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13.4.17

RIDER


Um verdadeiro clássico dos anos de 1990, RIDER marcou uma geração inteira com seus confortáveis chinelos de tira única e propagandas históricas. Com forte presença na cultura streetwear, RIDER evoluiu ao longo dos anos para além da funcionalidade, transformando seus calçados em itens de expressão pessoal, combinando conforto, inovação e estilo urbano em cada detalhe. 

A história 
A história começou em meados dos anos de 1980 quando a Grendene (conheça essa história aqui), uma das maiores empresas de calçados do Brasil e que já havia criado um clássico chamado Melissa (conheça essa história aqui), resolveu ingressar no mercado masculino de calçados. Desejando trazer design, conforto e durabilidade para calçados abertos, em 1986 a empresa lançou no mercado o RIDER, um chinelo de tira única e larga com solado fofinho. O modelo original - batizado de R86 - inovou ao trazer uma tira larga horizontal, diferenciando-se dos chinelos tradicionais de dedo ou de duas tiras. Não demorou muito para RIDER, com seu design diferenciado que priorizava o conforto, se tornar popular e ser visto nas praias, piscinas, academias e ruas do país. Mas esse sucesso não aconteceu por acaso. A Grendene investiu pesado em sua nova marca com comerciais que se tornaram clássicos da publicidade brasileira e apresentaram ao público o icônico slogan “Dê férias para os seus pés”.
   

Além disso, RIDER também fez sucesso por uma característica única, especialmente para os consumidores que moravam em cidades de clima frio: o chinelo podia ser usado com meia e ainda assim ser confortável. Nessa época, a marca se consolidou como um fenômeno, impulsionada por campanhas com grandes nomes do esporte e da música. Com isso, o famoso chinelo chegou a vender 40 milhões de pares no início dos anos de 1990, correspondendo a 20% de participação, em valor, no segmento brasileiro de chinelos. Em seguida, RIDER lançou as linhas feminina e infantil, aumentando assim seu alcance e público.
   

O chinelo estava no auge, quando as Havaianas® (conheça essa história aqui) se reinventaram e, a partir de 1994, entraram com tudo no segmento da moda. As vendas dos modelos femininos foram os primeiros a cair. Mesmo assim, RIDER foi lançado no mercado americano em 1997, onde o chinelo ficou conhecido como sleeper, em virtude da facilidade de enfiar o pé no calçado. Apesar do momento delicado, a marca investiu na parceria icônica com o tenista Gustavo Kuerten (o Guga), que começou no final dos anos de 1990, logo após a explosão mundial do atleta com o seu primeiro título de Roland Garros. Campanhas publicitárias - impulsionadas pelo carisma de Guga e pelo famoso slogan “De férias para os seus pés” - deu novo fôlego para a RIDER no início dos anos 2000, quando só na temporada de verão, a linha de chinelos que levava o nome de Guga vendeu mais de 600 mil pares no país.
   

Mas depois de perder a liderança para as Havaianas® também no mercado de chinelos masculinos, nos anos seguintes RIDER se transformou em uma marca “meio esquecida” dentro do portfólio da Grendene. Mas mesmo assim, uma pesquisa apontou que o nome RIDER era conhecido por 93% dos brasileiros, um ativo que a Grendene não iria desperdiçar. Foi então que, no mês de outubro de 2009, para acabar com o estigma de “chinelo de tiozão”, e reverter a baixa aceitação do produto, especialmente por parte do público jovem, a marca foi completamente rejuvenescida ganhando um apelo fashion, um novo conceito e um público-alvo diferente.
   

Com isso, foi tomada uma decisão radical: o modelo tradicional, aquele de tira única, foi substituído por chinelos com divisória entre os dedos, para concorrer diretamente com as descoladas Havaianas®. A partir deste momento RIDER foi promovido ao posto de sandália. Porém, fora do Brasil, o modelo de tira única nunca deixou de ser vendido e sempre fez enorme sucesso. Com o novo posicionamento, RIDER também ampliou sua linha de produtos com papetes e outros tipos de calçados abertos, alinhados com a temática da aventura e da caminhada explorada naquele novo momento, que incentivava o consumidor a curtir todos os momentos do dia a dia. Nos anos seguintes, após um hiato, a marca RIDER voltou a investir na publicidade de seus produtos, agora com ar moderno e visual fashion, utilizando slogans como “Enjoy the Ride” (em português, “aproveite o movimento”) e “Lifeaholic”.
  

Em 2016, a marca completou 30 anos e, para comemorar, relançou sua icônica linha de chinelos shape slide, aqueles com uma única tira e dedos de fora. Entre modelos do relançamento estava uma releitura do R86, primeiro chinelo da marca nos clássicos tons de azul marinho, branco e vermelho. Era uma réplica do original, só que reconstruída com uma sola mais leve e com um material de cima mais macio e flexível do que a versão clássica. Os modelos foram repaginados e vendidos inicialmente apenas em algumas lojas selecionadas em tiragens limitadas. Mas não demorou muitos para que os tradicionais chinelos RIDER voltassem a fazer sucesso. Tanto que a marca fechou parceria com a Marvel (conheça essa história aqui) e a NBA (liga americana profissional de basquete) e lançou modelos com as cores e símbolos da equipes e personagens de quadrinhos.
  

No final de 2020, a marca reforçou seu compromisso com o respeito ao meio ambiente ao lançar a coleção RIDER R4, que trazia ações práticas para causar um menor impacto ao Planeta. A linha oferecia cinco produtos com três modelos icônicos - chinelo, slide e papete - com produção ecoeficiente. Os modelos contavam com atributos de menor impacto, como por exemplo, sola com pelo menos 30% de material reciclado, tecido produzido de garrafa PET reciclada e palmilha feita parcialmente com E.V.A biobased, material original da cana-de-açúcar e com 20.3% de carbono de fonte renovável. Havia também a redução de 27% no consumo de água e 54% na geração de resíduos durante o processo de produção. Atualmente, a RIDER só produz calçados veganos com registro da Vegan Society, a mais antiga organização vegana no mundo.
  

Nos últimos anos a RIDER também se destaca por suas colaborações com nomes relevantes da cultura brasileira, criando coleções que vão além do produto e carregam história, personalidade e autenticidade. Mais do que parcerias comerciais, a marca adota uma abordagem que valoriza a representatividade e a construção conjunta, incluindo diferentes públicos na conversa e fortalecendo a cena cultural de forma genuína, sem apropriação, mas com protagonismo de quem vive essas realidades. Entre os destaques, estão colaborações com o ícone do futebol Ronaldinho Gaúcho, com modelos que refletem sua trajetória dentro e fora dos campos. No universo da música, a RIDER também já trabalhou com o rapper Felipe Ret, conectando o streetwear à cena urbana contemporânea e reforçando sua identidade cultural. Essas collabs reforçam o posicionamento da RIDER como uma marca que vai além do básico, transformando seus calçados em peças que unem design, cultura e storytelling, ao mesmo tempo em que apoia e dá visibilidade a artistas e criadores locais.
  

A histórica campanha 
O icônico slogan “Dê férias para os seus pés” foi de vital importância para a construção da marca RIDER entre os brasileiros. O slogan foi criado pela agência W/Brasil do lendário publicitário Washington Olivetto e apresentado através de uma clássica campanha publicitária que teve início com um comercial (assista aqui) estrelado pelo ex-jogador e ídolo da seleção brasileira Paulo Roberto Falcão em 1988. A campanha com o conceito “sombra e água fresca” e o slogan “Dê férias para os seus pés” contribuiu para tornar o chinelo RIDER um verdadeiro clássico dos anos de 1990 através de comerciais estrelados por grandes nomes do esporte como Careca (1990), Roberto Rivelino (1990), Emerson Fittipaldi (1991), Nelson Piquet, Romário (1994) e Roberto Carlos (1998).
   

A campanha também contou com comerciais conceituais - focados na “preguiça” e no descanso de fim de semana (assista um deles aqui), e com participações icônicas como da atriz Cristiana Oliveira (1990), do célebre humorista Ronald Golias (1991), do ator Diogo Vilella (1991) juntamente com o narrador Osmar Santos, da apresentadora Xuxa junto com o nadador Fernando Scherer (o Xuxa) em 1996, do apresentador Rodrigo Faro (1997) e até do goleiro da seleção francesa Fabian Barthez (1998). A campanha também acrescentou pérolas à cultura brasileira com comerciais que apresentavam interpretação dos Paralamas do Sucesso para “País Tropical”, de Jorge Ben Jor. Sem falar na troca de gentilezas entre Tim Maia, que cantou “Como uma Onda”, e Lulu Santos, que emprestou sua voz a “Descobridor dos Sete Mares”. A atmosfera praiana embalada por essas canções convidavam os jovens da época a darem férias para os seus pés.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande e radical remodelação ao longo da história. Essa mudança aconteceu em 2009, quando a marca foi totalmente reformulada e apresentou nova tipografia de letra e um símbolo.
  

Os slogans 
O ritmo do rolê. (2025) 
Slide é Rider. (2024) 
Recriar futuros, juntos. (2021) 
Tipo Rider, só Rider. (2018) 
Rider. Dá pra fazer. (2016) 
Lifeaholic. (2014) 
Enjoy the Ride. (2010) 
Para tudo que é novo, novo Rider. (2009) 
Tem sempre um Rider que é a cara do seu pé. (2000) 
Dê férias para os seus pés. (1988)
    

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Rudimar Dall’Onder 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Chinelos, sandálias e papetes 
● Concorrentes diretos: Havaianas®, Dupé, Kenner, Cartago, Crocs™, Nike, Puma, Adidas e Under Armour® 
● Ícones: O chinelo R86 
● Slogan: O ritmo do rolê. 
● Website: www.rider.com.br 

A marca no mundo 
A marca RIDER comercializa uma vasta linha de calçados, composta por mais de 120 modelos de chinelos, sandálias e papetes para o público masculino, feminino e infantil. Seus calçados são exportados para mais de 90 países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, China, Hong Kong, além de forte presença na América Latina (como Argentina, Peru e Colômbia) e em diversos países da Europa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Estadão, Folha, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 12/9/2026 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

29.6.10

IPANEMA


Um verdadeiro sucesso de vendas. É leve, sensual e tropical como a mulher brasileira. É sucesso na Europa, Ásia e nas Américas. E charmosa até no nome, que remete a uma das praias mais famosas do Brasil. Quem poderia imaginar que em algum momento surgisse uma marca capaz de desafiar o maior ícone do segmento brasileiro de calçados. Pois foi justamente isso que a marca IPANEMA fez com as famosas Havaianas. Sempre ligada com as últimas tendências, a IPANEMA conquistou os pés de mulheres e homens dos mais variados perfis, desde urbanos, românticos, praianos, até os clássicos. Tudo com estilo e uma dose extra de ousadia.  

A história
A história começou quando a Grendene (conheça essa outra história aqui), uma das maiores empresas de calçados sintéticos do Brasil e do mundo, fundada em 1971, resolveu ingressar de vez no segmento de mercado da linha praia. Depois de anos de estudos e pesquisas, em julho de 2001, a empresa lançou no mercado a marca IPANEMA, composta por sandálias femininas a preços competitivos. O nome IPANEMA foi escolhido porque tinha tudo a ver com o que a empresa queria da marca: Ipanema é cosmopolita, símbolo internacional da beleza brasileira (tanto a natural quanto a feminina) e ícone do “south american way of life”, como diriam os fãs gringos. Além disso, o nome remetia à tropicalidade e à moda praia, duas características que se identificavam com os novos produtos. Mesmo tendo como forte concorrente a tradicional e fashion Havaianas (conheça essa outra história aqui), a nova marca começou a conquistar de vez um lugar cativo nos pés de milhões de brasileiras.
  

A grande visibilidade que faltava aconteceu já no ano seguinte. Para dar nome a uma nova linha de chinelos e sandálias, nada como uma celebridade internacional que era sinônimo de moda. A linha IPANEMA GB com a cara - e o nome - da super modelo Gisele Bündchen, foi lançada no mercado no mês de julho de 2002, incluindo sandálias e chinelos com designs diferenciados para atender aquela parcela do mercado chamada de “casual chic”. Era a primeira vez que a famosa modelo licenciava seu nome para um produto. O resultado não poderia ser outro: uma explosão nas vendas e o aumento de reconhecimento da marca pelo público brasileiro e também internacional.
  

O fator Gisele Bündchen foi fundamental para a jovem marca IPANEMA crescer e ganhar notoriedade. Rapidamente a marca conquistou uma importante participação de mercado, oferecendo produtos com tecnologia diferenciada, além é claro, de conforto. As sandálias IPANEMA também passaram a ser presença constante em renomadas lojas de departamento na Europa, como por exemplo, a Galeries Lafayette (conheça essa história aqui) e a Printemps, em Paris, e no El Corte Inglés (saiba mais aqui), em Madri. Pioneira no lançamento de novidades, a IPANEMA foi a primeira marca a criar grafias na palmilha e nos cabedais; e também foi quem lançou nessa categoria a anatomia, com formas e curvas que se moldam aos pés, proporcionando maior conforto e proteção ao caminhar.
  

Inicialmente direcionada mais para o público feminino, nos anos seguintes a marca começou a diversificar seus produtos com o lançamento de uma linha masculina, composta por modelos com estampas exclusivas; a linha Baby e Kids, que trazia para um público infantil sandálias e chinelinhos estampados com personagens populares da Disney (conheça essa história aqui), Homem-Aranha, Barbie (saiba mais dessa história aqui), Sonic e Moranguinho; Ipanema Bliss, com apliques nas tiras; a linha masculina Ipanema Brasil Surf, com grafia lateral, mais uma inovação da marca; Ipanema Rebelde Fun, com sandálias extremamente divertidas; Ipanema Shine, sandália com salto alto e cores vibrantes estampadas em tiras transparentes que se encaixam perfeitamente; e Ipanema Tropical, com estampas de todos os lados da sandália, muito mais colorida, mais alegre e, é claro, tropicalissima.
  

O ano de 2009 foi marcante para a IPANEMA, que se consolidou como a mais versátil marca brasileira de sandálias de dedo. Neste ano foram lançados mais de 70 novos modelos, extrapolando o universo da moda praia com mais estilo e informação de moda. Depois de lançar seu comércio eletrônico em 2011, a marca inaugurou, no ano seguinte, seu primeiro quiosque, no Aeroporto Internacional de Fortaleza. E no início de 2014, a marca inaugurou sua primeira loja própria, batizada de CASA IPANEMA. Localizada em plena praia de Ipanema no Rio de Janeiro, além de reunir os principais lançamentos da marca, incluindo peças assinadas em parceria com renomados estilistas, o prédio de três andares funcionava ainda também como espaço colaborativo para exposições permanentes e lançamentos dos universos da moda, música e literatura. Havia também um ateliê, em que as consumidoras podiam montar suas próprias versões da sandália, com opções de cor de base, de tiras e de pins. A decoração da loja era um capricho à parte: todos os objetos foram emprestados por personalidades do bairro de Ipanema.
  

Em 2015, a IPANEMA apostou em uma coleção-cápsula - com acabamentos minimalistas em tons neutros e cítricos - assinada pelo icônico arquiteto e designer francês Philippe Starck. Pouco depois, em 2017, a marca inaugurou sua primeira loja-conceito em São Paulo, localizada no Shopping Morumbi. Em 2021, a IPANEMA lançou a coleção Recria, focada em sustentabilidade, utilizando 60% de material reciclado de sobras de produção e incentivando a economia circular com pontos de coleta de sandálias usadas em lojas C&A (conheça essa história aqui) e Clubes Melissa para reciclagem. Nos últimos anos a IPANEMA lançou novas linhas de sandálias e chinelos e apostou fortemente em parcerias com artistas e marcas do universo pop, como por exemplo, com a artista mexicana Frida Kahlo (2022), com o jogo mobile Free Fire (2022), o que resultou em uma linha temática de chinelos, e mais recentemente, com a Coleção Ipanema Arte (2025), criada para destacar o trabalho de artistas brasileiros de diversas regiões do Brasil.
  

Em dezembro de 2025, a IPANEMA ganhou mídia espontânea e enorme espaço nas redes sociais em virtude de uma campanha publicitária da Havaianas - estrelada pela atriz Fernanda Torres e que trouxe a frase “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito” -, que gerou repercussão negativa e foi mal recebida e interpretada por parte dos consumidores (especialmente da direita), gerando críticas, ataques e pedidos de boicotes á marca rival, ampliando assim o interesse por marcas concorrentes, como justamente a IPANEMA, que historicamente adota uma comunicação mais focada em lifestyle, diversidade e alcance global. O debate aquecido foi providencial para a IPANEMA, que aproveitou para lançar conteúdos que reforçaram sua imagem de marca brasileira e de apoio ao público que se sentiu “desalinhado” com a mensagem da rival, aproveitando para atrair consumidores insatisfeitos e fortalecer sua posição no mercado de sandálias. Vale ressaltar que, em pouco tempo, o número de seguidores no Instagram da IPANEMA dobrou, indo de 500 mil para mais de 1 milhão.
  

O sucesso 
Assim como a moda, a renovação da IPANEMA é contínua. O departamento de design está sempre em busca de novos materiais, técnicas de fabricação e inspiração nas principais tendências da moda mundial para lançar novos produtos, estampas e variações. Por ano, são mais de 100 novos modelos. Além disso, a tecnologia utilizada para desenvolver as sandálias também é única, possibilitando modelos inéditos para um produto dessa categoria. Tem as anatômicas, elaboradas pra quem gosta de conforto sem perder o charme; as plataformas, para quem não abre mão da postura altiva; e toda uma gama de desenhos que incluem transparências, brilhos e cores exclusivas.
   

A marca foi a responsável por trazer para o segmento das sandálias a informação de moda traduzida em estampas, formas e designs inovadores. Tudo isso aliado à tecnologia de última geração são os componentes que transformam os modelos da IPANEMA em itens de charme indispensável para qualquer guarda-roupa. Além disso, as sandálias IPANEMA têm uma grande vantagem ambiental, pois são fabricadas com um composto de polímeros (plástico) 100% recicláveis.
  

A comunicação estrelada 
Não seria nem um exagero afirmar que a marca IPANEMA não seria o que é hoje se não fosse a ligação e parceria com a supermodelo Gisele Bündchen. Afinal, durante uma década, Gisele foi muito mais que uma simples garota-propaganda da marca. A colaboração começou em 2002, com o lançamento de uma linha que carregava o nome da modelo e rapidamente se tornou um sucesso global, transformando o estilo das sandálias em um dos principais produtos de exportação da marca e contribuiu para a consolidação e internacionalização da IPANEMA. A parceria se estendeu com Gisele participando dos lançamentos de novas coleções, algumas delas com um apelo socioambiental, com parte das vendas revertida para causas ou projetos ligados à preservação da natureza, como a coleção “Y Ikatu Xingu”, inspirada em lendas indígenas. A parceria foi tão bem-sucedida que se tornou um case de estudo sobre o endosso de celebridades e a gestão da imagem de marca.
  

A era pós Gisele Bündchen foi marcada pelo endosso e parceria com outras celebridades, como por exemplo, Sophie Charlotte, Fernanda Paes Leme, Giovanna Ewbank, Regina Casé, Erika Januza, Iza e Maisa. Incluindo também a cantora Anitta que, em 2018, foi embaixadora e garota-propaganda do lançamento do movimento e da campanha “Livre dos pés à cabeça!”, que buscava promover a liberdade e a representatividade feminina. Mais recentemente, em 2023, a cantora colombiana Shakira foi embaixadora da marca, estrelando a coleção Primavera/Verão Sempre Nova, em uma ação que buscava dar ainda mais visibilidade global à marca.
   

A evolução visual  
Para coroar o lançamento da nova marca em 2001, o famoso cartunista Ziraldo foi o responsável pela criação do primeiro logotipo da IPANEMA. Depois de passar por uma radical modificação, com o logotipo assumindo a forma de um pé e, pouco depois, ganhar uma nova tipografia de letra, a identidade visual foi simplificada (apenas com o nome da marca na cor preta ou até rosa).
  

O logotipo da IPANEMA também pode ser aplicado na cor branca sob um fundo rosa ou preto.
  

Os slogans 
Pra cada brasileira, uma Ipanema. (2024) 
Livre dos pés à cabeça! (2018)  
Sempre Nova, Sempre Ipanema. (2013) 
Só a Ipanema Tem. (2007) 
As anatômicas só a Ipanema tem. (2007)  
Always New, Always Ipanema. (internacional) 
Live The Fantasy. (internacional)
  

Dados corporativos  
● Origem: Brasil  
● Lançamento: 2001  
● Criador: Grendene  
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil  
● Proprietário da marca: Grendene S.A.  
● Capital aberto: Não  
● CEO: Rudimar Dall’Onder  
● Faturamento: R$ 700 milhões (estimado)  
● Lucro: Não divulgado  
● Presença global: 100 países  
● Presença no Brasil: Sim  
● Segmento: Calçados  
● Principais produtos: Sandálias e chinelos  
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé, Amazonas Sandals, Indaiá, Tropical Brasil, Dupelô, Usaflex e Crocs  
● Ícones: A modelo Gisele Bündchen  
● Slogan: Pra cada brasileira, uma Ipanema.  
● Website: www.sandaliasipanema.com.br  

A marca no mundo  
Atualmente a completa linha - que inclui chinelos e sandálias - da marca IPANEMA é exportada para mais de 100 países ao redor do mundo (com distribuição em mais de 110.000 pontos de venda), com mais de 100 milhões de pares vendidos todos os anos. No Brasil, a marca tem expressiva participação de mercado (com mais de 25%), sendo comercializada em todo território nacional. 

Você sabia?  
● A marca IPANEMA responde por aproximadamente 20% do faturamento total da Grendene, empresa que ainda controla marcas como Melissa (conheça essa história aqui), Rider (saiba mais aqui), Cartago e Grendha, atuando em diferentes segmentos de mercado.  


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  

Última atualização em 9/1/2026 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

24.6.10

GRENDENE


Que menina nunca calçou uma sandália Melissa. E que menino nunca usou um confortável chinelo Raider. Isto sem contar as sandálias Ipanema, vistas desfilando nas principais praias do país e do mundo. Todos esses ícones do segmento foram criados pela GRENDENE, uma empresa que produz calçados inovadores e originais, de forma mais rápida, com maior precisão, com qualidade superior a custos altamente competitivos. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 25 de fevereiro de 1971 quando o empresário Pedro e seu irmão Alexandre Grendene Bartelle, atentos às inúmeras possibilidades do plástico, fundaram a GRENDENE na cidade gaúcha de Farroupilha para produzir telas para os garrafões de vinho produzidos na Serra Gaúcha, uma grande novidade para época, já que as telas até então eram feitas em vime. Desde então, nunca mais outra embalagem abraçou a bebida com tanta funcionalidade. Em 1976 a empresa iniciou a fabricação de peças de plásticos para máquinas e implementos agrícolas, e, em seguida, de componentes para calçados, tais como solados e saltos. A empresa foi pioneira na utilização da poliamida (náilon) como matéria-prima para a fabricação desses componentes. No final desta década, em 1979 lançou a NUAR, primeira marca de sandálias da empresa, e começou suas exportações.


A história da empresa começaria a mudar de rumos ainda neste ano quando observando as sandálias de tiras dos pescadores da Riviera Francesa, Pedro teve a ideia que revolucionou a GRENDENE e a moda brasileira: nascia a Melissa Aranha. Muito mais que um calçado de plástico injetado, a marca virou símbolo fashion e literalmente caiu no gosto das brasileiras. E inaugurou o merchandising de calçados em novela: a partir dos pés de Júlia, personagem interpretada por Sônia Braga na novela Dancing Days, a Melissa ganhou milhões de outros pés pelo Brasil afora. Em 1980 a empresa inaugurou uma matrizaria localizada em Carlos Barbosa, também no estado do Rio Grande do Sul, para produzir matrizes próprias para a fabricação de calçados de plástico.


Em 1983, o casamento de sucesso da marca Melissa com os grandes designers mundiais começou com as invenções de Jean-Paul Gaultier, Thierry Mugler, Jacqueline Jacobson e Elisabeth De Seneville. Pouco depois, em 1984, a GRENDENE ganhou os pés das meninas brasileiras quando foi lançada a Melissinha, a versão da sandália voltada para um público infantil e sempre acompanhada de algum brinde. Desde então, a linha Kids da empresa não parou mais de crescer. A aposta foi abusar dos licenciamentos, com personagens como Barbie, Hot Wheels e Disney, utilizando em boa parte o apelo emocional e lúdico dos calçados com acessórios, que expressassem o universo infantil.


A década contou ainda com outra grande novidade: em 1986, com design diferenciado e priorizando o conforto, a GRENDENE lançou os chinelos de tira única Rider, direcionados ao público masculino (as versões, feminina e infantil, foram acrescentadas a linha na década seguinte) e que ficaram conhecidos por “dar férias para os seus pés”. O chinelo continua um sucesso até os dias de hoje, sendo comercializada em 70 países. A década seguinte tem início com a instalação em Fortaleza da primeira unidade fabril no estado do Ceará, que tinha capacidade anual de produção de 5 milhões de pares. Pouco depois, em 1993, a GRENDENE inaugurou outra fábrica, desta vez na cidade de Sobral, também no estado do Ceará, motivada pelos benefícios fiscais, menor custo de mão-de-obra e localização estratégica para acesso ao mercado internacional.


No ano seguinte, pensando atingir diferentes tipos de mulheres, surgiu a linha Grendha, com opções para todos os estilos, desde os modelos mais clássicos até moda praia, casual e fashion, que tinha a frente dos lançamentos, celebridades como a cantora baiana Ivete Sangalo. Em 1996 tem início o reposicionamento da marca Melissa, que após dois anos sem lançamentos, inovou ao trazer a modelo Claudia Schiffer para desfilar os novos modelos da marca. No final desta década, em 1998, a GRENDENE criou uma divisão somente para cuidar especificamente da grife Melissa e entrar no novo milênio como ícone da moda. Em julho de 2001, para ingressar de vez na linha praia, a empresa lançou no mercado a marca Ipanema, composta por chinelos e sandálias femininas a preços competitivos. No ano seguinte, para dar nome a um produto GRENDENE, nada como uma celebridade que fosse sinônimo de moda: era a estreia da linha com a cara – e o nome – da super modelo Gisele Bündchen, que incluía sandálias e chinelos com design diferenciado com a marca Ipanema GB. Neste mesmo ano, a Melissa estreou na São Paulo Fashion Week, com modelos desenhados pelo renomado artista plástico Romero Britto. Era a GRENDENE cada vez mais inserida no universo da moda.


Em 2005, com ares high-tech e moderno, foi inaugurada a Galeria Melissa, na badalada Rua Oscar Freire, um dos endereços mais valorizados de São Paulo. A loja não se limitava a vender os produtos Melissa, mas também objetos de arte e design, e contava a história de um dos calçados mais tradicionais do país, que se renova a cada coleção. No final de 2006, houve o lançamento de uma nova marca, a Ilhabela, voltada para um público jovem feminino, na faixa etária de 18 a 25 anos. Já no ano seguinte a empresa lançou uma nova marca no mercado: Zaxy, linha de combate, vendida mais barato para concorrer com as cópias piratas da Melissa. O ano de 2009 foi repleto de novidades para a empresa: primeiro atingiu a expressiva marca de 150 milhões de calçados inteiramente produzidos no Brasil; depois, reposicionou a marca Rider no mercado; e por fim lançou a Cartago, uma nova marca de chinelos para o público masculino. Em 2012, além de inaugurar a Galeria Melissa em Nova York, a empresa comemorou pelo décimo ano a liderança em pares de calçados exportados pelo Brasil.


E a GRENDENE conseguiu um fato notável na indústria: ano após ano, a empresa gaúcha vem aumentando o número de pares vendidos na China (os maiores fabricantes de sapatos baratos), provando que é possível jogar também no contra-ataque e não apenas ficar lamentando a invasão dos artigos Made in China no Brasil. O segredo? Uma combinação de marca, produtividade, design e escala.


Marcas que vestem pés 
A GRENDENE oferece uma extensa e versátil linha de calçados composta por diversas e consagradas marcas: 
● MELISSA (1979): seus lançamentos encantam fashionistas brasileiros, adolescentes americanas e consumidores de cinco continentes. Full plastic, ícone de moda e referência de comportamento, a Melissa criou um conceito de vanguarda para o mercado da moda. Divertida, fashion, original. Em mais de 30 anos, a Melissa criou mais de 550 diferentes modelos, fabricou mais de 100 milhões de pares, exportou outros 50 milhões para mais de 80 países e produziu sapatos para as mais renomadas figuras da moda. 
● RIDER (1986): é o “after-sport footwear” da GRENDENE. Voltado para o mercado masculino, esta marca líder segue conquistando novos consumidores no Brasil e no exterior. Rider busca em todos os esportes sua inspiração para desenvolver produtos que reinventam a categoria. Recentemente, em uma tentativa de reinventar a marca, Rider virou sandália de dedo semelhante a Havaianas. 
● GRENDHA (1994): é a marca feminina que mais cresce no portfólio da empresa, com uma linha extensa que atinge os mais diversos tipos de consumidoras. Com grandes volumes de vendas, consegue agregar tecnologia, atualidade e preço competitivo. Seu diferencial é traduzir as tendências da moda para as necessidades da mulher prática, dinâmica e trabalhadora. Seja no Brasil ou no mundo. 
● IPANEMA (2001): um verdadeiro sucesso de vendas. É leve, sensual e tropical como a mulher brasileira. É sucesso na Europa, Américas e Ásia. É charmosa até no nome, que remete a uma das praias mais famosas do Brasil. O ano de 2009 foi marcante para a Ipanema, que se consolidou como a mais versátil marca brasileira de sandálias de dedo. Neste ano foram lançados mais de 70 novos modelos, extrapolando o universo da moda praia com mais estilo e informação de moda. As sandálias Ipanema hoje são exportadas para 90 países. Pioneira no lançamento de novidades foi a primeira a criar grafias na palmilha e nos cabedais e também foi quem lançou a anatomia nessa categoria. As sandálias têm uma grande vantagem ambiental, pois são fabricadas com um composto de polímeros (plástico) 100% reciclável. 
● GRENDENE KIDS: é líder de mercado, com aproximadamente 30 linhas voltadas para o segmento baby e infantil. Sob o guarda-chuva desta marca são vendidos produtos através de contratos de licenciamento, utilizando grifes, nomes de apresentadoras, cantoras, artistas, personagens de desenho animado e do universo infanto-juvenil, agregando apelo emocional aos produtos e um aspecto lúdico. As principais linhas licenciadas são Disney, Barbie, Xuxa, Hello Kitty, Galinha Pintadinha, Hot Wheels e Marvel. 
● ILHABELA (2006): meninas de atitude, que se destacam pelo seu comportamento e estilo, encontram nesta coleção produtos dedicados a elas e que falam a sua língua. 
● ZAXY (2007): inspirada na campeã de vendas Melissa é uma linha de calçados mais em conta, composta por modelos mais simples. Uma espécie de linha de combate, que é vendida mais barato e concorre com as cópias piratas da Melissa. 
● CARTAGO (2009): uma linha de sandálias abertas idealizada para homens versáteis, elegantes, que valorizam seu estilo nos momentos de lazer, aliando a moda ao seu lifestyle contemporâneo. 
● ZIZOU (2013): marca de calçados infantis, criada para atender a forte demanda do segmento infantil feminino, na faixa etária entre 6 e 8 anos, por uma moda em calçados inspirada em tendências da moda adulta.


A identidade visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo de sua história. A mais aparente delas foi a adoção de uma cor de azul mais clara.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 25 de fevereiro de 1971 
● Fundador: Alexandre e Pedro Grendene Bartelle 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Sim (2004) 
● Presidente do conselho: Alexandre Grendene Bartelle 
● CEO: Rudimar Dall Onder 
● Faturamento: R$ 2.23 bilhões (2014) 
● Lucro: R$ 490.2 milhões (2014) 
● Valor de mercado: R$ 5.1 bilhões (julho/2015) 
● Fábricas: 13 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 25.000 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias, sapatos e chinelos 
● Concorrentes diretos: Alpargatas, Vulcabras|Azaleia, Dakota, Beira Rio e Klin 
● Slogan: Há mais de 40 anos nos pés e no coração de todos os brasileiros. 
● Website: www.grendene.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a GRENDENE, uma das maiores produtoras de calçados do mundo, emprega 25 mil funcionários, tem capacidade instalada de produção de 250 milhões de pares/ano; exporta para mais de 90 países, lança 1.000 novos produtos por ano; tem faturamento superior a R$ 2.2 bilhões e, em 2014, comercializou 204.9 milhões de pares de sapatos sob marcas consagradas como Melissa, Rider e Ipanema. O mercado externo responde por algo entre 25% e 27% do faturamento anual da empresa. A empresa possui 13 fábricas de calçados, uma fábrica de PVC e uma matrizaria que estão distribuídas no estado do Ceará, nas cidades de Sobral, Fortaleza e Crato; no estado do Rio Grande do Sul, nas cidades de Farroupilha e Carlos Barbosa (matrizaria); e no estado da Bahia no município de Teixeira de Freitas. A GRENDENE vende seus produtos por meio de representantes comerciais, distribuidores, exportações diretas e via subsidiárias no exterior, atingindo aproximadamente 30 mil pontos de venda fora do país e 60 mil no mercado brasileiro, além de uma área de vendas separada e distribuição seletiva para a marca Melissa. 

Você sabia? 
● A GRENDENE também atua através de licenciamentos de celebridades e personagens do universo infanto-juvenil e de histórias em quadrinhos para serem estampados em seus produtos como Xuxa, Gisele Bündchen, Ivete Sangalo, Guga Kuerten, Senninha, Hot Wheels, Barbie, Hello Kitty, Homem Aranha e Disney. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/7/2015

25.7.06

MELISSA


Há mais de quatro décadas MELISSA surgiu para transformar o plástico em clássico. E o clássico em extraordinário. A marca associa o conforto e bem-estar ao universo feminino, disponibilizando calçados que se adaptam a diferentes personalidades e ocasiões. Apesar disso, MELISSA se tornou um objeto de design que ultrapassa forma e conteúdo chegando à verdadeira mensagem que deseja transmitir: a do plástico como opção. MELISSA é o que cada um acha dela. É feminina, sexy, pop, original, refinada, curiosa, inusitada, lúdica, otimista, bem-humorada, sedutora, indecente e inocente. E está nos pés de milhões de mulheres ao redor do mundo. 

A história 
A sandália MELISSA nasceu em 1979 introduzida no mercado brasileiro pela empresa gaúcha Grendene (conheça essa história aqui), fundada em 1971 na cidade de Farroupilha, que inicialmente fabricava telas plásticas para garrafões de vinho. Os irmãos Alexandre e Pedro Grendene resolveram investir em calçados femininos feitos de plásticos, e depois de algumas frustradas tentativas de lançamentos, introduziram a sandália MELISSA, que teve seu primeiro modelo batizado de Aranha, e foi inspirado nas sandálias Fisherman usadas pelos pescadores da Riviera Francesa, que se revelaram uma ótima inspiração para criar calçados cheios de estilos, que feitos de plástico, tinham como principal objetivo ser uma alternativa ao comum. O sucesso foi imediato, chegando a vender nos primeiros 60 dias aproximadamente 200 mil pares, atingindo vendas de 5 milhões de unidades em um único ano e tornando-se símbolo de várias gerações. Em 1980, a empresa lançou a primeira MELISSA de numeração entre adulta e infantil. Foi uma verdadeira loucura para um calçado no mercado brasileiro. Nos primeiros dez meses, a MELISSA nessa numeração vendeu mais de cinco milhões de pares.
   

Em 1982, a releitura do modelo Aranha, na versão Rock, que ao invés da fivela trazia um cordão para amarrar no tornozelo, fez um enorme sucesso entre as mulheres brasileiras. A marca tanto tirou proveito quanto foi uma das grandes responsáveis pelo fato do plástico ter se tornado, com o tempo, um item de maior valor agregado na transformação da moda - e principalmente, nos acessórios que a compõem. O lançamento da marca adotou como base à criação de calçados diferenciados, inspirados nas tendências de moda de grandes centros como Paris e Nova York. Além disso, a MELISSA foi pioneira em fazer merchandising na televisão brasileira. Isto ocorreu na novela Dancing Days a partir dos pés de Júlia, personagem interpretada pela atriz Sônia Braga.
   

Outro grande investimento ocorreu no ano de 1983 quando a marca iniciou o lançamento de modelos assinados por grandes estilistas internacionais - como Jean Paul Gaultier, Thierry Mugler, Jacqueline Jacobson e Elisabeth Seneville. Nesta época, as sandálias MELISSA já ultrapassavam as fronteiras tupiniquins, indo parar nas vitrines das mais famosas lojas de departamento em importantes cidades do mundo. Em outubro deste ano, esses estilistas desfilaram suas coleções de primavera-verão em São Paulo. Nos pés, as modelos calçavam a MELISSA criada por cada um deles. A partir daí, a Grendene começou a reforçar seus próprios modelos de MELISSA, atuando no lançamento de coleções a cada estação para firmar cada vez mais o produto em um mercado tão competitivo.
  

O sucesso foi tanto que a sandália ganhou em 1984 uma versão infantil, a MELISSINHA, modelo que vinha sempre acompanhado de um acessório especial, como por exemplo, relógios, pequenas bolsas, colares e pochetes. O modelo infantil foi introduzido no mercado com a célebre campanha das meninas ruivas e o slogan “A Melissinha que vem com a pochetezinha”. O modelo da XUXA vendeu 13 milhões de pares em 1986, tornando-se um verdadeiro sucesso entre as meninas brasileiras. Desde então, a linha kids da marca não parou mais de crescer. A aposta foi abusar dos licenciamentos de personagens fortes e marcantes, como Barbie, Hot Wheels e Disney (conheça essa história aqui), utilizando em boa parte o apelo emocional e lúdico dos calçados com acessórios, que expressassem o universo infantil. Obviamente os bebês não poderiam ficar de fora. Com seus mini pezinhos, que despertam sentimentos de fofura, a marca lançou linhas de MELISSA para bebês. Mas esse sucesso no segmento infantil teve um preço.
   

MELISSA ficou muita associada ao universo infantil e adolescente. Entretanto, em 1994, a MELISSA iniciou um reposicionamento de marca com o objetivo de ampliar o seu público e fazer com que a sandália fosse um produto também desejado para mulheres adultas. Assim, a marca focou no lançamento de novos estilos do modelo original com vários tipos de cores e glitter com o objetivo de perpetuar o consumo. Deste ano até 1998, quando a empresa criou uma divisão para cuidar especificamente da MELISSA, a marca buscou comunicar seu novo posicionamento no mercado, utilizando até a famosa modelo Claudia Schiffer para uma campanha publicitária em revistas e televisão.
   

O resultado de todo esse investimento em seu novo posicionamento mostrou resultado e, no início dos anos de 2000, a marca voltou a crescer, o que lhe rendeu também as passarelas da moda em cidades como Tóquio, Paris, Milão e Nova York e a conquista do cobiçado mundo fashion. O investimento da marca nesse segmento pode ser comprovado em julho de 2002, quando a Grendene patrocinou pela primeira vez o maior evento de moda da América Latina, o São Paulo Fashion Week. Em pleno prédio da Bienal, a marca montou um Hospitality Center para apresentar a nova coleção MELISSA do Brasil, com modelos criados pelo artista plástico Romero Britto.
   

Nos anos seguintes, a MELISSA, que havia redescoberto sua vocação fashion, passou a investir cada vez em parcerias com profissionais de várias áreas, como o estilista Alexandre Herchcovitch (um dos brasileiros mais renomados dentro e fora do país), os designers Fernando e Humberto Campana e o badalado estilista inglês Judy Blame, famoso por seus editoriais para a revista ID e pelo visual de famosos como Boy George e Björk. Com isso, a marca conquistou cada vez mais espaços expressivos em editoriais de importantes publicações internacionais. Por exemplo, em 2007, a marca mereceu destaque no jornal The Washington Post (conheça essa história aqui), que apelidou a MELISSA de “Brazilian Jelly Giant”. Em 2008 foi a vez do renomado International Herald Tribune, na coluna da poderosa editora Suzy Menkes, dedicar meia página à MELISSA e dizer que os calçados de plástico ditam estilo. Foi neste mesmo que a marca lançou sua primeira campanha internacional com anúncios em revistas e um site exclusivo para esse mercado.
  

No início do mês de dezembro de 2009, como forma de comemorar seus 30 anos de sucesso, a marca lançou um perfume batizado com o nome das sandálias que ganharam o mundo. O novo produto da marca já prometia encantar pela embalagem: um frasco delicado com a tampa em forma de laço. E a fragrância lembrava o tradicional cheirinho de MELISSA, um dos principais símbolos de reconhecimento da marca, com toques modernos. Criado pela casa Givaudan, responsável por perfumes de sucesso mundial, como Angel, Armani Code for Him, entre outros, o perfume MELISSA foi a primeira fragrância lançada pela marca.
  

A partir de setembro de 2012, a marca resolveu investir pesado no varejo. Depois de anos vendendo somente via atacado ou e-commerce, e nas Galerias conceito em São Paulo e Nova York, MELISSA firmou acordo com a rede de lojas Jelly, que a partir de então receberam o novo nome (CLUBE MELISSA), renovaram as fachadas e layout interno, passaram a vender somente itens da marca e ganharam conceito totalmente reformulado na relação com as clientes. Com arquitetura que misturava modernidade e conforto de maneira singular, criando um ambiente atrativo e contemporâneo, as lojas permitiam estreitar o relacionamento com as clientes, ofereciam uma experiência de compra personalizada e facilitavam a interação com outras “Melisseiras” (como são chamadas as fãs da marca). As lojas também passaram a oferecer intervenções de arte, moda e cultura, bem como promover ações especiais durante os lançamentos de modelos e parcerias especiais.
   

Nos anos seguintes, através do sistema de franquia, inúmeras unidades do CLUBE MELISSA foram inauguradas pelo país e, mais recentemente, em 2020, no exterior com uma unidade na cidade de Los Angeles. Com o sucesso da linha Infantil (batizada de MINI MELISSA), em 2017 foi inaugurada a primeira loja para o público infantil, batizada de CLUBE MINI MELISSA. Com uma decoração criada para agradar os mini fãs da marca, hoje são aproximadamente 20 lojas nesse conceito.
   

Entre as recentes novidades da marca está MELISSA SUN, uma linha com diferentes modelos de chinelos, sandálias, papetes e acessórios (bolsas) em cores alegres para todas as horas: do shopping a praia, ou do trabalho para a mala de viagem. A nova linha foi lançada em 2021 com uma enorme campanha publicitária estrelada por Sasha Meneghel. Este ano também foi marcado pelo lançamento da MELISSA FREE, uma linha de chinelos confortáveis feitos a partir do EVA BioBased, produzido a partir da cana-de-açúcar e que emite 65% menos CO2.
  

Uma das marcas mais desejadas entre as brasileiras, quer seja por suas bolsas, acessórios ou calçados, produto principal e o mais vendido, a MELISSA desperta em suas consumidoras valores que vão muito além de sua concepção (é do universo das artes plásticas, arquitetura, música, fotografia e de tantos outros que a marca absorve influências para se recriar em novas versões de si mesma). Pois para a MELISSA seu consumidor vivencia experiências desde as sensoriais, com o inconfundível “cheirinho Melissa” (aquele inconfundível aroma de chiclete de tutti-frutti), que por sinal é a única empresa de calçados no mundo que possui cheiro em seus produtos (recentemente até lançou uma vela aromática com o clássico cheirinho da marca), até as emocionais, ligadas à autoestima, atitudes e memória afetiva. Foi assim que a marca MELISSA se tornou a celebração e a democratização do design, sendo reconhecida em todo o mundo pelo seu trabalho inovador com o plástico, sempre buscando, lançando e recriando tendência, deixando qualquer mulher mais sedutora, inusitada, inocente, delicada refinada, original, despojada ou lúdica.
   

A linha do tempo 
1987 
● Lançamento da MELISSA YES BRASIL, calçado que misturava um pouco do formato de sapatilha, mas traz uma tira larga na parte de trás. 
1997 
● Lançamento da MELISSA POSSESSION, sandália de PVC transparente e repleta de tiras e um dos modelos de maior sucesso na história da marca. O modelo foi lançado no mercado com a campanha intitulada “Sempre Igual, Sempre Diferente”, exaltando o estilo individual e a personalidade na hora de se vestir. 
2001 
● Lançamento da MELISSA LOVE SYSTEM, um tênis totalmente injetado que tinha o humor como principal matéria-prima. O produto fazia parte da coleção I Love Melissa, uma verdadeira injeção de autoestima no cenário da moda pós-atentados terroristas de 11 de setembro.
2003 
● Lançamento de uma linha assinada pelo estilista Alexandre Herchcovitch. 
● Lançamento do comércio online da marca. 
2004 
● Lançamento da coleção MELISSA TOUR, que propunha uma visão divertida das várias etnias do mundo. 
● Durante a SPFW de junho é lançada a coleção MELISSA CELEBRATION, uma doce comemoração dos 25 anos da marca. Foi neste momento que se iniciou a parceria com os irmãos Fernando e Humberto Campana, designers brasileiros consagrados internacionalmente. 
● Lançamento da coleção MELISSA ZIG-ZAG, que consistia no clássico modelo Aranha e uma sandália de salto alto. 
2005 
● Lançamento da coleção MELISSA LOVE ROBOTS na SPFW de janeiro como forma de abordar a questão da tecnologia humanizada. 
2006 
● Lançamento da MELISSA CAMPANA ZIG ZAG, uma sapatilha prática, moderna, usual e eclética, capaz de transitar em várias ocasiões com a desenvoltura característica da marca. Inspirada no conceito Zig Zag, sob a forma de linhas entrelaçadas, este modelo se transformou em arte urbana.
2007 
● Lançamento do modelo MELISSA PAPEETE RAINBOW GLIMPSY que mudava de cor de acordo com a luz. Na sombra uma cor e no sol outra completamente diferente. Não era magia. O efeito era conseguido com o uso de um pigmento sensível à luz ultravioleta, presente nos raios do sol. 
● Lançamento da sapatilha MELISSA NIGHT, concebida pelo estilista Lorenzo Merlino e que tinha bico arredondado e detalhes que pareciam pespontos. 
2009 
● Lançamento da MELISSA BUBBLES, que introduziu uma nova tecnologia chamada Skin Touch, capaz de proporcionar ao material a sensação do toque da pele. 
2011 
● Lançamento da linha MINI MELISSA ARANHA, tendo como tema o livro "O Pequeno Príncipe”. 
● Lançamento da MELISSA + GAETANO PESCE, um calçado de plástico coberto com pequenas bolas totalmente customizável. Á primeira vista, parecia uma “ankle boot”, formada por círculos vazados. De tesoura na mão, a criativa consumidora desta MELISSA podia transformá-la no calçado que desejasse: de rasteirinha a sandália.
2012 
● Lançamento da coleção MELISSA RAINBOW, uma celebração do que tornava a vida mais feliz, colorida e divertida. Por isso, os calçados eram extremamente leves, do jeito que a estação pedia. Dentre eles, Melissa Prism (peep toe bicolor de salto anabela), Melissa Solar (de tira bem fina e delicada), Melissa Color (tira em formato triangular e com aplicações) e Melissa Optical (super moderna). Mas o carro chefe da coleção é mesmo a Melissa Dance Hits (acima), uma releitura da sapatilha bailarina. 
● Lançamento de uma coleção de bolsas, cujos modelos eram vazados com forro interno removível. 
2014 
● Lançamento do projeto CREATIVES, colocando no mercado um calçado com uma flatform com solado tratorado. 
● Lançamento do projeto One by One, composto por nove opções de estampas - combinações duplas de preto com bege, listrado e poás. Cada pé era vendido separadamente e o resultado eram 81 possibilidades de combinações diferentes para compor um par de MELISSA, com apenas nove modelos. 
● Lançamento da MELISSA WEDDING, uma linha para noivas que oferecia modelos brancos repletos de pérolas e cristais Swarovski (conheça a história dessa marca aqui) em formato de fogos de artifício. 
2015 
● Lançamento da MELISSA BEACH SLIDE, uma linha de chinelos de praias com cores ousadas, acabamento brilhante ou fosco e estampas alegres.
2018 
● Lançamento da MELISSA PAPETE, modelos que misturam o estilo papete do chinelo Rider (conheça essa história aqui) com as cores e formatos da sandália MELISSA. 
2019 
● Lançamento da MELISSA STREET, uma linha de sneakers que se tornou um verdadeiro sucesso entre as brasileiras.
● Lançamento da coleção Alma e Origem, composta por uma por uma sapatilha e uma bolsa inspiradas no plástico que revestia garrafões de vinho fabricados pelos irmãos Grendene no início da empresa. 
2020 
● Lançamento da MELISSA POP, cuja coleção trouxe os sete modelos mais clássicos da marca em novas cores, com seis deles em opções até o tamanho 43/44.


Na imagem abaixo é mostrado um pouco da evolução de design e reinterpretações do modelo MELISSA ARANHA ao longo dos anos.
  

Colaborações de sucesso 
Um dos elementos importantes para a construção da MELISSA como uma marca desejada e fashion, muitas vezes associada ao design e a arte, foram colaborações com estilistas, arquitetos, designers e grifes de renome mundial. MELISSA foi uma das primeiras marcas no mundo a criar coleções colaborativas. E isso aconteceu em 1983 quando a marca assinou a primeira “collab” ao lado do ícone Jean-Paul Gaultier (saiba essa história aqui), conhecido por uma moda excêntrica e de vanguarda. Com isso, a MELISSA começou a proporcionar a suas consumidoras o acesso a produtos co-criados e assinados por grandes ícones da moda, da arte e do design.
  

Nos anos seguintes, a marca acelerou as coleções co-colaborativas com grandes nomes como os estilistas Thierry Mugler (1983), Alexandre Herchcovitch (1996), Marcelo Sommer (2002), Glória Coelho, Vivienne Westwood (2008), J.Maskrey (2008), Viktor & Rolf (2010), Jason Wu (2011), Gareth Pugh (2011), Karl Lagerfeld (2013) e Isabela Capeto (2021); os artistas plásticos Romero Brito (2002) e irmãos Campana (2004); a arquiteta iraquiana Zaha Hadid (2009) e os designers Patrick Cox (1996), Karim Rashid (2008), Jeremy Scott (2015) e Helen Kirkum (2019). Atualmente, para muito além da moda, MELISSA também se conecta com as infinitas possibilidades do design e da arte, indo além dos limites da sua categoria. Reafirmando seu lugar de não-sapato.
  

Uma marca Cool 
Dentro e fora do país, MELISSA entregou-se ao talento de estilistas e designers de renomes. Seus desejados calçados apareceram em inúmeros filmes e séries; vestiram com criatividade e ousadia os pés de inúmeras personalidades e modelos, como por exemplo, Claudia Schiffer, Ana Paula Arósio, Malu Mader, Betty Lago, Bruna Lombardi, Patrícia de Sabrit, Lídia Brondi, Maitê Proença, Claudia Liz, Tônia Carreiro e a atriz americana Victoria Principal; desfilaram em passarelas nos principais centros de moda e fincaram presença nas mais badaladas butiques e lojas de departamento internacionais. Além disso, um dos acessórios de moda mais desejados do país também passeou pelo mundo nas páginas da Vogue (conheça essa história aqui), Elle, da japonesa Pen, da alemã Zoo Magazine, entre muitas outras publicações internacionais de moda e também de decoração. Por tudo isso, milhões de meninas e jovens mulheres cresceram tendo a MELISSA como parte de suas vidas.
   

Em 2005, após tantas experiências, a empresa decidiu contar a história da marca MELISSA com o mesmo teor emocional de sua trajetória e com total liberdade artística em Plastic.o.rama Made in Brazil, uma exposição multimídia que aconteceu no mês de março no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; e através de um livro em que 100 profissionais de diferentes áreas, entre fotógrafos, estilistas, designers e publicitários, foram convidados a interpretar um modelo básico da sandália, original de 1979, criando obras e customizações únicas. Foi um enorme sucesso. A ideia fez tamanho sucesso que acabou virando sete modelos, distribuídos ao público visitante do SPFW em sua 19ª edição. Agora, de olho no futuro, a marca segue renovando seu estilo, agregando novos conteúdos através de parcerias e reforçando a corrente antimediocridade contra a mesmice e a falta de alternativas. Marca global, não vê fronteiras na moda e no mundo. Pelo menos, não se o plástico for a linguagem.
   

As galerias da criatividade 
Outro marco na trajetória de enorme sucesso da marca foi a inauguração da GALERIA MELISSA na badalada Rua Oscar Freire, em pleno circuito fashion paulistano, no mês de agosto de 2005. O espaço, de vocação multidisciplinar, se transformou em um ponto de encontro entre o universo da MELISSA, coleções criadas por parceiros da marca com total exclusividade, lançamentos de produtos especiais e exposições ligadas a temas como design, fotografia, moda, beleza e tecnologia. Numa breve retrospectiva, a galeria já sediou exposições do designer egípcio Karim Rashid, dos renomados irmãos Fernando e Humberto Campana, da vocalista da banda “Cansei de Ser Sexy”, LoveFoxxx, do estilista Alexandre Herchcovitch, da ilustradora Carla Barth, do artista plástico e ilustrador chileno Andrés Sandoval, da designer de toy art Leila Voodoo, além de trabalhos dos designers Daniela Ktenas e Domenico Salas, da artista plástica Mana Bernardes, da estilista inglesa Vivienne Westwood e da arquiteta iraquiana Zaha Hadid.
   

A GALERIA MELISSA, projetada por Muti Randolph, revolucionou o conceito de “flagship store”, levando, além de produtos, conteúdo e cultura para suas instalações. A galeria foi idealizada como um canal de comunicação e reúne diferentes colaboradores, paixões, inspirações e desejos. Imponente graças à sua fachada super colorida e constantemente renovada, a galeria tem o jeito da MELISSA: dinâmica, moderna e sempre buscando novidades para assim, em plástico, construir sua história. A cada temporada a MELISSA convida um artista para assinar a fachada da galeria.
  

Todo esse sucesso em São Paulo fez a marca expandir o conceito de “Galeria” para outras duas cidades do mundo: em Nova York (inaugurada em 2012) e em Londres (aberta em 2014). Essas ações deram mais um enorme passo para consolidar globalmente a marca MELISSA. Por exemplo, na inauguração da unidade de Nova York, no descolado bairro do SoHo, deu para sentir o poder que a marca havia conquistado no exterior: Vanessa Hudgen, Alessandra Ambrósio, a atriz Dita von Teese e os estilistas Marc Jacobs e Jason Wu, foram apenas alguns nomes famosos que marcaram presença por lá. A loja contava com um espaço bem amplo, cheio de sapatos expostos ao longo de corredores e mostruários que hipnotizavam as fãs e blogueiras da marca, batizadas carinhosamente como “Melisseiras”.
  

A sustentabilidade 
MELISSA é arte, moda e design. Mas também é sustentabilidade. A marca entende que futuro extraordinário só acontece com muita responsabilidade e atitude. Por isso seus produtos são 100% recicláveis, veganos (não utilizam nada de origem animal) e com aproximadamente 15% de material de origem renovável na composição. E mais: as embalagens em papel são certificadas pelo Forestry Stewardship Council (FSC), que garante sua origem responsável. A marca ainda apóia o combate global ao uso descontrolado de plástico, com foco no plástico de uso único, aquele que usamos uma vez e logo jogamos fora, como canudinhos, sacolas e garrafinhas de plástico. Porém, esse não é o caso da MELISSA. O plástico de seus calçados é de uso contínuo, aquele que tem longa duração e também é empregado em utensílios domésticos, computadores, brinquedos, na medicina, entre outros.
  

Como uma marca de moda, MELISSA está colaborando desde 2020 com o índice de Transparência Fashion Revolution (um movimento global que conecta designers, líderes, makers, acadêmicos e fashion lovers que estão sempre ligados em questões ambientais). Por exemplo, em 15 de outubro de 2019, dia do Consumo Consciente, a marca fez uma pausa em suas vendas, esvaziou as mais de 320 unidades do Clube Melissa e passou o dia dialogando sobre acolhimento de pares, fortalecendo a logística reversa de sua matéria-prima. A partir deste dia, toda a rede de lojas da marca passou a contar com coletores de MELISSA sem condições de uso para que a marca possa dar o descarte correto. Além disso, a marca lançou a MELISSA FLOX 100% RECICLADA, feita a partir de calçados da marca que não tinham mais condições de uso.
   

E graças ao Melflex®, material composto por PVC e que utiliza em sua composição sais minerais à base de cálcio-zinco, que não agridem a saúde, proporciona flexibilidade, conforto e resistência a cada par de MELISSA. Esse material é o melhor termomoldável flexível que existe, pois além de resistente, oferece muito mais conforto e suavidade ao toque. Além disso, é facilmente reciclável contando com pouco gasto de energia na fabricação e de vida útil maior, mostrando o lado sustentável da marca.
  

Campanhas que fizeram história 
O cheirinho, feito para reativar uma memória afetiva dos melhores momentos da vida, uma mistura de chiclete, jujuba e pirulito (cuja fórmula a Grendene não revela de jeito nenhum), é o mesmo desde que ela surgiu, mas as campanhas publicitárias da marca MELISSA foram muitas ao longo dessas mais de quatro décadas. Em 2003 a marca adotou o slogan “Melissa, o plástico na sua forma mais sedutora” em uma campanha na qual bonecas de plástico passaram a ser seus novos modelos publicitários. No ano seguinte foi a vez da campanha “Melissa Tour”, onde as bonecas MELISSA, que já estrelaram as campanhas anteriores, davam a volta ao mundo apresentando os novos modelos da coleção.
  

Em 2007, a marca MELISSA lançou a famosa e marcante campanha publicitária “Melissa Create Yourself”, que seguia a tendência do consumidor que interagia e criava conteúdo para a marca, antecipando assim uma tendência que se tornaria normal anos mais tarde.
   

Mais recentemente, em meados de 2020, a marca lançou a campanha global “BeExtra&Ordinary”, concebida a partir de uma reflexão sobre o atual cenário mundial. Conteúdos mais reais se tornaram populares, o que se intensificou durante o isolamento social. Se antes só o “extra” tinha espaço, hoje o “ordinário” também ocupa os holofotes e a campanha é sobre saber abraçar os dois. O conceito da campanha usa justamente a estética das redes sociais para brincar com a aparente contradição entre esses momentos, mostrando que os calçados da MELISSA podem ser usados por todas as pessoas, seja em momentos super extra ou super ordinários. Assista ao filme da campanha aqui.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca MELISSA passou por alterações ao longo de sua história. Em 2014, o logotipo ganhou uma tipografia de letra mais fina e delicada. A mais recentemente remodelação ocorreu em 2017, quando o logotipo adotou uma tipografia de letra mais impactante e arredondada.
  

Os slogans 
Be Extra & Ordinary. (2020)
Melissa há 30 anos criando sonhos de plástico. (2009) 
Melissa, o plástico na sua forma mais sedutora. (2003) 
Sempre Igual. Sempre Diferente. (1997) 
Plastic Dreams. (Internacional) 
New order all the way! (Internacional)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1979 
● Criador: Pedro e Alexandre Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Rudimar Dall’Onder 
● Gerente geral: Raquel Scherer 
● Faturamento: R$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 340 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Sandálias, chinelos, sapatos, tênis e acessórios 
● Concorrentes diretos: Moleca, Zaxy, Alme, Havaianas, Crocs e Birkenstock 
● Ícones: O modelo Aranha e o cheiro de seus sapatos 
● Slogan: Be Extra & Ordinary. 
● Website: www.melissa.com.br 

A marca no mundo 
A marca MELISSA comercializa sua linha de calçados (sapatilhas, chinelos, sandálias rasteiras, anabelas, sapatos fechados, tênis, entre outros modelos) e acessórios (como bolsas, pochetes, necessaires, porta moedas, chaveiros e até guarda-chuvas) em mais de 4.500 pontos de venda e 340 lojas CLUB MELISSA em todo território brasileiro. Além disso, exporta seus produtos para mais de 80 países, com forte presença na França, Inglaterra, Japão e Estados Unidos, onde está presente dentro das mais badaladas lojas de departamento e lojas multimarcas. Com faturamento anual estimado em R$ 800 milhões, desde seu lançamento MELISSA já criou mais de 600 modelos diferentes de calçados e já superou os mais de 220 milhões de pares produzidos. 

Você sabia? 
● A famosa MELISSA Aranha leva 26 segundos para ficar pronta. Isso sem contar o tempo de projeto e confecção das ferramentas para sua produção. 
● Tanto os calçados adultos como os infantis são feitos de plástico vegano, leve, flexível, macio e atóxico. Tudo isso é muito importante para garantir que os bebês e as crianças possam se sentir mais à vontade e, claro, seguros para andar, correr, pular, brincar e desbravar todos os caminhos do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Elle, Vogue e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Folha, Estadão e Meio Mensagem), sites de moda (PureTrends), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/9/2021 

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