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17.11.23

BLUE MOON®


Nascida dentro de um estádio de beisebol, com um sabor refrescante e único, e apreciada com uma singela rodela de laranja na borda do copo, a Blue Moon® Belgian White se tornou um verdadeiro sucesso no segmento de cervejas artesanais no mercado americano. Por isso, experimente uma Blue Moon® na praia, a beira de uma piscina ou em uma festa com uma rodela de laranja na borda do copo e comprove sua vocação refrescante. 

A história 
Tudo começou com a pequena cervejaria Sandlot Brewery, uma então subsidiária da Coors Brewing, que era responsável pela administração de um acanhado Brewpub que ocupava um modesto porão no estádio de beisebol Coors Field, localizado no centro da cidade de Denver, no estado do Colorado, e onde jogava a equipe profissional da MLB (Major League Baseball) do Colorado Rockies. O responsável pelo local era Keith Villa, um funcionário da Coors Brewing - que chegou a desenvolver pesquisas na área de fermentação - e que anos antes estava na Bélgica, onde obteve o título de Ph.D. em bioquímica complexa em fabricação de cerveja pela tradicional Universidade de Bruxelas. Ao retornar aos Estados Unidos e inspirado pela escola de mestres cervejeiros belgas, em 1995 Keith criou a Bellyslide Belgian White, uma cerveja ao estilo Belgian White feita de trigo. Vale ressaltar que “belly slide” é uma manobra do beisebol onde o jogador desliza pelo campo.
  

Sendo uma Witbier, a Bellyslide era uma cerveja de trigo com adição de sementes de coentro e casca de laranja. Na sua receita, Keith usou laranja Valência, produzida nos Estados Unidos, e mais doce do que a Curaçau, normalmente utilizada em cervejas desse estilo. Naquela época este estilo de cerveja era praticamente desconhecido pelos norte-americanos. Tanto que os executivos da Coors Brewing ignoraram a nova cerveja criada em seu brewpub. Na verdade, não vislumbraram um potencial comercial para a cerveja de aspecto turvo (por não ser filtrada) e com aromas cítricos. Ainda que nessa época a Bellyslide Belgian White enfrentasse os desafios de ser uma cerveja Ale em meio à um mercado predominado por Lagers, Keith confiava que sua receita tinha personalidade e qualidade para ser bem sucedida.
   

Por isso, Keith não desistiu e para vender a Bellyslide Belgian White, ele virou uma espécie de porta-voz, apresentando a cerveja pessoalmente para os bares da região. A cerveja se tornou um cult regional e um dos clientes de Keith comentou que achava sua Belgian White tão boa que cervejas como aquela costumam surgir tão eventualmente quanto a lua azul (em inglês “Blue Moon”), um fenômeno raro. Pronto, surgia assim oficialmente a marca Blue Moon® Belgian White. O cervejeiro viajou o país tentando promover seu produto para o varejo. Com suas vendas em queda, em 1997 Villa tentou uma estratégia de marketing que iria mudar a história comercial da Blue Moon®. Ele decidiu oferecer sacos de laranjas para que bartenders colocassem fatias/rodelas da fruta na borda do copo durante o serviço. Ele se inspirou no México, onde era comum servir algumas cervejas com uma fatia de limão. Então resolveu colocar fatias de laranja no copo da cerveja Blue Moon®, que segundo ele, além de complementar o perfil de sabor, agregando ainda mais notas cítricas e frutadas, faria um copo de Blue Moon® se destacar muito nos bares. E deu muito certo.
  

Essa ação, junto ao amadurecimento do paladar americano em relação à cerveja seriam os pontos principais para o sucesso da marca. A partir de então, o projeto da Blue Moon®, que vinha sofrendo com ameaças de descontinuação pela Coors Brewing, ganhou massa crítica e passou a agradar a empresa que resolveu investir na marca com um apelo de charme e sofisticação para o público. Com isso, as embalagens de 6 garrafas da Blue Moon®, impulsionada pela força de distribuição da Coors, apareceram praticamente da noite para o dia nas prateleiras de grandes varejistas em 22 estados americanos. E finalmente no ano de 2001 as vendas Blue Moon® começaram a crescer. O crescimento da Blue Moon® fez com que em meados dos anos de 2000 a maior concorrente da Coors Brewing, a Anheuser Busch (conheça essa outra história aqui), lançasse a Shock Top, também uma witbier direcionada ao grande público, porém que nunca atingiu a popularidade da cerveja desenvolvida por Villa.
  

Nos anos seguintes, a Blue Moon® Brewing, então responsável pela produção da marca, além de conquistar inúmeros prêmios internacionais, vislumbrou a possibilidade de criar outras cervejas em adição a Blue Moon® original. Foi então que a cervejaria passou a oferecer uma coleção de saborosas cervejas sazonais e de lançamento limitado que refletiam o toque da Blue Moon® em vários estilos de cerveja, como por exemplo, Blue Moon® Summer Ale, uma cerveja filtrada elaborada com mel e equilibrada por um toque cítrico; Blue Moon® Pumpkin Ale, uma cerveja fabricada com abóbora e especiarias incluindo canela, noz-moscada, cravo e pimenta da Jamaica; Blue Moon® Winter Abbey Ale, cerveja com notas de caramelo maltado com um toque de chocolate amargo; e Blue Moon® Caramel Apple Spice Ale, uma mistura sazonal de maltes de especiarias e caramelo que realçam o sabor de maçã.
  

Em 2015 a Blue Moon® esteve envolvida em uma polêmica, quando uma ação coletiva e a Brewers Association, que reúne e promove as cervejarias artesanais americanas, entraram com um processo para questionar a utilização da nomenclatura artesanal para o produto, uma vez que ele era suportado por uma grande cervejaria. A instituição sustentava que essa omissão permitia que a Blue Moon® Brewing Company “se mascarasse como um produtor independente de cerveja”. Juridicamente, porém, a cervejaria foi absolvida sob alegação de não ter divulgado informação falsa sobre o produto.
  

Para completar os esforços de inspiração artesanal da marca, no verão de 2016 foi inaugurada uma cervejaria no bairro de RiNo na cidade de Denver, com capacidade de produção anual de 10.000 barris. O local, uma espécie de bar e restaurante, oferece mais de 20 torneiras de chope com cervejas especiais, limitadas e sazonais da marca Blue Moon®, além de um cardápio com inspiração global e de origem local. Em 2017, a marca ampliou seu portfólio com o lançamento da Blue Moon® Mango Wheat, uma cerveja de trigo refrescante com leve sabor de manga madura.
   

Pouco depois, em 2019, a marca introduziu a Blue Moon® Iced Coffee Blonde, uma cerveja sazonal de trigo com aroma brilhante de café. Em 2020, a cervejaria inovou ao lançar no mercado a Blue Moon® LightSky, uma cerveja de trigo produzida com casca de tangerina e dry hopping com lúpulo Azacca, que possui apenas 95 calorias. Introduzida através de uma campanha com o slogan “Welcome to the Light Side of the Moon”, o produto foi considerado um dos mais bem-sucedidos lançamentos do segmento no mercado americano.
   

Em um dos mercado mais competitivos do mundo, no ano de 2019 a Blue Moon® se tornou a 19ª cerveja mais consumida nos Estados Unidos. A Blue Moon® chegou ao Brasil de forma consistente também em 2019 ocupando prateleiras de diferentes pontos de vendas, de pequenas lojas de cerveja artesanal a grandes redes de varejo, através do trabalho de uma importadora independente. Mas essa história em solo brasileiro começou a mudar em 2021, quando a Heineken Brasil (conheça essa outra história aqui) passou a ser a importadora e distribuidora exclusiva de Blue Moon® no mercado brasileiro, após um acordo comercial entre as duas gigantes cervejeiras o que ampliou a presença do rótulo no país. Um dos últimos lançamentos da marca é a Blue Moon® Haze Juicy IPA, produzida com laranjas inteiras secas para infundir o sabor na cerveja, criando um sabor delicioso e suculento e uma cor brilhante. Além disso, a marca anunciou o lançamento, em janeiro de 2024, da Blue Moon® Non-Alcoholic Belgian White, a cerveja original com menos de 0,5% de álcool e apenas 80 calorias.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca, uma combinação harmoniosa de texto e ilustração, passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original já apresentava a “lua azul”, com menor destaque e em tom de azul mais claro, além da inscrição “Belgian White”, que se referia ao estilo da cerveja. A primeira remodelação aconteceu em 2001, quando o logotipo foi simplificado, apresentando a lua em sua totalidade (em novo tom de azul) e a tradicional faixa diagonal (em ocre) - onde está inserido o nome da marca, que ganhou uma nova tipografia de letra. Além disso, ao longo das bordas da lua havia pequenos pontos e traços brancos, simbolizando o brilho prateado do corpo celeste. O nome também foi abreviado, retirando a inscrição do tipo de cerveja. Em 2016, ocorreu uma nova reformulação da marca, que claramente dobrou os elementos artesanais da Blue Moon® - apesar dos protestos da indústria de cerveja artesanal americana de que apenas cervejarias independentes podem ser consideradas artesanais. No novo logotipo, a lua tornou-se plana, bidimensional e concisa. Os designers focaram nos relevos naturais do satélite da Terra, utilizando um novo tom de azul. A tipografia de letra (modernizada) perdeu as bordas. Já a faixa diagonal ganhou um fundo branco.
  

A imagem abaixo mostra a evolução das garrafas e das embalagens da Blue Moon® ao longo dos anos.
  

Os slogans 
One of a Kind Every Time. (2022) 
Savor Every Sip. (2021) 
Brighter Days Ahead. (2021) 
Reach for the Moon. (2019) 
Shine Brighter. (2018) 
Something’s Brewing. (2016) 
Artfully Brewed. (2016) 
Artfully Crafted. (2009) 
Handcrafted once in a blue moon. (1997)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1995 
● Criador: Keith Villa 
● Sede mundial: Denver, Colorado, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Molson Coors Beverage Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Gavin Hattersley 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 40 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas artesanais 
● Concorrentes diretos: Hoegaarden, Paulaner, Shock Top, Allagash White, Schneider Weisse, Erdinger, Weihenstephaner Hefeweissbier, Lagunitas e Samuel Adams 
● Ícones: A lua azul 
● Slogan: One of a Kind Every Time. 

A marca no mundo 
Atualmente a Blue Moon®, 19ª cerveja mais vendida no mercado americano, é comercializada em aproximadamente 40 países ao redor do mundo. No mercado norte-americano, a marca só fica atrás em volume de vendas das cervejas light lagers das grandes cervejarias. 


Você sabia? 
Sandlot Brewery foi a primeira cervejaria (brewpub) dentro de um estádio da MLB, a poderosa liga profissional americana de beisebol. A Sandlot Brewery ainda produz 1.500 barris da Blue Moon® por ano. E todos eles são servidos durante os jogos do Colorado Rockies no Coors Field. 
Em 2019, Keith Villa deixou a MillerCoors para criar sua própria empresa - a Ceria Beverage - que tem como foco a produção de cerveja sem álcool e com infusão de cannabis, para ser comercializada no estado do Colorado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 18/11/2023 

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31.5.22

CERVEZA PATAGONIA


Cervejas artesanais produzidas com ingredientes de alta qualidade de um das regiões mais deslumbrantes do mundo: a patagônia argentina. Se aventurar por novos sabores e novos aromas. Essa é a melhor definição da cerveja PATAGONIA, que acredita que a exploração é o que nos move a descobrir o inesperado. Como a região que lhe dá o nome, a cerveja PATAGONIA está sempre em busca de surpreender e oferecer para seus aficionados consumidores um sabor de descoberta por meio de suas receitas. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 2000 na garagem de uma casa no sul da cidade de Buenos Aires, quando um mestre cervejeiro da Cervecería y Maltería Quilmes, tradicional no mercado argentino por produzir a cerveja Quilmes (conheça essa outra história aqui), preparou a receita de uma cerveja com lúpulos patagônicos para compartilhar com os amigos. Mesmo sem perceber, essa cerveja leve com sabor de caramelo estabeleceria um novo rumo para a cervejaria argentina. Isto porque, nessa época o segmento de cerveja Premium estava apenas se desenvolvendo e os consumidores argentinos estavam cada vez mais procurando por novas opções e receitas mais elaboradas e artesanais de cervejas. Foi então que a Cervejaria Quilmes, que havia acabado de ser adquirida pela brasileira AmBev, resolveu lançar no mercado no ano de 2006 aquela receita caseira de seu mestre cervejeiro. Era o surgimento da PATAGONIA AMBER LARGER, uma cerveja de cor marrom acobreada e o sabor equilibrado de malte e lúpulo da Patagônia. Com isso, a cervejaria dava aos consumidores argentinos uma nova opção e rapidamente a PATAGONIA foi recebida com entusiasmo por quem procurava uma cerveja com sabor diferenciado e posicionamento Premium.
  

Devido à boa aceitação do público argentino, em 2010 a resolveu ampliar seu portfólio com o lançamento de duas novas variedades de cerveja: BOHEMIAN PILSENER (tradicional cerveja do tipo Pilsen produzida com o lúpulo tcheco Saaz, que proporciona um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda, e também com o Cascade argentino) e a WEISSE (cerveja de trigo, de cor dourada suave e sabor levemente ácido, ideal para harmonizar com alimentos picantes ou condimentados). Já no ano seguinte, a cervejaria resolveu lançar suas primeiras edições limitadas: Golden Ale, Robust Porter e Rose, buscando resultados de vendas para decidir se algum deles se tornaria um produto permanente em sua linha. Pouco depois, a marca começou a ser exportada para os vizinhos Uruguai e Paraguai. E foi somente em 2013, com o crescimento acentuado no segmento de cervejas artesanais e Premium no Brasil, que a marca PATAGONIA foi lançada no mercado brasileiro. Em pouco tempo a cerveja PATAGONIA se tornou conhecida e apreciada em estados do sul do país.
  

Dois anos depois, em 2015, a marca lançou a PATAGONIA KÜNE, uma cerveja estilo Pale Ale com leve amargor e notas herbais, proporcionadas pelos lúpulos patagônicos, e com a qual a cervejaria realmente ingressou no segmento artesanal. Seu nome remonta à cultura Mapuche e significa gêmeos. É assim que ela homenageia Victoria e Mapuche, o lúpulo que lhe dá aroma e aquele que lhe dá o seu amargor. Em 2016, devido ao súbito crescimento das cervejarias artesanais, a Cervejaria Quilmes decidiu inaugurar a CERVECERÍA PATAGONIA, criando assim uma experiência única para que seus consumidores pudessem saborear os diversos tipos de cervejas da marca em um ambiente deslumbrante encravado na cidade de San Carlos de Bariloche, na belíssima patagônia argentina.
   

Em 2017, além de lançar a PATAGONIA OCTUBREFEST (uma cerveja lager de corpo leve e final seco), sua primeira edição limitada em garrafa para comemorar a maior festa cervejeira do mundo, a Oktoberfest alemã; a marca apresentou a PATAGONIA KM 24.7, uma Session IPA com sauco - conhecido como sabugueiro - e mel, cujo nome é inspirado pelo quilômetro exato onde está localizada a cervejaria, no Circuito Chico, em Bariloche. Em seu preparo, são utilizados os lúpulos Nahuel, Mapuche e Victoria, colhidos na própria fazenda da cervejaria em Fernandez Oro, na Argentina, assim como cinco tipos diferentes de malte: Pilsen, Munich, Carared, Carapils e Melanoidina.
  

Em 2018, a marca PATAGONIA trouxe ao Brasil uma nova opção de consumo, em lata (473 mililitros). Até então, a marca sempre teve suas cervejas vendidas somente em garrafas no mercado brasileiro. E inovou para promover a novidade ao firmar uma parceria com a Azul (conheça essa outra história aqui), onde latas foram apresentadas em primeira mão durante happy hours nos voos da companhia com saída ou chegada das três capitais da região Sul (Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre). E ainda lançou uma nova variedade: PATAGONIA PORTER, uma de cor marrom escura e espuma cremosa, com um paladar aveludado e aroma de café, chocolate, caramelo, com notas de madeira graças à sua maturação com lascas de carvalho. Pouco depois, em 2019, a marca lançou a PATAGONIA HOPPY LAGER, uma cerveja não filtrada com amargor e álcool moderados, elaborada com maltes Pilsen, Vienna e CarAmber, e que incorpora a técnica Cold Dry Hopping, ambos os processos conferem-lhe uma maior presença de lúpulo no aroma e sabor.
   

Em 2020, a marca lançou novos rótulos no mercado: PATAGONIA RED LAGER, uma cerveja refrescante que revela camadas de aromas e sabores à medida que é bebida e se destaca por seus tons de cobre brilhantes e espuma de cor marfim; e a PATAGONIA SENDERO SUR, a primeira cerveja orgânica certificada na Argentina, produzida respeitando o controle de todas as suas etapas de produção: durante o cultivo da cevada no campo, o processo de maltagem e o processo de fabricação de cerveja, há um estrito cuidado com a condição orgânica da o produto.
  

Em 2021, a marca lançou grandes novidades como a PATAGONIA IPA (India Pale Ale), uma cerveja de estilo marcante por sua concentração de lúpulos e amargor característico. A nova cerveja traz uma combinação de diferentes maltes e lúpulos e promete “atender à demanda dos consumidores mais exigentes, que buscam por alta qualidade e sabor”. E a linha Special Recipes Edition, uma seleção de variedades de edição limitada criadas pela equipe da cervejaria, como por exemplo, Indira, uma Cherry Stout criada em colaboração com a Comunidade de Mulheres Cervejeiras, uma rede que visa tornar as mulheres visíveis no segmento de cervejas; e Scandinavian, uma American Pale Ale (APA) de corpo médio, com um delicado suporte de maltes e um amargor equilibrado mas presente, em que o aroma do lúpulo se destaca com notas de frutas tropicais, maracujá, pêssego e frutas cítricas.
   

Com espírito inovador, ainda no ano de 2021, a marca resolveu se aventurar por outros segmentos de bebidas ao lançar, em edição limitada, Isidra, uma cidra frutada (feita com maçãs da Patagônia e com a adição de sabugueiro, uma fruta silvestre característica da região, que lhe confere sua cor vermelho rubi brilhante) que podia ser apreciada em latas de 473 ml. Com o propósito de continuar inovando, a marca lançou um novo estilo de cerveja para o verão de 2022: PATAGONIA VERA IPA, uma nova edição limitada que se caracteriza por ter um aroma frutado intenso com notas de maracujá, manga e pêssego.
  

Atualmente no Brasil, a marca também oferece quatro estilos de cerveja: Patagonia Bohemian Pilsener, com um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda; Patagonia Amber Lager, marrom acobreada com aroma sutil de caramelo; Patagonia Weisse, com aroma cítrico com notas de laranja e coentro que equilibram perfeitamente o aroma e o sabor refrescante e pouco adocicado desta cerveja; e a Patagonia IPA, uma cerveja estilo IPA com apresenta coloração acobreada, límpida e brilhante, com intenso aroma frutado e cítrico com notas resinosas e herbais.
  

A microcervejaria e os refúgios 
Com o objetivo de convidar seus consumidores a viver a melhor experiência de cerveja do mundo em plena Patagônia, um dos destinos naturais mais icônicos do mundo, em junho de 2016 a marca abriu as portas da CERVECERÍA PATAGONIA, uma brewhouse (que produz 50.000 litros de cerveja por mês) onde o visitante pode acompanhar a elaboração das cervejas e degustar pratos típicos da região patagônica harmonizados com as bebidas em um descontraído bar. O enorme local abriga uma portaria, um campo de lúpulo, um espaço de tratamento e fluentes, o Jardin Cervecero (Jardim Cervejeiro), um beertruck, um mirador (mirante), um bar/restaurante e a microcervejaria.
   

Encravada no coração do Circuito Chico, exatamente no quilômetro 24.7, na bela cidade de São Carlos de Bariloche, na província de Río Negro, em plena região patagônica, ao ingressar no local, o olhar vai direto para o Lago Moreno e as montanhas que o protegem. Então o visitante sente o aroma da cerveja. Além das cervejas de alta qualidade, o local tem uma estrutura incrível, integrada à natureza e uma vista super privilegiada para os lagos Perito Moreno e Nahuel Huape.
  

Já no bar/restaurante, o visitante tem a oportunidade única de saborear todos os sabores que a Patagônia tem para oferecer com um visual esplendoroso da região. O cardápio do bar oferece diversas opções como a famosa parrillada, hambúrgueres, trucha a la plancha, provoletas, queso y chori, chorizo de pernil com queijo, choripans de linguiça de pernil, cordeiro e frango, sopas, risotos, pastel patagônico, além das famosas empanadas, com opções de cebola e queijo, carne picante e salteña. No cardápio tem a indicação de qual cerveja harmoniza melhor com o pedido. O local trabalha com ingredientes locais e receitas da estação, valorizando a brasa e o fogo.
  

O enorme local oferece ainda um tour pela fábrica onde se pode ver o processo de produção, desde a matéria-prima à produção. É nessa microcervejaria onde a inovação e a magia acontece através do desenvolvimento de novas variedades de lúpulos, plantados no local e que permitem explorar novos sabores e aromas para criar novas receitas de cervejas. O local transmite uma ideia da essência artesanal através de uma decoração rústica e aconchegante. É a tradução física da imagem da marca PATAGONIA através de seu estilo, seus ingredientes e sua qualidade distintiva. O local também transmite uma “imagem verde” de responsabilidade corporativa ao promover o uso de novas tecnologias que levam a práticas sustentáveis de cuidado com o meio ambiente.
  

Com o sucesso da microcervejaria, ainda em 2016 a PATAGONIA se propôs a levar essa incrível experiência a centenas de milhares de consumidores através da inauguração dos chamados REFUGIO PATAGONIA. Nos anos seguintes unidades foram inauguradas em diversas regiões argentinas como Comodoro Rivadavia, Jujuy, Corrientes, Córdoba, Tucumán, Misiones, Salta, Santa Fe, Buenos Aires, entre outros. Esses locais têm ares de pub com uma pegada mais esportiva, com balcão de bar alto e as torneiras de cerveja com seu lugar central em evidência. A decoração tem muita madeira no mobiliário. As informações sobre as cervejas disponíveis, além das opções de petiscos e comidas ficam descritas em uma parede com giz, outro elemento sempre presente nos bares. Como um legítimo pub, tem sempre uma televisão em local estratégico sintonizada no canal de esportes. Todo o projeto de iluminação, mobiliário, objetos e cores do ambiente seguem um mesmo padrão, conferindo uma identidade própria aos bares. Nesses bares, as cervejas também são servidas “on tap” (isto é, as torneiras plugadas nos barris), e não somente em garrafa e latas, como vendida no varejo.
  

Além de exportar cerveja boa para seus vizinhos sul-americanos, a Patagonia Brewing Company começou a expandir também seus “refúgios” - um modelo de “bar conceito” da marca - para os vizinhos Uruguai (o primeiro foi inaugurado em 2016 na cidade de Montevidéu), Paraguai e Brasil (em 2017 foi inaugurada a primeira unidade em Curitiba e atualmente já são 3 bares em cidades como Florianópolis e Porto Alegre). Hoje a marca conta com mais de 40 REFUGIO PATAGONIA localizados no Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil.
  

Um marketing poderoso 
Todas as ações de marketing e campanhas publicitárias da marca PATAGONIA são estrategicamente pensadas para, além de atrair o seu público alvo, criar verdadeiros fãs e admiradores através da cultura outdoor e da gastronomia. Afinal, como afirma a marca argentina “EXPLORAÇÃO E PAIXÃO POR CERVEJA SÃO NOSSOS NORTES”. A vida sempre nos mostra caminhos a seguir. Mas é você quem decide o próximo passo. Explorar novas paisagens de sabores e aromas é o convite que a PATAGONIA faz em suas ações, que trazem da natureza os elementos perfeitos que combinam com cada experiência, cada jornada. Um exemplo foi a Intervenção da Montanha, ação que provocava quem vive o ritmo frenético dos grandes centros urbanos, deixando muitas vezes de lado o cuidado com a saúde mental e a busca por momentos em contato com a natureza, e na qual, à uma altura de 40 andares, atletas caminharam em cima de uma fita de 130 metros pelos céus de São Paulo. Acomodados em redes suspensas, eles suspenderam um banner com a mensagem: “se você vê um gráfico, está na hora de ver uma montanha”.
  

No Brasil a marca já realizou eventos e ações como: Cena Patagonia, evento para celebrar a tradição da parrilla, com suas características marcantes e sabores únicos, que reuniu mestres parrilleros, nacionais e internacionais, em uma experiência exclusiva que propunha a união da gastronomia em volta do fogo, música e variados estilos de cerveja; Circuito Patagonia, eventos para explorar novos lugares e mostrar que a cerveja PATAGONIA combina muito com os brasileiros, com direito a mini-truck para servir chope e uma autêntica parrillada argentina, e cujas músicas ficaram por conta de bandas locais com influências do folk e rock; e Festival Fuego y Cerveza, uma rota gastronômica criada pela marca que trazia harmonizações entre os rótulos da cerveja argentina e a culinária local, com participação de 36 restaurantes, trazendo diversas opções para os mais variados paladares.
  

Porém, umas das mais fantásticas experiências oferecidas pela marca argentina (é preciso ser convidado para ter o privilégio de vivenciá-la) é poder colher o lúpulo, responsável pelo amargor da bebida, na fazenda General Fernandez Oro, localizada em Cipoletti, província de Río Negro, a 450 km de Bariloche. Batizada de “Cosecha de Lúpulo”, a experiência se passa em um grande acampamento no meio das fileiras de lúpulo. Cada barraca tem duas camas com colchão, saco de dormir, uma manta térmica, necessaire com produtos de higiene pessoal e uma mochila com um saco de colheita, luvas de couro, uma camisa para o frio, um boné e uma lanterna. A experiência ainda inclui um almoço ao ar livre em uma grande mesa comunitária e um jantar incrível no meio da plantação de lúpulo. Com direito a cordeiro patagônico feito no fogo de chão e mais outras delícias. Claro, tudo regado às cervejas da PATAGONIA.
     


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma acentuada remodelação ao longo dos anos. O logotipo modernizado da marca apresentou uma cor verde-escura, uma nova tipografia de letra e estrutura mais robusta e complexa, que ganhou traços de uma montanha estilizada, remetendo a deslumbrante paisagem da patagônia.
  

A identidade visual da marca argentina também pode ser aplicada na cor preta e possui ainda logotipos secundários, como mostra a imagem abaixo.
  

Em 2019, a marca apresentou novos designs para seus rótulos e também um novo formato para sua garrafa. Os rótulos passaram então a mostrar paisagens do sul da Argentina que inspiram as receitas da CERVEZA PATAGONIA, como a mata nativa que circunda a microcervejaria da marca no Circuito Chico, os amanheceres de verão no Cerro Capilla, os entardeceres de outono no Cerro Tronador, os meios-dias de inverno com vista para o Cerro Fitz Roy e a vista do Lago Moreno do Cerro Campanário em uma noite estrelada. E esses momentos com que as surpresas da natureza ganham vida em cada estilo de cerveja da marca foram retratados através das primorosas ilustrações criadas por um cartunista argentino.
  

Já no mercado brasileiro, apesar de manter os mesmos designs de rótulos, a marca utiliza uma garrafa de 740 ml com um formato mais arredondado (como mostra a imagem abaixo).
  

Os slogans 
Todo Tiene Su Origen. 
A cerveja da montanha. (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Lançamento: 2006 
● Criador: Cervecería y Maltería Quilmes 
● Sede mundial: San Carlos de Bariloche, Argentina 
● Proprietário da marca: Patagonia Brewing Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● Presidente: Martín Ticinese 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas artesanais 
● Concorrentes diretos: Antares, Norteña, Isenbeck, Imperial, Goose Island, Eisenbahn e Heineken 
● Slogan: A cerveja da montanha. 

A marca no mundo 
A PATAGONIA comercializa sua ampla variedade de cervejas artesanal e Premium em mais de 10 países sul-americanos, com destaque para os mercados argentino, uruguaio, paraguaio, chileno e brasileiro, além do americano, no qual a marca ingressou recentemente. A marca argentina oferece suas cervejas em latas (350 ml e 473 mililitros) e garrafas (na versão 740 ml e long neck 355 ml), além da versão chope. De propriedade da AB InBev, um gigante cervejeiro mundial proprietário de marcas como Stella Artois, Skol, Budweiser e Corona, a PATAGONIA utiliza lúpulos importados da República Checa e de sua plantação na cidade de Fernandez Oro, localizada na região patagônica, a 440 km de Bariloche. Outra lavoura em frente à sede da marca (CERVECERÍA PATAGONIA em Bariloche) também tem lúpulos especiais utilizados nas receitas das cervejas. 

Você sabia? 
Desde seu lançamento, a marca PATAGONIA já criou e produziu mais de 60 novas receitas de cervejas artesanais (incluindo edições limitadas e sazonais) usando somente ingredientes exclusivos da região da Patagônia, de diferentes variedades de lúpulo a lavanda, sabugueiro, framboesa, gengibre, mel, agulhas de pinheiro e infusões de carvalho. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Embalagem Marca e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/5/2022 

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20.7.20

GOOSE ISLAND BEER


GOOSE ISLAND é mais que uma cervejaria artesanal. É uma cultura de pessoas que exploram e inovam possibilidades. E cuja missão é liderar o ofício da fabricação criando cervejas artesanais premiadas que definem estilos clássicos e inovadores para capturar o coração, a imaginação e o paladar dos consumidores. Amplamente premiada e pioneira em envelhecimento em barris de carvalho, as cervejas da marca americana respeitam à história e cultura cervejeira, bem como a paixão e inovação no processo de fabricação para criar verdadeiras obras-primas do sabor. 

A história 
A história começou quando o americano John Hall (foto abaixo), durante suas constantes viagens pela Europa, teve a oportunidade de saborear os mais diversos estilos de cervejas de várias regiões, e pensou: “a América merece cervejas tão boas como estas”. Apesar da fabricação de cervejas crafts (artesanais) ainda não ser amplamente conhecida e difundida na década de 1980, ao retornar da Europa John começou a fabricar cervejas artesanais em sua casa, localizada em Chicago, cidade ideal para a produção, pois apresentava gostos em rápida evolução e um dos maiores sistemas de água doce do planeta. Seguindo seu sonho, ele resolveu inaugurar no dia 13 de maio de 1988 um brewpub (bar que produz a própria cerveja) na Clybourn Avenue, região de Lincoln Park. Ele batizou o local de GOOSE ISLAND, em homenagem a uma ilha próxima a região. O nome da marca está relacionado a uma lenda de que barcos derrubariam grãos próximos a uma ilha localizada em Chicago. Esse alimento atrairia gansos, que usavam a ilha como moradia.


Seu filho, Greg, assumiu o cargo de mestre-cervejeiro. Pai e filho queriam oferecer aos habitantes de Chicago a possibilidade de experimentar estilos de cervejas inglesas e belgas. Tudo acompanhado por deliciosos petiscos. Inicialmente o novo estabelecimento produzia seis tipos de cerveja, entre elas a Goose Island Honkers Ale, uma autêntica English Bitter (que até hoje faz parte da linha regular da marca), inspirada nas visitas do fundador a pubs ingleses, que combinava aroma de lúpulo frutado com um rico meio malte para criar uma cerveja perfeitamente equilibrada.


A pequena cervejaria ganharia destaque nacional em 1992, quando Greg teve a ideia de envelhecer cervejas em barris de Bourbon para comemorar o aniversário do milésimo lote de cerveja da GOOSE ISLAND. O resultado pioneiro foi a Goose Bourbon County Stout, uma cerveja no estilo Imperial Stout bastante aclamada pela crítica na época. O sucesso foi tamanho que as cervejas envelhecidas em barril (por 8 a 12 meses) da GOOSE ISLAND se tornaram um ícone, e a partir de 2004 foram lançadas em pequenos lotes limitados todos os anos. Para envelhecer a mundialmente famosa e forte (com 13,9% de teor alcoólico) Bourbon County Stout, a marca usa predominantemente antigos barris de Heaven Hill. Em média, são barris de 12 anos. O processo de envelhecimento ocorre em um espaço não climatizado, permitindo a exposição ao calor e ao frio extremo do clima de Chicago, que contrai e expande a madeira, ajudando assim a passar o caráter do uísque do barril para a cerveja. Atualmente a Bourbon County Stout da GOOSE ISLAND tem um papel estratégico na geração de expectativa do público mais aficionado por cervejas artesanais, gerando diversas campanhas de marketing para destacar a sua chegada sazonal ao mercado, sempre no mês de novembro.


As cervejas de seu brewpub se tornaram tão popular, que para atender a alta demanda, em 1995, John decidiu abrir uma cervejaria maior com sistema de envase em garrafa, o que ajudaria no crescimento da marca GOOSE ISLAND no centro-oeste americano. Em pouco tempo a cervejaria virou referência em Chicago e naturalmente foi conquistando cervejeiros em outros estados americanos. Um segundo brewpub foi inaugurado em Wrigleyville no ano de 1999, localizado a uma quadra ao sul do icônico Wrigley Field, estádio do time de beisebol do Chicago Cubs. Nos anos seguintes a GOOSE ISLAND ampliou sua portfólio com diversas receitas de cervejas, além do lançamento de rótulos sazonais e edições limitadas. Era o surgimento de clássicos da marca como a Goose IPA (2000), cerveja com alto amargor e sabor frutado que utiliza um mix de lúpulos americanos e tradicionais lúpulos ingleses, além de malte Backbone, e cujo método dry hopping realça ainda mais o sabor do lúpulo; a Matilda (2005), inspirada em grandes cervejas trapistas, no estilo complexo Belgian Ale, fermentada com leveduras Brettanomyces selvagens, com aromas de frutas secas e de cravo e um sabor picante de levedura; e a Goose 312 Urban Wheat (2006), cerveja de trigo imensamente refrescante com aroma picante de lúpulo Cascade, seguido por um sabor frutado entregue em um corpo suave e cremoso.


A partir de 2006 as cervejas da marca começaram a ser distribuídas no Reino Unido. No ano de 2007 a GOOSE ISLAND decidiu ampliar o programa de cervejas envelhecidas no barril. Mas desta vez os mestres-cervejeiros utilizaram barris de vinho. A variedade de barris de vinho utilizada resultou em algumas das cervejas mais exclusivas da marca, incluindo a premiada Sofie (uma Belgian Farmhouse Ale com 20% de sua receita refermentada com raspas de laranja em barris de vinho), Juliet, Lolita, Madame Rose, Gillian e Halia. Em novembro de 2008 a GOOSE ISLAND voltou a ser notícia quando um pequeno lote da cerveja Bourbon County Stout tornou-se disponível pela primeira vez em estados do oeste americano. Outro sucesso da marca, Goose Green Line, foi lançado em 2010 como uma cerveja american pale com forte cor de mel, um aroma de lúpulo americano pronunciado e brilhante e sabor cítrico.


O enorme sucesso da GOOSE ISLAND, que vendia suas cervejas em 22 estados americanos e exportava para Inglaterra, Canadá e partes da Escandinávia, chamou a atenção do gigante cervejeiro AB InBev, que adquiriu a cervejaria de Chicago em março de 2011 por US$ 38.8 milhões. Com essa aquisição a GOOSE ISLAND BEER COMPANY passou a ter acesso a uma quantidade invejável de recursos técnicos e físicos, consultoria e uso de recursos das outras plantas, como laboratórios que permitiram um melhor controle de qualidade das cervejas ali produzidas, a uma enorme rede de distribuição e acesso sólido a grandes mercados mundiais. Para se ter a importância dessa aquisição, um ano depois as cervejas da GOOSE ISLAND já estavam sendo produzidas nas cervejarias da Anheuser-Busch localizadas em Fort Collins (Colorado) e Baldwinsville (Nova York), para distribuição nacional.


Em 2015 as cervejas da cultuada GOOSE ISLAND começaram a serem vendidas no Brasil. Com o inconfundível ganso branco impresso nas garrafas, a marca desembarcou em terras tupiniquins com dois rótulos: IPA e Honkers Ale. Nos anos seguintes, como parte de seu plano de expansão internacional, a marca inaugurou unidades da GOOSE ISLAND BREWHOUSE (bares que produzem a própria cerveja) em cidades como Londres, São Paulo e Xangai. Entre os mais recentes lançamentos da marca estão a Goose Midway IPA, a nova Session IPA da marca (leve e refrescante), um dos estilos de cervejas que mais cresce no mundo e a primeira inovação da GOOSE ISLAND produzida fora dos Estados Unidos, sendo desenvolvida especialmente para outros mercados; e a Goose So-Lo, uma IPA de baixa caloria.


Atualmente a GOOSE ISLAND tem um posicionamento claro: liderar o movimento de cervejas artesanais criando produtos premiados que definem estilos clássicos e inovadores. E mesmo depois de mais de 30 anos, a marca americana, cultuada por 10 entre 10 apreciadores de cerveja, ainda carrega seu lema principal: “Não precisamos ser a única cerveja que você bebe. Nós só queremos ser a melhor cerveja que você bebe” (em inglês “We don’t need to be the only beer you drink. We just want to be the best beer you drink”).


As micro-cervejarias do ganso 
A marca utiliza como forte ferramenta de marketing e branding a GOOSE ISLAND BREWHOUSE, bares onde as cervejas são produzidas e consumidas. Hoje em dia são 9 nove unidades localizadas nas cidades de Chicago, Filadélfia, Toronto, São Paulo, Londres, Seul, Xangai e Monterrey. A unidade brasileira foi inaugurada no final de 2016 em São Paulo. Localizada no bairro de Pinheiros, oferece a experiência de provar novos rótulos cervejeiros e diferentes sabores gastronômicos. Nos grandes tanques de inox, que podem ser vistos ao fundo logo que se entra no bar, são produzidos até 15.000 litros de cerveja por mês. Tudo para ser consumido na própria casa, através de uma das 30 torneiras (em forma de cabeças de ganso) distribuídas entre os dois andares, que oferecem mais de 10 tipos de chopes, didaticamente listados no cardápio. No local a ideia, de acordo com o mestre-cervejeiro, é sempre produzir novas receitas. Ou seja, acabou o lote, ele vai repensar os sabores e criar algo novo, sempre com atenção à sazonalidade. A primeira receita brasileira sob a tutela da marca americana foi a Goose Brasil, uma american wheat ale, muito fresca e aromática.


O espaço ainda conta com um “barrel room”, uma espécie de adega com 20 barris de carvalho trazidos de Salinas (MG) que serão utilizados para futuros experimentos. Outro ponto alto da casa, além das cervejas, é o enorme terraço no andar de cima, ou “biergarten” já batizado em português, como o jardim da cerveja. O ambiente é totalmente aberto, com vista panorâmica para as praças do Largo da Batata e com um componente extra no fim do dia: o por do sol que pode ser admirado dali, acompanhado por um chope ou um dos pratos do extenso cardápio com pegada americana. O local também tem uma lojinha de souvenires, para quem quiser levar para casa copos, bonés ou camisetas impressas com o ganso da marca, além é claro, das cervejas da marca, incluindo rótulos especiais e sazonais.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente, mas sempre manteve o ganso branco como símbolo principal. A mais recente modernização de seu logotipo ocorreu em 2014.


Os slogans 
Think Big About Beer. (2018) 
Here’s To What’s Next. (2013) 
Drink local. (2002)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 13 de maio de 1988 
● Fundador: John Hall 
● Sede mundial: Chicago, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Goose Island Beer Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● CEO: Carlos Brito 
● Presidente: Todd Ahsmann 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias
● Principais produtos: Cervejas artesanais e chopes 
● Concorrentes diretos: Sam Adams, Lagunitas, Blue Moon, Leinenkugel, New Belgium, Dogfish Head, Bell’s, Harpoon, Founders e Sierra Nevada 
● Ícones: O ganso branco 
● Slogan: Think Big About Beer. 
● Website: www.gooseislandsp.com 

A marca no mundo 
A GOOSE ISLAND BEER oferece mais de 45 tipos de cervejas artesanais (incluindo a linha regular, especiais, edições limitadas e sazonais), está presente em mais de 35 países ao redor do mundo, com forte presença nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, e possui ainda 9 bares/micro-cervejarias (chamados de Brewhouse). A GOOSE ISLAND BEER COMPANY cultiva mais de 50 diferentes tipos de lúpulos na fazenda Elk Mountain Farms no norte do estado de Idaho. Atualmente a GOOSE ISLAND faz parte do vasto portfólio da AB InBev, sendo reconhecidamente uma das melhores marcas de cerveja do mundo. 

Você sabia? 
Desde 1989 as cervejas da GOOSE ISLAND ganharam mais de 110 medalhas no Great American Beer Festival, na Copa do Mundo de Cerveja e em outras competições internacionais. 
A origem da cerveja IPA - sigla de “India Pale Ale” - veio da época que a Índia era colonizada pela Inglaterra. Os ingleses estavam em busca de um método para aumentar a conservação das cervejas durante as viagens de navio para a sua colônia. Para ajudar a suportar a longa viagem desde a Inglaterra, sujeita a variações de temperatura e muito chacoalhar, a bebida era produzida com bastante lúpulo, o que lhe conferia sabor fortemente frutado e maior teor alcoólico. E assim foi criada a cerveja IPA, carregadas de lúpulo e, por isso, bem amargas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Inc.com, Veja, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Estadão, Folha e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/7/2020