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29.9.08

ZWILLING J.A. HENCKELS


Não basta saber cozinhar, é preciso ter os ingredientes certos e principalmente as ferramentas adequadas para preparar o prato ideal. Afinal, mais do que nunca, a tecnologia passou a ser crucial na alta gastronomia. E as facas, utensílios triviais usados no dia a dia, também conquistaram a atenção dos gourmets. É justamente neste segmento que a grife ZWILLING J.A. HENCKELS reina absoluta, produzindo as melhores facas e instrumentos de cortes que um bom cozinheiro irá precisar para preparar pratos sofisticados e diferentes. 

A história 
A história de uma das grifes mais cultuadas pelos chefes de cozinha do mundo inteiro começou quando o alemão Peter Henckels, um artesão cuteleiro, fundou uma modesta fábrica para a produção de facas no dia 13 de junho de 1731 na cidade de Solingen, localizada às margens do Rio Wupper, na Renânia do Norte-Vestfália, e conhecida desde a Idade Média por sua tradição cuteleira. O nome da nova empresa, batizada de ZWILLING, derivava da palavra alemã Zwillinge, que significa o horóscopo de gêmeos, período em que o novo negócio foi iniciado. Foi também nesta época que surgiu o famoso símbolo TWIN (dois bonequinhos idênticos significando o horóscopo de gêmeos), uma dos mais antigos logotipos ainda em utilização no mundo. Muitos anos mais tarde o nome de um de seus descendentes, Johann Abraham Henckels, foi adicionado ao nome da empresa, que passou a se chamar oficialmente ZWILLING J.A. HENCKLES. E foi justamente sob seu comando que a empresa iniciou seu crescimento dentro da Alemanha, inaugurando um escritório de representação na cidade de Berlim em 1818.


O reconhecimento internacional pela qualidade de suas facas começaria em 1851 quando na Exibição Internacional de Londres (World Exhibition) os produtos expostos conquistaram seus primeiros prêmios, fazendo com que a marca ganhasse reconhecimento mundial. Em 1883 teve início uma forte expansão nacional e internacional com a abertura de um escritório em Nova York (já em 1907 possuía loja em plena Quinta Avenida), seguido, nos anos seguintes, por unidades nas cidades de Colônia, Viena, Hamburgo, Dresden, Munique, Paris, Copenhagen e Roterdã. A conquista do mercado americano teria início uma década mais tarde. Além disso, a fama internacional de suas facas chegou a tal ponto, que o pesquisador africanista Leo Frobenius denominou em 1905, no antigo Congo, uma cadeia de montanhas de “Zwilling” e outra de “Montanhas de Henckels”. Em 1938, a ZWILLING iniciou um novo capítulo em sua história com o lançamento da tesoura gastronômica para múltiplo uso (equipadas com abridor de garrafa e lata), elevando a novos padrões de design e qualidade o segmento de tesouras de cozinha. O modelo está à venda até os dias de hoje.


No ano seguinte a empresa inventou e patenteou o processo FIODUR (aço inoxidável endurecido com gelo) para produtos de cutelaria, que nos anos seguintes seria adotado como padrão de alta qualidade pela indústria. Esse processo se tornou marca registrada da ZWILLING resultando em produtos mais resistentes com grande flexibilidade, alta resistência à corrosão e uma longa duração no corte. Na década de 1970 a ZWILLING introduziu inúmeras inovações no mercado como em 1971 quando lançou as facas decoradas e específicas para cada tipo de atividade (diferentes cortes para cada tipo de alimento) e a linha de facas de alta qualidade FOUR STAR, desenvolvida em conjunto com renomados chefs de cozinha alemães em 1976. Nesta década, a ZWILLING era a marca de facas preferida e líder de mercado entre os principais chefs de cozinha do mundo.


Em 1989 foi lançada a famosa maleta (chamada TWINOX) contendo produtos de manicure como alicates, tesouras e pinças. Pouco depois, em 1992, provocou uma revolução no setor ao apresentar um método totalmente novo na fabricação de facas: vários anos de pesquisa resultaram na tecnologia de componentes de metal sintetizado, conhecida como SCT. A empresa iniciou o novo milênio com lançamentos de produtos revolucionários como a linha de facas TWIN, que uniam ergonomia com tecnologia, introduzida em 2001; a linha de dispositivos para cozinha TWIN SELECT (incluía instrumentos como batedores manuais, pegador de sorvete, cortador de pizza e queijo, espremedor de alho, martelo de carne, tábua, conchas, entre outros itens), que unia beleza e funcionalidade, introduzida em 2002; e a linha de facas TWIN POLLUX, com seus cabos rebitados, lâminas afiadas e design atrativo, direcionadas para ambiciosos chefs domésticos, introduzida em 2003. Para conquistar um reconhecimento ainda maior no mercado mundial de acessórios para cozinha, a ZWILLING passou por uma revolução há poucos anos e iniciou um enorme processo de aquisições, gastando €1.8 bilhões. Comprou a francesa Staub, voltada à fabricação de panelas de ferro; a belga Demeyere, especializada em panelas de alumínio; e a Myabi, empresa japonesa dedicada à produção de facas que utilizam o mesmo material usado nas espadas dos antigos samurais.


Em 2008, depois de abrir uma loja no shopping Bourbon em São Paulo (a unidade fechou há alguns anos), a marca se preparou para expandir sua atuação, inaugurando o maior ponto-de-venda da ZWILLING no mundo, localizado na Rua Oscar Freire, na capital paulista, no final de outubro. E não é só. Em 2011 para comemorar os 280 anos da empresa, a ZWILLING lançou 28 produtos com preços especiais, para comemorar cada uma das 28 décadas. Pouco depois, em 2013, a marca inaugurou uma moderna loja-conceito na cidade alemã de Düsseldorf.


O sucesso 
Em suas lojas é possível encontrar desde uma lixa de unha que custa R$ 75, passando por um kit básico indispensável a todo bom gourmet (uma maleta que contém dez facas com diferentes tipos de lâmina, uma espátula para a finalização de pratos e uma chaira para amolar) ao preço de R$ 5 mil, até um jogo de facas que sai por R$ 12 mil. O que as torna tão caras? A linha de facas TWIN 1731, por exemplo, produzida em homenagem aos 277 anos de fundação da empresa, é fabricada com o mesmo tipo de aço utilizado em foguetes espaciais. Para levar um jogo com cinco facas para casa o cliente tem que desembolsar mais de R$ 11 mil. Nesse caso, a tradição é um fator importante na decisão de compra do consumidor. Tradição, entretanto, não garante sucesso entre os clientes. A qualidade da lâmina é fundamental para não danificar os alimentos na hora de preparar um prato mais sofisticado. E é exatamente aí que a marca ZWILLING parece ser imbatível, principalmente por apresentar produtos de primeiríssima qualidade (100% de polimento, anti-ferrugem e afiação perfeita) e possuir um dos melhores cortes do mundo em suas facas e instrumentos. Com mais de 285 anos de tradição, inovação, alta qualidade e excelência em design, a marca alemã oferece aos seus exigentes consumidores uma ampla variedade de produtos que cunharam a ZWILLING durante gerações e gerações de cozinheiros profissionais e amadores.


A evolução visual 
Desde 1731 o famoso logotipo TWIN vem sendo modernizado para acompanhar a evolução dos tempos, adotando sua atual aparência em 1969 quando uma caixa vermelha foi introduzida.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 13 de junho de 1731 
● Fundador: Peter Henckels 
● Sede mundial: Solingen, Alemanha 
● Proprietário da marca: Zwilling J.A. Henckels AG 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Erich Schiffers 
● Faturamento: €500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 220 
● Presença global: + 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Cutelaria 
● Principais produtos: Facas, tesouras, cortadores, faqueiros e utensílios de cozinha 
● Concorrentes diretos: Global, WMF, Wüsthof, Messermeister, Shun, Victorinox e Silit 
● Ícones: A linha de facas TWIN 
● Slogan: Passion for the best. Since 1731. 
● Website: www2.zwilling.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
Atualmente a ZWILLING, líder mundial em acessórios de luxo para cozinha e cutelaria, vende suas facas, utensílios domésticos (panelas) e produtos de cutelaria (incluindo tesouras, alicates e canivetes) através de mais de 220 lojas próprias (200 delas localizadas na China) e 5.000 pontos multimarcas distribuídos por mais de 100 países ao redor do mundo. Além de fabricar seus produtos na Alemanha, a ZWILLING produz na China (facas, tesouras e panelas) e Japão (facas). 

Você sabia? 
Atualmente o mercado internacional responde por aproximadamente 80% de seu faturamento, estimado em €500 milhões. Essa importância internacional pode ser vista pela inauguração de sua primeira loja conceito em Paris no ano de 2005. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 23/7/2018

9.6.06

VICTORINOX


Durante décadas, o canivete era um presente inevitável de milhões de turistas que visitavam a Suíça. Em todas as formas, cores e tamanhos, eles eram, e ainda são, expostos nas lojas de lembranças em todo país. E a marca VICTORINOX foi quem inventou a fórmula mágica de colocar, em um objeto do tamanho da palma da mão, um punhado de ferramentas: de cortador de unha e saca-rolhas a navalhas e chave de fenda. Com isso, a VICTORINOX, que hoje é uma marca de estilo de vida, se tornou conhecida por milhões de pessoas em todo o mundo, que a associam aos típicos valores suíços, como inventividade, confiabilidade, funcionalidade e qualidade. 

A história 
Karl Elsener, o fundador da empresa, nasceu no dia 9 de outubro de 1860 em Schwyz na Suíça. Após anos de aprendizado em Paris, onde trabalhou como jornaleiro, e no distrito de Tuttlingen, no sul da Alemanha, voltou para casa com o objetivo de abrir seu próprio negócio no pequeno vilarejo de Ibach, localizado no cantão de Schwyz, próximo aos belos Alpes Suíços. Naquele tempo havia muito pouca atividade industrial no distrito de Schwyz, fazendo com que muitos jovens lavradores tivessem que imigrar para a América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Procurando criar novas oportunidades de empregos, tomou a iniciativa, em 1884, de fundar uma pequena oficina de cutelaria. Nessa época, a energia para operar as máquinas era obtida utilizando a correnteza do pequeno rio Tobelbach. Pouco depois, em 1891, ele e cerca de 30 outros cuteleiros uniram forças para organizar a Associação de Cuteleiros Suíços (Swiss Master Cutlers Association) cujo principal objetivo era produzir canivetes para o exército suíço, principalmente ao perceber que as facas de bolso usadas pelos soldados do seu país eram feitas na Alemanha.


Karl Elsener estava procurando um canivete compacto e firme, que oferecesse várias funções combinadas em uma única ferramenta. Desenvolveu então um rudimentar utensílio (uma faca grande de madeira), embrião dos cobiçados canivetes, e integrou a ele diversas ferramentas, além da lâmina: uma chave de fenda, um abridor de latas e um perfurador. Em outubro de 1891 foi feita a primeira entrega aos soldados suíços. Porém, empresas alemãs conseguiam produzir canivetes mais baratos em suas fábricas, fazendo com que todos os outros membros da associação de cuteleiros abandonassem o projeto após um ano. Mesmo perdendo muito de sua fortuna, Elsener perseverou, focando suas energias na produção de outros canivetes multifuncionais, como por exemplo, o Canivete do Estudante, Canivete do Fazendeiro e o Canivete do Cadete. Para ampliar o negócio, ele aperfeiçoou seu principal produto.


Em 1897, criou uma maneira de utilizar uma mola para dobrar as lâminas. Isso permitiu adicionar mais instrumentos e ferramentas. Surgiram os modelos com abridor de latas, chave de fenda, saca-rolhas, serra, alicate, abridor de garrafas, palito de dente, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola. Em 12 de junho, registrou o projeto do “Offiziermesser”, em alemão algo como “Canivete dos Oficiais Suíços”, que seria responsável por seu sucesso e sua fortuna. Este era mais leve e elegante, utilizando talas de fibra e seis ferramentas com apenas duas molas (lâmina, punção, abridor de latas, chave de fenda, lâmina pequena e saca-rolhas).


O exército suíço não adotou o canivete, mas muitos oficiais que reconheciam seus méritos, o compravam em inúmeras cutelarias onde o canivete também estava disponível. Esta útil ferramenta multifuncional se tornou rapidamente popular entre os suíços. E mais e mais vendas foram feitas para o exterior. Elsener utilizou-se de constantes inovações e altíssima qualidade para combater as inúmeras imitações que começaram a surgir. Em 1909, por exemplo, conseguiu distinguir definitivamente seu produto das imitações, pois o governo suíço lhe permitiu utilizar em seus canivetes a cruz suíça com um escudo - conhecida como Cross and Shield. Após a morte de sua mãe, no mesmo ano, decidiu utilizar seu nome de batismo VICTORIA como marca registrada. Em 1918, Karl Elsener faleceu, deixando a fábrica sob o controle dos filhos Carl e Alois. Após a criação do aço inoxidável em 1921 e sua consequente utilização na fabricação das lâminas e funções dos canivetes, a palavra INOX acabou sendo adicionada à marca VICTORIA, formando um acrônimo que mesclava o nome da sua mãe ao novo material, surgindo assim a VICTORINOX.


O produto popularizou-se ainda mais depois da Segunda Guerra Mundial, principalmente entre as unidades militares americanas, e tornou-se um símbolo da própria Suíça, ao lado dos relógios e dos chocolates. Foi neste período que surgiu a expressão “canivete suíço”. Isto porque seu nome original (Offiziermesser) era praticamente impronunciável para os soldados americanos que compraram o objeto para levar como presente no retorno para casa. Sabendo que a arma vinha da Suíça, eles passaram a chamá-la de SWISS ARMY KNIFE (em português, Faca do Exército Suíço). E a empresa percebeu que ali tinha um mercado enorme a ser explorado. E rapidamente iniciou seu processo de internacionalização. A partir de 1969, alguns produtos da linha de cutelaria doméstica e profissional passaram a serem produzidos na nova fábrica da empresa. Na década de 1990 a empresa começou a diversificar sua linha de produtos, até então compostas por facas, canivetes e alicates, além de uma pequena linha de relógios. Ainda durante este período inaugurou subsidiárias no Japão, México, Brasil, Polônia, Hong Kong/China, Vietnã e Chile.


Com a chegada do novo milênio tudo mudou. A história da VICTORINOX pode ser dividida em duas fases: de 1884 a 2001 e de 2002 até agora. Explica-se: durante os primeiros 117 anos, a VICTORINOX foi exclusivamente sinônimo de canivete. Afinal, foi a empresa quem inventou a fórmula mágica de colocar, em um objeto do tamanho da palma da mão, um punhado de ferramentas com várias funcionalidades. Mas aí, aconteceu a tragédia de 11 de setembro de 2001, o ataque terrorista ao WTC (World Trade Center), a paranoia americana com objetos cortantes e a empresa acusou duramente o golpe. Da noite para o dia, a venda de canivetes despencou 30%, e a empresa perdeu dois dos seus mais importantes canais de comercialização, os aeroportos e as aeronaves. Isto porque, surgiu a proibição de embarque de objetos cortantes nos aviões. Para ter uma ideia, as lojas de souvenires em aeroportos respondiam por quase 70% do faturamento da empresa. E pior: os Estados Unidos eram os grandes consumidores do produto. Segundo dados das autoridades americanas, nos 14 meses após os atentados foram confiscadas, nos aeroportos do país, 1.8 milhões de facas, na maioria canivetes vermelhos. Para piorar, muitas corporações que compravam o produto como presente ou brinde suspenderam suas encomendas.


A empresa, então, para enfrentar o período mais difícil de sua história, se dedicou à estratégia de se tornar uma marca global de estilo de vida e diversificar suas atividades. Acertou em cheio, principalmente na linha de relógios, que havia surgido de uma associação com a Swiss Army, anos antes. Hoje, os relógios já respondem por mais de 25% do faturamento mundial da VICTORINOX. Além disso, a empresa lançou inúmeros produtos, incluindo os itens de cutelaria, antes em menor escala, que ganharam uma divisão para chefs de cozinha. Atualmente sua gama de produtos oferece facas profissionais e de cozinha, utensílios de cozinha (como saca-rolhas, descascador, afiador de facas, abridor de latas, tesouras, espátulas multiuso, raspadores e cutelo), alicates (conhecidos como SwissTool Spirit com trinta e nove funções e design arrojado para quem aprecia uma ferramenta de altíssima qualidade, pesando apenas 205 gramas), perfumes e colônias, malas para viagem, carteiras e bolsas, entre outros itens, como cadeados e lanternas. A marca também cresceu no segmento promocional com presentes corporativos.


E durante este período, a VICTORINOX inaugurou algumas lojas próprias em cidades como Nova York e Genebra. Outro fato marcante desse período ocorreu no dia 26 de abril de 2005, com a aquisição da tradicional empresa Wenger, fundada em 1893, o que proporcionou a VICTORINOX se tornar novamente a fornecedora oficial de canivetes do Exército Suíço. Além disso, a marca lançou novidades para seu principal e icônico produto: canivete Spartan Lite, com luz branca muito mais potente e econômica que a tradicional vermelha, e o Voyager Lite, que trazia relógio, alarme e cronógrafo digital embutidos em seu revestimento transparente. No ano de 2008 a marca inaugurou sua primeira flagship store na cidade de Londres. E, em 2013, a VICTORINOX inaugurou seu primeiro espaço próprio em São Paulo, no badalado Shopping Cidade Jardim. O quiosque contava com diversos produtos da marca, como os famosos canivetes, relógios, perfumes e artigos da linha de cutelaria. Em 2017, a marca suíça resolveu descontinuar sua pequena linha de roupas para focar seus esforços e investimentos em seus principais produtos como canivetes, facas, malas, perfumes e relógios.


Há décadas a empresa manteve uma marca que virou objeto de desejo do público masculino. A constante atualização e a diversificação de seus produtos mantêm a empresa faturando alto. E não só com canivetes, mas também facas, relógios, perfumes, carteiras, pastas e malas de viagem. Boa parte voltada essencialmente para os homens. Porém, recentemente, a divisão Travel Gear resolveu mirar o público feminino. Isto porque, apesar de 80% de seus produtos serem usados por homens, 50% deles são comprados por mulheres. Um exemplo disso é a atenção especial dedicada à variedade de formas e cores das malas, que antes se limitavam a praticamente três opções (preto, vermelho e bege) e outros utensílios de viagem. Nos Estados Unidos, celebridades femininas da música e do cinema já descobriram as malas da VICTORINOX, como a cantora Madonna e a atriz Renée Zellweger.


A linha do tempo 
1989 
Lançamento de uma pequena linha de relógios no mercado americano. 
1996 
Lançamento de sua primeira colônia chamada SWISS ARMY
1997 
Lançamento do VICTORINOX SWISS CARD, um canivete no formato de um cartão de crédito feito de plástico transparente com lâmina, alfinete, tesoura, caneta, pinça, lente de aumento, uma chave de fenda com 4 pontas (2 sendo tipo Phillips), uma lanterna de LED vermelha e duas réguas, uma em polegadas e outra em centímetros. 
1999 
Lançamento de uma linha de mochilas, bolsas e malas de viagens. 
2001 
Licenciamento de uma linha de roupas especialmente voltada para o mercado americano. 
Lançamento do perfume ALTITUDE
Inauguração da primeira loja conceito da marca no badalado bairro do Soho em Nova York. 
2002 
Lançamento do SWISS ARMY FOR HER, primeiro perfume feminino da marca. 
2004 
Lançamento do canivete SwissMemory, que além de ser equipado com as tradicionais ferramentas continha ainda memória USB (pen-drive), permitindo assim carregar uma infinidade de arquivos em seus 1 GB de memória. Nos anos seguintes novas versões com capacidade de memória maior foram lançadas no mercado. 
2009 
Lançamento do perfume masculino VICTORINOX SWISS UNLIMITED
Lançamento do VICTORINOX SwissCard 125, uma prática ferramenta de 10 funções: abridor de cartas (lâmina), tesoura, alfinete, lixa de unha, chave de parafusos, palito, caneta esferográfica, pinça e réguas em centímetros e polegadas. O produto, cujas dimensões são semelhantes à de um cartão de crédito, cabe perfeitamente na carteira.


Os canivetes 
Hoje, o Canivete dos Oficiais existe em mais de 100 diferentes combinações, sendo o mais notório o modelo SwissChamp, com 33 diferentes funções: uma verdadeira caixa de ferramentas (inclui até lente de aumento e caneta) que pesa apenas 185 gramas e cabe confortavelmente na palma da mão. O SwissChamp, lançado no mercado em 1996, é feito de 64 partes separadas e passa por mais de 450 processos durante sua produção. O museu de arte moderna de Nova York escolheu o modelo da VICTORINOX CHAMPION, precursor do SwissChamp e com 24 funções, para fazer parte de sua coleção de excelente design. Um dos mais complexos canivetes da marca agrega 35 ferramentas: lâmina grande, lâmina pequena, serra, lixa de metal, lixa de unha, limpador de unha, tesoura, serra de madeira, escamador de peixe, retirador de anzol, régua, alicate, cortador de fios, crimpador, lente de aumento, chave de fenda Phillips, abridor de garrafa, chave de fenda 6 milímetros, desencapador de fios elétricos, abridor de lata, chave de fenda pequena 3 milímetros, saca-rolha, formão, raspador, gancho multifuncional, chave de fenda fina 2 milímetros, punção, escariador, agulha, argola, pinça, palito de dente, caneta pressurizada, alfinete e mini chave de fenda. Já o canivete SwissChampXAVT inclui mais de 44 ferramentas que atendem a mais de 80 funções diferentes.


Ao longo dos anos, as necessidades dos clientes e a tecnologia mudaram. O Canivete do Exército Suíço evoluiu respondendo a essas necessidades, enquanto permaneceu como uma ferramenta essencial na qual milhões de clientes podem confiar. A partir de 2004, os canivetes foram modernizados e ganharam formas inovadoras, como em alguns modelos que incluem pen-drive, sensores bluetooth e laser para apresentações corporativas. Outros ainda passaram a ser assinados por grandes artistas, surgindo assim edições limitadas e originais. Outra inovação que buscou estar em consonância com as necessidades do mercado foram as novas opções da roupagem dos canivetes: a marca, que tinha como “pretinho básico”, a tradicional cor vermelha, ganhou coleções diferenciadas, com mais cores, materiais e sofisticação, visando o público feminino.


O que tornou o canivete VICTORINOX um ícone foram inúmeras histórias que clientes experimentaram nas quais esses objetos desempenharam um papel fundamental: histórias sobre momentos memoráveis de aventuras e expedições na terra, no céu e no espaço. Histórias dramáticas nas quais contribuíram com soluções e salvaram vidas. Mais de um século de reputação de qualidade e conceito em todo mundo, a marca oferece ao canivete, seu principal produto, garantia vitalícia. De quinze a 20 milhões de peças passam pela linha de montagem na fábrica da empresa todos os meses. Cada canivete passa por uma rigorosa inspeção de qualidade em todas as sete fases da produção. Cada centímetro de aço bruto é inspecionado, assim como o conteúdo do metal analisado digitalmente quanto à resistência a tração. As lâminas são cortadas, polidas, forjadas e depois trituradas e afiadas, e depois estampadas - onde novamente são inspecionadas por olhos, mãos e até micrômetros após cada etapa da produção. Perfeccionismo é um eufemismo para a VICTORINOX.


Na imagem abaixo é possível comparar as poucas mudanças no design entre um canivete da marca de 1897 e um de 2017.


As lojas 
A marca suíça possui uma pequena rede de outlets e lojas próprias em cidades como Nova York, Londres, Colônia, Paris, Roermond, Lausane, Zurique e Genebra. Suas flagship stores, localizadas em Londres, Nova York, Genebra e Zurique, refletem os valores sólidos desta marca centenária: qualidade, funcionalidade, inovação e design icônico. Nessas sofisticadas unidades é possível escolher entre mais de 400 modelos de canivetes e facas e aproximadamente 650 diferentes formas e cores. Além disso, as unidades vendem sua completa coleção de malas, ultraleves com compartimentos práticos, relógios, perfumes e acessórios.


A identidade visual 
A identidade visual da marca passou por grandes alterações ao longo dos anos. A adoção do nome VICTORINOX ocorreu na década de 1920, resultado da junção dos nomes Victoria, mãe do fundador da empresa, e Inox, em referência ao aço inoxidável usado nas lâminas e funções dos canivetes. Até a década de 1960 a marca utilizou diversos logotipos.


De 1968 a 1984 a tradicional marca suíça remodelou seu logotipo mais três vezes.


Apesar de utilizar em seus canivetes desde 1909 a cruz suíça com um escudo - Cross and Shield - este tradicional símbolo passou a fazer parte do logotipo da marca somente na década de 1990, que incluiu também a utilização do nome SWISS ARMY. Esse logotipo foi sendo modernizado até chegar à versão utilizada nos dias de hoje.


O principal símbolo do logotipo da marca pode ser aplicado de formas diferentes (imagem abaixo).


Os slogans 
Companion for life. (2010) 
125 years - Your Companion for Life. (2009) 
Made like you. (2003) 
Makers of the Original Swiss Army Knife. 
Com um canivete Victorinox você daria um jeito. (2004, Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1884 
● Fundador: Karl Elsener 
● Sede mundial: Ibach, Suíça 
● Proprietário da marca: Victorinox AG 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Carl Elsener Jr. 
● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 15 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.750 
● Segmento: Cutelaria e estilo de vida 
● Principais produtos: Canivetes, facas, lanternas, relógios, perfumes, e malas 
● Concorrentes diretos: Samsonite, Rimowa, Briggs & Riley, Breitling, Swiss Military, Swiza, Zwilling e Wüsthof 
● Ícones: A cor vermelha de seus canivetes 
● Slogan: Companion for life. 
● Website: www.victorinox.com.br 

A marca no mundo 
A empresa, que mantém mais de 10 filiais ao redor do mundo, comercializa seus produtos em mais de 130 países, tendo nos Estados Unidos e na Alemanha seus maiores mercados. O Brasil é o terceiro mercado entre os países latinos. A marca possui uma pequena rede de lojas próprias e quiosques em diversos centros de compras sofisticados, além de estar presente em mais de 500 mil pontos de venda no mundo. Aproximadamente 35 mil canivetes são produzidos diariamente, alcançando uma produção de 25 milhões de unidades anuais (incluindo as facas), sendo 90% dela direcionada para o mercado exterior. A VICTORINOX comercializa cinco linhas distintas de produtos, além de facas e canivetes (que respondem por 40% do faturamento), relógios, malas e perfumes. 

Você sabia? 
Desde seu lançamento, há mais de 135 anos, foram vendidos mais de 500 milhões de unidades desse símbolo helvético reconhecido no mundo todo. 
Na Suíça, a VICTORINOX e seus canivetes são um verdadeiro símbolo da cultura local. Dizem que cada menino suíço carrega no bolso um canivete da marca. E o homem que serve o exército recebe junto com seu uniforme um canivete VICTORINOX. 
O canivete original de soldado tem o corpo de alumínio com a cruz suíça. Já o canivete de oficiais tem o corpo em vermelho e ainda oferece um saca-rolha. 
A agência espacial americana (NASA) utilizou o canivete suíço VICTORINOX como equipamento padrão entre as ferramentas em todas as missões do programa espacial Columbia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/3/2020