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15.11.08

BP (BRITISH PETROLEUM)


Carros rodando com gasolina na Turquia. Outros utilizando etanol nos Estados Unidos. Caminhões a diesel trafegando pelas estradas inglesas. Casas com aquecimento a gás na gélida Finlândia. Energia eólica sendo gerada em vários pontos do mundo. Aviões sendo abastecidos em grandes aeroportos. Pontos de carregamento de veículos elétricos em várias regiões do mundo. É a British Petroleum, agora conhecida apenas por BP, trabalhando para o mundo não parar, gerando cada vez mais energia limpa para o bem da humanidade e do planeta. 

A história 
Tudo começou no dia 28 de maio de 1901 quando William Knox D’Arcy, fundador e investidor inicial da futura BP, obteve uma concessão de 60 anos do Xá Mozaffar ad-Din Shah Qajar para explorar e comercializar petróleo, gás, asfalto e ozocerita em vastas extensões da Pérsia - atual Irã. Pouco depois, em 1905, graças à ajuda financeira da Burmah Oil Company, a nova empresa pode continuar explorando a região, ainda sem êxito na descoberta do petróleo. Finalmente, no dia 26 de maio de 1908, a empresa descobriu petróleo em quantidades “comerciais”, no sudoeste do Irã. Foi a primeira descoberta de petróleo comercialmente significativa no Oriente Médio. No ano seguinte, em 14 de abril, nascia a Anglo-Persian Oil Company (APOC), primeira denominação da BP, com 97% de suas ações controladas pela Burmah Oil Company e o restante em poder do Lord Strachona, primeiro presidente da empresa, tendo como principal objetivo a exploração de petróleo naquela região. A primeira refinaria foi inaugurada em 1912. Mas nem tudo era sucesso. Em 1914, quase falida devido aos altos investimentos, a empresa foi salva pela assinatura de um acordo para fornecer 40 milhões de barris de petróleo à Marinha Real Britânica ao longo de 20 anos, em troca de 2 milhões de libras esterlinas e da aquisição, pelo governo britânico, de uma participação de 51% na empresa.
  

O primeiro produto comercial da empresa foi a gasolina B.P. Motor Spirit, vendida no Reino Unido pela primeira vez em 1921, iniciando seu crescimento no varejo de combustíveis e postos de serviços, surgindo assim a marca BP. Em 1926, a empresa criou Air bp, divisão especializada em aviação, sendo hoje um dos principais fornecedores mundiais de combustíveis de aviação (QAV). Nesse mesmo ano foi lançada sua primeira unidade móvel de abastecimento para aeronaves. Vale ressaltar que o primeiro voo abastecido pela Air bp ocorreu em 1927 na índia. Atualmente a Air bp, que atua nos segmentos de aviação geral, comercial e militar, abastecendo desde pequenos jatos particulares a grandes aeronaves das principais companhias aéreas, está presente em mais de 50 países e no Brasil opera desde 2002, e hoje distribui combustíveis de aviação em 40 localidades Ainda nesta década a empresa experimentou um forte período de expansão, com explorações de petróleo no Canadá, na América do Sul, África e Europa.
   

Em 1935, a empresa mudou seu nome para Anglo-Iranian Oil Company (conhecida como AOIC). Isso ocorreu porque o país Pérsia mudou seu nome para Irã. A Segunda Guerra Mundial foi devastadora para a empresa, que perdeu mais da metade de sua frota de petroleiros. No início da década de 1950 começou um novo período de crise para a empresa: o Irã nacionalizou os ativos da empresa no país que, nessa época, era o maior investimento britânico no exterior. Depois de três anos de negociações, em 1954, com a participação do governo dos Estados Unidos, foi formado um consórcio de empresas petrolíferas para reiniciar a produção petrolífera iraniana. A Anglo-Iranian Oil Company - a partir desse momento denominada BRITISH PETROLEUM COMPANY - ficou com 40% desse consórcio. Apesar do período conturbado, nessa época a empresa lançou a gasolina BP Super Plus, comercializada como um combustível de alta octanagem projetado para motores de alta compressão.
  

Em 1955, a British Petroleum, assim como outras empresas, percebeu o potencial do novo meio de comunicação que era a televisão, e veiculou seu primeiro comercial nas telinhas do Reino Unido. Em meados da década de 1960, a BP possuía muitas operações no exterior, investindo enorme quantia de dinheiro em pesquisas, prospecções e exploração ao redor do mundo. Em 1969, depois de anos de exploração, se descobriu no Alasca uma das maiores bacias petrolíferas dos Estados Unidos. Foi então imposta a necessidade de administrá-la a partir de uma empresa norte-americana bem estabelecida. A BP então adquiriu 25% da Standard Oil Company (originalmente denominada John D. Rockefeller Standard Oil), participação que, em 1975, se tornaria majoritária. Em 1970, a BP fez sua maior descoberta até o momento no Mar do Norte britânico, o gigantesco campo de Forties, um campo petrolífero com reservas estimadas em bilhões de barris, localizado a 160 quilômetros da costa mais próxima.
   

Na década de 1970, durante a crise do petróleo, a BP, assim como o restante das empresas petrolíferas, perdeu o acesso ao petróleo dos países da OPEP. Para nivelar as fontes de receitas, a empresa começou a se diversificar. Através de uma aliada francesa, começou a atuar no setor de proteínas, e mais tarde, no setor de nutrição animal e humana, com a criação da BP Nutrition. Ingressou também no mercado de carvão e de minerais. A década seguinte foi repleta de novidades para a BP: em 1981, a empresa enfrentou uma profunda reestruturação; em 1986, sua divisão de nutrição comprou a empresa americana Purina Mills (conheça essa história aqui), uma das mais tradicionais do mercado; no ano seguinte, em 1987, o governo britânico vendeu suas ações, privatizando completamente a empresa, e em 1988 adquiriu a Britoil, ampliando sua área de exploração no Mar do Norte. No final desta década, a BP iniciou a procura de grandes reservas de petróleo em áreas inexploradas no mundo.
 

Em 1990, a British Petroleum começou a focar-se mais no setor de energia, vendendo a maior parte da BP Coal, seu empreendimento na área de mineração. Aos poucos começou também a se desligar do setor de nutrição animal. Porém a grande mudança ocorreria em 1995, quando Lord Browne of Madingley assumiu o cargo de CEO da empresa. Com ele no comando a BP cresceu espantosamente, se tornou mais lucrativa e passou a ser um das maiores companhias de energia do mundo. Uma de suas principais ações ocorreu em dezembro de 1998, quando comandou a fusão das operações globais da Amoco (subdivisão da Standard Oil determinada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, em 1929) e da BP. Essa união representava a maior fusão industrial do mundo, até aquele momento, fazendo com que a BP se tornasse uma verdadeira gigante do setor, sendo a maior produtora de petróleo e gás natural da União Europeia e a terceira maior empresa petrolífera em capital do mundo.
   

A fusão também foi importante para a empresa ingressar pesado no mercado americano de varejo, já que a Amoco era um das mais populares e conceituadas marcas de gasolina, com milhares de postos de serviços espalhados pelo país. Depois de adquirir a Atlantic Richfield Company (ARCO), em 1999, e a Burmah Castrol, quando passou a ser proprietária da marca Castrol® (conheça essa outra história aqui), em 2000 a empresa passou por uma grande mudança que adotou uma nova logomarca, unificando as quatro companhias. A sigla BP passou então a significar “Beyond Petroleum” (algo como “além do petróleo”), traduzindo claramente a missão da empresa: explorar novas energias e aproveitar o seu negócio, trazendo mais valias à sociedade e ao mundo.
  

Junto com a estreia de sua nova imagem e posicionamento, a BP iniciou a inauguração de postos de abastecimentos ecológicos, capazes de funcionar com total autonomia da rede elétrica, recorrendo apenas a energias alternativas. Estes postos representavam protótipos de futuros desenvolvimentos na rede de varejo, tendo como objetivo produzir a energia necessária ao seu funcionamento com o menor impacto possível para o meio ambiente. A BP também apostou na inovação, sobretudo na área do desenvolvimento de novos produtos. Em Portugal, e antecipando em cinco anos a norma europeia sobre o teor de enxofre na gasolina, foi lançado o combustível Eco Super, uma gasolina que reduzia 90% das emissões de enxofre e 25% as emissões de dióxido de carbono. Tratava-se de uma iniciativa que fazia parte do programa “Cidades Mais Limpas”, um projeto da empresa que consistia em comercializar combustíveis mais limpos em 40 cidades do mundo e contribuir assim para a melhoria contínua da qualidade do ar. Além disso, investiu pesado em parques eólicos ao redor do mundo e no desenvolvimento de energia com base no hidrogênio. E investiu na energia solar, com instalações em diversos países.
  

Em 2002, a BP adquiriu a Aral, a maior rede de postos de combustíveis da Alemanha, ingressando fortemente no setor de varejo naquele país. Em 2003, a empresa introduziu no mercado a linha de combustível BP Ultimate, composta por gasolina e óleo diesel, que foi desenvolvida como parte de um programa contínuo de testes extensivos e rigorosos para alcançar de forma ímpar os benefícios combinados de mais rendimento e menos poluição. Nos anos seguintes, a BP investiu pesado para deixar de ser uma empresa quase que exclusivamente de petróleo para oferecer diversas fontes de energia, porque entendeu que a sobrevivência do negócio dependia dessa mudança.
  

No final de 2019, a empresa firmou uma joint-venture com a Bunge (conheça essa história aqui) para criar a Bunge Bioenergia, que surgiu da união dos ativos de bioenergia e açúcar da BP e da Bunge no Brasil, com foco em etanol, açúcar e bioeletricidade. Vale ressaltar que, em outubro de 2024, a empresa britânica adquiriu a participação da Bunge no negócio, criando assim a bp bioenergy, que produz etanol, açúcar e bioeletricidade por meio da cana-de-açúcar, opera 11 unidades de biocombustíveis em cinco estados brasileiros, com capacidade de moagem de 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano.
  

Ainda em 2020, a empresa lançou a BP pulse como marca no Reino Unido, substituindo o nome da rede pública de carregamento Chargemaster (adquirida pela BP em 2018). Posteriormente, expandiu a BP pulse para os Estados Unidos em 2022, após a reformulação da marca AMPLY Power, que passou a fazer parte do negócio global de carregamento de veículos elétricos da BP. Atualmente a BP pulse, focada em soluções rápidas e ultrarrápidas de carregamento de veículos elétricos, opera mais de 40.000 pontos em todo o mundo, com a meta de expandir essa rede para mais de 100.000 pontos até 2030. Em 2025, a empresa anunciou uma descoberta significativa de petróleo e gás no “Campo Bumerangue”, na Bacia de Campos, no estado do RJ, destacada como uma das maiores da BP em 25 anos.
   

Atualmente a BP também atua fortemente no segmento de varejo com a comercialização de combustíveis de aviação através da divisão Air bp, lubrificantes (com a marca Castrol®) e operação de mais de 21 mil postos de serviços e combustíveis sob as marcas ARCO (presente em diversos estados americanos como Califórnia, Oregon, Washington, Nevada, Idaho, Arizona, Utah, entre outros), AMOCO (postos de gasolina no leste e no meio-oeste americano), BP (que oferece combustíveis, loja de conveniência e serviços como lavagem e troca de óleo, localizados no Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e outros países europeus), ARAL (na Alemanha) e BP TRAVEL CENTRE (enormes espaços localizados em estradas que oferecem posto de serviço, loja de conveniência e praças de alimentação com restaurantes, além de estacionamento para caminhões, lounge, vestiário com chuveiro e máquinas de lavar roupa). Vale ressaltar que somente no Reino Unido, seus postos de serviços atendem a mais de sete milhões de clientes por semana. Além disso, a BP está expandindo o carregamento rápido de veículos elétricos em seus postos de gasolina, principalmente no Reino Unido, Alemanha, China e Estados Unidos.
   

A empresa também atua no setor de lojas de conveniência com a rede ampm® (conheça essa história aqui), que possui forte presença nos Estados Unidos e em outros países como Japão e Brasil, onde é licenciada para a Ipiranga (conheça essa história aqui), a Thorntons (adquirida integralmente pela BP em 2021, operando mais de 200 lojas e postos de gasolina nos Estados Unidos), a Wild Bean Cafe (marca própria de serviços de alimentação da BP, oferecendo comida quente e café), a Aral (com lojas na Alemanha) e a Petit Bistro (marca própria de produtos de conveniência oferecida em mercados internacionais selecionados).
  

Um rebranding milionário 
A empresa britânica foi uma das primeiras a perceber o poder das marcas sobre o mercado financeiro. Em uma estratégia preventiva, no ano de 2000, a petrolífera decidiu antecipar-se às cobranças dos consumidores e investiu US$ 253 milhões para “limpar sua imagem”, apresentando-se como uma companhia de energia, que investe não apenas em plataformas de extração e oleodutos, mas também em fontes energéticas renováveis e limpas. A principal razão do novo posicionamento da marca era simples: a BP sempre esteve associada à poluição, por isso, resolveu se transformar numa empresa preocupada com meio ambiente, abrindo grande espaço para energias alternativas. Depois de sete décadas ostentando o mesmo brasão de fundo verde com a sigla BP em amarelo, a empresa investiu pesado para mudar completamente sua logomarca global. Escolheu um inusitado símbolo (chamado Helios, deus grego do sol, astro que continua sendo a maior fonte de energia da Terra) que lembrava uma flor, ladeado por um novo slogan.
  

As iniciais “BP” passaram a significar também Beyond Petroleum, algo como “além do petróleo”. Grupos ambientalistas, todavia, opuseram-se a essa mudança. O Greenpeace (conheça essa história aqui) transformou o slogan em “Burning the planet”, algo como “queimando o planeta”. A mudança foi uma mensagem direta aos investidores: a BP estava atenta às fontes renováveis de energia e pretendia continuar forte em seu ramo de atuação - mesmo diante da diminuição das reservas globais de petróleo. A nova marca estava mais alinhada com as novas aspirações da empresa: “Better People, Better Products, Better Picture, Beyond petroleum”.
  

Os ingleses escoraram sua nova imagem em grandes investimentos em fontes de energias alternativas, como solar e eólica, para provar que a mudança não era apenas uma maquiagem de marketing. A criação da nova marca foi, e ainda é, um dos casos mais bem sucedidos de revitalização de imagem. Para provar que o novo posicionamento da empresa não era apenas visual, a empresa desenvolveu capacidade própria para trabalhar com as tecnologias limpas.
  

Finalmente, depois de alguns anos, a demanda por elas se tornou cada vez mais crescente. A divisão da empresa (BP Alternative Energy), criada em 2005 e que opera com fontes de energias eólica e solar, hidrogênio e postos de venda de gás natural são lucrativas. Em energia solar, um mercado que cresce a uma média anual de 30%, a BP projeta receita bilionárias e crescentes.
  

Toda essa mudança, no entanto, não foi suficiente para livrá-la das acusações de “greenwashing” (algo como “maquiagem verde”). Ainda hoje, a BP é patrulhada pelos ambientalistas, como provam as recentes denúncias de que estaria envolvida em um pesado lobby contra o endurecimento das leis ambientais nos Estados Unidos.
  

Imagem arranhada 
Uma década depois de mudar seu posicionamento, lançar sua nova identidade visual e tentar mostrar ao mundo que a poluição ao meio ambiente podia ser drasticamente reduzida, um terrível e grave acidente no dia 20 de abril de 2010, quase colou todos os esforços da BP por água abaixo literalmente. Foi neste dia, que onze pessoas morreram após uma terrível explosão que destruiu a plataforma “Deepwater Horizon”, propriedade da companhia Transocean, que operava para a BP o poço afetado em águas do Golfo do México, a 77 quilômetros do litoral do estado americano da Louisiana. Em poucos dias a empresa perdeu US$ 25 bilhões em valor de mercado e foi duramente criticada por governos e principalmente por organizações ambientalistas, que promoveram protestos por todas as partes do mundo. Mas o pior ainda estava por vir. Um dos maiores desastres mundiais de derramamento de petróleo, despejou, durante mais de três meses, quase cinco milhões de barris no oceano, e obrigou a BP a gastar bilhões de dólares para contê-lo.
   

O prejuízo era enorme: a empresa perdeu enorme valor de mercado, manchou sua imagem, demitiu seu principal executivo e enfureceu seus acionistas com os bilhões de dólares gastos. Além disso, vários equipamentos de custos elevados além de altos investimentos no mercado de petróleo sofreram baixas consideráveis. Houve também grandes perdas de ecossistemas terrestres e marinhos e que poderão demorar vários anos para se restabelecerem, mesmo com os altos gastos para a recuperação. Segundo a empresa os custos relativos aos esforços para conter o maior derramamento acidental de petróleo em águas marinhas da história ultrapassou US$ 4.5 bilhões em multas e penalidades, e outros US$ 18.7 bilhões em penalidades relacionadas à Lei da Água Limpa e outras reivindicações, representando o maior acordo criminal da história dos Estados Unidos. No total, o vazamento de petróleo custou à empresa mais de US$ 65 bilhões.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao logo de sua história. Apesar da empresa ter sido fundada em 1909, a marca BP surgiu em 1921 com o lançamento de seu primeiro produto comercial no Reino Unido, a gasolina B.P. Motor Spirit. A primeira modificação ocorreu já em 1922, quando foi adotado um logotipo mais simples, apenas as iniciais BP entre aspas. Em 1930, essas iniciais foram colocados dentro de um escudo. Mas foi em 1947 que surgiu o Green Shield ("Escudo Verde”), que se tornaria durante décadas o principal símbolo de reconhecimento da marca. Após ganhar novas tonalidades de verde e adotar um nova tipografia de letra, sempre mantendo a combinação de verde com amarelo, em 2000 a BP remodelou radicalmente sua identidade visual. Surgia então o “Helios”, um girassol verde e amarelo cujo nome homenageia o deus grego do sol e que representa a energia em suas diversas formas.
  

O logotipo da BP também pode ser aplicado na horizontal, como mostra a imagem abaixo.
   

Os slogans 
Keep It Going. (2023) 
Reimagining energy. (2020) 
Keep Advancing. (2019) 
Everyday, brighter. (2019) 
A little better. (2007) 
Think outside the barrel. (2004) 
Beyond Petroleum. (2000) 
For all our tomorrows. (1994) 
The energy to change. (1991) 
Britain at its best. (1987) 
The Quiet Achiever. (1982) 
Energy at work. (1978) 
A world of exploration in oil. (1976) 
Sets the pace. (1966) 
For the car in your life and life in your car. (1965) 
BP is the key to better motoring. (1963) 
BP: Best Possible. (1922)
  

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 14 de abril de 1909 
● Fundador: William Knox D’Arcy e Lord Strachona 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: BP p.l.c 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Albert Manifold 
● CEO: Meg O’Neill 
● Faturamento: US$ 189.3 bilhões (2025) 
● Lucro: US$ 1.29 bilhões (2025) 
● Valor de mercado: US$ 119 bilhões (abril/2026) 
● Postos de serviço: 21.200 
● Presença global: 61 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 100.500 
● Segmento: Energia e petroquímica 
● Principais produtos: Exploração e produção de petróleo e gás, combustíveis e lubrificantes 
● Concorrentes diretos: ExxonMobil, Shell, Chevron, TotalEnergies, Saudi Aramco, Equinor, Eni, Phillips 66, ConocoPhillips, Marathon, Petrobras, Gazprom, Petronas e PetroChina 
● Slogan: Reimagining energy. 
● Website: www.bp.com 

A marca no mundo 
A BP, quinta maior empresa petrolífera de capital aberto do mundo em termos de receitas, possui operações em mais de 60 países, incluindo mais de 21 mil postos de gasolina (boa parte deles nos Estados Unidos e Reino Unido), mais de 100 mil empregados (incluindo 11.300 engenheiros), produção diária superior a 2.4 milhões de barris e faturamento superior a US$ 189 bilhões (dados de 2025). A empresa verticalmente integrada opera em todas as áreas da indústria de petróleo e gás, incluindo exploração, extração, refino, distribuição, comercialização e negociação. Seus principais mercados incluem os Estados Unidos, a Austrália, a Índia e vários países da Europa, especialmente Reino Unido e Alemanha. Atualmente a empresa tem reservas totais de 6.25 bilhões de barris. 

Você sabia? 
 A empresa fez parte do cartel conhecido como “Sete Irmãs”, formado pelas maiores exploradoras, refinadoras e distribuidoras de petróleo e gás do planeta, as quais, após fusões e incorporações, reduziram-se a quatro - ExxonMobil, Chevron (saiba mais aqui), Shell (conheça essa outra história aqui), além da própria BP. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Time), jornais (Meio Mensagem, Estadão, Valor Econômico e The New York Times), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/4/2026 

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27.7.06

HITACHI


A japonesa HITACHI desenvolve soluções integradas pensando nos principais desafios que a sociedade enfrenta diariamente. Consciente de que o mundo necessita cada vez mais de infraestruturas inteligentes e eficientes, o foco atual da empresa é a Inovação Social, ou seja, soluções feitas para apoiar a sociedade em diversos segmentos e possibilitar um futuro repleto de sorrisos para as gerações que estão por vir. Esta é a especialidade da HITACHI: acompanhar o desenvolvimento local com soluções globais em tecnologia e produtos voltados ao bem-estar e ao desenvolvimento. 

A história 
Tudo começou no ano de 1910 quando o engenheiro elétrico Namihei Odaira (imagem abaixo) abriu uma pequena oficina de reparos de motores elétricos na província de Ibaraki, em uma cidade batizada, não por acaso, com o nome da companhia: HITACHI. Não demorou muito para a modesta oficina começar a fabricar seus primeiros produtos: motores elétricos de indução com potência de cinco cavalos do Japão. No ano seguinte, a empresa já fabricava também transformadores. Em 1914, a empresa ampliou sua linha de produtos com a produção de amperímetros e voltímetros de corrente alternada. Pouco depois, em 1916, a empresa desenvolveu uma turbina a água de 10.000 HP e no ano seguinte, passou a fabricar também ventiladores elétricos. A partir deste momento, a empresa sempre agiu a partir de uma filosofia empresarial de contribuir para a sociedade por meio da tecnologia. A década de 1920 foi um período marcante para a empresa: em 1924, decidiu fabricar produtos mais pesados como locomotivas elétricas de grande porte e, em 1927, iniciou a fabricação de geladeiras.


Na década seguinte a HITACHI começou sua expansão internacional e aumentou ainda mais sua linha de produtos com a fabricação de pilhas eletrolíticas hidráulicas (1931), elevadores e da primeira geladeira elétrica da marca (1932). A empresa detectou, em 1940, a grande oportunidade de atuar em um mercado até então desconhecido e iniciou suas atividades no Brasil com o fornecimento de bombas para usinas hidrelétricas. Esta era uma das primeiras operações da HITACHI fora do Japão. Hoje, são 13 empresas do conglomerado no país empregando mais de 1.400 funcionários em 5 plantas de manufatura, que também abriga, a partir de abril de 2014, a matriz regional para a América do Sul, a Hitachi South America. Ainda em 1940 a empresa foi responsável por concluir uma central automática com 5.000 linhas. Durante a Segunda Guerra Mundial a HITACHI voltou boa parte de sua produção para a fabricação de geradores para aviões de combate. Com o fim do conflito mundial, em 1948 a empresa iniciou a produção de ferramentas elétricas como furadeiras. No ano seguinte, a HITACHI completou a construção de sua primeira escavadeira, ingressando assim em um novo segmento de mercado. Em 1951, construiu a turbina aquática Kaplan de 6.500 kW e um gerador de 7.000 kVA (primeiro do tipo guarda-chuva fabricado no Japão) e, em 1953, apresentou a turbina resfriada a hidrogênio. Pouco depois, em 1956, mais uma vez de forma inovadora a HITACHI concluiu o primeiro motor diesel-elétrico a ser fabricado no Japão. Dois anos mais tarde, além de fabricar o primeiro rádio portátil de seis transistores, os microscópios eletrônicos produzidos pela empresa receberam o Grand Prix na Exposição Mundial de Bruxelas.


Em 1959, além de se estabelecer nos Estados Unidos, desenvolveu a fabricação de computadores eletrônicos baseados em transistores, apresentou o sistema de reserva de assentos para ferrovias nacionais (1961), lançou a lava-louça automática em 1961 e três anos mais tarde produziu o primeiro vagão do chamado trem bala no Japão. No final desta década, em 1967 iniciou a fabricação de ar-condicionado para ambientes domésticos, em 1968 desenvolveu elevadores de 300 m/min para arranha-céus e, em 1969, desenvolveu o sistema de operações bancárias online e iniciou as vendas dos televisores totalmente a cores. Os anos de 1970 foram marcados por produtos e descobertas inovadoras, como por exemplo, o desenvolvimento de uma unidade de armazenamento de arquivos de 1 Gbyte (1971), de um novo tipo de tubo de captação de imagens (1973), a entrega da primeira série de computadores de grande porte para usos gerais (1975) e o desenvolvimento do primeiro microscópio eletrônico de emissão de campo do mundo e da câmera em cores experimental com dispositivo de imagem miniatura de estado sólido, ambos em 1978. A partir da década seguinte, a HITACHI ingressou no mercado europeu (1982), crescendo em um ritmo forte e constante. Durante os anos seguintes lançou inovações, como a tela grande que usava cristal líquido colorido (1987) e, em 1989, estabeleceu dois centros de Pesquisa e Desenvolvimento nos Estados Unidos e dois laboratórios na Europa.


No início da década de 1990, a HITACHI desenvolveu o monitor colorido de cristal líquido de alta resolução e lançou o computador com a velocidade de processamento mais rápida do mundo na época. Pouco depois, em 1993, a HITACHI, lançou o trem-bala com velocidade máxima de 270 km/h, desenvolveu o sequenciador de DNA de matriz capilar e demonstrou com pioneirismo mundial com sucesso a operação de memória de elétrons à temperatura ambiente. Com a chegada do novo milênio, a HITACHI continuou pesquisando e criando novas tecnologias como o processador de aplicação para telefones celulares e o primeiro notebook silencioso resfriado por líquido do mundo, apresentado em 2002. A partir de 2008, o gigante japonês começou a enfrentar um dos piores momentos de sua história. Com o agravamento da crise econômica mundial, a HITACHI foi atingida de maneira potencialmente destrutiva. Resultado: cortou mais de 7 mil empregos, anunciou prejuízos bilionários e iniciou a busca por novos mercados, especialmente os dos países emergentes. Com isso, nos anos seguintes a empresa encerrou a produção de algumas linhas de produtos menos rentáveis e vendeu outras divisões de negócios, como por exemplo, em 2011 quando se desfez de sua divisão de HDs (discos rígidos); quando anunciou em 2012 que deixaria de produzir televisores no Japão; em 2015 ao concluir um acordo com a Johnson Controls para assumir seu negócio de ar-condicionado (com licença do uso da marca HITACHI); ou em 2017 com a venda de sua divisão de ferramentas elétricas. Em contrapartida, no mês de fevereiro de 2017, HITACHI e Honda anunciaram uma parceria para desenvolver, produzir e vender motores para veículos elétricos; e, no ano de 2018, a empresa japonesa adquiriu a divisão de Power Grids (redes elétricas) da suíça ABB.


A HITACHI está constantemente inovando. Para isso investe em pesquisas e desenvolvimento (destina 4% de seu faturamento anual) para oferecer sempre as melhores soluções em sistemas e equipamentos para os setores de energia, infraestrutura industrial, materiais de alta-precisão, máquinas de construção, mídias digitais, sistemas eletrônicos e equipamentos, serviços financeiros, sistemas automotivos, sistemas eletrônicos, equipamentos de saúde, tecnologia da informação e transportes. Maquinário pesado, compressores, transformadores, sistemas de monotrilho e trens de alta velocidade, escavadeiras, instrumentos de análise (como o espectrofotômetro e microscópios eletrônico), equipamentos médicos (ressonância magnética e ultrassom), produtos eletrônicos automotivos (incluindo sistemas multimídia e sistemas para navegação GPS, além de uma gama de alto-falantes, subwoofers, equipamentos de áudio e vídeo), redes elétricas, semicondutores, elevadores e escadas rolantes, são alguns dos produtos fabricados pela HITACHI que fazem o mundo funcionar. O atual slogan da marca não poderia expressar melhor sua filosofia: “Inspire the next” (“Inspire o próximo”, em português).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Até 1992, o logotipo da HITACHI era formado por dois ideogramas estilizados, que apareciam dentro de um círculo. As quatro farpas ao redor da circunferência representavam os raios de sol, idealizado pelo fundador, e queriam dizer que uma pessoa, diante do sol nascendo, planeje um futuro melhor para todos. Afinal, HI (sol) TACHI (levantar ou erguer) significa “O sol se levanta, o sol nasce”. Foi então que em 1992, a empresa adotou somente o nome como identidade visual, que poderia ser aplicada nas cores vermelha e preta. Em 2001, a empresa incorporou o slogan “Inspire the next” ao seu logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1910 
● Fundador: Namihei Odaira 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Hitachi Ltd. 
● Capital aberto: Sim (1982) 
● Chairman: Hiroaki Nakanishi 
● CEO: Toshiaki Higashihara 
● Faturamento: US$ 85.4 bilhões (2018) 
● Lucro: US$ 2.89 bilhões (2018) 
● Valor de mercado: US$ 36.1 bilhões (outubro/2019) 
● Presença global: 140 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 295.950 
● Segmento: Conglomerado 
● Principais produtos: Automação industrial, centrais de energia, sistemas de informação, locomotivas, equipamentos médicos e elevadores 
● Concorrentes diretos: Toshiba, Siemens, Fujitsu, Mitsubishi Electric, NEC, ABB e General Electric (GE) 
● Slogan: Inspire the next. 
● Website: www.hitachi.com.br 

A marca no mundo 
O grupo HITACHI, um dos maiores e mais importantes conglomerados japoneses, é um gigante que oferece a seus clientes tecnologia da informação, soluções em segurança, materiais industriais, equipamentos de radiodifusão, tecnologia de transmissão, infraestrutura, maquinário para construção, equipamentos médicos e de biotecnologia, soluções para o setor de transporte e produtos automotivos. A empresa vende sua vasta linha de produtos e soluções em mais de 140 países ao redor do mundo, faturando US$ 85.4 bilhões (dados/2018) e empregando mais de 295.000 pessoas. 

Você sabia? 
No Brasil a HITACHI já foi marca de televisores nos anos de 1990 em uma parceria com a Philco


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/10/2019