Imagine uma empresa com mais de 260 anos de história. Que nasceu na fronteira entre Alemanha e França e, apesar de ser oficialmente uma empresa germânica, tem muito de francês em suas peças. Se você acha que as melhores porcelanas do mundo são inglesas, ainda não conhece a VILLEROY & BOCH, que insistentemente ao longo desses anos persegue seus ideais de estética refinada e alta qualidade para produzir belíssimas porcelanas e maravilhosos cristais que saltam aos olhos de quem aprecia sofisticação e luxo.
A história
Sua história de existência é fascinante. Uma interessante viagem no tempo, onde famílias diferentes e personagens se entrelaçam superando todas as adversidades. Tudo ocorreu no mesmo cenário: bacia do rio Saar. No século XVIII, nesta região do Ducado de Lorraine (região independente entre o Reino da França e o Sacro Império Germânico) surgiram inúmeras manufaturas de cerâmicas. Foi neste cenário que, em 1748, François Boch fundou no vilarejo de Audun-le-Tiche uma pequena olaria. Seus filhos, Pierre-Joseph, Dominique e Jean-François o auxiliavam na produção, em grande parte de peças na cor marrom, devido ao óxido de ferro abundante na argila da região. Sua filha Cathérine se casou com Pierre Valette, funcionário da fábrica de Lunéville que transmitiu à família Boch o segredo da faiança branca. Depois que o Ducado de Lorraine perdeu sua independência e passou a pertencer à França, a fábrica foi transferida para Septfontaines, no Grão Ducado de Luxemburgo, com um novo nome, Jean-François Boch et Frères, onde iniciou a produção de peças para o uso cotidiano, notadamente na cor azul. Surge então, a primeira decoração, chamada “Brindille” ou “Alt Luxemburg”, ainda hoje em produção.

Em 1785, outro empresário, Nicolas Villeroy, fundou sua fábrica de cerâmicas na cidade francesa de Frauenberg, que poucos anos depois seria transferida para Wallerfangen, cujo nome francês era Vaudrevange. Em 1794, a fábrica dos irmãos Boch em Septfontaines foi invadida e completamente destruída. Quando, em 1803, Napoleão interditou a importação de óxido de chumbo inglês necessário para a fabricação dos esmaltes, as fábricas iniciaram uma vasta fabricação de peças brancas, sem decoração, para um mercado cada vez mais empobrecido. Pouco depois, em 1806, Napoleão bloqueou a entrada na Europa de todo e qualquer produto inglês, e os irmãos Boch aproveitaram a oportunidade para reerguer a fábrica, chegando a empregar em 1811 mais de 150 funcionários. Em 1809 Jean-François Boch se desvinculou do grupo, comprou a antiga Abadia de Mettlach, na Alemanha, se casou com Rosalie Buschmann em 1812 e começou a produzir por conta própria a partir de 1813, com o nome Boch-Buschmann.

Pouco depois, após o Congresso de Viena, parte do território francês foi retomado pela Alemanha, e as famílias produtoras de cerâmicas se encontraram a menos de 20 km umas das outras, não encontrando outra solução a não ser buscar alianças. No dia 14 de abril de 1836, finalmente ocorreu a fusão das fábricas, nascendo o grupo VILLEROY & BOCH, com a família Villeroy controlando 60% do novo negócio. Em 1843 a empresa iniciou a diversificação de seus produtos passando a fabricar pequenas peças de cristais como copos, taças e jarras. A fabricação de azulejos e pisos foi iniciada em 1852, respondendo por mais de 60% da produção da fábrica, principalmente após a instalação das caldeiras a vapor.

A partir de 1865, a importante obra de canalização do rio Saar permitiu um rápido escoamento da produção. A região se tornou cada vez mais importante e a empresa viveu um importante progresso. A qualidade da terra de pipe melhorou sensivelmente, quando começou a juntar caolin à massa, criando a Porcelaine Opaque, conhecida também como porcelana inglesa. Em 1872 a empresa iniciou a fabricação de louças sanitárias. No final deste século, a VILLEROY & BOCH fornecia louças para as principais Casas Reais Européias. Em 1902, após a instalação dos fornos-túnel em todas as fábricas da região, a produção da empresa alcança um sucesso enorme. Nesta época, os famosos Grès esmaltados de Mettlach e a faiança em relevo colorida fazem grande sucesso comercial. Ainda nesta época, os azulejos em estilo Art Nouveau são destinados a inúmeras brasseries de Paris e Berlim, estabelecimentos comerciais, fachadas e tetos do Palácio Imperial de Strasburgo, estando presentes em todos os transatlânticos da companhia White Star, entre eles o TITANIC.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, as fábricas da empresa passam para o controle das autoridades nazistas e são destinadas exclusivamente para a produção de munições. Com o fim do conflito, após inúmeros bombardeios, os maquinários estavam destruídos. Foram necessários oito meses somente para retirar os escombros. As fábricas situadas no leste da Alemanha foram expropriadas. Nas décadas seguintes a empresa retomou o crescimento, intensificou as exportações para o Japão e Estados Unidos nos anos 70 e focou sua linha de produtos também em peças em cristais, faqueiros em aço inox e porcelana para banheiro. Em 1987 grupo VILLEROY & BOCH se tornou uma sociedade anônima e ainda hoje os membros da família fazem parte dos conselhos. No final desta década, a empresa criou um departamento exclusivo para atender aos hotéis mais luxuosos do mundo.

Nos anos 90 a VILLEROY & BOCH oferecia soluções completas e inovadoras para decoração interior, incluindo uma sofisticada linha de saunas e banheiras de hidromassagem. Além disso, a empresa também criou a linha NewWave, composta por peças com design completamente novo, assimétrico com contornos angulares e ondulantes. No Brasil, a marca inaugurou sua primeira loja na cidade de São Paulo em julho de 2010, trazendo muito requinte e luxo às mesas mais tradicionais. Todas as peças são vendidas individualmente, para que o cliente possa montar jogos de mesa da forma que achar melhor e mais bonito, e sempre há reposição. Hoje, mais do que uma marca, a VILLEROY & BOCH é símbolo de status, qualidade e bom gosto, nos mais diversos setores, que englobam desde louças sanitárias, azulejos, banheiros e cozinhas planejadas, até decoração da mesa, porcelanas, faqueiros e cristais.

Dados corporativos
● Origem: Alemanha/França
● Fundação: 1748
● Fundador: François Boch e Nicolas Villeroy
● Sede mundial: Mettlach, Alemanha
● Proprietário da marca: Villeroy & Boch AG
● Capital aberto: Sim (1990)
● Chairman & CEO: Frank Göring
● Faturamento: €714.2 milhões (2011)
● Lucro: - €62.8 milhões (2011)
● Valor de mercado: €198.3 milhões (maio/2011)
● Presença global: 125 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 8.688
● Segmento: Cerâmica e utensílios domésticos
● Principais produtos: Porcelanas, cristais, faqueiros e louças sanitárias
● Ícones: Os florais e campestres das peças
● Website: www.villeroy-boch.com
A marca no mundo
Hoje em dia a VILLEROY & BOCH, maior e mais importante fábrica de louças e porcelanas em todo o mundo, engloba dezenas de fábricas na Europa, México e Tailândia, produzindo em quatro continentes e exportando para 125 países ao redor do mundo, alcançando faturamento superior a €700 milhões. Atualmente 75% de seu faturamento é gerado fora da Alemanha, com China, Ásia e Oriente Médio sendo os mercados que mais crescem para a marca.
Você sabia?
● No Villeroy & Boch Discovery Centre, localizado em Mettlach, é possível conhecer toda a história da empresa através de uma vasta coleção de 17.000 peças, que são verdadeiros tesouros da cerâmica.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Última atualização em 6/5/2011
Imagine o que seria do universo da moda sem PIERRE CARDIN. Para muitos seria chato e totalmente sem graça. O estilista de rara habilidade, tanto com as tesouras nas mãos, quanto na condução dos negócios, é considerado um ícone da moda e transformou sua marca em uma das mais conhecidas e difundidas no mundo. Como um designer visionário e homem de negócios incansável, ele é tão famoso que, na China, freqüentemente é confundido com o Presidente francês.
A história
Nascido na Itália, o estilista cresceu na bela cidade francesa de Saint-Étienne e estudou arquitetura em Paris. Colaborador de Christian Dior a partir de 1947, onde cortava os tecidos, em 1950 resolveu fundar seu próprio ateliê de costura e, em 1953, apresentou sua primeira coleção de alta-costura feminina, apresentando às mulheres uma visão futurista da moda, com vestidos esculpidos em tecidos bem cortados. Sua projeção internacional teve início em 1954 com a criação dos “robes bulles”, vestidos inspirados nas formas esféricas; seguido em 1957 pela criação da saia tulipa, um modelo que tinha pregas próximas ao cós e sumia no comprimento, além das gravatas coloridas; e em 1958 pela moda unissex, que rompeu com o estilo tradicional da alta-costura da época. Surpreendeu o universo da moda ao realizar em 1959 o primeiro desfile de prêt-à-porter (roupas prontas para vestir que proporcionaram a democratização da moda).

Ainda em 1959, Cardin resolveu vender sua primeira coleção feminina de alta-costura na Printemps, a famosa loja de departamentos de Paris. Como resultado de tamanha ousadia, foi expulso do Chambre Syndicale de La Haute Couture (órgão dos grandes criadores e do qual dez anos depois ele se tornaria presidente). Nesta época, ele foi o primeiro a considerar o Japão como grande mercado de moda. No início dos anos 60 foi um dos primeiros estilistas a se dedicar à expansão de sua marca, tratando a moda como negócio, com o lançamento de inúmeros tipos de acessórios, desde bolsas, relógios, óculos e perfumes. Nesta época ele já era conhecido mundialmente por seu estilo futurista e experimental utilizando elementos gráficos, geométricos e coloridos.

Também foi pioneiro ao implantar o sistema de licenciamento de sua marca, que rapidamente trouxe milhões de dólares para a empresa com o lançamento de louças, móveis, colchões e linha de alimentos que levavam o nome PIERRE CARDIN. Em 1966, ano em que lançou sua primeira coleção de roupas para crianças, ele renunciou ao seu lugar na Chambre Syndicale e passou a exibir suas coleções no seu próprio espaço, o Espace Cardin, (outrora Théâtre des Ambassadeurs) inaugurado em 1971 na capital francesa. Considerado futurista, o estilo de Cardin nesta década previu muito do que seria a mulher dos anos 90. Em 1979, demonstrando seu tino comercial assinou um acordo comercial com a China para produzir as roupas de sua marca no país.

Sua importância para o segmento da moda foi tamanha, que em 1991, ele se tornou o primeiro estilista francês homenageado em vida pelo museu de costumes Victoria & Albert de Londres com a retrospectiva “Pierre Cardin: Past, Present and Future”. Em 1993, mais uma vez gerou polêmica, quando seus perfumes passaram a ser vendidos na rede de supermercados Carrefour a preços 30% menores que os das lojas especializadas. A partir de 1994, como muitos designers de moda da atualidade, Cardin decidiu mostrar suas coleções de alta-costura apenas para um pequeno círculo de clientes e jornalistas selecionados.

Recentemente, em 2009, o estilista voltou a desfilar suas coleções na semana de moda de Paris, após anos de ausência. Entre as criações que se tornaram marca registrada da PIERRE CARDIN estão as jaquetas sem colarinho e sem lapela, a versão feminina do terno, a gola-capuz, as coleções de primavera, o corte enviesado, as formas geométricas, as malhas modeladoras e os bodysuits (macacão justo com mangas compridas, fechado com zíper ou botões do umbigo até o pescoço).

Durante todos esses anos, o mérito de Pierre Cardin não está somente no fato de popularizar a alta-costura com o prêt-à-porter, transformando o “vestir com qualidade” em um produto (mais) acessível. Historicamente, o estilista antecipou na roupa as mudanças e os comportamentos sociais de cada década, trazendo a moda para as ruas, revigorando o estilo masculino de vestir, sempre com um pé no futuro.

Os perfumes
Os perfumes sempre foram um importante produto dentro da Maison Cardin. O primeiro deles foi o masculino Pierre Cardin Pour Monsieur, lançado em 1972. Outros perfumes de grande sucesso introduzidos pela marca foram: Choc de Cardin (1981), Paradoxe (1983), Bleu Marine (1986), Rose de Cardin (1990), Centaure (1991), Enigma (1993), Insatiable (1995), Tristan & Yseult (2000), Revelation (2004), Emotion (2005), Pierre Cardin Pour Homme (2007), Black (2007) e Cuir Intense (2009). Atualmente a licença para desenvolvimento e criação dos perfumes da PIERRE CARDIN está sob os cuidados da tradicional Coty.

O gênio por trás da marca
Pietro Cardin nasceu no dia de 2 de julho de 1922, em um pitoresco vilarejo próximo a Veneza na Itália, na casa de férias de sua família. Filho de pais franceses, ricos comerciantes de vinho, se mudou com a família aos dois anos para a França, fugindo das conseqüências econômicas causadas pela Primeira Guerra Mundial. Aos oito anos já demonstrava habilidade para o desenho, criando roupas para as bonecas das crianças vizinhas. Aos 14 anos, ele já trabalhava como aprendiz de alfaiate e, aos 18, cuidava dos serviços financeiros da Cruz Vermelha, em Vichy. Chegou a Paris em 1944. Trabalhou para a Madame Paquin e depois com Elza Schiaparelli. Em 1946 desenhou o figurino de Jean Cocteau, no filme a “bela e a fera”, e logo depois, trabalhou também para a Maison Dior, onde permaneceu durante três anos. Finalmente em 1950 montou seu próprio atelier em Paris lançando sua primeira coleção de alta-costura pouco depois. Era a pedra inaugurou para a construção de um verdadeiro império da moda, que transformariam PIERRE CARDIN em um dos homens mais ricos da Europa.

Em 1957, revolucionou o conceito de moda masculina, quando abriu a Adam, que o consagraria por seus ternos, elevados à categoria de alta-costura. Nesse mesmo ano, fez sua primeira viagem ao Japão e se tornou professor honorário da escola de estilismo de Bunka Fukusoi, onde ensinava o corte tridimensional. Nos anos seguintes se tornou um bem sucedido homem de negócios, comprando em 1981, o tradicional restaurante Maxim’s, inaugurando outras unidades em Nova York, Londres e Beijing. Por ser um ícone da indústria da moda francesa e por ser um homem de negócios internacional, Pierre Cardin foi designado em 1991 como Embaixador da Boa-Vontade da Unesco. No ano seguinte, se tornou o primeiro costureiro a integrar a Academia de Belas Artes da França. Nunca a combinação estilista de moda com homem de negócios foi tão bem-sucedida quanto no caso de Pierre Cardin.

Criativo, polêmico e introdutor de novos conceitos na alta-costura, como a modernidade e a praticidade, o estilista, que é recebido no exterior como um verdadeiro chefe de Estado e dorme numa célula monástica com vista para o Palácio do Elysée, tem sido, ao longo de 60 anos de carreira, um dos grandes revolucionários em seu segmento. Afinal, qual estilista pode se dar ao luxo de fazer com que mais de vinte milhões de pessoas já tenham usado qualquer um dos 800 itens que levam a sua própria marca, desde os famosos Beatles, passando por Rolling Stones, Lady Gaga até pessoas comuns? Pierre Cardin nunca pegou emprestado em banco sequer um tostão para financiar seus negócios. Além disso, não faz publicidade (salvo para os perfumes da marca) e reinveste seus lucros em pedras preciosas. Hoje em dia, mesmo perto dos 90 anos, além de dirigir a Maison Cardin, é dono de hotéis, restaurantes (10 unidades do badalado Maxim’s) e espaços culturais.

A evolução visual
A identidade visual da marca PIERRE CARDIN, passou por uma acentuada modificação em sua história. Outrora reconhecida pela assinatura do famoso estilista, hoje em dia o logotipo da marca possui letras sóbrias e um “P” estilizado como símbolo.

Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1950
● Fundador: Pierre Cardin
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Maison Cardin
● Capital aberto: Não
● CEO: Pierre Cardin
● Estilista: Pierre Cardin
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 140 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 200
● Segmento: Moda
● Principais produtos: Perfumes, óculos, relógios, bolsas e roupas
● Ícones: O próprio estilista
● Website: www.pierrecardin.com
A marca no mundo
Os produtos da marca francesa, que englobam roupas, acessórios (relógios, jóias e óculos) e perfumes, são comercializados nas melhores lojas de departamento do mundo. Atualmente existem aproximadamente 840 produtos licenciados com a marca PIERRE CARDIN, que são comercializados em 140 países ao redor do mundo. A grife PIERRE CARDIN é tão forte que gera 200 mil empregos indiretos no mundo todo, 3 mil deles só no Brasil, onde a marca está presente desde 1968.
Você sabia?
● Costureiro, designer, artista, empresário de sucesso, diplomata e proprietário do famoso restaurante Maxim’s, Pierre Cardin é uma das cinco mais conhecidas personalidades francesas no mundo desde os anos 60.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Última atualização em 3/5/2011