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26.5.06

VOLVO (CARS)


A marca que produz os carros mais seguros do planeta foi pioneira na invenção do cinto de segurança de três pontas e dos amortecedores individuais, que dão mais estabilidade ao veículo. Segurança. Segurança. Segurança. Desde o início a VOLVO sempre foi obcecada por segurança pelos simples fato de seus automóveis serem conduzidos por pessoas. E aliam nesses carros tecnologias inovadoras, design atraente, cuidado ambiental, alta qualidade e satisfação ao dirigir. 

A história 
A ideia central para o surgimento da marca começou a florescer em 1924 na cidade de Estocolmo na Suécia, quando o economista Assar Gabrielsson e o engenheiro Gustaf Larson, colegas de infância, se encontraram em um restaurante. A ideia de construir o automóvel mais seguro do mundo surgiu depois que a mulher de Assar Gabrielsson morreu em um acidente. Após horas de bate papo, ambos tiveram a ideia de projetar um carro genuinamente sueco e que fosse extremamente seguro e adequado as severas condições climáticas daquele país. E para isso receberam o apoio da empresa SKF, tradicional fabricante de rolamentos onde Assar era gerente de vendas e da qual a nova montadora se tornou subsidiária. O primeiro automóvel, equipado com um motor de 4 cilindros com 28 cv, capaz de atingir 90 quilômetros por hora, e batizado de VOLVO ÖV4, conhecido popularmente como Jakob, saiu da linha de montagem da cidade de Gotemburgo somente no dia 14 de abril de 1927. Esse automóvel para quatro pessoas com capota retrátil (OV são iniciais de “open vehicle”, veículo aberto, em inglês), foi projetado para o clima escandinavo, utilizando, além do excelente aço sueco componentes de alta qualidade. Os carros já saiam da linha de montagem com as tradicionais listras diagonais na grade do radiador, símbolo da marca até os dias de hoje. Durante seu primeiro ano de produção, a empresa vendeu apenas 300 carros.


Em seguida, a nova empresa produziu veículos com teto fechado, projetados para suportar o rígido clima do país. No ano de 1928 e empresa começou a produção de pequenos caminhões de 1.5 toneladas. Foi nesse mesmo ano que a VOLVO iniciou a exportação de seus automóveis para a gélida Finlândia. O ÖV4 foi substituído pelo modelo PV651, em 1929. Seu sucesso no mercado ajudou a jovem empresa a comprar sua fabricante de motores e, assim, tornar-se um sério produtor de automóveis. No ano de 1932, a empresa já produzia cerca de 900 carros por ano, ingressando no segmento da fabricação de ônibus dois anos depois com o modelo B1. Pouco depois, em 1935, quando a VOLVO AB abriu seu capital na bolsa de valores sueca, a SKF vendeu a maior parte de suas ações na empresa. Pouco depois, apresentou o PV36, conhecido como Carioca (nome de uma dança que estava na moda naquela época). Foi considerado um automóvel avançado para aquele tempo, graças à carroceria aerodinâmica, mais arredondada que os demais modelos da marca. Entre as novidades, os arrojados faróis embutidos na carroceria. Nesses primeiros anos a VOLVO, apesar de obter grande sucesso com a comercialização de caminhões e ônibus, e ao mesmo tempo se comprometer a construir os automóveis mais seguros, não deixava de ter um elevado índice de mortalidade em acidentes. Para combater essa reputação a VOLVO fez uma enorme aposta em marketing e principalmente em pesquisas que resultariam em inovações de segurança que fariam da montadora sueca um ícone da indústria automobilística.


A posição de neutralidade da Suécia na Segunda Guerra Mundial permitiu que a produção de automóveis não fosse interrompida no período, apesar de boa parte dela ser direcionada a veículos militares. O primeiro automóvel pós-guerra da VOLVO foi o sedã compacto PV-444, lançado em 1944, que possuía carroceria monobloco, suspensão frontal independente, baixo consumo de combustível e era equipado de série com para-brisa laminado, para maior proteção em caso de acidentes. O veículo foi responsável pela popularização da marca na Suécia, sendo bem sucedido durante os 22 anos em que foi comercializado. Com este modelo também, a montadora colocou praticamente “um pé” dentro do mercado americano. Em 1956 foi lançado o VOLVO AMAZON, primeiro automóvel a incorporar o atual sistema de três pontos do cinto de segurança. Mais uma vez era a VOLVO saindo na frente de seus concorrentes.


Em 1961 foi lançado o VOLVO P1800, um esportivo que permaneceu durante muitos anos em concepção e que permitiu uma expansão ainda maior da montadora para o lucrativo mercado americano. Esse modelo ganhou notoriedade na TV por ser o carro do ator britânico Roger Moore na série “O Santo”. Pouco depois, em 1964, a montadora inaugurou uma nova fábrica perto da cidade de Torslanda. Neste mesmo período a VOLVO estava pronta para começar a produzir seus carros na Bélgica com a inauguração de mais uma fábrica. O carro de número um milhão foi um modelo Amazonas, fabricado em 1966. Ainda nesse ano a empresa introduziu duas grandes novidades: o desembaçador de vidro traseiro e o freio a disco em todas as rodas. Pouco depois foi introduzida a nova série de automóveis que utilizavam a denominação de três dígitos, a série 140. Inicialmente, o primeiro dígito fazia referência à série, o segundo ao número de cilindros do motor e o terceiro ao número de portas. Esta linha foi a primeira a estrear o design mais retilíneo ou quadrado, que durante décadas foi características dos carros da montadora.


Nos anos seguintes, a VOLVO lançou inúmeros modelos como o popular 240, o sedã 740, 760, 940 e o 960. Esses carros apresentavam design retangular e a maioria eram modelos de luxo. Durante este período um fato marcou a história da montadora: em 1983 a empresa comemorou a marca de cinco milhões de automóveis vendidos desde sua criação. Nos anos de 1990 a VOLVO lançou um modelo totalmente novo, o 850, um carro de passeio que ganhou inúmeros prêmios por recursos de manuseio e segurança. Em 1999, a divisão de automóveis, conhecida como VOLVO CARS, foi vendida à montadora americana Ford Motor Company, pos a empresa desejava concentrar todos os esforços na produção de veículos comerciais. Essa divisão permaneceu em mãos suecas atuando na fabricação de caminhões, ônibus, construção pesada, estaleiros navais e indústria aeronáutica (motores). Deste momento em diante, a marca VOLVO passou a ser utilizada por duas empresas distintas. Nesta época, o negócio para a Ford foi uma grande oportunidade ao perceber as vantagens de adquirir uma fabricante de automóveis europeia de porte médio, rentável, respeitada e renomada por seus aspectos de segurança.


Em mais de uma década sob administração americana, a VOLVO aumentou sua gama de veículos, se tornou mais luxuosa, apresentou em 2005 seus primeiros modelos com motores FLEX, porém nunca conseguiu gerar os lucros esperados. E tal situação, culminou no mês de março de 2010, devido à enorme crise financeira vivida pela Ford na época, com a venda da tradicional montadora sueca por aproximadamente US$ 1.8 bilhões para a chinesa Geely, maior fabricante privada de automóveis da China.


Mais recentemente a VOLVO iniciou a venda das versões Cross Country de alguns de seus modelos (como V60, S60 e V40) para atingir um público mais jovem. Essas versões têm visual aventureiro e esportivo, com suspensão elevada, rodas especiais, peças em plástico, para-choque redesenhado e saias laterais. No início de 2015, a montadora anunciou planos de construir sua primeira fábrica nos Estados Unidos, seis décadas depois de ter iniciado suas vendas no país. A nova fábrica se juntará às já existentes na Suécia, na Bélgica, na China e na Malásia. A VOLVO tem se esforçado para retomar seus lucros. Em 2014, a empresa vendeu 465.866 carros no mundo todo, batendo o recorde de 2007.


A linha do tempo 
1995 
● Lançamento do VOLVO S40, um sedã compacto, menor modelo da montadora na época, que se transformou em um dos automóveis mais vendidos da marca durante anos. Um verdadeiro sucesso com suas linhas suaves e formatos inovadores. A produção deste modelo foi encerrada em 2012. 
1996 
● Lançamento do VOLVO V70, uma perua de luxo direcionada para famílias que honra a tradição da marca sueca em fabricar automóveis através de soluções engenhosas ligadas principalmente à segurança e ao cuidado com o meio ambiente. Atualmente esse modelo, que está em sua terceira geração, oferece a versão crossover batizada de XC70. 
1997 
● Lançamento do VOLVO C70 na versão cupê ou conversível. Este modelo, com capacidade para quatro pessoas, incorporava o sistema de proteção ROPS (Roll Over Protection System) que em caso de capotamento ejetava, a partir dos bancos traseiros, dois roll bars que protegiam a cabeça dos ocupantes. O modelo deixou de ser produzido em 2013, após duas gerações. 
1998 
● Lançamento do VOLVO S80, um sedã top de linha da montadora sueca para o segmento de alto luxo. A segunda geração do modelo, apresentada em 2006, era um verdadeiro show de design: a grade em forma de trapézio ficava em evidência, dando origem a dois vincos que subiam pelo capô de alumínio. Assim os faróis direcionais de xenônio ficavam em um plano inferior e formavam “largos ombros” que percorriam toda a lateral, delimitando a linha de cintura e culminado com uma tampa de porta-malas mais alta. O teto caía suavemente em direção à curta traseira, assemelhando seu perfil ao de um cupê. Além disso, havia amplo uso de couro, aço escovado e madeira e, em conformidade com outra característica da montadora, a ergonomia e o acabamento eram perfeitos. 
2000 
● Lançamento do VOLVO S60, um sedã de tamanho médio (compacto) e linhas arrojadas. O modelo pode até parecer um cupê por fora, mas por dentro é um espaçoso e luxuoso sedã com design robusto e esportivo. Em 2010 o modelo ganhou sua segunda geração. 
2003 
● Lançamento do VOLVO XC90, um utilitário esportivo de alto luxo equipado com uma enorme variedade de itens de segurança e conforto. A carroceria projetada para 7 ocupantes, incluindo motorista, foi concebida dentro do conceito monobloco, para absorver melhor os impactos em acidentes, com o mínimo possível de deformações dentro da célula de passageiros, resultando em mais segurança que as opções de carrocerias construídas sobre chassi. A segunda geração do modelo foi apresentada em 2014. 
2004 
● Lançamento do VOLVO V50, uma perua compacta com design esportivo derivada do modelo S40, que marcou uma evolução da marca em termos de design, deixando de lado a denominação station wagon do modelo antecessor. Quatro anos depois, os primeiros modelos redesenhados chegaram ao mercado. Entre eles, as lanternas verticais com desenho mais moderno, os faróis com recorte menos conservador e a grade dianteira preta, ao invés da cromada que equipava o modelo anteriormente. A produção foi encerrada em 2012. 
2006 
● Lançamento do VOLVO C30, um esportivo hatch compacto de quatro lugares luxuoso direcionado para um público jovem, representando a estreia da montadora no segmento de carros compactos de luxo. O design esportivo, os quatro assentos individuais e a tampa do porta-malas de vidro agradaram em cheio a um grupo de consumidores jovens e com estilo de vida urbano e ativo. O modelo foi baseado no VOLVO SCC (Safety Concept Car) – um moderno carro conceito que foi apresentado em 2001. Assemelhava-se visualmente a outros modelos clássicos da marca com ênfase na esportividade. Durante a fase de desenvolvimento do projeto C30, a marca sueca organizou clínicas com consumidores em vários países europeus. Pessoas que vivem em áreas urbanas, com carreiras em ascensão e dia a dia agitado foram convidadas para opinar sobre o design e o pacote técnico do carro. 
2007 
● Apresentação no Salão do Automóvel de Frankfurt do VOLVO ReCharge, um carro conceito híbrido plug-in que funcionava por até 60 milhas (97 km) por eletricidade (AER). 
2008 
● Lançamento do VOLVO XC60, irmão menor do XC90 e que faz parte de um novo programa da montadora, que consiste na produção de carros destinados ao público jovem. O modelo, um crossover compacto, traz desenho robusto e marcas registradas da VOLVO, como a grade com uma barra na diagonal e as lanternas na coluna traseira. Além disso, a tração é integral nas quatro rodas, acompanhada do City Safety, um sistema de segurança que evita colisões freando o veículo automaticamente por meio de sensores. 
2011 
● Lançamento do VOLVO C30 Elétrico, veículo que alia prazer de condução com quase zero de emissão de dióxido de carbono. Com apenas uma carga na bateria de 24 kWh, o modelo elétrico tem autonomia para 150 km, chega a 70 km/h em apenas 6.5 segundos e velocidade máxima de 130 km/h. O VOLVO C30 Elétrico possui soluções inovadoras como as baterias instaladas no local do tanque, proporcionando o mesmo espaço interno do porta-malas que o oferecido por um veículo normal. Discos traseiros do freio fabricados em alumínio e rodas de 16 polegadas 11 quilos mais leves, além de garantirem maior confiabilidade e eficiência no conjunto, reduzem o peso do veículo e economia das baterias. 
2012 
● Lançamento do VOLVO V40, um modelo compacto hatchback de cinco portas com design moderno e agressivo.


Obsessão por segurança 
Carros são dirigidos por pessoas. Este fato tão simples é o que impulsiona a VOLVO no quesito segurança. Desenvolver um carro à prova de acidentes. Esta é a missão que a VOLVO pretende alcançar até 2020, reduzindo a zero o número de vítimas fatais e de lesões corporais resultantes de colisões a bordo de um veículo da marca. Há uma boa razão para dizer que, hoje em dia, se pode encontrar um pouco de um VOLVO em quase todos os automóveis que trafegam pelo planeta. Afinal, para VOLVO a segurança está em primeiro ligar. Sempre.


A lista abaixo mostra quantas inovações que salvam vidas foram apresentadas primeiramente pela montadora sueca. 
1944: Célula de segurança e para-brisa laminado. 
1954: Desembaçador de para-brisa. 
1956: Limpador de para-brisa. 
1959: Cinto de segurança de três pontos dianteiro, inventado pelo engenheiro Nils Bohlin, se tornou padrão em todos os carros da marca. 
1960: Painel com revestimento almofadado para amortecer o impacto em caso de acidente. 
1964: Protótipo do primeiro assento de segurança infantil voltado para trás. 
1966: Zonas de absorção de energia e deformação tanto na dianteira como na traseira do veículo; e travas de segurança. 
1967: Cintos de segurança traseiro. 
1968: Apoios de cabeça nos assentos dianteiros. 
1969: Cintos de segurança de três pontos dianteiro, com bobina inercial. 
1970: Criação do Time de Pesquisa de Acidentes VOLVO. 
1972: Cintos de segurança de três pontos traseiro; assento de segurança infantil voltado para a parte traseira; e travas de segurança para crianças nas portas traseiras. 
1973: Coluna de direção deformável. 
1974: Para-choque com absorção de energia e tanque de combustível localizado à frente do eixo traseiro. 
1978: Encosto de segurança infantil traseiro. 
1982: Proteção anti-deslizamento dos bancos dianteiros e traseiro e espelhos retrovisores com maior ângulo de visão. 
1984: ABS (Sistema de Freios Anti-Bloqueio). 
1986: Luz de Freio brake light e cintos de segurança de três pontos para o assento traseiro central. 
1987: Airbag para o motorista. 
1990: Assento de segurança infantil integrado. 
1991: SIPS (Sistema de Proteção conta Impactos Laterais) e cintos de segurança dianteiros com ajuste automático de altura. 
1993: Cintos de segurança com três pontos, com bobina inercial como padrão para todos os assentos. 
1994: Airbags SIPS (airbags para impactos laterais). 
1997: ROPS (Sistema de Proteção Anti-Capotamento) em modelos conversíveis. 
1998: WHIPS (Sistema de Proteção contra o Efeito Chicote) que protege o pescoço dos ocupantes em caso de pancadas traseiras, e o IC (Cortina Inflável), para proteger os passageiros de impactos laterais. 
2000: Inauguração do Centro de Segurança da VOLVO CARS na cidade de Gotemburgo, que permite simular diferentes tipos de acidentes; sistema de fixação ISOFIX para todos os assentos infantis; e Airbags com inflamento de duplo-estágio. 
2001: Carro Conceito Volvo Safety Concept Car (SCC). 
2002: Extensão do Sistema de Proteção Contra Capotamento (ROPS), desenvolvimento a partir da boneca grávida para testes de colisão e RSC (Controle de Estabilidade Contra Capotamento). 
2003: IDIS (Sistema Inteligente de Informações para o Motorista), avisos sonoros como lembrança para usar os cintos de segurança traseiros, novas e patenteadas estrutura de redução de forças de colisão na extremidade frontal e criação do Time de Pesquisa de Acidentes de Trânsito da VOLVO em Bangkok na Tailândia. 
2004: WRG (Vidros Repelentes a Água), que aumentam a visibilidade em climas frios; sistema BLIS, que detecta quando um veículo entra no ponto cego do veículo através de um sensor no espelho lateral, alertando o motorista com um sinal luminoso; e lanternas laterais e luzes diurnas em todos os modelos. 
2005: Implantação do DMIC (Cortina Inflável no Módulo de Porta) para os novos VOLVO C70. 
2006: Sistema PCC (Personal Car Communicator) que informa o utilizador sobre o estado de segurança do automóvel e se existe alguém no seu interior. Este sistema consegue monitorar as batidas cardíacas no interior do automóvel, alertando se alguém está escondido no carro. 
2007: Freio eletrônico de estacionamento. 
2009: City Safety, sistema que para automaticamente o veículo em velocidades abaixo de 31 km/h se alguma obstrução for detectada na frente do carro. 
2010: Sistema de detecção de pedestres com freagem automática. 
2011: Sistema de detecção de animais com freagem automática. O sistema é projetado para funcionar também durante a noite, levando em conta que a maior parte das colisões com animais acontecem durante o amanhecer e o anoitecer e no caso da Europa, nos dias mais escuros durante o inverno. 
2012: Airbag para os joelhos.


Mais recentemente a VOLVO apresentou duas tecnologias inéditas de segurança: o sistema que evita saídas não intencionais da pista e o sistema de frenagem automática em cruzamentos. O primeiro detecta a saída involuntária, tenciona os cintos de segurança para manter os ocupantes na posição e, para prevenir danos à coluna, absorve a energia entre o banco e seu trilho, amortecendo as forças verticais que podem ocorrer quando o veículo colide de forma brusca com o solo. O segundo sistema consiste em frear automaticamente quando o motorista tem a intenção de cruzar à frente de um carro vindo no sentido contrário. Outra tecnologia atende pelo nome de City Safety, um novo modelo “guarda-chuva” para todos os sistemas de frenagem automática. Agora, evita colisões contra veículos, ciclistas e pedestres na frente do carro, tanto de dia e quanto à noite.


O design 
O design dos carros da montadora sueca segue a tendência das origens escandinavas, onde a elegância, a funcionalidade e a limpeza são fortes elementos tanto no exterior como no interior dos veículos. Sua tradição é reverenciada por seu próprio design em uma gama de elementos de estilo que têm sido uma característica típica da VOLVO desde os anos de 1950: a frente plana, o capô em formato V, os ombros pronunciados nas laterais de seus veículos e o formato das lanternas traseiras. A herança do design e a moderna criatividade criam carros com linhas atrativas que permanecem sempre atuais, mesmo com o passar do tempo. O design é baseado nas necessidades e no estilo de vida dos clientes somados aos valores representados pela marca VOLVO. Desde o início, os projetistas trabalham em cooperação com os planejadores, engenheiros de pré-projeto e do projeto em si, além dos modelos padronizados simulados em computador. Isso é feito para criar uma harmonia e equilíbrio entre o projeto do carro e seu conteúdo técnico.


Várias propostas de design são produzidas e testadas, em um primeiro momento dentro de vários grupos de referência, e depois em clínicas de clientes de mercados importantes, onde os compradores de carros têm a oportunidade de ver um modelo em escala real e expressar suas opiniões pessoais. O projeto de um carro é desenvolvido e melhorado em um processo contínuo. O departamento de projetos da VOLVO CARS emprega mais de 200 pessoas em três centros de design – localizados nas cidades de Gotemburgo, Barcelona e Camarillo, próximo a Los Angeles. Estes centros incluem o monitoramento de novas tendências, estilos de design e preferências dos consumidores. A história do design dos automóveis da marca sueca pode ser vista hoje em dia no MUSEU VOLVO, que abriga uma rica coleção dos veículos históricos mais importantes da VOLVO e foi inaugurado em um espaço permanente em Arendal, nos arredores de Gotemburgo, no dia 30 de maio de 1995. São aproximadamente 100 veículos históricos, entre automóveis, tratores, ônibus, caminhões e até um avião de caça, equipado com turbina VOLVO. Mas um dos destaques do museu é um XC90 em tamanho real feito inteiramente em peças de Lego.


Filosofias eficientes 
E se você pudesse combinar potência, eficiência e diversão ao volante com uma condução sustentável? Esta é a ideia por trás da filosofia Drive-E, que tem como objetivo a criação de automóveis melhores, mais inteligentes e sustentáveis. Apresentada primeiramente em 2008 e presente em boa parte dos modelos da marca, esse conjunto assegura baixas emissões de CO2 e dispõem da função “Auto Stop”, que desliga o motor quando seu funcionamento não é necessário. Segunda o fabricante sueco, os veículos da linha Drive-E receberam melhorias aerodinâmicas, pneus de baixa resistência e mudanças na transmissão automática que garantem ao motor atuar sempre em regime econômico. Tudo para otimizar o consumo e minimizar o impacto no meio-ambiente. Visualmente, os carros se diferenciam de suas versões convencionais pelas rodas de alumínio com desenho exclusivo, difusores de ar traseiro, grande frontal cromada e o logotipo alusivo a série na tampa do porta-malas. Esse conceito tinha inicialmente como principal alvo mercados como França, Espanha e Suécia, países que isentam veículos de baixo consumo e emissões de determinados impostos. Recentemente o conceito foi estendido para outros modelos de sua linha.


Outra filosofia da marca é a Sensus, que está por trás de todas as tecnologias que o conectam o automóvel VOLVO ao mundo a sua volta. Essas sofisticadas soluções foram projetadas para oferecer informações, entretenimento e apoio sempre que o motorista precisar, permitindo o controle e a personalização de todos os aspetos da viagem de forma instintiva e sem esforço. A marca é líder no quesito segurança desde que foi fundada e, por este motivo, os clientes podem sempre esperar que seus carros os protejam em casos de acidente. Mas o filosofia IntelliSafe vai ainda mais longe. É a abordagem completa sobre segurança automotiva: tecnologias que ajudam a dirigir no dia a dia e que protegem em situações de acidente – e, claro, impedindo-as de acontecer em primeiro lugar.


O nome 
O nome VOLVO deriva do latim e significa “I Roll” (“Eu Rodo” em português), uma menção ao movimento giratório do rolamento. E antes de decorar o primeiro carro VOLVO em 1927, a marca havia sido registrada pela empresa SKF em 11 de maio de 1915 com a intenção de ser usada para uma série especial de rolamentos para o mercado americano. Mas nunca foi usada com esse propósito.


A evolução visual 
O polêmico logotipo da marca, por mais estranho que pareça, não faz referência ao símbolo do sexo masculino, figura criada a partir de uma antiga representação do Deus romano Marte, como reclamam centenas de centenas de movimentos feministas mundo afora. Na verdade representa a robustez da indústria siderúrgica sueca do início do século XX. O símbolo era o sinal do ferro - um círculo com uma seta diagonal. Até algumas décadas atrás essa logomarca (conhecida como VOLVO IRON MARK) só era empregada na grade dianteira dos veículos, por uma questão de tradição da marca.


Atualmente esse tradicional símbolo se tornou logotipo da marca VOLVO, que durante os anos passou por algumas alterações em sua imagem. A primeira alteração ocorreu em 1930 quando este símbolo passou a fazer parte da identidade visual da marca. Já em 1959 este símbolo foi modernizado, ganhando a tradicional cor azul. A partir da década de 1970, a VOLVO também passou a utilizar um logotipo apenas com o nome da marca em azul.


Em 1997 o símbolo adotou a cor prata e o nome da marca um azul mais escuro. Em 2012 o logotipo ganhou efeito cromado. A última remodelação aconteceu em 2014.


Os slogans 
Live the life you want to lead. (2004) 
For confidence on any road. (2003) 
Volvo. For life. (2001) 
Life is a journey. Volvo for life. (1999) 
A car you can believe in. (1998) 
When it comes to safety. (1988) 
A car company you can believe in. (1987) 
Making cars safer. (1985) 
A car with standards. (1979) 
The car for people who think. (1975) 
The intelligent choice. (1966)


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Fundação: 14 de abril de 1927 
● Fundador: Assar Gabrielsson e Gustaf Larson 
● Sede mundial: Gotemburgo, Suécia 
● Proprietário da marca: Volvo Car Corporation 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Zhejiang Geely Holdin Group) 
● Chairman: Li Shufu 
● CEO: Håkan Samuelsson 
● Faturamento: US$ 15.2 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 263 milhões (2014) 
● Fábricas: 6 
● Vendas globais: 465.866 unidades (2014) 
● Presença global: 103 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: China, Estados Unidos, Suécia e Bélgica 
● Funcionários: 25.000 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Sedãs, cupês e utilitários esportivos 
● Concorrentes diretos: Audi, BMW, SAAB, Mercedes-Benz, Lexus, Infiniti e Land Rover 
● Ícones: A segurança de seus veículos e o símbolo Iron Mark 
● Slogan: Volvo. For life. 
● Website: www.volvocars.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a VOLVO comercializa seus automóveis em mais de 100 países ao redor do mundo através de 2.300 concessionárias. Globalmente é relativamente um fabricante de porte pequeno, com participação de mercado de aproximadamente 1 ou 2% nos principais países onde está presente. A Suécia, no entanto, é uma exceção onde um a cada cinco carros vendidos é da marca VOLVO. A montadora, que vendeu mais de 465 mil carros em 2014, tem como maiores mercados a China, que contabiliza aproximadamente 20% do volume total de vendas, Estados Unidos, Suécia, Bélgica, Reino Unido, Alemanha e Itália. No Brasil, em 2014, a montadora comercializou 3.000 unidades. A montadora possui seis fábricas instaladas na Suécia, Bélgica, China e Malásia. 

Você sabia? 
● Atualmente existem mais de 8.5 milhões de automóveis VOLVO rodando pelo mundo. Pesquisas indicam que carros da marca sueca são “descartados” com idade média de 18 anos, feito somente superado pela Mercedes-Benz. 
● Desde os anos de 1950, a VOLVO possui um programa de vendas internacional especial para clientes estrangeiros, como por exemplo, diplomatas e militares. 
● Referência mundial em segurança veicular, a VOLVO criou em 1990, no Salão do Automóvel de Nova York, a Volvo Saved My Life Club (Volvo Salvou Minha Vida, em português), organização formada por pessoas que sobreviveram após graves acidentes automobilísticos a bordo de veículos da marca sueca. Atualmente este privilegiado clube conta com mais de 2.500 integrantes, que continuam vivendo graças à obsessão da VOLVO por segurança. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 6/4/2015

4.5.06

IKEA


“Criar um melhor dia a dia para a maioria das pessoas”, é esta a visão IKEA. Sua ideia de negócio é oferecer uma vasta gama de produtos funcionais e com um bom design a preços tão baixos que a maioria das pessoas pode comprá-los. Afinal, para a IKEA todo mundo tem o direito a uma casa bem decorada com móveis práticos, independentemente do poder aquisitivo. A varejista sueca oferece soluções racionais para pessoas com baixo orçamento e espaços pequenos. O estilo minimalista potencializa o lema de design democrático da marca. E quando se fala em comunicação de varejo, a IKEA é citada como referência. Sempre um exemplo de ousadia, comunicação divertida e de como o setor pode fugir da mesmice. 

A história 
A IKEA foi fundada no dia 28 de julho de 1943 pelo sueco Ingvar Feodor Kamprad (foto abaixo), então um jovem com apenas 17 anos, e que precisou do apoio financeiro de seu pai, um agricultor alemão. O nome da empresa é uma composição das primeiras letras de seu nome e sobrenome, da pequena vila onde nasceu e da fazenda onde cresceu: Ingvar Kamprad, Elmtaryd e Agunnaryd. Inicialmente o jovem vendia canetas, joias, relógios, isqueiros, carteiras, porta-retratos, gravatas, meias de náilon, toalhas de mesa e praticamente tudo o que pudesse encontrar para revender com preços baixos. Pouco depois, em 1945, quando percebeu que vender seus produtos de porta em porta já não era tão eficaz, ele começou a anunciar em jornais locais e introduziu o conceito do catálogo para vendas por correio. Em 1948 passou a vender móveis feitos por carpinteiros locais de pequenas fábricas, que utilizavam madeiras de florestas perto de sua casa. Nesta época vendia os produtos em sua casa enviando-os pelo correio.
   

Um dos fatos que começaria a mudar os rumos da empresa aconteceu em 1951, mesmo ano em que foi lançado o primeiro catálogo da IKEA, quando Ingvar percebeu a oportunidade de se transformar em um grande fornecedor de móveis. Foi por esta razão que tomou a decisão de vender móveis a preços baixos e deixou de comercializar todos os outros produtos. Começava a nascer a IKEA tal como se conhece hoje. A empresa viu-se então envolvida em uma guerra de preços com a concorrência. Ambos os lados começaram a baixar os preços, o que ameaçava a qualidade dos produtos. Este episódio, na verdade, foi a solução de um problema que culminou com a inauguração do primeiro showroom de móveis da marca, aberto em uma antiga fábrica de carpintaria no ano de 1953 na pequena cidade de Älmhult. Pela primeira vez os consumidores podiam ver e tocar nos móveis que estavam sendo vendidos pelo catálogo e comprovar sua qualidade. Ao expor seus móveis, a IKEA podia apresentar seus produtos nas três dimensões: funcionalidade, qualidade e preço acessível. E as pessoas reagiram tal como era esperado: escolhiam os produtos que ofereciam a melhor relação qualidade/preço.
  

Somente em 1955 a marca começou a desenvolver e produzir seus próprios móveis em virtude do grande boicote feito pelos seus principais concorrentes. Foi a partir deste momento que a marca começou a crescer em um ritmo rápido rumo ao sucesso. Em 1956 aconteceu um fato marcante, e por acaso, quando o designer da empresa, Gillis Lundgren, percebeu a impossibilidade de colocar uma mesa dentro de seu carro e resolveu o problema projetando a famosa mesa flatpack (desmontável). Segundo a empresa foi esse o gatilho que deu início a revolução do conceito Faça Você Mesmo, quando o cliente passou a montar seus próprios móveis. A primeira loja IKEA, propriamente dita, possuía 6.700 m² e foi inaugurada somente em 1958, na própria cidade de Älmhult. A Suécia vivia um período de prosperidade, sob a influência da política do “Folkhemmet” (que significa “a casa do povo”) de Per Albin Hansson. Os suecos tinham poder aquisitivo para comprar casas e móveis. Ainda hoje, os suecos dizem: “Hansson deu a casa ao povo, Kamprad mobiliou-a”. Nesta primeira loja já era exercida a política que hoje é prática recorrente em toda a rede: um catálogo com preços garantidos por um período de um ano; móveis no conceito “para montar você mesmo”, o que os tornava mais baratos e fáceis de transportar; nomes para os artigos em vez de números de referência e uma lanchonete com preços baixos dentro da loja.
  

Em 1960, foi inaugurado o primeiro restaurante IKEA, na loja de Älmhult, proporcionando assim mais uma comodidade aos seus clientes na hora de fazer compras. Uma ideia muito bem recebida por todos, tornando-se, até aos dias de hoje, em um espaço de visita obrigatória em muitas de suas lojas. A primeira loja no exterior seria inaugurada no dia 23 de março de 1963, na cidade norueguesa de Asker, próxima a capital Oslo, começando assim a expansão internacional da marca. Dois anos mais tarde, uma loja âncora da IKEA, com 31.000 m² e que tinha uma forma circular, inspirada no Museu Guggenheim de Nova York, foi inaugurada na cidade de Estocolmo, arrastando milhares de pessoas em seu dia de inauguração. As filas enormes deram origem a problemas de capacidade para atender aos clientes de forma satisfatória. Para reduzir o tempo de espera a IKEA abriu seus depósitos, o que permitiu que os clientes se servissem: assim nasceu mais uma parte importante do conceito da marca. Além disso, outra grande novidade desta loja foi a forma de exposição dos produtos: os móveis começaram a ser exibidos em ambientes reais, muito bem cuidados e decorados, remetendo para casas verdadeiras, tal como hoje.
   

No ano de 1968 aconteceu mais uma revolução dentro da IKEA por conta do aglomerado. Este material parecia feito para ser usado em móveis IKEA, pois era resistente, fácil de trabalhar e custava pouco. De imediato, este material foi adotado em muitos móveis da marca. Em 1969 foi inaugurada a primeira loja na Dinamarca, que já possuía o famoso espaço infantil de recreação com a tradicional piscina cheia de bolas coloridas, seguida pela inauguração da primeira unidade fora dos países escandinavos, em 1974 na cidade de Zurique na Suíça. O sucesso abriu caminho para uma rápida expansão na Alemanha, que hoje em dia é o maior mercado consumidor da marca. Nos próximos anos a marca ingressou em vários novos e promissores mercados mundiais com a inauguração de unidades na Austrália (1975), Canadá (1976), Áustria (1977), Holanda (1979), França (1981), Bélgica (1984) e, em 1985, ingressou no enorme mercado americano com a inauguração de sua primeira unidade no país, localizada na cidade da Filadélfia. Nesta época, a IKEA já tinha 10 mil funcionários e 60 lojas em operação.
   

Outro fato importante marcou esta década: a criação em 1984 do IKEA FAMILY, um programa de fidelidade desenvolvido para todos que vivem mais a sua casa, oferecendo benefícios especiais como ofertas exclusivas, campanhas promocionais, chá e café grátis em suas lojas de segunda a sexta, entre outros mimos. Atualmente este clube tem aproximadamente 100 milhões de membros no mundo todo. Em 1987, a rede finalmente chegou ao Reino Unido com a inauguração de uma loja na cidade de Manchester. Na década seguinte, além da contínua ampliação na oferta de produtos, novos mercados foram desbravados com a inauguração de lojas em importantes cidades, como por exemplo, Dubai (1991), Madri (1996), Xangai (1998). Além disso, em 1996, a IKEA identificou uma grande oportunidade em atender a demanda por moradia e lançou a Boklok, casas pré-fabricadas de baixo preço, mas com a qualidade e o design que criaram a reputação da marca. E como forma de agradecer o esforço e contribuição de todos pelo crescimento e sucesso da IKEA, Ingvar Kamprad criou o evento “Big Thank You” (algo como “Grande Obrigado” em português), realizado em 9 de outubro de 1999 e cujo total das vendas mundiais desse dia foi repartido para todos os colaboradores da empresa.
   

A chegada do novo milênio trouxe também uma nova onda de expansão com inauguração de lojas em Moscou (2000), Lisboa (2004), Istambul (2005) e Tóquio (2006). E no mês de fevereiro de 2010, a IKEA inaugurou sua primeira loja na América Latina, localizada na cidade de Santo Domingo na República Dominicana. Há algum tempo, a IKEA vem investindo na diversificação de seus produtos. Em abril de 2012, a empresa lançou uma máquina fotográfica digital de cartão com capacidade de armazenamento para 40 fotografias, além de uma Smart TV, embutida nos móveis e que incluía HDTV, leitor de Blu-ray/DVD, colunas wireless e ligação Wi-Fi. Pouco depois, lançou sua marca própria de cervejas, com a Öl Ljus Lager (tipo lager) e a Öl Mörk Lager (tipo lager preta). As bebidas complementam o portfólio gastronômico da marca, que oferece restaurantes em muitas de suas unidades.
   

Nos últimos anos a marca iniciou uma forte expansão por países asiáticos com inaugurações de lojas na Indonésia, Tailândia, Malásia e muitas cidades chinesas. Em meados de 2016, a empresa inaugurou um museu na cidade de Älmhult (onde foi aberta a primeira loja da marca), um espaço que funciona como uma retrospectiva da rede, ao mesmo tempo mapeando os gostos, objetos e estilos que marcaram cada década. O museu de 7.000 m² abriga mais de 20 mil itens que contam a história da IKEA, além de um restaurante para 170 clientes e um departamento dedicado a programas educacionais e workshops. Além das mostras permanentes, uma delas contando a história do fundador Ingvar Kamprad, outras temporárias fazem parte do programa do museu. Nos últimos anos a IKEA deu continuidade ao seu plano de expansão internacional ao inaugurar suas primeiras lojas no Marrocos (2016), Índia (2018), Estônia (2019), Ucrânia (2020), México (2020), Eslovênia (2021) e Filipinas (2021). Recentemente, em 2021, a marca lançou nos Estados Unidos um serviço de recompra e revenda de produtos (inicialmente somente móveis), o chamado Buy Back & Resell. A iniciativa faz parte do compromisso da IKEA de se tornar uma empresa circular até 2030.
   

Atualmente cada loja IKEA oferece aproximadamente 9.500 itens, disponibilizando aos consumidores uma variada e ampla gama de produtos como sofás, camas, mesas, cadeiras, produtos têxteis, utensílios de cozinha, assoalhos, tapetes, móveis de cozinha, plantas, etc. Todos os anos a gama de produtos é renovada com mais de 2.500 itens novos. E suas lojas mais lembram hipermercados em que se sucedem, em longos corredores, reproduções dos mais diferentes ambientes de uma casa, em que tudo - móveis, almofadas, cortinas, roupas de cama, louças - pode ser comprado. Foi assim que a IKEA se tornou uma das marcas mais cultuadas do planeta.
   

Uma marca que pensa diferente 
Muitas pessoas associam a Suécia a uma forma de vida saudável. A linha de produtos da IKEA reflete exatamente o estilo de vida deste povo. O ar fresco é visto nas cores e materiais utilizados e na sensação de espaço que criam: madeiras claras, tecidos naturais e superfícies sem tratamento. Em um país que vive no frio e na escuridão grande parte do ano, lugares claros e luminosos criam um ambiente quente de verão o ano inteiro, tornando-o extremamente acolhedor.
  

O ano de 2008 foi o marco inicial de uma mudança no posicionamento da IKEA no mundo. Isto porque, até então os consumidores precisavam pegar seus carros poluentes e dirigir por 20 ou 30 quilômetros para ir até uma loja da rede. Mas o panorama começou a mudar. A rede sueca iniciou a abertura de unidades em locais de fácil acesso ao transporte público como a unidade da IKEA, inaugurada em junho desse ano ao sul do bairro do Brooklyn, em Nova York, que disponibiliza um barco aos clientes para o percurso até Manhattan. Aproximadamente 20 mil pessoas usam o “Hook Rock Ikea Boat” todas as semanas - e não precisam tirar seus automóveis da garagem. Para montar a loja, o então CEO da empresa comprou uma briga feia. Os moradores do Brooklyn reclamaram da obra e analistas questionaram o tamanho do investimento (acima de €40 milhões, valor 50% superior ao gasto em unidades na Europa). Pode ser caro? Até pode, mas estava exatamente dentro do que a IKEA queria. A rede colocou na rua um plano de expansão de lojas sustentáveis nos Estados Unidos. E isso custou até 50% mais do que o modelo convencional. Evidentemente os resultados sofrem um forte impacto - para baixo. Mas a IKEA nem pensa em mudar de rumo. Isso porque precisa aumentar as vendas - e são as novas unidades que têm mantido a taxa de expansão da empresa varejista.
  

Seu plano era inaugurar de cinco a seis lojas por ano em solo americano. Mas pela frente a empresa enfrentou dois problemas nada desprezíveis. Em primeiro lugar, o momento não poderia ser pior. Em 2008, a venda de imóveis nos Estados Unidos teve o pior desempenho dos últimos 28 anos. Se o americano não muda de lar, a IKEA vende menos. A relação é tão direta que o próprio comando da empresa andou resmungando dos resultados de suas 30 unidades espalhadas pela América na época. Para completar, a rede precisava fazer isso gastando mais. Mesmo assim a empresa disse que não iria alterar o projeto de abertura de lojas sustentáveis. E todas as unidades da IKEA são sustentáveis. Não se trata de colocar mais jardins de inverno internos ou utilizar a luz do sol como iluminação natural. A empresa joga pesado com os seus fornecedores quando o assunto é escolher os produtos que serão vendidos em suas lojas. Na IKEA, madeira de florestas não passa da porta, a não ser que possuam certificado de origem. Os copos vendidos não podem ter chumbo. As lojas, armazéns, escritórios e fábricas da empresa têm aproximadamente 90% de energia renovável. E 71% dos produtos usados na composição de qualquer mercadoria podem ser reutilizados. Nada disso é barato ou simples. Afinal, em alguns casos, os produtos ecologicamente corretos chegam a custar cinco vezes mais do que um comum. Para resolver essa equação e não comprometer sua margem de lucro, a IKEA usa o poder de barganha e pressiona os fornecedores. Quem não baixa a guarda sai da lista e, em se tratando de uma das maiores empresas de varejo do mundo, ninguém quer ficar de fora. Por isso, a rede opera no azul há anos e cresce a dois dígitos.
   

Mas para ser fornecedor da IKEA é preciso responder a uma lista com 80 perguntas sobre seus produtos. O questionário é avaliado por um dos 80 auditores independentes, que decidem se vale a pena ou não fechar negócio com a empresa. Aproximadamente 1.300 fornecedores já passaram pela peneira. Mais de 100 mil desvios foram verificados e foi solicitada mudança na forma de produção. Quem usava PVC em qualquer mercadoria (exceto isolantes elétricos) foi barrado. O uso de freons (gás usado em geladeiras) também é proibido. Para se ter uma ideia do que essa política faz com os custos da IKEA, o PVC (que, se queimado, polui o ar) baratearia a compra pela empresa em 20%. O freon utilizado em geladeiras custa até 50% a menos no mercado. Ao optar sempre por madeira reutilizada, a empresa paga até cinco vezes mais. Se desembolsasse menos por este insumo, a IKEA até poderia operar com margens de lucro bem maiores. Tiro no pé, então? Não, necessariamente. A IKEA negocia grandes volumes com seus fornecedores, por isso, consegue respeitar normas internas e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto no bolso do consumidor. Esse conceito se espalha pelas unidades em várias cidades do mundo.
   

Uma das mais recentes lojas da IKEA, inaugurada em Karlstad, na Suécia, é a primeira da rede aquecida com uma bomba de calor. A instalação reduz o consumo de energia em 80%, o equivalente ao consumo de 150 casas por ano. O retorno sobre o investimento, porém, só aconteceria em oito anos. A loja aberta no ano de 2009 em Wurzburg, cidade no sudoeste da Alemanha, também usa bombas de calor alimentadas por caldeiras de biocombustíveis líquidos, que exigiram investimentos de R$ 3 milhões e que trariam retorno ao investimento somente em sete anos. A sustentabilidade custa caro. Mas, para a IKEA, parece ter se transformado em um lema a ser seguido. A IKEA possui sua própria indústria de fabricação, a Swedwood, além de ter uma das melhores equipes de designers do planeta, ou seja, esses são apenas alguns detalhes que fazem da marca a preferida dos jovens, público que é responsável pela maior parte de suas vendas.
   

Mas apesar do sucesso da IKEA no mundo, a empresa comete erros. E muitos. Como declarou o designer global da marca, Marcus Engman, em entrevista à edição britânica da Reader’s Digest em 2017: “We’re world champions in making mistakes”. E não é para menos. Por exemplo, em 2011, a rede tentou lançar sua linha própria de TVs que foi um enorme fracasso. Logo depois, em 2012, apagou imagens de mulheres de seu catálogo na Arábia Saudita e foi alvo de protestos. Já em 2013, removeu um casal de lésbicas de seu catálogo na Rússia e envolveu-se numa enorme polêmica. Em 2014, ao inaugurar uma loja na Coréia do Sul, revoltou a população ao chamar o oceano da região de “Mar do Japão”, enquanto os sul-coreanos, por uma questão de soberania, preferem “Mar do Leste”. E, em 2017, quando alguns produtos eram tão difíceis para os consumidores montarem que, até internamente, ficaram provocativamente conhecidos como “husbands killers”. E como a IKEA lida com estes tropeços? Demitindo e punindo a equipe? Nada disso. Mas como aprendizado. Talvez por ter esta visão lúcida e moderna que a marca esteja conquistando o mundo. Foi como Engman finalizou a entrevista: “We’re world champions in making mistakes. But we’re really good at correcting them”.
  

Design escandinavo 
A IKEA é um exemplo de design moderno, funcional e criativo. Ao longo dos anos, inúmeras criações e lançamentos fizeram da marca um exemplo de modernidade, arregimentando uma legião de fervorosos fãs. As inovações começaram em 1956 com a criação das embalagens planas, que permitiam transportar mais produtos em um caminhão, ocupando assim menos espaço nos depósitos, e consequentemente reduzindo consideravelmente os custos. Em termos de design a IKEA foi responsável pelo surgimento da cadeira Olga (1961), que levava em conta os conceitos de forma, funcionalidade e preço, e hoje é produzida em plástico composto; a estante MTP (1962), em madeira clara de carvalho com várias divisões de arrumação e desenvolvida por Marian Grabinski, que se transformou em um clássico contemporâneo dando origem a muitas imitações ao longo dos anos; o sofá PRIVAT (1969), desenhado pelo arquiteto Åke Fribryter, que tinha uma base de aglomerado com acabamento laqueado branco e capas em cretone castanho com um padrão de flores desenhado pelo artista têxtil Sven Fristedt; e a poltrona multifuncional TAJT (1973), um dos muitos bons exemplos de como, por vezes, a IKEA faz as coisas de forma diferente.
   

Outros exemplos de seu primoroso design são a cadeira de jardim SKOPA (1974), criada por Olle Gjerlöv-Knudsen e Torben Lind, confeccionadas em plástico; o sofá KLIPPAN (1980), desenvolvido por Noboru Nakamura especialmente para crianças, que era extremamente resistente e possuía uma capa removível que podia ser lavada; a mesa LACK (1980), que apesar de leve era extremamente resistente; o sofá MOMENT (1985), cheio de estilo, confortável, moderno e com preço baixo; a estante KIBIST (1994), um modelo extremamente resistente, leve e de preço baixo; a cadeira infantil DAGIS (1996), criada pelo designer Richard Clark, e que ia ao encontro das necessidades das crianças e tinha a particularidade de poder ser empilhada, economizando espaço e facilitando seu transporte; e o sofá EKTORP, um dos produtos mais populares e vendidos da marca.
  

O catálogo, mas pode chamar de Bíblia do design 
O famoso catálogo de vendas da marca foi introduzido pela primeira vez em 1951, tornando-se ao longo dos anos um dos principais veículos de comunicação e vendas da IKEA. Afinal, ele oferece mais do que uma visão global dos diferentes produtos da marca. Nele o consumidor pode descobrir novas soluções acessíveis e criativas para a decoração da casa que o irão inspirar para uma vida melhor. O primoroso catálogo, que era distribuído gratuitamente pelo correio ou disponível em suas lojas, contava com aproximadamente 12 mil itens distribuídos em mais de 300 páginas, sendo impresso em 61 edições e 32 línguas diferentes. O catálogo se transformou no livro mais distribuído do mundo, com 210 milhões de cópias anuais, superando até mesmo a Bíblia. Somente na Europa o catálogo atingia mais de 200 milhões de pessoas. No mundo eram mais de 400 milhões de consumidores com acesso ao catálogo.
   

No final de 2020, a IKEA anunciou o encerramento da produção de seu catálogo anual após 70 anos de publicação. A varejista citou a mudança crescente para a navegação e compras online para determinar o fim de seu catálogo. Em um comunicado, disse que “tomou a decisão emocional, mas racional, de encerrar respeitosamente a carreira de sucesso” das versões impressa e digital do catálogo (esta última lançada em 2000). O catálogo de 2021, lançado em outubro de 2020, foi a versão final.
   

O gênio por trás da marca 
Ele foi o cérebro da IKEA, mas também o homem que se escondia por trás dela. Ingvar Kamprad nasceu no dia 30 de março de 1926, em Småland, no sul da Suécia. Cresceu em Elmtaryd, perto do pequeno povoado de Agunnaryd. Já quando criança começou a vender fósforos aos vizinhos, que ia visitar na sua bicicleta. Soube que podia comprar fósforos muito baratos a granel, em Estocolmo, para depois vender em caixas individuais a um preço muito baixo, mas tendo um bom lucro. Dos fósforos passou a vender peixe, enfeites de Natal, sementes e, mais tarde, canetas e lápis. O império começou a ser construído em 1953 com uma ideia inovadora para a época: um sistema de vendas em que os clientes levavam a mobília para casa e montavam os próprios móveis. Os custos para a empresa ficaram menores e os preços mais baixos para os consumidores. A ideia deu tão certo que ele construiu um enorme império em pouco mais de 70 anos.
   

Ele tinha uma vida de hábitos simples, mas excêntricos. Até poucos anos atrás, conduzia um Volvo 240 de 1993, que só abandonou porque a idade obrigou-o a deixar de dirigir. Para obter boas tarifas aéreas percorria os sites da internet em busca de promoções e sempre viajava na classe econômica. Geralmente comprava roupas de segunda mão. As compras de frutas e verduras eram feitas no fim do dia, quando os preços nos supermercados estão em queda. Sua única extravagância era um pequeno vinhedo na França. “Se eu começar a adquirir coisas luxuosas, outros vão fazer o mesmo. É importante líderes darem o exemplo”, costuma dizer. O sueco dividia seu tempo entre a casa em que sempre morou na Suécia, uma residência na Suíça, onde os impostos são mais baixos, e na França, nas proximidades da cidade de Toulon. Há mais de dez anos, ele admitiu que travava uma batalha contra o alcoolismo e reconheceu que foi simpatizante do nazismo. “Essa é uma parte da minha vida da qual eu me arrependo amargamente”, disse em uma de suas poucas entrevistas. Ingvar, que revolucionou o mercado de móveis com o conceito de “faça você mesmo”, morreu no dia 27 de janeiro de 2018 aos 91 anos e deixou uma fortuna de €50 bilhões para seus três filhos - todos envolvidos com a empresa.
  

Campanhas que fizeram história 
Quando se fala em comunicação de varejo, a IKEA é citada como referência. Por exemplo, em 2001, a campanha publicitária “Tidy Up”, composta por cinco anúncios, iniciou um novo posicionamento para a marca e tornou-se um enorme sucesso, sendo muito premiada ao redor do mundo. Criada pela agência francesa Leagas Delaney de Paris, ilustrava a variedade de produtos da marca sueca, suas cores e design. O grande mote dos anúncios era passar a mensagem de que “If not for yourself, at least for the others” (algo como “Se você não faz para você, pelo menos faça para os outros”). O objetivo era lembrar às pessoas como é importante viver em um espaço arrumado e como a IKEA pode ajudar. O humor começou sendo o argumento principal e permanece até hoje na comunicação da marca. A intenção foi mudar a imagem de marca antiga e renovar a aproximação com o público jovem. Como a rede tem muitos anos de existência, a tendência dos jovens era enxergar a IKEA como uma loja destinada aos seus pais. A chave da campanha foi mostrar um fabricante com soluções racionais para pessoas jovens com baixo orçamento e espaços pequenos. Para assistir a um dos comerciais da campanha basta clicar no ícone abaixo. Para rever inúmeros e criativos filmes publicitários da marca acesse o nosso canal no YouTube.
  

Outro exemplo de criatividade da comunicação da IKEA ocorreu em 2020 na Rússia, em plena quarentena e que captou perfeitamente o sentimento de nostalgia, trazendo de volta a aventura de infância para dentro de casa. A campanha incluía aquelas famosas instruções da IKEA, que acompanham seus móveis para serem montados, mas desta vez para os pais criarem tendas e fortalezas em ambientes fechados para gerar aquele momento de fantasia, aventura e diversão para as crianças que precisavam ficar em casa por causa da pandemia. Usando, claro, os móveis da casa. E se faltasse algo dos manuais, os pais poderiam comprar na loja online e receber em segurança em casa. A campanha também pedia para os seguidores compartilharem o resultado usando da hashtag #EmCasacomIKEA.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Somente em 1962 a marca adotou o logotipo mais semelhante com o atual.
   

Em 1981, as letras foram encorpadas e o logotipo passou a utilizar as cores vermelha e branca. Pouco depois, em 1982, as cores azul e amarela (as mesmas da bandeira sueca) foram adotadas. O atual logotipo da IKEA foi introduzido em 2019 e se tornou mais legível, com um dimensionamento adequado (principalmente com a inserção do sinal ® para dentro do logotipo), um menor espaçamento entre as letras e uma nova tonalidade de cores (agora mais clara).
   

Uma curiosidade: a marca utiliza no layout externo de suas lojas apenas a palavra IKEA escrita em amarelo sob o fundo azul das fachadas.
  

Os slogans 
Let’s Make Your Home Special. (2021) 
Small Decisions Make a World of Difference. (2021) 
The wonderful everyday. (2017) 
Make the Dream Yours. (2017) 
Long Live The Home. (2011) 
The Life Improvement Store. (2010) 
Happy Inside. (2010) 
Any space can be beautiful. (2009) 
Affordable solutions for better living. (2008) 
Home is the most important place in the world. (2007) 
Live your life, love your home. (2005) 
Another example of affordably good design. (2004) 
Screw yourself. (2004) 
You don’t have to be rich. Just smart. (2003) 
Unboring. (2002) 
Change something. (2002) 
Find your style. (2002) 
Tidy up. If not for yourself, at least for the others. (2001) 
Make a fresh start. (1999) 
The home furnishings store from Sweden. (1996) 
A rich life. (1993) 
Discover the possibilities. (1985) 
More taste than money. (1983) 
The impossible furniture house from Sweden. (1982) 
The impossible furniture house. (1974) 
Não há casa como a nossa. (Portugal, 2018) 
Soluções acessíveis para viver melhor. (Portugal) 
Viva mais a sua casa. (Portugal)
   

Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Fundação: 28 de julho de 1943 
● Fundador: Ingvar Kamprad 
● Sede mundial: Delft, Holanda 
● Proprietário da marca: INGKA Holding B.V. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Jesper Brodin 
● Faturamento: €41.9 bilhões (2021) 
● Lucro: €1.43 bilhões (2021) 
● Valor da marca: US$ 20.034 bilhões (2021) 
● Lojas: 463 
● Presença global: 63 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Alemanha, Estados Unidos, França, Reino Unido e China 
● Funcionários: 225.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Móveis, objetos para decoração e utensílios domésticos 
● Concorrentes diretos: Ashley HomeStore, Crate & Barrel, Bed Bath & Beyond, Pier 1, Target, The Home Depot, Wayfair e Kartell 
● Ícones: A praticidade e design de seus produtos 
● Slogan: Let’s Make Your Home Special. 
● Website: www.ikea.com 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca IKEA está avaliada em US$ 20.034 bilhões, ocupando a posição de número 27 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2021. 

A marca no mundo 
A IKEA, uma espécie de colosso do mundo corporativo, tem atualmente mais de 460 lojas em 63 países, sua grande maioria localizada na Europa, o resto nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, região asiática e África. A Europa responde por mais de 65% das vendas, seguido por América do Norte e Ásia. A empresa possui 50 fábricas espalhadas por 10 países, empregando aproximadamente 225 mil pessoas (de 50 nacionalidades diferentes), além de 43 centros de distribuição em 20 países, faturando mais de €41 bilhões anuais (dados de 2021). Aproximadamente 775 milhões de pessoas visitam suas lojas anualmente. A empresa compra produtos de aproximadamente 1.050 fornecedores em mais de 50 países. E sua página na internet, lançada em 1997, atrai em média mais de 5 bilhões de visitas por ano. As vendas online foram lançadas na Suécia e na Dinamarca no ano de 2000, e hoje respondem por uma importante parcela no faturamento da empresa (mais de 25%). 

Você sabia? 
● A IKEA é uma das poucas redes varejistas a ter pontos de venda tanto em Israel quanto em outros países do Oriente Médio. 
● A IKEA é considerada uma das marcas mais influentes e inovadoras do planeta. 
● A maior loja da IKEA no mundo está localizada na cidade de Pasay City nas Filipinas e possui nada menos que 65.000 m², o tamanho do Palácio de Versalhes. 
● A IKEA se tornou conhecida pelas icônicas lojas no formato de caixa azul com letreiros em amarelo. ● Muitas de suas lojas possuem áreas de recreação infantil chamadas de Småland. 
● A IKEA é a terceira maior consumidora de madeira do mundo, atrás apenas das americanas The Home Depot (conheça essa outra história aqui) e Lowe’s (saiba mais aqui). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 20/12/2021 

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