeira inquestionável. Três anos mais tarde, foi lançada a coleção Jules Audemars, cujos relógios clássicos podem ser imediatamente reconhecidos pela sua elegância atemporal e clareza dos seus mostradores. Era uma obra-prima de alta relojoaria que apresentava um repetidor de minutos, um tourbillon e uma complicação de cronógrafo de segundo. Em 2005 a marca lançou o relógio Edward Piguet Moss Agate Tourbillon, primeiro feito com a pedra preciosa Ágata Musgo. No ano seguinte, lançou o primeiro modelo com equação de tempo, nascer e por do sol e calendário perpétuo. Além disso, a marca lançou o Real Oak Off-shore Rubens Barrichello, mesclando o mundo da alta velocidade com o da relojoaria. Dois anos depois, quando Barrichello rompeu a barreira de maior número de corridas disputadas na Fórmula 1, a grife suíça ofereceu um modelo especialmente criado para a ocasião, que indicava, inclusive, o recorde histórico. Neste mesmo ano, lançou o primeiro relógio fabricado com caixa e movimento de carbono.


Com uma rica história na produção de relógios de calendário perpétuo de alta complexidade, a AUDEMARS PIGUET lançou em 2015 a coleção Royal Oak Perpetual Calendar, que consistia em quatro novos modelos: aço ou ouro rosa, ambos com mostrador branco ou azul. Os novos modelos vinham em uma caixa com 41 mm de diâmetro, que abrigavam o novo movimento 5134. Além disso, este novo tamanho oferecia mais espaço no mostrador para melhorar a legibilidade e adicionar uma nova função: um contador de semanas. Isto significa que a peça realiza as indicações tradicionais de dia, dia da semana, mês, indicação de ano bissexto, indicação de fases da lua e ainda há um ponteiro central para a contagem de semanas, que são numeradas e impressas na região periférica do dial.


Os valores defendidos pelos pioneiros são os mesmos que norteiam os herdeiros (seus bisnetos) até os dias de hoje: respeito, integridade, exclusividade, inspiração, paixão e sofisticação. Mas nem só o design faz com que uma peça da AUDEMARS PIGUET se diferencie de outras marcas: seus relógios também se destacam pela utilização de materiais e técnicas de alta qualidade. Por exemplo, a empresa pode utilizar cerâmica preta, em vez de aço inoxidável, com acabamento simultaneamente mecânico e manual para conseguir um acabamento polido ou de escovado acetinado. A utilização de parafusos de ouro branco mostra que a perfeição se encontra muitas vezes até mesmo nos detalhes. Visto que estes padrões de qualidade também contribuem para o funcionamento, comprar um AUDEMARS PIGUET significa que o felizardo poderá apreciar um relógio da marca durante muitos anos. Desde o lendário Royal Oak, que revolucionou a perspectiva dos relógios esportivos, aos modelos clássicos como o Millenary ou modelos femininos como Devas e Danae, onde os diamantes são abundantes, os relógios da marca suíça sempre fizeram parte dos melhores da alta relojoaria.


O ícone 
Pensar na marca AUDEMARS PIGUET é pensar no emblemático relógio Royal Oak. Desde que este relógio de design arrojado e radical foi lançado em 1972, o modelo entrou no imaginário coletivo como um dos mais importantes da história. O Royal Oak foi uma novidade sem precedentes e revolucionou não somente a estética relojoeira como também o conceito de relógio esportivo. Coube ao designer suíço Charles Gérald Genta em apenas 24 horas criar um relógio não convencional adequado a todas as ocasiões. De alguma forma ele conseguiu, inspirando-se nas tradicionais escotilhas de navios. Supostamente ele teria pensado que se os parafusos dessas escotilhas eram suficientemente fortes para impedir a entrada de água, o mesmo se poderia aplicar a um relógio. Conta a história, que a inspiração para a criação da caixa do relógio teria vindo das bocas octogonais dos canhões de um navio de guerra lançado em 1862 pela Marinha Real Britânica e denominado HMS Royal Oak, de onde foi retirado o nome para batizar o novo modelo.


O modelo chamava a atenção pelo seu tamanho e pela sua concepção original: considerado na época um relógio de tamanho grande, com um diâmetro de 39 mm, tinha uma luneta octogonal fixada à caixa por 8 parafusos, a coroa do mesmo protejo e, pela primeira vez, a pulseira integrada com a caixa, que até então, era uma novidade. Além disso, em uma atitude ousada, utilizava o aço inoxidável como matéria-prima. Na época, muitos críticos cravaram que o modelo seria um verdadeiro fracasso comercial. Mas o resultado prático foi o oposto: com um mecanismo automático de excelente qualidade e de visual extremamente robusto, o Royal Oak conheceu um sucesso tal que deu origem à criação de uma enorme coleção que não pára de crescer até os dias de hoje. O primeiro modelo feminino Royal Oak foi apresentado em 1976, em parceria com a designer Jacqueline Dimier, que fez uma reinterpretação deste verdadeiro ícone para os pulsos femininos. Em 1997 a coleção lançou seu primeiro cronógrafo. Já em 2000 a marca vendeu o Royal Oak de número 100 mil. E atualmente, a linha Royal Oak representa quase 50% do faturamento da empresa suíça. Os relógios antigos dessa linha continuam a ser muito procurados por colecionadores. E valem muito, mas muito, dinheiro.


O museu 
O primeiro museu da AUDEMARS PIGUET foi inaugurado em 1992, dentro da antiga casa da família Audemars, que tem sua construção datada de 1868, na pitoresca cidade suíça de Le Brassus. Mais tarde, em 2004, o museu foi expandido e passou a ocupar a casa toda. Sua coleção inclui mais de 1.300 relógios que fazem parte da herança da marca e explicam seus mais 140 anos de uma rica e pioneira história.


Em 2016 a empresa anunciou o início das obras de ampliação de seu museu, na cidade de Le Brassus. O projeto, batizado de “Maison des Fondateurs” (casa dos fundadores, em português), é resultado de um concurso realizado em 2014 em que o projeto vencedor foi do escritório dinamarquês Bjarke Ingels Group. A ideia é transformar o museu em uma engrenagem gigante, semelhante as que fazem relógios de luxo funcionarem perfeitamente. Ele consiste em uma espiral que emerge do solo com paredes inteiramente feitas de vidro curvo, ligando-se diretamente ao mais antigo prédio da empresa, a casa original da família Audemars. O projeto deve adicionar 2.800 m² de espaços para exposições – onde aproximadamente 400 relógios estarão dispostos – assim como áreas para workshops e recepções, e uma área para manutenção de arquivos. A inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2019.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O atual logotipo ganhou uma imagem mais moderna e pode ser aplicado na cor preta ou dourada.


Os slogans 
There are exceptions to every rule. (2014) 
To break the rules, you must first master them. (2012) 
Breaking all rules. 
Le maître de l’horlogerie depuis 1875. (2010) 
The master watchmaker. 
La plus prestigieuse des signatures.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1875 
● Fundador: Jules-Louis Audemars e Edward-Auguste Piguet 
● Sede mundial: Le Brassus, Suíça 
● Proprietário da marca: Audemars Piguet Holding S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: François-Henry Bennahmias 
● Faturamento: US$ 903 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 41 
● Presença global: 88 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.450 
● Segmento: Relojoeiro 
● Principais produtos: Relógios de luxo 
● Concorrentes diretos: Patek Philippe, Roger Dubbuis, Richard Mille, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Chopard, Piaget e Breguet 
● Ícones: A linha de relógios Royal Oak 
● Slogan: There are exceptions to every rule. 
● Website: www.audemarspiguet.com 

A marca no mundo 
A marca suíça, que ainda detém o título de mais antiga manufatura de relógios do mundo a permanecer nas mãos das famílias fundadoras, está presente em 88 países e fatura mais de US$ 900 milhões por ano (dados de 2016). Seus luxuosos relógios são comercializados através de uma rede própria de 41 lojas, além de joalheiras selecionadas. Com produção anual restrita a pouco mais de 40 mil relógios, a marca preza muito mais pela qualidade do que pela quantidade. Tanto isso faz sentido que o modelo Jules Audemars, que apresenta 443 peças, pode demorar até oito semanas para ficar pronto. 

Você sabia? 
Uma das marcas registradas da AUDEMARS PIGUET é o padrão Grande Tapisserie dos mostradores, que consiste em uma trama feita de quadrados tridimensionais. 
A empresa AUDEMARS PIGUET incorpora todos os campos de atividades envolvidas na manufatura, desde a produção dos movimentos e caixas em Le Brassus e suas filiais em Le Locle e Genebra, até a distribuição por seus escritórios regionais e a venda através de suas butiques próprias. 
A AUDEMARS PIGUET fez algumas edições limitadas de relógios em parceria com celebridades e atletas, como Jarno Trulli, Quincy Jones, Arnold Schwarzenegger, Shaquille O’Neal, Lionel Messi, Jay-Z e Rubens Barrichello. Atualmente a marca tem como embaixadores globais os tenistas Stanislas Wawrinka e Serena Willians, além de ser parceira do teatro Bolshoi na Rússia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/5/2017

30.8.16

RICHARD MILLE


Ostentar no pulso um relógio da badalada marca suíça RICHARD MILLE definitivamente é para poucos. Para poucos que podem pagar muito. Muito mais que um instrumento para ver as horas ou marcar o tempo, cada relógio é uma verdadeira obra da precisão e complexidade, aliada a materiais nobres, avançada tecnologia e design inovador e resolutamente modernista. Definitivamente a RICHARD MILLE redefiniu a alta relojoaria de luxo, dando um novo significado para um relógio. 

A história 
Tudo começou com o francês Richard Mille. Depois de estudar marketing em Besançon e morar um ano na Inglaterra, Richard começou a trabalhar na Finhor, uma empresa relojoeira local, em 1974. A empresa foi comprada pela Matra em 1981 e Richard promovido ao posto de gerente, que então incluía as marcas Yema e Cupillard Rieme. As atividades de relojoaria da Matra foram vendidas a japonesa Seiko e Mille deixou a empresa em 1992 para iniciar um novo negócio de relojoaria para joalheria Mauboussin. Finalmente em 1999, o empresário francês fundou a empresa RICHARD MILLE S.A. em colaboração com a renomada Audemars Piguet. Somente em 2001 a empresa apresentou seu primeiro relógio: o RM 001, que imediatamente foi anunciado pela imprensa especializada como o “alvorecer de uma nova era na relojoaria, uma revolução”. O alicerce do sucesso da RICHARD MILLE seria composto por três elementos principais: o melhor da inovação técnica; o melhor da arte e da arquitetura; e o melhor do legado e da cultura da alta relojoaria com acabamento à mão.


Evolução do RM 001, o RM 002 Tourbillon, lançado também em 2001, simbolizava o início de uma produção em série na RICHARD MILLE. Dispunha, pela primeira vez na história da relojoaria, uma combinação de platina com movimento em titânio, torque e indicador de função. Mais tarde, a partir de 2004, a platina em nanofibra de carbono apareceria gradativamente nos modelos da grife suíça. Foi justamente o modelo RM 006 Tourbillon Felipe Massa (pesava apenas 48 gramas sem a pulseira) que deu início a era dos patrocínios da marca e da utilização de materiais inovadores. Este turbilhão mecânico foi o primeiro relógio da coleção a usar uma platina em nanofibra de carbono, além de ter sido o relógio com turbilhão mecânico mais leve do mundo em 2004.


Em 2005, como um desafio entre a marca suíça e o piloto brasileiro Felipe Massa, primeiro embaixador mundial da marca, um turbilhão ainda mais leve foi criado. Ele compreendia um movimento em lítio e alumínio e uma caixa composta por ALUSIC, um material ultraleve usado na produção de satélites. Peso total: 29 gramas sem a pulseira. Ainda este ano, o RM 007 Ladies Automatic, primeiro relógio feminino da marca, cujo rotor era preenchido com microesferas bidirecionais para uma melhor dinâmica da corda, estreou no mercado. Em 2007 mais uma inovação com a apresentação ao público do RM 012 Tourbillon, primeiro relógio do mundo com movimento tubular esqueletizado fabricado a partir de hastes Phynox em miniatura. Pouco depois, em 2008, com o lançamento de seu primeiro relógio de bolso, a RICHARD MILLE homenageava a época de ouro da relojoaria, reinterpretando um clássico de maneira própria e original. Seu objetivo era criar uma peça ultramoderna para o cotidiano sem comprometer o domínio técnico. O RM 020 alcançava e ultrapassava esse objetivo, com um duplo tambor que aciona o movimento do turbilhão. A junção da corrente e da coroa do RM 020 era uma verdadeira proeza técnica. A corrente inteira com o fecho, a tampa da coroa e o suporte, exigem 580 operações distintas, das quais 140 de acabamento e 126 de controle. Há nada menos do que 189 componentes (27 peças na coroa, 20 na tampa da coroa, 16 no fecho, 65 na corrente e 61 no suporte separado).


No ano de 2010, em mais uma parceria de sucesso com um astro do esporte, o tenista Rafael Nadal, foi lançado o relógio de pulso com turbilhão mecânico mais leve até então, apenas 18 gramas, usado por Rafa nos jogos durante os campeonatos de 2010 e 2011. Já o ano de 2012 foi repleto de novidades. Primeiro ocorreu a criação de 5 caixas exclusivas em safira sólida para abrigar o novo movimento com frações de segundos (split seconds) da RICHARD MILLE. Pouco depois, apresentou o RM 052 Skull, cuja maior atração era uma caveira central, feita a partir de uma placa de titânio grau 5, onde as mandíbulas seguravam o rubi da gaiola do turbilhão, a parte de trás do crânio compunha uma ponte do movimento, e quatro pontes que ligavam o movimento à caixa formavam ossos cruzados, simbolizando uma espécie de bandeira pirata. Depois imaginou uma caixa totalmente nova em forma de tonneau, projetada para suportar choques extremos, como os que podem ocorrer durante um jogo de pólo a cavalo. Assim, uma caixa “blindada” foi criada em carboneto de titânio com dois arcos salientes que incluem duas janelas de visualização para o modelo RM 053 Pablo MacDonough. O formato do movimento e as duas janelas são inclinados em um ângulo 30°. A janela da esquerda exibe os segundos corridos com a gaiola do turbilhão; a da direita, as horas e os minutos. Esta visão angular é ideal da sela do cavaleiro. E por último o calibre do RM 039 Aviation E6-B Flyback Chronograph é um movimento de corda manual com horas, minutos e segundos às 6 horas; exibição de data ampliada; cronógrafo flyback com contador de segundos, minutos centrais e horas às 9 horas; função UTC e contagem regressiva; seletor de função e indicador de reserva de marcha. O modelo é membro do seleto grupo dos relógios mais complicados do mercado.


Como o universo automobilístico é uma constante fonte de inspiração para a marca RICHARD MILLE, a empresa decidiu oferecer seu apoio a um velho amigo, Jean Todt, e à organização global “FIA Action For Road Safety”. Assim, em 2013, nasceu o RM 036 Tourbillon G-Sensor Jean Todt. O sistema de sensor de força G foi desenvolvido e patenteado pela APR&P exclusivamente para RICHARD MILLE e transmite o movimento de um pequeno mecanismo interno a um indicador. Complexo, esse mecanismo foi projetado para exibir a quantidade de força G acumulada pelo usuário durante rápidas desacelerações. Composto por mais de 50 peças e com apenas 17 mm de diâmetro, o sensor de força G do modelo pode suportar desacelerações envolvendo dezenas de G. Em 2014 foi a vez do modelo RM 35-01 Rafael Nadal estrear no mercado. Este relógio de pulso de corda manual alia o espírito da lendária família dos relógios RM 027 e uma caixa criada por meio da tecnologia do carbono NTPT®, composto por mais de 600 camadas de fibras de carbono, à prova de corrosão e altamente resistente a impactos, usado em aeronaves e carros de Formula 1. Já o calibre RMUL3 apresenta uma extraordinária resistência a impactos graças ao uso do titânio grau 5, em todo o movimento altamente esqueletizado.


Em 2015 foi lançado o relógio feminino RM 07-02 Pink Lady Sapphire, cuja caixa é feita a partir de camadas de cristal de safira maciça, transparente, que permite ver todo o seu mecanismo interno. Mais recentemente a marca lançou no mercado um relógio dedicado aos viajantes: o RM 63-02 World Timer, que exibe 24 cidades que representam todos os fusos horários do mundo. Por US$ 145 mil e um movimento simples, o proprietário da peça adapta seu relógio ao horário local de forma quase instantânea. Já a parceria entre a Biwi S.A. e a RICHARD MILLE permitiu elaborar um material inovador que, por meio da mais recente nanotecnologia, fornece resistência e transparência inigualáveis: o Aerospace Nano®. Suas propriedades de reforço são geradas durante o processo de produção. A elasticidade e a resistência natural à água oferecem um toque sedoso e um conforto otimizado para a pulseira.


Para divulgar seus preciosos relógios a marca suíça conta com uma estrelada equipe de embaixadores globais como os tenistas Rafael Nadal e Alexander Zverev; as golfistas Cristie Kerr e Diana Luna; o golfista Bubba Watson; os pilotos de F1 Felipe Massa e Romain Grosjean; os pilotos de rali Sébastien Loeb e Sébastien Ogier; o jogador argentino de pólo a cavalo Pablo MacDonough; os velocista Yohan Blake e Wayde Van Niekerk; o técnico de futebol Roberto Mancini; o esquiador Alexis Pinturault; e a atriz e bailarina malaia Michelle Yeoh. Além disso, a marca é patrocinadora e parceira das escudeiras de F1 McLaren Honda e Hass F1 Team, e da montadora britânica de carros esportivos de luxo Aston Martin, cujo objetivo é o desenvolvimento de uma linha de relógios luxuosos de alta performance e a colaboração em corridas. Essa badalada parceria com consagrados campeões e marcas de luxo também contribuíram para o enorme prestígio da marca suíça.


Essas estrelas, além de patrocínio e parceria com a marca suíça, incluindo o desenvolvimento de edições limitadas, divulgam seus relógios em prestigiados torneios mundiais. Como por exemplo, no torneio de Roland Garros quando o tenista espanhol Rafael Nadal jogou as partidas com um relógio feito de titânio, leve o bastante para passar despercebido no pulso durante uma partida, mas resistente o suficiente para suportar os movimentos do tenista, sem perder o tic-tac. A peça estava avaliada em US$ 800 mil. Já o velocista jamaicano Yohan Blake (foto abaixo) irritou o Comitê Olímpico Internacional (COI) ao correr a final dos 100 metros nos Jogos de Londres/2012 com um relógio RICHARD MILLE avaliado em US$ 500 mil. E o velocista repetiu a dose nos Jogos Rio/2016 ao correr com um relógio da marca suíça avaliado em R$ 2 milhões. Na verdade Yohan Blake é o testador ideal para os relógios RICHARD MILLE. Correndo com os relógios da marca, a empresa tem a possibilidade de observar o movimento do turbilhão mecânico quando submetido a diferentes forças durante os percursos de alta velocidade.


Além das parcerias realizadas com grandes astros do esporte mundial, recentemente a marca anunciou uma colaboração com um dos mais famosos artistas de rua do mundo, Cyril Kongo, artista que vive e trabalha, essencialmente, em Paris e é conhecido como um dos maiores representantes da cena do grafite mundial. O trabalho é o resultado do desejo da RICHARD MILLE querer introduzir a arte contemporânea na alta relojoaria, em uma abordagem sem precedentes. Isto resultou no relógio RM 68-01 Cyril Kongo, uma peça que carrega o trabalho do próprio artista. Limitada a apenas 30 unidades, não se trata de uma mera reprodução do trabalho do artista em seu mostrador. Seu universo e linguagem gráfica foram transferidos para o “coração” de um movimento, a uma escala milimétrica. Cada relógio foi individualmente trabalhado por Cyril Kongo com instrumentos de micro pintura em spray. Cada modelo tem um valor comercial de US$ 685 mil.


O conceito 
Conhecida pelas soluções tecnológicas de ponta em relógios que estão apenas ao alcance de uma clientela exclusiva. Assim é a RICHARD MILLE. As questões externas de um relógio - conforto proporcionado pela escolha do design ergonômico e linhas visualmente impressionantes - são importantes. Porém, elas representam apenas o início de um longo processo de criação. O interior do relógio, com o movimento inteiro, os detalhes aparentemente irrelevantes de forma e de acabamento dos parafusos, o modo arquitetônico de uso do espaço interno para a disposição do movimento (que também deve ser uma obra de arte por si próprio), são aspectos da mesma importância. Esta talvez seja a essência da visão relojoeira da RICHARD MILLE: cada detalhe de um relógio é de extrema relevância e soluções fáceis não fazem parte do vocabulário de trabalho. Somente é possível tentar definir e alcançar a perfeição quando uma abordagem é completamente planejada e executada desta maneira. Estes são os princípios fundamentais que definem cada relógio da coleção RICHARD MILLE.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1999 
● Fundador: Richard Mille 
● Sede mundial: Les Breuleux, Suíça 
● Proprietário da marca: Richard Mille S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Richard Mille 
● Faturamento: US$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 30 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 350 
● Segmento: Relojoaria de luxo 
● Principais produtos: Relógios 
● Concorrentes diretos: IWC, Omega, Rolex, Breitling, TAG Heuer, Hublot e Bell & Ross 
● Ícones: O design dos relógios 
● Slogan: A racing machine on the wrist. 
● Website: www.richardmille.com 

A marca no mundo 
A luxuosa marca RICHARD MILLE vende seus cobiçados e caros relógios em aproximadamente 50 países através de uma seleta rede autorizada. A marca possui ainda 30 lojas próprias em 16 países, localizadas em cidades como Las Vegas, Paris, Milão, Londres, Genebra, Xangai, Doha, Tóquio e Munique. A RICHARD MILLE fabrica e vende pouco mais de 3.500 relógios anualmente. 

Você sabia? 
Apesar de ser reconhecida por seus relógios de luxo, recentemente a RICHARD MILLE lançou a caneta RMS05, que utiliza os princípios da relojoaria para criar uma ponta retrátil. Com preço de US$ 105 mil, o corpo da caneta é feito de carbono NTPT® cinza escuro, um material leve e forte. O modelo conta com um recipiente de safira ornamentado com doze pedras preciosas que mantêm as engrenagens, banhadas a rodium, em movimento. A ponta retrátil do objeto tem um nível de complexidade que é similar ao dos relógios da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 30/8/2016