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24.1.26

NOMAD


A NOMAD é reconhecida por quebrar barreiras e oferecer soluções completas para a vida financeira internacional dos brasileiros. Com o objetivo de facilitar o acesso dos brasileiros a uma vida financeira internacional, oferecendo simplicidade, segurança e economia nas transações internacionais, a NOMAD tornou possível construir patrimônio em dólar, além de realizar transferências e compras internacionais. 

A história 
A ideia surgiu da necessidade de proteção financeira contra a volatilidade do câmbio no Brasil, oferecendo uma conta corrente em dólares, segura e digital. A fintech começou a ser idealizada em 2019 por Eduardo Haber, Marcos Nader e Patrick Sigrist - este último co-fundador do iFood (conheça essa história aqui) -, empreendedores com experiência em escala de tecnologia e mercado financeiro para democratizar o acesso à economia global. A instabilidade causada pela pandemia da COVID-19, acelerou o processo, e no mês de novembro de 2020, a empresa - batizada de NOMAD - lançou um aplicativo que permitia a abertura de uma conta digital sediada nos Estados Unidos diretamente do Brasil, sem custos ou manutenção e sem exigência de depósito mínimo, além de oferecer um cartão de débito internacional (físico e virtual). Vale ressaltar que a NOMAD foi pioneira em oferecer aos residentes no Brasil uma conta bancária nos Estados Unidos. O nome Nomad (“nômade”, em português) foi escolhido por representar a ideia de liberdade, mobilidade e a capacidade de gerenciar a vida financeira em qualquer lugar no mundo. Além disso, nessa época, o termo “nomadismo digital” estava em alta, referindo-se a pessoas que trabalham remotamente e se deslocam de um lugar para outro.
   

A NOMAD foi criada com o objetivo de “globalizar o bolso do brasileiro”, facilitando a dolarização de recursos e o acesso a investimentos no exterior. E no primeiro ano, 100 mil contas foram abertas. Em 2021, a NOMAD lançou sua plataforma de investimentos internacionais dentro do aplicativo, oferecendo aos usuários acesso ao mercado de ações dos Estados Unidos. Para financiar essa expansão, a empresa captou US$ 20 milhões em uma rodada de investimento, liderada pelos fundos de capital de risco Monashees e Spark Capital. A empresa realizou um movimento estratégico de diversificação em 2022 com a aquisição da Husky, uma startup brasileira especializada em transferências internacionais. A integração da tecnologia da Husky permitiu que a NOMAD oferecesse uma solução para profissionais e empresas brasileiras recebendo pagamentos de fontes no exterior, expandindo sua base de clientes para além de viajantes e investidores. Além disso, a empresa lançou o programa de fidelidade NOMAD PASS, que atualmente recompensa usuários por movimentarem sua conta global em dólar, oferecendo benefícios como descontos na taxa de câmbio, acesso à sala VIP, gratuidade no envio do cartão físico e até chips com internet.
  

Em 2023, a NOMAD consolidou sua posição no mercado ao levantar US$ 61 milhões em mais uma rodada de investimentos, liderada pela Tiger Global Management, uma das maiores gestoras de capital de risco do mundo. Os recursos foram direcionados para a expansão do portfólio de produtos bancários e soluções de viagem, como descontos em aluguel de veículos, seguro-viagem e ingressos para atrações internacionais. O ano de 2024 foi marcado pela consolidação do ecossistema de produtos da NOMAD. A plataforma de investimentos foi ampliada para incluir ativos de renda fixa, como títulos. A empresa também lançou novas soluções externas para viajantes: o NOMAD TRIPS, uma plataforma para planejamento e reserva de viagens - com opções de pacotes, hospedagem, passagens aéreas, ingressos para atrações e muito mais - que utiliza inteligência artificial; e o NOMAD CHIP, um serviço de eSIM (chip virtual) para conectividade internacional em mais de 30 países das Américas e Europa.
   

Em maio de 2024, a empresa alcançou a marca de 1.8 milhões de clientes. Em dezembro, lançou o DÓLAR NOMAD, uma modalidade de câmbio programado da conta digital que permite comprar dólares com uma cotação mais vantajosa, focada em planejamento de longo prazo No mês de janeiro de 2025, a empresa lançou o NOMAD EXPLORER, um cartão de crédito focado em clientes de alta renda que viajam e investem, oferecendo até 3 pontos por dólar, cashback em dólar, acesso ilimitado ao Nomad Lounge em Guarulhos e 4 acessos anuais a salas VIP. Pouco depois, em março, lançou o NOMAD Para STARTUPS, um serviço especializado que apoia startups na transferência de aportes recebidos do exterior para o Brasil, com as melhores taxas do mercado, além de segurança e agilidade. Outra novidade foi o lançamento do Parcelamento NOMAD, que permite comprar dólares parcelados em até 12 vezes no cartão de crédito brasileiro.
  

Ainda em 2025, a NOMAD obteve licença da Autoridade Reguladora da Indústria Financeira (FINRA) para operar como corretora (broker-dealer) nos Estados Unidos. Isto permitiu o lançamento da NOMAD WEALTH, um serviço de consultoria de investimentos, prestado por uma equipe de especialistas não comissionados pela venda de produtos, com o objetivo de oferecer gerenciamento de patrimônio e acompanhamento personalizado com foco tanto no exterior como no Brasil. Os clientes também contam com suporte tributário, taxa de conversão reduzida e outros benefícios. No início de 2026, a NOMAD lançou - de forma pioneira - o seguro de vida internacional com cobertura em dólar.
   

Apesar de ser uma empresa primariamente digital, a NOMAD investe em uma estratégia de presença física para fortalecer a marca e a relação com os clientes. Esses espaços físicos funcionam como pontos de contato e suporte, oferecendo uma experiência tangível que complementa os serviços digitais. Por exemplo, o NOMAD LOUNGE (inaugurado em 2023), é uma sala VIP exclusiva para clientes, com aproximadamente 600 m², localizada no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, que oferece áreas de descanso, estações de trabalho, bufê, bar, espaço para crianças, espaço pet e emissão instantânea do cartão de débito internacional. Já o NOMAD COFFEE - inaugurado em 2024 e localizado em frente ao Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo - funciona como um ponto de apoio para solicitantes de visto, oferecendo refeições rápidas, e para clientes NOMAD, acesso a benefícios como guarda-volumes e impressoras. A empresa mantém ainda um espaço físico dentro do Orlando International Premium Outlets, na Flórida, que oferece aos clientes comodidades como Wi-Fi, área de descanso, balança para bagagens, empréstimo de malas para compras e auxílio com cupons de desconto.
  

O modelo de negócios da NOMAD é dividido em quatro áreas principais: conta internacional, investimentos, transferências internacionais e soluções para viagens, que oferecem produtos como conta de débito e crédito internacional, plataforma de viagens completa, coleta de pagamentos internacionais e plataforma de investimentos no exterior.
  

A comunicação 
Em julho de 2024, a NOMAD lançou uma enorme campanha publicitária estrelada pelo ator Will Smith falando em português. No filme de 45 segundos, a inteligência artificial era a grande propulsora da campanha, fazendo com que Will Smith “fale” português, espanhol, francês e até japonês, conectando o pilar global da marca com o público brasileiro, ao mesmo tempo em que a IA traduz o dinheiro dos clientes para diversas moedas, promovendo a conta internacional e o investimento no exterior. Com a ajuda de IA, a marca deu um toque brasileiro ao ator norte-americano em estratégia de posicionar a marca para além do produto de cartão de débito internacional. Vale ressaltar que a produção inovou nos processos de pós-produção com IA, utilizando novas ferramentas de sincronização labial para uma campanha de alta qualidade. A campanha resultou, segundo a empresa, em um aumento de 17% na abertura de novas contas com propósito de viagem e de 31% em novas contas de investimento.
  

A identidade visual 
A identidade visual da marca NOMAD é bastante flexível e pode ser aplicada de diferentes maneiras (sempre mantendo as cores amarela ou preta), como mostra a imagem abaixo.
  

Além disso, o ícone de reconhecimento da marca, bastante utilizado em ambientes digitais, pode ser aplicado em fundo amarelo ou preto.
  

Os slogans 
Conta para o mundo. (2025) 
Caia na real. Invista em dólares. (2025) 
A conta internacional que completa a experiência de viagem pelo mundo. (2025) 
A conta internacional sem fronteiras. (2024) 
Seu dinheiro vai falar a língua do mundo. (2024)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: Novembro de 2020 
● Criador: Patrick Sigrist, Eduardo Haber e Marcos Nader 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Nomad Tecnologia e Participações Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Lucas Vargas 
● Faturamento: US$ 120 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Clientes: 3.5 milhões 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Serviços Financeiros 
● Principais produtos: Serviços bancários, pagamentos internacionais e investimentos no exterior 
● Concorrentes diretos: Wise, Banco Inter, C6 Bank, Avenue, Revolut, Nubank, BTG Global, XP, Bradesco Prime e Santander Select Global 
● Slogan: Conta para o mundo. 
● Website: www.nomadglobal.com 

A marca no mundo 
A NOMAD, fintech brasileira pioneira em oferecer contas bancárias nos Estados Unidos para residentes no Brasil, se consolidou rapidamente como um dos principais players o segmento de serviços financeiros offshore, superando a marca de R$ 7 bilhões de ativos sob custódia em meados de 2025. Com faturamento anual de US$ 120 milhões e mais de 3.5 milhões de clientes na plataforma, o cartão NOMAD é aceito em mais de 200 países para transações presenciais e virtuais, além de permitir saques em caixas eletrônicas (ATMs). A NOMAD realiza anualmente mais de R$ 5 bilhões em transferências internacionais e mais de R$ 1 bilhão em volume processado em transações com cartão. 


Você sabia? 
A estrutura de parcerias da NOMAD oferece camadas de proteção aos fundos dos clientes. Os valores depositados na conta-corrente digital são assegurados pelo FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) em até US$ 250.000 por titular, por meio do CFSB, uma instituição financeira norte-americana membro do FDIC. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 24/1/2026 

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1.8.24

C6 BANK


Você no topo da experiência financeira. Um banco completo com tudo em um só aplicativo. Escolhido por milhões de brasileiros que decidiram ter uma vida financeira mais leve, transparente e descomplicada, com o melhor que um banco pode oferecer no Brasil e no mundo. Bem-vindo ao C6 Bank e tenha uma relação mais saudável com o dinheiro. 

A história 
A história começou quando alguns ex-executivos do banco de investimentos BTG Pactual, entre os quais Marcelo Kalim, Luiz Marcelo Calicchio, Leandro Torres e Adriano Ghelman, se reuniram com a ideia de criar um novo banco digital no Brasil que atuasse com pagamento, investimento e crédito para públicos de diversos perfis – desde jovens que não queriam pagar tarifas até correntistas mais abastados. Ou seja: um banco aspiracional, identificado com as pessoas de alta renda, mas que também oferecesse produtos para pessoas de baixa renda. Apesar de ter sido oficialmente criado em 1 de março de 2018, a licença do Banco Central para operação como banco múltiplo só foi concedida no início de 2019. Em março a corretora também recebeu licença para operar. Com isso, em maio, o novo banco - batizado de C6 Bank - deu início à fase beta, abrindo o aplicativo para um seleto grupo de pessoas (chamados de C6 Beta Testers). Essas pessoas não só testaram o aplicativo, como também enviaram sugestões e, graças a eles, o banco realizou mais de 400 melhorias no aplicativo.
  

Uma curiosidade sobre o nome do banco: o “C” representa o símbolo do carbono. Já o 6 é o seu número atômico. O carbono é a base da vida, está presente em diversas formas. Sua importância está no modo como se conecta com outros elementos para formar algo maior. A inspiração para o nome foi justamente nessa capacidade que o carbono tem de se conectar com o objetivo da transformação.
  

Finalmente no dia 5 de agosto de 2019 o C6 Bank lançou sua operação no mercado para o público em geral ao disponibilizar a plataforma de serviços financeiros na App Store e na Play Store. O C6 Bank oferecia de forma rápida e descomplicada a abertura de conta-corrente para pessoas físicas e jurídicas, transferências e saques gratuitos, cartão múltiplo isento de anuidade (débito e crédito), depósito por boleto e CDBs (Certificado de Depósito Bancário). O aplicativo também oferecia um produto para pagamento automático de pedágio, o C6 Taggy. Além do C6 Kick, que permitia fazer transferências para qualquer banco por mensagens de texto no celular, de forma gratuita; e da primeira versão da C6 Pay (que hoje é uma família completa de maquininhas do C6 Bank para facilitar negócios). Pouco depois, o banco realizou suas primeiras aquisições, como por exemplo, a plataforma de educação corporativa IDEA9 - que passou a se chamar C6 Institute - e a Som.us, companhia que atuava no setor de seguros e resseguros, hoje renomeada para C6 Seg.
   

Em apenas seis meses, o C6 Bank já contava com mais de um milhão de clientes. Segundo levantamento da McKinsey, o C6 Bank foi o banco digital que mais rapidamente alcançou essa marca no Brasil. Além disso, foi eleito o banco digital do Brasil com a melhor experiência em abertura de conta. Em 2020 o C6 Bank ampliou seu portfólio de produtos e serviços com o lançamento da conta internacional com saldo em euro, da conta C6 Empresas (para atender à pequenas e médias empresas) e da carteira de investimentos personalizada e automática TechInvest, que permite personalizar a carteira sem a intermediação de consultores financeiros. Além disso, a tag de pedágio passou a funcionar também em estacionamentos, o C6 Bank passou a oferecer o programa de fidelidade Átomos - o único no país com plano gratuito de pontos que não expiram.
   

O C6 Bank também adquiriu o Banco Ficsa, que foi renomeado para C6 Consig (que oferece crédito consignado e antecipação do Saque-Aniversário FGTS com a praticidade e a inovação do C6 Bank). Com todas essas novidades, em dezembro de 2020, além de atingir 4 milhões de contas abertas, o C6 Bank tornou-se o 13º unicórnio do país, após nova rodada de financiamento - no valor de US$ 1.3 bilhões - e que contou com mais de 40 investidores privados.
  

Em junho de 2021 o centenário e tradicional J.P. Morgan Chase (conheça essa outra história aqui), líder global em serviços financeiros, adquiriu uma participação de 40% no C6 Bank, tornando-se sócio no negócio brasileiro. Com isso, o J.P. Morgan trouxe a credibilidade de quem há muito tempo opera no mercado de varejo de um país como os Estados Unidos. Além disso, a injeção de recursos ajudou o C6 Bank a ganhar fôlego na disputa acirrada entre os principais players do mercado, sejam eles digitais ou tradicionais. Pouco depois, em agosto, o C6 Bank alcançou a marca de 10 milhões de contas abertas e divulgou a notícia por meio de uma grande campanha nacional protagonizada pela modelo brasileira Gisele Bündchen e com o mote “C6 Bank, é da sua vida”. Vale ressaltar que Gisele Bündchen já protagonizou 14 campanhas do C6 Bank até meados de 2024, se tornando o rosto da marca brasileira.
    

O ano de 2021 também foi marcado pelo lançamento de produtos inovadores, como por exemplo, o C6 Global Invest (garante ao cliente a possibilidade de investir diretamente no exterior), a plataforma de investimentos C6 Invest (onde é possível aplicar em produtos de renda fixa, renda variável e em mais de 250  fundos), a C6 Auto (plataforma de financiamento de veículos), a conta C6 Yellow (para quem ainda não completou 18 anos) e o Acqua (primeiro cartão físico biodegradável, com 80% da composição em ácido polilático, produzido a partir do amido de milho), que chegou para reforçar as iniciativas de sustentabilidade do banco, que incluíam o plantio de 25 mil árvores até 2022. Além de todas essas inovações, o C6 Bank chegou a 100% das cidades brasileiras, fechando o ano de 2021 com 14 milhões de clientes.
  

Em 2022, ano em que atingiu 22 milhões de clientes, o C6 Bank anunciou a possibilidade de pessoas diminuírem sua pegada individual ecológica por meio da compra de créditos de carbono. Além disso, lançou o C6 TechInvest Fundos, um serviço para os clientes investirem em carteiras de fundos de investimentos; o C6 Carbon, serviço exclusivo para atender segmento de alta renda, e que conta com uma proposta inédita, o Carbon Partner, executivo especializado para acompanhar os clientes que demandarem atendimento personalizado; e o C6 Experience, programa de relacionamento que premia os clientes pelo uso dos produtos e serviços do banco.
   

O ano de 2023 foi marcado por mais novidades, como por exemplo, o lançamento do cartão de crédito C6 Black, que oferece benefícios exclusivos, cashback e uma das pontuações mais vantajosas do mercado nessa categoria. Além disso, apresentou uma ferramenta inédita no mercado bancário brasileiro que calcula a pegada de carbono de cada cliente (PF e PJ) a partir de gastos do dia a dia feitos com cartão de débito e de crédito, além de transferências e Pix feitos para pessoa jurídica. Assim como os clientes consultam o extrato da conta corrente, agora é possível conferir também o “Extrato de Carbono”, que indica a quantidade de gases do efeito estufa emitidos individualmente: desde o almoço no restaurante até uma viagem de avião. A ferramenta também permite que o cliente compense sua pegada com créditos de carbono direto pelo app. Além disso, em agosto, o J.P. Morgan reforçou a aposta no C6 Bank, ampliando de 40% para 46% a participação que possuía no capital do banco. Pouco depois, em novembro, o C6 Bank alcançou o breakeven, ponto de equilíbrio da operação, com seu primeiro lucro mensal.
  

Em março de 2024 o C6 Bank anunciou o primeiro trimestre de lucro de sua história (foram R$ 461 milhões), em um reflexo do crescimento das receitas, da carteira de crédito e também da queda da inadimplência. Já com mais de 30 milhões de clientes, o C6 Bank também estreou no ranking das marcas mais valiosas do país no relatório Kantar BrandZ, com valor de US$ 314 milhões. O C6 Bank também anunciou o lançamento do C6 Graphene, segmento criado especialmente para atender o público de mais alta renda do banco (clientes que têm a partir de R$ 5 milhões investidos), que oferece atendimento personalizado, 24 horas por dia, e serviço de concierge dedicado a proporcionar acesso a eventos e experiências exclusivas.
  

O C6 Bank, que nasceu em um ambiente financeiro totalmente transformado pela revolução das fintechs, está sempre um passo à frente. Afinal, foi o primeiro banco a oferecer uma tag de pedágio de forma totalmente grátis para pessoa física; a permitir que as pessoas escolham a cor do cartão e o nome que vem escrito nele; a disponibilizar uma plataforma completa de acesso a investimentos no exterior com benefícios fiscais antes restritos a clientes de Private Banking; a lançar uma conta internacional que oferece câmbio para dólar e euro de forma instantânea e que permite aportes 24h, além de outras inovações que fazem parte do dia a dia de milhões de brasileiros.
   

E uma de suas estrelas é justamente a C6 Conta Global, que oferece um cartão de débito internacional com a bandeira Mastercard (conheça essa outra história aqui) aceito no mundo inteiro e que permite saques em moedas estrangeiras nos caixas eletrônicos da rede Cirrus e do banco J.P. Morgan Chase. A C6 Conta Global não tem taxa de manutenção, adota câmbio comercial (mais barato que o turismo) e cobra IOF de 1,1% por transferência.
   

A segurança 
O C6 Bank é o único banco brasileiro que integra o consórcio internacional Cybersecurity at MIT Sloan (CAMS), do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Por isso, a cada ano, realiza mais de 35 mil testes de segurança cibernética no aplicativo. Outro fator de segurança é dispor do cartão virtual para compras online, já que é possível fazer compras sem estar com o cartão físico. Além disso, o código de segurança do C6 se atualiza de tempos em tempos. A instituição também tem várias outras iniciativas de segurança, como a autenticação de transações financeiras por biometria facial. Em agosto de 2022, lançou uma ferramenta de segurança para restringir a visão de seus investimentos fora de lugares cadastrados como seguras. Dessa forma, em 2023, criou-se a chance de configurar limites diferentes para Pix, TEDs e TEFs em vários locais.
  

Os slogans 
O C6 Bank é da sua vida. E da vida do seu negócio. (2023) 
Inovador para ser o seu banco, humano para ser da sua vida. (2022) 
C6 Bank, é da sua vida. (2019)
   

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1 de março de 2018 
● Fundador: Marcelo Kalim, Luiz Marcelo Calicchio, Leandro Torres e Adriano Ghelman 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Banco C6 S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Marcelo Kalim 
● Faturamento: R$ 1.93 bilhões (2023) 
● Lucro: - R$ 862 milhões (2023) 
● Clientes: 30 milhões 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 3.900 
● Segmento: Serviços Financeiros 
● Principais produtos: Conta digital, cartão de crédito/débito, meios de pagamento, seguros e investimentos 
● Concorrentes diretos: Nubank, Banco Inter, Neon, PagBank, Next, Agibank, Banco Original, BS2, BTG Digital, Banco Pan, Digio, XP Investimentos e Nomad 
● Slogan: C6 Bank, é da sua vida. 
● Website: www.c6bank.com.br 

A marca no Brasil 
100% presente em todos os municípios brasileiros e com mais de 30 milhões de clientes, o C6 Bank oferece serviços e produtos financeiros de forma rápida e ágil, como por exemplo, mais de 400 opções de investimento ou usar a Conta Global em mais de 210 países e territórios. Com sede em São Paulo, o C6 Bank atende pessoas físicas, MEIs e pequenas e médias empresas por meio de um portfólio com mais de 90 produtos, incluindo conta corrente isenta de taxa de manutenção, cartão sem anuidade, transferências e saques gratuitos, tag de pedágio grátis, programa de pontos, conta global e plataforma de investimentos, entre outros. 


Você sabia? 
5 minutos é o tempo médio de abertura de uma conta no C6 Bank e 95% dos cartões são entregues em até 5 dias. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Forbes, Veja, Exame, Época Negócios e InfoMoney), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 1/8/2024 

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28.9.20

CREDIT SUISSE


Tradição e solidez quando o assunto é “cuidar do dinheiro de milhões de pessoas e empresas”. Foi assim que o Credit Suisse se transformou no banco preferencial de grandes empresários, empresas e investidores e o assessor de confiança de pessoas físicas e investidores institucionais, além de oferecer uma linha completa de soluções financeiras feitas sob medida, de acordo com as necessidades de cada um de seus clientes. A principal estratégia do Credit Suisse consiste em ser um dos líderes globais em gestão de fortunas com excelentes capacidades de Investment Banking. 

A história 
O banco antecessor do Credit Suisse, o Schweizerische Kreditanstalt (em português “Instituição de Crédito Suíço”), conhecido também pela abreviação SKA, foi fundado no dia 16 de julho de 1856 na cidade de Zurique por Alfred Escher, reconhecido por seu trabalho em confrontar a ideia de um sistema ferroviário estatal na Suíça em favor da privatização. O propósito inicial do novo banco era justamente financiar a expansão da rede ferroviária e a industrialização na Suíça. Principalmente fornecer financiamento interno aos projetos ferroviários, evitando assim que bancos franceses exercessem influência sobre o sistema ferroviário suíço. Em apenas três dias, as ações emitidas por um valor máximo de três milhões de francos atingiram o valor de 221 milhões de francos. No primeiro ano de operação, 25% das receitas do banco vieram da Swiss Northeastern Railway, que estava sendo construída por uma empresa de Alfred Escher.
   

Além do projeto ferroviário, o novo banco começou logo a investir em diversas outras áreas da indústria. Com isso, nos anos seguintes o banco concedeu empréstimos que ajudaram a criar a rede elétrica suíça, grandes empresas e o sistema ferroviário europeu, incluindo a ferrovia Gotthard, que conectaria a Suíça ao sistema ferroviário europeu em 1882. Além disso, em 1857, Alfred Escher fundou o primeiro programa de pensões da Suíça, garantido por fundos do SKA. Em 1863, ele lançou as bases financeiras para a cobertura de uma nova resseguradora. Essas duas instituições, Swiss Life e Swiss Re, bem como o Credit Suisse, são até hoje embaixadores mundiais da experiência suíça em seguros e finanças. O banco também ajudou a financiar o esforço para desarmar e aprisionar as tropas francesas que cruzaram as fronteiras suíças na Guerra Franco-Prussiana de 1870, mesmo ano em que inaugurou um escritório de representação na cidade de Nova York. Ao final da guerra, o SKA se tornou o maior banco da Suíça. O banco teve seu primeiro ano não lucrativo em 1886, muito devido a perdas na agricultura, investimentos de risco, commodities e comércio internacional.
   

Na virada do século, em resposta à elevação da classe média e à concorrência de outros bancos suíços, como UBS e Julius Bär, o SKA começou a atender os consumidores oferecendo serviços de depósitos, câmbio e contas de poupança. Com isso, em 1905, o banco inaugurou sua primeira agência fora de Zurique, localizada na Basileia, após a aquisição do Oberrheinische Bank. Em 1910 inaugurou um escritório representativo em Paris para atender clientes internacionais. Anos depois, o banco teve um papel importante ao ajudar empresas afetadas pela reestruturação da Primeira Guerra Mundial e conceder empréstimos para esforços de reconstrução. Em 1939 o SKA resolveu fundar uma pequena subsidiária com sede em Nova York focada em subscrição e em outras atividades, incluindo consultoria para investimentos. Com isso, pouco depois, em 1940, abriu sua primeira agência fora da Suíça, localizada na cidade de Nova York. Em 1964, com licença de banco de serviço completo, o SKA passou a aceitar depósitos e fazer todos os outros tipos de atividades bancárias nos Estados Unidos.
   

Em 1976 o SKA e o Schweizerische Bodenkredit-Anstalt realizaram uma fusão, marcando assim o primeiro grande passo em direção ao crescimento em negócios de massa e representando uma expansão importante de sua rede de vendas e base de clientes. Foi neste ano que o bano adotou o nome Credit Suisse. Pouco depois, em 1978, formou uma joint venture com o First Boston, fundado em 1932 e um dos primeiros, maiores e mais respeitados bancos de investimento. O banco suíço controlava 60% da joint venture. Com sede em Londres essa joint venture realizava atividades de investimento na Europa. Uma década mais tarde, em 1988, se tornou Credit Suisse First Boston, quando o banco suíço adquiriu o controle do First Boston e foi promovido a primeiro banco global de investimentos, operando com sedes em Nova York, Londres e Tóquio. O desenvolvimento do Credit Suisse nos anos seguintes somente foi alcançado por meio de um forte crescimento orgânico, complementado por uma série de fusões e aquisições significativas, como por exemplo, do Bank Leu em 1990, considerado o banco mais antigo da Suíça; e do quinto maior banco suíço - Schweizerische Volksbank (Banco Popular Suíço) - em 1993.
  

Pouco depois, em 1997, o banco foi reestruturado como Credit Suisse Group com quatro divisões: Credit Suisse Volksbank (posteriormente chamado de Credit Suisse Bank) para bancos domésticos, Credit Suisse Private Banking, Credit Suisse Asset Management e Credit Suisse First Boston para bancos corporativos e de investimento. Finalmente em 2006 o banco abreviou seu nome apenas para Credit Suisse, eliminando assim o First Boston de sua designação e logotipo. Todo esse movimento, fez com que o Credit Suisse passasse a operar como um banco universal integrado e globalmente ativo, fornecendo soluções abrangentes aos seus clientes em Private Banking (gestão de fortunas, negócios corporativos e institucionais), Investment Banking (inclui a venda, operação e execução de transações globais com valores mobiliários, prime brokerage, pesquisas de investimento, serviços de captação de recursos e assessoria e aquisição de capital) e Asset Management (investimentos alternativos, imóveis, ações, renda variável e renda fixa ou investimentos alternativos). O Credit Suisse sobreviveu à grave crise de crédito em 2008 melhor do que muitos concorrentes, muito em virtude de sua solidez e sem precisar de auxílio do governo. Após a crise, o Credit Suisse cortou mais de um trilhão em ativos e reduziu sua divisão de banco de investimento. Com isso, passou a dar mais ênfase nas áreas de banco privado e gestão de fortunas. Tudo amparado por um garoto-propaganda de peso: o tenista Roger Federer.
   

No ano de 2013, o Credit Suisse adquiriu os negócios de gestão de patrimônio do Morgan Stanley na Europa, Oriente Médio e África. Em 2017 o banco suíço criou o departamento Aconselhamento sobre Impacto e Finanças (IAF) para estimular investimentos socialmente responsáveis, no mais recente esforço de um grande banco para atender à crescente demanda pelos chamados investimentos de impacto. Pouco depois, em 2019, o Credit Suisse anunciou a formação de uma nova unidade de negócios de “banco direto” sob sua divisão na Suíça (Swiss Universal Bank, SUB), com foco em produtos de varejo digital. A etapa foi vista como uma reação ao surgimento de concorrentes e deve ajudar a atrair mais clientes jovens.
   

Se há uma constante na história do Credit Suisse, é um histórico de inovação contínua. Ao longo do último século e meio, em um estilo pioneiro, o banco moldou algumas das incontáveis inovações para atingir variados mercados financeiros. Por exemplo, foi o primeiro grande banco suíço a estabelecer uma conexão direta de telex com Nova York em 1951; foi pioneiro no mercado suíço ao inaugurar o primeiro banco drive-in (1962); lançar o primeiro serviço bancário por telefone (1993) e a primeira plataforma de internet banking (1997). O que começou como um banco de investimento suíço se tornou uma história de sucesso ao longo de mais de 150 anos, com o Credit Suisse gradualmente evoluindo para um provedor líder global de serviços financeiros.
  

Já sua trajetória no Brasil começou 1959 com a abertura de um pequeno escritório de representações do então SKA. Mas foi somente em 1990 que o banco suíço estabeleceu sua presença no país. Em 1998, com a aquisição do Banco Garantia (fundado em 1971), passou a ser um dos maiores bancos de investimentos do Brasil. Posteriormente, em 2007, o Credit Suisse adquiriu a Hedging-Griffo (uma das mais reconhecidas e competentes gestoras de recursos do país), criando assim a Credit Suisse Hedging-Griffo (“CSHG”). Mais recentemente, em 2020, anunciou a compra do Modalmais, banco e corretora digital bastante popular no país. Atualmente, o Credit Suisse Brasil oferece uma completa linha de produtos e serviços financeiros por meio de suas divisões locais de Wealth Management, Investment Banking & Capital Markets e Global Markets.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por muitas alterações ao longo dos anos. O logotipo original era composto apenas pelas iniciais do nome do banco (SKA). A primeira modificação ocorreu em 1930 quando o logotipo assumiu uma forma redonda, que representava uma moeda. Um novo logotipo foi apresentado em 1940 com a inauguração da primeira agência estrangeira em Nova York: pela primeira vez as iniciais CS (Credit Suisse) apareceram como parte da identidade visual. Porém, em 1952, o banco alterou novamente seu logotipo, que pela primeira vez ostentou o nome por extenso (Schweizerische Kreditanstalt) e um símbolo (a âncora), para dar impacto visual à reivindicação “Firmemente ancorado na confiança”.
  

Em 1968 o logotipo apresentou pela primeira vez a famosa cruz de Wermelinger (“Wermelinger Kreuz”). Finalmente em 1976 o famoso logotipo nas cores azul e vermelha com o nome Credit Suisse foi adotado. Em 1997 o logotipo perdeu a cruz e ganhou uma nova tipografia de letra e disposição do nome.
   

O logotipo atual simboliza a transformação do Credit Suisse em um banco global integrado em 2006, quando as áreas de Private Banking & Wealth Management e Investment Banking foram combinadas sob um único teto. O símbolo em forma de vela ecoa o espírito pioneiro de todo o banco e a herança de seu negócio. Esse logotipo passou por uma modernização em 2014.
  

Os slogans 
More is More. (2014) 
Thinking new perspectives. (2006) 
Credit Suisse. 360° Finance. (2003) 
It’s time for an expert. (2002) 
Whatever makes you happy.
   

Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 16 de julho de 1856 
● Fundador: Alfred Escher 
● Sede mundial: Zurique, Suíça 
● Proprietário da marca: Credit Suisse Group AG 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Urs Rohner 
● CEO: Thomas Gottstein 
● Faturamento: US$ 22.7 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 3.3 bilhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 23.7 bilhões (setembro/2020) 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 48.800 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Investimentos, gestão patrimonial e serviços financeiros 
● Concorrentes diretos: UBS, BNP Paribas, Goldman Sachs, Morgan Stanley, J.P. Morgan, Merrill Lynch, Julius Bär, RBS, Barclays e HSBC 
● Slogan: Thinking new perspectives. 
● Website: www.cshg.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o Credit Suisse tem operações em mais de 50 países ao redor do mundo, emprega mais de 48 mil pessoas e obteve faturamento superior a US$ 22 bilhões em 2019. Além disso, possui 145 agências na Suíça e US$ 1.4 trilhões sob gestão (no Brasil, são R$ 230 bilhões sob administração de grandes fortunas, o chamado “private banking”). O Credit Suisse oferece serviços de consultoria e gestão de investimentos (que incluem dívidas e subscrição de ações de ofertas de títulos públicos e colocações privadas), banco privado e gestão de ativos para clientes individuais, institucionais e governamentais. 

Você sabia? 
Desde 2009 o tenista Roger Federer é o embaixador global e garoto-propaganda da marca Credit Suisse. 
O Credit Suisse é conhecido por suas rigorosas práticas de sigilo bancário. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 28/9/2020

19.5.20

BANCO SAFRA


A filosofia de seus clientes é a mesma que carrega o sobrenome mais famoso do mercado financeiro brasileiro: investir com segurança e cuidar do futuro. O Banco Safra cuida do patrimônio de seus clientes com a mesma diligência que cuida do seu. Está presente em todas as etapas da construção e consolidação do patrimônio, oferecendo uma assessoria especializada e os melhores investimentos do mercado. Tudo com uma “Tradição secular de segurança”, como seu famoso slogan afirma. 

A história 
Para conhecer a história do Banco Safra é preciso saber as origens deste sobrenome famoso no mundo financeiro. Desde o século XIX, o clã Safra é formado por banqueiros, todos judeus halabim, uma das mais renomadas classes mercantis do Oriente Médio formada por comerciantes e empresários de vários segmentos. Os primeiros membros da família Safra trocavam moeda e metais preciosos, além de conceder crédito para comerciantes na cidade de Alepo (norte da Síria), na época um grande entreposto comercial. Rapidamente a Safra Frères et Cie, uma casa bancária fundada em 1800, ficou reconhecida em toda a região. A reputação como um grupo formado por habilidosos financistas levou a família a abrir filiais em outras cidades do Oriente Médio. Mas o primeiro banco da família, Banco Jacob E. Safra foi aberto na cidade de Beirute, no Líbano, por Jacob Elie Safra, somente na década de 1920. Com isso ampliou as atividades da família no Oriente Médio, se tornando famoso por converter rapidamente os valores entre diversas moedas para seus clientes. Três de seus nove filhos, Edmond, Joseph e Moise, seguiriam a profissão do pai.


A criação do estado de Israel e o início dos conflitos do novo país com seus vizinhos fizeram com que o ambiente para judeus no Oriente Médio ficasse mais instável. Apesar de o Líbano ter permanecido razoavelmente seguro para judeus da região, Jacob Safra decidiu deixar o país. Em 1953 o Brasil vivia uma fase de crescimento econômico pós-guerra, com um governo estável, o que atraiu Jacob Safra e seu filho Edmond. Eles se instalaram em São Paulo, cidade que vivia um ambiente de crescimento e estabilidade política, além de abrigar uma grande colônia sírio-libanesa. Nessa época o sistema financeiro nacional ainda era rudimentar, tanto do ponto de vista das práticas quanto das normas. E talvez, justamente por isso, pouco depois, em 1955, eles iniciaram suas atividades no país como uma empresa de crédito ao consumidor, batizada de Safra S.A. Crédito Financiamento e Investimentos e com apenas sete funcionários. Jacob faleceu em São Paulo, no dia 27 de maio de 1963, e seus três filhos - Edmond, Joseph e Moise (os dois últimos recém-chegados ao Brasil) - assumiram os negócios e diversificariam suas áreas de atuação. Nesta época a instituição ainda não desfrutava de confiança em São Paulo. Foi então, que aproveitando a experiência de mais de um século como banqueiros, a família Safra trouxe ao Brasil técnicas já desenvolvidas em mercados financeiros mais desenvolvidos, mas ainda estranhas ao mercado nacional. Entre as inovações, trouxeram o uso da letra de câmbio como meio de financiamento para operações e davam rendimento ao dinheiro em suas contas, em um primórdio da conta remunerada.


Apesar da desconfiança inicial, a estabilidade e o conservadorismo do Banco Safra - oficialmente fundado em 1967 com o nome de Banco de Santos, após a aquisição do Banco Nacional Transatlântico - atraiu parte da riqueza paulistana. Neste mesmo ano foi fundada a Safra Financeira (hoje com mais de 800 mil clientes). Somente em 1972, com a aquisição de outras instituições financeiras, como por exemplo, o Banco das Indústrias, surgiu o Banco Safra S.A. Além disso, ampliou a sua atuação no mercado financeiro passando a oferecer produtos e serviços customizados às necessidades de seus clientes, abrangendo também soluções no mercado de capitais e dívida. Visando expandir seus negócios, em 1974 foi criada a Safra Asset Management, que contemplou a visão de futuro do grupo na gestão de investimentos. Nos anos seguintes o Banco Safra se tornou um porto seguro para o dinheiro de bilionários e milionários. Além de administrar grandes fortunas, a instituição também emprestava dinheiro para empresas de médio porte e atuava como banco de investimentos. Em 1987 foi criada a Safra Corretora para oferecer investimentos mais específicos em ações, tesouro direto, fundos imobiliários, entre outros.


Edmond, então casado com Lily Safra, ex-dona da rede de varejo Ponto Frio, foi vítima de um incêndio criminoso em dezembro de 1999 na luxuosa cobertura em que vivia em Mônaco. Seu enfermeiro particular foi condenado, após confessar ter ateado fogo no apartamento. Mas, até hoje, o episódio é alvo de rumores e terríveis ilações. A morte de Edmond acabou desencadeando uma disputa entre os outros dois irmãos pela divisão da herança da família. No auge do conturbado relacionamento com o irmão Moise, que por anos se recusou a vender sua participação na sociedade, Joseph lançou mão de um ardiloso expediente e assumiu um dos maiores riscos de sua vida. Em 2004 criou o Banco J. Safra e entregou a gestão aos filhos. A instituição passou a concorrer diretamente com o próprio Banco Safra, cooptando tradicionais clientes e executivos. Enquanto por um lado Joseph perdia dinheiro no Banco Safra e sangrava assim o patrimônio de Moise, ele ganhava do outro com o Banco J. Safra. Em 2006, após uma disputa societária Joseph Safra finalmente comprou a parte de seu irmão Moise, em uma transação estimada em US$ 2 bilhões.


O Banco Safra atravessou uma série de crises, sem nunca precisar de socorro dos governos. Em 2008, quando estourou a crise financeira global, o banco estava prestes a concretizar o processo de sucessão, passando o comando do negócio para os três filhos - Jacob, Alberto e David - na época ainda muito jovens. Joseph assumiu as rédeas novamente. Embora o Banco Safra estivesse em uma situação confortável, Joseph ficou apavorado, segundo relatos de funcionários à revista Época Negócios, que publicou uma longa uma reportagem sobre o banqueiro em 2013. “Todos depositam aqui porque sabem que podem confiar em mim. Imagina se um dia eles vêm sacar e eu não tenho dinheiro”, dizia o banqueiro. Ele só retomaria o processo de sucessão cinco anos depois. Mas antes de passar o bastão para os filhos, Joseph surpreendeu o mercado, ao comprar em 2012, o banco suíço Sarasin, por US$ 1.1 bilhões.


Nos últimos anos o Banco Safra começou a passar por mudança no modelo de negócios, que se aproximou mais do varejo e com produtos digitais, como por exemplo, o lançamento em 2017 da SafraPay, maquininha de processamento de operações com cartões (tarja, chip e NFC - contactless) para concorrer diretamente com grandes players do segmento. Além disso, o Banco Safra passou a oferecer linhas de crédito consignado e de financiamento de veículos, modalidades que definitivamente não são prioridades para bancos de alta renda. E continuou em 2019 com a introdução da carteira digital SafraWallet, que permite realizar pagamentos via QR Code e NFC, além de transferências e saques sem cobrar nada. Esses movimentos são radicais para um banco que construiu sua imagem ligada ao mercado corporativo e as grandes fortunas. Mesmo com essas mudanças, uma das mais recentes campanhas publicitárias do Banco Safra, lançada em 2019 e voltada ao segmento da pessoa física, deixa claro que sua vocação não mudou. Com a assinatura “Invista como um especialista. Invista Safra”, a campanha tinha também um viés institucional, que destacava a relevância da marca e a solidez da instituição.


O mais recente lançamento da empresa é o SafraInvest, marcando o ingresso da instituição no segmento de Agentes Autônomos de Investimentos. Os clientes do SafraInvest tem à sua disposição os mesmos produtos de investimento que os usuários do Banco Safra possuem. São permitidos a eles, além do acesso aos fundos exclusivos do banco, produtos de renda fixa, fundos imobiliários, ações e mais. Carregando mais de 200 anos de história, o Banco Safra continua a oferecer um portfólio completo de produtos e serviços, com soluções de investimentos, crédito e financiamentos. Sempre com segurança e solidez, entendendo a necessidade de cada cliente.


O gênio por trás da marca 
Joseph Safra não somente é o homem mais rico do Brasil como o banqueiro mais rico do mundo, com um patrimônio avaliado em US$ 19.9 bilhões, segundo a revista Forbes de abril de 2020. Chamado por executivos do seu império como “Seu José” - forma de tratamento, inclusive, apreciada por ele - Joseph Safra nasceu na cidade de Beirute em 1938. Antes de desembarcar por aqui, Joseph viveu na Inglaterra, Estados Unidos (onde trabalhou no tradicional Bank of America) e Argentina. Pai de quatro filhos, Joseph só chegou ao Brasil em 1962, quando sua família já estava inserida no mercado financeiro nacional. Com a morte de seu pai ele assumiu junto com seus dois irmãos os negócios financeiros da família. E desde então construiu a imagem de solidez e sobriedade do tradicional Banco Safra. Sempre inteligente, na década de 1980, com a inflação galopante assolando o Brasil, Joseph aproveitou para lucrar em uma inusitada aplicação: a caderneta de poupança. O banqueiro notou que o mês de maio de 1988 teria cinco finais de semana e que nenhum outro investimento conservador bateria o rendimento da poupança naquele mês. Então depositou 21 bilhões de cruzados - aproximadamente US$ 125 milhões - em contas poupança do Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) e da Caixa. Os bancos pagaram o rendimento combinado, mas trocaram as regras para restringir depósitos altos.


Entre os irmãos, Joseph sempre foi o mais conservador. E talvez o principal ativo do Banco Safra seja a imagem de solidez que o acompanha há décadas, a ponto de receber do mercado o epíteto “O banco dos banqueiros”. Hoje em dia, com história envolta por supostos mitos, Joseph Safra vive discretamente administrando seus bilhões em sua mansão de 11.000 m² no bairro paulistano do Morumbi e protegido por agentes que seriam treinados pelo serviço secreto israelense. Da vida pessoal do mais lendário dos banqueiros nacionais, pouco se sabe. Embora só se desloque pela capital paulista de helicóptero, Joseph não tem um estilo de vida extravagante. Nas raríssimas entrevistas, invariavelmente caracterizadas por declarações curtas e formais, sempre deixou claro que gosta de levar uma vida simples e tem outras paixões, como o gosto por livros caros e raros, que fazem deles um dos maiores colecionadores de obras do país. O sobrenome Safra é reconhecido no mundo da filantropia. Joseph é um dos principais doadores dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, além de apoiar associações beneficentes. Na cultura, por meio do Instituto J. Safra, ele adquiriu e doou esculturas de Auguste Rodin, Aristide Maillol e Camille Claude à Pinacoteca de São Paulo. Joseph também faz doações para escolas judaicas e sinagogas. E para o governo de Israel, ele adquiriu e doou o manuscrito original da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, exposto em um museu de Jerusalém. E apesar do estilo discreto os últimos anos trouxeram danos à imagem de Joseph Safra. Apenas em 2015, o sobrenome Safra foi citado na Operação Zelotes (a justiça encerrou a ação penal por falta de provas) e na lista de clientes da empresa de consultoria do ex-ministro Antônio Palocci, que é alvo da operação Lava Jato.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos. Em relação ao símbolo as principais mudanças foram a cor, que recentemente se tornou azul-escuro, assim como todo logotipo. Apesar de não alterar a tipografia de letra, o logotipo foi simplificado com a eliminação da palavra banco.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1955 
● Fundador: Jacob Safra 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Banco Safra S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do J. Safra Group) 
● CEO: Alberto Corsetti 
● Faturamento: R$ 6.14 bilhões (2019) 
● Lucro: R$ 2.21 bilhões (2019) 
● Agências: 112 
● Presença global: 25 países (através do Grupo J. Safra) 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 8.350 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Banco de varejo, empréstimos, investimentos e meios de pagamento 
● Concorrentes diretos: Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, BTG Pactual, XP Investimentos, Cielo e Rede 
● Slogan: Tradição secular de segurança. 
● Website: www.safra.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o Banco Safra, 4ª maior instituição financeira privada do país considerando-se seus totais de ativos sob gestão (R$ 233 bilhões em maio de 2020), tem aproximadamente 2 milhões de clientes e atua como banco múltiplo oferecendo uma ampla linha de produtos e serviços financeiros customizados para empresas e pessoas físicas, através de uma rede de 112 agências localizadas nas principais cidades brasileiras. O Banco Safra é de propriedade integral do Grupo Safra, presente em 165 cidades de 25 países, que engloba o banco suíço J. Safra Sarasin (oferece serviços de investimento, finanças corporativas e análise financeira), o Safra National Bank of New York (um banco comercial de serviço completo, envolvido em operações bancárias internacionais) e a Chiquita Brands (empresa considerada a maior cultivadora e distribuidora de bananas do planeta) e propriedades imobiliárias nos Estados Unidos. 

Você sabia? 
No Brasil o Banco Safra costuma ficar atrás somente do Itaú no quesito rentabilidade sobre o patrimônio líquido. 
A sede do banco é um dos ícones da Avenida Paulista: um edifício de 24 andares com uma imponente fachada revestida de granito marrom, localizada no número 2.100, na esquina com a Rua Augusta. 
Ao longo de quase sete décadas, a família Safra conseguiu construir a imagem de que seu banco é blindado a crises. Um conselho de Jacob, o fundador, acabou virando o lema do grupo: “Se você escolhe navegar os mares das finanças, construa um banco como construiria um barco, com a força para navegar em segurança em meio às maiores tormentas”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Isto é Dinheiro, Época Negócios, Veja e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites financeiros (InfoMoney e Seu Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 19/5/2020