24.12.07

LE CREUSET


Dizem que se conquista uma pessoa pelo estômago. Deve ser por isso que há quase 100 anos a LE CREUSET vem fazendo sucesso no mundo todo com suas panelas coloridas de ferro fundido esmaltado e seus utensílios de cozinha fabricados sob um rígido controle de qualidade. É olhar e imaginar uma comida saborosa e sedutora para o paladar sendo preparada e servida, afinal suas panelas são feitas para serem exibidas. Com uma história ligada às tradições francesas, a marca construiu uma imagem associada à cultura da alta gastronomia internacional, pois desde 1925 dá cor e muito sabor a cozinhas de todo o mundo. 

A história 
A LE CREUSET foi fundada em 1925 por dois artesões belgas: Armand Desaegher (especialista em fundição) e Octave Aubecq (especialista em esmaltagem). Eles iniciaram uma modesta produção de panelas de ferro fundido esmaltado em Fresnoy Le Grande, um pequeno vilarejo localizado no norte da França e cerca de duas horas ao norte de Paris. Como naquela época todas as panelas eram da cor cinza, eles foram inspirados pela cor laranja ardente do ferro fundido dentro dos moldes da fábrica, a primeira cor do esmalte - que lembra a lava vulcânica - para criar o Icônico Laranja, que se tornou um tom exclusivo da marca francesa e um ponto de virada para aqueles que amam cozinhar. A tonalidade está tão associada às panelas LE CREUSET que ainda hoje as fábricas são todas pintadas e decoradas nesse tom de laranja. O nome da marca vem do caldeirão usado para transportar o ferro fundido, durante o processo de fabricação das panelas, que é chamado em francês de “creuset”.
   

Em 1930, a LE CREUSET começou a desenvolver uma gama variada de produtos: além das panelas, travessas e utensílios para cozinha. Nesta época, a empresa conseguiu atingir um excelente resultado com o ferro fundido e o esmalte, alcançando a fabricação de produtos de alta qualidade. A empresa também iniciou a divulgação no rádio e na mídia impressa da qualidade de cozinhar em panelas de ferro fundido e todos os benefícios provenientes deste tipo de cozimento. Pouco depois, em 1934, foi lançada a panela Doufeu - palavra francesa para “cozimento suave” - e que recebeu este nome, porque possibilitava cozinhar em baixas temperaturas. Sua tampa rebaixada ajudava a condensação da evaporação, retendo a umidade no interior da panela, fazendo com que as gotículas caíssem nos alimentos, tornando as receitas ainda mais suculentas e deliciosas. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, todos os esforços da LE CREUSET foram concentrados em aumentar a gama de produtos em ferro fundido. Começou nesta fase, a variação de cores no acabamento esmaltado, que acabou transformando-se em um forte diferencial para a marca.
   

Em 1952, a empresa iniciou a busca por novos mercados na Europa e América do Norte. Nesse período inaugurou suas exportações para outros mercados europeus, sendo que 50% de sua produção passou a ser destinada a um mercado extremamente forte: os Estados Unidos. No período entre 1955 a 1957, viu-se o lançamento de novos produtos e novas cores que se tornaram verdadeiros sucessos junto ao público, em especial a linha de grelhas, introduzida em 1955. Em 1958 surgiu o logotipo da LE CREUSET e o início da conexão de Raymond Loewy, que ficou conhecido como “O pai do design industrial” e foi responsável pela criação de garrafas da Coca-Cola (conheça essa outra história aqui) a embalagens de cigarros da Lucky Strike (conheça essa história aqui), com os icônicos utensílios de cozinha da marca francesa. Ele foi o designer e responsável por reformular a Coquelle, caçarola redonda tradicional da LE CREUSET, com o intuito de agradar os gostos do pós-guerra pelo design minimalista.
   

Em 1962, a marca demonstrou seu pioneirismo ao lançar no mercado o primeiro conjunto para fondue (panela + réchaud) como conhecemos hoje. Mudanças na linha de produção ocorreram em 1966 com a substituição das máquinas que eram operadas manualmente por máquinas semi-automáticas. Nesta etapa, o processo que era praticamente artesanal ganhou tecnologia e muito mais qualidade. Em 1970, foi apresentado alguns novos moldes para a linha de panelas de ferro. O ano de 1972 foi marcado por um grande avanço com relação ao design da linha tradicional sofrendo uma considerável evolução com a assinatura do designer italiano Enzo Mari. No mesmo ano, a produção da empresa atingiu 6.000 toneladas.
   

Nos dez anos seguintes, o mundo importou a ideia e o conceito de que a gastronomia francesa era uma das melhores e mais sofisticadas, projetando ainda mais a marca LE CREUSET no mercado internacional. Em 1980, uma campanha publicitária indicava: “Todos os grandes cozinheiros devem saber um pouco de francês: Le Creuset”. O forte investimento em comunicação pode ser constatado em 1985, quando a LE CREUSET foi classificada entre as 30 marcas francesas mais famosas no mundo. Ainda nesta década, a marca lançou grandes novidades como a panela modelo “marmita”; os modelos multifunção (molheira e frigideira); os produtos finos de cerâmica “stoneware”; e a tecnologia Vitrobase, revestimento de vidro sobre esmalte, proporcionando maior resistência à esmaltagem das peças de ferro.
  

Uma nova diretoria assumiu o controle da empresa em 1988, comandada pelo sul-africano Paul van Zuydam. Nesta época, Jean Louis Barrault criou uma linha inovadora de produtos. Em 1991, a empresa adquiriu a americana Hallen International Inc., fabricante de acessórios para vinho e bar através da marca Screwpull (conheça essa outra história aqui), cujos famosos saca-rolhas foram desenvolvidos por um engenheiro chamado Hebert Allen que, em 1975, teve a brilhante ideia de criar um utensílio baseado na simples premissa de que uma rolha deveria ser removida da garrafa sem esforço, dano e empecilho. Nesta época a LE CREUSET iniciou seu ingresso no mercado japonês, acontecimento que inspirou a criação da primeira panela Wok em 1992.
  

Já em 1994 foi inaugurada a subsidiária da Alemanha, somando-se a isso o lançamento de novas cores para a linha de panelas de ferro e cerâmica. Além disso, a marca lançou a as chaleiras esmaltadas feitas em aço. As espátulas e colheres de silicone (resistentes à absorção de manchas, odores e sabores como também resistente ao calor de até 250°C) chegaram ao mercado em 1997, mesmo ano em que as panelas de ferro fundido da marca começaram a experimentar o mercado brasileiro. No ano seguinte, ocorreu à abertura da subsidiária em Hong Kong, com a LE CREUSET continuando a diversificar seus produtos através da criação de novos utensílios domésticos e de novas peças em cerâmicas, resistente a altas e baixas temperaturas.
   

Novas subsidiárias foram inauguradas em 1999: Suíça, África do Sul e Espanha. Dado o sucesso atingido em pouco tempo pela marca francesa no Brasil com o público, chefes de cozinha e lojistas, em maio de 1999 foi aberta a filial brasileira. A partir de 2000, a modernização do parque industrial levou a empresa atingir a incrível marca de 35 toneladas com uma média de 10.000 peças produzidas diariamente. Além disso, a empresa lançou suas grelhas com novas cores. Em 2004, ocorreu o lançamento linha triVita, com suas panelas em aço inox 18/10 com tripla camada uniforme. Pouco depois, em 2005, a LE CREUSET comemorou seu aniversário de 80 anos expandindo sua linha de produtos e lançando no mercado o livro “Le Creuset Le Livre de Cuisine”. Entre os novos produtos, destacavam-se a linha têxtil (aventais e luvas) e “Clever Friends” de utensílios, além da coleção de miniaturas de cerâmica “stoneware” que tiveram grande aceitação e sucesso.
   

Em 2008, mais uma novidade: produtos (panelas e frigideiras) em alumínio antiaderente. No ano de 2011, a marca francesa inaugurou sua primeira loja-conceito na América Latina, localizada na cidade de Brasília. A nova loja apresentava 350 itens, entre a linha de ferro fundido e esmaltado - seu “carro chefe” - a linha de cerâmica stoneware, non-stick e 3-ply, além dos utensílios de silicone, produtos têxteis, chaleiras e stock pot (panelas de aço esmaltado projetadas para funcionar eficientemente em uma grande variedade de fontes de calor, sendo resistentes aos danos e desgastes). Pouco depois, lançou uma coleção de assadeiras para pães, tortas e massas.
   

Em 2015, foi lançada a linha Mate à Croquer, panelas em ferro fundido com acabamento fosco nas cores cotton, azul mineral, ametista e sisal, para agradar aos mais diversos gostos; além de uma linha de pratos coloridos, cuja cerâmica possuía um bloco denso que dificultava a absorção de umidade, evitando rachaduras, fissuras e ondulações, e o exterior impermeável esmaltado era resistente a manchas e arranhões de utensílios de metal. Ainda este ano, a LE CREUSET comemorou 90 anos de uma rica história e lançou uma reprodução da primeira panela criada pela marca, a cocotte. Apenas 1.925 unidades comemorativas, na icônica cor laranja (também conhecida como fiery lava) foram produzidas em todo o mundo.
  

Nos últimos anos a marca francesa vem apostando na criação de linhas limitadas e temáticas, como por exemplo, em 2018 quando em uma parceria com a Disney (conheça essa outra história aqui), lançou uma coleção inspirada no Mickey Mouse, composta por dois bowls com o famoso formato e orelhas do personagem, nas cores vermelho e preto, e também por uma panela de ferro com a silhueta do Mickey na tampa; em 2019, através de uma coleção inspirada em Star Wars, composta por nove itens, que iam de descansos de panela no formato da Millenium Falcom ou Estrela da Morte a caçarolas cuja tampa mostrava Han Solo congelado em carbonita; e mais recentemente em 2021 com uma coleção de utensílios de cozinha inspirados no universo de Harry Potter, como panelas (com direito a pegador com acabamento em bronze no formato do Pomo de Ouro fixado na tampa, que é gravada com três gols do Quadribol™), caneca, chaleira, pegador de panela, pratos e até espátulas com cabos em formato de varinhas.
   

Famosa pelas panelas de ferro fundido e cerâmicas coloridas, recentemente a LE CREUSET vem tentando ocupar mais espaços dentro de casa e se tornar uma marca de lifestyle, incluindo o lançamento de uma linha que compreende potinhos de cerâmica para água e ração para animais de estimação. A marca também continua apresentando novidades, como por exemplo, a panela de fazer pão, que atende aos padeiros amadores que surgiram com a pandemia de COVID-19.
  

A linha de produtos 
Além das tradicionais panelas de ferro fundido e esmaltado, a LE CREUSET oferece uma linha de produtos extremamente abrangente: grelhas, frigideiras, panelas ovais, conjuntos para fondue, molheiras, réchaud, caldeirão, formas e travessas para diversos usos, todas produzidas na França, em Fresnoy Le Grand. A empresa trabalha também com utensílios e acessórios para cozinha, como espátulas, colheres, batedores e formas de silicone, produzidas nos Estados Unidos e China, abrangendo ainda, a conceituada linha de chaleiras fabricadas em aço esmaltado e a ampla linha de cerâmica “stoneware”, ambas produzidas na Tailândia e seguindo o mesmo rigoroso controle de qualidade LE CREUSET. Oferece ainda artigos têxteis para cozinha, além das panelas de aço inox 18/10 triVita e acessórios diversos, como descascadores, moedores e raladores de queijo.
  

Tradição e qualidade 
O processo de produção de uma panela LE CREUSET segue rigorosos padrões de qualidade, desde a escolha da matéria-prima até a esmaltação e embalagem final, processo este que hoje alia o profundo conhecimento de gerações de artesãos a mais alta tecnologia. Cada peça passa pelas mãos de aproximadamente trinta artesãos, garantindo a qualidade dos seus produtos. Esta qualidade, aliada ao seu alto desempenho, faz com que o produto seja almejado por quem entende de culinária.
   

Em relação aos produtos de ferro fundido esmaltado, cabe destacar que estes apresentam a mesma espessura nas laterais, no fundo e na tampa, o que garante um cozimento uniforme. São peças únicas, que não apresentam ponto de solda, recebendo esmaltação na parte exterior e interior. O lado exterior dos produtos é vitrificado depois de esmaltado, o que garante uma proteção maior ao esmalte. As tampas das panelas possuem pegadores que resistem a altas temperaturas, podendo assim ir ao forno. A perfeita distribuição de calor e cocção prolongada enaltece o sabor e o aroma dos alimentos. A excelente transmissão e retenção de calor do ferro fundido garantem um bom cozimento, sem que o alimento perca seus líquidos e propriedades nutritivas, com o esmalte vitrificado facilitando a limpeza das peças posteriormente, além de não reter odores.
   

Os produtos LE CREUSET apresentam uma grande versatilidade de uso, pois sua beleza e design permitem que seja levado direto do fogão à mesa. A LE CREUSET oferece ao consumidor a garantia de uma vida para defeitos de fabricação, porém se o usuário seguir alguns cuidados solicitados pelo fabricante, certamente terá em mãos um produto que passará para outras gerações. Todos os produtos da marca têm um forte apelo visual, sendo que o desenvolvimento de produtos com design sofisticado e cores atraentes é uma das filosofias da marca francesa. A LE CREUSET possui atualmente mais de 20 cores em sua linha de produção normal.
  

Um exemplo revela bem o que significa a marca para os franceses, que em alguns lugares perpetuou-se uma curiosa tradição. Quando há um casamento na família, geralmente a noiva recebe de presente da mãe ou da sogra, uma panela LE CREUSET usada, com o intuito de trazer sorte ao casamento. Aqui no Brasil, uma história sobre a marca francesa ficou famosa: durante um incêndio em uma fazenda no interior de São Paulo, todos os utensílios domésticos derreteram, inclusive fogão e a geladeira. E adivinhem. As únicas peças que resistiram ao intenso calor foram as panelas e grelhas da LE CREUSET. Uma curiosidade: a cor mais vendida de suas icônicas panelas é o vermelho, o modelo mais vendido no Brasil e no mundo é a panela redonda signature 22 cm e um modelo muito procurado pelos fãs da marca é a panela em formato de coração.
   

Os slogans 
La référence depuis 1925. 
A great recipe lasts forever. (2014) 
Good food deserves Le Creuset. (2009) 
Adventure equipment. (2001) 
Every cook should know a little French. (1980)
   

Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1925 
● Fundador: Armand Desaegher e Octave Aubecq 
● Sede mundial: Fresnoy Le Grand, França 
● Proprietário da marca: Le Creuset SAS 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Paul van Zuydam 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 600 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.200 
● Segmento: Utensílios para cozinha 
● Principais produtos: Panelas de ferro, chaleiras e utensílios culinários 
● Principais concorrentes: Silit, Mauviel, Staub, Chantal, Cristel, Emily Henry, Matfer Bourgeat, All-Clad, Tramontina e Tefal 
● Ícones: A ampla variedade de cores de suas panelas 
● Slogan: La référence depuis 1925. 
● Website: www.lecreuset.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a LE CREUSET, líder mundial no seu segmento e que virou sinônimo de tradição da alta gastronomia francesa, está presente em todos os continentes e em mais de 70 países. Os maiores mercados da marca são Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Escandinávia, sudeste asiático e França. A empresa conta atualmente com filiais em países como os Estados Unidos, Japão, Brasil, Itália, Inglaterra, Espanha, Suíça, China, África do Sul, Alemanha, Canadá, Coréia do Sul e Índia. Além disso, a marca francesa mantém uma rede com mais de 600 lojas próprias (das quais 200 dentro de badaladas lojas de departamento) espalhadas por diversas cidades no mundo, incluindo 10 lojas, e-commerce e mais de 200 pontos de venda por todo o Brasil. A LE CREUSET oferece uma diversificada linha de produto com mais de 800 itens, entre panelas de ferro fundido esmaltado, itens de cerâmica, frigideiras, panelas e grelhas antiaderentes, utensílios de silicone, chaleiras, stock pots e acessórios para vinho e champanhe. 

Você sabia? 
Em território americano, a marca francesa conquistou a sua mais célebre cliente: Marilyn Monroe. Sua coleção de panelas foi vendida em 1999 por mais de US$ 25 mil em um leilão da Christie’s. 
Tendo os produtos da marca um valor agregado elevado, sua comercialização fica restrita a pontos de venda que atinjam um público com alto poder aquisitivo. Na sua maioria são lojas sofisticadas de presentes e artigos para cozinha. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/2/2023 

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12.12.07

HAVANNA


Eles são pequenos e redondos. Recheados com doce de leite e cobertos de açúcar ou chocolate. Na Argentina é um produto de primeira necessidade, uma bomba calórica que virou obsessão de nossos “hermanitos” e de milhares de turistas das mais variadas nacionalidades. Assim como a carne e o couro, o alfajor HAVANNA é uma instituição nacional daquele país. 

A história 
Não, ele não é argentino, mas merecia ser. A história do alfajor, o doce mais tradicional da Argentina, tem origem na cozinha árabe. O doce nasceu em Andaluzia, e seu nome vem de “al-hasú”, que em árabe significa “recheado”. Originalmente produzido com amêndoas, mel e avelãs, chamou-se também “alaju”, e chegou às ruas espanholas como alfajor através da ocupação árabe na Península Ibérica em 1711. Ao atravessar o Atlântico em 1896, levado pelo químico francês Augusto Chammás, ganhou seu formato redondo, começou a ser produzido na Argentina e daí para frente, sofreu várias alterações, até chegar à receita atual.
   

Já a história da marca começou a ser desenhada no ano de 1939, quando o entusiasmo empreendedor de dois jovens amigos - Luis Sbaraglini e Benjamín Sisterna - se expandiu e pôde se converter no que hoje é um dos maiores ícones da cultura Argentina. Os dois começaram a produzir os alfajores Santa Monica em uma modesta fábrica na cidade de Buenos Aires. Um de seus principais clientes era o proprietário de uma bomboniére - Demetrio Elíades - em Mar Del Plata, um charmoso balneário a cerca de 400 km de Buenos Aires, capital da Argentina. E de uma relação comercial muito boa nasceu uma forte amizade, que fez com que eles encarassem o desafio de abrir uma fábrica de alfajores em Mar Del Plata, na época a cidade balneária mais promissora do país, em plena expansão e desenvolvimento.
   

Em 1947, através das mãos do mestre pasteleiro Toribio Gonzáles, a receita foi aprimorada e nascia assim os famosos ALFAJORES HAVANNA, feito à base de uma massa fina e delicada com recheio de doce de leite e cobertura de chocolate. O nome foi inspirado na capital de Cuba. Isto porque um dos sócios foi proprietário de uma casa de show ao estilo cubano. Foi colocado mais uma letra “N” no nome apenas por uma questão de registro. Começava então a história de amor entre a Argentina e os alfajores da marca HAVANNA. Exatamente no dia 6 de janeiro de 1948 eles abriram sua fábrica e o salão de vendas, que no primeiro dia superou as expectativas.
   

Uma década mais tarde, no dia 15 de janeiro de 1958, para atender a crescente demanda de mercado, a pequena empresa inaugurou uma nova fábrica, localizada na Rua Patricio Peralta Ramos Nº 387, e onde se encontra até hoje. Na época, a marca já possuía oito lojas, todas em Mar del Plata, e era patrocinadora de diversas atividades na cidade. O slogan “¿Se va hoy? ¿Se va mañana? No olvide llevar alfajores Havanna” (algo como “Você vai embora hoje? Você vai embora amanhã? Não se esqueça de trazer alfajores Havanna”) era visto em todos os cantos da cidade e milhares de turistas sucumbiam à paixão de comprar os alfajores como uma lembrança do aconchegante balneário de Mar del Plata.
   

Como um delicioso souvenir de Mar del Plata, os alfajores da marca HAVANNA se expandiram nacionalmente somente na década de 1980, quando a empresa iniciou a inauguração de quiosques em centros movimentados. Até então, toda vez que alguém viajava a cidade balneária retornava para casa com o porta-malas recheados de alfajores para distribuir entre os amigos. Delícia argentina incontestável as caixas de alfajores HAVANNA se tornaram uma tradição entre os argentinos, que presenteavam amigos e familiares com as delícias açucaradas como forma de simpatia e amor. Com a expansão nacional, os argentinos puderam comprar os tradicionais alfajores HAVANNA em vários pontos de venda espalhados por diversas cidades do país.
   

Em 1995, a empresa abriu seu primeiro HAVANNA CAFÉ, espaços pequenos e aconchegantes, que mais se pareciam com “uma biblioteca forrada de alfajores”, no qual uma iluminação dramática, bem ao estilo argentino, dirigia os focos de luz para uma estante de madeira escura onde estavam os protagonistas recheados com doce de leite. Localizado em Buenos Aires, este primeiro café foi inspirado nas tradicionais cafeterias europeias, extremamente comuns na Argentina, visando uma permanência mais longa do consumidor no estabelecimento. Originalmente, uma empresa familiar, a HAVANNA foi comprada por US$ 85 milhões em 1998 pelo fundo de investimentos Exxel Group, que adquiriu marcas de prestígio como as operações da Kenzo e Ralph Lauren na América Latina.
   

Com uma gestão empresarial, a HAVANNA além de vender os mais tradicionais alfajores do país passou a ser conhecida como uma rede de cafeterias. Os alfajores também sofreram com a grande crise da Argentina em 2001. Nessa época, o presidente da empresa teve que ir a uma emissora de rádio defender as bolachas recheadas da HAVANNA, pois o público estava certo de que o diâmetro do alfajor havia diminuído. Foi uma polêmica nacional. Ao final, a marca conseguiu convencer os desesperados consumidores que a remodelação do maquinário para fazer alfajores menores daria um enorme prejuízo a empresa. Em novembro de 2003, deficitária, a empresa foi comprada pelo fundo de investimentos Desarollo y Gestión, que aos poucos sanou suas dívidas. E também inaugurou sua primeira fábrica própria para a produção de chocolate na cidade de Bariloche.
   

Foi neste período que a HAVANNA criou seu departamento de marketing, ampliou sua linha de produtos (hoje são mais de 150 itens) e começou uma forte expansão de sua rede de lojas, quiosques e cafés (cujo ambiente está sempre a uma temperatura de 24 graus para manter a qualidade dos produtos), inclusive para outros países do mundo (como Venezuela, Paraguai e Chile), onde uma caixa de alfajores HAVANNA carrega uma herança familiar e a mais pura tradição argentina de fabricar um produto feito artesanalmente com carinho há mais de 70 anos. Além disso, a rede de cafeterias desenvolveu novos produtos, como por exemplo, deliciosos frapês e lattes.
   

O lançamento de novos produtos teve continuidade nos anos seguintes, como por exemplo, em 2012 quando apresentou a linha HAVANNA MINI, composta por três de seus maiores sucessos - alfajores, galletitas (bolachas) e Havannets - em miniaturas embaladas individualmente. Além disso, as cafeterias ganharam uma nova linha de sanduíches, batizada de HAVANNA HAIREADO, com diversos recheios e servidos em pães redondos tostados. Há mais de sete décadas a credibilidade e confiança da marca HAVANNA é baseada em três pilares principais: Alfajor, Doce de Leite, Argentina!
  

As delícias irresistíveis 
Os alfajores são o principal símbolo da marca argentina. São essencialmente feitos com uma massa de farinha, açúcar, ovos e essências de limão e de amêndoas, recheada de doce de leite e coberta de chocolate. Parece simples, ainda mais sabendo que o doce de leite não é fabricado pela HAVANNA, mas encomendado com um fornecedor e o chocolate vem do Brasil. A diferença é o poder da marca, que permite aos seus alfajores custarem até 20% a mais que os concorrentes. Eles podem ser encontrados nos sabores nozes, doce de leite, merengue, chocolate, café e frutas, este último disponível somente na Argentina, além da versão em tamanho reduzido, conhecida como mini alfajor, extremamente popular nas companhias aéreas argentinas. Recentemente a marca introduziu o alfajor de cacau (duas bolachas recheadas com um suave creme de cacau e cobertas com o mais puro chocolate meio amargo) e o alfajor com recheio de doce de leite e uma dupla cobertura de chocolate 70% puro cacau, este último introduzido em 2017.
  

Apesar de ser mundialmente conhecida por seus irresistíveis alfajores, a HAVANNA produz inúmeras delícias: 
HAVANNETS - Cones de chocolate meio amargo ou branco recheados de doce de leite (espécie de merengues). É o segundo produto mais popular da HAVANNA depois dos tradicionais alfajores. 
GALLETITAS - Delicados biscoitos com diversos sabores e recheios como creme de limão com cobertura de chocolate, creme de avelã e creme de café com cobertura de chocolate meio amargo e chocolate branco, e mel e laranja com cobertura de chocolate. 
BARRITAS - Doce de leite em barras. Também possui doce de leite em potes. 
CORONITAS - Bombons em formato de coroa, recheados com doce de leite e cobertos com chocolate branco e chocolate ao leite. 
PANETTONES - O tradicional doce recheado com doce de leite, doce de leite com frutas secas ou cristalizadas com chocolate. Este produto foi desenvolvido especialmente para o mercado brasileiro. 
CHOCOLATES - Bombons, trufas e barras de chocolates elaborados com ingredientes puros e selecionados. As barras estão disponíveis nos sabores ao leite, amargo, branco, avelã e amêndoas. Um dos produtos mais populares dessa linha é o Corazone, um pequeno coração de chocolate recheado com doce de leite.


A fábrica 
Mesmo em meio à expansão internacional a principal fábrica da empresa, localizada até hoje em Mar Del Plata, mantém seu esquema meio industrial e meio artesanal de produção. Aproximadamente 22 senhoras, com média de idade de 50 anos, vestidas com uniformes brancos e blusas rendadas, revestem os alfajores com merengue um a um com uma espátula e o processo de embalagem não é totalmente mecanizado. Somente nesta fábrica são aproximadamente 200 funcionários trabalhando para produzir 750 mil alfajores por mês (no verão a produção chega a 1.2 milhões). Um alfajor HAVANNA perfeito segue os seguintes parâmetros: a massa deve ter 5% de umidade, o doce de leite central 23% de umidade e a cobertura 0.5% de umidade, totalizando o alfajor com 17% de umidade no final de seu processo. Hoje em dia, os famosos alfajores, cuja receita é guardada em segredo pela empresa, ainda são feitos cuidadosamente em três fábricas: duas em Mar Del Plata e uma em Bariloche (esta produz ingredientes). Toda a produção é mantida nacionalmente para garantir a qualidade e os suspiros ao morder cada pedaço de um legítimo HAVANNA, que podem ser encontrados em seis variedades.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos. Sempre contando com o tradicional escudo (com a letra H) e uma coroa, o logotipo da marca adotou as cores amarela e vermelha na década de 1970. Depois de mais uma remodelação na década de 1980, o logotipo foi completamente remodelado em 1998, dando maior destaque ao escudo e a coroa. Após quase duas décadas sem mudanças, em 2017 a HAVANNA apresentou uma nova identidade visual, mais minimalista, incorporando um formato de escudo e ressaltando a tipografia da letra H. O novo logo manteve as duas cores que são características marcantes da marca, o amarelo e o vermelho. Este novo logotipo era percebido como uma atualização, sem afetar sua identidade visual e sem perder de vista a herança da marca.
  

Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Fundação: 6 de janeiro de 1948 
● Fundador: Demetrio Elíades, Luis Sbaraglini e Benjamín Sisterna 
● Sede mundial: Buenos Aires, Argentina 
● Proprietário da marca: Havanna Holding S.A. 
● Capital aberto: Sim (2016) 
● Presidente: Chrystian Colombo 
● Faturamento: $ 2.7 bilhões* (2020) 
● Lucro: - $ 576 milhões* (2020) 
● Valor de mercado: US$ 1.79 bilhões* (março/2021) 
● Lojas: 380 
● Presença global: 12 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Alimentação (varejo) 
● Principais produtos: Alfajores, doces e chocolates 
● Concorrentes diretos: Cachafaz, Abuela Goye, Bocana, Jorgito, Balcarce, La Pataia, Punta Ballena, Kopenhagen e Starbucks 
● Ícones: Os alfajores 
● Website: www.havanna.com.br 
* Valor em peso argentino. 

A marca no Brasil 
A empresa chegou oficialmente ao Brasil somente em 2006, com a inauguração em 28 de junho de sua primeira loja, um café localizado no sofisticado bairro dos Jardins, em São Paulo, e um quiosque no Shopping Iguatemi. Os alfajores HAVANNA já tinham sido temporariamente vendidos no Brasil através da rede Casa do Pão de Queijo (conheça essa história aqui) em 1994. Alguns produtos das lojas brasileiras tinham diferenças em relação aos encontrados na Argentina. Era o caso do café, que era nacional; do brigadeiro de doce de leite; do milk-shake de café e doce de leite; e do panettone recheado com o doce de leite (vendidos somente nas lojas do Brasil). O sucesso foi instantâneo e não demorou muito para que outras lojas e quiosques fossem inaugurados pelo país. A partir de 2014, com a adoção do sistema de franquia, a expansão nacional foi acelerada. A marca trabalha com três modelos de negócio: quiosque, café quiosque e cafeteria. Hoje são 116 pontos de venda espalhados por aproximadamente 40 cidades.
  

A marca no mundo 
Hoje em dia, a HAVANNA possui mais de 380 lojas (incluindo cafés e quiosques) e está presente em outros 3.000 pontos de venda em 12 países (entre os quais Argentina, Brasil, Estados Unidos, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile, Uruguai, Venezuela, México e Espanha). Na Argentina, são aproximadamente 230 pontos de venda (entre lojas, quiosques e cafeterias). Somente a loja do aeroporto internacional de Ezeiza, localizada em Buenos Aires, vende mais de sete milhões de alfajores por ano. A empresa vende anualmente mais de 125 milhões de alfajores. Mais de 20% de sua produção se destina ao exterior. 

Você sabia? 
Muitas de suas lojas na Argentina são sustentadas pelas compras de turistas brasileiros. 
Hoje existem mais de 150 fabricantes de alfajores somente na Argentina. Isto sem contar as marcas uruguaias. E a marca HAVANNA é uma das poucas a manter a forma artesanal na produção (em algumas etapas do processo) da iguaria. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Isto é Dinheiro, Veja e Exame), jornais (Meio Mensagem, Estadão, Folha e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 17/3/2021

11.12.07

POLICE


Celebridades com personalidade e carisma, estilo marcante, materiais inovadores, design arrojado e uma história genial. Com esses ingredientes misturados na dose exata, a marca de óculos POLICE conquistou “um lugar ao sol” no universo das grifes de luxo. Durante mais de três décadas, a marca conquistou ícones do showbiz, moda e mundo dos esportes, além de milhões de consumidores, todos com algo em comum, o desejo de se expressar de forma única e autêntica. 

A história 
A marca nasceu das ideias do representante comercial italiano Bruno Palmegiani no começo da década de 1980. Na Itália, houve muitos óculos que se transformaram em fenômenos de sucesso, como um modelo Ray-Ban em um momento, depois um mais esportivo da Lozza, e pouco depois um modelo da Persol. A questão é que, terminada a febre daquela peça, a marca saía de evidência. Como representante comercial, Bruno começou a observar os locais em Roma capazes de lançar moda e pensou em um produto que se vendesse por si só, sem precisar das óticas para promovê-los ou persuadir os clientes. Ele enxergou o quanto os jovens desta década na Itália queriam viver o sonho americano por meio dos óculos.


Na época, em 1983, a De Rigo, uma empresa fundada em 1978 por Ennio De Rigo para produzir óculos e lentes de contato para outras empresas sob licença, ainda estava começando e não tinha nada a perder, ou seja, tudo a ganhar. Resolveu então introduzir no mercado uma marca própria. A POLICE foi lançada através de uma coleção de óculos com um belíssimo outdoor publicitário, uma novidade até então, e que mostrava um casal em um Cadillac, com a ponte do Brooklyn em Nova York ao fundo. A ideia era vender o sonho americano, o que muitos jovens buscavam e conversar com eles por meio dos filmes e das músicas que ouviam. A nova grife teve seu nome inspirado nos óculos escuros de estilo esportivo usados então pelos policiais norte-americanos.


Com a vantagem de estar no país considerado a Meca da produção de óculos, o momento escolhido por Palmegiani e a De Rigo também não poderia ser melhor. O início da década de 1980 foi decisivo na transformação dos óculos de itens corretivos para acessórios de moda que expressavam a personalidade de quem os usava. E se isso ajudou a POLICE a existir, o inverso também é puramente verdadeiro: a marca foi responsável por contribuir para transformar os óculos em itens essenciais para compor um estilo e acessíveis ao público em geral. Desde o início a marca representou um individualismo único com um apelo destacado de rebeldia. E com isso agradou em cheio aos jovens.


Nos anos de 1990, a ousadia e o pioneirismo de lançar um modelo de óculos com lentes espelhadas azuis transformaram a marca em um fenômeno de vendas. Sucesso que anos mais tarde, em 1997, foi ampliado ao universo das fragrâncias (com o lançamento de seu primeiro perfume), aos relógios (2003), a joalheria (2005), aos artigos em couro como cintos, bolsas e carteiras (2012), e mais recentemente a uma linha de roupas composta por jaquetas e casacos. Neste momento a POLICE, cujos óculos são unissex e encontram as suas raízes no estilo streetwear das grandes cidades mundiais, havia se transformado em uma marca de “Lifestyle”.


Em 2013, como comemoração de seu trigésimo aniversário, a marca lançou o projeto Look Beyond (algo como “olhar para além”), uma iniciativa que incluía o lançamento de uma edição limitada de óculos solar POLICE e um livro com fotografias de artistas famosos e personalidades internacionais. Atualmente a POLICE atingiu horizontes que nenhuma marca nascida para os óculos conseguiu até então: o status de franquia de moda e conceito, espalhado para perfumes, relógios e acessórios de couro. Com isso, a marca valoriza a individualidade e a originalidade, imprimindo com paixão tais qualidades em cada um de seus produtos.


A comunicação 
Marca que desde os anos de 1980 tem contribuído para a transformação dos óculos de meros aparelhos corretivos para acessórios indispensáveis no mundo da moda, a POLICE hoje é caracterizada por seu estilo de apelo metropolitano e design cosmopolita. É uma linha unissex de óculos solares e armações de receituário, mas com predominância de elementos masculinos, e que sempre teve suas campanhas publicitárias estreladas por astros do cinema e celebridades esportivas. Seguindo a ideia de divulgar o sonho americano através de ídolos, nos últimos anos a POLICE apostou em rostos mais do que emblemáticos para seus garotos-propaganda. O primeiro foi o astro americano do filme Duro de Matar, Bruce Willis (1999 a 2001), que transmitiu uma imagem extrovertida, dinâmica e que exacerbava charme. As sessões de fotos ocorreram na cidade de Filadélfia e o fotógrafo escolhido foi o alemão Uli Weber.


Logo depois, foi a vez também astro americano George Clooney e seu visual de homem maduro arrasa-quarteirão. Foi fotografado pelo italiano Carlo Miari Fulcis e adicionou à marca uma imagem elegante, madura, maliciosa e ao mesmo tempo amigável. Foi assim entre 2002 e 2003. Com o britânico David Beckham, o ex-jogador de futebol que mais parecia astro de cinema, as fotos mostravam o lado carismático e sedutor da marca e ainda agregavam o valor de estilo de vida livre e fora dos padrões convencionais. Deu tão certo que se estendeu de 2004 a 2006. No ano de seu jubileu de prata, em 2007, foi a vez de a POLICE se tornar um verdadeiro jovem de 25 anos, sedutor e apaixonante, sempre mantendo sua personalidade decidida e forte, representado perfeitamente pelo amante latino Antonio Banderas. Em 2014 a POLICE anunciou o jogador brasileiro de futebol, Neymar, como o novo embaixador global da marca. A jovem modelo mexicana Daniela De Jesus, fotografada ao lado de Neymar, demonstrava a coleção feminina da marca, como protagonista da campanha.


A ideia de que ser você mesmo é o mais importante de tudo foi o mote da campanha global da marca, “Be younique”, lançada em 2010 e que trazia pessoas comuns como garotas-propaganda. Por comuns, entenda isso mesmo: aqueles que estavam passando nas ruas de Nova York e outras cidades cosmopolitas do mundo foram selecionados por seu estilo. O nome da campanha era um jogo de palavras em inglês que mescla “you” (“você”) com “unique” (“único”), criando um novo significado que evoca a originalidade. Na tradução, ficaria algo como “seja você mesmo, seja único”.


A identidade visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma grande remodelação ao longo de sua história. O logotipo atual adotou uma tipografia de letra mais encorpada e impactante. Mais recentemente a palavra “sunglasses” foi retirada, pois a marca hoje em dia é muito mais do que apenas óculos. O logotipo também pode ser aplicado na versão prateada.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Lançamento: 1983 
● Criador: Bruno Palmegiani e Ennio De Rigo 
● Sede mundial: Longarone, Belluno, Itália 
● Proprietário da marca: De Rigo Vision SpA 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Michele Aracri 
● Faturamento: €340 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 40 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.600 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Óculos, relógios, perfumes e acessórios em couro 
● Concorrentes diretos: Ray-Ban, Oakley, Carrera, Evoke, Vogue e Persol 
● Ícones: O “P” em estilo gótico nas hastes dos óculos como identificação da marca 
● Slogan: Be YOUNIQUE. 

A marca no mundo 
A marca POLICE, que representa 30% de todo o faturamento da De Rigo, comercializa seus produtos em mais de 80 países através de uma enorme rede de distribuidores e óticas, além de suas 40 lojas próprias (chamadas POLICE SHOP) localizadas em países como Itália, Romênia, Sérvia, China, Hong Kong, Índia e Indonésia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 29/5/2015