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20.2.24

SPATEN


Imagine uma cerveja que carrega uma rica tradição desde 1397, com lugar reservado e de destaque na Oktoberfest e fabricada somente com água, malte e lúpulo, como determina a “Lei da Pureza da Cerveja”, emitida pelo Duque da Baviera, Guilherme IV, em 1516. Essa é a melhor definição da alemã SPATEN, que revolucionou a experiência de milhões de pessoas em consumir uma cerveja de alta qualidade e tradição. Afinal, há séculos fazer cerveja é coisa séria para os alemães e para a SPATEN. 

A história 
A história de uma das marcas de cervejas mais icônicas do mundo tem suas origens em 1397, quando o empresário Hans Welser fundou uma modesta cervejaria chamada “Welser Prew” na parte antiga da cidade de Munique, a capital da Baviera e estado alemão considerado o templo das cervejarias. Em 1522 a liderança por um período significativo (cerca de cem anos) foi transferida para a família Starnberger, que nesse período aumentou a produção da cervejaria. Em 1622, Georg Spät adquiriu a cervejaria e mudou seu nome para Spaten-Brauerei. Vale ressaltar que spaten significa “pá” em alemão, ferramenta utilizada na época pelos cervejeiros para misturar o malte em cubas profundas, onde o mosto fermentava. Até o início do século 19, a cervejeira perdeu clientes devido a qualidade de suas cervejas, e ocupava o último lugar de consumo de malte entre as 52 fábricas de Munique.
   

Mas a história começaria a ganhar novos rumos em 1807, quando Gabriel Sedlmayr adquiriu a pequena cervejaria SPATEN. Nessa época ele ocupava também o cargo de cervejeiro-chefe da corte real da Baviera e estava ativamente envolvido no desenvolvimento de metodologias para a produção de cervejas de baixa fermentação. Com isso, apenas um ano após assumir a SPATEN, ele introduziu a torrefação de malte com vapor em vez de fumaça e foi um dos primeiros em Munique a usar um termômetro para controle de temperatura durante o processo de produção, técnica que tornou a cerveja mais leve do que as existentes no mercado. Em 1820, por mérito de Gabriel, e apenas 13 anos após a aquisição, a SPATEN já era a terceira cervejeira com maior consumo de malte da cidade.
   

Com o sucesso comercial, a SPATEN começou a ser servida na Hofbräuhaus, uma das tabernas mais conhecidas de Munique, e também em eventos organizados pela realeza, o que resultou em um grande aumento de sua popularidade. Em 1827, ele foi autorizado a abrir uma segunda cervejaria em Hallerbräustadel, perto da estação principal, tornando-o um dos barões da cerveja de Munique. A partir da década de 1830, já com a ajuda de seu filho - Gabriel Sedlmayr II - experimentou novas técnicas de maltagem. Com a morte de seu pai, em 1839, Gabriel II assumiu o comando da SPATEN. Logo ele introduziria um malte âmbar altamente aromático, batizado de “Malte Munique”, que ele desenvolveu a partir de informações recolhidas em suas constantes viagens pela Europa, cujo intuito era conhecer novas técnicas na produção de cervejas. O Malte Munique esteve na origem de um novo estilo de cerveja lager: a Märzen, lançada em 1841 e que foi um sucesso na Oktoberfest. Vale ressaltar que em 1872, a SPATEN batizou sua Märzenbier, que foi especialmente preparada para o festival daquele ano, de Spaten Oktoberfestbier. E quase 200 anos depois de seu lançamento, a Märzen ainda é uma das cervejas servidas na tradicional Oktoberfest.
   

E sob a liderança de Gabriel Sedlmayr II e com o aperfeiçoamento de suas técnicas e ingredientes, em 1867 a SPATEN alcançou o patamar de maior cervejaria da cidade de Munique. A influência de Gabriel II foi fundamental para transformar a SPATEN. Por exemplo, para contornar a dificuldade em fabricar cervejas estilo lager no verão, devido ao calor intenso, Gabriel II procurou um professor de engenharia chamado Carl Linde, que pesquisava modelos de refrigeração. Em 1873, o professor convenceu Gabriel a instalar uma das suas máquinas nas caves de fermentação da SPATEN, sendo a primeira vez que uma máquina de refrigeração mecânica foi utilizada em uma cervejeira.
   

Com capacidade para produzir cerveja de qualidade ao longo de todo o ano, a SPATEN começou então a experimentar receitas de outros estilos, tentando encontrar uma opção local que competisse com a crescente popularidade das cervejas estilo Pilsen, de origem checa. Como resultado destas experimentações, em 1894 - três anos após a morte de Gabriel Sedlmayr II - a cervejaria criou uma cerveja dourada, para ser consumida durante o verão nos biergärten (as tradicionais praças alemãs destinadas ao consumo de cerveja). Essa cerveja tinha um aroma doce e limpo, era sutil no lúpulo e com discretas notas de picante e especiarias. A “Clara de Munique” (em alemão Munich Helles), como era chamada, tornou-se o estilo Munich Helles e a SPATEN como conhecemos hoje. Vale ressaltar que as cervejas Munich Helles tendem a ser um pouco mais secas, quando comparadas com as do estilo Pilsen - e esse sempre foi o diferencial histórico em termos de competitividade entre ambos estilos.
   

E não demorou muito para o estilo Munich Helles se tornar o mais famoso e consumido no sul da Alemanha, junto com a cerveja SPATEN. Além disso, ao lançar o estilo Munich Helles, a SPATEN também abriu frente para que outras cervejarias de Munique fizessem a receita, que rapidamente foi sucesso de público nos Biergartens da cidade. Depois de conquistar os paladares mais exigentes da Baviera com o estilo Munich Helles da SPATEN, no início do século 20, mais precisamente em 1909, a cervejaria iniciou as exportações de suas cervejas para alguns países vizinhos, mas também para a América do Norte. Em 1922, a cervejaria formou uma aliança comercial com outra tradicional produtora de cerveja, a Franziskaner, surgindo assim a Spaten-Franziskaner GmbH. Devido aos graves danos durante os bombardeios aliados a Munique entre 1943 a 1945, as exportações da cerveja SPATEN só seriam retomadas em 1950, e ainda assim de forma tímida. A primeira cerveja de trigo da SPATEN - Champagner-Weiße - seria lançada na Oktoberfest em 1964. Em 1997, mais uma fusão, desta fez com a Löwenbräu (conheça essa outra história aqui).
   

Pouco depois, em 2003, a empresa belga Interbrew (atual AB InBev e proprietária da brasileira Ambev e diversas marcas famosas de cervejas) adquiriu a empresa por aproximadamente €530 milhões. Nos anos seguintes, a nova proprietária começou a introduzir a SPATEN em diversos novos mercados mundiais, além de lançar a versão sem álcool da cerveja (SPATEN ALKOHOLFREI). Com isso, a SPATEN desembarcou no Brasil em 2021 pelas mãos da Ambev, apresentando aos brasileiros o sabor marcante da Munich Helles e ingressando fortemente na disputa do mercado premium de cervejas. Além de uma identidade forte e marcante, a SPATEN ofereceu aos consumidores brasileiros embalagens na medida capaz de agradar a todos, como garrafas de 355ml e 600ml, além da lata sleek de 350ml.
  

Nos anos seguintes, a SPATEN, marca que se orgulha de conquistar o consumidor por seu sabor forte, investiu pesado para construir um vínculo com os brasileiros através de campanhas publicitárias que destacam sua rica história, ao criar uma caneca com design exclusivo (repleta de detalhes que contribuem para dar ainda mais sabor e refrescância ao líquido), ao realizar a primeira competição de deslizamento de caneca no país - conhecida como Biersliding - e ao patrocinar a Oktoberfest de Blumenau – a maior versão da festa fora de terras germânicas.
  

A ligação com a Oktoberfest 
Nenhuma cervejaria tem laços mais profundos com a tradicional Oktoberfest do que a SPATEN. Vale ressaltar que o mais famoso festival de cerveja do planeta foi criado pelo bávaro Luís I para celebrar o seu casamento e coroação como rei em 1810, já com a presença da SPATEN. O evento se tornou tradição e, a partir de 1872, passou a seguir diversas regras que traçam a identidade do evento pelo mundo todo. E uma dessas regras determina que só participam da feira cervejarias de Munique. As cervejarias ocupam desde stands menores a tendas maiores que atendem mais de 4 mil pessoas. E, dessas tendas, 6 delas são reservadas para cervejarias históricas de Munique, das quais a SPATEN faz parte, além de ser patrocinadora oficial do evento. A parceria é tão grande que o festival só começa depois que o primeiro barril de SPATEN é aberto, iniciando assim as celebrações. E a SPATEN sabe utilizar essa ligação histórica como uma eficiente ferramenta de marketing.
   

O histórico logotipo 
O logotipo da marca possui significados e símbolos históricos. O emblema da pá (que em alemão é justamente “spaten”) apareceu no rótulo das garrafas da cerveja em 1844 e foi desenvolvido pelo famoso e popular artista gráfico Otto Hupp. Essa pá de malte está localizada no centro do brasão vermelho com fundo arredondado e borda tripla preta e branca.
   

Na imagem abaixo é possível acompanhar a evolução ao longo dos anos deste genuíno ícone da marca alemã.
  

Já em memória as valiosas contribuições de Gabriel Sedlmayr II - mestre-cervejeiro que deu a qualidade que a cerveja SPATEN tem até hoje - teve seu nome imortalizado no logotipo da marca - as iniciais “GS” foram colocadas no rótulo da cada garrafa da SPATEN. Além disso, acima do brasão está posicionado seu tradicional slogan publicitário em alemão: “Lass Dir raten, trinke Spaten!” (em português algo como “Deixe-me aconselhá-lo, beba Spaten!” ou “É aconselhável beber Spaten!”), utilizado pela marca desde 1924.
  

No mercado brasileiro a SPATEN resolveu criar e utilizar uma identidade visual mais impactante, mas que manteve os símbolos históricos da marca alemã. Outra diferença no mercado brasileiro é a adoção da cor verde da garrafa, enquanto na Alemanha é âmbar.
  

Os slogans 
Estilo Spaten de Ser Forte. (2023) 
A cerveja que criou o estilo Munich Helles. (2022) 
Puro malte de Munique. Desde 1397. (2021) 
Lass Dir raten, trinke Spaten! (1924)
   

Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1397 
● Fundador: Hans Welser 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Spaten-Franziskaner-Bräu GmbH 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● CEO: Michel Doukeris 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Hofbräu, Paulaner, Weihenstephaner, Augustiner-Bräu, Löwenbräu, Stella Artois, Heineken, Amstel, Beck’s e Grolsch 
● Ícones: A pá do logotipo 
● Slogan: Estilo Spaten de Ser Forte. 

A marca no mundo 
A SPATEN vende suas cervejas em mais de 50 países ao redor do mundo, com forte presença na Europa, especialmente em sua terra natal, a Alemanha. A SPATEN está entre as dez cervejarias mais antigas do mundo. A mais antiga é a Weihenstephaner, que começou a fabricar cerveja em 1040. 


Você sabia? 
A SPATEN faz parte das chamadas “Big Six in Munich” (maiores cervejarias de Munique), composta por Löwenbräu, Hofbräuhaus, Paulaner (conheça essa outra história aqui), Augustinerbräu, Hacker-Pshorbräu e, claro, a SPATEN. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Embalagem Marca, Exame e Beer Art), jornais (Meio Mensagem) sites especializados em Marketing e Branding (Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 20/2/2024

O MDM também está no Instagram.  www.instagram.com/mdm_branding/


17.11.23

BLUE MOON®


Nascida dentro de um estádio de beisebol, com um sabor refrescante e único, e apreciada com uma singela rodela de laranja na borda do copo, a Blue Moon® Belgian White se tornou um verdadeiro sucesso no segmento de cervejas artesanais no mercado americano. Por isso, experimente uma Blue Moon® na praia, a beira de uma piscina ou em uma festa com uma rodela de laranja na borda do copo e comprove sua vocação refrescante. 

A história 
Tudo começou com a pequena cervejaria Sandlot Brewery, uma então subsidiária da Coors Brewing, que era responsável pela administração de um acanhado Brewpub que ocupava um modesto porão no estádio de beisebol Coors Field, localizado no centro da cidade de Denver, no estado do Colorado, e onde jogava a equipe profissional da MLB (Major League Baseball) do Colorado Rockies. O responsável pelo local era Keith Villa, um funcionário da Coors Brewing - que chegou a desenvolver pesquisas na área de fermentação - e que anos antes estava na Bélgica, onde obteve o título de Ph.D. em bioquímica complexa em fabricação de cerveja pela tradicional Universidade de Bruxelas. Ao retornar aos Estados Unidos e inspirado pela escola de mestres cervejeiros belgas, em 1995 Keith criou a Bellyslide Belgian White, uma cerveja ao estilo Belgian White feita de trigo. Vale ressaltar que “belly slide” é uma manobra do beisebol onde o jogador desliza pelo campo.
  

Sendo uma Witbier, a Bellyslide era uma cerveja de trigo com adição de sementes de coentro e casca de laranja. Na sua receita, Keith usou laranja Valência, produzida nos Estados Unidos, e mais doce do que a Curaçau, normalmente utilizada em cervejas desse estilo. Naquela época este estilo de cerveja era praticamente desconhecido pelos norte-americanos. Tanto que os executivos da Coors Brewing ignoraram a nova cerveja criada em seu brewpub. Na verdade, não vislumbraram um potencial comercial para a cerveja de aspecto turvo (por não ser filtrada) e com aromas cítricos. Ainda que nessa época a Bellyslide Belgian White enfrentasse os desafios de ser uma cerveja Ale em meio à um mercado predominado por Lagers, Keith confiava que sua receita tinha personalidade e qualidade para ser bem sucedida.
   

Por isso, Keith não desistiu e para vender a Bellyslide Belgian White, ele virou uma espécie de porta-voz, apresentando a cerveja pessoalmente para os bares da região. A cerveja se tornou um cult regional e um dos clientes de Keith comentou que achava sua Belgian White tão boa que cervejas como aquela costumam surgir tão eventualmente quanto a lua azul (em inglês “Blue Moon”), um fenômeno raro. Pronto, surgia assim oficialmente a marca Blue Moon® Belgian White. O cervejeiro viajou o país tentando promover seu produto para o varejo. Com suas vendas em queda, em 1997 Villa tentou uma estratégia de marketing que iria mudar a história comercial da Blue Moon®. Ele decidiu oferecer sacos de laranjas para que bartenders colocassem fatias/rodelas da fruta na borda do copo durante o serviço. Ele se inspirou no México, onde era comum servir algumas cervejas com uma fatia de limão. Então resolveu colocar fatias de laranja no copo da cerveja Blue Moon®, que segundo ele, além de complementar o perfil de sabor, agregando ainda mais notas cítricas e frutadas, faria um copo de Blue Moon® se destacar muito nos bares. E deu muito certo.
  

Essa ação, junto ao amadurecimento do paladar americano em relação à cerveja seriam os pontos principais para o sucesso da marca. A partir de então, o projeto da Blue Moon®, que vinha sofrendo com ameaças de descontinuação pela Coors Brewing, ganhou massa crítica e passou a agradar a empresa que resolveu investir na marca com um apelo de charme e sofisticação para o público. Com isso, as embalagens de 6 garrafas da Blue Moon®, impulsionada pela força de distribuição da Coors, apareceram praticamente da noite para o dia nas prateleiras de grandes varejistas em 22 estados americanos. E finalmente no ano de 2001 as vendas Blue Moon® começaram a crescer. O crescimento da Blue Moon® fez com que em meados dos anos de 2000 a maior concorrente da Coors Brewing, a Anheuser Busch (conheça essa outra história aqui), lançasse a Shock Top, também uma witbier direcionada ao grande público, porém que nunca atingiu a popularidade da cerveja desenvolvida por Villa.
  

Nos anos seguintes, a Blue Moon® Brewing, então responsável pela produção da marca, além de conquistar inúmeros prêmios internacionais, vislumbrou a possibilidade de criar outras cervejas em adição a Blue Moon® original. Foi então que a cervejaria passou a oferecer uma coleção de saborosas cervejas sazonais e de lançamento limitado que refletiam o toque da Blue Moon® em vários estilos de cerveja, como por exemplo, Blue Moon® Summer Ale, uma cerveja filtrada elaborada com mel e equilibrada por um toque cítrico; Blue Moon® Pumpkin Ale, uma cerveja fabricada com abóbora e especiarias incluindo canela, noz-moscada, cravo e pimenta da Jamaica; Blue Moon® Winter Abbey Ale, cerveja com notas de caramelo maltado com um toque de chocolate amargo; e Blue Moon® Caramel Apple Spice Ale, uma mistura sazonal de maltes de especiarias e caramelo que realçam o sabor de maçã.
  

Em 2015 a Blue Moon® esteve envolvida em uma polêmica, quando uma ação coletiva e a Brewers Association, que reúne e promove as cervejarias artesanais americanas, entraram com um processo para questionar a utilização da nomenclatura artesanal para o produto, uma vez que ele era suportado por uma grande cervejaria. A instituição sustentava que essa omissão permitia que a Blue Moon® Brewing Company “se mascarasse como um produtor independente de cerveja”. Juridicamente, porém, a cervejaria foi absolvida sob alegação de não ter divulgado informação falsa sobre o produto.
  

Para completar os esforços de inspiração artesanal da marca, no verão de 2016 foi inaugurada uma cervejaria no bairro de RiNo na cidade de Denver, com capacidade de produção anual de 10.000 barris. O local, uma espécie de bar e restaurante, oferece mais de 20 torneiras de chope com cervejas especiais, limitadas e sazonais da marca Blue Moon®, além de um cardápio com inspiração global e de origem local. Em 2017, a marca ampliou seu portfólio com o lançamento da Blue Moon® Mango Wheat, uma cerveja de trigo refrescante com leve sabor de manga madura.
   

Pouco depois, em 2019, a marca introduziu a Blue Moon® Iced Coffee Blonde, uma cerveja sazonal de trigo com aroma brilhante de café. Em 2020, a cervejaria inovou ao lançar no mercado a Blue Moon® LightSky, uma cerveja de trigo produzida com casca de tangerina e dry hopping com lúpulo Azacca, que possui apenas 95 calorias. Introduzida através de uma campanha com o slogan “Welcome to the Light Side of the Moon”, o produto foi considerado um dos mais bem-sucedidos lançamentos do segmento no mercado americano.
   

Em um dos mercado mais competitivos do mundo, no ano de 2019 a Blue Moon® se tornou a 19ª cerveja mais consumida nos Estados Unidos. A Blue Moon® chegou ao Brasil de forma consistente também em 2019 ocupando prateleiras de diferentes pontos de vendas, de pequenas lojas de cerveja artesanal a grandes redes de varejo, através do trabalho de uma importadora independente. Mas essa história em solo brasileiro começou a mudar em 2021, quando a Heineken Brasil (conheça essa outra história aqui) passou a ser a importadora e distribuidora exclusiva de Blue Moon® no mercado brasileiro, após um acordo comercial entre as duas gigantes cervejeiras o que ampliou a presença do rótulo no país. Um dos últimos lançamentos da marca é a Blue Moon® Haze Juicy IPA, produzida com laranjas inteiras secas para infundir o sabor na cerveja, criando um sabor delicioso e suculento e uma cor brilhante. Além disso, a marca anunciou o lançamento, em janeiro de 2024, da Blue Moon® Non-Alcoholic Belgian White, a cerveja original com menos de 0,5% de álcool e apenas 80 calorias.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca, uma combinação harmoniosa de texto e ilustração, passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original já apresentava a “lua azul”, com menor destaque e em tom de azul mais claro, além da inscrição “Belgian White”, que se referia ao estilo da cerveja. A primeira remodelação aconteceu em 2001, quando o logotipo foi simplificado, apresentando a lua em sua totalidade (em novo tom de azul) e a tradicional faixa diagonal (em ocre) - onde está inserido o nome da marca, que ganhou uma nova tipografia de letra. Além disso, ao longo das bordas da lua havia pequenos pontos e traços brancos, simbolizando o brilho prateado do corpo celeste. O nome também foi abreviado, retirando a inscrição do tipo de cerveja. Em 2016, ocorreu uma nova reformulação da marca, que claramente dobrou os elementos artesanais da Blue Moon® - apesar dos protestos da indústria de cerveja artesanal americana de que apenas cervejarias independentes podem ser consideradas artesanais. No novo logotipo, a lua tornou-se plana, bidimensional e concisa. Os designers focaram nos relevos naturais do satélite da Terra, utilizando um novo tom de azul. A tipografia de letra (modernizada) perdeu as bordas. Já a faixa diagonal ganhou um fundo branco.
  

A imagem abaixo mostra a evolução das garrafas e das embalagens da Blue Moon® ao longo dos anos.
  

Os slogans 
One of a Kind Every Time. (2022) 
Savor Every Sip. (2021) 
Brighter Days Ahead. (2021) 
Reach for the Moon. (2019) 
Shine Brighter. (2018) 
Something’s Brewing. (2016) 
Artfully Brewed. (2016) 
Artfully Crafted. (2009) 
Handcrafted once in a blue moon. (1997)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1995 
● Criador: Keith Villa 
● Sede mundial: Denver, Colorado, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Molson Coors Beverage Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Gavin Hattersley 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 40 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas artesanais 
● Concorrentes diretos: Hoegaarden, Paulaner, Shock Top, Allagash White, Schneider Weisse, Erdinger, Weihenstephaner Hefeweissbier, Lagunitas e Samuel Adams 
● Ícones: A lua azul 
● Slogan: One of a Kind Every Time. 

A marca no mundo 
Atualmente a Blue Moon®, 19ª cerveja mais vendida no mercado americano, é comercializada em aproximadamente 40 países ao redor do mundo. No mercado norte-americano, a marca só fica atrás em volume de vendas das cervejas light lagers das grandes cervejarias. 


Você sabia? 
Sandlot Brewery foi a primeira cervejaria (brewpub) dentro de um estádio da MLB, a poderosa liga profissional americana de beisebol. A Sandlot Brewery ainda produz 1.500 barris da Blue Moon® por ano. E todos eles são servidos durante os jogos do Colorado Rockies no Coors Field. 
Em 2019, Keith Villa deixou a MillerCoors para criar sua própria empresa - a Ceria Beverage - que tem como foco a produção de cerveja sem álcool e com infusão de cannabis, para ser comercializada no estado do Colorado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 18/11/2023 

O MDM também está no Instagram.  www.instagram.com/mdm_branding/

31.5.22

CERVEZA PATAGONIA


Cervejas artesanais produzidas com ingredientes de alta qualidade de um das regiões mais deslumbrantes do mundo: a patagônia argentina. Se aventurar por novos sabores e novos aromas. Essa é a melhor definição da cerveja PATAGONIA, que acredita que a exploração é o que nos move a descobrir o inesperado. Como a região que lhe dá o nome, a cerveja PATAGONIA está sempre em busca de surpreender e oferecer para seus aficionados consumidores um sabor de descoberta por meio de suas receitas. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 2000 na garagem de uma casa no sul da cidade de Buenos Aires, quando um mestre cervejeiro da Cervecería y Maltería Quilmes, tradicional no mercado argentino por produzir a cerveja Quilmes (conheça essa outra história aqui), preparou a receita de uma cerveja com lúpulos patagônicos para compartilhar com os amigos. Mesmo sem perceber, essa cerveja leve com sabor de caramelo estabeleceria um novo rumo para a cervejaria argentina. Isto porque, nessa época o segmento de cerveja Premium estava apenas se desenvolvendo e os consumidores argentinos estavam cada vez mais procurando por novas opções e receitas mais elaboradas e artesanais de cervejas. Foi então que a Cervejaria Quilmes, que havia acabado de ser adquirida pela brasileira AmBev, resolveu lançar no mercado no ano de 2006 aquela receita caseira de seu mestre cervejeiro. Era o surgimento da PATAGONIA AMBER LARGER, uma cerveja de cor marrom acobreada e o sabor equilibrado de malte e lúpulo da Patagônia. Com isso, a cervejaria dava aos consumidores argentinos uma nova opção e rapidamente a PATAGONIA foi recebida com entusiasmo por quem procurava uma cerveja com sabor diferenciado e posicionamento Premium.
  

Devido à boa aceitação do público argentino, em 2010 a resolveu ampliar seu portfólio com o lançamento de duas novas variedades de cerveja: BOHEMIAN PILSENER (tradicional cerveja do tipo Pilsen produzida com o lúpulo tcheco Saaz, que proporciona um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda, e também com o Cascade argentino) e a WEISSE (cerveja de trigo, de cor dourada suave e sabor levemente ácido, ideal para harmonizar com alimentos picantes ou condimentados). Já no ano seguinte, a cervejaria resolveu lançar suas primeiras edições limitadas: Golden Ale, Robust Porter e Rose, buscando resultados de vendas para decidir se algum deles se tornaria um produto permanente em sua linha. Pouco depois, a marca começou a ser exportada para os vizinhos Uruguai e Paraguai. E foi somente em 2013, com o crescimento acentuado no segmento de cervejas artesanais e Premium no Brasil, que a marca PATAGONIA foi lançada no mercado brasileiro. Em pouco tempo a cerveja PATAGONIA se tornou conhecida e apreciada em estados do sul do país.
  

Dois anos depois, em 2015, a marca lançou a PATAGONIA KÜNE, uma cerveja estilo Pale Ale com leve amargor e notas herbais, proporcionadas pelos lúpulos patagônicos, e com a qual a cervejaria realmente ingressou no segmento artesanal. Seu nome remonta à cultura Mapuche e significa gêmeos. É assim que ela homenageia Victoria e Mapuche, o lúpulo que lhe dá aroma e aquele que lhe dá o seu amargor. Em 2016, devido ao súbito crescimento das cervejarias artesanais, a Cervejaria Quilmes decidiu inaugurar a CERVECERÍA PATAGONIA, criando assim uma experiência única para que seus consumidores pudessem saborear os diversos tipos de cervejas da marca em um ambiente deslumbrante encravado na cidade de San Carlos de Bariloche, na belíssima patagônia argentina.
   

Em 2017, além de lançar a PATAGONIA OCTUBREFEST (uma cerveja lager de corpo leve e final seco), sua primeira edição limitada em garrafa para comemorar a maior festa cervejeira do mundo, a Oktoberfest alemã; a marca apresentou a PATAGONIA KM 24.7, uma Session IPA com sauco - conhecido como sabugueiro - e mel, cujo nome é inspirado pelo quilômetro exato onde está localizada a cervejaria, no Circuito Chico, em Bariloche. Em seu preparo, são utilizados os lúpulos Nahuel, Mapuche e Victoria, colhidos na própria fazenda da cervejaria em Fernandez Oro, na Argentina, assim como cinco tipos diferentes de malte: Pilsen, Munich, Carared, Carapils e Melanoidina.
  

Em 2018, a marca PATAGONIA trouxe ao Brasil uma nova opção de consumo, em lata (473 mililitros). Até então, a marca sempre teve suas cervejas vendidas somente em garrafas no mercado brasileiro. E inovou para promover a novidade ao firmar uma parceria com a Azul (conheça essa outra história aqui), onde latas foram apresentadas em primeira mão durante happy hours nos voos da companhia com saída ou chegada das três capitais da região Sul (Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre). E ainda lançou uma nova variedade: PATAGONIA PORTER, uma de cor marrom escura e espuma cremosa, com um paladar aveludado e aroma de café, chocolate, caramelo, com notas de madeira graças à sua maturação com lascas de carvalho. Pouco depois, em 2019, a marca lançou a PATAGONIA HOPPY LAGER, uma cerveja não filtrada com amargor e álcool moderados, elaborada com maltes Pilsen, Vienna e CarAmber, e que incorpora a técnica Cold Dry Hopping, ambos os processos conferem-lhe uma maior presença de lúpulo no aroma e sabor.
   

Em 2020, a marca lançou novos rótulos no mercado: PATAGONIA RED LAGER, uma cerveja refrescante que revela camadas de aromas e sabores à medida que é bebida e se destaca por seus tons de cobre brilhantes e espuma de cor marfim; e a PATAGONIA SENDERO SUR, a primeira cerveja orgânica certificada na Argentina, produzida respeitando o controle de todas as suas etapas de produção: durante o cultivo da cevada no campo, o processo de maltagem e o processo de fabricação de cerveja, há um estrito cuidado com a condição orgânica da o produto.
  

Em 2021, a marca lançou grandes novidades como a PATAGONIA IPA (India Pale Ale), uma cerveja de estilo marcante por sua concentração de lúpulos e amargor característico. A nova cerveja traz uma combinação de diferentes maltes e lúpulos e promete “atender à demanda dos consumidores mais exigentes, que buscam por alta qualidade e sabor”. E a linha Special Recipes Edition, uma seleção de variedades de edição limitada criadas pela equipe da cervejaria, como por exemplo, Indira, uma Cherry Stout criada em colaboração com a Comunidade de Mulheres Cervejeiras, uma rede que visa tornar as mulheres visíveis no segmento de cervejas; e Scandinavian, uma American Pale Ale (APA) de corpo médio, com um delicado suporte de maltes e um amargor equilibrado mas presente, em que o aroma do lúpulo se destaca com notas de frutas tropicais, maracujá, pêssego e frutas cítricas.
   

Com espírito inovador, ainda no ano de 2021, a marca resolveu se aventurar por outros segmentos de bebidas ao lançar, em edição limitada, Isidra, uma cidra frutada (feita com maçãs da Patagônia e com a adição de sabugueiro, uma fruta silvestre característica da região, que lhe confere sua cor vermelho rubi brilhante) que podia ser apreciada em latas de 473 ml. Com o propósito de continuar inovando, a marca lançou um novo estilo de cerveja para o verão de 2022: PATAGONIA VERA IPA, uma nova edição limitada que se caracteriza por ter um aroma frutado intenso com notas de maracujá, manga e pêssego.
  

Atualmente no Brasil, a marca também oferece quatro estilos de cerveja: Patagonia Bohemian Pilsener, com um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda; Patagonia Amber Lager, marrom acobreada com aroma sutil de caramelo; Patagonia Weisse, com aroma cítrico com notas de laranja e coentro que equilibram perfeitamente o aroma e o sabor refrescante e pouco adocicado desta cerveja; e a Patagonia IPA, uma cerveja estilo IPA com apresenta coloração acobreada, límpida e brilhante, com intenso aroma frutado e cítrico com notas resinosas e herbais.
  

A microcervejaria e os refúgios 
Com o objetivo de convidar seus consumidores a viver a melhor experiência de cerveja do mundo em plena Patagônia, um dos destinos naturais mais icônicos do mundo, em junho de 2016 a marca abriu as portas da CERVECERÍA PATAGONIA, uma brewhouse (que produz 50.000 litros de cerveja por mês) onde o visitante pode acompanhar a elaboração das cervejas e degustar pratos típicos da região patagônica harmonizados com as bebidas em um descontraído bar. O enorme local abriga uma portaria, um campo de lúpulo, um espaço de tratamento e fluentes, o Jardin Cervecero (Jardim Cervejeiro), um beertruck, um mirador (mirante), um bar/restaurante e a microcervejaria.
   

Encravada no coração do Circuito Chico, exatamente no quilômetro 24.7, na bela cidade de São Carlos de Bariloche, na província de Río Negro, em plena região patagônica, ao ingressar no local, o olhar vai direto para o Lago Moreno e as montanhas que o protegem. Então o visitante sente o aroma da cerveja. Além das cervejas de alta qualidade, o local tem uma estrutura incrível, integrada à natureza e uma vista super privilegiada para os lagos Perito Moreno e Nahuel Huape.
  

Já no bar/restaurante, o visitante tem a oportunidade única de saborear todos os sabores que a Patagônia tem para oferecer com um visual esplendoroso da região. O cardápio do bar oferece diversas opções como a famosa parrillada, hambúrgueres, trucha a la plancha, provoletas, queso y chori, chorizo de pernil com queijo, choripans de linguiça de pernil, cordeiro e frango, sopas, risotos, pastel patagônico, além das famosas empanadas, com opções de cebola e queijo, carne picante e salteña. No cardápio tem a indicação de qual cerveja harmoniza melhor com o pedido. O local trabalha com ingredientes locais e receitas da estação, valorizando a brasa e o fogo.
  

O enorme local oferece ainda um tour pela fábrica onde se pode ver o processo de produção, desde a matéria-prima à produção. É nessa microcervejaria onde a inovação e a magia acontece através do desenvolvimento de novas variedades de lúpulos, plantados no local e que permitem explorar novos sabores e aromas para criar novas receitas de cervejas. O local transmite uma ideia da essência artesanal através de uma decoração rústica e aconchegante. É a tradução física da imagem da marca PATAGONIA através de seu estilo, seus ingredientes e sua qualidade distintiva. O local também transmite uma “imagem verde” de responsabilidade corporativa ao promover o uso de novas tecnologias que levam a práticas sustentáveis de cuidado com o meio ambiente.
  

Com o sucesso da microcervejaria, ainda em 2016 a PATAGONIA se propôs a levar essa incrível experiência a centenas de milhares de consumidores através da inauguração dos chamados REFUGIO PATAGONIA. Nos anos seguintes unidades foram inauguradas em diversas regiões argentinas como Comodoro Rivadavia, Jujuy, Corrientes, Córdoba, Tucumán, Misiones, Salta, Santa Fe, Buenos Aires, entre outros. Esses locais têm ares de pub com uma pegada mais esportiva, com balcão de bar alto e as torneiras de cerveja com seu lugar central em evidência. A decoração tem muita madeira no mobiliário. As informações sobre as cervejas disponíveis, além das opções de petiscos e comidas ficam descritas em uma parede com giz, outro elemento sempre presente nos bares. Como um legítimo pub, tem sempre uma televisão em local estratégico sintonizada no canal de esportes. Todo o projeto de iluminação, mobiliário, objetos e cores do ambiente seguem um mesmo padrão, conferindo uma identidade própria aos bares. Nesses bares, as cervejas também são servidas “on tap” (isto é, as torneiras plugadas nos barris), e não somente em garrafa e latas, como vendida no varejo.
  

Além de exportar cerveja boa para seus vizinhos sul-americanos, a Patagonia Brewing Company começou a expandir também seus “refúgios” - um modelo de “bar conceito” da marca - para os vizinhos Uruguai (o primeiro foi inaugurado em 2016 na cidade de Montevidéu), Paraguai e Brasil (em 2017 foi inaugurada a primeira unidade em Curitiba e atualmente já são 3 bares em cidades como Florianópolis e Porto Alegre). Hoje a marca conta com mais de 40 REFUGIO PATAGONIA localizados no Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil.
  

Um marketing poderoso 
Todas as ações de marketing e campanhas publicitárias da marca PATAGONIA são estrategicamente pensadas para, além de atrair o seu público alvo, criar verdadeiros fãs e admiradores através da cultura outdoor e da gastronomia. Afinal, como afirma a marca argentina “EXPLORAÇÃO E PAIXÃO POR CERVEJA SÃO NOSSOS NORTES”. A vida sempre nos mostra caminhos a seguir. Mas é você quem decide o próximo passo. Explorar novas paisagens de sabores e aromas é o convite que a PATAGONIA faz em suas ações, que trazem da natureza os elementos perfeitos que combinam com cada experiência, cada jornada. Um exemplo foi a Intervenção da Montanha, ação que provocava quem vive o ritmo frenético dos grandes centros urbanos, deixando muitas vezes de lado o cuidado com a saúde mental e a busca por momentos em contato com a natureza, e na qual, à uma altura de 40 andares, atletas caminharam em cima de uma fita de 130 metros pelos céus de São Paulo. Acomodados em redes suspensas, eles suspenderam um banner com a mensagem: “se você vê um gráfico, está na hora de ver uma montanha”.
  

No Brasil a marca já realizou eventos e ações como: Cena Patagonia, evento para celebrar a tradição da parrilla, com suas características marcantes e sabores únicos, que reuniu mestres parrilleros, nacionais e internacionais, em uma experiência exclusiva que propunha a união da gastronomia em volta do fogo, música e variados estilos de cerveja; Circuito Patagonia, eventos para explorar novos lugares e mostrar que a cerveja PATAGONIA combina muito com os brasileiros, com direito a mini-truck para servir chope e uma autêntica parrillada argentina, e cujas músicas ficaram por conta de bandas locais com influências do folk e rock; e Festival Fuego y Cerveza, uma rota gastronômica criada pela marca que trazia harmonizações entre os rótulos da cerveja argentina e a culinária local, com participação de 36 restaurantes, trazendo diversas opções para os mais variados paladares.
  

Porém, umas das mais fantásticas experiências oferecidas pela marca argentina (é preciso ser convidado para ter o privilégio de vivenciá-la) é poder colher o lúpulo, responsável pelo amargor da bebida, na fazenda General Fernandez Oro, localizada em Cipoletti, província de Río Negro, a 450 km de Bariloche. Batizada de “Cosecha de Lúpulo”, a experiência se passa em um grande acampamento no meio das fileiras de lúpulo. Cada barraca tem duas camas com colchão, saco de dormir, uma manta térmica, necessaire com produtos de higiene pessoal e uma mochila com um saco de colheita, luvas de couro, uma camisa para o frio, um boné e uma lanterna. A experiência ainda inclui um almoço ao ar livre em uma grande mesa comunitária e um jantar incrível no meio da plantação de lúpulo. Com direito a cordeiro patagônico feito no fogo de chão e mais outras delícias. Claro, tudo regado às cervejas da PATAGONIA.
     


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma acentuada remodelação ao longo dos anos. O logotipo modernizado da marca apresentou uma cor verde-escura, uma nova tipografia de letra e estrutura mais robusta e complexa, que ganhou traços de uma montanha estilizada, remetendo a deslumbrante paisagem da patagônia.
  

A identidade visual da marca argentina também pode ser aplicada na cor preta e possui ainda logotipos secundários, como mostra a imagem abaixo.
  

Em 2019, a marca apresentou novos designs para seus rótulos e também um novo formato para sua garrafa. Os rótulos passaram então a mostrar paisagens do sul da Argentina que inspiram as receitas da CERVEZA PATAGONIA, como a mata nativa que circunda a microcervejaria da marca no Circuito Chico, os amanheceres de verão no Cerro Capilla, os entardeceres de outono no Cerro Tronador, os meios-dias de inverno com vista para o Cerro Fitz Roy e a vista do Lago Moreno do Cerro Campanário em uma noite estrelada. E esses momentos com que as surpresas da natureza ganham vida em cada estilo de cerveja da marca foram retratados através das primorosas ilustrações criadas por um cartunista argentino.
  

Já no mercado brasileiro, apesar de manter os mesmos designs de rótulos, a marca utiliza uma garrafa de 740 ml com um formato mais arredondado (como mostra a imagem abaixo).
  

Os slogans 
Todo Tiene Su Origen. 
A cerveja da montanha. (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Lançamento: 2006 
● Criador: Cervecería y Maltería Quilmes 
● Sede mundial: San Carlos de Bariloche, Argentina 
● Proprietário da marca: Patagonia Brewing Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● Presidente: Martín Ticinese 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas artesanais 
● Concorrentes diretos: Antares, Norteña, Isenbeck, Imperial, Goose Island, Eisenbahn e Heineken 
● Slogan: A cerveja da montanha. 

A marca no mundo 
A PATAGONIA comercializa sua ampla variedade de cervejas artesanal e Premium em mais de 10 países sul-americanos, com destaque para os mercados argentino, uruguaio, paraguaio, chileno e brasileiro, além do americano, no qual a marca ingressou recentemente. A marca argentina oferece suas cervejas em latas (350 ml e 473 mililitros) e garrafas (na versão 740 ml e long neck 355 ml), além da versão chope. De propriedade da AB InBev, um gigante cervejeiro mundial proprietário de marcas como Stella Artois, Skol, Budweiser e Corona, a PATAGONIA utiliza lúpulos importados da República Checa e de sua plantação na cidade de Fernandez Oro, localizada na região patagônica, a 440 km de Bariloche. Outra lavoura em frente à sede da marca (CERVECERÍA PATAGONIA em Bariloche) também tem lúpulos especiais utilizados nas receitas das cervejas. 

Você sabia? 
Desde seu lançamento, a marca PATAGONIA já criou e produziu mais de 60 novas receitas de cervejas artesanais (incluindo edições limitadas e sazonais) usando somente ingredientes exclusivos da região da Patagônia, de diferentes variedades de lúpulo a lavanda, sabugueiro, framboesa, gengibre, mel, agulhas de pinheiro e infusões de carvalho. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Embalagem Marca e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/5/2022 

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