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24.7.19

CARABAO ENERGY DRINK


No mundo, as bebidas energéticas tornaram-se extremamente populares entre o público jovem, urbano e moderno. Ao posicionar essas bebidas como moda e descolada, muitas marcas esqueceram o propósito original de um energético. Mas a CARABAO ENERGY DRINK acredita que as bebidas energéticas foram criadas com a finalidade de fornecer reposição de energia perdida. A marca tailandesa simboliza o espírito dos indivíduos que lutam pela causa em que acreditam. Não pela força, mas com determinação, daí o slogan: “O Espírito de Combate de Carabao”. Por isso a marca posicionou-se como uma bebida energética para aqueles que precisam de “reabastecimento”. 

A história 
Originada na Tailândia, a empresa foi fundada no dia 22 de agosto de 2001 com enorme aporte financeiro do empresário Sathien Setthasit, por Nutchamai Thanombooncharoen e por um amigo próximo e um dos maiores músicos da história asiática, Aed Carabao (pronuncia-se “ED”), nome artístico de Yuenyong Opakul, líder e vocalista de uma popular banda de rock tailandesa chamada Carabao, criada no final da década de 1970 e que a grande maioria dos tailandeses considera como “a voz do povo”. A nova empresa lançou no mercado no dia 28 de outubro de 2002 o energético CARABAO DANG. O nome da marca resultou da associação da empresa com a banda Carabao (que significa “búfalo” em tailandês e, desta maneira, o animal foi levado para a identidade visual da marca, que simboliza também força, energia, em total sinergia com o produto), combinado com o Tawandang Brewery Restaurant, uma microcervejaria e restaurante, fundada em 1999 por Sathien Setthasit, que alcançou sucesso ao oferecer ótima cerveja alemã e comida tailandesa.


Lançado inicialmente em pequenas garrafas de vidro e comercializado com o slogan “Carabao Dang: The Fighting Spirit”, a bebida energética, infundida com vitamina B12 e tendo Aed Carabao como seu principal embaixador, se tornou um sucesso instantâneo. A empresa iniciou suas operações comerciais com três linhas de produção, com capacidade máxima de 275 milhões de garrafas por ano. Rapidamente, a marca ganhou enorme popularidade principalmente, entre os trabalhadores rurais, hoje os maiores consumidores de energéticos do país. Em 2004, com crescimento acelerado no mercado nacional, a empresa intensificou seu processo de internacionalização pelo território Asiático, com o lançamento do CARABAO ENERGY DRINK em 15 países, como por exemplo, Camboja, Mianmar, Afeganistão e Vietnã, além dos Estados Unidos. Já em 2010, a empresa aumentou a capacidade máxima de produção para 205 milhões de latas por ano (embalagem lançada no mercado em 2004).


Em apenas dez anos, no ano de 2012, a marca conquistou 17% do mercado de bebidas energéticas na Tailândia (um dos maiores do mundo). Pouco depois, em maio de 2014, a empresa lançou um novo produto no mercado, um isotônico chamado Start Plus (em 2018, renomeado para CARABAO SPORT). E também o CARABAO SUGAR FREE, a versão do energético sem açúcar. Depois de vários anos de divulgação, marketing e ampliação de suas operações, o ano de 2015 entrou para a história da marca. Primeiro, porque se iniciava o processo de expansão global através do Chelsea, time de futebol da poderosa e bilionária Premier League, principal liga profissional de futebol da Inglaterra. Segundo, porque a empresa no mesmo período obteve faturamento recorde de US$ 225 milhões, conquistando importante participação do mercado de energéticos na Tailândia. Pouco depois, a empresa utilizou a força da marca CARABAO para ingressar em outras categorias de produtos, com o lançamento de águas minerais, cafés prontos para beber e uma linha de cafés instantâneos.


Em 2016, com objetivo de expandir globalmente a marca CARABAO ENERGY DRINK, a empresa iniciou suas operações no enorme mercado do Reino Unido e pouco depois na Espanha, vendendo a tradicional bebida energética em latas de 325 ml. O sabor foi desenvolvido especificamente para corresponder à preferência dos consumidores europeus. No ano seguinte, o mesmo processo foi realizado na China e no Brasil, países vistos como estratégicos na busca por conquistar o mercado global. As mais recentes novidades da marca são o CARABAO GREEN APPLE, um energético com aroma de maçã verde, e o CARABAO MANDARIN ORANGE, com sabor de laranja. Uma bebida energética criada para repor as energias do dia a dia, associada à prática esportiva e hábitos saudáveis. O CARABAO ENERGY DRINK é ideal para qualquer momento. Seja treinando ou praticando esportes, mantendo a saúde ou superando limites. Sempre que uma energia extra for necessária, conte com o energético CARABAO ENERGY DRINK.


Por intermédio do futebol, considerado o esporte mais democrático do mundo com bilhões de fãs espalhados pelo planeta, a marca procurou um ingresso rápido no mercado global, para obter uma fácil aceitação de milhões de consumidores. Para aproveitar a fatia extra projetada para o mercado mundial de bebidas energéticas, a marca começou a investir pesado em patrocínios a grandes times do futebol para conquistar e interagir frequentemente com o público. Esse plano de marketing começou em 2015 com o time de futebol do Reading Football Club, que disputava a segunda divisão inglesa. No final deste ano a marca assinou um acordo para se tornar um dos três principais patrocinadores da equipe do Chelsea. E também passou a ser o principal patrocinador da Copa da Liga Inglesa, rebatizada como CARABAO CUP. Em 2016, a equipe do Flamengo acertou patrocínio com a marca CARABAO ENERGY DRINK por seis temporadas. No primeiro ano do acordo a marca foi exposta nas mangas do uniforme rubro-negro. E a partir de 2018 a marca migraria para a cota máster na camisa. Porém, no final de 2018, com dificuldades de distribuição no país e cláusula de saída em caso de não atingir metas de vendas, a marca acertou o rompimento do contrato com o Flamengo.


A evolução visual 
O logotipo da CARABAO ENERGY DRINK é único entre as marcas de bebidas energéticas, uma vez que foi desenhado pelo próprio Aed Carabao. Representa a força física e emocional das pessoas que possuem o espírito de luta. A imagem estilizada de um crânio de búfalo (inspirada no símbolo de força e energia do animal) com um pássaro vermelho, que representa a liberdade, pode ser visto em toda Tailândia. O tradicional logotipo passou apenas por uma pequena atualização no decorrer dos anos.


Acompanhe abaixo todo o simbolismo e significado da identidade visual do CARABAO ENERGY DRINK.


Os slogans 
Carabao. The bonkers drink for bonkers lives. (2018, Reino Unido) 
Bring it on. (2016) 
Free your inner Carabao. (2016) 
Songs gave them hope, Carabao gives them energy. 
Carabao Dang: The Fighting Spirit.


Para comemorar o título do Chelsea na temporada de 2016/2017 da Premier League, a marca preparou uma campanha ousada e provocativa contra sua grande rival, a Red Bull. A campanha “Wins. Not wings” (algo como “Vitórias. Não asas”, em português) era uma provocação sarcástica contra o slogan de sua maior rival.


Dados corporativos 
● Origem: Tailândia 
● Lançamento: 28 de outubro de 2002 
● Criador: Yuenyong Opakul, Sathien Setthasit e Nutchamai Thanombooncharoen 
● Sede mundial: Bangkok, Tailândia 
● Proprietário da marca: Carabao Tawandang Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Sathien Setthasit 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 40 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Energéticos 
● Concorrentes diretos: Red Bull, Monster, Burn, AMP Energy, Rockstar, Fly Horse, 5-hour Energy e M150 
● Ícones: O crânio de um búfalo 
● Slogan: The Fighting Spirit. 
● Website: www.carabaoenergy.co.uk 

A marca no mundo 
Atualmente a CARABAO ENERGY DRINK vende sua linha de energéticos em aproximadamente 40 países nas Américas (Estados Unidos, México e Brasil), Europa (Reino Unido, Espanha, Holanda, Itália e Alemanha), África (África do Sul e Nigéria), Ásia (China, Coréia do Sul e Malásia), além da Austrália. A marca é a vice-líder de mercado no segmento de bebidas energéticas na Tailândia, com 26% de participação, com amplo crescimento em importantes mercados estrangeiros, como por exemplo, Reino Unido e China. Esses mercados estrangeiros representam mais de 45% das vendas da marca. A empresa possui 12 fábricas com capacidade produtiva de 1.6 milhões de garrafas e 1.1 milhões de latas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), JORNAIS (o Glogo, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 24/7/2019

31.1.12

MONSTER ENERGY DRINK


Ele se tornou um estilo de vida da nova geração embalado por uma lata preta com a marca de uma garra em cores fosforescentes. Como seu nome diz em inglês, ele é um verdadeiro monstro repleto de taurina, cafeína e energia. Foi assim que o MONSTER ENERGRY DRINK ousou desafiar o poderoso Red Bull, não somente no mercado americano como também em muitos outros países mundo afora. E para os mais céticos, a marca americana tem conseguido causar desconforto na líder mundial nessa categoria ao oferecer diversos sabores e muitas inovações em termos de embalagens. Por isso, surpreenda-se com a lata do energético mais animal do planeta. 

A história 
Tudo começou em meados dos anos de 1990 quando a Hansen Natural Corporation, empresa californiana fundada em 1935 por Hubert Hansen e que durante décadas se dedicou ao desenvolvimento de bebidas de alta qualidade feitas com ingredientes naturais, resolveu ingressar no então emergente segmento de energéticos nos Estados Unidos. A primeira tentativa ocorreu em 1997 e foi um verdadeiro fracasso. A empresa sabia que para concorrer com a austríaca Red Bull e tantas outras marcas que surgiam, era preciso desenvolver um produto diferenciado e inovador, que conquistasse uma nova geração de consumidores. Após anos de pesquisas e milhões de dólares investidos, no mês de abril de 2002 estreou no mercado americano o MONSTER ENERGY DRINK. O novo produto continha alguns diferenciais importantes em relação aos concorrentes: sua fórmula continha alta dose de taurina e açúcar. MONSTER ENERGY DRINK também foi o primeiro produto do segmento a utilizar a lata de 16 onças (473 ml), o dobro da quantidade da rival Red Bull, gerando assim um melhor custo benefício aos consumidores.


Outro grande diferencial do produto era sua embalagem, uma lata preta com design arrojado que continha a marca de uma garra verde fosforescente que formava uma letra “M” (clara alusão ao nome da marca), se destacando nas gôndolas dos pontos-de-venda. Além disso, ao contrário dos outros energéticos, MONSTER ENERGY DRINK foi posicionado no mercado como uma bebida diurna, feita para atender consumidores que trabalham, estudam e, portanto, necessitam de uma energia extra para o dia a dia, pois realizam múltiplas tarefas no decorrer do tempo. Este posicionamento foi adotado pela marca depois que pesquisas revelaram a tendência do uso de bebidas energéticas no período da manhã, por jovens ligados a tecnologia, vídeo games, internet, rapidez de informação e agilidade nas decisões. Com isso, ficou claro que MONSTER ENERGY DRINK era um produto dinâmico, não era prejudicial à saúde e totalmente direcionado a produtividade, não somente as baladas noturnas como seus concorrentes. A agressividade com que a marca estreou no mercado podia ser comprovada em seu slogan “Unleash the Beast” (algo como “desencadeie/liberte a besta”).


Pouco depois a empresa lançou no mercado a lata gigante de 24 onças (aproximadamente 700 ml). E para ganhar reconhecimento, investiu em ações ousadas como a amostragem em locais de alta concentração de público jovem, como por exemplo, shows, praias badaladas, festas e eventos esportivos radicais, além de patrocinar atletas como os pilotos Michael Schumacher e Nico Rosberg, o skatista Rob Dyrdek e o piloto de rali Ricky Carmichael. O resultado não poderia ser diferente. MONSTER ENERGY DRINK se tornou um sucesso praticamente instantâneo, ganhando participação de mercado rapidamente e faturando milhões de dólares. Após se consolidar no competitivo mercado americano, nos anos seguintes MONSTER ENERGY DRINK foi introduzido no Canadá, México, Austrália e alguns países da Europa, ganhando rápida aceitação por parte dos consumidores. Já no Brasil a marca desembarcou oficialmente em 2010.


Além disso, a marca surpreendeu o mercado com lançamentos de embalagens e produtos inovadores, como por exemplo, MONSTER LO-CARB (2003), energético com baixa caloria, identificado pela garra azul-celeste; pack com quatro latas (2004); MONSTER KHAOS, (2005), energético com 50% de suco de laranja, identificado pela garra laranja; MONSTER ASSAULT, energético à base de cafeína, refrigerante de cola, taurina, ginseng e guaraná, identificado pela garra vermelha; M-80 (2007), energético com 80% de suco de frutas tropicais e cítricas, identificado pela garra amarela; MIXXD (2008), energético com 30% de suco de frutas, identificado pela garra roxa; NITROUS MONSTER (2009), primeiro energético do mundo formulado com óxido nitroso, substância que deixa a bebida espumante, com aspecto de champanhe, e acondicionado em uma lata de alumínio capaz de ser tampada após a abertura; MONSTER ABSOLUTELY ZERO (2010), energético com zero caloria e açúcar, identificado pela garra preta; MONSTER M3 (2010), energético super concentrado vendido em garrafa de 145 ml; e MONSTER REHAB (2011), mistura de energético, chá e suco de limão. O sucesso da marca foi tanto que em janeiro de 2012 a empresa trocou seu nome para MONSTER BEVERAGE CORPORATION.


Já em 2013, revolucionou o mercado ao lançar o MONSTER MUSCLE, uma bebida energética enriquecida com proteína; além do MONSTER ENERGY SERO ULTRA, com sabor cítrico, zero açúcar e calorias. Com o enorme sucesso e potencial da marca, em meados de 2014 a The Coca-Cola Company comprou 16.7% da MONSTER BEVERAGE CORPORATION por aproximadamente US$ 2.15 bilhões, aumentando assim sua aposta no crescente segmento de bebidas energéticas. O acordo incluiu a transferência de bebidas energéticas da Coca-Cola, como NOS, Full Throttle, Burn e Mother and Play para a MONSTER, que continuou sendo uma empresa com capital aberto na Bolsa de Valores. Esse acordo resultou em um enorme aumento da capacidade de distribuição e o lançamento do MONSTER ENERGY DRINK em diversos países pelo mundo. As últimas novidades da marca atendem pelo nome de MONSTER JAVA (uma bebida à base de café e energético) e MONSTER HYDRO (energético sem gás com alta dose de água).


O marketing 
A marca MONSTER ENERGY DRINK sempre investiu sua verba de marketing em esportes e música, em detrimento aos meio tradicionais de publicidade. E o reconhecimento da marca se deu justamente por apoiar e patrocinar muitos eventos de esportes radicais como MMA, motociclismo, BMX, motocross, rodeio, mountain bike, skate, snowboard e automobilismo, além de esportes eletrônicos. A marca também já promoveu várias bandas de música ao redor do mundo, como Fetty Wap, Iggy Azalea, Savage, Anthrax, entre outras. Grande parte do marketing da marca também é mais ousado. Por exemplo, a marca promove a Monster Energy Girls (um grupo de mulheres com pouca roupa) em diversos eventos.


E nos últimos anos tem intensificado seus grandes patrocínios. Por exemplo, em 2010, para ganhar reconhecimento mundial, a marca se tornou patrocinadora oficial da equipe Mercedes-AMG Petronas Motorsport na F1 e atualmente têm como embaixadores os pilotos Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (que recentemente desenvolveu e ganhou uma linha de energético com a marca MONSTER ENERGY DRINK). Já em 2015 o lutador de MMA Connor McGregor passou a ser um atleta endossado pela marca, exibindo o tradicional M verde em seus calções. Porém, em 2017 a MONSTER ENERGY DRINK realizou sua maior estratégia de marketing, especialmente para os Estados Unidos, quando se tornou a principal patrocinadora da NASCAR (categoria mais popular do automobilismo americano) rebatizando-a para a MONSTER ENERGY NASCAR CUP SERIES. A marca ainda patrocina o piloto (carro) Kurt Busch, um dos mais populares da NASCAR. E ainda serviu como patrocinadora oficial de bebidas energéticas de vários X Games, mais recentemente os jogos de verão de 2017 em Minneapolis e os jogos de inverno de 2017 em Aspen. Atualmente a marca também é a principal patrocinadora de outra importante categoria do automobilismo, o FIA World Rallycross Championship (campeonato mundial de rali). A marca patrocina ainda diversos atletas, celebridades e músicos. Exemplo disso é o motociclista italiano Valentino Rossi.


O logotipo místico 
O logotipo da marca MONSTER ENERGY DRINK é amplamente reconhecido no mundo. E nos tempos de uma comunicação ampla, também se criou teorias da conspiração. O design do logotipo foi criado pela McLean Design, uma empresa de branding sediada no estado da Califórnia. O “M” (em verde neon) é estilizado de forma a implicar que é formado pelas garras de um monstro rasgando a lata. Com a quantidade de pessoas e trabalhos dedicados ao design de logotipos, parecia muito improvável que ninguém tenha percebido as semelhanças do logotipo com o 666 (três ocorrências da letra Vav, o numeral hebraico para seis). E isto aconteceu. Além disso, o slogan da marca “Liberte a fera/besta”, contribuiu ainda mais para que muitos acreditassem fazer referência a “besta” no Livro das Revelações. Outros ainda afirmam que existe uma cruz na letra ‘O’ da palavra MONSTER, que se assemelha a um crucifixo, e que quando a lata é virada de cabeça para baixo, o símbolo fica invertido. Este crucifixo invertido é o mesmo utilizado para simbolizar o satanismo. Tudo isso faz parte da criatividade de mentes ociosas.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: Abril de 2002 
● Criador: Hansen Natural Corporation 
● Sede mundial: Corona, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Monster Beverage Corporation 
● Capital aberto: Sim 
● CEO: Rodney Sacks 
● Presidente: Hilton Schlosberg 
● Faturamento: US$ 3.81 bilhões (2018) 
● Lucro: US$ 993 milhões (2018) 
● Valor de mercado: US$ 35 bilhões (julho/2019) 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Energéticos 
● Concorrentes diretos: Red Bull, AMP Energy, Rockstar, Fly Horse, 5-hour Energy, Hype, Carabao Energy Drink e TNT (Brasil) 
● Ícones: A garra de seu logotipo 
● Slogan: Unleash the beast. 
● Website: www.monsterenergy.com 

A marca no mundo 
O MONSTER ENERGY DRINK tem sua extensa linha de produtos comercializada em mais de 120 países ao redor do mundo, sempre constando entre as três principais marcas do mercado. Os energéticos da marca possuem forte e sólida presença nos Estados Unidos, Austrália, México, França, Holanda, Inglaterra e Bélgica. Aproximadamente 90% do faturamento da empresa em 2018, mais de US$ 3.8 bilhões, foi proveniente da venda do energético com a marca MONSTER, que possui mais de 30 diferentes produtos energéticos no mercado americano. 

Você sabia? 
A fórmula do MONSTER ENERGY DRINK, além dos ingredientes convencionais como cafeína, taurina e guaraná, é enriquecida com vitaminas B3, B6, B2 e B12, o que o torna uma bebida completa e nutritiva e atende as visões do produto, pois auxilia na capacidade de concentração e rapidez das reações. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 28/7/2019

14.4.11

TNT ENERGY DRINK


TNT Energy Drink é a mais séria e bem sucedida tentativa de uma marca genuinamente brasileira ingressar no agressivo e competitivo mercado de bebidas energéticas no país, fazendo a líder absoluta do setor, a austríaca Red Bull, estremecer. Com posicionamento agressivo e milhões de reais aplicados em campanhas de marketing certeiras, a marca atingiu seu público alvo com uma força devastadora. Afinal, TNT fornece energia de sobra para aproveitar cada momento da vida com ânimo e disposição. 

A história 
Tudo começou quando a tradicional Cervejaria Petrópolis, mais conhecida por produzir a cerveja Itaipava (conheça essa história aqui), resolveu ingressar no bilionário e competitivo mercado de bebidas energéticas no país. A tarefa não seria fácil. Muitas marcas tentaram. E fracassaram. Outras, como a Burn, da poderosa Coca-Cola (saiba mais aqui), parece não conseguir emplacar. O problema atendia por um nome: Red Bull (conheça essa outra história aqui). Para concorrer com a agressiva marca austríaca, os executivos da empresa investiram muito em pesquisa, e sabiam que tinham que criar um produto diferente, com apelo único e personalidade forte. Finalmente, em agosto de 2009, o TNT Energy Drink, uma bebida à base de taurina, cafeína e carboidratos, produzida para consumo antes da prática de esportes e das atividades do dia a dia, foi lançado no mercado, inicialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. O produto estava disponível em duas versões: Normal (lata vermelha) e Zero Açúcar (lata preta e com apenas 11 calorias).
  

A nova marca chegou ao mercado com pioneirismo: primeira bebida energética do país a ter o selo higiênico de proteção e uma embalagem com as letras TNT impressas com tinta especial que brilhavam na “luz negra”, conhecida popularmente nas baladas como “lâmpada berinjela”. O lançamento foi amparado por uma vasta cobertura de mídia em revistas e TV. Além disso, para integrar as ações de lançamento do energético foi desenvolvido também peças de ponto de venda como cartaz, banner, display de latas, cooler e frotas, distribuídas em casas noturnas, bares, restaurantes, lojas de conveniência, lojas de alimentos e bebidas importadas, super e hipermercados, e vinheta para as festas que traziam na chamada o slogan: “Detone”, que destacava o poder energético da bebida, fazendo uma comparação com dinamite prestes a explodir.
  

Pouco depois, no mês de outubro a marca criou o TEAM TNT, que consistia no apoio a um grupo de esportistas olímpicos e atletas radicais brasileiros de projeção internacional, como Cesar Cielo, Flávio Canto, Rodrigo Minotauro e as irmãs gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Feres. Em pouco mais de três meses de mercado, o TNT Energy Drink já era presença constante no apoio de uma série de eventos esportivos, como a Oi Mega Rampa, e também em patrocínios inovadores, como o que estampou sua marca nos carros dos pilotos - o então campeão Jenson Button e Rubens Barrichello - da escuderia Brawn GP no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.
   

Num primeiro momento houve uma explosão de receptividade no mercado por parte dos consumidores por conta de dois aspectos principais: o sabor que agradou ao mais exigente paladar e um estrondo no meio esportivo por conta de um alto investimento em um projeto de patrocínio arrojado que cobria diversas categorias de esportes distintos. Em 2010, com pesados investimentos em marketing e utilizando a enorme e eficiente rede de distribuição da Cervejaria Petrópolis, o TNT Energy Drink cresceu em participação de mercado e passou a disputar lugar nas prateleiras de grandes redes varejistas e lojas de conveniência com outras marcas como Burn, Red Bull, Flying Horse, entre outros.
  

Nos anos seguintes a marca expandiu consideravelmente sua linha de produtos com o lançamento do TNT Energy Bullet (2011), um energético concentrado, de fácil manuseio, que podia ser consumido em temperatura ambiente, não necessariamente gelado, em uma embalagem de 60 ml, que correspondia à meia lata da versão original; e do TNT Energy CAPS (2012), um suplemento de cafeína em cápsula para atletas, cuja porção equivale à soma de três latas do energético original, ou seja, 210 miligramas. Em 2014 a marca lançou seu primeiro energético com sabor (maçã verde), que fazia parte da linha EXPLOSIVE EDITION. Além disso, a marca introduziu novas embalagens como as latas de 473 ml e 350 ml. Para concorrer em um mercado tão competitivo, a TNT Energy Drink teve cada vez mais que inovar e, em 2015, lançou um novo sabor (tangerina), buscando assim novos consumidores e estímulo por novas situações de consumo.
  

Em 2019 ampliou sua linha com três novos sabores: Açaí e Guaraná, Citrus e Pêssego. Sempre com seu foco em inovação, em 2020 ingressou em uma nova categoria de produto com o lançamento do TNT Sports Drink, o primeiro isotônico da marca, disponível em quatro refrescantes sabores - uva, limão, laranja e tangerina - e em modernas garrafas de 500 ml. O TNT Sports Drink é uma valiosa fonte de hidratação e recuperação dos atletas, já que sua fórmula foi pensada e desenvolvida para repor nutrientes e sais minerais perdidos na atividade física.
   

A inovação continuou em 2021 com o lançamento da linha TNT Energy Focus, que além de taurina e cafeína, foi o primeiro energético rico em colina (substância diretamente relacionada com a função cerebral, que melhora a memória e capacidade de aprendizado) em sua fórmula e zero açúcar. Em 2022 a marca ampliou seu portfólio com o lançamento da linha TNT Energy Juice com o sabor Mango Summer, energético tropical composto por um mix de frutas com predominância do sabor de manga. Além disso, a marca ampliou a linha Focus com um sabor inovador: o TNT Focus Pink Lemonade.
   

As embalagens 
Um dos principais símbolos de reconhecimento da marca por quase uma década foram suas latas vermelha (original) e preta (sem açúcar), facilmente reconhecidas por milhões de consumidores no ponto de venda. Mas essas latas acompanharam a evolução da marca e ganharam visual renovado. A primeira remodelação ocorreu em 2019, quando o novo visual foi inspirado em expressões urbanas, destacando a arte de rua brasileira e sua essência de preenchimento de espaços vazios e verticalidade. Nas embalagens, o T e N ganharam protagonismo e formavam um paredão. Os sabores dos energéticos eram representados por cores diferentes, sempre em tons vibrantes, que combinavam com o vermelho original e a assinatura cromática de TNT Energy Drink.
  

Já em 2021 a A TNT Energy Drink anunciou um rebranding radical de suas latas, que se tornaram mais atraentes, arrojadas e coloridas. O novo layout (imagem abaixo) é focado no conceito de arte de rua, que já fazia parte do posicionamento de comunicação da marca, destacando os grafites. 
  

Marketing explosivo 
No início, um dos principais investimentos de marketing era o TEAM TNT. Com objetivo de promover e incentivar o esporte brasileiro, a marca patrocinou um verdadeiro time de campeões, que reunia atletas que se destacavam em diversas modalidades nos esportes de ação, como por exemplo, automobilismo, BMX Bike, lutas marciais, paraquedismo e skate. O apoio a esses atletas também ajudava a destacar os benefícios funcionais do produto, que proporcionava mais energia para que as pessoas encarassem diferentes atividades do dia a dia com muito mais disposição. O TEAM TNT chegou a ter atletas renomados como Luigi Cani (paraquedista radical), Junior Cigano, José Aldo e Renan Barão (MMA), Tony Kanaan (automobilismo), Rony Gomes, Bob Burnquist e Letícia Bufoni (skate). Atualmente o time de atletas consagrados patrocinado pela TNT é composto pela surfista Chloé Calmon, as skatistas Dora Varella e Pamela Rosa, os gamers Nobru e Cerol, o skatista paratleta Vini Sardi, os skatistas Lucas Xaparral e Rony Gomes, e o piloto Enzo Fittipaldi.
  

Além disso, a marca investiu pesado em patrocínios para se tornar o energético oficial da Scuderia Ferrari (em 2012 assinou um contrato de US$ 5 milhões para estampar sua marca nos carros), da equipe Chip Ganassi de Formula Indy, do reality show TUF Brasil (The Ultimate Fighter) e do UFC (maior campeonato de artes marciais do mundo) no Brasil.
   

Atualmente a marca investe forte no patrocínio de festivais de música influentes e competições e eventos de games (como a Gamescom), buscando assim ampliar o diálogo por meio de plataformas de lifestyle, cultura jovem, tecnologia e música, contribuindo para experiências integradas. Além disso, através do TNT Sports Drink patrocina equipes de futebol como fornecedor oficial de bebidas isotônicas, incluindo Atlético, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Corinthians, Santos e São Paulo.
  

A identidade visual 
A identidade visual da marca TNT Energy Drink passou por apenas uma única e radical remodelação ao longo de sua história. E isso ocorreu em 2019 quando o logotipo apresentou nova tipografia de letra (que ganhou projeção vertical) e um tom de vermelho um pouco mais vívido, com a inscrição “Energy Drink” perdendo um pouco de destaque.
  

O atual logotipo da marca pode ser aplicado de duas maneiras, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Energia pra não parar. (2024) 
Resistir é mudar. (2021) 
Pode vir. (2016) 
Detone. (2009)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2009 
● Criador: Cervejaria Petrópolis 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Cervejaria Petrópolis S/A 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Walter Faria 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Energéticos e isotônicos 
● Concorrentes diretos: Red Bull, Monster, Flying Horse, Flash Power, Burn, Fusion, Gladiator, Nos, Mood, Reign, Engov Up, Gatorade, Powerade e Sorox 
● Ícones: A lata com selo de proteção 
● Slogan: Energia pra não parar. 

A marca no Brasil 
Distribuído e produzido pelo Grupo Petrópolis, o TNT Energy Drink, está presente em mais de 20 estados do país, especialmente nas regiões sul e sudeste, sendo presença constante em supermercados, lojas de conveniência, bares e casas noturnas. Terceiro energético mais consumido do mercado, anualmente são vendidas mais de 100 milhões de latas. 

Você sabia? 
Em 2018 a TNT Energy Drink anunciou o lançamento da primeira coleção ResisTNT, composta por roupas e acessórios e inspirada na resistência para enfrentar as batalhas diárias. As peças foram desenvolvidas através de co-branding com Cotton Project, ÖUS, Storvo e Piet. Com isso, a marca queria se conectar mais com o consumidor de lifestyle e moda urbana, fomentando o streetwear brasileiro. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Época Negócios e Embalagem Marca), jornais (Valor Econômico, Estadão e Meio mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/6/2024 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

8.5.06

RED BULL


Aumenta a resistência física, acelera a capacidade de concentração e a velocidade de reação, dá mais energia e melhora o estado de espírito. Tudo isso pode ser encontrado em uma simples latinha de RED BULL, a bebida energética que graças, em grande parte, a geniais campanhas de marketing, uma excelente distribuição e um bom projeto de embalagem, conseguiu alcançar um sucesso global. A marca do touro vermelho, famosa pelo slogan “Red Bull te dá asas”, tem como público-alvo os jovens e esportistas, dois segmentos atraentes e igualmente difíceis de lidar. E faz isso como ninguém. Afinal, com um produto pioneiro, um marketing ímpar e criação de entretenimento, a marca se transformou em uma máquina eficiente capaz de faturar muito, mas muito dinheiro. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 1980, quando o austríaco Dietrich Mateschitz (imagem abaixo) costumava viajar pelo continente asiático a negócios. Em uma de suas viagens, enquanto executivo de marketing de uma empresa alemã de cremes dentais, chamada Blendax, descobriu casualmente, na Tailândia, um líquido que continha, entre outras substâncias estimulantes, altas doses de cafeína e taurina. A bebida chamada “krating Daeng” (que significa “búfalo de água” em tailandês) e inventada em 1976 por Chaleo Yoovidhya, era muito popular entre motoristas de táxis e caminhoneiros, submetidos a jornadas de trabalho extenuantes. Um deles, ao apanhá-lo no aeroporto, garantiu: “um copo disso e seu cansaço vai embora”. Com seu faro para bons negócios, o empreendedor e visionário voltou para a Áustria levando uma pequena amostra desses compostos, uma grande ideia na cabeça e fundou uma empresa, tendo como sócio o próprio Chaleo Yoovidhya (que faleceu no dia 17 de março de 2012), na qual investiram US$ 500 mil cada, para iniciar o desenvolvimento da bebida.
  

Começou então a árdua tarefa de aprimorar a fórmula (acrescentando gás à receita original, para torná-la mais familiar ao paladar ocidental) e conseguir a aprovação para comercializar o conteúdo da bebida, pois se tratava de um produto desconhecido com uma dose de cafeína três vezes maior do que um refrigerante comum. Sua visão clara sobre o que fazer e seu conhecimento científico sobre o produto foram muito importantes no desenvolvimento deste novo tipo de bebida. Depois de uma espera de três anos para obter a licença para a fabricação do produto no país, surgia uma bebida energética gaseificada chamada RED BULL, lançada exatamente no dia 1 de abril de 1987 no mercado austríaco.
  

A embalagem teria que diferenciar o produto de outras bebidas. Para tal, contratou uma empresa de alumínio para fabricar latas de um tamanho pequeno, mas especial, com um rótulo de duas cores (azul e prateado), fácil de identificar entre outras embalagens do mesmo tipo nas prateleiras dos supermercados e lojas de conveniência. Uma lata de 250 ml de RED BULL continha 20 gramas de açúcar, 1.000 mg de taurina, 600 mg de glucuronolactona (carboidrato derivado da glicose), 80 mg de cafeína e vitaminas do complexo B. A empresa foi a primeira a utilizar no mercado o termo “Energy Drink” (em português, conhecido como “bebida energética”), inaugurando assim uma nova categoria de produto. O sucesso foi tão grande, mais de 1 milhão de lata vendidas, que além de chamar a atenção e a curiosidade das pessoas, trouxe algumas dúvidas sobre o novo produto. Por isso, o lançamento de RED BULL foi acompanhado por intensos testes científicos e pesquisas médicas. Todos estes estudos confirmaram os efeitos positivos do produto e a segurança total de seus ingredientes.
   

Em 1989, o então piloto austríaco de Fórmula 1 Gerhard Berger tornou-se o primeiro atleta de esportes motorizados a ser patrocinado pela marca, que ganhou visibilidade na categoria mais importante do automobilismo mundial. Ainda neste ano o produto foi exportado pela primeira vez para Cingapura e, em 1994, para a Hungria. Logo depois já se fazia presente em todos os países europeus, especialmente no Reino Unido (1995) e na Alemanha. E no final da década a bebida chegou aos Estados Unidos (1997) e ao mercado brasileiro (1999). Em 2000, o anúncio de Aladin, personagem do famoso conto de fadas árabe, foi a maneira perfeita de anunciar o lançamento de RED BULL em alguns países do Oriente Médio. Somente em 2003 o produto ganhou uma nova versão: o RED BULL SUGAR-FREE (sem adição de açúcar e apenas 3 calorias por 100 ml), lançado simultaneamente em 40 países ao redor do mundo. Nesta época, RED BULL já havia ingressado no contexto das baladas e festas. Afinal, o energético era misturado com inúmeras outras bebidas para se tornar imprescindível em qualquer celebração.
   

Em 2008, a marca expandiu seu portfólio para outra categoria de produto pela primeira vez com o lançamento do RED BULL COLA, um refrigerante de cola com ingredientes totalmente naturais (entre eles noz de cola, que tem gosto amargo, grande quantidade de cafeína e folha de coca), sem adição de conservantes e outros aditivos sintéticos. Apesar de mais uma vez ter encontrado barreiras na aprovação das autoridades e comercialização, o novo produto pode ser encontrado na Áustria, Estados Unidos, Rússia, Suíça, Reino Unido, Irlanda e Itália. Ainda neste ano, finalmente RED BULL foi lançado no mercado francês, isto porque, até então só podia ser comercializado em farmácias por causa da substância taurina, e a empresa não queria que o produto fosse vendido ou taxado como “remédio”.
   

Outra novidade da marca, lançada em 2009, como teste de mercado, foi o RED BULL ENERGY SHOT, um energético com altas doses de cafeína e taurina, capaz de dar energia por horas. Ou seja: muito mais cafeína em uma quantidade menor de líquido. Em 2012, a marca lançou o RED BULL TOTAL ZERO, com zero açúcar, calorias e carboidratos. Além disso, a marca diversificou suas opções de embalagens com o lançamento das latas de 355 ml e 473 ml em alguns mercados onde está presente. Em 2013, a marca mais uma vez inovou ao lançar no mercado versões com aroma e sabor. A linha RED BULL EDITION apresentou três produtos: The Red Edition (cranberry), The Blue Edition (blueberry) e The Silver Edition (limão). A empresa resolveu desenvolver os novos sabores após realizar uma pesquisa que revelou que 5% das pessoas não consomem energéticos por causa do sabor tradicional. Pouco depois, mais dois sabores foram adicionados a linha: The Orange Edition (laranja) e The Yellow Edition (frutas tropicais).
    

Para ampliar a base de consumidores, então concentrada em jovens interessados em esportes radicais ou em baladas e festivais, estava claro que a saída era diversificar o apelo. E a RED BULL começou a associar sua marca a outras atividades que não apenas a esportiva. Por exemplo, em 2013, inaugurou seu primeiro centro cultural no Brasil, o RED BULL STATION, na cidade de São Paulo. Na Europa, já possuía cinco desses centros culturais. E para atingir um público cada vez mais amplo, em 2018, foi lançado o RED BULL ZERO, uma nova formulação sem açúcar desenvolvida para ter um sabor mais parecido com o original. Além disso, em 2019 a empresa lançou o Organics by Red Bull, uma linha de refrigerantes orgânicos com quatro sabores (limão amargo, ginger ale, água tônica e cola). Já no Brasil, a marca adotou a estratégia de lançamento de edições especiais e sazonais (batizadas de SUMMER EDITION) com novos sabores como Açaí (2017), Coco com um toque de Açaí (2018), frutas variadas da estação (2019), Melancia (2020) e Pitaya (2021).
  

A marca austríaca foi uma das pioneiras na exploração do chamado marketing experimental, que consiste em fazer com que seu público-alvo viva experiências relacionadas à marca, como eventos culturais e esportivos, viagens e degustações. Hoje existe certo consenso de que a RED BULL já não é uma fabricante de energéticos e muito menos de bebidas. É uma enorme empresa de comunicação que, sob uma marca forte como guarda-chuva, produz e comercializa todo tipo de conteúdo de alto impacto. Ao associar-se a conteúdos ou propriedades esportivas, culturais, sociais, ambientais - dentre outras áreas -, a RED BULL tangibiliza seu universo de significados, cria experiências, engajamento e, por consequência, amplifica o potencial de ter maior valor atribuído por seus públicos. Afinal, o importante é o que os consumidores pensam quando seguram uma lata de RED BULL nas mãos.
   

O marketing do touro 
Sua fórmula não está protegida por patentes. Todas as grandes empresas do mundo, entre elas a poderosa The Coca-Cola Company, lançaram concorrentes, sem, no entanto, ameaçar a hegemonia da marca RED BULL na maioria dos países onde atua. Mais: a principal sustentação do produto não se encontra em suas difusas propriedades energéticas, sintetizadas no posicionamento “RED BULL revitaliza o corpo e a mente” ou no slogan “Red Bull te dá asas” (em inglês, “Red Bull Gives You Wings”), criado em 1997 e traduzido nos mais de 170 países onde a bebida é comercializada. Apesar de popular, o slogan representado por comerciais animados onde muitas vezes touros são as estrelas, custou caro à empresa. Isto porque, há alguns anos atrás, a RED BULL topou pagar a quantia de US$ 13 milhões para encerrar uma ação coletiva nos Estados Unidos que a acusava de propaganda enganosa. Afinal, ninguém “ganhou asas”, alegavam os consumidores.
   

A força da marca reside em um marketing de conteúdo agressivo, inovador e surpreendente, dirigido para consumidores jovens, geralmente abaixo dos 35 anos de idade. O logotipo dos dois touros vermelhos aparece em campanhas de massa apenas eventualmente. A RED BULL não gosta de dividir patrocínios. Por isso, na Fórmula 1, onde de 2010 a 2013 conquistou os títulos de construtores e pilotos (com o alemão Sebastian Vettel), possui equipes próprias: a RED BULL RACING (conhecida popularmente como RBR) e a Scuderia AlphaTauri (antiga Scuderia Toro Rosso). Essa ligação com a categoria de automobilismo mais importante do mundo começou ainda em 1995, através de uma parceria, que duraria 10 anos, entre a RED BULL e a antiga equipe Sauber. Já na NASCAR, categoria de automobilismo mais popular dos Estados Unidos, chegou a possuir outra equipe, a RED BULL TEAM. E na Moto GP, a marca possui a escuderia Red Bull KTM Factory Racing.
   

No futebol, adquiriu e comanda quatro equipes: uma na Áustria (Fussball Club Red Bull Salzburg), uma nos Estados Unidos (Red Bull New York), uma na Alemanha (RB Leipzig) e mais recentemente outra no Brasil (Red Bull Bragantino). E no hóquei no gelo possui desde 2000 o Red Bull Salzburg (Áustria) e o time alemão EHC Red Bull München.
   

Mas a preferência é por eventos esportivos exclusivos da marca, necessariamente mirabolantes e que atraiam grandes multidões e a alta atenção da mídia. Pode ser uma prova de mountain bike no interior de Minas Gerais. Ou uma corrida de MotoCross em uma praça de touros na Espanha, que deu origem ao evento RED BULL X-FIGHTERS, realizado pela primeira vez em 2001, cujo inovador conceito misturava o esporte MotoCross na categoria livre com a tradição local de touradas da região. E ainda um dos espetáculos esportivos mais sensacionais do mundo, o RED BULL CLIFF DIVING, que estreou em 1997 com os mergulhadores mais corajosos e ousados do mundo saltando de penhascos e mergulhando nas águas costeiras de belas cidades. Ou ainda uma corrida de aviões, a RED BULL AIR RACE, até então única no mundo, nos céus de grandes cidades, como Barcelona ou Budapeste, cujo público sempre superava um milhão de pessoas. Ou até mesmo a RED BULL PAPER WINGS, um campeonato mundial de arremessos de aviões de papel disputado desde 2006 por participantes de mais de 60 países em três categorias (maior tempo de voo, maior distância e acrobática) acompanhado com entusiasmo por milhares de jovens no mundo, e cujo campeão, por duas ocasiões (2006 e 2009) foram brasileiros, Diniz Nunes e o paulistano Leonard Ang.
   

A RED BULL também patrocina atletas importantes que se dedicam à prática profissional de esportes radicais como snowboard, esqui, escaladas, ultraleve, kitesurfing, surfe, Fórmula 1, motociclismo, entre outros. O programa de patrocínios da RED BULL só se tornou global em 1994, quando os lendários windsurfistas Robby Naish e Björn Dunkerbeck foram contratados como primeiras estrelas internacionais do esporte. Hoje em dia, são mais de 750 atletas patrocinados pela marca em todo o mundo, incluindo os brasileiros Neymar, Yndiara Asp (skate), Cacá Bueno (automobilismo) e Ítalo Ferreira (surfe). Além disso, a RED BULL apoia e patrocina atividades e competições de skating urbano, ciclismo, mountain bike, surfe, iatismo e eSports (esportes eletrônicos), praticados por jovens descolados.
   

Um dos garotos-propaganda preferidos da RED BULL é o homem-voador Felix Baumgartner. O paraquedista já sobrevoou o Canal da Mancha com uma “Asa Red Bull” na tentativa de bater o recorde mundial de distância (35 km) e saltou do então prédio mais alto do mundo, o Petronas Tower (468 metros), na Malásia, sempre vestido com um traje alado. No Brasil, ficou famoso em 1999, quando pulou do Cristo Redentor. O mundo inteiro estampou as fotos das peripécias do aventureiro e consequentemente o logotipo da RED BULL. Exatamente no dia 14 de outubro de 2012 o homem-voador mais uma vez surpreendeu: quebrou a velocidade do som e realizou o salto em queda livre mais alto do mundo (39.014 quilômetros, com queda livre de 4:19 minutos de duração - o salto estratosférico inteiro durou 9 minutos). O projeto, batizado de RED BULL STRATOS e totalmente patrocinado pela marca, quebrou quatro recordes mundiais: o do salto mais alto, o primeiro homem a quebrar a barreira do som, o voo mais alto a bordo de um balão e o evento mais assistido em streaming de todos os tempos, foram mais de oito milhões de pessoas vendo o feito no YouTube (conheça a história desta outra marca aqui).
   

Outro exemplo da agressividade da marca no marketing ocorreu em 2008, quando a tradicional Piazza San Marco, em Veneza, na Itália, sofreu uma inundação, e o surfista Duncan Zuur, patrocinado pela RED BULL, “pegou uma onda” na enchente e surfou até a polícia chegar e acabar com a festa. O “feito” ganhou os jornais do mundo inteiro e só na internet o vídeo foi visto mais de um milhão de vezes. Outro fator que contribuiu para o sucesso da marca foi a boa e agressiva distribuição do produto, além das ações promocionais de amostragem. Nas faculdades, recrutam estudantes (chamados SBM - Student Brand Manager) para representar a marca junto aos jovens, que são responsáveis por uma área específica do marketing da empresa chamada Consumer Collecting. Dependendo do país, a RED BULL dispõe de carros (geralmente dos modelos VW New Beetle e Mini Cooper) pintados com o logotipo da marca e com uma enorme lata do energético na capota que circulam conduzidos geralmente por estudantes (que fazem parte do MET - Mobile Energy Team) em locais onde os jovens costumam se reunir, para promover e distribuir gratuitamente o produto. Além disso, as Wings Team são funcionárias exclusivas da RED BULL que trabalham como embaixadoras da marca levando doses extras de energia para pessoas que precisem de bem-estar físico e mental.
   

A marca também deu atenção para a criação de outros tipos de conteúdos que não estejam relacionados ao esporte, como jogos de console, jogos de computador e diversos outros tipos de game, mundo da música, da dança, documentários e filmes. Com isso, surgiu em 1998 a RED BULL MUSIC ACADEMY, uma academia de música que realiza encontros e festivais anuais em uma cidade diferente do planeta com o objetivo de trocar ideias sobre as tendências e os caminhos da criação e da produção musical no mundo. Deles participam integrantes ligados à cena musical - DJs, produtores, músicos, compositores, entre outros - selecionados via processo de inscrição. A THE RED BULLETIN, uma revista de estilo de vida publicada desde em 2005 e que apresenta histórias de esportes, cultura, música, vida noturna, empreendedorismo e estilo de vida. A RED BULL RECORDS, uma produtora musical criada em 2007 com mentalidade avançada que assume uma abordagem progressiva com relação ao marketing, distribuição e relações com os artistas. Esses artistas influenciam e fazem avançar a cultura pop. O selo musical permite manter um número restrito de músicos/bandas na família RED BULL e fazê-los crescer de modo único. E também a RED BULL ARTS, um programa de bolsa de artes lançado em 2013, que normalmente consiste em um período de três meses durante o qual seis a oito participantes criam novas obras de arte a serem exibidas em uma exposição final.
  

Muito mais que uma simples fabricante de bebidas energética, a RED BULL é hoje uma empresa de entretenimento e mídia. E para gerenciar e coordenar tanto conteúdo gerado pela marca foi criada em 2007 a RED BULL MEDIA HOUSE, uma divisão de mídia internacional que produz, publica e distribui materiais impressos, audiovisuais e multimídia do universo RED BULL nos campos de esportes, cultura, estilo de vida e entretenimento. Desde filmes para televisão, documentários, mídias impressas e digitais, músicas e jogos, os produtos desta divisão podem ser vistos e compartilhados através de diversos dispositivos e plataformas em todo o mundo. Outra importante ferramenta de comunicação e geradora de conteúdo é a RED BULL TV, um canal multiplataforma que conta com transmissões de vídeos, programas, documentários e eventos patrocinados pela marca, além de reunir um enorme acervo, organizado de acordo com categorias de esporte ou pelas publicações mais bem votadas, recentes ou populares. A RED BULL TV leva a adrenalina das pistas de esportes radicais e do entretenimento cultural de todo o mundo para as telinhas.
  

A bebida pode ser encontrada também em bares e discotecas, o que não é muito positivo para a publicidade do produto, em virtude da sua associação ao álcool e às drogas. Porém, trata-se de um fato que fugiu completamente ao controle da empresa. Por tudo isso, aproximadamente 30% de seu faturamento é reservado para investimentos em marketing.
  

A marca voando alto 
A RED BULL AIR RACE foi uma competição eletrizante em que os pilotos mais talentosos do mundo desafiavam uns aos outros em uma fantástica corrida aérea de velocidade, onde a precisão e a habilidade eram fundamentais. A competição apresentava uma nova e dinâmica categoria de pilotagem conhecida por “Air Racing”, onde o objetivo era seguir uma rota repleta de desafios no céu fazendo o menor tempo possível. Voando sozinhos contra o relógio, os pilotos deviam executar giros apertados em um circuito slalom que consistia em mastros ou pilões especialmente projetados, chamados de “Air Gates”. Voar perto do chão a velocidades que podiam alcançar até 400 km/h enquanto difíceis manobras eram feitas requeria uma habilidade imensa que apenas certo número de pilotos no mundo possuía. Por isso eles eram selecionados a dedo de acordo com suas perícias e experiência. Esses pilotos estavam no auge de suas carreiras. E tinham mesmo que estar: a competição exigia muito de suas habilidades de pilotagem. Para ter uma ideia, eles tinham que suportar forças de até 10G. Não havia espaço para erros. O que fazia a Air Race tão eletrizante e interessante para os espectadores era a proximidade com a multidão. Voos baixos e rasantes em uma rota relativamente compacta davam às pessoas um gostinho da emoção de perto. A criação da Air Race foi idealizada pela RED BULL, que convidou o renomado piloto húngaro Peter Beseynei para ajudar a definir o conceito do evento.
  

A primeira RED BULL AIR RACE aconteceu no Air Power em Zeltweg na Áustria em 2003. O evento foi um enorme sucesso. Estava claro que a competição tinha enorme potencial. Os eventos subsequentes aconteceram na Hungria, Inglaterra e Estados Unidos e seguiram uma evolução até chegarem ao formato de campeonato mundial: a RED BULL AIR RACE WORLD CHAMPIONSHIP. A primeira série mundial começou em 2005, acontecendo em sete lugares diferentes do mundo com 10 pilotos aclamados internacionalmente competindo. 11 pilotos participaram da edição de 2006 em nove localidades internacionais espetaculares, quando o americano Kirby Chambliss ganhou o título de campeão mundial na etapa final em Perth na Austrália. Em 2007, o Brasil ganhou uma etapa tendo a Baía de Guanabara na cidade do Rio de Janeiro como palco da disputa. Depois de quatro anos, período no qual serviu para melhorar a segurança e reorganizar o evento, a competição voltou a ser realizada em 2014. Mas uma coisa continuou igual: era a competição de esporte motorizado mais estimulante nos céus. Após 16 anos, em 2019 a RED BULL anunciou o fim da Air Race, ferramenta vital para expor a marca na mídia mundial. A derradeira prova ocorreu em Chiba, no Japão, consagrando o piloto australiano Matt Hall como o último vencedor do campeonato.
  

Se divertindo no ar 
A palavra “Flugtag” em alemão significa o “dia do voo”. O primeiro RED BULL FLUGTAG (ou Dia de Voar) foi realizado na cidade de Viena na Áustria em 1992 e não passava de um concurso de geringonças voadoras que eram arremessadas de um deck de seis metros para o objeto voar (quando isso acontecia) pela imensidão azul. Desde então, o sonho de voar com máquinas caseiras se espalhou pelo mundo. Da Irlanda para os Estados Unidos, da Itália para a República Tcheca, da Alemanha a Portugal e recentemente para o Brasil. É um evento para todos aqueles que amam aventura, têm inspiração, senso de humor e interesse em mostrar suas habilidades e criatividade em invenções através de engenhocas (muitas vezes um misto de carro alegórico com asa delta). A ideia é reunir aventureiros dispostos a encarar o desafio de projetar e construir máquinas voadoras. O que conta é a originalidade, criatividade e desempenho de voo. Até hoje centenas de eventos foram realizados em diversas cidades de mais de 60 países com a participação de mais de 370.000 pessoas. O recorde de voo mais longo registrado até agora é de 78.5 metros, conseguido em 2013 na competição de Long Beach, na Califórnia. Elefantes voadores, hambúrgueres planando, pianos com asas - tudo o que você possa imaginar. E milhões de espectadores testemunharam isso no Red Bull Flugtag, um dos mais divertidos espetáculos da Terra.
  

O templo dos touros vermelhos 
Só pode ser louco! É assim, em tom crítico, mas com indisfarçada admiração, que muitos austríacos olham para um dos feitos extravagantes do empresário Dietrich Mateschitz: o HANGAR-7, inaugurado no dia 22 de agosto de 2003 e localizado no aeroporto de Salzburgo na Áustria e melhor tradução da estratégia de marketing da marca RED BULL. Ao olhar para a imponente estrutura elíptica de aço e vidro fica mais fácil entender como o criador da bebida energética RED BULL se tornou o mais famoso morador da cidade desde Wolfgang Amadeus Mozart, nascido há mais de 260 anos. O HANGAR-7 é uma espécie de templo para o culto aos dois touros vermelhos estampados nas latinhas do famoso energético. Para fazer jus ao slogan “RED BULL te dá asas”, a empresa estaciona no HANGAR-7 uma coleção de helicópteros e 25 aviões, entre bombardeiros, caças da Segunda Guerra Mundial e jatos de treinamento, como por exemplo, o B-27 Mitchell, de 1945, todos em perfeitas condições de voo. Aproximadamente 200 mil visitantes passam todo ano pelo local, também para conhecer outras paixões do empresário, como os carros de Fórmula 1 das equipes patrocinadas pela marca, motocicletas alucinantes, exposições de arte contemporânea e apresentações de música ao vivo. Tudo circundado por passarelas de vidro.
   

O local possui também salas reservadas, atribuindo um lado de exclusividade ao ambiente. Em dois bares futuristas (um deles na cobertura) são servidos coquetéis à base do energético e o badalado restaurante Ikarus recebe os clientes que não se incomodam com a fila de espera de até três semanas por uma mesa. Os pratos mudam a cada mês, de acordo com um programa que prevê um rodízio constante de chefs internacionais renomados e talentosos. Com mais de 100 metros de comprimento e 67 metros de largura, este museu foi construído tendo por base uma maquete de uma turbina de um avião. O HANGAR-7 tem ainda a particularidade de ser o único museu no mundo onde todos os exemplares expostos se encontram em perfeitas condições de funcionamento e aptos para andar/voar. Pouco conhecido do público é o HANGAR-8, uma garagem menor onde são recuperados os modelos recém adquiridos pela FLYING BULLS, subsidiária criada em 1999 especialmente para administrar a preciosa frota.
  

O gênio por trás da marca 
Todo este sucesso da RED BULL fez de Dietrich Mateschitz um dos empresários mais ricos do mundo, segundo a revista americana Fortune, cujo patrimônio pessoal atinge US$ 25.4 bilhões (outubro/2021). O austríaco, de descendência croata e que nasceu no dia 20 de maio de 1944 na cidade de Sankt Marein im Mürztal, é um homem que nunca suportou regras e formalidades e teve um desempenho escolar sofrível, tendo concluído o curso de administração de empresas em 10 anos, o dobro do tempo normal. Sua energia era dirigida para os esportes, como esqui na neve, automobilismo e aviação. Sempre com um sorriso estampado nos lábios, a pele bronzeada e a companhia frequente de mulheres bonitas e estrelas do cinema, como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, lhe criaram a fama de “bon vivant”. Talvez, por isso, criou uma empresa á sua imagem e semelhança. Os funcionários da empresa o chamam Mateschitz de Yeti, o homem das neves. Alegam que não o fazem por ele ser abominável, mas por manter uma vida reservada e solitária, quase misteriosa.
   

O quase octogenário empresário continua cheio de energia e adepto fanático dos esportes radicais. Sua jornada de trabalho é preenchida por reuniões “com resultados imediatos e tomadas de decisão”. Entre segunda e quarta-feira seu expediente não tem limites de horários. As quintas são reservadas apenas aos assuntos que ficaram abertos nos dias anteriores. “Sextas-feiras são dedicadas à família, aos amigos, esportes e diversão”, afirma ele. De onde vem tanta energia? Ele próprio responde: “Tomo de oito a 12 latas de RED BULL por dia, dependendo de quanto durem os dias e as noites”. O empresário monta a cavalo, pilota aviões e chegou a competir em uma prova off-road de motocross em 2010. Quando o assunto é marketing, Mateschitz não para de dar asas à sua imaginação. Seu espírito pode ser definido como criativo, dinâmico, não conformista, profissional, autocrítico, simpático, autêntico, esperto e singular. Modesto, nem pensar. Chamar a atenção de forma pouco convencional tornou-se sua marca registrada e, conhecendo um pouco mais de perto o funcionamento da empresa criada por ele, paira uma dúvida: se o negócio dele é produzir bebidas energéticas ou ideias mirabolantes. Ele também tem um hotel de luxo em sua própria ilha em Fiji, que chama de “Jardim do Éden”, é dono de várias revistas, como a Seitenblicke, a publicação de celebridades mais popular da Áustria, e até de um canal de TV, a Servus TV, entre outros meios.
   

O logotipo 
O significado do logotipo da RED BULL está intimamente ligado a bebida tailandesa Krating Daeng, da qual originou o energético. Na Tailândia, a bebida era direcionada para caminhoneiros, taxistas e lutadores de Muay Thai. O logotipo da bebida tailandesa apresentava dois touros vermelhos se preparando para lutar. Portanto, os touros simbolizam a força, o vermelho simboliza a perseverança e um sol amarelo brilhante nasce atrás deles. E Dietrich usou seu bom senso transferindo todas as partes únicas da identidade cultural cuidadosamente para o logotipo da RED BULL.
  

Os slogans 
Gives you wiings. (2009) 
No Red Bull. No wings. (2008) 
What would you do with a lot of inspiration from a can of Red Bull? (2005)
Stimulation for body and mind. (2000) 
Red Bull Gives You Wings. (1997) 
Caution: Do not drink when you want to sleep. (1996) 
Vitalizes Body and Mind.


Dados corporativos 
● Origem: Áustria 
● Lançamento: 1 de abril de 1987 
● Criador: Dietrich Mateschitz e Chaleo Yoovidhya 
● Sede mundial: Fuschl am See, Áustria 
● Proprietário da marca: Red Bull GmbH 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dietrich Mateschitz 
● Faturamento: €6.31 bilhões (2020) 
● Lucro: €1.18 bilhões (2020) 
● Presença global: 171 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 12.600 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Energéticos 
● Concorrentes diretos: Monster, Carabao Energy Drink, AMP, Burn, Rockstar, NOS, Fly Horse, Bang, Full Throttle, Fusion e TNT (Brasil) 
● Ícones: Os touros vermelhos 
● Slogan: Red Bull Gives You Wings. 
● Website: www.redbull.com/br-pt/ 

A marca no mundo 
O RED BULL, que detém 45% do mercado mundial de energéticos, pode ser encontrado em mais de 170 países ao redor do mundo, vendendo mais de 7.9 bilhões de latas (2020) e alcançando faturamento superior à €6 bilhões (dados de 2020). O consumo per capita na Áustria é o mais elevado do mundo: 14 latas ao ano. Nos postos de gasolina do país a bebida é mais vendida do que a popular Coca-Cola (conheça essa história aqui). RED BULL é produzido somente em duas fábricas: uma na Áustria e outra na Suíça. Desde seu lançamento no mercado já foram consumidas mais de 80 bilhões de latas do energético no mundo. 

Você sabia? 
As latas de RED BULL são 100% recicláveis e, a partir desse processo de renovação, a marca consegue poupar 95% da energia que gastaria para fazer novas embalagens para a bebida. A empresa também adota um sistema eficiente que economiza quilômetros rodados por veículos grandes e pesados: no mesmo lugar onde as latas são fabricadas, elas também são cheias. 
Dependendo do país, RED BULL contém diferentes quantidades de cafeína, taurina, vitaminas B (B2, B3, B5, B6, B12) e açúcares simples (sacarose e glicose). 
Apesar do enorme sucesso da marca, a bebida enfrenta resistências em algumas partes do mundo. Isto porque, os possíveis efeitos negativos sobre a atividade física e mental obrigaram o empresário a ter que esperar alguns anos até conseguir a aprovação para venda, em diferentes países. Na Argentina, por exemplo, a bebida é comercializada à força de liminares judiciais, porque as autoridades locais exigem que a fórmula seja alterada para reduzir a quantidade de cafeína. O governo mexicano pede a retirada do termo “energy drink” da embalagem. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Fast Company, Época Negócios, Exame, Embalagem Marca e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 9/12/2021 

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